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Conservas, fiado e histórias: vendinhas resistem ao tempo e preservam tradição do interior de SP

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/06/2026 08:44

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Conservas, fiado e histórias: vendinhas resistem ao tempo e preservam tradição do interior de SP Estabelecimentos preservam memórias, fortalecem laços comunitários e mantêm viva uma tradição que marcou gerações. Por Nosso Campo, TV TEM

Antigas vendinhas do interior de São Paulo resistem ao tempo e preservam tradições, memórias e laços comunitários diante das transformações do campo.

Na Estrada 12, em Três Fronteiras, a vendinha da família Scarabeli funciona há 40 anos e virou ponto de encontro de moradores e turistas.

O historiador Silvio Luiz Lofego explica que esses estabelecimentos representam espaços de resistência e símbolos de convivência para as comunidades rurais locais.

Em Nova Canaã Paulista, outra vendinha aberta há quase 70 anos preserva o costume do fiado e histórias de amizades de longa data.

Conservas, fiado e histórias: vendinhas resistem ao tempo e preservam tradição do interior de SP — Foto: Reprodução/TV TEM

Em meio às transformações do campo e aos avanços das grandes redes comerciais, antigas vendinhas do interior de São Paulo seguem resistindo ao tempo. Os estabelecimentos preservam memórias, fortalecem laços comunitários e mantêm viva uma tradição que marcou gerações.

Na Estrada 12, em Três Fronteiras (SP), próximo a Santa Fé do Sul, uma vendinha aberta há quatro décadas continua atraindo visitantes em busca de sabores e lembranças de um interior que parece ter parado no tempo.

Foi ali que o agricultor Antônio Scarabeli construiu a vida com a família. Segundo ele, a movimentação era intensa quando a região era ocupada principalmente por pequenos sitiantes e cafezais. “Tinha muita gente. Nós vendíamos de tudo. Depois foi acabando o café, entrando a cana e o povo foi indo embora”, relembra.

O filho, Dimar Aparecido Scarabeli, conta que o local chegou a funcionar como principal centro comercial da região. “A compra da semana, do mês, era tudo aqui. Chegamos a vender 100, 150 quilos de farinha e dezenas de fardos de açúcar por semana”, afirma.

Hoje, a função mudou. A vendinha deixou de ser um grande mercado rural, mas continua sendo ponto de encontro para moradores e turistas. Entre os produtos mais procurados estão conservas, queijos e doces artesanais produzidos por Nádia Maria Freitas Scarabeli.

Conservas, fiado e histórias: vendinhas resistem ao tempo e preservam tradição do interior de SP — Foto: Reprodução/TV TEM

Para muitos frequentadores, visitar uma vendinha é também revisitar a própria história. A cliente Mariene Maia frequenta o local desde a infância, quando acompanhava familiares que moravam na zona rural.

“Me faz sentir muita saudade daquele tempo que, infelizmente, não vai voltar. Mas estamos resgatando essas raízes e mantendo essa história viva”, diz Mariene.

Segundo o historiador Silvio Luiz Lofego, as vendinhas assumiram um papel importante na preservação da memória rural. “Elas representam espaços de resistência. Muitas comunidades rurais desapareceram ou perderam características ao longo das últimas décadas, mas as vendas permanecem como símbolos de convivência e identidade local”, explica.

Conservas, fiado e histórias: vendinhas resistem ao tempo e preservam tradição do interior de SP — Foto: Reprodução/TV TEM

Em Nova Canaã Paulista (SP), a cerca de 30 quilômetros dali, outra vendinha mantém viva a tradição. Localizada no Bairro do Louro, ela existe há quase 70 anos.

Há 42 anos, o espaço é administrado por Paulo Francisco Araújo e pela esposa, Sônia Maria Andrade Araújo. “Aqui tinha de tudo, igual a um mercadinho. Muitas vendas fecharam, mas nós continuamos”, conta Paulo.

Além das mercadorias, o local preserva um costume cada vez mais raro: a venda fiado. “Já ajudei a tratar de bastante família. Criei meus filhos aqui e melhorei minha vida trabalhando na venda”, lembra.

O estabelecimento também guarda uma história de amor. Paulo e Sônia se conheceram ali há mais de meio século e seguem recebendo clientes que, com o tempo, se tornaram amigos. “A clientela virou família. Temos amigos de 50 anos aqui”, afirma Sônia.

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Suco de uva orgânico de São Roque ganha prêmio nacional após 6 anos de pesquisa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/06/2026 08:44

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Suco de uva orgânico de São Roque ganha prêmio nacional após 6 anos de pesquisa Bebida produzida em área de pesquisa da Apta atingiu mais de 90 pontos em teste cego da Associação Brasileira de Enologia. Cultivo usa manejo agroecológico. Por Nosso Campo, TV TEM

Um suco de uva orgânico produzido em São Roque (SP) conquistou a medalha de platina da Associação Brasileira de Enologia.

O produto atingiu entre 90 e 95 pontos em uma avaliação rigorosa que analisou cerca de 200 amostras brasileiras.

A bebida é o resultado de uma pesquisa de seis anos conduzida pela Apta Regional, Sindusvinho e Instituto Federal.

As videiras são cuidadas sem defensivos químicos, utilizando linhas de plantas nativas para atrair predadores naturais de pragas.

O suco campeão é feito combinando o processamento controlado de duas variedades de uvas: a Bordô e a Isabel.

Suco de uva orgânico de São Roque ganha prêmio nacional após 6 anos de pesquisa — Foto: TV TEM/Reprodução

Um suco feito com uvas orgânicas em São Roque (SP) foi premiado como um dos melhores do Brasil. O produto conquistou a medalha de platina no concurso da Associação Brasileira de Enologia (ABE), atingindo nota entre 90 e 95 pontos em uma escala até 100. A bebida disputou o título com quase 200 amostras de todo o país.

O resultado é fruto de um projeto que une o conhecimento do campo à pesquisa acadêmica. O experimento durou seis anos, com quatro safras colhidas que comprovaram a viabilidade de produzir uvas sem agrotóxicos na região.

O trabalho foi desenvolvido pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta Regional), em parceria com o Instituto Federal e o Sindicato da Indústria do Vinho de São Roque (Sindusvinho).

O cultivo é feito em uma área de 4 mil metros quadrados que reúne mais de 1,3 mil videiras. O espaço funciona como uma "sala de aula a céu aberto" para estudantes do curso de Enologia do Instituto Federal. No local, é aplicado o conceito agroecológico:

Linhas alternadas: o mato e as plantas espontâneas são mantidos em uma fileira sim e outra não;Proteção natural: essa vegetação nativa serve de abrigo para insetos que combatem as pragas da videira, eliminando o uso de defensivos químicos;Colheita manual: os cachos são retirados um a um, avaliando critérios de cor, textura e doçura.

Após a colheita, as uvas passam por um processo rigoroso de extração e envase para manter a pureza da fruta. De acordo com o presidente do Sindusvinho, Alex de Moraes, o segredo do sabor premiado está na mistura exata e equilibrada de duas variedades tradicionais de uva: a Bordô e a Isabel.

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Vítimas do trabalho forçado nazista ainda cobram reparação: ‘Não compensou nem de longe os danos’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/06/2026 03:59

Trabalho e Carreira Vítimas do trabalho forçado nazista ainda cobram reparação: 'Não compensou nem de longe os danos' Há 25 anos, fundo criado para indenizar milhões de pessoas forçadas a trabalhar para o regime nazista começou a fazer primeiros pagamentos – insuficientes, na opinião da própria diretora. Por Ben Knight

A fundação alemã Memória, Responsabilidade e Futuro (EVZ) completa, neste mês, 25 anos desde o início do pagamento de compensações aos últimos sobreviventes obrigados a trabalhar sob o regime nazista.

Mas há quem defenda que esses pagamentos deveriam ter começado muito antes, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, e que também deveriam ter sido significativamente maiores.

Segundo a EVZ, € 4,4 bilhões (cerca de R$ 23,6 bilhões) foram pagos a 1,66 milhão de ex-trabalhadores forçados e seus sucessores legais, em cerca de cem países, entre 2001 e 2007, quando as últimas indenizações foram concluídas.

Estima-se que cerca de 26 milhões de pessoas tenham sido obrigadas a trabalhar para o regime nazista entre 1933 e 1945, aproximadamente metade delas em territórios ocupados fora das fronteiras da Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial.

Estudos históricos indicam que, se todo o trabalho explorado durante a era nazista tivesse sido plenamente indenizado, o fundo original teria que somar entre 90 bilhões e 112 bilhões de euros (cerca de R$ 483 bilhões e R$ 601 bilhões).

"Se você me perguntar: foi um fundo grande? Não, claro que não, considerando a injustiça", afirmou a diretora da EVZ, Andrea Despot.

"Havia cerca de 26 milhões de pessoas trabalhando em fábricas, na agricultura, em igrejas, em residências particulares e em empresas. Quase não houve setor da sociedade que não tenha se beneficiado disso. Pode-se dizer que o fundo não compensou nem de longe os danos e a exploração sofridos."

A EVZ foi criada em julho de 2000, tanto para indenizar trabalhadores forçados quanto para promover e financiar projetos voltados à defesa dos direitos humanos, dos valores democráticos e dos interesses dos sobreviventes do regime nazista.

A organização foi constituída com um fundo de 10,1 bilhões de marcos alemães, o equivalente a cerca de € 5,16 bilhões (R$ 27,7 bilhões), sendo metade proveniente do governo federal e a outra metade de uma iniciativa que reuniu cerca de 6.500 empresas alemãs — chamada Iniciativa da Fundação da Indústria Alemã. Muitas dessas empresas, embora não todas, haviam utilizado trabalho forçado.

Grupo de civis russos que foi obrigado a fazer trabalhos forçados durante o regime nazista — Foto: Foto: Everett Collection/IMAGO

Embora a Alemanha Ocidental tenha adotado medidas de reparação, como a Lei Federal de Indenização de 1953, destinada a pessoas perseguidas por razões políticas, raciais ou religiosas, essas iniciativas excluíram os trabalhadores forçados.

Entre as décadas de 1950 e 1980, sob pressão da opinião pública, algumas grandes empresas da Alemanha Ocidental pagaram voluntariamente milhões de marcos alemães em compensações, mas esses pagamentos não alcançaram pessoas da Europa Oriental.

O debate nos anos 1990 foi difícil, com muitas empresas alemãs inicialmente se recusando a contribuir para o fundo e a assumir responsabilidade pelo uso de trabalho forçado.

"No fim, foi basicamente uma solução simbólica", afirma o historiador Constantin Goschler, da Universidade do Ruhr, em Bochum, que publicou, em 2012, uma coletânea ampla de estudos sobre o tema.

"As pessoas que representavam os demandantes defendiam um valor de pelo menos dois dígitos [em bilhões], enquanto aqueles que pagariam queriam um montante que não ultrapassasse dois dígitos", lembra.

"Assim, chegou-se a 10 bilhões de marcos alemães. Isso não refletia a dimensão dos danos, foi resultado de uma negociação psicológica".

A pressão jurídica também teve papel importante, à medida que diferentes grupos de vítimas — especialmente nos Estados Unidos — passaram a recorrer com mais frequência a ações coletivas.

"Não foi uma decisão puramente moral ou ética. Isso teve peso, mas não foi o único fator", diz Despot.

"Depois de décadas de reivindicações dos sobreviventes, houve pressão internacional, especialmente dos Estados Unidos e de organizações judaicas, que estavam preparando ações coletivas."

Essas ameaças acabaram levando a Alemanha a negociar com os Estados Unidos, com o objetivo de garantir segurança jurídica no futuro.

Segundo Goschler, há um motivo central para o fato de o Estado alemão ter levado mais de meio século para oferecer compensações aos ex-trabalhadores forçados: a Guerra Fria.

"Havia um princípio: não se enviava dinheiro para o outro lado da Cortina de Ferro." Isso significava que a Alemanha Ocidental se recusava a transferir recursos aos países do Leste, especialmente à Polônia.

Outro fator, de acordo com o historiador, é que os ex-trabalhadores forçados na Europa Oriental frequentemente eram tratados com suspeita e, por isso, recebiam pouco apoio em seus próprios países.

"Os trabalhadores forçados — muitos deles mulheres — na antiga União Soviética eram vistos como colaboradores, por terem trabalhado para a economia de guerra nazista. Ao retornarem, eram recebidos com desconfiança, enviados a campos de triagem e levavam uma vida muito difícil", explica.

Quando a Alemanha finalmente iniciou os pagamentos, muitos sobreviventes estavam menos interessados no dinheiro do que no reconhecimento histórico. "Mais importante do que o valor recebido era o certificado que confirmava que eram vítimas, e não traidores."

Ainda há muitos ex-trabalhadores forçados vivos. A organização Jewish Claims Conference estima que existam cerca de 200 mil sobreviventes judeus ao redor do mundo, além de várias centenas de milhares de europeus orientais, sinti e roma e ex-prisioneiros políticos que foram obrigados a trabalhar pelos nazistas. Números exatos para esses grupos nunca foram estabelecidos.

Embora as indenizações tenham sido pagas há anos, o trabalho da EVZ continua. Hoje, a fundação atua como entidade beneficente, financiando projetos voltados à promoção dos direitos humanos, dos valores democráticos e da educação histórica e política.

Segundo Despot, o principal objetivo da EVZ atualmente é preservar a memória histórica da Alemanha sobre o período nazista, em especial o sistema de trabalho forçado que beneficiou milhares de empresas alemãs.

Em 2025, a EVZ foi classificada como "organização indesejável" pelo Kremlin, após manifestar apoio à Ucrânia.

"Ucrânia, Belarus e Rússia foram profundamente marcadas pela ocupação alemã, que foi genocida e exploratória", afirma Despot.

"Esses países sempre foram parceiros em nosso trabalho. A guerra da Rússia contra a Ucrânia também representa um ataque à identidade e à história ucranianas."

Atualmente, a EVZ apoia organizações russas e belarussas que foram forçadas ao exílio por seus governos.

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Quer vender mais durante a Copa do Mundo? Veja o que funciona para bares, lojas e restaurantes

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 21/06/2026 02:44

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Quer vender mais durante a Copa do Mundo? Veja o que funciona para bares, lojas e restaurantes Bares, restaurantes, supermercados e pequenos negócios podem aproveitar o aumento do consumo durante o torneio; veja estratégias para vender mais. Por PEGN

A Copa do Mundo impulsiona o consumo no Brasil, elevando o faturamento de bares e restaurantes em até 76%, segundo pesquisa realizada pela Data-Makers.

Supermercados e lojas de conveniência também registram alta nas vendas de alimentos, enquanto cresce a busca por televisores, smartphones e camisas da seleção brasileira.

Em contrapartida, lojas físicas enfrentam queda de público nos jogos, período em que o ticket médio de consumo chega a despencar cerca de 61,3%.

Para mitigar perdas, marcas apostam no engajamento digital de 86% dos torcedores conectados, evitando o uso não autorizado de símbolos oficiais da Fifa.

A Copa do Mundo não movimenta apenas torcedores. A competição também abre oportunidades para empresas e pequenos negócios aumentarem as vendas ao explorar as mudanças no comportamento dos consumidores durante os jogos.

Alguns setores chegam a registrar crescimento expressivo no faturamento. É o caso de bares e restaurantes, que podem ter alta de até 76% nas vendas durante o torneio, segundo levantamento da Data-Makers.

O motivo é simples: para muitos brasileiros, assistir aos jogos é uma atividade coletiva. O futebol se transforma em encontro, e o encontro gera consumo.

Para bares, restaurantes e estabelecimentos do setor de alimentação fora do lar, a principal estratégia é transformar a transmissão dos jogos em uma experiência para o cliente.

instalar telões e investir em som de qualidadecriar combos promocionais para os dias de jogodesenvolver cardápios temáticos inspirados nas seleçõesorganizar entregas e pedidos antes do início das partidas

Supermercados e lojas de conveniência costumam registrar aumento na procura por alimentos, petiscos e bebidas. Os chamados “kits torcida” ganham espaço e contribuem para elevar o ticket médio.

A Copa também impulsiona a venda de televisores, smartphones, móveis e produtos ligados ao evento, como camisetas, bandeiras e itens de decoração.

Dados da Data-Makers indicam que o ticket médio pode crescer até 69,2% nas duas horas que antecedem as partidas. Depois do início dos jogos, porém, o consumo tende a cair, com redução que pode chegar a 61,3%.

Lojas de rua, parte do varejo físico e estabelecimentos localizados em shoppings podem enfrentar redução no fluxo de clientes durante os jogos, já que a atenção do consumidor fica concentrada nas partidas.

oferecer descontos em horários alternativosestimular compras antecipadasvender vouchers ou créditos para consumo futurocriar promoções válidas antes e depois dos jogos

Segundo a Data-Makers, cerca de 86% dos brasileiros utilizam redes sociais enquanto assistem às partidas. Isso transforma plataformas como Instagram, TikTok e X em ferramentas importantes para divulgar ofertas e se conectar com o público em tempo real.

Publicações com comentários sobre os jogos, promoções relâmpago e conteúdos preparados com antecedência podem ajudar marcas a ganhar visibilidade e engajamento ao longo do torneio.

Mas atenção ao uso de símbolos da Copa. Empresas interessadas em aproveitar o clima do evento devem ter cautela com o uso de marcas oficiais.

Símbolos, logotipos e elementos protegidos pela Fifa não podem ser utilizados sem autorização. A recomendação é apostar em referências indiretas ao universo do futebol, como cores, torcida e expressões populares ligadas ao esporte.Forneça seus comentários sobre o BizChat

Copa do Mundo: gastrobar de futebol com drinks de Messi e CR7 fatura R$ 1,5 milhão em SP — Foto: Reprodução/PEGN

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Alerta extremo falso da Defesa Civil: veja o que se sabe e o que ainda falta esclarecer

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/06/2026 01:01

Tecnologia Alerta extremo falso da Defesa Civil: veja o que se sabe e o que ainda falta esclarecer Mensagens com a palavra 'misantropia' e referências a um suposto ataque alienígena foram enviadas sem autorização; Polícia Federal investiga o caso. Por Redação g1

Moradores de várias cidades receberam alertas extremos falsos entre a noite de sexta-feira (19) e a madrugada de sábado (20).

As mensagens traziam a palavra "misantropia" e, em alguns casos, referências a um suposto "ataque alienígena".

A Defesa Civil Nacional afirma que o sistema foi invadido e retirou a plataforma do ar durante a madrugada.

Um alerta sonoro classificado como extremo da Defesa Civil foi enviado a celulares de moradores de diversas cidades do Brasil entre a noite de sexta-feira (19) e a madrugada deste sábado (20).

As mensagens traziam a palavra "misantropia", ou variações dela, e não estavam relacionadas a nenhuma situação real de risco. Em alguns locais, o aviso mencionava um suposto "ataque alienígena".

O episódio gerou surpresa e confusão nas redes sociais, já que o termo não tem relação com fenômenos climáticos ou situações de emergência.

O Defesa Civil Alerta é uma plataforma usada para enviar avisos de emergência à população. O sistema utiliza uma tecnologia chamada Cell Broadcast, que permite encaminhar mensagens para celulares conectados à rede móvel em uma determinada área.

Os avisos aparecem em formato de pop-up, sobrepondo-se ao conteúdo exibido na tela do aparelho. Em situações de risco, também podem emitir sinais sonoros para chamar a atenção da população.

A suspeita da Defesa Civil Nacional é que a plataforma tenha sofrido uma invasão. Segundo o órgão, as mensagens foram disparadas remotamente por alguém sem autorização e podem ter sido resultado de um ataque hacker.

Além do alerta sonoro, moradores do Rio de Janeiro relataram ter recebido mensagens de texto com conteúdo incomum. Em um dos registros enviados ao g1, a mensagem atribuída à Defesa Civil dizia: "misantropo ADRESS RJ burros dms pprt".

O texto, com erros de escrita e sem contexto, reforçou a suspeita de falha ou uso indevido do sistema. Já em Belo Horizonte, a mensagem dizia: "Proteja-se: ATAQUE ALIENÍGENA, HUMANOS CHEGAMOSmisantropo".

O caso foi relatado por moradores de Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Campo Grande.

Mapa das regiões que receberam alertas da Defesa Civil Nacional — Foto: Gabriel Wesley Marques Santos/Arte g1

Em nota, as Defesas Civis do Paraná, de São Paulo e do Rio de Janeiro afirmaram que não emitiram as mensagens e disseram que não havia qualquer situação de risco. Ao g1, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil de Mato Grosso do Sul (Cepedec-MS) informou que o caso está sendo investigado.

A Defesa Civil do Estado de São Paulo informou, ainda na madrugada de sábado, que desabilitou temporariamente a ferramenta até que as autoridades federais esclareçam a situação do programa nacional Cell Broadcast.

A Defesa Civil Nacional informou que a plataforma Defesa Civil Alerta foi retirada do ar às 1h30 da madrugada de sábado após sofrer uma invasão.

"A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional acionará a Polícia Federal e tomará as providências para religar o sistema o mais rapidamente possível, quando todas as condições de segurança forem restabelecidas", afirmou. (leia a nota na íntegra ao final da reportagem).

Ainda no sábado (20), a Polícia Federal abriu uma investigação preliminar para apurar o disparo dos falsos alertas extremos. Segundo a corporação, o procedimento já está em curso.

🔎 Uma investigação preliminar é o conjunto de atos e diligências iniciais realizados antes ou de forma preparatória à instauração formal de um inquérito policial.

O Ministério da Integração informou que acionou a Polícia Federal para investigar o episódio. Segundo o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, "tudo indica" se tratar de um ataque hacker.

De acordo com ele, 10 alertas falsos foram disparados. Desses, nove foram enviados pelo sistema Cell Broadcast e um por SMS. Ainda não é possível estimar quantos celulares receberam as notificações.

O Defesa Civil Alerta é um sistema público criado para enviar avisos emergenciais a celulares localizados em áreas de risco. Ele é usado em situações como chuvas intensas, enchentes, enxurradas, alagamentos, deslizamentos de terra, vendavais e outros eventos capazes de colocar a população em perigo.

A tecnologia por trás da ferramenta se chama Cell Broadcast. Diferentemente de mensagens SMS ou notificações de aplicativos, ela não envia o alerta para números cadastrados individualmente. O aviso é transmitido pelas antenas de telefonia para todos os aparelhos compatíveis conectados à rede móvel em uma determinada área.

Isso permite que a Defesa Civil envie mensagens para regiões específicas, delimitadas por critérios técnicos e geográficos.

Por esse motivo, o sistema não exige cadastro prévio, aplicativo instalado, pacote de dados ativo ou conexão à internet. O objetivo é alcançar rapidamente o maior número possível de pessoas em uma área sob risco.

As notificações enviadas neste fim de semana fizeram parte da categoria "Alerta Extremo", o nível mais grave do sistema, utilizado quando a Defesa Civil identifica ameaças com risco iminente à vida, exigindo que a população busque proteção imediatamente.

Essa não é a primeira vez que a categoria é acionada. A Anatel mantém um portal que permite acompanhar os alertas mais recentes enviados pelo sistema.

Entre os últimos classificados como "extremo" está um aviso emitido em 31 de maio de 2026 para moradores de Manaus (AM): "Deslizamento para Manaus. Afasta-se de encostas. Procure abrigo seguro".

Dados da Anatel mostram que essa mesma classificação foi usada ao longo de 2025 em várias regiões do Brasil para alertas de alagamentos, tempestades com raios, deslizamentos de terra, queda de granizo, inundações e vendavais.

Além do alerta extremo, o sistema conta com o "Alerta Severo", uma classificação de menor urgência. Nesses casos, a população tem mais tempo para adotar medidas de proteção, segundo a Defesa Civil.

Segundo o dicionário Michaelis, misantropia é a qualidade de quem sente aversão, desconfiança ou rejeição à humanidade. A palavra também pode ser usada para descrever uma tendência ao isolamento social ou um estado de profunda tristeza e melancolia.

Na prática, uma pessoa considerada misantropa é aquela que evita o convívio social ou demonstra descrença em relação às outras pessoas. Isso não significa necessariamente que ela odeie todos ao seu redor, mas pode indicar dificuldade de conexão social ou uma visão pessimista sobre a natureza humana.

"A plataforma de envio do Defesa Civil Alerta foi tirada do ar às 1h30 da madrugada deste sábado (20/6), após ter sofrido uma invasão e disparado um alerta para diversas regiões do país, ordenado remotamente por alguém alheio ao Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.

A mensagem disparada foi do tipo Alerta Extremo e continha a palavra “misantropia” — que significa ódio à humanidade. Provavelmente se trata de um ataque hacker.

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional acionará a Polícia Federal e tomará as providências para religar o sistema o mais rapidamente possível, quando todas as condições de segurança forem restabelecidas."

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Mega-Sena, concurso 3021: confira os números sorteados

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Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 3021: confira os números sorteados Veja os números sorteados: 46 – 19 – 16 – 58 – 22 – 24. Uma aposta acertou as seis dezenas e levou R$ 39.427.096,38 para casa. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 3021 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (20), em São Paulo. Uma aposta acertou as seis dezenas e levou para casa R$ 39 milhões.

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6 acertos – 1 aposta ganhadoras, R$ 39.427.096,385 acertos – 65 apostas ganhadoras, R$ 30.910,50.4 acertos – 3.942 apostas ganhadoras, R$ 840,14.

O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Anatel reforça que disparo de alerta com mensagem ‘misantropia’ não foi emitido por autoridades

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/06/2026 11:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%Oferecido por

Anatel reforçou neste sábado (20) que mensagens de alerta com a palavra "misantropia" disparadas na madrugada não foram enviadas por autoridades de defesa civil.

O envio ocorreu após a invasão da plataforma Defesa Civil Alerta. O sistema disparou notificações para celulares em pelo menos 7 unidades da federação.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional retirou a plataforma do ar por volta de 1h30. A Polícia Federal será acionada para investigar o caso.

A Anatel, que coordena a integração com operadoras, defendeu a importância do sistema. A Defesa Civil apura as circunstâncias e a origem do disparo.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou nota, na manhã deste sábado (20), para reforçar que as mensagens de alerta extremo recebidas por usuários de telefonia móvel durante a madrugada não foram emitidas pelas autoridades responsáveis pelo sistema de avisos à população.

A nota da Anatel foi divulgada após a plataforma de envios Defesa Civil Alerta sofrer uma invasão e disparar notificações para celulares de pelo menos sete unidades da federação na madrugada deste sábado.

A mensagem de alerta falso disparada continha a palavra "misantropia", que significa aversão ou rejeição à humanidade. Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, em razão da invasão, a plataforma de envios foi retirada do ar por volta da 1h30.

O próprio Ministério da Integração já havia informado que a mensagem foi disparada por alguém alheio ao Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil. A pasta disse que vai acionar a Polícia Federal para a investigação do episódio.

Em nota, a Anatel explicou o funcionamento do sistema: os alertas encaminhados pelas operadoras de telefonia móvel, utilizando a tecnologia Cell Broadcast, são originados exclusivamente na plataforma da Defesa Civil. Segundo a Anatel, às operadoras cabe apenas a transmissão dos comunicados para as áreas geográficas previamente definidas pelas autoridades de segurança e proteção civil.

"A Agência reforça a relevância do sistema de alertas por Cell Broadcast, apto a cumprir seu propósito de apoiar as ações de prevenção e resposta a desastres, contribuindo para a proteção da população e a preservação de vidas", afirmou a Anatel no comunicado.

A Defesa Civil já informou que está apurando o ocorrido e adotando as providências cabíveis para identificar as circunstâncias e a origem do disparo dos alertas durante a madrugada.

Alerta da Defesa Civil com a palavra "misantropia" tocou nos celulares dos moradores de Campo Grande. — Foto: Reprodução

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ETs? Mistério? Susto com alerta extremo da Defesa Civil Nacional vira meme nas redes sociais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/06/2026 09:44

Tecnologia ETs? Mistério? Susto com alerta extremo da Defesa Civil Nacional vira meme nas redes sociais Órgão diz que foi alvo de uma invasão e que mensagem falsa foi disparada por hackers. Texto continha a palavra 'misantropia', que significa aversão à humanidade. Por Redação g1 — São Paulo

Moradores de ao menos sete cidades brasileiras receberam um alerta sonoro extremo da Defesa Civil entre a noite de sexta-feira (19) e a madrugada deste sábado (20). As mensagens tinham a palavra "misantropia", sem relação com uma situação real de risco.

A Defesa Civil Nacional informou que a plataforma usada para o envio dos alertas foi retirada do ar à 1h30 deste sábado (20), depois de sofrer uma invasão. Segundo o órgão, o disparo foi feito remotamente por alguém sem autorização e pode ter sido resultado de um ataque hacker (leia a nota completa abaixo).

📱 Nas redes sociais, a mensagem rapidamente virou meme. Alguns internautas brincaram com a situação e associaram o alerta a cenários fictícios, como invasões alienígenas e mensagens misteriosas.

Em Belo Horizonte (MG), moradores relataram que a mensagem mencionava uma invasão alienígena: "Proteja-se: ATAQUE ALIENÍGENA, HUMANOS CHEGAMOSmisantropo".

Mensagem recebida por moradores de Belo Horizonte (MG) na madrugada deste sábado — Foto: Reprodução

O termo "misantropia" significa aversão ou rejeição à humanidade, podendo também se referir a isolamento social, melancolia ou profunda tristeza. Ou seja, não tem ligação com eventos climáticos ou situações de emergência.

"A plataforma de envio do Defesa Civil Alerta foi tirada do ar às 1h30 da madrugada deste sábado (20/6), após ter sofrido uma invasão e disparado um alerta para diversas regiões do país, ordenado remotamente por alguém alheio ao Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.

A mensagem disparada foi do tipo Alerta Extremo e continha a palavra “misantropia” — que significa ódio à humanidade. Provavelmente se trata de um ataque hacker.

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional acionará a Polícia Federal e tomará as providências para religar o sistema o mais rapidamente possível, quando todas as condições de segurança forem restabelecidas."

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Por que o alerta da Defesa Civil tocou alto de madrugada mesmo com o celular no silencioso?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/06/2026 09:44

Tecnologia Por que o alerta da Defesa Civil tocou alto de madrugada mesmo com o celular no silencioso? Sistema usado para avisos de desastres emite notificações em massa por antenas de celular, sem depender de internet, aplicativo ou cadastro. No caso de alertas extremos, o som é programado para se sobrepor ao modo silencioso. Por Redação g1 — São Paulo

Celulares de várias cidades receberam, na madrugada deste sábado (20), um alerta sonoro extremo com a palavra “misantropia”, sem relação com uma situação real de risco.

O aviso assustou porque tocou alto, como uma sirene, inclusive em aparelhos no silencioso, e ficou ativo até que o usuário visualizasse e interrompesse a mensagem na tela.

O sistema usado é o Defesa Civil Alerta, que envia comunicados emergenciais por antenas de telefonia celular, sem depender de internet, aplicativo ou cadastro prévio.

Alertas classificados como extremos são programados para se sobrepor às configurações comuns do celular, como modo silencioso ou “Não Perturbe”, porque servem para avisar sobre risco grave à população.

A Defesa Civil Nacional informou que a plataforma foi tirada do ar após uma invasão e disse que vai acionar a Polícia Federal para investigar o disparo não autorizado.

O alerta sonoro enviado a celulares de diferentes cidades do Brasil entre a noite de sexta-feira (19) e a madrugada deste sábado (20) causou susto não apenas pelo conteúdo da mensagem, mas também pela forma como ela apareceu: em volume alto, como uma sirene que continuava tocando até o usuário visualizar a mensagem e interromper o aviso, inclusive em aparelhos que estavam no modo silencioso.

A explicação está no próprio funcionamento do sistema. O Defesa Civil Alerta, plataforma usada para avisos de emergência à população, foi desenhado para furar barreiras comuns do celular em situações de risco extremo. Quando uma mensagem é classificada como “alerta extremo”, o aviso pode tocar em volume elevado e se sobrepor ao uso normal do aparelho, com o intuito de chamar a atenção de quem está em uma área sob ameaça.

No caso desta madrugada, porém, a mensagem não correspondia a uma situação real de risco. A Defesa Civil Nacional informou que a plataforma foi tirada do ar à 1h30 após sofrer uma invasão e disparar um alerta para várias regiões do país.

Segundo o órgão, o envio foi ordenado remotamente por alguém de fora do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil e provavelmente se trata de um ataque hacker.

A mensagem disparada era do tipo “Alerta Extremo” e trazia a palavra “misantropia”, sem relação com desastres naturais, eventos meteorológicos severos ou qualquer orientação de proteção à população.

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil afirmou que acionará a Polícia Federal e que o sistema só será religado quando as condições de segurança forem restabelecidas.

Alerta da Defesa Civil com a palavra "misantropia" tocou nos celulares dos moradores de Campo Grande. — Foto: Reprodução

O Defesa Civil Alerta é um sistema público criado para enviar avisos emergenciais a celulares localizados em áreas de risco. Ele é usado em situações como chuvas intensas, enchentes, enxurradas, alagamentos, deslizamentos de terra, vendavais e outros eventos capazes de colocar a população em perigo.

A tecnologia por trás da ferramenta se chama Cell Broadcast. Diferentemente de mensagens comuns de SMS ou notificações de aplicativos, ela não envia o alerta para números cadastrados individualmente. O aviso é transmitido pelas antenas de telefonia celular para todos os aparelhos compatíveis conectados à rede móvel em uma determinada área.

Isso permite que a Defesa Civil envie uma mensagem para uma região específica, delimitada por critérios técnicos e geográficos. Quem estiver naquela área, com um celular compatível e conectado à rede móvel, pode receber o aviso automaticamente.

Por isso, o sistema não exige cadastro prévio, aplicativo instalado, pacote de dados ativo ou conexão à internet. A lógica é alcançar rapidamente o maior número possível de pessoas em uma área sob risco, inclusive quem não se inscreveu em serviços de alerta por SMS.

O ponto central é o nível do alerta. Segundo as regras do Defesa Civil Alerta, há diferenças entre os tipos de aviso.

Em alertas severos, o celular pode emitir um som mais simples, semelhante ao de uma mensagem comum, e o aviso não necessariamente toca se o aparelho estiver no silencioso.Já nos alertas extremos, a lógica é outra. A mensagem aciona um som mais forte, parecido com uma sirene, mesmo que o celular esteja no modo silencioso. Isso acontece porque esse tipo de alerta é reservado para situações em que há risco iminente ou muito grave à vida e à segurança da população.

A ideia é que, diante de um risco real —como uma enchente repentina, deslizamento ou evento extremo—, a pessoa seja avisada mesmo se estiver dormindo, com o telefone bloqueado, usando outro aplicativo ou com as notificações comuns desativadas.

Foi essa característica de segurança que fez o falso alerta causar tanto susto durante a madrugada. Como a mensagem foi classificada como extrema, os celulares reagiram como reagiriam em uma emergência real.

Não. O Defesa Civil Alerta não depende de internet, Wi-Fi ou aplicativo. A mensagem chega pela rede de telefonia móvel, usando a tecnologia Cell Broadcast.

Isso também explica por que várias pessoas receberam o aviso ao mesmo tempo em cidades diferentes. O disparo não funciona como uma conversa individual entre remetente e destinatário, mas como uma transmissão direcionada pelas antenas para os aparelhos dentro da área definida.

Para receber o alerta, o celular precisa ser compatível com a tecnologia e estar conectado a uma rede móvel adequada no momento do envio. Quem estiver apenas no Wi-Fi, sem conexão com a rede de telefonia, fora da área delimitada ou com aparelho incompatível pode não receber a mensagem.

Em alguns celulares, há configurações relacionadas a alertas de emergência e alertas governamentais. Mas autoridades de defesa civil recomendam que esses avisos permaneçam ativados, porque eles são usados em situações em que a informação rápida pode evitar mortes.

O alerta extremo é uma categoria pensada para risco grave. Por isso, ele tem prioridade sobre configurações comuns do aparelho, como o modo silencioso ou o uso de outros aplicativos.

A invasão relatada pela Defesa Civil Nacional expõe uma falha de segurança no uso da plataforma, mas não muda a finalidade do sistema: avisar a população com rapidez em situações de perigo real.

Moradores de várias cidades relataram ter recebido mensagens com a palavra “misantropia” ou variações do termo. O conteúdo não trazia orientação de proteção, indicação de área de risco nem relação com fenômenos climáticos.

Segundo o dicionário Michaelis, misantropia significa aversão, desconfiança ou rejeição à humanidade. O termo também pode ser associado a isolamento social, melancolia ou tristeza profunda.

Defesas civis estaduais e municipais, como as de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Salvador, afirmaram que não foram responsáveis pelo disparo e disseram que não havia, no momento, situação de risco que justificasse um alerta extremo.

A Defesa Civil Nacional afirmou que a plataforma foi tirada do ar após a invasão. Segundo o órgão, a Polícia Federal será acionada para investigar o caso.

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Defesa Civil Nacional diz que sistema foi invadido e disparou alerta falso; veja o que se sabe

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/06/2026 09:44

Tecnologia Defesa Civil Nacional diz que sistema foi invadido e disparou alerta falso; veja o que se sabe Mensagem com a palavra 'misantropia' e textos desconexos foram enviados a celulares em diferentes regiões do país. Caso será investigado pela Polícia Federal. Por Rayane Macedo, g1 — São Paulo

Moradores de diferentes regiões do país relataram ter recebido, entre a noite de sexta-feira (19) e a madrugada deste sábado (20), alertas extremos sonoros e mensagens de texto atribuídas à Defesa Civil. O caso chamou atenção pelo conteúdo incomum: em alguns celulares, aparecia apenas a palavra “misantropia”; em outros, mensagens desconexas e com erros de escrita.

A Defesa Civil Nacional informou que a plataforma Defesa Civil Alerta foi retirada do ar às 1h30 da madrugada deste sábado (20), depois de sofrer uma invasão. Segundo o órgão, o disparo foi feito remotamente por alguém sem autorização e pode ter sido resultado de um ataque hacker.

"A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional acionará a Polícia Federal e tomará as providências para religar o sistema o mais rapidamente possível, quando todas as condições de segurança forem restabelecidas", afirmou o órgão.

Antes da confirmação da invasão, autoridades estaduais já haviam informado que não tinham emitido os alertas. A Defesa Civil do Paraná disse que não havia qualquer situação de risco e acionou a Defesa Civil Nacional e a Anatel para investigar o caso.

A Defesa Civil de São Paulo também afirmou que não enviou nenhuma mensagem. O órgão informou que a tecnologia Cell Broadcast, usada para alertas severos e extremos, é gerida pela Anatel e disse que entrou em contato com a agência.

Para o especialista em tecnologia Thiago Ayub, diretor de tecnologia da Sage Networks, há pelo menos duas hipóteses iniciais que podem orientar a investigação.

A primeira possibilidade, segundo ele, é que o software usado para receber mensagens das autoridades e encaminhá-las às redes de telefonia tenha sido comprometido. Nesse cenário, alguém poderia ter acessado o sistema com credenciais legítimas ou explorado uma falha para disparar mensagens sem autorização.

A segunda hipótese levantada pelo especialista é o acesso remoto a computadores de servidores públicos que tenham autorização para operar esse sistema. Nesse caso, o invasor poderia se passar por um usuário legítimo para enviar os alertas.

Ayub ressalta, no entanto, que essas hipóteses ajudam a explicar como uma invasão desse tipo pode ter acontecido, mas que ainda não há confirmação sobre quem foi o responsável pelo disparo das mensagens.

Morador do Rio de Janeiro mostra alerta extremo recebido no celular com a palavra “misantropia”. — Foto: Reprodução

A palavra “misantropia” chamou atenção de usuários e virou alvo de buscas na internet. Segundo o dicionário Michaelis, o termo significa aversão ou rejeição à humanidade, podendo também se referir a isolamento social, melancolia ou profunda tristeza.

Nas redes sociais, a mensagem rapidamente virou meme. Alguns internautas brincaram com a situação e associaram o alerta a cenários fictícios, como invasões alienígenas e mensagens misteriosas.

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