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WhatsApp Web ganha chamadas de vídeo e áudio; veja como vai funcionar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/07/2026 11:56

Tecnologia WhatsApp Web ganha chamadas de vídeo e áudio; veja como vai funcionar Com a atualização, não é mais preciso usar versão para celular ou desktop para fazer ligações no aplicativo. Recurso está sendo liberado aos poucos e ficará disponível para todos em breve. Por Redação g1 — São Paulo

O WhatsApp anunciou nesta terça-feira (28) que sua versão Web, usada em navegadores, passou a suportar chamadas de vídeo e áudio. A plataforma disse que a atualização está sendo liberada aos poucos e ficará disponível para todos em breve.

Com a mudança, é possível conversar pelo computador sem baixar nenhum aplicativo. O WhatsApp Web também ganha recursos de outras versões, como compartilhamento de tela e reações, além de uma aba com o histórico de ligações.

Como acontece com as demais mensagens no WhatsApp, chamadas feitas em navegadores são protegidas com criptografia de ponta a ponta, impedindo que elas sejam acessadas por terceiros.

O aplicativo também passou a oferecer a opção de transferir a ligação para outros dispositivos, o que deve ajudar quem conversa em movimento. Com o recurso, é possível passar do dispositivo móvel para o computador – e vice-versa – sem deixar a chamada.

Outra mudança é a sala de espera para liberar a entrada de pessoas na chamada. O recurso é parecido com o que existe em outros serviços de chamadas online e pode ser usado ao criar um link de ligação com a opção "Exigir aprovação para participar".

Ainda segundo o WhatsApp, a qualidade das chamadas de vídeo melhorou para mostrar imagens em alta definição logo no início da conversa. Além disso, o serviço liberou um recurso de supressão de ruído para fazer a voz de quem está falando ficar nítida mesmo em ambientes barulhentos.

Na última quarta-feira (22), o aplicativo também anunciou mudanças nas versões para iPad e para carros com os sistemas de multimídia CarPlay e Android Auto, que ficaram mais parecidas com a versão para celular.

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Como centenas de conversas privadas com chat de IA Claude acabaram disponíveis publicamente

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/07/2026 08:51

Tecnologia Como centenas de conversas privadas com chat de IA Claude acabaram disponíveis publicamente Links para os chats, alguns dos quais incluíam informações pessoais e profissionais, apareciam se um usuário de um mecanismo de busca como o Google usasse um termo de pesquisa específico do site. Por Kali Hays

Centenas de conversas privadas de usuários com o chatbot Claude, da Anthropic, ficaram publicamente disponíveis em mecanismos de busca como o Google.

Os registros de chats foram indexados após usuários utilizarem a opção de compartilhamento. A possibilidade de pesquisa foi removida durante o fim de semana.

Usuários do Reddit descobriram inicialmente mais de 200 conversas expostas. Os diálogos incluíam dados corporativos confidenciais, currículos e pesquisas pessoais.

Outros chatbots, como o ChatGPT da OpenAI e o Grok do X, também já enfrentaram problemas semelhantes de exposição de conversas.

O Google afirmou que os próprios sites controlam quais páginas são públicas. A Anthropic provavelmente bloqueou os links nos resultados de busca.

Centenas de conversas de usuários com o popular chatbot de inteligência artificial (IA) da Anthropic, Claude, foram encontrados abertos para praticamente qualquer pessoa online.

Os links para os chats, alguns dos quais incluíam informações pessoais e profissionais, apareciam se um usuário de um mecanismo de busca como o Google usasse um termo de pesquisa específico do site.

As buscas mostraram que conversas do Claude, nas quais um usuário havia decidido "compartilhar" um link, foram salvas por mecanismos de busca como o Google, tornando-as acessíveis ao público em geral.

A possibilidade de pesquisar os registros de bate-papo foi removida durante o fim de semana, mas muitos foram salvos e amplamente compartilhados online.

Uma porta-voz da Anthropic afirmou que os usuários do Claude mantêm o controle sobre se e quando compartilhar as conversas que tiveram com o chatbot.

Ela disse que os links para as conversas "não eram previsíveis ou detectáveis, a menos que as pessoas optassem por compartilhá-los por conta própria".

"Quando alguém compartilha uma conversa, está tornando esse conteúdo publicamente acessível e, como outros conteúdos públicos da web, ele pode ser arquivado por serviços de terceiros", acrescentou a porta-voz.

A opção de compartilhamento do Claude informa ao usuário que "qualquer pessoa com o link" pode visualizar o conteúdo, mas não afirma explicitamente que o link pode acabar nos resultados de pesquisa no Google.

Usuários do Reddit descobriram inicialmente os chats disponíveis publicamente, que abrangiam mais de 200 conversas com o Claude em pelo menos 25 páginas de resultados de pesquisa — algumas ocorridas há apenas algumas semanas.

Em uma conversa de abril, um usuário pediu ao chat que redigisse uma postagem de blog inédita sobre segurança na nuvem, incluindo detalhes de um projeto corporativo.

Em outra, do mês passado, um usuário perguntou ao Claude como "se tornar a Raposa de Nove Caudas?", antes de esclarecer que queria se transformar literalmente de humano na criatura.

O Claude primeiro tentou mostrar ao usuário uma imagem gerada por IA, alegando que ele havia recebido "poderes de raposa totalmente funcionais!".

Outras conversas com o Claude incluíram usuários buscando ajuda com seus currículos, incluindo nomes, informações de contato e histórico profissional.

Alguns usuários chegaram a realizar o que parecia ser pesquisa confidencial para seus trabalhos, como na área da saúde, incluindo transcrições de conversas privadas.

Quando a OpenAI enfrentou, no ano passado, um problema quase idêntico com a disponibilização pública dos registros de bate-papo do ChatGPT, a empresa acabou alterando a forma como esses registros eram acessados.

O Grok, o chatbot de IA do X, plataforma social pertencente a Elon Musk, também teve centenas de milhares de registros de bate-papo disponibilizados publicamente no ano passado por meio de buscas online.

Um porta-voz do Google esclareceu à BBC que a empresa não controla "quais páginas são tornadas públicas na web", afirmando que essa ação parte dos próprios sites.

"Oferecemos aos proprietários de sites controles claros para que decidam se as páginas podem ser rastreadas ou indexadas, e sempre respeitamos essas diretrizes."

Como a indexação dos registros de bate-papo não está mais ocorrendo nos resultados de busca, é provável que a Anthropic tenha usado ferramentas disponíveis para bloquear rapidamente os links dos registros de bate-papo nos resultados de pesquisa.

O processo do Google para que um proprietário de site bloqueie um link é simples, mas deve ser iniciado pelo próprio proprietário do site.

Outros mecanismos de busca, como Bing, Brave e DuckDuckGo, nos quais os registros de bate-papo do Claude também apareceram, foram contatados para comentar, mas não haviam se manifestado até a publicação desta reportagem.

O chatbot Claude, da Anthropic, está entre os mais populares, rivalizando com o ChatGPT e o Gemini — Foto: Reuters via BBC

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Após onda de incêndios, veja como uma raça de vaca quase esquecida ajuda a Espanha a reduzir queimadas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/07/2026 11:52

Agro Após onda de incêndios, veja como uma raça de vaca quase esquecida ajuda a Espanha a reduzir queimadas Vaca Cachena voltou a áreas rurais da Galícia para controlar vegetação que pode alimentar o fogo; raça nativa é adaptada a terrenos montanhosos e ganhou nova função no campo. Por Redação g1 — São Paulo

Produtores da Galícia, na Espanha, estão reintroduzindo a vaca Cachena para controlar a vegetação. A iniciativa busca reduzir os riscos de incêndios florestais na região.

Conhecida como "vaca-cabra", a menor raça da Península Ibérica possui chifres longos e porte reduzido. Os animais circulam por áreas de difícil acesso.

Após um incêndio em 2017, o rebanho de Cachena saltou de 400 para cerca de 8 mil cabeças. Incentivos e GPS auxiliam na criação.

Na Espanha, uma raça bovina quase esquecida está voltando aos campos com uma nova missão: ajudar no manejo das áreas rurais e reduzir o risco de incêndios florestais.

A vaca Cachena, pequena, resistente e adaptada a terrenos montanhosos, está sendo reintroduzida por agricultores da Galícia, região no noroeste do país, para consumir plantas que podem servir de combustível para as chamas.

🔍A Europa enfrenta uma das temporadas mais severas de incêndios dos últimos anos. Na Espanha, mais de 77 mil hectares já foram queimados em 2026 em meio a calor intenso e tempo seco.

Conhecida localmente como "vaca-cabra", a Cachena é considerada a menor raça bovina da Península Ibérica. O apelido vem do porte reduzido, dos chifres longos e da capacidade do animal de circular por áreas de difícil acesso.

A raça também é conhecida pela rusticidade e pela habilidade de se alimentar de diferentes tipos de vegetação, característica que passou a ser valorizada por produtores em áreas com maior risco de incêndios.

Vacas da raça Cachena na Serra do Galineiro, em Gondomar, Espanha — Foto: REUTERS/Miguel Vidal Leia mais em: https://forbes.com.br/forbes-agro/2026/07/agricultores-da-espanha-reintroduzem-ovelhas-e-vacas-nativas-para-que-comam-plantas-inflamaveis/

O retorno da Cachena está ligado às mudanças no campo espanhol nas últimas décadas. O avanço de plantações de pinheiros e eucaliptos para uso industrial, combinado ao abandono de áreas rurais, deixou terrenos sem manejo e favoreceu o crescimento de plantas que podem acelerar a propagação do fogo.

Após um incêndio que atingiu a comunidade de Vincios, na Galícia, em 2017, associações locais passaram a recuperar uma prática antiga: usar animais nativos para controlar a vegetação.

Além das vacas Cachena, produtores utilizam cabras e ovelhas, que ajudam a consumir arbustos e outras plantas presentes nas áreas rurais.

A estratégia também ajudou a recuperar animais tradicionais que perderam espaço no campo espanhol.

Segundo a associação regional BOAGA, o número de animais nativos na Galícia passou de pouco mais de 1.800 no fim dos anos 1990 para mais de 30 mil no início de 2026.

O governo regional criou incentivos para estimular produtores a manter animais jovens no rebanho, enquanto iniciativas locais ajudaram a ampliar a reprodução da raça.

Em algumas comunidades, os animais circulam livremente com coleiras de GPS, sem a necessidade de cercas tradicionais.

Segundo produtores locais, a criação mantém a vegetação em níveis controlados sem eliminar completamente o ambiente natural. O objetivo é reduzir o acúmulo de plantas que podem favorecer o avanço das chamas.

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Taxa das blusinhas: ministro da Fazenda monitora de perto impacto e pode propor a Lula retorno da taxação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/07/2026 09:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%Oferecido por

O ministro da Fazenda Dario Durigan monitora a alta de encomendas após o fim da "taxa das blusinhas". Ele pode propor ao presidente Lula o retorno da taxação.

Segundo Durigan, a tributação foi zerada para amostragem do impacto econômico. A Receita Federal registrou disparo nas encomendas internacionais após o fim da cobrança de 20%.

A revogação ocorreu em maio por Medida Provisória. Para continuar em vigor após os 120 dias de validade, a medida precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional.

Produtores e varejistas nacionais articulam-se no Congresso contra a isenção. O Instituto para Desenvolvimento do Varejo projeta retração nas vendas de junho devido à Copa do Mundo.

A associação Amobitec considerou a alta nas importações natural após o fim da taxa. A entidade defende analisar a demanda com cautela por pelo menos 6 meses.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, admitiu que as encomendas internacionais estão subindo após o fim da chamada "taxa das blusinhas", mas acrescentou que a equipe econômica está acompanhando de perto os dados e que pode propor ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o retorno da taxação.

Durante entrevista para a "Rádio Jornal", de Pernambuco, ele disse que o governo zerou a tributação para fazer um período de "amostragem" e ver o impacto na economia brasileira.

"A gente tem visto que tem aumentado a importação desses produtos. Como a gente tem todo controle, a qualquer momento que a gente perceber que está fora do padrão e gerando falta de isonomia para a produção nacional, é possível propor ao presidente uma mudança desse cenário", declarou Durigan.

De acordo com a Receita Federal, o número de encomendas internacionais disparou após o fim da chamada taxa das blusinhas — que tributava com a cobrança de imposto de importação as compras com valor abaixo de US$ 50 com alíquota de 20%.

A revogação da taxa foi feita em maio por meio de Medida Provisória, que tem força de lei assim que é publicada no "Diário Oficial da União" (DOU). Entretanto, para continuar em vigor após os 120 dias de validade, terá de ser aprovada pelo Congresso Nacional, que pode manter, barrar ou alterar a medida.

Por conta disso, produtores nacionais e importadores já se movimentam no Congresso Nacional, e até mesmo na Justiça, para defender seus interesses.

A "taxa das blusinhas" era reprovada por grande parte dos consumidores brasileiros por encarecer produtos populares de baixo valor e reduzir a atratividade de plataformas internacionais.Críticos argumentavam também que turistas de viagens internacionais tinham vantagem ao não recolher o tributo em determinada cota de compras ao voltar ao país.

O Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), que reúne os varejistas brasileiros, como Americanas, Dafiti, Centauro, Casas Bahia, Lojas Renner e Magazine Luiza, entre outros, informou que sondagem feita junto ao mercado indica que os resultados do mês de junho devem mostrar retração no volume de vendas no varejo em alguns setores por conta da Copa do Mundo.

"Porém, a queda de vendas também deverá ser registrada em outros setores devido ao expressivo aumento das vendas por plataformas eletrônicas on-line estrangeiras, que estão com o benefício de zero no Imposto de Importação, o que num segundo momento deverá refletir ainda mais na redução do emprego e dos investimentos futuros", acrescentou o IDV.

Em junho, as Frentes Parlamentares Comércio e Serviços, do Ambiente de Negócios, Pelo Brasil Competitivo e de Defesa da Propriedade Intelectual e de Combate à Pirataria, entre outras, divulgaram uma manifestação sobre o tema.

"Defender a isonomia tributária não significa defender privilégios. Significa assegurar que todos os agentes econômicos estejam sujeitos às mesmas regras e contribuam de forma equivalente para o desenvolvimento do país. É justamente por isso que defendemos um princípio simples, compreensível e justo: Se baixar para estrangeiro, tem que baixar para brasileiro", diz o documento.

Já a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que reúne empresas de tecnologia prestadoras de serviços e importadores, como Alibaba, Amazon e Shein, entre outros, avaliou ser "natural e esperada" a alta registrada nas importações de baixo valor após a revogação da taxa das blusinhas.

A entidade ressalta, no entanto, que esse movimento de maior demanda deve ser analisado com "cautela". Diz que a antecipação de compras era esperada diante da isenção do imposto, mas que, segundo especialistas, é necessária uma janela de, no mínimo, seis meses para avaliar se o atual crescimento se sustentará.

"A isenção do imposto federal é um avanço para a democratização do consumo, pois promove inclusão social, reduz desigualdades e movimenta a economia (…) Os dados, em geral, evidenciam o impacto desproporcional da tributação sobre os consumidores de menor renda, mostram a complementariedade entre plataformas e o varejo brasileiro, além de reforçar a importância de garantir segurança jurídica e previsibilidade para o e-commerce internacional", acrescentou a Amobitec.

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Dólar abre em queda, com redução das tensões no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/07/2026 09:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (27) em queda, com um recuo de 0,07% perto das 9h, cotado a R$ 5,0793, em meio ao alívio das tensões entre Estados Unidos e Irã. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ A redução das tensões no Oriente Médio é o principal destaque da sessão. Apesar dos EUA e do Irã completarem dois dias seguidos sem ataques mútuos nesta segunda-feira (27), não há negociações de paz em andamento entre os países. Além disso, pelo menos seis navios que tentaram cruzar o Estreito de Ormuz foram impedidos pela Guarda Revolucionária iraniana.

Ainda assim, o dia é de alívio nos preços do petróleo. Perto das 850, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 7,83%, cotado a US$ 89,20. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, recuava 6,94% no mesmo horário, a US$ 83,11 o barril.

▶️ No Brasil, as atenções seguem voltadas para como o governo vai reagir ao tarifaço dos EUA. No domingo (26), o presidente Lula e o presidente chinês, Xi jinping, conversaram e defenderam o aprofundamento da cooperação bilateral em áreas estratégicas, além da aceleração das negociações para um acordo entre a China e o Mercosul.

▶️ Na agenda da semana, destaque para a decisão de juros nos EUA. Dados da CME Group apontam que a maioria do mercado espera uma manutenção das taxas por parte do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Dados de atividade e inflação nos EUA e no Brasil também ficam no radar, além de novos balanços corporativos.

Irã e Estados Unidos deram uma pausa na troca de ataques, mas não há negociações de paz em andamento, segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do regime iraniano, Esmaeil Baqaei.

"Atualmente não temos negociações com os Estados Unidos. As negociações que temos, e que podem genuinamente estar sujeitas a diferentes interpretações, são as negociações que temos com Omã. Elas estão focadas na criação dos acordos necessários em relação ao Estreito de Ormuz", afirmou.

Apesar da falta de diálogo, após a terceira noite consecutiva sem ataques americanos a seu território, o Irã anunciou que também suspendeu seus bombardeios de retaliação contra países vizinhos que são aliados dos EUA.

"Nas duas últimas noites, os americanos detiveram seus ataques. Como nossa estratégia está baseada essencialmente na resposta, também interrompemos nossas operações", afirmou o porta-voz militar iraniano, Mohammad Akraminia, acrescentando que, se os americanos "insistirem em continuar com a guerra, particularmente com ataques aéreos", o conflito "se estenderá ainda mais".

Apesar da trégua não oficial, nas últimas 24 horas, seis navios que tentaram cruzar o Estreito de Ormuz foram impedidos pela Guarda Revolucionária iraniana, reportou a TV estatal iraniana. Um dia antes, mais quatro também foram detidos.

O tráfego ainda limitado pelo canal, que é uma das principais rotas marítimas da região, por onde passam cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo, continua a trazer preocupações para a oferta global da commodity. Ainda assim, o alívio das tensões ainda traz um dia de alívio nos preços nesta segunda-feira (27).

Na Ásia, as ações chinesas subiram nesta segunda-feira, com investidores otimistas com o lançamento da fabricante de chips de memória CXMT Corp na bolsa.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, e o Índice de Xangai fecharam em alta de 1,15%

Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 1%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma valorização de 0,97%. O Nikkei, do Japão, teve ganhos de 0,50%.

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‘Cachorro crente’: ideia de vender hot-dog após cultos vira loja que faturou R$ 154 mil no primeiro mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 26/07/2026 02:51

Pequenas Empresas & Grandes Negócios 'Cachorro crente': ideia de vender hot-dog após cultos vira loja que faturou R$ 154 mil no primeiro mês Empreendedor transformou uma carrocinha de cachorro-quente em uma marca de fast food voltada ao público cristão. O negócio começou com investimento de R$ 85 mil e aposta em cardápio criativo. Por PEGN

A ideia surgiu depois dos cultos em uma igreja: criar um espaço onde os fiéis pudessem se reunir para comer. O negócio começou com uma carrocinha de cachorro-quente, fruto de um investimento de R$ 85 mil, e rapidamente conquistou espaço em eventos religiosos.

O sucesso da operação atraiu um investidor e permitiu a abertura da primeira loja física, com investimento de R$ 700 mil. No primeiro mês de funcionamento, o negócio faturou R$ 154 mil.

A estratégia foi instalar a loja ao lado de uma grande igreja e oferecer uma experiência voltada ao público cristão, com música cristã, sem venda de bebidas alcoólicas e horários compatíveis com os cultos.

Aberto a clientes de qualquer religião, o estabelecimento também aposta em um cardápio diferenciado, com opções como cachorro-quente de costela, na massa de pizza e até uma versão doce.

Na esquina de uma grande igreja na Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro, um cachorro-quente chama atenção não apenas pelos ingredientes, mas pelo conceito que sustenta o negócio.

Conhecido como "Cachorro Crente", o empreendimento nasceu de uma observação simples feita pelo empreendedor Leandro Lima: a falta de um espaço para que os frequentadores de cultos pudessem se reunir e fazer um lanche após os encontros religiosos.

"A ideia surgiu pensando em um ambiente onde as pessoas pudessem sair do culto e continuar convivendo com os irmãos da igreja", conta Leandro.

Mas a história do negócio começou longe da alimentação. Desde os 18 anos, o empresário atuava no setor de entretenimento e produção de eventos, acumulando experiência em gestão, público e construção de marcas.

Foi justamente essa vivência que o ajudou a enxergar potencial comercial em um nome que, inicialmente, parecia apenas uma brincadeira. Quando identificou a força da expressão "Cachorro Crente", Leandro decidiu estudar o mercado.

'Cachorro crente': ideia de vender hot-dog após cultos vira loja que faturou R$ 154 mil no primeiro mês — Foto: Reprodução/PEGN

Encontrou um público numeroso, fiel e pouco explorado por marcas de alimentação. A partir daí, o projeto começou a ganhar forma. O primeiro passo veio com uma carrocinha de cachorro-quente, construída com o apoio de um amigo da área da construção civil.

O investimento inicial foi de aproximadamente R$ 85 mil. A operação começou pequena, mas rapidamente passou a receber convites para participar de eventos e programações em igrejas. A receptividade foi imediata.

O modelo encontrou aceitação junto ao público evangélico e passou a gerar resultados consistentes. O faturamento inicial girava em torno de R$ 12 mil, validando a proposta de valor da marca.

Com o crescimento da demanda, o empreendedor recebeu uma proposta de investimento, negociou parte da operação e iniciou um novo ciclo. O próximo passo foi abrir uma loja física. Para isso, foram investidos cerca de R$ 700 mil.

A escolha da localização não aconteceu por acaso. A estratégia foi instalar o negócio próximo a uma grande igreja, aproveitando o fluxo natural de frequentadores.

"O fato de estarmos na esquina de uma grande igreja reduz muito o esforço de venda", explica o empreendedor. No primeiro mês de funcionamento da loja, o faturamento chegou a R$ 154 mil.

Além da localização, o empreendimento foi desenhado para dialogar diretamente com seu público-alvo. A casa não vende bebidas alcoólicas, mantém música cristã no ambiente e ajusta seus horários de funcionamento para acompanhar a programação religiosa da região.

Ainda assim, Leandro faz questão de destacar que o espaço está aberto para todos os públicos. "Aqui não pode existir preconceito. Somos uma marca que vende lanche e queremos receber todo mundo", afirma.

A diversidade também aparece no cardápio. A curiosidade do empreendedor o levou a pesquisar receitas de cachorro-quente de diferentes regiões do Brasil e de outros países.

O resultado é uma seleção de opções pouco convencionais, incluindo versões de costela, combinações especiais criadas pela equipe da casa, cachorro-quente doce feito com pão de rabanada e até uma versão preparada em massa de pizza.

'Cachorro crente': ideia de vender hot-dog após cultos vira loja que faturou R$ 154 mil no primeiro mês — Foto: Reprodução/PEGN

O cuidado com a experiência vai além do sabor. Influenciado pelo passado no entretenimento, Leandro aposta fortemente na apresentação dos produtos. "Hoje tudo vira foto e vídeo. Então o produto precisa chegar à mesa bem apresentado", diz.

Os clientes aprovam a proposta. Muitos destacam a possibilidade de prolongar o convívio após o culto em um ambiente familiar, acolhedor e alinhado aos seus hábitos.

Para o empreendedor, a construção da marca deixou aprendizados que ultrapassam o universo da alimentação. O principal deles é a paciência.

"Nem tudo acontece no nosso tempo. Se não tiver paciência, uma grande ideia morre antes mesmo de sair do papel", resume.

Olhando para o futuro, Leandro acredita que a combinação entre propósito, pesquisa de mercado e dedicação pode levar o Cachorro Crente a se tornar uma referência nacional no segmento de fast food.

"A gente não pode ficar de braços cruzados. É preciso fazer a nossa parte, estudar e ser curioso. A curiosidade é o que traz as grandes ideias", conclui.

📍 Endereço: Rua Quito 315 – Penha Rio de Janeiro/RJ – CEP: 21020-330📞Telefone: (21) 96562-4557📧E-mail: cachorrocrenteltda@gmail.com📸Instagram: https://www.instagram.com/cachorrocrente📘Facebook: https://www.facebook.com/share/1C6sUNFW6F/?mibextid=wwXIfr

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

‘Taxa das blusinhas’: encomendas internacionais disparam após fim da cobrança do imposto de importação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/07/2026 00:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%Oferecido por

O número de encomendas internacionais disparou após o fim da chamada taxa das blusinhas — que tributava com a cobrança de imposto de importação as compras com valor abaixo de US$ 50 com alíquota de 20%.

Segundo informações da Receita Federal, o total de remessas internacionais recebidas em junho deste ano, o primeiro mês completo sem a incidência da taxação, foi de 28,36 milhões.

crescimento de 118% sobre junho de 2025 (13,02 milhões de encomendas).alta de 72% sobre abril de 2026, ultimo mês sem cobrança (16,51 milhões).elevação de 84% sobre a média dos quatro primeiros meses deste ano (15,42 milhões de remessas).

A "taxa das blusinhas" era reprovada por grande parte dos consumidores brasileiros por encarecer produtos populares de baixo valor e reduzir a atratividade de plataformas internacionais.

Críticos argumentavam também que turistas de viagens internacionais tinham vantagem ao não recolher o tributo em determinada cota de compras ao voltar ao país.

O Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), que reúne os varejistas brasileiros, como Americanas, Dafiti, Centauro, Casas Bahia, Lojas Renner e Magazine Luiza, entre outros, informou que sondagem feita junto ao mercado indica que os resultados do mês de junho devem mostrar retração no volume de vendas no varejo em alguns setores por conta da Copa do Mundo.

"Porém, a queda de vendas também deverá ser registrada em outros setores devido ao expressivo aumento das vendas por plataformas eletrônicas on-line estrangeiras, que estão com o benefício de zero no Imposto de Importação, o que num segundo momento deverá refletir ainda mais na redução do emprego e dos investimentos futuros", acrescentou o IDV.

Em junho, as Frentes Parlamentares Comércio e Serviços, do Ambiente de Negócios, Pelo Brasil Competitivo e de Defesa da Propriedade Intelectual e de Combate à Pirataria, entre outras, divulgaram uma manifestação sobre o tema.

"Defender a isonomia tributária não significa defender privilégios. Significa assegurar que todos os agentes econômicos estejam sujeitos às mesmas regras e contribuam de forma equivalente para o desenvolvimento do país. É justamente por isso que defendemos um princípio simples, compreensível e justo: Se baixar para estrangeiro, tem que baixar para brasileiro", diz o documento.

Já a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que reúne empresas de tecnologia prestadoras de serviços e importadores, como Alibaba, Amazon e Shein, entre outros, avaliou ser "natural e esperada" a alta registrada nas importações de baixo valor após a revogação da taxa dsa blusinhas.

A entidade ressalta, no entanto, que esse movimento de maior demanda deve ser analisado com "cautela".

Diz que a antecipação de compras era esperada diante da isenção do imposto, mas que, segundo especialistas, é necessária uma janela de, no mínimo, seis meses para avaliar se o atual crescimento se sustentará.

"A isenção do imposto federal é um avanço para a democratização do consumo, pois promove inclusão social, reduz desigualdades e movimenta a economia (…) Os dados, em geral, evidenciam o impacto desproporcional da tributação sobre os consumidores de menor renda, mostram a complementariedade entre plataformas e o varejo brasileiro, além de reforçar a importância de garantir segurança jurídica e previsibilidade para o e-commerce internacional", acrescentou a Amobitec.

O fim da cobrança foi anunciado em meados do mês de maio pela equipe econômica por meio de Medida Provisória.

Apesar do fim do imposto de importação, os estados mantiveram sua tributação, por meio do ICMS, entre 17% e 20%. Essa cobrança permanece de pé.

A revogação da taxa foi feita por meio de Medida Provisória, que tem força de lei assim que é publicada no "Diário Oficial da União". Entretanto, para continuar em vigor após os 120 dias de validade, terá de ser aprovada pelo Congresso Nacional, que pode manter, barrar ou alterar a medida.

Por conta disso, produtores nacionais e importadores já se movimentam no Congresso Nacional, e até mesmo na Justiça, para defender seus interesses.

"Passados mais de 60 dias da edição da MP que zerou a tributação, o Congresso Nacional ainda não concluiu sua votação. O prazo para aprovação expira em setembro e, caso isso não ocorra, a cobrança poderá ser restabelecida", lembrou a Amobitec, que defende que o Congresso avance com a aprovação da pauta, decidindo pelo cancelamento definitivo da taxa das blusinhas.

O IDV, por sua vez, defende o restabelecimento do imposto de importação. Ao mesmo tempo, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) protocolou, em maio, uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o fim da taxa das blusinhas para restaurar o "equilíbrio competitivo no mercado brasileiro".

Independente da decisão do Congresso Nacional e da Justiça, a taxação de encomendas com valor abaixo de US$ 50 retornará em 2027 por meio da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) — tributo federal criado no âmbito da reforma tributária sobre o consumo.

A alíquota a ser cobrada, entretanto, ainda não está definida. Será fixada até dezembro deste ano. Cálculo da consultoria Roit aponta para uma taxa de 9,43% em 2027.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Alvo de tarifaço, Brasil é há décadas fonte de superávit recorde para os EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/07/2026 00:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%Oferecido por

O Brasil enfrenta novas tarifas alfandegárias de 25% impostas pelos Estados Unidos. A medida ocorre mesmo com o país acumulando déficit comercial com os americanos.

Em 41 anos, o saldo comercial de bens favorece Washington em 26 deles. O déficit acumulado pelo Brasil soma 144 bilhões de dólares nas últimas quatro décadas.

Daniel Perez, indicado à embaixada americana no Brasil, reconheceu o superávit expressivo dos Estados Unidos. Ele evitou justificar a aplicação da nova sanção tarifária.

Desde 2008, os americanos mantêm saldo positivo contínuo no comércio de bens. Em 2025, o déficit brasileiro atingiu 14,4 bilhões de dólares nessa categoria.

A investigação americana também foca no agronegócio e no etanol. O Brasil é o segundo país mais taxado pelos Estados Unidos, atrás apenas da China.

Governo brasileiro rechaça decisão dos EUA em impor tarifa de 12,5% e volta a falar em Reciprocidade

Novamente na mira de tarifas impostas pelo governo Donald Trump, o Brasil acumula um déficit de 144 bilhões de dólares (R$ 734 bilhões) em quatro décadas de comércio de bens com os Estados Unidos.

Ou seja, a balança entre os dois parceiros favorece Washington, que registrou saldo positivo em 26 dos 41 anos da série histórica disponibilizada pelo Departamento do Censo dos EUA.

Ao incluir bens e serviços, os EUA chegaram a lucrar 480 bilhões de dólares (R$ 2,4 trilhões) com o Brasil entre 2000 e 2025, mostram dados do Departamento de Análise Econômica (BEA) dos EUA, o que não impediu a imposição de uma nova tarifa de 25% contra as exportações brasileiras ou de uma taxa de 12,5% por suposta falha no combate ao trabalho escravo.

Questionado durante sabatina no Senado americano sobre esse desequilíbrio que favorece os americanos, o indicado para a embaixada dos EUA em Brasília, Daniel Perez, reconheceu nesta semana que seu país mantém um superávit expressivo.

Contudo, evitou justificar a nova sanção. "Essa tarifa foi implementada quando eu estava dormindo. Vou me informar melhor nas próximas semanas", afirmou.

Jamieson Greer, chefe do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), também contornou o argumento de que o superávit americano deslegitimaria a medida tomada por seu órgão.

"Temos superávit nessa relação. Mas há muitas barreiras aos Estados Unidos, sejam tarifárias, regulatórias ou não tarifárias", disse ao Atlantic Council em dezembro do ano passado.

Sem acordo com Brasil, EUA impuseram tarifas de 25% contra alguns produtos — Foto: Joao Oliveira/Zoonar/picture alliance

As declarações das autoridades são sintoma da evolução das trocas entre os dois países ao longo do último século, uma relação marcada por oscilações e que se tornou mais intensa nas últimas quatro décadas.

"Essas oscilações independem, do lado americano, de ser um governo democrata ou republicano. O que elas vão levar em conta é o nível de autonomia do Brasil", diz a cientista política e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Cristina Pecequilo.

"Porque o Brasil, sendo autônomo e não se alinhando com os Estados Unidos, vai buscar muitas vezes objetivos de reforma da ordem mundial e também um reposicionamento regional. E isso afeta o interesse americano", continua.

Entre 1985 e 1995, por exemplo, Brasília chegou a registrar saldos positivos nas trocas comerciais com os EUA.

O cenário muda gradualmente durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC), período marcado pela ampliação das compras de aeronaves, veículos, equipamentos eletrônicos e aparelhos de telecomunicações americanos.

A balança comercial passa então a alternar momentos de superávit e déficit nos anos seguintes. O Brasil retoma vantagem em 2002 e atinge um lucro recorde em 2005, impulsionado pelas vendas de minério de ferro, ouro, petróleo e café.

A inflexão definitiva ocorre em 2008, ano da crise financeira americana. Desde então, os Estados Unidos não voltaram a registrar déficit no comércio de bens com o Brasil.

O saldo positivo alcançou recordes de 16,5 bilhões de dólares (R$ 81 bilhões) em 2014 e de 15,75 bilhões de dólares (R$ 80 bilhões) em 2021, considerados valores nominais.

O padrão se repete nos últimos dois anos. Em 2025, o déficit brasileiro chegou a 14,4 bilhões de dólares (R$ 73,4 bilhões), mais que o dobro do ano anterior.

Já no setor de serviços, a balança favorece os americanos ao menos desde 1999. Em valores nominais, 2025 marcou o maior superávit dos EUA dos últimos 26 anos: foram 27,4 bilhões de dólares (R$139 bilhões) obtidos com o mercado brasileiro.

Os dados para 2026, considerados apenas cinco meses, indicam que este ano os valores devem ser ainda maiores. Se considerado o mês de maio, o país se tornou o sexto maior gerador de superávit para os Estados Unidos.

Ainda assim, figura como o segundo parceiro comercial mais taxado pela Casa Branca, com tarifa média de 18,2%, atrás apenas da China.

"A balança comercial, assim como o comércio exterior, não se trata somente do produto em si. Não é sobre os bens, mas sobre os ganhos relativos dessa relação comercial", afirma o economista Tomás Marques, pesquisador do German Institute for Global and Area Studies (GIGA), em Hamburgo.

Para o pesquisador, o superávit dos EUA mostra que as tarifas não visam corrigir um déficit inexistente, mas reorientar os fluxos comerciais em meio à perda de competitividade de Washington em vários setores, como o de tecnologia.

"Os percentuais [tarifários] são arbitrários. O objetivo é mexer no jogo e renegociar a partir da posição dos Estados Unidos como grande importador. […] Tarifas e comércio exterior são instrumentos para tentar reorganizar a indústria e recuperar competitividade", completa.

Isso se traduz na lista de exceções elaborada pelo USTR, por exemplo, que inclui cerca de 2.100 itens, como commodities agrícolas, minerais e metais. Trata-se de produtos cuja demanda interna os EUA não conseguem suprir e que não têm relação com as práticas sob investigação.

Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, isso faz com que apenas 18% das exportações destinadas aos Estados Unidos sejam efetivamente atingidas pela nova medida.

"O comércio é o que está menos em jogo", diz Pecequilo, da Unifesp. "Os Estados Unidos usam o ambiente comercial para pressionar o Brasil em outros setores. […] Conter o Brasil no campo dos organismos multilaterais, das alianças de geometria variável com os outros países emergentes." Disputas políticas também alimentam as sanções.

A justificativa apresentada pelo USTR para taxar o Brasil também é representativa dessa equação. Na investigação contra práticas brasileiras, o escritório cita temas que extrapolam o comércio de mercadorias e a balança comercial.

Entre eles, o sistema de pagamentos Pix, a regulação das plataformas digitais e questões ligadas à corrupção.

Já entre os produtos, parte das disputas alfandegárias recai sobre automóveis, autopeças e minerais. Na avaliação americana, acordos firmados pelo Brasil favorecem concorrentes como México e Índia, por exemplo.

Mas é o etanol concentra maior esforço da investigação americana. O USTR acusa o Brasil de interromper seu tratamento tarifário especial ao combustível importado dos EUA em 2017.

As importações só voltaram a crescer em 2023. Nas contribuições enviadas durante a consulta pública, representantes da indústria americana defendem que a tarifa de 25% ajuda a recuperar participação de mercado perdida ao longo dos últimos anos.

Com outras tarifas genéricas acumuladas, o etanol brasileiro deve entrar nos EUA com taxas acima de 30%.

Para o historiador e professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing Leonardo Trevisan, o etanol é rotula de um problema mais amplo. "Eles gostariam de entrar aqui no Brasil, que é um consumidor forte de etanol, mas [o problema] não é o etanol. O 'xis' da história é o brutal crescimento do agronegócio brasileiro", diz.

"A agricultura norte-americana está sentindo fortemente a concorrência da agricultura brasileira. Nos Estados Unidos, isso tem um peso político enorme", conclui.

Em entrevista ao Atlantic Council, o chefe do USTR, Jamieson Greer, não escondeu esse interesse. "Eles [Brasil] são concorrentes dos Estados Unidos, especialmente na agricultura. Sempre que tentamos vender nossas commodities no exterior, competimos com os brasileiros", disse.

Especialistas também contestam a crítica à abertura comercial brasileira para outros mercados. Com a ascensão da China e outros parceiros dos Brics nas cadeias globais de valor, alguns segmentos passaram a competir com áreas tradicionalmente dominadas por americanos e europeus.

"Não houve substituição dos Estados Unidos pela China. Houve crescimento dos dois lados", afirma Tomás Marques. Dados do Banco Central mostram que quase um terço de todo o capital estrangeiro investido no Brasil tem origem americana.

Em 2007, produção de etanol era tratada sob ótica de parceria entre Brasil e EUA — Foto: Getty Images/AFP/A. Scorza via Deutsche Welle

Para os especialistas, o nível de vulnerabilidade do Brasil nas negociações é maior, mas ambos saem prejudicados com as sanções.

"O Estado brasileiro não tem uma capacidade ampla de barganha com os Estados Unidos", destaca Marques, considerando amplo controle da economia brasileira por empresas estadunidenses.

Por outro lado, o país é atualmente o principal fornecedor de pelo menos 11 produtos para o mercado americano, destaca Trevisan.

"Esse ponto é essencial para entender essa relação. O Brasil compõe cadeias produtivas integradas. São produtos que começam a ser feitos aqui, porque têm uma série de vantagens, e terminam lá. São 6 mil empresas americanas que têm essa relação com o Brasil, algumas delas imensas", conclui.

"Quem vai resistir mais? Os Estados Unidos, do ponto de vista interno, têm um custo alto ao perder um parceiro importante com o qual mantêm superávit e ao aumentar a autonomia política e econômica do Brasil", questiona Pecequilo. Mas o impacto no mercado brasileiro também é evidente, diz.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Governo estima que 47,3% das exportações brasileiras são atingidas por tarifas dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 17:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%Oferecido por

O governo federal estima que 47,3% das exportações brasileiras são atingidas por tarifas impostas pelos Estados Unidos. O cálculo considera as tarifas de 12,5%, anunciadas nesta quinta-feira (23), as de 25%, anunciadas na semana passada, e a sobretaxa aplicada ao aço e alumínio, anunciada no ano passado pelo governo norte-americano.

Considerando apenas as novas taxas, o ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) estima que as novas medidas dos EUA alcançam 23,1% das exportações brasileiras e que 52,7% permanecem sem tarifas adicionais setoriais ou específicas contra o Brasil.

4,7% das exportações são alcançadas exclusivamente pela sobretaxa de 12,5%, incluindo, por exemplo, obras de pedra, gesso e matérias semelhantes; minérios; óleos essenciais e produtos de perfumaria; e pescados;1,9% das exportações é alcançada exclusivamente pela sobretaxa de 25%, abrangendo, entre outros produtos, o açúcar; e16,5% das exportações são alcançadas simultaneamente pelas duas medidas e, portanto, sujeitam-se à sobretaxa acumulada de 37,5%, caso de produtos como máquinas e equipamentos; vários tipos de madeira; gorduras e óleos; calçados; móveis; confecções.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta a aplicação de uma nova tarifa sobre importações de cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil, por falha em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A tarifa de 12,5% entrou em vigor nesta sexta-feira (24).

Na semana passada, o governo norte-americano confirmou aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com uma extensa lista de itens isentos.

Em junho do ano passado, o republicano elevou as taxas sobre aço e alumínio, com base na Seção 232 — instrumento separado da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês). A taxa, que até então eram de 25%, passou a ser de 50%.

LEIA TAMBÉM: Tarifas de 50% sobre aço e alumínio entram em vigor nos EUA; entenda os impactos para o Brasil.

A aplicação dessas taxas atingiu diretamente o setor siderúrgico de grandes parceiros comerciais dos EUA, como Canadá e México. O Brasil, segundo maior fornecedor de aço do país, também foi impactado.

O MDIC afirma ainda que, no primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 17,4 bilhões, redução de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior.

As importações brasileiras de produtos originários dos Estados Unidos também apresentaram queda no primeiro semestre, com redução de 12,8% na corrente de comércio bilateral.

"Esse movimento tem ocorrido em um ambiente de crescente incerteza quanto à política comercial norte-americana, caracterizado pela ampliação do uso de instrumentos tarifários, pela adoção de medidas restritivas e indevidas e por frequentes revisões das condições de acesso ao mercado dos Estados Unidos."

Em ao tarifaço anunciado neste mês, o governo brasileiro disse que a medida tem “caráter completamente arbitrário e injustificado” e, por isso, o governo iniciará “imediatamente” os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade e levará o tema à Organização Mundial do Comércio (OMC).

🔎A Lei de Reciprocidade é um mecanismo que permite a um país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela. Na prática, se um governo estrangeiro impõe sanções ou barreiras unilaterais "injustas", o Brasil usa a norma para reagir na mesma moeda, adotando restrições equivalentes para reequilibrar as relações e proteger a economia.

No entanto, entidades empresariais defenderam que o Brasil insista nas negociações em vez de uma retaliação, para não “escalar” a tensão com o governo de Donald Trump.

Tarifaço dos EUA: setores veem risco para economia e pedem ao governo que insista no diálogo em vez de agir com reciprocidade

Ainda que o governo decida implementar a Lei de Reciprocidade, o próprio instrumento legal prevê um rito a ser seguido para que a reciprocidade possa ser aplicada, por exemplo:

realização de consultas públicas para a manifestação das partes interessadas;determinação de prazos para a análise dos pleitos específicos;somente depois, a sugestão das contramedidas.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Volkswagen defende cortes mais profundos diante do avanço das montadoras chinesas na Europa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 11:51

Carros Volkswagen defende cortes mais profundos diante do avanço das montadoras chinesas na Europa Montadora alemã defende um plano de reestruturação com até 100 mil cortes de empregos para enfrentar o avanço de concorrentes chineses na Europa, enquanto mantém a previsão de lucro, mas abandona a expectativa de crescimento da receita neste ano. Por Rachel More

Veículo elétrico Volkswagen ID. UNYX 08 em linha de produção na fábrica da Volkswagen Anhui, em Hefei, na China. — Foto: REUTERS/Florence Lo/Foto de arquivo

A Volkswagen precisa aprofundar a redução de custos para permanecer competitiva diante do avanço das montadoras chinesas no mercado europeu, afirmou nesta sexta-feira (24) o presidente-executivo da empresa, Oliver Blume, após a divulgação de um balanço trimestral com resultados mistos.

A segunda maior montadora do mundo tenta equilibrar a necessidade de tranquilizar os investidores com a defesa de um amplo plano de reestruturação. Ao mesmo tempo, enfrenta os impactos das tarifas, a fraqueza do mercado chinês e avalia o possível fechamento de algumas fábricas na Alemanha.

"Quando olhamos para o futuro, vemos que os riscos aumentam cada vez mais", disse Blume, citando a existência de mais de 150 fabricantes de automóveis na China. "E todos estão chegando ao mercado", acrescentou, em referência à Europa.

O executivo propôs dobrar o número de demissões já previstas, elevando o total de 50 mil para 100 mil postos de trabalho, e alertou que quatro fábricas na Alemanha correm o risco de ser fechadas após 2030. Segundo ele, todas as partes envolvidas estão cientes dos desafios enfrentados pela companhia.

Apesar disso, Blume não conseguiu aprovar integralmente seu plano de reestruturação durante uma reunião do conselho de supervisão realizada no início deste mês. A decisão abre caminho para uma nova rodada de negociações com os sindicatos, após um acordo firmado no fim de 2024 que previa os primeiros 50 mil cortes de empregos.

Alguns analistas avaliam que os resultados do segundo trimestre indicam uma estabilização da empresa. A receita superou as expectativas do mercado e o grupo segue no caminho para elevar sua margem operacional neste ano para a faixa entre 4% e 5,5%.

"Os resultados da Volkswagen sugerem que a empresa começa a se estabilizar, apesar de um cenário desafiador", afirmou Rella Suskin, analista da Morningstar, destacando a forte geração de caixa.

Já analistas da Bernstein afirmaram que a diretoria da Volkswagen tenta "equilibrar a necessidade de tranquilizar os investidores enquanto alerta os funcionários de que a situação é grave", um desafio considerado quase impossível.

O lucro operacional da Volkswagen caiu 9,5% entre abril e junho, para 3,5 bilhões de euros (US$ 3,98 bilhões). A receita somou 82,4 bilhões de euros, permitindo que a empresa mantivesse a margem operacional em 4,2% no trimestre, dentro da meta anual de 4% a 5,5%.

A companhia manteve sua projeção de lucro para o ano, mas deixou de prever crescimento da receita. Agora, estima uma queda de até 3% nas vendas em 2026.

As ações da Volkswagen, dona das marcas VW, Skoda, Audi, Porsche, Bentley e Lamborghini, chegaram a cair 3,2% após a divulgação dos resultados, mas reduziram parte das perdas ao longo do pregão.

Em meio à prolongada desaceleração do mercado interno chinês, montadoras do país têm ampliado sua presença na Europa com veículos elétricos de menor custo e alto conteúdo tecnológico, além de modelos híbridos plug-in. Esse movimento já reduziu a liderança histórica da Volkswagen no mercado chinês.

Além de exportar veículos, empresas como a BYD e a Geely também estão instalando fábricas na Europa, priorizando países com custos menores de produção, como Hungria e Espanha.

Enquanto isso, a Volkswagen busca alternativas para aproveitar a capacidade ociosa de suas fábricas na Alemanha. Entre as possibilidades avaliadas estão produzir no país modelos desenvolvidos para o mercado chinês e firmar parcerias com empresas do setor de defesa.

O conselho de trabalhadores da Volkswagen afirmou que apenas reduzir custos não será suficiente para recuperar a competitividade da empresa e defendeu mais investimentos em tecnologia e desenvolvimento de novos produtos.

Segundo um porta-voz do conselho, após o recesso de verão nas fábricas alemãs, os representantes dos trabalhadores retomarão as negociações com a diretoria para discutir as medidas necessárias para garantir a sustentabilidade da companhia no longo prazo.

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