RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Desenrola 2.0 fixa descontos de 30% a 90% por tempo de atraso das dívidas; veja faixas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/05/2026 17:55

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,912-1,12%Dólar TurismoR$ 5,112-1,14%Euro ComercialR$ 5,745-1,12%Euro TurismoR$ 5,992-1,1%B3Ibovespa186.754 pts0,62%MoedasDólar ComercialR$ 4,912-1,12%Dólar TurismoR$ 5,112-1,14%Euro ComercialR$ 5,745-1,12%Euro TurismoR$ 5,992-1,1%B3Ibovespa186.754 pts0,62%MoedasDólar ComercialR$ 4,912-1,12%Dólar TurismoR$ 5,112-1,14%Euro ComercialR$ 5,745-1,12%Euro TurismoR$ 5,992-1,1%B3Ibovespa186.754 pts0,62%Oferecido por

O Ministério da Fazenda publicou, nesta terça-feira (5), uma portaria que regulamenta a medida provisória que criou o Desenrola 2.0. O programa foi anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para reduzir o endividamento dos brasileiros.

Pelas regras, o programa estabelece descontos mínimos para a renegociação de dívidas conforme o tempo de atraso. Os percentuais variam de acordo com o tipo de crédito e aumentam quanto maior for a inadimplência.

As instituições financeiras deverão seguir os percentuais para participar do Desenrola, em faixa de atraso, que variam de 30% a 90%.

40%: para atraso entre 91 a 120 dias;45%: para atraso entre 121 a 150 dias;50%: para atraso entre 151 a 180 dias;55%: para atraso entre 181 a 240 dias;70%: para atraso entre 241 a 300 dias;85%: para atraso entre 301 a 360 dias;90%: para atraso entre 361 a 720 dias;

30%: para atraso entre 91 a 120 dias;35%: para atraso entre 121 a 150 dias;40%: para atraso entre 151 a 180 dias;45%: para atraso entre 181 a 240 dias;60%: para atraso entre 241 a 300 dias;75%: para atraso entre 301 a 360 dias;80%: para atraso entre 361 a 720 dias.

As regras definem que esses percentuais são o piso obrigatório para negociação. As instituições financeiras podem oferecer descontos maiores, mas não inferiores.

A quitação das dívidas poderá ser feita com recursos próprios, por meio da contratação de um novo crédito ou com recursos do FGTS.

O texto, publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (5), traz os critérios de participação das instituições financeiras no programa, as condições para uso dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e as normas operacionais para a transferência de recursos do orçamento ao Fundo Garantidor de Operações (FGO).

O ato normativo era aguardado pelos bancos para dar início às renegociações. As instituições também ajustavam seus sistemas para viabilizar a implementação, e algumas já começaram a divulgar os canais pelos quais a renegociação deve ocorrer.

Os bancos procurados pelo g1 não informaram uma data para o início das operações. O acesso ao programa será feito pelos canais oficiais das instituições financeiras, como aplicativos, sites ou agências.

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Desenrola 2.0: governo publica regras para que bancos iniciem renegociação de dívidas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/05/2026 17:55

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,912-1,12%Dólar TurismoR$ 5,112-1,14%Euro ComercialR$ 5,745-1,12%Euro TurismoR$ 5,992-1,1%B3Ibovespa186.754 pts0,62%MoedasDólar ComercialR$ 4,912-1,12%Dólar TurismoR$ 5,112-1,14%Euro ComercialR$ 5,745-1,12%Euro TurismoR$ 5,992-1,1%B3Ibovespa186.754 pts0,62%MoedasDólar ComercialR$ 4,912-1,12%Dólar TurismoR$ 5,112-1,14%Euro ComercialR$ 5,745-1,12%Euro TurismoR$ 5,992-1,1%B3Ibovespa186.754 pts0,62%Oferecido por

O Ministério da Fazenda publicou nesta terça-feira (5) portaria que regulamenta a medida provisória que criou o Desenrola 2.0, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para reduzir o nível de endividamento dos brasileiros.

O texto, publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (5), traz os critérios de participação das instituições financeiras no programa, as condições para utilização dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e as normas operacionais para a transferência de recursos do orçamento ao Fundo Garantidor de Operações (FGO).

As instituições financeiras precisarão observar os percentuais de desconto, de acordo com a modalidade da operação e com a faixa de atraso, podendo variar de 30% a 90% (veja abaixo).

Os descontos, ainda de acordo com a portaria, terão que ser aplicados sobre o valor da dívida original.

A quitação das obrigações financeiras poderá ser feita com recursos próprios, por meio de concessão de nova operação de crédito, ou com dinheiro do FGTS.

🪪Cartão de crédito rotativo e cheque especial-40% para dívidas com atraso entre 91 e 120 dias;-45% para atrasos entre 121 e 150 dias;-50% para atrasos entre 151 e 180 dias; -55% para atrasos entre 181 dias e 240 dias; -70% para atrasos entre 241 dias e 300 dias; -85% para atrasos entre 301 e 370 dias; e-90% para atrasos entre 371 dias e 720 dias.

💳Cartão de crédito parcelado e crédito pessoal -30% para dívidas com atraso entre 91 e 120 dias; -35% para atrasos entre 121 e 150 dias;-40% para atrasos entre 151 e 180 dias;-45% para atrasos entre 181 e 240 dias;-60% para atrasos entre 241 e 300 dias;-75% para atrasos entre 301 e 360 dias; e -80% para atrasos entre 361 e 720 dias.

O governo liberou o uso de até 20% do FGTS para quitar ou para reduzir o tamanho das dívidas. Para isso, segundo a portaria do Ministério da Fazenda, a instituição financeira que desejar participar do programa deverá informar à Caixa Econômica Federal qual será a destinação do saldo disponível na conta do beneficiário.

Após essa comunicação, os recursos serão transferidos ao banco do cidadão que estiver em processo de renegociação de sua dívida. A Caixa terá até 30 dias para liberar o recurso, em uma operação, portanto, entre bancos.

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Governo eleva classificação indicativa do YouTube e cita ‘Novela das frutas’ ao apontar conteúdo violento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/05/2026 15:48

Tecnologia Governo eleva classificação indicativa do YouTube e cita 'Novela das frutas' ao apontar conteúdo violento Nova classificação aponta que o serviço não é indicado para menores de 16 anos; YouTube ainda pode recorrer. Por Darlan Helder, Fábio Amato — São Paulo e Brasília

O documento aponta presença de conteúdo prejudicial para menores e cita a "Novela das frutas” como exemplo.

O governo aumentou a classificação indicativa do YouTube de 14 para 16 anos após uma nota técnica do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) apontar a presença de conteúdo prejudicial para menores de idade na plataforma.

A mudança faz parte do ECA Digital e tem como objetivo indicar a faixa etária recomendada para o uso de serviços online (saiba mais abaixo).

➡️O que muda na prática? A medida indica que o YouTube não é recomendado para menores de 16 anos. O documento do MJSP determina que, onde quer que o serviço seja oferecido na internet, o selo de 16 anos deve estar visível, como nas lojas de aplicativos, e o usuário deve ser informado da classificação antes de acessá-lo.

Além de informar a nova faixa etária (16 anos), a plataforma deve indicar, junto da classificação, quatro tipos de conteúdo que justificam a nota: conteúdo sexual, drogas, violência extrema e linguagem imprópria.

'Novela das frutas' viralizou nos últimos meses nas redes sociais — Foto: Reprodução/YouTube

A nota técnica também afirma que a reclassificação tem caráter apenas informativo e não busca "impor censura ou proibição de exibição", o que significa que os conteúdos continuam disponíveis na plataforma.

O documento que reclassifica o YouTube cita a circulação de animações como um dos fatores para a revisão e menciona a "Novela das frutas", conteúdo feito com uso de IA que viralizou nos últimos meses, como exemplo.

Segundo o documento, esse tipo de vídeo tem aparência inofensiva, mas aborda temas como tráfico, violência doméstica e abuso, o que exige mais cuidado na classificação.

O YouTube, que pertence ao Google, pode recorrer da decisão em até dez dias após a publicação no Diário Oficial da União. O g1 entrou em contato com a empresa e aguarda resposta.

No início do ano, outras plataformas também foram reclassificadas: TikTok, Kwai e WhatsApp, por exemplo, passaram a ter classificação indicativa de 16 anos (veja a lista).

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Além dessas animações de IA, a nota técnica traz uma análise sobre conteúdos de violência no YouTube, com exemplos que vão de situações fictícias a cenas mais intensas.

O documento aponta a presença de imagens detalhadas de ferimentos, sangramentos, mutilações e execuções de personagens. Também cita o uso de recursos visuais, como câmera lenta e enquadramentos fechados, que podem aumentar o impacto dessas cenas.

“Cabe citar uma nova leva de animações que tem sido amplamente difundidas na plataforma, conhecida pelo público brasileiro como ‘novelas de frutas’. Os personagens são frutas e vegetais com características humanas, geralmente com aparência atrativa para o público infantojuvenil, com traços semelhantes aos de animações populares”, diz a nota.

“Contudo, as histórias apresentam temas complexos, como apelo sexual, violência doméstica, preconceito, assassinatos, estupros, tráfico de drogas e uso de entorpecentes”, completa o documento.

A mudança também afeta a estrutura do governo. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi transformada em agência reguladora e terá atribuições ligadas ao Estatuto Digital da Criança e do Adolescente.

O descumprimento das medidas pode levar a multas que vão de R$ 10 por usuário cadastrado na plataforma até um limite de R$ 50 milhões, dependendo da infração. As empresas também poderão ter as atividades suspensas temporária ou definitivamente.

Kwai: de 14 anos para 16 anosTikTok: de 14 anos para 16 anosInstagram: de 16 anos para 16 anosLinkedIn: de 12 anos para 16 anosWhatsApp: 12 anos para 14 anosX (Twitter): de 18 anos para 18 anosPinterest: de 12 anos para 16 anosMessenger: de 12 anos para 14 anosThreads: segue em 16 anosReddit: segue em 18 anosDiscord: segue em 18 anosPoosting: segue em 18 anosTwitch: segue em 18 anosSnapchat: 12 anos para 16 anosBluesky: segue em 18 anosQuora: de 12 anos para 18 anos

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Serasa aponta 82,8 milhões de endividados no Brasil; setor financeiro concentra 47% das dívidas, foco do Desenrola 2.0

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/05/2026 10:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,929-0,79%Dólar TurismoR$ 5,140-0,6%Euro ComercialR$ 5,768-0,73%Euro TurismoR$ 6,024-0,58%B3Ibovespa185.419 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 4,929-0,79%Dólar TurismoR$ 5,140-0,6%Euro ComercialR$ 5,768-0,73%Euro TurismoR$ 6,024-0,58%B3Ibovespa185.419 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 4,929-0,79%Dólar TurismoR$ 5,140-0,6%Euro ComercialR$ 5,768-0,73%Euro TurismoR$ 6,024-0,58%B3Ibovespa185.419 pts-0,1%Oferecido por

A Serasa Experian informou nesta terça-feira (9) que 82,8 milhões de brasileiros estavam endividados em fevereiro, o equivalente a 49% da população brasileira.

O órgão informou, ainda, que 47% dos débitos, que somaram R$ 5557,7 bilhões em fevereiro, estavam concentrados nas instituições financeiras, ou seja, são alvo do Desenrola 2.0 – programa do governo lançado nesta semana.

Levantamento do Serasa mostrou que 38% das dívidas com o setor financeiro refere-se ao desemprego ou perda de renda; 16% são relativas a gastos emergenciais, 13% estão ligadas à desorganização financeira, 10% ao apoio a familiares e amigos e 7% ao atraso no pagamento.

Segundo o Serasa, 21% das dívidas estão relacionadas com contas básicas, como contas de água, luz e gás. Outros 11,5% do endividamento são com o setor de serviços.

há 338,2 milhões de dívidas registradas;o valor médio de dívida por pessoa é de R$ 6.728,51o valor médio de cada dívida é de R$ 1.647,64

Bancos consultados pelo g1 informaram que vão aderir ao Novo Desenrola Brasil, mas ainda aguardavam definições operacionais para iniciar, de fato, a renegociação de dívidas. As instituições também ajustavam seus sistemas para viabilizar a implementação.

O programa visa objetivo de reduzir o endividamento das famílias e reorganizar o acesso ao crédito no país. A Medida Provisória que estabelece as regras foi publicada no fim do dia — e, com isso, já passou a valer.

Até então, os bancos procurados pelo g1 não tinham data definida para o início das operações e aguardavam o detalhamento para adaptar seus processos. O acesso ao programa será feito pelos canais oficiais das instituições financeiras, como aplicativos, sites ou agências.

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Tarifa Zero pode devolver R$ 45,6 bilhões ao bolso dos passageiros das capitais e regiões metropolitanas, aponta estudo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/05/2026 05:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1710,3%Euro ComercialR$ 5,810-0,03%Euro TurismoR$ 6,059-0,09%B3Ibovespa185.600 pts-0,92%MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1710,3%Euro ComercialR$ 5,810-0,03%Euro TurismoR$ 6,059-0,09%B3Ibovespa185.600 pts-0,92%MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1710,3%Euro ComercialR$ 5,810-0,03%Euro TurismoR$ 6,059-0,09%B3Ibovespa185.600 pts-0,92%Oferecido por

Estudo da UnB e da UFRJ aponta que a Tarifa Zero pode devolver R$ 45,6 bilhões ao bolso de passageiros de transporte público das capitais e regiões metropolitanas.

O levantamento faz parte da pesquisa “Tarifa Zero e suas possibilidades de expansão no Brasil”, divulgado nesta terça-feira (05).

Para chegar aos números, os pesquisadores cruzaram dados da Pesquisa Nacional de Mobilidade (PEMOB 2024), do IBGE e de operadoras de transporte coletivo.

O estudo compara o efeito da medida ao de grandes programas sociais como o Bolsa Família e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.

Usuários de transporte público nas capitais e regiões metropolitanas economizariam, juntos, R$ 45,6 bilhões por ano se pudessem circular de graça nos ônibus e metrôs. A conclusão é de um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Segundo o levantamento, sem essa despesa com passagem, os trabalhadores gastariam como outras coisas, como supermercados, farmácias e serviços locais, fazendo o dinheiro circular na economia.

O estudo, financiado pela Frente Parlamentar em Defesa da Tarifa Zero no Congresso Nacional, com o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo, faz parte da pesquisa “Tarifa Zero e suas possibilidades de expansão no Brasil”.

A pesquisa é coordenada pelo professor Thiago Trindade, do Instituto de Ciência Política da UnB, e foi divulgada nesta terça-feira (05). Uma das conclusões é que a medida vai além da mobilidade urbana e pode funcionar como instrumento de distribuição de renda, dinamização econômica e redução de desigualdades sociais.

Para chegar aos números, os pesquisadores cruzaram dados da Pesquisa Nacional de Mobilidade (PEMOB 2024), do IBGE e de operadoras de transporte coletivo, incluindo sistemas de ônibus e metroferroviários nas 27 capitais e suas regiões metropolitanas.

Se fossem incluídos R$ 14,7 bilhões, que é a estimativa das gratuidades já existentes para idosos, estudantes e pessoas com deficiência, por exemplo, o potencial bruto de injeção anual na economia com a Tarifa Zero seria de R$ 60,3 bilhões por ano.

"O valor certamente é ainda maior, porque nosso estudo só olha para as 27 capitais e seus sistemas metropolitanos de transporte”, disse Trindade.

O estudo compara o efeito da medida ao de grandes programas sociais como o Bolsa Família, que paga R$ 57,9 bilhões por ano aos beneficiários de capitais e regiões metropolitanas. Já a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil faz os trabalhadores economizarem R$ 25,4 bilhões.

De acordo com Trindade, o valor médio da passagem no país girava em torno de R$ 4,50 — número baseado em levantamento de 2024 da Associação Nacional dos Transportes Urbanos. “As pessoas economizariam entre R$ 8 e R$ 10 por dia, considerando a ida e volta. Mas essa é apenas uma estimativa, porque houve aumentos expressivos no começo do ano”, afirmou.

Além do impacto econômico, os pesquisadores destacam o caráter redistributivo da Tarifa Zero. O estudo aponta que o transporte pesa mais no orçamento das famílias de baixa renda, o que faz com que a gratuidade beneficie proporcionalmente mais a população vulnerável, moradores de periferias e a população negra.

O debate envolve também uma mudança cultural sobre o direito à mobilidade urbana. “Está muito enraizado na nossa cultura social que, para as pessoas se locomovam pela cidade, elas têm que pagar a tarifa. A gente criou uma lógica onde você só pode circular se tiver dinheiro”, disse Trindade.

Sem despesa com passagem, os trabalhadores gastariam com supermercados, farmácias e serviços locais, diz estudo. — Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Segundo ele, essa visão começou a mudar a partir de 2015, quando o transporte foi incluído como direito social na Constituição Federal, por meio de um a emenda da deputada Luiza Erundina (Psol/SP), devido às manifestações de junho de 2013. “A gente está vivendo um processo de mudança de chave no debate sobre o transporte público”, disse o pesquisador.

Mas ainda há resistência à política de Tarifa Zero. Na avaliação de Trindade, isso acontece por uma questão de interesse de classe e de controle social.

"É algo similar ao debate sobre o fim da escala 6 por 1. As classes mais ricas não gostam da ideia de que as pessoas pobres tenham liberdade de circulação pela cidade. A tarifa é um instrumento de controle social, porque quando você cobra, você impede milhões de pessoas de circularem, afirmou Trindade.

Um estudo anterior, divulgado em novembro de 2025, analisou as possíveis formas de financiamento da Tarifa Zero e apontou como alternativa a substituição do vale-transporte por uma contribuição das empresas, inspirada no modelo francês conhecido como Versement Mobilité.

Pela proposta, empresas de cidades com mais de 50 mil habitantes — cerca de 706 municípios —contribuiriam com um valor fixo mensal por funcionário. O modelo prevê isenção para empresas com até nove empregados, o que, segundo o estudo, beneficiaria cerca de 83% dos CNPJs do país.

Com uma contribuição estimada em cerca de R$ 250 por trabalhador, seria possível arrecadar aproximadamente R$ 80 bilhões por ano — valor suficiente para financiar a política sem necessidade de novos impostos ou recursos adicionais do governo.

O estudo também compara essa proposta com uma alternativa de gratuidade focalizada apenas para a população de baixa renda. Nesse cenário, atender cerca de 24 milhões de pessoas inscritas no CadÚnico custaria aproximadamente R$ 58 bilhões por ano — cerca de 75% do necessário para a implementação universal.

Apesar do custo menor, os pesquisadores destacam que a Tarifa Zero universal tem maior potencial de simplificação, inclusão e redução das desigualdades no acesso ao transporte público.

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Já posso renegociar dívidas no Desenrola 2.0? Bancos dizem que vão iniciar após ajustar operações

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/05/2026 00:55

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1710,3%Euro ComercialR$ 5,810-0,03%Euro TurismoR$ 6,059-0,09%B3Ibovespa185.600 pts-0,92%MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1710,3%Euro ComercialR$ 5,810-0,03%Euro TurismoR$ 6,059-0,09%B3Ibovespa185.600 pts-0,92%MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1710,3%Euro ComercialR$ 5,810-0,03%Euro TurismoR$ 6,059-0,09%B3Ibovespa185.600 pts-0,92%Oferecido por

Bancos consultados pelo g1 informaram que vão aderir ao Novo Desenrola Brasil, mas ainda aguardavam definições operacionais para iniciar, de fato, a renegociação de dívidas.

O programa foi lançado oficialmente pelo governo federal na manhã de segunda-feira (4), com o objetivo de reduzir o endividamento das famílias e reorganizar o acesso ao crédito no país.

A Medida Provisória que estabelece as regras foi publicada no fim do dia — e, com isso, já passou a valer.

Até então, os bancos procurados pelo g1 não tinham data definida para o início das operações e aguardavam o detalhamento para adaptar seus processos.

O acesso ao programa será feito pelos canais oficiais das instituições financeiras, como aplicativos, sites ou agências.

Bancos consultados pelo g1 informaram que vão aderir ao Novo Desenrola Brasil, mas ainda aguardavam definições operacionais para iniciar, de fato, a renegociação de dívidas. As instituições também ajustavam seus sistemas para viabilizar a implementação.

O programa foi lançado oficialmente pelo governo federal na manhã de segunda-feira (4), com o objetivo de reduzir o endividamento das famílias e reorganizar o acesso ao crédito no país. A Medida Provisória que estabelece as regras foi publicada no fim do dia — e, com isso, já passou a valer.

Até então, os bancos procurados pelo g1 não tinham data definida para o início das operações e aguardavam o detalhamento para adaptar seus processos. O acesso ao programa será feito pelos canais oficiais das instituições financeiras, como aplicativos, sites ou agências.

O g1 também entrou em contato com o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Nubank, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Já o Banco Inter informou estar em período de silêncio por causa de seu balanço financeiro e que, por isso, não poderia comentar.

O Novo Desenrola prevê a renegociação de dívidas com descontos e condições facilitadas de pagamento, incluindo juros menores. Podem aderir pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105. (leia mais abaixo)

A expectativa do governo é que até R$ 58 bilhões em débitos sejam renegociados, incluindo dívidas antigas e recentes.

O presidente Lula, acompanhado dos ministros Paulo Henrique Rodrigues, Miriam Belchior, Dário Durigan e Bruno Moretti, assina Medida Provisória que cria o Novo Desenrola Brasil. — Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

"O Itaú Unibanco trabalha na implementação do Novo Desenrola e, com a publicação da Medida Provisória, disponibilizará as ofertas de renegociação aos clientes elegíveis em todos os seus canais — Superapp, WhatsApp (11 4004 1144), site (itau.com.br/renegociacao) e parceiros credenciados de renegociação.

As condições de renegociação seguem os parâmetros estabelecidos pelo programa, sendo elegíveis pessoas físicas com renda de até cinco salários mínimos e dívidas de até R$ 15 mil em atraso entre 90 dias e dois anos, contratadas até 31 de janeiro de 2026, nas modalidades de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, com descontos que podem chegar a 90% do valor da dívida, juros de até 1,99% ao mês e prazo de pagamento de até 48 meses."

“O Santander considera positivas iniciativas que favoreçam a saúde financeira da população brasileira e informa que irá aderir ao Desenrola 2.0. O Banco está realizando os testes necessários para iniciar a oferta do serviço aos clientes o mais brevemente possível, dentro das condições definidas pelo Governo. A Instituição coloca seus canais à disposição dos clientes para atendimento e esclarecimento de eventuais dúvidas.”

"O Bradesco informa que vai aderir à nova fase do programa de renegociação de dívidas lançado hoje pelo governo federal, o Novo Desenrola Brasil. O banco está aguardando as autorizações do Fundo de Garantia de Operações (FGO) para iniciar as renegociações dentro do novo programa. Enquanto isso, clientes interessados podem realizar um pré-cadastro, mediante o preenchimento do formulário já disponível no portal https://renegocie.bradesco.com.br

Adicionalmente, o Bradesco disponibilizará um programa com condições próprias de renegociação para os clientes que não se enquadrem no programa do governo, seja por atraso menor ou maior do que o previsto ou por renda superior ao estabelecido como elegível. Com a iniciativa, o banco pretende ampliar os efeitos do processo de alívio do endividamento da população.

O Bradesco também irá habilitar os canais de atendimento telefônico e a rede de agências para oferecer suporte ao programa. Os demais clientes que não estiverem enquadrados no Desenrola 2 terão acesso a ofertas de renegociação disponíveis no mesmo portal."

"O BTG Pactual e o Banco Pan informam que irão aderir ao programa Desenrola 2.0. As instituições acompanham o andamento da medida provisória publicada hoje e a regulamentação do programa, e manterão seus clientes informados sobre prazos, funcionamento e critérios de adesão assim que houver definições adicionais."

"O C6 Bank confirma que vai aderir ao programa Novo Desenrola Brasil. Assim que estiverem devidamente estabelecidas as ferramentas tecnológicas (APIs) que permitem a conexão das instituições financeiras com o FGTS e o FGO, o C6 Bank oferecerá ao cliente a possibilidade de renegociação de dívida por meio do programa.

Os requisitos para aderir ao Novo Desenrola são os determinados pelo governo – a pessoa precisa ter renda de até 5 salários-mínimos (R$ 8.105) e dívidas, contratadas até 31 de janeiro de 2026, atrasadas entre 90 dias e 2 anos com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

O cliente que desejar renegociar dívidas e se enquadrar nessa faixa poderá procurar o banco nos canais oficiais de atendimento: no app ou no telefone (3003-6116 para capitais e regiões metropolitanas e 0800-660-6116 para demais localidades)."

Quem pode participarQuais são as frentes do programaQuais dívidas entram na renegociaçãoQuais são as condições oferecidasFGTS na renegociaçãoPequenas dívidasBloqueio em bets

Poderão participar do Desenrola Famílias todos os brasileiros endividados e que tenham renda máxima de até cinco salários-mínimos (R$ 8.105).

Além disso, estudantes que tenham dívidas em atraso há mais de 90 dias também poderão renegociar débitos por meio do Desenrola Fies.

O Desenrola 2.0 reúne diferentes iniciativas, cada uma voltada a um público específico. Entre elas estão:

Além disso, o pacote inclui mudanças nas regras do crédito consignado para aposentados, pensionistas do INSS e servidores públicos.

Contratadas até 31 de janeiro de 2026;Com atraso entre 90 dias e dois anos;Relacionadas a cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).

O programa prevê uma combinação de descontos, prazos alongados e juros limitados para facilitar a renegociação de dívidas. Na prática, a proposta tenta equilibrar duas frentes: reduzir o valor devido e tornar o pagamento possível dentro da renda do consumidor.

Descontos entre 30% e 90% sobre o valor da dívida;Parcelamento em até 48 meses;Prazo de até 35 dias para começar a pagar;A nova dívida renegociada não pode ultrapassar R$ 15 mil por CPF, por instituição financeira, já considerando os descontos aplicados;Juros de até 1,99% ao mês.

Pessoas com dívidas de até R$ 100 terão o nome retirado automaticamente dos cadastros de inadimplência. Quem renegociar também terá o nome limpo após o acordo.

O programa também prevê o bloqueio do CPF do beneficiário em plataformas de apostas por 12 meses, como forma de reduzir o risco de novo endividamento.

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Inadimplência cresce e afeta 12,3% das famílias; governo lança Desenrola 2.0 com ajuda para pagamento de dívidas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/05/2026 00:55

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1710,3%Euro ComercialR$ 5,810-0,03%Euro TurismoR$ 6,059-0,09%B3Ibovespa185.600 pts-0,92%MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1710,3%Euro ComercialR$ 5,810-0,03%Euro TurismoR$ 6,059-0,09%B3Ibovespa185.600 pts-0,92%MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1710,3%Euro ComercialR$ 5,810-0,03%Euro TurismoR$ 6,059-0,09%B3Ibovespa185.600 pts-0,92%Oferecido por

O percentual de famílias que não conseguem pagar dívidas em atraso chegou a 12,3% em março de 2026, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Confederação Nacional do Comércio (CNC).

O indicador mantém trajetória de alta nos últimos anos. Em março de 2023, era de 11,5%; em 2025, passou a 12,2%.

Ao mesmo tempo, o endividamento total das famílias também bateu recorde histórico e chegou a 80,4%, acima dos 77,1% registrados em março de 2025.

Diante desse quadro, o governo federal lançou o Desenrola 2.0, nova versão do programa de renegociação de dívidas com uso do FGTS.

O percentual de famílias que não conseguem pagar dívidas em atraso chegou a 12,3% em março, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Confederação Nacional do Comércio (CNC).

O indicador mantém trajetória de alta nos últimos anos. Em março de 2023, o índice era de 11,5%; em 2025, passou a 12,2%.

Ao mesmo tempo, o endividamento total das famílias bateu recorde e chegou a 80,4%, acima dos 77,1% registrados em março de 2025.

Apesar de uma leve melhora na comparação mensal, o nível de inadimplência segue elevado. Em março, 29,6% das famílias tinham contas em atraso, percentual superior ao de um ano antes, quando era de 28,6% .

A pesquisa é realizada mensalmente pela CNC com cerca de 18 mil consumidores nas capitais dos estados e no Distrito Federal.

Diante desse quadro, o governo federal lançou o Desenrola 2.0, nova versão do programa de renegociação de dívidas (leia mais abaixo).

O cartão de crédito saiu de 86% da principal fonte de endividamento em março de 2023, para 84,9% em março deste ano.

O movimento mais relevante no mesmo período está no avanço do crédito pessoal, cuja participação no total das dívidas subiu de 8,6% para 12,6%.

Quase 70% dos brasileiros têm dívidas; 41% não pagaram familiares e amigos após empréstimo, diz Datafolha

O mesmo acontece com crédito imobiliário, que saiu de 8,7% para 9,7%, e financiamento automotivo, que aumentou de 8,7% para 9,1%.

Ao mesmo tempo, houve mudanças no perfil dessas dívidas, com redução da parcela de atrasos muito longos e aumento dos prazos médios de pagamento. Ainda assim, o comprometimento da renda permanece elevado.

Em média, as famílias destinam 29,6% da renda mensal ao pagamento de dívidas e levam cerca de 7,2 meses para quitá-las, o que indica um ciclo prolongado de endividamento, segundo a CNC.

Nesse contexto, o Desenrola 2.0 foi apresentado como tentativa de conter o avanço da inadimplência. O programa prevê renegociação de dívidas com descontos que podem chegar a 90% e juros limitados a 1,99% ao mês.

Também permite o uso de até 20% do saldo do FGTS, ou um mínimo de R$ 1 mil, para pagamento de débitos. A iniciativa é voltada principalmente a trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos e inclui dívidas como cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e Fies.

Desenrola 2.0: governo vai usar dinheiro esquecido em bancos para garantir renegociação de dívidas

Para garantir que os recursos sejam usados na quitação de dívidas, o valor do FGTS será transferido diretamente ao banco credor. Quem aderir ao programa também ficará impedido de fazer apostas online por um ano.

A primeira edição do Desenrola, lançada em 2023, renegociou R$ 53,2 bilhões em dívidas de 15 milhões de pessoas.

Também houve a retirada de cerca de 10 milhões de registros negativos relacionados a débitos de até R$ 100. Segundo o governo, o programa ajudou a reduzir a inadimplência no período em que esteve ativo, mas o efeito perdeu força ao longo do tempo.

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Desenrola 2.0: FGTS também poderá ser usado para reduzir o tamanho das dívidas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/05/2026 00:55

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1710,3%Euro ComercialR$ 5,810-0,03%Euro TurismoR$ 6,059-0,09%B3Ibovespa185.600 pts-0,92%MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1710,3%Euro ComercialR$ 5,810-0,03%Euro TurismoR$ 6,059-0,09%B3Ibovespa185.600 pts-0,92%MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1710,3%Euro ComercialR$ 5,810-0,03%Euro TurismoR$ 6,059-0,09%B3Ibovespa185.600 pts-0,92%Oferecido por

Governo federal anuncia nova fase do Desenrola, programa para renegociação de dívidas — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O Novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas anunciado nesta segunda-feira (4) pelo governo federal, traz como novidade a possibilidade de os trabalhadores usarem parcela da sua poupança no FGTS não somente para quitar dívidas, mas também para reduzir seu endividamento.

O trabalhador poderá usar até 20% do saldo da conta ou até R$ 1 mil, o que for maior, para pagar parcial ou integralmente dívidas.

💰 Para garantir que os recursos serão mesmo usados para quitar dívidas, a Caixa Econômica Federal deverá transferir o dinheiro do FGTS direto para o banco em que o trabalhador tem débitos.

Antes de usar o FGTS, porém, o trabalhador deverá aderir ao programa de refinanciamento de sua dívida, em contaro com as instituições financeiras.

De acordo com o governo, essa regra tem como objetivo proteger o trabalhador, uma vez que obriga o banco a dar os descontos sobre a dívida original.

O Ministério da Fazenda informou que o programa entrou em vigor e os interessados poderão procurar seus bancos e instituições financeiras para a renegociação das dívidas com a publicação da Medida Provisória nesta segunda-feira (4).

O programa prevê a renegociação de dívida, com descontos, e a troca por uma dívida mais barata, tendo como público-alvo os brasileiros que ganham até cinco salários-mínimos, ou seja, R$ 8.105.

“Estamos falando de mais de 90% da população. Estamos falando da classe média. Se incluir mais gente, vai colocar pouca gente a mais com dívidas muito grandes”, disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Segundo ele, a expectativa é de que sejam renegociados até R$ 58 bilhões em dívidas antigas e novas.

Será possível negociar dívidas do cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), adiantou, na última semana, o presidente Lula.

➡️Os juros serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com descontos de 30% a 90% no valor principal da dívida. Os descontos variarão de acordo com a linha de crédito e com o prazo. Será disponibilizada uma calculadora para os trabalhadores saberem o desconto.

Há 3 horas Minas Gerais Fernando Moreira Souto deixa esposa e dois filhosHá 3 horasPiloto de avião, que também morreu em acidente, era do PRHá 3 horas3ª vítima de acidente era empresário e tinha 50 anosHá 3 horas’Estava com vocês’: amigo mostra mensagem trocada com vítima antes de queda

Há 28 minutos Minas Gerais Entenda ponto a ponto do acidenteHá 28 minutosMinas GeraisVeja ANTES e DEPOIS de prédio atingido por avião em Belo Horizonte

Há 27 minutos Minas Gerais Processo suspenso há 13 anosSTF marca para quarta-feira retomada do julgamento dos royalties do petróleo

Há 3 horas Jornal Nacional Novo critério rompe com conceito mundial, diz ex-ANP sobre mudar divisão dos royaltiesHá 3 horasPrograma para endividadosO que é? Quem pode? Como contratar? Saiba tudo sobre novo ‘Desenrola’

Há 4 horas Economia Mulheres de baixa renda e com dívida no cartão: o raio-x dos endividados no BrasilHá 4 horas5 salários mínimosPessoas que ganham até R$ 8.105 por mês podem renegociar dívidas

Há 13 horas Economia Programa será dividido em 4 categorias; entendaHá 13 horas’Dinheiro esquecido’ será usado para garantir renegociaçãoHá 13 horasGoverno reduz para 40% margem do consignado de aposentadosHá 13 horasChuvas pelo paísBebê de 3 meses e irmão, de 2 anos, são resgatados do meio da água em PE

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Cinco pontos sobre o Novo Desenrola, pacote de medidas para reduzir o endividamento lançado pelo governo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 14:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,31%Dólar TurismoR$ 5,1630,16%Euro ComercialR$ 5,809-0,06%Euro TurismoR$ 6,052-0,2%B3Ibovespa185.692 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,31%Dólar TurismoR$ 5,1630,16%Euro ComercialR$ 5,809-0,06%Euro TurismoR$ 6,052-0,2%B3Ibovespa185.692 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,31%Dólar TurismoR$ 5,1630,16%Euro ComercialR$ 5,809-0,06%Euro TurismoR$ 6,052-0,2%B3Ibovespa185.692 pts-0,87%Oferecido por

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta segunda-feira (4/5) a Medida Provisória do Novo Desenrola Brasil, pacote de medidas para a renegociação de dívidas, também chamado de Desenrola 2.0.

Em março, o Brasil atingiu 82,8 milhões de endividados, o maior número de inadimplentes em toda a série histórica da avaliadora de crédito Serasa.

Uma das medidas será liberar parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para que trabalhadores possam quitar suas dívidas.

O público-alvo do programa são aqueles ganham até cinco salários-mínimos mensais, ou seja, R$ 8.105.

Em março, o Brasil atingiu 82,8 milhões de endividados, o maior número de inadimplentes em toda a série histórica da avaliadora de crédito Serasa — Foto: Getty Images via BBC

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta segunda-feira (4/5) a Medida Provisória do Novo Desenrola Brasil, pacote de medidas para a renegociação de dívidas, também chamado de Desenrola 2.0.

Em março, o Brasil atingiu 82,8 milhões de endividados, o maior número de inadimplentes em toda a série histórica da avaliadora de crédito Serasa.

"Estamos tentando encontrar uma fórmula de tirar a corda do pescoço dessa gente", disse Lula, no lançamento do programa, mencionando que parte da população se endividou durante a pandemia de covid-19 e ainda não conseguiu se livrar da dívida.

Uma das medidas será liberar parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para que trabalhadores possam quitar suas dívidas.

O público-alvo do programa são aqueles ganham até cinco salários-mínimos mensais, ou seja, R$ 8.105.

Podem entrar na renegociação dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

Desenrola 2.0: programa prevê desconto de dezenas de bilhões de reais para devedores do FiesDesenrola 2.0: estudantes do Fies podem ter descontos de até 99% com novo programa; veja regras'Desenrola 2.0': dívidas de até R$ 100 serão desnegativadas pelos bancos

A primeira etapa do Desenrola Brasil começou em julho de 2023 para quem tinha débitos com bancos e renda mensal bruta de até R$ 20 mil.

Agora, além da mudança de faixa salarial do público-alvo, uma das novidades será a possibilidade de usar parte do FGTS para quitar a dívida.

Pelas regras, o trabalhador poderá usar 20% do saldo da conta para pagar parcial ou integralmente dívidas.

Para garantir que os recursos serão mesmo destinados à quitação das dívidas, a Caixa Econômica Federal deverá fazer a transferência do FGTS direto para o banco em que o trabalhador tem débitos.

Os descontos para a renegociação das dívidas vão de 30 a 90%, de acordo com a linha de crédito e o prazo. A taxa de juro máxima é de 1,99% ao mês e haverá até 48 meses de prazo para pagar.

O limite da nova dívida (após descontos) é, no máximo, R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira. E cabe aos bancos aderirem ou não ao programa.

O programa também prevê contrapartidas: o endividado terá o CPF bloqueado em casas de apostas por 12 meses.

Para oferecer garantias às instituições financeiras que participarem do programa, o governo prevê utilizar recursos do Fundo de Garantia de Operações (FGO)

Para isso, o governo deve fazer um aporte de R$ 5 bilhões, que serão somados aos R$ 2 bilhões que já estão disponíveis no fundo. Além disso, serão utilizados entre R$ 5 e R$ 8 bilhões em recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos.

Esses recursos esquecidos — ou não resgatados — estão atualmente disponíveis na tesouraria das instituições financeiras, como devolução de tarifas cobradas indevidamente e não resgatadas, contas pré- ou pós-pagas encerradas com saldo, entre outras.

O Ministério da Fazenda vai publicar um edital para que interessados possam reclamar os recursos no período de 30 dias. Os recursos não reclamados serão utilizados para o FGO.

Na primeira edição do Desenrola, anunciado em 2023 e que durou até maio de 2024, foram renegociados R$ 53,2 bilhões em empréstimos de 15 milhões de pessoas.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, esta edição do Desenrola foi dividida em quatro categorias voltadas para famílias, estudantes — por meio do Financiamento Estudantil (FIES) — empresas e agricultores rurais.

Dívidas vencidas e não pagas há mais de 90 dias: se o pagamento for à vista, desconto de 12% da dívida, além de desconto da totalidade dos juros e multas.

Para pagamentos parcelados, é possível dividir em até 150 vezes e obter desconto da totalidade dos juros e multas.

Dívidas vencidas e não pagas há mais de 360 dias de estudantes fora do CadÚnico: desconto de até 77% do valor total da dívida, dos juros e multa, com liquidação integral do saldo devedor.

Dívidas vencidas e não pagas há mais de 360 dias de estudantes do CadÚnico: desconto de até 99% do valor total da dívida, dos juros e multa, com liquidação integral do saldo devedor.

Para as microempresas com faturamento anual de até R$ 360 mil, o programa concederá carência para o início do pagamento das parcelas de até 24 meses. Anteriormente, esse prazo era de 1 ano.

O prazo máximo da quitação da dívida subiu de 72 para 96 meses e a tolerância no atraso para concessão de novos créditos, de 14 para 90 dias.

Haverá também o aumento do valor total do crédito, de 30% do faturamento (com teto de R$ 150 mil) para 50% (com novo teto em R$ 180 mil).

Para empresas lideradas por mulheres, o limite sobe de 50% do faturamento para 60% (com novo teto em R$ 180 mil).

Para atender micro e pequenas empresas, ou seja, empresas com faturamento anual até R$ 4,8 milhões por ano, as alterações são as mesmas, com a diferença do aumento do valor total do crédito, de R$ 250 mil para R$ 500 mil.

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‘Desenrola 2.0’: dívidas de até R$ 100 serão desnegativadas pelos bancos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 13:03

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1610,12%Euro ComercialR$ 5,8120,01%Euro TurismoR$ 6,054-0,17%B3Ibovespa186.200 pts-0,6%MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1610,12%Euro ComercialR$ 5,8120,01%Euro TurismoR$ 6,054-0,17%B3Ibovespa186.200 pts-0,6%MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1610,12%Euro ComercialR$ 5,8120,01%Euro TurismoR$ 6,054-0,17%B3Ibovespa186.200 pts-0,6%Oferecido por

Por Aline Freitas, Alexandro Martello, Kellen Barreto, Mariana Assis, Thiago Resende, g1 e TV Globo — Brasília

O "Novo Desenrola Brasil", anunciado pelo governo federal nesta segunda-feira (4), prevê que as instituições financeiras vão desnegativar devedores com dívidas de até R$ 100.

Ou seja, esses devedores não estarão mais com o "nome sujo". A medida foi anunciada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Segundo ele, o programa é favorável para os bancos que as dívidas sejam renegociadas porque passam a receber um dinheiro que antes não receberiam.

O "Novo Desenrola Brasil", anunciado pelo governo federal nesta segunda-feira (4), prevê que as instituições financeiras vão desnegativar devedores com dívidas de até R$ 100. Ou seja, eles não estarão mais com o "nome sujo".

Atualização: anteriormente, o ministro da Fazenda Dario Durigan falou, durante o lançamento do programa, que as dívidas de até R$ 100 seriam perdoadas. Mais tarde, porém, a informação foi corrigida pelo Secretário do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron. Ele afirmou que o nome dos devedores serão apenas desnegativados. Ou seja, a dívida continua válida, mas o devedor não ficará mais com o nome sujo.

Destinar à educação financeira o equivalente a 1% do valor que for renegociado;Proibir o envio de recursos a casas de apostas via cartão de crédito, crédito parcelado, pix crédito e pix parcelado;

Segundo o ministro, é favorável para os bancos que as dívidas sejam renegociadas porque passam a receber um dinheiro que antes não receberiam. Por conta disso, as instituições financeiras enfrentam contrapartidas com o programa.

O "Novo Desenrola Brasil", também chamado de "Desenrola 2.0", consiste em um pacote de medidas para reduzir o endividamento da população brasileira — que está em níveis historicamente elevados.

Uma delas é a liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para que trabalhadores possam quitar suas dívidas.

O programa tem como público-alvo os brasileiros que ganham até cinco salários-mínimos, ou seja, R$ 8.105.

A medida provisória (MP) foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta manhã, com previsão de publicação ainda nesta segunda em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

Pelas regras, será possível usar até 20% do saldo disponível do FGTS, ou até R$ 1 mil (o que for maior), para pagar débitos.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o programa foi dividido em quatro categorias voltadas para:

"Desenrola família é a principal linha, com simplificação. Quem tem renda até cinco salários mínimos vai ter acesso franqueado. Seja do cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal, procure seu banco", afirmou o ministro.

💰 Para garantir que os recursos serão mesmo usados para quitar dívidas, a Caixa deverá transferir o dinheiro do FGTS direto para o banco em que o trabalhador tem débitos.

Será possível negociar dívidas do cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), adiantou, na última semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

➡️Os juros serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com descontos de 30% a 90% no valor principal da dívida. Os descontos variarão de acordo com a linha de crédito e com o prazo. Será disponibilizada uma calculadora para os trabalhadores saberem o desconto.

O governo pretende usar um fundo com recursos públicos para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, o dinheiro da União vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito.

Para formar esse fundo, o governo buscará de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões em recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos. Também será realizado um novo aporte de até R$ 5 bilhões pelo governo.

Também ficou definido que quem renegociar a dívida dentro do programa ficará impedido de fazer apostas em jogos online por um ano.

"É maravilhoso que a gente queira comprar alguma coisa, mas é importante que façam suas dividas mas não percam de vista suas condições de pagamento", afirmou Lula durante coletiva.

"Estamos  tentando corrigir, e já fizemos outras vezes. Esse país vem se endividando há muito tempo, a Covid também fez as pessoas se endividarem por necessidade mesmo. Estamos tentando uma fórmula de tirar a corda do pescoço dessa gente, para respirar normal, voltar a sonhar, e ter o nome limpo na praça", prosseguiu o presidente.

Estudo mostra que primeira edição do Desenrola reduziu inadimplência das famílias de baixa renda de forma relevante, mas efeito se dissipou após 18 meses — Foto: Ministério da Fazenda

O detalhamento do programa ocorre em um momento em que o governo federal busca reforçar agendas de impacto direto no cotidiano da população em meio a um cenário político adverso no Congresso e à aproximação das eleições de 2026.

Após uma sequência de derrotas no Legislativo e com dificuldades para avançar em pautas estruturais, a estratégia do Planalto tem sido apostar em medidas econômicas de execução mais rápida e com efeito perceptível sobre renda, crédito e consumo.

Programas voltados à renegociação de dívidas e à retirada de restrições no CPF são avaliados internamente como instrumentos capazes de recuperar apoio entre eleitores mais afetados pelo endividamento, reduzir a dependência de negociações no Parlamento e fortalecer a narrativa de reconstrução econômica e social que o governo pretende apresentar no ciclo eleitoral.

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