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De três queijos a três toneladas por mês: como um ex-servidor reinventou a venda de queijo artesanal

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 22/07/2026 02:54

Pequenas Empresas & Grandes Negócios De três queijos a três toneladas por mês: como um ex-servidor reinventou a venda de queijo artesanal Empreendedor de Alagoa (MG) criou operação de vendas online que reúne produtores locais e ajuda a levar o queijo artesanal mineiro para todo o Brasil — e até para o exterior. Por PEGN

Osvaldo Filho deixou o cargo de funcionário público em Alagoa (MG) para investir no mercado de queijos artesanais da Serra da Mantiqueira. A ideia surgiu após perceber as dificuldades enfrentadas pelos produtores locais para vender os produtos.

Ele começou vendendo apenas três peças de queijo pela internet e hoje comercializa cerca de três toneladas por mês para clientes de diferentes estados do país.

Além de revender os produtos de outros produtores, Osvaldinho passou a fabricar o próprio queijo artesanal e hoje mantém parceria com oito produtores da região, além de duas lojas físicas na cidade.

O empreendedor ajudou a ampliar a visibilidade de Alagoa no mercado de queijos especiais e agora quer dar um passo ainda maior: exportar os produtos mineiros para a Europa.

A mais de 1.100 metros de altitude, na Serra da Mantiqueira, uma pequena cidade do sul de Minas Gerais virou referência na produção de queijo artesanal.

Em Alagoa — sem “s”, como fazem questão de reforçar os moradores — tradição, terroir e empreendedorismo ajudaram a transformar um produto regional em negócio de alcance nacional.

Um dos responsáveis por essa mudança é Osvaldo Filho, conhecido na cidade como Osvaldinho. Formado em Direito, ele trabalhava como funcionário público municipal até perceber as dificuldades enfrentadas pelos produtores locais para comercializar os queijos.

“A pessoa comprava o queijo e pagava com cheque para 40 dias. Aquilo me incomodou profundamente”, relembra.

Foi então que surgiu uma ideia considerada ousada para a época: vender queijo artesanal pela internet. A operação começou pequena, com apenas três peças de queijo de um único produtor.

Ex-servidor público transforma queijo artesanal em negócio milionário na Serra da Mantiqueira — Foto: Reprodução/PEGN

Hoje, o negócio comercializa cerca de três toneladas por mês e conecta consumidores de diferentes estados aos produtores da cidade mineira.

Em 2025, Osvaldinho começou também a produzir o próprio queijo, sem abandonar os parceiros locais. Atualmente, oito produtores abastecem a operação.

Um deles é o produtor rural conhecido como Sô Márcio, que saiu de uma produção artesanal mínima para fabricar cerca de 100 quilos de queijo por dia.

A força do setor impressiona: Alagoa tem 138 produtores artesanais, responsáveis por cerca de 90 toneladas de queijo por mês. A atividade movimenta a economia local, gera renda e ajudou a colocar a cidade no mapa internacional do queijo artesanal.

Ex-servidor público transforma queijo artesanal em negócio milionário na Serra da Mantiqueira — Foto: Reprodução/PEGN

O clima da Serra da Mantiqueira, semelhante ao de regiões montanhosas europeias, é apontado pelos produtores como um dos fatores que contribuem para o sabor e a identidade dos queijos locais.

O reconhecimento ultrapassou fronteiras em 2017, quando produtores da cidade participaram de um festival na França voltado a compradores e especialistas do setor. Alguns dos queijos produzidos em Alagoa já acumulam prêmios internacionais.

Hoje, Osvaldinho define seu trabalho como uma continuação moderna da tradição dos tropeiros mineiros. “Eu brinco que sou um tropeiro digital”, diz. O próximo passo agora é ainda mais ambicioso: exportar os queijos produzidos em Alagoa para a Europa.

Ex-servidor público transforma queijo artesanal em negócio milionário na Serra da Mantiqueira — Foto: Reprodução/PEGN

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Alckmin diz que Brasil negociará ‘sempre’ e que a ideia ‘não é retaliação’. Setores afetados são contra uso da medida.

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GM, dona da Chevrolet, eleva previsão de lucro após alta nas vendas de picapes e SUVs nos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/07/2026 12:56

Carros GM, dona da Chevrolet, eleva previsão de lucro após alta nas vendas de picapes e SUVs nos EUA Lucro operacional da empresa no segundo trimestre cresceu 30% em relação a 2025; GM atribuiu o resultado à demanda por veículos mais caros, apesar de tarifas e inflação. Por Redação g1

A General Motors (GM), dona das marcas Chevrolet e Cadillac no Brasil, elevou nesta terça-feira (21), pela segunda vez neste ano, sua projeção de lucro para 2026. As informações são da agência Reuters.

A GM elevou sua expectativa de lucro para 2026 em US$ 500 milhões (R$ 2,54 bilhões), passando para uma faixa entre US$ 14 bilhões (R$ 71,12 bilhões) e US$ 16 bilhões (R$ 81,28 bilhões).

A GM cita, entre outros fatores, a manutenção de preços elevados nos Estados Unidos de picapes e SUVs de maior valor, os veículos mais lucrativos da empresa.

O lucro operacional da companhia no segundo trimestre cresceu 30% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os resultados da montadora de Detroit, EUA, superaram com folga as estimativas de lucro dos analistas, apesar de um ambiente econômico instável, enquanto consumidores enfrentaram preços mais altos dos combustíveis, inflação persistente e desaceleração na geração de empregos durante o trimestre.

O forte lucro no mercado da América do Norte, o maior da companhia, foi impulsionado pelos preços elevados.

O preço médio de venda de um veículo da GM nos EUA ficou em cerca de US$ 52 mil (R$ 264.160, em conversão direta) no trimestre, ligeiramente acima do registrado um ano antes.

"Conseguimos superar parte dessa incerteza", afirmou o diretor financeiro da GM, Paul Jacobson, à CNBC nesta terça-feira pela manhã, acrescentando que os clientes da empresa "têm demonstrado muita resiliência".

Executivos da GM demonstraram confiança de que esse ritmo poderá continuar em 2027, com expectativa de crescimento da receita, do lucro operacional e da geração de caixa.

Um dos motores desse crescimento é o negócio de equipamentos de defesa, que deve gerar quase US$ 700 milhões (R$ 3,56 bilhões) em receita neste ano e crescer, em média, 30% ao longo dos próximos anos.

Em relatório a investidores divulgado nesta terça-feira, o analista Chris McNally, da Evercore ISI, afirmou que a GM tem apresentado uma execução consistente, mesmo enquanto algumas concorrentes globais enfrentam dificuldades.

O lucro antes de juros e impostos (Ebit) da companhia no trimestre subiu para US$ 3,9 bilhões (R$ 19,81 bilhões), ante cerca de US$ 3 bilhões (R$ 15,24 bilhões) um ano antes.

Em base ajustada, o lucro foi de US$ 3,57 por ação (R$ 18,14 por ação), acima da expectativa dos analistas, de US$ 3,20 por ação (R$ 16,26 por ação), segundo dados da LSEG.

A GM elevou sua projeção de lucro para 2026 em US$ 500 milhões (R$ 2,54 bilhões), passando para uma faixa entre US$ 14 bilhões (R$ 71,12 bilhões) e US$ 16 bilhões (R$ 81,28 bilhões), após já ter aumentado essa estimativa no mesmo valor anteriormente neste ano.

A demanda aquecida dos consumidores americanos ajudou a empresa a compensar as pressões provocadas pelo aumento dos custos de matérias-primas e das despesas relacionadas ao comércio exterior, incluindo os gastos adicionais com a transferência de parte da produção de veículos para os Estados Unidos para evitar as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump.

A GM começará a produzir o Chevrolet Equinox e o Chevrolet Blazer nos Estados Unidos a partir de 2027.

Atualmente, esses SUVs da Chevrolet são fabricados no México. A montadora também está transferindo parte da produção de picapes para uma fábrica no estado de Michigan.

Segundo a empresa, a transferência da produção do exterior para os Estados Unidos, somada ao aumento dos gastos com software, gerou custos adicionais entre US$ 1 bilhão (R$ 5,08 bilhões) e US$ 1,5 bilhão (R$ 7,62 bilhões).

Ao mesmo tempo, a montadora foi beneficiada pelo aumento das vendas de veículos movidos a combustão e por uma forte queda nas vendas de veículos elétricos, segmento que historicamente gera prejuízo para a empresa.

A GM afirmou que as perdas com veículos elétricos deverão cair entre US$ 1 bilhão (R$ 5,08 bilhões) e US$ 1,5 bilhão (R$ 7,62 bilhões) neste ano.

Desde o segundo trimestre de 2025, a empresa registrou US$ 10,9 bilhões (R$ 55,37 bilhões) em despesas relacionadas aos veículos elétricos, incluindo US$ 2,3 bilhões (R$ 11,68 bilhões) neste trimestre.

Jacobson afirmou que a montadora concluiu as despesas em caixa relacionadas à redução de investimentos em veículos elétricos.

As medidas adotadas pelo governo do presidente Donald Trump no ano passado para flexibilizar as regras de eficiência energética e emissões de veículos, permitindo que as empresas comercializem mais carros com motores a combustão, devem beneficiar o resultado financeiro da GM entre US$ 500 milhões (R$ 2,54 bilhões) e US$ 750 milhões (R$ 3,81 bilhões) neste ano.

A maior montadora dos Estados Unidos em volume de vendas afirmou que seus resultados continuarão pressionados pelas tarifas e pelo aumento dos custos da cadeia de suprimentos.

A GM manteve a previsão anterior de que as tarifas terão um impacto negativo entre US$ 2,5 bilhões (R$ 12,70 bilhões) e US$ 3,5 bilhões (R$ 17,78 bilhões) em seus resultados.

A empresa também afirmou que a inflação dos custos de matérias-primas, semicondutores e logística deverá reduzir seus lucros entre US$ 1,5 bilhão (R$ 7,62 bilhões) e US$ 2 bilhões (R$ 10,16 bilhões) neste ano.

Na América do Norte, a margem de lucro aumentou para 8,6%, ante 6,1% no mesmo período do ano anterior, apesar da queda de 4% nas vendas trimestrais.

Na China, onde a GM passa por um processo de reestruturação, a empresa registrou ganho de equivalência patrimonial de US$ 83 milhões (R$ 421,64 milhões), acima dos US$ 71 milhões (R$ 360,68 milhões) registrados um ano antes.

Já os negócios internacionais, excluindo a China, registraram queda de 7% no lucro operacional, para US$ 190 milhões (R$ 965,20 milhões).

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Tarifaço: setor de máquinas diz não apoiar reciprocidade e defende ampliação de programa de crédito para empresas afetadas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/07/2026 11:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,078-0,24%Dólar TurismoR$ 5,283-0,24%Euro ComercialR$ 5,791-0,34%Euro TurismoR$ 6,042-0,27%B3Ibovespa172.866 pts-0,29%MoedasDólar ComercialR$ 5,078-0,24%Dólar TurismoR$ 5,283-0,24%Euro ComercialR$ 5,791-0,34%Euro TurismoR$ 6,042-0,27%B3Ibovespa172.866 pts-0,29%MoedasDólar ComercialR$ 5,078-0,24%Dólar TurismoR$ 5,283-0,24%Euro ComercialR$ 5,791-0,34%Euro TurismoR$ 6,042-0,27%B3Ibovespa172.866 pts-0,29%Oferecido por

Representantes da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) afirmaram nesta terça-feira (21) que são contra a aplicação, pelo Brasil, de reciprocidade tarifária sobre produtos americanos importados pelas empresas brasileiras.

Os representantes do setor de máquinas e equipamentos se reuniram com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com os ministros Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e Dario Durigan (Fazenda).

O Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC) está realizando uma série de reuniões com setores que devem ser mais afetados pelo tarifaço imposto pelo governo Donald Trump contra produtos brasileiros. O objetivo é encontrar medidas para diminuir os efeitos da taxação norte-americana na economia do país.

Após o encontro, representantes da Abimaq defenderam a ampliação do programa Brasil Soberano, que prevê linhas de crédito com melhores condições para os setores afetados pelo tarifaço. O governo já indicou que deve reforçar esse programa.

O setor de máquinas e equipamentos também pede o reforço das negociações diplomáticas e da busca por novos mercados, além da adoção de medidas para ampliar a competitividade da indústria nacional.

Indústria de máquinas agrícolas da região de Ribeirão Preto (SP) — Foto: Thiago Aureliano/EPTV

Na semana passada, o governo dos Estados Unidos confirmou a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após concluir uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, sigla em inglês).

🔎A medida foi adotada com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo usado pelo governo americano para apurar práticas consideradas prejudiciais ao comércio do país.

Apesar da nova taxa, uma extensa lista de produtos foi excluída da sobretaxa. O governo brasileiro reagiu afirmando que a medida não tem justificativa econômica e foi motivada por razões políticas.

Em nota, o governo Lula classificou a decisão como um "marco lastimável" na relação bilateral e afirmou que poderá recorrer à Lei da Reciprocidade Econômica. A tarifa começa a ser aplicada nesta quarta-feira (22).

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Governo prepara ajuda em etapas a empresas afetadas por tarifaço

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/07/2026 11:51

O governo federal fecha nos próximos dias uma série de medidas para conter o impacto econômico tanto do novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil quanto da alta do preço dos insumos de fertilizantes — impactado pela guerra no Oriente Médio e necessários para o agronegócio.

Segundo informou ao blog o ministro da Fazenda, Dario Durigan, as medidas a serem anunciadas nas duas frentes lidam com impactos aqui no Brasil de medidas externas.

➡️O tarifaço de 25% para mais de 2 mil produtos exportados aos EUA começa a valer nesta quarta-feira (22). Nesse contexto, o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros da Fazenda e da Indústria e Comércio se reúnem nesta terça (21) com setores afetados.

Entre os setores mais atingidos pelas novas tarifas estão o de móveis, calçados e máquinas e equipamentos.

O objetivo do governo é ouvir as necessidades dos empresários e ajudar na busca de novos mercados e na sobrevivência de empresas (leia mais abaixo).

Agro brasileiro estima em mais de 36% o impacto do novo tarifaço de Trump; governo fala em manter diálogo e negociação — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A ajuda anunciada pelo governo deve ocorrer em etapas, de forma pontual e com entrega de contrapartidas pelas empresas, como manutenção de pelo menos parte dos empregos.

Segundo integrantes do governo, a ajuda não deve ocorrer com cotas para exportação ou desonerações.

Isso quer dizer que a estratégia não deve girar em torno da definição de limites para quantidade de produtos exportados ou na redução ou retirada de impostos para amenizar custos das empresas.

Além do tarifaço que entra em vigor nesta quarta, ministros já se preparam para a nova tarifa adicional de 12,5%, que, segundo integrantes do governo, pode já ser anunciada nesta quarta e que deve afetar Brasil e outros 59 países.

Em outra frente, o governo também prepara medidas para reduzir o impacto da alta dos insumos para fertilizantes utilizados pelo agronegócio brasileiro.

O que está em estudo é uma linha de crédito para as empresas misturadoras, responsáveis pelo produto final utilizado na agricultura brasileira.

Essas empresas são responsáveis por comprar matérias-primas, como nitrogênio, fósforo e potássio, e fazer as combinações adequadas para produzir os fertilizantes usados nas lavouras brasileiras.

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VÍDEO: Avião completa primeiro voo em alta altitude com motor híbrido-elétrico

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 18:53

Inovação VÍDEO: Avião completa primeiro voo em alta altitude com motor híbrido-elétrico Fabricante de motores aeronáuticos disse que seu sistema de propulsão permitiu à aeronave fazer um voo de duas horas de duração e alcançar 30 mil pés de altitude. Por Reuters

A fabricante de motores aeronáuticos GE Aerospace anunciou nesta segunda-feira (20) que concluiu o primeiro voo do mundo em alta altitude com propulsão híbrida-elétrica.

O voo de duas horas de duração alcançou 30 mil pés de altitude (9 km) e foi feito em uma versão por uma versão modificada do avião Saab 340. A aeronave já vinha fazendo testes desde maio, incluindo uma viagem com escalas sobre o Oceano Atlântico.

A pesquisa da GE Aerospace está sendo realizada em parceria com a Nasa, a Boeing e a fabricante de aeronaves elétricas Beta Technologies, em um momento em que fabricantes projetam componentes de propulsores que equiparão sucessores dos aviões Boeing 737 e do Airbus A320neo.

Os defensores da ideia afirmam que a combinação de propulsão tradicional e elétrica pode ser usada para ajudar as aeronaves a atingirem altitudes maiores mais rapidamente e contribuir para metas ambiciosas de redução do consumo de combustível e das emissões.

Versão modificada da aeronave Saab 340 fez primeiro voo em alta altitude com propulsão híbrida-elétrica — Foto: Divulgação/GE Aerospace

A hibridização é uma das quatro principais áreas de pesquisa para o conceito de motor RISE que está sendo testado pela fabricante de motores CFM, de propriedade conjunta da GE e da francesa Safran.

Isso também inclui um projeto radical de ventilador aberto, embora a empresa esteja trabalhando em uma alternativa tradicional fechada chamada AD-L ou ADNB, segundo reportagem da Reuters.

Após anos de ilustrações artísticas e imagens computadorizadas, os fabricantes de motores estão competindo para demonstrar o progresso em direção à economia de combustível e à durabilidade exigidas da próxima geração de motores, prevista para o final da próxima década.

As rivais Pratt & Whitney e Rolls-Royce devem apresentar atualizações sobre suas próprias pesquisas em motores ainda nesta semana.

Versão modificada da aeronave Saab 340 fez primeiro voo em alta altitude com propulsão híbrida-elétrica — Foto: Divulgação/GE Aerospace

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‘Dia da Amizade’: Em meio ao tarifaço, governo publica imagem do Brasil de mãos dadas com os EUA e manda indireta

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 15:52

Mundo 'Dia da Amizade': Em meio ao tarifaço, governo publica imagem do Brasil de mãos dadas com os EUA e manda indireta No post também aparecem as bandeiras de China, Argentina, Índia e União Europeia. Legenda diz que a imagem representa os principais parceiros comerciais do Brasil. Por Redação g1

O governo do Brasil publicou nas redes sociais nesta segunda-feira (20) uma imagem da bandeira brasileira de mãos dadas com a dos EUA.

A publicação ocorre após o governo norte-americano anunciar na semana passada uma tarifa adicional de 25% sobre as exportações do Brasil.

No post, 6 bandeiras de parceiros comerciais formam um círculo. As representações do Brasil e dos EUA aparecem lado a lado.

A legenda diz: "Nesse 20 de julho, Dia da Amizade, vale destacar a relevância do diálogo e da cooperação entre as nações". Os comentários foram limitados.

O governo do Brasil publicou nas redes sociais uma imagem em que a bandeira brasileira aparece de mãos dadas com a dos Estados Unidos. A publicação, feita nesta segunda-feira (20), afirma celebrar o Dia da Amizade.

O post foi publicado em meio ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Na semana passada, o governo norte-americano anunciou uma tarifa adicional de 25% sobre exportações do Brasil.

Ao anunciar a medida, os EUA alegaram que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio norte-americano.Entre os exemplos citados pelo governo dos EUA estão o PIX, o acesso ao mercado de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria.

Na publicação desta segunda-feira, seis bandeiras aparecem formando um círculo: Brasil, Estados Unidos, Índia, China, União Europeia e Argentina. As bandeiras brasileira e norte-americana estão lado a lado, de mãos dadas.

A legenda afirma que as bandeiras representam os principais parceiros comerciais do Brasil. Ao mesmo tempo, há um indireta sobre diplomacia e soberania.

"Nesse 20 de julho, Dia da Amizade, vale destacar a relevância do diálogo e da cooperação entre as nações", diz a publicação.

"A colaboração internacional contínua atua como um mecanismo para mitigar crises globais, ampliar mercados e promover o crescimento econômico coordenado entre os países, sem ofender a diplomacia e a soberania de cada nação."

No dia 15 de julho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A medida entra em vigor na quarta-feira (22).

Ao anunciar a medida, o governo norte-americana também publicou uma extensa lista de itens isentos do tarifaço.

A carne bovina, por exemplo, um dos produtos mais exportados pelo Brasil aos EUA, entrou na lista de exceções, mesmo sendo alvo de críticas e investigações abertas pelo presidente americano.

Carne bovina: carne bovina fresca, refrigerada ou congelada; carcaças; meias-carcaças; cortes com e sem osso; cortes de alta qualidade; carnes processadas.Miudezas e preparados: línguas; fígados; outras miudezas bovinas; carne preparada ou preservada, como corned beef.Peixes e crustáceos: tilápia (fresca, refrigerada ou congelada, exceto filés em alguns casos); atum albacora e patudo; cavala; espadarte; lagosta; lagostins-do-mar.Outros produtos de origem animal: mel natural orgânico certificado; coral; conchas.

Hortaliças e legumes: tomates (com períodos específicos de entrada); jicama; fruta-pão; chuchu; brotos de bambu; castanhas-d'água; alcaparras; cogumelos secos (orelha-de-pau e shiitake).Raízes e tubérculos: feijão Bambara; mandioca (cassava); taro; inhame (yautia); dasheens; araruta.Frutas e nozes: cocos; castanha-do-pará; castanha de caju; macadâmia; noz-de-cola; areca; pinhões; bananas; abacaxis; abacates; goiabas; mangas; mangostões; laranjas; limas; etrogs; papaias; marmelos; kiwis; duriões; bagas.Café, chá e especiarias: café (torrado ou não, descafeinado ou não); café solúvel, chá verde; chá preto; erva-mate; pimenta; páprica; baunilha; canela; cravo; noz-moscada; macis; cardamomo; coentro; cominho; gengibre; açafrão; cúrcuma; louro; curry; endro.Cereais, moagem e bebidas: cevada; alpiste; fonio; triticale; amidos; farinhas; suco de laranja; sucos cítricos; suco de abacaxi; água de coco.

Minérios e minerais: grafite; caulim; fosfatos; sulfato de bário; magnésite; amianto; mica; minérios de ferro, cobre, níquel, cobalto, alumínio, zinco, estanho, cromo, tungstênio, urânio e titânio.Combustíveis e óleos: carvão; linhite; turfa; coque; benzeno; tolueno; xilenos; naftaleno; petróleo bruto e refinado; óleos para motores e lubrificantes; biodiesel; gás natural; propano; butanos.Produtos químicos: iodo; gases raros; ácidos clorídrico, sulfúrico e fosfórico; óxidos metálicos; hidrocarbonetos; derivados halogenados; álcoois; fenóis; éteres; cetonas; ácidos carboxílicos; vitaminas; hormônios; antibióticos (muitos classificados como Pharma).

Sangue e vacinas: plasma humano; soro bovino fetal; produtos imunológicos; vacinas humanas e veterinárias; toxinas.Medicamentos: produtos contendo penicilinas; insulina; corticosteroides; alcaloides; vitaminas.Fertilizantes: fertilizantes de origem animal ou vegetal; ureia; sulfato de amônio; nitratos; superfosfatos.

Plásticos e borracha: polímeros de etileno, propileno e vinila; silicones; tubos; mangueiras; pneus (especialmente para aeronaves); juntas.Madeira e papel: madeira em bruto ou serrada (mogno, teca e meranti); compensados (plywood); painéis; pastas de madeira; produtos de papel para aeronaves.

Metais: ferro fundido; ferroligas; sucata; tubos de aço; cobre; níquel; alumínio; zinco; estanho; metais raros.Máquinas: motores de aeronaves (turbojatos e turbopropulsores); bombas; compressores; ventiladores; aparelhos de ar-condicionado; refrigeradores; extintores.Informática e eletrônicos: computadores e unidades de processamento de dados; notebooks; teclados; unidades de disco; circuitos integrados; monitores; projetores; smartphones.

Aeronáutica: balões; helicópteros; aviões; drones; hélices; trens de pouso.Instrumentos: lentes; prismas; bússolas; pilotos automáticos; termômetros; barômetros; multímetros.Arte e antiguidades: pinturas; esculturas; selos; coleções de interesse histórico ou botânico.

Etanol.Máquinas agrícolas.Vestuário.Maquinário elétrico.Calçados.Ferramentas de jardinagem.Equipamentos de mineração.Papel.Açúcar orgânico.Bens de capital.Manufaturados em geral.Produtos químicos diversos.Itens industriais processados.

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Empresa da Embraer anuncia acordos para encomendas de até 46 ‘carros voadores’ com clientes dos EUA e da Suíça

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 11:52

Vale do Paraíba e Região Empresa da Embraer anuncia acordos para encomendas de até 46 'carros voadores' com clientes dos EUA e da Suíça Companhias manifestaram interesse em adquirir as aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical, conhecidas como eVTOLs ou “carros voadores”. Por g1 Vale do Paraíba e Região

A Eve Air Mobility, da Embraer, anunciou acordos para venda de até 46 carros voadores (eVTOLs). As cartas de intenção foram firmadas com 2 empresas.

A suíça Moov pretende comprar até 30 unidades para operar em Cabo Verde e na Europa. Os voos incluirão transporte de passageiros, turismo e serviços médicos.

Outro acordo com a Shearwater Global Capital prevê a aquisição de até 16 aeronaves. A parceria visa ampliar a oferta de leasing para futuros operadores.

Produzidos em Taubaté (SP), os eVTOLs têm capacidade para 5 pessoas e autonomia de 100 quilômetros. Os testes continuam e a operação começará em 2027.

A Eve Air Mobility, empresa da Embraer especializada em mobilidade aérea avançada, anunciou dois novos acordos que somam pedidos de até 46 aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical (eVTOLs), conhecidas como "carros voadores".

Um dos acordos foi firmado com a Moov, empresa de aviação sediada na Suíça, que manifestou interesse na aquisição de até 30 eVTOLs. Além da possível compra das aeronaves, as empresas vão estudar a implantação da mobilidade aérea avançada em Cabo Verde e na Europa.

Entre as aplicações previstas estão voos turísticos, transporte entre aeroportos, portos e resorts, além de conexões entre as ilhas de São Vicente, Santo Antão, Sal, Praia e Boa Vista. As empresas também avaliam o uso das aeronaves para transporte médico e inspeção de infraestrutura.

Segundo a Eve, Cabo Verde reúne características favoráveis para esse tipo de operação, impulsionado pelo crescimento do turismo e pelos investimentos em infraestrutura. Dados do Banco Mundial apontam que o arquipélago recebeu cerca de 1,18 milhão de visitantes em 2024, alta de 16,5% em relação ao ano anterior.

O segundo acordo foi assinado com a Shearwater Global Capital, empresa de financiamento aeronáutico do grupo Bay Point, que pretende adquirir até 16 eVTOLs.

A parceria, segundo a Eve, busca ampliar a oferta de leasing para futuros operadores da mobilidade aérea avançada. A expectativa é facilitar o acesso às aeronaves e acelerar a formação de frotas à medida que o mercado se desenvolve.

Popularmente chamados de carros voadores, os eVTOLs (veículos elétricos de pouso e decolagem vertical) são produzidos em Taubaté (SP), em uma planta com capacidade para fabricar até 480 unidades por ano. Os veículos continuam em fase de testes e devem entrar em operação em 2027.

O modelo tem capacidade para cinco pessoas (quatro passageiros e um piloto) e autonomia de 100 quilômetros, o que permite cobrir trajetos urbanos curtos, como conexões entre cidades e centros comerciais, por exemplo.

A Eve prevê iniciar as entregas dos eVTOLs em 2027, mesmo ano em que pretende começar as operações comerciais com os veículos elétricos de decolagem e pouso vertical.

A projeção da empresa é a de que a frota mundial de eVTOLs pode chegar a 30 mil unidades até 2045. A expectativa é que mais de 3 bilhões de passageiros sejam transportados nesse período.

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Copa do Mundo 2026: campeã Espanha leva prêmio de R$ 255 milhões; veja quanto ganhou cada uma das seleções

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 10:05

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%Oferecido por

A Espanha conquistou a Copa de 2026 ao vencer a Argentina por 1 a 0 neste domingo (19). A seleção campeã faturou R$ 255,8 milhões.

A vice-campeã Argentina recebeu R$ 168,8 milhões. Terceira colocada, a Inglaterra embolsou R$ 148,3 milhões, enquanto a França levou R$ 138,1 milhões pelo quarto lugar.

Noruega, Bélgica, Marrocos e Suíça ganharam R$ 105 milhões nas quartas. Eliminado nas oitavas de final pela Noruega, o Brasil recebeu R$ 84 milhões.

A Fifa pagou R$ 64 milhões para seleções eliminadas nos 16 avos de final. Os times que caíram na fase de grupos receberam R$ 54 milhões.

A Espanha foi a grande campeã da Copa do Mundo de 2026, após vencer a seleção argentina, por 1 a 0 na prorrogação. A final do mundial aconteceu neste domingo (19), em Nova Jersey, nos Estados Unidos e garantiu à seleção espanhola um prêmio de 50 milhões de dólares, cerca de R$ 255,8 milhões.

A Argentina, a vice-campeã também sai da competição com alguns milhões de dólares a mais no caixa. Por ter conquistado o segundo lugar, o time de Messi vai receber 33 milhões de dólares (R$ 168,8 milhões).

A disputa pelo terceiro lugar também valeu cifras expressivas. A seleção da Inglaterra embolsou 29 milhões de dólares, cerca de R$ 148,3 milhões, depois de vencer a França por 6 a 4. E a oponente, mesmo derrotada, ainda levou para casa 27 milhões de dólares, R$ 138,1 milhões.

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Antes mesmo da decisão, as seleções eliminadas nas quartas de final já haviam garantido os maiores valores entre os times que não chegaram às semifinais. Noruega, Bélgica, Marrocos e Suíça receberam US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões) cada pela campanha no torneio.

As equipes que se despediram nas oitavas de final ficaram com US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões). Foi o caso do Brasil, eliminado pela Noruega por 2 a 1, além de Paraguai, Egito, Canadá, Portugal, Estados Unidos, Colômbia e México.

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Nas fases anteriores, a Fifa pagou US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) para as seleções eliminadas nos 16 avos de final e US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) para aquelas que não conseguiram avançar da fase de grupos.

Dessa forma, além da taça e da chance de eternizar seus nomes na história do futebol, Espanha e Argentina entram em campo sabendo que o título mundial também representa a maior recompensa financeira oferecida pela Fifa na competição.

1 – Espanha – US$ 50 milhões (R$ 263,5 milhões)2 – Argentina – US$ 33 milhões (R$ 176,5 milhões)3 – Inglaterra – US$ 29 milhões (R$ 156 milhões)4 – França – US$ 27 milhões (R$ 146 milhões)

5 – Noruega – US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões)6 – Bélgica – US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões)7 – Marrocos – US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões)7 (empate) – Suíça – US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões)

9 – México – US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões)10 – Colômbia – US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões)11 – Brasil – US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões)12 – EUA – US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões)13 – Portugal – US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões)14 – Canadá – US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões)15 – Egito – US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões)16 – Paraguai – US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões)

17 – Holanda – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)18 – Alemanha – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)19 – Costa do Marfim – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)20 – Croácia – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)21 – Japão – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)22 – Austrália – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)23 – RD Congo – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)24 – Gana – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)25 – Equador – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)25 (empate) – África do Sul – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)27 – Suécia – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)28 – Áustria – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)29 – Bósnia e Herzegovina – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)30 – Argélia – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)31 – Senegal – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)32 – Cabo Verde – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)

33 – Irã – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)34 – Coreia do Sul – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)35 – Turquia – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)36 – Escócia – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)37 – Uruguai – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)38 – Arábia Saudita – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)39 – República Tcheca – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)40 – Nova Zelândia – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)41 – Qatar – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)42 – Curaçao – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)43 – Panamá – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)44 – Jordânia – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)45 – Haiti – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)46 – Uzbequistão – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)47 – Tunísia – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)48 – Iraque – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)

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Tarifaço pode abrir portas na China, mas analistas veem limites para avanço das exportações brasileiras

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/07/2026 05:48

Agro Tarifaço pode abrir portas na China, mas analistas veem limites para avanço das exportações brasileiras Maior parceiro comercial do Brasil, país asiático comprou quase US$ 100 bilhões em produtos brasileiros em 2025, mas desaceleração econômica e barreiras comerciais reduzem espaço para compensar perdas nos EUA Por Micaela Santos, g1 — São Paulo

O novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pode levar empresas a buscar novos mercados para reduzir a dependência do consumidor americano. Nesse cenário, a China, principal destino das exportações do Brasil, aparece como uma alternativa.

Especialistas, porém, avaliam que o país asiático deve absorver apenas uma parcela das vendas que eventualmente forem afetadas pelas tarifas americanas. A diferença entre o perfil das exportações brasileiras para os dois países e a própria capacidade industrial chinesa limitam uma substituição rápida dos mercados.

No ano passado, o Brasil exportou US$ 99,94 bilhões (cerca de R$ 512 bilhões) para a China, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O valor é bem mais que o dobro das vendas para os EUA, que somaram US$ 37,7 bilhões (cerca de R$ 192,7 bilhões).

No primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras para o mercado chinês alcançaram recorde de US$ 58,32 bilhões (cerca de R$ 299 bilhões), alta de 21,9% na comparação com igual período do ano anterior.

"Quando existe excedente de produção, as empresas buscam novos mercados. A China é um grande mercado, mas eu não acredito que somente o tarifaço vá provocar alguma mudança nisso", afirma Rodrigo Giraldelli, especialista em comércio China-Brasil e CEO da China Gate.

"O que entra nesse tarifaço são, basicamente, produtos manufaturados, máquinas, equipamentos e esse tipo de coisa. E, nesse caso, a China produz muito e exporta justamente esse tipo de produto", diz.

Enquanto os americanos importam do Brasil principalmente aeronaves, máquinas, equipamentos, produtos siderúrgicos transformados e outros bens industrializados, as compras chinesas são concentradas em commodities.

🔎 Atualmente, soja, petróleo bruto, minério de ferro e carnes representam quase 90% das exportações brasileiras para a China. Essa concentração reduz a capacidade de empresas que vendem produtos industriais aos EUA migrarem para o mercado chinês.

"Um fabricante brasileiro que perder mercado nos EUA nem sempre consegue redirecionar sua produção para a China. Isso ocorre apenas parcialmente e varia conforme o setor", explica Wagner Pagliato, coordenador dos cursos de Administração e Ciências Contábeis da Unicid.

Segundo Vera Kanas, especialista em comércio internacional, a China tende a oferecer mais oportunidades para produtos agrícolas e minerais do que para bens industrializados.

"A pauta exportadora brasileira para a China é restrita a poucas commodities, como minério de ferro e soja. Além disso, muitas das commodities que o Brasil exporta para a China não foram atingidas pelas tarifas impostas recentemente."

A experiência do primeiro tarifaço de Trump mostra que parte das empresas conseguiu buscar outros mercados, mas sem uma substituição completa.

Segundo o Boletim Regional do Banco Central publicado em dezembro de 2025, as vendas brasileiras para os EUA caíram 6,7%, de US$ 40,4 bilhões para US$ 37,7 bilhões em 2025. No mesmo período, as exportações para outros países cresceram de US$ 296,7 bilhões para US$ 310,6 bilhões.

No período mais intenso das tarifas, entre agosto e novembro de 2025, produtos como petróleo, aviões, semiacabados de ferro e aço, café, carne bovina, sucos de frutas e celulose tiveram queda nas vendas aos EUA, mas aumento das exportações para outros destinos, indicando um redirecionamento parcial dos fluxos comerciais.

Além da diferença no perfil das compras, o mercado chinês possui suas próprias restrições. Entre elas estão cotas tarifárias para alguns produtos agropecuários, exigências sanitárias e regras para habilitação de exportadores.

Desde janeiro de 2026, a China passou a aplicar cotas de importação e sobretaxas sobre a carne bovina brasileira. A medida estabelece uma cota anual inicial de 1,1 milhão de toneladas para o Brasil. O volume excedente fica sujeito a uma sobretaxa de 55%.

Como Brasil e China não possuem acordo de livre comércio, os produtos brasileiros continuam sujeitos às tarifas de importação aplicadas pelo mercado chinês, além de exigências regulatórias e barreiras específicas para determinados setores.

💰 A China não aplica uma tarifa única sobre produtos brasileiros. As alíquotas variam conforme o produto e a classificação tarifária. Commodities como soja, minério de ferro e petróleo costumam ter tarifas menores ou zeradas por serem estratégicas para a economia chinesa. A soja, por exemplo, tem tarifa de cerca de 3%, enquanto o minério de ferro entra com alíquota de 0%. Já produtos industrializados tendem a enfrentar taxas mais altas.

Uma mulher e duas crianças fazem compras diante de uma prateleira refrigerada de queijos em um supermercado em Pequim, na China, em 10 de julho de 2026. — Foto: Reuters

Outro fator que limita uma expansão maior das exportações brasileiras é o momento vivido pela economia chinesa.

No segundo trimestre de 2026, o Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 4,3%, abaixo do registrado no início do ano e inferior à meta estabelecida pelo governo.

Ao mesmo tempo, o país enfrenta uma prolongada crise no setor imobiliário, consumo doméstico enfraquecido e excesso de capacidade industrial.

"A economia chinesa continua crescendo, mas em ritmo menor do que no passado. Os dados recentes mostram crescimento sustentado principalmente pelas exportações e pela indústria, enquanto o consumo doméstico permanece fraco e o setor imobiliário continua enfrentando dificuldades", afirma Pagliato.

Para ele, esses fatores tornam arriscado ampliar excessivamente a dependência brasileira do mercado chinês.

"A China continua sendo um mercado enorme e essencial para o Brasil, mas apostar em uma dependência ainda maior aumenta a vulnerabilidade brasileira a uma eventual desaceleração mais forte da economia chinesa."

Conferência Mundial de Inteligência Artificial em Xangai em julho de 2026 — Foto: REUTERS/Go Nakamura

Apesar das limitações, especialistas veem oportunidades decorrentes da mudança de estratégia econômica chinesa.

🤖 O 15º Plano Quinquenal (2026-2030) estabelece como prioridade o desenvolvimento de setores ligados à inteligência artificial, semicondutores, veículos elétricos, biotecnologia e transição energética.

Essa mudança tende a ampliar a demanda por minerais críticos, como níquel, cobre, grafite e terras raras — recursos abundantes no Brasil.

Nos últimos anos, os investimentos chineses também passaram a se concentrar em projetos de energia renovável, mineração e mobilidade elétrica.

Em 2025, o Brasil recebeu US$ 6,1 bilhões em investimentos produtivos da China, tornando-se o principal destino global do capital chinês, segundo dados do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC).

Na avaliação dos especialistas, o principal efeito do tarifaço pode ser acelerar a diversificação das exportações brasileiras, e não necessariamente aumentar a dependência da China.

"O tarifaço vai acelerar uma mudança permanente na geografia das exportações brasileiras, seja pela busca mais ativa por novos mercados, seja pela negociação de acordos de livre comércio", afirma Vera Kanas.

Ela cita que o novo cenário fortalece negociações conduzidas pelo Mercosul com parceiros como Japão, Canadá e Singapura, além de reforçar a importância do acordo de livre comércio com a União Europeia, aprovado no ano passado após 25 anos de negociações.

Para o professor Wagner Pagliato, a estratégia mais segura é ampliar o número de destinos das exportações brasileiras.

"A China continuará sendo um parceiro fundamental, mas a diversificação reduz a exposição do Brasil tanto às mudanças na política comercial americana quanto aos riscos de uma desaceleração mais intensa da economia chinesa."

O movimento inicial das empresas brasileiras, segundo Rodrigo Giraldelli, tende a ser de adaptação ao novo cenário, antes de uma mudança completa dos mercados consumidores.

"É tudo muito novo, então as empresas ainda estão avaliando a situação. As negociações vão e voltam, as taxas podem subir e depois ser retiradas. As empresas estão aguardando para ver como o mercado vai se comportar, principalmente qual será a reação dos clientes americanos", afirma.

Segundo ele, muitas companhias devem tentar preservar as vendas para os EUA por meio de ajustes comerciais, como renegociação de preços e condições de venda.

"A China está muito longe e desenvolver novos mercados não acontece do dia para a noite", afirma. "É claro que a movimentação dos empresários já está acontecendo no sentido de buscar alternativas, mas a China não é uma alternativa óbvia e imediata para a maioria desses mercados afetados."

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da China, Xi Jinping, cumprimentam-se cerimônia no Palácio do Povo, em Pequim, no dia 13 de maio de 2025 — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

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Tarifaço pode abrir portas na China, mas analistas veem limites para avanço das exportações brasileiras

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/07/2026 05:48

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O novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pode levar empresas a buscar novos mercados para reduzir a dependência do consumidor americano. Nesse cenário, a China, principal destino das exportações do Brasil, aparece como uma alternativa.

Especialistas, porém, avaliam que o país asiático deve absorver apenas uma parcela das vendas que eventualmente forem afetadas pelas tarifas americanas. A diferença entre o perfil das exportações brasileiras para os dois países e a própria capacidade industrial chinesa limitam uma substituição rápida dos mercados.

No ano passado, o Brasil exportou US$ 99,94 bilhões (cerca de R$ 512 bilhões) para a China, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O valor é bem mais que o dobro das vendas para os EUA, que somaram US$ 37,7 bilhões (cerca de R$ 192,7 bilhões).

No primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras para o mercado chinês alcançaram recorde de US$ 58,32 bilhões (cerca de R$ 299 bilhões), alta de 21,9% na comparação com igual período do ano anterior.

"Quando existe excedente de produção, as empresas buscam novos mercados. A China é um grande mercado, mas eu não acredito que somente o tarifaço vá provocar alguma mudança nisso", afirma Rodrigo Giraldelli, especialista em comércio China-Brasil e CEO da China Gate.

"O que entra nesse tarifaço são, basicamente, produtos manufaturados, máquinas, equipamentos e esse tipo de coisa. E, nesse caso, a China produz muito e exporta justamente esse tipo de produto", diz.

Enquanto os americanos importam do Brasil principalmente aeronaves, máquinas, equipamentos, produtos siderúrgicos transformados e outros bens industrializados, as compras chinesas são concentradas em commodities.

🔎 Atualmente, soja, petróleo bruto, minério de ferro e carnes representam quase 90% das exportações brasileiras para a China. Essa concentração reduz a capacidade de empresas que vendem produtos industriais aos EUA migrarem para o mercado chinês.

"Um fabricante brasileiro que perder mercado nos EUA nem sempre consegue redirecionar sua produção para a China. Isso ocorre apenas parcialmente e varia conforme o setor", explica Wagner Pagliato, coordenador dos cursos de Administração e Ciências Contábeis da Unicid.

Segundo Vera Kanas, especialista em comércio internacional, a China tende a oferecer mais oportunidades para produtos agrícolas e minerais do que para bens industrializados.

"A pauta exportadora brasileira para a China é restrita a poucas commodities, como minério de ferro e soja. Além disso, muitas das commodities que o Brasil exporta para a China não foram atingidas pelas tarifas impostas recentemente."

A experiência do primeiro tarifaço de Trump mostra que parte das empresas conseguiu buscar outros mercados, mas sem uma substituição completa.

Segundo o Boletim Regional do Banco Central publicado em dezembro de 2025, as vendas brasileiras para os EUA caíram 6,7%, de US$ 40,4 bilhões para US$ 37,7 bilhões em 2025. No mesmo período, as exportações para outros países cresceram de US$ 296,7 bilhões para US$ 310,6 bilhões.

No período mais intenso das tarifas, entre agosto e novembro de 2025, produtos como petróleo, aviões, semiacabados de ferro e aço, café, carne bovina, sucos de frutas e celulose tiveram queda nas vendas aos EUA, mas aumento das exportações para outros destinos, indicando um redirecionamento parcial dos fluxos comerciais.

Além da diferença no perfil das compras, o mercado chinês possui suas próprias restrições. Entre elas estão cotas tarifárias para alguns produtos agropecuários, exigências sanitárias e regras para habilitação de exportadores.

Desde janeiro de 2026, a China passou a aplicar cotas de importação e sobretaxas sobre a carne bovina brasileira. A medida estabelece uma cota anual inicial de 1,1 milhão de toneladas para o Brasil. O volume excedente fica sujeito a uma sobretaxa de 55%.

Como Brasil e China não possuem acordo de livre comércio, os produtos brasileiros continuam sujeitos às tarifas de importação aplicadas pelo mercado chinês, além de exigências regulatórias e barreiras específicas para determinados setores.

💰 A China não aplica uma tarifa única sobre produtos brasileiros. As alíquotas variam conforme o produto e a classificação tarifária. Commodities como soja, minério de ferro e petróleo costumam ter tarifas menores ou zeradas por serem estratégicas para a economia chinesa. A soja, por exemplo, tem tarifa de cerca de 3%, enquanto o minério de ferro entra com alíquota de 0%. Já produtos industrializados tendem a enfrentar taxas mais altas.

Uma mulher e duas crianças fazem compras diante de uma prateleira refrigerada de queijos em um supermercado em Pequim, na China, em 10 de julho de 2026. — Foto: Reuters

Outro fator que limita uma expansão maior das exportações brasileiras é o momento vivido pela economia chinesa.

No segundo trimestre de 2026, o Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 4,3%, abaixo do registrado no início do ano e inferior à meta estabelecida pelo governo.

Ao mesmo tempo, o país enfrenta uma prolongada crise no setor imobiliário, consumo doméstico enfraquecido e excesso de capacidade industrial.

"A economia chinesa continua crescendo, mas em ritmo menor do que no passado. Os dados recentes mostram crescimento sustentado principalmente pelas exportações e pela indústria, enquanto o consumo doméstico permanece fraco e o setor imobiliário continua enfrentando dificuldades", afirma Pagliato.

Para ele, esses fatores tornam arriscado ampliar excessivamente a dependência brasileira do mercado chinês.

"A China continua sendo um mercado enorme e essencial para o Brasil, mas apostar em uma dependência ainda maior aumenta a vulnerabilidade brasileira a uma eventual desaceleração mais forte da economia chinesa."

Conferência Mundial de Inteligência Artificial em Xangai em julho de 2026 — Foto: REUTERS/Go Nakamura

Apesar das limitações, especialistas veem oportunidades decorrentes da mudança de estratégia econômica chinesa.

🤖 O 15º Plano Quinquenal (2026-2030) estabelece como prioridade o desenvolvimento de setores ligados à inteligência artificial, semicondutores, veículos elétricos, biotecnologia e transição energética.

Essa mudança tende a ampliar a demanda por minerais críticos, como níquel, cobre, grafite e terras raras — recursos abundantes no Brasil.

Nos últimos anos, os investimentos chineses também passaram a se concentrar em projetos de energia renovável, mineração e mobilidade elétrica.

Em 2025, o Brasil recebeu US$ 6,1 bilhões em investimentos produtivos da China, tornando-se o principal destino global do capital chinês, segundo dados do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC).

Na avaliação dos especialistas, o principal efeito do tarifaço pode ser acelerar a diversificação das exportações brasileiras, e não necessariamente aumentar a dependência da China.

"O tarifaço vai acelerar uma mudança permanente na geografia das exportações brasileiras, seja pela busca mais ativa por novos mercados, seja pela negociação de acordos de livre comércio", afirma Vera Kanas.

Ela cita que o novo cenário fortalece negociações conduzidas pelo Mercosul com parceiros como Japão, Canadá e Singapura, além de reforçar a importância do acordo de livre comércio com a União Europeia, aprovado no ano passado após 25 anos de negociações.

Para o professor Wagner Pagliato, a estratégia mais segura é ampliar o número de destinos das exportações brasileiras.

"A China continuará sendo um parceiro fundamental, mas a diversificação reduz a exposição do Brasil tanto às mudanças na política comercial americana quanto aos riscos de uma desaceleração mais intensa da economia chinesa."

O movimento inicial das empresas brasileiras, segundo Rodrigo Giraldelli, tende a ser de adaptação ao novo cenário, antes de uma mudança completa dos mercados consumidores.

"É tudo muito novo, então as empresas ainda estão avaliando a situação. As negociações vão e voltam, as taxas podem subir e depois ser retiradas. As empresas estão aguardando para ver como o mercado vai se comportar, principalmente qual será a reação dos clientes americanos", afirma.

Segundo ele, muitas companhias devem tentar preservar as vendas para os EUA por meio de ajustes comerciais, como renegociação de preços e condições de venda.

"A China está muito longe e desenvolver novos mercados não acontece do dia para a noite", afirma. "É claro que a movimentação dos empresários já está acontecendo no sentido de buscar alternativas, mas a China não é uma alternativa óbvia e imediata para a maioria desses mercados afetados."

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da China, Xi Jinping, cumprimentam-se cerimônia no Palácio do Povo, em Pequim, no dia 13 de maio de 2025 — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

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