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Volkswagen defende cortes mais profundos diante do avanço das montadoras chinesas na Europa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 11:51

Carros Volkswagen defende cortes mais profundos diante do avanço das montadoras chinesas na Europa Montadora alemã defende um plano de reestruturação com até 100 mil cortes de empregos para enfrentar o avanço de concorrentes chineses na Europa, enquanto mantém a previsão de lucro, mas abandona a expectativa de crescimento da receita neste ano. Por Rachel More

Veículo elétrico Volkswagen ID. UNYX 08 em linha de produção na fábrica da Volkswagen Anhui, em Hefei, na China. — Foto: REUTERS/Florence Lo/Foto de arquivo

A Volkswagen precisa aprofundar a redução de custos para permanecer competitiva diante do avanço das montadoras chinesas no mercado europeu, afirmou nesta sexta-feira (24) o presidente-executivo da empresa, Oliver Blume, após a divulgação de um balanço trimestral com resultados mistos.

A segunda maior montadora do mundo tenta equilibrar a necessidade de tranquilizar os investidores com a defesa de um amplo plano de reestruturação. Ao mesmo tempo, enfrenta os impactos das tarifas, a fraqueza do mercado chinês e avalia o possível fechamento de algumas fábricas na Alemanha.

"Quando olhamos para o futuro, vemos que os riscos aumentam cada vez mais", disse Blume, citando a existência de mais de 150 fabricantes de automóveis na China. "E todos estão chegando ao mercado", acrescentou, em referência à Europa.

O executivo propôs dobrar o número de demissões já previstas, elevando o total de 50 mil para 100 mil postos de trabalho, e alertou que quatro fábricas na Alemanha correm o risco de ser fechadas após 2030. Segundo ele, todas as partes envolvidas estão cientes dos desafios enfrentados pela companhia.

Apesar disso, Blume não conseguiu aprovar integralmente seu plano de reestruturação durante uma reunião do conselho de supervisão realizada no início deste mês. A decisão abre caminho para uma nova rodada de negociações com os sindicatos, após um acordo firmado no fim de 2024 que previa os primeiros 50 mil cortes de empregos.

Alguns analistas avaliam que os resultados do segundo trimestre indicam uma estabilização da empresa. A receita superou as expectativas do mercado e o grupo segue no caminho para elevar sua margem operacional neste ano para a faixa entre 4% e 5,5%.

"Os resultados da Volkswagen sugerem que a empresa começa a se estabilizar, apesar de um cenário desafiador", afirmou Rella Suskin, analista da Morningstar, destacando a forte geração de caixa.

Já analistas da Bernstein afirmaram que a diretoria da Volkswagen tenta "equilibrar a necessidade de tranquilizar os investidores enquanto alerta os funcionários de que a situação é grave", um desafio considerado quase impossível.

O lucro operacional da Volkswagen caiu 9,5% entre abril e junho, para 3,5 bilhões de euros (US$ 3,98 bilhões). A receita somou 82,4 bilhões de euros, permitindo que a empresa mantivesse a margem operacional em 4,2% no trimestre, dentro da meta anual de 4% a 5,5%.

A companhia manteve sua projeção de lucro para o ano, mas deixou de prever crescimento da receita. Agora, estima uma queda de até 3% nas vendas em 2026.

As ações da Volkswagen, dona das marcas VW, Skoda, Audi, Porsche, Bentley e Lamborghini, chegaram a cair 3,2% após a divulgação dos resultados, mas reduziram parte das perdas ao longo do pregão.

Em meio à prolongada desaceleração do mercado interno chinês, montadoras do país têm ampliado sua presença na Europa com veículos elétricos de menor custo e alto conteúdo tecnológico, além de modelos híbridos plug-in. Esse movimento já reduziu a liderança histórica da Volkswagen no mercado chinês.

Além de exportar veículos, empresas como a BYD e a Geely também estão instalando fábricas na Europa, priorizando países com custos menores de produção, como Hungria e Espanha.

Enquanto isso, a Volkswagen busca alternativas para aproveitar a capacidade ociosa de suas fábricas na Alemanha. Entre as possibilidades avaliadas estão produzir no país modelos desenvolvidos para o mercado chinês e firmar parcerias com empresas do setor de defesa.

O conselho de trabalhadores da Volkswagen afirmou que apenas reduzir custos não será suficiente para recuperar a competitividade da empresa e defendeu mais investimentos em tecnologia e desenvolvimento de novos produtos.

Segundo um porta-voz do conselho, após o recesso de verão nas fábricas alemãs, os representantes dos trabalhadores retomarão as negociações com a diretoria para discutir as medidas necessárias para garantir a sustentabilidade da companhia no longo prazo.

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Volkswagen abandona previsão de crescimento de vendas para 2026

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 11:51

Carros Volkswagen abandona previsão de crescimento de vendas para 2026 Montadora alemã passou a prever queda de até 3% na receita em 2026, após revisar projeções diante das tarifas dos EUA e da concorrência chinesa. Lucro do segundo trimestre caiu 9,5%. Por Reuters

A Volkswagen deixou de projetar crescimento da receita neste ano. Nesta sexta-feira (24), a montadora alemã retirou a previsão anterior e passou a estimar uma queda nas vendas, em meio aos impactos das tarifas dos Estados Unidos e ao aumento da concorrência das fabricantes chinesas.

O anúncio foi feito junto com os resultados do segundo trimestre, que mostraram uma queda de 9,5% no lucro.

Diante desse cenário, o presidente-executivo da companhia, Oliver Blume, voltou a defender uma ampla reestruturação da segunda maior montadora do mundo, incluindo a proposta de cortar 100 mil empregos para reduzir custos e aumentar a competitividade.

Agora, a Volkswagen prevê uma queda de até 3% na receita de vendas em 2026. Anteriormente, a expectativa era de crescimento de até 3%. A empresa manteve a projeção de margem operacional entre 4% e 5,5%, acima dos 2,8% registrados no ano passado.

O grupo Volkswagen, que reúne marcas como Porsche e Audi, registrou lucro operacional de 3,5 bilhões de euros (US$ 3,98 bilhões) entre abril e junho.

O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado. Analistas consultados pela Visible Alpha esperavam uma leve alta em relação ao mesmo período do ano passado.

Já a receita do segundo trimestre somou 82,4 bilhões de euros, superando as previsões dos analistas. A margem operacional ficou em 4,2%.

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Euro pode ganhar novas notas pela primeira vez desde 2002; veja os desenhos finalistas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 17:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%Oferecido por

Presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, apresenta os desenhos finalistas das futuras cédulas de euro na sede do BCE, em Frankfurt. — Foto: REUTERS/Heiko Becker/File Photo

O Banco Central Europeu (BCE) apresentou nesta quinta-feira uma lista com 10 propostas de novos desenhos para as notas de euro. A instituição espera escolher o modelo vencedor até o fim do ano, como parte de um projeto para lançar cédulas mais seguras.

As 10 opções finalistas, divididas entre os temas "Cultura europeia" e "Rios e aves", serão submetidas a uma consulta pública. Os europeus poderão enviar suas opiniões até 21 de setembro, informou a presidente do BCE, Christine Lagarde.

Entre as personalidades retratadas nas propostas estão Marie Skłodowska Curie, única cientista a receber o Prêmio Nobel de Física e o de Química, o compositor Ludwig van Beethoven e o artista Leonardo da Vinci.

O segundo conjunto de propostas destaca aves como o martim-pescador e a cegonha-branca, informou o BCE. Esta será a primeira reformulação completa das notas de euro desde o lançamento da moeda, em 2002.

O verso das novas cédulas trará cenas da natureza ou da vida pública ligadas a temas como arte, ciência e lazer.

O BCE afirmou que serão necessários vários anos entre a escolha do desenho definitivo e a entrada das novas notas em circulação, devido às etapas de desenvolvimento e testes.

Presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, apresenta os desenhos finalistas das futuras cédulas de euro na sede do BCE, em Frankfurt. — Foto: REUTERS/Heiko Becker

Presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, apresenta os desenhos finalistas das futuras cédulas de euro na sede do BCE, em Frankfurt. — Foto: REUTERS/Heiko Becker

Presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, apresenta os desenhos finalistas das futuras cédulas de euro na sede do BCE, em Frankfurt. — Foto: REUTERS/Heiko Becker/File Photo

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Órgão do Senado identifica ‘deterioração perceptível’ de ‘parte relevante’ das estatais federais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 11:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0790,54%Dólar TurismoR$ 5,2840,46%Euro ComercialR$ 5,7740,15%Euro TurismoR$ 6,0250,18%B3Ibovespa177.362 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,0790,54%Dólar TurismoR$ 5,2840,46%Euro ComercialR$ 5,7740,15%Euro TurismoR$ 6,0250,18%B3Ibovespa177.362 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,0790,54%Dólar TurismoR$ 5,2840,46%Euro ComercialR$ 5,7740,15%Euro TurismoR$ 6,0250,18%B3Ibovespa177.362 pts-0,1%Oferecido por

A Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal, avaliou nesta quinta-feira (23) que indicadores financeiros confirmam uma "deterioração perceptível" da saúde financeira de "parte relevante" das empresas estatais federais, tanto dependentes quanto não dependentes, o que eleva o risco para o Tesouro Nacional.

"Essa deterioração não é uniforme nem decorre de uma única causa, mas os dados levantados pela IFI permitem identificar padrões que merecem atenção do ponto de vista da gestão fiscal", acrescentou o órgão, por meio do Relatório de Acompanhamento Fiscal de julho.

➡️O órgão explicou que essa piora é evidenciada por patrimônio líquido negativo, fluxo de caixa operacional deficitário e margens operacionais negativas em algumas empresas, como Codevasf, Correios, Emgepron e a Infraero.

➡️Por conta disso, a IFI avalia que há um aumento de risco fiscal para o Tesouro, seja pela possibilidade de aportes e suplementações orçamentárias às estatais dependentes, seja pela fragilização da capacidade de distribuição de dividendos pelas empresas não dependentes.

No documento, a IFI explica que não pretende levantar elementos sobre a possibilidade de privatização das empresas, pois classifica esse debate como complexo, visto que envolve a análise não apenas de custos e benefícios de se manter uma determinada empresa sob controle do Estado, como também os retornos sociais que se esperam obter.

➡️No projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, encaminhado ao Congresso Nacional em abril deste ano, o governo federal admite que as empresas estatais federais, em déficit desde 2023, continuarão no vermelho até 2030. O termo "déficit" significa que o gasto somado dessas estatais foi maior que a receita que elas conseguiram gerar no ano.

As estatais são consideradas "dependentes" quando necessitam de recursos da União para realizar despesas de pessoal, custeio e capital, excluindo -se, neste caso, recursos provenientes de participação acionária. Ou seja, precisa de recursos do Tesouro para manter sua operação, disponibilizados em dotações no Orçamento Fiscal e da Seguridade Social. Entre as estatais dependentes, estão a Codevasf, a Conab, a EBC e a Embrapa.As estatais "não dependentes", públicas ou sociedades de economia mista, por sua vez, são aquelas que, em tese, não necessitam de recursos do governo para financiar despesas de pessoal, custeio e investimentos, com exceção de aportes que aumentem participação acionária. São entidades que operam com receitas próprias geradas por suas atividades operacionais. Suas despesas de investimento integram o orçamento de investimentos da União. Entre elas, estão os Correios, a Infraero, a Emgepron, a Emgea e a Dataprev.

Segundo a IFI, do Senado Federal, entre as estatais dependentes, a análise do patrimônio líquido, do fluxo de caixa operacional e do indicador de suficiência de caixa revela um grupo de empresas – notadamente Codevasf, CBTU, Embrapa, HCPA e EBSERH – cuja trajetória financeira se distancia do padrão observado nos exercícios anteriores a 2018.

"Para essas empresas, cabe reforçar que o problema não é de solvência no sentido tradicional, já que sua existência depende de subvenções do Tesouro e não de geração própria de caixa. O risco relevante reside no descompasso entre despesas e repasses, quando persistente, tende a se converter em pressão por suplementações orçamentárias ou aportes extraordinários, disputando espaço fiscal com outras políticas públicas sujeitas aos limites do RFS", avaliou a Instituição Fiscal Independente.

No grupo das estatais não dependentes, o órgão avalia que os indicadores de margem operacional, de exposição a receitas financeiras e de qualidade do lucro apontam para "fragilidades distintas", mas "igualmente relevantes".

"Casos como os da ECT [Correios], da Emgepron e da Infraero mostram que, mesmo sem onerar diretamente o orçamento fiscal e de seguridade social, essas empresas podem comprometer sua capacidade de distribuição de dividendos à União ou, em situações mais extremas, demandar aportes de capital, como o que a União fará na ECT em 2027, conforme previsto no contrato do empréstimo contratado pela empresa em 2025", acrescentou a IFI.

No caso dos Correios, cujo rombo triplicou em 2025 e atingiu R$ 8,5 bilhões, o próprio governo federal admite que a estatal pode continuar a ter um agravamento da situação econômico-financeira, seguindo tendência observada nos últimos dois anos, apesar do plano de restruturação em vigor.

"Entre as medidas do referido plano [de restruturação financeira], estão a redução de custos, com medidas de saneamento de seus planos de previdência complementar, reestruturação de planos de saúde, programas de demissão voluntária, alienação de imóveis ociosos e reajuste tarifário, dentre outras, mas a tendência é de que a empresa ainda apresente elevado prejuízo em 2026", diz o governo, no projeto da LDO de 2027.

A estatal contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões firmado com um consórcio de bancos em dezembro de 2025, com garantia do Tesouro Nacional. Em fevereiro, o Conselho Monetário Nacional (CMN) deu espaço para os Correios conseguirem captar um novo empréstimo com garantias da União. Pela decisão, os Correios poderão buscar mais R$ 8 bilhões em empréstimo.

Para enfrentar rombo financeiro, o governo autorizou, em maio deste ano, a estatal a vender seguros, títulos de capitalização e a atuar no mercado de telefonia. A ideia é que a empresa faça convênios com instituições financeiras para ofertar os serviços.

As receitas de encomendas subiram muito no período da pandemia, tendo se acomodado a partir de 2023. As receitas de mensagem e de postagem internacional sofreram quedas importantes nos últimos quatro anos, especialmente as de postagem.Alterações regulatórias nas compras de produtos importados (criação do programa Remessa Conforme) provocaram uma retração significativa no volume de postagens internacionais, reduzindo as receitas desse setor, que também enfrenta concorrência crescente.Ao mesmo tempo em que registrou queda em receitas, os Correios indicaram algumas pressões de custos com pessoal e benefícios no período de 2022 a 2025. Acordos coletivos elevaram as despesas com pessoal.Além disso, o reconhecimento de obrigações com o Postalis (fundo de pensão). pressionou as despesas financeiras em razão do pagamento de juros e atualizações monetárias do déficit equacionado.Crescimento expressivo da despesa de precatórios e de requisições de pequeno valor (RPVs) nos últimos anos.Outros elementos de pressão sobre as despesas da ECT nos últimos quatro anos foram: provisionamento de novas obrigações de benefício pós -emprego após a identificação da existência de subsídio cruzado entre beneficiários ativos e aposentados no Plano Correios Saúde II, além da elevação de gastos com o plano de saúde; reajustes em valores de contratos de transporte aéreo e terrestre em função de aumentos nos preços dos combustíveis; aumento no saldo de provisões devido a novas ações judiciais e revisões de risco em processos trabalhistas e cíveis; e geração de elevadas despesas com juros e multa em razão de atraso em recolhimentos de tributos e contribuições, devido à falta de liquidez.

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Tarifaço de Trump: veja as medidas do governo para tentar conter impacto das tarifas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 17:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%Oferecido por

Para minimizar os efeitos da nova rodada de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o governo criou um conjunto de medidas que inclui linhas de crédito, garantias para exportadores, benefícios tributários e ações para ampliar a abertura de novos mercados.

Mesmo com uma ampla lista de exceções, o governo calcula que cerca de 2,4 mil empresas brasileiras foram afetadas pelo tarifaço. Elas representam aproximadamente 18% das exportações do Brasil para os EUA e movimentaram, juntas, US$ 7,4 bilhões (R$ 37,5 bilhões) em vendas ao mercado americano em 2024.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), 74% delas já exportam para outros países, o que pode facilitar o redirecionamento das vendas para novos mercados.

Entre os setores mais afetados estão madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar.

A principal iniciativa é o Plano Brasil Soberano, programa criado pelo governo para apoiar empresas afetadas pelas tarifas americanas. A medida prevê linhas de financiamento, ampliação das garantias para exportadores e ações de promoção comercial para ajudar empresas brasileiras a encontrar novos mercados.

O governo separou até R$ 30 bilhões do Fundo de Garantia à Exportação (FGE). A primeira liberação foi de R$ 15 bilhões, que estão sendo transformados em linhas de crédito pelo BNDES para financiar as empresas.

Além disso, hoje mesmo o g1 registrou outro aporte dentro do plano. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a liberação de mais R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetas. Chamado de Brasil Soberano 3, ele amplia o pacote de apoio. (Leia mais aqui)

Ministro diz que Brasil vai usar reciprocidade quando for necessário: 'Precisa ferir o adversário, não apenas irritá-lo'

Desse total, R$ 13,5 bilhões virão de recursos utilizados do Brasil Soberano 1 e de renegociações de dívidas rurais, e R$ 5 bilhões serão aportados pelo BNDES.

capital de giro, ajudando empresas a manter suas operações enquanto reorganizam vendas;compra de máquinas e investimentos produtivos;adaptação de produtos e processos para novos mercados;inovação tecnológica;fortalecimento de fornecedores ligados às cadeias exportadoras.

Os beneficiários também precisam assumir compromissos relacionados à manutenção ou ampliação de empregos.

A demanda pelo montante já supera o volume inicialmente disponibilizado – os pedidos de financiamento já somam R$ 18,2 bilhões. O BNDES aprovou até agora R$ 8,3 bilhões em operações.

Outra frente de apoio é o fortalecimento do Seguro de Crédito à Exportação (SCE). Diferentemente de uma linha de financiamento, o mecanismo funciona como uma proteção contra riscos de uma operação internacional.

Na prática, o seguro ajuda a cobrir possíveis perdas caso um comprador estrangeiro deixe de pagar ou ocorram problemas que impeçam a conclusão do negócio, como restrições políticas ou eventos extraordinários.

Com isso, bancos e instituições financeiras ficam mais seguros para conceder crédito aos exportadores.

Além das medidas emergenciais, o governo mantém mecanismos já existentes de apoio ao comércio exterior, como o Programa de Financiamento às Exportações (Proex).

O programa oferece financiamento para exportações brasileiras em condições semelhantes às praticadas internacionalmente, ajudando empresas a competir com fornecedores de outros países.

Enquanto o SCE funciona como uma garantia contra riscos, o Proex atua diretamente no financiamento da venda externa.

Outro instrumento utilizado é o regime de drawback, que reduz custos tributários de empresas que produzem bens destinados ao mercado externo.

O mecanismo permite suspender ou eliminar determinados impostos sobre matérias-primas e insumos usados na fabricação de produtos exportados.

Para empresas afetadas pelo tarifaço, o governo prorrogou prazos do drawback suspensão, dando mais tempo para que exportadores cumpram compromissos ou encontrem novos mercados sem perder o benefício.

Além das medidas de apoio às empresas, o governo também passou a contar com a Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso.

O mecanismo permite que o Brasil adote medidas equivalentes quando sofrer restrições consideradas injustificadas de outros países.

Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, o instrumento não representa uma retaliação automática, mas uma ferramenta que poderá ser utilizada caso seja considerada necessária.

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Adolescente que processava a Meta por danos à saúde mental desiste das acusações contra a empresa dias antes do julgamento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 16:52

Tecnologia Adolescente que processava a Meta por danos à saúde mental desiste das acusações contra a empresa dias antes do julgamento Jovem de 15 anos alegava que Instagram e outras redes sociais contribuíram para sua depressão e ansiedade; decisão ocorreu dias antes do início do julgamento em Los Angeles. Por Reuters

Um adolescente da Flórida retirou o processo contra a Meta, dona do Instagram e do Facebook, no qual alegava que as plataformas da empresa contribuíram para sua depressão e ansiedade. A decisão foi tomada poucos dias antes do início do julgamento em Los Angeles, segundo os advogados do jovem informaram nesta quarta-feira (22).

O processo, movido pelo adolescente de 15 anos identificado pelas iniciais R.K.C., inicialmente envolvia quatro empresas: Google, responsável pelo YouTube; Meta, dona do Instagram; Snap, proprietária do Snapchat; e ByteDance, controladora do TikTok. O YouTube e o TikTok chegaram a acordos para encerrar a disputa em junho.

De acordo com documentos judiciais, R.K.C. começou a usar redes sociais por volta dos 8 anos e afirmou que desenvolveu dependência das plataformas, o que teria levado à perda de sono, além de sintomas de depressão e ansiedade.

"Diante do resultado geral bem-sucedido do litígio e de suas preocupações em enfrentar um julgamento exaustivo de várias semanas, ele decidiu retirar as acusações contra a Meta", afirmaram os advogados de R.K.C. em um comunicado.

"Ele está pronto para encerrar esse capítulo, concentrar-se em sua recuperação e dedicar-se à terapia, na busca por uma vida normal."

"As alegações nunca se sustentaram, e esse desfecho deixa claro que não recuaremos na defesa contra processos infundados", afirmou a empresa.

Paralelamente ao caso do joven de 15 anos, a Meta enfrenta cada vez mais represália de usuários e estados.

A Meta Platforms informou à Justiça dos Estados Unidos que quatro estados norte-americanos pedem US$ 1,4 trilhão (R$ 7,15 trilhões) em multas em um processo que acusa a empresa de ter criado o Facebook e o Instagram com recursos destinados a tornar jovens usuários dependentes das plataformas e de ter enganado o público sobre a segurança dos serviços.

O valor foi revelado em um documento apresentado pela companhia no começo deste mês, em resposta aos cálculos feitos pelos procuradores-gerais da Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey.

Segundo os estados, a cifra foi estimada com base no número de supostas violações cometidas pela Meta e nas multas previstas nas leis estaduais de proteção ao consumidor.

A empresa classificou o cálculo como "absurdo" e afirmou que a penalidade não tem base nos fatos nem na legislação. A Meta também negou as acusações e disse que não há provas de que tenha enganado usuários ou criado plataformas com o objetivo de gerar dependência.

O julgamento está previsto para agosto, na Califórnia, e analisará acusações de que a Meta violou leis de proteção ao consumidor e a Lei de Proteção à Privacidade Online das Crianças (COPPA), ao coletar dados de menores sem autorização adequada dos pais.

Ao todo, 29 estados processam a empresa por práticas relacionadas ao uso das plataformas por crianças e adolescentes.

Meta diz que estados dos EUA pedem multa de US$ 1,4 trilhão por 'vício' em Facebook e Instagram

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Após tarifaço, Lula sanciona lei que liberou crédito para empresas afetadas pelo tarifaço

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 15:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,058-0,32%Dólar TurismoR$ 5,263-0,25%Euro ComercialR$ 5,771-0,24%Euro TurismoR$ 6,018-0,17%B3Ibovespa177.288 pts2,29%MoedasDólar ComercialR$ 5,058-0,32%Dólar TurismoR$ 5,263-0,25%Euro ComercialR$ 5,771-0,24%Euro TurismoR$ 6,018-0,17%B3Ibovespa177.288 pts2,29%MoedasDólar ComercialR$ 5,058-0,32%Dólar TurismoR$ 5,263-0,25%Euro ComercialR$ 5,771-0,24%Euro TurismoR$ 6,018-0,17%B3Ibovespa177.288 pts2,29%Oferecido por

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quarta-feira (22) a liberação de R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas pelas tarifas adicionais de 25% aplicadas a produtos brasileiros vendidos no mercado americano e também aquelas impactadas pela guerra no Oriente Médio.

O presidente também sancionou uma lei que liberou R$ 15 bilhões em recursos para linhas de crédito do Plano Brasil Soberano, ampliando assim o programa criado no ano passado para responder ao primeiro tarifaço dos Estados Unidos. A lei deriva de uma medida provisória (MP) de março de 2026.

O crédito será destinado a empresas exportadoras de diversos setores, como indústria, agricultura, pecuária, mineração, florestas plantadas, pesca e aquicultura.

O governo impôs algumas regras para as empresas que aderirem ao programa como, por exemplo, a manutenção de pelo menos parte dos empregos.

Outras medidas continuam em estudo e podem ser colocadas em prática na medida em que as empresas perceberem dificuldades na vazão dos produtos tarifados, como adiantou o blog da Ana Flor.

A sanção da lei ocorre um dia após o governo federal iniciar uma rodada de reuniões com representantes dos setores mais afetados pelo "tarifaço" dos Estados Unidos.

Os encontros são para ouvir as demandas das empresas e discutir medidas para reduzir os impactos das tarifas sobre as exportações brasileiras.

Conforme a avaliação de integrantes do governo brasileiro envolvidos nas conversas, quando as negociações começaram no ano passado — após o encontro Lula e o presidente norte-americano Donald Trump na Malásia —, foi possível obter avanços junto ao governo americano.

Entretanto, a partir do fim de maio e o início de junho, os representantes da Casa Branca passaram a se mostrar “inflexíveis”, apresentando questões “inegociáveis” para o Brasil, como mudanças no PIX e na legislação sobre minerais críticos — matérias-primas consideradas essenciais para setores estratégicos, como baterias, veículos elétricos, eletrônicos, energia e defesa.

Além disso, conforme integrantes da diplomacia brasileira, os dados apresentados sobre desmatamento, por exemplo, foram desconsiderados, sem contrapropostas ou indicações por parte dos americanos.

Cerca de dez dias antes do anúncio, houve uma reunião técnica entre negociadores dos dois países, e o Brasil apresentou uma proposta de encaminhamento acerca dos seis pontos levantados pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) na abertura da investigação comercial, mas não recebeu resposta.

Em razão do prazo dado pelo governo americano, e a sinalização de que os argumentos brasileiros seriam rejeitados, um eventual adiamento do tarifaço passou a ser considerado “improvável” pelo governo brasileiro, mesmo assim, auxiliares do presidente Lula passaram a tentar contato com interlocutores de Donald Trump para tentar uma última rodada de negociação. Essa rodada aconteceu, o Brasil disse que o tarifaço era injusto.

De acordo com ministros, a ordem do presidente Lula foi que o Brasil não deixasse a mesa de negociação nem deixasse a ideologia contaminar as conversas. Entretanto, a avaliação do governo brasileiro foi que a decisão do USTR de recomendar as tarifas foi política e ideológica.

Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil. De acordo com o governo, dos 10 produtos americanos mais vendidos no Brasil, oito entram sem tarifa.

Além disso, segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin, a tarifa média aplicada aos principais produtos com origem americana têm tarifa média de 3%. Diante disso, Alckmin passou a dizer que o tarifaço americano não faz "sentido".

Nesta terça, Alckmin disse que “a ideia não é retaliação”. No entendimento do vice-presidente, o uso da Lei de Reciprocidade Econômica pelo Brasil é diferente de retaliar os produtos americanos, e a medida pode vir a ser adotada no momento “adequado”.

Ele deu a declaração após uma série de encontros com representantes de setores afetados pelo tarifaço.

Esses representantes do setor produtivo têm defendido que o Brasil não use a lei da reciprocidade, entendem que a medida poderia prejudicar ainda mais a economia, os setores e os consumidores. Diante disso, têm pedido ao governo que insista na via diplomática.

O Brasil Soberano é uma medida criada pelo governo federal via BNDES para apoiar empresas brasileiras em momentos de instabilidade no cenário internacional. O programa oferece linhas de crédito para empresas exportadoras.

O plano foi criado no ano passado para oferecer apoio financeiro aos exportadores que foram afetados no primeiro tarifaço.

Nesta segunda etapa do plano, o crédito será destinado a empresas exportadoras e seus fornecedores que sofrem os impactos do segundo "tarifaço" imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. A medida também alcança empresas afetadas pela instabilidade no Golfo Pérsico e setores industriais considerados importantes para as exportações do país.

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Primeira unidade da Ferrari Luce vai a leilão; esportivo elétrico deve passar dos R$ 3,3 milhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 11:52

Carros Primeira unidade da Ferrari Luce vai a leilão; esportivo elétrico deve passar dos R$ 3,3 milhões Batizado de 'Chassis 0', polêmica Ferrari elétrica será arrematada em benefício de uma fundação voltada à educação; esportivo tem pintura, itens e interior exclusivos. Por Redação g1

Primeira unidade do Luce, polêmico carro elétrico da Ferrari, vai a leilão nos EUA — Foto: Divulgação / RM Sotheby's

A primeira Ferrari Luce que saiu da linha de produção será leiloada na Califórnia, nos Estados Unidos.

O valor arrecadado no evento será repassado para uma fundação com foco em iniciativas de educação, que ainda será definida pela Fundação Ferrari.

A casa de leilões RM Sotheby's não divulgou estimativa de preço do arremate. O leilão será no dia 15 de agosto de 2026.

A expectativa é que, pelo valor histórico e exclusividade, esta Luce ultrapasse o preço de lançamento de US$ 650 mil (R$ 3,3 milhões, em conversão direta).

O esportivo causou polêmica recentemente por ser o primeiro 100% elétrico da história da marca. A controvérsia envolve o seu design, resultado de uma parceria com Jony Ive, designer conhecido por criar diversas gerações do iPhone, do MacBook e de outros produtos da Apple.

Além de colecionar memes, a recepção do carro gerou forte impacto: as ações da Ferrari caíram 8% no dia do anúncio e, poucas semanas depois, o gerente de marketing deixou a companhia e foi substituído.

A Ferrari Luce "Chassis 0", primeira unidade de produção do modelo, traz uma configuração exclusiva desenvolvida pelo programa Ferrari Tailor Made em parceria com o Ferrari Design Studio, focada na utilização da cor branca e no trabalho com a luz.

Na parte externa, a carroceria recebe a pintura exclusiva Madreperla Semi-Gloss. A tinta utiliza um pigmento especial que gera reflexos, mudando de tom entre o verde e o violeta de acordo com a luz e o ângulo de visão.

O exterior também conta com rodas exclusivas, pinças de freio brancas sob medida e o logotipo da Ferrari aplicado sobre um fundo preto na porta na cor optical white, recurso criado especialmente para este exemplar.

No interior, o revestimento é em couro Le Mans na cor Perla, produzido a partir de couros suíços selecionados para refletir a luz na cabine. Pela primeira vez em um projeto da marca, os elementos secundários da cabine abandonam o acabamento preto tradicional e adotam a cor Grigio Corvara.

A Luce tem quatro motores elétricos e potência total de 1.050 cv. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 2,5 segundos, e o modelo alcança 200 km/h em apenas 6,8 segundos. A velocidade máxima chega a 310 km/h.

Primeira unidade do Luce, polêmico carro elétrico da Ferrari, vai a leilão nos EUA — Foto: Divulgação / RM Sotheby's

A fabricante de carros esportivos de luxo apresentou o Luce EV de cinco lugares em junho, desencadeando uma onda de críticas, inclusive nas redes sociais, pelo design pouco convencional do modelo em comparação com a estética tipicamente musculosa e agressiva da Ferrari, e pela decisão da empresa de se desviar de seus tradicionais motores a gasolina.

Dias após a apresentação do Luce, o presidente-executivo Benedetto Vigna afirmou que a Ferrari estava recebendo "forte interesse" pelo carro, tanto de clientes novos quanto antigos.]

Desde então, a empresa não divulgou novas informações sobre os pedidos do Luce e disse que só fornecerá números precisos no final de julho, quando divulgar os resultados do segundo trimestre.

A Ferrari precisou até vir a público explicar que não está obrigando os clientes a comprarem seu polêmico carro elétrico Luce para se qualificarem para a compra dos próximos modelos de série limitada da montadora de carros de luxo.

A afirmação na época foi de Enrico Galliera, até então diretor de marketing e comercial da Ferrari. Ele deixou a empresa nas semanas seguintes.

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Petróleo supera US$ 95 pela primeira vez desde junho após escalada da guerra entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 08:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,073-0,32%Dólar TurismoR$ 5,276-0,37%Euro ComercialR$ 5,784-0,45%Euro TurismoR$ 6,029-0,49%B3Ibovespa173.326 pts-0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,073-0,32%Dólar TurismoR$ 5,276-0,37%Euro ComercialR$ 5,784-0,45%Euro TurismoR$ 6,029-0,49%B3Ibovespa173.326 pts-0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,073-0,32%Dólar TurismoR$ 5,276-0,37%Euro ComercialR$ 5,784-0,45%Euro TurismoR$ 6,029-0,49%B3Ibovespa173.326 pts-0,03%Oferecido por

O barril do Brent superou US$ 95 nesta quarta-feira (22) devido à escalada das tensões entre EUA e Irã. O mercado teme interrupções no fornecimento.

Na madrugada, os EUA bombardearam alvos iranianos pela 11ª noite consecutiva. O Irã realizou ataques contra instalações militares americanas no Bahrein, Kuwait e Jordânia.

Um petroleiro foi atingido no Estreito de Ormuz. Além disso, os Houthis anunciaram um bloqueio naval contra a Arábia Saudita no estreito de Bab el-Mandeb.

Na terça-feira (21), dois petroleiros sauditas mudaram de rota no Mar Vermelho após ameaças dos Houthis. O episódio reforçou receios de comprometimento do abastecimento mundial.

A disparada impulsionou bolsas europeias, enquanto futuros americanos caíram. O avanço da commodity eleva desafios para bancos centrais ante o risco de maior pressão inflacionária.

Os preços internacionais do petróleo voltaram a subir nesta quarta-feira (22), em meio à escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. O barril do Brent ultrapassou os US$ 95 pela primeira vez desde o início de junho, impulsionado pelos temores de uma interrupção prolongada no fornecimento de petróleo do Oriente Médio.

🔎 Por volta das 6h45 (horário de Brasília), o contrato do Brent para entrega em setembro avançava 4,4%, para US$ 95,02 por barril. O petróleo WTI (West Texas Intermediate), referência nos EUA, subia 4,5%, para US$ 88,16.

Às 8h19, o Brent reduzia parte dos ganhos, mas ainda registrava alta de 3,85%, cotado a US$ 94,51 por barril. No mesmo horário, o WTI avançava 3,59%, para US$ 87,37 por barril.

A alta ocorre em meio à intensificação do conflito entre Washington e Teerã. Na madrugada desta quarta-feira (horário local do Irã), os eua bombardearam alvos iranianos pela 11ª noite consecutiva, atingindo centros de comando, sistemas de defesa aérea, lançadores de mísseis e drones, segundo as forças americanas.

Nos últimos dias, o Irã também realizou ataques contra instalações militares dos EUA no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia.

Além disso, um petroleiro foi atingido no Estreito de Ormuz, principal corredor para o transporte de petróleo da região, aumentando as preocupações sobre a segurança do fluxo global da commodity.

As tensões se ampliaram ainda mais após os Houthis, grupo do Iêmen apoiado pelo Irã, anunciarem um bloqueio naval contra a Arábia Saudita.

A medida ameaça o estreito de Bab el-Mandeb, que liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e é uma das principais rotas de exportação de petróleo do Oriente Médio para a Ásia e a Europa.

Na terça-feira (21), dois petroleiros carregados com petróleo saudita e destinados à Ásia mudaram de rota no Mar Vermelho após ameaças de ataque dos Houthis. O episódio reforçou os receios de que o conflito possa comprometer o abastecimento mundial de petróleo.

O mercado teme que tanto o Estreito de Ormuz quanto Bab el-Mandeb enfrentem restrições ao tráfego de embarcações.

Juntas, as duas passagens concentram uma parcela significativa do comércio marítimo global de petróleo, e qualquer interrupção pode reduzir a oferta da commodity e elevar os preços internacionais.

A disparada do petróleo favoreceu ações do setor de energia e ajudou a impulsionar as bolsas europeias. O índice pan-europeu STOXX 600 avançava cerca de 0,6%, apoiado pelas empresas de petróleo e gás.

Já os futuros das bolsas americanas operavam em queda antes da divulgação dos balanços trimestrais de grandes empresas de tecnologia, como Alphabet e Tesla.

No mercado de moedas, o dólar perdia força frente a outras divisas importantes, enquanto o iene japonês se recuperava após autoridades do Japão indicarem preocupação com os riscos de inflação e a possibilidade de uma alta de juros mais rápida do que a esperada pelo mercado.

O avanço da commodity também aumenta os desafios para os principais bancos centrais, já que preços mais elevados de energia tendem a pressionar a inflação.

Nesta quinta-feira (23), o Banco Central Europeu (BCE) divulgará sua decisão de política monetária. Na próxima semana, será a vez do Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA.

A expectativa predominante é de que ambas as instituições mantenham os juros inalterados neste mês.

No entanto, operadores passaram a precificar pelo menos uma alta adicional de 0,25 ponto percentual tanto nos EUA quanto na zona do euro até o fim do ano, diante do risco de que a inflação volte a ganhar força com a escalada dos preços do petróleo.

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Bitcoin, ethereum e outras criptomoedas: o que são e por que atraem tantos investidores

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 02:54

g1 explica Bitcoin, ethereum e outras criptomoedas: o que são e por que atraem tantos investidores No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

Criptomoedas são ativos digitais, e não moedas oficiais como o real ou o dólar. Elas não são emitidas por governos e utilizam tecnologias como o blockchain para registrar e validar transações.

O bitcoin foi a primeira criptomoeda e continua sendo a mais conhecida. Esses ativos atraem investidores pelo potencial de valorização, mas também estão sujeitos a fortes oscilações de preço, o que faz deles investimentos de alto risco.

No Brasil, a compra e a venda de criptoativos são permitidas, e o setor vem sendo regulamentado pelo Banco Central. A regulamentação, porém, não garante rentabilidade nem protege o investidor de prejuízos.

Toda semana, o g1 Explica descomplica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando o impacto de tudo isso no seu bolso.

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