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Google e MJ assinam acordo para restringir anúncios de serviços e produtos financeiros para evitar fraudes digitais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/07/2026 13:47

Política Google e MJ assinam acordo para restringir anúncios de serviços e produtos financeiros para evitar fraudes digitais Acordo prevê que anunciantes terão que passar por um processo de verificação e restringe a publicação de anúncios apenas àqueles que possuírem o selo de verificação. Por Fábio Amato, TV Globo — Brasília

O Google e o Ministério da Justiça assinaram nesta quinta-feira (16) um acordo para restringir anúncios na internet de produtos financeiros para evitar fraudes digitais.

Esse documento prevê, por exemplo, que os anunciantes terão que passar por um processo de verificação e restringe a publicação de anúncios apenas àqueles que possuírem o selo de verificação.

A determinação ocorre no contexto da entrada em vigor do novo decreto do Marco Civil da Internet, editado em maio pelo governo federal, que trouxe a regra de que presume-se a responsabilidade dos provedores de aplicações por anúncios fraudulentos (veja mais detalhes abaixo).

O acordo foi assinado com a Secretaria Nacional de Consumidor (Senacon) e Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), ligadas ao Ministério da Justiça.

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A parceria visa garantir a implementação voluntária de medidas de segurança, transparência e verificação de anunciantes de produtos e serviços financeiros, "visando à redução de fraudes digitais e à proteção dos consumidores".

O texto estabelece ainda que o Google adotará medidas para aplicar controles de sistema adequados a fim de restringir a exibição de anúncios pagos de produtos ou serviços financeiros.

O decreto que atualiza a regulamentação do Marco Civil da Internet estabelece direitos e deveres para o uso da internet no Brasil e foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em maio deste ano.

Em junho de 2025, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou parcialmente inconstitucional um artigo do Marco Civil da Internet que dizia que as plataformas só podiam ser responsabilizadas civilmente por conteúdos produzidos por terceiros se descumprissem ordem judicial para remover um conteúdo.

O Supremo estabeleceu que as redes podem ser responsabilizadas civilmente em duas situações, mesmo quando não tiverem descumprido ordem judicial:

➡️ 1. No caso de crimes graves, quando apresentarem "falhas sistêmicas" no seu dever de cuidado.

O STF listou sete grupos de crimes considerados graves que exigem remoção imediata do conteúdo pelas próprias redes: terrorismo, instigação à mutilação ou ao suicídio, golpe de Estado e ataques à democracia, racismo, homofobia e crimes contra mulheres e crianças;

➡️ 2. No caso de crimes em geral, quando receberem um pedido de retirada de conteúdo (notificação) e deixarem de removê-lo.

Em novembro de 2025, o STF publicou o acórdão dessa decisão. Desde então, ela está em vigor, mas não existem meios para que seja cumprida. Segundo o governo, o que o novo decreto faz é criar mecanismos para essa decisão ser aplicada na prática.

remover conteúdo após notificação no caso de ilícitos, sem necessidade de ordem judicial;informar usuários sobre suas ações e permitir contestações.

Na prática, deve existir um canal que possibilite a denúncia, comunique a pessoa que produziu o conteúdo e permita que ela possa recorrer. A plataforma vai analisar o caso como se fosse um "devido processo legal";

evitar anúncios de golpes e fraudes — como promoções visivelmente fraudulentas ou anúncios de produtos ilegais, a exemplo do "gatonet" (serviço pirata de TV a cabo);guardar dados das publicações para que os criminosos sejam eventualmente punidos em processos judiciais futuros;guardar dados das publicações para que consumidores lesados por propagandas falsas ou de produtos ilegais possam mover ações contra os responsáveis.

🔎 O decreto deve resguardar expressamente a crítica, a paródia, a sátira, o conteúdo informativo (notícia), a manifestação religiosa e a liberdade de crença.

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Starship não decola, ações da SpaceX caem e fortuna de Musk encolhe

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/07/2026 13:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3190,27%Euro ComercialR$ 5,8470,25%Euro TurismoR$ 6,0980,26%B3Ibovespa173.982 pts0,09%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3190,27%Euro ComercialR$ 5,8470,25%Euro TurismoR$ 6,0980,26%B3Ibovespa173.982 pts0,09%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3190,27%Euro ComercialR$ 5,8470,25%Euro TurismoR$ 6,0980,26%B3Ibovespa173.982 pts0,09%Oferecido por

As ações da SpaceX caíram cerca de 5% nesta sexta-feira (17). O recuo ocorreu após o adiamento do voo do foguete Starship na quinta-feira (16).

A desvalorização acumulada dos papéis da empresa atingiu cerca de 18,5% desde a abertura de capital. As ações fecharam a US$ 131,11 na quinta-feira (16).

A fortuna de Elon Musk encolheu cerca de US$ 45 bilhões em um único dia. O empresário segue na liderança global com US$ 792,8 bilhões.

O adiamento ocorreu devido a uma falha em parte dos motores da Starship. Musk anunciou uma nova tentativa de lançamento para o começo da próxima semana.

A Starship tem 120 metros de altura e é o maior foguete já construído. O histórico do projeto inclui contratempos anteriores com falhas e explosões.

Uma transmissão ao vivo mostra o CEO da SpaceX, Elon Musk, no dia da oferta pública inicial (IPO) da SpaceX no Nasdaq MarketSite, na cidade de Nova York, EUA, 12 de junho de 2026. — Foto: REUTERS/Jeenah Moon

O voo da Starship não saiu do papel — nem da plataforma de lançamento — na última quinta-feira (16), mas o adiamento da missão já teve reflexos no mercado financeiro.

Nesta sexta-feira (17), por volta das 13h, as ações da SpaceX caíam cerca de 5% na Bolsa de Nova York, depois que a empresa cancelou a 13ª tentativa de lançamento do foguete devido a uma falha no funcionamento de parte dos motores.

A reação do mercado ampliou as perdas acumuladas desde a abertura de capital da companhia. Os papéis, que estrearam cotados a US$ 160,95, encerraram o pregão de quinta-feira a US$ 131,11, acumulando desvalorização de cerca de 18,5%.

Com o recuo das ações, a fortuna do fundador da SpaceX, Elon Musk, encolheu cerca de US$ 45 bilhões em um único dia, segundo estimativas da "Forbes".

Mesmo após a perda, o empresário continua na liderança do ranking das pessoas mais ricas do mundo, com patrimônio estimado em US$ 792,8 bilhões.

Ações da SpaceX disparam quase 20% em estreia na NasdaqIPO da SpaceX: como uma empresa que dá prejuízo de bilhões pode valer US$ 1,75 trilhão?Elon Musk vira o primeiro trilionário da história da humanidade

O adiamento da missão frustrou a expectativa de investidores, que esperavam que um teste bem-sucedido da Starship impulsionasse as ações da SpaceX.

Na véspera da tentativa de lançamento, analistas do banco UBS afirmaram que a queda recente dos papéis da empresa poderia representar uma oportunidade de compra justamente porque o voo tinha potencial para aumentar o valor de mercado da companhia.

Na avaliação do banco, o teste serviria para comprovar avanços importantes no desenvolvimento do foguete, incluindo melhorias em sistemas que serão usados nas próximas missões e no lançamento de satélites da rede Starlink.

Poucas horas antes da decolagem prevista, porém, Musk informou que parte dos motores não entrou em funcionamento, o que levou ao adiamento da missão.

Mais tarde, em uma publicação na rede social X, o empresário afirmou que uma nova tentativa deverá ocorrer "no começo da próxima semana".

A Starship é considerada o principal projeto da SpaceX para transportar cargas e pessoas à Lua e, futuramente, a Marte.

Com cerca de 120 metros de altura, o veículo é apontado pela empresa como o maior foguete já construído e ocupa posição central na estratégia de crescimento apresentada aos investidores durante a abertura de capital da companhia.

Em maio, por exemplo, outro voo terminou sem que o propulsor principal conseguisse realizar um pouso controlado após falhas no religamento dos motores. Em testes anteriores, algumas missões também terminaram em explosões.

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Como cultivar urucum

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/07/2026 11:48

GLOBO RURAL Como cultivar urucum Cartilha gratuita reúne orientações sobre plantio, cultivares mais indicadas, tratos culturais e manejo da lavoura. Por Globo Rural

Quer informações sobre como produzir urucum? Uma publicação da Emater de Rondônia pode te ajudar. A cartilha gratuita reúne orientações sobre todas as etapas do cultivo: plantio, cultivares mais indicadas, tratos culturais e manejo da lavoura.

O material também reúne informações sobre as principais pragas e doenças, além de dicas para a colheita e a pós-colheita, como a forma correta de secar as sementes.

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Sobe na guerra, não cai na trégua: por que os preços da gasolina e diesel demoram a cair nos postos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/07/2026 05:49

Carros Sobe na guerra, não cai na trégua: por que os preços da gasolina e diesel demoram a cair nos postos Especialistas apontam que incertezas sobre o cessar-fogo, estoques reduzidos e o fim gradual dos subsídios aos combustíveis ainda dificultam uma queda dos preços ao consumidor. Por Isabela Bolzani, g1 — São Paulo

Os preços do diesel e da gasolina nos postos brasileiros acumulam altas de 10% e 5% desde fevereiro, apesar da desaceleração recente no valor internacional do petróleo.

A trégua entre Estados Unidos e Irã foi rompida com novos ataques mútuos. Donald Trump retomou o bloqueio naval no Estreito de Ormuz, afetando a rota do petróleo.

A demanda global pela commodity continua elevada devido ao verão no Hemisfério Norte. Os estoques de petróleo nos Estados Unidos e países da OCDE registram níveis baixos.

Medidas de contenção do governo federal e ações da Petrobras evitaram repasses imediatos de alta. O aumento da mistura de etanol na gasolina não deve reduzir preços significativamente.

Motorista abastece em um posto de gasolina em Los Angeles, nos Estados Unidos. — Foto: Damian Dovarganes/AP Photo

A imprevisibilidade do conflito entre os Estados Unidos e o Irã tem, mais uma vez, se refletido nos preços do petróleo.

Com mais uma onda de ataques entre os dois países e a retomada do bloqueio naval ao Irã por parte dos EUA no Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de 20% do comércio global de petróleo —, a commodity voltou a subir em julho, quando o barril do Brent, referência internacional, fechou cotado a US$ 83,30.

Mesmo com o avanço nos preços, no entanto, o petróleo ainda se encontra bem abaixo do pico registrado em abril, quando o Brent atingiu a marca de US$ 118,03. Isso porque, apesar da alta recente, a commodity passou por um período de queda relevante das cotações, chegando a ficar próxima de US$ 70.

No Brasil, porém, essa desaceleração não chegou aos preços dos combustíveis nos postos. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que diesel e gasolina ainda acumulam altas de cerca de 10% e 5%, respectivamente, desde o início da guerra, em fevereiro.

Segundo especialistas consultados pelo g1, a demora é resultado de uma combinação de fatores, como as incertezas sobre os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e o subsídio anunciado pelo governo, que ajudou a conter o encarecimento dos combustíveis — e deve limitar, também, a queda dos preços por aqui.

“A imprevisibilidade ainda dita os preços do petróleo e, consequentemente, do diesel e da gasolina. Ainda existem muitos pontos sensíveis a serem negociados entre os dois países”, afirma o analista de inteligência de mercado da StoneX, Bruno Cordeiro.

Apesar da assinatura de um acordo preliminar em meados de junho para encerrar o conflito no Oriente Médio, a trégua entre os EUA e o Irã foi rompida mais de uma vez.

Menos de duas semanas após a assinatura do documento, os dois países voltaram a trocar ataques com mísseis e drones e passaram a se acusar mutuamente de violar o cessar-fogo provisório.

Após dias de confrontos, EUA e Irã concordaram em interromper as hostilidades e retomar as negociações. Catar e Paquistão mediaram uma nova rodada de negociações entre os dois países e, segundo representantes, houve um "avanço positivo" nas conversas.

Nos últimos dias, no entanto, uma nova onda de ataques entre os dois países voltou a colocar o frágil acordo em xeque.

Além dos bombardeios e retaliações de ambas as partes, Trump também retomou o bloqueio naval dos EUA ao Irã no Estreito de Ormuz e ameaçou cobrar um pedágio de 20% sobre a carga de todos os navios que passassem pelo canal — mas voltou atrás e disse que substituiria a taxa por "acordos comerciais e de investimentos com os países do Golfo".

Além do tráfego ainda limitado no Estreito de Ormuz aumentar as preocupações quanto a oferta de petróleo no mundo, especialistas destacam que a demanda global continua elevada, impulsionada também pelo verão no Hemisfério Norte, período em que o consumo de energia costuma atingir níveis mais altos nos EUA e na Europa.

“Vivemos uma queda histórica nos estoques. Tanto a OCDE quanto os EUA apresentam níveis bastante baixos”, diz o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale.

“Ainda há muita incerteza sobre o que pode acontecer. Seria necessária uma sinalização concreta do fim definitivo do conflito para iniciar a retirada de minas da região, a reconstrução dos portos destruídos e a retomada das operações. Isso leva tempo”, completa.

Segundo especialistas, o Brasil registrou uma alta mais moderada nos preços dos combustíveis do que a observada nos EUA e em países da Europa.

Para reduzir o impacto da alta dos combustíveis sobre a inflação, o governo federal destinou mais de R$ 30 bilhões a medidas de contenção. A Petrobras também atuou para conter os preços nos momentos mais críticos, evitando repassar imediatamente os aumentos aos consumidores.

“O aumento não chegou com tanta intensidade ao consumidor final. E, como a alta foi mais moderada, não há espaço para quedas também muito intensas”, afirma Sérgio Vale, da MB Associados.

Recentemente, por exemplo, a Petrobras reduziu o preço do diesel nas refinarias em R$ 0,35 após o encerramento do subsídio bancado pelo governo. Como a queda apenas compensou o fim do benefício, os preços praticados para as distribuidoras permaneceram inalterados.

Além disso, o governo também adiou a decisão sobre a retirada do subsídio à gasolina, após a nova escalada do conflito no Oriente Médio.

Os especialistas dizem, ainda, que mesmo o aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina, de 30% para 32%, não deve ser suficiente para provocar uma redução relevante dos preços nos postos.

“Esse aumento é importante, mas, por si só, não deve se refletir em uma redução significativa da gasolina. O principal fator que vai determinar a alta ou a queda dos preços é a situação do mercado internacional e a forma como esse movimento se transmite aos produtos importados que chegam aos portos brasileiros”, completa Cordeiro.

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Por que o Brasil terá a maior tarifa média dos Estados Unidos na América do Sul

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/07/2026 03:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0980,4%Dólar TurismoR$ 5,3050,47%Euro ComercialR$ 5,8320,19%Euro TurismoR$ 6,0820,24%B3Ibovespa173.825 pts-1,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,0980,4%Dólar TurismoR$ 5,3050,47%Euro ComercialR$ 5,8320,19%Euro TurismoR$ 6,0820,24%B3Ibovespa173.825 pts-1,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,0980,4%Dólar TurismoR$ 5,3050,47%Euro ComercialR$ 5,8320,19%Euro TurismoR$ 6,0820,24%B3Ibovespa173.825 pts-1,24%Oferecido por

Desde que assumiu o segundo mandato Trump, ameaça diferentes países com taxação — Foto: CNP/AdMedia/picture alliance via DW

O Brasil passará a ter a maior tarifa aplicada pelos Estados Unidos entre os países da América do Sul a partir de 22 de julho, quando passam a valer as novas taxas impostas por Donald Trump na última quarta-feira (15).

O dado é do Global Trade Alert (GTA), iniciativa do St. Gallen Endowment, centro de estudos independente sediado na Suíça, que compila estatísticas de comércio global.

Atualmente, o Brasil está empatado com o Uruguai, com tarifa efetiva média de 11,66%, atrás apenas do Paraguai, com 12,92%.

Quando o novo tarifaço passar a valer, a tarifa de importação do Brasil passará para 18,17%, segundo o GTA, enquanto seus vizinhos — pelo menos por enquanto — seguirão com taxas bem menores. Essa percentagem calculada pelo GTA difere da alíquota de 25% anunciada por Trump porque considera o peso de cada produto na pauta exportadora e as exceções previstas nas novas regras.

Mas por que o Brasil se tornou um dos principais alvos da política tarifária americana na região? Segundo especialistas, a resposta cruza pelo menos quatro dimensões: política, econômica, estratégica e diplomática.

Para Carlos Pio, ex-secretário executivo da Câmara de Comércio Exterior do Ministério da Economia e professor da Universidade de Brasília (UnB), a tarifa contra o Brasil reflete uma mudança mais ampla na doutrina comercial de Trump: da lógica de livre mercado para uma visão nacionalista, que prioriza proteger setores industriais afetados pela desindustrialização, além de favorecer alianças políticas em detrimento de protocolos diplomáticos tradicionais.

"É uma ação política, mas não quer dizer que não seja uma ação que tenha propósito comercial", pondera.

Segundo Pio, o Brasil se torna alvo preferencial não só pela economia relativamente fechada e resistente à liberalização, mas por um desalinhamento ideológico somado à proximidade pessoal que o governo Bolsonaro cultivou com Trump.

Essa lógica, diz o professor, também aparece em outras frentes da direita global apoiadas inicialmente por Trump — como Marine Le Pen, na França, e as "expectativas frustradas com [Giorgia] Meloni", na Itália, depois que ela adotou posições mais liberais.

"Como a PF [Polícia Federal] e o Supremo [Tribunal Federal] foram em cima do Bolsonaro, reforça esse outro lado de: aos meus amigos, tudo."

A comparação com a Argentina de Javier Milei, segundo Pio, reforça o argumento. "A Argentina também é protecionista como o Brasil, mas Milei está em uma condição distinta do Lula em relação à política."

Jan Marcel, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), acrescenta que o Brasil é a maior economia da América Latina e tem relevância comercial superior para os Estados Unidos do que os seus vizinhos, o que inclui produtos de maior valor agregado, como aeronaves, máquinas, petróleo, aço e produtos químicos.

Há ainda no tabuleiro a disputa entre Estados Unidos e China por influência global. Como o Brasil mantém relação econômica forte com a China e, ao mesmo tempo, segue como parceiro relevante dos EUA, "acaba ficando no centro dessa competição", diz Marcel, o que transforma a tarifa em instrumento de pressão sobre temas que vão muito além do comércio bilateral.

Celso Figueiredo, advogado especialista em comércio internacional e professor de Relações Governamentais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), diz que as tarifas comerciais de Trump deixaram de ser meras ferramentas econômicas para se tornarem instrumentos de pressão política e arrecadação fiscal, sob a doutrina America First: mais competitividade para produtos americanos, e mais receita para o governo também.

"Quando a gente observa a nota publicada no começo de junho pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), e a decisão desta quarta-feira, o fundo técnico objetivo dessa decisão acaba sendo raso, o que leva a crer que, de fato, essa tomada de decisão tem um aspecto mais político", diz o advogado.

Carne bovina não está incluída na nova tarifa de 25% — Foto: Eraldo Peres/AP Photo/picture alliance via DW

O especialista lembra que o atual patamar de taxação contra o Brasil estar acima dos pares da região também pode não ser definitivo.

Segundo ele, há, inclusive, uma investigação em curso contra 60 países (incluindo o Brasil), voltada a apurar se eles ganharam vantagem competitiva com ítens produzidos por meio dotrabalho forçado, o que demonstra, segundo o advogado, que o instrumento seguirá sendo usado para outras nações também.

Isso mostra, de acordo com o especialista, que os Estados Unidos monitoram de perto qualquer sinal que ameace a hegemonia do país, como também do dólar nas transações internacionais — como a ideia, discutida no âmbito do Brics, de uma moeda própria para o bloco de 11 países que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Em nota divulgada após o anúncio dos EUA, o governo federal brasileiro classificou a data como "um marco lastimável" nas relações entre Brasil e Estados Unidos.

Para o executivo brasileiro, não há justificativa para medidas unilaterais contra o Brasil e que a balança comercial é favorável aos EUA.

Uma fonte da Casa Branca citada pelo jornal O Globo sinalizou que qualquer retaliação brasileira forçaria os Estados Unidos a "potencialmente modificar" sua ação para "garantir a eliminação dessas práticas". "Se eles optarem, provavelmente haverá mais ações do nosso lado”.

Ainda assim, um cenário de escalada não é o mais provável, na visão de Figueiredo. A Lei de Reciprocidade, sancionada no ano passado após o primeiro tarifaço, ficou "engavetada", já que as tarifas foram derrubadas. Para o advogado e professor da FGV, o mesmo padrão deve se repetir agora e a retaliação direta "não é o que está na mesa".

Ele lembra que a nova lista de exceções tarifárias, semelhante à do ano anterior, deve protegerboa parte das exportações brasileiras, o que reduz a pressão para uma resposta mais dura. A aposta segue sendo a negociação diplomática.

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Vender mais barato ou cobrar mais caro? Qual estratégia dá mais lucro?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/07/2026 03:49

Empreendedorismo Guia do empreendedor Vender mais barato ou cobrar mais caro? Qual estratégia dá mais lucro? Saiba quais erros de precificação podem reduzir seus ganhos e como calcular o preço ideal para vender sem prejuízo. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Muitos empreendedores acreditam que vender mais é sinônimo de lucrar mais. Mas isso nem sempre acontece. O faturamento pode até crescer, enquanto a margem de lucro diminui e o dinheiro não sobra no caixa.

Segundo orientações do Sebrae, alguns erros são comuns na hora da precificação: copiar o preço dos concorrentes, ignorar os próprios custos, oferecer descontos sem conhecer a margem de lucro e definir valores apenas no "achismo".

Para calcular o preço de um produto ou serviço, o primeiro passo é levantar todos os custos do negócio.

Além das despesas diretas, é preciso incluir gastos recorrentes, como aluguel, internet, energia e taxas, além do tempo e do esforço envolvidos na produção, no atendimento e na entrega.

Com essas informações, o empreendedor consegue definir um preço mínimo de venda, que funciona como uma margem de segurança para evitar prejuízos e garantir que cada venda gere retorno para o negócio.

A recomendação é revisar os valores periodicamente para acompanhar aumentos de custos, mudanças no mercado e o crescimento da empresa, mantendo a operação financeiramente saudável.

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Meninos usam rosa… e meninas vão usar azul? Entenda tendência de cores para Copa do Mundo Feminina de 2027

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/07/2026 03:49

Guia de Compras Meninos usam rosa… e meninas vão usar azul? Entenda tendência de cores para Copa do Mundo Feminina de 2027 Empresa de tendências aponta o 'luminous blue' e o 'energy orange' como destaques para o torneio. Rosa marcou a edição masculina de 2026 após previsão da mesma consultoria. Por Henrique Martin, g1

Chuteiras de futebol coloridas em vitrine de Manchester no final de junho de 2026 — Foto: Temilade Adelaja/Reuters

O rosa marcou a edição de 2026, presente nos pés de jogadores de todas as seleções masculinas que participaram do mundial, com as principais fabricantes de chuteiras estampando variações sobre o mesmo tom.

Mas qual tonalidade será a tendência no torneio de 2027? Se dá para “chutar” uma, é o azul-cobalto. Há razão para isso, e não é apenas brincar que meninos usam rosa, e meninas, azul.

Azul-cobalto, não, “luminous blue”, junto ao laranja “energy orange”, segundo a consultoria de tendências WGSN.

Azul cobalto "lightning blue" será uma das cores de 2027, de acordo com a consultoria WGSN. — Foto: WGSN/Divulgação

Foi essa empresa que disse em 2024 que a aposta deste ano poderia ser o rosa, ou melhor, “electric fuchsia”, descrito como um “tom neon psicodélico” – e foi.

“O rosa foi muito bem no nicho esportivo, pelo tom elétrico e vibrante, que funciona bem nessa área”, explica Sofia Martinelli, pesquisadora sênior de tendências para a moda da WGSN no Brasil.

“Também não é a cor de nenhum time específico”, comenta. O uso do rosa também mostra que os homens estão mais “desconstruídos” ao usá-lo, diz.

A pesquisa da consultoria para 2027 foi divulgada em abril de 2025, com a indicação de que o “azul luminoso” será o destaque do ano para a próxima temporada – seja no futebol ou em outras áreas da moda e da tecnologia, que também podem adotar outras cores indicadas, como verde e rosa bebê.

Laranja "energy orange" será uma das cores de 2027, de acordo com a consultoria WGSN. — Foto: WGSN/Divulgação

Martinelli afirma que o azul mais vibrante costuma ser associado à área esportiva, então devemos ver as principais marcas atuando nesse sentido.

“A Copa feminina deve ser a maior que já tivemos”, diz a consultora. Isso vai se refletir ainda em uma maior relação entre jogadoras e grifes de moda e de luxo – a exemplo do que aconteceu com o norueguês Haaland no mundial masculino de 2026.

Grandes empresas – como as companhias de calçados – acompanham os relatórios e podem reforçar o movimento no mercado, como ocorreu com o tom psicodélico em 2026.

Questionadas sobre as apostas cromáticas para a próxima competição, empresas como Adidas, Nike e Puma disseram que não comentam lançamentos futuros. A Skechers disse que não tem chuteiras femininas.

O levantamento anual é feito pela WGSN, a qual reúne uma equipe global empenhada em entender várias áreas do consumo, como sociedade, inovação, meio ambiente, política, indústria e criatividade.

A ideia é “traduzir” os sinais de comportamento em direcionamentos práticos para diversos setores, como moda, tecnologia, interiores, beleza e esporte.

Fatores geopolíticos e econômicos também influenciam a estética e o produto, como tarifas, custos de importação e mudanças em materiais e acabamentos.

E a cor do mundial masculino de 2030? Só saberemos em 2028, quando a pesquisa da WGSN para essa edição for concluída.

Veja a seguir uma seleção de chuteiras em azul e traços de laranja. Os preços iam de R$ 180 a R$ 500 nas lojas da internet pesquisadas no meio de julho.

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Dona do ChatGPT lança teclado de R$ 1.000 para controlar agentes de IA; veja como ele funciona

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/07/2026 02:46

Tecnologia Dona do ChatGPT lança teclado de R$ 1.000 para controlar agentes de IA; veja como ele funciona Dispositivo permite comandar diferentes agentes de inteligência artificial ao mesmo tempo. Empresa quer ampliar uso da tecnologia no ambiente de trabalho. Por Isabela Ortiz, g1 — São Paulo

OpenAI lança Codex Micro, dispositivo de R$ 1.175 para controlar agentes de inteligência artificial — Foto: Divulgação/OpenAI

A OpenAI, dona do ChatGPT, lançou na quinta-feira (16) o Codex Micro, um teclado físico que permite comandar agentes de inteligência artificial. O dispositivo será vendido por US$ 230 (cerca de R$ 1.175).

O aparelho foi criado em parceria com a fabricante de teclados Work Louder e permite acompanhar, ao mesmo tempo, diferentes agentes de IA, programas capazes de executar tarefas por conta própria, sem precisar de novos comandos.

Com o dispositivo, usuários podem trabalhar mais facilmente com o Codex, agente de IA da OpenAI voltado para escrever e revisar códigos de programação, analisar documentos, pesquisar informações e executar fluxos de trabalho.

acompanhamento, em tempo real, do que cada agente de IA está fazendo;teclas de atalho para executar comandos rapidamente;joystick programável para personalizar ações frequentes;controle do nível de raciocínio da inteligência artificial, permitindo priorizar respostas mais rápidas ou análises mais detalhadas;conexão via Bluetooth e USB-C, com compatibilidade para computadores Mac e Windows.

O teclado tem ainda um sistema de luzes coloridas, em que cada dedicada a um agente de IA muda de cor conforme a situação da tarefa. A ideia é dispensar a necessidade de abrir a conversa para conferir o processamento.

As teclas recebem cinco cores: cinza, quando o agente está inativo; verde, quando há uma resposta disponível; azul, quando a tarefa está em processamento; laranja, quando o usuário precisa aprovar algo; e vermelho, quando há um erro.

OpenAI lança Codex Micro, dispositivo de R$ 1.175 para controlar agentes de inteligência artificial — Foto: OpenAI/Divulgação

O Codex faz parte da estratégia de ampliar o uso de agentes de IA no ambiente de trabalho, de acordo com a OpenAI. Segundo a empresa, o objetivo é fazer eles rodarem tarefas mais complexas na rotina de profissionais.

A companhia disse que a criação de documentos e conteúdos (72%) é o principal uso de profissionais para agentes de IA. Em seguida, estão operações de engenharia (47%) e implementação de códigos (46%).

"Com a tecnologia do Codex integrada, o ChatGPT agora pode ir além de responder perguntas e realizar trabalho de fato na web, em dispositivos móveis e no computador", afirmou a empresa em comunicado.

Segundo a OpenAI, o Codex já é utilizado semanalmente por cerca de 5 milhões de pessoas, número seis vezes maior do que o registrado quando o aplicativo para computadores foi lançado, em fevereiro.

Há 25 minutos Economia Digital de TrumpDocumento do tarifaço menciona presidente dos EUA mais de dez vezes

Frase de que há uma “determinação específica do Presidente” foi usada várias vezes, o que para o governo reforça a percepção de que o processo foi político.

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O tarifaço de Trump: a negociação e as taxas contra o Brasil – O Assunto #1763

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/07/2026 00:48

Podcasts O Assunto O tarifaço de Trump: a negociação e as taxas contra o Brasil – O Assunto #1763 O governo dos Estados Unidos oficializou que irá impor a sobretaxa de 25% sobre uma ampla gama de produtos brasileiros a partir do dia 22 de julho. Por Natuza Nery — São Paulo

O governo dos Estados Unidos oficializou que irá impor a sobretaxa de 25% sobre uma ampla gama de produtos brasileiros a partir do dia 22 de julho. A decisão é resultado de uma investigação do Escritório do Representante de Comércio americano sobre supostas "práticas desleais" da economia brasileira – o relatório final cita desmatamento, proteção de propriedade intelectual, tratamento às big techs e até o PIX. Em uma manifestação pública, o secretário de Estado Marco Rubio criticou o presidente Lula e disse que faltou "boa-fé" ao governo brasileiro. O Palácio do Planalto classificou a medida como um marco "lastimável" na relação entre os países e ameaça acionar a Lei de Reciprocidade.

Neste episódio, Natuza Nery entrevista dois especialistas em geopolítica e relações internacionais. Primeiro, a conversa é com o embaixador Roberto Azevêdo: ele conta os bastidores das negociações entre agentes brasileiros e americanos e analisa as regras de um comércio internacional baseado na força. Depois, Natuza fala com Bruna Santos, que comenta a deterioração das relações diplomáticas entre Brasil e EUA.

Convidados: Embaixador Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) e Presidente da 9G Consultoria; Bruna Santos, diretora do Programa Brasil do Inter-American Dialogue, em Washington (EUA).

O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento e Guilherme Gama. Apresentação: Natuza Nery.

Tarifaço de Trump: EUA confirmam nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros;EUA concluem que Brasil tem práticas 'irrazoáveis' e propõem tarifa de 25% sobre produtos nacionais;VALDO CRUZ: Governo Lula classifica decisão dos EUA como 'ideológica' e diz que equipe de Trump agiu de má-fé;Alckmin contesta alegações dos EUA sobre tarifaço e diz que medida é 'injusta e descabida';Mauro Vieira diz que novas tarifas dos EUA não têm justificativa e lastro com realidade: 'Motivação política';Veja quais dos 50 produtos brasileiros mais exportados aos EUA passarão a pagar a nova tarifa de 25%;QUAEST: Tarifaço pesa mais contra Flávio Bolsonaro do que contra Lula;Pré-candidatos à Presidência reagem ao novo tarifaço de Trump;'Golpe comercial às vésperas da campanha eleitoral': veja como a imprensa mundial repercutiu tarifaço de Trump contra o Brasil.

O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.

Tarifas dos EUA podem ter efeito imediato apesar de prazo de negociação — Foto: Anadolu via Getty Images

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Documento do tarifaço menciona presidente dos EUA mais de dez vezes e governo vê digital política de Trump

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/07/2026 00:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0980,4%Dólar TurismoR$ 5,3050,47%Euro ComercialR$ 5,8320,19%Euro TurismoR$ 6,0820,24%B3Ibovespa173.825 pts-1,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,0980,4%Dólar TurismoR$ 5,3050,47%Euro ComercialR$ 5,8320,19%Euro TurismoR$ 6,0820,24%B3Ibovespa173.825 pts-1,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,0980,4%Dólar TurismoR$ 5,3050,47%Euro ComercialR$ 5,8320,19%Euro TurismoR$ 6,0820,24%B3Ibovespa173.825 pts-1,24%Oferecido por

O governo federal identificou que o documento técnico dos EUA que propõe o novo tarifaço de 25% cita determinação de Trump mais de 10 vezes.

Para o Ministério da Fazenda, a repetição do trecho reforça a percepção de que o processo contra o Brasil ocorreu por motivos políticos.

O novo imposto passa a valer em 22 de julho. Ele surgiu após investigação aberta no ano passado devido a supostas práticas comerciais desleais brasileiras.

A Fazenda comparou o documento com outros casos. O carimbo presidencial pode servir para proteger técnicos norte-americanos de eventuais questionamentos administrativos.

O governo brasileiro analisou o documento técnico do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR na sigla em inglês), responsável pela investigação e proposta do novo tarifaço, e identificou um trecho que se repete mais de dez vezes.

"Em conformidade com a determinação específica do Presidente, o Representante Comercial está adotando medidas para impor tarifas de 25% sobre todas as importações do Brasil, com algumas exceções”, diz o resumo do documento, por exemplo.

A argumentação de que há uma “determinação específica do Presidente” Donald Trump sobre esse caso foi usada de maneira frequente nas páginas do documento.

Na avaliação do Ministério da Fazenda, isso reforça a percepção de que o processo contra o Brasil foi conduzido de forma política.

O novo tarifaço de 25% aplicado a produtos brasileiros surgiu de uma investigação aberta no ano passado, a pedido de Trump.

O processo foi iniciado por supostas “práticas comerciais desleais do Brasil que restringem o acesso de exportadores americanos ao seu mercado há décadas”.

Após a apuração, o USTR concluiu pela recomendação da sobretaxa a milhares de produtos brasileiros. Na quarta-feira (15), o governo de Trump confirmou o novo tarifaço, que passa a valer em 22 de julho.

O Ministério da Fazenda fez uma análise de outros documentos técnicos, semelhantes ao da conclusão do processo contra o Brasil, divulgado ontem.

A comparação preliminar mostrou que em outros casos não houve menção a determinações do presidente norte-americano, como em:

investigações sobre impostos digitais, contra a França, Índia, Turquia, Áustria, Itália, Espanha, Reino Unido, entre outros;investigação sobre direitos trabalhistas e humanos, contra a Nicarágua (direitos trabalhistas e humanos).

Já em processos contra a China, expressões semelhantes apareceram, como “orientação do presidente”.

Isso envolveu casos que levaram a tarifas aplicadas pelos EUA, como as tranches tarifárias de 2018–2019, e uma investigação de 2025 sobre cumprimento de um acordo comercial com os Estados Unidos.

O USTR pode abrir investigações por conta própria. Então, para o Ministério da Fazenda, colocar esse “carimbo” de que é uma determinação da Casa Branca reforça que a questão não é técnica, pois o canal de resolução seria político-presidencial.

A pasta avalia também que o uso frequente desta expressão no documento pode servir até para proteger técnicos de eventuais questionamentos administrativos – comuns no serviço público para investigar condutas de servidores técnicos.

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