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OPEP+ aprova novo aumento na produção de petróleo em meio à crise no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/06/2026 11:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%Oferecido por

A OPEP+ concordou neste domingo (7) com um quarto aumento consecutivo em suas metas de produção de petróleo nos últimos quatro meses, informou a organização em comunicado.

No entanto, a guerra entre Estados Unidos e Irã continua impedindo vários integrantes do grupo de ampliar sua produção.

O conflito interrompeu o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, provocando a maior crise de abastecimento da história.

Como consequência, importantes membros da OPEP+, entre eles a Arábia Saudita, não conseguem atender integralmente seus clientes desde o fim de fevereiro.

A situação se agravou após a saída dos Emirados Árabes Unidos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), encerrando uma participação de quase 60 anos.

Sete dos principais integrantes da OPEP+ — aliança que reúne a OPEP e países produtores aliados, como a Rússia — elevaram suas cotas de produção entre abril e junho em quase 600 mil barris por dia.

Na prática, porém, a produção do grupo despencou devido à redução das exportações dos países do Golfo.

Segundo dados da OPEP, a produção média caiu para 33,19 milhões de barris por dia em abril, ante 42,77 milhões registrados em fevereiro.

🔎 Neste domingo, os sete países decidiram elevar as metas de produção em 188 mil barris por dia a partir de julho, de acordo com o comunicado.

O volume é o mesmo aprovado para junho, após ter sido reduzido em relação aos aumentos de 206 mil barris diários adotados em abril e maio para refletir a saída dos Emirados Árabes Unidos do grupo.

Dos 21 membros da OPEP+ reunidos neste domingo, sete participaram da decisão: Arábia Saudita, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão, Rússia e Omã.

Nos últimos anos, apenas esses países — além dos Emirados Árabes Unidos, quando ainda integravam a organização — têm participado das deliberações sobre a política de produção da aliança.

Outras três reuniões da OPEP e da OPEP+, incluindo um encontro com todos os ministros da aliança, também estavam previstas para este domingo.

Segundo fontes da OPEP+, não há expectativa de mudanças na política de produção durante a reunião ministerial.

A queima de combustíveis na produção de petróleo é uma fonte conhecida de emissões de metano. — Foto: Leslie Von Pless/NASA

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Produtores de grama em Itapetininga reforçam vendas com chegada da Copa do Mundo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/06/2026 08:45

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Produtores de grama em Itapetininga reforçam vendas com chegada da Copa do Mundo Região é destaque na produção de gramados usados em estádios, centros de treinamento, clubes e escolas. Em uma das fazendas, vendas cresceram mais de 50% nas últimas semanas. Por Nosso Campo, TV TEM

Produtores de grama em Itapetininga (SP) registram alta nas vendas de gramados para campos esportivos devido à proximidade da Copa do Mundo.

O empresário Emerson Terra Rocha Júnior coordena a produção familiar de 35 anos, destinando 10% do cultivo para clubes de futebol do Sudeste.

As variedades esmeralda e bermuda são as mais comercializadas pela alta resistência, influenciando diretamente no desempenho dos atletas e na velocidade da bola.

O produtor Guilherme de Souza administra 100 alqueires na região, direcionando metade de sua colheita para atender times, clubes e escolas de futebol.

Impulsionadas pelo torneio mundial, as vendas na propriedade de Guilherme cresceram mais de 50% nas últimas semanas, consolidando o momento positivo do setor.

Plantação de grama em Itapetininga (SP) ocupa área equivalente a 169 campos de futebol e abastece estádios — Foto: TV TEM/Reprodução

A Copa do Mundo está chegando e, com ela, cresce também a expectativa dentro e fora dos campos. Em Itapetininga (SP), produtores de grama aproveitam o clima de competição para reforçar a comercialização de gramados utilizados em estádios, centros de treinamento, clubes e escolas de futebol em diversas regiões do país.

Em uma das fazendas da região, o cenário chama a atenção: são 50 alqueires de plantação, o equivalente a 169 campos de futebol. A área verde, com grama a perder de vista, é especializada na produção de variedades usadas para diferentes finalidades, inclusive para equipar campos esportivos.

Quem coordena parte desse trabalho é o empresário Emerson Terra Rocha Júnior. A família dele atua no ramo há mais de 35 anos. Segundo ele, a produção envolve uma série de cuidados, desde o preparo do solo até a colheita da grama que será entregue aos clientes.

A empresa também mantém outras fazendas na região de Itapetininga, além de lavouras em Minas Gerais. Conforme o empresário, cerca de 10% da produção é voltada ao futebol, principalmente para clubes do Sudeste.

Entre as variedades mais comercializadas está a grama esmeralda, conhecida pela resistência e pela adaptação aos estádios brasileiros. Emerson conta que, apesar de trabalhar com gramados usados no futebol, ainda não viu o time do coração jogar em um campo produzido pela própria empresa.

Grama esmeralda e bermuda estão entre as variedades cultivadas em Itapetininga (SP) — Foto: TV TEM/Reprodução

No Brasil, outra variedade bastante utilizada nos campos é a bermuda, também conhecida pela resistência ao pisoteio dos atletas. De acordo com o técnico agrícola João Marcos Rochel, a escolha da grama influencia diretamente na qualidade do campo e no desempenho durante as partidas.

A qualidade do gramado pode mudar o ritmo de um jogo. Quando a grama é bem cuidada, forte e uniforme, a bola corre melhor e os jogadores conseguem se movimentar com mais segurança. Além disso, o gramado também ajuda a amenizar impactos em quedas e pode reduzir o risco de lesões.

Pensando em garantir essa qualidade aos clientes, o empresário Guilherme de Souza se dedica há 10 anos ao aprimoramento da grama vendida para o mercado do futebol. Ele administra mais de 100 alqueires de produção em uma fazenda em Itapetininga.

Segundo Guilherme, metade do que é colhido na propriedade é comercializada para times, clubes e escolas. O empresário afirma que o momento tem sido positivo para o setor. Nas últimas semanas, as vendas cresceram mais de 50%, impulsionadas pela proximidade da Copa.

Com a expectativa pelo maior torneio de futebol do mundo, os produtores da região reforçam que o trabalho no campo também faz parte do espetáculo que acontece dentro das quatro linhas.

Produção de grama esportiva em Itapetininga (SP) atende clubes, escolas de futebol e centros de treinamento — Foto: TV TEM/Reprodução

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Copa do Mundo de 2026 expõe disputa bilionária entre Nike, Adidas e Puma

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/06/2026 04:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%Oferecido por

Por trás da disputa futebolística da Copa do Mundo de 2026 se esconde uma batalha comercial milionária, envolvendo empresas do ramo esportivo e as mais célebres estrelas em campo. Enquanto as gigantes do setor disputam espaço na maior vitrine esportiva do planeta, amplia-se a tendência de jogadores fortalecerem o passe midiático com o registro de marcas próprias.

Três grandes marcas esportivas vestem, juntas, 37 das 48 seleções em campo, o equivalente a 77%. A ampliação do torneio neste ano, entretanto, dá ainda visibilidade a concorrentes em emergência no mercado.

A maior guerra comercial se dá entre a Adidas e a Nike, presentes em, respectivamente, 14 e 12 seleções no torneio. A Puma, por sua vez, tem 11 seleções. Também entraram no torneio fabricantes alternativos como Kelme, Reebok, Kappa, Umbro, Marathon, Jako, Saeta, 7Saber, Majid e Tempo.

O Brasil veste a Nike desde 1996, tendo estreado os uniformes da marca americana em campo na Copa de 1998. Em 2024, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) renovou o contrato até 2038, em valor estimado pelo portal ge em 100 milhões de dólares.

Para a Adidas, a vantagem é também simbólica. A empresa alemã veste a atual campeã do mundo, Argentina, e outras seleções de forte peso comercial, como Espanha, Alemanha, México, Colômbia, Bélgica ou Japão.

A Itália, entretanto, um time historicamente associado à marca, não estará no campeonato pela terceira vez consecutiva. Outro revés vem da Alemanha, que disputará seu último grande torneio vestida pela Adidas, antes de trocar, a partir do ano que vem, a marca pela Nike.

A seleção alemã e a Adidas estiveram unidas durante 75 anos. A parceria acompanhou a Mannschaft na conquista de quatro títulos mundiais e transformou seus uniformes em um dos símbolos mais reconhecíveis do futebol internacional.

A disputa comercial se dá não só pelas equipes, como também pelos uniformes de jogadores de enorme impacto. Lionel Messi lidera a lista da Adidas na sua sexta Copa com a Argentina.

A Nike, por sua vez, mantém um dos portfólios esportivos mais fortes do campeonato. Além do Brasil, a empresa mantém contratos com França, Inglaterra, Holanda, Uruguai, Estados Unidos e outros.

No plano individual, a americana chega respaldada por algumas das maiores estrelas do futebol mundial. Cristiano Ronaldo (Portugal), Kylian Mbappé (França), Vinicius Junior (Brasil) e Erling Haaland (Noruega) fazem parte do portfólio comercial da marca.

No entanto, também perdeu alguns ativos importantes. Rodrygo (Brasil) não poderá participar do torneio por lesão, enquanto Cole Palmer (Inglaterra) ficou fora da convocação.

Já a Puma aparece como a grande vencedora silenciosa do novo formato. Também alemã, a empresa passou de vestir seis seleções na Copa de 2022, realizada no Catar, para onze na de 2026.

A sua estratégia de crescimento tem se mostrado especialmente forte na África, com cinco seleções do continente: Senegal, Gana, Costa do Marfim, Egito e Marrocos. Também entram na lista de clientes Portugal, Suíça, Áustria, República Tcheca, Paraguai e Nova Zelândia.

Mohamed Salah chuta ao gol no jogo Egito x Cabo Verde na fase de grupos da Copa Africana de Nações de 2024 — Foto: REUTERS/Amr Abdallah Dals

Tampouco perdem tempo os jogadores em garantir ganhos comerciais. O francês Kylian Mbappé e o espanhol Lamine Yamal destronaram neste ano Cristiano Ronaldo e Lionel Messi como os futebolistas com mais marcas do seu nome protegidas para um possível uso comercial no espaço econômico europeu.

Se há quatro anos o português e o argentino eram os reis da propriedade intelectual, agora Mbappé tem ampla vantagem. Ele acumula 15 marcas protegidas, algumas delas de frases associadas à sua imagem, como "Moi tu m'parles pas d'age" (Não me fale da idade, em tradução livre).

Todas elas foram registradas no Escritório de Propriedade Intelectual da União Europeia (UE). Além dos nomes em diferentes formatos, a estrela francesa do Real Madrid conta com um desenho da silhueta da característica comemoração dos seus gols.

Já Lamine detém sete marcas, incluindo o "304", que faz alusão aos últimos dígitos do código postal de seu humilde bairro de origem em Barcelona. Por sua vez, Vinicius Junior tem cinco marcas, e Neymar, duas.

Outros jogadores aguardam o registro das suas marcas, e a tendência se espalha também entre alguns treinadores.

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Imposto do pecado: bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros; governo diz que tributação começa em 2027 para reduzir consumo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/06/2026 02:59

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%Oferecido por

Empório em São Paulo vende bebidas alcoólicas e alimentos — Foto: Crédito: Soulpics photography

Aprovado no âmbito da reforma tributária sobre o consumo, o imposto seletivo, conhecido como imposto do pecado, começa em 2027 e tem o objetivo de encarecer produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente.

A lista inclui bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros. O novo imposto também vai incidir sobre alguns veículos, conforme o nível de poluição, sobre a extração de bens minerais, e sobre loterias, apostas e jogos de fantasy sports.

Ao g1, o Ministério da Fazenda reafirmou o "interesse na implementação do Imposto Seletivo para o ano que vem, principalmente pelo seu efeito regulatório de reduzir o consumo de produtos danosos à saúde e ao meio ambiente".

Para começar a valer efetivamente, o Congresso Nacional precisa aprovar a regulamentação do imposto, mas a proposta do governo federal ainda não foi enviada. O Executivo diz que isso será feito até o fim deste ano.

➡️Levantamento da Fiocruz, citado pelo Ministério da Saúde, diz que, em 2019, o consumo de álcool custou R$ 18,8 bilhões, dos quais R$ 1,1 bilhão relativo a custos federais diretos com hospitalizações e procedimentos ambulatoriais no SUS, e R$ 17,7 bilhões à perda de produtividade pela mortalidade prematura, licenças e aposentadorias precoces decorrentes de doenças associadas ao consumo de álcool, perda de dias de trabalho por internação hospitalar e licença médica previdenciária.

➡️No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, as doenças relacionadas ao tabagismo geram um custo indireto de R$ 86,3 bilhões por ano, o que resulta em um gasto total anual de R$ 153,5 bilhões para o governo, o equivalente a 1,6% do PIB. "Em contrapartida, a arrecadação de tributos federais na venda de cigarros é de apenas R$ 8 bilhões por ano, o que evidencia desequilíbrio entre os gastos com a saúde e a arrecadação gerada pela comercialização do produto", diz.

➡️Considerando as bebidas ultraprocessadas, como refrigerantes, isotônicos e refrescos, o governo estimou, em estudo para embasar o uso do imposto seletivo, que os custos contabilizados para o Sistema Único de Saúde (SUS) com o tratamento de doenças associadas ao consumo desses produtos são estimados em quase R$ 3 bilhões ao ano.

➡️O valor do imposto a ser cobrado de cada produto ainda não está definido. Na regulamentação, que terá de ser feita até o fim deste ano, para valer a partir de 2027, a área econômica irá propor, e o Legislativo definirá, quais serão as alíquotas.

"O projeto está em desenvolvimento interno em nível técnico de governo e depende de ajustes e definições finais, antes de sua divulgação. Apenas após a definição das alíquotas será possível estimar os eventuais impactos econômicos", comunicou o Ministério da Fazenda.

➡️Produtores nacionais dizem que as bebidas alcoólicas, por exemplo, já têm taxação alta no Brasil, com carga tributária variando de 40% a mais de 80% do preço do produto, e avaliam que um eventual aumento dos impostos cobrados pressionará as margens de lucro, podendo gerar repasses aos preços, demissões e estímulo ao mercado ilegal (veja mais abaixo).

Pela sistemática da reforma tributária, o imposto seletivo será um tributo extra, ou seja, além da CBS e do IBS (impostos do governo federal, estados e municípios sobre o consumo). Ao contrário desses impostos, será vedado qualquer aproveitamento de crédito do imposto do pecado nas etapas anteriores ou posteriores da cadeia.

De acordo com o texto aprovado da reforma tributária, o imposto sobre o pecado substituirá o atual Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), que permanecerá, a partir de 2027, apenas para itens da Zona Franca de Manaus (ZFM) produzidos em outras regiões do país.

"Embora restrito a poucos bens e serviços, o imposto seletivo é um complemento à regulamentação da Reforma Tributária, tendo em vista que uma significativa quantidade de produtos terá suas alíquotas de IPI zeradas em 2027", informou o Ministério da Fazenda.

bebidas alcoólicas;cigarros e produtos fumígenos;bebidas açucaradas (refrigerantes e similares);veículos (conforme o nível de poluição), embarcações e aeronaves;extração de bens minerais, como minério de ferro, petróleo e gás natural;loterias, apostas e jogos de fantasy sports.

➡️Para bebidas alcoólicas de acordo com regra aprovada na reforma tributária, o imposto será uma combinação de:

Uma alíquota específica: valor fixo, em reais (R$), de acordo com a graduação alcoólica, ou seja, bebidas com maior teor alcoólico terão imposto mais alto. Uma alíquota ad valorem: percentual sobre o valor do produto, de acordo com o tipo de bebida.

Jones Valduga, o presidente da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), afirmou que o setor vê com "grande preocupação" a determinação da alíquota que incidirá sobre os vinhos. Ele lembra que o setor emprega mais de 90 mil pessoas diretamente, está presente em 17 estados e recebe três milhões de turistas por ano no enoturismo.

"A determinação da alíquota está nas mãos do Congresso Nacional, e o setor dispõe de subsídios técnicos qualificados para contribuir com esse debate. Nossa posição é clara: uma alíquota equilibrada protege a arrecadação, combate o mercado ilegal e preserva um patrimônio econômico, cultural e social que o Brasil levou mais de 150 anos para construir", avaliou o executivo da Uvibra.

Segundo Eduardo Cidade, presidente Associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD), como as alíquotas do imposto seletivo ainda não foram definidas pelo governo, isso torna qualquer projeção de impacto no setor prematura. Ele observou que o peso dos tributos sobre destilados, atualmente, já supera o das cervejas no Brasil.

"O que a ABBD defende não é aumento de carga sobre nenhuma categoria — é a correção de uma assimetria. Um modelo que tribute a molécula de álcool [somente a quantidade em cada garrafa], não o rótulo [tipo de cada bebida] Com uma alíquota única por litro de álcool puro e uma alíquota única sobre o preço, a conta é proporcional: quem tem mais álcool paga mais, quem custa mais paga mais. Sem privilégios de categoria", diz Eduardo Cidade.

Márcio Maciel, presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), informou que estimativas do setor apontam para uma carga tributária atual de 56% sobre a cerveja, ou seja, a proporção de impostos no preço final, e que um possível aumento poderá ocasionar em alta de preços ao consumidor.

"A questão de preço é algo muito específico das empresas. Se aumenta imposto, se reflete no mercado. A margem da cerveja é menor do que vinhos e destilados, a cerveja é muito competitiva. Qualquer aumento de imposto é algo que aperta muito, até porque a inflação da cerveja está acima do IPCA [inflação oficial] nos últimos anos", disse Márcio Maciel, do Sindicerv.

Carlos Lima, presidente da diretoria executiva do Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), informou que o peso dos impostos já é alto no produto, respondendo por mais de 80% do seu preço final. Por isso, o executivo avalia que o setor não teria como repassar potenciais aumentos de imposto aos preços. O setor engloba mais de 600 mil empregos diretos e indiretos.

"Qualquer aumento nessa tributação, a gente vai começar a sentir os efeitos negativos, como uma grande migração para o mercado informal, o fechamento de fabricas e a demissão de funcionários. A tributação do setor da cachaça hoje está muito acima do que consegue segurar. Não é uma questão do momento do imposto seletivo. Qualquer movimento do governo tributar mais, arrecada menos e mercado ilegal cresce", declarou Carlos Lima, do IBRAC.

Em posicionamento formal, Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir) informou que o setor contempla mais de dois milhões de empregos diretos e indiretos. A entidade diz não concordar com o imposto seletivo para bebidas açucaradas, que, em sua visão, "traz uma série de inconsistências quanto ao seu objetivo".

"O argumento do aumento da obesidade pelas bebidas açucaradas também não se sustenta, conforme dados do próprio Ministério da Saúde, que apontam crescimento exponencial do índice no Brasil e queda pela metade na frequência de consumo", diz a Abir, em nota.

Já a Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo) avaliou, por meio de nota, que a eventual definição de alíquota excessiva para cigarros no imposto do pecado poderá gerar perda perda de competitividade da produção nacional frente ao mercado ilegal "criando um ambiente favorável à expansão de organizações criminosas".

Em posicionamento na internet, o presidente da Abifumo, Edimilson Alves, disse que o cigarro oriundo do contrabando é uma das principais fontes de financiamento de facções criminosas envolvidas com o tráfico de drogas e armas, justamente por oferecer alto lucro e baixo risco de prisão. Segundo a associação, o tabaco já figura entre os segmentos mais tributados do país.

Iniciativa é uma medida para aumentar a transparência e o controle sobre os rendimentos da magistratura.

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Brasil prepara primeira emissão de títulos públicos em yuan na China, diz agência

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/06/2026 14:01

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1571,78%Dólar TurismoR$ 5,3641,7%Euro ComercialR$ 5,9431,13%Euro TurismoR$ 6,1910,98%B3Ibovespa169.019 pts-0,77%MoedasDólar ComercialR$ 5,1571,78%Dólar TurismoR$ 5,3641,7%Euro ComercialR$ 5,9431,13%Euro TurismoR$ 6,1910,98%B3Ibovespa169.019 pts-0,77%MoedasDólar ComercialR$ 5,1571,78%Dólar TurismoR$ 5,3641,7%Euro ComercialR$ 5,9431,13%Euro TurismoR$ 6,1910,98%B3Ibovespa169.019 pts-0,77%Oferecido por

O governo brasileiro planeja anunciar este mês sua primeira emissão de títulos públicos em yuan na China, buscando captar recursos no mercado financeiro chinês.

A operação inédita com os chamados Panda Bonds visa diversificar as fontes de financiamento do país e reduzir a dependência histórica do dólar.

O anúncio ocorrerá durante viagem oficial a Xangai e Pequim, consolidando a China como principal parceira comercial, que investiu US$ 6,1 bilhões no Brasil.

Para atrair mais capital, a comitiva brasileira também apresentará projetos sustentáveis, como o Eco Invest Brasil e o programa de preservação de florestas tropicais.

O governo brasileiro planeja anunciar ainda neste mês uma captação de recursos no mercado financeiro da China por meio da emissão de títulos públicos em yuan, a moeda chinesa. A informação foi divulgada pela agência Reuters com base em duas fontes que acompanham o assunto.

Com isso, o Brasil pretende vender a investidores chineses os chamados Panda Bonds, títulos de dívida emitidos por governos ou empresas estrangeiras no mercado financeiro da China e negociados em yuan.

🔎 Ao comprar esses títulos, os investidores emprestam dinheiro ao governo brasileiro, que se compromete a devolver os recursos no futuro com o pagamento de juros.

Se a operação for confirmada, será a primeira vez que o Brasil buscará financiamento por meio desse instrumento no mercado chinês.

A iniciativa ocorre poucos meses após o país realizar sua primeira emissão de títulos em euros desde 2014. Em abril, o governo captou 5 bilhões de euros (cerca de R$ 29 bilhões) junto a investidores internacionais.

Segundo a Reuters, a emissão dos Panda Bonds faz parte da estratégia do Ministério da Fazenda de diversificar as fontes de financiamento do país e ampliar sua presença nos mercados internacionais.

A ideia é reduzir a dependência do dólar e acessar investidores de outras regiões do mundo, especialmente da China.

O anúncio deve ocorrer durante uma viagem de autoridades brasileiras a Xangai e Pequim, entre os dias 24 e 26 de junho. A agenda será liderada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Procurado pela Reuters, o ministério não comentou o assunto.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da China, Xi Jinping, cumprimentam-se cerimônia no Palácio do Povo, em Pequim, no dia 13 de maio de 2025 — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

A visita acontece em um momento de fortalecimento das relações econômicas entre Brasil e China, principal parceiro comercial brasileiro.

No ano passado, o Brasil foi o principal destino dos investimentos chineses no mundo recebendo US$ 6,1 bilhões (cerca de R$ 30 bilhões) em novos projetos e negócios, segundo relatório do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC).

O valor representa 10,9% de todos os investimentos chineses realizados no exterior no período, colocando o Brasil à frente de países como Estados Unidos, Indonésia e Cazaquistão. Além disso, o país foi o único a permanecer entre os cinco principais destinos do capital chinês nos últimos cinco anos.

O movimento também ocorre em meio a tensões com os EUA, após o governo do presidente Donald Trump propor novas tarifas sobre produtos brasileiros e classificar facções criminosas do país como organizações terroristas.

Antes da viagem, representantes dos dois países participarão de uma reunião de um subcomitê financeiro bilateral.

De acordo com a Reuters, o governo brasileiro também pretende apresentar iniciativas ligadas à agenda de sustentabilidade, como o programa Eco Invest Brasil, o projeto Tropical Forest Forever Facility (TFFF), voltado à preservação de florestas tropicais, e os avanços na criação de um mercado regulado de carbono.

A expectativa é que essas medidas ajudem a atrair mais investimentos chineses para setores estratégicos da economia brasileira.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Bitcoin cai abaixo de US$ 60 mil, a primeira vez desde outubro de 2024

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/06/2026 13:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1501,61%Dólar TurismoR$ 5,3411,28%Euro ComercialR$ 5,9350,96%Euro TurismoR$ 6,1780,77%B3Ibovespa169.242 pts-0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,1501,61%Dólar TurismoR$ 5,3411,28%Euro ComercialR$ 5,9350,96%Euro TurismoR$ 6,1780,77%B3Ibovespa169.242 pts-0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,1501,61%Dólar TurismoR$ 5,3411,28%Euro ComercialR$ 5,9350,96%Euro TurismoR$ 6,1780,77%B3Ibovespa169.242 pts-0,64%Oferecido por

A cotação do bitcoin caiu para um valor abaixo de US$ 60 mil, o menor desde outubro de 2024, nesta sexta-feira (5).

Desde a confirmação da eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, em novembro de 2024, o bitcoin e outras criptomoedas dispararam.

Um mês após a vitória do empresário republicano nas urnas, visto como um grande incentivador do setor, o bitcoin — a criptomoeda de maior valor de mercado — chegou a superar pela primeira vez a marca de US$ 100 mil (R$ 526 mil), um recorde celebrado publicamente por Trump.

Fiel à reputação de forte oscilação, o bitcoin voltou a subir e alcançou a cotação recorde de US$ 126.251,31 (R$ 665 mil), antes de passar por uma queda.

Desde o começo deste ano, no entanto, o bitcoin vem sendo afetado por um clima mais pessimista em vários mercados, especialmente pelas ações do setor de tecnologia e também do mercado de metais preciosos.

Além disso, a criptomoeda enfrenta incertezas sobre regras do setor, diante da análise de um projeto sobre moedas digitais nos Estados Unidos, a chamada Lei CLARITY, que está travada no Senado.

“Os avanços esperados em relação à lei não vieram”, afirma James Butterfill, analista da CoinShares.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

O que a SpaceX espera ao estrear na bolsa de valores — e como ela pode fazer de Elon Musk o primeiro trilionário

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/06/2026 04:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa174.198 pts1,16%Oferecido por

A SpaceX contrói e opera os foguetes e a infraestrutura de lançamento que dão suporte à sua subsidiária Starlink — Foto: Getty Images

A SpaceX, empresa aeroespacial de Elon Musk, divulgou um preço sugerido por ação antes de sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês). Caso saia pelo valor estimado, seria a maior IPO da história.

Em um documento que detalha os planos para a operação, a SpaceX informou que cada ação deve sair por US$ 135 (cerca de R$ 686), elevando o valor de mercado da empresa para cerca de US$ 1,75 trilhão, ou aproximadamente R$ 8,9 trilhões.

Anunciar um preço estimado com tanta antecedência é algo incomum, e o valor representa um aumento expressivo em relação à avaliação de mercado anterior da empresa, de US$ 1,25 trilhão (R$ 6,4 trilhões), feita no início deste ano.

A divulgação não significa que as ações serão vendidas pelo preço proposto, já que isso será decidido pelos compradores. O valor pode subir ou cair.

A SpaceX fabrica foguetes, oferece um serviço de internet via satélite chamado Starlink e também é dona da empresa de inteligência artificial xAI.

Em geral, as empresas só divulgam o preço das ações no dia anterior ao início das negociações na bolsa de valores.

A SpaceX deve começar a ser negociada na bolsa Nasdaq em 12 de junho, o que faz da sua estimativa de preço uma das mais antecipadas, se não a mais antecipada, da história do mercado de ações.

A empresa pretende captar US$ 75 bilhões (R$ 381 bilhões), o que seria um recorde para um IPO. O atual recorde pertence à gigante do petróleo saudita Saudi Aramco, que captou US$ 25,6 bilhões em 2019.

Se as ações da empresa forem vendidas pelo preço estimado de US$ 135 ou acima desse valor, a SpaceX se tornará imediatamente uma das empresas mais valiosas do mundo.

Com isso, Elon Musk, que controla mais de 80% da SpaceX por meio de suas próprias ações na companhia, poderia se tornar trilionário.

Segundo dados da Dealogic, empresa de pesquisa sobre mercados de capitais, em quase metade das companhias que abriram capital nos últimos 30 anos, o valor caiu em relação ao da estreia.

"Não há dúvida de que a avaliação é incrivelmente alta", disse Samuel Kerr, diretor de pesquisa de mercados de capitais da Mergermarket.

Elon Musk deve se tornar a pessoa mais rica do mundo com a estreia da SpaceX na bolsa de valores — Foto: REUTERS

Ele observou que a relação entre o preço da SpaceX e suas vendas é maior do que a de qualquer outra grande empresa do grupo que os investidores chamam de "Mag 7" — Alphabet, Amazon, Apple, Meta, Nvidia, Microsoft e Tesla, outra empresa de Musk.

"Mas a SpaceX está sendo avaliada com base em receitas e lucros futuros, e não no presente, e alguns investidores podem estar dispostos a ignorar isso", acrescentou Kerr.

Em 2025, a Space Exploration Technologies, nome oficial da SpaceX, teve receita de US$ 18,6 bilhões, mas registrou prejuízo líquido de US$ 4,9 bilhões.

Nos três primeiros meses deste ano, as vendas somaram US$ 4,7 bilhões, mas a empresa teve prejuízo líquido de US$ 4,3 bilhões.

Segundo o balanço da empresa, a SpaceX possui US$ 102 bilhões ativos, como foguetes e outros equipamentos, mas também US$ 60,5 bilhões em dívidas.

Além da exploração espacial, a empresa investe pesado em inteligência artificial (IA), redes sociais, serviços de internet via satélite e centros de dados.

A xAI começou como parte do X, antigo Twitter, e usava o acesso aos textos e informações em tempo real da plataforma para treinar sua inteligência artificial.

Há anos, Musk defende que desenvolver infraestrutura no espaço é a melhor forma de garantir os recursos necessários para sustentar o funcionamento da IA, já que há escassez de terra disponível no planeta.

Ele já apresentou planos para lançar satélites de IA e, no futuro, construir centros de dados em órbita.

"A SpaceX já foi uma empresa simples. Era uma empresa de lançamentos, depois também provedora de internet por satélite, e agora é uma empresa de redes sociais e um laboratório de IA", disse Laurence Pevsner, sócio da empresa de capital de risco Lux Capital, à BBC.

"O laboratório de IA é o que realmente está elevando a avaliação, e acho que essa é uma aposta arriscada para os acionistas", acrescentou.

O movimento da SpaceX ocorre no momento em que outras gigantes da tecnologia buscam captar mais recursos para financiar seus investimentos em IA.

No início desta semana, a empresa de IA Anthropic revelou seus planos para uma oferta pública de ações ainda neste ano, enquanto a Alphabet, dona do Google, anunciou que pretende captar US$ 80 bilhões para investir em IA.

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Governo nomeia Otto Lobo para presidir órgão que regula fundos de investimento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/06/2026 16:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%Oferecido por

O advogado Otto Lobo, indicado para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários — Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O governo federal nomeou nesta quarta-feira (3) o advogado Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão responsável por regular e fiscalizar o mercado de capitais no país. Ele ocupará a vaga deixada por João Pedro Barroso do Nascimento, que renunciou ao cargo, e cumprirá mandato até 18 de julho de 2027.

A nomeação de Lobo e a de Igor Muniz para a diretoria da autarquia foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

🔎 A CVM é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda e responsável por fiscalizar, normatizar e disciplinar o mercado de valores mobiliários, que incluem ações, debêntures, cotas em fundos de investimento, entre outros , garantindo transparência e segurança para os investidores.

Antes de assumir oficialmente o cargo, Lobo se reuniu nesta semana com o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Segundo ele, o encontro teve como objetivo discutir temas relacionados à atuação da autarquia.

A CVM vem sendo alvo de questionamentos sobre a condução de processos relacionados ao conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

No início de fevereiro, a própria CVM criou um grupo de trabalho para analisar todas as informações relacionadas ao conglomerado Master e à gestora de fundos Reag, suspeita de envolvimento nas fraudes investigadas pela PF, e para propor "melhorias estruturais em regulação, supervisão, governança processual e cooperação institucional".

Questionado sobre a possibilidade de dar prioridade aos casos envolvendo o Banco Master, Lobo afirmou que a intenção é acelerar a tramitação de todos os processos em andamento na autarquia.

"Todos esses processos vão ser tratados com muita celeridade. A CVM sempre vai dar respostas para esse e outros processos", afirmou Lovo, acrescentando que será feito um mutirão para julgar mais processos.

O novo presidente também afirmou que não haverá distinção entre investigados e que os procedimentos seguirão os princípios legais e constitucionais.

"Tudo será conduzido dentro da legalidade e do respeito à ampla defesa", complementou ele.

O nome de Otto Lobo foi aprovado pelo Senado em maio, por 31 votos a 3. Na mesma sessão, os senadores também aprovaram a indicação de Igor Muniz para a diretoria da CVM.

A escolha de Lobo para comandar a autarquia foi atribuída nos bastidores a empresários e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que nega ter atuado como padrinho político da indicação.

A indicação gerou divergências dentro do governo. Integrantes da equipe econômica manifestaram resistência ao nome de Lobo, posição que teria sido compartilhada tanto pelo então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, quanto pelo atual chefe da pasta, Dario Durigan.

Apesar disso, segundo fontes envolvidas nas negociações, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou ao senador Eduardo Braga, relator da indicação, sua preferência pelo nome de Lobo.

No mercado financeiro, a indicação também enfrentou resistência. Críticos apontam decisões consideradas favoráveis ao Banco Master tomadas por Lobo durante o período em que exerceu interinamente a presidência da CVM.

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Pressionadas por sanções dos EUA, empresas estrangeiras começam a deixar Cuba

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/06/2026 05:11

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%Oferecido por

A poucos dias do fim do prazo dado pelos Estados Unidos para que empresas estrangeiras rompam seus vínculos com o conglomerado econômico-militar Gaesa, alvo de sanções de Washington, várias companhias já encerraram ou reduziram substancialmente suas atividades em Cuba.

Em 1º de maio, o presidente americano, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que endurece as sanções contra Cuba, reiterando que a ilha comunista, situada a 150 km da costa da Flórida, representa "uma ameaça extraordinária" à segurança nacional dos Estados Unidos.

A administração Trump, que impõe desde janeiro um bloqueio petrolífero à ilha, também voltou sua atenção para o Grupo de Administração Empresarial S.A. (Gaesa), vinculado às Forças Armadas cubanas e uma das primeiras entidades sancionadas sob a nova ordem executiva.

Em consequência, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) do Departamento do Tesouro estabeleceu a próxima sexta-feira (5) como prazo final para que empresas estrangeiras com negócios ligados ao Gaesa reajustem suas operações ou enfrentem sanções dos Estados Unidos.

Essas medidas podem implicar dificuldades de acesso ao sistema financeiro internacional e à realização de transações, proibição de que bancos trabalhem com essas empresas ou congelamento de ativos.

Nesse contexto, várias redes hoteleiras já anunciaram sua retirada ou a redução de suas operações na ilha.

A rede espanhola Meliá anunciou nesta quarta-feira (3) que encerrará suas operações em 15 hotéis administrados em Cuba em parceria com o Gaesa, embora não tenha mencionado os outros 19 estabelecimentos que opera com o Ministério do Turismo cubano.

"Diante dos acontecimentos e circunstâncias que vêm ocorrendo no contexto geopolítico, social, jurídico e econômico da República de Cuba", a Meliá informa que "adotou a decisão de concluir imediatamente a prestação dos serviços de gestão e comercialização" desses hotéis na ilha, afirmou a empresa em comunicado.

A Meliá se junta à rede espanhola Iberostar e à canadense Blue Diamond, que anunciaram nos últimos dias o encerramento parcial ou total de suas operações turísticas em Cuba.

A Iberostar deixou de administrar 12 hotéis operados em Cuba em associação com o Gaesa, embora continue trabalhando com outras seis unidades pertencentes ao Ministério do Turismo, informaram à AFP várias fontes próximas ao assunto.

Iberostar e Meliá foram as primeiras redes hoteleiras espanholas a chegar a Cuba, depois que a ilha se abriu ao turismo internacional para tentar superar a crise provocada pela queda do bloco soviético em 1991.

Na segunda-feira, a rede canadense Blue Diamond informou à AFP que encerrava suas operações em Cuba devido à situação atual do setor, em um momento em que a ilha enfrenta crescente pressão dos Estados Unidos.

O grupo asiático Archipelago International também estuda limitar sua presença ou abandonar a ilha, segundo fontes próximas ao setor ouvidas pela AFP.

Ativa no setor de mineração, também na mira de Washington, a canadense Sherritt tornou-se, em 7 de maio, a primeira empresa estrangeira a anunciar sua saída de Cuba, onde extraía níquel e cobalto desde a década de 1990 por meio da empresa mista General Nickel Company S.A.

"O impacto para a economia cubana da saída de todas essas companhias internacionais no curto prazo é devastador", declarou à AFP o economista e consultor cubano Daniel Torralbas. Isso "transforma 2026 no pior ano da história econômica de Cuba nos últimos 70 anos", acrescentou.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, firme opositor do governo de Havana, acusou há duas semanas os líderes cubanos de roubo e corrupção por meio do Gaesa.

Rubio lembrou que o ex-presidente Raúl Castro, atualmente denunciado pela Justiça americana, foi o fundador do Gaesa, que, segundo o Departamento de Estado dos EUA, possui ativos avaliados em 18 bilhões de dólares (R$ 90,3 bilhões) e controla até 70% da economia cubana.

Na terça-feira, o governo cubano defendeu o papel do conglomerado, criado na década de 1990 para contornar o embargo americano em vigor desde 1962 e gerar divisas para impulsionar a economia do país.

A juíza Elizabeth Machado Louro afirmou que a ré foi alvo de um julgamento marcado por preconceitos de gênero e a condenou a 1 ano e 4 meses pelo crime de omissão.

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Cuba vai suspender transações com Visa e Mastercard em meio a sanções dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 15:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0851,49%Dólar TurismoR$ 5,2661,04%Euro ComercialR$ 5,8991,19%Euro TurismoR$ 6,1230,8%B3Ibovespa170.355 pts-2,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,0851,49%Dólar TurismoR$ 5,2661,04%Euro ComercialR$ 5,8991,19%Euro TurismoR$ 6,1230,8%B3Ibovespa170.355 pts-2,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,0851,49%Dólar TurismoR$ 5,2661,04%Euro ComercialR$ 5,8991,19%Euro TurismoR$ 6,1230,8%B3Ibovespa170.355 pts-2,21%Oferecido por

Cuba vai suspender as transações com cartões Visa e Mastercard a partir deste sábado (6), informou o Banco Central do país nesta quarta-feira (3), citando as sanções impostas pelos Estados Unidos.

Segundo o Banco Central de Cuba, o banco estrangeiro que antes processava as transações com cartões de crédito decidiu restringir suas operações após um decreto dos EUA, publicado em 1º de maio, que ampliou significativamente as sanções ao comércio com o país.

"Como resultado dessa decisão, Cuba não poderá mais receber receitas da venda de bens e serviços por meio de cartões reconhecidos internacionalmente, como Visa e Mastercard", afirmou o Banco Central em comunicado.

O decreto dos EUA provocou a saída de empresas de Cuba nas últimas semanas, incluindo redes hoteleiras, companhias aéreas e empresas globais de transporte marítimo, à medida que investidores estrangeiros buscam se afastar de instituições da ilha sancionadas pelo governo americano.

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