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Mega-Sena pode pagar prêmio de R$ 100 milhões neste domingo; acompanhe ao vivo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/08/2026 00:51

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena pode pagar prêmio de R$ 100 milhões neste domingo; acompanhe ao vivo ​Sorteio marca mudança de horário adotada pela Caixa. Apostas simples foram ser efetuadas até as 22h de sábado. Já os Bolões CAIXA nos canais eletrônicos ocorrem até as 10h45. Por Redação g1 — São Paulo

O concurso 3.033 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 100 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 11h deste domingo (1º), em São Paulo.

🔎 Na semana passada, a Caixa Econômica Federal alterou o calendário dos sorteios das loterias que tradicionalmente eram realizados aos sábados. Com a nova regra, os concursos da Mega-Sena, Loteria Federal, Lotofácil, Quina, Timemania, Dia de Sorte e +Milionária deixam de ocorrer na noite de sábado e passam a ser realizados aos domingos, às 11h.

O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa.

A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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No Brasil, 6 mil bebês foram registrados fora do estado de residência da mãe em 1 ano

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/08/2026 09:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%Oferecido por

Cinco rotas interestaduais concentraram 53,3% dos 6.105 registros analisados, com destaque para Goiás–Distrito Federal, responsável por 1.585 casos.

Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que o deslocamento pode aumentar a segurança de mãe e bebê quando há avaliação no pré-natal, maternidade definida e transporte adequado.

Em um caso em que o deslocamento era previsto pela rede de saúde, uma mulher deu à luz em Fernando de Noronha, em 26 de julho, porque o trabalho de parto avançado tornou mais arriscada a transferência ao Recife.

Cinco rotas entre estados concentraram 53,3% dos registros de crianças realizados fora do estado onde a mãe nasceu e morava em 2024. O maior fluxo foi de Goiás para o Distrito Federal, com 1.585 casos, aproximadamente um em cada quatro dos 6.105 identificados pelo g1 (veja lista abaixo).

Os dados fazem parte da Pesquisa Estatísticas do Registro Civil, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O recorte considera somente mulheres que nasceram e continuavam morando no mesmo estado, mas cujos filhos tiveram o nascimento registrado em outro estado.

Embora o estado do registro do bebê não corresponda necessariamente ao local do parto, há casos em que o deslocamento da gestante é conhecido e organizado pela própria rede de saúde. É o que ocorre em Fernando de Noronha, onde os partos programados deixaram de ser realizados em 2004, após a desativação da maternidade do Hospital São Lucas. As gestantes são levadas pelo poder público para dar à luz no Recife.

Em 26 de julho, porém, uma mulher teve um bebê no Hospital São Lucas depois de procurar atendimento com dores e descobrir que estava com 41 semanas de gestação. Como o trabalho de parto já estava avançado, a equipe considerou que não havia tempo seguro para transferi-la ao Recife.

O bebê foi levado para a capital pernambucana em uma UTI aérea no dia seguinte. Como esse deslocamento ocorre dentro de Pernambuco, os casos de Noronha não aparecem nos 6.105 registros interestaduais analisados pelo g1.

Infográfico – 6 mil bebês foram registrados fora do estado de residência da mãe em 1 ano. — Foto: Arte/g1

Goiás → Distrito Federal: 1.585 registrosBahia → Pernambuco: 701Pará → Amapá: 445Pernambuco → Bahia: 347Amazonas → Acre: 178

Juntas, as cinco rotas somaram 3.256 registros. Considerando todas as origens, o Distrito Federal foi o principal destino, com 1.795 crianças registradas cujas mães nasceram e moravam em outros estados.

Os 6.105 casos equivalem a cerca de 0,26% dos 2,3 milhões de nascimentos ocorridos no país em 2024. O recorte, porém, inclui apenas mães que nasceram e continuavam morando no mesmo estado, mas tiveram o filho registrado em outro.

Os números podem reunir encaminhamentos para maternidades de referência, proximidade com hospitais de estados vizinhos, viagens, escolhas familiares e particularidades do registro civil. A Lei nº 13.484, de 2017, permite ainda que a naturalidade declarada na certidão seja a do município de nascimento da criança ou a do município de residência da mãe.

Para os especialistas ouvidos pelo g1, encaminhar a gestante para outra cidade não significa necessariamente falta de assistência no local de origem. Em alguns casos, o deslocamento permite que mãe e bebê sejam atendidos em uma unidade com profissionais e recursos que não poderiam ser mantidos com segurança em municípios menores.

A condição é que esse trajeto seja definido durante o pré-natal, tenha um destino previamente estabelecido e possa ser realizado no momento adequado. Henrique Vitor Leite, obstetra e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), explica que essa organização, que envolve avaliar a gestante, definir previamente o serviço de destino e garantir transporte adequado, é chamada de “transporte responsável”.

“Nessas situações de cidade que não tem uma maternidade em condição, [a gestante] procura o hospital, é avaliada pelo profissional e, no transporte adequado, vai ser transferida para um lugar que tem uma condição melhor”, afirma.

Foi essa avaliação que determinou a conduta adotada em Noronha. Como a gestante já estava em trabalho de parto avançado, transferi-la naquele momento poderia representar um risco maior.

“Tem condição de transferir? Tem. Não tem condição de transferir? Tem que nascer lá. Porque é melhor nascer e ser transportada a criança depois no avião do que essa criança nascer em cima do oceano, dentro do avião”, diz Leite.

A escolha da unidade de destino depende do risco da gestação, que pode mudar ao longo dos meses. Leila Katz, obstetra do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP) e doutora em Tocoginecologia pela Unicamp, explica que a avaliação deve começar na primeira consulta.

“Essa classificação começa a ser feita a partir do começo do pré-natal e vai sendo reavaliada a cada consulta.”

Quando o risco aumenta, o encaminhamento a um serviço mais estruturado pode ser uma medida de proteção.

“Muitas vezes, as pessoas são triadas para hospitais de maior risco não só pela gravidade da paciente, mas pela infraestrutura presente para fazer aquele atendimento”, diz Katz.

Mirela Foresti Jiménez, obstetra e professora titular da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), afirma que o encaminhamento pode ser a escolha mais segura quando a cidade não dispõe de uma equipe completa para responder a possíveis intercorrências.

“As pacientes deveriam ser referenciadas para um centro um pouco mais complexo, onde tivesse obstetra presencial, pediatra, neonatologista, anestesista e toda essa estrutura.”

Essa decisão, porém, depende de planejamento: é preciso considerar a distância, o tempo do percurso e assegurar transporte adequado. “Quanto maior a estrutura do hospital ou do local onde vai acontecer o parto, maiores são as chances de as coisas darem certo se complicarem”, afirma. “Mas, quando se vai transportar essas pacientes para terem o parto fora da sua cidade, é preciso fazer o planejamento.”

O Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) segue a mesma linha. Em nota, a entidade afirmou que “nem todo município precisa — ou deve — manter uma estrutura hospitalar para a realização de partos”, porque cidades pequenas podem não ter demanda suficiente para manter equipes completas e experientes durante 24 horas.

Viabilizar que a gestante tenha o bebê em outra cidade ou estado, porém, não transfere a responsabilidade pelo atendimento. Segundo o conselho, “a gestão municipal de residência permanece responsável pela coordenação do cuidado da gestante e do recém-nascido”. Cabe ao município garantir o pré-natal, classificar o risco, vincular a mulher à maternidade e organizar o transporte para consultas, parto e urgências.

A estrutura necessária também varia conforme o atendimento. Em junho de 2026, 3.594 municípios, 64,5% do total, não tinham leitos cadastrados no CNES na categoria “obstetrícia cirúrgica”.

O Ministério da Saúde informou que “a classificação de leitos no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, por si só, não determina se um estabelecimento pode realizar partos”. Segundo o ministério, essa categoria é obrigatória apenas para unidades habilitadas para atendimentos obstétricos de alta complexidade.

🔎 A assistência obstétrica no SUS é regulamentada por uma portaria de 2017, enquanto uma resolução da Anvisa, define requisitos de infraestrutura, equipamentos, insumos e equipes compatíveis com a complexidade do atendimento.

A Anvisa afirmou que “a existência ou ausência de um tipo específico de leito registrado no CNES, por si só, não permite concluir se um serviço pode ou não realizar partos”. É necessário avaliar o conjunto da estrutura, dos profissionais, dos processos assistenciais e da retaguarda disponível.

Um parto vaginal de risco habitual, por exemplo, não precisa ocorrer em uma sala cirúrgica. Leite explica que muitas maternidades utilizam o quarto PPP: pré-parto, parto e pós-parto, no qual a mulher permanece durante as diferentes etapas, com liberdade de movimento e equipamentos próximos para eventuais intercorrências.

Essa organização também busca preservar a fisiologia do parto e evitar intervenções desnecessárias. Renné Cosmo da Costa, enfermeiro obstetra e coordenador da Câmara Técnica de Enfermagem em Saúde da Mulher do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), destaca a importância de respeitar as escolhas da mulher.

“Como você quer parir, de que jeito e em que posição. Tudo isso é muito importante”, afirma Costa.

Mesmo um parto classificado inicialmente como de risco habitual, no entanto, pode exigir uma cirurgia caso algo se modifique ao longo do processo. Segundo Mirela, a unidade precisa ter acesso rápido a bloco cirúrgico, anestesista, equipe obstétrica, medicamentos, atendimento neonatal e sangue para transfusão.

“O parto é uma coisa bastante fisiológica na grande maioria das vezes, mas, quando complica, precisa de mãos experientes, de obstetras e neonatologistas treinados e capacitados.”

Katz acrescenta que a maternidade deve ter, ao menos, uma unidade transfusional com sangue disponível, porque intercorrências podem surgir mesmo sem fatores de risco prévios. Já um Centro de Parto Normal pode atender casos de risco habitual, desde que esteja vinculado a uma maternidade com retaguarda cirúrgica e transporte rápido.

É esse equilíbrio que define se o deslocamento amplia ou reduz a segurança: concentrar os partos em unidades mais estruturadas pode proteger mãe e bebê, mas somente quando o pré-natal identifica o risco, a maternidade está definida e o transporte funciona em tempo adequado.

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O Brasil tem margem para negociar o tarifaço de Trump?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/08/2026 05:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%Oferecido por

O presidente Lula afirmou nesta quarta-feira (22) que o Brasil segue negociando para reverter as tarifas de 25% impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros.

Especialistas apontam que a questão vai além da balança comercial. Ela envolve a influência geopolítica americana e o avanço da China na região.

Países como Reino Unido, Japão, Canadá e parceiros da União Europeia assinaram acordos com os EUA, mas ainda enfrentam incertezas e tarifas.

O professor Daniel Vargas explica que as tarifas buscam afirmar a autoridade americana. Carlos Poggio avalia que a medida reflete impulsos ideológicos do governo Trump.

O analista Gustavo Blum cita a lógica sem concessões de Trump. Já Poggio destaca que o Brasil não tem margem de negociação e os acordos são efêmeros.

Em uma cerimônia na última quarta-feira (22/07) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi categórico ao afirmar que o Brasil seguia na mesa de negociação para tentar reverter as tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre uma série de produtos brasileiros.

"A gente não vai sair da mesa de negociação. Eles que digam que não querem negociar, porque nós vamos estar lá sentados na mesa, fazendo proposta toda vez e desafiando eles a provarem que eles tinham alguma razão de taxar o Brasil porque são deficitários conosco", disse Lula durante evento no Palácio do Planalto, lembrando que há décadas os EUA acumulam superávit com o Brasil.

Mas analistas apontam que a questão vai muito além da balança comercial. Em um momento em que os Estados Unidos buscam rever acordos multilaterais, combater o avanço da influência chinesa e se impor economicamente de forma mais agressiva, especialistas salientam que o Brasil não deveria encarar as tarifas somente como uma discussão puramente técnica. Haveria mais em jogo.

Reino Unido, Japão e a União Europeia assinaram acordos bilaterais com os Estados Unidos nos últimos meses, por exemplo.

Eles fizeram concessões importantes em troca de mais estabilidade na relação comercial com os americanos, mas ainda enfrentam incertezas, como o anúncio recente de tarifas sobre combate ao trabalho forçado.

Já o Canadá, que assinou um amplo acordo comercial com os EUA de Trump em 2025, também foi alvo neste mês de um novo tarifaço por parte da Casa Branca, levando os canadenses a acusarem Washington de violar o tratado.

Ainda assim, o premiê do Canadá, Mark Carney, disse que pretende "intensificar" as negociações comerciais com Trump.

Para o professor de Daniel Vargas, da FGV Direito Rio, o primeiro passo é estabelecer as diferenças das negociações com os Estados Unidos durante o segundo mandato do presidente Donald Trump.

Segundo ele, as tratativas agora também envolvem aspectos referentes à influência americana na região e a relação política entre os dois países.

“Esse não é apenas um diálogo negocial em sentido estrito. É uma disputa muito mais profunda que envolve tanto questões econômicas e políticas, mas sobretudo questões geopolíticas que se tornaram prioridade para os Estados Unidos”, afirma Vargas.

Ele explica que o caráter político da medida seria a construção de uma afinidade ideológica entre os dois países através de um possível impacto nas eleições brasileiras. O segundo, seria a utilização das tarifas para desincentivar que países mantenham uma relação comercial próxima à China.

"Não é uma tarifa cujo cálculo carrega consigo a esperança de ter um retorno econômico amanhã. É uma tarifa cujo cálculo tem a expectativa de afirmar a autoridade americana e a sua influência geopolítica sobre a região”, diz.

A posição é corroborada pelo professor de relações internacionais do Berea College Carlos Gustavo Poggio.

“É difícil negociar porque não se trata de uma questão técnica. A abertura da investigação no Brasil foi política. Ela começa quando Trump envia uma carta falando sobre Jair Bolsonaro, sobre o Supremo Tribunal Federal”, explica Poggio, em referência a primeira rodada de tarifas anunciadas pelo governo americano em julho de 2025.

A investigação aberta naquela ocasião visava responder a medidas econômicas de países que restringissem o comércio americano e foi encerrada com o anúncio recente de taxação de 25% de produtos brasileiros.

Para Poggio, porém, a aplicação de tarifas estaria mais ancorada em uma visão ideológica do governo Trump, encabeçada pelo Secretário de Estado Marco Rubio, do que uma estratégia de longo prazo que visa afastar a influência chinesa de parceiros comerciais estratégicos.

“O governo Trump não pensa dessa forma porque não existe estratégia, existem impulsos e emoção. Não é algo coerente”, afirma.

Rubio, que é filho de cubanos, é considerado integrante da ala mais ideológica do governo americano e tem tido papel central na relação do governo Trump com países da América Latina.

O Brasil não se absteve de negociar com os Estados Unidos, segundo o professor Daniel Vargas, mas a posição do governo brasileiro não tem levado em consideração os componentes políticos da medida.

“Acho que o governo está tentando negociar, mas de maneira muito estreita, mais do que de qualquer outra negociação em curso ou que aconteceu entre outros países e os Estados Unidos. A negociação com a Europa também envolveu um conjunto de componentes valorativos”, afirma.

Já Gustavo Blum, que é analista geopolítico e pesquisador convidado no Geneva Graduate Institute, defende que o país tentou negociar com os Estados Unidos, mas o processo não avançou por conta da lógica “maximalista” do governo Trump, onde há pouca ou nenhuma margem para concessões.

“O Brasil não fez uma abertura total e completa, o governo buscou encontrar soluções sem prejudicar setores estratégicos da economia brasileira”, afirma.

Blum defende que o tarifaço ocorre num contexto em que os Estados Unidos buscam aumentar sua influência na América Latina, mas questiona a efetividade da medida.

“Existe uma lógica neste processo, mas que é pautada pela inconstância”, afirma. Ele menciona que o recente telefonema entre Lula e o líder chinês Xi Jinping, onde um possível acordo entre o Mercosul e a China foi discutido, mostra como o tarifaço pode produzir um efeito reverso ao buscado pelos americanos.

O professor Carlos Poggio destaca que não é possível fazer uma comparação direta entre as outras negociações bilaterais dos Estados Unidos e um possível acordo com o Brasil, já que elas envolviam países com uma relação geopolítica e econômica muito mais importante com os americanos.

“Além disso, no caso de negociações com a Europa e Japão, por exemplo, não havia o componente político, que há no caso brasileiro”, ressalta.

Para Poggio, o país não tem margem de negociação, considerando que as tarifas são utilizadas pelo governo americano para conseguir concessões unilaterais e um alinhamento quase incondicional de outros países, além de serem pouco efetivas para manter as relações comerciais estáveis.

“Qualquer negociação com Trump é muito efêmera. Qualquer governo futuro pode anulá-la porque não tem nada que passa pelo Congresso”, explica.

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‘Bons pagadores’ do Fies criticam o Desenrola e cobram no Congresso descontos iguais aos de inadimplentes

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/08/2026 05:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%Oferecido por

O Novo Desenrola Brasil voltou, neste ano, a incluir formalmente os estudantes com dívidas atrasadas no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A medida reacendeu um antigo debate entre beneficiários do programa.

Enquanto estudantes inadimplentes tiveram acesso a descontos de até 99% para renegociar as dívidas, além de parcelamento em até 180 meses, os "bons pagadores" ficaram sem benefício equivalente.

A MP nº 1.373/2026, voltada aos estudantes que estão em dia com as parcelas, prevê desconto de apenas 12% para a quitação da dívida à vista e criou o Fies Empreendedor, uma linha de crédito para que egressos do programa abram ou ampliem negócios, com empréstimos de até R$ 80 mil para pessoas físicas e R$ 180 mil para empresas.

Com isso, estudantes adimplentes passaram a pressionar o Congresso por condições semelhantes às oferecidas aos inadimplentes.

Na Câmara, a principal proposta é o PL 1.306/2024, da deputada Dayany Bittencourt (União-CE), que prevê igualdade de tratamento entre beneficiários que mantiveram as parcelas em dia e aqueles que renegociaram dívidas em atraso.

A proposta foi aprovada por unanimidade na Comissão de Educação e recebeu parecer favorável na Comissão de Finanças e Tributação (CFT), mas ainda aguarda inclusão na pauta do colegiado. Outros quatro projetos sobre o tema tramitam em conjunto. (saiba mais abaixo)

O Fies é um programa do Ministério da Educação (MEC) que financia cursos de graduação em instituições privadas. Para participar, o estudante precisa atender aos critérios de renda, ter média mínima de 450 pontos no Enem e nota superior a zero na redação.

Depois de concluir o curso, o beneficiário começa a quitar o financiamento. Nos contratos assinados até 2017, há cobrança de juros. Já no Novo Fies, voltado a estudantes de menor renda, a taxa real de juros é zero. (Confira respostas para essas e outras dúvidas sobre o programa)

O Desenrola Fies, segundo o governo, tem potencial para regularizar a situação de mais de 1 milhão de estudantes com contratos assinados até 2017 e que estavam na fase de amortização em maio de 2026. Contratos firmados a partir de 2018 não fazem parte do público-alvo desta etapa do programa.

💰 Segundo dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que atua como agente operador do Fies, até o fim de julho, o programa havia realizado 113.444 renegociações, envolvendo R$ 5,92 bilhões em dívidas. Após a aplicação dos descontos, o saldo dos débitos caiu para R$ 1,28 bilhão, uma redução superior a R$ 4,65 bilhões.

O advogado Nathã Balbinot recorreu ao Fies para concluir a graduação em Direito e manteve o contrato em dia.

Segundo ele, o movimento de estudantes surgiu depois que as renegociações iniciadas em 2023, ainda no primeiro Desenrola, concederam descontos de até 99% aos inadimplentes.

🔎 Em dezembro de 2023, o Governo Federal lançou o Desenrola Fies, uma iniciativa específica para renegociar dívidas de estudantes do financiamento, separada do Desenrola Brasil. O programa permitiu a regularização de contratos firmados até 2017 e com parcelas em atraso até 30 de junho daquele ano, com descontos de até 99% do saldo devedor para inscritos no Cadastro Único ou beneficiários do Auxílio Emergencial de 2021.

Três anos depois, o grupo reúne mais de 2 mil participantes no WhatsApp e quase 9 mil seguidores no Instagram. O movimento reivindica condições semelhantes de renegociação para estudantes que mantiveram os pagamentos em dia.

Movimento Adimplentes do Fies reúne estudantes que defendem condições iguais de renegociação para quem manteve os pagamentos em dia. — Foto: Reprodução/Instagram

“O pessoal não quer fazer um novo financiamento. Queremos nos livrar do financiamento estudantil”, afirma Nathã. “Queremos os mesmos descontos, de 77% a 99%, e o parcelamento do saldo remanescente após o abatimento.”

Na avaliação do movimento, as renegociações criaram uma "sensação de injustiça" entre os estudantes que continuaram pagando as parcelas.

Lucas Garcia, formado em Engenharia da Computação, paga uma parcela mensal de R$ 767 do Fies — Foto: Arquivo Pessoal

O programador Lucas Garcia, de 28 anos, de Belém (PA), integra o movimento Adimplentes do Fies. Formado em Engenharia da Computação em 2019, ele ainda tem cerca de oito anos de financiamento pela frente e paga uma parcela mensal de R$ 767.

"Quem deixou de pagar ganhou até 99% de desconto e ainda pôde parcelar o restante da dívida. Já quem honrou os compromissos recebeu apenas 12% de desconto para pagamento à vista."

Ele afirma que não pretende aderir ao Fies Empreendedor. "O governo ofereceu uma nova dívida para quem já está pagando uma."

Garcia diz que se esforçou para não atrasar as parcelas porque tem uma fiadora e não queria transferir a ela a responsabilidade pelo contrato. Durante a pandemia, logo após o fim da carência de 18 meses do financiamento, ficou desempregado.

"Eu não trabalhava. Tive que pedir dinheiro emprestado para não ficar em débito com o Fies. Depois consegui arrumar um emprego e continuei honrando as parcelas."

Segundo ele, foram cerca de seis meses até conseguir uma nova oportunidade profissional. Hoje, há quatro anos empregado como programador, afirma que o financiamento continua limitando seus planos.

"Ainda moro com meus pais. A parcela compromete uma parte importante da minha renda e atrasa objetivos como comprar um imóvel."

A médica Flávia Raiane Ottobelli, de 31 anos, moradora de Medianeira (PR), também integra o grupo de estudantes que defendem condições semelhantes de renegociação para quem manteve o Fies em dia.

“Muita gente imagina que, depois de formado, a situação financeira se resolve rapidamente, mas a realidade é diferente. A parcela do Fies compromete uma parte importante da renda.”

Atualmente, Flávia paga cerca de R$ 2,8 mil por mês pelo financiamento. Desse total, aproximadamente R$ 1,2 mil correspondem à amortização da dívida e R$ 1,6 mil, aos juros. Ela se formou em 2019, mas o contrato vai até 2044.

Segundo Flávia, o saldo devedor atualizado com juros supera R$ 650 mil. Ela afirma que o valor considera a atualização contratual do financiamento ao longo dos anos. Já a proposta para a liquidação antecipada da dívida é de cerca de R$ 451 mil.

“Entendo que quem passou por dificuldades graves precisa de apoio. O que considero injusto é que quem fez sacrifícios para pagar em dia não receba tratamento semelhante.”

Além do PL 1.306/2024, que tramita na Câmara, o senador Jayme Campos apresentou uma emenda à MP nº 1.355/2026 para estender aos adimplentes as condições de renegociação oferecidas aos estudantes inadimplentes.

Já a MP nº 1.373/2026, que criou o Desenrola Adimplentes e o Fies Empreendedor, recebeu 32 emendas no Congresso. Entre as sugestões apresentadas, há propostas para alterar as condições oferecidas aos beneficiários adimplentes do Fies.

Segundo representantes do movimento, a adesão ao programa foi baixa. Em uma enquete organizada pelo grupo, com 1.356 participantes, 98% afirmaram que não pretendem aderir à medida.

Para o advogado e especialista em direito do consumidor Stefano Ribeiro, programas de renegociação podem ajudar consumidores que enfrentam dificuldades financeiras, mas não resolvem o problema estrutural do endividamento.

“Muitas vezes as pessoas acham que estão resolvendo a vida, mas, na verdade, estão só trocando uma dívida por outra. É importante entender que isso não substitui o planejamento financeiro.”

Segundo Ribeiro, a criação de condições mais vantajosas para estudantes inadimplentes, por outro lado, também pode gerar uma percepção de desequilíbrio entre os beneficiários que mantiveram os pagamentos em dia. "Isso desestimula quem honra os compromissos."

Sobre o Fies Empreendedor, o especialista afirma que os estudantes devem avaliar com cautela a contratação de uma nova linha de crédito, considerando não apenas as condições oferecidas, mas também a capacidade de pagamento e o custo total do empréstimo.

O movimento "Adimplentes do Fies" reúne mais de 2 mil participantes em grupos de WhatsApp — Foto: Reprodução

Em nota ao g1, o Ministério da Fazenda afirma que a diferença entre as condições oferecidas aos estudantes inadimplentes e aos adimplentes decorre da natureza dos contratos.

Segundo a pasta, dívidas com longo período de inadimplência já são tratadas pelas instituições financeiras como perdas esperadas.

🔎 Nesses casos, a recuperação de parte dos valores por meio de programas de renegociação representa a entrada de recursos para a União. Já os contratos que seguem em dia fazem parte da receita prevista pelo governo.

"Descontos ou perdões maiores do que os concedidos sobre essas dívidas configurariam renúncia de receita, com impacto direto no resultado primário", informou o ministério.

A Fazenda afirmou, porém, que o governo buscou criar, por meio do Fies Empreendedor, um benefício específico para os estudantes que mantiveram o financiamento em dia.

Segundo a pasta, a linha de crédito terá juros inferiores a 1% ao mês e oferecerá financiamento de até R$ 80 mil para pessoas físicas e de R$ 180 mil para pessoas jurídicas vinculadas a egressos adimplentes do programa.

De acordo com o ministério, a economia proporcionada pelas condições da linha de crédito pode chegar a cerca de R$ 145 mil em relação a financiamentos equivalentes disponíveis no mercado.

"Assim, por exemplo, o dentista recém-formado pode abrir seu consultório, o veterinário pode investir em equipamentos: demanda real de milhares de jovens que estão agora dando o primeiro passo na vida profissional", diz a pasta.

O Ministério da Educação afirmou que o Fies Empreendedor é uma iniciativa inédita voltada a estudantes que concluíram a graduação com apoio do Fies e mantiveram os pagamentos em dia.

Segundo a pasta, o programa busca incentivar o empreendedorismo, ampliar a geração de renda e facilitar a inserção profissional dos egressos.

O MEC informou que a linha de crédito terá orçamento de até R$ 1 bilhão e poderá beneficiar entre 50 mil e 125 mil pessoas. Os empréstimos serão oferecidos pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal para a abertura, expansão ou fortalecimento de negócios.

Ao g1, a ABMES afirmou que considera positivas as iniciativas de renegociação de dívidas para estudantes inadimplentes, por permitirem que pessoas em dificuldade financeira reorganizem a vida econômica.

A entidade, porém, defendeu que eventuais mudanças no Fies também considerem os estudantes que mantiveram os contratos em dia.

“O pagamento regular das parcelas não deve ser interpretado como uma penalização, mas como um dos pilares que garantem a continuidade do Fies e a possibilidade de que novas gerações também tenham acesso ao financiamento estudantil.”

Segundo a associação, o desafio é equilibrar o apoio aos inadimplentes com mecanismos que valorizem os estudantes que conseguiram honrar seus compromissos.

Prazo para renegociar dívidas no Desenrola Brasil termina nesta segunda (20) — Foto: Luis Lima Jr./Fotoarena/Estadão Conteúdo

"A ABMES avalia de forma positiva as iniciativas governamentais de renegociação de dívidas de pessoas em situação de inadimplência. Políticas públicas dessa natureza cumprem um importante papel social ao permitir que indivíduos que enfrentam dificuldades financeiras possam reorganizar sua vida econômica.

É preciso considerar que, na maioria dos casos, a inadimplência não decorre de uma escolha, mas de circunstâncias que comprometem a capacidade de pagamento.

No caso específico do Fies, também é importante reconhecer que muitos dos estudantes financiados possuem perfil socioeconômico que, idealmente, deveria ser atendido pela política de bolsas, ou seja, pelo ProUni.

Entretanto, limitações no número de vagas ou no atendimento aos critérios de acesso fazem com que parte desses estudantes recorra ao financiamento estudantil como única alternativa para realizar o sonho de ingressar na educação superior.

Ao mesmo tempo, a ABMES entende que o compromisso assumido pelos estudantes que mantiveram seus contratos em dia é fundamental para a sustentabilidade do programa.

O pagamento regular das parcelas não deve ser interpretado como uma penalização, mas como um dos pilares que garantem a continuidade do Fies e a possibilidade de que novas gerações também tenham acesso ao financiamento estudantil.

Contudo, somos favoráveis que eventuais aperfeiçoamentos na política de financiamento estudantil busquem equilibrar o necessário apoio aos inadimplentes com mecanismos de valorização daqueles que conseguem honrar seus compromissos, preservando a justiça e a sustentabilidade do programa".

"É prática consolidada no sistema financeiro que créditos com longo período de inadimplência sejam classificados como perda esperada e baixados do balanço das instituições — deixando de compor o ativo.

Nesse cenário, qualquer recuperação de valores, ainda que parcial, representa entrada líquida de recursos ao credor.

Situação distinta é a dos contratos adimplentes, cujos pagamentos futuros integram a receita projetada da União. Descontos ou perdões maiores do que foram concedidos sobre essas dívidas configurariam renúncia de receita, com impacto direto no resultado primário.

Ainda assim, o governo federal reconhece e valoriza o histórico de bom pagador dos adimplentes do Fies. Por essa razão, foi estruturado o Fies Empreendedor como o passo seguinte da política pública na vida do estudante que se graduou com apoio do Fies: os egressos que honraram seus contratos passam a ter acesso a uma das linhas de crédito mais competitivas do mercado, com juros abaixo de 1% ao mês, financiamento de até R$ 80 mil para pessoa física e R$ 180 mil para pessoa jurídica vinculada a um egresso adimplente do Fies.

A linha pode representar uma economia de cerca de R$ 145 mil em relação a equivalentes de mercado – mais que o triplo do desconto médio concedido aos inadimplentes.

Assim, por exemplo, o dentista recém formado pode abrir seu consultório, o veterinário pode investir em equipamentos: demanda real de milhares de jovens que estão agora dando o primeiro passo na vida profissional.

Neste momento, não estão previstos novos benefícios relacionados aos contratos do Fies para esse público. A adesão ao Desenrola Fies tem apresentado resultados positivos, e o Fies Empreendedor tem previsão de iniciar suas operações no começo de agosto".

"O Fies Empreendedor é uma iniciativa inédita do Governo Federal que amplia as oportunidades para estudantes que concluíram sua graduação com apoio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e mantêm seus pagamentos em dia.

Voltado aos egressos adimplentes que estão na fase de amortização do financiamento, o programa oferece uma nova linha de crédito para incentivar o empreendedorismo, apoiar a consolidação da trajetória profissional e ampliar a geração de renda e empregos no país.

Com orçamento previsto de até R$ 1 bilhão, a iniciativa poderá beneficiar entre 50 mil e 125 mil brasileiros, permitindo que recém-formados tenham acesso a recursos para abrir, expandir ou fortalecer seus negócios.

As operações serão realizadas pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal, com condições específicas para pessoas físicas e jurídicas.

Além de estimular a atividade empreendedora, a medida também contribui para promover a educação financeira, ampliar a inclusão produtiva e apoiar jovens profissionais que, após conquistarem o acesso ao ensino superior, passam a contar com melhores condições para desenvolver seus projetos e contribuir para o crescimento econômico e social do país". 

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Os biscoitos realmente eram melhores antigamente? Entenda por que tanta gente tem essa impressão

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/08/2026 04:57

Agro Os biscoitos realmente eram melhores antigamente? Entenda por que tanta gente tem essa impressão Mudanças nas receitas, busca por produtos mais saudáveis, aumento dos custos de produção e até a memória afetiva ajudam a explicar por que consumidores dizem que produtos clássicos mudaram ao longo dos anos. Por Ismael Jales, g1 — São Paulo

A disputa entre "bolacha" e "biscoito" divide o Brasil há décadas, mas um consenso parece ter surgido entre os consumidores: a sensação de que os biscoitos de antigamente eram melhores.

Nas redes sociais, relatos de consumidores se repetem. Eles dizem perceber mudanças no recheio, na textura e até no sabor de produtos que fizeram parte da infância. Mas os biscoitos realmente pioraram?

Especialistas em ciência dos alimentos explicam que a resposta não é tão simples. Não há evidências de que os produtos antigos eram melhores em qualidade. Mas é fato que, ao longo dos anos, houve mudanças nas receitas, nos processos industriais e no perfil dos consumidores.

Também entraram em cena fatores econômicos que pressionaram a cadeia de produção, como a alta das matérias-primas, a inflação dos alimentos e estratégias adotadas pelas empresas para manter preços e margens, como a redução do tamanho das embalagens e ajustes na formulação dos produtos. (entenda mais abaixo)

Foi essa sensação de piora que levou Henrique Lira, de 44 anos, a revisitar alguns dos biscoitos que marcaram sua infância. Personal e professor de educação física escolar, ele conta ao g1 que percebe diferenças em produtos tradicionais, principalmente na textura, no recheio e na quantidade encontrada nas embalagens.

"Muitos mudaram. Começando pela quantidade: vários produtos perderam peso e, se você perceber, parece que alguns pacotes ficaram com quatro ou cinco unidades a menos. Também sinto diferença na composição e na experiência de consumo", afirma.

Lira cita como exemplo biscoitos que consumia nos anos 1990 e diz perceber alterações nas características sensoriais dos produtos ao longo do tempo.

"Antes, alguns recheios tinham outra textura, eram mais cremosos e tinham uma sensação diferente na boca. Hoje, em alguns casos, parecem mais secos e menos intensos no sabor", relata.

Para entender por que um biscoito pode parecer diferente mesmo mantendo a mesma marca na embalagem, é preciso olhar para o que acontece dentro da fábrica.

Cristiane Ruffi, pesquisadora do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), explica que alterações em ingredientes, processos de fabricação, embalagens e fornecedores podem modificar características como sabor, aroma, textura e crocância. Segundo ela, a percepção dos consumidores tem fundamento.

As mudanças também podem ocorrer por fatores econômicos, como redução de custos, diminuição das porções para manutenção do preço de venda ou estratégias das empresas para ampliar seus portfólios.

As diferenças percebidas pelos consumidores não significam necessariamente que os biscoitos antigos eram melhores. Elas refletem um período de transformação da indústria, com mudanças nas receitas, nos processos de fabricação e nos critérios usados para desenvolver os produtos.

A professora Fernanda Vanin, da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP, explica que a indústria evoluiu junto com a ciência dos alimentos e que os produtos atuais passam por controles mais rigorosos de segurança.

Nos últimos anos, fabricantes passaram a reformular produtos para reduzir nutrientes considerados críticos, como açúcar, sódio e gordura saturada, além de atender à rotulagem nutricional frontal, conhecida pela lupa com alertas de "alto em".

Segundo ela, ingredientes como esses ajudam a definir características como textura, aroma, cor, crocância e conservação dos alimentos. Por isso, quando esses componentes são reduzidos ou substituídos, a experiência sensorial pode mudar.

Vanin ressalta que a evolução dos alimentos industrializados também trouxe avanços na segurança. Segundo a pesquisadora, os produtos atuais passam por controles microbiológicos e químicos mais rigorosos, além de monitoramento de substâncias indesejadas.

"Tenho muito mais segurança em consumir os produtos hoje do que antigamente", afirma Fernanda Vanin.

A professora explica que um dos avanços está no controle de substâncias que passaram a ser monitoradas pela ciência dos alimentos. Um exemplo é a acrilamida, uma substância química que pode se formar naturalmente durante o aquecimento de alimentos ricos em carboidratos, como biscoitos, pães e batatas, principalmente em temperaturas elevadas.

A preocupação com a acrilamida existe porque estudos apontam que a exposição a níveis elevados da substância está associada ao desenvolvimento de câncer em animais. Por isso, órgãos internacionais de segurança alimentar recomendam o monitoramento e a redução da sua formação nos alimentos.

Segundo Vanin, esse tipo de controle mostra uma diferença importante entre os produtos atuais e os antigos. Embora os biscoitos de décadas atrás também estivessem sujeitos à formação da substância, hoje a indústria trabalha com processos mais controlados para reduzir sua presença nos alimentos.

Na esteira desses novos cuidados, Cristiane Ruffi explica que o desafio da indústria passou a ser equilibrar dois objetivos: criar produtos considerados mais adequados do ponto de vista nutricional sem perder características valorizadas pelo consumidor.

"Hoje, o grande desafio da indústria de alimentos é introduzir ingredientes cada vez mais saudáveis sem que o consumidor precise abrir mão do prazer em comer, da indulgência", afirma.

Ela cita como exemplo consumidores que utilizam medicamentos da classe dos GLP-1, conhecidos como "canetas emagrecedoras", além de pessoas que passaram por cirurgia bariátrica ou buscam maior consumo de proteínas.

Além das mudanças reais nas receitas, especialistas apontam outro fator que ajuda a explicar por que tantos consumidores sentem falta dos biscoitos antigos: a memória afetiva.

Aline Garcia, pesquisadora do Ital, explica que muitas vezes o consumidor compara o produto atual não com a fórmula original, mas com uma lembrança construída ao longo dos anos.

Ela relaciona esse fenômeno ao chamado efeito "Ratatouille", em referência ao filme da Pixar em que um sabor desperta uma memória marcante da infância.

"Existe uma mudança real somada a uma idealização emocional na mente do consumidor", afirma Aline.

Fatores econômicos também ajudaram a transformar os produtos. Matérias-primas importantes para a indústria de biscoitos, como trigo, açúcar, óleo vegetal e cacau, passaram por períodos de alta nos últimos anos.

Segundo o economista Valter Palmieri Jr., autor de um estudo sobre inflação dos alimentos, parte desse movimento está relacionada ao conceito de "inflação invisível".

Nesse cenário, o consumidor pode não perceber apenas um aumento direto no preço. A alteração também pode aparecer na quantidade, na composição ou na qualidade percebida do produto.

Um dos fenômenos associados é a chamada shrinkflation, conhecida no Brasil como "reduflação". Nesse caso, a receita permanece praticamente igual, mas a quantidade do produto diminui. Um pacote que antes tinha 200 gramas, por exemplo, pode passar a ter 180 gramas, enquanto o preço permanece semelhante.

A prática passou a receber mais atenção dos órgãos de defesa do consumidor nos últimos anos. Em 2021, o Ministério da Justiça e Segurança Pública publicou uma regra específica para aumentar a transparência em casos de redução de quantidade de produtos já conhecidos no mercado.

A norma determina que, quando houver alteração quantitativa, o fabricante deve informar a mudança de forma clara ao consumidor, com destaque na embalagem ou por outros meios de comunicação, durante um período determinado após a alteração.

A medida busca evitar que produtos mantenham uma aparência semelhante nas prateleiras enquanto passam a oferecer uma quantidade menor sem que o consumidor perceba.

Outro fenômeno associado é a chamada skimpflation, quando empresas substituem ingredientes mais caros por alternativas de menor custo para preservar margens sem repassar todo o aumento ao consumidor.

Há ainda a cheapflation, caracterizada pelo crescimento de produtos mais simples e baratos para o consumo cotidiano, enquanto versões premium concentram ingredientes considerados de maior valor agregado.

Questionada pelo g1, a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi) afirma que as alterações nas receitas ocorreram principalmente para atender novas exigências regulatórias e acompanhar mudanças no comportamento dos consumidores.

Segundo a entidade, fabricantes reduziram níveis de açúcar e sódio, substituíram aditivos e ampliaram o portfólio com produtos enriquecidos com fibras, proteínas e versões voltadas para pessoas com restrições alimentares

Apesar das transformações percebidas pelos consumidores, os biscoitos continuam entre os alimentos mais presentes na rotina dos brasileiros. Segundo a Abimapi, a categoria está presente em 99% dos lares do país.

A entidade afirma que o avanço das embalagens menores acompanha mudanças no perfil das famílias e nos hábitos de compra. Pacotes de até 150 gramas já representam cerca de 42% do mercado.

Ao mesmo tempo, cresce um comportamento chamado pelo setor de "efeito ampulheta": consumidores economizam em produtos básicos do dia a dia, mas continuam dispostos a pagar mais por itens considerados especiais em momentos de indulgência.

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Embraer vive ‘oportunidade rara’ para desafiar Airbus e Boeing, diz The Economist

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/08/2026 04:57

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%Oferecido por

Embraer é a terceira maior fabricante de aviões comerciais do mundo — Foto: Divulgação/Embraer via BBC

A Embraer — fabricante brasileira de aviões — vive um momento que pode representar sua melhor oportunidade em décadas para desafiar o domínio de Airbus e Boeing no mercado global de aviação comercial, avalia a revista britânica The Economist.

Em artigo publicado na quinta-feira (30/7), a revista afirma que, embora tenha apenas uma fração do tamanho das duas gigantes da aviação, a empresa brasileira "tem vivido alguns anos extraordinários" — o que tem levado analistas a especular que a fabricante possa disputar o mercado de aviões maiores.

"A demanda cresce não apenas por seus aviões comerciais de menor porte, mas também pelos jatos executivos e militares que fabrica", escreve a The Economist.

Números citados pela publicação mostram que a Embraer entregou 141 aeronaves em 2021 e pode chegar a 255 neste ano. Em julho, a empresa anunciou uma carteira recorde de pedidos de US$ 34,5 bilhões.

Além disso, desde o início de 2021, as ações da companhia se valorizaram cerca de dez vezes, desempenho muito superior ao de Airbus e Boeing. E, segundo Francisco Gomes Neto, presidente da empresa, ainda há espaço para "um crescimento substancial" nos próximos anos.

A Embraer é beneficiada por diversos "ventos favoráveis", afirma a revista. Entre eles estão os atrasos nas entregas de Airbus e Boeing — que acumulam cerca de 16 mil encomendas e prazos de espera de até dez anos para alguns modelos —, o aumento da procura por voos diretos entre aeroportos menores e a expansão do mercado de jatos executivos e militares.

Segundo a publicação, esse contexto abre caminho para um passo mais ambicioso: desenvolver um jato executivo de grande porte.

"Um passo ainda mais ousado — e arriscado — seria lançar um avião comercial maior para competir diretamente com Airbus e Boeing, que devem apresentar substitutos para seus principais modelos de corredor único apenas no fim da década de 2030", acrescenta.

A revista observa que, como as aeronaves atuais continuam vendendo bem, as duas gigantes têm poucos incentivos para fazer grandes investimentos no curto prazo, o que poderia abrir uma oportunidade rara para a Embraer.

O texto lembra a tentativa fracassada da canadense Bombardier e o fato de que o presidente da Airbus, Guillaume Faury, já alertou a Embraer para "pensar duas vezes" antes de seguir esse caminho.

Em contrapartida, avalia que uma iniciativa desse tipo levaria a fabricante brasileira "a outro patamar".

"Talvez a empresa nunca mais tenha uma oportunidade tão favorável para aproveitar sua experiência no desenvolvimento e comercialização de aviões comerciais."

Apesar disso, a The Economist destaca que a decisão divide opiniões dentro da própria Embraer e exigiria parceiros para financiar um projeto estimado em cerca de US$ 10 bilhões.

Enquanto isso, Gomes Neto afirma que a companhia está "muito confortável com a situação que temos hoje".

A Embraer é hoje a terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo, atrás da Boeing e da Airbus, e líder mundial no segmento de aeronaves até 150 assentos.

Com sede em São José dos Campos (SP), fabrica aviões militares, comerciais, executivos e agrícolas. De acordo com a empresa, em toda a sua história já produziu e entregou mais de 9 mil aeronaves para mais de 100 países.

A empresa foi fundada em 1969, com o apoio do governo brasileiro, após décadas de esforços privados e governamentais para desenvolver uma indústria aeronáutica competitiva no Brasil.

Além de criar um setor industrial de alta tecnologia, havia o objetivo de facilitar a conexão de diferentes partes do país.

Fundada em 1969 e com sede em São José dos Campos (SP), a Embraer fabrica aviões militares, comerciais, executivos e agrícolas — Foto: Getty images

As origens da então chamada Empresa Brasileira de Aeronáutica estão ligadas ao Centro Técnico Aeroespacial (CTA) e ao Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Foram técnicos formados pelo instituto que, em 1965, começaram a trabalhar em um projeto liderado pelo engenheiro aeronáutico e então major da Força Aérea Brasileira (FAB) Ozires Silva.

O projeto envolvia um avião bimotor turboélice com capacidade para cerca de 20 passageiros. Um protótipo da aeronave, batizada de Bandeirante, fez seu primeiro voo em 1968.

O Bandeirante tinha entre suas vantagens a capacidade de operar em pistas curtas e não pavimentadas, chegando a aeroportos menores, que não tinham estrutura para receber jatos de grande porte. Assim, poderia conectar regiões mais isoladas, impulsionando a aviação regional e a integração do país.

Foi nesse contexto que, em 19 de agosto de 1969, nasceu a Embraer, criada para a produção em série do Bandeirante — inicialmente desenvolvido pelo CTA — e tendo Ozires Silva como presidente.

A partir de 1970 e ao longo daquela década, outras aeronaves desenvolvidas pela empresa ganharam destaque, entre elas o monomotor EMB-200 Ipanema, para pulverização agrícola.

Bandeirante é um avião bimotor turboélice com capacidade para cerca de 20 passageiros — Foto: André Luís Rosa/TV Vanguarda

Ao longo de sua trajetória, a Embraer enfrentou altos e baixos. A empresa quase chegou à falência em meio à crise financeira do final da década de 1980.

"Um período mais intenso de turbulência financeira marcou o início da década de 1990 e levou à privatização da Embraer em dezembro de 1994", lembrou a empresa no ano passado, ao comemorar seus 55 anos.

A Embraer foi privatizada no fim do governo do presidente Itamar Franco, depois de um longo processo, por R$ 154,1 milhões (em valores da época).

O acordo de privatização garantiu ao governo brasileiro a chamada golden share, ação preferencial que dá direito a veto a decisões estratégicas, como a transferência de controle acionário — e que permanece em vigor.

Entre os projetos que impulsionaram a recuperação após a reestruturação está o do ERJ-145, jato comercial para até 50 passageiros, além de outros modelos da mesma família.

Também teve papel importante o programa de E-jets de aviões comerciais, focado no segmento de 70 a 120 assentos.

Modelo da Embraer será incorporado à frota da companhia Latam a partir do último trimestre de 2026 — Foto: Embraer

A empresa diz que a expansão global "acompanhou uma estratégia de diversificação" e destaca a criação da divisão de aviação executiva — com o lançamento dos jatos da família Legacy 600/650, Phenom 100, Phenom 300, Lineage 1000, e Legacy 450/500, além do EMB-314 Super Tucano na área de defesa.

O processo de internacionalização ganhou força a partir de 2010, incluindo atividades industriais nos EUA, em Portugal e no México. Também nessa década, foram lançados produtos como os E-Jets de segunda geração, os jatos executivos Praetor 500 e Praetor 600 e o C-390.

Em 2018, foi anunciada a aprovação dos termos de uma parceria entre a Embraer e a gigante americana Boeing. Pelo acordo, seria criada uma nova empresa de aviação comercial, com participação de 80% da Boeing e 20% da Embraer.

A americana pagaria US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 16,4 bilhões na época) pela compra. Com a parceria, a Boeing ganharia vantagens no segmento de aeronaves de médio e pequeno porte, para voos regionais, no qual a Embraer é líder.

No entanto, em abril de 2020, a Boeing anunciou que rescindiu o acordo "após a Embraer não ter atendido as condições necessárias".

A empresa brasileira considerou a rescisão indevida e disse que a americana havia fabricado "falsas alegações como pretexto para tentar evitar seus compromissos".

Em 2024, a Embraer anunciou que iria receber US$ 150 milhões da Boeing em acordo para encerrar processo de arbitragem.

O fracasso da parceria com a Boeing ocorreu em meio à pandemia de covid-19 e ao subsequente encolhimento no mercado de aviões civis, com restrições e proibições de viagens.

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O funcionário público chinês condenado à morte por aceitar US$ 325 milhões em propina

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/08/2026 03:52

Trabalho e Carreira O funcionário público chinês condenado à morte por aceitar US$ 325 milhões em propina O tribunal concluiu que o ex-funcionário de 69 anos ajudava empresas a obter contratos valiosos em troca de dinheiro. Por BBC

Yang Youlin teria se aproveitado de seus cargos para ajudar terceiros a obter contratos de engenharia e financiamento — Foto: CCTV

Um tribunal no leste da China condenou à morte um ex-funcionário público municipal por receber mais de 2,2 bilhões de yuans (cerca de US$ 325 milhões) em propina ao longo de 30 anos.

Yang Youlin, que ocupou diversos cargos na administração municipal da cidade de Nanquim entre 1993 e 2023, também foi considerado culpado por peculato, abuso de poder e lavagem de dinheiro.

O valor obtido de forma ilícita está entre os maiores já registrados em casos de corrupção revelados nos últimos anos na China.

Segundo a imprensa estatal, o ex-funcionário público de 69 anos se valeu dos cargos que ocupava para ajudar terceiros a obter contratos de engenharia, transferências de terrenos e financiamento em troca de dinheiro e outros bens de valor.

Yang passou a ser investigado no âmbito da campanha anticorrupção promovida pelo presidente Xi Jinping, que também atingiu integrantes das Forças Armadas e da elite do setor financeiro.

O ex-funcionário, que construiu boa parte da carreira na área de desenvolvimento econômico e tecnológico de Nanquim, cometeu crimes "de natureza extremamente grave" e causou "perdas excepcionalmente elevadas aos interesses do Estado e do povo", afirmou na segunda-feira (6) o tribunal da cidade de Changzhou.

Presidente chinês, Xi Jinping, tem lançado diversas ações em nome do combate à corrupção — Foto: Getty Images

Desde sua chegada ao poder, o presidente Xi Jinping lançou diversas campanhas anticorrupção que, segundo críticos, também têm sido usadas como instrumento para enfraquecer seus rivais políticos.

Ainda assim, condenações à morte por crimes de corrupção continuam sendo relativamente raras na China, embora sejam aplicadas ocasionalmente — em geral em casos que envolvem valores superiores a 1 bilhão de yuans (cerca de US$ 147 milhões).

Um exemplo é o do ex-presidente da gestora estatal de ativos Huarong, Lai Xiaomin, executado em 2021 após ser condenado por receber 1,8 bilhão de yuans (cerca de US$ 265 milhões) em propina ao longo de dez anos.

Li Jianping, ex-funcionário da região autônoma da Mongólia Interior, também foi condenado à morte em 2024 por peculato e por receber propina que ultrapassava o valor de 3 bilhões de yuans (cerca de US$ 441 milhões).

Em muitos outros casos, porém, os tribunais chineses aplicaram penas de prisão ou condenações à morte com suspensão da execução, que costumam ser convertidas em prisão perpétua após um período determinado.

Os juízes também reduziram penas em alguns processos nos quais os condenados colaboraram com as investigações e forneceram informações sobre outros envolvidos.

No caso de Yang, embora ele também tenha cooperado com as autoridades, o tribunal de Changzhou afirmou que a gravidade de seus crimes tornou essa colaboração "insuficiente para justificar uma pena mais branda".

Segundo a imprensa estatal, Yang se declarou culpado e "manifestou arrependimento em sua declaração final".

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Por que tanta gente está falando do Claude? Conheça a IA que tem o modelo mais perigoso do mundo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/08/2026 03:52

Tecnologia Por que tanta gente está falando do Claude? Conheça a IA que tem o modelo mais perigoso do mundo Enquanto conquista usuários e investidores, a Anthropic, dona do Claude, enfrenta restrições impostas pelo governo Trump após lançar um modelo considerado um risco à segurança nacional. Por Darlan Helder, g1

Claude é uma inteligência artificial criada pela Anthropic e uma das principais rivais do ChatGPT, Gemini e Copilot.

A empresa foi fundada por ex-executivos da OpenAI que defendiam uma abordagem mais cautelosa para o desenvolvimento da IA.

Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que a Anthropic desenvolveu o que consideram ser a IA mais poderosa — e potencialmente mais perigosa — da atualidade.

O Claude ganhou popularidade após lançar ferramentas capazes de executar tarefas diretamente no computador do usuário e automatizar processos complexos.

✨ ChatGPT, Gemini, Copilot. Nos últimos anos, esses nomes dominaram as conversas sobre inteligência artificial. Mas um novo protagonista já chama a atenção de usuários, empresas e especialistas: o Claude.

Enquanto seus rivais começaram focando no público geral, a Anthropic, criadora do Claude, concentrou seus esforços em oferecer sua tecnologia para empresas.

Especialistas consultados pelo g1 afirmam que a Anthropic passou a liderar a corrida da inteligência artificial ao desenvolver o que consideram ser a IA mais poderosa — e potencialmente mais perigosa — da atualidade. Isso tem aumentado o interesse de investidores e do público em geral.

Enquanto desenvolve versões cada vez mais potentes, a Anthropic também defende uma pausa global na evolução da IA diante de sinais de que sistemas mais avançados poderiam escapar do controle humano. O argumento é de que as pesquisas de segurança precisam de mais tempo para acompanhar o ritmo da tecnologia.

Eles talvez estejam certos. Assim como aconteceu com a rival OpenAI em julho, a Anthropic informou na última quinta-feira (30) que o Claude realizou ataques virtuais contra três empresas durante testes. Segundo a empresa, um erro de configuração permitiu que a ferramenta tivesse acesso à internet.

A Anthropic, criadora do Claude, foi fundada em 2021 por Dario Amodei (atual CEO da companhia) e outros executivos que deixaram a OpenAI defendendo uma abordagem mais cautelosa para o desenvolvimento da IA.

O Claude só chegou ao público em março de 2023, cerca de cinco meses após o lançamento do ChatGPT. Mesmo tendo entrado na disputa mais tarde e ainda sendo menos conhecido do grande público, o chatbot ajudou a impulsionar uma virada impressionante da Anthropic.

Hoje, ela é a startup de IA mais valiosa do mundo. Avaliada em cerca de US$ 965 bilhões (R$ 4,87 trilhões), a companhia já supera a OpenAI em valor de mercado.

No início de junho, a Anthropic protocolou de forma confidencial um pedido de abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos. Com um valuation próximo de US$ 1 trilhão, a companhia poderá passar a integrar o grupo mais seleto das empresas listadas no mercado americano.

Claude costuma ser mais usado por empresas e ChatGPT, por usuários privados — Foto: Matteo Della Torre/NurPhoto/picture alliance via DW

O Claude foi lançado globalmente em 2023, mas só chegou ao mercado brasileiro em agosto de 2024 — mais uma vez, depois do ChatGPT, que já estava disponível por aqui desde meados de 2022.

Em 2025, a Anthropic lançou o Claude Skills, recurso que permite à IA aprender a executar tarefas específicas. Já em 2026 vieram o Claude Code e o Claude Cowork, ferramentas que marcaram o grande "boom" do Claude ao permitir que a IA passasse a realizar ações diretamente no computador do usuário.

O lançamento do Claude Code, ferramenta de programação com IA capaz de criar sites, foi um marco para a Anthropic e ajudou a ampliar a visibilidade da empresa, explica Diogo Cortiz, especialista em IA e professor da PUC-SP.

"Ele permitiu que a IA realizasse tarefas de longa duração, que podem levar horas ou até dias, por meio de subagentes, robôs que executam etapas do trabalho de forma autônoma", afirma.

Segundo Izabela Anholett, especialista em IA e fundadora da Nura AI, o Claude também se tornou popular entre profissionais de marketing e criação. "Ele virou o queridinho desses profissionais para a produção de textos criativos, roteiros para redes sociais e peças de campanha, sendo considerado superior ao ChatGPT nesse tipo de tarefa", diz.

"Além disso, o diferencial do Claude é permitir a criação de automações e a integração com serviços como e-mail sem exigir conhecimentos de programação", afirma.

Ela ressalta que outras IAs também realizam tarefas semelhantes — o g1, por exemplo, testou o agente do ChatGPT em 2025. A diferença, de acordo com a especialista, é que o Claude consegue automatizar essas funções de forma mais rápida e eficiente.

Embora seja muito elogiado por quem o utiliza, o potencial do Claude é melhor aproveitado nos planos pagos, que não são tão acessíveis. No Brasil, o plano Pro, o mais barato disponível, custa R$ 110 por mês e ainda impõe limites de uso.

"É importante dizer que saímos daquela grande euforia das IAs para uma fase de maior racionalidade em relação aos custos. Muitas pessoas e empresas estão buscando um uso mais efetivo e consciente da tecnologia porque as contas estão ficando muito altas", diz Cortiz.

Apesar do avanço dos concorrentes, o ChatGPT segue com ampla liderança em número de usuários, segundo um levantamento da empresa de inteligência de mercado Sensor Tower divulgado neste ano.

Os dados mostram que, até maio de 2026, o chatbot da OpenAI registrava cerca de 1,1 bilhão de usuários ativos mensais. Em segundo lugar aparece o Gemini, do Google, com 662 milhões.

"O Gemini tem expandido sua audiência de forma constante, apoiado em parte por uma sólida base de usuários do Android e por integrações profundas em todo o ecossistema do Google", afirmou a Sensor Tower.

O Claude aparece na terceira posição, com 224 milhões de usuários ativos mensais. Segundo a empresa de análise, a ferramenta da Anthropic vem registrando crescimento acelerado desde o início do ano.

O levantamento também mostra que, enquanto Gemini e Claude continuam ganhando espaço, a participação do ChatGPT caiu para abaixo dos 50% pela primeira vez. Em maio, o chatbot da OpenAI concentrava 46% dos usuários do mercado, à frente do Gemini, com 28%, e do Claude, com 10%.

"O crescimento do Claude foi ainda mais forte em alguns mercados, incluindo os EUA, onde a demanda por recursos de programação e pesquisa avançada atraiu mais usuários", destacou a Sensor Tower.

Diogo Cortiz afirma que foi apenas nos últimos seis meses que o Claude começou a ganhar espaço de forma mais significativa entre os consumidores comuns. "E parte dos usuários tem migrado do ChatGPT para o Claude por buscar uma IA capaz de executar tarefas, como organizar arquivos e responder e-mails, em vez de apenas conversar", completa Izabela.

Os modelos do Claude têm se mostrado cada vez mais potentes. "Eles costumam acertar muito nos lançamentos. Dá para perceber um grande cuidado no desenvolvimento dos produtos, que geralmente chegam ao mercado com um desempenho muito competitivo", diz Izabela Anholett.

Ao mesmo tempo, especialistas alertam que os sistemas mais avançados da Anthropic também ampliam os riscos associados à inteligência artificial.

No início de 2026, a empresa anunciou o Claude Mythos, considerado por especialistas o modelo de IA mais perigoso do mundo atualmente. O sistema é descrito como extremamente rápido e capaz de encontrar brechas de segurança que passariam despercebidas por humanos.

"Se o Mythos for parar em mãos erradas, empresas podem ser paralisadas da noite para o dia", afirma Izabela. Segundo ela, o risco está na capacidade do modelo de identificar e explorar vulnerabilidades em sistemas digitais.

"O Mythos Preview [versão de teste] já encontrou milhares de vulnerabilidades de alta gravidade, incluindo algumas em todos os principais sistemas operacionais e navegadores web", afirmou a Anthropic.

"Devido ao seu alto poder e aos riscos que representa para a segurança nacional e geral, ele não foi liberado para o público comum. Em vez disso, a Anthropic criou um consórcio de empresas e agências governamentais com acesso à ferramenta", explica Diogo Cortiz.

Cortiz lembra que um exemplo da eficácia do modelo veio de um relatório da Mozilla. Ao utilizar o Mythos para analisar o navegador Firefox, a organização identificou uma grande quantidade de vulnerabilidades e falhas até então desconhecidas.

"Como parte de nossa colaboração contínua com a Anthropic, tivemos a oportunidade de usar uma versão inicial do Claude Mythos Preview no Firefox. A versão 150 do navegador, lançada nesta semana, traz correções para 271 vulnerabilidades identificadas durante essa avaliação inicial", disse a Mozilla em um relatório sobre o tema publicado em abril.

Para Cortiz, embora o marketing das empresas de IA às vezes possa exagerar as capacidades de seus produtos, casos como esse mostram que a habilidade do Mythos para encontrar brechas de segurança é real — e ajudam a explicar por que seu acesso é tão restrito.

Dario Amodei, diretor-executivo da Anthropic, e Donald Trump, presidente dos EUA — Foto: Reuters/Bhawika Chhabra; Reuters/Nathan Howard

Junho de 2026 foi um período conturbado para a Anthropic. No início do mês, a empresa disponibilizou o Fable 5, descrito por ela como o modelo de IA mais poderoso já oferecido ao público geral.

O sistema faz parte do Mythos e, segundo a companhia, alcança desempenho de ponta em áreas como engenharia de software, análise de dados, pesquisa científica, visão computacional e tarefas complexas de raciocínio.

Apesar da abertura ao público, a empresa decidiu impor restrições em temas considerados sensíveis. Quando usuários fizerem solicitações relacionadas à cibersegurança, biologia, química ou técnicas de extração de conhecimento de modelos de IA, o sistema poderá transferir automaticamente a conversa para uma versão menos poderosa, chamada Claude Opus 4.8.

Só que, no dia 12 de junho, a Anthropic anunciou a suspensão global do Fable 5 após receber uma determinação do governo dos EUA com base em questões de segurança nacional.

Segundo a empresa, a ordem impede o acesso aos sistemas por qualquer cidadão estrangeiro, esteja ele dentro ou fora dos EUA. A restrição também vale para funcionários estrangeiros da própria Anthropic.

Uma reportagem do jornal norte-americano "The Wall Street Journal" revelou que a Amazon teria sido a principal responsável pela pausa no lançamento do Fable 5.

Segundo o jornal, pesquisadores da empresa utilizaram uma série de prompts (comandos) que levaram o sistema a auxiliar em ciberataques. A informação chegou à Casa Branca, que determinou a suspensão da IA por considerá-la um risco.

A Anthropic rebateu a decisão. "Instituímos salvaguardas fortes que reduzem muito a probabilidade de Fable ser mal utilizado para tarefas relacionadas à cibersegurança (entre outras). Na verdade, nossas salvaguardas são tão fortes que muitos usuários reclamaram que são excessivamente amplas", afirmou a empresa.

O Fable 5 voltou a ser liberado globalmente em 1º de julho. "Recebemos uma notificação de que o Departamento de Comércio suspendeu os controles de exportação sobre o Claude Fable 5 e o Mythos 5", afirmou a Anthropic em uma publicação no X.

Antes desse episódio, em março deste ano, Anthropic e Donald Trump já haviam se envolvido em um embate após o Departamento de Guerra dos EUA informar à empresa que ela havia sido classificada como um risco à cadeia de fornecimento. A medida foi tomada depois que a Anthropic impediu que o órgão utilizasse sua tecnologia para fins militares.

Diante do impasse, Trump determinou que agências federais dos EUA interrompessem o uso de programas de IA da Anthropic. O presidente afirmou que o país não permitirá que a empresa dite como os militares americanos devem agir e que essa decisão cabe aos líderes das Forças Armadas nomeados por ele.

"O egoísmo deles está colocando vidas americanas em risco, nossas tropas em perigo e nossa segurança nacional sob ameaça", declarou Trump.

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Gasolina com 32% de etanol: veja quais peças do carro podem sofrer desgaste

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/08/2026 00:52

Carros Gasolina com 32% de etanol: veja quais peças do carro podem sofrer desgaste Mecânicos explicam como o motor se adapta à nova mistura e quando pode ser necessária uma intervenção na oficina. Por André Fogaça, g1 — São Paulo

Carros que não são flex podem sofrer com aumento da mistura de etanol na gasolina — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A gasolina comum vendida no Brasil passa neste sábado (1º) a ter 32% de etanol. A mudança, anunciada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em 14 de julho, tem gerado reclamações entre motoristas e mecânicos.

Especialistas ouvidos pelo g1 foram unânimes ao afirmar que a nova composição da gasolina afeta de maneira mais direta e intensa os carros antigos. Ainda assim, os modelos mais novos também podem enfrentar problemas.

Entre os principais efeitos na direção estão o aumento do consumo de combustível e a redução da autonomia dos veículos movidos exclusivamente a gasolina.

“Com mais etanol na mistura, o consumo pode aumentar ligeiramente. Acredito que no máximo 5%,” aponta Alexandre Dias, mecânico e proprietário das oficinas Guia Norte.

Tenório Júnior, técnico e professor de mecânica automotiva, destaca uma diferença importante entre os dois combustíveis: a taxa de compressão.

🔎 A taxa de compressão indica o quanto o motor comprime a mistura de ar e combustível antes da combustão que movimenta o veículo. Uma forma simples de entender é imaginar uma mola: quanto mais ela é pressionada, mais força libera ao ser solta. Os motores projetados para funcionar com etanol trabalham com níveis mais altos de compressão, enquanto a gasolina suporta índices menores.

“A compressão dos carros a gasolina baixa, o suficiente para fazer a gasolina entrar em combustão, mas não o suficiente para ‘queimar’ com eficiência o etanol. Isso gera falhas, perda de potência e dificuldade nas partidas a frio”, diz Tenório.

Carburador aberto com corrosão (parte áspera e clara) por etanol — Foto: Bruno Bandeira/arquivo pessoal

Carburador: presente apenas em veículos mais antigos, anteriores à popularização da injeção eletrônica nos modelos zero-quilômetro, é o componente que mais preocupa os mecânicos. “Os carburadores são ‘burros’. Eles não se adaptam ao combustível. Nos carburadores, a passagem de ar e de combustível para obter a mistura ideal é fixa”, diz Tenório.Além de prejudicar o desempenho do motor nos veículos mais antigos, Bruno Bandeira, mecânico e proprietário da Oficina Mecânica Na Garagem, afirma que o carburador pode sofrer corrosão com o aumento da concentração de etanol na gasolina.“Esse material não foi feito para suportar etanol, então olha o que está fazendo. Esse carburador tá condenado”, diz Bruno.Tanque de combustível: o problema também se concentra nos carros mais antigos, especialmente aqueles equipados com tanque metálico. Nesses casos, a peça pode precisar ser substituída. Segundo os três mecânicos ouvidos pela reportagem, os tanques de plástico, presentes na maioria dos veículos lançados desde o início dos anos 2000, não apresentam a mesma preocupação.

Bomba de combustível: o etanol presente na gasolina pode conter até 0,7% de água. No entanto, Alexandre explica que, se o veículo permanecer parado por muito tempo, o combustível tende a absorver a umidade do ar, aumentando a quantidade de água na mistura.Essa água acelera o processo de corrosão da bomba de combustível. Segundo Bruno, os danos também podem atingir a boia responsável por indicar o nível de combustível no tanque.Bicos injetores (de injeção direta ou indireta): segundo os especialistas, os veículos sem turbocompressor tendem a ser os mais afetados por esse tipo de desgaste. “A central aumenta o tempo de injeção para compensar o menor poder energético do E32. Se os bicos já estiverem parcialmente sujos, o aumento da demanda pode deixar o problema mais evidente, causando falhas ou marcha lenta irregular”, diz Alexandre.

Velas de ignição: segundo os mecânicos, o problema costuma surgir apenas quando as velas já estão desgastadas. Alexandre explica que, nesses casos, elas podem contribuir para falhas na queima do combustível, já que o motor exige uma regulagem mais precisa da mistura.Catalisador: sua vida útil pode ser reduzida quando ele recebe combustível que não foi queimado corretamente, o que pode ocorrer devido a uma mistura inadequada dentro do motor.Mangueiras, retentores e itens de vedação: em veículos mais antigos, esses componentes podem ressecar e se desgastar mais rapidamente.

Alexandre Dias explicou que, em carros sem carburador, a ECU, também conhecida como módulo de injeção eletrônica, pode ser atualizada para que o motor se adapte à nova proporção de etanol na gasolina.

Ele também destacou que uma manutenção mais cuidadosa dos componentes citados anteriormente pode ajudar a preservar a durabilidade do veículo.

Já nos modelos mais antigos, Tenório afirmou que é possível adaptar o carburador, embora o processo esteja longe de ser simples.

Segundo ele, a dificuldade aparece “porque tem furos de passagem de ar e de combustível (giclês) no carburador, que são substituíveis por serem peças de rosca, mas será necessário ir ajustando e testando para ver o resultado, porque não existe uma tabela com as aplicações para esse tipo de combustível”.

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Mega-Sena pode pagar R$ 100 milhões neste domingo; g1 transmite ao vivo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/08/2026 00:52

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena pode pagar R$ 100 milhões neste domingo; g1 transmite ao vivo ​Sorteio marca mudança de horário adotada pela Caixa. Apostas simples puderam ser efetuadas até as 22h de sábado. Já os Bolões CAIXA nos canais eletrônicos ocorrem até as 10h45. Por Redação g1 — São Paulo

O concurso 3.033 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 100 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 11h deste domingo (1º), em São Paulo.

🔎 Na semana passada, a Caixa Econômica Federal alterou o calendário dos sorteios das loterias que tradicionalmente eram realizados aos sábados. Com a nova regra, os concursos da Mega-Sena, Loteria Federal, Lotofácil, Quina, Timemania, Dia de Sorte e +Milionária deixam de ocorrer na noite de sábado e passam a ser realizados aos domingos, às 11h.

O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa.

A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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