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‘Iguarias banhadas em sangue’: caçadores de trufas arriscam a vida em meio a minas terrestres na Síria

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/05/2026 01:44

Mundo ‘Iguarias banhadas em sangue’: caçadores de trufas arriscam a vida em meio a minas terrestres na Síria Trufas são vendidas por até US$ 50 kg e se tornaram uma importante forma de sobrevivência para moradores da região de Deir El-Zour, no nordeste do país. Por Deutsche Welle

Conhecidas no país como a “iguaria banhada em sangue”, as trufas podem ser vendidas por até US$ 50 o quilo e se tornaram uma das poucas formas de sobrevivência para moradores da região de Deir El-Zour, no nordeste sírio.

Caçadores na Síria se arriscam apra encontrar trufas em meio a minas terrestres — Foto: Reprodução/DW

Diante de uma paz ainda frágil, os caçadores enfrentam ataques de grupos armados, como o Estado Islâmico. Mas o maior risco continua sendo o das minas terrestres espalhadas pelo território após anos de guerra.

"A gente vê as minas com os nossos próprios olhos. Ou seja, andamos e recolhemos trufas em meio a minas espalhadas pelo chão. Mas fazer o quê? Uma mina explodiu a nossa caminhonete. Agora o meu braço está quebrado e as minhas costas, cheias de estilhaços", contou o caçador de trufas Hassan Al-Daham Al-Hassan.

Outro caçador, Hamza Al-Mohammad, também ficou gravemente ferido após a explosão de uma mina terrestre. Segundo ele, não havia nenhum aviso sobre o perigo na área.

"Onde eu estava coletando trufas não tinha nenhum aviso,ninguém nos disse para não nos aproximarmos daquela área. Espero que o governo encontre uma solução para esse problema das minas terrestres, porque todos os dias há explosões que atingem pessoas. Isso virou um desastre", disse Hamza.

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Agrishow tem queda de 22% no volume de negócios em meio a guerra no Oriente Médio e altas taxas de juros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/05/2026 16:02

RIBEIRÃO E FRANCA Agrishow 2026 Agrishow tem queda de 22% no volume de negócios em meio a guerra no Oriente Médio e altas taxas de juros Segundo organização, feira em Ribeirão Preto (SP) ajudou a prospectar R$ 11,4 bilhões em intenções de negócios. Por Ana Beatriz Fogaça, Rodolfo Tiengo, g1 Ribeirão Preto e Franca

A Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola do país, encerrou a edição de 2026 com uma queda de 22% no volume de negócios.

Segundo dados divulgados pela organização nesta sexta-feira (1º), o evento ajudou a prospectar R$ 11,4 bilhões, R$ 3,2 bilhões a menos do que em 2025.

O resultado confirma o cenário de queda de 20% nas vendas do setor de máquinas e implementos agrícolas no país no primeiro trimestre.

Apesar de ter sido comum ver ruas esvaziadas na feira, a organização confirmou que o número de visitantes foi o mesmo do ano passado, de 197 mil pessoas.

Pela representatividade no agro, o evento se tornou uma parada quase obrigatória para aqueles que buscam uma maior proximidade com o setor na corrida a presidente nas eleições 2026.

A Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola do país, encerrou a edição de 2026 com uma queda de 22% no volume de negócios.

Segundo dados divulgados pela organização nesta sexta-feira (1º), o evento ajudou a prospectar R$ 11,4 bilhões, R$ 3,2 bilhões a menos do que em 2025.

O resultado confirma o cenário de queda de 20% nas vendas do setor de máquinas e implementos agrícolas no país no primeiro trimestre, diante de problemas como altas taxas de juros que dificultam o acesso ao crédito, além de desdobramentos da guerra no Oriente Médio que encarecem os custos de produção e reduzem o capital dos produtores para fazer investimentos.

Apesar de ter sido comum ver ruas esvaziadas na feira, a organização confirmou que o número de visitantes foi o mesmo do ano passado, de 197 mil pessoas. A próxima edição está prevista para acontecer entre 26 e 30 de abril de 2027.

AGRISHOW 2026 – QUINTA-FEIRA (30) – RIBEIRÃO PRETO (SP) – Sol predominou ao longo do dia na feira. — Foto: Érico Andrade/g1

"Muito embora nós estejamos vivendo, há três anos, um mercado desfavorável, continuamos investindo no que há de melhor para a agricultura tropical no Brasil. E para tanto, acreditamos que este país e o futuro dele vem do agronegócio. E não importa o momento que estamos vivendo, pois sabemos que a agricultura vive de ciclos e este é desfavorável, mas temos convicção que este e os próximos anos serão favoráveis"afirmou João Carlos Marchesan, presidente da Agrishow.

Mesmo com a queda divulgada pela organização da Agrishow, representantes de empresas entrevistados pelo g1 fizeram um balanço oposto sobre o evento.

Diretor de marketing da Massey Ferguson, Breno Cavalcanti afirma que as visitações em alta ao estande da marca, com máquinas como tratores e colheitadeiras, foram na contramão dos resultados negativos apontados pelo setor de máquinas agrícolas este ano.

"O mercado está em um momento um pouco mais complexo. A gente sempre se orienta pelos indicadores como Fenabrave e Abimaq. Eles reportam um percentual de queda, mas pra nós a movimentação no estande e as negociações foram muito positivas", afirmou.

Para atrair os clientes, a fabricante apostou em condições especiais para adesão a consórcios, bem como descontos, redução em taxas e benefícios.

"A gente trouxe uma série de campanhas ao longo do mês de abril que vão se estender até maio (…). Um determinado produto que o cliente comprava, por exemplo, ganhava as três primeiras revisões."

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Linhas de financiamento especiais, produtos a pronta entrega e alternativas como o "barter", em que o produtor utiliza a safra futura de grãos como forma de pagamento para insumos como fertilizantes, foram algumas das opções oferecidas pela Coopercitrus na feira.

"Nós organizamos ônibus, vans, para trazer produtores de regiões mais distantes, porque a gente quer que ele aproveite a oportunidade", afirma o CEO Fernando Degobbi.

A estratégia, segundo ele, deu certo e resultou em uma movimentação recorde no estande do evento, que representa até 20% do faturamento anual da cooperativa.

“Não sabemos quanto tempo a guerra vai durar, mas alguns produtos, obviamente, pós-guerra, vão cair de preço. Eles estão afetados por esse cenário, só que ninguém sabe até quando. E aí você tem o tempo para poder plantar, para poder colocar os insumos, e essa é a questão que o produtor tem que estar atento e eu acho que ele está entendendo isso. Você pode conferir aqui, é um fluxo bastante grande de produtores", afirma.

Se os números não foram positivos para todos, o retorno surpreendeu a equipe da Tritucap, empresa de Sertãozinho (SP) que voltou à feira após sete anos com uma tecnologia que faz a erradicação de lavouras de café de maneira sustentável.

"Esperávamos um bom desempenho com o lançamento voltado ao café, que vive um momento positivo, mas o volume de vendas foi três vezes maior do que o previsto", diz.

Equipamentos voltados para a citricultura, fruticultura, pastagens e trato florestal também tiveram boa aceitação. "Já avaliamos ampliar nossa área de exposição em 2027”, afirma.

Nas palavras de Luís Pio, presidente da Herbicat, que desenvolve tecnologias de aplicação de insumos como um pulverizador inteligente para plantas novas, essa foi a melhor Agrishow da história da empresa mesmo com o cenário desafiador na economia e com os resultados gerais apontados como negativos pelos organizadores.

"Nesta edição, registramos mais de 300 contatos de interessados em nossas soluções, o que estimamos gerar um retorno de vendas entre 10% a 20% no pós-evento. Saímos dessa feira com uma carteira de prospecção mais robusta que a edição passada. Sem dúvida, foi a melhor Agrishow de toda a nossa história."

AGRISHOW 2026 – QUINTA-FEIRA (30) – RIBEIRÃO PRETO (SP) – Visitante confere máquina agrícola no interior de São Paulo. — Foto: Érico Andrade/g1

A Agrishow é considerada a maior feira de tecnologia agrícola do país, com uma área de exposição maior do que a de 50 campos de futebol que ajudou a movimentar R$ 5 milhões somente com ativações e ações promocionais nos estandes que fecharam contrato com a BP One, especializada em live marketing.

“O stand é uma plataforma de relacionamento. É o espaço onde a marca se posiciona, traduz a solução, a inovação e ela se tornou uma ferramenta estratégica da geração de valor para a marca. A interação foi extremamente positiva", afirma Tânia Noguchi, diretora de estratégia e gestão da Live Retail Marketing da BP One.

A empresa é que esteve por trás da operação de grandes marcas como a Valtra, que tinha um espaço próprio de 3,5 mil metros quadrados, e da Baldan, com 4 mil metros quadrados.

"O produtor plural está cada vez mais técnico e objetivo. Então, as marcas, nós como representantes das marcas e como agência, a gente tem que ficar cada vez mais atento para que essas interações façam sentido e sejam cada vez mais relevantes.”

AGRISHOW 2026 – QUINTA-FEIRA (30) – RIBEIRÃO PRETO (SP) – Estande com tratores em exposição na feira. — Foto: Érico Andrade/g1

Pela representatividade no agro, o evento se tornou uma parada quase obrigatória para aqueles que buscam uma maior proximidade com o setor na corrida a presidente nas eleições 2026.

No domingo (26), como uma das autoridades participantes da cerimônia oficial de abertura, a feira recebeu o vice-presidente da República Geraldo Alckmin (PSB), que anunciou uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para a compra de equipamentos agrícolas.

Agrishow 2026: Flávio Bolsonaro e Tarcisio de Freitas visitam estande de tratores em evento que acontece em Ribeirão Preto, SP — Foto: Érico Andrade/g1

Na segunda-feira (27), foi a vez de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Flávio Bolsonaro (PL) visitarem a feira e fazerem críticas ao governo federal, principalmente às políticas voltadas para o setor agropecuário.

Na terça-feira (28) foi a vez de Romeu Zema (Novo-MG), que reiterou críticas ao STF e rebateu declarações do ministro Gilmar Mendes, que ironizou o sotaque mineiro dele.

Na quarta-feira (29), o evento recebeu Ronaldo Caiado (PSD), que questionou a proximidade de outros políticos com o segmento agro apenas em épocas de eleição, e Aldo Rebelo (DC), que sugeriu a criação de um "emendão" para desbloquear obras travadas pelo STF e outras instituições.

AGRISHOW 2026 – QUARTA-FEIRA (29) – RIBEIRÃO PRETO (SP) – O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à presidência da República, concede entrevista durante visita a feira — Foto: Érico Andrade/g1

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Uso do FGTS, juros de até 1,99%, dívidas do Fies: o que se sabe sobre o pacote contra o endividamento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/05/2026 00:59

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,99%Dólar TurismoR$ 5,155-1,09%Euro ComercialR$ 5,811-0,48%Euro TurismoR$ 6,064-0,54%B3Ibovespa187.318 pts1,39%MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,99%Dólar TurismoR$ 5,155-1,09%Euro ComercialR$ 5,811-0,48%Euro TurismoR$ 6,064-0,54%B3Ibovespa187.318 pts1,39%MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,99%Dólar TurismoR$ 5,155-1,09%Euro ComercialR$ 5,811-0,48%Euro TurismoR$ 6,064-0,54%B3Ibovespa187.318 pts1,39%Oferecido por

O presidente Lula anunciou nesta quinta-feira (30) que o pacote de medidas do governo para reduzir o endividamento das famílias brasileiras será lançado oficialmente na próxima segunda-feira (4).

Em pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão pelo Dia do Trabalhador, Lula disse que pessoas endividadas terão acesso a descontos de até 90% no valor das dívidas.

Ele chamou o pacote de medidas de Novo Desenrola Brasil e afirmou que o programa permitirá o uso de até 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (30) que o pacote de medidas do governo para reduzir o endividamento das famílias brasileiras será lançado oficialmente na próxima segunda-feira (4).

Em pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão pelo Dia do Trabalhador, Lula disse que pessoas endividadas terão acesso a descontos de até 90% no valor das dívidas. As negociações também incluirão débitos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Ele chamou o pacote de medidas de Novo Desenrola Brasil e afirmou que o programa permitirá o uso de até 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Quem aderir ficará bloqueado temporariamente em plataformas de apostas online, as chamadas bets.

"Nós encontramos o Brasil e os brasileiros endividados. A dívida das famílias cresceu por anos e agora está sufocando uma parte da sociedade brasileira", disse o presidente. Dados do Banco Central do Brasil mostram que as famílias brasileiras nunca estiveram tão endividadas.

O que as medidas preveem?Quem poderá aderir?Qual o objetivo das medidas?Terei desconto no pagamento das dívidas?Haverá restrições quanto ao uso do FGTS?Como o governo quer viabilizar o uso do FGTS?O programa impacta as apostas em bets?Quando as medidas entrarão em vigor?

Em linhas gerais, o programa inclui a liberação do uso do FGTS e a renegociação de dívidas de cartão de crédito, do rotativo, do crédito direto ao consumidor (CDC) e do cheque especial.

🔎 Como mostrou o g1, o uso do crédito rotativo do cartão — a modalidade mais cara do mercado financeiro — subiu quase 10% no primeiro trimestre. Esse tipo de crédito é apontado como um dos principais fatores do alto nível de endividamento da população brasileira.

Nesta quinta-feira, o presidente Lula afirmou, sem dar detalhes, que as dívidas do Fies também poderão ser renegociadas dentro do programa.

O recorte ainda não foi divulgado oficialmente pelo governo. O g1 apurou, no entanto, que o novo programa voltado à negociação de dívidas será direcionado a brasileiros com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105,00).

A proposta do governo é reduzir o comprometimento da renda das famílias e aliviar o peso das dívidas no orçamento doméstico. A iniciativa ocorre no mesmo ano em que Lula concorre à reeleição.

Sim. O novo programa prevê descontos no processo de renegociação e condições mais favoráveis de pagamento, com potencial de reduzir significativamente o valor das dívidas.

Segundo o governo, os brasileiros endividados terão juros mais baixos, de no máximo 1,99%, e descontos de 30% até 90% no valor da dívida.

"Assim, você vai ter uma parcela bem menor e mais tempo para pagar sua dívida", afirmou Lula em rede nacional.

Sim. O presidente afirmou que cada pessoa poderá sacar até 20% do saldo do FGTS. Os recursos deverão ser usados exclusivamente para o pagamento de dívidas.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, havia adiantado na quarta-feira (29) que cerca de R$ 4,5 bilhões devem ser liberados do fundo para que trabalhadores quitem débitos.

Ele disse ainda que haverá um limite máximo de R$ 8 bilhões para essa finalidade, mas que o valor não deve chegar a esse patamar.

Após enfrentar dificuldades jurídicas, o governo federal estuda editar uma Medida Provisória (MP) para permitir o uso do FGTS no abatimento de dívidas, segundo o blog da Ana Flor. Com a medida, o Executivo ganharia tempo enquanto o Congresso Nacional analisa o texto.

🔎 As MPs têm força de lei assim que são publicadas, mas precisam ser aprovadas pelo Congresso em até 120 dias para não perder a validade. O Legislativo pode alterar ou rejeitar o conteúdo proposto pelo Executivo.

Na prática, a MP daria segurança jurídica à iniciativa e passaria a valer imediatamente após a assinatura do presidente da República, mesmo que a análise pelo Congresso se estenda, inclusive em razão do ano eleitoral.

Sim. O presidente Lula anunciou que quem aderir ao novo programa de renegociação de dívidas ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas online.

"O que não pode é renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro apostando em bet", justificou o presidente Lula em pronunciamento.

No início desta semana, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o objetivo é evitar novos ciclos de endividamento.

O Novo Desenrola Brasil será lançado oficialmente na próxima segunda-feira (4). O governo não informou, porém, quais medidas passam a valer imediatamente ou se haverá um período de transição para sua implementação.

Celular vira a principal forma de sacar o FGTS; saiba em quais situações o resgate é permitido — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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Por que o ouro perdeu brilho em meio à guerra no Oriente Médio?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/04/2026 00:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%Oferecido por

O ouro, tradicionalmente visto como proteção em momentos de crise, teve queda de 5% nos investimentos no primeiro trimestre, apesar de ter alcançado preço recorde em janeiro.

Saídas fortes de recursos em março nos fundos de ouro negociados em bolsa (ETFs), principalmente nos EUA, reverteram parte das entradas registradas no início do ano.

Segundo especialista do Conselho Mundial do Ouro, o metal costuma ser um dos primeiros ativos vendidos quando investidores precisam levantar dinheiro rapidamente.

As tensões no Oriente Médio, incluindo ataques ao Irã e o bloqueio do Estreito de Ormuz, aumentaram a volatilidade dos mercados e levaram investidores a buscar recursos para cobrir perdas ou ajustar posições.

Mesmo com queda no volume de investimentos, o valor das compras subiu 62%, impulsionado pela alta dos preços do metal; ainda assim, os valores elevados reduziram a demanda por joias.

O ouro costuma ser visto como um investimento de proteção em momentos de instabilidade nos mercados. Mesmo assim, os volumes de investimento no metal caíram no primeiro trimestre, segundo dados divulgados na quarta-feira (29) pelo Conselho Mundial do Ouro.

De acordo com a entidade, os investimentos em ouro recuaram 5% no período, apesar de o metal ter atingido uma máxima histórica em janeiro. Naquele momento, a busca por proteção aumentou diante da fraqueza do dólar e das incertezas em torno da condução da política econômica do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O relatório também aponta que "fortes saídas de capital em março reverteram grande parte das entradas de janeiro e fevereiro" nos fundos negociados em bolsa (ETFs) de ouro, uma forma simples de investir nesse metal. Segundo o conselho, esse movimento ocorreu principalmente em fundos baseados nos EUA.

Juan Carlos Artigas, especialista do Conselho Mundial do Ouro, afirma que o metal costuma ser um dos primeiros ativos vendidos quando investidores precisam levantar recursos rapidamente.

"Muitas vezes, como o ouro é tão amplamente aceito, ele é a primeira coisa a ser vendida quando é preciso ter acesso a dinheiro ou liquidez."

O cenário se intensificou após ataques de Israel e dos EUA ao Irã. Em resposta, Teerã bloqueou o trânsito pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo.

A medida fez os preços do petróleo e do gás dispararem e aumentou a volatilidade nos mercados, levando muitos investidores a buscar recursos para cobrir perdas ou ajustar suas posições.

Outro fator que pesou sobre o mercado foi a expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), eleve as taxas de juros para conter a inflação. Esse movimento fortalece o dólar e tende a tornar o ouro mais caro para investidores que utilizam outras moedas.

Apesar da queda no volume comprado, o valor das aquisições subiu 62%, refletindo a forte alta dos preços do metal. O ouro chegou a quase US$ 5.600 por onça no fim de janeiro e registrou média de US$ 4.873 por onça ao longo do trimestre.

Mesmo com essa valorização, os preços elevados reduziram a demanda por joias. O setor também foi afetado pela guerra, já que o Oriente Médio é um importante centro logístico para o transporte desses produtos.

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Licença‑paternidade de até 20 dias: o que muda para MEIs?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/04/2026 00:44

Empreendedorismo Guia do empreendedor Licença‑paternidade de até 20 dias: o que muda para MEIs? Lei entrará em vigor de forma gradual, com início em 2027 e implementação total até 2029. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

A nova lei amplia a licença-paternidade no Brasil e passa a incluir trabalhadores sem vínculo formal, como microempreendedores individuais (MEIs), autônomos, domésticos e avulsos.

O período será ampliado gradualmente, dos atuais cinco dias para até 20 dias até 2029. O salário-paternidade garante renda durante esse período em casos de nascimento, adoção ou guarda judicial.

Para trabalhadores sem carteira assinada, o pagamento será feito diretamente pelo INSS. A implementação será gradual: a licença será de 10 dias em 2027, 15 dias em 2028 e 20 dias em 2029.

No fim de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei que amplia a licença-paternidade no Brasil e cria um novo benefício previdenciário para trabalhadores sem vínculo formal de emprego.

A medida amplia gradualmente o período de afastamento, dos atuais cinco dias para até 20 dias até 2029. (Veja abaixo como vai funcionar)

A nova legislação regulamenta um direito previsto na Constituição desde 1988 e amplia o alcance da licença. Agora, também passam a ter acesso ao benefício microempreendedores individuais (MEIs), trabalhadores domésticos, avulsos e segurados especiais.

A principal mudança para esses trabalhadores é a criação do chamado salário-paternidade, um benefício previdenciário que garante renda durante o afastamento em casos de nascimento, adoção ou guarda judicial de criança ou adolescente.

Na prática, trabalhadores fora do regime formal também terão a renda assegurada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) durante o período de afastamento. Segundo a advogada trabalhista Ana Luísa Santana, a medida corrige uma lacuna histórica.

“Não se trata de licença no sentido clássico, porque não há empregador, mas de um benefício pago pela Previdência. Isso permite que o MEI ou o autônomo se afaste das atividades sem ficar totalmente sem renda”, explica.

Para especialistas, a principal inovação está no reconhecimento da paternidade como um evento protegido pela Previdência Social, mesmo para quem não tem vínculo formal de emprego.

Para trabalhadores com carteira assinada, o pagamento continua sendo feito pela empresa, que depois é ressarcida pela Previdência Social. Já no caso de MEIs, autônomos, trabalhadores avulsos e empregados domésticos, o valor será pago diretamente pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo o Ministério da Previdência Social, as regras para concessão do salário-paternidade devem seguir a mesma lógica do salário-maternidade.

No caso dos trabalhadores avulsos, o pagamento será feito pelo sindicato da categoria ou pelo Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO), já que esses profissionais têm direitos equiparados aos dos empregados com carteira assinada.

Já os contribuintes individuais — categoria que inclui os microempreendedores individuais (MEIs) — deverão solicitar o benefício diretamente ao INSS.

De acordo com a advogada trabalhista Ana Gabriela Burlamaqui, o benefício terá valor equivalente à renda mensal do segurado, calculado com base nas contribuições feitas à Previdência Social.

No caso dos MEIs, que normalmente contribuem sobre o salário mínimo, o valor tende a seguir esse piso. Já para contribuintes individuais com recolhimentos maiores, o pagamento será proporcional à base de contribuição.

Segundo o Ministério da Previdência Social, não há valor mínimo de contribuição nem carência para acessar o salário-paternidade. O requisito é ter qualidade de segurado no momento do nascimento, da adoção ou da guarda.

Na prática, MEIs e autônomos que contribuem regularmente para o INSS já têm direito ao benefício, seguindo a mesma regra do salário-maternidade.

A lei que amplia a licença-paternidade de cinco para até 20 dias não entra em vigor de uma só vez. A mudança será implementada de forma gradual, com regras de transição que começam a valer em 2027 e só atingem o prazo máximo em 2029.

Até lá, pais de recém-nascidos, crianças adotadas ou sob guarda precisam ficar atentos ao cronograma, às situações em que o benefício pode ser ampliado e às novas garantias previstas na legislação.

10 dias, a partir de 1º de janeiro de 2027;15 dias, a partir de 1º de janeiro de 2028;20 dias, a partir de 1º de janeiro de 2029.

➡️ Até o início de 2027, permanece válida a regra atual, que garante cinco dias corridos de licença-paternidade, pagos pela empresa.

A transição, segundo parlamentares e especialistas, foi desenhada para permitir a adaptação gradual das empresas e do sistema previdenciário ao novo modelo.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Veja os serviços e como funciona o Contrata+Brasil, plataforma que conecta MEIs às contratações públicas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/04/2026 00:44

Empreendedorismo Guia do empreendedor Veja os serviços e como funciona o Contrata+Brasil, plataforma que conecta MEIs às contratações públicas Plataforma liga órgãos públicos a microempreendedores para serviços e reparos; propostas são enviadas e vence o menor preço. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

O "Contrata+Brasil" funciona como um "marketplace" de pequenas contratações públicas.

A plataforma permite que os órgãos públicos divulguem demandas pontuais e recebam propostas de profissionais cadastrados no município.

A ferramenta foi criada para serviços de manutenção e pequenos reparos, respeitando o limite de R$ 13.098,41, valor máximo permitido para contratações de pronto pagamento, sem licitação.

Nesta quinta-feira (30), o governo federal ampliou o número de serviços disponíveis no Contrata+Brasil.

O "Contrata+Brasil" funciona como um "marketplace" de pequenas contratações públicas. A plataforma permite que os órgãos públicos divulguem demandas pontuais e recebam propostas de profissionais cadastrados no município.

A ferramenta foi criada para serviços de manutenção e pequenos reparos, respeitando o limite de R$ 13.098,41, valor máximo permitido para contratações de pronto pagamento, sem licitação. Nesta quinta-feira (30), o governo federal ampliou o número de serviços disponíveis no Contrata+Brasil.

A iniciativa passou de 47 para 107 atividades, o que pode beneficiar cerca de 1,3 milhão de profissionais em todo o país. O anúncio foi feito pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), durante evento promovido pelo Sebrae.

Com a mudança, a plataforma deixa de focar apenas em pequenos reparos e passa a incluir uma variedade maior de atividades, como serviços de mecânica, costura, instalação de redes de computadores e reciclagem de materiais.

Entre os serviços mais comuns estão pintura, reformas, assentamento de pisos, manutenção de ar-condicionado e instalações elétricas. Os profissionais enviam propostas, e o governo seleciona a de menor preço.

Segundo o governo, a ampliação deve facilitar o acesso de pequenos negócios ao mercado público e aumentar a geração de renda. A expectativa é que mais categorias consigam ofertar serviços diretamente ao Estado, com menos burocracia.

Desde a criação, há pouco mais de um ano, o Contrata+Brasil já movimentou mais de R$ 20 milhões em recursos públicos e gerou mais de 6.500 oportunidades. Atualmente, 740 municípios estão aptos a usar a plataforma, e 357 já realizaram contratações.

Publicação da demanda: quando precisa de um serviço, o órgão público publica a demanda na plataforma.Aviso aos prestadores: o sistema envia automaticamente a oferta aos MEIs habilitados na região, por aplicativo de mensagem.Envio de propostas: os interessados informam valor e prazo para execução do serviço.Escolha do contratado: o órgão seleciona a proposta com base principalmente em preço e prazo.Prazos: o prazo para contratação é de até cinco dias e o pagamento ocorre em até cinco dias após a execução do serviço.

O modelo dispensa etapas do formato tradicional, como editais, estudos técnicos preliminares (ETP) e termos de referência (TR), que já são padronizados previamente pelo governo federal.

Segundo o governo, hoje uma contratação direta pode levar cerca de dois meses e uma licitação, até seis meses.

Apesar de serviços como pintura, elétrica, hidráulica e pequenos reparos já serem comuns na administração pública, a participação de MEIs ainda é baixa: dos cerca de 16 milhões de microempreendedores em atividade no país, apenas 70 mil estão cadastrados como fornecedores do governo federal.

Para MEIs que prestam serviços como pintura, elétrica, gesso ou reformas, a plataforma é uma oportunidade de trabalhar diretamente com órgãos públicos.

Acesse a plataforma: Entre no site gov.br/contratamaisbrasil e clique em “Entrar com GOV.BR”.Complete o cadastro: Informe seus dados pessoais e os serviços que você pode oferecer.Adicione sua empresa: Vá em “Minhas Empresas”, clique no símbolo de “+” e informe o CNPJ do MEI.Preencha os dados e atividades: Complete as informações da empresa — o número de WhatsApp é essencial — e selecione as atividades exercidas.Acesse as oportunidades: Consulte as demandas publicadas pelos órgãos públicos e, se necessário, envie perguntas pelo sistema.Envie sua proposta: Escolha o serviço desejado e informe o valor cobrado. A proposta pode ser ajustada enquanto a oportunidade estiver aberta.Acompanhe o resultado: Após o encerramento do prazo, o órgão público seleciona a melhor proposta.

Sempre que surgir uma nova oportunidade compatível com os serviços e a região do empreendedor, o MEI recebe um alerta por WhatsApp.

Todos os profissionais também precisam estar registrados no Sistema de Cadastro Unificado de Fornecedores (Sicaf).

Para simplificar esse processo, desde 13 de fevereiro, basta informar o número do CNPJ na plataforma "Contrata+Brasil" para concluir automaticamente o registro, com integração direta ao sistema.

A mudança elimina a necessidade de preencher dados em dois cadastros, já que a plataforma busca as informações nas bases do governo e realiza o credenciamento obrigatório de forma automática.

Para auxiliar os microempreendedores, o Sebrae lançou um curso online e uma cartilha com orientações sobre a plataforma.

Após a execução do serviço, contratantes e contratados avaliam a experiência na plataforma. Empresas mal avaliadas ou que não cumprirem o contrato podem sofrer sanções, incluindo a exclusão do sistema.

MEI vira atalho para sonegação: as fraudes mais comuns e como a Receita identificou milhares de casos

Segundo o Ministério do Empreendedorismo, não há limitações legais que impeçam alguém com o nome sujo de se cadastrar como MEI — Foto: Unsplash/Reprodução

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Produção e venda de foie gras podem passar a ser consideradas maus-tratos a animais no Brasil; entenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/04/2026 17:07

Agro Produção e venda de foie gras podem passar a ser consideradas maus-tratos a animais no Brasil; entenda Projeto de Lei que proíbe produtos obtidos por meio de alimentação forçada de animais foi aprovada na Câmara dos Deputados e segue para sanção presidencial. Por Vivian Souza

Projeto de Lei 90/20, que proíbe a produção e venda de itens obtidos por meio de alimentação forçada de animais, foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados, na terça-feira (29).

Com a proposta, passariam a ser proibidos pratos como o foie gras, que é o fígado gordo de pato ou ganso na culinária francesa.

Esse tipo de produto é obtido com a técnica chamada "gavage". Nela, um tubo é colocado na garganta da ave para forçar a alimentação e aumentar o fígado.

Se a lei for sancionada, quem descumprir pode ser punido com prisão de três meses a um ano, além de multa, conforme a Lei de Crimes Ambientais para maus-tratos de animais.

O Projeto de Lei 90/20, que proíbe a produção e venda de itens obtidos por meio de alimentação forçada de animais, foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados, na terça-feira (29). Agora, o texto pode seguir para sanção presidencial.

Com a proposta, passariam a ser proibidos pratos como o foie gras, que é o fígado gordo de pato ou ganso na culinária francesa.

Se a lei for sancionada, quem descumprir pode ser punido com prisão de três meses a um ano, além de multa, conforme a Lei de Crimes Ambientais para maus-tratos de animais.

Esse tipo de produto é obtido com a técnica chamada "gavage". Nela, um tubo é colocado na garganta da ave para forçar a alimentação e aumentar o fígado.

Segundo o relator, o deputado Fred Costa (PRD-MG), a técnica aumenta a taxa de mortalidade dos animais em até 25 vezes.

O autor do projeto, o senador Eduardo Girão (Novo – CE), afirmou que esse tipo de produção já é proibido em países como Argentina, Austrália e Índia.

O senador também lembrou que a cidade de São Paulo aprovou uma lei semelhante em 2015. No entanto, a norma foi considerada inconstitucional pela Justiça, que entendeu que municípios não podem legislar sobre esse tipo de produto.

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MPT pede condenação da JBS de R$ 118 milhões por comprar de fazendas na ‘lista suja’ do trabalho escravo no PA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/04/2026 17:07

Pará MPT pede condenação da JBS de R$ 118 milhões por comprar de fazendas na 'lista suja' do trabalho escravo no PA Ação civil pública na Vara do Trabalho de Xinguara cita relações com 7 pecuaristas na Lista Suja do MTE de 2014 a 2025. Ao todo, 53 trabalhadores foram resgatados em propriedades ligadas à empresa, segundo o MPT. Por g1 Pará — Belém

O Ministério Público do Trabalho PA-AP (MPT) entrou com uma ação civil pública contra a empresa, após constatar em investigação que ela possui, na cadeia produtiva na pecuária, mão de obra em condições análogas às de escravo.

Durante o período investigado, no Estado do Pará, houve resgate de trabalhadores em propriedades de pecuaristas diretamente vinculados à JBS trabalho escravo pecuária Pará nos anos de 2014, 2018, 2021, 2022 e 2025, totalizando 53 resgatados.

De 2014 a 2025, a JBS estabeleceu transações comerciais com 7 pecuaristas flagrados em operações nos municípios paraenses de Ourilândia do Norte, São Félix do Xingu, Novo Repartimento, Pacajá, Brasil Novo, Uruará e Cumaru do Norte.

No Pará, o MPT pediu a condenação da multinacional JBS em, no mínimo, R$ 118 milhões por trabalho escravo na cadeia produtiva da pecuária. O g1 solicitou posicionamento da empresa, mas ainda não havia obtido resposta até a última atualização da reportagem.

O Ministério Público do Trabalho PA-AP (MPT) entrou com uma ação civil pública contra a empresa na Vara do Trabalho de Xinguara, no sul do Pará, após constatar em investigação que ela possui, na cadeia produtiva na pecuária, mão de obra em condições análogas às de escravo.

Durante o período investigado, no Estado do Pará, houve resgate de trabalhadores em propriedades de pecuaristas diretamente vinculados à JBS trabalho escravo pecuária Pará nos anos de 2014, 2018, 2021, 2022 e 2025, totalizando 53 resgatados.

Mesmo tendo ciência da situação, a empresa manteve transações comerciais com esses fornecedores incluídos na “Lista Suja” do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), “demonstrando um padrão sistemático de negligência”, segundo o MPT.

De 2014 a 2025, a JBS estabeleceu transações comerciais com 7 pecuaristas flagrados em operações do grupo especial de fiscalização móvel, ocorridas nos municípios paraenses de Ourilândia do Norte, São Félix do Xingu, Novo Repartimento, Pacajá, Brasil Novo, Uruará e Cumaru do Norte.

Para o MPT, a JBS, na condição de empresa líder, tinha o dever de monitorar todas as etapas de sua cadeia produtiva no estado, adotando práticas para prevenir, identificar e corrigir violações aos direitos trabalhistas fundamentais, conforme imposto pelo ordenamento jurídico nacional e internacional.

O valor de indenização por danos morais coletivos de, no mínimo, R$ 118.941.340,55, correspondente ao total das transações comerciais documentadas com fornecedores flagrados por trabalho análogo à escravidão no período investigado.

Além disso, também é pedido a imposição de obrigações de fazer e de não fazer em relação à própria empresa, eventuais subsidiárias, filiais, subcontratadas, fornecedores diretos ou indiretos localizados no Pará, inseridos na cadeia produtiva da pecuária, a partir de 44 diretrizes.

A ação civil pública é um dos frutos do Projeto Reação em Cadeia, implementado pelo Ministério Público do Trabalho com o objetivo de rastrear e responsabilizar empresas líderes de cadeias produtivas que se beneficiam, em suas relações comerciais, do trabalho em condições análogas à escravidão.

No Pará, o MPT instaurou procedimento promocional para implementação do referido projeto na cadeia da pecuária, com enfoque no gado bovino, quando identificou as empresas líderes no processamento de carne bovina que estariam se beneficiando, direta ou indiretamente, de relações comerciais com fornecedores envolvidos em trabalho escravo.

O rastreamento da cadeia da JBS na pecuária Pará ocorreu a partir do cruzamento de dados fiscais com informações constantes na “Lista Suja do MTE”, bem como a partir de Relatórios de Fiscalizações do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), analisados por meio de estudo desenvolvido pela Fundação Pan-Americana para o Desenvolvimento (PADF), tornando possível o mapeamento de fluxos comerciais entre fornecedores e produtores de carne bovina no Estado do Pará.

A documentação comprobatória das transações financeiras realizadas entre a JBS S.A. e empregadores que figuraram na “Lista Suja” do trabalho escravo foi anexada aos relatórios da Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (CONAETE/MPT) e obtida por meio de consulta aos sites do Ministério da Agricultura e Pecuária e da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ) e demonstra a inexistência ou ineficácia de medidas de diligência em direitos humanos por parte da empresa ré.

O cruzamento de dados revelou que a JBS S.A. manteve relações comerciais regulares e duradouras com fornecedores flagrados explorando trabalhadores em condições análogas às de escravo, adquirindo insumos para sua atividade econômica, consistente na produção e comercialização de gêneros alimentícios, dentre eles, carne bovina.

Em 2025, a atividade agropecuária registrou R$ 775,3 bilhões de valor adicionado bruto (crescimento de 11,7%), representando participação aproximada de 6,1% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o que foi fortemente impulsionado pela pecuária, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

No ano anterior, especificamente no setor da bovinocultura, o Brasil se manteve como detentor do maior rebanho bovino comercial do mundo, estimado em 194 milhões de cabeças, o equivalente a 11,6% do rebanho global.

Nesse cenário, a JBS figura como a maior produtora de proteína animal do mundo e está presente em mais de 20 países, com 280 mil funcionários. No Brasil, a empresa possui operações em 16 Estados e no Distrito Federal, com mais de 158 mil empregados.

Somente no Pará, a empresa possui atividades em 6 fábricas e 1 centro de distribuição nos municípios de Marituba, Tucumã, Marabá, Santana do Araguaia, Conceição do Araguaia e Santa Maria das Barreiras, contabilizando cerca de 4 mil empregados e estabelecendo parcerias comerciais com mais de 2 mil pecuaristas, os quais são responsáveis pelo fornecimento de animais e produtos derivados.

O setor da pecuária bovina acumula o maior número de trabalhadores resgatados no país, estando constantemente associado, na região amazônica, ao desmatamento ilegal, à grilagem de terras e à ocupação de territórios indígenas.

50 vídeos Brasil Novo Cumaru do Norte JBS Novo Repartimento Ourilândia do Norte Pacajá São Félix do Xingu Uruará Xinguara Resumo do dia De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail.

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Lembra dele? Honda Civic desaparece das lojas e o g1 descobre quem são os culpados; VÍDEO

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/04/2026 05:32

Carros Lembra dele? Honda Civic desaparece das lojas e o g1 descobre quem são os culpados; VÍDEO Ícone entre sedãs já foi referência em custo-benefício, mas hoje custa R$ 266 mil. Mercado para o modelo e seus concorrentes encolheu e preferência de brasileiros por SUVs disparou. Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

O Honda Civic continua nas lojas e ainda aparece no site da marca por R$ 266 mil. Porém, em 2026, apenas sete unidades foram emplacadas, segundo números da Fenabrave.

O que aconteceu com ele? Um carro que já foi produzido no Brasil, que esteve entre os sedãs médios mais vendidos e desejados do país, é hoje apenas uma lembrança do que já foi.

Para entender essa história, o g1 vai mostrar a nova geração do sedã, que agora é híbrida, e explicar quem são os responsáveis por fazer o Civic deixar de ser aquela figurinha fácil que a gente sempre via no trânsito.

E o Honda Civic, hein? Essa é uma pergunta que se ouve desde o ano passado, como se o sedã fosse aquele primo que sempre estava nas festas de família e, de repente, sumiu. Todo mundo quer saber por onde ele anda.

Pois bem: o Honda Civic continua nas lojas e ainda aparece no site da marca por R$ 266 mil. Porém, em 2026, apenas sete unidades foram emplacadas, segundo números da Fenabrave. A versão esportiva, Type-R, vendeu oito unidades no mesmo período.

O que aconteceu com ele? Um carro que já foi produzido no Brasil, que esteve entre os sedãs médios mais vendidos e desejados do país, é hoje apenas uma lembrança do que já foi.

Para entender essa história, o g1 vai mostrar a nova geração do sedã, que agora é híbrida, e explicar quem são os responsáveis por fazer o Civic deixar de ser aquela figurinha fácil que a gente sempre via no trânsito. E já adiantamos: há mais que um responsável.

Antes de qualquer coisa, é preciso dizer que o Civic vem muito bem equipado e com muita tecnologia. Basta observar as listas para ver os equipamentos de segurança e tudo que vem de série no veículo. Não deve em nada para qualquer outro modelo na mesma faixa de preço de R$ 260 mil.

Mas é justamente aí que a Honda se torna responsável pelo baixo desempenho de vendas do Civic. O cliente imagina o sedã competindo ombro a ombro em preço com o Corolla, seu rival histórico. Mas agora a diferença de preço é de R$ 60 mil.

Então, a Honda colocou o Civic numa prateleira que os clientes não alcançam. E o g1 perguntou para a marca justamente a razão dessa estratégia.

“Os projetos de desenvolvimento seguem uma estratégia global e, dentro desse contexto, a nova geração do Civic passou a ser oferecida exclusivamente com tecnologia híbrida no Brasil.

A opção por essa estratégia evidenciou os diferenciais do sistema e:HEV, elevando significativamente o nível de eficiência, desempenho e sofisticação do Civic. Por consequência, a percepção do consumidor em relação ao produto também foi alçada a um patamar muito superior.

O conjunto híbrido da Honda é reconhecido por entregar um equilíbrio excepcional entre performance e baixo consumo, posicionando o Civic como uma referência em seu segmento por conta do nível mais elevado de tecnologia, segurança e experiência.

Assim, o reposicionamento ocorreu não apenas em função de uma decisão comercial, mas também por refletir a evolução tecnológica do modelo e do alinhamento global da marca.”

A cabine transmite uma paz instantânea. Em poucos minutos todos os comandos já fazem sentido. Os materiais em tom escuro dão seriedade à experiência. Isso combina com as opções de cores para a carroceria oferecidas no Brasil: preto, azul muito escuro e… só.

O espaço no banco traseiro é bom, mas dá para entender o consumidor que prefere um SUV mais generoso. O porta-malas tem trava com acionamento elétrico que abre sozinho, mas não fecha como vários utilitários esportivos. Outro atributo que já está ficando comum nessa faixa de preço.

O que é legal ao dirigir o Civic é perceber o DNA da Honda na construção, na solidez e no acerto da suspensão. Porém, se você tem na memória o Civic da geração anterior, talvez fique desencantado com este modelo.

Ela seguia um projeto mais tradicional e simples, com motor 2.0 de 150 cavalos, mas era muito focada em proporcionar uma sensação de condução diferente da oferecida pelo campeão Corolla. E essa era uma estratégia que fazia sentido.

Quando existe um líder disparado, a melhor tática nem sempre é tentar imitá-lo, mas sim oferecer uma alternativa para um público que busca características diferentes.

Honda Civic Advanced Hybrid 2026 tem ótima calibração de direção e suspensão — Foto: Divulgação / Honda

O Corolla sempre foi um carro voltado para uma direção neutra, extremamente confortável e pensado para passar despercebido em suas sensações. Está claro que o brasileiro gosta dessa proposta, tanto que o modelo vende muito bem.

Já o Civic anterior seguia outro caminho. Não era necessariamente mais potente ou mais forte. A diferença estava na sensação ao volante, na calibração, na suspensão, na forma como a carroceria se comportava nas curvas.

Além disso, o design também reforçava essa proposta: linhas mais ousadas, caimento de teto quase de cupê e uma proporção de porta-malas mais curta. Tudo isso entregava uma opção mais jovial para quem não se identificava com o visual mais sisudo do Corolla.

Agora, com este novo Civic, essa história mudou. Ele parece quase uma versão em escala menor do Accord. (compare com o sedã modelo 2021 abaixo)

Honda Accord 2021 visto de perfil foi a inspiração para o Honda Civic — Foto: Divulgação / Honda

E não foi apenas o design e a proporção que ele herdou do irmão maior. Também adotou uma postura mais "aristocrática", mais voltada a transportar seus passageiros com conforto, quase como um chofer, do que a oferecer uma experiência marcante ao motorista.

Talvez, ao considerar preço e posicionamento, o Civic tenha renunciado a parte da sua essência. E, por isso, abriu mão de um de seus argumentos para ser uma alternativa ao Corolla.

Honda Civic Advanced Hybrid 2026 tem proporções mais sóbrias nesta geração — Foto: Divulgação / Honda

Debaixo do capô está um dos principais responsáveis por aumentar o preço do Civic: um excelente conjunto híbrido. Ele combina um motor 2.0 com injeção direta e ciclo Atkinson (mais voltado para eficiência de combustível) que gera 143 cavalos, com um motor elétrico de 184 cavalos.

Além disso, há ainda um segundo motor elétrico, responsável pela recuperação de energia durante as desacelerações, recarregando as baterias de íon de lítio.

Na prática, o carro alterna entre três modos de funcionamento: o modo totalmente elétrico, o modo híbrido, em que os dois motores trabalham juntos, e o modo somente a combustão. Essa variação depende do relevo, da intensidade com que o motorista acelera e também do nível de carga das baterias.

Dentro do carro, com ele em movimento, tudo funciona muito bem, e os números de consumo são realmente impressionantes, comparáveis aos de carros 1.0.

O único ponto que causa estranheza aparece em situações de trânsito intenso, como engarrafamentos. O motor a combustão entra em funcionamento apenas para manter o nível de carga das baterias, mesmo com o carro parado.

O giro mais alto causa a sensação de que o motorista está acelerando sem sair do lugar, o que pode parecer um pouco estranho para quem passa na calçada.

Se observarmos o último ano de fabricação da geração anterior do Civic no Brasil, em 2021, o sedã vendeu pouco mais de 19 mil unidades.Naquele mesmo ano, o HR-V, SUV da Honda, mesmo em sua geração anterior, já vendia 38,4 mil unidades. Bem mais que o Civic.

No ano passado, em 2025, a nova geração do HR-V ultrapassou mais de 60 mil unidades vendidas. E agora a Honda também conta com o WR-V, que tem dimensões muito próximas, utiliza o mesmo motor e câmbio das versões de entrada do HR-V e já chama atenção no showroom.

Ou seja: o cliente brasileiro não deixou de comprar Honda. Ele apenas deixou de comprar o Civic. Agora, esse consumidor prefere os SUVs da marca japonesa.

A explicação, portanto, é simples e dispensa qualquer teoria da conspiração: a Honda apenas tomou a decisão de concentrar esforços no tipo de produto que percebeu que o brasileiro realmente quer comprar.

E, nesse contexto, coincidiu o fato de que o Civic, nesta nova geração, já não fazer tanto sentido econômico para o mercado brasileiro, especialmente considerando o baixo volume de vendas.

"Globalmente — e isso já há vários anos —, os SUVs de diferentes portes, estilos e faixas de preço passaram a dominar a preferência dos consumidores. No Brasil, seguimos a mesma tendência, com os SUVs ganhando cada vez mais espaço no mercado. Em retrospecto, sim, é possível dizer que o mercado de sedãs médios é um dos que foram alterados com a popularização dos SUVs."

Esse, aliás, não é um fenômeno exclusivo da Honda. A Toyota já vê o Corolla Cross vender significativamente mais que o Corolla sedã. Não por acaso, também lançou o Yaris Cross como uma alternativa de SUV posicionada logo abaixo.

Da mesma forma, não é coincidência que a Toyota tenha lançado o novo RAV4 com preço reduzido em sua versão de entrada.

Afinal, o consumidor brasileiro que está disposto a pagar na faixa dos R$ 300 mil, hoje, em grande parte não está mais buscando sedãs. Está comprando SUVs e, principalmente, SUVs de marcas chinesas.

Portanto, muitas pessoas que passaram os últimos 30 anos admirando o Civic terão de se resignar. Viam o Honda como um dos carros mais vendidos do Brasil. Usavam o Civic como referência de sedã ideal para quem gosta de uma tocada mais esportiva. Agora, resta manter essa fantasia no imaginário.

Com isso, sobra ao Civic Type-R carregar a bandeira do modelo. Ele é inacessível para a maioria, e acaba servindo mais como pôster ou papel de parede de celular.

Ver o nome Civic adormecer na preferência popular (quem sabe, ele ainda pode voltar no futuro) não é exatamente uma novidade.

Nos últimos anos, vimos o nome Gol ser colocado na geladeira pela Volkswagen. A Fiat já não produz mais o Uno. E a General Motors abandonou nomes como Corsa, Astra, Vectra, Cruze e tantos outros carros que fizeram sucesso, marcaram época e hoje já não estão mais presentes.

Também é importante lembrar que, atualmente, nomes têm muito mais função estratégica e de marketing para as montadoras do que necessariamente ligação com a essência original.

A Toyota, por exemplo, já não vê problema em usar o nome Corolla tanto em versões esportivas quanto em um SUV com o sobrenome Cross.

A Chevrolet resgata nomes conhecidos e os reposiciona em novas propostas. Sonic era nome de hatch e agora é usado num SUV compacto. A Ford faz o mesmo ao colocar Mustang em um carro elétrico e transformar Maverick em uma picape híbrida.

Talvez esse sentimento de saudosismo e decepção ao ver o Civic nessa condição seja apenas um sinal de que nós, estamos nos tornando uma geração “antiga” dentro do mercado automotivo.

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Jornadas longas, insegurança e assédio no trabalho causam mais de 840 mil mortes por ano, diz OIT

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/04/2026 03:53

Trabalho e Carreira Jornadas longas, insegurança e assédio no trabalho causam mais de 840 mil mortes por ano, diz OIT Estudo da organização mostra impacto do trabalho na saúde das pessoas e estima perdas de 1,37% do Produto Interno Bruto (PIB) global ao ano. Por Redação g1 — São Paulo

Mais de 840 mil pessoas morrem todos os anos no mundo devido a problemas de saúde associados a riscos psicossociais no trabalho, como jornadas longas, insegurança no emprego e assédio.

O dado é de um relatório global divulgado na quarta-feira (22) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Segundo o estudo, esses fatores estão ligados a doenças cardiovasculares e transtornos mentais, incluindo casos de suicídio.

Ao todo, os riscos psicossociais levam à perda de quase 45 milhões de anos de vida saudável por ano, considerando doença, incapacidade ou morte prematura.

Problemas como estresse, assédio e jornadas longas causam mais de 840 mil mortes por ano, diz OIT — Foto: Freepik/Reprodução

Mais de 840 mil pessoas morrem todos os anos no mundo por problemas de saúde associados a riscos psicossociais no trabalho, como jornadas longas, insegurança no emprego e assédio. O dado é de um relatório global da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Segundo o estudo, esses fatores estão diretamente relacionados a doenças cardiovasculares e transtornos mentais, incluindo casos de suicídio. Ao todo, os riscos psicossociais levam à perda de quase 45 milhões de anos de vida saudável por ano, considerando doença, incapacidade ou morte prematura.

Além do impacto na saúde, o problema também pesa na economia. A OIT estima que esses riscos gerem perdas equivalentes a 1,37% do Produto Interno Bruto (PIB) global por ano.

O relatório, intitulado “O ambiente psicossocial de trabalho: tendências globais e orientações para a ação”, foi preparado para o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, celebrado em 28 de abril.

O documento destaca o impacto crescente da forma como o trabalho é planejado, organizado e gerido na saúde dos trabalhadores.

De acordo com a organização, o ambiente psicossocial envolve a estrutura do trabalho, a forma de gestão, as relações interpessoais e as políticas adotadas pelas empresas — elementos que influenciam diretamente a saúde física e mental dos trabalhadores.

A natureza do trabalho, como nível de exigência e adequação às habilidades;A organização e gestão, incluindo carga de trabalho, autonomia e apoio;E as políticas e práticas do ambiente profissional, como jornadas, remuneração e prevenção ao assédio.

A OIT também destaca que mudanças recentes, como a digitalização, o uso de inteligência artificial e a expansão do trabalho remoto, estão transformando o ambiente profissional. Essas transformações podem agravar riscos existentes ou criar novos desafios caso não sejam acompanhadas por políticas adequadas.

“Os riscos psicossociais estão se tornando um dos desafios mais significativos para a segurança e saúde no trabalho no mundo moderno”, afirmou Manal Azzi, líder da equipe de políticas de segurança e saúde da OIT.

Segundo ela, melhorar o ambiente de trabalho é essencial não só para proteger a saúde física e mental dos trabalhadores, mas também para fortalecer a produtividade, o desempenho das organizações e o desenvolvimento econômico sustentável.

O relatório reforça que esses riscos podem ser prevenidos, desde que suas causas estruturais sejam enfrentadas. Entre as recomendações estão a melhoria da organização do trabalho, o fortalecimento das políticas de saúde e segurança e o incentivo ao diálogo entre governos, empregadores e trabalhadores.

No Brasil, o governo já reconheceu o avanço desses riscos com a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que trata do gerenciamento de riscos ocupacionais.

A medida estava prevista para entrar em vigor em maio de 2025 — ano em que, como o g1 mostrou, o país bateu recorde de afastamentos por transtornos mentais, com custo bilionário aos cofres públicos.

Após pressão de entidades empresariais, a implementação foi adiada para maio de 2026. Agora, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) avalia um novo adiamento.

O que mudaria com a NR-1? Com a atualização da norma, auditores do trabalho poderiam fiscalizar e aplicar multas caso fossem identificadas questões como metas excessivas, jornadas extensas, ausência de suporte, assédio moral, conflitos interpessoais, falta de autonomia no trabalho e condições precárias de trabalho.➡️ Ou seja, isso passaria a ter o mesmo peso de fiscalização de pontos como questões que envolvem acidente de trabalho ou doença.

A decisão de adiamento vai na contramão do cenário do trabalho no país. Em 2025, quando a norma já deveria estar em vigor, o quadro de afastamentos piorou: mais de meio milhão de licenças foram concedidas por transtornos mentais.

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