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Como bacalhau virou prato típico da Sexta-Feira Santa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/04/2026 00:10

Agro Como bacalhau virou prato típico da Sexta-Feira Santa Para especialistas, costume tem suas raízes na influência de Portugal enquanto país colonizador do que depois se tornaria o Brasil. Por BBC

O costume de não comer carne vermelha na quaresma — alguns, apenas na Semana Santa; outros, exclusivamente na Sexta-Feira Santa — é tradicional em muitas famílias católicas brasileiras.

Para especialistas, é uma história longa em que não há uma única explicação. Mas tem suas raízes na influência de Portugal enquanto país colonizador do que depois se tornaria o Brasil.

Outra parte da explicação está no fato de ser um produto que pode ser conservado por mais tempo sem refrigeração.

Em tempos anteriores à invenção da geladeira, sobretudo em que a quaresma ocorre no verão, como o Brasil, era preciso facilitar essa ideia de comer peixe.

Em seus quase 40 anos de sacerdócio, não foram poucas as vezes em que o padre Eugênio Ferreira de Lima questionou o costume, tradicional em muitas famílias católicas brasileiras, de não comer carne vermelha na quaresma — alguns, apenas na Semana Santa; outros, exclusivamente na Sexta-Feira Santa, dia em que o protagonista à mesa costuma ser o bacalhau.

"Sobretudo porque bacalhau é mais caro do que certas carnes", disse Lima, em troca de mensagens com a reportagem da BBC News Brasil.

"Também não vejo sentido em fazer jejum ou não comer carne e não dar o que deixou de comer para os mais pobres. Às vezes me sinto uma voz isolada nesse sentido."

O questionamento levantado pelo religioso faz muito sentido, sobretudo em tempos de inflação, que tem reduzido a oferta de alimentos na mesa dos brasileiros.

Mas, ao mesmo tempo, é uma crítica que instiga: de onde veio o costume do bacalhau na sexta-feira que antecede à Páscoa?

Para especialistas, é uma história longa em que não há uma única explicação. E, claro, tem suas raízes na influência de Portugal enquanto país colonizador do que depois se tornaria o Brasil. Outra parte da explicação está no fato de ser um produto que pode ser conservado por mais tempo sem refrigeração.

"Quando o assunto é o 'não se pode comer tal coisa' e 'é permitido consumir tais produtos', a regra não é tanto baseada na questão econômica", explica o historiador André Leonardo Chevitarese, professor titular do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e autor do livro Jesus de Nazaré: O Que a História Tem a Dizer sobre Ele, entre outros.

"A chave para pensar essa questão, se não é econômica, tem a ver com a questão religiosa. Por isso é tão tensa essa questão. Nem todo cristão faz jejum ou abre mão de comer carne vermelha durante a Semana Santa", lembra Chevitarese.

"O que leva alguém a consumir ou não carne vermelha diz respeito a olhares, formas de se ler teologicamente o que vem a ser o sacrifício de Jesus na cruz", completa ele.

É por isso que a abstinência de carne suscita comentários que vão desde o "a Igreja Católica proibiu sem base bíblica" aos que defendem que regulamentações oriundas de documentos ou da tradição católica estariam, sim, ancoradas pelos ensinamentos dos livros sagrados, como contextualiza Chevitarese, em "simbologias teológicas do ato do sacrifício de Jesus".

"Ou seja: eu não discutiria questões econômicas, mas pensaria em simbologias", conclui ele.

E aí há algumas questões que precisam ser levadas em conta: a prática do jejum, o simbolismo do peixe, o prazer de comer carne vermelha e, por fim, a disseminação do bacalhau no mundo lusitano.

"Tudo começa, na verdade, com o jejum", afirma a vaticanista Mirticeli Medeiros, pesquisadora de história do catolicismo na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

"Desde os primeiros séculos do cristianismo tal prática é observada, mas sem focar em um alimento específico. Até porque, na era primitiva do cristianismo, havia essa preocupação de romper com as práticas judaicas em alguns aspectos, embora a influência, do ponto de vista cultural, fosse mais que evidente. É na Idade Média que se começa a desenhar tal preceito."

Chevitarese ressalta que desde os primeiros cristãos já havia uma reflexão sobre "pensar o sacrifício de Jesus" experimentando alguma forma de abstinência.

"A ideia de jejuar, de ter uma ascese, representaria, sob muitos aspectos, uma austeridade, um autocontrole diante dos prazeres humanos, sempre em dimensão ao sacrifício feito por Jesus na cruz", pontua.

O historiador, teólogo e filósofo Gerson Leite de Moraes, professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie, ressalta que essa ideia de jejum, no catolicismo, está ligada ao sacramento da penitência, ou seja, um sacrifício feito para a remissão dos pecados.

"No catolicismo, é um conceito que trabalha de modo muito forte com a ideia de reconciliação", diz Moraes.

Ora, a quaresma é, por assim dizer, o momento perfeito para a ocorrência dessa experiência religiosa. “Porque é um período de perdão, de reconstrução. E é dentro dessa lógica toda que aparece a abstinência da carne, como um símbolo dessa vida que pede para ser reconciliada”, acrescenta o historiador.

Afinal, a simbologia está na narrativa: a quaresma é o percurso que resulta na Páscoa. E a Páscoa, a festa da ressurreição, seria o ápice dessa história de renovação, essa possibilidade de que cada um se torne um novo ser humano.

Moraes aponta que essa prática de abstinência não costuma ser seguida por cristãos protestantes, evangélicos ou de outras denominações.

Segundo ele, a raiz dessa diferença está justamente na questão dos sacramentos — se para os católicos, são sete, incluindo a penitência ou arrependimento dos pecados, protestantes têm apenas dois: batismo e eucaristia.

São muitas as explicações que, somadas, resultam numa unânime permissão. Em primeiro lugar, é preciso lembrar como peixes eram importantes no contexto do Jesus histórico, ou seja, no dia a dia daquelas comunidades do Oriente Médio de cerca de 2 mil anos atrás.

Não à toa, os primeiros seguidores de Jesus são apresentados, nos evangelhos, como pescadores. "Ele tinha entre os discípulos, pescadores. É lógico que o peixe é um alimento importante na cultura judaica. Mas não há uma relação explícita, direta, [disso com a ideia da troca da carne pelo peixe]", diz Moraes.

Os cristãos primitivos, naqueles tempos em que eram perseguidos por sua fé, decidiram usar o peixe como símbolo atribuindo à palavra um acrônimo: Iesous Christos Theou Yios Soter, que significa Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador.

"Assim, o consumo do peixe também passa por um conjunto de simbolismos, na experiência, na prática cotidiana de muitos cristãos", argumenta o historiador.

"As letras que compõem a palavra ichthys formam o sentido que está muito relacionado ao cristianismo", afirma. "Este peixe é, por si só, simbolicamente algo que se remete a Jesus como salvador."

Para muitas famílias, na Sexta-Feira Santa, o protagonista à mesa costuma ser o bacalhau — Foto: Getty Images via BBC

OK, havia a prática do jejum, já disseminada. E havia o hábito do peixe, acrescido da simbologia toda. Mas qual o problema com a carne vermelha, afinal?

A teoria mesmo veio apenas no século 13, graças ao filósofo, teólogo e frade italiano São Tomás de Aquino (1225-1274), um dos grandes pensadores do mundo medieval.

"Quando ele prescreveu uma orientação aos fiéis a respeito do jejum, apontou a carne como um dos alimentos mais prazerosos, juntamente com os laticínios", conta Medeiros.

"Fez isso porque o jejum era concebido como o ato de se abster de algo que mais se gostava, não necessariamente privar-se de carne. Mas a carne, em si, por satisfazer o prazer do paladar, estava muito associada à luxúria, aos pecados sexuais, comumente chamados de 'pecados da carne'."

"A teologia [da abstinência de carne vermelha] foi trazida por Tomás de Aquino", concorda Chevitarese.

Medeiros atenta para a recorrência de exemplos que confirmam essa ideia. Por exemplo, a regra de São Bento, documento atribuído ao monge São Bento de Núrsia (480-547) e que rege a ordem beneditina.

"Exigia que os monges só comessem carne em caso de necessidade extrema ou por questão de saúde", afirma a estudiosa do catolicismo.

"Foi colocado em questão, inclusive, se a carne moída e o presunto poderiam ser consumidos no lugar da carne [em si] porque, uma vez triturados, teriam perdido suas propriedades 'carnosas'", exemplifica Medeiros.

"Por fim, na Idade Média, os fiéis observavam o chamado 'jejum magro', que previa a abstinência de carne em várias épocas do ano, incluindo na sexta-feira", conta a pesquisadora. A regra atual consta de dois documentos do Vaticano: o Código de Direito Canônico de 1917 e a Constituição de 1966, do papa Paulo 6º (1897-1978).

Não são poucos os artifícios retóricos que buscam explicar a diferença entre carnes de diversos bichos, de modo a autorizar o consumo do peixe e proibir o de outros animais, por exemplo.

"Há o elemento do peixe como uma carne cujo sangue é frio, em detrimento ao sangue quente da carne vermelha dos bovinos e do frango", comenta Chevitarese.

As nuances não são muito claras tampouco na hora de definir o que é um peixe ou não. Nesse sentido, a religião não necessariamente bebe nas fontes da ciência.

"Na tradição judaica, o peixe seria o animal que tem escama e barbatana. Embora consideremos peixes muitos outros animais marinhos que não necessariamente tenham escama e barbatana", explica o historiador.

"Por exemplo, em Nova Orleans [nos Estados Unidos] houve um bispo que disse que jacaré deve ser considerado um peixe. Então os católicos de lá podem comer carne de jacaré na Sexta-Feira Santa", conta.

"Tem culturas que encaram a capivara como peixes, então católicos podem comer capivara na quaresma. E em Quebec [no Canadá], um bispo disse que castores também são peixes…"

"Então, a regra varia muito sobre o que é peixe [no âmbito religioso], como definir o que é peixe…" acrescenta ele. "Há muitas brechas."

'Por ser considerado um peixe de longa conservação, muitos fiéis consumiam o bacalhau durante toda a quaresma', diz Medeiros — Foto: Getty Images via BBC

"Não há nenhuma prescrição da Igreja sobre o uso do bacalhau", frisa Medeiros. Ela vai direto ao ponto: a tradição pegou no Brasil "simplesmente porque fomos influenciados pelos costumes portugueses". Ora, pois…

"Eles trouxeram a iguaria para cá no século 19. Por ser considerado um peixe de longa conservação, muitos fiéis o consumiam durante toda a quaresma", acrescenta ela.

Aí parece estar o pulo do gato — ou o salto do peixe. Em tempos anteriores à invenção da geladeira, sobretudo em que a quaresma ocorre no verão, como o Brasil, era preciso facilitar essa ideia de comer peixe.

Como o bacalhau costuma ser curado, em um processo com adição de sal e desidratação, ele é um produto que pode ser conservado por mais tempo sem refrigeração. Em resumo: não foi por fé no bacalhau, foi por puro pragmatismo.

O historiador Chevitarese explica que o consumo do bacalhau foi trazido ao Brasil com a chegada da corte portuguesa ao Rio de Janeiro em 1808. Aos poucos, a iguaria começou a estar disponível nos famosos empórios de secos e molhados.

"A lógica da penitência impõe ao fiel que ele obedeça, de livre e espontânea vontade, a um momento penitencial importante", enfatiza Moraes. "A Páscoa é uma excelente oportunidade para isso. Na Sexta-Feira Santa, então, o sujeito faz essa substituição [da carne pelo bacalhau], que é uma coisa histórica, tradicional."

"Somos um país criado sob a influência do catolicismo, então essa observância dos fiéis católicos vem desde a época da colonização e é algo muito evidente, ancorado pela orientação dos padres daqui. E o peixe [o bacalhau] apareceu como uma tradição da própria corte portuguesa", diz ele.

O teólogo sintetiza: se o ritual da abstinência veio com a colonização, a prática se acentuou com a chegada da corte portuguesa ao Rio.

"Então o bacalhau, com praticidade de algo que fazia parte da culinária portuguesa e não se estragava com facilidade, foi inserido. E aquilo foi sendo ressignificado ao longo do tempo", comenta.

Sim, porque com todos os ingredientes, é a hora de lembrar da frase bíblica que apregoa que as coisas de Deus devem ser deixadas a Deus e as coisas de César, a César. Porque o deus mercado é capaz de fazer perpetuar as mais diversas tradições inventadas…

“O consumo do bacalhau, trazido pela corte, caiu no gosto do brasileiro. Vivemos num modo de produção capitalista e quando algo cai no gosto da prática mercantilista comercial, tudo vira mercadoria: tem gente que vende e gente que consome", reflete Moraes. "Então está aí: ficou sendo uma prática muito explorada até hoje. E os vendedores de peixe agradecem."

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Trump reformula tarifas sobre produtos com aço, alumínio e cobre

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 23:27

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%Oferecido por

A Casa Branca publicou nesta quinta-feira (2) uma proclamação presidencial que reformula as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos de aço, alumínio e cobre, com mudanças nas alíquotas conforme o tipo de produto.

As novas regras estabelecem que parte dos itens acabados com participação relevante desses insumos deixarão de enfrentar tarifa de 50% e passarão a ser taxados em 25%.

🔎 Essa taxa será aplicada sobre o valor total do produto. Antes, a tarifa de 50% incidia apenas sobre o valor do metal utilizado nos itens.

Conforme as mudanças, produtos derivados que contenham mais de 15% do peso total em aço, alumínio ou cobre terão tarifa de 25% sobre o valor integral da importação. Máquinas de lavar e fogões a gás, por exemplo, passam a ter alíquota fixa de 25% quando feitos majoritariamente de aço.

Apesar da redução em alguns casos, as mudanças podem elevar o custo de diversas importações, ao ampliar a base de cálculo das tarifas, avaliou o jornal norte-americano Wall Street Journal.

Isso ocorre porque a cobrança passará a incidir sobre o valor total dos bens importados, e não apenas sobre o conteúdo de aço ou alumínio de cada produto.

A tarifa de 50% segue válida para produtos de aço, alumínio e cobre classificados como commodities, ou seja, compostos majoritariamente por esses metais.Determinados itens podem ser reclassificados como commodities se forem feitos quase integralmente desses materiais.Produtos com menos de 15% de conteúdo metálico ficam fora do regime e passam a pagar a tarifa global mínima de 10% estabelecida por Trump.Produtos feitos no exterior com metais dos EUA podem ter tarifa reduzida, de 10%.

As mudanças têm como objetivo simplificar um regime tarifário excessivamente complexo, que dificultava a determinação do valor do conteúdo metálico em milhares de produtos derivados — de peças de tratores a pias de aço inoxidável e equipamentos ferroviários.

“Então é mais fácil, mais simples, mais direto. Para muitos produtos, será mais baixo. Para alguns, será um pouco mais alto, mas, em geral, está ok”, disse um alto funcionário do governo Trump à Reuters, acrescentando que o governo discutiu as mudanças com a indústria e recebeu retorno positivo.

A expectativa é que, com a medida, o governo dos EUA arrecade mais com as tarifas sobre aço e alumínio, impostas sob a Seção 232 da Lei de Expansão do Comércio de 1962. A decisão ocorre após a Suprema Corte derrubar, em fevereiro, grande parte das tarifas aplicadas por Trump.

Em resposta, o republicano recorreu a um novo instrumento legal, a Seção 122 da legislação comercial dos EUA, para impor uma tarifa global de 10% sobre produtos importados.

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Distribuidoras nacionais ficam de fora de 1ª fase do programa de subvenção ao diesel

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 21:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%Oferecido por

A primeira fase do programa do governo federal de subvenção ao diesel terminou com apenas cinco empresas habilitadas.

As três distribuidoras nacionais de combustíveis – Vibra Energia, Raízen e Ipiranga – não participarão desta etapa.

O programa de subvenção ao diesel foi criado pelo governo federal para atenuar os efeitos nos preços domésticos de combustíveis causados pela disparada do petróleo no mercado internacional em meio ao conflito no Oriente Médio.

A iniciativa prevê o ressarcimento de até R$ 0,32 por litro de diesel para os agentes econômicos, a depender dos preços praticados por eles e de parâmetros definidos pelo governo em cada período.

Programa de subvenção ao diesel foi criado para atenuar os efeitos nos preços domésticos de combustíveis — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A primeira fase do programa do governo federal de subvenção ao diesel terminou com apenas cinco empresas habilitadas: a Petrobras, a refinaria de Mataripe (BA), a Sea Trading Comercial, a Midas Distribuidora e Sul Plata Training.

A informação é da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), que registrou a adesão das cinco empresas.

As três distribuidoras nacionais de combustíveis – Vibra Energia, Raízen e Ipiranga – não participarão desta etapa.

Segundo as regras, os agentes econômicos que atuam no setor tiveram até 31 de março para aderir ao programa para o período de 12 a 31 de março. Para o próximo período, de 1º a 30 de abril, o prazo para adesão ainda está aberto.

"A ANP recebeu pedidos de adesão para esse segundo período e está analisando os documentos", disse a agência, sem dar detalhes.

O programa de subvenção ao diesel foi criado pelo governo federal para atenuar os efeitos nos preços domésticos de combustíveis causados pela disparada do petróleo no mercado internacional em meio ao conflito no Oriente Médio.

A iniciativa prevê o ressarcimento de até R$ 0,32 por litro de diesel para os agentes econômicos, a depender dos preços praticados por eles e de parâmetros definidos pelo governo em cada período.

O Ministério de Minas e Energia publicou uma portaria que fixou o preço de comercialização máximo do diesel para o primeiro período da subvenção.

A partir dos períodos seguintes — em sua maioria com duração de 30 dias até o fim do ano — o preço máximo de venda será calculado com base em preço de referência definido pela ANP no primeiro dia de cada período.

O preço de referência vai oscilar diariamente, a fim de determinar o quanto será pago aos agentes.

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ANP anuncia fiscalização de leilões de gás de cozinha após Lula criticar os preços

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 19:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%Oferecido por

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou, nesta quinta-feira (2), que iniciou uma ação de fiscalização para apurar informações relacionadas aos leilões de GLP (gás de cozinha) realizados pela Petrobras em 31 de março.

A iniciativa foi motivada "por suspeitas de prática de preços com ágios elevados, possivelmente acima dos Preços de Paridade de Importação (PPI)".

Mais cedo nesta quinta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou o leilão como "bandidagem".

"Foi feito um leilão, com cretinice e bandidagem que fizeram com o óleo diesel. As pessoas sabiam da orientação do governo e da Petrobras: 'Não vamos aumentar o GLP'. Pois fizeram um leilão contra a vontade da direção da Petrobras", disse Lula em entrevista à TV Record.

"Vamos rever esse leilão, vamos anular esse leilão. O povo pobre não pagará, em hipótese alguma, o preço dessa guerra", acrescentou.

Equipes da ANP estiveram na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, e na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais. Segundo a agência, no entanto, as solicitações de informações abrangem todos os polos produtores da companhia.

Ainda de acordo com a agência, a fiscalização se baseia, entre outros pontos, em uma medida provisória editada no ano passado que ampliou suas competências legais para apurar infrações relacionadas à elevação abusiva de preços e à recusa injustificada de fornecimento de combustíveis, biocombustíveis e derivados de petróleo.

A ANP ressaltou que a ação tem caráter fiscalizatório e não representa, neste momento, constatação de irregularidades.

"A instauração da fiscalização não representa juízo prévio de que foram constatadas irregularidades, sendo assegurados à empresa fiscalizada o contraditório e a ampla defesa. Caso sejam constatadas infrações, poderão ser adotadas as medidas administrativas cabíveis, a partir da abertura de processo administrativo que poderá resultar em multa, nos termos da legislação aplicável", informou a ANP.

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Embraer entrega 44 aviões no 1º trimestre de 2026 e registra alta de 47% em relação ao ano anterior

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 18:59

Vale do Paraíba e Região Embraer entrega 44 aviões no 1º trimestre de 2026 e registra alta de 47% em relação ao ano anterior Alta foi puxada pelo segmento comercial, em que foram entregues dez aviões no primeiro trimestre de 2026. Por g1 Vale do Paraíba e Região

A Embraer entregou 44 aviões no primeiro trimestre deste ano. De acordo com a empresa, o número representa alta de 47% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram entregues 30 aeronaves nos primeiros três meses do ano.

A alta foi puxada pelo segmento comercial. Foram entregues dez aviões no primeiro trimestre de 2026, sendo três do modelo E195-E2, a maior aeronave atualmente em produção pela Embraer nesse segmento.

O setor de defesa também foi outro destaque. A Embraer entregou uma aeronave de transporte militar multimissão KC-390 Millennium e quatro A-29 Super Tucano.

A Embraer entregou 44 aviões no primeiro trimestre deste ano. De acordo com a empresa, o número representa alta de 47% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram entregues 30 aeronaves nos primeiros três meses do ano.

A alta foi puxada pelo segmento comercial. Foram entregues dez aviões no primeiro trimestre de 2026, sendo três do modelo E195-E2, a maior aeronave atualmente em produção pela Embraer nesse segmento. Nos primeiros três meses de 2025, foram entregues sete aeronaves comerciais – alta de 43%.

O setor de defesa também foi outro destaque. A Embraer entregou uma aeronave de transporte militar multimissão KC-390 Millennium e quatro A-29 Super Tucano. No total, são cinco aeronaves no trimestre, enquanto não houve nenhuma entrega no mesmo período do ano anterior.

Para a aviação executiva, foram entregues 29 jatos no trimestre, que representa aumento de 26% na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram entregues 23 aeronaves.

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LEGO lança coleção da Copa do Mundo 2026 com Messi, CR7 e Vini Jr; preços passam dos mil reais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 17:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%Oferecido por

A LEGO anunciou uma nova coleção de produtos inspirados na Copa do Mundo de 2026 nesta quinta-feira (2).

A linha reúne diferentes categorias de produtos, que vão desde kits menores, voltados para montagem rápida, até modelos mais elaborados e voltados para colecionadores.

Entre os principais destaques estão as séries “Destaques do Futebol” e “Lendas do Futebol”, além de versões maiores que incluem itens como a bola oficial e o troféu do torneio.

Os bonecos foram desenvolvidos com elementos personalizados para cada jogador, como cores das seleções, numeração das camisas e bases decorativas com identificação individual.

A LEGO anunciou uma nova coleção de produtos inspirados na Copa do Mundo de 2026 nesta quinta-feira (2), com bonecos de alguns dos principais nomes do futebol mundial, como Cristiano Ronaldo, Lionel Messi, Vinícius Júnior e Kylian Mbappé.

A linha reúne diferentes categorias de produtos, que vão desde kits menores, voltados para montagem rápida, até modelos mais elaborados e voltados para colecionadores. Entre os principais destaques estão as séries “Destaques do Futebol” e “Lendas do Futebol”, além de versões maiores que incluem itens como a bola oficial e o troféu do torneio.

Os bonecos foram desenvolvidos com elementos personalizados para cada jogador, como cores das seleções, numeração das camisas e bases decorativas com identificação individual.

O anúncio foi feito no Instagram em um vídeo que reúne os quatro craques do futebol mundial. Confira:

No Brasil, ainda não há previsão do início das vendas, no entanto, no mercado internacional já é possível encontrar os bonecos dos jogadores.

Se dentro de campo os craques são de nível mundial, pode se dizer que os preços também são. Confira:

Troféu Oficial do Campeonato do Mundo™ da FIFA – 179,99 euros (R$ 1078,55);Bola de futebol – 119,99 euros (R$ 719);Bonecos Lendas do Futebol – 79,99 euros (R$ 479,32);Kits Destaques do Futebol – 29,99 euros (R$ 179,70);Lionel Messi Celebração – 179,99 euros (R$ 1078,55).

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Comprar passagens de avião agora ou esperar?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 16:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1630,12%Dólar TurismoR$ 5,3620,05%Euro ComercialR$ 5,957-0,26%Euro TurismoR$ 6,199-0,34%B3Ibovespa187.869 pts-0,04%MoedasDólar ComercialR$ 5,1630,12%Dólar TurismoR$ 5,3620,05%Euro ComercialR$ 5,957-0,26%Euro TurismoR$ 6,199-0,34%B3Ibovespa187.869 pts-0,04%MoedasDólar ComercialR$ 5,1630,12%Dólar TurismoR$ 5,3620,05%Euro ComercialR$ 5,957-0,26%Euro TurismoR$ 6,199-0,34%B3Ibovespa187.869 pts-0,04%Oferecido por

O reajuste de 55% para o preço do querosene de aviação (QAV) anunciado pela Petrobras nesta quarta-feira não deve demorar a ser repassado para os passageiros.

Desde o início da ofensiva americana e israelense contra o Irã já havia a expectativa de alta nos preços de combustíveis em geral.

No caso do querosene de aviação, cuja produção ainda depende parcialmente de petróleo importado, esse impacto deve chegar em até três meses, na avaliação de especialistas.

A alta anunciada nesta semana segue a tendência de março, quando o preço do combustível subiu 9,4%. Os valores estão em tabela disponibilizada pela Petrobras.

Avião decolando da pista do Aeroporto Internacional de Cumbica — Foto: Sidnei Barros/Prefeitura de Guarulhos

Quem está planejando viajar de avião deve comprar a passagem o mais cedo possível, avaliam especialistas. Isso porque o reajuste de 55% para o preço do querosene de aviação (QAV) anunciado pela Petrobras nesta quarta-feira (1°/04) não deve demorar a ser repassado para os passageiros.

Desde o início da ofensiva americana e israelense contra o Irã já havia a expectativa de alta nos preços de combustíveis em geral.

No caso do querosene de aviação, cuja produção ainda depende parcialmente de petróleo importado, esse impacto deve chegar em até três meses, na avaliação de Viviane Falcão, professora de Economia dos Transportes Aéreos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

"Se eu pudesse dar um conselho neste momento, seria para comprar a passagem o quanto antes”, afirma.

"As aéreas fecham os contratos de combustível com seis meses de antecedência, mas, com a chegada das férias e segundo semestre – que sempre registra preços maiores –, o repasse do aumento deve chegar antes deste prazo", avalia.

A alta anunciada nesta semana segue a tendência de março, quando o preço do combustível subiu 9,4%. Os valores estão em tabela disponibilizada pela Petrobras.

Falcão projeta uma alta de 15 a 20% nas passagens aéreas nos próximos meses apenas refletindo o aumento do barril de petróleo. O querosene de aviação corresponde a cerca de um terço dos gastos operacionais das companhias aéreas.

Com os reajustes de março e abril, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) prevê que o combustível passe a representar em torno de 45% destes custos.

O valor do aumento de até 20% é esperado também pelo economista e diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie), Adriano Pires.

"A gente vai ter que se adaptar a essa conjuntura negativa que o mundo está vivendo, a gente não pode isolar o Brasil do que está acontecendo no mundo, e as pessoas têm que entender que, infelizmente, tem uma conta pra pagar", diz.

Para ele, a alta do combustível pode levar as companhias aéreas a reduzir o número de voos – uma tendência já observada em outros países.

Pires compara o momento à pandemia de covid-19. "Quando a companhia área compra o combustível, depois isso tem um preço de reposição. Ela vai ter que colocar isso na passagem aérea, mas claro que ela não vai colocar na integridade”, explica o economista, ressaltando que parte desses custos tende a ser absorvida pelas próprias companhias aéreas, com impacto negativo para essas empresas.

Com as companhias aéreas nacionais já retomando o volume de passageiros de 2019, porém com menos aeronaves em operação após pandemia, o resultado deve ser voos ainda mais lotados.

Segundo Falcão, as três empresas que dominam o mercado brasileiro operam hoje com uma ocupação média de 90% dos assentos, acima do estimado como mínimo para a viabilidade da operação.

O preço do querosene de aviação segue a tendência da valorização do petróleo, impulsionada pelo fechamento do Estreito de Ormuz em decorrência da guerra no Irã.

A subida no valor do QAV acompanha o mercado internacional, apesar de o Brasil produzir cerca de 80% do querosene de aviação utilizado no país.

"Essa guerra tem uma particularidade, diferente de outros momentos quando se teve elevações substanciais no preço do barril do petróleo. É que essa guerra está proporcionando uma disrupção na oferta de gás e petróleo que a gente não teve em outros momentos”, comenta Pires em relação a ausência do que chamou de "sobra de oferta”.

Pires explica que o querosene, assim como a gasolina, o diesel e o petróleo, é uma commodity. Isso significa que o preço dele reflete o mercado internacional.

Nesse sentido, o economista ressalta que em regiões como Europa, Estados Unidos, China, Japão e Coreia do Sul essas commodities relacionadas ao petróleo já vêm sofrendo aumento de preços há tempo, acompanhando a valorização do petróleo, o que não ocorreu no Brasil.

No mesmo dia que publicou os novos preços para o QAV, a Petrobrás anunciou que irá oferecer condições de pagamento especiais para as distribuidoras de combustível que fornecem para a aviação comercial.

A proposta é que essas distribuidoras, inicialmente, comprem o combustível com um aumento de apenas 18% e parcelem o restante em até seis vezes, a contar do mês de julho de 2026. O termo para aderir à medida deve ser disponibilizado pela Petrobras até a próxima segunda-feira (06/04).

Para o viajante, isso pode significar uma diluição no aumento do preço das passagens aéreas. A professa da UFPE, no entanto, se preocupa com a viabilidade da operação. Com o aumento dos preços, existe a possibilidade de a Petrobras não ser capaz de manter este repasse "a conta gotas".

"Fazendo esse processo de repassagem em gotas homeopáticas, certamente a Petrobras pode vir a sofrer, e não sabemos até quando ela consegue aguentar; ela pode segurar agora, mas mais adiante vai depender muito da conjuntura geopolítica internacional, ainda muito incerta”, afirma.

O Ministério de Portos e Aeroportos encaminhou ao Ministério da Fazenda uma proposta com ações destinadas a aliviar a pressão sobre o setor aéreo. O documento, preparado pela Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), reúne sugestões.

Entre elas, estão a redução temporária de tributos que incidem sobre o querosene de aviação; a diminuição do IOF aplicado às operações financeiras das companhias aéreas; e a queda do Imposto de Renda cobrado sobre contratos de leasing de aeronaves.

Segundo a pasta, essas medidas ajudariam a manter a competitividade das empresas, evitariam aumentos excessivos nas tarifas para os passageiros e garantiriam a continuidade da malha aérea nacional.

Além disso, apurou-se que está em análise a criação de uma nova linha do Fundo Nacional da Aviação Civil (Fnac) para financiar a compra de combustível, também com caráter temporário.

Para Pires, voar de avião é um serviço "sem substituto” no Brasil, já que a população não dispõe de trens para viagens longas. Soma-se a isso a condição das estradas e a inviabilidade delas como em boa parte da região norte, ainda muito dependente do transporte fluvial.

O resultado, segundo Falcão, é a população acabar pagando o preço por décadas de negligência com o transporte aéreo por parte do Estado.

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Irã afirma ter atacado data center da Oracle em Dubai

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 16:46

Tecnologia Irã afirma ter atacado data center da Oracle em Dubai Em seu site, a empresa diz que a operação na cidade segue normal. Essa não é a primeira vez nesta semana que o Irã mira big techs. Nesta quarta (1º), a operação de computação em nuvem da Amazon no Bahrein foi prejudicada. Por Redação g1

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter como alvo um data center da Oracle em Dubai, segundo informações divulgadas pela mídia estatal iraniana nesta quinta-feira (2).

Essa não é a primeira vez nesta semana que o Irã mira big techs. Nesta quarta (1º), a operação de computação em nuvem da Amazon no Bahrein foi prejudicada após um ataque do Irã, segundo informações do Financial Times publicadas nesta quarta-feira (1º).

Os episódios ocorrem depois da guarda ameaçar atacar companhias americanas que operam no Oriente Médio. Entre os alvos citados estavam gigantes de tecnologia como Microsoft, Apple, Google e Meta. A Amazon não estava na lista divulgada pela corporação.

Em comunicado divulgado pela mídia estatal, os militares iranianos listaram 18 organizações selecionadas como alvo e disseram que suas unidades podem ser bombardeadas a partir das 20h desta quarta-feira (1º) em Teerã – 13h30 no horário de Brasília.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter como alvo um data center da Oracle em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, segundo informações divulgadas pela mídia estatal iraniana nesta quinta-feira (2).

O g1 procurou a Oracle, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Em seu site, a empresa diz que a operação na cidade segue normal.

Essa não é a primeira vez nesta semana que o Irã mira big techs. Nesta quarta (1º), a operação de computação em nuvem da Amazon no Bahrein foi prejudicada após um ataque do Irã, segundo informações do Financial Times publicadas nesta quarta-feira (1º).

De acordo com uma fonte ouvida pelo jornal, a unidade da Amazon Web Services (AWS) no país do Golfo sofreu danos após a ofensiva iraniana, em meio ao conflito na região.

Mais cedo, o Ministério do Interior do Bahrein informou que equipes da defesa civil foram acionadas para conter um incêndio em uma instalação empresarial, provocado pelo que classificou como uma “agressão iraniana”. O órgão, no entanto, não detalhou qual empresa foi atingida.

Os episódios ocorrem depois da guarda ameaçar atacar companhias americanas que operam no Oriente Médio. Entre os alvos citados estavam gigantes de tecnologia como Microsoft, Apple, Google e Meta. A Amazon não estava na lista divulgada pela corporação.

Procurada pela agência Reuters, a Amazon não comentou diretamente o ataque específico. Ainda assim, segundo o Financial Times, instalações da AWS na região já foram atingidas diversas vezes desde o início do conflito.

ista externa do escritório da Oracle em Wilson Boulevard, Arlington, Virgínia, EUA, 18 de outubro de 2019 — Foto: REUTERS/Tom Brenner/Foto de Arquivo

Em comunicado divulgado pela mídia estatal, os militares iranianos listaram 18 organizações selecionadas como alvo e disseram que suas unidades podem ser bombardeadas a partir das 20h desta quarta-feira (1º) em Teerã – 13h30 no horário de Brasília.

"Vocês ignoraram nossos repetidos alertas e, hoje, vários cidadãos iranianos foram martirizados em ataques terroristas perpetrados por vocês e seus aliados israelenses. Em resposta a essas operações, de agora em diante, as principais instituições atuantes em operações terroristas serão nossos alvos legítimos. Aconselhamos os funcionários dessas instituições a deixarem seus locais de trabalho imediatamente, para sua própria segurança. Os moradores das áreas próximas a essas empresas terroristas, em todos os países da região, também devem evacuar em um raio de um quilômetro e procurar um local seguro", diz o texto.

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Google começa a liberar mudanças em endereços do Gmail; veja como vai funcionar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 16:46

Tecnologia Google começa a liberar mudanças em endereços do Gmail; veja como vai funcionar Novidade ainda está disponível apenas nos Estados Unidos, mas será liberada aos poucos para todos os usuários. Usuários que escolherem um novo endereço ainda terão direito sobre endereço antigo. Por Redação g1

O Google começou a permitir mudanças em endereços do Gmail (o trecho antes de "@gmail.com").

A novidade ainda está disponível apenas nos Estados Unidos, mas será liberada gradualmente para todos os usuários.

A alteração foi liberada mais de 20 anos após o Google criar seu serviço de e-mail e foi comemorada pelo CEO da empresa, Sundar Pichai.

Usuários que escolherem um novo endereço ainda terão direito sobre seu antigo e-mail, que funcionará como um endereço alternativo.

O Google começou a permitir mudanças em endereços do Gmail (o trecho antes de "@gmail.com"). A novidade ainda está disponível apenas nos Estados Unidos, mas será liberada gradualmente para todos os usuários.

A alteração foi liberada mais de 20 anos após o Google criar seu serviço de e-mail e foi comemorada pelo CEO da empresa, Sundar Pichai. "2004 foi um bom ano, mas seu endereço do Gmail não precisa ficar preso a ele", escreveu.

Usuários que fizerem a mudança no endereço de Gmail também alteram o meio de acessar serviços como Google Fotos e Google Drive, caso a conta também seja usada para usar essas ferramentas.

Outra opção oferecida pelo Google é alterar como o seu nome é exibido para pessoas que veem seus e-mails. Esse recurso está disponível há mais tempo e pode ser alterado no Gmail (saiba mais abaixo).

Para conferir se você pode mudar seu endereço do Gmail, acesse myaccount.google.com/google-account-email pelo computador. Em um teste do g1, o Google informou que ainda "não é possível mudar essa configuração para sua conta".

Quando a alteração estiver disponível no Brasil, a página exibirá um botão "Mudar e-mail da Conta do Google". Após selecionar a opção, será preciso inserir um endereço que ainda não é usado por ninguém, clicar em "Mudar e-mail" e seguir as instruções na tela.

Você ainda terá direito sobre seu antigo e-mail, que funcionará como um endereço alternativo e ainda poderá ser usado para acessar a sua conta.

O Google informa ainda que após a mudança, você receberá e-mails enviados para os dois endereços e não poderá criar um novo e-mail terminado em "@gmail.com" para a conta durante 12 meses.

Acesse o Gmail pelo computador;Clique em "Configurações" (símbolo de engrenagem no canto superior direito);Clique em "Ver todas as configurações";Selecione "Contas e importação" ou "Contas";Em "Enviar e-mail como", selecione "Editar informações";Em "Nome", escreva como você deseja se apresentar no Gmail;Clique em "Salvar alterações".

Há 3 horas Mundo Bondi sofreu desgaste em meio à liberação dos arquivos de EpsteinHá 3 horasEUA usaram novo tipo de míssil em ataque a escola com 21 mortos, diz NYT

Há 46 minutos Mundo Blog da Sandra Cohen ANÁLISE: Discurso no Dia da Mentira torna mais difícil levar Trump a sério

Há 4 horas Blog da Sandra Cohen Petróleo sobe mais de 7% após Trump dizer que manterá ataquesHá 4 horasComo as falas de Trump (e as respostas do Irã) mexem no preço do petróleoHá 4 horasG1 ExplicaComida no Brasil vai ficar mais cara por causa da guerra? Entenda

Há 18 minutos G1 Explica Trump reduzirá tarifas de produtos feitos com aço e alumínio; Brasil será impactadoHá 18 minutosComprar passagens de avião agora ou esperar? Especialista explicaHá 18 minutosADPF das FavelasPGR vai ao STF para acessar laudos de megaoperação que matou 122 no Rio

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Trump deve cortar tarifas sobre produtos de aço e alumínio, diz agência

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 15:07

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1580,03%Dólar TurismoR$ 5,3590,000%Euro ComercialR$ 5,951-0,35%Euro TurismoR$ 6,201-0,32%B3Ibovespa187.210 pts-0,4%MoedasDólar ComercialR$ 5,1580,03%Dólar TurismoR$ 5,3590,000%Euro ComercialR$ 5,951-0,35%Euro TurismoR$ 6,201-0,32%B3Ibovespa187.210 pts-0,4%MoedasDólar ComercialR$ 5,1580,03%Dólar TurismoR$ 5,3590,000%Euro ComercialR$ 5,951-0,35%Euro TurismoR$ 6,201-0,32%B3Ibovespa187.210 pts-0,4%Oferecido por

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quer mudar as regras de impostos sobre produtos de aço e alumínio.

A ideia é manter a taxa alta, de 50%, para a importação desses metais “brutos”, mas diminuir o imposto para produtos derivados, como peças e eletrodomésticos.

Essas mudanças ainda podem ser ajustadas e dependem de um decreto do presidente, que deve sair já nesta quinta-feira (2).

O objetivo é deixar o sistema mais simples. No ano passado, Trump aumentou para 50% o imposto sobre aço e alumínio e também passou a cobrar taxas sobre milhares de produtos feitos com esses materiais, para incentivar a produção dentro dos Estados Unidos.

O presidente dos Estdos Unidos, Donald Trump, quer mudar as regras de impostos sobre produtos de aço e alumínio. A ideia é manter a taxa alta, de 50%, para a importação desses metais “brutos”, mas diminuir o imposto para produtos derivados, como peças e eletrodomésticos. Nesse caso, a cobrança ficaria entre 15% e 25%, segundo a agência Reuters.

Essas mudanças ainda podem ser ajustadas e dependem de um decreto do presidente, que deve sair já nesta quinta-feira (2).

A proposta foi divulgada primeiro pelo jornal Wall Street Journal. A Casa Branca não comentou o assunto até agora.

Segundo fontes, o objetivo é deixar o sistema mais simples. No ano passado, Trump aumentou para 50% o imposto sobre aço e alumínio e também passou a cobrar taxas sobre milhares de produtos feitos com esses materiais, para incentivar a produção dentro dos Estados Unidos.

O problema é que esse imposto era calculado só sobre a parte de aço e alumínio de cada produto, o que dificultava as contas para quem importa.

Agora, a ideia é cobrar um imposto menor, mas sobre o valor total do produto, o que torna tudo mais fácil de calcular.

O novo decreto também deve trazer uma lista atualizada dos produtos que serão taxados. Alguns equipamentos usados na produção de aço podem ter imposto menor, de 15%, já que o governo quer incentivar investimentos no setor.

Esses equipamentos, como máquinas industriais, geralmente são importados de países como Alemanha e Itália e são feitos para suportar altas temperaturas.

O aumento das tarifas imposto por Donald Trump sobre aço, alumínio e produtos derivados entrou em vigor em junho do ano passado, quando as alíquotas subiram de 25% para 50%.

Em agosto, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, participou de uma reunião na Câmara dos Deputados com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir propostas voltadas ao comércio exterior.

Após o encontro, Alckmin informou que o Departamento de Comércio dos EUA passou a enquadrar exportações que contêm aço e alumínio na chamada Seção 232 do Ato de Expansão Comercial.

Com isso, itens produzidos com esses metais também passaram a ser taxados em 50%, mesma alíquota já aplicada às matérias-primas. A mudança fez com que parte dos produtos brasileiros passasse a pagar tarifas iguais às de outros países, o que melhora a competitividade dos manufaturados nacionais.

Segundo Alckmin, cerca de US$ 2,6 bilhões em exportações brasileiras — de um total de US$ 40 bilhões — foram afetados pela medida, o equivalente a 6,4% do total. “Isso melhora nossa competitividade em relação ao resto do mundo”, afirmou na época.

Apesar disso, uma parcela significativa das vendas brasileiras aos Estados Unidos continua sujeita às tarifas mais altas, o que tende a reduzir as exportações.

Atualmente, as exportações brasileiras de aço e alumínio para os EUA continuam sujeitas a alíquotas de 50%.

Companhias mais voltadas ao mercado externo são as mais prejudicadas, por causa da queda nas exportações. Já aquelas com foco no mercado interno sentem menos impacto direto, mas podem enfrentar maior concorrência doméstica, o que pressiona preços e reduz margens de lucro.

Em fevereiro deste ano, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que Trump extrapolou sua autoridade ao impor tarifas amplas sobre importações de diversos parceiros comerciais.

Por 6 votos a 3, a maioria dos ministros entendeu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional não autoriza o presidente a criar tarifas de forma unilateral.

Mesmo assim, no dia seguinte à decisão, Trump anunciou uma tarifa global de 10% sobre produtos importados, com aplicação imediata.

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