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Flávio Bolsonaro diz ter enviado inscrição para falar em audiência sobre tarifas dos EUA contra o Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/06/2026 09:52

Economia Blog da Ana Flor Flávio Bolsonaro diz ter enviado inscrição para falar em audiência sobre tarifas dos EUA contra o Brasil Senador e pré-candidato à Presidência enviou requerimento com pedido de fala em comitê norte-americano; ele se manifestará contra a imposição de uma taxa de 25% sobre produtos brasileiros. Por Redação g1, TV Globo

O gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta terça-feira (23), ter encaminhado aos Estados Unidos um pedido para participar da audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) do dia 6 de julho, que trata sobre as tarifas propostas pelo governo Donald Trump a produtos brasileiros.

Até a última atualização desta reportagem, não havia menção ao senador ou ao gabinete dele na lista divulgada pelo USTR de pessoas ou entidades que pediram para participar da audiência. Nem a representantes do governo federal.

🔎O site do USTR informa, no entanto, que a lista não é atualizada em tempo real e que pode haver atraso na inclusão de requerimentos.

A lista inclui o influenciador Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, além de entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), e representates da sociedade rural, varejo e mineração. As inscrições para participar da audiência nos EUA terminaram nessa segunda-feira (22).

O documento de inscrição foi recebido pelo blog na noite de segunda (22), e divulgado oficialmente pela assessoria de Flávio no Senado nesta terça (23).

Desde 2 de junho, data em que o governo norte-americano divulgou a nova proposta de tarifa adicional sobre mercadorias brasileiras, representantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm intensificado as discussões com representantes norte-americanos.

A estratégia do governo brasileiro tem como foco a negociação diplomática, apresentação de argumentos técnicos e pressão política. O objetivo é convencer os americanos de que uma solução negociada seria mais vantajosa para os dois lados do que a imposição da tarifa de 25% (entenda mais abaixo).

O governo trabalha com o prazo de 15 de julho para fechar um acordo tarifário. Essa foi a data fixada pela USTR para uma definição sobre o tema.

O presidente Donald Trump fala no Salão Oval da Casa Branca durante a assinatura de uma ordem executiva sobre computação quântica, na segunda-feira, 22 de junho de 2026, em Washington — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst

A audiência da primeira semana de julho integra o processo previsto na legislação comercial americana e permitirá que empresas, associações, governos e outros interessados apresentem argumentos antes da decisão final da administração do presidente Donald Trump sobre as tarifas de 25% contra o Brasil.

🔎 O USTR é o órgão responsável por formular e negociar a política comercial dos EUA. Ele conduz investigações sobre práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano e pode recomendar medidas como a imposição de tarifas.

🔎Em 1º de junho, o USTR conclui investigação da Seção 301 contra o Brasil e propôs tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

No documento enviado ao órgão americano, Flávio Bolsonaro se identifica como membro do Senado Federal, figura de destaque na oposição parlamentar e pré-candidato declarado à Presidência da República para as eleições de outubro deste ano.

O parlamentar solicitou um tempo de cinco minutos para se manifestar de forma presencial e em inglês perante o comitê.

No requerimento, o senador também cita já ter se reunido pessoalmente com o presidente Donald Trump, com o vice-presidente JD Vance e com o secretário de Estado americano Marco Rubio para tratar dos temas que motivaram a investigação.

No resumo do depoimento anexado ao pedido, o parlamentar antecipa que irá se posicionar contra a aplicação da tarifa proposta de 25% sobre os produtos brasileiros.

Flavio deve defender, ainda de acordo com o documento, que a taxação é ineficaz e gerará o oposto do objetivo legal previsto pela legislação americana, que exige que a medida sirva para eliminar as práticas investigadas.

Segundo o texto, a sanção econômica acabará punindo exportadores brasileiros, importadores e consumidores americanos, além da própria oposição política no Brasil. O senador argumenta que, na prática, a medida beneficiará o atual governo brasileiro, cujas condutas são o alvo da investigação.

O parlamentar também declarou "oposição frontal" a qualquer tipo de medida ou restrição direcionada ao Pix, o sistema público de pagamentos instantâneos do Brasil.

O senador afirma no documento que não comparecerá à audiência para pedir alívio financeiro, mas para propor a restauração da parceria histórica entre os dois países sob termos justos e recíprocos.

Ele pretende argumentar que, sob a perspectiva de uma eventual vitória eleitoral da oposição, a distância entre as exigências das autoridades americanas e a posição brasileira será significativamente menor do que a registrada com o atual governante.

Flavio vai sugerir a suspensão da aplicação das tarifas em troca da abertura imediata de um mecanismo de negociação bilateral. A proposta prevê uma agenda e um calendário definidos para tratar dos seis pontos críticos da investigação: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas injustas e preferenciais; aplicação de leis anticorrupção; proteção à propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal.

Além do depoimento oral na audiência, o gabinete do senador confirmou que protocolará comentários escritos detalhados e registros probatórios adicionais no processo correspondente dentro do prazo estipulado.

Em 2025, o irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, agradeceu a Donald Trump pela imposição de uma taxa de 50% sobre produtos brasileiros. Já neste ano, o senador afirmou ter enviado uma carta ao secretário de Estado de Trump, Marco Rubio, pedindo que as novas tarifas não sejam aplicadas.

Mesmo sem uma definição sobre as tarifas, o governo brasileiro afirma que pretende manter as negociações. Pela legislação americana, a investigação formal ainda precisa ser concluída e consultas públicas devem ocorrer antes de qualquer medida entrar em vigor.

"A nossa luta é para que esse país não seja tratado em nenhum momento como se fosse uma republiqueta insignificante. Nós temos muita história e não podemos aceitar o tratamento que os EUA deu ao Brasil nesta semana. Não é possível", afirmou o petista após o anúncio das novas taxas.

Antes da eventual adoção de sanções, os EUA abriram consultas públicas para ouvir os envolvidos. O prazo para solicitar participação na audiência terminou nesta segunda-feira (22).

O encontro está previsto para o dia 6 de julho, e o governo norte-americano tem até 15 de julho para tomar a decisão final sobre as tarifas.

Segundo o professor de Relações Internacionais da Unicid, Sidney Leite, as audiências funcionam como uma consulta pública para que os setores afetados exponham suas posições.

"Os participantes previamente inscritos apresentam seus argumentos oralmente e, após as exposições, representantes do governo americano podem fazer perguntas. Todas as manifestações ficam registradas oficialmente e passam a integrar o processo administrativo", afirmou.

Empresas exportadoras e importadoras;Associações empresariais e industriais;Sindicatos;Universidades e centros de pesquisa;Organizações da sociedade civil;Representantes de governos estrangeiros.

"Tanto empresas americanas quanto governos estrangeiros podem apresentar argumentos favoráveis ou contrários às medidas propostas", disse.

Embora não determinem sozinhas o resultado da investigação, as consultas públicas costumam influenciar aspectos importantes da decisão final, como o alcance das tarifas, os produtos afetados, os prazos de implementação e possíveis exceções.

"O USTR não é obrigado a seguir as recomendações apresentadas durante as consultas públicas. Entretanto, os depoimentos e estudos apresentados costumam influenciar o valor das tarifas, os produtos atingidos, o cronograma de implementação e eventuais exceções", explicou Leite.

O especialista destaca que argumentos relacionados a impactos negativos para a própria economia americana costumam receber atenção especial durante o processo.

O Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, conversa com repórteres na Casa Branca, em Washington, DC — Foto: REUTERS/Evan Vucci

Após a consulta pública, o governo americano ainda poderá receber documentos complementares, analisar dados econômicos e jurídicos e realizar negociações com os países envolvidos.

Recebimento de comentários adicionais;Análise técnica dos dados apresentados;Consultas diplomáticas entre os governos;Publicação da decisão final, com definição de tarifas, produtos afetados, exceções e data de entrada em vigor.

"As negociações políticas e diplomáticas são fundamentais e normalmente acontecem em paralelo à dimensão jurídica", afirmou Leite.

Segundo Jackson Campos, especialista em comércio exterior, apesar de existir um rito formal para esse tipo de investigação, o desfecho ainda é cercado por incertezas.

Isso porque a Seção 301 dá ao governo americano ampla liberdade para decidir se aplicará as medidas e de que forma elas serão implementadas.

"A regra permite que o representante comercial dos EUA adote tarifas ou outras restrições, mas também prevê que a ação pode seguir orientação específica do presidente", afirma o especialista.

"Isso significa que a audiência ajuda a construir o processo e pode influenciar alíquotas, exceções e cronograma, mas não elimina o peso da decisão política da Casa Branca."

Como o g1 mostrou anteriormente, Donald Trump tem usado com frequência a ameaça de impor tarifas como instrumento de pressão em negociações comerciais e diplomáticas para ampliar o poder de barganha dos EUA.

Em diversos casos, incluindo o do Brasil, o governo americano anunciou as tarifas ao mesmo tempo em que divulgou uma lista de exceções e abriu um período para negociações.

A estratégia tem sido estabelecer prazos para um acordo e buscar concessões que ampliem o acesso da indústria americana a mercados estrangeiros e fortaleçam a posição dos EUA nas tratativas.

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Estreito de Ormuz registra o tráfego mais intenso desde o início da guerra

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/06/2026 07:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,141-0,46%Dólar TurismoR$ 5,348-0,12%Euro ComercialR$ 5,874-0,91%Euro TurismoR$ 6,123-0,58%B3Ibovespa170.370 pts1,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,141-0,46%Dólar TurismoR$ 5,348-0,12%Euro ComercialR$ 5,874-0,91%Euro TurismoR$ 6,123-0,58%B3Ibovespa170.370 pts1,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,141-0,46%Dólar TurismoR$ 5,348-0,12%Euro ComercialR$ 5,874-0,91%Euro TurismoR$ 6,123-0,58%B3Ibovespa170.370 pts1,21%Oferecido por

Pelo menos 35 navios com carga atravessaram o Estreito de Ormuz na terça-feira (23), um recorde desde o início da guerra no Oriente Médio no fim de fevereiro, segundo dados da plataforma Kpler divulgados uma semana após o anúncio de um memorando de entendimento entre Irã e Estados Unidos.

O volume de tráfego representa quase um terço do que era registrado em períodos de paz, quando cerca de 120 navios transitavam diariamente por esta passagem estratégica para o comércio mundial de hidrocarbonetos e outros produtos.

Durante a guerra, de 1º de março a 14 de junho, menos de 10 navios de carga atravessavam o estreito em média por dia. Desde 15 de junho, um dia depois do anúncio do acordo, a média subiu para 21 e chegou a 27 nos últimos cinco dias.

O Estreito de Ormuz foi reaberto na semana passada, após um acordo entre Irã e Estados Unidos para acabar com o Oriente Médio, mas Teerã anunciou no sábado o fechamento do estreito em resposta aos ataques de Israel no Líbano.

Posteriormente, Estados Unidos e Irã chegaram a um entendimento sobre mecanismos para interromper os confrontos no Líbano e garantir a segurança do Estreito de Ormuz.

"A administração do Estreito de Ormuz nunca mais será a mesma de antes da guerra", afirmou nesta terça-feira o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, citado pela agência oficial Irna.

Segundo ele, o Irã administrará a via marítima, o que provoca a dúvida sobre se os navios terão que pagar algum tipo de taxa para transitar por Ormuz.

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Natto: o prato pegajoso de soja fermentada que virou fenômeno graças à fama de superalimento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/06/2026 05:46

Agro Natto: o prato pegajoso de soja fermentada que virou fenômeno graças à fama de superalimento Alimento tradicional japonês ganha popularidade impulsionado por redes sociais e fama de saudável, mas divide opiniões pelo cheiro forte e consistência viscosa. Exportações do produto triplicaram desde 2017, Por Tomohiro Osaki, Sarah Lai

O natto, prato japonês de soja fermentada, ganha espaço no mercado internacional. As exportações japonesas do alimento triplicaram desde 2017, atingindo 5.248 toneladas em 2025.

A comida divide opiniões pelo cheiro forte e consistência viscosa. Os principais destinos de exportação do produto tradicional do Japão são a China e os Estados Unidos.

No Japão, 3 porções custam cerca de 100 ienes. Contudo, o alimento enfrenta alta de preços devido à escassez de nafta para a fabricação de embalagens.

O empresário Yoshihiro Noro desenvolveu o Kamakurayama Natto. A nova versão do prato é descrita como "extremamente viscoso", mas sem "cheiro nem amargor".

Fios translúcidos e pegajosos pendem dos hashis do turista americano Wesley Smith, que saboreia cada porção viscosa de natto, alimento japonês à base de soja fermentada e aroma intenso que conquista espaço fora do Japão.

Presença tradicional no café da manhã japonês, o alimento fermentado por bactérias divide opiniões por seu cheiro forte, textura viscosa e sabor ácido.

"No começo achei um pouco estranho", contou Smith à AFP em um restaurante de Tóquio onde é possível comer natto à vontade.

Nos últimos anos, o natto se juntou à onda de alimentos fermentados — do kimchi à kombucha — cuja popularidade cresceu no mundo.

Segundo dados recentes, as exportações japonesas de natto triplicaram desde 2017 e chegaram a 5.248 toneladas em 2025. China e Estados Unidos lideram os destinos.

Em Los Angeles, Kenji Suzuki, dono do restaurante japonês Suehiro, comemora o aumento de clientes não japoneses dispostos a experimentar o prato.

"Quando as redes sociais começaram a falar do natto e de seu status de superalimento, cada vez mais pessoas quiseram experimentá-lo para ver se era realmente tão desagradável quanto dizem", explicou.

Em Tóquio, Smith compara o natto a um "queijo forte", mas diz duvidar que sua consistência viscosa faça sucesso em larga escala nos Estados Unidos.

Além dos supostos benefícios à saúde, o natto é valorizado no Japão pelo preço acessível. Um pacote com três porções costuma custar cerca de 100 ienes, aproximadamente US$ 0,60 (cerca de R$ 3).

Nem mesmo o natto escapou da alta de preços, afirma Yoshihiro Noro, ex-presidente da Federação Japonesa de Cooperativas de Natto.

Segundo ele, a escassez de nafta, derivado do petróleo usado na fabricação das embalagens, está relacionada à guerra no Oriente Médio.

"Poucos alimentos podem ser considerados um superalimento e ser tão saudáveis quanto o natto", afirmou o empresário de 72 anos.

Ele acredita ter desenvolvido uma versão capaz de conquistar mais consumidores: o Kamakurayama Natto, descrito como "extremamente viscoso", mas sem "cheiro nem amargor".

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Enquanto jogam a Copa, atletas fecham contratos milionários com novos clubes; distração preocupa treinadores

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/06/2026 03:51

Trabalho e Carreira Enquanto jogam a Copa, atletas fecham contratos milionários com novos clubes; distração preocupa treinadores Durante o torneio, clubes seguem ativos no mercado e transformam a Copa em vitrine global de contratações milionárias. Por France Presse

É sabido que a Copa do Mundo é uma vitrine inigualável para que jogadores garantam contratos lucrativos ao fim da competição. No entanto, vários participantes do torneio optaram por definir o futuro de suas carreiras em clubes enquanto ainda estão concentrados com suas seleções.

O lateral-esquerdo Marc Cucurella foi anunciado oficialmente como jogador do Real Madrid poucas horas antes de entrar em campo pela seleção da Espanha, que iniciou sua campanha com um surpreendente empate sem gols contra Cabo Verde, estreante em Mundiais.

Poucos dias depois, o Liverpool venceu a disputa pela contratação de outro espanhol, o atacante Víctor Muñoz, em uma operação avaliada em 40 milhões de euros (R$ 235 milhões, na cotação atual).

Também na ‘Roja’, Alex Grimaldo está prestes a trocar o Bayer Leverkusen pelo Atlético de Madrid, enquanto Pedro Porro renovou contrato com o Tottenham após o início do torneio.

Essa onda de negociações, somada a um começo decepcionante no Mundial, levantou na Espanha dúvidas sobre se a equipe teria se deixado distrair pelo mercado — algo que o técnico Luis de la Fuente negou categoricamente.

“Comemoramos as boas notícias, seja para Cucurella ou para qualquer outro companheiro durante o torneio porque, se é bom para eles, é bom para todo o elenco”, declarou De la Fuente.

Cucurella trocou o Chelsea pelo Real Madrid, que chegou a um acordo de 55 milhões de euros (R$ 323 milhões) com o clube londrino, fechado em “um dia e meio” para permitir que o jogador se concentrasse na Copa do Mundo.

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Na semana passada, o Real Madrid também anunciou as contratações do zagueiro francês Ibrahima Konaté e do meio-campista português Bernardo Silva a custo zero. Ambos estão atualmente com suas seleções na Copa do Mundo.

Segundo a imprensa, o Bayern de Munique chegou a um acordo com o PSV Eindhoven para contratar o meio-campista marroquino Ismael Saibari, cujos dois gols em dois jogos o transformaram em uma das principais revelações do torneio, por 55 milhões de euros.

O zagueiro holandês Jan Paul van Hecke deixou o Brighton e assinou com o Tottenham por cerca de 52 milhões de libras esterlinas (R$ 354 milhões), no intervalo entre os dois primeiros jogos da ‘Oranje’ na fase de grupos, contra Japão e Suécia.

“É importante para mim. O técnico me deu tempo para focar nessa transferência. Sou grato por isso, pois representa um grande passo na minha carreira”, disse Van Hecke em entrevista coletiva antes da vitória por 5 a 1 sobre a Suécia.

Thomas Tuchel afirmou antes da Copa que tentar impedir transferências durante o torneio não é realista, — Foto: JUAN MABROMATA / AFP

É provável que Elliott Anderson se torne o jogador inglês mais caro da história enquanto defende o ‘Three Lions’ nos Estados Unidos. O Manchester City está perto de contratar o meio-campista do Nottingham Forest, e especula-se que a negociação pelo jogador de 23 anos possa ultrapassar 120 milhões de libras (R$ 816 milhões).

O técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel, tem vasta experiência no outro lado do eterno debate entre clubes e seleções.

Tuchel, que já comandou Paris Saint-Germain, Chelsea e Bayern de Munique, afirmou antes da Copa que tentar impedir transferências durante o torneio não é realista, embora haja limites para o que os jogadores podem fazer.

“É uma questão de bom senso. Eu não gostaria que isso acontecesse na véspera ou no dia de um jogo. Essa é a regra”, afirmou o treinador alemão.

“Se for feito de forma privada, eficiente e discreta, estaremos sempre dispostos a ajudar. É importante ter clareza sobre a situação de cada jogador. Se alguém tiver a oportunidade de mudar de clube, não seremos um obstáculo”, acrescentou.

“O ideal seria não haver transferências, mas a realidade é diferente. A questão é até que ponto devemos nos preocupar. Mesmo que eu dissesse aos jogadores para não pensarem nisso agora, seus telefones continuariam tocando sem parar. Como controlar isso?”, questionou Tuchel.

Para outros, a Copa do Mundo segue sendo a vitrine ideal para ampliar a visibilidade e viabilizar uma grande transferência.

Jogadores como o americano Folarin Balogun, o neozelandês Elijah Just e o atacante suíço Johan Manzambi despertaram interesse após marcarem dois gols, enquanto o marroquino Ayyoub Bouaddi entrou no radar de grandes clubes da Europa por sua atuação de destaque contra o Brasil.

“É motivador”, comentou o australiano Alessandro Circati, cujo nome vem sendo ligado a clubes como Atlético de Madrid e Newcastle.

“Isso faz você se sentir melhor consigo mesmo. Dá a sensação de que está no caminho certo”, concluiu Circati.

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Imposto de Renda 2026: Receita abre nesta terça a consulta ao 2º lote de restituição, o maior da história

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/06/2026 00:56

Economia Imposto de renda Imposto de Renda 2026: Receita abre nesta terça a consulta ao 2º lote de restituição, o maior da história Com mais de 9,5 milhões de contribuintes contemplados, segundo lote deste ano é o maior da história, segundo Receita Federal Por Redação g1 — São Paulo

A Receita Federal abre a consulta ao 2º lote de restituição do IRPF 2026 nesta terça-feira (23). O pagamento de R$ 16 bilhões ocorre em 30 de junho.

Este lote vai beneficiar 9,58 milhões de contribuintes com prioridade legal, via Pix ou declaração pré-preenchida.

A consulta pode ser feita no site da Receita Federal, acessando "Meu Imposto de Renda". O aplicativo para celulares e tablets também disponibiliza o serviço.

Se houver erro nos dados bancários, o contribuinte pode reagendar o pagamento pelo Banco do Brasil por até 1 ano. Pendências podem ser corrigidas no portal e-CAC.

A Receita Federal abre nesta terça-feira (23), às 9h, a consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), referente a junho de 2026. O pagamento será realizado no dia 30 de junho.

Com R$ 16 bilhões destinados a 9,58 milhões de contribuintes, este é o maior lote de restituição da história em número de beneficiados. O valor é o mesmo do primeiro lote de 2026, pago em maio.

Juntos, os dois pagamentos devem contemplar cerca de 80% das restituições previstas para este ano, segundo a Receita Federal. (veja aqui como consultar)

Somados, os dois primeiros lotes de restituição do Imposto de Renda de 2026 vão beneficiar 18,3 milhões de contribuintes, com pagamentos que totalizam R$ 32 bilhões.

O pagamento será feito em 30 de junho. Do total, R$ 4,49 bilhões serão destinados a contribuintes com prioridade legal, distribuídos da seguinte forma:

155.060 restituições para idosos acima de 80 anos;1.106.923 restituições para idosos entre 60 e 79 anos;106.294 restituições para pessoas com deficiência física ou mental ou com moléstia grave;507.768 restituições para contribuintes cuja principal fonte de renda é o magistério.

Além disso, 7.709.752 restituições serão destinadas a contribuintes que ganharam prioridade por terem utilizado a declaração pré-preenchida e/ou optado pelo recebimento via Pix. Segundo a Receita, não haverá pagamento para contribuintes sem prioridade neste lote.

Os pagamentos das restituições do IRPF 2026 serão feitos em quatro lotes, segundo informações da Receita. Veja as datas dos pagamentos:

O contribuinte pode verificar se vai receber neste lote por meio da página da Receita na internet. Basta clicar na opção "Meu Imposto de Renda" e, em seguida, em "Consultar a Restituição".

A página oferece orientações e os canais de prestação do serviço, permitindo uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode retificá-la, corrigindo as informações.

A Receita Federal disponibiliza, também, aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

Em nota oficial, o Fisco afirma que "assume o compromisso de realizar pagamento de restituições apenas em conta bancária de titularidade do contribuinte". Assim, vale destacar que as rotinas de segurança da Receita impedem o pagamento caso ocorra erro nos dados bancários informados ou algum problema na conta de destino.

"Para não haver prejuízo ao contribuinte, a Receita oferece o serviço de reagendamento disponibilizado pelo Banco do Brasil pelo prazo de até um ano da primeira tentativa de crédito. Assim, o contribuinte poderá corrigir os dados bancários para uma conta de sua titularidade", afirma a nota.

Neste caso, o cidadão poderá reagendar o crédito dos valores pelo Portal BB, ou ligando para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones:

4004-0001 (capitais)0800-729-0001 (demais localidades)0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos)

Ao utilizar esse serviço o contribuinte deve informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração. Depois, é só aguardar a nova tentativa de crédito. Caso o contribuinte não resgate sua restituição dentro do prazo, precisará fazer um requerimento pelo Portal e-CAC.

Ao realizar a consulta, o contribuinte também poderá saber se há alguma pendência em sua declaração que impeça o pagamento da restituição, ou seja, se ele caiu na chamada "malha fina".

Para saber a situação de sua declaração do IR, o trabalhador deve buscar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) da Receita Federal na internet.

Acesso se dá mediante o uso da conta gov.br, nos níveis prata ou ouro.Contribuinte deve procurar, no serviço, por "declarações e demonstrativos".Em seguida deve buscar o "Meu Imposto de Renda", e consultar a declaração de 2026.

No caso de haver pendência, isso quer dizer que a declaração caiu na malha fina do leão, ou seja, foi retida por conta de divergências de dados com aqueles que o Fisco possui sobre o contribuinte.

Nesse caso, a inconsistência pode ser resultado de uma informação errada informada pelo próprio contribuinte, pela empresa na qual trabalha (fonte pagadora) ou até mesmo terceiros (prestadores de serviços).

Ao entrar no Centro Virtual de Atendimento, a Receita Federal informará qual a divergência na declaração retida em malha fina, e como resolver o problema.

No caso de o trabalhador ter informado um dado errado, ele deve enviar uma declaração retificadora para corrigir a informação. Assim que a isso for feito pelo trabalhador, sua declaração sai da malha fina.No caso de a fonte pagadora, ou de uma prestadora de serviços (da qual o contribuinte incluiu uma nota fiscal em sua declaração) ter errado, o contribuinte deve aguardar a retificação da informação.

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Ferrari não vai ‘obrigar’ clientes a comprar modelo elétrico Luce para ter acesso a carros especiais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/06/2026 16:54

Carros Ferrari não vai 'obrigar' clientes a comprar modelo elétrico Luce para ter acesso a carros especiais Diretor de marketing negou que aquisição do modelo de US$ 630 mil seja requisito para ter acesso a edições limitadas e afirmou que pressionar clientes seria um "grande erro". Por Reuters

Espera-se que a Ferrari Luce, que é completamente elétrica, esteja disponível ainda este ano — Foto: Ferrari

A Ferrari não está obrigando os clientes a comprarem seu polêmico carro elétrico Luce para se qualificarem para a compra dos próximos modelos de série limitada da montadora de carros de luxo, afirmou Enrico Galliera, diretor de marketing e comercial.

Em uma apresentação de produto no final da semana passada, Galliera negou uma reportagem da Bloomberg de que a compra do Luce, o primeiro veículo elétrico da empresa, avaliado em US$ 630 mil poderia se tornar um requisito para ter acesso aos modelos mais exclusivos da Ferrari, acrescentando que exercer esse tipo de pressão seria um "grande erro".

"Correríamos o risco de criar embaixadores negativos que falariam mal do Luce e, depois de alguns meses, o revenderiam", disse Galliera, segundo um porta-voz da empresa. "Isso destruiria seu valor de mercado residual, que é exatamente o que o setor de veículos elétricos de luxo está sofrendo hoje."

Tradicionalmente, a Ferrari utiliza um sistema de alocação (especialmente no que diz respeito à qualificação para a compra de seus modelos de edição limitada) que favorece clientes antigos, ou seja, aqueles que possuem vários carros, bem como aqueles que participam de eventos da fábrica e mantêm os veículos por longos períodos.

Galliera afirmou que a Ferrari sempre dizia aos seus concessionários e clientes que o Luce só deveria ser vendido àqueles "verdadeiramente motivados a comprá-lo".

"Nossa mensagem para a rede foi: certifiquem-se de que qualquer pessoa que peça este carro realmente o queira e não o esteja comprando para agradar à Ferrari em busca de outros tipos de benefícios", disse ele.

A maioria dos clientes da Ferrari normalmente possui mais de um carro da marca. Em 2025, a empresa vendeu cerca de 84% de seus carros novos para atuais proprietários de Ferrari e aproximadamente 56% para compradores que possuíam mais de um veículo da marca.

A fabricante de carros esportivos de luxo apresentou o Luce EV de cinco lugares no mês passado, desencadeando uma onda de críticas, inclusive nas redes sociais, pelo design pouco convencional do modelo em comparação com a estética tipicamente musculosa e agressiva da Ferrari, e pela decisão da empresa de se desviar de seus tradicionais motores a gasolina.

Dias após a apresentação do Luce, o presidente-executivo Benedetto Vigna afirmou que a Ferrari estava recebendo "forte interesse" pelo carro, tanto de clientes novos quanto antigos. Desde então, a empresa não divulgou novas informações sobre os pedidos do Luce e disse que só fornecerá números precisos no final de julho, quando divulgar os resultados do segundo trimestre.

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Wikipedia não vai permitir que IA edite artigos diretamente na plataforma, diz fundador

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/06/2026 14:48

Tecnologia Wikipedia não vai permitir que IA edite artigos diretamente na plataforma, diz fundador Wikipédia descarta permitir edições por IA e cita risco de informações falsas geradas por sistemas automatizados. Por France Presse

Wikipédia descarta permitir edições por IA e cita risco de informações falsas geradas por sistemas automatizados. — Foto: Foto de Ismail Aslandag / ANADOLU / Anadolu via AFP

A Wikipédia não confia o suficiente na inteligência artificial para permitir que ela edite artigos diretamente na plataforma, afirmou nesta segunda-feira (22) o cofundador da enciclopédia online, Jimmy Wales.

Segundo Wales, o principal problema são as chamadas “alucinações” da IA, quando sistemas apresentam informações falsas com aparente convicção. Embora os modelos mais recentes tenham reduzido esse tipo de erro, a falha ainda é “muito, muito grave”, disse ele durante um evento sobre ação climática em Londres.

O fundador da Wikipédia afirmou, porém, que ferramentas de IA podem ser úteis para ajudar a comunidade formada por milhões de editores a identificar notícias e temas muito específicos que poderiam passar despercebidos.

“Não permitiríamos que ela editasse diretamente porque ainda não é possível confiar o suficiente”, afirmou.

Ao mesmo tempo, plataformas de inteligência artificial utilizam amplamente o conteúdo da Wikipédia para responder às perguntas dos usuários.

Segundo Wales, isso contribuiu para o aumento de acessos ao site por robôs de IA, enquanto o tráfego de visitantes humanos registrou queda de 8%.

Integrante do conselho da Wikimedia Foundation, entidade que mantém a Wikipédia, Wales classificou a redução de visitantes humanos como “relevante”, mas afirmou que ela não representa um problema crítico para a enciclopédia, que segue entre os dez sites mais visitados do mundo.

Criada em 2001, a Wikipédia depende de doações dos usuários e, por isso, seu modelo de financiamento não está diretamente ligado ao volume de acessos.

Wales também defendeu que empresas de IA contribuam financeiramente com a plataforma. Segundo ele, o grande volume de consultas feitas por sistemas automatizados gera custos reais para a manutenção da infraestrutura de servidores.

O fundador afirmou que a Wikipédia já firmou acordos com várias gigantes de tecnologia e começou a bloquear empresas que, segundo ele, não estão cumprindo as regras de uso da plataforma.

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Acionistas processam conselho da Uber por suposta negligência em casos de assédio e agressão sexual

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/06/2026 14:48

Tecnologia Acionistas processam conselho da Uber por suposta negligência em casos de assédio e agressão sexual Acionistas afirmam que conselho ignorou alertas sobre falhas de segurança e compliance, o que teria levado a milhares de ações judiciais contra a Uber. Por Reuters — São Paulo

O conselho de administração da Uber Technologies foi processado nesta segunda-feira (22) por acionistas que acusam a gestão e seus diretores de permitirem que a empresa negligenciasse normas de conformidade, o que teria resultado em milhares de ações judiciais movidas por vítimas de agressão sexual e assédio.

Em ação apresentada no tribunal federal de San Francisco, nos Estados Unidos, acionistas liderados por um fundo de pensão de Detroit afirmam que os membros do conselho ignoraram repetidos alertas internos e externos sobre a suposta falha da Uber em lidar com casos de abuso sexual cometidos por motoristas.

Os investidores sustentam ainda que falhas de supervisão também contribuíram para ações judiciais movidas no ano passado pelo governo federal, que acusou a Uber de se recusar, de forma recorrente, a atender passageiros com deficiência, incluindo pessoas com animais de assistência ou cadeiras de rodas dobráveis.

“A Uber é uma infratora reincidente em matéria de conformidade”, afirma a ação, acrescentando que a reputação da empresa foi “irremediavelmente prejudicada” pela cobertura negativa da mídia.

A empresa, sediada em San Francisco, não respondeu de imediato aos pedidos de comentário. Os advogados dos acionistas, liderados pelo Sistema de Aposentadoria da Polícia e dos Bombeiros da Cidade de Detroit, também não se manifestaram prontamente.

A chamada ação derivativa, protocolada nesta segunda-feira, tem como objetivo obrigar os diretores a indenizar a Uber por supostas violações de deveres fiduciários e da legislação federal de valores mobiliários.

Segundo os acionistas, ao longo de quase nove anos no cargo, ele tem sido “menos ousado ao testar os limites regulatórios” do que seu antecessor, mas ainda assim teria mantido práticas de economia no cumprimento de normas.

Até 1º de junho, a Uber enfrentava 3.571 processos em litígios supervisionados pelo tribunal de San Francisco, nos quais motoristas são acusados de conduta sexual imprópria.

Os acionistas também afirmam que o conselho da Uber foi informado repetidamente de que menos de 40% dos usuários acreditam que a empresa leva a segurança a sério.

No início deste mês, a Uber e sua rival Lyft entraram com uma ação contra a cidade de Nova York para tentar barrar uma nova lei que, segundo as empresas, dificultaria a exclusão de motoristas considerados inadequados e que colocam em risco a segurança dos passageiros.

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Milei autoriza até US$ 5 bilhões em empréstimos junto a organismos internacionais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/06/2026 12:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,69%Dólar TurismoR$ 5,346-0,16%Euro ComercialR$ 5,872-1,01%Euro TurismoR$ 6,133-0,42%B3Ibovespa170.431 pts1,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,69%Dólar TurismoR$ 5,346-0,16%Euro ComercialR$ 5,872-1,01%Euro TurismoR$ 6,133-0,42%B3Ibovespa170.431 pts1,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,69%Dólar TurismoR$ 5,346-0,16%Euro ComercialR$ 5,872-1,01%Euro TurismoR$ 6,133-0,42%B3Ibovespa170.431 pts1,25%Oferecido por

O governo da Argentina autorizou a contratação de até US$ 5 bilhões em financiamentos com instituições internacionais apoiadas por organismos multilaterais de crédito, segundo decreto publicado nesta segunda-feira (22).

A medida foi assinada pelo presidente Javier Milei, pelo ministro da Economia, Luis Caputo, e pelo chefe de gabinete, Manuel Adorni. O objetivo é reduzir os custos da dívida do país por meio de empréstimos em dólar que terão garantias parciais de organismos multilaterais.

O decreto também permite que eventuais disputas relacionadas aos contratos sejam julgadas por tribunais de Nova York. Ao mesmo tempo, estabelece que determinados bens do Estado argentino não poderão ser usados como garantia dessas operações.

Entre os ativos protegidos estão as reservas e contas do banco central, bens ligados à prestação de serviços públicos essenciais e receitas obtidas com impostos e royalties.

O texto ainda autoriza as secretarias do Tesouro e de Finanças a definir as condições dos financiamentos, contratar as instituições envolvidas e administrar os instrumentos necessários para as operações.

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Imposto de Renda 2026: Receita abre consulta ao 2º lote de restituição nesta terça-feira

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/06/2026 11:48

Economia Imposto de renda Imposto de Renda 2026: Receita abre consulta ao 2º lote de restituição nesta terça-feira Com mais de 9,5 milhões de contribuintes contemplados, segundo lote deste ano é o maior da história, segundo Receita Federal Por Redação g1 — São Paulo

A Receita Federal abre a consulta ao 2º lote de restituição do IRPF 2026 nesta terça-feira (23). O pagamento de R$ 16 bilhões ocorre em 30 de junho.

Este lote vai beneficiar 9,58 milhões de contribuintes com prioridade legal, via Pix ou declaração pré-preenchida.

A consulta pode ser feita no site da Receita Federal, acessando "Meu Imposto de Renda". O aplicativo para celulares e tablets também disponibiliza o serviço.

Se houver erro nos dados bancários, o contribuinte pode reagendar o pagamento pelo Banco do Brasil por até 1 ano. Pendências podem ser corrigidas no portal e-CAC.

A partir das 9h desta terça-feira (23), a Receita Federal libera a consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), referente a junho de 2026. O pagamento será realizado no dia 30 de junho.

Com R$ 16 bilhões destinados a 9,58 milhões de contribuintes, este é o maior lote de restituição da história em número de beneficiados. O valor é o mesmo do primeiro lote de 2026, pago em maio.

Juntos, os dois pagamentos devem contemplar cerca de 80% das restituições previstas para este ano, segundo a Receita Federal.

Somados, os dois primeiros lotes de restituição do Imposto de Renda de 2026 vão beneficiar 18,3 milhões de contribuintes, com pagamentos que totalizam R$ 32 bilhões.

O pagamento será feito em 30 de junho. Do total, R$ 4,49 bilhões serão destinados a contribuintes com prioridade legal, distribuídos da seguinte forma:

155.060 restituições para idosos acima de 80 anos;1.106.923 restituições para idosos entre 60 e 79 anos;106.294 restituições para pessoas com deficiência física ou mental ou com moléstia grave;507.768 restituições para contribuintes cuja principal fonte de renda é o magistério.

Além disso, 7.709.752 restituições serão destinadas a contribuintes que ganharam prioridade por terem utilizado a declaração pré-preenchida e/ou optado pelo recebimento via Pix. Segundo a Receita, não haverá pagamento para contribuintes sem prioridade neste lote.

Os pagamentos das restituições do IRPF 2026 serão feitos em quatro lotes, segundo informações da Receita. Veja as datas dos pagamentos:

O contribuinte pode verificar se vai receber neste lote por meio da página da Receita na internet. Basta clicar na opção "Meu Imposto de Renda" e, em seguida, em "Consultar a Restituição".

A página oferece orientações e os canais de prestação do serviço, permitindo uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode retificá-la, corrigindo as informações.

A Receita Federal disponibiliza, também, aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

Em nota oficial, o Fisco afirma que "assume o compromisso de realizar pagamento de restituições apenas em conta bancária de titularidade do contribuinte". Assim, vale destacar que as rotinas de segurança da Receita impedem o pagamento caso ocorra erro nos dados bancários informados ou algum problema na conta de destino.

"Para não haver prejuízo ao contribuinte, a Receita oferece o serviço de reagendamento disponibilizado pelo Banco do Brasil pelo prazo de até um ano da primeira tentativa de crédito. Assim, o contribuinte poderá corrigir os dados bancários para uma conta de sua titularidade", afirma a nota.

Neste caso, o cidadão poderá reagendar o crédito dos valores pelo Portal BB, ou ligando para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones:

4004-0001 (capitais)0800-729-0001 (demais localidades)0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos)

Ao utilizar esse serviço o contribuinte deve informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração. Depois, é só aguardar a nova tentativa de crédito. Caso o contribuinte não resgate sua restituição dentro do prazo, precisará fazer um requerimento pelo Portal e-CAC.

Ao realizar a consulta, o contribuinte também poderá saber se há alguma pendência em sua declaração que impeça o pagamento da restituição, ou seja, se ele caiu na chamada "malha fina".

Para saber a situação de sua declaração do IR, o trabalhador deve buscar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) da Receita Federal na internet.

Acesso se dá mediante o uso da conta gov.br, nos níveis prata ou ouro.Contribuinte deve procurar, no serviço, por "declarações e demonstrativos".Em seguida deve buscar o "Meu Imposto de Renda", e consultar a declaração de 2026.

No caso de haver pendência, isso quer dizer que a declaração caiu na malha fina do leão, ou seja, foi retida por conta de divergências de dados com aqueles que o Fisco possui sobre o contribuinte.

Nesse caso, a inconsistência pode ser resultado de uma informação errada informada pelo próprio contribuinte, pela empresa na qual trabalha (fonte pagadora) ou até mesmo terceiros (prestadores de serviços).

Ao entrar no Centro Virtual de Atendimento, a Receita Federal informará qual a divergência na declaração retida em malha fina, e como resolver o problema.

No caso de o trabalhador ter informado um dado errado, ele deve enviar uma declaração retificadora para corrigir a informação. Assim que a isso for feito pelo trabalhador, sua declaração sai da malha fina.No caso de a fonte pagadora, ou de uma prestadora de serviços (da qual o contribuinte incluiu uma nota fiscal em sua declaração) ter errado, o contribuinte deve aguardar a retificação da informação.

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