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Alliança Saúde protocola plano de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 1,1 bilhão em dívidas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/08/2026 08:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,87%Dólar TurismoR$ 5,3410,92%Euro ComercialR$ 5,9171,05%Euro TurismoR$ 6,1620,92%B3Ibovespa177.895 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,87%Dólar TurismoR$ 5,3410,92%Euro ComercialR$ 5,9171,05%Euro TurismoR$ 6,1620,92%B3Ibovespa177.895 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,87%Dólar TurismoR$ 5,3410,92%Euro ComercialR$ 5,9171,05%Euro TurismoR$ 6,1620,92%B3Ibovespa177.895 pts-0,06%Oferecido por

A Alliança Saúde informou nesta quarta-feira (5) que entrou com um pedido na Justiça para homologar seu plano de recuperação extrajudicial, etapa que busca oficializar um acordo para renegociar cerca de R$ 1,1 bilhão em dívidas.

Segundo a empresa, o pedido foi apresentado à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo e faz parte do processo de reestruturação financeira iniciado após a mudança no controle da companhia.

🔎 Na recuperação extrajudicial, a empresa negocia diretamente com os credores e leva o acordo à Justiça apenas para homologação. Já na recuperação judicial, o processo é conduzido sob supervisão do Judiciário desde o início, com regras mais amplas para reorganizar as dívidas e preservar as atividades da empresa.

Apesar de extrajudicial, a recuperação precisa ser homologada pela Justiça para que o acordo entre empresa e credores tenha validade jurídica. A regra está na Lei de Recuperação Judicial e Falências.

De acordo com a Alliança, o plano já conta com a adesão de mais de 83 credores, entre instituições financeiras, fornecedores, prestadores de serviços e proprietários de imóveis e equipamentos.

Juntos, eles representam cerca de 54% das dívidas incluídas na recuperação, percentual suficiente para atender ao quórum previsto na legislação para que o plano possa ser homologado pela Justiça.

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Por que recebemos tantas ligações indesejadas? E como evitar esse tipo de chamada?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/08/2026 05:51

Tecnologia Por que recebemos tantas ligações indesejadas? E como evitar esse tipo de chamada? Limitação de sistemas contra ligações abusivas, possibilidade de adulterar números de origem e período de transição de ferramenta contra chamadas fraudulentas contribuem para incômodo para boa parte dos brasileiros. Por Victor Hugo Silva, g1 — São Paulo

Ferramentas atuais, como o Não Me Perturbe e bloqueios de chamadas, reduzem o problema, mas não impedem todas as ligações.

Consumidores podem recorrer a recursos do celular, aplicativos de identificação e canais da Anatel para diminuir as chamadas.

O "Origem Verificada" autentica ligações de empresas e evita ligações fraudulentas, mas só será exigido para todas as chamadas em 2028.

A disputa entre empresas de telefonia em torno de um sistema criado para evitar ligações indesejadas mostra a dificuldade para definir em quais casos é preciso derrubar chamadas logo na origem.

Ao menos sete empresas buscaram a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para reclamar sobre ligações legítimas derrubadas pelo "anti-spam" da Vivo, que alega bloquear apenas quem faz chamadas em massa e sem identificação.

O sistema promete criar uma camada de proteção adicional contra ligações excessivas. E, em alguns casos, resolve um problema que não foi solucionado nem mesmo com ferramentas como o "Não Me Perturbe", criado para acabar com o telemarketing de operadoras e bancos.

Mas por que tanta gente ainda é impactada por chamadas indesejadas? A resposta está na limitação do "Não Me Perturbe", na possibilidade de adulterar números de origem e no período de transição de um sistema que pode ao menos acabar com as chamadas fraudulentas.

Batizado de "Origem Verificada", ele faz uma autenticação em tempo real das ligações e garante que o número exibido no seu celular é, de fato, de uma empresa legítima. O sistema autenticou 6,6 bilhões de chamadas em junho de 2026, segundo a ABR Telecom.

A Anatel obriga empresas que fazem mais de 500 mil ligações por mês a aderirem ao sistema. Mas a exigência para que todas usem a ferramenta só começará em 2028. (saiba mais ao final)

Enquanto isso, consumidores que querem evitar ligações excessivas podem aderir aos sistemas já existentes, aos recursos disponíveis nos sistemas dos seus celulares e a aplicativos de terceiros. (confira abaixo como fazer)

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Muitas das ligações indesejadas são automatizadas e não têm uma pessoa do outro lado da linha. Conhecidas como "robocalls", essas chamadas ficam mudas e caem sozinhas depois de alguns segundos.

Isso acontece porque empresas ligam para vários números ao mesmo tempo: quando alguém atende, as demais chamadas são encerradas. A estratégia serve ainda para call centers verificarem números que estão ativos e enriquecerem suas listas de contatos.

Autores de ligações excessivas chegam até mesmo a adulterar seus números para que eles fiquem parecidos com os de linhas telefônicas comuns e não sejam bloqueados pelas operadoras.

É o chamado "spoofing numérico", que pode ser feito por meio de servidores VoIP (sigla em inglês para "Voz sobre Protocolo de Internet"), programas de computador que se conectam à rede de telefonia via internet.

Servidores VoIP são usados para gerenciar ramais de empresas, mas a possibilidade de alterar o número de origem atrai pessoas com interesses indevidos.

A Anatel chegou a criar o prefixo 0303 para identificar ligações de telemarketing, mas derrubou a obrigatoriedade após perceber uma alta rejeição a esse tipo de chamada.

O "Não Me Perturbe" promete acabar com ligações indesejadas de todas as empresas de telefonia, obrigadas a se adequarem ao sistema, e de 74 instituições financeiras, que aderiram ao programa de forma voluntária.

O cadastro pode ser feito no site www.naomeperturbe.com.br e começa a valer em até 30 dias. Mas lembre-se: algumas chamadas podem continuar acontecendo porque golpistas e algumas empresas de vendas ignoram o cadastro.

Alguns celulares Android têm recursos para identificar e bloquear chamadas suspeitas. A ferramenta costuma ser encontrada ao acessar a página de "Configurações" e pesquisar por "Proteção ID" ou "Spam".

O iPhone, por sua vez, tem o recurso "Perguntar motivo da ligação", que faz todas as chamadas serem atendidas automaticamente por um robô (saiba mais aqui).

Uma alternativa é baixar aplicativos de identificação de chamadas como o Whoscall e o Truecaller, que podem mostrar quem realmente está ligando e bloquear chamadas. Os serviços podem cobrar por recursos avançados.

Em último caso, a saída é bloquear chamadas de números desconhecidos. A medida acaba com o problema, mas pode fazer você perder ligações realmente importantes.

A Anatel também orienta consumidores a registrar reclamações, caso o problema não seja resolvido. A denúncia pode ser feita neste link.

A agência indica ainda a plataforma "Qual Empresa Me Ligou", que permite verificar o nome e o CNPJ de quem fez a ligação. Acesse www.qualempresameligou.com.br, digite o número, clique em "Sou humano" e selecione "Consultar".

O "Origem Verificada" é a aposta da Anatel contra ligações abusivas. Ele atua em duas frentes: autenticação, com selo de verificação em ligações legítimas, e identificação, que mostra o nome e o logo da empresa, além do motivo da chamada.

O sistema usa o protocolo internacional STIR/SHAKEN, que analisa o número que está ligando a partir do banco de dados da ABR Telecom, associação que reúne operadoras.

A partir de outubro de 2028, a autenticação será obrigatória para todas as ligações de empresas para consumidores. A identificação com nome e logo da companhia será opcional.

Hoje, o "Origem Verificada" tem 63 empresas de telefonia parceiras, incluindo Vivo, Claro, TIM e Algar. A Anatel prevê que, com a chegada do prazo, metade das ligações de empresas serão autenticadas.

O serviço é gratuito para clientes, que precisam ter o celular conectado a uma rede 4G ou 5G e com um desses sistemas: iPhone com iOS 18.2 ou superior e celulares Android a partir do Android 11 (aparelhos Samsung são compatíveis a partir do Android 10).

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O sobe e desce das ações: por que a bolsa é uma aposta no futuro — e não um retrato do presente

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/08/2026 01:52

g1 explica O sobe e desce das ações: por que a bolsa é uma aposta no futuro — e não um retrato do presente No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

Manchetes sobre guerra, inflação, PIB, decisões do Banco Central e tarifas anunciadas pelos Estados Unidos podem movimentar bilhões de reais na bolsa de valores em poucos segundos. Isso acontece porque o mercado financeiro não reage apenas aos fatos, mas também ao impacto que eles podem ter sobre os lucros futuros das empresas e a economia.

Ao comprar uma ação, o investidor adquire uma pequena parte de uma empresa. O preço desse ativo reflete a expectativa sobre a capacidade da companhia de gerar resultados no futuro. Em geral, o crescimento da economia, a queda dos juros e o aumento dos lucros tendem a favorecer a valorização das ações.

O fator decisivo, porém, é a diferença entre a expectativa e a realidade. Quando um resultado supera o que o mercado esperava, as ações podem subir. Se os números apenas confirmam as projeções ou ficam abaixo delas, os papéis podem cair, mesmo diante de um lucro recorde. Por isso, a bolsa é vista como uma aposta no futuro, e não como um retrato do presente.

Toda semana, o g1 Explica descomplica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando o impacto de tudo isso no seu bolso.

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Plano do BRB para recompor patrimônio foi entregue há 180 dias, mas principais medidas ainda não saíram do papel; entenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/08/2026 00:51

Distrito Federal Plano do BRB para recompor patrimônio foi entregue há 180 dias, mas principais medidas ainda não saíram do papel; entenda BRB entregou ao Banco Central, em fevereiro, medidas que usaria para recompor rombo deixado no caixa pelas transações malsucedidas com o Master. Empréstimo não saiu e acordo com fundo foi desfeito. Por Mateus Rodrigues, Gabriella Braz, g1 DF

Termina nesta quarta-feira (5) o prazo de 180 dias para que o Banco de Brasília (BRB) execute as medidas do plano de capitalização entregue ao Banco Central no início do ano.

O documento foi apresentado em 6 de fevereiro como um "plano de capital preventivo". O material incluía uma série de providências para reforçar, se necessário, o patrimônio do BRB após a sequência de transações malsucedidas com o Banco Master.

De lá para cá, a necessidade de reforço foi confirmada. O BRB divulgou alguns dos números do rombo (veja abaixo) e algumas medidas para combatê-lo – entre elas, um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões e um acordo com um fundo para negociar outros R$ 15 bilhões em ativos do Master.

O empréstimo segue pendente, aguardando sinal verde dos principais bancos públicos e privados do país. Já o acordo com o fundo Quadra Capital foi desfeito em junho, como noticiou o g1.

O plano preventivo de capital do BRB segue sob sigilo, 180 dias após a apresentação. Por isso, não é possível saber exatamente quantas e quais medidas foram incluídas nele.

a responsabilização cível de pelo menos 12 ex-gestores do banco (que pode gerar indenizações ou ordens de ressarcimento ao banco, ao fim do processo);o pedido de bloqueio de bens do ex-banqueiro do Master Daniel Vorcaro e de outros sócios para, ao fim do processo, reaver esses recursos;a ampliação do capital social do banco, já aprovada em assembleia, para absorver a venda de novas ações e outros aportes de capital.

Como não divulga seus balanços patrimoniais desde 2025, no entanto, o BRB ainda não conseguiu detalhar o benefício gerado por essas medidas – e nem quanto ainda falta para equalizar o patrimônio.

A atual crise do BRB está ligada às negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025, que somaram R$ 30 bilhões segundo dados do próprio banco.Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero e apontou um suposto esquema de fraudes financeiras bilionárias – incluindo boa parte dessas transações.Em abril deste ano, uma nova fase da investigação levou à prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. A PF afirma que ele teria permitido negócios com o Master sem lastro e sem seguir práticas adequadas de governança.O BRB estima que pelo menos R$ 8,8 bilhões dos créditos do Master comprados pelo BRB são títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação. Na prática, "crédito podre" que pode se transformar em um rombo no patrimônio do banco.O governo diz que consegue recuperar R$ 2,2 bilhões para cobrir parte desses títulos ruins com outras medidas – mas precisaria de um empréstimo para os outros R$ 6,6 bilhões.

O empréstimo de até R$ 6,6 bilhões para recuperar a maior parte do rombo foi definido em um acordo mediado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux. Passados mais de dois meses, no entanto, o crédito ainda não foi assinado.

➡️ O governo do DF é acionista controlador do BRB. Por isso, as regras bancárias definem que cabe ao governo pegar esse empréstimo e arcar com o seu pagamento – mesmo que o dinheiro seja transferido ao BRB, e mesmo que o banco ajude o governo a quitar a dívida no futuro.

Procurado, o banco afirma que segue confiante na conclusão das medidas e não menciona pedido de ampliação do prazo.

“A instituição reforça que mantém diálogo permanente técnico e transparente com o Banco Central, prestando todas as informações requeridas no âmbito da supervisão prudencial, em conformidade com as normas aplicáveis”, diz comunicado.

A nota informa ainda que as tratativas para efetivação do empréstimo seguem em andamento. O Banco Central não quis se manifestar.

Esse é mais um descumprimento do prazo pelo BRB. Em junho, a instituição adiou mais uma vez a divulgação do balanço consolidado de 2025.

Os números seguem sem divulgação desde novembro de 2025, quando a operação Compliance Zero revelou irregularidades envolvendo o Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro.

O presidente do BRB chegou a dizer que divulgaria os números até junho, mas o prazo não foi cumprido também. Relembre:

Os 180 dias desde a entrega do plano preventivo não são o único prazo que gera algum alerta no BRB e no governo do DF.

Uma resolução de 2003 do Senado, aprovada para regulamentar um trecho da Lei de Responsabilidade Fiscal, proíbe prefeitos e governadores de pegarem empréstimo nos últimos quatro meses de mandato.

Em tese, infringir essa regra poderia até tornar inelegível a atual governadora Celina Leão (PP), que é pré-candidata à reeleição.

A Procuradoria-Geral do Distrito Federal, no entanto, afirma que o acordo no Supremo “autoriza expressamente a contratação do empréstimo junto ao FGC e afasta a aplicação dos limites, condições e demais requisitos constitucionais, legais e infralegais aplicáveis à operação”.

De fato, o acordo homologado pelo STF diz que o empréstimo a ser contratado pelo governo do DF fica dispensado "da observância dos limites, condições e demais requisitos constitucionais, legais e infralegais aplicáveis".

O Ministério da Fazenda, a Advocacia-Geral da União (AGU) e o STF não quiseram responder ao g1 se o trecho permite que o empréstimo seja feito nesse período.

Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam, no entanto, que um eventual crédito tomado nessas condições pode ser contestado na Justiça.

O diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI), Alexandre Andrade, explica que a contratação do empréstimo com menos de 120 dias do fim do mandato fere o artigo 42 da LRF.

O artigo proíbe a contratação de "despesa que não possa ser cumprida integralmente dentro dele, ou que tenha parcelas a serem pagas no exercício seguinte sem que haja suficiente disponibilidade de caixa para este efeito".

“A medida evita a prática de um ‘oportunismo político de fim de período’, impedindo que um governante contraia novas dívidas cujos recursos sejam integralmente usufruídos em sua gestão, mas cujo ônus de pagamento (as parcelas de amortização e juros) seja transferido para o governante sucessor”, explica.

Acionada, a Secretaria de Economia do DF alega que a contratação do empréstimo não se confunde com uma despesa.

Para piorar o cenário, os R$ 6,6 bilhões previstos para o empréstimo até aqui podem não ser suficientes para resolver o patrimônio do BRB.

Há duas semanas, o g1 mostrou que o consórcio Quadra Capital recuou do acordo que previa a compra de até R$ 15 bilhões de ativos ligados ao Banco Master que foram internalizados pelo BRB desde 2004.

Com isso, além da dúvida sobre o empréstimo em negociação, o BRB e o governo do DF terão de achar uma nova saída para movimentar esses papéis.

Passadas duas semanas desde que o acordo entre BRB e Quadra Capital foi desfeito, o banco ainda não anunciou novo parceiro para essa negociação.

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Polêmica do anti-spam: bloqueio de ligações indesejadas gera disputa entre operadoras na Anatel

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 05:51

Tecnologia Polêmica do anti-spam: bloqueio de ligações indesejadas gera disputa entre operadoras na Anatel Sistema anti-spam da Vivo promete evitar ligações em massa e fraudulentas para proteger clientes. Mas a TIM e outras seis empresas alegam que o serviço impede ligações legítimas e importantes. Por Victor Hugo Silva, g1 — São Paulo

A Vivo está sendo questionada por outras empresas devido ao seu serviço "Anti-spam", que promete bloquear ligações fraudulentas.

Empresas afirmam à Anatel que o sistema barra chamadas legítimas e dificulta a prestação de serviços para clientes.

Uma delas afirmou que o bloqueio afetou ligações de mais de 800 números de telefone de uma prefeitura.

Os casos estão sob análise da Anatel, que disse buscar o equilíbrio no setor de telefonia e o bem-estar do consumidor.

Um serviço que promete bloquear ligações indesejadas tem gerado uma disputa entre operadoras de telefonia: de um lado, a defesa de que ele protege consumidores, de outro, a acusação de que impede chamadas legítimas.

A solução em questão é o "Vivo Anti-spam", ativado automaticamente em novas linhas de celulares administradas pela operadora. Segundo a empresa, o serviço "identifica e bloqueia chamadas massivas e fraudulentas" antes de elas chegarem aos clientes.

Mas operadoras como a TIM dizem que o serviço impede ligações legítimas. Ao menos sete empresas questionaram o bloqueio de milhares de chamadas, incluindo de serviços de saúde para pacientes.

Elas abriram reclamações formais na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que disse analisar os casos e buscar "o equilíbrio setorial e, acima de tudo, o bem-estar do consumidor".

Empresas afirmam que sistema anti-spam da Vivo impediu ligações legítimas — Foto: Priscilla Du Preez/Unsplash

A TIM disse à Anatel que seus usuários sofreram restrições indevidas, mas se recusou a participar de uma reunião de conciliação. Procurada pelo g1, a operadora afirmou que não comentará o assunto.

A principal questão na disputa entre as empresas é o critério usado para bloquear as ligações, explicou Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco.

"O anti-spam do telefone funciona como o do e-mail: de vez em quando, caem coisas que não deveriam ter caído. Não existe um anti-spam perfeito que vai bloquear só o que deve", afirmou.

"A Vivo não pode bloquear as chamadas legítimas. A Anatel vai ter que estabelecer algum mecanismo para evitar que isso aconteça", continuou.

A empresa de telefonia Adyl Telecom afirmou que, desde o início de junho, mais de 16 mil ligações foram interrompidas por conta do anti-spam. A empresa alegou à Anatel que hospitais e órgãos públicos foram afetados.

O sistema da Vivo também foi acusado de bloquear ligações de mais de 800 números da prefeitura de Araçatuba. A reclamação foi feita pela 3corp Technology, que presta serviços de telefonia para a cidade.

Em sua representação, a 3corp afirmou que as ligações servem para prestar serviços públicos em áreas como saúde, segurança e educação, mas foram "sistematicamente bloqueadas ou interrompidas" pelo anti-spam.

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A 3corp disse que, nos primeiros contatos, a Vivo não tinha oferecido uma saída viável para resolver a situação. Mas em julho, a empresa afirmou que, após tratativas, os números foram liberados e estão em pleno funcionamento.

A Adyl, por sua vez, reclamou da falta de clareza sobre critérios para o bloqueio e disse que, depois de entrar em contato com o canal de atacado da Vivo, conseguiu desbloquear a maioria dos números.

A Net2Phone Brasil, outra empresa a questionar o anti-spam da Vivo, disse que espera uma reunião de conciliação mediada pela Anatel.

A Agera Telecomunicações afirmou que, desde o início de junho, recebe reclamações de clientes sobre bloqueios em chamadas para números da Vivo e classificou o anti-spam como uma ferramenta de "degradação artificial de tráfego".

A Ateky Internet e a Ágil Telecom também alegam que o filtro Vivo impede chamadas legítimas feitas a partir de suas redes. O g1 entrou em contato com as empresas, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem.

A Anatel informou que abriu espaço para a defesa da Vivo e que, desde então, tem se aprofundado nos materiais apresentados pelas empresas. "O objetivo é oferecer uma visão coerente e replicável aos diferentes casos", disse a agência.

A Adyl e a Agera afirmaram à Anatel que o sistema anti-spam da Vivo bloqueou até as ligações de números autenticados no sistema Origem Verificada, criado para evitar chamadas indesejadas.

O Origem Verificada usa uma tecnologia internacional chamada STIR/SHAKEN. Ela verifica, no momento da ligação, se o número usado pela empresa consta em um cadastro mantido pelas operadoras.

Apesar de as reclamações terem surgido em junho, a Vivo disse que oferece a ferramenta desde novembro de 2024. Segundo a operadora, ela protege os clientes de ligações automáticas que usam números adulterados para ocultar quem está fazendo a chamada.

A companhia informou à Anatel que o serviço passou por uma fase experimental com cerca de 700 mil usuários antes de ser ampliado para toda a sua base de números ativos.

Ainda segundo a Vivo, seu anti-spam funciona em dois níveis: primeiro, analisa se a chamada é autenticada ou não, e, depois, o perfil do número de origem.

Em nota, a empresa alegou que não bloqueia ligações que seguem as regras de seu anti-spam e do STIR/SHAKEN. "Apenas serão bloqueadas as empresas que realizam chamadas massivas e sem identificação".

A operadora disse ainda que "vem trabalhando arduamente para combater o 'spoofing' [uso de números falsos] que recebe via interconexão de outras operadoras e que impacta seus clientes".

Donos de números afetados pelo bloqueio podem solicitar uma análise por meio do site da Vivo, e clientes que não recebem ligações podem desativar o serviço no aplicativo da operadora.

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Amazon atinge US$ 3 trilhões em valor de mercado pela primeira vez

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/08/2026 12:51

Tecnologia Amazon atinge US$ 3 trilhões em valor de mercado pela primeira vez Alta das ações após o balanço trimestral levou a companhia ao grupo das empresas mais valiosas do mundo. Por Redação g1 — São Paulo

A Amazon alcançou pela primeira vez a marca de US$ 3 trilhões (R$ 15,2 trilhões) em valor de mercado nesta segunda-feira (3), impulsionada por mais um dia de alta das ações da companhia.

No início do pregão, as ações da empresa avançavam quase 5%, para US$ 284,49 (R$ 1,4 mil), elevando seu valor de mercado para cerca de US$ 3,1 trilhões.

Com a marca, a Amazon passa a integrar o grupo de empresas que já superaram os US$ 3 trilhões em valor de mercado, consolidando a força das gigantes de tecnologia impulsionadas pela corrida da inteligência artificial.

A valorização veio após a divulgação dos resultados do segundo trimestre. A Amazon registrou lucro superior a US$ 62 bilhões (R$ 314,8 bilhões), impulsionado pelo avanço de negócios ligados à inteligência artificial, como computação em nuvem e chips.

A companhia também registrou o maior crescimento de sua divisão de computação em nuvem em mais de quatro anos, reforçando a percepção dos investidores de que os bilhões investidos em inteligência artificial estão gerando uma nova onda de demanda.

A receita da Amazon Web Services (AWS), divisão de computação em nuvem da empresa, saltou 37% no segundo trimestre, para US$ 42,2 bilhões (R$ 214,3 bilhões). O resultado ficou acima da expectativa dos analistas, que projetavam crescimento de 31,21%, segundo dados da LSEG.

Ao comentar os resultados, o presidente-executivo da Amazon, Andy Jassy, afirmou que a demanda por serviços de inteligência artificial continua tão forte que a capacidade de computação da empresa ainda não é suficiente para atender todos os clientes, apesar do aumento dos investimentos.

Após a divulgação do balanço, pelo menos cinco corretoras elevaram suas projeções para as ações da Amazon.

“Estamos otimistas com a solidez do negócio principal da AWS, que apresenta alta correlação com a receita de IA, e esperamos que essa relação se fortaleça ainda mais com o tempo, à medida que mais cargas de trabalho de IA passem para a produção em grande escala e impulsionem uma demanda adicional por serviços essenciais”, afirmou o J.P. Morgan em uma nota.

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China compra 1 milhão de toneladas de soja americana e amplia disputa entre Brasil e EUA pelo mercado chinês

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/08/2026 09:51

Agro China compra 1 milhão de toneladas de soja americana e amplia disputa entre Brasil e EUA pelo mercado chinês Estatais chinesas aproveitaram a queda dos preços para adquirir cerca de 1 milhão de toneladas da commodity. Operação ocorre em meio à concorrência entre os dois maiores fornecedores de soja para o mercado chinês. Por Redação g1 — São Paulo

Donald Trump e Xi Jinping durante encontro em Pequim em 14 de maio de 2026 — Foto: BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS

Empresas estatais chinesas compraram entre 14 e 16 carregamentos de soja dos Estados Unidos na última sexta-feira (31). A operação ocorreu após a queda dos preços da commodity e às vésperas da visita prevista do presidente Xi Jinping aos EUA, no próximo mês. As informações são da agência de notícias Reuters.

As aquisições somam cerca de 1 milhão de toneladas de soja. Cada carregamento tem aproximadamente 65 mil toneladas, com embarques programados para outubro, segundo as fontes.

Segundo o operador de uma empresa global do setor, as compras foram feitas principalmente pela Sinograin, uma grande empresa pública da China, criada em 2000.

“Além disso, a aproximação da visita de Xi Jinping aos Estados Unidos reforça o interesse da China em ampliar as compras de soja americana dentro dos compromissos assumidos com Washington", disse.

🔎 O movimento do governo chinês ocorre em um momento de disputa pela liderança no fornecimento global de soja. O Brasil é hoje o principal exportador do grão para a China e responde pela maior parte das importações chinesas. Os EUA aparecem como segundo principal fornecedor e buscam ampliar sua participação no mercado chinês por meio de acordos comerciais.Para Pequim, manter compras dos dois países ajuda a garantir o abastecimento e reduzir riscos de dependência excessiva de um único fornecedor.

Em outubro, a Casa Branca anunciou que a China havia concordado em comprar 25 milhões de toneladas de soja dos EUA por ano até o fim de 2028. Antes da operação realizada na sexta-feira, porém, os chineses haviam adquirido pouco mais de 4 milhões de toneladas da commodity em 2026.

Segundo uma pessoa afirmou à Reuters, as estatais pagaram um prêmio de US$ 3,03 por bushel acima do contrato de novembro negociado na Bolsa de Chicago para cargas embarcadas pelo Golfo dos EUA. Para embarques realizados pelo Noroeste do Pacífico, o prêmio foi de US$ 3 por bushel. O contrato de soja mais negociado no mercado recuou 5,2% na semana passada.

Procuradas pela agência de notícias, as estatais chinesas Sinograin e Cofco não responderam aos pedidos de comentário nem confirmaram as compras.

Na sexta-feira, a Sinograin vendeu cerca de metade das 504 mil toneladas de soja importada que colocou em leilão. Segundo fontes do mercado, a medida ajuda a abrir espaço nos estoques para a chegada das novas cargas adquiridas nos Estados Unidos.

No fim de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Xi Jinping deve visitar o país em 24 de setembro.

O mercado também acompanha a possibilidade de a China retirar as tarifas aplicadas à soja norte-americana. Caso isso ocorra, empresas privadas de processamento poderão ampliar as compras do produto.

Ainda não está claro, porém, se a soja norte-americana será competitiva o suficiente para atrair compradores privados chineses mais sensíveis aos preços. Analistas ressaltam que o produto dos EUA seguirá disputando espaço com a soja brasileira, que atualmente lidera o abastecimento do mercado chinês.

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Após acordo com MPT, Viih Tube e Eliezer publicam primeiro vídeo sobre trabalho doméstico

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/08/2026 09:51

Trabalho e Carreira Após acordo com MPT, Viih Tube e Eliezer publicam primeiro vídeo sobre trabalho doméstico Além de pagar R$ 350 mil por dano moral coletivo, influenciadores terão de divulgar três vídeos educativos sobre os direitos dos empregados domésticos. Por Redação g1 — São Paulo

Os influenciadores Viih Tube e Eliezer publicaram neste domingo (2) o primeiro de três vídeos educativos sobre os direitos dos empregados domésticos. A iniciativa integra o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público do Trabalho (MPT) após as polêmicas envolvendo o reality show "As Patroas".

Na legenda, os influenciadores explicam o que caracteriza o trabalho em condições análogas à escravidão e citam casos em que trabalhadores domésticos passam anos sem salário, férias ou jornadas de trabalho adequadas.

"'Ela era praticamente da família'. Essa é a frase mais usada por quem explora trabalhadoras domésticas por décadas para justificar a ausência de salário, férias ou uma jornada de trabalho digna. Mas será mesmo que algum desses empregadores exploraria em condições análogas às de escravidão alguém de sua própria família? Se você reconhece essa história em alguém perto de você, denuncie ao @mptrabalho pelo site: www.mpt.mp.br", diz a publicação.

Além da divulgação dos três vídeos educativos, o casal também se comprometeu a pagar R$ 350 mil por dano moral coletivo e a retirar do ar todos os conteúdos relacionados ao reality show.

O programa colocava 11 funcionários da residência para disputar provas em troca de prêmios, como dinheiro e redução da jornada de trabalho. Em uma das dinâmicas, os participantes precisavam procurar moedas de plástico dentro de vasos sanitários e lixeiras.

O MPT abriu uma investigação para apurar se o reality violava direitos trabalhistas ao expor publicamente os empregados e utilizar a imagem deles com finalidade comercial. No início de julho, os influenciadores participaram de uma audiência em Barueri (SP), quando foi firmado o TAC.

Segundo a procuradora do Trabalho Patrícia Mauad Patruni Isotton, o acordo também tem caráter educativo ao ampliar a conscientização sobre os direitos dos empregados domésticos.

"O acordo é resultado do diálogo entre o Ministério Público do Trabalho e os influenciadores, que demonstraram compreender a gravidade da situação e se comprometeram a reparar os danos causados. Mais do que encerrar o caso, esse é um momento de conscientização, inclusive para o público", afirmou.

Pelo acordo, Viih Tube e Eliezer se comprometeram a não produzir nem divulgar conteúdos que exponham empregados domésticos ou outros trabalhadores a situações humilhantes ou vexatórias, ainda que haja consentimento dos participantes.

O TAC também proíbe exigir ou incentivar a participação de funcionários em realities ou produções semelhantes. Caso algum trabalhador participe de futuros conteúdos audiovisuais, a adesão deverá ser voluntária, formalizada por escrito e sem qualquer prejuízo para quem optar por não participar.

Além disso, o acordo veda qualquer forma de retaliação contra empregados que recusarem convites ou denunciarem irregularidades. Em caso de descumprimento, a multa será de R$ 50 mil por cláusula violada, acrescida de R$ 5 mil por trabalhador prejudicado.

Após o acordo com o MPT e em meio à repercussão negativa do caso, Viih Tube publicou um vídeo nas redes sociais para explicar o TAC e pedir desculpas a quem se sentiu ofendido.

“Quero muito pedir desculpas para vocês que se sentiram ofendidos. A gente entende todos os questionamentos, todas as denúncias, tudo que todo mundo falou”, afirmou pelo Instagram.

O reality passou a ser alvo de críticas após exibir funcionários da casa participando de provas e dinâmicas consideradas potencialmente constrangedoras, o que levou o MPT a abrir investigação.

A indenização de R$ 350 mil não será paga diretamente aos trabalhadores envolvidos. O valor será destinado a um fundo público, como o Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD), para financiar projetos de interesse coletivo e prevenir novas violações.

O acordo encerrou a investigação aberta pelo Ministério Público do Trabalho para apurar possíveis violações relacionadas ao reality “As Patroas”.

O programa colocava 11 empregados domésticos do casal em uma competição com provas e desafios em troca de prêmios, como dinheiro e redução da jornada de trabalho. Entre as dinâmicas exibidas, havia uma prova em que participantes precisavam procurar moedas de plástico dentro de vasos sanitários e lixeiras.

Para o MPT, a exposição pública dos trabalhadores e o uso da imagem deles em uma produção com finalidade comercial levantaram questionamentos sobre possíveis violações de direitos trabalhistas.

não produzir ou divulgar conteúdos que exponham empregados domésticos ou outros trabalhadores a situações humilhantes ou vexatórias;não exigir ou incentivar a participação de funcionários em realities ou produções semelhantes;garantir que futuras participações de trabalhadores em conteúdos audiovisuais sejam voluntárias e formalizadas por escrito;não praticar retaliações contra empregados que recusem convites ou denunciem irregularidades.

Em outro story publicado após o pronunciamento, a influenciadora respondeu dúvidas dos seguidores sobre o pagamento da indenização e sobre a relação com as funcionárias.

Além de explicar que o dinheiro do dano moral coletivo não será repassado às trabalhadoras, Viih Tube também informou que o casal não poderá mais gravar ou publicar conteúdos mostrando a rotina com as empregadas domésticas, uma das medidas previstas no acordo.

“Não poderemos mais mostrar/gravar nossa rotina com elas, como um dos ajustes de conduta. Sei que amavam acompanhar e dávamos muitas risadas, mas preferi avisar para que não achassem que a gente que não quer mais gravar algo com elas”, afirmou.

Segundo ela, as funcionárias continuam bem e entenderam a decisão, embora tenham ficado tristes com o encerramento do reality.

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Esquecidas na gaveta: brasileiros têm quase R$ 32 milhões guardados em moedas de 1 centavo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/08/2026 05:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0800,37%Dólar TurismoR$ 5,2820,21%Euro ComercialR$ 5,8370,02%Euro TurismoR$ 6,080-0,18%B3Ibovespa177.159 pts1,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,0800,37%Dólar TurismoR$ 5,2820,21%Euro ComercialR$ 5,8370,02%Euro TurismoR$ 6,080-0,18%B3Ibovespa177.159 pts1,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,0800,37%Dólar TurismoR$ 5,2820,21%Euro ComercialR$ 5,8370,02%Euro TurismoR$ 6,080-0,18%B3Ibovespa177.159 pts1,88%Oferecido por

No fundo de gavetas, embaixo de sofás e nos bolsos de roupas velhas estão quase R$ 32 milhões dos brasileiros — distribuídos em moedinhas de 1 centavo. Mais de 20 anos após a suspensão da produção, cerca de 3,19 bilhões de moedas de R$ 0,01 ainda estão "em circulação", de acordo com dados do Banco Central (BC).

A quantidade é próxima ao número de moedas de 25 e 50 centavos em circulação, cerca de 3,88 bilhões de cada valor. Porém, a menor unidade do real praticamente não é mais usada pelos brasileiros, apesar de continuar com valor garantido pela autoridade monetária.

As últimas moedas de 1 centavo foram emitidas em 2004. No ano seguinte, o BC decidiu suspender a produção por dois motivos: mais de 3 bilhões de unidades já estavam em circulação e o custo de fabricação era desproporcional.

Na época, gastavam-se R$ 86,53 para produzir 1 mil moedas — ou seja, mais de 8 centavos por unidade.

Pela mesma razão, a moeda americana de um centavo, a "penny", deixou de ser cunhada pela Casa da Moeda dos Estados Unidos no fim do ano passado. Em uma década, o custo de produção de 1 mil unidades saltou de US$ 1,42 para US$ 3,69.

A moeda de 1 centavo aparece entre as denominações que menos fazem falta na hora do pagamento, de acordo com pesquisas do BC. Segundo a instituição, as moedinhas desapareceram por entesouramento — isto é, ficaram retidas pela população.

O histórico inflacionário da economia brasileira pode explicar o desinteresse pelas moedas de baixo valor, segundo a economista Carla Beni, professora da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Há décadas, concessionárias faziam campanhas para incentivar a população a pagar os pedágios com moedas. "Mesmo assim, o brasileiro já pensava ‘ah, vou carregar o peso por uma coisa que não vale quase nada’", explica a economista.

Hoje, a cobrança automática já é realidade nos pedágios, enquanto novas formas de pagamento ganharam espaço. O PIX já ultrapassou o dinheiro físico, os cartões de crédito e de débito na preferência dos brasileiros.

Apesar da inflação e da maior adoção de outras formas de pagamento, não há expectativa de que as moedas de 5 e 10 centavos deixem de ser emitidas, segundo o Departamento do Meio Circulante do BC.

Nem toda moeda de 1 centavo vale apenas o número cunhado no metal. Exemplares raros e bem conservados podem chegar a R$ 100 em sites de colecionadores.

“As moedas de 1 centavo possuem uma tiragem muito alta, fazendo com que elas, via de regra, não valham muito. Seu preço médio é de 1 real cada, para exemplares pouco circulados, a até 10 reais para exemplares que não circularam (chamados de ‘flor de cunho’)”, explica Bruno Pellizzari, diretor-presidente da Sociedade Numismática Brasileira (SNB).

O mercado tem mais interesse em características “especiais” que diferenciam esses exemplares das moedas comuns. Segundo Pellizzari, um exemplo é o erro conhecido como “boné”, ou cunhagem descentralizada.

“No momento em que o disco liso ia receber a batida da cunhagem, ele ‘corria’, uma parte do desenho não era cunhada e o disco ficava parcialmente liso — essas valem dezenas de reais”, explica.

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De saladas à feijoada vegana: restaurante na periferia de SP fatura R$ 40 mil com comida saudável

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 02/08/2026 02:52

Pequenas Empresas & Grandes Negócios De saladas à feijoada vegana: restaurante na periferia de SP fatura R$ 40 mil com comida saudável Com pratos vegetarianos, ingredientes orgânicos e receitas acessíveis, negócio criado por Tia Nice e Thiago Vinícius virou referência gastronômica na Zona Sul de São Paulo e já recebeu chefs famosos. Por PEGN

Restaurante criado por mãe e filho no Campo Limpo, em São Paulo, virou referência em comida saudável e acessível na periferia.

O negócio começou com uma barraquinha e hoje fatura cerca de R$ 40 mil por mês, com pratos vegetarianos e ingredientes orgânicos.

A feijoada vegana é um dos maiores sucessos da casa e já atraiu chefs famosos, como Bela Gil e Alex Atala.

Além da gastronomia, o restaurante fortalece produtores locais e busca inspirar outros empreendedores da periferia.

O que começou com uma pequena barraquinha na Zona Sul de São Paulo se transformou em um restaurante conhecido por unir comida saudável, preço acessível e impacto social na periferia.

No Campo Limpo, bairro mais populoso da capital paulista, mãe e filho comandam um negócio que já recebeu chefs renomados e virou referência de gastronomia comunitária.

A ideia nasceu dentro de casa. Thiago Vinícius decidiu transformar os temperos naturais preparados pela mãe, conhecida como Tia Nice, em um empreendimento voltado para democratizar a alimentação saudável.

“Eu decidi democratizar o tempero da minha mãe, que era só meu, em casa. Agora, é de todo mundo no Campo Limpo, do Brasil e do mundo”, afirma o empreendedor.

Tia Nice cresceu cercada pela culinária e desenvolveu uma cozinha baseada em ingredientes frescos e naturais. Ela evita temperos industrializados e utiliza ervas e legumes cultivados na própria horta. “Eu sempre quis cozinhar sem temperos artificiais”, conta.

Antes de empreender, ela trabalhou em restaurantes vegetarianos de bairros nobres de São Paulo e chegou a ter um bar de petiscos no litoral. Mas foi perto de casa, com o apoio do filho, que conseguiu transformar a experiência em um negócio próprio.

O restaurante começou pequeno, com apenas duas mesas. Hoje, acomoda até 50 pessoas e atende clientes no salão, no delivery e em encomendas para eventos. O investimento inicial foi de R$ 80 mil, e o negócio alcançou faturamento mensal de R$ 40 mil, com ticket médio de R$ 19,90.

Entre os destaques do cardápio está a feijoada vegetariana, preparada com ingredientes orgânicos fornecidos por pequenos produtores da região. Aos sábados, o prato chega a vender cerca de 150 unidades.

Além da proposta gastronômica, o restaurante também movimenta a economia local. Segundo Thiago, empreender na periferia ainda envolve desafios estruturais, como dificuldade de acesso a crédito e falta de infraestrutura básica.

“A gente está o tempo todo desconstruindo a ideia de que a favela é um lugar de violência”, diz.

O sucesso do negócio ultrapassou os limites do bairro e chamou a atenção de nomes conhecidos da gastronomia brasileira. Chefs como Rodrigo Oliveira, Bela Gil e Alex Atala já visitaram o restaurante para provar os pratos da casa.

Para o futuro, a dupla quer expandir o impacto do negócio dentro da comunidade. “Que a gente possa ser um vetor de inspiração para outras quebradas”, afirma Thiago.

📍 Endereço: Rua Batista Crespo 105 – Vila Pirajussara – São Paulo/SP – CEP 05777-001📞Telefone: (11) 94885-6108📧E-mail: percursoproducoes@gmail.com📸 Instagram: https://www.instagram.com/organicamenterango

📍 Endereço: Rua Gastao Raul Forton de Bosquet ,401 – São Paulo/SP – CEP: 05797-000📞Telefone: (11) 98188-6448

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