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Área técnica do TCU deve rejeitar competência da Corte para analisar empréstimo para salvar o BRB

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 20:47

Distrito Federal Área técnica do TCU deve rejeitar competência da Corte para analisar empréstimo para salvar o BRB Auditores avaliam que transação deve ser acompanhada pelo Tribunal de Contas do DF, já que o BRB é um banco distrital. Decisão final cabe ao plenário do TCU; não há data para votação. Por Mariana Assis, g1 — Brasília

A área técnica do TCU avaliou que a Corte não tem competência para analisar o empréstimo de R$ 6,5 bilhões do Distrito Federal para salvar o BRB.

O governo do Distrito Federal planeja tomar R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos. Recursos do FPE e do FPM serão usados como contragarantia.

A crise do BRB envolve transações de R$ 30 bilhões com o Banco Master. Em novembro de 2025, a Polícia Federal apontou fraudes financeiras nessas operações.

Em abril, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa foi preso. O banco estima que R$ 8,8 bilhões em créditos comprados do Master são "crédito podre".

A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) avaliou que o órgão não tem a competência legal para analisar o eventual empréstimo de até R$ 6,5 bilhões que o governo do Distrito Federal deve tomar para salvar o patrimônio do Banco de Brasília (BRB).

Segundo a análise, apurações desse tipo deveriam ser conduzidas pelo Tribunal de Contas do DF, já que o BRB é vinculado ao governo distrital, e não à União.

Com esse entendimento, a unidade técnica recomendará o não conhecimento da representação que pedia uma investigação do caso pelo TCU. A conclusão foi confirmada ao g1 por interlocutores que acompanham o tema.

O parecer da área técnica, porém, não é definitivo. O processo ainda será analisado pelo relator do processo, ministro Jhonatan de Jesus, e pelo Ministério Público junto ao TCU.

A decisão final cabe ao plenário da Corte, que deve analisar o voto apresentado pelo relator no caso.

O governo do Distrito Federal se prepara para assumir uma dívida bilionária que deve levar mais de 10 anos para ser quitada: um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para recompor o patrimônio do Banco de Brasília (BRB).

O dinheiro virá do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e os maiores bancos públicos e privados do país atuarão como fiadores. Mas, como contragarantia, o governo colocou na reta os recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

➡️A contragarantia é o bem que pode ser obtido pelo fiador, quando ele é acionado para cobrir um calote. Ou seja: os grandes bancos pagariam a conta, mas usariam o FPE e o FPM para reaver o dinheiro.

A atual crise do BRB está ligada às negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025, que somaram R$ 30 bilhões segundo dados do próprio banco.

Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero e apontou um suposto esquema de fraudes financeiras bilionárias – incluindo boa parte dessas transações.

Em abril deste ano, uma nova fase da investigação levou à prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. A PF afirma que ele teria permitido negócios com o Master sem lastro e sem seguir práticas adequadas de governança.

O BRB estima que pelo menos R$ 8,8 bilhões dos créditos do Master comprados pelo BRB são títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação. Na prática, "crédito podre" que pode se transformar em um rombo no patrimônio do banco.

O governo diz que consegue recuperar R$ 2,2 bilhões para cobrir parte desses títulos ruins com outras medidas – mas precisaria de um empréstimo para os outros R$ 6,6 bilhões.

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Senado Federal aprova projeto que blinda agências reguladoras contra bloqueios no orçamento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 20:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%Oferecido por

O Senado aprovou nesta terça-feira (16) o projeto que blinda o orçamento das agências reguladoras contra bloqueios. A proposta segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

O texto foi aprovado por 51 votos a 17. Os senadores aprovaram um requerimento para enviar a matéria diretamente ao plenário, sem passar por comissão econômica.

O relator Marcos Rogério ampliou o projeto original. A nova versão protege todas as atividades das agências, sem exigir uma fonte de financiamento específica.

Os senadores articulam a derrubada de um veto do presidente Lula sobre o tema. O veto barrava regra semelhante aprovada na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

O Senado aprovou, por 51 votos a 17, nesta terça-feira (16), o projeto de lei complementar que altera a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que altera a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para blindar de contingenciamentos o orçamento das agências reguladoras. 

🔎 Pelo novo arcabouço fiscal, o governo federal precisa perseguir uma meta de resultado primário definida anualmente na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Para 2026, o objetivo é um superávit primário de 0,25% do PIB, mantendo a banda de tolerância de 0,25 ponto percentual para mais ou para menos.

A proposta segue para análise da Câmara dos Deputados. O projeto foi aprovado na manhã desta terça na Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado. O texto também teria que passar pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), mas os senadores aprovaram um requerimento para levar o tema direto ao plenário.  

Com essa blindagem, as despesas das agências reguladores não poderão ser contingenciadas, por exemplo, para cumprir a meta estabelecida no arcabouço fiscal.

O relator, Marcos Rogério (PL-RO), ampliou o escopo do projeto. A proposta original, do senador Laércio Oliveira (PP-SE), estabelecia a proteção do orçamento das agências a despesas custeadas com receitas próprias, taxas de fiscalização ou por fundos criados para tal finalidade. 

O parecer de Rogério prevê que a proteção passa a alcançar todas as atividades das agências reguladoras, sem a exigência de uma fonte específica de financiamento.

A justificativa é que a distinção entre atividades-fim e atividades-meio gera controvérsias e que a maior parte das despesas dessas instituições, incluindo capacitação, é bancada pelo orçamento ordinário — o que esvaziaria, na visão do relator, uma ressalva atrelada apenas a fundos.

O governo é contra a proposta sob o argumento de que proibir contingenciamento congela a margem discricionária do gestor público, cria um engessamento no orçamento e que recursos "livres" já são uma parte pequena do orçamento.

Esse foi o argumento utilizado pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) para fazer um pedido de vista.

Após um acordo, Laércio Oliveira, que assumiu a presidência para Marcos Rogério fazer a leitura do parecer, concedeu vistas coletivas até às 14h para que o projeto fosse votado após uma audiência pública com os diretores das agências.

Na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026, o Congresso aprovou uma regra que barrava o congelamento das despesas de regulação e fiscalização das agências, mas o trecho acabou vetado pelo presidente Lula.

Laércio Oliveira e Marcos Rogério afirmaram na reunião que irão articular com Davi Alcolumbre, presidente do Congresso, a derrubada do veto presidencial na próxima sessão conjunta entre Câmara e Senado.

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Ordem do dia. — Foto: Carlos Moura/Agência Senado

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Grupo hacker diz ter roubado dados sobre medicamentos da dona do Ozempic

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 20:47

Tecnologia Grupo hacker diz ter roubado dados sobre medicamentos da dona do Ozempic Em comunicado, grupo FulcrumSec disse que teve acesso a dados de milhares de pacientes e funcionários da Novo Nordisk. Empresa confirmou ter sofrido incidente cibernético e disse que está em contato com autoridades. Por Redação g1 — São Paulo

Um grupo hacker afirmou nesta terça-feira (16) que roubou 1,3 terabyte de dados da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, conhecida por seus tratamentos para diabetes e obesidade como Ozempic e Wegovy.

Batizado de FulcrumSec e criado em outubro de 2025, o grupo disse que considera vender parte dos dados após não ter sucesso em uma tentativa de cobrar US$ 25 milhões para devolver o material à empresa.

Os hackers atacaram os sistemas da Novo Nordisk em março e permaneceram infiltrados nas redes da empresa por dois meses até conseguirem uma lista com mais de 700 mil arquivos, segundo eles informaram ao site de segurança cibernética DataBreaches.Net.

A Novo Nordisk já tinha comunicado na última quinta-feira (11) que sofreu um incidente de segurança cibernética. Segundo a empresa, o ataque envolveu acesso não autorizado a um número limitado de sistemas internos e a dados pessoais de alguns pacientes de testes clínicos.

O FulcrumSec disse que a invasão permitiu acesso a dados de 11.500 pacientes de testes clínicos e de milhares de funcionários, além de detalhes sobre instalações de processamento e modelos de inteligência artificial usados pela empresa.

O grupo afirmou ainda que teve acesso a dados como código-fonte da Novo Nordisk, dados sobre medicamentos lançados e não lançados, documentos de ensaios clínicos, entre outros.

O FulcrumSec disse que não pretende compartilhar dados de funcionários e pacientes da Novo Nordisk nem sobre o funcionamento de sistemas usados nas instalações da empresa.

A Novo Nordisk disse à Reuters que "está ciente das alegações de que dados supostamente copiados externamente sem autorização de nossos sistemas foram publicados online".

"Levamos este assunto a sério e mantemos a operação contínua de nossas principais plataformas. Estamos em contato com as autoridades competentes", afirmou a empresa.

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Privatização da Copasa é concluída em cerimônia na B3

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 18:47

Minas Gerais Privatização da Copasa é concluída em cerimônia na B3 Ao todo, 171.113.881 ações da empresa foram vendidas, ao custo de R$ 49,03 cada. Por Rafaela Mansur, Leonardo Milagres, g1 Minas — Belo Horizonte

O processo de privatização da Copasa foi concluído nesta terça-feira (16), com a entrega das ações aos compradores e o pagamento ao estado.

A Equatorial, selecionada como investidor de referência, passou a ser a maior acionista da Copasa, com 30% do capital total.

O processo de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) foi concluído nesta terça-feira (16), durante uma cerimônia na bolsa de valores brasileira, a B3, em São Paulo. A solenidade marcou a entrega das ações aos compradores e o pagamento ao estado.

Ao todo, 171.113.881 papéis da estatal foram vendidos ao custo de R$ 49,03 cada, o que significa que R$ 8,38 bilhões serão depositados nos cofres de MG.

A Equatorial, selecionada como investidor de referência, passou a ser a maior acionista da Copasa, com 30% do capital total. O grupo adquiriu 114.075.921 ações, o correspondente a 66,67% da oferta (R$ 5,59 bilhões).

Havia possibilidade de que um lote extra, de até 19.035.730 papéis, também fosse disponibilizado, mas isso não ocorreu.

O estado, que detinha 50,03% do capital social da empresa (190.249.612 ações ordinárias), agora passa a ter 5,03% (19.135.731 ações).

A fatia inclui uma golden share, ação preferencial de classe especial que confere poder de veto ao Executivo estadual sobre determinados assuntos, como a alteração da denominação e da sede da companhia.

A Perfin, que já era acionista da Copasa, ampliou o volume de ações com a compra de 1.077.500 títulos ordinários, aumentando sua participação na empresa de 15,25% para 20,11%.

Ao todo, investidores institucionais ficaram com 10,5% do capital da companhia, em um volume financeiro de R$ 1,96 bilhão. Já investidores do varejo passaram a deter 4,5% do capital social, com movimentação de R$ 838,9 milhões.

A privatização da Copasa foi aprovada definitivamente pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em 17 de dezembro de 2025 e sancionada pelo ex-governador Romeu Zema (Novo) no dia 23 do mesmo mês.

A venda sempre foi um plano do político, que dizia que a medida era necessária para a modernização da empresa e a atração de investimentos.

Os deputados que votaram contra a proposta afirmaram que a desestatização deve gerar aumento de tarifa e precarização do serviço, além de demissões. A Copasa atende 636 municípios mineiros.

A lei determina que os recursos provenientes da venda da companhia sejam usados para a amortização da dívida do estado com a União ou o cumprimento de obrigações relacionadas ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).

O texto autoriza, ainda, que parte do dinheiro seja depositada em um fundo estadual de saneamento básico.

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Dona do Snapchat lança óculos de realidade aumentada de R$ 11 mil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 16:48

Tecnologia Dona do Snapchat lança óculos de realidade aumentada de R$ 11 mil Dispositivo consegue mostrar mapas, vídeos, legendas e outras informações interativas através das lentes. Por Redação g1 — São Paulo

A Snap, dona do Snapchat, lançou nesta terça-feira (16) seus óculos de realidade aumentada capazes de exibir, através das lentes, informações como mapas, vídeos, legendas de tradução, entre outros.

Batizados de Specs, os dispositivos serão vendido por US$ 2.195 (R$ 11 mil, na conversão direta). Eles estão disponíveis em pré-venda e começarão a ser entregues até dezembro, primeiro para clientes nos Estados Unidos, no Reino Unido e na França.

Com acabamento na cor preta, os Specs tem uma armação grossa e não precisam de bateria externa ou acessórios, como um controle por gestos, para funcionar.

Por conta da realidade aumentada, os aparelhos podem sobrepor conteúdo digital à visão do mundo real do usuário. É possível usá-los para trabalhar, jogar, navegar na internet, assistir filmes ou medir objetos, por exemplo.

Equipados com dois processadores Qualcomm Snapdragon, os Specs oferecem até quatro horas de duração da bateria e vêm com um estojo de carregamento que fornece quatro cargas adicionais, de acordo com a fabricante.

O sistema usado pelos óculos pode exibir informações em uma tela virtual equivalente a um monitor de 24 polegadas em funções de trabalho. E, durante a exibição de filmes, consegue simular uma tela de 115 polegadas.

Os Specs também contam com um sistema capaz de mudar lentes transparentes para lentes escuras em apenas 10 segundos.

Com isso, os novos Specs representam uma grande aposta da empresa. Os óculos inteligentes estão em uma categoria que até mesmo a Apple teve dificuldades após o lançamento de seu Vision Pro.

Entre os mais bem-sucedidos do segmento, estão os da Ray -Ban, lançados pela Meta. O modelo mais avançado da linha tem uma pequena tela de texto e instruções de navegação, mas não conta com realidade aumentada completa.

Para superar concorrentes, a Snap tornou os Specs mais leves que os Vision Pro e mais capazes que os óculos da Meta. "Queríamos construir um tipo de computador totalmente novo", disse o CEO da Snap, Evan Spiegel, à Reuters.

Os Specs são mais baratos que o Vision Pro, de US$ 3.499 (cerca de R$ 17 mil), mas mais caros que a faixa de preço da Meta, que varia entre US$ 379 e US$ 799 (de R$ 1.900 a R$ 4.000).

Spiegel afirmou que o aumento no custo dos chips de memória "teve um impacto considerável" e que a Snap pretende oferecer versões mais baratas no futuro, embora não tenha divulgado quanta memória os dispositivos Specs possuem.

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CAOA Changan lança CS75; SUV custa R$ 199.990 e será fabricado no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 16:48

Carros CAOA Changan lança CS75; SUV custa R$ 199.990 e será fabricado no Brasil Novidade conta com trio de telas integradas de 37,2 polegadas, pacote de assistências ao motorista e motor 1.5 turbo flex de 180 cv. Utilitário esportivo será fabricado em Anápolis (GO). Por Redação g1

A CAOA Changan anunciou nesta terça-feira (16) o lançamento do SUV CS75 no mercado brasileiro. O modelo será produzido na fábrica da montadora em Anápolis (GO) e chega inicialmente em versão única, a Infinity, com preço promocional de lançamento de R$ 199.990, válido por tempo limitado.

O utilitário esportivo é equipado com motor 1.5 TGDi turbo flex que desenvolve 180 cv de potência e 29,2 kgf.m de torque. O conjunto mecânico traz transmissão automática com oito marchas e suspensão Multilink no eixo traseiro. As rodas são de 20 polegadas.

Nas dimensões, o veículo tem 4,77 m de comprimento, 1,91 m de largura, 1,70 m de altura e tem 2,80 m de entre-eixos. Medidas mais generosas do que as do Jeep Commander e GWM Haval H6.

O compartimento de bagagem tem capacidade para 725 litros na medição até o teto. A medida aumenta para 1.620 litros com os assentos traseiros rebatidos. O modelo conta ainda com teto solar panorâmico e maçanetas externas retráteis.

A cabine do CS75 possui um painel digital integrado com três telas e área total de 37,2 polegadas. Essa superfície une o quadro de instrumentos de 10,3 polegadas, a central multimídia de 14,6 polegadas e uma tela de 12,3 polegadas voltada para o passageiro do banco dianteiro.

O sistema de entretenimento oferece conectividade sem fio para os sistemas Apple CarPlay e Android Auto, além de comandos por voz e som com 14 alto-falantes.

O assento do passageiro dianteiro oferece 14 regulagens elétricas, suporte para pernas, aquecimento, ventilação e funções de massagem. O banco do condutor dispõe de ajustes elétricos e memória, aquecimento e ventilação.

Na segunda fileira, os bancos têm inclinação ajustável, aquecimento e saídas de ventilação. O interior inclui ar-condicionado de duas zonas, console central com refrigeração e iluminação ambiente configurável em até 256 cores.

O pacote de assistência ao motorista inclui controle automático de velocidade de cruzeiro adaptativo, alerta de saída e permanência em faixa, assistente de congestionamento (que leva o SUV no anda e para), aviso de colisão frontal e frenagem automática de emergência. O carro vem equipado também com controle de estabilidade, controle de tração e airbags frontais, laterais e de cortina.

O SUV traz um sistema de câmeras de 540 graus com visualização em alta definição e função de chassi transparente. Essa tecnologia reproduz na tela do multimídia o entorno do veículo e projeta uma imagem 3D translúcida do CS75.

Há também um recurso para movimentar o carro em linha reta à distância usando a chave. Ideal para tirar o modelo de vagas estreitas.

O sistema de iluminação do veículo é composto inteiramente por lâmpadas de LED. A grade frontal tem abertura controlada eletronicamente para dosar a entrada de ar.

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Trump e Lula voltam a posar para foto antes de jantar de gala do G7

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 15:53

Mundo Trump e Lula voltam a posar para foto antes de jantar de gala do G7 Encontro ocorre em meio a tensão entre Brasil e EUA por conta do novo tarifaço de Trump. Por Redação g1

Trump e Lula voltaram a posar para uma foto antes de jantar de gala durante o G7 na França — Foto: LUDOVIC MARIN/Pool via Reuters

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltaram a posar juntos nesta terça-feira (16) antes de um jantar de gala da cúpula do G7, na cidade de Evian, na França. Os líderes não interagiram entre si, segundo as imagens oficiais da cúpula divulgadas por agências de notícias.

Mais cedo, os dois líderes já haviam participado da tradicional "foto de família" (veja o vídeo e leia mais abaixo).

Líderes mundiais e cônjuges posam para foto antes de jantar de gala na cúpula do G7, em Evián, na França, em 16 de junho de 2026. — Foto: Evelyn Hockstein/ Reuters

Líderes gesticulam durante foto de família de líderes e cônjuges antes do jantar de gala da cúpula do G7 em Evián, na França, em 16 de junho de 2026. — Foto: Evelyn Hockstein/ Reuters

A "foto de família" com Lula e Trump desta terça (16) chamou a atenção por ocorrer em meio a tensões entre Brasil e EUA por conta da aplicação pelo governo Trump de novas tarifas contra produtos brasileiros.

➡️ A chamada "foto de família" é a fotografia oficial tirada em encontros de chefes de Estado e de governo. O nome vem da ideia de reunir todos os participantes em uma única imagem e serve como um símbolo de unidade.

o presidente da França, Emmanuel Macron; o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney; a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni; a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi; a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen; o presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa; a chanceler da Alemanha, Friedrich Merz; o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi; a presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung; o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi; o presidente do Quênia, William Ruto; e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer.

Após a foto, Lula conversou rapidamente com Úrsula von der Leyen ainda no local do retrato. Enquanto eles conversavam, Trump passou pelos dois. Lula e Trump não se cumprimentaram nessa ocasião (veja no vídeo abaixo).

Não há informação até a última atualização desta reportagem se os presidentes brasileiro e norte-americano se falaram na abertura da cúpula.

Contexto: o G7 é um grupo das principais economias ricas do mundo que se reúne para discutir temas globais. Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão — além da União Europeia – participam das reuniões. O Brasil não integra o G7, mas pode ser convidado para a cúpula.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (à esquerda) participa de foto de família da cúpula do G7 em Evián, na França, em 16 de junho de 2026. — Foto: Evelyn Hockstein/ Reuters

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Lula discute veto à carne brasileira com líder da União Europeia e presidente da Comissão Europeia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 15:53

Política Lula discute veto à carne brasileira com líder da União Europeia e presidente da Comissão Europeia Na reunião, líderes se comprometeram a buscar soluções que contemplem as preocupações europeias bem como interesses exportadores do Brasil, diz Planalto. Por Isabella Calzolari, g1 — Brasília

Lula com com líder da União Europeia e presidente da Comissão Europeia. — Foto: Ricardo Stuckert/ Presidência da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nesta terça-feira (16) na cúpula do G7, na França. Também participou da reunião bilateral o presidente do Conselho Europeu, António Costa.

Eles discutiram sobre a decisão da UE de vetar a exportação da carne brasileira a partir de setembro.

Segundo nota publicada pelo Palácio do Planalto, durante a reunião, os três "definiram um mecanismo bilateral entre o Itamaraty e funcionários da Comissão, com vistas a identificar as dificuldades, tanto na área de produtos de origem animal quanto nos produtos siderúrgicos".

"Comprometeram-se a buscar soluções que contemplem as preocupações europeias, seja de ordem sanitária, fitossanitária e de proteção da sua indústria de aço, bem como os legítimos interesses exportadores do Brasil, consubstanciados no acordo Mercosul-União Europeia", diz a nota.

No início de junho, a União Europeia publicou um documento oficializando a sua decisão de excluir o Brasil da lista de países que cumprem as regras do bloco contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária.

➡️ Antimicrobianos são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem funcionar como promotores de crescimento.

Na lista de 2024, o Brasil aparecia como autorizado a exportar carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, peixe e mel. Agora, o país aparece excluído da lista de todos esses produtos.

🔎 O G7 é um grupo das principais economias ricas do mundo que se reúne para discutir temas globais, como economia, guerra, clima e segurança. É um fórum político (não toma decisões obrigatórias, mas tem muita influência).

Compõem o grupo Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão — além da União Europeia, que participa das reuniões.

Após o encontro com Úrsula von der Leyen e António Costa, Lula escreveu nas redes sociais que o Itamaraty vai trabalhar em conjunto com funcionários da Comissão para identificar as dificuldades, tanto na área de produtos de origem animal quanto nos produtos siderúrgicos.

"Nos comprometemos a buscar soluções que contemplem as preocupações europeias, seja de ordem sanitária, fitossanitária e de proteção da sua indústria de aço, bem como os legítimos interesses exportadores do Brasil, em consonância com o acordo Mercosul-União Europeia", escreveu.

Enquanto Lula e Von der Leyen conversavam, Trump passou pelos dois. Lula e Trump não se cumprimentaram nessa ocasião.

Antes da chamada "foto de família" da cúpula do G7, em Evián, na França, o presidente Lula se reuniu com a primeira-Ministra do Japão, Takaichi Sanae, sobre o fortalecimento dos laços entre os dois países.

Nas redes sociais, Lula disse que os dois trataram do Marco de Parceria Estratégica entre o Japão e o Mercosul, lançado em dezembro do ano passado, "sob o qual temas como comércio, investimento, e o atual contexto internacional estão sendo discutidos".

"Anunciamos o lançamento das negociações do Acordo de Parceria Econômica entre o MERCOSUL e o Japão na futura 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, a ser realizada em Assunção, no final de junho", escreveu o petista.

Segundo nota divulgada pelo Palácio do Planalto, as discussões abrangeram "amplo escopo de temas, como comércio e investimento, e o atual contexto internacional".

"Os parceiros também trocaram informações relativas a áreas de interesse e sensibilidades mútuas, que devem ser apropriadamente consideradas. Tendo como base essas discussões e o reconhecimento mútuo da importância estratégica dessa Parceria, o Japão e o Mercosul afirmaram seu interesse em aprofundar os seus laços econômicos e comerciais."

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Por que reabrir do Estreito de Ormuz é mais complexo do que liberar rodovia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 14:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,37%Dólar TurismoR$ 5,2970,49%Euro ComercialR$ 5,9050,6%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.973 pts-0,26%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,37%Dólar TurismoR$ 5,2970,49%Euro ComercialR$ 5,9050,6%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.973 pts-0,26%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,37%Dólar TurismoR$ 5,2970,49%Euro ComercialR$ 5,9050,6%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.973 pts-0,26%Oferecido por

Navios são vistos no Estreito de Ormuz, em Musandam, em Omã, no dia 16 de junho de 2026 — Foto: Reuters

Apesar da expectativa positiva dos mercados financeiros, a presença de minas navais e a própria fragilidade do acordo entre EUA e Irã indicam que situação deve demorar para retornar ao normal.

Estados Unidos e Irã anunciaram neste domingo (14) um acordo preliminar para encerrar a guerra entre os dois países. O primeiro ponto destacado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi a reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do suprimento mundial de petróleo.

"Navios do mundo, liguem seus motores. Que o petróleo flua!", escreveu o presidente. Os mercados financeiros globais reagiram com entusiasmo ao anúncio.

Mas reabrir uma via marítima como Estreito de Ormuz não é a mesma coisa que reabrir uma rodovia após um acidente. Restaurar o tráfego de petróleo, gás e contêineres no nível pré-guerra por esse importante gargalo logístico enfrenta obstáculos significativos – o maior deles a fragilidade do próprio acordo, cujo texto não foi divulgado.

A agência grega de gestão de riscos marítimos Marisks alertou, nesta segunda-feira, que o acordo deve ser visto como "o início de um processo de desescalada, e não como a restauração imediata das condições normais de comércio".

"Operacionalmente, o setor não está se apressando para retomar as atividades", afirmou o editor-chefe do site especializado em transporte marítimo Lloyd's List, Richard Meade, observando que muitos alertam que a remoção de minas e o retorno ao uso das rotas de trânsito reconhecidas internacionalmente são pré-requisitos para uma navegação segura.

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Se as agressões tanto dos EUA quanto do Irã realmente pararem, o Irã terá primeiramente de localizar e remover as minas navais que instalou durante o conflito para tornar o Estreito de Ormuz novamente transitável.

A maioria delas pode ser localizada rapidamente com o uso de navios varredores de minas convencionais e drones submarinos de última geração. No entanto, algumas podem ter se deslocado ou ser difíceis de encontrar, segundo especialistas marítimos.

A operação de localização e remoção poderia levar de 40 a 50 dias – até muitas empresas de seguros, de transporte marítimo ou petrolíferas se sentirem seguras o suficiente para navegar pela região, de acordo com avaliações de especialistas ocidentais da área de segurança marítima ouvidos pela agência de notícias Reuters.

Já a chefe de análises de energia para o Oriente Médio e Opep+ na Kpler, Amena Bakr, ouvida pela AP, estimou que a remoção de minas levaria seis meses. A Kpler é uma empresa de dados e análises especializada em logística marítima.

Depois disso, observadores independentes precisarão verificar se a via marítima está de fato segura para a navegação.

O ministro alemão do Exterior, Johann Wadephul, afirmou que a Alemanha vai considerar participar de operações de remoção de minas no Estreito de Ormuz apenas quando ficar claro que os combates cessaram e que tanto os Estados Unidos quanto o Irã apoiam essa missão.

Alemanha, França, Reino Unido e Itália já haviam manifestado disposição para apoiar a retomada da navegação pelo Estreito de Ormuz, inclusive por meio de uma missão independente e de caráter estritamente defensivo, voltada para garantir a segurança de navios comerciais e realizar a remoção de minas.

Mesmo após a remoção das minas, as empresas de navegação terão que arcar com custos mais altos do seguro contra riscos de guerra para transitar pelo Estreito de Ormuz até que a confiança seja restaurada.

Atualmente, os valores permanecem extremamente altos, entre 1% e 4% do valor da embarcação por travessia, em comparação com taxas inferiores a 0,1% antes da guerra, segundo o jornal The New York Times.

Para um petroleiro típico de 200 milhões de dólares, isso significa custos adicionais entre 2 milhões e 8 milhões de dólares por travessia, contra menos de 200 mil dólares antes do conflito.

O Lloyd's List citou nesta segunda-feira um analista de riscos de seguros de Singapura, não identificado, que descreveu os valores como "rápidos para subir e lentos para cair".

O chefe global de pesquisa em transporte marítimo da corretora de mercadorias Oil Brokerage Ltd, Anoop Singh, alertou que os proprietários de navios avaliarão os prós e contras com base em sua própria tolerância ao risco.

"Japoneses, coreanos e chineses são menos propensos a assumir riscos elevados, enquanto os gregos têm um apetite diferente. Portanto, podemos ver alguns agentes se preparando para avançar, mas, de modo geral, o restante do mercado ainda busca mais detalhes e garantias antes de prosseguir", disse Singh à agência de notícias Bloomberg.

Mesmo que o estreito esteja totalmente aberto, levará tempo para que os navios-tanque entrem, carreguem e façam a viagem até os países asiáticos, que são os principais clientes do petróleo proveniente de Arábia Saudita, Iraque, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã. Uma viagem de ida e volta ao Japão pode levar de 45 a 50 dias.

Assim que corredores seguros forem estabelecidos no Estreito de Ormuz, centenas de embarcações comerciais e suas tripulações, retidas por meses no Golfo Pérsico, poderão começar a se mover.

A Bloomberg, que citou a Kpler, noticiou que 300 navios totalmente carregados estão parados no Golfo, enquanto outros 250 estão vazios, aguardando carregamento assim que o estreito for reaberto.

Nas proximidades, no Golfo de Omã, cerca de 300 petroleiros vazios aguardam autorização para entrar no Golfo.

Reunir a tripulação para essas embarcações pode ser outro obstáculo. Estima-se que cerca de 20 mil marinheiros permaneçam a bordo de navios retidos, segundo a Organização Marítima Internacional.

Essa agência da ONU também confirmou que 14 tripulantes foram mortos em ataques, cerca de metade deles da Índia, a terceira maior origem dos marinheiros, depois das Filipinas e da China.

Diante da crescente relutância das tripulações em aceitar deslocamentos para a região do Golfo, a Diretoria Geral de Navegação da Índia ordenou no domingo que agências de emprego restrinjam esses envios para áreas de conflito.

Com o anúncio do acordo, os países árabes do Golfo podem agora começar a aumentar a produção de petróleo e gás. Mas esse pode ser um processo lento, pois exige inspeções de segurança nas instalações energéticas, reparos na infraestrutura danificada e o retorno gradual de trabalhadores e equipes de manutenção.

Alguns produtores no Oriente Médio interromperam a extração de petróleo quando ficaram sem espaço de armazenamento. Esses países não retomarão as atividades até terem certeza de que o estreito permanecerá aberto de forma duradoura e de que um cessar-fogo durará mais de 30 ou 60 dias, afirmou o pesquisador Daniel Sternoff, da Universidade de Columbia.

Uma retomada completa dependerá da restauração dos cronogramas de envio, da garantia de um número suficiente de petroleiros e de convencer compradores internacionais de que o fornecimento de energia voltou a ser confiável.

O economista-chefe do grupo Capital Economics, Neil Shearing, projetou nesta segunda-feira que levará até o fim de setembro para que cerca de 80% dos fluxos de energia pelo Estreito de Hormuz sejam retomados.

Shearing alertou que os fluxos de gás natural levarão mais tempo para se recuperar e mencionou danos no terminal de gás natural liquefeito de Ras Laffan, no Catar, onde ataques eliminaram cerca de 17% da capacidade de exportação do país, provavelmente por vários anos.

Não está claro se os EUA e o Irã chegaram a um acordo sobre o que significa "aberto" no caso do Estreito de Ormuz.

O Irã exigiu o direito de cobrar taxas de navios que utilizam o estreito e, em alguns casos, já cobrou para permitir a saída das embarcações. Trump afirmou em sua rede social, a Truth Social, que o acordo envolvia uma "abertura sem cobrança de pedágio", mas não houve confirmação disso por parte do Irã.

Enquanto os EUA insistem que o Estreito de Ormuz fique permanentemente livre de tarifas, as autoridades iranianas falam em "taxas de serviço" e em manter o controle da via marítima, junto com Omã.

O pagamento de pedágio representaria um dilema para os armadores, uma vez que os EUA e a União Europeia (UE) classificam o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica como organização terrorista, e o Departamento do Tesouro dos EUA impôs sanções à entidade, que o Irã anunciou como responsável pela cobrança.

A menos que essas sanções sejam alteradas, efetuar o pagamento expõe as empresas de transporte marítimo e os bancos a penalidades.

Além disso, especialistas jurídicos afirmam que permitir que o Irã controle a passagem violaria o direito internacional sobre a liberdade de navegação, estabelecido na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, a qual exige que os países permitam a passagem pacífica por suas águas territoriais. As águas do estreito são compartilhadas pelo Irã, ao norte, e por Omã, ao sul.

O maior risco para a reabertura do Estreito de Ormuz, porém, é o próprio acordo entre EUA e Irã, já que ele é apenas um esboço para negociações que buscam um fim definitivo do conflito.

Além da cobrança de pedágio, há questões ainda mais amplas não resolvidas, como as ambições nucleares do Irã, o alívio de sanções econômicas e o apoio de Teerã a grupos como o Hezbollah e os houthis, o que indica que há um risco real de que o conflito recomece.

Fortalecido por sua vantagem estratégica sobre o Estreito de Ormuz e por ter resistido à maior potência militar mundial, o Irã pode continuar testando limites.

Já o governo de Israel ressaltou que não está vinculado ao acordo, apesar de o Irã ter afirmado que ele abrange também o conflito no Líbano, o que é mais um ponto a colocar em risco o frágil acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã – e o retorno à normalidade em Ormuz.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Comissão do Senado aprova projeto que blinda agências reguladoras contra bloqueios no orçamento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 13:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0830,32%Dólar TurismoR$ 5,2950,46%Euro ComercialR$ 5,9030,56%Euro TurismoR$ 6,1610,62%B3Ibovespa170.080 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,0830,32%Dólar TurismoR$ 5,2950,46%Euro ComercialR$ 5,9030,56%Euro TurismoR$ 6,1610,62%B3Ibovespa170.080 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,0830,32%Dólar TurismoR$ 5,2950,46%Euro ComercialR$ 5,9030,56%Euro TurismoR$ 6,1610,62%B3Ibovespa170.080 pts-0,2%Oferecido por

A Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado aprovou nesta terça-feira (16) o projeto de lei complementar que altera a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para blindar de contingenciamentos o orçamento das agências reguladoras. 

Os parlamentares aprovaram um requerimento de urgência para que a proposta siga direto para o plenário. Antes, a proposta teria de passar também pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Com essa blindagem, as despesas das agências reguladores não poderão ser contingenciadas, por exemplo, para cumprir a meta estabelecida no arcabouço fiscal.

O relator e presidente da CI, Marcos Rogério (PL-RO), ampliou o alcance do projeto. A proposta original, do senador Laércio Oliveira (PP-SE), estabelecia a proteção do orçamento das agências a despesas custeadas com receitas próprias, taxas de fiscalização ou por fundos criados para tal finalidade.

O parecer de Rogério prevê que a proteção passa a alcançar todas as atividades das agências reguladoras, sem a exigência de uma fonte específica de financiamento.

A justificativa é que a distinção entre atividades-fim e atividades-meio gera controvérsias e que a maior parte das despesas dessas instituições, incluindo capacitação, é bancada pelo orçamento ordinário — o que esvaziaria, na visão do relator, uma ressalva atrelada apenas a fundos.

O governo é contra a proposta sob o argumento de que proibir contingenciamento congela a margem discricionária do gestor público, cria um engessamento no orçamento e que recursos "livres" já são uma parte pequena do orçamento.

Esse foi o argumento utilizado pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) para fazer um pedido de vista.

Após um acordo, Laércio Oliveira, que assumiu a presidência para Marcos Rogério fazer a leitura do parecer, concedeu vistas coletivas até às 14h para que o projeto fosse votado após uma audiência pública com os diretores das agências.

Na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026, o Congresso aprovou uma regra que barrava o congelamento das despesas de regulação e fiscalização das agências, mas o trecho acabou vetado pelo presidente Lula.

Laércio Oliveira e Marcos Rogério afirmaram na reunião que irão articular com Davi Alcolumbre, presidente do Congresso, a derrubada do veto presidencial na próxima sessão conjunta entre Câmara e Senado.

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