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Os desafios de Lula no G7 para não ficar escanteado em meio ao foco em crises globais e embate entre Trump e Europa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 05:49

Política Os desafios de Lula no G7 para não ficar escanteado em meio ao foco em crises globais e embate entre Trump e Europa Os presidentes do Brasil e dos EUA estão no mesmo local pela primeira vez desde que Washington anunciou a possibilidade de uma nova taxação às importações brasileiras, ampliando as expectativas para uma negociação direta. Por BBC

O presidente Lula inicia nesta terça-feira, 16/06, sua participação no G7 em Évian-les-Bains, na França. Ele busca espaço em meio a grandes crises globais.

A presença de Donald Trump gera expectativa de interações. Há tensão sobre uma possível taxação de 25% sobre importações brasileiras e designação de facções como terroristas.

Lula deve se reunir com líderes da União Europeia nesta terça-feira. O encontro ocorre após o bloco proibir a importação de carnes e outros produtos brasileiros.

O presidente brasileiro também tem reuniões com líderes do Japão e Egito. Ele discursará sobre desenvolvimento, reforma da governança global e inteligência artificial.

Lula fez sua primeira reunião bilateral às margens do G7 com Emmanuel Macron, presidente da França e anfitrião do evento — Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inicia nesta terça-feira (16/06) sua participação oficial no G7 – o fórum que reúne sete das maiores economias industrializadas do planeta.

Lula foi convidado para o evento, que acontece em Évian-les-Bains, na França, pelo presidente francês, Emmanuel Macron. É costume que o anfitrião do fórum escolha alguns países não membros do G7 para acompanhar as discussões ampliadas, a partir do segundo dia de reuniões.

Quem também está na pequena cidade francesa na fronteira com a Suíça para o encontro é o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A presença dos dois líderes no mesmo local ampliou as expectativas para possíveis interações, em um momento de novo tensionamento da relação diante da possibilidade da aplicação de uma taxação extra de 25% sobre parte das importações brasileiras.

Até o momento, não houve confirmação sobre uma possível reunião bilateral entre Lula e Trump — e interlocutores afirmam que o governo brasileiro não pediu um encontro privado à Casa Branca.

Os dois líderes, porém, podem se cruzar durante as reuniões ampliadas da cúpula ou nos corredores do evento.

Segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, conquistar a atenção do presidente americano deve ser um grande desafio para o governo brasileiro, que concorre com outras diversas lideranças mundiais em meio a grandes crises globais, tal como as guerras no Irã e na Ucrânia e a instabilidade nas relações transatlânticas causada pela política isolacionista trumpista.

Este também vai ser o primeiro contato entre Lula e Trump após o governo americano passar a designar formalmente as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

A participação do Brasil no fórum do G7 abre ainda as portas para um diálogo mais próximo com a União Europeia (UE). Há uma semana, o bloco oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no país, em um veto que deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Um encontro com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu, está previsto para esta terça-feira.

O presidente brasileiro já se encontrou com Macron, na tarde de segunda-feira. Os dois trataram de cooperação em defesa, tecnologia e sobre as expectativas para a cúpula.

Após a reunião, Lula compartilhou imagens dos dois nas redes sociais e afirmou que o fórum é uma oportunidade para o Brasil representar o Sul Global e reafirmar "seu compromisso com a paz, a defesa do multilateralismo, o desenvolvimento sustentável e a construção de um mundo mais justo".

Segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, Lula pode encontrar dificuldades para navegar entre as lideranças do G7 em um momento em que as atenções do mundo estão voltadas para outros temas além daqueles priorizados pelo governo brasileiro.

Por um lado, o foco da comunidade internacional são os dois grandes conflitos atuais: no Irã e na Ucrânia.

Os EUA e a República Islâmica anunciaram na noite de domingo (14/06) a conclusão de um acordo de paz para encerrar o conflito entre os dois países, que começou em 28 de fevereiro.

A assinatura do pacto está prevista para a próxima sexta-feira (19/06), quando também se espera a reabertura do estreito de Ormuz, bloqueado desde meados de abril.

Até agora, porém, há poucos detalhes sobre o acordo – e muitas dúvidas sobre a possibilidade dele se manter de pé, diante da volatilidade da região e dos muitos anos de negociações fracassadas entre EUA e Irã.

Por se tratar de um acordo preliminar, que possivelmente terá mais desdobramentos nos próximos dias, o tema ainda deve ganhar grande destaque na agenda dos líderes das sete maiores economias industrializadas do mundo em Évian, diz Clarissa Forner, professora de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

A expectativa é que Trump use o fórum para promover suas conquistas com o acordo, aponta a especialista.

Além disso, diz, o presidente americano deve cobrar a Europa por mais apoio aos EUA diante dos embates no Oriente Médio.

"As prioridades norte-americanas serão ainda muito balizadas pelas questões relacionadas à guerra com o Irã, principalmente no sentido de pressionar, como tem sido praxe, por maior envolvimento europeu nos esforços militares", destaca Forner.

Lula chegou a Évian-les-Bains no final da manhã de segunda-feira no horário local — Foto: Ricardo Stuckert / PR

Lauren Sukin, professora de Política Externa dos EUA da Universidade de Oxford, aponta ainda que com o encaminhamento das negociações, a reversão dos efeitos econômicos da guerra ganha mais destaque.

"Existem preocupações não apenas em relação à cadeia de suprimentos de combustíveis e segurança energética, mas também com a produção de fertilizantes e a segurança alimentar, além de uma vasta gama de outras questões relacionadas à cadeia de suprimentos que foram afetadas pela guerra", diz a analista.

Já os europeus querem aproveitar as conversas no G7 para pressionar os Estados Unidos por mais protagonismo na ajuda prestada à Ucrânia diante da invasão russa, dizem os especialistas.

Esse tem sido um tema constante na relação da UE com Trump desde que o presidente americano suspendeu a ajuda militar ao governo do presidente Volodymyr Zelensky no ano passado.

Além de tudo isso, o G7 passa por um momento de crise interna, aponta Oliver Stuenkel, pesquisador da Universidade Harvard e do Carnegie Endowment for International Peace e professor da FGV.

"O G7 vive uma profunda crise, com muitas dúvidas sobre sua relevância devido à crise na relação transatlântica", disse.

Segundo Stuenkel, os Estados Unidos possuem hoje uma postura hostil em relação à maioria dos outros governos dos G7, especialmente quando se trata do Canadá e do Reino Unido.

Isso significa que há pouco espaço "para criar consensos", afirma. "E a presença do Brasil não mudará esse quadro de fragmentação geral", diz.

Esta é a décima vez que Lula participa do fórum anual do G7, ao longo de seus três mandatos. São membros plenos do grupo: Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, França, Itália, Alemanha e Japão. A UE participa como membro institucional.

Além do Brasil, estão entre os convidados extras deste ano Ucrânia, Índia, Quênia, Coreia do Sul, Egito, Emirados Árabes Unidos e Catar.

Nesse contexto, as pautas de interesse imediato do Brasil com os EUA podem ficar em segundo plano, segundo fontes ouvidas pela BBC News Brasil.

Para Lauren Sukin, da Universidade de Oxford, um encontro com Lula provavelmente não está na lista de prioridades de Trump no fórum.

"Mas a administração Trump nem sempre planeja essas cúpulas com a mesma precisão que administrações anteriores, então ainda pode ter algum espaço sobrando na agenda, a depender de como a cúpula se desenrola", afirma.

Por outro lado, afirma a especialista americana, a administração americana tem atuado para reduzir a dependência de outros países da China e o tema pode ser uma forma de atrair a atenção de Trump.

"Assim, é possível que o Brasil, ao destacar, por exemplo, suas vantagens em minerais críticos ou novas oportunidades de investimento, se torne atraente para o governo Trump, principalmente se os temas forem apresentados como uma forma de se desvincular da China", diz.

Uma fonte no Ministério de Relações Exteriores afirma ainda que não há espaço em uma cúpula do G7 para discutir temas específicos da relação Brasília e Washington, como as ameaças de taxação e a designação de organizações criminosas como terroristas.

Ainda segundo esse interlocutor, que pediu para não ser identificado, essa nunca foi a expectativa do governo brasileiro em Évian.

Lula e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, após a assinatura do acordo entre a União Europeia e o Mercosul em janeiro de 2026 — Foto: AFP via Getty Images

Já uma discussão sobre o veto à carne brasileira pela UE poderia ser abordada na reunião com os representantes de Bruxelas.

Os especialistas ouvidos pela reportagem afirmam, porém, que um avanço ainda é improvável neste momento.

"Acho pouco provável que possa haver uma reversão rápida" da medida, avalia Oliver Stuenkel.

A decisão europeia de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil foi oficializada na semana passada. Segundo a Comissão Europeia, o país não conseguiu comprovar que seus produtores atendem a algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

"Obviamente que eu acho que o recado principal que nós queremos passar aos europeus é que ficamos assim um pouco surpresos da maneira como foi. Nós estamos vendo algumas medidas da União Europeia que nos causam alguma preocupação. E o tom da discussão, se houver, ou em outros momentos, não necessariamente no G7, vai ser esse, com uma certa preocupação por esses últimos desdobramentos e ver o que a gente pode fazer para resolver as questões", apontou antes do evento o embaixador Philip Fox-Drummond Gough, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que acompanha diretamente as tratativas.

Para Oliver Stuenkel, é comum que decisões como a da UE sejam tomadas após um grande acordo comercial — como o que entrou em vigor de forma provisória entre o bloco e o Mercosul em maio —, como uma forma de defender os produtores locais.

"[O acordo] foi uma grande derrota para a agricultura europeia", diz o pesquisador da Universidade Harvard. "O veto é uma espécie de reação política para abafar essa mobilização."

Mas ainda que Lula volte ao Brasil sem um encontro cara a cara com Trump ou representantes da União Europeia durante o G7, isso não significa necessariamente que a viagem para o fórum tenha sido um desperdício de tempo, apontam os analistas ouvidos pela reportagem

"Há outros espaços possíveis de reivindicações e de negociação que extrapolam a relação com os EUA e isto pode ser muito positivo, na verdade", diz Clarissa Forner, da UERJ. "Explorar essas outras alternativas me parece ser parte importante do cálculo da delegação brasileira."

"No caso dos EUA, me parece menos provável que haja avanços significativos, neste momento, mas um possível encontro bilateral entre os presidentes ou os contatos entre delegações podem abrir margem para outras negociações futuras, especialmente no campo tarifário."

Lula já tem reuniões bilaterais costuradas com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e com o primeiro-ministro do Egito, Abdul Fatah Khalil Al-Sisi. Ambas devem acontecer ainda na tarde desta terça, no horário local.

Também hoje, o presidente brasileiro discursa durante uma sessão sobre solidariedade internacional aos países em desenvolvimento.

A expectativa é que Lula cobre a ampliação da Assistência Oficial ao Desenvolvimento (AOD). A chamada AOD, que no inglês é Official Development Assistance (ODA), refere-se a repasses financeiros realizados pelos países mais industrializados do mundo para promover o bem-estar e o desenvolvimento econômico de países em situação de mais vulnerabilidade.

Na quarta-feira (17/06), em outra sessão de líderes, Lula participa de sessão sobre crescimento econômico equilibrado, na qual deve defender a necessidade de reforma da governança global, especialmente em instituições como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a própria Organização das Nações Unidas (ONU).

A pauta é considerada importante para a diplomacia brasileira e é frequentemente discutida por Lula em fóruns internacionais.

O presidente dos EUA, Donald Trump (à direita), chegando no hotel onde acontece a cúpula do G7 em Évian-les-Bains — Foto: Getty Images

Ainda no dia 17, a comitiva brasileira participará de um almoço que terá como tema central a Inteligência Artificial (IA).

Sam Altman, da OpenAI, Dario Amodei, da Anthropic, e Arthur Mensch, da Mistral, participam juntamente com outros oito representantes da indústria tecnológica do fórum.

O Brasil tem interesse em influenciar esse debate para garantir que este não seja um tópico dominado pelos países do Norte Global e pela China, aponta Oliver Stuenkel. O governo Lula também tem demandado maior regulação da atuação de empresas do setor tecnológico.

Segundo fontes do Ministério de Relações Exteriores, há um desejo de apresentar os avanços do Brasil na área, com alterações promovidas no Marco Civil da Internet, como exemplo para o resto do mundo.

A Presidência francesa também espera assinar, ao final do fórum em Évian, um entendimento sobre a diversificação das cadeias de minerais críticos.

O Brasil já vem discutindo com lideranças estrangeiras a questão da industrialização do setor, como uma forma de garantir mais investimentos para que o país não seja apenas exportador e a matéria prima vendida ganhe mais valor agregado.

Mas uma fonte no Itamaraty afirmou que os rascunhos do documento apresentados até o momento podem não se alinhar totalmente com a visão brasileira sobre o formato de cooperação internacional na área.

Não há ainda, no entanto, uma decisão final do governo Lula sobre a possibilidade de endossamento do texto.

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‘Taxa das blusinhas’: governo volta a tributar compras internacionais de baixo valor em 2027, mas com imposto e alíquota diferentes

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 03:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0670,09%Dólar TurismoR$ 5,2710,09%Euro ComercialR$ 5,8690,21%Euro TurismoR$ 6,1230,23%B3Ibovespa170.415 pts-0,42%MoedasDólar ComercialR$ 5,0670,09%Dólar TurismoR$ 5,2710,09%Euro ComercialR$ 5,8690,21%Euro TurismoR$ 6,1230,23%B3Ibovespa170.415 pts-0,42%MoedasDólar ComercialR$ 5,0670,09%Dólar TurismoR$ 5,2710,09%Euro ComercialR$ 5,8690,21%Euro TurismoR$ 6,1230,23%B3Ibovespa170.415 pts-0,42%Oferecido por

Pacotes de roupas em uma fábrica da Shein em Guangzhou, província de Guangdong, China, em 1º de abril de 2025. — Foto: Reuters

A taxação de encomendas com valor abaixo de US$ 50, zerada neste ano com o fim da "taxa das blusinhas", retornará em 2027 por meio da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) — tributo federal criado no âmbito da reforma tributária sobre o consumo.

🔎A CBS substituirá o antigo imposto de importação, que tinha alíquota de 20% para encomendas internacionais de baixo valor. A alíquota a ser cobrada, entretanto, ainda não está definida.

O valor da CBS, que está sendo calculado pela Receita Federal em parceria com o Tribunal de Contas da União (TCU), será fixado por resolução do Senado em dezembro deste ano.

A CBS terá a mesma lógica para produtos nacionais e importados, com aplicação das mesmas alíquotas. O imposto não depende do limite de US$ 50, regra do imposto de importação. A cobrança começou em 2026 (fase de testes, com tributo destacado) e passa a valer com alíquota cheia em 2027.

Em 2024, o governo estimou que a alíquota da CBS seria de 8,8%. Entretanto, nos meses seguintes foram feitas novas exceções à cobrança do imposto cheio, como carnes e medicamentos — que elevaram a alíquota.

A área econômica não fez nova projeção, mas cálculo da consultoria Roit aponta para uma taxa de 9,43% em 2027.

O valor da CBS está sendo calculado com o objetivo de manter o atual patamar da carga tributária sobre o consumo, de modo que o governo federal não perca arrecadação. Além da CBS, o governo também contará com a receita do imposto seletivo, conhecido como imposto do pecado, para manter a carga tributária atual.As alíquotas do imposto seletivo para cada produto (álcool, refrigerantes, cigarros e veículos poluentes, entre outros) ainda serão definidas pelo Congresso Nacional.Se o governo fixar alíquotas menores para o imposto do pecado, terá de cobrar uma alíquota mais alta na CBS para manter o atual patamar da carga tributária global sobre o consumo.

Alíquota dependerá de imposto do pecado, a ser definido pelo Congresso Nacional — Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

➡️Além da CBS, os estados também continuarão taxando as encomendas internacionais, como já acontece atualmente. As alíquotas do ICMS estadual sobre importações abaixo de US$ 50 variam de 17% a 20%.

➡️De 2029 a 2032, haverá a transição do ICMS estadual e do ISS municipal para o IBS — o futuro imposto sobre consumo dos estados e municípios.

➡️Ao fim desse período, os atuais tributos estaduais e municipais serão substituídos pelo IBS, cuja alíquota, em conjunto com a CBS do governo federal, está estimada em 26,5% – uma das maiores do mundo. O tributo será cobrado sobre importações.

Para o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), que reúne os varejistas brasileiros, como Americanas, Dafiti, Centauro, Casas Bahia, Lojas Renner e Magazine Luiza, entre outros, a cobrança da CBS a partir de 2027 pelo governo, corrige uma "situação não isonômica" – dada a isenção para importados de baixo valor.

"Todas as operações comerciais com bens e serviços serão, via de regra, tributadas, razão pela qual as operações comercias envolvendo importações de pequeno valor e cross-border também devem ser tributadas, respeitando a lei e principalmente o comércio local, já tão prejudicado pelas distorções tributárias que lhe são aplicadas, seja na tributação de Imposto de Importação, seja na tributação sobre o valor adicionado, como no caso da CBS", acrescenta o IDV, em nota.

O g1 questionou o Ministério da Fazenda sobre a cobrança da CBS nas compras internacionais de baixo valor a partir de 2027 e se o governo entende que, ao taxar produtos nacionais e importados com a mesma alíquota, haverá isonomia tributária. O ministério não respondeu às perguntas.

A área econômica confirmou apenas que o trabalho está sendo realizado "de forma dialogada" com o TCU e tendo como base as premissas definidas pela EC 132/23 e pela LC 214/25, ou seja, na definição da futura alíquota do tributo (a ser fixada até o fim de 2026).

Em maio deste ano, em meio à corrida eleitoral, o governo decidiu revogar a taxa das blusinhas. A mudança foi formalizada em uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e regulamentada por uma portaria do Ministério da Fazenda.

‘Taxa das blusinhas’: pesquisa interna que apontou rejeição de 70% foi determinante para revogação improvisada por Lula

A taxa das blusinhas havia sido instituída em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional. Com isso, o governo passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, que até então estavam isentas para empresas dentro do programa Remessa Conforme.

🔎A taxação foi uma resposta do governo e do Congresso a um pedido de segmentos da indústria nacional, após o aumento das compras digitais durante a pandemia, e diante da diferença de carga tributária entre produtos nacionais e os importados nas plataformas online.

À época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o texto aprovado pelo Legislativo, apesar de ter classificado a decisão como "irracional". A medida foi defendida pela indústria brasileira.

➡️Controversa, a "taxa das blusinhas" era reprovada por parte dos consumidores brasileiros principalmente por encarecer produtos populares de baixo valor e reduzir a atratividade de plataformas internacionais. Críticos argumentam que turistas de viagens internacionais têm vantagem ao não recolher o tributo.

➡️ A manutenção da "taxa das blusinhas" foi defendida pelo vice-presidente da República, e então ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, para defender a indústria nacional de produtos de baixo valor.

Em manifesto, representantes dos setores produtivos, do comércio e varejistas também defenderam sua permanência. Eles disseram que a medida não só gerou empregos, mas também benefícios ao consumidor.

"O consumidor também foi beneficiado pela redução da disparidade tributária entre plataformas internacionais de e-commerce e o setor produtivo nacional. No setor de têxteis, vestuário e calçados, por exemplo, a inflação é a menor entre os itens do IPCA desde julho de 1994, início do Plano Real", diz o manifesto.

A "taxa das blusinhas" também rendeu recursos aos cofres públicos, ajudando a equipe econômica a buscar as metas para as contas públicas.

Em 2025, por exemplo, a Receita Federal arrecadou R$ 5 bilhões com esse imposto, novo recorde.Nos quatro primeiros meses deste ano, avançou para R$ 1,78 bilhão, superando o valor registrado no mesmo período do ano passado.

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Nova taxação proposta pelos EUA pode impactar um terço das exportações brasileiras com tarifas de até 37,5%, projeta CNI

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/06/2026 17:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0670,09%Dólar TurismoR$ 5,2710,09%Euro ComercialR$ 5,8690,21%Euro TurismoR$ 6,1230,23%B3Ibovespa170.415 pts-0,42%MoedasDólar ComercialR$ 5,0670,09%Dólar TurismoR$ 5,2710,09%Euro ComercialR$ 5,8690,21%Euro TurismoR$ 6,1230,23%B3Ibovespa170.415 pts-0,42%MoedasDólar ComercialR$ 5,0670,09%Dólar TurismoR$ 5,2710,09%Euro ComercialR$ 5,8690,21%Euro TurismoR$ 6,1230,23%B3Ibovespa170.415 pts-0,42%Oferecido por

Projeção da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que, caso as novas tarifas propostas pelo Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) entrem em vigor, 31,6% das exportações brasileiras para os EUA passarão a ser taxadas em 37,5%, ante os atuais 10%.

Outros 3,6% dos embarques brasileiros para o mercado norte-americano seriam submetidos a uma tarifa de 12,5%, frente aos 10% cobrados atualmente, uma elevação de 2,5 pontos percentuais.

Isso porque, no início deste mês, os Estados Unidos concluíram uma investigação que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com empresas norte-americanas.

Entre os pontos citados estão o PIX, o combate ao desmatamento ilegal, a pirataria e supostas falhas na aplicação de leis anticorrupção.

Como resultado, o USTR propôs a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

O órgão, contudo, elaborou uma lista de exceções para itens considerados estratégicos pelos Estados Unidos, como carne bovina, frutas, café, aeronaves e minerais de terras raras, entre outros.

Segundo a CNI, 35,2% das exportações brasileiras para os Estados Unidos seriam alcançadas pelas novas medidas.

Quando consideradas também as tarifas setoriais já aplicadas com base na Seção 232 da legislação comercial norte-americana, a parcela das exportações sujeitas a algum tipo de sobretaxa poderia chegar a 54,1%.

As medidas, porém, ainda não entrarem em vigor. Antes de uma decisão final, a proposta ainda passará por consulta pública e por audiências conduzidas pelas autoridades norte-americanas.

Entre os produtos mais afetados está o ferro-gusa. Atualmente sujeito a uma tarifa de 10% com base na Seção 122, o produto passaria a enfrentar uma alíquota de 37,5% caso a proposta seja implementada.

Ferro gusa não ligado;Açúcar de cana em forma sólida;Sebo não comestível;Álcool etílico não desnaturado;Molduras de madeira padrão de pinho.

Minério de ferro e concentrados, pelotas aglomeradas; Lajes de quartzito;Óleos essenciais de frutas cítricas de laranja; Silício; Pasta de madeira química, sulfato ou soda, graus para dissolução.

O levantamento considera as listas de exceções publicadas pelo USTR e mantém isentas as exportações que já estão sujeitas às medidas da Seção 232, conforme relatórios divulgados pelo órgão.

A investigação contra o Brasil foi aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O mecanismo, criado pelo Congresso dos EUA, permite ao governo americano investigar países cujas políticas ou práticas sejam consideradas prejudiciais ao comércio, às empresas ou aos exportadores americanos.

A legislação dá ao USTR o poder de investigar possíveis barreiras comerciais e, caso conclua que elas existem, recomendar medidas de retaliação, como a imposição de tarifas sobre produtos importados.

O mecanismo já foi utilizado em diferentes disputas comerciais, especialmente contra a China. Em 2019, durante o primeiro mandato de Trump, os EUA aplicaram tarifas sobre mais de US$ 120 bilhões em produtos chineses com base nessa legislação.

Paralelamente, o USTR concluiu uma investigação sobre trabalho forçado em quase 90 países. O Brasil foi incluído entre as nações que, segundo o órgão, não adotam ou não aplicam, de forma efetiva, restrições à importação de bens produzidos com trabalho forçado. Nesse caso, a proposta é a aplicação de uma tarifa adicional de 12,5%, com isenção para 1.655 códigos.

Quando as duas medidas incidem simultaneamente sobre determinados produtos, a tarifa adicional total pode alcançar 37,5%.

Segundo o relatório final do USTR, as seguintes práticas do governo brasileiro "oneram ou restringem" o comércio com os EUA:

Comércio digital e serviços de pagamento (PIX): o texto afirma que o Banco Central favorece o PIX, sistema de pagamentos instantâneos, em detrimento de provedores americanos. Segundo o USTR, o BC atua ao mesmo tempo como regulador e operador do sistema, impondo seu uso e limitando as taxas cobradas por concorrentes.Regulação de redes sociais: o USTR afirma que tribunais brasileiros emitiram ordens sigilosas para que empresas americanas de mídia social removessem conteúdos políticos e suspendessem perfis de residentes nos EUA — em alguns casos, com alcance global, além de proibirem a divulgação dessas decisões. O órgão também critica a aplicação de multas elevadas, restrições a ativos e contas bancárias e, em pelo menos um caso, o bloqueio completo de um site.Tarifas preferenciais desleais: o governo americano contesta os acordos comerciais mantidos pelo Brasil com México e Índia. Segundo o USTR, o país concede tarifas mais baixas a centenas de produtos desses mercados em setores nos quais ambos são considerados produtores avançados e competitivos globalmente;Desmatamento ilegal: o documento afirma que, embora o Brasil tenha um marco legal para combater o desmatamento ilegal, o país falhou historicamente em aplicá-lo de forma eficaz, permitindo a continuidade do problema;Acesso ao mercado de etanol: o órgão americano argumenta que o Brasil interrompeu, de forma abrupta, em 2017, o tratamento tarifário equilibrado aplicado ao etanol e, desde então, não oferece reciprocidade às exportações do combustível vindas dos EUA;Proteção da propriedade intelectual: os EUA apontam falhas na aplicação de leis penais e aduaneiras contra a falsificação de produtos, além de lentidão na análise de patentes e de ações contínuas de combate à pirataria. O relatório também critica o tempo de análise de patentes pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), especialmente no setor biofarmacêutico, que pode chegar a 109 meses.Combate à corrupção: a representação americana concluiu que o Brasil não adota medidas suficientes para combater o suborno e a corrupção. O documento cita a anulação de processos da Operação Lava Jato pelo STF em 2023, a renegociação "sem transparência" de acordos de leniência e a queda do país no Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional.

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Antes de ser revogada, ‘taxa das blusinhas’ rendeu mais de R$ 2 bilhões ao governo em 2026

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/06/2026 11:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.133 pts-0,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.133 pts-0,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.133 pts-0,21%Oferecido por

O governo arrecadou R$ 2,13 bilhões em imposto de importação na parcial do ano, até meados de maio, com as encomendas internacionais, segundo a Secretaria da Receita Federal.

Isso representa um crescimento de 15,4% na comparação com os cinco primeiros meses do ano passado, quando somou R$ 1,84 bilhão.

Em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional, o governo passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50.

Imposto de importação federal sobre encomendas foi revogado em meados de maio — Foto: Jornal Nacional

O governo arrecadou R$ 2,13 bilhões em imposto de importação de janeiro até meados de maio com as encomendas internacionais, segundo a Secretaria da Receita Federal.

O valor ingressou nos cofres públicos no decorrer deste ano, antes de chamada "taxa das blusinhas" ser revogada em meio à corrida eleitoral.

Na comparação com os cinco primeiros meses do ano passado, com mais dias (pois considera maio de 2025 inteiro), houve uma alta de 15,4%. Naquele período, foram arrecadados R$ 1,84 bilhão com o imposto.

➡️Apesar do fim da cobrança do imposto de importação do governo federal, os estados seguem taxando as importações de pequeno valor por meio do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), com uma alíquota que varia de 17% a 20%.

➡️Controversa, a "taxa das blusinhas" era reprovada por parte dos consumidores brasileiros principalmente por encarecer produtos populares de baixo valor e reduzir a atratividade de plataformas internacionais. Críticos argumentavam que turistas de viagens internacionais têm vantagem ao não recolher o tributo.

Especialistas ouvidos pelo g1 afirmaram que o fim do imposto teve impacto imediato nos preços. Na prática, a medida afeta diretamente compras internacionais feitas em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.

➡️Em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional, o governo passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, que até então estavam isentas para empresas dentro do programa Remessa Conforme.

🔎A taxação foi uma resposta do governo e do Congresso a um pedido de segmentos da indústria nacional, após o aumento das compras digitais durante a pandemia, e diante da diferença de carga tributária entre produtos nacionais e os importados nas plataformas online.

➡️À época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o texto aprovado pelo Legislativo, apesar de ter classificado a decisão como "irracional". A medida foi defendida pela indústria brasileira.

➡️ A manutenção da "taxa das blusinhas" foi defendida pelo vice-presidente da República, e então ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, para defender a indústria nacional de produtos de baixo valor.

Em manifesto, representantes dos setores produtivos, do comércio e varejistas também defenderam sua permanência. Eles disseram que a medida não só gerou empregos, mas também benefícios ao consumidor.

"O consumidor também foi beneficiado pela redução da disparidade tributária entre plataformas internacionais de e-commerce e o setor produtivo nacional. No setor de têxteis, vestuário e calçados, por exemplo, a inflação é a menor entre os itens do IPCA desde julho de 1994, início do Plano Real", diz o manifesto.

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Elon Musk vira o primeiro trilionário da história da humanidade

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 13:44

Tecnologia Elon Musk vira o primeiro trilionário da história da humanidade Sul-africano construiu sua fortuna com empresas como Tesla, SpaceX, Starlink e X, antigo Twitter. A estreia da companhia espacial na Nasdaq o levou à marca inédita de trilionário. Por Darlan Helder, g1

Nascido na África do Sul, Musk construiu sua fortuna com empresas como Tesla, SpaceX, Starlink e X (antigo Twitter).

Sua trajetória empresarial começou nos anos 1990 com a Zip2 e ganhou impulso com a venda do PayPal para o eBay.

Elon Musk em um evento de luta livre que aconteceu na Filadélfia, nos Estados Unidos. — Foto: Matt Rourke/ AP Foto

Elon Musk se tornou nesta sexta-feira (12) o primeiro trilionário da história após a estreia da SpaceX na Nasdaq, principal bolsa de tecnologia dos Estados Unidos, que reúne empresas como Apple, Google e Microsoft.

Vale destacar que, antes mesmo de se tornar um trilionário, Musk já liderava a lista da Forbes de pessoa mais ricas do mundo. (conheça a trajetória dele).

Com alta expectativa, a SpaceX chegou ao mercado com ações precificadas em US$ 135 no IPO (oferta pública inicial). A estreia elevou o valor de mercado da companhia e impulsionou a fortuna de Musk.

"Ele criou uma ‘superempresa’ de telecomunicações. Só a Starlink (braço da SpaceX) acabou se tornando um negócio global que hoje é maior do que a própria operação espacial em termos de faturamento", afirma ao g1 Pedro Waengertner, CEO da ACE Ventures.

Filho mais velho de um sul-africano e de uma canadense de classe alta, Musk nasceu em Pretória, na África do Sul, em 1971. Ele já foi casado duas vezes e teve oito filhos. Ele viveu na África do Sul até 1989, quando se mudou para o Canadá pouco antes do seu aniversário de 18 anos.

Começou a faculdade na Queen's University em Ontário, no Canadá, mas, no meio da graduação, se mudou para a Universidade da Pensilvânia, nos EUA, onde se naturalizou cidadão americano. É bacharel em física e economia.

Seu primeiro empreendimento foi a Zip2, uma empresa que criou em 1995 com seu irmão Kimbal e com o amigo Greg Kouri e que oferecia um diretório para encontrar empresas online. A companhia foi vendida em 1999 para a Compaq.

Pouco depois dessa venda, Musk fundou a X.com, que era uma empresa de serviços financeiros on-line e de e-mail. Um ano depois de criada, a companhia se fundiu com a Confinity, que tinha um serviço de transferência de dinheiro chamado PayPal, que acabou virando o nome do negócio.

Em 2004, Musk se tornou o maior investidor e assumiu o comando da recém fundada fabricante de carros elétricos Tesla, bem antes de montadoras tradicionais apostarem nesse tipo de veículo.

Alguns meses antes, em 2002, Musk havia criado a sua empresa mais ambiciosa: a SpaceX, de transporte aeroespacial.

Entusiasta do bitcoin e de outras criptomoedas, ele também já se enveredou pelos ramos de energia solar, do transporte ultrarrápido, da internet via satélite e da neuciência.

Elon Musk comprou a rede social Twitter em outubro de 2022, após uma negociação de cerca de seis meses marcada por disputas e tentativas de desistência. O acordo foi fechado por US$ 44 bilhões e deu a ele o controle total da plataforma.

A trajetória começou em março daquele ano, quando Musk adquiriu 9,2% das ações da empresa e se tornou seu maior acionista individual. Meses depois, ele questionou a quantidade de contas falsas na rede social e tentou abandonar o negócio, mas o Twitter recorreu à Justiça para exigir o cumprimento do acordo.

A primeira aparição dele no ranking dos bilionários da revista "Forbes" foi em 2012, com a fortuna estimada em US$ 2 bilhões. Dez anos depois, ele somava US$ 219 bilhões, quando ocupou o topo da lista pela primeira vez.

Em 2021, Musk foi eleito a "Personalidade do Ano" em 2021 pela revista "Time". Em 2023, sua biografia foi lançada pelo jornalista Walter Isaacson, o mesmo que escreveu a história de Steve Jobs em 2011.

Desde 2004, Musk é o maior acionista e o presidente-executivo da fabricante de carros elétricos Tesla, fundada em 2003 pelos engenheiros Martin Eberhard e Marc Tarpenning.

Com sede em Austin, no Texas, nos EUA, a empresa entrou no ramo quando poucas marcas apostavam nesse tipo de veículo; o primeiro modelo foi lançado em 2009. Foi a partir daí que ele começou a ganhar atenção da mídia.

A Tesla também obteve notoriedade pela adoção de um polêmico sistema de semiautonomia para os carros, o Autopilot, que permite que eles dirijam sozinhos por um certo tempo, desde que o motorista mantenha as mãos no volante.

Alguns acidentes e flagrantes de condutores dormindo a bordo desses veículos tornam o recurso bastante controverso até hoje.

Musk impulsionou a empresa a crescer a ponto de abrir uma fábrica na China, grande consumidora de carros elétricos, além da Alemanha. Com o braço Tesla Energy, a companhia também produziu painéis para captação de energia solar.

Empresa com ações na bolsa de Nova York, a Tesla chegou, em alguns momentos, a ultrapassar montadoras tradicionais como Ford e General Motors, que têm números de produção e vendas muito maiores.

Antes de se juntar à Tesla, Musk fundou, em 2002, a SpaceX, voltada ao transporte aeroespacial. Ele também é o presidente-executivo da empresa. A SpaceX se especializou no desenvolvimento e lançamento de foguetes reutilizáveis, algo que não existia na indústria e que pode baratear as viagens.

O primeiro lançamento de um foguete da companhia só aconteceu em 2008. Dez anos depois, a fim de testar seu foguete mais poderoso até então, Musk mandou um carro da Tesla para o espaço.

Depois, passou a enviar satélites e também já transportou gente para fora da Terra. Em 2021, a SpaceX conquistou um marco importante no turismo espacial com o lançamento de 4 pessoas "comuns" à órbita da Terra – que até então só tinha recebido astronautas profissionais.

Musk não estava a bordo, mas, com o sucesso da missão, ofuscou de certa forma seus concorrentes no segmento, os bilionários Jeff Bezos, dono na Amazon, e Richard Branson, da Virgin Galactic.

O ricaço também faz planos para a colonização de Marte com a SpaceX. Para isso, desenvolve supernaves, como a Starship, com a qual realiza testes, ainda sem tripulantes, desde 2023.

A Starlink é um braço da SpaceX voltado para fornecimento de internet via satélite. Nesse segmento, Musk também concorre com Bezos e sua Blue Origin. Ambos trabalham nas chamadas "constelações de satélites", que têm o objetivo de levar conexão para áreas remotas em todo o planeta. A SpaceX está à frente na corrida.

A empresa atua inclusive no Brasil, sobretudo na Amazônia. O Ibama já apontou que a expansão da tecnologia de Musk naquela também impulsiona atividades ilegais, como no garimpo.

🧠 NEURALINK: ele também está envolvido na startup de neurociência que quer "conectar cérebros a computadores". O objetivo é que, no futuro, pessoas com limitações motoras possam controlar dispositivos eletrônicos, como computadores e celulares, apenas com o pensamento.

A Neuralink já fez seu primeiro implante de chip em um cérebro humano. A empresa não é a única a investir nesta tecnologia.

O agora trilionário também tem a ambição de, mais à frente, usar o chip para alcançar a telepatia. Ele diz que isso ajudaria a humanidade a prevalecer em uma suposta guerra contra a inteligência artificial, mas especialistas adiantam que a prática não é viável.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL 🤖 Musk também foi um dos fundadores da OpenAI, de inteligência artificial, a qual deixou em 2018. Quatro anos depois, a startup se tornou famosa pela criação do ChatGPT. Musk, que passou a ser um crítico da OpenAI, criou sua própria empresa de IA, a xAI. em 2023.

Em fevereiro deste ano, a SpaceX anunciou a compra da xAI. Com a operação, a empresa de foguetes também passou a controlar o X, já que a rede social atualmente faz parte da estrutura da companhia de inteligência artificial.

TRANSPORTE ULTRA-RÁPIDO🚅 Musk possui ainda a The Boring Company, que projeta um sistema semelhante a um trem-bala que depende de um túnel modificado para atingir altas velocidades (sistema apelidado de "hyperloop").

CEO da Tesla, Elon Musk, e seu filho X Æ A-12 caminham no dia em que o Premier chinês Li Qiang se encontra com CEOs americanos, em Pequim. — Foto: REUTERS/Go Nakamura/Pool

A biografia "Elon Musk" , lançada em 2023, mostra o empresário como um homem infantilizado, que tirou suas ideias sobre o mundo de videogames, quadrinhos e livros de ficção científica, conforme reportou o "Fantástico", em entrevista com o autor, o jornalista Walter Isaacson.

Segundo o escritor, Musk é obcecado com a ideia da humanidade estar em perigo na Terra, sobretudo com o avanço da IA. Daí a ideia de colonização em Marte, uma das missões que ele prevê para a SpaceX. Isso também explicaria por que o empresário tem tantos filhos.

A LETRA X – O bilionário também seria fascinado pela letra X, uma influência dos personagens de X-Men. Além de a letra renomear o Twitter e batizar modelos de carros da Tesla , ela também aparece nos excêntricos nomes de herdeiros de Musk.

Em 2020, ele deu o impronunciável nome de X AE A-XII a seu sexto filho, com a então namorada, a cantora canadense Grimes. Dois anos depois, já separada de Musk, ela afirmou que teve também uma filha com o bilionário, chamada Exa Dark Sideræl Musk.

E, em 2023, a biografia do empresário revelou um terceiro bebê do ex-casal chamado Techno Mechanicus.

O site "Business Insider" também reportou que, em 2021, ele teria tido gêmeos com Shivon Zills, uma executiva da Neuralink, a startup de Musk no campo da neurociência. O autor da biografia do bilionário disse que conheceu as crianças, chamadas Azure e Strider, e postou uma foto delas com o casal.

Musk já era pai de cinco filhos do casamento com a autora de livros Justine Musk: gêmeos nascidos em 2004 e trigêmeos nascidos em 2006 — todos com nomes menos complicados, entre eles Xavier (também um personagem de X-Men).

O casal ainda perdeu o primeiro bebê, que sofreu morte súbita algumas semanas após o nascimento. Após se divorciar de Justine, Musk se casou com a atriz inglesa Talulah Riley, de quem também se separou.

Em 2015, Musk tirou seus cinco filhos mais velhos de uma prestigiada escola para crianças superdotadas e criou a Ad Astra, um centro privado de ensino em Los Angeles, nos EUA.

Filha de Musk, Vivian Jenna Wilson, que é uma mulher trans, retificou seu nome em 2022 e não quis manter o sobrenome do pai. Ela justificou a mudança por causa de sua identidade de gênero e "pelo fato de eu não viver ou desejar estar relacionada com meu pai biológico de qualquer forma".

MÃE E MODELO – A mãe de Musk, Maye, também é frequentadora das redes sociais. Modelo, ela tem atualmente mais de 1,5 milhão de seguidores no Instagram e 1 milhão no X, onde costuma defender o filho.

Kimbal Musk, irmão mais novo de Musk, também tem perfis públicos nas redes, onde se apresenta como chef, empreendedor e filantropo. Ele faz parte do conselho da Tesla.

Elon Musk e a mãe dele, Maye Musk, no Met Gala 2022 — Foto: Dimitrios Kambouris / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

AUTISMO – Em maio de 2021, durante uma aparição no programa americano "Saturday Night Live", Musk revelou que tem Síndrome de Asperger, um tipo de autismo leve.

"Sei que disse ou postei coisas estranhas, mas é assim que meu cérebro funciona. Para qualquer pessoa que ofendi, só quero dizer: reinventei os carros elétricos e estou enviando pessoas a Marte em um foguete", declarou. "Vocês acharam que eu seria um cara normal e relaxado?"

Assim o biógrafo Isaacson definiu Musk ao Fantástico: "Ele meio que tem personalidades múltiplas. Numa reunião faz piadas, é gentil e inspirador e tem ótimas ideias. Aí alguém diz algo que pra ele é um gatilho, e ele entra num estado que uma das amigas chama de 'modo demoníaco', muito severo com as pessoas. E aí quando volta, ele mal se lembra do que fez."

Musk está longe de ser um ricaço discreto. Gosta de dar entrevistas e posta quase que diariamente no X.

Já apresentou por uma noite o programa de humor americano "Saturday Night Life", que só recruta celebridades, frequenta o baile Met Gala e já foi filmado fumando um cigarro de maconha durante participação em um podcast transmitido ao vivo pelo YouTube.

Elon Musk fumou cigarro de maconha durante entrevista ao podcast do comentarista de Joe Rogan, em setembro de 2018 — Foto: Reprodução/YouTube

No antigo Twitter, seu canal preferido para se comunicar com milhões de seguidores, dispara mensagens que podem causar "terremotos" nos mercados de ações e de criptomoedas.

Apesar de ser usuário superativo, Musk sempre se mostrou um crítico das regras do Twitter. Ele entendeu, por exemplo, que a rede social "censurou" Donald Trump ao bani-lo, no começo de 2021.

A medida foi tomada, segundo o Twitter, por violação de política de uso da plataforma depois da invasão do Capitólio promovida por apoiadores do ex-presidente que não aceitavam o resultado das eleições de 2020 — uma desconfiança que Trump alimentou em seus posts nas redes.

Durante a pandemia, também tuitou duvidando do coronavírus e criticando o lockdown e a obrigatoriedade da vacina.

Um de seus bate-bocas mais famosos na rede foi com um mergulhador que fez parte da equipe que salvou crianças presas por 9 dias em uma caverna na Tailândia, em 2018. O caso comoveu o mundo.

O bilionário disse que poderia ceder um minissubmarino da SpaceX para o resgate, que era difícil e delicado. Vernon Unsworth, o mergulhador, chamou a sugestão de "manobra de relações públicas" e disse que Musk poderia "enfiar o submarino onde dói".

A partir daí, os dois trocaram agressões verbais a ponto de o empresário chamar Unsworth de pedófilo. O caso foi parar na Justiça. Veja mais polêmicas de Musk.

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Banco Central Europeu sobe juros pela primeira vez desde 2023 e cita impacto da guerra nos preços da energia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 13:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,144-0,55%Dólar TurismoR$ 5,363-0,26%Euro ComercialR$ 5,921-0,82%Euro TurismoR$ 6,193-0,48%B3Ibovespa168.540 pts-0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,144-0,55%Dólar TurismoR$ 5,363-0,26%Euro ComercialR$ 5,921-0,82%Euro TurismoR$ 6,193-0,48%B3Ibovespa168.540 pts-0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,144-0,55%Dólar TurismoR$ 5,363-0,26%Euro ComercialR$ 5,921-0,82%Euro TurismoR$ 6,193-0,48%B3Ibovespa168.540 pts-0,05%Oferecido por

O Banco Central Europeu (BCE) elevou nesta quinta-feira (11) sua principal taxa de juros pela primeira vez desde 2023, em uma decisão motivada pelo avanço da inflação na zona do euro em meio aos efeitos econômicos da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

A taxa de depósito, referência para a política monetária do bloco, subiu de 2% para 2,25%. A medida já era amplamente esperada pelo mercado e marca a primeira reação de um grande banco central ao aumento dos preços de energia provocado pelo conflito no Oriente Médio.

"A guerra no Oriente Médio está gerando pressões inflacionárias, e a decisão de aumentar as taxas de juros é sólida em uma série de cenários que descrevem como o choque pode evoluir e afetar as perspectivas de médio prazo para a zona do euro", afirmou o BCE em comunicado.

A instituição destacou que o cenário permanece incerto, com riscos tanto para a inflação quanto para o crescimento econômico da região.

A preocupação da autoridade monetária ganhou força após a inflação da zona do euro acelerar para 3,2% em maio, acima da meta de 2% perseguida pelo BCE. Ao mesmo tempo, a instituição revisou para cima suas projeções para os preços ao consumidor em 2026, passando de 2,6% para 3%.

Durante entrevista coletiva em Frankfurt, a presidente do BCE, Christine Lagarde, afirmou que o conflito no Oriente Médio está gerando pressões inflacionárias e aumentando o grau de incerteza para a economia europeia.

Segundo ela, a decisão de elevar os juros foi unânime entre os integrantes do conselho da instituição.

Lagarde classificou o aumento como um sinal necessário diante do cenário atual. A dirigente também argumentou que permitir que a inflação saia do controle poderia tornar ainda mais difícil o retorno à estabilidade de preços nos próximos anos.

A decisão ocorre em um momento delicado para a economia da zona do euro. Embora o BCE tenha reduzido apenas marginalmente sua projeção de crescimento para 2026 — de 0,9% para 0,8% —, empresas e famílias já enfrentam custos mais elevados de energia em decorrência da guerra.

Parte dos economistas, contudo, questiona a eficácia da medida. A avaliação é que a atual aceleração da inflação está ligada principalmente à oferta de energia, e não ao excesso de demanda na economia.

Apesar das críticas, o BCE sinalizou que considera necessário agir preventivamente. A experiência da crise inflacionária iniciada em 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, continua influenciando as decisões da instituição.

Na época, o banco central foi acusado por parte do mercado de ter demorado para reagir à escalada dos preços.

Lagarde evitou antecipar quais serão os próximos passos da política monetária europeia. Ainda assim, a combinação de inflação acima da meta, preços de energia elevados e incertezas relacionadas à guerra tem levado investidores a considerar a possibilidade de novos aumentos de juros nos próximos meses.

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Durigan diz que governo avalia vetar renegociação de dívidas rurais caso projeto passe na Câmara; Senado aprovou proposta

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/06/2026 20:50

Política Durigan diz que governo avalia vetar renegociação de dívidas rurais caso projeto passe na Câmara; Senado aprovou proposta Senado Federal aprovou o projeto nesta quarta. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), incluiu o item na pauta de votações do plenário mesmo sem o apoio do governo. Por Thiago Resende, TV Globo — Brasília

O governo federal avalia vetar o projeto de renegociação de dívidas rurais aprovado pelo Senado nesta quarta, caso a proposta também passe pela Câmara.

A proposta beneficia produtores afetados por extremos climáticos e conflitos geopolíticos. O texto retornará para a Câmara dos Deputados devido a alterações feitas pelos senadores.

Considerada uma pauta-bomba, a medida pode custar até R$ 140 bilhões aos cofres públicos nos próximos anos, segundo estimativas apresentadas pelo ministro da Fazenda.

O projeto prevê o uso de recursos do Fundo Social e estabelece prazo de pagamento de 10 anos, com 3 anos de carência para os produtores.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quarta-feira (10) que o governo federal avalia vetar ou acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) caso o projeto que cria uma linha especial de crédito rural para a renegociação de dívidas de produtores seja aprovado na Câmara dos Deputados. (entenda)

O Senado Federal aprovou nesta quarta o texto. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), incluiu o item na pauta de votações do plenário mesmo sem o apoio do governo.

🎯 Os benefícios serão para produtores atingidos por eventos climáticos extremos ou impactos econômicos decorrentes de conflitos geopolíticos internacionais.

Como a proposta sofreu alterações no Senado, o texto terá de passar por nova deliberação na Câmara dos Deputados antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo o ministro da Fazenda, o impacto que a proposta teria não poderá ser absorvido pelas contas públicas.

"Partes do projeto tem que serem revistas na Câmara ou, eventualmente, [por meio de] veto do presidente. E se preciso, a gente vai questionar eventual ação do Congresso que não cumpre a Lei de Responsabilidade Fiscal no STF. Isso tudo a ser avaliado com rigor, com serenidade, com ampla comunicação, amplo diálogo com o Congresso. Nosso objetivo é, sim, ajudar aqueles agricultores que mais precisam, que comprovem as perdas, que tenham problemas com as dívidas. Não fazer uma espécie de nova linha que atenda quem não precisa", disse Durigan após a aprovação no Senado.

O projeto é tratado como uma pauta-bomba por conta do impacto bilionário que produzirá nas contas do governo caso seja aprovado pelo Congresso Nacional.

💸 Segundo o Ministério da Fazenda, se todas as pessoas aptas aderirem ao refinanciamento, custo financeiro para o Tesouro nacional pode chegar a R$ 140 bilhões nos próximos anos. Essa despesa financeira acaba elevando ainda mais a dívida pública do país.

Renan Calheiros (MDB-AL), relator do projeto no Senado, no entanto, afirma que o impacto será menor, de R$ 120 bilhões nos próximos dez anos. O senador explica que o texto se limita a dívidas atrasadas do setor, e não a todo o estoque.

🔎 Uma pauta-bomba é um termo usado no Congresso Nacional para designar projetos de lei ou propostas que criam despesas bilionárias ou reduzem a arrecadação. Essas medidas causam um forte impacto negativo nas contas públicas.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, se encontrou com Alcolumbre na terça-feira (9) para tentar evitar a votação de projetos que podem ter efeitos negativos nas contas do governo, a renegociação da dívida dos produtores é um dessas propostas.

Na tarde desta quarta, o relator do texto, Renan Calheiros (MDB-AL), e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro (PL), se reuniram com o ministro da Fazenda.

Tanto os senadores quanto Alcolumbre informaram que o governo não apoiava a medida no formato do parecer de Calheiros. Mesmo assim, o presidente do Senado decidiu votar o texto.

"O ministro informou que o texto que será relatado não tem acordo, o apoio do governo. Respeito a posição do ministro, mas fiz acordo com senadores, com deputados. Eu publicamente vou informar que não há acordo com governo, mas vou deliberar hoje o relatório", disse Alcolumbre.

O texto prevê a utilização de recursos do Fundo Social — fundo federal criado a partir das receitas do petróleo do pré-sal — para bancar o subsídio.

3,5% ao ano para agricultores do Pronaf (programa federal de apoio à agricultura familiar) e pequenos produtores;5,5% ao ano para os ruralistas adeptos do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e demais médios produtores; e7,5% ao ano para os demais produtores rurais.

Os financiamentos serão fornecidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e terão como limite:

A linha contempla operações de custeio, investimento, comercialização e industrialização, além de Cédulas de Produto Rural (CPR) e dívidas com cerealistas, cooperativas e fornecedores e insumos.

das receitas correntes de 2026 e 2027; edo superavit financeiro apurado em 31 de dezembro de 2025 e 2026.

Além disso, ainda poderá ser utilizado recursos de fundos regionais, como o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO) e o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para implementar as medidas previstas na proposta.

Os recursos virão do superávit financeiro do Fundo Social apurado ao fim de 2025, das receitas correntes de 2026 e 2027 e de outras fontes supervisionadas pelo Ministério da Fazenda. O limite global da operação será definido pelo Poder Executivo.

O projeto também suspende cobranças judiciais e administrativas das dívidas abrangidas durante o período de contratação do financiamento e garante ao produtor o direito de pedir revisão do cálculo dos encargos sem sofrer restrições em cadastros de crédito.

Após a aprovação, o Poder Executivo terá até 180 dias após o prazo final de contratação para apresentar ao Congresso um relatório com os valores e operações efetivamente contratados.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Senado aprova renegociação de dívidas de produtores rurais; governo é contra e vê projeto como pauta-bomba

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/06/2026 19:49

Política Senado aprova renegociação de dívidas de produtores rurais; governo é contra e vê projeto como pauta-bomba Ministro da Fazenda afirmou que o impacto na dívida pública pode chegar a R$ 140 bilhões. Renan Calheiros, relator do projeto no Senado, diz que será menor, de R$ 120 bilhões. Por Caetano Tonet, g1 — Brasília

O Senado aprovou nesta quarta-feira o projeto que cria uma linha de crédito para renegociar dívidas de produtores rurais, mesmo sob forte oposição do governo federal.

O projeto é tratado como uma pauta-bomba por conta do impacto bilionário que produzirá nas contas do governo caso seja aprovado pelo Congresso.

A proposta é vista pelo governo como pauta-bomba. O Ministério da Fazenda estima um impacto fiscal de até R$ 140 bilhões.

O relator Renan Calheiros afirma que o impacto real nas contas públicas será de R$ 120 bilhões em 10 anos pois o texto se limita a dívidas atrasadas e não a todo o estoque.

Os recursos para subsidiar a medida virão do Fundo Social do pré-sal e de fundos regionais de financiamento, como o FNO, FNE e FCO.

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (10) um projeto que cria uma linha especial de crédito rural para a renegociação de dívidas de produtores. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), incluiu o item na pauta de votações do plenário mesmo sem o apoio do governo.

🎯 Os benefícios serão para produtores atingidos por eventos climáticos extremos ou impactos econômicos decorrentes de conflitos geopolíticos internacionais. (entenda como vai funcionar)

Como a proposta sofreu alterações no Senado, o texto terá de passar por nova deliberação na Câmara dos Deputados antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O projeto é tratado como uma pauta-bomba por conta do impacto bilionário que produzirá nas contas do governo caso seja aprovado pelo Congresso Nacional.

💸 Segundo o Ministério da Fazenda, se todas as pessoas aptas aderirem ao refinanciamento, o impacto financeiro, na dívida pública, pode chegar a R$ 140 bilhões.

Renan Calheiros (MDB-AL), relator do projeto no Senado, no entanto, afirma que o impacto será menor, de R$ 120 bilhões nos próximos dez anos. O senador explica que o texto se limita a dívidas atrasadas do setor, e não a todo o estoque.

🔎 Uma pauta-bomba é um termo usado no Congresso Nacional para designar projetos de lei ou propostas que criam despesas bilionárias ou reduzem a arrecadação. Essas medidas causam um forte impacto negativo nas contas públicas.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, se encontrou com Alcolumbre na terça-feira (9) para tentar evitar a votação de projetos que podem ter efeitos negativos nas contas do governo, a renegociação da dívida dos produtores é um dessas propostas.

Na tarde desta quarta, o relator do texto, Renan Calheiros (MDB-AL), e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro (PL), se reuniram com o ministro da Fazenda.

Tanto os senadores quanto Alcolumbre informaram que o governo não apoiava a medida no formato do parecer de Calheiros. Mesmo assim, o presidente do Senado decidiu votar o texto.

"O ministro informou que o texto que será relatado não tem acordo, o apoio do governo. Respeito a posição do ministro, mas fiz acordo com senadores, com deputados. Eu publicamente vou informar que não há acordo com governo, mas vou deliberar hoje o relatório", disse Alcolumbre.

Robô que 'mora' no campo promete combater pragas e reduzir custos para o produtor rural — Foto: Divulgação/Solinftec

O texto prevê a utilização de recursos do Fundo Social — fundo federal criado a partir das receitas do petróleo do pré-sal — para bancar o subsídio.

3,5% ao ano para agricultores do Pronaf (programa federal de apoio à agricultura familiar) e pequenos produtores;5,5% ao ano para os ruralistas adeptos do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e demais médios produtores; e7,5% ao ano para os demais produtores rurais.

Os financiamentos serão fornecidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e terão como limite:

A linha contempla operações de custeio, investimento, comercialização e industrialização, além de Cédulas de Produto Rural (CPR) e dívidas com cerealistas, cooperativas e fornecedores e insumos.

das receitas correntes de 2026 e 2027; edo superavit financeiro apurado em 31 de dezembro de 2025 e 2026.

Além disso, ainda poderá ser utilizado recursos de fundos regionais, como o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO) e o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para implementar as medidas previstas na proposta.

Os recursos virão do superávit financeiro do Fundo Social apurado ao fim de 2025, das receitas correntes de 2026 e 2027 e de outras fontes supervisionadas pelo Ministério da Fazenda. O limite global da operação será definido pelo Poder Executivo.

O projeto também suspende cobranças judiciais e administrativas das dívidas abrangidas durante o período de contratação do financiamento e garante ao produtor o direito de pedir revisão do cálculo dos encargos sem sofrer restrições em cadastros de crédito.

Após a aprovação, o Poder Executivo terá até 180 dias após o prazo final de contratação para apresentar ao Congresso um relatório com os valores e operações efetivamente contratados.

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Onitsuka Tiger, marca de tênis japonesa, ganha operação própria após sucesso de vendas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/06/2026 10:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,171-0,14%Dólar TurismoR$ 5,3890,14%Euro ComercialR$ 5,9800,07%Euro TurismoR$ 6,2400,2%B3Ibovespa168.242 pts-0,93%MoedasDólar ComercialR$ 5,171-0,14%Dólar TurismoR$ 5,3890,14%Euro ComercialR$ 5,9800,07%Euro TurismoR$ 6,2400,2%B3Ibovespa168.242 pts-0,93%MoedasDólar ComercialR$ 5,171-0,14%Dólar TurismoR$ 5,3890,14%Euro ComercialR$ 5,9800,07%Euro TurismoR$ 6,2400,2%B3Ibovespa168.242 pts-0,93%Oferecido por

A fabricante japonesa Asics anunciou que dará autonomia à Onitsuka Tiger. A marca de tênis retrô passará a operar como OT Group a partir de 1º de janeiro.

A mudança visa acelerar decisões e agilizar a gestão da marca. O sucesso dos tênis retrô e o turismo impulsionaram lucros recordes para o grupo Asics.

Analistas apontam que a separação facilita a administração do negócio em rápida expansão. Processos de aprovação tendem a ficar lentos em empresas muito grandes.

O novo presidente Ryoji Shoda planeja retomar a expansão nos Estados Unidos. A divisão resolve divergências internas sobre o posicionamento da marca entre moda e esporte.

A fabricante japonesa de artigos esportivos Asics anunciou nesta quarta-feira (10) que dará mais autonomia à Onitsuka Tiger, marca de tênis conhecida pelos modelos de inspiração retrô que se tornaram populares nos últimos anos.

A partir de 1º de janeiro, a Onitsuka Tiger passará a operar por meio de uma empresa própria, chamada OT Group, embora continue pertencendo integralmente à Asics.

Segundo a companhia, a mudança tem como objetivo acelerar a tomada de decisões e dar mais agilidade à gestão de uma marca que tem impulsionado os resultados financeiros do grupo, diz a agência de notícias Reuters.

O crescimento da Onitsuka Tiger foi impulsionado pelo aumento da demanda por seus tênis e pelo avanço do turismo, ajudando a Asics a registrar lucros recordes.

Nos últimos quatro anos, as ações da empresa se valorizaram cerca de sete vezes, elevando seu valor de mercado para aproximadamente US$ 20 bilhões.

Para analistas, a separação pode facilitar a gestão de um negócio que vem crescendo rapidamente. À medida que as empresas aumentam de tamanho, processos de aprovação tendem a se tornar mais lentos e complexos, o que pode dificultar a tomada de decisões.

O novo presidente-executivo do OT Group, Ryoji Shoda, afirmou que a separação também deve ajudar a marca a retomar sua expansão nos Estados Unidos. Segundo ele, havia divergências entre as equipes da Asics e da Onitsuka Tiger sobre a forma de posicionar a marca, dividida entre os universos da moda e do esporte.

Como parte dessa estratégia, a Onitsuka Tiger abrirá uma loja em Los Angeles em fevereiro. A empresa também planeja inaugurar novas lojas em Tóquio, Nagoya, Xangai, Milão e Seul nos próximos meses.

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Dólar abre em alta, em meio a tensões renovadas entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/06/2026 09:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,178-0,04%Dólar TurismoR$ 5,381-0,18%Euro ComercialR$ 5,9750,05%Euro TurismoR$ 6,228-0,04%B3Ibovespa169.813 pts0,68%MoedasDólar ComercialR$ 5,178-0,04%Dólar TurismoR$ 5,381-0,18%Euro ComercialR$ 5,9750,05%Euro TurismoR$ 6,228-0,04%B3Ibovespa169.813 pts0,68%MoedasDólar ComercialR$ 5,178-0,04%Dólar TurismoR$ 5,381-0,18%Euro ComercialR$ 5,9750,05%Euro TurismoR$ 6,228-0,04%B3Ibovespa169.813 pts0,68%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (10) em alta e tinha um avanço de 0,23% perto das 9h, cotado a R$ 5,1895. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ Após um leve alívio na véspera, as tensões no Oriente Médio voltaram a pressionar os mercados financeiros nesta quarta-feira. Além dos contínuos ataques de Israel contra o Líbano, o presidente americano, Donald Trump, acusou o Irã de derrubar um helicóptero americano no Estreito de Ormuz e afirmou que os Estados Unidos vão responder à ofensiva.

Trump também chamou o Irã de "valentão do Oriente Médio" e afirmou que o país agora terá que "pagar o preço" por não ter aceitado um acordo de paz.

Em meio às crescentes tensões, os preços do petróleo voltaram a subir no mercado internacional. Perto das 8h40, o barril do Brent, referência internacional, subia 0,80%, cotado a US$ 92,18. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, avançava 1,18%, cotado a US$ 89,24 o barril.

▶️ Na agenda de indicadores, o foco dos investidores fica com os novos dados de inflação dos EUA. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) americano, é visto como um dos dados preferidos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) em suas decisões de juros.

Os dados aumentam a expectativa pela Superquarta da próxima semana, quando tanto o Fed quanto o BC brasileiro se reunião para decidir sobre o futuro dos juros básicos de seus respectivos países. Essa será a primeira reunião do BC americano com o novo presidente da instituição, Kevin Warsh.

A escalada das tensões no Oriente Médio volta a preocupar os mercados financeiros nesta quarta-feira. Na véspera, Trump acusou nesta terça-feira (9) o Irã de derrubar um helicóptero americano perto do Estreito de Ormuz e afirmou que os EUA "precisarão responder" ao ataque iraniano.

Uma autoridade militar dos EUA disse ao site norte-americano Axios que um drone iraniano atingiu o helicóptero, causando a queda. A investigação sobre o incidente ainda não determinou, no entanto, se o ataque do drone contra o Apache foi intencional. (acompanhe os principais acontecimentos)

O presidente americano vem tentando buscar um acordo de paz no Oriente Médio e chegou a advertir Israel para que não retomasse a guerra contra o Irã. Na segunda, inclusive, Trump disse que um acordo estaria na "fase final" e poderia levar mais "dois ou três dias".

O discurso de Trump, no entanto, mudou. Nesta quarta-feira, o presidente americano chamou o Irã de "valentão do Oriente Médio" e afirmou que o país agora terá que "pagar o preço" por não ter aceitado um acordo de paz.

Em um post na rede Truth Social, Trump voltou a dizer que as Forças Armadas iranianas estão destruídas e ameaçou:

"As Forças Armadas do Irã são um completo caos. Grande parte delas, como a Marinha e a Força Aérea, sequer existe mais – foram completamente derrotadas. O Irã só fala e não age. O valentão do Oriente Médio está MORTO!!! Demoraram demais para negociar um acordo que teria sido ótimo para eles, agora terão que pagar o preço!!!"

Pouco depois da declaração, o presidente dos EUA também deu uma entrevista à emissora americana Fox News, onde anunciou estar perto de ordenar novos ataques contra usinas de energia e pontes do Irã.

Em meio às tensões no Oriente Médio e à espera da próxima reunião de juros do Banco Central Europeu (BCE), as bolsas europeias operavam em queda.

Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, tinha queda de 1,16% perto das 9h. Já o CAC-40, da França, caía 0,78% e o FTSE 100, do Reino Unido, tinha perdas de 0,72%.

Na Ásia, as ações da China e de Hong Kong fecharam em queda, acompanhando uma onda de vendas generalizada nos mercados asiáticos. O CSI300 recuou 1,1%, enquanto o Hang Seng caiu 0,6%.

No Japão, o Nikkei perdeu 1,89%, enquanto o Kospi, da Coréia do Sul, registrou uma desvalorização de 4,52%.

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