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Reag e Banco Master: como a gestora entrou no radar das investigações da PF?

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 22:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

O Banco Central decretou nesta quinta-feira (15) a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, novo nome da Reag Trust DTVM.

A medida ocorre um dia depois da segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga o envolvimento da empresa em irregularidades no sistema financeiro e a atuação de nomes ligados à antiga estrutura da gestora no suposto esquema de fraudes do Banco Master.

A Reag teria atuado na estruturação e administração de fundos suspeitos de movimentar recursos de forma atípica, inflar resultados e ocultar riscos, com indícios de fraude e lavagem de dinheiro.

O nome da Reag, porém, não aparece apenas neste inquérito. Ela é investigada na megaoperação Carbono Oculto, deflagrada contra o PCC.

Nesse caso, a empresa é acusada de gerir fundos de investimento usados pela facção para lavagem de dinheiro.

O Banco Central decretou nesta quinta-feira (15) a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, novo nome da Reag Trust DTVM. Essa é a empresa que faz a gestão dos fundos no grupo da Reag Investimentos.

A medida ocorre um dia depois da segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga o envolvimento da empresa em irregularidades no sistema financeiro e a atuação de nomes ligados à antiga estrutura da gestora no suposto esquema de fraudes do Banco Master.

A Reag teria atuado na estruturação e administração de fundos suspeitos de movimentar recursos de forma atípica, inflar resultados e ocultar riscos, com indícios de fraude e lavagem de dinheiro. Entre os alvos da operação está João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag.

O nome da Reag, porém, não aparece apenas neste inquérito. Ela é investigada na megaoperação Carbono Oculto, deflagrada contra o PCC. Nesse caso, a empresa é acusada de gerir fundos de investimento usados pela facção para lavagem de dinheiro.

A seguir, o g1 reúne as principais informações sobre a empresa e explica como ela surge vinculada ao escândalo envolvendo o Banco Master.

O que é a Reag Quem é João Carlos MansurOperação Carbono OcultoOperação Compliance ZeroLiquidação pelo BC e elo com o MasterExpansão no mercado financeiroO que diz a Reag

Fundada em 2013 por João Carlos Mansur, a Reag Investimentos se tornou uma das maiores gestoras independentes do país, sem vínculo com bancos.

Ela chegou a administrar R$ 299 bilhões de pessoas físicas, empresas, fundos de pensão e investidores institucionais e foi a primeira gestora de patrimônio a ter ações negociadas na bolsa brasileira.

A Reag era controlada pela Reag Capital Holding S/A, que também administrava a CiabraSF, outra holding independente citada na Operação Carbono Oculto, em agosto.A CiabraSF teve sua compra finalizada pelo Grupo Planner na terça-feira passada (6). O negócio incluiu uma condição específica: a realização de uma oferta pública de aquisição de ações, mecanismo pelo qual o novo controlador faz uma proposta para comprar as ações em circulação e, assim, assumir oficialmente o controle da empresa.

Em outubro do ano passado, a Reag Capital Holding anunciou o cancelamento de seu registro como companhia aberta. Com a decisão, ela deixou a categoria B, destinada a empresas que emitem títulos ao público (como debêntures ou cotas de fundos de investimentos), mas não têm ações na bolsa.

O fechamento de capital aconteceu em um momento de reorganização das empresas controladas pela holding, após a Reag Investimentos ter sido incluída entre as companhias investigadas pela megaoperação da Polícia Federal contra o PCC. (entenda mais abaixo)

Poucos dias depois da operação, a companhia anunciou a venda da Reag Investimentos para a Arandu, formada pelos principais executivos da própria Reag.

Fora do mercado financeiro, a Reag ganhou visibilidade ao patrocinar o Cine Belas Artes, um dos cinemas mais tradicionais de São Paulo. Com a aquisição dos direitos de nomeação, o espaço passou a se chamar REAG Belas Artes a partir de janeiro de 2024.

Em dezembro, no entanto, o Cine Belas Artes anunciou o fim da parceria e iniciou uma campanha para encontrar um novo patrocinador.

João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag Investimentos, está entre os investigados na segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master.

Essa, porém, não foi a primeira vez que o empresário se envolveu em controvérsias. Mansur renunciou ao cargo de presidente do conselho de administração da Reag Investimentos em setembro do ano passado, após a empresa ter sido alvo de uma megaoperação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Bacharel em ciências contábeis, Mansur fundou a Reag Investimentos em 2013, acumula 35 anos de experiência no mercado financeiro e atua como conselheiro independente autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O empresário declara experiência em auditoria, controladoria, gestão financeira, planejamento estratégico, análise de investimentos e desenvolvimento de negócios.

👉 Em seu perfil no LinkedIn, afirma ter estruturado mais de 200 fundos de investimento — entre eles fundos imobiliários, de participações e de direitos creditórios —, além de ter atuado em outras operações no mercado de capitais.

Mansur atuou como executivo em empresas como PricewaterhouseCoopers (PwC), Monsanto, Tishman Speyer e WTorre Arenas, além de ter participado da criação do estádio Allianz Parque.

Além de sua ligação com o futebol por meio da Reag, Mansur trabalhou na Trump Realty Brazil, empresa que utilizava o nome do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A joint venture foi criada em 2003, mas o contrato durou apenas até 2006, após o projeto fracassar antes da conclusão de qualquer empreendimento imobiliário.

Em agosto do ano passado, a Polícia Federal deflagrou a Operação Carbono Oculto para desarticular um esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, atribuído a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo as investigações, o grupo deixou de recolher mais de R$ 7,6 bilhões em impostos e operava irregularidades em diferentes etapas da cadeia de produção, distribuição e comercialização de combustíveis.

Para ocultar a origem dos recursos, o esquema utilizava uma estrutura financeira complexa, baseada no uso de fintechs e fundos de investimento.

👉 Ao menos 40 fundos, entre multimercado e imobiliários, com patrimônio estimado em R$ 30 bilhões, teriam sido controlados direta ou indiretamente pela facção. Muitos eram fundos fechados, com um único cotista, o que dificultava a identificação dos beneficiários finais.👉 A Reag Investimentos apareceu nas investigações como uma das empresas citadas na apuração sobre o uso de fundos de investimento para a ocultação de recursos.

Segundo a PF e a Receita Federal, administradoras de fundos teriam conhecimento das irregularidades e deixado de cumprir obrigações legais, contribuindo para ocultar a movimentação financeira da organização criminosa.

As apurações indicavam que fintechs eram preferidas em relação a bancos tradicionais para dificultar o rastreamento das transações.Em um dos casos, a Receita identificou uma fintech que funcionava como um “banco paralelo” da organização criminosa, com movimentação superior a R$ 46 bilhões entre 2020 e 2024.Parte dessas operações passava por chamadas “contas-bolsão”, que misturam recursos de diversos clientes e reduzem a transparência das transações.

Os valores obtidos com o esquema foram usados para adquirir ativos e blindar patrimônio, incluindo usinas sucroalcooleiras, distribuidoras, transportadoras, postos de combustíveis, imóveis, fazendas e um terminal portuário.

O caso do Banco Master se tornou o centro de um escândalo financeiro nacional e de uma disputa institucional.

A instituição já operava sob risco de falência por causa da emissão de CDBs com juros muito acima do padrão de mercado e da exposição a investimentos considerados arriscados. Também passou a ser investigada uma possível fraude na venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB), no valor de R$ 12,2 bilhões.

Em novembro, o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do banco. No mesmo dia, a primeira fase da operação Compliance Zero, da Polícia Federal, prendeu o controlador do Master, o banqueiro Daniel Vorcaro.

Nesta quarta-feira (14), a segunda fase da operação cumpriu mandados de busca e apreensão contra João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag. A PF também realizou ações em endereços ligados a Vorcaro e a seus parentes. O empresário Nelson Tanure também estava entre os alvos.

A investigação identificou um esquema de captação de dinheiro, aplicação em fundos e desvio para o patrimônio pessoal de Vorcaro e de seus parentes. O celular do dono do Master foi apreendido.

Nesta etapa da operação, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, determinados pelo ministro Dias Toffoli, além de medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões. Também foram apreendidos carros e itens de luxo.

Nesta quinta-feira, o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial da Reag Trust DTVM — área responsável pela gestão dos fundos da Reag Investimentos — agora denominada CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.

A decisão implica a interrupção imediata das atividades da instituição, que deixa de atuar como gestora e administradora de recursos no mercado financeiro. A medida, porém, não atinge diretamente os fundos de investimento vinculados à empresa, que seguem existindo, mas precisarão ser transferidos para outras instituições habilitadas.

O BC afirma que a liquidação foi adotada após a constatação do descumprimento de normas legais e prudenciais exigidas pelo regulador.

Em nota, o órgão informou que foram identificadas “graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional”.

De acordo com o BC, essas falhas comprometeram a capacidade da instituição de operar de forma regular e segura, o que levou à decisão de encerrar suas atividades para preservar investidores e o funcionamento do sistema financeiro. A autoridade monetária não detalhou quais condutas específicas motivaram a liquidação.

A Reag atuava na administração e gestão de mais de 80 fundos de investimento, além de prestar serviços de gestão patrimonial a pessoas físicas. A empresa integra um grupo que reúne outras companhias que não foram atingidas pela medida.

O BC informou que seguirá apurando responsabilidades e que as investigações podem resultar em sanções administrativas e no envio de informações a outras autoridades. Os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição ficam indisponíveis durante o processo.

Nos últimos anos, a Reag realizou diversas aquisições que ampliaram sua presença no mercado financeiro. Entre as empresas incorporadas estão Hieron, Berkana, Rapier, Quadrante e Quasar.

Em 2024, a Reag adquiriu a Empírica Investimentos, especializada em crédito estruturado e fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs), o que a posicionou entre as três maiores do setor, com cerca de R$ 25 bilhões sob gestão.

Em janeiro de 2025, realizou a incorporação reversa da plataforma de serviços GetNinjas, utilizando sua estrutura já listada na B3 para se transformar em uma holding aberta.

Com a reorganização societária, a GetNinjas deixou de operar como empresa independente, e suas ações passaram a ser negociadas na bolsa sob o código REAG3. Em dezembro do ano passado, após a Reag Investimentos ser vendida para a Arandu, o papel passou a ser negociado sob o código ARND3.

Em fevereiro de 2025, a Reag Capital Holding deu outro passo ao anunciar a listagem na bolsa da Companhia Brasileira de Serviços Financeiros (CiabraSF), empresa do mesmo grupo, sob o código ADMF3.

A estreia ocorreu com uma base expressiva, incluindo a administração de mais de 700 fundos e um patrimônio líquido em torno de R$ 240 bilhões. Lembrando, porém, que a CiabraSF teve sua compra finalizada pelo Grupo Planner na terça-feira passada (6).

Em fevereiro de 2025, a Reag Capital Holding anunciou a listagem na bolsa da Companhia Brasileira de Serviços Financeiros (CiabraSF), sob o código ADMF3. A estreia ocorreu com uma base expressiva, que incluía a administração de mais de 700 fundos e um patrimônio líquido em torno de R$ 240 bilhões.

Outra empresa do grupo era a Reeve (RVEE3), listada na bolsa em abril de 2025 — mas não citada nas operações da PF. A companhia ganhou destaque em 2024 ao se associar à XP Investimentos e à Tauá Partners na Sociedade Anônima do Futebol (SAF) da Portuguesa, assumindo, na ocasião, a revitalização do estádio do Canindé.

Procurada pelo g1 nesta quinta-feira, a Reag não comentou a liquidação decretada pelo Banco Central até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações dos envolvidos.

No site da holding, é mantida uma nota de outubro em que a empresa afirma que “atua de forma ética, transparente e em conformidade com a legislação e a regulação aplicáveis ao sistema financeiro e de capitais”.

"A REAG Capital Holding S.A. vem a público repudiar alegações publicadas na imprensa que buscam indevidamente associar a companhia e a atuação de seus executivos a práticas irregulares e organizações criminosas, sem apresentar quaisquer provas de envolvimento em atos ilícitos.

* atua de forma ética, transparente e em conformidade com a legislação e a regulação aplicáveis ao sistema financeiro e de capitais, sob a supervisão permanente de órgãos como a Comissão de Valores Mobiliários e o Banco Central;

* as estruturas societárias, fundos de investimento e participações sob sua gestão ou administração obedecem integralmente às normas de compliance, governança corporativa, prevenção à lavagem de dinheiro (Resolução nº 50/2021 do Coaf) e conheça seu cliente (Know Your Customer – KYC);

* é incorreto e descabido afirmar que tenha figurado como sócia em operações ou estruturas dos fundos sob sua administração, pois, conforme a Lei nº 8.668/1993, os bens e direitos integrantes dos fundos não se confundem com o patrimônio da administradora, não integram seu ativo e não respondem, direta ou indiretamente, por obrigações da instituição;

* está colaborando de forma ampla e proativa com as autoridades competentes, fornecendo todas as informações e documentos necessários ao esclarecimento dos fatos, convicta de que sua isenção e integridade serão plenamente reconhecidas.

Banco Central (BC) decreta liquidação extrajudicial da Reag Investimentos — Foto: Reprodução/Instagram

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PicPay marca data e será a primeira empresa do Brasil a fazer IPO desde 2021

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 22:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,154-0,42%Dólar TurismoR$ 5,353-0,44%Euro ComercialR$ 6,081-0,26%Euro TurismoR$ 6,329-0,31%B3Ibovespa188.903 pts-0,86%MoedasDólar ComercialR$ 5,154-0,42%Dólar TurismoR$ 5,353-0,44%Euro ComercialR$ 6,081-0,26%Euro TurismoR$ 6,329-0,31%B3Ibovespa188.903 pts-0,86%MoedasDólar ComercialR$ 5,154-0,42%Dólar TurismoR$ 5,353-0,44%Euro ComercialR$ 6,081-0,26%Euro TurismoR$ 6,329-0,31%B3Ibovespa188.903 pts-0,86%Oferecido por

O banco digital PicPay afirmou nesta terça-feira (20) que pretende levantar até US$ 434,3 milhões em sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos, prevista para 29 de janeiro.

A companhia sediada em São Paulo está oferecendo cerca de 22,9 milhões de ações, com preços entre US$ 16 e US$ 19 cada.

A fintech, apoiada pela J&F Investimentos, dos irmãos Wesley e Joesley Batista, busca realizar sua listagem nos EUA, após ter planejado a operação originalmente para 2021.

A gestora de capital de crescimento voltada para a América Latina, Bicycle Capital, lidera a oferta pública inicial e pretende adquirir US$ 75 milhões em ações do PicPay.

O banco digital PicPay será a primeira empresa brasileira a se lançar na bolsa de valores desde 2021. A empresa afirmou nesta terça-feira (20) que fará sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos no próximo dia 29 de janeiro.

🔎 Um IPO (Initial Public Offering) é a primeira oferta pública de ações de uma empresa, quando parte do capital é vendida a investidores. O objetivo é captar recursos para expandir operações, investir em projetos ou reduzir dívidas.

O banco digital será listado na Nasdaq com o código “PICS”. O PicPay pretende levantar até US$ 434,3 milhões, com a oferta de cerca de 22,9 milhões de ações, a preços entre US$ 16 e US$ 19 cada.

A fintech, apoiada pela J&F Investimentos, dos irmãos Wesley e Joesley Batista, realiza sua listagem nos EUA após ter planejado a operação originalmente para 2021.

Em comunicado, o PicPay informou que o Citigroup, o BofA Securities e o RBC Capital Markets atuam como coordenadores globais da oferta pública inicial.

A gestora de capital de crescimento voltada para a América Latina, Bicycle Capital, lidera a oferta pública inicial e pretende adquirir US$ 75 milhões em ações do PicPay.

💵 Como essas intenções não representam compromissos de compra, os investidores podem acabar adquirindo mais, menos ou até nenhuma ação. Da mesma forma, o PicPay e os coordenadores da oferta podem ajustar a quantidade de ações vendidas a esses investidores.

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O PicPay apresentou, em 5 de janeiro, o pedido para realizar um IPO na Nasdaq. A iniciativa veio após a empresa registrar lucro de R$ 313,8 milhões nos nove meses encerrados em 30 de setembro de 2025, ante R$ 172 milhões no mesmo período do ano anterior.

A receita total atingiu R$ 7,26 bilhões no período, ante R$ 3,78 bilhões no ano anterior. O número de clientes ativos também cresceu, passando de 37,5 milhões para 42,1 milhões em setembro de 2025.

Com o lançamento da oferta pública inicial, o PicPay tenta pela segunda vez abrir capital nos EUA, após ter desistido de um IPO em 2021 devido a condições desfavoráveis de mercado.

No entanto, a expectativa de uma recuperação mais consistente foi limitada pela volatilidade provocada pelo tarifaço do governo de Donald Trump, pela paralisação prolongada do governo dos EUA (shutdown) e pela queda das ações de empresas de inteligência artificial no fim do ano passado.

Analistas projetam que o mercado de IPOs volte a ganhar força em 2026, com mais empresas de criptomoedas e do setor financeiro digital anunciando planos de abertura de capital.

Entre elas estão o banco digital britânico Revolut, a plataforma de ativos digitais Kraken e o aplicativo japonês de pagamentos PayPay.

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Fortuna de Elon Musk bate recorde e alcança US$ 788 bilhões com alta das ações da Tesla

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 22:46

Economia Negócios Fortuna de Elon Musk bate recorde e alcança US$ 788 bilhões com alta das ações da Tesla Bilionário se aproxima de um marco inédito ao atingir patrimônio estimado em US$ 800 bilhões, impulsionado pela valorização de seus negócios em tecnologia, especialmente em inteligência artificial. Por Redação g1 — São Paulo

Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), em janeiro de 2026 — Foto: FABRICE COFFRINI / AFP

A riqueza de Elon Musk voltou a atingir um patamar histórico nesta quinta-feira (22), impulsionada pela valorização das ações da Tesla e por novas apostas do empresário no mercado de tecnologia.

Segundo estimativas da Forbes, o patrimônio líquido do CEO chegou a US$ 788,1 bilhões (cerca de R$ 4,1 trilhões), o maior já registrado, colocando Musk a poucos passos de romper a marca inédita de US$ 800 bilhões (cerca de R$ 4,3 trilhões).

🔎O avanço ocorreu após uma forte alta dos papéis da Tesla, que subiram mais de 4% no mercado de ações dos Estados Unidos, refletindo o otimismo do mercado com as declarações do empresário sobre o futuro do serviço de robotáxis da montadora.

Durante participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, Musk afirmou que a frota de veículos autônomos da empresa deve estar “muito difundida” nos Estados Unidos até o fim deste ano, após o lançamento inicial em Austin, no Texas, previsto para junho de 2025.

Ele afirmou também que a Tesla deve começar a vender seus robôs para o público até o final de 2027 e avaliou que, no futuro, todas as pessoas terão um humanoide como assistente.

"Provavelmente em algum momento do próximo ano, até o final do próximo ano, acho que estaremos vendendo robôs humanoides ao público", disse o bilionário.

Com a valorização das ações, a fortuna de Musk cresceu cerca de US$ 13 bilhões em um único dia, consolidando sua liderança isolada no ranking das pessoas mais ricas do mundo, segundo a Forbes.

Ele mantém ampla vantagem sobre os cofundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, que ocupam a segunda e a terceira posições, respectivamente. Na sequência aparecem nomes como Jeff Bezos, Larry Ellison e Mark Zuckerberg.

Nos últimos meses, Musk acumulou uma sequência de recordes pessoais. Em outubro, tornou-se a primeira pessoa a alcançar um patrimônio de US$ 500 bilhões. Em dezembro, ultrapassou os US$ 600 bilhões e, poucos dias depois, rompeu a barreira dos US$ 700 bilhões.

Esse salto foi impulsionado, principalmente, pela valorização da SpaceX, reavaliada em cerca de US$ 800 bilhões, e por decisões judiciais que restauraram pacotes de opções de ações da Tesla, hoje estimados em US$ 126 bilhões.

Mais recentemente, a captação de recursos da xAI Holdings, que alcançou uma avaliação de US$ 250 bilhões, adicionou dezenas de bilhões de dólares à fortuna do empresário.

Com novos planos de remuneração atrelados a metas financeiras e de produção da Tesla, analistas avaliam que Musk pode se tornar, em um futuro próximo, o primeiro trilionário da história.

Há 10 horas Mundo País segue em alerta após morte de traficanteHá 10 horasTrump diz que México ‘precisa intensificar esforços’ contra cartéisHá 10 horasTensão no Oriente MédioTrump foi alertado para risco de falta de munição se atacar Irã, diz jornal

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PicPay faz seu IPO nos EUA, o primeiro de uma empresa brasileira desde 2021

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 21:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

Eduardo Chedid, CEO do banco digital brasileiro PicPay, Joesley Batista, Wesley Batista e José Antonio Batista tocam o sino de abertura na bolsa Nasdaq durante o IPO da empresa, no site do mercado Nasdaq na Times Square, na cidade de Nova York, EUA, em 29 de janeiro de 2026. — Foto: Reuters

O banco digital PicPay fez nesta quinta-feira (29) sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos. Com isso, se tornou a primeira empresa brasileira a realizar um IPO desde 2021.

🔎 Um IPO (Initial Public Offering) é a primeira oferta pública de ações de uma empresa, quando parte do capital é vendida a investidores. O objetivo é captar recursos para expandir operações, investir em projetos ou reduzir dívidas.

O banco digital foi listado na Nasdaq com o código “PICS”. O PicPay levantou cerca de US$ 434,3 milhões, com a oferta de cerca de 22,9 milhões de ações. Cada papel foi precificado a US$ 19 — no teto da faixa indicativa, que ia de US$ 16 a US$ 19.

Os papéis da empresa abriram a sessão cotados a US$ 19,50, alta de 2,6%. Com isso, o valor de mercado ao PicPay chegou a US$ 2,53 bilhões.

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O presidente-executivo, Eduardo Chedid, afirmou na Nasdaq que o banco avalia a possibilidade de emitir recibos de depósito brasileiros (BDRs) lastreados em ações negociadas nos EUA, mas manterá foco exclusivo no Brasil pelos próximos dois a três anos.

Os recursos obtidos com a oferta financiarão novos serviços no aplicativo, incluindo viagens, entrega de comida e loterias.

"Esperamos aumentar o uso de produtos de crédito por nossos clientes de varejo e corporativos", disse Chedid. O PicPay também aguarda autorização do governo para lançar um serviço de apostas esportivas.

A fintech, apoiada pela J&F Investimentos, dos irmãos Wesley e Joesley Batista, realizou sua listagem nos EUA após ter planejado a operação originalmente para 2021.

Em comunicado, o PicPay informou que o Citigroup, o BofA Securities e o RBC Capital Markets atuaram como coordenadores globais da oferta pública inicial.

Além disso, Mizuho, Wolfe | Nomura Alliance, Bradesco BBI, BB Securities Ltd., BTG Pactual e XP Investment Banking atuam como coordenadores conjuntos da oferta, enquanto a FT Partners atua como co-manager.

O logotipo do banco digital brasileiro PicPay é exibido no prédio da Nasdaq após o toque do sino de abertura na bolsa Nasdaq durante o IPO da empresa, no site do mercado Nasdaq na Times Square, na cidade de Nova York, EUA, em 29 de janeiro de 2026. — Foto: Reuters

O PicPay apresentou, em 5 de janeiro, o pedido para realizar um IPO na Nasdaq. A iniciativa veio após a empresa registrar lucro de R$ 313,8 milhões nos nove meses encerrados em 30 de setembro de 2025, ante R$ 172 milhões no mesmo período do ano anterior.

A receita total atingiu R$ 7,26 bilhões no período, ante R$ 3,78 bilhões no ano anterior. O número de clientes ativos também cresceu, passando de 37,5 milhões para 42,1 milhões em setembro de 2025.

Com o lançamento da oferta pública inicial, o PicPay tenta pela segunda vez abrir capital nos EUA, após ter desistido de um IPO em 2021 devido a condições desfavoráveis de mercado.

No entanto, a expectativa de uma recuperação mais consistente foi limitada pela volatilidade provocada pelo tarifaço do governo de Donald Trump, pela paralisação prolongada do governo dos EUA (shutdown) e pela queda das ações de empresas de inteligência artificial no fim do ano passado.

Analistas projetam que o mercado de IPOs volte a ganhar força em 2026, com mais empresas de criptomoedas e do setor financeiro digital anunciando planos de abertura de capital.

Entre elas estão o banco digital britânico Revolut, a plataforma de ativos digitais Kraken e o aplicativo japonês de pagamentos PayPay.

Eduardo Chedid, CEO do banco digital brasileiro PicPay, Joesley Batista, Wesley Batista e José Antonio Batista tocam o sino de abertura na bolsa Nasdaq durante o IPO da empresa, no site do mercado Nasdaq na Times Square, na cidade de Nova York, EUA, em 29 de janeiro de 2026. — Foto: Reuters

Logotipos do banco digital brasileiro PicPay são exibidos em prédios na Times Square após o toque do sino de abertura na bolsa Nasdaq durante o IPO da empresa, no site do mercado Nasdaq, na cidade de Nova York, EUA, em 29 de janeiro de 2026. — Foto: Reuters

Logotipos do banco digital brasileiro PicPay são exibidos em prédios na Times Square após o toque do sino de abertura na bolsa Nasdaq durante o IPO da empresa, no site do mercado Nasdaq, na cidade de Nova York, EUA, em 29 de janeiro de 2026. — Foto: Reuters

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Petrobras eleva reservas provadas de petróleo e gás em 2025

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 21:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

A Petrobras informou nesta quarta-feira (28) que suas reservas provadas encerraram 2025 em 12,1 bilhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás), ante 11,4 bilhões em 2024.

Segundo a Petrobras, o índice de reposição de reservas (IRR) foi de 175%, mesmo com a produção recorde registrada em 2025.

A relação entre as reservas provadas e o nível de produção está estimada em 12,5 anos, acrescentou a companhia.

A ampliação das reservas ocorreu principalmente devido ao bom desempenho dos ativos, com destaque para os campos de Búzios, Tupi, Itapu e Mero, na Bacia de Santos.

A Petrobras informou nesta quarta-feira (28) que suas reservas provadas encerraram 2025 em 12,1 bilhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás), ante 11,4 bilhões em 2024, segundo fato relevante divulgado pela companhia.

"Em 2025, a Petrobras seguiu a trajetória de adição significativa de reservas (1,7 bilhão de boe), mantendo o foco na geração de valor para a sociedade e acionistas", disse a empresa.

🔎 Barril de óleo equivalente (boe, na sigla em inglês) é uma unidade de medida que permite somar petróleo e gás natural em um único indicador. Para isso, o volume de gás é convertido em energia equivalente à de um barril de petróleo, o que facilita a comparação e o acompanhamento das reservas das empresas do setor.

Segundo a Petrobras, o índice de reposição de reservas (IRR) foi de 175%, mesmo com a produção recorde registrada em 2025.

A relação entre as reservas provadas e o nível de produção está estimada em 12,5 anos, acrescentou a companhia.

A ampliação das reservas ocorreu principalmente devido ao bom desempenho dos ativos, com destaque para os campos de Búzios, Tupi, Itapu e Mero, na Bacia de Santos.

A adição de reservas ocorreu, principalmente, em função do excelente desempenho dos ativos, com destaque para os campos de Búzios, Tupi, Itapu e Mero, na Bacia de Santos, do avanço no

Também contribuíram o avanço no desenvolvimento dos campos de Budião, Budião Noroeste e Budião Sudeste, em águas profundas da Bacia de Sergipe-Alagoas, além de projetos de novos poços, sobretudo em Búzios, Tupi, Marlim Sul e Jubarte, nas bacias de Santos e Campos, segundo relatório da empresa.

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FEMSA assume controle das lojas Oxxo no Brasil e encerra parceria com a Raízen

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 21:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

A FEMSA anunciou nesta segunda-feira (2) que assumiu o controle de 100% da rede de minimercados Oxxo no Brasil.

A medida conclui a separação da joint-venture que o grupo mexicano mantinha com a Raízen no negócio.

Com isso, a produtora de açúcar e etanol ficou com as lojas de conveniência associadas à marca Shell, sua acionista, enquanto a companhia mexicana ficou com a rede de lojas Oxxo no Brasil.

Na ocasião, a Raízen disse que receberá 1.256 lojas de conveniência Shell Select e Shell Café. E a FEMSA todos os 611 mercados Oxxo no Brasil e o centro de distribuição em Cajamar.

A FEMSA anunciou nesta segunda-feira (2) que assumiu o controle de 100% da rede de minimercados Oxxo no Brasil. A medida conclui a separação da joint-venture que o grupo mexicano mantinha com a Raízen no negócio.

"Como resultado desta transação, a FEMSA manteve as lojas Oxxo no Brasil, bem como o centro de distribuição localizado em Cajamar, São Paulo", afirmou o grupo mexicano em comunicado ao mercado.

"Os demais ativos e passivos do Grupo Nós (joint-venture com Raízen) foram alocados entre a FEMSA e a Raízen de acordo com suas respectivas atividades", acrescentou.

A Raízen anunciou em setembro o fim da parceria com a FEMSA na Oxxo. Com isso, a produtora de açúcar e etanol ficou com as lojas de conveniência associadas à marca Shell, sua acionista, enquanto a companhia mexicana ficou com a rede de lojas Oxxo no Brasil.

Na ocasião, a Raízen disse que receberá 1.256 lojas de conveniência Shell Select e Shell Café. E a FEMSA todos os 611 mercados Oxxo no Brasil e o centro de distribuição em Cajamar.

"Essa decisão está alinhada à estratégia de reciclagem e simplificação do portfólio de negócios da Raízen, permitindo maior foco e agilidade na execução de sua Oferta Integrada Shell", disse a Raízen, em nota da época.

Em comunicado de setembro, a FEMSA declarou que o Oxxo Brasil é uma “prioridade estratégica” dentro de sua operação de varejo.

"Ao dar o próximo passo para operar de forma independente, seguimos totalmente comprometidos com fortalecimento e expansão do OXXO neste mercado dinâmico. O Brasil segue sendo foco fundamental na estratégia de crescimento de longo prazo da FEMSA", disse José Antonio Fernández Garza, diretor geral da FEMSA Retail.

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Elon Musk se torna a primeira pessoa a superar US$ 800 bilhões em patrimônio

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 20:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

Elon Musk se tornou a primeira pessoa da história a ultrapassar a marca de US$ 800 bilhões (cerca de R$ 4,1 trilhões) em patrimônio líquido.

A fortuna do bilionário foi impulsionada pela aquisição da empresa de inteligência artificial xAI pela SpaceX.

A fusão entre as duas empresas foi anunciada pelo bilionário na segunda-feira (2), antes do lançamento de um mega IPO (Initial Public Offering) nos Estados Unidos.

Elon Musk se tornou a primeira pessoa da história a ultrapassar a marca de US$ 800 bilhões (cerca de R$ 4,1 trilhões) em patrimônio líquido após a SpaceX adquirir a empresa de inteligência artificial xAI.

Segundo a Forbes, o negócio avaliou a empresa combinada em US$ 1,25 trilhão e elevou a fortuna do bilionário em US$ 84 bilhões, para um recorde de US$ 852 bilhões (cerca de R$ 4,4 trilhões).

Antes da operação, Musk detinha cerca de 42% da SpaceX, participação avaliada em US$ 336 bilhões com base em uma oferta privada realizada em dezembro, que estimou a empresa em US$ 800 bilhões.

Ele também possuía aproximadamente 49% da xAI, avaliada em US$ 122 bilhões após uma rodada de captação que atribuiu valor de mercado de US$ 250 bilhões à empresa neste mês.

Após a fusão — que atribuiu US$ 1 trilhão à SpaceX e manteve a xAI em US$ 250 bilhões —, a Forbes calcula que Musk passou a deter 43% da companhia combinada, fatia avaliada em US$ 542 bilhões.

A fusão entre as duas empresas foi anunciada pelo bilionário na segunda-feira (2), antes do lançamento de um mega IPO (Initial Public Offering) nos Estados Unidos.

🔎 Um IPO é a primeira oferta pública de ações de uma empresa, quando parte do capital é vendida a investidores. O objetivo é captar recursos para expandir operações, investir em projetos ou reduzir dívidas.

A empresa resultante da fusão deve precificar as ações em cerca de US$ 527 (R$ 2.771) cada e alcançar uma avaliação de US$ 1,25 trilhão (R$ 6,57 trilhões), segundo a Bloomberg.

O negócio, que cria a empresa privada mais valiosa do mundo, engloba as ambições cada vez mais caras do bilionário de avançar nos campos da inteligência artificial e da exploração espacial.

Em comunicado, Musk afirmou que a fusão tem como objetivo criar o “motor de inovação mais ambicioso e verticalmente integrado da Terra (e fora dela)”, ao reunir negócios que atuam em áreas como exploração espacial, internet via satélite e inteligência artificial.

A aquisição da xAI pela SpaceX envolve duas das maiores empresas de capital fechado do planeta. Trata-se também de uma das uniões mais ambiciosas já feitas no setor de tecnologia, combinando um contratante de defesa e exploração espacial com um desenvolvedor de IA em rápido crescimento.

A medida, no entanto, ainda deverá ser analisada. O acordo pode chamar atenção de reguladores e investidores sobre questões de governança, avaliação e potenciais conflitos de interesse.

Isso se deve ao papel de liderança de Musk em várias empresas, bem como à possível movimentação de engenheiros, tecnologia proprietária e contratos entre as entidades.

Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), em janeiro de 2026 — Foto: AP Photo/Markus Schreiber

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Heineken anuncia corte de até 6 mil empregos após queda nas vendas de cerveja

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 20:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

A Heineken anunciou nesta quarta-feira (11) que pretende cortar até 6.000 postos de trabalho em sua operação global e projetar um crescimento menor dos lucros em 2026 em relação ao ano anterior.

A decisão ocorre em meio à demanda fraca por cerveja, cenário que também afeta seus principais concorrentes.

A empresa, que é a segunda maior cervejaria do mundo em valor de mercado, também busca um novo presidente-executivo após a renúncia inesperada de Dolf van den Brink, em janeiro.

Fabricante das marcas Tiger e Amstel, além da cerveja que leva seu nome, a Heineken afirmou que pretende crescer com menos recursos, numa tentativa de responder às críticas de investidores que consideram a companhia menos eficiente do que seus rivais.

A Heineken anunciou nesta quarta-feira (11) que pretende cortar até 6.000 postos de trabalho em sua operação global e projetar um crescimento menor dos lucros em 2026 em relação ao ano anterior.

A decisão ocorre em meio à demanda fraca por cerveja, cenário que também afeta seus principais concorrentes.

As demissões representam quase 7% do quadro global, formado por cerca de 87 mil funcionários. A empresa, que é a segunda maior cervejaria do mundo em valor de mercado, também busca um novo presidente-executivo após a renúncia inesperada de Dolf van den Brink, em janeiro.

Fabricante das marcas Tiger e Amstel, além da cerveja que leva seu nome, a Heineken afirmou que pretende crescer com menos recursos, numa tentativa de responder às críticas de investidores que consideram a companhia menos eficiente do que seus rivais.

Ao mesmo tempo, o setor enfrenta queda nas vendas devido à pressão sobre o orçamento dos consumidores e a condições climáticas desfavoráveis registradas recentemente.

A concorrente Carlsberg também anunciou cortes de empregos. Outras empresas do segmento de bebidas alcoólicas vêm reduzindo custos, vendendo ativos e diminuindo a produção após vários anos de desempenho fraco nas vendas.

As ações da Heineken subiam cerca de 4%, acumulando valorização de aproximadamente 7% desde o fim de 2025.

A companhia informou que seu programa de produtividade deve gerar economias e reduzir o número de funcionários em entre 5.000 e 6.000 pessoas nos próximos dois anos.

“Estamos fazendo isso para fortalecer nossas operações e poder investir no crescimento”, afirmou o diretor financeiro Harold van den Broek durante uma teleconferência para apresentação dos resultados anuais.

Segundo ele, parte dos cortes ocorrerá na Europa e em mercados considerados menos estratégicos, com menor potencial de expansão. Outra parcela virá de medidas já anunciadas para a cadeia de suprimentos, a sede e as unidades regionais.

Para 2026, a Heineken espera um crescimento dos lucros entre 2% e 6%, abaixo da faixa projetada para 2025, de 4% a 8%. Na semana passada, a Carlsberg divulgou estimativa semelhante para o próximo ano.

A empresa também informou que seu lucro operacional anual ficou acima das previsões: avançou 4,4% em 2025, superando a expectativa dos analistas, que era de 4%.

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As investidoras que querem provar que empresas lideradas por mulheres dão mais lucro

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 19:46

Empreendedorismo As investidoras que querem provar que empresas lideradas por mulheres dão mais lucro Erica Fridman e Jaana Goeggel se juntaram para levantar R$ 25 milhões e investir em empresas fundadas por mulheres — o primeiro fundo de 'venture capital' desse tipo no Brasil. Por Camilla Veras Mota

Erica Fridman e Jaana Goeggel são gestoras do fundo de capital de riscoSororitê, estabelecido no fim do ano passado com foco em startups que estejam em estágio inicial e que tenham pelo menos uma mulher entre os fundadores.

Segundo Fridman, 9 das 10 empresas de tecnologia que hoje são as maiores do mundo receberam investimento de fundos de venture capital.

As estatísticas mostram que startups lideradas só por mulheres receberam apenas 0,04% do capital investido em 2020 no Brasil – se incluídas as empresas com homens e mulheres entre os fundadores, o índice é de 2,2%.

No momento, o fundo está em fase de captação, ou seja, está aberto àqueles que quiserem aportar dinheiro na expectativa de que ele traga retorno quando as empresas que receberem o recurso crescerem e multiplicarem seu valor.

Jaana Goeggel e Erica Fridman querem levantar R$ 25 milhões para investir em empresas fundadas por mulheres — Foto: BBC/ Reprodução

Microsoft, Amazon, Meta, Alphabet (controladora do Google), Nvidia e tantas outras. As empresas mais valiosas do mundo foram em sua grande maioria fundadas por homens e são lideradas por homens.

Não faltam mulheres talentosas capazes de serem CEOs, mas, quando decidem empreender, elas costumam esbarrar em uma sucessão de barreiras que muitas vezes as impede de chegar ao topo.

Foi essa avaliação que levou a brasileira Erica Fridman e a suíça Jaana Goeggel a uma empreitada que nos próximos anos vai investir R$ 25 milhões em empresas fundadas por mulheres.

Elas são gestoras do fundo de capital de risco (venture capital) Sororitê, estabelecido no fim do ano passado com foco em empresas de tecnologia inovadoras (startups) que estejam em estágio inicial e que tenham pelo menos uma mulher entre os fundadores — o primeiro fundo desse tipo no Brasil.

Segundo Erica Fridman, nove das dez empresas de tecnologia que hoje são as maiores do mundo hoje receberam investimento de fundos de venture capital, um recurso fundamental para acelerar seu crescimento: Apple, Microsoft, Nvidia, Amazon, Alphabet, Meta, Tesla, Broadcom e Tencent.

"Eu vejo o poder dessa indústria de gerar impacto econômico e social, o poder que tem uma Meta, um Google… tem gente que escolheu colocar dinheiro ali atrás, e não fomos nós, mulheres, porque a gente não está jogando este jogo", diz Fridman à BBC News Brasil.

'Usei aliança falsa para ser respeitada': mulheres contam como driblaram os julgamentosO que dizem maridos de mulheres CEOs

As estatísticas mais recentes disponíveis na plataforma Pitchbook mostram que startups lideradas só por mulheres receberam apenas 0,04% do capital investido em 2020 no Brasil – se incluídas as empresas com homens e mulheres entre os fundadores, o índice é de 2,2%.

Fridman, que durante muito tempo trabalhou para as multinacionais americanas Johnson & Johnson e Procter & Gamble antes de entrar no mundo do venture capital, diz que a razão por trás dos números ficou clara quando começou a ouvir os relatos de mulheres empreendedoras decepcionadas depois das reuniões com possíveis investidores.

"A fundadora está lá fazendo o 'pitch' [apresentação para vender o projeto], a pessoa vira e pergunta: 'Seu marido trabalha?', 'Você tem filhos?'… Ou então fala: 'Nossa, como você é bonita!'", ela exemplifica.

"Eu falo com fundadoras o dia inteiro e não tem uma que não me traz uma história triste de perguntas inapropriadas ou perguntas em que o investidor, em vez de abordar o potencial do negócio, coloca empecilhos, fica tentando achar o furo", conta Fridman, ao falar sobre os vieses conscientes e inconscientes que levam os gestores de recursos a achar que as mulheres não conseguem dar conta da pressão de empreender.

"Nunca alguém achou que eu era menos capaz do que um homem dentro de nenhuma das empresas em que trabalhei. Eu me deparei com isso quando fui pra indústria do venture", acrescenta a brasileira.

"É uma dúvida de competência e uma dúvida de resiliência. Será que ela vai conseguir enfrentar essa jornada tão dura e árdua? E, se ela é mulher, vai ser uma boa líder?"

Curiosamente, os números, segundo ela, mostram que as empresas lideradas por mulheres são, na verdade, mais lucrativas.

Informações reunidas pelo Pitchbook apontam que elas consomem 25% menos caixa por mês, e dados da Ewing Marion Kauffman Foundation apontam que dão retorno 35% maior sobre o investimento feito no negócio.

Fridman diz que são muitas as pesquisas nesse sentido, mas elas também são olhadas com ceticismo por quem toma a decisão sobre quem recebe investimento.

"Tem gente que não acredita. Como que a gente resolve isso? Eu não consigo resolver imediatamente, mas, a partir do momento em que o fundo começa a trazer liquidez, eu posso ir para o mercado e falar: 'Gente, eu investi em 22 startups lideradas por mulheres e fiz sete vezes o investimento'. Essa é a melhor forma de provar", ela argumenta.

"'Oh, essa daqui tá com um valuation [avaliação do valor da empresa] de US$ 1 bilhão'. Não tem o que questionar se ela tem filhos, se tem marido, se ela teve tempo. Então é isso que a gente quer fazer."

No momento, o fundo está em fase de captação, ou seja, está aberto àqueles que quiserem aportar dinheiro na expectativa de que ele traga retorno quando as empresas que receberem o recurso crescerem e multiplicarem seu valor. Até agora o Sororitê tem 43 cotistas, sendo 40 mulheres e três homens, e levantou R$ 13 milhões.

Mesmo antes de fechar os R$ 25 milhões, o fundo investiu em duas empresas no ano passado, uma de tecnologia do setor imobiliário (proptech) e outra de cibersegurança ligada ao Pix, e neste ano pretende investir em mais seis.

Meta tem programa de diversidade, equidade e inclusão, mas fundador enalteceu 'energia masculina' — Foto: REUTERS

O investimento acontece justamente em um momento em que cresce na política e no mundo corporativo e da tecnologia, especialmente nos Estados Unidos, uma reação contrária à diversidade, entre elas de gênero.

Em entrevista ao podcast de Joe Rogan em janeiro, o CEO da Meta e cofundador do Facebook, Mark Zuckerberg, disse acreditar que as empresas precisavam de mais "energia masculina" e que a cultura corporativa teria se aproximado demais de algo "neutro".

Questionada pela reportagem sobre o episódio, Fridman resumiu dizendo que Mark Zuckerberg era "decepcionante em muitos níveis".

E, se existe uma "energia masculina", existiria também uma "energia feminina" no mundo dos negócios? A gestora responde que "cada pessoa tem seu estilo", mas que as mulheres de forma geral são mais perfeccionistas e inseguras, o que faz com que elas estudem e se preparem muito mais.

"Eu falo assim: a gente compra o livro, a gente lê, grifa, faz o resumo e mesmo assim acha que não está preparada o suficiente para falar sobre o livro", ela ilustra.

A falta de confiança, ela continua, está de certa forma ligada aos mesmos obstáculos que impedem muitas vezes as mulheres de se tornarem líderes — e que ela espera ver mudar quando mais mulheres alcançarem essas posições.

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MEI, Microempresa, EPP ou Nanoempreendedor? Entenda regras para cada tipo de negócio

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 19:46

Empreendedorismo Guia do empreendedor MEI, Microempresa, EPP ou Nanoempreendedor? Entenda regras para cada tipo de negócio A tramitação de um projeto de lei para ampliar o faturamento dos MEIs e a criação de um novo grupo de negócios têm gerado confusão sobre métodos de formalização. O g1 explica as regras para cada tipo de formalização. Por Redação g1 — São Paulo

Nanoempreendedores são uma nova categoria de empreendimentos, prevista na Reforma Tributária sancionada em janeiro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nanoempreendedores faturam até R$ 40,5 mil por ano; MEIs até R$ 81 mil; MEs entre R$ 81 mil e R$ 360 mil; EPPs entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões.

MEIs podem ter até 1 funcionário; MEs até 9 no comércio/serviços e até 19 na indústria; EPPs entre 10 e 99 funcionários.

Nanoempreendedores são isentos do IVA dual, mas podem pagar contribuições previdenciárias e impostos sobre propriedade.

MEIs pagam uma taxa mensal conforme a atividade; MEs e EPPs pagam impostos pelo Simples Nacional ou outros regimes tributários.

A tramitação de um projeto de lei, que visa ampliar o faturamento anual dos Microempreendedores Individuais (MEIs), e a criação de uma nova categoria de empreendedores, isentos de alguns impostos previstos na reforma tributária, têm gerado ainda mais dúvidas entre aqueles que desejam formalizar seu próprio negócio.

Afinal, no Brasil há diversos enquadramentos empresariais. Além de MEIs, Microempresas (ME), Empresas de Pequeno Porte (EPP), mais recentemente surgiu a figura dos nanoempreendedores.

Cada uma dessas categorias possui características únicas, como limite de faturamento, número de funcionários e impostos a serem pagos.

Para ajudar a entender as regras e os benefícios desses quatro tipos de formalização de pequenos negócios, o g1 conversou com especialistas em direito empresarial.

NanoempreendedoresMicroempreendedores Individuais (MEIs)Microempresas (ME)Empresas de Pequeno Porte (EPP)

Os nanoempreendedores são uma nova categoria, prevista na reforma tributária sancionada em janeiro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Esse grupo será formado por pessoas físicas que operam em pequena escala e possuem uma receita bruta anual inferior a R$ 40,5 mil (metade do limite dos MEIs).

🧑‍🌾 Trabalhadores informais, como vendedores ambulantes, jardineiros, cozinheiros, artesãos e agricultores familiares, são alguns exemplos que se enquadram nessa categoria. Profissionais autônomos em setores informais, como mototaxistas, também podem ser incluídos.

Os empreendedores enquadrados nesse grupo não pagarão o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual criado pela reforma tributária, que substitui o ICMS, ISS, PIS, Cofins e IPI.

A ideia é evitar que pequenos empreendedores sejam sobrecarregados com impostos, mantendo-os na formalidade, explica o advogado Carlos Schenato. A isenção não significa que eles não pagarão nenhum imposto a partir de 2026. Contribuições previdenciárias e impostos sobre propriedade ainda podem ser cobrados.

O regime dos nanoempreendedores promete ser mais simplificado, com menos burocracia e foco na autodeclaração. Não será exigida a emissão de notas fiscais em todas as transações, reduzindo custos administrativos, afirma o advogado Leonardo Roesler.

Outra diferença é que o nanoempreendedor não precisa registrar uma personalidade jurídica, e pode atuar como pessoa física. O MEI e outras modalidades, como Empresário Individual (EI), exigem a obtenção de um CNPJ.

🔎 Como o governo vai qualificar os nanoempreendedores? O controle será feito por sistemas integrados de cadastramento e monitoramento do faturamento anual. O governo deve usar plataformas digitais específicas ou otimizar o sistema do MEI.

Os Microempreendedores Individuais (MEIs) têm limite de receita bruta anual maior, chegando a R$ 81 mil. Mas eles também fazem parte do regime do Simples Nacional, que unifica diversos impostos.

O MEI é ideal para quem deseja iniciar um negócio e sair da informalidade. Ao se cadastrar, a empresa obtém um CNPJ, além de adquirir obrigações e direitos de uma pessoa jurídica.

Para se tornar MEI, o empreendedor não pode ter participação em outra empresa e pode empregar, no máximo, um funcionário. A adesão não impede que a pessoa tenha um emprego formal simultaneamente.

Primeiro, é necessário obter uma senha de acesso ao gov.br, portal de serviços do governo federal. Quem não tem a senha deve clicar em "Fazer Cadastro". Depois, com a senha em mãos, acessar o Portal do Empreendedor, consultar se a atividade exercida é permitida ao MEI, clicando em "Quem pode ser MEI?". Se a atividade for permitida, clicar em "Quero ser MEI" e depois em "Formalize-se". Por fim, preencher o cadastro online.

Embora a formalização seja gratuita, os MEIs precisam pagar uma taxa mensal, recolhida pelo Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), que varia conforme a atividade exercida. As contribuições mensais foram reajustadas em fevereiro.

R$ 75,90 para o MEI em geral (5% do salário mínimo),R$ 182,16 para o MEI caminhoneiro (12% do salário mínimo).

Os MEIs que atuam no comércio e na indústria pagam R$ 1 a mais referente ao ICMS, enquanto os ligados a serviços pagam R$ 5 a mais, referentes ao ISS.

⚠️ ATENÇÃO: O DAS inclui a contribuição previdenciária e os impostos devidos pelos MEIs. O valor total do documento tem acréscimo de R$ 1 para atividades sujeitas ao ICMS (comércio e indústria) e de R$ 5 para atividades sujeitas ao ISSQN (prestação de serviços).

Estar formalizado como MEI traz diversas vantagens, começando pelo baixo custo mensal. O empresário fica isento dos tributos federais, como imposto de renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL, tendo como única despesa o pagamento mensal do DAS.

Além disso, o MEI se torna segurado da Previdência Social, garantindo direitos como aposentadoria por idade ou invalidez, auxílio-doença, auxílio-maternidade e pensão por morte para a família.

Outra vantagem é a facilidade para o negócio, pois o MEI ganha maior credibilidade com os clientes, acesso a descontos na compra de produtos e matéria-prima, e a possibilidade de ter uma maquininha de cartão de crédito.

A formalização também melhora a relação com os bancos, permitindo ao MEI abrir conta bancária e ter acesso a crédito com juros mais baixos, graças ao CNPJ.

A Microempresa (ME) é destinada a negócios com faturamento anual entre R$ 81 mil e R$ 360 mil. A ME possui uma estrutura mais flexível que o MEI, permitindo uma maior diversidade de atividades comerciais.

As microempresas podem optar por três regimes de pagamento de impostos: Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real. O Simples Nacional costuma ser mais vantajoso para muitas MEs, pois simplifica o pagamento de diversos impostos de uma só vez.

Além disso, as MEs podem contratar mais funcionários. Empresas de comércio e serviços podem ter até nove empregados, enquanto as do setor industrial podem ter até 19 funcionários.

As MEs podem ser constituídas como Sociedade Empresária Limitada (Ltda.), Sociedade Simples, Sociedade Limitada Unipessoal (SLU) ou Empresário Individual (EI). Nas duas primeiras, é possível ter sócios no negócio.

Para abrir uma microempresa, é necessário definir o tipo jurídico e realizar uma consulta de viabilidade para verificar a disponibilidade do nome escolhido. O registro é feito na Junta Comercial do estado, com a apresentação de documentos como contrato social e cópias dos documentos dos sócios.

A Empresa de Pequeno Porte (EPP) é aquela com faturamento bruto anual entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões. Elas são incluídas no Simples Nacional, um regime tributário que favorece a atividade da companhia.

As EPPs têm uma limitação no número de funcionários, variando de 10 a 99, dependendo do setor. As EPPs do setor de exportação têm direito a um faturamento anual superior ao limite das demais, até R$ 4,8 milhões.

Para se tornar uma EPP, é indispensável contratar um contador para realizar o processo de legalização.

É necessário definir a natureza jurídica da empresa, escolher um nome exclusivo, indicar as áreas de atuação conforme o CNAE, verificar restrições para a instalação do empreendimento, elaborar o Contrato Social, registrar a empresa na Junta Comercial, realizar a inscrição municipal e estadual, e efetuar a Conectividade Social no site da Caixa Econômica Federal.

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