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Com privatização no radar, ações da Copasa disparam mais de 100% em 2025; veja ‘raio-x’ da empresa

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 24/02/2026 00:44

Minas Gerais Com privatização no radar, ações da Copasa disparam mais de 100% em 2025; veja 'raio-x' da empresa Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou nesta semana PL que autoriza desestatização da companhia. Estatal registrou lucro líquido de R$ 1,07 bilhão até o terceiro trimestre. Por Leonardo Milagres, g1 Minas — Belo Horizonte

As ações da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) na bolsa de valores brasileira dispararam mais de 100% em 2025.

A valorização dos ativos ocorreu em meio ao avanço das discussões sobre a privatização da estatal.

Nesta quarta-feira (17), a Assembleia Legislativa de MG aprovou o projeto de lei que autoriza a desestatização da empresa.

Em 2 de janeiro, a Copasa fechou o pregão cotada a R$ 20,53 por ação. Nesta quinta, a companhia abriu o dia a R$ 43,53, uma alta de 112% no preço dos papéis.

As ações da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) na bolsa de valores brasileira dispararam mais de 100% em 2025. A valorização dos ativos ocorreu em meio ao avanço das discussões sobre a privatização da estatal. Nesta quarta-feira (17), a Assembleia Legislativa do estado aprovou o Projeto de Lei que autoriza a desestatização da empresa.

Em 2 de janeiro, a Copasa (CSMG3) fechou o pregão cotada a R$ 20,53. Nesta quinta (18), a companhia encerrou o dia a R$ 42,91. No acumulado do ano, houve uma variação positiva de 109% no preço dos papéis.

A estatal registrou lucro líquido de R$ 1,3 bilhão em 2024 e de R$ 1,07 bilhão até o terceiro trimestre de 2025 (veja raio-x mais abaixo).

O governador Romeu Zema (Novo) defende que a privatização é necessária para a modernização da Copasa, a atração de investimentos e o pagamento da dívida do estado com a União, estimada em R$ 180 bilhões.

Com a aprovação do PL pelos deputados mineiros, a ideia é que a empresa seja transformada em uma "corporation" e deixe de ter um único "dono", através das seguintes modalidades:

alienação total ou parcial de participação societária que resulte em perda ou transferência do controle acionário do Estado: venda das ações do estado para um comprador privado, geralmente por meio de leilão.aumento de capital, mediante a subscrição de novas ações, com renúncia ou cessão, total ou parcial, dos direitos de subscrição, para acarretar a perda do controle acionário do Estado: novas ações da empresa são emitidas no mercado e compradas por investidores privados, de forma que a participação do estado "encolhe".

Dessa forma, Minas Gerais, que hoje detém 50,03% das ações, deixaria de controlar a companhia, mantendo uma ação preferencial de classe especial, conhecida como "golden share", com direito a veto nas deliberações sobre:

alteração de denominação e sede da companhia;alteração nos limites ao exercício do direito de voto atribuído a acionistas ou grupo de acionistas.

O governo, no entanto, ainda não informou de que forma a desestatização será colocada em prática. A proposta aprovada pela Assembleia Legislativa também precisa ser sancionada pelo governador para entrar em vigor.

A Copasa está presente em 637 dos 853 municípios mineiros, o que corresponde a 75% do total com abastecimento de água. O número inclui cidades atendidas pela Copanor, subsidiária da companhia responsável pelos serviços de saneamento nas regiões Norte e Nordeste de MG. Do total de municípios, 308 contam também com serviços de esgoto.

A estatal registrou lucro líquido de R$ 1,3 bilhão em 2024 e, de janeiro a setembro deste ano, de mais de R$ 1,07 bilhão. Atualmente, a empresa tem 9.456 empregados ativos, e a Copanor, 472.

A cobertura de fornecimento de água na área de operação da Copasa fica acima de 99%, meta definida pelo Novo Marco do Saneamento para 2033. Já em relação ao tratamento de esgoto, a cobertura atual é de 78,4% — a meta estabelecida pela legislação até 2033 é de 90%. A companhia diz que, para garantir esse avanço, é preciso investir R$ 16,9 bilhões em obras até 2029.

Em novembro, a estatal anunciou os resultados financeiros do terceiro trimestre. Veja os principais dados:

A receita líquida de água, esgoto e resíduos sólidos totalizou R$ 1,84 bilhão — 3,4% superior ao registrado no mesmo período de 2024 (R$ 1,78 bilhão).Os custos e despesas, sem depreciações e amortizações, totalizaram R$ 1,06 bilhão, contra R$ 1 bilhão no terceiro trimestre de 2024, o que representa uma elevação de 4,6%.O EBITDA, sigla em inglês para "lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização", foi de R$ 726,9 milhões, em linha com o observado no mesmo período de 2024 (R$ 725,7 milhões). A Margem EBITDA foi de 39,3%, menor que os 40,5% do ano passado. O lucro líquido no terceiro trimestre deste ano foi de R$ 360,8 milhões, 2,0% inferior ao do 3T24 (R$ 368,3 milhões).Os investimentos consolidados realizados, de janeiro a setembro de 2025, incluindo as capitalizações, somaram R$ 2 bilhões — montante 26% superior a igual período de 2024.Em setembro 2025, o número de economias (unidades consumidoras) de água atingiu 5,76 milhões (5,68 milhões em setembro de 2024) e o de esgoto atingiu 4,24 milhões (4,12 milhões em setembro de 2024).O índice de perdas na distribuição da Copasa foi de 37,3% em setembro de 2025 (contra 38,4% em setembro de 2024).

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Zema sanciona lei que autoriza privatização da Copasa e anuncia troca no comando da empresa

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 23:47

Minas Gerais Zema sanciona lei que autoriza privatização da Copasa e anuncia troca no comando da empresa Promulgação do PL que permite avanço da desestatização da companhia foi publicada no Diário Oficial do Estado. Estatal será gerida por Marília Melo, secretária à frente da Semad. Por g1 Minas — Belo Horizonte

O governador Romeu Zema (Novo) sancionou nesta terça-feira (23) a lei que autoriza a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

No mesmo dia, ele anunciou a troca do comando da estatal, que será gerida por Marília Melo, até então secretária da Semad.

A promulgação do PL que permite o avanço da desestatização da empresa, foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE).

Já o desligamento do atual presidente da companhia, Fernando Passalio, foi divulgado em uma nota à imprensa.

Zema sanciona lei que autoriza privatização da Copasa e troca comando da empresa — Foto: EPTV/Reprodução

O governador Romeu Zema (Novo) sancionou nesta terça-feira (23) a lei que autoriza a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). No mesmo dia, ele anunciou a troca do comando da estatal, que será gerida por Marília Melo, até então secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

A promulgação do PL que permite o avanço da desestatização da empresa foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE). Já o desligamento do atual presidente da companhia, Fernando Passalio, foi divulgado em uma nota à imprensa.

"[…] agora, o processo de desestatização da Copasa será conduzido por Marília Carvalho de Melo, uma das maiores autoridades sobre água no Estado e que já responde paralelamente pelo tema do saneamento desde 2020", informou o Executivo estadual.

No comunicado, o governo de Minas ressaltou os feitos de Passalio à frente da Copasa, dizendo que o servidor de carreira foi fundamental para garantir os ajustes necessários para viabilizar o processo de desestatização no contexto do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).

O Executivo também destacou que Marília Melo foi a primeira mulher a comandar a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e a liderar o Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), órgão do qual é servidora de carreira desde 2006.

"Ocupou, antes de ser nomeada secretária, o cargo de diretora-geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) em duas ocasiões", completou.

Ainda conforme a nota, "outros detalhes sobre as mudanças anunciadas serão repassados em momento oportuno".

Com a aprovação da lei que autoriza a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), a empresa que cuida do abastecimento de água de 75% dos municípios mineiros não será mais controlada pelo estado. A ideia é que a estatal seja transformada em uma corporation, modelo em que a empresa deixa de ter um único "dono".

O governo de MG ainda não informou de que forma a desestatização será colocada em prática. A proposta foi aprovada pelos deputados na última quarta-feira (17) e prevê a adoção de uma das seguintes modalidades:

alienação total ou parcial de participação societária que resulte em perda ou transferência do controle acionário do Estado: venda das ações do estado para um comprador privado, geralmente por meio de leilão.aumento de capital, mediante a subscrição de novas ações, com renúncia ou cessão, total ou parcial, dos direitos de subscrição, de forma a acarretar a perda do controle acionário do Estado: novas ações da empresa são emitidas no mercado e compradas por investidores privados, de forma que a participação do estado "encolhe".

A lei estabelece que, embora deixe de controlar a Copasa, o estado — que, atualmente, detém 50,03% das ações da companhia — mantenha uma ação preferencial de classe especial, conhecida como golden share, com direito a veto nas deliberações sobre:

alteração de denominação e sede da companhia;alteração nos limites ao exercício do direito de voto atribuído a acionistas ou grupo de acionistas.

Além disso, o texto determina que, independentemente da quantidade de ações, todos os acionistas terão poder de voto limitado a um teto.

O PL, de autoria de Romeu Zema, foi aprovado na forma do substitutivo proposto pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária durante a tramitação em 2º turno. Na votação da semana passada, 53 deputados foram favoráveis à proposta e 19 votaram contra.

O texto prevê que, após a privatização, a Copasa garanta o atendimento a metas de universalização de água e esgoto nos municípios onde atua e a melhoria da qualidade da água tratada.

A proposta assegura a manutenção do contrato de trabalho dos empregados do quadro permanente da Copasa por 18 meses. Após esse período, o estado pode lotar os servidores em outras empresas públicas estaduais, mas não há garantia.

O substitutivo afirma também que os recursos provenientes da desestatização podem ser usados para amortização da dívida do estado com a União e cumprimento de obrigações relacionadas ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). O texto autoriza, ainda, que parte do dinheiro seja depositada em um fundo estadual de saneamento básico.

A privatização da Copasa é uma das bandeiras de Romeu Zema e sempre esteve nos planos do governador.

Para facilitar o processo, ele enviou à ALMG, em 2023, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que retira a exigência de consulta popular sobre a venda da empresa.

Antes, a Constituição de Minas Gerais determinava que a população deveria ser ouvida, por meio de referendo, para a aprovação da desestatização. No entanto, com a aprovação da PEC, no início de novembro, essa obrigatoriedade não existe mais.

O governador diz que a privatização é necessária para a modernização da empresa, a atração de investimentos e o pagamento da dívida do estado com a União, estimada em cerca de R$ 180 bilhões.

A oposição argumenta que a desestatização deve gerar aumento de tarifa, precarização do serviço e demissões. Além disso, defende que o estado consegue pagar a dívida sem precisar abrir mão da Copasa.

A empresa cuida do abastecimento de água em 637 municípios mineiros e, em 308 deles, também fornece serviços de esgoto — os números incluem municípios atendidos pela Copanor, subsidiária responsável pelos serviços de saneamento nas regiões Norte e Nordeste de MG.

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A volta dos IPOs? Entenda por que empresas brasileiras escolheram agora para retornar à bolsa

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 21:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

A primeira oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em quatro anos ocorre na quinta-feira (29), com o banco digital PicPay.

Outro IPO anunciado recentemente foi o do Agibank, ainda sem data definida. Em ambos os casos, as empresas optaram por listar suas ações nos Estados Unidos.

Essa não é a primeira vez que uma empresa brasileira escolhe o mercado americano para abrir capital — e essa preferência também lança luz sobre outros aspectos do mercado nacional, que limitam a demanda por IPOs no país.

Segundo especialistas consultados pelo g1, o movimento reflete, em grande parte, as taxas de juros elevadas do país, atualmente em 15% ao ano — o maior patamar em 20 anos.

A expectativa de que o Banco Central do Brasil (BC) inicie o ciclo de cortes já no primeiro trimestre traz uma visão mais otimista para o mercado brasileiro de IPOs nos próximos meses.

Após um longo período de “ressaca”, as primeiras empresas brasileiras começaram a retornar à bolsa de valores. A primeira oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em quatro anos ocorre na quinta-feira (29), com o banco digital PicPay.

🔎 Um IPO (Initial Public Offering) é a primeira oferta pública de ações de uma empresa, quando parte do capital é vendida a investidores. O objetivo é captar recursos para expandir operações, investir em projetos ou reduzir dívidas.

Outro IPO anunciado recentemente foi o do Agibank, ainda sem data definida. Em ambos os casos, as empresas optaram por listar suas ações nos Estados Unidos.

Essa não é a primeira vez que uma empresa brasileira escolhe o mercado americano para abrir capital — e essa preferência também lança luz sobre outros aspectos do mercado nacional, que limitam a demanda por IPOs no país.

Segundo especialistas consultados pelo g1, o movimento reflete, em grande parte, as taxas de juros elevadas do país, atualmente em 15% ao ano — o maior patamar em 20 anos.

“O que aconteceu no Brasil é que os juros subiram e não recuaram. Estamos falando de uma taxa real de dois dígitos, que é muito alta. Isso acaba inibindo investidores de fazer qualquer coisa que não seja comprar um instrumento de renda fixa”, afirma o diretor global de investment banking do Itaú BBA, Roderick Greenlees.

Só em 2021 — ano em que o país registrou mais de 40 IPOs —, a Selic subiu 7,25 pontos percentuais (p.p.), de 2% em janeiro para 9,25% em dezembro. Apesar da alta, a taxa de um dígito permanecia atrativa para empresas que buscavam financiamento no mercado de capitais.

Desde então, porém, a Selic entrou em trajetória de alta, até alcançar 15% em junho do ano passado — um aumento de 5,75 p.p. em relação a 2021.

“Essa é uma parte importante do quebra-cabeça que acabou se desfazendo nos últimos anos. À medida que os juros subiram, fundos de equity perderam muito dinheiro”, diz o corresponsável pela área de banco de investimentos do Bank of America (BofA) no Brasil, Bruno Saraiva.

Isso ocorre porque juros mais altos tornam a renda fixa mais atrativa. Com menos recursos direcionados à bolsa, os volumes negociados caem e as carteiras de renda variável ficam sob pressão.

“Se você observar os fundos multimercados e, principalmente, os de ações, eles foram praticamente extintos nos últimos dois ou três anos. Muitos acabaram sendo descontinuados por causa desse cenário”, completa Greenlees.

Nos EUA, o ciclo de cortes de juros começou em setembro do ano passado, quando o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) reduziu as taxas em 0,25 p.p., para a faixa de 4% a 4,25%. Desde então, realizou mais dois cortes. Atualmente, as taxas estão na faixa de 3,50% a 3,75%.

Segundo Leonardo Resende, superintendente de empresas e mercado de capitais da B3, esse não é o único fator que explica os recentes lançamentos de empresas brasileiras nos mercados americanos.

“Essa escolha depende de uma série de fatores, definidos caso a caso. Envolve uma análise do setor, da tese de investimento, do histórico da empresa e de onde os concorrentes estão listados, seja no Brasil ou em outros mercados”, explica.

No caso do PicPay, outras empresas do setor financeiro e de pagamentos também estão listadas em Wall Street, como Nubank, PagSeguro, StoneCo e XP.

“Abrir capital no exterior não é uma solução com resposta única para todos os casos. Vemos algumas companhias testando o mercado americano, mas também temos conversas com empresas interessadas em fazer uma emissão de ações na B3”, completa Resende.

Para os especialistas consultados pelo g1, a expectativa de que o Banco Central do Brasil (BC) inicie o ciclo de cortes já no primeiro trimestre traz uma visão mais otimista para o mercado brasileiro de IPOs nos próximos meses.

Dados do último boletim Focus indicam que a Selic deve terminar este ano em 12,25% ao ano, uma redução de 2,75 p.p. em relação ao patamar atual.

“Não sei se essa queda esperada dos juros é suficiente para termos um mercado abundante como no passado, mas é suficiente para retomar algumas ofertas. A taxa ainda deve permanecer elevada, mas, para os padrões brasileiros, já é um bom sinal”, diz Greenlees, do BBA.

Além dos juros, fatores como o cenário geopolítico global e os sinais de compromisso com a trajetória das contas públicas por parte do novo governo eleito no Brasil também estão no radar de investidores e empresas para o mercado de ações.

“Estamos cautelosamente otimistas para 2026, mas ainda será apenas o início de uma retomada, com poucas operações no Brasil”, conclui Saraiva.

“Se houver uma agenda de reformas com ajuste fiscal em 2027, independentemente do governo, e uma trajetória contínua de queda dos juros, acredito que voltaremos a um cenário de atividade muito maior no mercado de capitais brasileiro.”

Touro de Wall Street, localizado no distrito financeiro de Manhatttan. — Foto: Carlo Allegri/Reuters

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Ações de empresa do Grupo Fictor caíram 60% desde a tentativa de compra do Banco Master

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 21:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

O Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial para a Fictor Holding e a Fictor Invest, empresas que concentram as participações societárias e as operações financeiras do conglomerado.

A empresa enfrenta uma crise de reputação e limitação no acesso a crédito desde a tentativa frustrada de comprar o Banco Master, em novembro.

Segundo a Fictor, “um grande volume de notícias negativas” sobre a operação atingiu “duramente a liquidez” das duas subsidiárias.

Mas as demais empresas do grupo também sentiram os reflexos. Com ações listadas na bolsa de valores, a Fictor Alimentos (FICT3) acumula queda superior a 63% desde o caso Master.

Ainda que o grupo alegue que as demais operações continuam normalmente, as ações da companhia de alimentos desabam 25,44% apenas nesta segunda-feira (2).

No domingo (1º), o Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial para a Fictor Holding e a Fictor Invest — empresas que concentram as participações societárias e as operações financeiras do conglomerado que tem mais de 10 empresas.

A empresa enfrenta uma crise de reputação e limitação no acesso a crédito desde a tentativa frustrada de comprar o Banco Master, em novembro. Segundo a Fictor, “um grande volume de notícias negativas” sobre a operação atingiu “duramente a liquidez” das duas subsidiárias.

Mas as demais empresas do grupo também sentiram os reflexos. Com ações listadas na bolsa de valores, a Fictor Alimentos (FICT3) acumula queda superior a 63% desde o caso Master.

Ainda que o grupo alegue que as demais operações continuam normalmente, as ações da companhia de alimentos desabam 40% apenas nesta segunda-feira (2). Por volta das 13h, os papéis eram negociados a R$ 0,68.

Fundada em 2007, a Fictor teve origem no setor de tecnologia, como fornecedora de soluções para logística e gestão empresarial. Em 2013, realizou sua primeira operação de investimento e, a partir daí, iniciou um processo de diversificação dos negócios.

O grupo expandiu suas operações por meio de participações e investimentos em empresas de diferentes setores. Hoje, o conglomerado brasileiro atua nos segmentos de alimentos, energia, infraestrutura, mercado imobiliário e financeiro.

A holding organizou seus negócios em três frentes principais: alimentos, serviços financeiros e infraestrutura.

A Fictor passou a atuar no comércio de commodities do agronegócio em 2018, ampliando sua presença na cadeia de alimentos. No setor de proteína animal, possui fábricas, granjas e frigoríficos em cinco estados: Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A capacidade instalada permite o abate de até 150 mil aves por dia, com possibilidade de alcançar 350 mil em plena operação. A empresa afirma ter mais de 18 unidades nesse segmento e atender cerca de 5 mil clientes. Entre as marcas do portfólio estão Dr. Foods, Fredini e Vensa.

Em 2022, o número de empresas sob sua gestão chegou a 10. No ano seguinte, entrou no setor de energia com a criação da Fictor Energia, que atua principalmente com fontes renováveis, como usinas solares e hidrelétricas em estados como Amazonas, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo.

Em 2024, passou a oferecer soluções financeiras e meios de pagamento por meio da FictorPay e da Fictor Asset.

🏦 A Fictor Asset é a gestora de investimentos do grupo, voltada a fundos estruturados e outros tipos de ativos, e administra cerca de R$ 966 milhões em 10 fundos.💳 A FictorPay atua no setor de meios de pagamento, oferecendo soluções de cobrança, crédito e tecnologia financeira para empresas.

Na área de infraestrutura, o grupo desenvolve projetos imobiliários, de logística e de geração de energia.

Também em 2024, a Fictor Alimentos S.A., braço do grupo no setor alimentício, foi listada na B3 sob o código FICT3.

Entre 2024 e 2025, o grupo abriu escritórios no exterior, com unidades em Miami, nos Estados Unidos, e em Lisboa, em Portugal, além da sede em São Paulo.

Fictor Alimentos S.A é uma empresa do setor alimentício listada na B3, que opera sob o código de negociação FICT3 — Foto: Reprodução

Além da expansão internacional, o Grupo Fictor passou a ganhar maior visibilidade por meio de patrocínios esportivos.

Em 2025, firmou contrato com a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), considerado o maior patrocínio privado da história da entidade, com repasses de R$ 21 milhões até março de 2029.Também se tornou patrocinador máster das categorias de base do Palmeiras e passou a estampar sua marca nas costas da camisa do time profissional.

O contrato com o clube paulista tem duração inicial de três anos, com valor fixo de R$ 25 milhões por temporada, que pode chegar a R$ 30 milhões com bônus.

Segundo representantes da empresa, a estratégia no esporte busca associar a marca a projetos de formação de atletas e ampliar a visibilidade nacional.

O Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo para a Fictor Holding e a Fictor Invest, alegando dificuldades de liquidez após a crise envolvendo o Banco Master.

Segundo a empresa, as dívidas somam cerca de R$ 4 bilhões, e o objetivo é reorganizar as finanças sem interromper as operações.

A companhia atribui a crise ao episódio ocorrido em novembro de 2025, quando um consórcio liderado por um de seus sócios anunciou a compra do Banco Master, mas a operação foi suspensa após o Banco Central decretar a liquidação da instituição.

Antes de recorrer à Justiça, a Fictor afirma ter iniciado um plano de reestruturação, com redução de estrutura física e de pessoal. As demais subsidiárias ficaram fora do pedido de recuperação judicial e devem manter suas atividades normalmente.

Além dos negócios corporativos, a Fictor ganhou visibilidade nos últimos anos por meio de patrocínios esportivos. — Foto: Reprodução

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SpaceX, xAI, X, Starlink… entenda a movimentação nas empresas de Musk

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 21:44

Tecnologia SpaceX, xAI, X, Starlink… entenda a movimentação nas empresas de Musk Junto com a xAI, a SpaceX passa a ser dona da rede social X (ex-Twitter). Por Redação g1

Elon Musk anunciou nesta segunda-feira (2) a compra da sua empresa de inteligência artificial xAI pela SpaceX, voltada a voos espaciais.

Além do X, a xAI é responsável pelo Grok, o "ChatGPT" da rede social de Musk, que responde perguntas e gera imagens.

A ideia por trás da concentração de todas essas atividades está na aposta que Musk faz no uso do espaço para acomodar os data centers necessários para a inteligência artificial.

Elon Musk anunciou nesta segunda-feira (2) a compra da sua empresa de inteligência artificial xAI pela SpaceX, voltada a voos espaciais.

O negócio envolve ainda a Starlink, serviço de internet via satélite, e, junto com a xAI, a SpaceX passa a ser dona também da rede social X.

"A SpaceX adquiriu a xAI para formar o motor de inovação verticalmente integrado mais ambicioso da Terra (e fora dela), reunindo IA, foguetes, internet espacial, comunicações diretas para dispositivos móveis e a principal plataforma mundial de informação em tempo real e liberdade de expressão", descreveu o bilionário em um comunicado.

Segundo a imprensa americana, Musk pretende colocar a SpaceX na bolsa de valores ainda neste semestre. Isso também pode explicar a junção das demais empresas com ela, formando uma só companhia trilionária e impulsionando o valor das ações.

Musk afirmou que a ideia por trás da fusão está no uso do espaço para acomodar os data centers (centros de dados) necessários para a computação usando a inteligência artificial.

"A demanda global de eletricidade para IA simplesmente não pode ser atendida com soluções terrestres, nem mesmo no curto prazo, sem impor dificuldades às comunidades e ao meio ambiente", disse Musk. "No longo prazo, a IA baseada no espaço é, obviamente, a única forma de escalar."

"Minha estimativa é que, dentro de 2 a 3 anos, a forma de menor custo para gerar computação de IA será no espaço", completou.

A empresa aeroespacial de Musk é responsável por missões que envolvem a Nasa, a agência espacial norte-americana, e também empreitadas privadas, inclusive do turismo espacial.

Uma de suas principais inovações foi a criação de foguetes reutilizáveis, que tornaram as missões espaciais mais baratas.

Atualmente, a SpaceX desenvolve a maior nave do mundo, a Starship, que já realizou diversos testes não tripulados. A ambição de Musk é realizar voos a Marte, onde o homem nunca foi, e colonizar o planeta.

A agência Reuters diz que a SpaceX é, atualmente, a empresa de capital fechado (que não está na bolsa) mais valiosa do mundo, com US$ 800 bilhões.

Se ela entrar na bolsa, será a segunda empresa do bilionário de capital aberto (com ações que podem ser vendidas ao público): atualmente, apenas a Tesla, fabricante de carros elétricos, está listada.

Braço da SpaceX, a Starlink oferece conexão de internet via satélite para áreas remotas com pouca ou nenhuma estrutura, além de também prover o serviço em cidades.

A tecnologia também funciona em movimento, em meios de transporte como aviões, lanchas e barcos, carros, etc.

Atualmente, a Starlink tem cerca de 4.400 satélites que orbitam a 550 km acima da superfície da Terra.

A xAI, voltada para inteligência artificial, é uma das empresas mais recentes de Musk, fundada em julho de 2023. Ela é responsável pelo Grok, o "ChatGPT" da rede social X, que responde perguntas e gera imagens.

Musk foi um dos fundadores da OpenAI, antes de o ChatGPT, criado pela startup, se tornar famoso. O bilionário deixou o negócio ainda em 2018 e passou a ser um crítico dessa empresa.

Em março de 2025, Musk vendeu a rede social X para a xAI. Ele tinha comprado a plataforma um ano antes, depois de meses de vai e vem na negociação.

Ao decidir colocar o X como parte da empresa de IA, Musk afirmou que a transação serviria para somar a experiência da xAI em inteligência artificial com o alcance da rede social.

No começo do ano, a xAI anunciou que arrecadou US$ 20 bilhões em sua mais recente rodada de financiamento. O valor superou a meta inicial de US$ 15 bilhões.

Os data centers Colossus I e II da empresa, em Memphis, nos Estados Unidos, agora abrigam mais de um milhão de GPUs de alto desempenho. As GPUs, ou unidades de processamento gráfico, são os semicondutores da Nvidia que impulsionam o desenvolvimento da indústria de IA.

A empresa também lançou seus modelos de linguagem Grok 4 e Grok Voice, um agente de voz em tempo real que já está disponível nos veículos da Tesla.

Segundo a xAI, seus serviços alcançam aproximadamente 600 milhões de usuários ativos mensais por meio da plataforma X e dos aplicativos do Grok.

Elon Musk entra na sede do Twitter carregando uma pia, para marcar o início da nova gestão, em 2022 — Foto: Reprodução/Twitter

Na "era Musk", o X foi acusado de promover discursos de ódio e informações falsas. Como fez no comunicado desta segunda, sobre a compra da xAI pela SpaceX, Musk costuma defender que o X é um canal que promove a "liberdade de expressão".

Em março de 2025, a plataforma foi vendida para a xAI, a empresa de inteligência artificial do bilionário. Ou seja, com a compra da xAI, a SpaceX passa a ser dona do X também.

No início do ano, o Grok, ferramenta de IA criada pela xAI e disponibilizada na rede social, espertou uma polêmica mundial ao obedecer ordens de usuários do X para "despir" mulheres, alterando fotos que elas postavam nas redes. A ferramenta também foi acusada de gerar imagens sexualizada de menores de idade.

Musk chegou a dizer que não tinha conhecimento de nenhuma imagem de menores nus produzida pelo Grok. No mesmo dia, porém, a empresa anunciou que tomaria medidas para impedir que o Grok edite imagens com conteúdo sexual de pessoas reais.

Antes disso, o Grok foi alvo de outras controvérsias e acusações, como omitir informações negativas sobre Musk.

Apesar de terem havido especulações de que a fusão da SpaceX com outras empresas de Musk envolveria também a fabricante de carros elétricos Tesla, isso não foi anunciado.

No entanto, não é incomum que Musk, presidente-executivo da montadora, use a Tesla para concluir movimentações nas outras empresas que possui.

Ele afirmou que vendeu ações da fabricante para financiar parte da compra do então Twitter, em 2022.

Neste ano, Musk usou outras ações da Tesla para comprar a empresa de energia solar SolarCity. Na última sexta, a Tesla anunciou que investirá na xAI.

A fabricante de carros também desenvolve robôs humanoides. Musk disse recentemente que a Tesla deverá começar a vender seus robôs para o público até o final de 2027. E avaliou que, no futuro, todas as pessoas terão um humanoide como assistente.

O bilionário também comanda a empresa de túneis The Boring Co e a empresa de neurotecnologia Neuralink, que desenvolve implantes cerebrais.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Grupo Fictor: o que faz a empresa, que pediu recuperação judicial após tentar comprar o Banco Master

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 21:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

O Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial para a Fictor Holding e a Fictor Invest — empresas que concentram as participações societárias e as operações financeiras do conglomerado que tem mais de 10 empresas.

A empresa enfrenta uma crise de reputação e limitação no acesso a crédito desde a tentativa frustrada de comprar o Banco Master, em novembro.

Fundada em 2007, a Fictor teve origem no setor de tecnologia, como fornecedora de soluções para logística e gestão empresarial.

O grupo expandiu suas operações por meio de participações e investimentos em empresas de diferentes setores. Hoje, o conglomerado brasileiro atua nos segmentos de alimentos, energia, infraestrutura, mercado imobiliário e financeiro.

A Fictor passou a atuar no comércio de commodities do agronegócio em 2018, ampliando sua presença na cadeia de alimentos.

No domingo (1º), o Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial para a Fictor Holding e a Fictor Invest — empresas que concentram as participações societárias e as operações financeiras do conglomerado que tem mais de 10 empresas.

A empresa enfrenta uma crise de reputação e limitação no acesso a crédito desde a tentativa frustrada de comprar o Banco Master, em novembro. Segundo a Fictor, “um grande volume de notícias negativas” sobre a operação atingiu “duramente a liquidez” das duas subsidiárias.

Fundada em 2007, a Fictor teve origem no setor de tecnologia, como fornecedora de soluções para logística e gestão empresarial. Em 2013, realizou sua primeira operação de investimento e, a partir daí, iniciou um processo de diversificação dos negócios.

O grupo expandiu suas operações por meio de participações e investimentos em empresas de diferentes setores. Hoje, o conglomerado brasileiro atua nos segmentos de alimentos, energia, infraestrutura, mercado imobiliário e financeiro.

A holding organizou seus negócios em três frentes principais: alimentos, serviços financeiros e infraestrutura.

A Fictor passou a atuar no comércio de commodities do agronegócio em 2018, ampliando sua presença na cadeia de alimentos. No setor de proteína animal, possui fábricas, granjas e frigoríficos em cinco estados: Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A capacidade instalada permite o abate de até 150 mil aves por dia, com possibilidade de alcançar 350 mil em plena operação. A empresa afirma ter mais de 18 unidades nesse segmento e atender cerca de 5 mil clientes. Entre as marcas do portfólio estão Dr. Foods, Fredini e Vensa.

Em 2022, o número de empresas sob sua gestão chegou a 10. No ano seguinte, entrou no setor de energia com a criação da Fictor Energia, que atua principalmente com fontes renováveis, como usinas solares e hidrelétricas em estados como Amazonas, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo.

Em 2024, passou a oferecer soluções financeiras e meios de pagamento por meio da FictorPay e da Fictor Asset.

🏦 A Fictor Asset é a gestora de investimentos do grupo, voltada a fundos estruturados e outros tipos de ativos, e administra cerca de R$ 966 milhões em 10 fundos.💳 A FictorPay atua no setor de meios de pagamento, oferecendo soluções de cobrança, crédito e tecnologia financeira para empresas.

Na área de infraestrutura, o grupo desenvolve projetos imobiliários, de logística e de geração de energia.

Também em 2024, a Fictor Alimentos S.A., braço do grupo no setor alimentício, foi listada na B3 sob o código FICT3. A Fictor Alimentos (FICT3) acumula queda superior a 63% desde o caso Master.

Ainda que o grupo alegue que as demais operações continuam normalmente, as ações da companhia de alimentos desabam 25,44% apenas nesta segunda-feira (2).

Entre 2024 e 2025, o grupo abriu escritórios no exterior, com unidades em Miami, nos Estados Unidos, e em Lisboa, em Portugal, além da sede em São Paulo.

Além da expansão internacional, o Grupo Fictor passou a ganhar maior visibilidade por meio de patrocínios esportivos.

Em 2025, firmou contrato com a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), considerado o maior patrocínio privado da história da entidade, com repasses de R$ 21 milhões até março de 2029.Também se tornou patrocinador máster das categorias de base do Palmeiras e passou a estampar sua marca nas costas da camisa do time profissional.

O contrato com o clube paulista tem duração inicial de três anos, com valor fixo de R$ 25 milhões por temporada, que pode chegar a R$ 30 milhões com bônus.

Segundo representantes da empresa, a estratégia no esporte busca associar a marca a projetos de formação de atletas e ampliar a visibilidade nacional.

O pedido de recuperação judicial foi protocolado neste domingo (1º) pelo Grupo Fictor no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest.

Segundo a companhia, a medida busca “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”, que somam cerca de R$ 4 bilhões.

🔎 Recuperação judicial é o processo em que uma empresa pede ajuda à Justiça para reorganizar suas dívidas, suspender cobranças por um período e tentar continuar funcionando, evitando a falência.

Em comunicado, o grupo afirmou que pretende quitar as dívidas “sem nenhum deságio” (desconto) e pediu à Justiça um prazo de 180 dias para suspender cobranças e bloqueios.

De acordo com a empresa, o objetivo é criar um ambiente de negociação estruturada e garantir a continuidade das atividades.

“Nesse período, a companhia garante o direito de negociar um plano de recuperação, prevendo novas condições e prazos de pagamento, sem interromper as operações”, informou.

A Fictor relaciona a crise de liquidez ao episódio envolvendo o Banco Master, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC) em 18 de novembro de 2025.

À época, um consórcio liderado por um dos sócios do grupo havia anunciado uma proposta para adquirir o banco, mas a operação foi suspensa após a decisão da autoridade monetária.

Segundo a empresa, o episódio afetou diretamente sua imagem no mercado. “Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, diz a nota.

O grupo também ressaltou que, desde o início de suas operações, “não haviam sido registrados atrasos de nenhuma natureza” e que, diante da crise, colocou em prática um plano de reestruturação que incluiu a redução da estrutura física e do número de funcionários.

“Esse movimento foi feito antes do pedido de recuperação judicial para proteger os direitos dos colaboradores e agilizar o recebimento das indenizações trabalhistas”, afirmou.

Fundado em 2007, o Grupo Fictor atua nos setores de indústria alimentícia, energia, infraestrutura e soluções de pagamento. No pedido apresentado à Justiça, a empresa destacou que a recuperação judicial não inclui as subsidiárias, que devem manter suas rotinas e contratos.

“O objetivo é evitar que empresas economicamente viáveis sejam afetadas por restrições típicas do processo recuperacional”, informou.

Em novembro, após a decisão do Banco Central sobre o Banco Master, o consórcio liderado pela Fictor havia declarado que a operação estava “integralmente condicionada à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores” e que se colocava “à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos”.

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Quem é Rafael Góis, CEO da Fictor, empresa envolvida no caso do Banco Master

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 21:44

Economia Negócios Quem é Rafael Góis, CEO da Fictor, empresa envolvida no caso do Banco Master Com mais de duas décadas de atuação, o executivo lidera a holding multissetorial que tentou adquirir o Master às vésperas da liquidação pelo BC e que agora enfrenta um processo de recuperação judicial. Por Redação g1 — São Paulo

Rafael Góis é sócio e CEO da Fictor, empresa que atua nos setores de alimentos, serviços financeiros e infraestrutura.

Góis construiu uma trajetória de mais de 25 anos no mundo dos negócios, passando por diferentes posições de liderança.

A Fictor teve origem no setor de tecnologia, como fornecedora de soluções para logística e gestão empresarial.

Após a tentativa frustrada de comprar o Banco Master e a crise de imagem que se seguiu, o Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial nesta segunda-feira (2).

O pedido de recuperação judicial do Grupo Fictor trouxe para o centro do noticiário o nome de Rafael Góis, sócio e CEO da holding. A empresa atua nos setores de alimentos, serviços financeiros e infraestrutura e atribui a crise à tentativa de compra do Banco Master, em novembro. (entenda mais abaixo)

À frente da Fictor desde a sua criação, Góis construiu uma trajetória de mais de 25 anos no mundo dos negócios, passando por diferentes posições de liderança e por áreas como indústria, tecnologia, setor imobiliário e finanças.

Segundo seu perfil no LinkedIn, Góis é bacharel em Administração de Empresas pela Universidade Candido Mendes, onde se formou em 2000, com foco em gestão estratégica, finanças e operações.

O executivo afirma ter ingressado no mercado financeiro aos 16 anos, mas as experiências profissionais descritas se concentram exclusivamente na Fictor.

Fundada em 2007, a Fictor teve origem no setor de tecnologia, como fornecedora de soluções para logística e gestão empresarial. Em 2013, realizou sua primeira operação de investimento e, a partir daí, iniciou um processo de diversificação dos negócios.

🔎 O grupo expandiu suas operações por meio de participações e investimentos em empresas de diferentes setores. Hoje, o conglomerado brasileiro atua nos segmentos de alimentos, energia, infraestrutura, mercado imobiliário e financeiro. SAIBA MAIS AQUI.

Desde então, Góis ocupa o cargo de sócio e CEO do grupo, posição a partir da qual conduziu a expansão das operações, com sede em São Paulo e presença em diferentes regiões do país.

Entre 2024 e 2025, o grupo abriu escritórios no exterior, com unidades em Miami, nos Estados Unidos, e em Lisboa, em Portugal, além da sede em São Paulo.

A Fictor ganhou projeção no noticiário nacional no fim do ano passado, ao se envolver em um episódio rumoroso que antecedeu a liquidação extrajudicial do Banco Master. Um consórcio liderado por um dos sócios anunciou uma proposta para adquirir a instituição financeira de Daniel Vorcaro.

Um dia após o anúncio, o Banco Central decretou a liquidação do banco, suspendendo a operação. Segundo comunicado divulgado pela Fictor, o episódio teve impacto direto sobre a imagem do grupo desde então.

A empresa afirma que, após a decisão do BC, surgiram “especulações” no mercado que teriam reduzido de forma significativa a capacidade das empresas do grupo de manter recursos em caixa e honrar compromissos no curto prazo.

"Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, diz a nota.

Em nota, o grupo destacou que a proposta de aquisição estava condicionada à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores e que permaneceu à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

Após a tentativa frustrada de comprar o Banco Master e a crise de imagem que se seguiu, o Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial nesta segunda-feira (2) para reorganizar a operação da Fictor Holding e da Fictor Invest.

As empresas concentram as participações societárias e as operações financeiras do conglomerado, que reúne mais de 10 empresas. Segundo a Fictor, as demais subsidiárias não serão afetadas.

A medida busca equilibrar a operação e assegurar o pagamento de compromissos financeiros que somam cerca de R$ 4 bilhões. No pedido, o grupo afirma ter a intenção de quitar as dívidas sem deságio e solicitou à Justiça um prazo de 180 dias para a suspensão de cobranças e bloqueios.

O objetivo, segundo o grupo, é evitar que empresas economicamente viáveis sejam impactadas por restrições típicas do processo de recuperação judicial.

Há 9 horas Mundo País segue em alerta após morte de traficanteHá 9 horasTrump diz que México ‘precisa intensificar esforços’ contra cartéisHá 9 horasTensão no Oriente MédioTrump foi alertado para risco de falta de munição se atacar Irã, diz jornal

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Justiça suspende ações e bloqueios de bens contra empresas do Grupo Fictor

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 21:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

A Justiça de São Paulo determinou, na noite desta segunda-feira (2), a suspensão de processos de execução e de bloqueios de bens contra duas empresas do Grupo Fictor.

A medida busca “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”, que somam cerca de R$ 4 bilhões.

A empresa, que também atua no setor de alimentos, infraestrutura e serviços financeiros, enfrenta uma crise de reputação e limitação no acesso a crédito desde a tentativa frustrada de comprar o Banco Master, em novembro.

Segundo a Fictor, “um grande volume de notícias negativas” sobre a operação atingiu “duramente a liquidez” das duas subsidiárias.

Na decisão, o juiz Adler Batista de Oliveira Nobre, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, também determinou a verificação prévia das condições de funcionamento das empresas do grupo e a análise de toda a documentação apresentada, incluindo a lista de credores, antes de decidir sobre o pedido de recuperação judicial.

A Justiça de São Paulo determinou, na noite desta segunda-feira (2), a suspensão, por 30 dias, de processos de execução e de novos bloqueios de bens contra duas empresas do Grupo Fictor — a Fictor Holding e a Fictor Invest.

A decisão foi tomada pelo juiz Adler Batista de Oliveira Nobre, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, após o grupo protocolar, no domingo (1º), um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

🔎 Na prática, a decisão antecipa o chamado stay period, fase em que a Justiça suspende cobranças contra empresas que pedem recuperação judicial. Em regra, esse período é de 180 dias, mas o juiz pode reduzir o prazo ou aplicar a medida antes da aceitação formal do pedido, como ocorre no caso da Fictor.

O objetivo da recuperação judicial, segundo a companhia, é “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”, que somam mais de R$ 4,2 bilhões.

Apesar da suspensão temporária de novas cobranças, o juiz afirmou que a decisão vale apenas para atos futuros. Assim, bens e valores já bloqueados continuam retidos e só poderão ser liberados após a conclusão de uma perícia que apure a situação das empresas e eventuais indícios de fraude.

Antes de decidir se aceita o pedido de recuperação judicial, o juiz também determinou a verificação prévia das condições de funcionamento das empresas e a análise de toda a documentação apresentada, incluindo a lista de credores. Não há prazo definido para essa análise.

Segundo o despacho, as empresas afirmaram que a crise financeira teve origem em um forte abalo à reputação do grupo após o anúncio da intenção de compra do Banco Master, em novembro de 2025.

O episódio associou o nome da companhia a escândalos financeiros e provocou uma corrida por resgates de investidores das Sociedades em Conta de Participação (SCPs), reduzindo o caixa das empresas.

Por conta disso, além da recuperação judicial, a Fictor pediu, em caráter de urgência, a antecipação do período de proteção judicial para suspender cobranças e impedir novos bloqueios de bens.

De acordo com a empresa, haveria risco de paralisação das atividades em razão das ordens judiciais em curso. Para isso, foram apresentados os documentos exigidos pela Lei de Recuperação Judicial.

O juiz, no entanto, ressaltou que a medida não pode servir como proteção irrestrita do patrimônio das empresas. Por esse motivo, autorizou apenas parte do pedido, com efeitos válidos apenas para o futuro.

A suspensão impede novos bloqueios que possam comprometer o funcionamento das companhias, mas não permite desfazer apreensões já realizadas nem liberar valores bloqueados, apenas impedir o saque desses recursos.

Segundo o magistrado, a liberação imediata desses valores poderia provocar a perda de ativos antes da verificação da real situação financeira das empresas.

Na decisão à qual a GloboNews teve acesso, credores da Fictor apontam indícios de que o grupo operaria um esquema de pirâmide financeira e citam investigações em andamento na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e na Polícia Federal.

Um dos credores afirmou que a estrutura de Sociedades em Conta de Participação (SCPs) usada pela empresa serviria para encobrir contratos irregulares de investimento coletivo.

Também foram levantadas suspeitas de confusão patrimonial entre as empresas do grupo. Segundo os credores, recursos captados por meio das SCPs teriam sido transferidos para empresas operacionais e para fundos administrados pela Fictor Asset, o que teria deixado a Fictor Invest sem recursos.

Outra denúncia envolve a falta de lastro real nos ativos apresentados pela empresa — ou seja, a inexistência de bens concretos que sustentem o dinheiro captado, especialmente no caso de terras.

O juiz observou inconsistências na lista de bens informada, apontando que áreas declaradas como próprias seriam, na prática, apenas arrendadas. Também foi mencionado um aumento de capital feito com ativos considerados de difícil recuperação.

Os credores ainda argumentaram que as empresas não teriam viabilidade econômica e que o pedido de recuperação judicial seria uma tentativa de proteger o patrimônio de forma indevida.

Diante da gravidade das acusações, o juiz determinou a realização de uma verificação prévia para apurar as reais condições de funcionamento das empresas, o fluxo de recursos dentro do grupo e a regularidade da documentação apresentada, a fim de evitar o uso do processo judicial para fins fraudulentos.

O pedido de recuperação judicial foi protocolado no domingo (1º) pelo Grupo Fictor no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest.

Segundo a companhia, a medida busca “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”, que somam cerca de R$ 4 bilhões.

🔎 Recuperação judicial é o processo em que uma empresa pede ajuda à Justiça para reorganizar suas dívidas, suspender cobranças por um período e tentar continuar funcionando, evitando a falência.

Em comunicado, o grupo afirmou que pretende quitar as dívidas “sem nenhum deságio” (desconto) e pediu à Justiça um prazo de 180 dias para suspender cobranças e bloqueios.

De acordo com a empresa, o objetivo é criar um ambiente de negociação estruturada e garantir a continuidade das atividades.

“Nesse período, a companhia garante o direito de negociar um plano de recuperação, prevendo novas condições e prazos de pagamento, sem interromper as operações”, informou.

A Fictor relaciona a crise de liquidez ao episódio envolvendo o Banco Master, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC) em 18 de novembro de 2025.

À época, um consórcio liderado por um dos sócios do grupo havia anunciado uma proposta para adquirir o banco, mas a operação foi suspensa após a decisão da autoridade monetária.

Segundo a empresa, o episódio afetou diretamente sua imagem no mercado. “Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, diz a nota.

O grupo também ressaltou que, desde o início de suas operações, não havia sido registrado nenhum atraso de nenhuma natureza e que, diante da crise, colocou em prática um plano de reestruturação que incluiu a redução da estrutura física e do número de funcionários.

“Esse movimento foi feito antes do pedido de recuperação judicial para proteger os direitos dos colaboradores e agilizar o recebimento das indenizações trabalhistas”, afirmou.

Fundado em 2007, o Grupo Fictor atua nos setores de indústria alimentícia, energia, infraestrutura e soluções de pagamento. No pedido apresentado à Justiça, a empresa destacou que a recuperação judicial não inclui as subsidiárias, que devem manter suas rotinas e contratos.

“O objetivo é evitar que empresas economicamente viáveis sejam afetadas por restrições típicas do processo recuperacional”, informou.

Em novembro, após a decisão do Banco Central sobre o Banco Master, o consórcio liderado pela Fictor havia declarado que a operação estava “integralmente condicionada à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores” e que se colocava “à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos”.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Empresas americanas comemoram vitória sobre as tarifas de Trump, mas reembolsos levarão tempo

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 20:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

Milhares de empresas americanas obtiveram uma vitória nesta sexta-feira (20) quando a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu derrubar as tarifas de emergência impostas pela Casa Branca. O processo de reembolso, no entanto, está apenas começando.

Em uma decisão que pode ter efeitos na economia global por anos, a corte determinou que o presidente dos EUA, Donald Trump, não podia usar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) de 1977 para aplicar tarifas amplas sobre importações.

Nos últimos meses, o mundo corporativo precisou se ajustar à política comercial em constante mudança de Trump e ao uso centralizado de tarifas, que serviam tanto para lidar com questões comerciais quanto como instrumento político diante de outros governos.

Agora, milhares de empresas — não apenas aquelas que processaram o governo — devem decidir se solicitarão reembolsos, o que pode envolver mais de US$ 175 bilhões em tarifas já arrecadadas, segundo economistas do Penn-Wharton Budget Model.

Os mercados de ações reagiram positivamente nos EUA e na Europa, com alta em empresas afetadas, incluindo marcas de luxo europeias como LVMH, Hermes e o grupo italiano Moncler.

“Não temos todos os detalhes, mas estávamos esperando por essa decisão, assim como muitas outras empresas, então é um dia esperado”, disse Michael Wieder, cofundador da Lalo, empresa norte-americana de produtos infantis, que planeja solicitar cerca de US$ 2 milhões em reembolsos. O processo, porém, deve ser lento.

Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço imposto por TrumpQuais os próximos passos e como a decisão pode afetar o Brasil?Relembre a judicialização do caso que chegou à Suprema Corte dos EUA

Empresas dos setores de bens de consumo, automotivo, manufatura e vestuário foram particularmente afetadas, pois dependem da produção de baixo custo na China, Vietnã, Índia e outros centros de abastecimento.

As tarifas de Trump aumentaram o custo de importação de produtos acabados e componentes, pressionando margens e desorganizando cadeias de abastecimento globais.

Desde abril, mais de 1.800 ações judiciais relacionadas a tarifas foram movidas no Tribunal de Comércio Internacional dos EUA, responsável por questões alfandegárias, em comparação com menos de duas dúzias de casos em todo o ano de 2024.

Entre os demandantes estão subsidiárias do Grupo Toyota, a varejista Costco, a fabricante de pneus Goodyear Tire & Rubber, a Alcoa, a Kawasaki Motors e a EssilorLuxottica.

Muitos advogados esperam que outras empresas ao redor do mundo se juntem às ações, aguardando a decisão para não atrair atenção da Casa Branca. Empresas que aguardam o reembolso podem levar meses ou anos para recuperar os bilhões pagos em impostos de importação.

“Reunir dados detalhados de importação para calcular as tarifas pagas sob diferentes regimes e períodos é um desafio, mesmo para multinacionais”, explicou Nabeel Yousef, do escritório Freshfields. A decisão da corte não significa que os cheques começarão a chegar imediatamente.

As tarifas elevaram os custos para os consumidores, que já enfrentam inflação persistente. O Federal Reserve de Nova York informou que 90% das tarifas de Trump foram pagas por consumidores e empresas norte-americanas, contrariando a argumentação da Casa Branca de que seriam arcadas por estrangeiros.

Em novembro, a alíquota efetiva das tarifas dos EUA era de 11,7%, ante uma média de 2,7% entre 2022 e 2024, segundo o Yale Budget Lab.

A logística dos reembolsos ficará a cargo do Tribunal de Comércio Internacional dos EUA, o que deve tornar o processo administrativamente complexo, segundo John Denton, secretário-geral da Câmara de Comércio Internacional. A corte não detalhou como será essa operação.

O governo Trump informou que poderá usar outras autorizações legais para impor tarifas, incluindo leis que permitem proteger os EUA contra práticas comerciais desleais ou setores estratégicos para a segurança nacional. Empresas e advogados alertam que isso manterá a incerteza nos próximos meses.

“As chances de que as tarifas reapareçam de forma revisada continuam significativas. Somando isso aos reembolsos, surge uma confusão operacional e jurídica que aumenta a incerteza econômica”, disse Olu Sonola, da Fitch Ratings.

A associação alemã VDMA, representando empresas de engenharia mecânica afetadas, afirmou que a decisão não elimina a insegurança, pois Trump ainda tem opções legais para impor tarifas.

O setor automotivo seguirá sujeito a tarifas que não dependem da IEEPA, como a de 25% sobre veículos importados do México e Canadá, baseada em motivos de segurança nacional.

Advogados apontam que milhares de peças automotivas enviadas aos EUA de países sujeitos às tarifas recíprocas ainda são afetadas, elevando custos para fornecedores e fabricantes.

Algumas empresas norte-americanas decidiram vender seus direitos de reembolso a investidores externos, recebendo cerca de 25 a 30 centavos por dólar adiantado, abrindo mão do restante caso as tarifas sejam revogadas. A DHL disse que usará tecnologia para garantir precisão e eficiência no reembolso, se autorizado.

Não está claro se os preços ao consumidor serão reduzidos para aliviar famílias de renda média e baixa, que já ajustaram gastos devido aos custos mais altos.

“Solicitaríamos o reembolso, como outras empresas, mas duvido que os preços caiam. Isso raramente acontece”, disse Jason Cheung, CEO da fabricante de brinquedos Huntar Co, uma das demandantes.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 29 de janeiro de 2026 — Foto: REUTERS/Kylie Cooper

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

A empresa que quer construir o maior avião do mundo

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 19:46

Empreendedorismo A empresa que quer construir o maior avião do mundo O WindRunner é o ambicioso projeto de uma empresa que nunca construiu um avião. Por BBC

Mas esse gigante não está sendo fabricado pela Airbus, Boeing ou Lockheed. Ele está sendo produzido por uma empresa que nunca construiu um avião antes.

O empreendedor em série e engenheiro aeroespacial Mark Lundstrom fundou a Radia em 2016 para expandir o tamanho da indústria de energia eólica onshore depois de ter um "momento eureka".

As pás das turbinas eólicas instaladas offshore podem ter 100 metros de comprimento — ou mais —, muito maiores do que as localizadas em terra, que tendem a ter apenas cerca de 70 metros.

Isso se deve à dificuldade de transportar algo tão grande da fábrica para um local remoto em uma planície ou planalto. Isso, por sua vez, limita a viabilidade econômica da energia eólica onshore.

O WindRunner já está sendo chamado de maior aeronave do mundo, antes mesmo de ser construído. Mas esse gigante não está sendo fabricado pela Airbus, Boeing ou Lockheed. Ele está sendo produzido por uma empresa que nunca construiu um avião antes.

O empreendedor em série e engenheiro aeroespacial Mark Lundstrom fundou a Radia em 2016 para expandir o tamanho da indústria de energia eólica onshore depois de ter um "momento eureka".

As pás das turbinas eólicas instaladas offshore podem ter 100 metros de comprimento — ou mais —, muito maiores do que as localizadas em terra, que tendem a ter apenas cerca de 70 metros.

Isso se deve à dificuldade de transportar algo tão grande da fábrica para um local remoto em uma planície ou planalto. Isso, por sua vez, limita a viabilidade econômica da energia eólica onshore.

Se esse problema pudesse ser resolvido, pensou Lundstrom, as pás mais longas ajudariam os parques eólicos onshore a produzir mais energia a um custo menor.

"Pode dobrar ou triplicar a área economicamente viável nos Estados Unidos para parques eólicos", diz Lundstrom, e poderia permitir a construção de mais de um milhão dessas "superturbinas" até 2050, em todo o mundo. O empresário chama sua visão de "GigaWind", que pode ser traduzido como "GigaVento".

Agora, a empresa com sede em Boulder, no Estado americano do Colorado, arrecadou mais de US$ 150 milhões e atraiu consultores de alto nível para lançar uma possível solução: o WindRunner.

A maior aeronave da história foi projetada para facilitar o transporte das enormes pás de turbinas eólicas e, segundo a Radia, desencadear uma revolução na energia eólica onshore.

"Estamos construindo o maior avião do mundo, e estamos fazendo isso porque há uma lacuna gigantesca na capacidade das aeronaves de carga pesada", diz Lundstrom, que é CEO e fundador da empresa.

O WindRunner foi projetado para transportar pás de turbinas eólicas de grandes dimensões para pistas de pouso rudimentares (imagem gerada por computador) — Foto: RADIA

"Fico surpreso que não haja nenhuma aeronave de carga grande em produção ou planejada para atender a essa necessidade, exceto o WindRunner da Radia."

"É a incapacidade de mover coisas grandes que é basicamente a barreira que nos impede de aumentar o tamanho das turbinas eólicas onshore", diz ele.

Mas há um desafio adicional. Essa aeronave enorme deve ser capaz de usar as pistas dos aeroportos existentes, assim como operar em pistas relativamente curtas e semipreparadas que podem ser facilmente construídas ao lado de parques eólicos.

(As pistas semipreparadas são aquelas em que o terreno foi limpo e nivelado para permitir operações, mas não foi completamente pavimentado.)

Esses gigantes descomunais têm um antecessor. O enorme avião de carga de seis motores da Ucrânia, o Antonov An-225 Mriya ("Sonho", em ucraniano), costumava ser a maior aeronave do mundo. Seu compartimento de carga era maior do que a distância percorrida no primeiro voo dos irmãos Wright, da decolagem ao pouso.

Sua destruição durante os primeiros estágios da invasão russa à Ucrânia, em 2022, foi um golpe simbólico para o país, e um golpe literal para a comunidade de aviação mundial. Da noite para o dia, perdeu-se a capacidade de transportar cargas grandes de dimensão extrema — sejam locomotivas, pás de turbinas eólicas ou ajuda humanitária em casos de desastres.

Além disso, os outrora concorrentes do An-225 na categoria de transporte aéreo estratégico, como o Boeing C-17 Globemaster, o Lockheed C-5 Galaxy e o Antonov An-124 "Ruslan", estão todos fora de produção, ficando obsoletos e — particularmente no caso do Antonov — menos disponíveis devido à guerra na Ucrânia.

Quando a Radia contemplou este novo projeto, havia apenas um problema: ela nunca havia construído um avião antes.

Lundstrom reuniu uma equipe experiente para projetar suas especificações antes de apresentá-lo no Farnborough International Airshow em 2024. Uma das soluções que a equipe considerou foi um dirigível, mas acabou optando por uma enorme aeronave de asa fixa.

"Analisamos todas as diferentes maneiras possíveis de transportar componentes grandes", diz Lundstrom.

"E decidimos que a melhor opção era uma aeronave de asa fixa, projetada com base em componentes aeroespaciais, a maioria dos quais já está em produção em massa hoje".

A característica mais marcante desta gigantesca aeronave de asa fixa é sua enorme asa reta, necessária para poder decolar e pousar em uma pista relativamente curta e semipreparada.

Se for construído, o enorme transportador de carga vai ter 108 metros de comprimento e 80 metros de envergadura, devido à necessidade de montar sua carga em um aeroporto moderno, e vai contar com um vasto compartimento de carga, cerca de seis vezes maior do que o do Antonov An-225.

Também vai ter a maior seção transversal de todas as aeronaves de carga pesada já construídas — sendo capaz de transportar três pás de turbina eólica de 80 metros, ou duas de 95 metros, ou uma de 105 metros, e pousar em uma pista não pavimentada de 1.800 metros.

Mas só seria capaz de levantar 74 toneladas e voar 2.000 quilômetros. Isso significa que o WindRunner, se for construído, provavelmente vai ficar restrito a voos dentro da América do Norte, da Europa ou da América do Sul.

"Sim, há muitos desafios", reconhece Lundstrom. "Mas os princípios fundamentais do desenvolvimento do WindRunner são: não fazer nada novo e desenvolver a aeronave minimamente viável para a missão."

Isso significa que não haverá novas regulamentações, cadeias de suprimentos nem hangares ao redor do mundo. "Infelizmente, isso exclui os dirigíveis", diz ele.

Para tornar essa visão uma realidade, Lundstrom e sua equipe contrataram fornecedores experientes, incluindo a italiana Leonardo para a fuselagem, a espanhola Aernnova para as asas e os suportes dos motores, e a americana AFuzion para supervisionar os recursos de segurança.

No entanto, a falta de designação do fornecedor dos motores levantou questões sobre a viabilidade do projeto. Mas um porta-voz da Radia disse à BBC que isso não deve ser um problema por muito mais tempo.

"Selecionamos um motor certificado existente, e temos trabalhado para definir a estratégia de integração na fuselagem. Anunciaremos o parceiro de motores no futuro", afirmou.

"Esperamos que o desenvolvimento tenha um bom custo-benefício graças à ênfase da Radia em reutilizar o máximo possível de sistemas, componentes e tecnologias existentes", acrescentou. "O custo unitário será proporcional ao peso e ao tamanho da aeronave e, portanto, comparável ao de outras aeronaves civis de fuselagem larga."

A indústria aeroespacial teve visionários no passado que, da mesma forma, quiseram construir o avião mais pesado já fabricado ou a maior aeronave a voar. E, na melhor das hipóteses, construíram apenas um ou dois exemplos dessas máquinas descomunais.

Naturalmente, alguns analistas são cautelosos em relação às perspectivas do WindRunner. "Simplesmente não vejo como isso vai funcionar, a menos que consigam mais investimento de capital", diz o autor e comentarista de aviação Chris Pocock.

"O WindRunner não tem alcance transatlântico e, por isso, não é tão atraente desse ponto de vista quanto um transportador de carga de grande porte."

Pocock também acredita que Radia "desdenhou demais" dos dirigíveis como solução. "Os projetistas de dirigíveis híbridos estão de olho no mesmo mercado", ele observa.

"Os dois projetos de dirigíveis híbridos mais confiáveis não são atualmente projetados para transportar cargas desse porte, mas ambos poderiam ser ampliados."

Pode ser que a política simplesmente atrapalhe. O presidente dos EUA, Donald Trump, chamou a energia eólica de "lixo", e emitiu uma ordem executiva contra sua expansão. Mas as vantagens da energia eólica onshore, além da necessidade de segurança energética, podem ajudar a justificar seu uso comercial nos EUA.

Em maio de 2025, o Departamento de Defesa americano assinou um acordo com a Radia para estudar como o WindRunner poderia transportar cargas militares. Isso parecia ser uma mudança de rumo. Mas um porta-voz da Radia disse à BBC que não é esse o caso.

"A missão principal da Radia continua sendo atender ao mercado de energia eólica onshore… mas as capacidades únicas do WindRunner significam que há muitas aplicações adicionais, incluindo na área de defesa."

O WindRunner também poderia ser usado como avião militar para transporte de carga pesada, como a Radia mostrou nesta ilustração conceitual — Foto: RADIA

Em e-mail enviado à BBC, a Radia informou que sua última rodada de financiamento teve excesso de oferta, e que agora está trabalhando com governos e investidores em uma próxima injeção de capital de maior porte.

Até agora, no entanto, a Radia testou apenas um modelo WindRunner de tamanho bastante reduzido em um túnel de vento. Assim como outras fabricantes e startups do setor de aviação, a Radia parece estar empenhada em acelerar e reduzir o custo do longo e caro processo de certificação da segurança de voo do WindRunner.

Para isso, além do uso de componentes certificados, a empresa não planeja construir um protótipo tradicional.

Em vez disso, o uso de ferramentas de design digital deve permitir que o próximo passo da empresa seja a construção de várias aeronaves de teste em tamanho real, cujo primeiro voo está previsto para o final da década, e depois entrar diretamente na fase de produção. Mas a certificação é um processo desafiador para qualquer fabricante de aeronaves, ainda mais para um novo.

"Passei muito tempo trabalhando com uma startup de um ex-empregador", diz o analista e comentarista de aviação Bill Sweetman. "Havia um plano de negócios sólido, um risco tecnológico menor [do que no caso do WindRunner], uma escala muito mais reduzida e mais fácil de colocar em produção, mas ainda assim era difícil de conseguir a certificação."

A notícia de que a Boeing está nos estágios iniciais de negociação sobre a possibilidade de retomar a produção do seu concorrente, o C-17, só aumenta a pressão que o WindRunner enfrenta — mesmo que, como um porta-voz da Radia disse à BBC por e-mail, haja demanda reprimida suficiente para ambos os aviões, e o WindRunner deva estar voando antes que qualquer C-17 novo saia da linha de produção.

Será que o prêmio que o WindRunner espera conquistar está ficando fora de alcance antes mesmo de a corrida começar?

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