RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Dólar abre em queda, à espera da nova decisão de juros do BC e de olho no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/08/2026 09:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,87%Dólar TurismoR$ 5,3410,92%Euro ComercialR$ 5,9171,05%Euro TurismoR$ 6,1620,92%B3Ibovespa177.895 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,87%Dólar TurismoR$ 5,3410,92%Euro ComercialR$ 5,9171,05%Euro TurismoR$ 6,1620,92%B3Ibovespa177.895 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,87%Dólar TurismoR$ 5,3410,92%Euro ComercialR$ 5,9171,05%Euro TurismoR$ 6,1620,92%B3Ibovespa177.895 pts-0,06%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (5) em queda, conforme investidores aguardavam novos sinais sobre os juros brasileiros. Perto das 9h, a moeda tinha um recuo de 0,36%, cotada a R$ 5,1129. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ A decisão de juros do Banco Central do Brasil (BC) é o principal destaque do dia. Com divulgação prevista após o fechamento dos mercados, a expectativa é que o Comitê de Política Monetária (Copom) decida por mais um corte na taxa básica de juros (Selic), levando-a ao patamar de 14% ao ano.

▶️ Os sinais de que um acordo entre os Estados Unidos e o Irã pode sair em breve também ficam no radar. Nesta quarta-feira, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que um tratado para a reabertura do Estreito de Ormuz, importante rota marítima da região, pode ser anunciado nos próximos dias. O Irã, no entanto, segue contradizendo o republicano.

Em meio às incertezas, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 1,45% perto das 8h30, cotado a US$ 80,51. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subia 0,62% no mesmo horário, a US$ 76,24 o barril.

Após o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) ter decidido manter as taxas básicas americanas inalteradas na faixa de 3,50% a 3,75% na semana passada, investidores voltam as atenções para o BC brasileiro.

A expectativa é que o Copom promova o quarto corte consecutivo da Selic, de 14,25% ao ano para 14% ao ano na reunião desta quarta-feira. Caso confirmado, esse será o menor patamar da taxa básica desde março de 2025.

A projeção de corte nos juros vigora apesar da retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

Para o economista-chefe do C6 Bank, Felipe Salles, mesmo com o novo corte, as expectativas de inflação mais elevadas por parte do mercado, o mercado de trabalho aquecido e a resiliência da economia pedem que o BC ainda aja com cautela nas suas decisões de política monetária.

"A ausência de resolução do conflito no Oriente Médio e o ambiente externo muito incerto reforçam a necessidade de prudência na condução dos juros", disse.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que um acordo sobre o Estreito de Ormuz poderia ser fechado já na quarta (5) ou quinta-feira (6), enquanto o Irã e Omã se aproximavam de um tratado para reabrir a importante via navegável e potencialmente ajudar a pôr fim à guerra.

Trump foi questionado por repórteres que viajavam com ele na Califórnia sobre uma reportagem do site de notícias Axios, que afirmava que um anúncio sobre o Estreito de Ormuz poderia ser feito na quarta-feira.

“Pode acontecer. Amanhã ou depois de amanhã”, disse ele, falando na noite de terça-feira, horário da Califórnia, que já era manhã de quarta-feira no Oriente Médio. “Muitos progressos foram feitos.”

O possível acordo resultante das negociações entre o Irã e Omã prevê que os navios entrem no Golfo Pérsico por uma rota controlada pelo Irã e saiam por uma rota controlada por Omã, disseram dois funcionários regionais à Associated Press. Seriam cobradas taxas de serviço para garantir a segurança e preservar o meio ambiente marítimo, afirmaram os funcionários.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou na terça-feira que as negociações entre Teerã e Omã estavam focadas em "estabelecer rotas marítimas seguras de entrada e saída", rotas que "respeitem os direitos soberanos e, ao mesmo tempo, abordem as considerações de segurança nacional tanto do Irã quanto de Omã".

“Os resultados finais dessas negociações serão anunciados assim que forem concluídas”, acrescentou ele, segundo a agência de notícias estatal iraniana IRNA.

O alívio das tensões no Oriente Médio se refletia positivamente nos mercados europeus nesta quarta-feira, que operavam majoritariamente em alta.

Perto das 8h45, o índice alemão DAX subia 0,09%, enquanto o francês CAC-40 tinha alta de 0,06%. O FTSE 100, do Reino Unido, caía 0,23%.

Na Ásia, as ações chinesas alcançaram a maior cotação da semana, à medida que os fortes ganhos nos papéis de fabricantes de chips superaram a queda vista em empresas de módulos ópticos.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 1,2%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, teve alta de 1,5%. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,2% e o Nikkei, do Japão, avançou 3,66%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 3,76%.

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Banco Central deve cortar juro básico da economia pela 4º vez seguida, para 14% ao ano

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/08/2026 00:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,87%Dólar TurismoR$ 5,3410,92%Euro ComercialR$ 5,9171,05%Euro TurismoR$ 6,1620,92%B3Ibovespa177.895 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,87%Dólar TurismoR$ 5,3410,92%Euro ComercialR$ 5,9171,05%Euro TurismoR$ 6,1620,92%B3Ibovespa177.895 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,87%Dólar TurismoR$ 5,3410,92%Euro ComercialR$ 5,9171,05%Euro TurismoR$ 6,1620,92%B3Ibovespa177.895 pts-0,06%Oferecido por

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil se reúne nesta quarta-feira (5) e deve promover o quarto corte seguido na taxa básica de juros da economia — de 14,25% para 14% ao ano. Essa é a expectativa da maior parte do mercado financeiro.

🔎A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.

Confirmada em 14% ao ano, a Selic atingirá o menor nível desde março de 2025, ou seja, em pouco mais de um ano. O anúncio do Banco Central será feito após as 18h.

Mesmo com o corte, em termos reais (descontada a inflação projetada para os próximos doze meses), a taxa ainda é uma das mais altas do mundo.Para o fim do ano, a aposta do mercado financeiro é de que o juro básico fique em 13,75% ao ano — o que embute uma nova queda em novembro.

A projeção de corte nos juros vigora apesar da retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

Neste domingo (2), porém, o presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu novas rodadas de negociações com Irã.

Para definir os juros, a instituição atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic.

Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.

Com a inflação ficando seis meses seguidos acima da meta em junho, o BC teve de divulgar uma carta pública explicando os motivos.Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses.Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o primeiro trimestre de 2028.Para 2026, 2027 e 2028, respectivamente, as estimativas de inflação do mercado financeiro estão em 5,03%, 4,22% e 3,80% – todas acima da meta central de inflação.

Para o economista-chefe do C6 Bank, Felipe Salles, o atual cenário da economia, mesmo com as estimativas de inflação do mercado acima da meta central neste e nos próximos anos, permite a continuidade do ciclo gradual de corte de juros nesta reunião do Copom, para 14% ao ano, "mas recomenda cautela na comunicação e menor comprometimento com os passos futuros da política monetária".

"O Comitê deve justificar a continuidade da calibração dos juros diante da projeção de inflação ao redor da meta no horizonte relevante. No entanto, as expectativas de inflação acima da meta, o mercado de trabalho aquecido e a resiliência da atividade econômica exigem ainda uma política monetária contracionista. A ausência de resolução do conflito no Oriente Médio e o ambiente externo muito incerto reforçam a necessidade de prudência adicional na condução dos juros", avaliou Felipe Salles, do C6 Bank.

O economista Marco Antonio Caruso, do Santander, observou que os dados de inflação nos últimos meses têm sido favoráveis. Para ele, o IPCA-15 de julho surpreendeu significativamente para baixo, "apresentando uma composição mais benigna e sinais encorajadores nos indicadores de núcleo".

"Os dados não resolvem o problema da inflação, nem eliminam o fato de que a inflação de núcleos e a de serviços permanecem acima dos níveis compatíveis com a meta. No entanto, eles reduzem a urgência de uma mudança para uma postura mais restritiva (hawkish) e reforçam a visão de que a deterioração qualitativa da inflação pode ter deixado de se acelerar", concluiu Marco Antonio Caruso, do Santander, em comunicado.

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Dólar abre em queda, com dados de emprego dos EUA no foco

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 09:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0870,34%Dólar TurismoR$ 5,2920,28%Euro ComercialR$ 5,8550,17%Euro TurismoR$ 6,1060,11%B3Ibovespa178.000 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,0870,34%Dólar TurismoR$ 5,2920,28%Euro ComercialR$ 5,8550,17%Euro TurismoR$ 6,1060,11%B3Ibovespa178.000 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,0870,34%Dólar TurismoR$ 5,2920,28%Euro ComercialR$ 5,8550,17%Euro TurismoR$ 6,1060,11%B3Ibovespa178.000 pts0%%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta terça-feira (4) em queda, com um recuo de 0,21% perto da 9h, cotado a R$ 5,0764. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ O novo dado de emprego dos Estados Unidos é o destaque da agenda econômica desta terça-feira. Os números devem dar indicações sobre o mercado de trabalho americano e novos sinais sobre as taxas de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). No Brasil, as atenções ficam com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) e novos balanços corporativos.

▶️ O mercado também segue à espera pela decisão de juros do Banco Central do Brasil (BC). Prevista para amanhã, a expectativa é que o Comitê de Política Monetária (Copom) decida por mais um corte na taxa básica de juros (Selic), levando-a ao patamar de 14% ao ano.

▶️ Além disso, o petróleo também continua na mira dos investidores. Apesar das contradições sobre uma eventual retomada das negociações de paz entre os EUA e o Irã, a sinalização de uma pausa nos ataques aumenta o otimismo do mercado e melhora a possibilidade de retorno do tráfego do Estreito de Ormuz, rota pode onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo.

Ainda assim, os preços do petróleo oscilam no mercado internacional. Perto das 8h50, o barril do Brent, referência internacional, subia 0,13%, cotado a US$ 83,88. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 0,51% no mesmo horário, a US$ 79,93 o barril.

O mercado segue atento às notícias envolvendo o conflito no Oriente Médio. Nesta terça-feira (4), fontes afirmaram à agência de notícias Reuters que o Exército dos EUA usou "praticamente todo" o estoque de mísseis de precisão de longo alcance durante a guerra contra o Irã.

As fontes não informaram, no entanto, quantas unidades de cada tipo ainda restam. O dado levanta preocupações sobre a prontidão militar dos EUA para futuros conflitos.

Esta é a primeira vez que um baixo estoque desses mísseis ofensivos é constatado desde o início da guerra contra o Irã, que entrou no sexto mês em agosto e atualmente está sem perspectivas de ser finalizada. No entanto, em julho, uma escassez de baterias de defesa aérea Patriot já haviam sido reportadas pela imprensa dos EUA.

No sábado, o presidente americano afirmou que suspenderia um novo ataque ao Irã desde que um acordo fosse fechado rapidamente para interromper o programa nuclear do país e reabrir o Estreito de Ormuz.

"Irã e outros países do Oriente Médio acabaram de nos pedir que suspendêssemos qualquer ataque, pois os termos de um acordo foram definidos", afirmou Trump em uma publicação no Truth Social.

"Com base nesse pedido, concordei, em benefício futuro do MUNDO e, igualmente, da sobrevivência de um Irã bem-sucedido e próspero, em cancelar o ataque, desde que seja possível fechar rapidamente um ACORDO", completou o republicano, destacando que Israel se juntaria a ele na tentativa de um acordo. O governo israelense não comentou o assunto.

No Oriente Médio, no entanto, Irã negou que tenha pedido uma interrupção dos ataques aos EUA, contradizendo Trump.

Citando autoridades militares, a agência de notícias iraniana Mehr afirmou que a alegação de Trump "não passava de uma nova mentira" e que as Forças Armadas iranianas estavam "em alerta máximo e prontas para qualquer eventualidade", em referência a qualquer novo ataque norte-americano.

Na Ásia, os mercados chineses subiram nesta terça-feira (4), conforme papéis do setor de inteligência artificial e de chips apresentaram forte recuperação.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 1,3%, enquanto Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,6% e o Nikkei, do Japão, subiu 0,32%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve uma valorização de 1,62%.

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Auxiliar de Flávio Bolsonaro para área econômica propõe cortes equivalentes a 1,5% do PIB

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/08/2026 11:54

Eleições 2026 Auxiliar de Flávio Bolsonaro para área econômica propõe cortes equivalentes a 1,5% do PIB Daniella Marques falou ainda sobre revisão do arcabouço fiscal e modernização da administração pública como parte das propostas do candidato a presidente. Ela é cotada para vice de Flávio. Por Redação g1

Auxiliar da área econômica de Flávio Bolsonaro disse que candidato pretende cortar gastos equivalentes a 1,5% do PIB, rever o arcabouço fiscal e enxugar a estrutura do governo, caso seja eleito presidente.

Para alcançar a meta, o plano prevê a criação de um Conselho Superior de Governança Fiscal e um “choque de gestão”.

Além disso, Daniella citou a securitização da dívida ativa, a antecipação de royalties e a criação de um fundo imobiliário com imóveis da União.

Daniella Marques, integrante da equipe econômica do plano de governo de Flávio Bolsonaro, durante entrevista ao programa Radar, da GloboNews, nesta segunda-feira (3) — Foto: Reprodução/GloboNews

Auxiliar de Flávio Bolsonaro (PL) para a área econômica, Daniella Marques disse nesta segunda-feira (3) que o plano do candidato do PL a presidente prevê cortar gastos equivalentes a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), rever o arcabouço fiscal e enxugar a estrutura do governo.

“O Brasil precisa, antes de qualquer corte, recuperar a credibilidade”, disse Daniella em entrevista ao Radar GloboNews.

Segundo Daniella, o plano tem quatro etapas: criar um Conselho Superior de Governança Fiscal; rever o arcabouço para controlar a trajetória da dívida em relação ao PIB; promover o corte de 1,5%; e realizar um “choque de gestão”, com redução e modernização da estrutura administrativa.

Questionada sobre como pretende alcançar o corte, Daniella citou a securitização da dívida ativa, a criação de um fundo imobiliário com imóveis da União, a antecipação de royalties, a revisão das estatais dependentes e a ampliação de concessões e parcerias público-privadas.

Daniella estimou que a securitização, que permite antecipar o recebimento de dívidas devidas ao governo, poderia gerar de R$ 200 bilhões a R$ 400 bilhões. Ela também defendeu a exploração econômica de parte dos mais de 700 mil imóveis que, segundo ela, pertencem à União.

“A gente vai fazer um fundo imobiliário para conseguir monetizar parte desses ativos”, disse. “Por fim, [vamos] fortalecer a segurança jurídica e encurtar caminhos com um amplo programa de concessões e parcerias público-privadas.”

Ao defender a revisão das estatais, Daniella citou os Correios, que fecharam 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões, segundo balanço divulgado pela empresa.

Ela, porém, não detalhou quanto cada medida contribuiria para o corte de 1,5% do PIB nem quais despesas permanentes seriam reduzidas.

Daniella é cotada para ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro. Questionada sobre o assunto, disse ser "uma honra ter o nome lembrado". O candidato ainda não definiu que estará na vice dele.

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Dólar abre em queda, à espera de decisões de juros e de olho no petróleo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/08/2026 09:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (3) em queda, com um recuo de 0,08% perto das 9h, cotado a R$ 5,0656. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ O petróleo volta a ficar na mira dos investidores nesta segunda-feira, após o presidente americano, Donald Trump, cancelar novos ataques contra o Irã no final de semana e sinalizar que uma nova rodada de negociações para um acordo de paz pode acontecer em breve. O Irã, no entanto, negou que tenha pedido uma interrupção dos ataques, contrariando o presidente americano.

Ainda assim, as falas de Trump trouxeram mais otimismo para o mercado e se refletiam nos preços do petróleo. Perto das 8h40, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 4,98%, cotado a US$ 83,55. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 5,87% no mesmo horário, a US$ 79,70 o barril.

▶️ Além disso, balanços corporativos também seguem na mira dos investidores. No Brasil, são esperadas diversas divulgações de resultados nesta semana, com destaque para Itaú, Bradesco, Gerdau, GPA, CSN e Petrobras.

▶️ Ainda por aqui, a agenda também deve trazer a nova decisão de juros do Banco Central. Com reunião prevista para terça e quarta-feira desta semana, a expectativa é que o Comitê de Política Monetária (Copom) decida por mais um corte na taxa básica de juros (Selic), para 14%.

As mais recentes falas de Trump sobre a guerra no Oriente Médio voltaram a influenciar o mercado internacional de petróleo.

No sábado, o presidente americano afirmou que suspenderia um novo ataque ao Irã desde que um acordo fosse fechado rapidamente para interromper o programa nuclear do país e reabrir o Estreito de Ormuz.

"Irã e outros países do Oriente Médio acabaram de nos pedir que suspendêssemos qualquer ataque, pois os termos de um acordo foram definidos", afirmou Trump em uma publicação no Truth Social.

"Com base nesse pedido, concordei, em benefício futuro do MUNDO e, igualmente, da sobrevivência de um Irã bem-sucedido e próspero, em cancelar o ataque, desde que seja possível fechar rapidamente um ACORDO", completou o republicano, destacando que Israel se juntaria a ele na tentativa de um acordo. O governo israelense não comentou o assunto.

No Oriente Médio, no entanto, Irã negou que tenha pedido uma interrupção dos ataques aos EUA, contradizendo Trump.

Citando autoridades militares, a agência de notícias iraniana Mehr afirmou que a alegação de Trump "não passava de uma nova mentira" e que as Forças Armadas iranianas estavam "em alerta máximo e prontas para qualquer eventualidade", em referência a qualquer novo ataque norte-americano.

Ainda assim, a sinalização de que uma nova rodada de negociações pode acontecer em breve e a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz trouxeram um maior otimismo ao mercado, fazendo cair os preços do petróleo.

Na Ásia, os mercados fecharam mistos nesta segunda-feira (3), de olho em resultados corporativos mornos e após o Japão e os EUA realizarem uma intervenção coordenada de compra de ienes, em uma tentativa de conter a desvalorização da moeda japonesa.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 0,98%, enquanto Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 0,48% e o Nikkei, do Japão, caiu 0,94%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 5,12%.

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Mercado reduz pela 5ª semana seguida estimativa de inflação em 2026 e projeta corte maior de juros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/08/2026 08:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%Oferecido por

Analistas do mercado financeiro reduziram mais uma vez sua estimativa para a inflação em 2026. Esta é a quinta semana seguida de recuo.

Expectativas fazem parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado permaneceu em 1,99%.

O mercado financeiro baixo novamente sua estimativa para a inflação em 2026, que caiu para 5,03%. Esta é a quinta semana seguida de recuo.

As expectativas fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

O mercado também passou a prever um corte maior de juros neste ano (veja mais abaixo nessa reportagem).

A queda na estimativa de inflação acontece apesar da retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

➡️ Para 2026, a estimativa de inflação caiu de 5,12% para 5,03%;➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu em 4,22%;➡️ Para 2028, a previsão continuou em 3,80%;➡️ Para 2029, a estimativa ficou estável em 3,50%.

Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.

🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.

Mesmo com a estimativa de inflação ainda acima da meta central em 2028 (objetivo no qual o BC está mirando para calibrar a taxa de juros), o mercado financeiro passou a prever uma redução maior nos juros no decorrer deste ano.

A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 recuou de 14% para 13,75% ao ano na última semana, embutindo uma última redução maior da taxa neste ano.Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano.Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou 10,50% ao ano.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado permaneceu em 1,99%.

O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia.

O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar.

Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos caiu de R$ 5,29 para R$ 5,28 por dólar.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Dívida pública sobe 10 pontos do PIB na parcial do governo Lula e atinge 81,9%, maior nível em mais de 5 anos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 31/07/2026 09:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%Oferecido por

A dívida do setor público consolidado registrou alta de ponto percentual em junho, atingindo 81,9% do PIB — o equivalente a R$ 10,8 trilhões, segundo dados do Banco Central.

🔎 A dívida do setor público consolidado é um conceito fiscal que representa o montante total das obrigações financeiras assumidas por um ente da Federação (União, Estados, Distrito Federal e Municípios).

🔎 O indicador é considerado um termômetro da chamada "solvência" de uma nação, ou seja, da capacidade de honrar seus compromissos futuros. Quanto maior o indicador, maior o risco de um calote em momentos de crise.

Com isso, a dívida pública já subiu 10,2 pontos percentuais na parcial da atual gestão do governo Lula, visto que somava 71,7% do PIB no final de 2022.Esse também é o maior nível desde abril de 2021, em meio à pandemia da Covid-19, quando o endividamento do setor público totalizou 82,6% do PIB.A dívida pública também já se aproxima, com isso, do recorde histórico, atingindo justamente durante a pandemia, devido ao forte aumento de gastos públicos, de 87,7% do PIB.

💵 A relação entre dívida e PIB é um indicador relevante para o mercado financeiro, interpretado como um sinal da capacidade do país de honrar seus compromissos financeiros de curto, médio e longo prazo. Quanto maior o indicador, maior o risco de um calote em momentos de crise.

➡️ Com uma dívida mais alta, impulsionada pelos gastos públicos nos últimos anos da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, há uma pressão maior sobre a taxa de juros brasileira. Isso se reflete nos juros cobrados pelo mercado financeiro ao setor produtivo da economia, restringindo o crescimento do país.

Em 2023, o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, avaliou que os juros são altos no Brasil por conta do elevado nível do endividamento.

"Na parte dos juros, a gente não pode confundir causa e efeito. A dívida não é alta porque o juro é alto. É o contrário, o juro é alto porque a dívida é alta. Quando você endividado vai ao banco, e o banco faz uma análise que você é endividado e não paga a dívida, o juro é alto", declarou Campos Neto, na ocasião.

➡️ No padrão do Fundo Monetário Internacional (FMI), referência para comparação internacional — que inclui títulos públicos que estão na carteira do BC no endividamento brasileiro —, a dívida do país é muito maior: 95,8% do PIB (patamar de junho).

➡️Por esse conceito, a dívida brasileira já está bem mais próxima do recorde histórico, registrado em fevereiro de 2021 — quando somou 96,7% do PIB.

A série histórica da dívida brasileira, pelo padrão do Fundo Monetário Internacional (FMI), começou a ser calculada pelo Banco Central no fim de 2001. Naquele momento, somava cerca de 67% do PIB.

➡️Quando utilizado o critério internacional de comparação, calculado pelo FMI, a dívida brasileira, que terminou 2025 em 93,4% do PIB, ficou:

longe de economias emergentes, cujo patamar somou 73,6% do PIB no fim do ano passado, e também de países da América Latina (71,1% do PIB);bem acima da média de nações do Oriente Médio e Ásia Central, assim como de países da África Subsaariana;pouco acima do padrão de países da Zona do Euro;abaixo de economias avançadas e de países do G7 (sete maiores economias do mundo).

➡️Relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) recomendou em 2023 que os países da América Latina e Caribe reduzam sua dívida pública para um patamar entre 46% a 55% do PIB. O objetivo seria aumentar a confiança dos investidores e possibilitar a redução da taxa de juros, com efeitos positivos sobre o nível de atividade e sobre o emprego.

Essa é a mesma posição externada em 2023 por Roberto Campos Neto, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL) para o BC. Para ele, a comparação apropriada para o nível da dívida pública brasileira deve ser feita com os demais países emergentes.

Também naquele ano, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, avaliou que dívida brasileira não precisa estar no mesmo patamar dos emergentes porque, em sua visão, há "diferenciais importantes" na economia brasileira, como praticamente ausência de dívida em dólar e mercado financeiro doméstico desenvolvido, entre outros.

"É difícil falar sobre isso, é uma mega discussão. A Índia tem divida maior do que a nossa, é um país também em desenvolvimento. Cresce bastante, tem uma trajetória estável de dívida, e segue o jogo. Comparar o Brasil com a América Latina? O Brasil é mais comparável com a Índia ou com o Peru?", questionou o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, em 2023.

Os números do BC mostram que o endividamento permaneceu relativamente estável até 2014, o último ano do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff (PT).

No primeiro ano do segundo mandato de Dilma, em 2015, a dívida deu um salto de 10 pontos percentuais. Em 2016, subiu outros seis pontos percentuais. Dilma sofreu "impeachment" em agosto daquele ano.

Os dados do BC mostram que a dívida continuou crescendo na gestão Temer, e atingiu seu ápice em 2020, sob Jair Bolsonaro, por conta de gastos extraordinários relacionados com a Covid-19.

Apesar de mais de R$ 660 bilhões em despesas extraordinárias com a pandemia, a dívida caiu quando se considera toda gestão Bolsonaro, pois estava em 87,1% do PIB em 2019 (início do mandato), terminando 2022 (último ano do governo) em 83,9% do PIB.

No terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o endividamento subiu seis pontos percentuais em cerca de dois anos e meio por conta do aumento de despesas públicas, algo que tem pressionado a taxa de juros, tais como:

PEC da transição: governo aprovou, ainda em 2022, a chamada PEC da transição, por meio da qual ampliou o limite para gastos públicos, permanentemente, em cerca de R$ 170 bilhões por ano.Reajuste real do salário mínimo: governo Lula retomou a política de reajustes reais do salário mínimo, ou seja, aumentos acima da inflação (limitada a 2,5%). Esse foi um dos principais fatores a elevar as despesas, visto que os benefícios previdenciários não podem ser menores que o salário mínimo.Pisos saúde e educação: governo retomou a política de que os gastos mínimos em saúde e educação são atrelados à receita, e não mais à inflação do ano anterior (essas rubricas estavam dentro do teto de gastos, do presidente Temer, até então).Pagamento de precatórios atrasados: o que injetou R$ 92,3 bilhões na economia no fim de 2023, início de 2024. A Fazenda admite que isso influenciou a aceleração no ritmo de crescimento do setor de serviços.Reajustes a servidores públicos: governo retomou política de reajustes a servidores públicos, que estava represada no governo Jair Bolsonaro, com base na inflação. Houve ampla mesa de negociação com cerca de 100 categorias contempladas.

Lula 1 (2003 a 2006): queda de 11,5 pontos do PIB;Lula 2 (2006 a 2010): recuo de 2,2 pontos do PIB;Dilma 1 (2010 a 2014): queda de 0,8 ponto do PIB;Dilma 2 (2014 a agosto de 2016): alta de 10,7 pontos do PIB;Temer (setembro 2016 a dezembro de 2018): alta de 12,5 pontos do PIB;Bolsonaro (2019 a 2022): recuo de 0,8 ponto do PIB;Lula 3 (2023 até junho de 2026): alta parcial de 10,2 pontos percentuais.

Para tentar conter o crescimento da dívida pública, e proporcionar uma queda sustentável da taxa básica de juros, a Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal, estimou que o governo teria registrar superávits primários acima de 2% do PIB.

A atual gestão do presidente Lula ainda não conseguiu trazer as contas de volta ao azul, apesar de o governo ter elevado uma série de impostos nos últimos anos, com a carga tributária atingindo recordes históricos.

▶️O mercado financeiro é crítico da estratégia do governo federal de aumentar impostos para tentar reequilibrar as contas públicas, ao mesmo tempo que eleva gastos.

▶️Analistas pedem ênfase maior em cortes de despesas para trazer as contas de volta ao equilíbrio, conter a expansão da dívida pública e proporcionar uma queda sustentável dos juros no país – favorecendo um crescimento econômico sustentado.

A equipe econômica, por sua vez, tem apostado no chamado "arcabouço fiscal", ou seja, nas regras para as contas públicas aprovadas em 2023 em substituição ao teto de gastos. Por estas regras:

a despesa não pode registrar crescimento maior do que 70% do aumento da arrecadação;a alta de gastos fica limitada, em termos reais, a 2,5% por ano;o arcabouço busca justamente conter o crescimento da dívida pública no futuro.

Por conta de exceções ao limite de gastos e despesas fora do orçamento, entretanto, esse mecanismo não tem se mostrado efetivo na geração de superávits primários nas contas do governo nos últimos anos – que seguem no vermelho.

Questionado pelo g1 no começo de julho se não seria excessivo um novo aumento de 10 pontos percentuais da dívida em um eventual quarto mandato de Lula, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, de início avaliou que a principal culpada pela alta de juros não seria o Ministério da Fazenda, mas sim o peso dos juros nas contas públicas.

Depois, entretanto, afirmou que o governo buscaria, em um possível novo mandato, a obtenção de superávits primários, mas "sem loucura".

"Nós vamos fazer isso estruturalmente. Se você pegar o histórico de primário efetivo que a gente viu no passado, estrutural e efetivo, não era sustentável. O país estava indo mal. O país agora começa a ir melhor. Nós estamos numa trajetória de melhoria. De novo, está tudo certo? Está tudo pronto? Não. Mas é preciso ser feito de maneira que a gente siga crescendo e comece a gerar resultado primário positivo. Efetivamente positivo. O que eu espero fazer no próximo ano, porque o orçamento que vai ser entregue agora para o próximo ano", afirmou Durigan ao g1, na ocasião.

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Dólar abre em queda, de olho em dados econômicos e conflito entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/07/2026 09:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,27%Dólar TurismoR$ 5,308-0,33%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0910,22%B3Ibovespa173.885 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,27%Dólar TurismoR$ 5,308-0,33%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0910,22%B3Ibovespa173.885 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,27%Dólar TurismoR$ 5,308-0,33%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0910,22%B3Ibovespa173.885 pts-1,52%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (30) em queda, com um recuo de 0,21% perto das 9h, cotado a R$ 5,0974. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ Uma série de dados econômicos do Brasil e dos Estados Unidos toma conta da agenda de hoje. No Brasil, o destaque fica com a Pnad Contínua, que deve trazer indicações sobre o mercado de trabalho nacional. Já no exterior, o foco fica com o PIB americano e o PCE, índice de inflação preferido do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) para guiar sua política de juros.

▶️ E por falar em Fed, investidores também seguem repercutindo a decisão de juros da instituição, anunciada na véspera. O BC americano manteve a taxa inalterada na faixa de 3,50% e 3,75% ao ano, no menor nível desde setembro de 2022. A decisão veio em linha com o esperado pelo mercado e marcou a quinta reunião seguida em que o BC americano deixou os juros no mesmo nível.

▶️ A volta das tensões entre EUA e Irã também seguem sob os holofotes. Na véspera, o presidente americano, Donald Trump, prometeu retaliações contra o Irã pelo ataque do país a militares americanos na Jordânia. Segundo o republicano, cinco projéteis foram interceptados.

Mesmo diante das tensões, o petróleo operava em queda nesta quinta-feira. Perto das 8h45, o barril do Brent, referência internacional, caía 0,57%, cotado a US$ 90,22. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, recuava 0,89% no mesmo horário, a US$ 83,71 o barril.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (29) que os Estados Unidos atingiriam o Irã com "muita força" após um ataque contra militares americanos na Jordânia.

"Agora é a nossa vez", disse Trump a repórteres na Casa Branca. Ele afirmou que Washington veria se haveria um acordo em algum momento, "mas vamos atingi-los com muita força".

Mais cedo, em entrevista à Fox, o republicano havia prometido "dar uma surra" em Teerã em resposta.

Trump disse que o Irã lançou cinco mísseis balístico em direção a posições americanas, mas o sistema Patriot interceptou todos os projéteis.

Trump também afirmou ter sido informado sobre um ataque de drone contra navios-tanque ao largo do Egito, mas não informou como os EUA vão reagir.

Empresas de segurança marítima e o governo egípcio reportaram que a embarcação Energos Winter, que armazena Gás Natural Liquefeito (GNL) e pertence a uma empresa dos EUA, foi atingida por um drone no porto de Damieta.

Com isso, as preocupações sobre os efeitos diretos e indiretos da guerra voltam a tomar conta dos mercados. O principal temor é que o conflito continue a limitar o tráfego no Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo —, limitando a oferta global da commodity.

Na Ásia, as ações chinesas caíram nesta quinta-feira, em meio a uma forte onda de vendas nos setores de chips e transceptores ópticos.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 1,10%, enquanto o Índice de Xangai, o SSEC, recuou 0,6%.

Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 0,2% e o Nikkei, do Japão, subiu 0,71%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 1,23%.

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Trump mantém apoio a Warsh apesar de Fed não cortar juros: ‘Ele é brilhante’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/07/2026 18:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,27%Dólar TurismoR$ 5,308-0,33%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0910,22%B3Ibovespa173.885 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,27%Dólar TurismoR$ 5,308-0,33%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0910,22%B3Ibovespa173.885 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,27%Dólar TurismoR$ 5,308-0,33%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0910,22%B3Ibovespa173.885 pts-1,52%Oferecido por

O presidente Donald Trump afirmou nesta quarta-feira (29) que mantém o apoio a Kevin Warsh, seu escolhido para comandar o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, e classificou o dirigente como "brilhante".

O apoio vem mesmo após Warsh não entregar os cortes de juros que Trump deseja com urgência e diante das poucas perspectivas de uma redução das taxas no curto prazo.

"Ele é um cara brilhante", disse Trump a repórteres no Salão Oval. "Eu sei que ele adoraria ver juros mais baixos, mas ele tem um conselho, e é um conselho político, e eles querem manter os juros altos. Mas nós enfrentamos os juros."

Warsh, por outro lado, deu a entender em uma entrevista coletiva após a decisão do Fed de manter os juros inalterados que pode, na verdade, estar mais inclinado a defender aumentos de juros como resposta adequada à inflação mais persistente que ocorre junto com um mercado de trabalho e uma economia resilientes.

"Qualquer banqueiro central, especialmente um banqueiro central em um cenário em que os mercados de trabalho estão mais ou menos em equilíbrio… qualquer banqueiro central, quando vê a inflação subjacente avançando, tende a apertar a política monetária. Novamente, quando você alcançou o outro lado do seu mandato e vê a inflação subjacente caindo, ele tende a flexibilizar a política monetária", disse Warsh. "Essa é a minha função de reação."

As declarações de Trump ocorreram após a segunda decisão de política monetária do Fed desde que Warsh assumiu o cargo, em maio, no lugar de Jerome Powell, que Trump atacou repetidamente por não reduzir os juros de forma agressiva como ele exigia. Nas duas ocasiões, o Fed manteve os juros estáveis na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, mas, na reunião desta semana, três dos novos colegas de Warsh votaram contra a decisão e defenderam uma alta dos juros.

E, de fato, essa pode ser a próxima medida do Fed sob comando de Warsh: os mercados de contratos futuros de juros atualmente veem uma probabilidade superior a 60% de uma alta de 0,25 ponto percentual quando os dirigentes do banco central se reunirem novamente em setembro.

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Dólar abre em queda, com foco em nova decisão de juros do Fed

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/07/2026 10:06

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1220,2%Dólar TurismoR$ 5,3250,17%Euro ComercialR$ 5,8320,35%Euro TurismoR$ 6,0780,32%B3Ibovespa176.565 pts0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,1220,2%Dólar TurismoR$ 5,3250,17%Euro ComercialR$ 5,8320,35%Euro TurismoR$ 6,0780,32%B3Ibovespa176.565 pts0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,1220,2%Dólar TurismoR$ 5,3250,17%Euro ComercialR$ 5,8320,35%Euro TurismoR$ 6,0780,32%B3Ibovespa176.565 pts0,7%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (29) em leve queda, com um recuo de 0,03% perto das 9h10, cotado a R$ 5,1201. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ A nova decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) é o principal destaque da sessão. A expectativa é que a instituição mantenha as taxas inalteradas na reunião desta quarta-feira, em meio a um mercado de trabalho ainda forte nos Estados Unidos e inflação acima da meta.

▶️ As tensões no Oriente Médio também seguem no radar. Na véspera, o Irã acusou os EUA de ter bombardeado o seu território. A acusação acontece um dia após a guarda Revolucionária iraniana ter lançado um ataque surpresa contra uma base americana na Jordânia.

Com o novo aumento das tensões, os preços do petróleo voltaram a subir. Perto das 8h45, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 4,98%, cotado a US$ 88,28. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subia 4,73% no mesmo horário, a US$ 83,01 o barril.

O Irã acusou os Estados Unidos de ter lançado um bombardeio contra seu território nesta quarta-feira (29). Caso confirmado, o ataque seria o primeiro feito pelos EUA contra o Irã nesta semana. Segundo Teerã, a cidade de Piranshahr, no noroeste, foi atingida.

A acusação ocorre um dia após a Guarda Revolucionária iraniana ter lançado um ataque surpresa contra uma base americana na Jordânia, rompendo um período de alguns dias sem ataques no Oriente Médio. Segundo o Exército dos EUA, todos os mísseis iranianos foram interceptados.

"Às 17h45 ET de hoje (18h45 em Brasília), forças da Guarda Revolucionária Islâmica lançaram vários mísseis balísticos a partir do Irã em uma tentativa de ataque surpresa contra forças dos EUA baseadas no Oriente Médio. Todos os mísseis iranianos foram interceptados com sucesso. As forças dos EUA permanecem vigilantes e em alto estado de prontidão", disse uma nota divulgada pelo Comando Central (CentCom) americano.

Em resposta, os EUA e a Arábia Saudita lançaram ataques em conjunto contra militantes pró-Irã baseados no Iraque. Na madrugada desta quarta (29), a Autoridade de Mobilização Popular do Iraque disse que registrou diversas mortes e feridos nos ataques.

Com isso, as preocupações sobre os efeitos diretos e indiretos da guerra voltam a tomar conta dos mercados. O principal temor é que o conflito continue a limitar o tráfego no Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo —, limitando a oferta global da commodity.

Na Ásia, as ações chinesas fecharam em alta, conforme investidores passaram a se concentrar em setores voltados para o consumo.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, subiu 2%, enquanto o Índice de Xangai, o SSEC, avançou 0,70%.

Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 2%. Na contramão, o Nikkei, do Japão, recuou 1,49% e o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 5,89%.

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