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Emirados serão o primeiro país árabe a proibir redes sociais para menores de 15 anos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/06/2026 09:45

Tecnologia Emirados serão o primeiro país árabe a proibir redes sociais para menores de 15 anos Medida obriga plataformas a remover contas de menores de 15 anos e coloca os Emirados Árabes Unidos entre os países que endureceram as regras para proteger crianças e adolescentes nas redes sociais. Por France Presse

Whatsapp Snapchat Instagram Youtube smartphone celular internet redes sociais (imagem ilustrativa) — Foto: Christian Wiediger / Unsplash

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram nesta quinta-feira (18) a proibição do uso de redes sociais por menores de 15 anos, juntando-se a um número crescente de países que adotaram medidas semelhantes.

Segundo uma resolução do gabinete, as plataformas de redes sociais deverão monitorar e desativar contas criadas por menores de 15 anos. Caso contrário, poderão ser bloqueadas. A medida prevê um período de transição de 12 meses.

Com isso, os Emirados se tornaram o primeiro país árabe a estabelecer uma idade mínima legal para o uso de redes sociais.

"A resolução estabelece a idade mínima de 15 anos para o uso das redes sociais", informou a agência oficial de notícias WAM.

"Fica proibido aos menores dessa idade criar, usar ou operar contas pessoais em plataformas de redes sociais", acrescentou.

Também informou que esses menores não poderão acessar diversas funções das plataformas, como interagir com outros usuários, publicar, comentar, compartilhar conteúdo, participar de grupos públicos, canais abertos ou de "qualquer espaço interativo de grande escala".

Os órgãos dos Emirados responsáveis pela mídia e pelas telecomunicações têm "autoridade para tomar todas as medidas necessárias [contra as plataformas de redes sociais em caso de descumprimento]", ressaltou a WAM.

As medidas incluem "advertências, bloqueio parcial ou total das plataformas e imposição das sanções administrativas cabíveis".

Nos últimos meses, outros países também adotaram iniciativas semelhantes. O primeiro foi a Austrália, que, em dezembro, decretou a primeira proibição mundial do uso de redes sociais por menores de 16 anos.

Desde então, outros países seguiram o mesmo caminho. Entre eles está o Reino Unido, que anunciou nesta semana uma restrição para menores de 16 anos, com previsão de entrada em vigor em 2027.

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Petróleo recupera perdas iniciais após encontro entre EUA e Irã ser cancelado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/06/2026 03:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%Oferecido por

Imagem de drone mostra o petroleiro Agios Fanourios I, com bandeira de Malta, que navegou pelo Estreito de Ormuz e chegou às águas territoriais do Iraque, próximo a Basra, Iraque, em 17 de abril de 2026. — Foto: REUTERS/Mohammed Aty/Foto de Arquivo

Os preços do petróleo voltaram a subir nesta sexta-feira (19) depois que as negociações previstas entre Estados Unidos e Irã, que ocorreriam na Suíça, foram canceladas. A interrupção das conversas aumentou a cautela dos investidores em relação à implementação do acordo de paz firmado nesta semana entre os dois países.

O barril do petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, avançava 0,8% e era negociado a US$ 77,23. Mais cedo, a commodity chegou a registrar queda diante da expectativa de aumento da oferta global após a assinatura do entendimento entre Washington e Teerã e a retomada da navegação pelo Estreito de Ormuz.

A mudança de rumo ocorreu após o vice-presidente dos EUA, JD Vance, cancelar a viagem que faria à Suíça para se reunir com representantes iranianos. O Ministério das Relações Exteriores suíço confirmou que as conversas previstas para esta sexta não acontecerão.

Apesar da alta do dia, o petróleo ainda caminha para encerrar a semana em baixa. Os preços vinham sendo pressionados pela perspectiva de normalização do fluxo de petróleo no Oriente Médio após o acordo que encerrou quase quatro meses de conflito entre EUA e Irã.

Depois de assinatura de acordo preliminar entre EUA e Irã, Israel posta mapa com ocupação militar no Líbano

No Oriente Médio, petroleiros começaram a atravessar novamente o Estreito de Ormuz depois que os Estados Unidos suspenderam o bloqueio ao Irã na quinta-feira (18). A retomada da circulação pela rota, responsável por uma parcela significativa do comércio mundial de petróleo, é vista como um fator que pode ampliar a oferta da commodity nos mercados internacionais.

Analistas da RBC Capital Markets afirmaram, porém, que ainda existem dúvidas sobre a durabilidade do acordo. Em relatório, a instituição avaliou que a reabertura de Ormuz pode ocorrer de forma gradual, semelhante ao observado no Mar Vermelho após o acordo firmado com os houthis em 2025, quando o tráfego marítimo continuou abaixo dos níveis registrados antes da crise.

Os mercados acionários asiáticos fecharam em queda nesta sexta-feira, em movimento de realização de lucros após fortes altas recentes.

No Japão, o índice Nikkei caiu 0,6%, depois de ter atingido um novo recorde intradiário pela quinta sessão consecutiva. Na Coreia do Sul, a bolsa recuou 1,8%, embora ainda acumule valorização de 9,5% na semana.

As bolsas da China continental e de Hong Kong permaneceram fechadas devido ao feriado do Festival do Barco do Dragão. Em Taiwan, os mercados também não operaram.

Operadores de câmbio observam monitores na sala de negociações de moedas estrangeiras na sede do Hana Bank em Seul, Coreia do Sul. — Foto: Ahn Young-joon / AP

O dólar avançou frente às principais moedas globais após o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, sinalizar uma postura mais rígida em relação aos juros.

O índice que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de divisas subia e caminhava para encerrar a semana com alta de 1,3%. O movimento ocorreu após integrantes do Fed indicarem a possibilidade de novas elevações dos juros ao longo do ano.

Entenda como a perda de valor do dólar pelo mundo tem impacto no Brasil — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A valorização do dólar pressionou os metais preciosos. O ouro caiu 1,9%, enquanto a prata recuou 3,6%.

Nos mercados de renda fixa, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano oscilaram após investidores avaliarem os efeitos da política monetária dos EUA e o impacto da queda recente dos preços do petróleo sobre a inflação.

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STF ajusta responsabilização das big techs; não cabe mais recursos da decisão dos ministros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 17:48

Política STF ajusta responsabilização das big techs; não cabe mais recursos da decisão dos ministros STF fixou um prazo de 60 dias para a implementação das obrigações impostas aos provedores. Isso vale para a adoção de ações do chamado dever de cuidado. Por Márcio Falcão, TV Globo — Brasília

O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu nesta quarta-feira (17) ajustes na decisão que ampliou a responsabilidade das plataformas pelo conteúdo que publicam. 

Por unanimidade, o Supremo também decidiu declarar o trânsito em julgado das ações, portanto, não há mais chances de questionamentos contra o entendimento fechado.

Ficou fixado um prazo de 60 dias para a implementação das obrigações impostas aos provedores. Isso vale para a adoção de ações do chamado dever de cuidado, que inclui medidas para reduzir riscos de ofensas a direitos fundamentais e combate a atos ilícitos, autorregulação e disponibilização de canais de atendimento específicos para pedidos de retirada de conteúdos.

Os ministros julgaram recursos das plataformas que questionaram o entendimento da Corte que amplia a responsabilidade sobre o conteúdo que publicam. Entre os recursos estão questionamentos apresentados pelo Facebook e pelo Google.

Os ministros fixaram um prazo de 60 dias para que os provedores adotam as novas regras e também esclarecerem obrigações que terão que ser adotadas. A chamada tese, reúne as regras que terão que ser seguidas por toda a Justiça em território brasileiro.

Os provedores poderão ter responsabilidade solidária quando não atuarem nos casos de contas denunciadas como não autênticas.

As empresas podem deixar de ser responsabilizadas por conteúdo do usuário se ficar comprovada dúvida razoável sobre casos de crimes ou atos ilícitos, sem prejuízo do dever de remoção do conteúdo.

Ficou decidido que há presunção relativa de culpa do provedor de aplicações de internet em caso de conteúdos ilícitos quando se tratar de anúncios e impulsionamentos pagos; ou mecanismos artificiais de disseminação inorgânica de conteúdos ilícitos.

Nesses casos, a responsabilização não depende de notificação. Os provedores ficarão excluídos de responsabilidade se comprovarem que atuaram diligentemente e em tempo razoável para tornar indisponível o conteúdo.

O Supremo definiu ainda que a responsabilidade dos provedores pelo chamado dever de cuidado ocorre quando há configuração de falha sistêmica, quando deixa de atuar de forma responsável, transparente e cautelosa.

Supremo Tribunal Federal concluiu julgamento sobre o Marco Civil da Internet — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O responsável pela publicação do conteúdo removido pelo provedor de aplicações de internet poderá requerer judicialmente o seu restabelecimento, mediante demonstração da ausência de ilicitude. Ainda que o conteúdo seja restaurado por ordem judicial, não haverá imposição de indenização ao provedor

Os provedores de aplicações de internet deverão editar autorregulação que abranja, necessariamente, sistema de notificações, devido processo e relatórios anuais de transparência em relação a notificações extrajudiciais, anúncios e impulsionamentos.

Deverão, igualmente, disponibilizar a usuários e a não usuários canais específicos de atendimento, preferencialmente eletrônicos, que sejam acessíveis e amplamente divulgados nas respectivas plataformas de maneira permanente. As regras deverão ser publicadas e revisadas periodicamente, de forma transparente e acessível ao público.

Os provedores de aplicações de internet com atuação no Brasil devem constituir e manter sede e representante no país, cuja identificação e informações para contato deverão ser disponibilizadas e estar facilmente acessíveis nos respectivos sítios.

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Fed mantém juros dos EUA na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano na primeira decisão com Warsh na presidência

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 15:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,079-0,16%Dólar TurismoR$ 5,275-0,43%Euro ComercialR$ 5,868-0,63%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa170.054 pts0,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,079-0,16%Dólar TurismoR$ 5,275-0,43%Euro ComercialR$ 5,868-0,63%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa170.054 pts0,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,079-0,16%Dólar TurismoR$ 5,275-0,43%Euro ComercialR$ 5,868-0,63%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa170.054 pts0,24%Oferecido por

O Federal Reserve manteve a taxa básica de juros dos EUA entre 3,50% e 3,75% ao ano, em decisão unânime e em linha com as expectativas do mercado, na estreia de Kevin Warsh na presidência do banco central.

O Fed afirmou que a economia americana continua crescendo em ritmo sólido, com mercado de trabalho estável e inflação ainda acima da meta de 2%, em parte por causa da alta dos preços da energia associada ao conflito no Oriente Médio.

Na semana passada, Donald Trump voltou a defender juros mais baixos, mas disse que quer que Warsh “faça o que quiser”, em meio à troca de comando após meses de atritos com o ex-presidente do Fed, Jerome Powell.

Dados recentes mostram uma economia ainda aquecida, com criação de 172 mil vagas em maio, desemprego em 4,3%, inflação acumulada de 4,2% em 12 meses e núcleos de inflação ainda acima da meta, reforçando a percepção de juros elevados por mais tempo.

Juros altos nos Estados Unidos tornam os títulos públicos americanos mais atraentes, fortalecem o dólar e podem reduzir o fluxo de recursos para países como o Brasil, dificultando a queda dos juros brasileiros e aumentando a pressão sobre a inflação.

O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, discursa durante cerimônia de posse no Salão Leste da Casa Branca, em Washington, em 22 de maio de 2026. Foto de arquivo. — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, manteve a taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano — o menor nível desde setembro de 2022. O anúncio, feito nesta quarta-feira (17), veio em linha com as expectativas do mercado e foi aprovado por unanimidade pelos integrantes do comitê.

Esta foi a quarta reunião consecutiva em que o Fed deixou os juros inalterados. O encontro também marcou a estreia de Kevin Warsh no comando da autoridade monetária.

Indicado pelo presidente Donald Trump, ele tomou posse em 22 de maio e iniciou oficialmente seu mandato de quatro anos após uma cerimônia na Casa Branca (leia mais abaixo).

A guerra no Oriente Médio e a alta dos preços da energia continuaram entre as principais preocupações do Fed. Mas, diante de uma economia que segue aquecida e de uma inflação ainda acima da meta, os desafios do banco central americano vão além do conflito, incluindo pressões persistentes sobre os preços e questões ligadas à nova gestão de Warsh.

➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio.

Esta é a 12ª decisão desde que Donald Trump assumiu como 47º presidente dos EUA, em 20 de janeiro de 2025. Desde a posse, houve três cortes de juros, em meio a um cenário econômico incerto, com conflitos geopolíticos e a guerra tarifária promovida pelo republicano.

O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) informou, em comunicado, que a economia americana continua crescendo em ritmo sólido, apesar das incertezas elevadas associadas, em parte, ao conflito no Oriente Médio.

Segundo o colegiado, os investimentos das empresas e os ganhos de produtividade seguem fortes, enquanto o mercado de trabalho permanece estável, com a geração de empregos acompanhando o crescimento da força de trabalho.

O comitê também destacou que a inflação continua acima da meta de 2% e atribuiu parte das pressões recentes a choques de oferta que elevaram os preços em alguns setores, especialmente o de energia.

“A inflação permanece elevada em relação à meta de 2% do Comitê, refletindo em parte choques de oferta que impulsionaram aumentos de preços em determinados setores, incluindo energia”, diz o texto do colegiado.

Ao decidir, por unanimidade (12 votos a 0), manter os juros entre 3,5% e 3,75% ao ano, o Fomc reafirmou seu compromisso com os dois principais objetivos do Federal Reserve: manter a inflação sob controle e preservar um mercado de trabalho forte.

O colegiado também ressaltou que continuará atento aos riscos para a economia e reafirmou que seu objetivo é garantir a estabilidade dos preços.

A troca de comando no Fed ocorre após meses de atritos entre Trump e o então presidente da instituição, Jerome Powell. Desde o início de seu segundo mandato, o republicano argumenta que juros elevados encarecem o crédito e prejudicam a economia.

Em entrevista à NBC News na última semana, porém, Trump adotou um tom diferente ao comentar o novo comando do banco central.

O republicano afirmou que quer que Warsh “faça o que quiser”, mas voltou a defender juros mais baixos e criticou a possibilidade de novas altas. Na visão do presidente, a economia americana continua forte, e encarecer o crédito seria uma forma de “punir o sucesso”.

No entanto, dados recentes da economia americana ajudam a explicar por que o Fed enfrenta uma tarefa mais complexa e por que cresce a percepção de que os juros terão de permanecer elevados por mais tempo.

💼 Mercado de trabalho aquecido: a criação de 172 mil vagas em maio e a taxa de desemprego estável em 4,3% — ainda em níveis historicamente baixos — mostram que a economia continua gerando empregos. Ao mesmo tempo, os salários avançam cerca de 3,4% ao ano, sinalizando que a demanda por trabalhadores segue forte.⛽ Pressão nos preços: a inflação voltou a ganhar força. O índice de preços ao consumidor (CPI), uma das principais medidas do custo de vida, acumula alta de 4,2% em 12 meses, o maior patamar em três anos. O movimento foi impulsionado principalmente pelo aumento dos preços da energia em meio ao conflito no Oriente Médio.📈 Inflação ainda distante da meta: mesmo ao excluir itens mais voláteis, como alimentos e energia, os indicadores seguem acima do objetivo de 2% perseguido pelo Fed. O núcleo do CPI está em 2,9%, enquanto o núcleo do PCE — índice de inflação preferido do banco central americano por refletir melhor os hábitos de consumo das famílias — permanece em torno de 3,3%.📉 Crescimento mais moderado: por outro lado, a atividade econômica dá sinais de perda de fôlego. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu a uma taxa anualizada de 1,6% no último trimestre, abaixo dos 2% projetados anteriormente e das expectativas do mercado, indicando desaceleração em relação aos períodos anteriores.

Os juros ainda elevados nos EUA mantêm em níveis atrativos os rendimentos das Treasuries, os títulos públicos americanos considerados os investimentos mais seguros do mundo.

Com retornos mais altos, esses papéis tendem a atrair recursos de investidores internacionais, fortalecendo o dólar e reduzindo o interesse por aplicações em outros países, como o Brasil.

Embora diversos fatores influenciem esse movimento, a migração de capital para os EUA pode diminuir o fluxo de recursos estrangeiros para o mercado brasileiro, pressionando o real frente à moeda americana.

Um dólar mais forte também encarece produtos e insumos importados, aumentando as pressões sobre a inflação no Brasil. Com isso, o Banco Central brasileiro pode ter menos espaço para reduzir os juros, o que contribui para manter a taxa básica em níveis elevados por mais tempo.

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Governo calcula impacto de R$ 22,4 bilhões com renegociação de dívidas agrícolas em 2027; meta de contas no azul ficaria mais difícil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 14:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,057-0,57%Dólar TurismoR$ 5,263-0,65%Euro ComercialR$ 5,863-0,7%Euro TurismoR$ 6,115-0,79%B3Ibovespa171.357 pts1,01%MoedasDólar ComercialR$ 5,057-0,57%Dólar TurismoR$ 5,263-0,65%Euro ComercialR$ 5,863-0,7%Euro TurismoR$ 6,115-0,79%B3Ibovespa171.357 pts1,01%MoedasDólar ComercialR$ 5,057-0,57%Dólar TurismoR$ 5,263-0,65%Euro ComercialR$ 5,863-0,7%Euro TurismoR$ 6,115-0,79%B3Ibovespa171.357 pts1,01%Oferecido por

O ministério da Fazenda estimou nesta quarta-feira (17) que o projeto de renegociação das dívidas rurais, aprovado pelo Senado, terá impacto de mais de R$ 22 bilhões em 2027.

O projeto implicará, ainda segundo a Fazenda, em uma nova linha de crédito de R$ 200 bilhões, considerando as dívidas passíveis de enquadramento.

🎯 Os benefícios serão para produtores atingidos por eventos climáticos extremos ou impactos econômicos decorrentes de conflitos geopolíticos internacionais. (entenda como vai funcionar)

Como a proposta sofreu alterações no Senado, o texto terá de passar por nova deliberação dos deputados antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Com base no volume de recursos para a nova linha de crédito de R$ 200 bilhões e as premissas acima, o custo total para a União, com impacto no superávit primário pela equalização de juros e pelos encargos, pode chegar a R$ 139,8 bilhões nos 13 anos, sendo R$ 22,4 bilhões em 2027", acrescentou a área econômica, em nota à imprensa.

➡️Com o impacto primário estimado pelo governo de de R$ 22,4 bilhões em 2027, o retorno das contas ao azul ficaria mais difícil ainda no próximo ano (veja mais abaixo nessa reportagem).

Estimativas da Frente Parlamentar de Apoio à Agropecuária (FPA) apontam para um impacto menor, de R$ 65 bilhões em 13 anos; sendo R$ 5 bilhões no primeiro ano e caindo a até R$ 500 milhões no último ano. A carteira a ser renegociada é cerca de R$ 100 bilhões.

Em pauta nos últimos meses, o tema tem gerado tensões entre o governo e o Congresso Nacional. Por ter impacto bilionário nas contas públicas, o projeto é tratado como uma "pauta-bomba" pela área econômica.

🔎Na prática, uma pauta-bomba se refere a um projeto de lei ou uma matéria do Legislativo que cria despesas de valores altos, pressionando os cofres públicos, ou reduzindo a arrecadação ou aumentando gastos públicos.

Robô que 'mora' no campo promete combater pragas e reduzir custos para o produtor rural — Foto: Divulgação/Solinftec

No projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para o ano de 2027, enviado em abril ao Congresso Nacional, o governo propôs uma meta de superávit para as suas contas no próximo ano.

🔎A LDO é a norma que define as metas e prioridades do governo para o ano seguinte. Ela precisa ser aprovada pelo Congresso e orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), que representa o Orçamento do ano. A proposta ainda precisa ser aprovada pelo Legislativo.

Se o objetivo fiscal por cumprido, se a diferença entre o que se pretende arrecadar e gastar for positiva, será o primeiro resultado no azul desde 2022.

A meta proposta é de um resultado positivo de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 73,2 bilhões, com uma banda de tolerância de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo – ou seja, o superávit pode variar entre R$ 36,6 bilhões e R$ 109,8 bilhões.

Além disso, R$ 65,7 bilhões de gastos governo com precatórios (sentenças judiciais) e com projetos na área de defesa, saúde e educação podem ficar de fora da regra.Na prática, portanto, o governo vai poder ter um déficit primário de até R$ 29,1 bilhões sem que a meta seja formalmente descumprida.Mas a equipe econômica projeta um resultado positivo de R$ 8 bilhões em 2027 porque não prevê o abatimento integral dos precatórios na meta fiscal.

➡️Com a redução do superávit primário em R$ 22,4 bilhões em 2027, conforme previsto pela área econômica por conta da renegociação da dívida agrícola, o retorno das contas do governo ao azul ficaria mais difícil ainda.

➡️Também haveria pressão sobre os limites de gastos dos ministérios, podendo implicar em bloqueios de recursos aos ministérios no decorrer do próximo ano.

Mais cedo, nesta quarta, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, durante audiência pública na Câmara dos Deputados, que o governo "vai achar uma solução junto com o congresso pra estender a mão e ajudar o agronegócio brasileiro".

"Minha preocupação é errar a dose da ajuda. Se for autorizativo e o governo estender a mão a quem não precisa, estou aberto a fechar um acordo dentro do enquadramento proposto", acrescentou o ministro da Fazenda, na ocasião.

➡️Ele pontuou que mais de 90% do agronegócio brasileiro não tem problema de endividamento, e disse que é importante olhar para inadimplência usando recursos financeiros, ou seja, sem implicar em pressão adicional sobre os gastos primários dos ministérios.

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Ministro da Fazenda diz que governo vai propor aumento do limite do MEI e a contratação de mais um funcionário

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 12:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,060-0,52%Dólar TurismoR$ 5,265-0,62%Euro ComercialR$ 5,866-0,64%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa171.090 pts0,85%MoedasDólar ComercialR$ 5,060-0,52%Dólar TurismoR$ 5,265-0,62%Euro ComercialR$ 5,866-0,64%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa171.090 pts0,85%MoedasDólar ComercialR$ 5,060-0,52%Dólar TurismoR$ 5,265-0,62%Euro ComercialR$ 5,866-0,64%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa171.090 pts0,85%Oferecido por

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, em audiência pública nas Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, no dia 17 de junho de 2026 — Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (17) que o governo vai propor o aumento dos limites de enquadramento do microempreendedor individual. Entretanto, ele não citou valores.

Durante audiência pública nas Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, ele disse que também será proposta que o microempreendedor possa contratar mais um funcionário.

"Nós vamos aumentar o limite do MEI junto com o Congresso Nacional, atendendo a um pleito que tem. O MEI vai ter o limite ampliado podendo ter essa contratação de mais um funcionário", disse Durigan, na Câmara dos Deputados.

Pelas regras atuais, os microempreendedores podem contratar até um empregado, e devem ter um faturamento anual de até R$ 81 mil (leia mais abaixo).

🔎O projeto de lei 108, de 2021, que já foi aprovado pelo Senado e está em análise agora na Câmara, propõe o aumento do limite do MEI de R$ 81 mil para até R$ 130 mil por ano, permitindo, também, a contratação de mais um funcionário.

Esse projeto, porém, foi listado pela equipe econômica entre as chamadas "pautas-bomba", ou seja, projetos de lei ou uma matéria do Legislativo que cria despesas de valores altos, pressionando os cofres públicos, ou reduzindo a arrecadação.

Essa seria a principal pauta-bomba citada pelo governo federal, com impacto de perda de R$ 50 bilhões por ano em arrecadação federal, de um total de R$ 111 bilhões em nove projetos.

Em 2022, o auditor Fernando Mombelli, da Receita Federal, afirmou na Câmara dos Deputados que a correção dos limites do Simples, como propõe, levaria a um aumento da renúncia de arrecadação em R$ 66 bilhões.

Mombelli também citou o exemplo de outros países com regimes favorecidos para micro e pequenas empresas e seus limites.

Brasil = US$ 1 milhão (quase R$ 5 milhões);Canada = US$ 22,5 mil;Israel = US$ 26,5 mil;Portugal = US$ 11 mil;Coreia do Sul = US$ 48 mil eReino Unido = US$ 104 mil.

Estudos apontam que a desoneração oferecida aos microepreendedores individuais como uma da fonte importante de desequilíbrio nas contas públicas brasileiras – que apresenta rombos seguidos, com exceção em 2022 (por mudanças legais), desde 2014.

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Na ‘Copa das Carnes’, Brasil supera o bife de chorizo da Argentina com fraldinha e alcatra

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 05:44

Agro Na 'Copa das Carnes', Brasil supera o bife de chorizo da Argentina com fraldinha e alcatra Brasil emplacou 12 pratos na lista dos 100 melhores com carne bovina, contra sete da Argentina. Bife à parmegiana, maminha e vaca atolada estão entre os destaques. Por Redação g1 — São Paulo

Na Copa das Carnes, o Brasil saiu na frente. Os cortes brasileiros fraldinha e alcatra conquistaram o 1º e o 2º lugar no ranking do TasteAtlas dos melhores pratos com carne bovina do mundo, de 2026.

Os dois superaram o tradicional bife de chorizo argentino, que ficou na 3ª posição. A picanha, por outro lado, foi desbancada pelos vizinhos e apareceu logo atrás, em 4º lugar.

Ao todo, o Brasil emplacou 12 posições na lista, contra sete da Argentina. Além de fraldinha, alcatra e picanha, outros cortes e preparações brasileiras que figuram no ranking são:

9º lugar: bife à parmegiana;13º lugar: maminha;22º lugar: vaca atolada, prato típico da culinária mineira;62º lugar: cupim;67º lugar: filé Oswaldo Aranha, um clássico carioca;75º lugar: estrogonofe;77º lugar: carne de sol;91º lugar: carne de onça, prato tradicional de Curitiba;99º lugar: barreado, típico do Paraná.

Além do bife de chorizo, a Argentina também marcou presença com outros seis pratos: a milanesa napolitana (28º lugar), a tira de asado (34º), a milanesa (40º), o vacío (53º), a milanesa a caballo (68º) e a milanesa de peceto (94º).

O TasteAtlas é uma enciclopédia gastronômica criada pelo jornalista croata Matija Babić, em 2018.

Os rankings são baseados em avaliações dos usuários da plataforma, mas, segundo a empresa, há mecanismos para identificar usuários reais, ignorar votos de bots ou motivados por patriotismo local e dar mais peso às avaliações de pessoas consideradas mais conhecedoras.

Fraldinha – BrasilAlcatra – BrasilBife de chorizo – ArgentinaPicanha – BrasilBistecca alla Fiorentina – ItáliaBeyti kebab – TurquiaChâteaubriand – FrançaTagliata di manzo – ItáliaLomo vetado – ChileCostata – Itália

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Desenrola 2.0: trabalhadores já solicitaram R$ 3,88 bilhões do FGTS para abatimento de dívidas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 12:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0900,47%Dólar TurismoR$ 5,2990,54%Euro ComercialR$ 5,9070,64%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.549 pts-0,51%MoedasDólar ComercialR$ 5,0900,47%Dólar TurismoR$ 5,2990,54%Euro ComercialR$ 5,9070,64%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.549 pts-0,51%MoedasDólar ComercialR$ 5,0900,47%Dólar TurismoR$ 5,2990,54%Euro ComercialR$ 5,9070,64%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.549 pts-0,51%Oferecido por

Cerca de 3,3 milhões de trabalhadores já autorizaram as instituições financeiras a consultar seu saldo no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para o abatimento de R$ 3,88 bilhões em dívidas dentro do Desenrola 2.0 — programa para reduzir o endividamento da população brasileira.

Autorizar a instituição financeira a consultar o saldo não significa, necessariamente, que será feita a negociação com uso do FGTS.Dos trabalhadores que fizeram o pedido, 94,3% são optantes do saque-aniversário, sendo que 86,9% tem antecipações de recursos ativas.Esses pedidos ainda estão sendo avaliados pela Caixa Econômica Federal. O prazo para requerimento foi aberto em 25 de maio.Até 12 de junho, segundo o Ministério do Trabalho, foi aprovada a liberação de R$ 10 milhões, referentes a 17,1 mil operações.Os valores serão repassados aos bancos com os quais a dívida será abatida em 25 de junho.

Pelas regras do programa, as pessoas podem usar até 20% do saldo disponível do FGTS, ou até R$ 1 mil (o que for maior), para pagar débitos. A estimativa é de que sejam liberados até R$ 8,2 bilhões aos trabalhadores.

💰 Para garantir que os recursos serão mesmo usados para quitar dívidas, a Caixa transfere o dinheiro do FGTS direto para o banco em que o trabalhador tem débitos.

Desde o fim de maio, os trabalhadores já podem consultar o saldo do FGTS para utilizá-lo no Novo Desenrola. Esse é o primeiro passo para a utilização dos recursos para o abatimento de dívidas bancárias.

O trabalhador consulta seu saldo e autoriza o banco ao qual está devendo a buscar o valor do saldo disponível para negociação.Depois, negocia com o banco devedor o valor com desconto da dívida na própria instituição financeira.Após a consulta do saldo, os bancos e demais instituições financeiras terão prazo estimado de até 30 dias para formalizar os contratos e registrar as informações nos sistemas da Caixa Econômica Federal.Concluída a validação, a Caixa fará o repasse dos recursos do FGTS diretamente à instituição credora.

Lançado em maio, o programa prevê a renegociação de dívida, com descontos, e troca por uma dívida mais barata, tendo como público-alvo os brasileiros que ganham até cinco salários-mínimos, ou seja, R$ 8.105.

Nele, são renegociadas dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).

➡️ Os juros são de, no máximo, 1,99% ao mês, com descontos de 30% a 90% no valor principal da dívida. Os descontos variarão de acordo com a linha de crédito e com o prazo. Será disponibilizada uma calculadora para os trabalhadores saberem o desconto.

➡️O governo está usando um fundo com recursos públicos para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, o dinheiro da União vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito. Foram transferidos R$ 5,7 bilhões até o fim de maio, mas a operação está sendo investigada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Balanço divulgado no início de junho mostra que foram renegociados, até aquele momento, R$ 20 bilhões. Haviam sido feitas 1,4 milhão de renegociações, sendo que o desconto médio foi de 85% do valor original da dívida. Com isso, a dívida recuou de R$ 20 bilhões para R$ 2,7 bilhões.

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Pizza Hut será vendida por US$ 2,7 bilhões após anos de queda nas vendas e fechamento de lojas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 11:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0990,64%Dólar TurismoR$ 5,2810,2%Euro ComercialR$ 5,9130,72%Euro TurismoR$ 6,1380,25%B3Ibovespa169.419 pts-0,58%MoedasDólar ComercialR$ 5,0990,64%Dólar TurismoR$ 5,2810,2%Euro ComercialR$ 5,9130,72%Euro TurismoR$ 6,1380,25%B3Ibovespa169.419 pts-0,58%MoedasDólar ComercialR$ 5,0990,64%Dólar TurismoR$ 5,2810,2%Euro ComercialR$ 5,9130,72%Euro TurismoR$ 6,1380,25%B3Ibovespa169.419 pts-0,58%Oferecido por

Foto de 15 de dezembro de 2016 de um restaurante da Pizza Hut, em Nova Orleans, EUA. — Foto: AP Photo/Gerald Herbert

A controladora Yum Brands anunciou nesta terça-feira (16) a venda da rede de pizzarias Pizza Hut por US$ 2,7 bilhões.

A gestora de investimentos LongRange Capital comprará a operação da rede fora da China, por cerca de US$ 1,5 bilhão, enquanto a Yum China Holdings ficará com os negócios no país asiático por aproximadamente US$ 1,2 bilhão.

A Pizza Hut enfrenta dificuldades há anos. Em fevereiro, a Yum Brands informou que estudava vender a rede e fechar 250 restaurantes nos Estados Unidos, em meio ao aumento da concorrência e lojas consideradas ultrapassadas.

A rede foi fundada em 1958, na cidade de Wichita, no estado do Kansas. A PepsiCo comprou a rede em 1977, mas separou sua divisão de restaurantes — que se tornou a Yum Brands — em 1997.

“Sob a administração da LongRange e da Yum China, a Pizza Hut estará bem posicionada para crescer no futuro, com proprietários que têm ampla experiência no setor de restaurantes”, afirmou o CEO da Yum Brands, Chris Turner, em comunicado.

A Yum Brands, dona também das redes KFC e Taco Bell, iniciou em novembro uma revisão estratégica para avaliar alternativas para a Pizza Hut, após a rede registrar queda nas vendas em lojas comparáveis.

“A Pizza Hut há muito tempo é o elo mais fraco do portfólio da Yum”, afirmou Neil Saunders, diretor-geral da consultoria GlobalData, em comunicado.

“Apesar dos esforços para revitalizar a marca e fechar unidades com baixo desempenho, ficou cada vez mais claro que recolocar a divisão em trajetória de crescimento exigiria um nível de investimento e paciência que a Yum simplesmente não está disposta a assumir.”

Segundo Saunders, a venda permitirá que a Yum Brands concentre seus esforços nas marcas com desempenho de vendas mais forte.

Com sede em Louisville, no estado de Kentucky, a Yum Brands espera concluir as duas transações no terceiro trimestre deste ano. As ações da companhia registravam leve queda antes da abertura do mercado.

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Roblox começa a exigir no Brasil que menores de 16 anos usem versões adequadas às suas idades; veja como vai funcionar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 09:44

Tecnologia Roblox começa a exigir no Brasil que menores de 16 anos usem versões adequadas às suas idades; veja como vai funcionar Plataforma de jogos vai exigir verificação por selfie e vai direcionar crianças para a versão Roblox Kids e adolescentes ficarão na Roblox Select. Por Victor Hugo Silva — São Paulo

Roblox Kids, para crianças menores de 9 anos, Roblox Select, para jogadores de 9 a 15 anos, e Roblox 'padrão', para pessoas com mais de 16 anos — Foto: Divulgação/Roblox

A plataforma de jogos Roblox começou a liberar nesta terça-feira (15) dois novos tipos de conta para menores de 16 anos. A atualização ficará disponível para usuários do serviço em todo o mundo.

Jogadores de 9 a 15 anos serão direcionados para a versão Roblox Select, e menores de 9 anos usarão a Roblox Kids. Maiores de 16 anos continuarão na versão padrão.

Os recursos chegam após a Roblox entrar na mira de autoridades. No Brasil, investigações apontaram que a plataforma permitiu jogos com apologia a facções criminosas e simulações de ataques a escolas, por exemplo.

Com a mudança, será preciso provar a idade por selfie para abrir jogos voltados a adultos. Crianças e adolescentes só poderão acessar versões restritas da plataforma.

Como funciona a verificação de idade de Roblox, Discord, YouTube e outrasMenores de 16 anos terão que vincular redes sociais com as de seus pais

As versões Select e Kids dão acesso somente aos jogos que passaram por processo de revisão para garantir que são adequados a cada faixa etária. Os novos tipos de conta já tinham sido lançados em maio para usuários na Austrália, na Indonésia, na Holanda e na Nova Zelândia.

Além de restringir o número de jogos disponíveis, as novas versões limitam o acesso ao chat, em uma tentativa de evitar interações indevidas entre menores de idade e adultos.

Segundo a Roblox, usuários que não fizerem a verificação não poderão abrir a versão padrão da plataforma nem os recursos de chat, independentemente da idade.

A verificação por selfie tinha sido liberada em janeiro, quando passou a ser exigida para liberar acesso ao chat. O mecanismo gerou protestos virtuais, com "cartazes" que se tornaram memes como "Quero injustiça".

O processo é parecido ao usado para autorizar transações em aplicativos de bancos. O serviço analisa a selfie e, então, faz uma estimativa de sua idade, que pode ser contestada com o envio do documento de identidade.

Roblox Kids (5 a 8 anos) tem jogos com classificação mínima ou leve, chat desativado por padrão e uma cor de fundo diferente para pais saberem rapidamente se as crianças estão na versão correta; Roblox Select (9 a 15 anos) tem jogos com classificação mínima, leve ou moderada e chat limitado a amigos de confiança e de faixa etária semelhante; Roblox "padrão" (a partir de 16 anos) tem acesso a todos os jogos, exceto aos de conteúdo restrito, voltados somente a maiores de 18 anos.

As regras da Roblox definem que jogos com classificação mínima podem ter violência leve ocasional, sangue irreal e medo leve. Jogos com classificação leve podem incluir violência e medo leves repetidos, sangue irreal pesado e humor vulgar leve.

Jogos com classificação moderada podem incluir violência, humor vulgar e medo moderados, sangue realista leve e conteúdo de jogo de azar não jogável.

E jogos com classificação restrita podem ter violência intensa, sangue muito realista, humor grosseiro moderado, temas românticos, presença de álcool, linguagem forte e interações prolongadas com IA.

A Roblox tem recursos para adultos definirem o que crianças acessam na plataforma, além de controlarem o tempo de uso e os gastos em itens na plataforma.

Com o lançamento das versões Kids e Select, será possível bloquear e aprovar jogos para filhos de até 15 anos – até então, o limite era para crianças de 12 anos.

Para isso, é preciso vincular contas de pais ou responsáveis às de crianças na Roblox. Veja como fazer:

Acesse "Configurações" na conta da criança; Selecione "Controle dos pais"; Selecione "Adicionar pai/mãe"; Insira seu e-mail; Siga as instruções para vincular a conta.

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