RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Governo espera arrecadar R$ 14 bilhões neste ano com alta na tarifa de importação de mais de mil produtos; celulares foram taxados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 00:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

Smartphones estão entre os produtos afetados pelo aumento do imposto de importação — Foto: Naine Carvalho/ Rede Amazônica

O Ministério da Fazenda estima que arrecadará R$ 14 bilhões a mais neste ano com o aumento do imposto de importação incidente sobre mais de mil produtos — medida adotada no início de novembro para proteger a indústria nacional.

Entre os itens afetados, estão os telefones inteligentes (smartphones), freezers e painéis indicadores com LCD ou LED. Veja outros exemplos no fim desta reportagem.

➡️O aumento das tarifas de importação anunciado pela equipe econômica ajudará o governo federal a cumprir a meta de superávit nas suas contas neste ano. Desde o início de seu terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou uma série de impostos para tentar reequilibrar as contas públicas.

A decisão do governo, que afeta bens de capital, ou seja, máquinas e equipamentos para a produção, além de bens de informática e telecomunicação, elevou a taxação desses produtos importados em até 7,2 pontos percentuais — impactando setores e consumidores que buscam esses produtos em outros países.

A medida foi criticada por importadores, que veem impacto na competitividade e na inflação, e defendida pelo governo brasileiro — que busca preservar a indústria nacional.

Na sexta-feira (20), a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que o presidente Donald Trump extrapolou sua autoridade ao impor um amplo aumento de tarifas sobre importações de quase todos os parceiros comerciais dos EUA, conhecido como "tarifaço". E derrubou parte do aumento de impostos.

O Ministério da Fazenda informou, em nota técnica, que a escalada das importações dos bens de capital e de informática mostrou crescimento acumulado, desde 2022, de 33,4%.

Argumentou, também, que sua penetração no consumo nacional ficou acima de 45% (posição de dezembro do ano passado), ou seja, em "níveis que ameaçam colapsar elos da cadeia produtiva e provocar regressões produtiva e tecnológica do país, de difícil reversão".

➡️O Ministério da Fazenda avaliou, ainda, que a medida é "moderada e focalizada, necessária para reequilibrar preços relativos, mitigar a concorrência assimétrica, conter a tendência de aumento da penetração de importados e reduzir a vulnerabilidade externa estrutural associada ao déficit setorial".

O governo também informa que a medida se alinha internacionalmente, pois diz que vários países elevaram proteção setorial ou por remédios comerciais em subgrupos de máquinas, "sinalizando que instrumentos tarifários continuam sendo usados para corrigir choques externos e dumping [prática ilegal de comércio]".

➡️O Ministério da Fazenda esclareceu que, no ano passado, as principais origens de importações foram Estados Unidos, com US$ 10,18 bilhões e 34,7% de participação; China, com US$ 6,18 bilhões e 21,1%; Singapura, com US$ 2,58 bilhões e 8,8%; e França, com US$ 2,52 bilhões e 8,6%.

Apesar do aumento das tarifas, o governo também abriu uma porta para pedidos de redução temporária da alíquota para zero poderão até 31 de março para produtos anteriormente beneficiados, com concessão provisória por até 120 dias.

🌐Desde que o tarifaço foi imposto por Trump, o governo brasileiro vinha criticando a medida e tentando revertê-la. Nesta sexta (20), a Suprema Corte dos EUA decidiu derrubar a medida.

Em abril do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula disse que responderia a qualquer iniciativa dos EUA de impor protecionismo que, segundo ele avaliou na ocasião, "não cabe mais'

Estudo do Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP) divulgado no ano passado mostra que o grau de abertura comercial da economia brasileira aumentou nos últimos anos. Entretanto, também conclui que o Brasil ainda é uma nação com uma economia mais fechada que outros países em desenvolvimento com os quais poderia ser comparado.

Mauro Lourenço Dias, presidente do Fiorde Group, que atua na importação de matérias-primas, produção, logística e entrega final, afirmou que o Brasil enfrenta um cenário em que boa parte do parque industrial opera com equipamentos com mais de 20 anos de uso, muitas vezes submetidos a modernizações improvisadas.

E que, ao mesmo tempo, a indústria nacional de bens de capital não consegue atender plenamente à demanda interna nem acompanhar o ritmo da modernização global. Por isso, estimou que o aumento das tarifas de importação pode gerar efeitos em cadeia na economia brasileira.

"O aumento das alíquotas impacta diretamente a capacidade de investimento das empresas. Estamos falando de máquinas, peças e tecnologia que são essenciais para modernização e ganho de produtividade. Quando o custo sobe de forma abrupta, muitos projetos ficam comprometidos e a competitividade do Brasil no cenário internacional é afetada”, avaliou Mauro Lourenço Dias, do Fiorde Group.

No preço de motores de portão em condomínios;No custo de televisores e eletrodomésticos;Na manutenção de equipamentos hospitalares;No valor de exames médicos;Em obras de infraestrutura, como metrôs e projetos de mineração.

Já o Ministério da Fazenda diz esperar que o efeito do aumento de tarifas no IPCA "deve ter efeito indireto baixo e defasado, pois bens de capital e de informática são bens de produção, com exceções e regimes atenuando a cobertura efetiva".

"Na cadeia produtiva, a alteração tarifária tem o potencial de reequilibrar preços relativos em favor do produto nacional, com ganhos de encadeamento e potencial de substituição competitiva nos elos mecânicos e de integração, com saldo que tende a ser positivo para a competitividade sistêmica", disse o Ministério da Fazenda.

Segundo o governo, o efeito na inflação é parcialmente compensado por renegociação de preços e substituição de de compras. "Por fim, com a redução do vazamento de demanda via importações de bens de investimento, espera-se melhora do saldo em transações correntes por menor importação e maior conteúdo local em projetos", concluiu.

Parte dos aumentos anunciados pelo governo já entrou em vigor, o restante começa em março. Entre os produtos que tiveram as tarifas elevadas, estão:

Telefones inteligentes (smartphones)Torres e pórticosReatores nuclearesCaldeirasGeradores de gás de arTurbinas para embarcaçõesMotores para aviaçãoBombas para distribuição de combustíveis ou lubrificantesFornos industriaisCongeladores (freezers)Centrifugadores para laboratórios de análises, ensaios ou pesquisas científicasMáquinas e aparelhos para encher, fechar, arrolhar, capsular ou rotular garrafasEmpilhadeiras Robôs industriaisMáquinas de comprimir ou de compactarDistribuidores de adubos (fertilizantes)Máquinas e aparelhos para as indústrias de panificação, açúcar e cervejeiraMáquinas para fabricação de sacos ou de envelopesMáquinas e aparelhos de impressãoCartuchos de tintaDescaroçadeiras e deslintadeiras de algodãoMáquinas para fiação de matérias têxteisMáquinas e aparelhos para fabricar ou consertar calçadoMartelosCircuitos impressos com componentes elétricos ou eletrônicos, montadosMáquinas de cortar o cabeloPainéis indicadores com LCD ou LEDControladores de ediçãoTratoresTransatlânticos, barcos de excursão e embarcações semelhantesPlataformas de perfuração ou de exploração, flutuantes ou submersíveisNavios de guerraCâmeras fotográficas para fotografia submarina ou aérea, para exame médico de órgãos internos ou para laboratórios de medicina legal ou de investigação judicialAparelhos de diagnóstico de imagem por ressonância magnéticaAparelhos dentáriosAparelhos de tomografia computadorizada

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‘Voltamos para o jogo’: setores do agro que ainda sofriam com tarifaço de até 50% esperam retomar vendas para os EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 00:44

Agro 'Voltamos para o jogo': setores do agro que ainda sofriam com tarifaço de até 50% esperam retomar vendas para os EUA Suprema Corte dos EUA derrubou sobretaxas impostas por Trump no ano passado que ainda afetavam café solúvel, mel, pescados e uvas. Presidente americano reagiu e implementou nova taxa global de 15%, mas associações dizem que, mesmo assim, situação é melhor do que antes. Por Paula Salati, Lara Castelo

A Suprema Corte dos EUA derrubou o tarifaço de até 50% que incidia sobre produtos agrícolas brasileiros, como café solúvel, mel, frutas e pescados.

O presidente dos EUA, Donald Trump, reagiu à medida impondo uma nova tarifa global de 15%, prevista para entrar em vigor nesta terça-feira (24) para os mesmos setores.

Setores do agro que eram impactados pela tarifa de 50% veem com otimismo mudança para tarifa de 15%.

Segmentos falam sobre retomada de contatos com importadores dos EUA, aumento da produtividade e até abertura de novos postos de trabalho.

"Voltamos para o jogo". É assim que o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Café Solúvel (Abics), Aguinaldo Lima, define essa terça-feira (24), dia em que o tarifaço dos EUA sobre quase metade dos produtos brasileiros deixa de valer, graças a uma decisão da Suprema Corte americana, na sexta-feira (20).

Grandes produtos de exportação do Brasil para os EUA, como carne bovina e café em grão, já estavam isentos do tarifaço desde o final do ano passado, mas café solúvel, mel, frutas e pescados ainda sofriam com sobretaxas de 10% e 40%.

Horas após a decisão da Suprema Corte, o presidente americano Donald Trump anunciou uma tarifa global de 10% e, no dia seguinte, elevou a alíquota para 15%, que também entra em vigor nesta terça-feira.

O presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel), Renato Azevedo, explica que a tarifa do produto brasileiro nos EUA estava maior em relação a outros competidores.

"Agora é 15% para o mel de todos os países. E se é para todo mundo, não tem problema, porque o nosso mel é muito competitivo", afirma.

➡️Nem todos os setores do agro sofrerão com a nova taxa global de Trump. Carne bovina, café em grão e suco de laranja estão isentos, segundo decisão da Casa Branca, publicada na sexta.

A seguir, veja como os setores que ainda estavam sobretaxados estão se preparando após a derrubada do tarifaço e a nova taxa de 15%.

A apicultura brasileira é, basicamente, formada por pequenos produtores que, para conseguirem exportar, vendem a produção para empresas de comércio exterior.

Azevedo conta que as empresas do setor já voltaram a conversar com os clientes americanos e que a expectativa é de que os contratos sejam retomados a partir de março.

"O mel que o Brasil vende para os EUA é o orgânico. Não tem concorrente no mundo que consegue fornecer na escala que a gente fornece. Então, com a tarifa igualada para todos [países], ficamos em vantagem", diz o presidente da Abemel.

Após o tarifaço, o setor conseguiu exportar para os EUA o que já estava previsto em contratos anteriores, mas não fechou novos negócios, diz Azevedo.

"Houve um grave problema de escoamento e desvalorização do mel no campo. A produção atrasou devido ao clima e, quando ficou pronta, encontrou o mercado travado pelo tarifaço", destacou.

"Muitos produtores operaram no prejuízo, tentando vender mel para o mercado interno, mas o Brasil não tem capacidade para absorver todo o volume".

"Cerca de 80% das exportações brasileiras de mel vão para os Estados Unidos, o que torna impossível substituir esse mercado rapidamente por outros países", acrescentou.

Azevedo afirma que um dos grandes receios do setor era que o consumidor americano deixasse de consumir o mel orgânico brasileiro para comprar o mel tradicional de outros países. Segundo ele, os EUA já estavam comprando mel tradicional de outros mercados.

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O setor de pescados está otimista em deixar para trás a tarifa de 50% e encarar a nova taxa de 15%, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca).

Os norte-americanos são um importante mercado para o segmento. Em 2024, o país comprou quase metade de todo o pescado brasileiro vendido para o exterior, segundo dados do governo federal. Além disso, os EUA são os principais compradores da tilápia, pescado brasileiro mais exportado em volume.

A tarifa de 50% fez com que o setor perdesse contratos internacionais, diminuísse a produção e tivesse que cortar postos de trabalho, segundo Eduardo Lobo, presidente da Abipesca.

"A expectativa da entidade é que a normalização parcial das condições comerciais permita a retomada do crescimento já ao longo de 2026, com a recuperação estimada de mais de 5 mil postos de trabalho e recomposição da capacidade produtiva do setor ", afirma a Abipesca.

Nesse cenário, a entidade prevê também que as "exportações brasileiras de pescado alcancem cerca de US$ 600 milhões no mercado global, com destaque para produtos como a tilápia, principal item embarcado para os EUA".

Além disso, a nova tarifa de 15% deixará o pescado brasileiro, em especial a tilápia, mais competitivo no exterior, segundo Francisco Medeiros, presidente da Associação Brasileira da Piscicultura, a Peixes Br.

"O motivo é que nosso principal concorrente, a Colômbia, agora estará submetido à mesma taxa que o Brasil", afirma.

Para a indústria de café solúvel, a derrubada do tarifaço de 50% representou um “alívio” após seis meses seguidos de perdas nas exportações, diz o diretor-executivo da Abics, Aguinaldo Lima.

“Os Estados Unidos são o maior comprador do café solúvel brasileiro há mais de 60 anos. […] Nesse período de agosto a janeiro do tarifaço, o volume das exportações caiu 50% e as perdas aumentavam a cada mês”, afirma.

Lima explica que, assim como para os exportadores de mel, a tarifa global de 15% imposta por Trump coloca o Brasil em pé de igualdade com outros competidores.

"Nós voltamos para o jogo. É como se, agora, tivesse tarifa zero para todos. Com todo mundo no mesmo patamar, a gente entra com as mesmas condições de competitividade”, comenta.

“Durante o tarifaço, o volume dos contratos foi reduzido e alguns foram efetivamente rompidos. Como os importadores americanos não conseguiam arcar com os custos extras [da taxação do produto brasileiro], eles foram para concorrentes, como México, Colômbia, Vietnã, Equador e alguns países europeus”, diz Lima.

“A expectativa é retomar contratos. As empresas brasileiras e os clientes americanos se conversam todos os dias, alguns mantêm laços de amizade, porque é uma relação comercial de longo prazo.

O diretor esclareceu que não houve demissões durante o período do tarifaço. O setor é formado por seis grandes empresas e o fato de elas exportarem para mais de 100 países ajudou a equilibrar as perdas para os EUA.

As frutas mais exportadas pelo Brasil para os EUA são a manga e a uva. A primeira já tinha ficado isenta no final do ano passado, mas deverá voltar a ter tarifa de 15% nesta terça, explica o diretor-executivo, Eduardo Brandão.

Já a uva, que vinha sofrendo com uma sobretaxa de 50%, será beneficiada com a decisão da Suprema Corte dos EUA. A taxação, agora, cairá para 15%, o que também traz alívio para o setor.

“Tanto os produtores do Vale do São Francisco quanto os distribuidores e parceiros americanos estão aguardando a situação se definir melhor antes de retomar as conversas e contratos”, afirmou.

A uva foi o produto mais prejudicado pelo "tarifaço", sofrendo uma redução de 73% no volume enviado para os EUA em 2025, segundo Brandão.

“Alguns envios foram feitos porque estavam programados e a gente não queria perder o cliente. Então, mesmo perdendo, a gente mandou”, disse Brandão.

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Acordo Mercosul-UE: Conselho Europeu se reúne para aprovar ou barrar a negociação de 25 anos

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 24/02/2026 00:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

A partir desta quinta-feira (17), o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia entra em seu momento mais crucial desde que os blocos chegaram a um entendimento em dezembro do ano passado, após 25 anos de idas e vindas.

Entre hoje e amanhã, os governos dos países da UE se reúnem no Conselho Europeu para deliberar sobre a aprovação do texto. Se houver aval, a assinatura do texto final está prevista para sábado (20), em Foz do Iguaçu, durante a cúpula de chefes de Estado do Mercosul.

Em resumo, as votações podem definir se o tratado será finalmente ratificado ou barrado, em um contexto em que o debate deixou de ser apenas comercial e segue cercado de resistências dentro do bloco europeu.

Um primeiro passo positivo foi dado nesta semana, quando o Parlamento Europeu aprovou salvaguardas agrícolas que passaram a integrar o texto e podem ser importantes para destravar o avanço político do acordo.

Mas, capitaneados pela França, um grupo de países promete embaralhar o jogo e ameça um desfecho positivo para a negociação.

A partir desta quinta-feira (17), o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia entra em seu momento mais crucial desde que os blocos chegaram a um entendimento em dezembro do ano passado, após 25 anos de idas e vindas.

Entre hoje e amanhã, os governos dos países da UE se reúnem no Conselho Europeu para deliberar sobre a aprovação do texto. Se houver aval, a assinatura do texto final está prevista para sábado (20), em Foz do Iguaçu, durante a cúpula de chefes de Estado do Mercosul.

Em resumo, as votações podem definir se o tratado será finalmente ratificado ou barrado, em um contexto em que o debate deixou de ser apenas comercial e segue cercado de resistências dentro do bloco europeu.

Um primeiro passo positivo foi dado nesta semana, quando o Parlamento Europeu aprovou salvaguardas agrícolas que passaram a integrar o texto e podem ser importantes para destravar o avanço político do acordo.

Mas, capitaneados pela França, um grupo de países promete embaralhar o jogo e ameça um desfecho positivo para a negociação.

Entre a assinatura e a ratificaçãoAcordo avança com novas restriçõesO que está em jogo no Conselho Europeu?Tabuleiro geopolítico europeuO que está em jogo para o Brasil?

Embora haja expectativa em torno de uma possível ida da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, à Cúpula do Mercosul para assinar o acordo, o tratado chegou a ser firmado politicamente em 2019.

Naquele momento, a assinatura teve caráter político e simbólico, sem efeitos imediatos sobre tarifas ou regras comerciais. Desde então, o texto passou por um longo período de revisões e ajustes antes de avançar para a etapa atual.

Segundo Regiane Bressan, professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), esse intervalo pode ser explicado por dois fatores principais.

O primeiro é a própria complexidade das negociações, que se estenderam por cerca de 25 anos.O segundo fator está relacionado à incorporação, ao longo do processo, de temas que ganharam relevância com o tempo, especialmente na área ambiental.

“A União Europeia acrescentou uma série de exigências ambientais que não faziam parte do desenho original de 1999. São os chamados ‘acordos 2.0’, que vão além do comércio e incorporam valores europeus, como a Agenda 2030, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e compromissos climáticos internacionais, o que tornou o acordo mais amplo e complexo.”

Bressan acrescenta que fatores políticos também contribuíram para a paralisação do processo após a assinatura, em 2019. Resistências internas na União Europeia e mudanças de posição do lado brasileiro ao longo dos anos seguintes ajudaram a postergar o avanço do acordo.

Como resultado, houve um intervalo de cerca de seis anos entre o ato político inicial e o momento atual, em que o tratado volta a ser analisado pelos governos europeus.

Na última terça-feira, o Parlamento Europeu aprovou um conjunto de salvaguardas agrícolas por 431 votos a favor e 161 contrários.

O mecanismo autoriza a União Europeia a suspender temporariamente as tarifas reduzidas concedidas a produtos agrícolas do Mercosul sempre que houver avaliação de risco de prejuízo ao mercado local.

José Pimenta, diretor de Comércio Internacional na BMJ Consultores Associados, explica que instrumentos desse tipo existem no comércio internacional e são usados para proteger setores domésticos de aumentos abruptos de importações.

“No caso do acordo Mercosul-UE, a salvaguarda foi desenhada principalmente para atender às demandas de agricultores europeus — sobretudo franceses — que temem perder espaço após décadas de proteção garantida pela Política Agrícola Comum.”

➡️ Na prática, o texto aprovado tornou mais fácil e mais rápido o acionamento dessas barreiras.

Antes, seria necessário um aumento de 10% ao ano nas importações para justificar a suspensão das tarifas. Com a nova regra, basta um crescimento médio de 5% ao longo de três anos para produtos considerados sensíveis, como carne bovina e aves.Além disso, o prazo de investigação foi reduzido: passou de seis para três meses, ou para até dois meses no caso de produtos agrícolas. Também deixou de ser exigida a comprovação detalhada de dano econômico, adotando-se o critério da chamada “presunção de prejuízo”, o que amplia a margem de atuação das autoridades europeias.

Outro ponto que Pimenta considera relevante é o alcance do mecanismo. Isso porque um aumento de preços acima de 5% em apenas um país da UE pode levar à suspensão das importações daquele produto em todo o bloco, afetando os 27 Estados-membros.

Isso pode ampliar o efeito da medida para além do mercado onde o desequilíbrio foi identificado. Soma-se a isso a exigência de reciprocidade, que autoriza a UE a cobrar dos países do Mercosul padrões ambientais e sanitários equivalentes aos europeus.

Apesar de trocarem elogios, Emmanuel Macron e Lula estão em lados opostos quando o assunto é o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. O francês é contra e o brasileiro é a favor — Foto: RICARDO STUCKERT / PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

O pesquisador Leonardo Munhoz do Centro de Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV) frisa que a cláusula tem forte peso político.

“Ela funciona como um instrumento de garantia para dar mais segurança a países que oferecem resistência ao acordo, como França, Áustria e Irlanda, além da Itália, que ocupa uma posição mais pendular. A cláusula busca criar uma margem de proteção às preocupações dos produtores rurais europeus”, afirma.

Ao mesmo tempo, Munhoz alerta que a exigência pode elevar custos e dificultar o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu. Isso ocorre, explica, porque a agricultura tropical opera sob condições distintas das encontradas na Europa, marcada por clima temperado e padrões produtivos historicamente diferentes.

Com a aprovação das salvaguardas pelo Parlamento Europeu, o processo avança agora para o Conselho Europeu, instância responsável por autorizar formalmente a Comissão Europeia a ratificar o acordo.

Diferentemente do que ocorre no Legislativo, onde basta maioria simples, o Conselho exige maioria qualificada: o apoio de ao menos 15 dos 27 países do bloco, que representem 65% da população da União Europeia.

“França e Polônia seguem abertamente contrárias ao tratado, enquanto Bélgica e Áustria demonstram desconforto. Se a Itália mantiver uma posição favorável, o acordo fica praticamente assegurado dentro da União Europeia”, afirma Pimenta.

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, discursa na Câmara Baixa do Parlamento, antes da cúpula de líderes da União Europeia. — Foto: Remo Casilli/Reuters

Nesse contexto, a Itália, com cerca de 59 milhões de habitantes, tornou-se o fiel da balança. Uma eventual rejeição italiana, somada à oposição francesa e polonesa, seria suficiente para barrar o acordo, ao concentrar mais de 35% da população do bloco — percentual capaz de impedir a formação da maioria qualificada exigida no Conselho Europeu.

Para o gestor de riscos Rodrigo Provazzi, as dificuldades em torno da ratificação ajudam a ilustrar a complexidade de conciliar interesses em um bloco formado por países com trajetórias políticas e institucionais distintas.

“São países que historicamente se constituíram a partir de regiões com alto grau de autonomia, o que torna o processo decisório mais fragmentado do que em outras partes do mundo”, ressalta.

Embora o debate público esteja concentrado no agronegócio — principal foco da resistência europeia — o acordo entre Mercosul e União Europeia é mais amplo e vai além do comércio de produtos agrícolas.

Leonardo Munhoz reforça que o tratado abrange temas como indústria, serviços, investimentos, propriedade intelectual e insumos produtivos, o que ajuda a explicar o apoio de diferentes setores econômicos do bloco europeu.

Segundo o pesquisador da FGV Agro, diversos setores econômicos europeus, como indústria de manufatura, indústria de transformação e alta tecnologia, serviços e até segmentos do próprio agronegócio, têm se mostrado favoráveis ao tratado.

“Países como Alemanha, Espanha e Portugal estão entre os principais defensores da ratificação, por avaliarem que o tratado traz ganhos econômicos importantes e contribui para a diversificação das relações comerciais da UE”, destaca Munhoz.

Na avaliação da professora de Relações Internacionais Regiane Bressan, esse apoio também está ligado a um contexto mais amplo, de perda de dinamismo econômico e de espaço geopolítico do bloco europeu.

Esse cenário foi reforçado pela política tarifária adotada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que acelerou negociações comerciais em várias regiões ao ampliar a busca por novos parceiros e pela diversificação de mercados.

Para a União Europeia, o efeito foi o aumento da urgência em avançar com o acordo com o Mercosul, especialmente a partir de 2025.

“Negociadores europeus passaram a ver o bloco sul-americano como uma região-chave para evitar que a América do Sul se consolide como área de influência quase exclusiva da China”, diz Bressan.

Ela reforça que se trata de uma tentativa de reposicionar a UE no comércio global, diversificar parceiros e reduzir vulnerabilidades externas, em um cenário internacional cada vez mais marcado por disputas geopolíticas.

Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o acordo com a União Europeia reforça sua inserção no cenário internacional.

Além de ampliar o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores, o tratado ajuda a posicionar o país em um ambiente global marcado por disputas comerciais e tensões geopolíticas.

Os impactos do acordo, no entanto, vão além do agronegócio e alcançam também a indústria brasileira. A redução de tarifas para produtos manufaturados europeus tende a intensificar a concorrência no mercado interno, ao mesmo tempo em que pode diminuir o custo de insumos, máquinas e equipamentos utilizados pela indústria nacional.

Na avaliação de especialistas ouvidos pelo g1, esse movimento pode favorecer ganhos de produtividade. Os efeitos concretos, porém, dependerão da capacidade do país de adaptar sua base industrial, atrair investimentos e utilizar o período de transição previsto no tratado para se ajustar às novas condições de concorrência.

As exigências ambientais seguem como um dos principais pontos de tensão nas negociações. A UE busca incorporar ao acordo sua agenda de desenvolvimento sustentável, enquanto os países do Mercosul argumentam que já dispõem de marcos regulatórios próprios, como o Código Florestal brasileiro.

Para Munhoz, ao impor um método específico de produção, que abrange aspectos ambientais e sanitários, a cláusula acaba tendo efeito extraterritorial — o que é questionável pelas regras de comércio da Organização Mundial do Comércio (OMC).

“Se a aplicação for considerada discriminatória ou injustificada, o Brasil poderia recorrer juridicamente à OMC ou outras plataformas internacionais. Porém, essa seria uma péssima forma de se iniciar o acordo”, salienta.

Além disso, o tratado deixa claro que há modelos diferentes de como o Brasil pode se relacionar com outros mercados no comércio internacional. Enquanto a relação comercial com a China se concentra principalmente na compra de commodities, o vínculo com a União Europeia envolve condicionantes ambientais e cooperação regulatória.

Caso o acordo não seja ratificado, a avaliação é de que o Brasil tende a intensificar suas relações com a Ásia, especialmente com a China — que atualmente compra mais que o dobro do volume exportado pelo país ao mercado europeu e não impõe exigências relacionadas a normas e selos ambientais de produção.

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ALMG aprova em 2º turno projeto de lei que autoriza privatização da Copasa

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 24/02/2026 00:44

Minas Gerais ALMG aprova em 2º turno projeto de lei que autoriza privatização da Copasa Medida é uma das prioridades do governo de Romeu Zema (Novo), que já havia conseguido aprovar uma PEC para acabar com a exigência de consulta popular para a venda da empresa. Por Rafaela Mansur, g1 Minas — Belo Horizonte

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou, em 2º turno, o projeto de lei que autoriza a privatização da Copasa.

Foram 53 votos favoráveis e 19 contrários à proposta. Trabalhadores da estatal protestaram nas galerias do plenário.

De autoria do governador Romeu Zema (Novo), o projeto prevê que o estado, atualmente detentor de 50,03% das ações da Copasa, deixe de controlar a empresa.

A privatização é uma das bandeiras de Zema, que defende que a medida é necessária para a "modernização" da estatal e o pagamento da dívida do estado com a União.

A Copasa atua em 637 dos 853 municípios mineiros com abastecimento de água e, em 308, também fornece serviços de esgoto.

Servidores da Copasa protestam contra privatização da companhia no plenário da ALMG — Foto: Luiz Santana

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou, em 2º turno, nesta quarta-feira (17), o projeto de lei que autoriza a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

Foram 53 votos favoráveis – eram necessários 48 – e 19 contrários à proposta. As emendas apresentadas pela oposição foram rejeitadas. Trabalhadores da estatal protestaram nas galerias do plenário.

De autoria do governador Romeu Zema (Novo), o projeto prevê que o estado, atualmente detentor de 50,03% das ações da Copasa, deixe de controlar a empresa, presente em 75% dos municípios mineiros. A privatização é uma das bandeiras de Zema, que defende que a medida é necessária para a "modernização" da estatal e o pagamento da dívida do estado com a União (leia mais abaixo).

Deputados da oposição se revezaram na tribuna para criticar a proposta e obstruir a pauta, mas a votação acabou sendo realizada por volta das 19h25. O líder do bloco, Ulysses Gomes (PT), afirmou que a desestatização pode resultar em precarização do serviço.

"A consequência da privatização, sobretudo de serviços essenciais como energia e saneamento básico, na absoluta maioria [dos lugares] onde aconteceu, foi danosa na vida do cidadão", afirmou.

A Copasa atua em 637 cidades com abastecimento de água e, em 308 delas, também fornece serviços de esgoto – os números incluem municípios atendidos pela Copanor, subsidiária responsável pelos serviços de saneamento nas regiões Norte e Nordeste de MG.

A empresa registrou lucro líquido de R$ 1,3 bilhão em 2024 e, de janeiro a setembro deste ano, foram mais de R$ 1,07 bilhão.

O projeto foi aprovado na forma do substitutivo proposto pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária durante a tramitação em 2º turno.

O texto prevê que, após a privatização, a Copasa garanta o atendimento a metas de universalização de água e esgoto nos municípios onde atua e a melhoria da qualidade da água tratada.

A proposta assegura a manutenção do contrato de trabalho dos empregados do quadro permanente da Copasa por 18 meses. Após esse período, o estado pode lotar os servidores em outras empresas públicas estaduais, mas não há garantia.

O substitutivo afirma também que os recursos provenientes da desestatização devem ser usados para amortização da dívida do estado com a União e cumprimento de obrigações relacionadas ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). O texto autoriza, ainda, que parte do dinheiro seja depositada em um fundo estadual de saneamento básico.

A privatização da estatal mineira de água e saneamento básico sempre esteve nos planos do governador Romeu Zema.

Para facilitar o processo, ele enviou à ALMG, em 2023, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que retira a exigência de consulta popular sobre a venda da Copasa.

Antes, a Constituição de Minas Gerais determinava que a população deveria ser ouvida, por meio de referendo, para a aprovação da desestatização. No entanto, com a aprovação da PEC, no início de novembro, essa obrigatoriedade não existe mais.

O governador diz que a privatização é necessária para a modernização da empresa, a atração de investimentos e o pagamento da dívida do estado com a União, estimada em cerca de R$ 180 bilhões.

A oposição argumenta que a desestatização deve gerar aumento de tarifa, precarização do serviço e demissões. Além disso, defende que o estado consegue pagar a dívida sem precisar abrir mão da Copasa.

Votação da privatização da Copasa na ALMG nesta quarta-feira (17) — Foto: TV ALMG/ Reprodução

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Conselho da Warner Bros. recomenda que acionistas rejeitem oferta da Paramount

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 24/02/2026 00:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

O conselho da Warner Bros. Discovery recomendou que seus acionistas rejeitem a proposta de aquisição de US$ 108,4 bilhões apresentada pela Paramount Skydance.

A decisão — que reforça a posição favorável à venda do conglomerado para a Netflix — representa mais uma reviravolta na disputa pelos ativos da Warner.

O conselho da Warner afirmou ter considerado “inferior” a proposta apresentada pela Paramount em comparação ao acordo de fusão já firmado com a Netflix.

Em 5 de dezembro, a Netflix anunciou um acordo para adquirir os estúdios de TV e cinema e a divisão de streaming da Warner por US$ 72 bilhões.

Três dias depois, a Paramount apresentou uma oferta hostil de US$ 108,4 bilhões, tentando melar o negócio da Netflix.

O conselho da Warner Bros. Discovery recomendou que seus acionistas rejeitem a proposta de aquisição de US$ 108,4 bilhões apresentada pela Paramount Skydance, informou a empresa nesta quarta-feira (17).

A decisão — que reforça a posição favorável à venda do conglomerado para a Netflix — representa mais uma reviravolta na disputa pelos ativos da Warner, que incluem o tradicional estúdio de cinema e TV e um amplo catálogo audiovisual.

O conselho da Warner afirmou ter considerado “inferior” a proposta apresentada pela Paramount em comparação ao acordo de fusão já firmado com a Netflix.

Em 5 de dezembro, a Netflix anunciou um acordo para adquirir os estúdios de TV e cinema e a divisão de streaming da Warner por US$ 72 bilhões. Três dias depois, a Paramount apresentou uma oferta hostil de US$ 108,4 bilhões, tentando melar o negócio da Netflix.

🔎 Uma oferta hostil ocorre quando uma empresa tenta adquirir outra sem o apoio da diretoria ou do conselho da companhia alvo. Em vez de negociar com os executivos, o comprador se dirige diretamente aos acionistas, geralmente oferecendo um valor atrativo pelas ações para tentar assumir o controle.

Segundo a diretoria, a oferta da Netflix, de US$ 27,75 por ação, abrange os estúdios de cinema e televisão, o acervo e o serviço HBO Max. Trata-se de um acordo vinculante, que dispensa captação adicional de capital e inclui compromissos de dívida considerados sólidos.

“Estamos convencidos de que a parceria entre Netflix e Warner Bros. trará mais opções e valor aos consumidores, ampliará o alcance da comunidade criativa com nossa distribuição combinada e impulsionará o crescimento de longo prazo”, afirmou a Warner Bros. na quarta-feira.

O catálogo da Warner inclui clássicos como Casablanca e Citizen Kane, além de franquias e séries de sucesso, como Harry Potter, Friends e as produções da HBO, incluindo o serviço HBO Max.

Quem vencer a disputa terá uma vantagem expressiva na chamada “guerra do streaming”, assegurando um acervo amplo de conteúdos que há anos desperta interesse no mercado.

Logotipo da Warner Bros. no Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions em Cannes — Foto: REUTERS/Eric Gaillard/Foto de Arquivo

O valor total do acordo anunciado pela Netflix, caso seja concluído, chegaria a cerca de US$ 82,7 bilhões. Além dos US$ 72 bilhões ofertados aos acionistas, a empresa assumiria as dívidas da Warner, elevando o valor total da transação.

Na prática, se a compra avançar, a Netflix poderá reduzir sua dependência de estúdios externos e fortalecer sua expansão para áreas como games, eventos ao vivo e novos serviços ao consumidor.

Segundo fontes da agência Reuters, a proposta da Netflix chamou atenção por dois pontos principais:

incluía o compromisso de manter lançamentos de filmes da Warner Bros. Discovery nos cinemas — movimento relevante para uma empresa que historicamente resiste a priorizar exibições amplas;previa pagamento majoritariamente em dinheiro.

Poucos dias após o anúncio da Netflix, a Paramount apresentou sua oferta hostil para assumir o controle da Warner Bros. Discovery. O negócio, porém, segue um formato distinto do acordo anunciado pela gigante do streaming.

💰 Na proposta, a Paramount ofereceu US$ 30 por ação em dinheiro — acima do valor implícito de cerca de US$ 28 por ação da oferta da Netflix, calculado a partir do valor total da transação dividido pelo número de ações. Considerando a compra e a assunção das dívidas, o pacote total chega a US$ 108,4 bilhões.

A investida ampliou a disputa e reacendeu a pressão sobre as negociações, que já envolviam executivos de Hollywood, reguladores e autoridades políticas, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desde o anúncio do acordo com a Netflix.

A ofensiva também marcou a escalada de uma série de iniciativas da Paramount para avançar em uma possível combinação de negócios com a Warner nos últimos meses.

Desde setembro, o estúdio avalia alternativas para formar um novo conglomerado de mídia capaz de competir com gigantes como a Netflix e empresas de tecnologia, como a Apple, que têm ampliado sua presença no setor de entretenimento.

Foto de arquivo: a torre de água dos estúdios Warner Bros. em Burbank, na Califórnia, EUA, em 18 de novembro de 2025. — Foto: Reuters/Mike Blake

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Bônus de R$ 160 mil e salários altos: o que a oferta da Latam revela sobre a disputa por pilotos

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 24/02/2026 00:44

Trabalho e Carreira Bônus de R$ 160 mil e salários altos: o que a oferta da Latam revela sobre a disputa por pilotos Processo seletivo busca formar equipes para operar a frota de Embraer 195-E2 em meio à escassez de pilotos, aos altos custos de formação e ao aumento da demanda por voos. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

A Latam abriu um processo seletivo para contratar pilotos e copilotos para operar a futura frota de Embraer 195-E2, que integrará as operações da companhia em 2026.

O edital prevê o pagamento de um bônus de entrada aos profissionais aprovados. Segundo o anúncio oficial, a Latam pagará um bônus único de R$ 160 mil para pilotos comandantes e de R$ 80 mil para copilotos.

A iniciativa ocorre em um momento de escassez de profissionais qualificados, sobretudo pilotos experientes. O cenário não se restringe ao Brasil e atinge companhias aéreas em várias regiões do mundo.

A contratação era previsível. A Latam tem um pedido de até 74 aeronaves do modelo Embraer E195-E2. Desse total, 24 já foram encomendadas e outras 50 correspondem a opções adicionais de compra.

Com a previsão de início das entregas no segundo semestre de 2026, a companhia precisa formar as tripulações que operarão os novos aviões, inicialmente na Latam Airlines Brasil.

A abertura de um processo seletivo pela Latam chamou a atenção do setor aéreo. O edital prevê a contratação de pilotos e copilotos para operar a futura frota de Embraer 195-E2, que integrará as operações da companhia em 2026, e prevê o pagamento de um bônus de entrada aos profissionais aprovados.

Segundo o anúncio oficial, a Latam pagará um bônus único de R$ 160 mil para pilotos comandantes e de R$ 80 mil para copilotos.

A iniciativa ocorre em um momento de escassez de profissionais qualificados, sobretudo pilotos experientes. O cenário não se restringe ao Brasil e atinge companhias aéreas em várias regiões do mundo.

A contratação era previsível. A Latam tem um pedido de até 74 aeronaves do modelo Embraer E195-E2. Desse total, 24 já foram encomendadas e outras 50 correspondem a opções adicionais de compra.

Com a previsão de início das entregas no segundo semestre de 2026, a companhia precisa formar as tripulações que operarão os novos aviões, inicialmente na Latam Airlines Brasil. Mesmo assim, o valor do bônus gerou questionamentos no setor sobre a origem desses profissionais.

Nos bastidores da aviação, espera-se que parte dos pilotos contratados venha de companhias concorrentes. A Azul surge como principal origem possível, por operar aeronaves da família Embraer. Isso ocorre porque a Latam não pretende transferir pilotos que já atuam em sua frota atual para o E195-E2.

Esse movimento seria considerado um rebaixamento de categoria, pois implicaria a migração de aeronaves maiores para um modelo menor, o que não faz parte da política interna da empresa.

Há, porém, uma exceção: quando um copiloto da própria Latam recusa uma promoção. Nesses casos específicos, ele pode ser designado para operar o Embraer E195-E2. Fora essa situação, a estratégia da companhia é buscar profissionais no mercado externo para compor as equipes da nova frota.

O processo seletivo foi aberto nesta terça-feira (15), com inscrições que vão até 4 de janeiro de 2026.

Os profissionais aprovados começarão a ser admitidos a partir de fevereiro. Antes da chegada dos primeiros aviões, passarão por treinamento específico. A empresa informou que o bônus será pago uma única vez, como incentivo à contratação.

A Latam tem atualmente mais de 22 mil funcionários no país. Esse total inclui cerca de 2,3 mil pilotos e 5,2 mil comissários de voo. Nos últimos três anos, a empresa liderou as contratações de tripulantes no setor.

Desde 2023, o quadro total de tripulantes cresceu 20%, impulsionado pela ampliação da oferta de voos e das operações. As movimentações internas aumentaram 46% no mesmo período, ampliando as oportunidades de carreira e capacitação.

Segundo o CEO da Latam Brasil, Jerome Cadier, o investimento no novo modelo de aeronave amplia as oportunidades para quem busca construir uma carreira de longo prazo.

"A Latam é a principal escolha no Brasil para quem sonha alto e quer desenvolver na aviação uma carreira sólida, em constante evolução e pautada pelo respeito e transparência. Com o investimento no E2, estamos ampliando ainda mais as oportunidades para quem quer ingressar", afirmou.

Os requisitos do processo seletivo indicam o perfil profissional buscado pela companhia. Para comandantes, exige-se experiência mínima de 5 mil horas de voo em linhas aéreas regulares. Desse total, ao menos 3 mil horas devem ser em aeronaves a jato.

A Latam exige ICAO nível 4 ou superior, certificado médico aeronáutico válido e passaporte brasileiro atualizado. É necessário possuir carteira E-Jets E1 ou E2 ou experiência recente. IFR, visto americano e ensino superior completo são considerados diferenciais.

Para copilotos, os critérios seguem outra linha, mas também são rigorosos. É necessário ter ao menos 500 horas totais de voo, licença de piloto comercial e habilitações IFRA e MLTE ou de tipo.

Também são exigidos CCT de PLA, ICAO nível 4 ou superior, CMA de primeira classe, curso superior completo e passaporte válido. Assim como para os comandantes, carteira E-Jets ou experiência recente é obrigatória. O visto americano é considerado um diferencial.

A incorporação do Embraer E195-E2 integra um plano mais amplo de expansão da Latam na América do Sul. O objetivo é ampliar a flexibilidade da malha aérea, possibilitar novos destinos e fortalecer conexões regionais.

Com a nova frota, o grupo estima a inclusão de até 35 novos destinos aos 160 que já atende. O pedido firme das 24 aeronaves está avaliado em cerca de US$ 2,1 bilhões, segundo preços de tabela.

Executivos do grupo e da Embraer destacam a eficiência do E195-E2. A aeronave reúne menor consumo de combustível por assento, é equipada com motores Pratt & Whitney GTF e sistemas modernos de fly-by-wire, baseados em comandos eletrônicos.

Esses recursos permitem reduzir em até 30% o consumo de combustível em comparação com aeronaves da geração anterior.

Um levantamento da plataforma Resume.io mostrou que piloto de avião foi a profissão mais desejada do mundo em 2024, com mais de 1,3 milhão de buscas. O salário dessa função varia de R$ 5 mil a R$ 13 mil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o site Glassdoor.

A carreira liderou o ranking em 34 países, incluindo o Brasil. Apesar disso, o caminho até a cabine de comando continua longo e custoso.

No país, os custos de formação alcançam facilmente centenas de milhares de reais, considerando horas de voo e certificações. Esse descompasso entre interesse e acesso ajuda a explicar a escassez global de pilotos.

Uma reportagem da emissora alemã Deutsche Welle (DW) aponta que aposentadorias em massa e interrupções na formação durante a pandemia de Covid-19 reduziram o número de profissionais disponíveis.

O tráfego aéreo continua crescendo, especialmente nas rotas de lazer, mas a formação de novos pilotos não acompanhou esse ritmo.

Segundo a DW, companhias aéreas em todo o mundo passaram a oferecer salários mais altos, bônus de contratação e benefícios adicionais para atrair profissionais.

No entanto, especialistas ouvidos afirmam que esse movimento pode pressionar os custos operacionais e influenciar o preço das passagens.

O debate inclui propostas para elevar a idade limite de aposentadoria de pilotos de 65 para 67 anos, medida vista por alguns especialistas como paliativa e que enfrenta resistência de sindicatos e órgãos reguladores.

Estimativas citadas pela emissora alemã indicam que serão necessárias milhares de novas contratações nos próximos anos para reequilibrar a oferta e a demanda de pilotos no mundo. Esse ajuste, porém, pode se estender até a próxima década.

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Macron espera que adiamento de acordo Mercosul-UE sirva para atender condições da França

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 24/02/2026 00:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou, nesta sexta-feira (19), que ainda é cedo para dizer se o adiamento de um mês na decisão sobre um acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul será suficiente para atender às condições estabelecidas pela França.

A França tem se oposto a assinatura sem que novas salvaguardas para seus agricultores sejam incluídas. .

Nesta quinta (18), a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou a líderes do bloco nesta quinta-feira (18) que o acordo com o Mercosul não será assinado neste sábado (20).

A Comissão Europeia planejava selar o pacto nesta semana — criando a maior zona de livre comércio do mundo. O plano, no entanto, mudou após a Itália se alinhar à França para exigir um adiamento e buscar maior proteção ao seu setor agrícola.

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou, nesta sexta-feira (19), que ainda é cedo para dizer se o adiamento de um mês na decisão sobre um acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul será suficiente para atender às condições estabelecidas pela França. Mas admitiu que espera que seja.

A França tem se oposto a assinatura sem que novas salvaguardas para seus agricultores sejam incluídas. O país é hoje o principal foco de resistência ao tratado dentro do bloco europeu.

“Quero dizer aos nossos agricultores, que expressam a posição francesa desde o início, que consideramos que as contas não fecham e que este acordo não pode ser assinado”, declarou Macron. A afirmação foi feita à imprensa antes de uma das reuniões de cúpula da União Europeia.

🔍 O acordo comercial tem como objetivo reduzir ou eliminar tarifas de importação e exportação entre os dois blocos. Se a proposta for aprovada pelo Conselho Europeu, a assinatura do texto final está prevista para sábado (20), em Foz do Iguaçu, durante a cúpula de chefes de Estado do Mercosul.👉 Entre agricultores franceses, o acordo com o Mercosul é amplamente visto como uma ameaça, diante do receio de concorrência com produtos latino-americanos mais baratos e produzidos sob padrões ambientais distintos dos europeus.

O presidente francês Emmanuel Macron participa de cúpula de líderes da União Europeia em Bruxelas, Bélgica, em 18 de dezembro de 2025. — Foto: Reuters/Stephanie Lecocq

Nesta quinta (18), a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou a líderes do bloco nesta quinta-feira (18) que o acordo com o Mercosul não será assinado neste sábado (20). A informação foi divulgada pelas agências de notícias AFP e Reuters.

Segundo fontes diplomáticas, von der Leyen confirmou, em reunião, que a conclusão do acordo foi adiada para janeiro, o que levou agentes a recalibrar suas expectativas sobre o futuro do tratado.

A Comissão Europeia planejava selar o pacto nesta semana — criando a maior zona de livre comércio do mundo. O plano, no entanto, mudou após a Itália se alinhar à França para exigir um adiamento e buscar maior proteção ao seu setor agrícola.

Os debates sobre o texto, negociado há 25 anos, se intensificaram nesta quinta-feira, com o início da reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas, que segue até esta sexta (19).

🔍 De forma geral, o acordo comercial prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além de regras comuns para temas como comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios.

Acordo Mercosul-UE: Conselho Europeu se reúne para aprovar ou barrar a negociação de 25 anosPor que o acordo União Europeia-Mercosul é alvo de tanta disputa no agro?Dono da 4ª maior rede de supermercados da França ameaça boicotar produtos do Mercosul

A chefe do Executivo da União Europeia, Ursula von der Leyen, anuncia plano de 800 bi de euros da UE contra eventual saída dos EUA da Ucrânia, em 4 de março de 2025. — Foto: Yves Herman/ Reuters

O processo é discutido no Conselho Europeu, instância responsável por autorizar formalmente a Comissão Europeia a ratificar o acordo.

Diferentemente do que ocorre no Legislativo, onde basta maioria simples, o Conselho exige maioria qualificada: o apoio de ao menos 15 dos 27 países do bloco, que representem 65% da população da União Europeia.

Embora o debate público esteja concentrado no agronegócio — principal foco da resistência europeia — o acordo entre Mercosul e União Europeia é mais amplo e vai além do comércio de produtos agrícolas.

O tratado também abrange temas como indústria, serviços, investimentos, propriedade intelectual e insumos produtivos, o que ajuda a explicar o apoio de diferentes setores econômicos do bloco europeu.

A expectativa era que, caso o acordo avançasse no Conselho, Ursula von der Leyen viajasse ao Brasil no fim desta semana para ratificá-lo — o que não deve mais ocorrer neste ano.

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Assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia é adiada, dizem agências

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 24/02/2026 00:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou a líderes do bloco nesta quinta-feira (18) que o acordo com o Mercosul não será assinado neste sábado (20).

Segundo fontes diplomáticas, von der Leyen confirmou, em reunião, que a conclusão do acordo foi adiada para janeiro, o que levantou dúvidas sobre o futuro do tratado.

A Comissão Europeia planejava selar o pacto nesta semana — criando a maior zona de livre comércio do mundo. O plano, no entanto, mudou após a Itália se alinhar à França para exigir um adiamento e buscar maior proteção ao seu setor agrícola.

Os debates sobre o texto, negociado há 25 anos, se intensificaram nesta quinta-feira, com o início da reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas, que segue até esta sexta (19).

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou a líderes do bloco nesta quinta-feira (18) que o acordo com o Mercosul não será assinado neste sábado (20). A informação foi divulgada pelas agências de notícias AFP e Reuters.

Segundo fontes diplomáticas, von der Leyen confirmou, em reunião, que a conclusão do acordo foi adiada para janeiro, o que levou agentes a recalibrar suas expectativas sobre o futuro do tratado.

A Comissão Europeia planejava selar o pacto nesta semana — criando a maior zona de livre comércio do mundo. O plano, no entanto, mudou após a Itália se alinhar à França para exigir um adiamento e buscar maior proteção ao seu setor agrícola. (leia mais abaixo)

🔍 De forma geral, o acordo comercial prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além de regras comuns para temas como comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios.

Os debates sobre o texto, negociado há 25 anos, se intensificaram nesta quinta-feira, com o início da reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas, que segue até esta sexta (19).

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O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que o país não apoiará o acordo comercial sem a inclusão de novas salvaguardas para os agricultores franceses. A França é hoje o principal foco de resistência ao tratado dentro do bloco europeu.

“Quero dizer aos nossos agricultores, que expressam a posição francesa desde o início, que consideramos que as contas não fecham e que este acordo não pode ser assinado”, declarou Macron. A afirmação foi feita à imprensa antes de uma das reuniões de cúpula da União Europeia.

Ele antecipou que a França se oporá a qualquer “tentativa de forçar” a adoção do pacto comercial com o bloco sul-americano.

👉 Entre agricultores franceses, o acordo com o Mercosul é amplamente visto como uma ameaça, diante do receio de concorrência com produtos latino-americanos mais baratos e produzidos sob padrões ambientais distintos dos europeus.

Merz disse que Alemanha um dos países 'mais bonitos do mundo' e nenhum jornalista queria ficar em Belém — Foto: AFP via Getty

Enquanto a França mantém resistência, o chanceler alemão, Friedrich Merz, e o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, defenderam que o bloco avance no acordo firmado politicamente no ano passado com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Alemanha, Espanha e países nórdicos avaliam que o tratado pode ajudar a compensar os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos europeus e reduzir a dependência em relação à China, ao ampliar o acesso a minerais e novos mercados.

“Se a União Europeia quiser manter credibilidade na política comercial global, decisões precisam ser tomadas agora”, declarou o chanceler alemão.

Já a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou que o país pode apoiar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, desde que sejam atendidas as preocupações levantadas pelos agricultores italianos.

“O governo italiano está pronto para assinar o acordo assim que forem dadas as respostas necessárias aos agricultores, o que depende das decisões da Comissão Europeia e pode ser resolvido rapidamente”, declarou.

Pouco antes de a primeira-ministra da Itália se manifestar sobre o acordo, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), informou que havia conversado por telefone com Giorgia Meloni.

Segundo Lula, a premiê disse não ser contrária ao tratado, mas relatou enfrentar um “constrangimento político” em razão da pressão de agricultores italianos. Ainda de acordo com o presidente, Meloni afirmou estar confiante de que conseguirá convencer o setor a apoiar o acordo.

“Se a gente tiver paciência de uma semana, de dez dias, de no máximo um mês, a Itália estará junto com o acordo”, afirmou Lula.

Manifestante atira batata em direção à polícia perto do prédio do Parlamento Europeu em Bruxelas; agricultores protestam protesto contra o acordo entre União Europeia e Mercosul — Foto: NICOLAS TUCAT / AFP

Enquanto os governos se reuniam no Conselho Europeu, milhares de agricultores de diferentes países foram a Bruxelas para protestar contra a política agrícola da União Europeia e, em especial, contra o acordo comercial com o Mercosul.

A mobilização reuniu centenas de tratores nas imediações das instituições europeias. Durante o protesto, eles queimaram pneus e lançaram batatas e outros objetos contra a polícia nas proximidades do Parlamento Europeu.

Houve também registro de danos ao prédio Station Europe, localizado na Praça de Luxemburgo, onde uma janela foi quebrada. A polícia interveio para dispersar o ato. Ao menos uma pessoa ficou ferida, segundo informações das autoridades locais.

A chefe do Executivo da União Europeia, Ursula von der Leyen, anuncia plano de 800 bi de euros da UE contra eventual saída dos EUA da Ucrânia, em 4 de março de 2025. — Foto: Yves Herman/ Reuters

O processo é discutido no Conselho Europeu, instância responsável por autorizar formalmente a Comissão Europeia a ratificar o acordo.

Diferentemente do que ocorre no Legislativo, onde basta maioria simples, o Conselho exige maioria qualificada: o apoio de ao menos 15 dos 27 países do bloco, que representem 65% da população da União Europeia.

Embora o debate público esteja concentrado no agronegócio — principal foco da resistência europeia — o acordo entre Mercosul e União Europeia é mais amplo e vai além do comércio de produtos agrícolas.

O tratado também abrange temas como indústria, serviços, investimentos, propriedade intelectual e insumos produtivos, o que ajuda a explicar o apoio de diferentes setores econômicos do bloco europeu.

A expectativa era que, caso o acordo avançasse no Conselho, Ursula von der Leyen viajasse ao Brasil no fim desta semana para ratificá-lo — o que não deve mais ocorrer neste ano.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Lula diz que premiê da Itália pediu tempo para aprovar acordo UE-Mercosul

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 24/02/2026 00:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que telefonou nesta quinta-feira (18) para a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, que lhe pediu tempo para convencer os agricultores italianos e viabilizar a aprovação do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul.

Segundo Lula, Meloni afirmou não ser contrária ao acordo, mas disse enfrentar um “constrangimento político” devido à pressão dos agricultores italianos.

A declaração ocorre enquanto os governos dos países da UE se reúnem no Conselho Europeu para deliberar sobre a aprovação do texto.

O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que o país não apoiará o acordo comercial sem novas salvaguardas para seus agricultores.

Já o chanceler alemão, Friedrich Merz, e o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, defenderam que o bloco avance no acordo firmado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que telefonou nesta quinta-feira (18) para a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, que lhe pediu tempo para convencer os agricultores italianos e viabilizar a aprovação do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul.

Segundo Lula, Meloni afirmou não ser contrária ao acordo, mas disse enfrentar um “constrangimento político” devido à pressão dos agricultores italianos.

“Ainda assim, [ela] afirmou estar confiante de que conseguirá convencê-los a aceitar o tratado”, declarou o presidente em entrevista coletiva em Brasília.

"E ela então me pediu, se a gente tiver paciência de uma semana, de dez dias, de no máximo um mês, a Itália estará junto com o acordo. Eu disse para ela que vou colocar o que ela me falou na reunião do Mercosul e vou propor aos companheiros decidir o que querem fazer."

A declaração ocorre enquanto os governos dos países da UE se reúnem no Conselho Europeu para deliberar sobre a aprovação do texto.

O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que o país não apoiará o acordo comercial sem novas salvaguardas para seus agricultores. Por outro lado, o chanceler alemão, Friedrich Merz, e o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, defenderam que o bloco avance no acordo firmado.

O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que o país não apoiará o acordo comercial sem novas salvaguardas para seus agricultores. Já o chanceler alemão, Friedrich Merz, e o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, defenderam que o bloco avance no acordo firmado.

🔍 O acordo comercial tem como objetivo reduzir ou eliminar tarifas de importação e exportação entre os dois blocos. Se a proposta for aprovada pelo Conselho Europeu, a assinatura do texto final está prevista para sábado (20), em Foz do Iguaçu, durante a cúpula de chefes de Estado do Mercosul.

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Lula durante entrevista no Palácio no Planalto em 18 de dezembro de 2025 — Foto: Adriano Machado/Reuters

Agricultores europeus — sobretudo os franceses — veem o acordo com o Mercosul como um risco, por considerar que produtores da América Latina seguem regras ambientais menos rigorosas.

A França obteve da Comissão Europeia garantias de salvaguardas para os setores mais sensíveis. Para os produtores, porém, essas barreiras são insuficientes.

Nesta terça-feira (16), o Parlamento Europeu aprovou uma série de medidas de proteção e criou um mecanismo para monitorar o impacto do acordo em produtos sensíveis, como carne bovina, aves e açúcar.

Os trechos abrem espaço para a aplicação de tarifas caso haja desestabilização do mercado no bloco.

Os eurodeputados querem que a Comissão Europeia intervenha se o preço de um produto latino-americano ficar ao menos 5% abaixo do valor da mesma mercadoria na UE e se o volume de importações isentas de tarifas aumentar mais de 5%.

Apesar das salvaguardas, a França deve manter a oposição. Paris pediu o adiamento da assinatura do acordo, que a União Europeia pretende concluir no sábado (20), no Brasil.

👉 Entre agricultores franceses, o acordo com o Mercosul é amplamente visto como uma ameaça, diante do receio de concorrência com produtos latino-americanos mais baratos e produzidos sob padrões ambientais distintos dos europeus.

Resta saber se a Itália, que apresentou sinais contraditórios nos últimos meses, se alinhará à Comissão ou à posição francesa.

Se o acordo avançar no Conselho, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, deve viajar ao Brasil no fim desta semana para ratificá-lo. O tratado foi concluído há um ano, após mais de duas décadas de negociações com o bloco formado por Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai.

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Alemanha e Espanha pressionam UE para avançar com acordo com Mercosul

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 24/02/2026 00:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

Alemanha e Espanha pressionam a União Europeia a avançar com o acordo de livre comércio com o Mercosul.

O chanceler alemão, Friedrich Merz, e o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, defenderam nesta quinta-feira (18) que o bloco dê andamento ao acordo firmado politicamente no ano passado.

Em negociação há cerca de 25 anos, o tratado entrou agora em uma semana decisiva para sua ratificação.

Alemanha, Espanha e países nórdicos avaliam que o tratado pode ajudar a compensar os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos europeus e reduzir a dependência em relação à China.

Enquanto a França mantém resistência, Alemanha e Espanha pressionam a União Europeia a avançar com o acordo de livre comércio com o Mercosul.

O chanceler alemão, Friedrich Merz, e o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, defenderam nesta quinta-feira (18), na cúpula da UE em Bruxelas, que o bloco avance no acordo firmado politicamente no ano passado com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Em negociação há cerca de 25 anos, o tratado entrou em uma semana decisiva para sua ratificação. Para seus defensores, o acordo é estratégico em um cenário de tensões comerciais globais.

Alemanha, Espanha e países nórdicos avaliam que o tratado pode ajudar a compensar os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos europeus e reduzir a dependência em relação à China, ao ampliar o acesso a minerais e novos mercados.

“Este acordo é o primeiro de muitos que precisam acontecer para que a Europa ganhe peso geoeconômico e geopolítico em um momento em que esse papel está sendo questionado por adversários claros, como Putin, ou até mesmo por aliados tradicionais”, afirmou Sánchez.

“Se a União Europeia quiser manter credibilidade na política comercial global, decisões precisam ser tomadas agora”, declarou o chanceler alemão.

Merz disse que Alemanha um dos países 'mais bonitos do mundo' e nenhum jornalista queria ficar em Belém — Foto: AFP via Getty

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Ainda nesta quinta-feira, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que o país não apoiará o acordo comercial sem novas salvaguardas para seus agricultores.

"Quero dizer aos nossos agricultores, que manifestam claramente a posição francesa desde o início: consideramos que as contas não fecham e que este acordo não pode ser assinado", declarou Macron à imprensa antes de uma reunião de cúpula da UE.

Ele antecipou que a França se oporá a qualquer “tentativa de forçar” a adoção do pacto comercial com o bloco sul-americano.

👉 Entre agricultores franceses, o acordo com o Mercosul é amplamente visto como uma ameaça, diante do receio de concorrência com produtos latino-americanos mais baratos e produzidos sob padrões ambientais distintos dos europeus.

Na terça-feira (16), o Parlamento Europeu aprovou uma série de medidas de proteção e criou um mecanismo para monitorar o impacto do acordo em produtos sensíveis, como carne bovina, aves e açúcar.

Javier Milei, Luis Lacalle Pou, Ursula von der Leyen, Luiz Inacio Lula da Silva e Santiago Pena durante cúpula do Mercosul, no qual o acordo com a União Europeia foi fechado — Foto: Mariana Greif/Reuters

Com a aprovação das salvaguardas pelo Parlamento Europeu, o processo avança agora para o Conselho Europeu, instância responsável por autorizar formalmente a Comissão Europeia a ratificar o acordo.

Diferentemente do que ocorre no Legislativo, onde basta maioria simples, o Conselho exige maioria qualificada: o apoio de ao menos 15 dos 27 países do bloco, que representem 65% da população da União Europeia.

“França e Polônia seguem abertamente contrárias ao tratado, enquanto Bélgica e Áustria demonstram desconforto. Se a Itália mantiver uma posição favorável, o acordo fica praticamente assegurado dentro da União Europeia”, afirma José Pimenta, diretor de Comércio Internacional na BMJ Consultores Associados.

Nesse contexto, a Itália, com cerca de 59 milhões de habitantes, tornou-se o fiel da balança. Uma eventual rejeição italiana, somada à oposição francesa e polonesa, seria suficiente para barrar o acordo, ao concentrar mais de 35% da população do bloco — percentual capaz de impedir a formação da maioria qualificada exigida no Conselho Europeu.

Embora o debate público esteja concentrado no agronegócio — principal foco da resistência europeia — o acordo entre Mercosul e União Europeia é mais amplo e vai além do comércio de produtos agrícolas.

Leonardo Munhoz, pesquisador do Centro de Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV), reforça que o tratado abrange temas como indústria, serviços, investimentos, propriedade intelectual e insumos produtivos, o que ajuda a explicar o apoio de diferentes setores econômicos do bloco europeu.

Segundo ele, diversos setores econômicos europeus, como indústria de manufatura, indústria de transformação e alta tecnologia, serviços e até segmentos do próprio agronegócio, têm se mostrado favoráveis ao tratado.

“Países como Alemanha, Espanha e Portugal estão entre os principais defensores da ratificação, por avaliarem que o tratado traz ganhos econômicos importantes e contribui para a diversificação das relações comerciais da UE”, destaca Munhoz.

Há 12 horas Mundo País segue em alerta após morte de traficanteHá 12 horasTrump diz que México ‘precisa intensificar esforços’ contra cartéisHá 12 horasTensão no Oriente MédioTrump foi alertado para risco de falta de munição se atacar Irã, diz jornal

Há 5 horas Mundo Comércio internacionalTarifaço de Trump: veja os produtos brasileiros isentos a partir de hoje

Há 6 minutos Economia Relembre como tudo começou e entenda efeitos da taxa de 15%Há 6 minutos’Voltamos para o jogo’: setores do agro esperam retomar vendas para os EUA

Há 2 minutos Agronegócios Brasil deve ser o país mais beneficiado pelas mudanças no tarifaço; entendaHá 2 minutosSuspeita de fraude bilionáriaMendonça recebe atualização da PF sobre investigações do Master

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