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Soterrados por juros: como 30% das famílias no Brasil já não conseguem pagar suas dívidas?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/05/2026 02:49

Soterrados por juros: como 30% das famílias no Brasil já não conseguem pagar suas dívidas? No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

Ter dívidas faz parte da vida financeira da maioria das pessoas. O problema começa quando elas deixam de ser pagas e viram inadimplência — sinal de que a dívida cresceu além da capacidade de pagamento, seja por juros altos, prazos curtos, imprevistos ou queda de renda.

Esse desequilíbrio já afeta mais do que as famílias. Com muitos atrasos, a inadimplência tende a encarecer o crédito, desacelerar a economia e dificultar contratações.

No VÍDEO ACIMA, Renata Ribeiro conta como esse processo já leva 3 de 10 famílias brasileiras a não conseguir pagar as parcelas de suas dívidas.

Sair desse ciclo exige estratégia, como priorizar dívidas caras, renegociar e evitar novos compromissos.

Neste vídeo, você vai entender os riscos da inadimplência e como escapar da bola de neve. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

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Mais crédito, renegociação de dívidas e prazo ampliado: como funciona o Desenrola 2.0 para empresas

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 09/05/2026 00:53

Empreendedorismo Guia do empreendedor Mais crédito, renegociação de dívidas e prazo ampliado: como funciona o Desenrola 2.0 para empresas Nova fase do programa inclui empresas e permite renegociar dívidas com mais prazo, carência ampliada e crédito facilitado. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

O Novo Desenrola Brasil, lançado pelo governo federal nesta semana, cria novas formas de renegociação de dívidas, amplia prazos de pagamento e facilita o acesso ao crédito para pequenos negócios. Nesta nova fase, o programa passa a atender também empresas.

Segundo o governo, o endividamento elevado afeta o consumo e compromete a atividade produtiva quando atinge pequenos negócios. Esse grupo concentra a maior parte dos empregos no país e costuma enfrentar mais dificuldades para acessar crédito em momentos de aperto financeiro.

O Desenrola Empresas opera a partir de mudanças em políticas já existentes, principalmente no Pronampe e no Procred, que passam a ter regras mais flexíveis, prazos maiores e maior tolerância a atrasos.

A mudança inclui negócios negativados ou com pequenos atrasos, possibilitando a troca de dívidas de curto prazo e juros elevados por financiamentos mais fáceis de administrar.

📎 O público-alvo inclui microempresas, empresas de pequeno porte e microempreendedores individuais, dentro dos limites de faturamento estabelecidos em lei. As condições de acesso variam de acordo com o porte do negócio.

Para negócios com faturamento anual de até R$ 360 mil, atendidas principalmente pelo Procred, o novo Desenrola prevê mudanças na estrutura dos financiamentos.

Uma das principais alterações é a ampliação do prazo de carência, período em que a empresa ainda não começa a pagar as parcelas. Esse intervalo passa de até 12 para até 24 meses, criando uma margem maior para que o empreendedor reorganize as finanças.O prazo total do financiamento também foi ampliado. Antes limitado a 72 meses, agora pode chegar a 96 meses. Com isso, o valor das parcelas é diluído ao longo do tempo, reduzindo a pressão mensal sobre o caixa do negócio.Outro ponto é o aumento da tolerância a atrasos. Pelas regras anteriores, empresas com mais de 14 dias de atraso já encontravam obstáculos para contratar novas operações. Com o novo Desenrola, o limite passa a ser de 90 dias, levando em conta que oscilações temporárias de caixa são comuns entre pequenos negócios.O limite de crédito disponível também foi ampliado. O teto deixa de ser 30% do faturamento anual e passa para 50%, com valor máximo de R$ 180 mil por empresa.

👩🏻‍💼 No caso de microempresas comandadas por mulheres, esse percentual pode chegar a 60% do faturamento, como forma de incentivo ao empreendedorismo feminino.

Para micro e pequenas empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões, as mudanças se concentram no Pronampe, linha criada durante a pandemia e que se consolidou como uma das principais fontes de crédito para esse segmento.

O prazo de carência foi ampliado para até 24 meses, e o prazo máximo de pagamento passou de 72 para 96 meses. A proposta é dar fôlego para que empresas endividadas consigam se reorganizar antes de retomar os desembolsos.A tolerância a atrasos também foi ampliada, passando de 14 para 90 dias. A medida evita o bloqueio automático do acesso ao crédito em situações de dificuldade financeira temporária.Outra mudança é o aumento do limite máximo de crédito, que sobe de R$ 250 mil para R$ 500 mil.

Segundo o governo, a intenção é ampliar o acesso a recursos para capital de giro e criar condições para que empresas substituam dívidas mais caras, como cheque especial empresarial ou empréstimos de curto prazo, por financiamentos com juros menores e prazos mais longos.

Um dos principais elementos do Desenrola Empresas é o uso do Fundo Garantidor de Operações (FGO). O fundo funciona como uma proteção para os bancos, ao assumir parte das perdas em caso de inadimplência. Com isso, o risco das operações diminui.

Com menor risco, as instituições financeiras conseguem oferecer juros mais baixos e prazos mais longos, mesmo para empresas com histórico recente de atrasos ou com restrições no nome.

Esse modelo diferencia o novo Desenrola de uma renegociação comum entre banco e cliente. Ao assumir parte do risco, o governo tenta ampliar o acesso ao crédito para quem enfrenta mais barreiras no mercado.

As empresas interessadas não precisam acessar um site do governo nem se cadastrar em uma plataforma centralizada. O acesso ocorre diretamente nas instituições financeiras participantes, pelos canais habituais de crédito.

Cabe ao banco verificar se a empresa se enquadra nos critérios, como faturamento, programa aplicável e tipo de operação, e apresentar as condições previstas nas novas regras.

O governo não renegocia as dívidas diretamente, mas estabelece os parâmetros para que esse redesenho do crédito seja feito.

No caso dos microempreendedores individuais, a situação pode variar. Dependendo do tipo de dívida, o MEI pode acessar tanto as condições destinadas a pessoas físicas quanto as linhas voltadas a empresas, desde que cumpra os critérios de cada frente.

Além da linha empresarial, o programa mantém frentes voltadas às famílias, com renegociação de dívidas de consumo e descontos que podem chegar a 90%, aos estudantes com débitos do Fies, com abatimentos que podem alcançar 99% para inscritos no CadÚnico, e aos agricultores familiares, com a prorrogação do Desenrola Rural até 2026.

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Influenciadora em ética de IA tem redes sociais derrubadas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/05/2026 12:47

Tecnologia Influenciadora em ética de IA tem redes sociais derrubadas Catharina Doria, 27 anos, com quase 600 mil seguidores, viu duas de suas contas serem suspensas e teme perder conta principal; empresa não se manifesta sobre motivo e não esclarece se decisão contou com revisão humana. Por BBC

Catharina Doria viralizou com vídeos em que fala sobre cuidados com a inteligência artificial — Foto: Arquivo Pessoal via BBC

Catharina Doria construiu uma audiência de quase 600 mil seguidores no Instagram e em outras redes sociais ao explicar, em vídeos curtos, como diferenciar uma imagem real de uma criada por inteligência artificial.

Ensinou também por que pais devem evitar postar fotos dos filhos em redes sociais e alertou sobre outras questões envolvendo a tecnologia (leia aqui entrevista da BBC News Brasil com a influenciadora).

E pode ter sido justamente o tema central de seu trabalho — os limites da decisão automatizada — que a levou a perder duas de suas contas na rede social nas últimas semanas, sob a justificativa de violar diretrizes da Meta, empresa responsável pela rede social.

"E parece tragicômico que eu sou especialista em IA ética e uma IA possa destruir a minha vida. Influencer de IA ética é banida por IA", disse à BBC News Brasil.

No fim de março, Catharina adotou Miss Petunia, uma cadela resgatada de maus-tratos, e, a pedido dos seguidores, criou um perfil dedicado ao animal: @misspetuniathechi. Segundo ela, a conta foi suspensa no mesmo instante em que foi criada, antes de qualquer publicação, foto de perfil ou biografia.

"No momento em que eu cliquei para criar a conta, eu recebi uma notificação de que a minha conta tinha sido banida por ir contra as diretrizes da comunidade", relata. "Mas não deu nem tempo de postar uma foto, nem nada. É como se a conta tivesse nascido morta."

Ela encaminhou à reportagem da BBC Brasil a cópia de um e-mail que contou ter recebido do Instagram, que diz que a conta foi suspensa por violar as "Community Standards on account integrity" ("Diretrizes da comunidade sobre integridade de conta").

Catharina diz ter aberto recurso e enviado um documento de identidade, como solicitado pela plataforma. Mas conta que recebeu nova mensagem do Instagram dizendo que o documento havia sido recusado, sem detalhar o motivo, e pedindo o reenvio. Em seguida, a conta foi desativada.

Em maio, o Instagram informou a ela que uma segunda conta sua havia sido suspensa: a do @theaisurvivalclub, comunidade que ela mantém para discutir letramento crítico em inteligência artificial.

"Trabalho com isso, é minha fonte de renda, é minha fonte de credibilidade. Saber que uma inteligência artificial pode acabar com o meu salário, acabar com o meu ganha-pão, acabar com tudo, é assustador."

A conta principal, @cahdoria, segue ativa, mas ela teme que também seja derrubada pelas regras que contou ter recebido na resposta da Meta.

Procurada, a Meta disse que não iria se manifestar. A empresa não respondeu se houve revisão humana da decisão.

"A nossa expectativa é que, ao menos, a gente saiba o motivo (da suspensão) e que, sabendo, a gente tenha o direito de questionar", diz o advogado e pesquisador de Harvard Caio Vieira Machado.

"O algoritmo deles pode ter detectado algo estranho e, a partir disso, ter sinalizado que a conta, de repente, está espalhando um conteúdo de nudez, espalhando desinformação, espalhando alguma informação política que não interessa à plataforma, alguma visão mais delicada ou polarizada, por exemplo", afirma.

"Ou o contrário: às vezes alguma coisa que esteja gerando polêmica pode ser amplificada pelo algoritmo."

Segundo o pesquisador, o primeiro problema é que o usuário "está recebendo um serviço que é inconstante" e "não é informado de como isso funciona com relação à transparência dos algoritmos. A gente sequer tem uma condição boa da qualidade do algoritmo".

Como esses sistemas operam em escala global, diz, eventuais erros se multiplicam: "Sabendo que essas tecnologias erram, e erram em escala — pensa quantos bilhões de publicações acontecem todos os dias —, 1% se for o erro, é uma escala de milhões."

Por isso, afirma, a saída esperada é a revisão humana. "Em muitos casos pode ser que o modelo simplesmente tenha interpretado errado. Falsos positivos."

Ele cita um artigo da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que prevê que qualquer cidadão pode pedir que decisões automatizadas que afetem seus interesses sejam revistas por uma pessoa.

Na prática, porém, esses revisores são "exércitos de pessoas contratadas por essas empresas, pagas um valor irrisório, com publicações aos milhares por dia para avaliar", afirma o advogado. "Eles têm poucos segundos para avaliar o que está lá."

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Líder do governo diz que Senado deve votar ainda em maio projeto das terras raras, assunto entre Lula e Trump

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/05/2026 18:47

Política Líder do governo diz que Senado deve votar ainda em maio projeto das terras raras, assunto entre Lula e Trump Após aprovação na Câmara, Lula ligou para Motta e para relator na Casa para agradecer; setor quer modificar regras sobre Conselho durante tramitação no Senado. Por Elisa Clavery, Marina Franceschini, GloboNews — Brasília

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse que o Senado deve avançar rápido com a tramitação do projeto de lei que cria um marco legal dos minerais críticos e das terras raras. Segundo o parlamentar, a proposta deve ser votada ainda em maio.

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O texto, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) e medidas de estímulo ao setor no Brasil, foi aprovado na noite desta quarta-feira (6) na Câmara dos Deputados. O presidente Lula disse que falou sobre a proposta com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em encontro nesta quinta-feira (7).

"Disse ao presidente [Donald] Trump que não só fizemos uma coisa extraordinária aprovando na Câmara ontem a lei sobre a questão dos minerais críticos, como a aprovação de um Conselho sob a coordenação da Presidência da República, tratando a questão dos minerais críticos como uma questão de soberania nacional", afirmou Lula em entrevista coletiva após o encontro com Trump.

O governo chegou a pedir ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que o projeto fosse aprovado antes do encontro entre o presidente brasileiro e o presidente dos Estados Unidos.

Após a aprovação na Câmara, Lula ligou para Motta e, na sequência, para o relator da matéria na Câmara, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), para agradecer pela votação e elogiar o texto aprovado. Lula tinha acabado de chegar nos Estados Unidos quando fez a ligação.

Câmara aprovou projeto em sessão nesta quarta-feira (6) — Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Pouco antes da votação, durante um evento de comemoração aos 200 anos da Câmara dos Deputados, Arnaldo Jardim conversou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que se comprometeu a dar prioridade ao assunto na outra Casa.

Senadores ouvidos pela GloboNews avaliam que o assunto deve, sim, ter tramitação acelerada no Senado, já que existe um entendimento de que o assunto está "acima de governo" e "é interesse de todos".

O presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Pablo Cesário, elogiou a aprovação e disse que a proposta traz importantes medidas de apoio à industrialização – como crédito ao setor e a criação de um fundo de garantia para incentivar o processamento de minérios no país.

"[As medidas de apoio] Estão aquém do que o mundo está fazendo, mas antes não tínhamos nada", disse à GloboNews. "Governo e oposição concordando num tema ultra complexo, isso é coisa de país maduro."

Contudo, Cesário diz que o setor deve trabalhar para fazer algumas modificações no Senado – em especial, mudanças no Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), vinculado à Presidência da República.

🔎Pelo texto, o órgão será composto por 15 integrantes do Poder Executivo, além de representantes dos estados, municípios, do setor privado e de instituições de ensino superior. A proposta aprovada estabelece que o conselho será responsável por homologar a venda de mineradoras em áreas de minerais críticos e estratégicos, além de acordos e contratos internacionais.

Na Câmara, o relator já havia feito uma concessão ao setor de mineração e trocou a exigência de análise prévia das negociações por uma homologação posterior.

A chancela do órgão é considerada uma medida importante, tanto para o governo quanto para o relator, para garantir os princípios de soberania nacional.

Já o presidente do Ibram avalia que a medida traz uma intervenção do estado no mercado de mineração. Segundo ele, é preciso estabelecer critérios para uma eventual negativa do conselho.

"Não pode ser à vontade de quem está lá [no conselho]", disse. "Os governos duram quatro anos, projeto de mineração nunca levam menos de 10 anos."

Outro ponto que o setor acredita que precisa ser modificado no Senado é o período de caducidade – ou seja, o prazo de autorização de pesquisa em áreas de minerais críticos a partir da licença de alvará.

A primeira versão do relatório falava em um período de cinco anos, mas após pressão do setor Arnaldo Jardim ampliou para 10 anos.

O presidente do Ibram defende que não haja prazo e argumenta que, muitas vezes, os projetos de mineração demoram por razões que não estão no controle do minerador – por exemplo, autorizações ambientais. Ainda segundo ele, o Código de Mineração já tem mecanismos para evitar a procrastinação deliberada na exploração das áreas.

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Caso Master: após ter detectado ‘indícios de vantagens indevidas’ a servidores, Banco Central publica novo plano de integridade

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/05/2026 10:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,912-0,18%Dólar TurismoR$ 5,116-0,08%Euro ComercialR$ 5,781-0,01%Euro TurismoR$ 6,0340,08%B3Ibovespa184.810 pts-1,53%MoedasDólar ComercialR$ 4,912-0,18%Dólar TurismoR$ 5,116-0,08%Euro ComercialR$ 5,781-0,01%Euro TurismoR$ 6,0340,08%B3Ibovespa184.810 pts-1,53%MoedasDólar ComercialR$ 4,912-0,18%Dólar TurismoR$ 5,116-0,08%Euro ComercialR$ 5,781-0,01%Euro TurismoR$ 6,0340,08%B3Ibovespa184.810 pts-1,53%Oferecido por

O Banco Central (BC) publicou nesta quinta-feira (7) o "Plano de Integridade para o ciclo 2026-2027", no qual a autoridade monetária "reafirma a integridade como um dos valores centrais da instituição".

Esse pilar é destacado ao lado de vários outros. São eles: excelência, foco em resultados, cooperação, abertura para mudanças, sustentabilidade e diversidade, além da empatia.

O plano foi lançado após a instituição ter identificado, em março deste ano, indícios de "vantagens indevidas" recebidas por dois servidores da instituição.

Eles foram alvos de operação da Polícia Federal (PF) que prendeu Daniel Vorcaro, dono do banco Master (leia mais abaixo).

Os dois servidores foram afastados naquele momento. Paulo Sérgio Neves de Sousa é ex-diretor de fiscalização do BC, e Bellini Santana, é ex-chefe de departamento da área responsável pela supervisão bancária.

Ambos são investigados por suspeita de atuação inadequada na supervisão do Master antes da liquidação do banco, ocorrida após o agravamento da crise da instituição, no fim de 2025.

Nesta quinta, o BC avaliou que a integridade deve ser entendida como a atuação pautada pela ética, transparência e priorização do interesse público.

E que isso vem sendo fortalecido por meio de uma governança sólida e da implementação de políticas institucionais relevantes, como a atualização da Política de Transparência do Banco Central e da Política de Conformidade (Compliance).

"Nesse contexto, a gestão da integridade abrange a prevenção, a detecção, a responsabilização e a remediação de fraudes e atos de corrupção, bem como a promoção e a observância de valores, normas e princípios orientados à proteção do interesse público e ao respeito a direitos", acrescentou o BC.

Tendo por base aprendizados do ciclo anterior, de acordo com a instituição, o novo plano de integridade prevê 36 ações distribuídas em sete eixos temáticos.

transparência;ética;comunicação e treinamento;práticas de integridade nos processos de trabalho;tratamento de denúncias; responsabilização; e monitoramento contínuo.

"O novo plano dá especial atenção ao avanço na adoção de medidas de tratamento a riscos de integridade, à capacitação de servidores, ao aprimoramento do tratamento de denúncias, ao fortalecimento dos procedimentos de responsabilização e à incorporação de ações voltadas à diversidade, equidade, inclusão e ao enfrentamento do assédio e da discriminação", informou o Banco Central.

De acordo com o Banco Central, há regras relacionadas com cuidados no relacionamento interpessoal, prevenção de conflito de interesses, deveres e obrigações dos servidores.

Conscientizar a comunidade do BC quanto à importância de manter padrões adequados de respeito e decoro nas interações, especialmente em ambientes corporativos virtuais.Divulgar orientações relacionadas à prevenção de conflito de interesses no exercício de atividades profissionais paralelas por meio de cartilha.Promover maior conhecimento dos deveres e proibições a que estão sujeitos os servidores do BC, com vistas a fortalecer a cultura de integridade da instituição, com a elaboração de perguntas e respostas sobre deveres e proibições.

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Países da UE concordam em banir ferramentas de IA usadas para criar imagens sexuais falsas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/05/2026 08:56

Tecnologia Países da UE concordam em banir ferramentas de IA usadas para criar imagens sexuais falsas Medida faz parte de uma revisão da legislação europeia sobre inteligência artificial e prevê punições para sistemas capazes de gerar imagens íntimas sem consentimento. Por France Presse

Os Estados-membros e o Parlamento Europeu fizeram um acordo nesta quinta-feira (7) para banir, na União Europeia (UE), ferramentas de Inteligência Artificial (IA) que geram imagens sexuais falsas sem o consentimento das pessoas envolvidas.

A iniciativa surgiu após a introdução, há alguns meses, de uma funcionalidade no Grok, assistente de IA da xAI, empresa fundada por Elon Musk, que permite aos usuários solicitar a criação de imagens hiper-realistas (ou deepfakes) de adultos e crianças nus a partir de fotos reais, sem o consentimento das pessoas retratadas.

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, denunciou a divulgação de fotos falsas com sua imagem geradas por IA e classificou o recurso como uma “ferramenta perigosa”.

Segundo o Parlamento Europeu, a nova proibição mira sistemas capazes de criar imagens, vídeos e sons de caráter pedopornográfico ou que representem as partes íntimas de uma pessoa identificável, além de conteúdos que mostrem alguém participando de atividades sexuais sem consentimento.

A nova regulamentação será aplicada a partir de 2 de dezembro de 2026. A partir dessa data, os serviços de IA deverão contar com medidas de segurança para impedir a geração desse tipo de conteúdo.

A medida foi adotada como parte de uma revisão da legislação europeia sobre IA, uma lei pioneira aprovada formalmente há dois anos.

Os 27 países-membros e os eurodeputados também concordaram em adiar a entrada em vigor das novas normas que regulamentam os chamados sistemas de IA de alto risco, usados em áreas sensíveis como segurança, saúde e direitos fundamentais.

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‘Ganhei na loteria e continuei devendo’: por que limpar o nome não basta para tirar o brasileiro das dívidas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/05/2026 05:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9210,17%Dólar TurismoR$ 5,1200,17%Euro ComercialR$ 5,7810,63%Euro TurismoR$ 6,0290,62%B3Ibovespa187.691 pts0,5%MoedasDólar ComercialR$ 4,9210,17%Dólar TurismoR$ 5,1200,17%Euro ComercialR$ 5,7810,63%Euro TurismoR$ 6,0290,62%B3Ibovespa187.691 pts0,5%MoedasDólar ComercialR$ 4,9210,17%Dólar TurismoR$ 5,1200,17%Euro ComercialR$ 5,7810,63%Euro TurismoR$ 6,0290,62%B3Ibovespa187.691 pts0,5%Oferecido por

O Desenrola 2.0, novo programa de renegociação de dívidas lançado pelo governo federal na última segunda-feira (4), promete aliviar débitos e limpar o nome de milhões de brasileiros.

O programa, que prevê diferentes descontos para cada tipo de dívida e tem como público-alvo brasileiros que ganham até R$ 8.105, tem despertado a curiosidade de consumidores endividados, que veem a medida como uma alternativa para honrar seus compromissos financeiros.

Para quem já viveu um período crítico de endividamento e conseguiu sair do aperto, no entanto, a medida é limitada. Isso porque, apesar de facilitar as condições de renegociação, a percepção é de que o programa não ataca pontos cruciais que explicam os altos níveis de endividamento no país.

Segundo especialistas, embora o novo programa do governo tenha potencial para reduzir a inadimplência e ajudar a reinserir consumidores no sistema de crédito, seus efeitos tendem a ser mais imediatos do que estruturais.

O Desenrola 2.0, novo programa de renegociação de dívidas lançado pelo governo federal na última segunda-feira (4), promete reduzir débitos atrasados e ajudar a limpar o nome de milhões de brasileiros.

O programa prevê descontos de 30% a 90%, conforme o tipo de dívida, e tem como público-alvo os trabalhadores que ganham até R$ 8.105 por mês.

Mas, para quem já esteve muito endividado e conseguiu se reorganizar, uma medida como essa tem efeito limitado. Embora facilite a renegociação, o programa não enfrenta problemas centrais por trás do alto endividamento no país, como:

o acesso fácil a linhas de crédito com juros elevados;a falta de educação financeira, inclusive entre pessoas instruídas; eo peso emocional da dívida para quem está endividado.

Segundo especialistas, o novo Desenrola pode reduzir a inadimplência e ajudar consumidores a voltar ao sistema de crédito, mas seus efeitos devem ser mais imediatos do que duradouros.

“O problema da dívida não está apenas na taxa de juros. Ele vem do excesso de crédito disponível para a população”, afirma a planejadora financeira Myrian Lund.

Para ela, o programa deveria ser associado a ações de educação financeira para gerar resultados mais permanentes na redução da inadimplência.

“Para uma minoria, pode até ser positivo, porque vai liquidar a dívida e evitar novas quedas no endividamento. Mas, do ponto de vista estrutural, é apenas enxugar gelo”, completa.

A planejadora financeira Mônica Cardoso concorda e diz que as renegociações demandam alguma cautela por parte dos endividados, para que uma dívida resolvida agora não se transforme em outra no futuro.

“Infelizmente, uma reserva não vai sanar o problema. É preciso cuidado para não se endividar de novo depois de um ou dois anos”, diz.

Ao g1, consumidores endividados e pessoas que conseguiram quitar seus débitos contaram suas histórias e compartilharam lições e estratégias para lidar com as dívidas.

As sextas-feiras eram sagradas para o empresário Delano Zonta: dia de apostar na loteria. Segundo ele, o jogo era uma tentativa de aliviar um orçamento já sufocado por dívidas.

“Mesmo tendo boa renda, eu sempre acabava gastando tudo. Desde os meus 18 anos eu já era enrolado com dinheiro”, relembra.

Mais de uma vez, Zonta misturou contas pessoais com as da empresa, e chegou a sacar todo o dinheiro do negócio para comprar um carro novo. Mas foi o uso desenfreado do cartão de crédito que fez sua vida financeira sair do controle.

“Eu gastava no cartão mais do que conseguia pagar. Quando a fatura vinha, entrava no cheque especial e dizia para mim mesmo que depois tentaria resolver”, diz.

Com ajuda de um amigo gerente de banco, o empresário contratou novos empréstimos para quitar dívidas antigas. Assumiu parcelas maiores do que podia pagar e entrou em um novo ciclo de endividamento, somando cartão de crédito, cheque especial e novos empréstimos para cobrir os anteriores.

Zonta já havia falido três vezes e acumulava mais de R$ 230 mil em dívidas. Até que a sorte bateu à porta do empresário: em um sábado, quando tinha apenas R$ 42 na conta, ganhou R$ 35 mil na quina da Mega-Sena.

“O primeiro sentimento foi de alívio: eu ganhei na loteria! Peguei o dinheiro às 11h e comecei a pagar um pouco de cada dívida. Às 14h30, eu já não tinha mais nenhum real. Tinha dado tudo para o banco”, diz.

Com as contas zeradas, o empresário ainda devia mais de R$ 216 mil. “Aquele foi um dos piores dias da minha vida, com um sentimento enorme de fracasso. Mas também foi o dia em que decidi que não dava mais para continuar assim”, afirma.

Naquela noite, Delano começou a estudar o funcionamento do sistema bancário. Separou as dívidas, organizou o orçamento e passou a cuidar melhor do dinheiro. A esposa foi fundamental no processo.

“Uma coisa que o endividado sente é solidão. A gente tem vergonha de falar, de assumir que está com um problema. Mas lidar com tudo isso sozinho é muito mais difícil”, afirma.

Foram quase quatro anos até que Delano Zonta conseguisse honrar todos os seus compromissos: a última parcela, de R$ 316, foi paga em janeiro de 2020. No mesmo ano, o empresário iniciou a formação como planejador financeiro — e agora vive, justamente, de educação financeira.

Segundo Wagner Pagliato, coordenador do curso de ciências contábeis da Unicid, casos de endividamento crônico costumam estar ligado à falta de alinhamento nas decisões de consumo e à pressão social para manter um padrão de vida acima da renda.

Esse “sufocamento” financeiro pode afetar até a saúde. “O endividamento pode gerar estresse, ansiedade, sensação de culpa e até negação da situação financeira. A dívida deixa de ser apenas uma questão financeira e passa a envolver comportamento, hábitos e saúde emocional”, completa.

“Eventos inesperados, como doenças, emergências familiares ou perda parcial de renda, também podem desorganizar rapidamente o orçamento. Assim, mesmo famílias com renda estável podem se tornar inadimplentes”, afirma.

Fernanda* foi uma das vítimas de um imprevisto. Sua vida financeira mudou no fim de 2024, quando teve o celular roubado. Além de mais de R$ 40 mil em compras no cartão de crédito, criminosos também contrataram um empréstimo de R$ 150 mil em seu nome.

Quando o empréstimo foi feito pelos criminosos, seu nome ficou negativado, e o banco usou todo o dinheiro disponível em conta para quitar parte da dívida.

“Entrei no cheque especial e fui ficando cada vez mais no vermelho, principalmente por causa dos juros. Uma dívida de R$ 30 mil que eu tinha no cartão se transformou em R$ 112 mil”, conta.

Fernanda afirma que avalia se inscrever no Desenrola 2.0 para tentar resolver o problema. “A verdade é que ninguém quer ficar com o nome sujo. Quero resolver essa situação”, comenta.

Além de eventos imprevistos, especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que o endividamento muitas vezes ocorre por motivos emocionais ou familiares.

A secretária Tatiana*, por exemplo, conta que viu suas finanças entrarem em colapso após um relacionamento que terminou mal. Ao tentar ajudar o então parceiro, ela acabou comprometendo seu benefício do INSS e assumindo dívidas maiores do que podia pagar.

“Eu estava apaixonada e não percebi que fui induzida a pegar um empréstimo consignado para ajudá-lo a montar o negócio dele. Depois ainda fomos fazer uma viagem de cruzeiro em que eu acabei pagando tudo. Parcelei e fui me endividando”, conta ela.

Apesar das dívidas no cartão de crédito, ela continuou tendo acesso ao crédito com facilidade. Pegou novos empréstimos para quitar débitos anteriores, com linhas de crédito pessoal e até um limite maior no cheque especial.

“Crédito fácil é o canto da sereia. Peguei vários empréstimos pelo aplicativo do banco e, quando vi que estava com dificuldade, cheguei a ir à agência para falar com a gerente e ver como ela poderia me ajudar. Mas a saída que ela me deu foi aumentar meu limite para R$ 10 mil”, diz.

Com uma dívida de quase R$ 100 mil, a secretária conta que precisou mudar hábitos de consumo e, com a ajuda de uma planejadora financeira, decidiu tirar as contas do débito automático. O objetivo era juntar recursos para tentar negociar melhores descontos com os bancos.

Segundo especialistas, o primeiro passo para sair das dívidas é fazer um “diagnóstico financeiro” — um levantamento detalhado das dívidas e da renda disponível para quitá-las.

“Em seguida, é preciso classificar os débitos conforme a taxa de juros, priorizando os mais caros”, explica Pagliato, da Unicid.

Além disso, especialistas reforçam a necessidade de mudar padrões de consumo e hábitos que levaram ao endividamento.

A planejadora financeira Mônica Cardoso conta que chegou a dever mais de R$ 50 mil, após uma perda repentina de renda e gastos excessivos no cartão de crédito.

“Depois de uma compra alta, meu marido chegou a picotar nosso cartão de crédito. Ele já tinha quebrado uma vez e disse que não queria passar por aquilo de novo. É difícil: não dá para mudar 10 anos de hábitos ruins em 10 dias. Mas é preciso fazer sacrifícios e aprender a dizer não para se reerguer”, diz.

Especialistas também destacam a importância de contar com o apoio de um profissional qualificado para definir o melhor momento de renegociar com os bancos. “É preciso entender que a negociação envolve várias etapas. Às vezes, você vai oferecer uma quantia ao banco que ele não aceita, e será necessário voltar para casa e continuar juntando”, afirma Myrian Lund.

“O devedor precisa fazer o dever de casa. Não vai cair dinheiro do céu. É necessário fazer uma economia de guerra e tentar juntar o máximo possível para liquidar a dívida de uma vez”, completa.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Escala 6×1: novas regras para jornada de trabalho serão divididas em PEC e projeto de lei, diz relator

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/05/2026 20:59

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9210,17%Dólar TurismoR$ 5,1200,17%Euro ComercialR$ 5,7810,63%Euro TurismoR$ 6,0290,62%B3Ibovespa187.691 pts0,5%MoedasDólar ComercialR$ 4,9210,17%Dólar TurismoR$ 5,1200,17%Euro ComercialR$ 5,7810,63%Euro TurismoR$ 6,0290,62%B3Ibovespa187.691 pts0,5%MoedasDólar ComercialR$ 4,9210,17%Dólar TurismoR$ 5,1200,17%Euro ComercialR$ 5,7810,63%Euro TurismoR$ 6,0290,62%B3Ibovespa187.691 pts0,5%Oferecido por

O relator da proposta para reduzir a jornada de trabalho e acabar com a escala 6×1, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), disse nesta quarta-feira (6) que o tema deverá ser dividido em uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) e um projeto de lei.

A declaração foi após audiência com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e com outros membros da comissão que analisa o assunto, como o presidente do colegiado, deputado Alencar Santana (PT-SP).

No entanto, Prates e Santana não confirmaram se a votação da PEC e do PL devem ocorrer simultaneamente ou se o projeto de lei pode ficar para depois da Proposta de Emenda à Constituição.

O relator indicou que a PEC deverá ter o pilar principal: fim da escala 6×1, com redução de jornada de trabalho e sem redução salarial.

O relator da proposta para reduzir a jornada de trabalho e acabar com a escala 6×1 (seis dias de trabalho para um de folga), deputado Léo Prates (Republicanos-BA), disse nesta quarta-feira (6) que o tema deverá ser dividido em umaProposta de Emenda à Constituição (PEC) e um projeto de lei.

A declaração foi após audiência com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e com outros membros da comissão que analisa o assunto, como o presidente do colegiado, deputado Alencar Santana (PT-SP).

“Eu disse o formato. Hoje o ministro Marinho trouxe uma posição que é uma posição que eu considero interessante. Eu acho que o presidente Alencar também considera interessante”, afirmou o relator.

No entanto, Prates e Santana não confirmaram se a votação da PEC e do PL devem ocorrer simultaneamente ou se o projeto de lei pode ficar para depois da Proposta de Emenda à Constituição.

O relator indicou que a PEC deverá ter o pilar principal: fim da escala 6×1, com redução de jornada de trabalho e sem redução salarial.

Fim da escala 6×1: como empresas antecipam mudanças na jornada de trabalho na região de Campinas — Foto: Reprodução/EPTV

No entanto, especificidades de alguns setores e até eventual regra transição para adoção da medida poderão ser tratados no projeto de lei.

Ontem, o relator havia anunciado que a PEC deve ser analisada pela comissão especial da Câmara no dia 26 de maio.

Hoje, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu uma redução na jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, que é tema central do debate sobre o fim da escala 6×1.

O governo enviou um projeto de lei que trata do tema. Porém, já tramitava na Câmara propostas constitucionais sobre o assunto.

Portanto, a declaração do relator indica uma solução para o impasse sobre como o fim da escala seria encaminhada.

“A PEC é importante e não briga com o PL. Na PEC, a tarefa é determinar qual a jornada máxima que vai vigorar no país a partir dessa aprovação dessa PEC. Quais as regras gerais, mas as especificidades têm papel do PL. Portanto, não faz sentido a PEC andar e os PLs continuarem parados”, disse o ministro Marinho.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Taxa das blusinhas: ministro da Fazenda admite que fim do imposto está sendo discutido

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/05/2026 10:00

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,912-1,12%Dólar TurismoR$ 5,112-1,14%Euro ComercialR$ 5,745-1,12%Euro TurismoR$ 5,992-1,1%B3Ibovespa186.754 pts0,62%MoedasDólar ComercialR$ 4,912-1,12%Dólar TurismoR$ 5,112-1,14%Euro ComercialR$ 5,745-1,12%Euro TurismoR$ 5,992-1,1%B3Ibovespa186.754 pts0,62%MoedasDólar ComercialR$ 4,912-1,12%Dólar TurismoR$ 5,112-1,14%Euro ComercialR$ 5,745-1,12%Euro TurismoR$ 5,992-1,1%B3Ibovespa186.754 pts0,62%Oferecido por

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (6) que não abre mão do programa "Remessa Conforme", que regularizou e controlou a importação de produtos de baixo valor no país, mas admitiu que está em discussão dentro do governo o fim da chamada "taxa das blusinhas".

A informação foi divulgada durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Segundo Durigan, o programa Remessa Conforme passou a controlar a entrada das importações de baixo valor no país, observando, por exemplo, se brinquedos estão de acordo com as regras de segurança, assim como se os demais produtos estão em linha com as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O ministro afirmou que não abre mão desse programa, mas admitiu que está em discussão, dentro do governo, o fim da chamada "taxa das blusinhas", ou seja, da cobrança de 20% em imposto de importação sobre as encomendas internacionais com valores abaixo de US$ 50 — iniciada em agosto de 2024 após aprovação do Congresso Nacional.

"Hoje oposição tem trazido o tema de volta. Dentro do governo, há ministros que defendem que reveja [a taxa das blusinhas]. A gente tem que fazer o debate racional. Eu Não tenho tabu em relação aos temas, desde que a gente preserve os avanços que a gente atingiu. O programa remessa conforme é algo que eu não abro mão. Está sendo discutido [o fim da taxa das blusinhas]", declarou Durigan.

A manutenção da taxa das blusinhas foi defendida pelo vice-presidente da República, e então ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, para defender a indústria nacional de produtos de baixo valor.

Em manifesto, representantes dos setores produtivos, do comércio e varejistas também defenderam sua permanência. Eles disseram que a medida não só gerou empregos, mas também benefícios ao consumidor.

A taxa das blusinhas também tem rendido recursos aos cofres públicos, ajudando a equipe econômica a buscar as metas para as contas públicas.

Em 2025, por exemplo, a Receita Federal arrecadou R$ 5 bilhões com esse imposto, novo recorde. Nos três primeiros meses deste ano, a arrecadação subiu de 21,8%, atingindo R$ 1,28 bilhão.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Desenrola 2.0: com regras e sistema no ar, bancos ainda não definem início das renegociações

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/05/2026 00:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,912-1,12%Dólar TurismoR$ 5,112-1,14%Euro ComercialR$ 5,745-1,12%Euro TurismoR$ 5,992-1,1%B3Ibovespa186.754 pts0,62%MoedasDólar ComercialR$ 4,912-1,12%Dólar TurismoR$ 5,112-1,14%Euro ComercialR$ 5,745-1,12%Euro TurismoR$ 5,992-1,1%B3Ibovespa186.754 pts0,62%MoedasDólar ComercialR$ 4,912-1,12%Dólar TurismoR$ 5,112-1,14%Euro ComercialR$ 5,745-1,12%Euro TurismoR$ 5,992-1,1%B3Ibovespa186.754 pts0,62%Oferecido por

Bancos consultados pelo g1 ainda não dão prazo de início para as renegociações do Novo Desenrola Brasil.

Embora a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) diga que o setor financeiro está pronto para iniciar as operações, as instituições afirmavam, até a noite desta terça-feira (5), que ainda aguardavam definições operacionais e ajustavam seus sistemas para viabilizar o programa.

O novo Desenrola foi lançado oficialmente pelo governo federal na manhã de segunda-feira (4), com o objetivo de reduzir o endividamento das famílias e reorganizar o crédito no país.

O acesso ao programa será feito pelos canais oficiais das instituições financeiras, como aplicativos, sites e agências. Para isso, o governo precisava publicar uma portaria com as regras, o que foi feito pelo Ministério da Fazenda, que também já ativou os sistemas para as renegociações.

O g1, então, procurou os principais bancos brasileiros. A seguir, veja as últimas respostas de cada instituição.

Bancos consultados pelo g1 ainda não dão prazo de início para as renegociações do Novo Desenrola Brasil.

Embora a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) diga que o setor financeiro está pronto para iniciar as operações, as instituições afirmavam, até a noite desta terça-feira (5), que ainda aguardavam definições operacionais e ajustavam seus sistemas para viabilizar o programa.

O novo Desenrola foi lançado oficialmente pelo governo federal na manhã de segunda-feira (4), com o objetivo de reduzir o endividamento das famílias e reorganizar o crédito no país.

O acesso ao programa será feito pelos canais oficiais das instituições financeiras, como aplicativos, sites e agências. Para isso, o governo precisava publicar uma portaria com as regras, o que foi feito pelo Ministério da Fazenda, que também já ativou os sistemas para as renegociações.

O g1, então, procurou os principais bancos brasileiros. A seguir, veja as últimas respostas de cada instituição.

Itaú UnibancoSantanderBradescoBTG Pactual e Banco PanC6 BankBanco do BrasilNubankCaixa Econômica FederalBanco Inter

O Itaú Unibanco informa que está pronto para disponibilizar as ofertas de renegociação aos clientes elegíveis em todos os seus canais — Superapp, WhatsApp (11 4004 1144), site (itau.com.br/renegociacao) e parceiros credenciados de renegociação. O banco ressalta que as ofertas estarão disponíveis aos clientes tão logo sejam finalizadas todas as questões técnicas de conexão com o Fundo Garantidor de Operações (FGO).

As condições de renegociação seguem os parâmetros estabelecidos pelo programa, sendo elegíveis pessoas físicas com renda de até cinco salários mínimos e dívidas de até R$ 15 mil em atraso entre 90 dias e dois anos, contratadas até 31 de janeiro de 2026, nas modalidades de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, com descontos que podem chegar a 90% do valor da dívida, juros de até 1,99% ao mês e prazo de pagamento de até 48 meses.

“O Santander considera positivas iniciativas que favoreçam a saúde financeira da população brasileira e informa que irá aderir ao Novo Desenrola Brasil. O Banco está preparado para iniciar a oferta do serviço aos clientes o mais brevemente possível, dentro das condições definidas pelo Governo. Além disso, possui condições diferenciadas para os clientes que não se enquadram nos critérios do Desenrola 2.0, com taxas e prazos especiais. Os canais de atendimento estão à disposição do público para esclarecimento de eventuais dúvidas."

O Bradesco informa que vai aderir à nova fase do programa de renegociação de dívidas lançado hoje pelo governo federal, o Novo Desenrola Brasil. O banco está aguardando as autorizações do Fundo de Garantia de Operações (FGO) para iniciar as renegociações dentro do novo programa. Enquanto isso, clientes interessados podem realizar um pré-cadastro, mediante o preenchimento do formulário já disponível no portal https://renegocie.bradesco.com.br

Adicionalmente, o Bradesco disponibilizará um programa com condições próprias de renegociação para os clientes que não se enquadrem no programa do governo, seja por atraso menor ou maior do que o previsto ou por renda superior ao estabelecido como elegível. Com a iniciativa, o banco pretende ampliar os efeitos do processo de alívio do endividamento da população.

O Bradesco também irá habilitar os canais de atendimento telefônico e a rede de agências para oferecer suporte ao programa. Os demais clientes que não estiverem enquadrados no Desenrola 2 terão acesso a ofertas de renegociação disponíveis no mesmo portal.

"O BTG Pactual e o Banco Pan informam que irão aderir ao programa Desenrola 2.0. As instituições acompanham o andamento da medida provisória publicada hoje e a regulamentação do programa, e manterão seus clientes informados sobre prazos, funcionamento e critérios de adesão assim que houver definições adicionais."

O C6 Bank informa que está trabalhando na implementação dos fluxos e procedimentos para viabilizar a renegociação de dívidas por meio do Novo Desenrola Brasil. Quando essa forma de renegociação estiver habilitada, o banco vai comunicar aos clientes elegíveis em seus canais oficiais. A contratação, quando o produto estiver no ar, será feita por meio dos canais oficiais de atendimento do banco – aplicativo oficial do C6 Bank, WhatsApp (11 2832-6049) e telefone (3003-6116 para capitais e regiões metropolitanas e 0800-660-6116 para demais localidades).

Enquanto a conexão com o programa Desenrola não é estabelecida, é possível conferir as condições de renegociação já oferecidas pelo C6 Bank via central de atendimento ou app. No aplicativo, basta digitar “renegociação” no campo “Posso te ajudar”, localizado no topo da tela inicial, e seguir as orientações.

Clientes do Banco do Brasil já podem manifestar interesse em renegociar suas dívidas pelo Desenrola. O Banco do Brasil atuará no Novo Desenrola e aguarda as regulamentações para iniciar a oferta.

De forma antecipada, os clientes já podem verificar se atendem às condições do Programa e manifestar o seu interesse pela renegociação no site do BB (https://www.bb.com.br/site/pra-voce/desenrola-brasil/).

Quando estiverem vigentes, as renegociações poderão ser feitas pelo WhatsApp da instituição (61 4004-0001), no aplicativo, Internet Banking, nos telefones 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 729 0001 (demais localidades) e ainda na rede de agências.

“Os compromissos do BB com a educação financeira, a inclusão bancária e o apoio à reorganização financeira das famílias se materializam em mais uma iniciativa do Governo do Brasil, o Desenrola, para o qual estamos oferecendo canais digitais acessíveis e atendimento especializado para apoiar a retomada do equilíbrio financeiro dos nossos clientes”, afirma Tarciana Medeiros, presidenta do Banco do Brasil.

O BB oferece ainda condições especiais aos clientes que não estejam contemplados nas características do Programa. A medida é decorrente da campanha realizada em mutirão nacional do setor bancário, no qual o Banco chegou a renegociar R$1,7 bilhão, com mais de 180 mil acordos, em março. A iniciativa reforça o compromisso do Banco do Brasil com a recuperação da saúde financeira de seus clientes e com o estímulo ao uso consciente do crédito, além de promover a educação financeira como um dos seus pilares de atuação.

O Nubank confirma sua participação no Novo Desenrola Brasil, programa do governo federal voltado à renegociação de dívidas bancárias e à reorganização financeira de milhões de brasileiros. Como um dos principais parceiros privados da iniciativa, a instituição oferecerá condições especiais a clientes elegíveis, reforçando sua estratégia de ser o principal aliado na vida financeira das pessoas. As ofertas serão enviadas aos clientes gradualmente pelos canais oficiais.

A jornada de renegociação ocorre integralmente no aplicativo, sem redirecionamento para portais externos. O cliente encontra a oferta personalizada, com o valor atualizado da dívida, o desconto aplicado e as opções de parcelamento, e conclui o acordo em poucos toques.

Em complemento ao Novo Desenrola Brasil, o Nubank lança também uma campanha própria voltada a clientes que não se enquadram nos critérios do programa federal — seja por renda acima do limite estabelecido, seja pelo tipo ou pela data da dívida. A iniciativa também oferece descontos expressivos, conforme análise individualizada de cada caso, e as ofertas são enviadas pelos canais de comunicação oficiais ao cliente.

Clientes que aderirem a qualquer das duas campanhas, além de regularizar a dívida, poderão ter o cartão de crédito reativado, desde que atendam aos critérios internos de elegibilidade e passem por nova análise de crédito.

O modelo de renegociação do Nubank opera com ofertas baseadas na capacidade de pagamento de cada cliente, políticas internas que limitam o crescimento da dívida ao longo do tempo e campanhas recorrentes com descontos e prazos mais longos, acompanhadas de conteúdos educativos sobre organização financeira.

"A CAIXA participará ativamente das medidas do Governo do Brasil para reduzir o endividamento das famílias brasileiras e atuará no Novo Desenrola Brasil. A partir desta terça-feira (5), os clientes da CAIXA já podem procurar os canais do banco, através do telefone Alô CAIXA (4004 0104 para capitais e regiões metropolitanas e 0800 104 0104 nas demais regiões), nas agências, pelo site do banco, e a partir de amanhã pelo WhatsApp CAIXA (0800 104 0104), para manifestar interesse em renegociar as dívidas de cartão de crédito, cheque especial e empréstimo pessoal."

"O Inter participará do programa Desenrola Brasil (2.0), iniciativa que contribui para a organização financeira dos brasileiros e amplia as alternativas de renegociação de dívidas. A instituição aguarda as definições do governo sobre a operacionalização da nova fase e reforça que já disponibiliza, em seus canais, opções de renegociação com condições competitivas para seus clientes."

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