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Custo maior que voo comercial, baixa ocupação, passageiros: veja falhas em uso de aviões da FAB por autoridades indicadas pelo TCU

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/04/2026 04:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9930,02%Dólar TurismoR$ 5,1860,02%Euro ComercialR$ 5,882-0,13%Euro TurismoR$ 6,123-0,14%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,9930,02%Dólar TurismoR$ 5,1860,02%Euro ComercialR$ 5,882-0,13%Euro TurismoR$ 6,123-0,14%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,9930,02%Dólar TurismoR$ 5,1860,02%Euro ComercialR$ 5,882-0,13%Euro TurismoR$ 6,123-0,14%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%Oferecido por

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas no uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) por autoridades dos Três Poderes. Entre os problemas apontados estão:

identificação incompleta de passageiros;voos com baixa ocupação; e ausência de justificativas formais para a utilização de voos oficiais em substituição à aviação comercial.

✈️ A análise dos técnicos abrangeu o período de março de 2020 a julho de 2024 e analisou 7.491 registros de voos feitos por aviões da FAB.

Desse total, 266 foram realizados por autoridades. Segundo o TCU, 66 desses voos não possui registro disponível ou não foi localizado.

📈 Nos 194 casos analisados, não houve qualquer avaliação formal que justificasse o uso da aviação oficial em detrimento da comercial, ponto considerado essencial diante do maior custo dos voos da FAB.

📝 A auditoria também identificou falhas documentais. Em 29 dos 194 requerimentos, não foi informada a finalidade da missão nem apresentadas agendas oficiais correspondentes.

Em cerca de 70% dos casos houve problemas na identificação dos passageiros, seja por nomes incompletos, ausência de cargos ou falta de documentos oficiais, em desacordo com as normas vigentes.

💰 A auditoria também calculou os custos de cada passagem aérea individual da FAB. Os dados levaram em consideração o ano de 2024, segundo os auditores, foi o único ano que a FAB forneceu a identificação, com documentos comprobatórios dos custos.

Para o período de 2020 a 2023, a FAB informou apenas a quantidade de passageiros embarcados sem maiores evidências.

💵 Em 2024, o custo de cada passagem aérea individual da FAB foi, em média, 6,4 vezes mais alto do que o equivalente na aviação comercial. Em um terço dos voos, o custo individual superou em mais de 20 vezes o da alternativa comercial.

"No consolidado, se considerados todos os voos em que foi possível obter o índice comparativo de custos, no total de 884 (76% do total), a economia estimada aos cofres públicos, caso utilizada a aviação comercial, seria de R$ 36.1 milhões no período compreendido entre janeiro e julho de 2024 (7 meses). Se utilizado o valor apurado acima e feita uma projeção para a economia estimada no período de 1 ano, o valor chegaria a R$ 81.6 milhões", destacam os técnicos.

Entre 2020 e julho de 2024, foram identificados 111 voos com apenas um passageiro a bordo e 1.585 viagens, 21% do total, com até cinco ocupantes, número inferior à capacidade mínima das aeronaves da FAB, que comportam ao menos oito pessoas. Considerando todos os voos e modelos utilizados, a taxa média de ocupação foi de 55%.

Na quarta-feira (15), o TCU analisou os achados da auditoria e determinou que a Casa Civil, o Ministério da Defesa e o Comando da Aeronáutica elaborem um plano de ação conjunto para reformular a estrutura regulatória do emprego de aeronaves da FAB para o transporte de autoridades em 30 dias.

De acordo com o TCU, as medidas que estarão no plano deverão ser adotadas no prazo de até 180 dias.

Algumas das determinações que os órgãos deverão estabelecer critérios objetivos que deverão ser seguidos nos pedidos de uso de aeronaves da FAB:

demonstrar a efetiva necessidade do emprego da FAB e não da aviação comercial;demonstração da necessidade de presença dos membros da comitiva para o cumprimento da agenda da autoridade;identificação dos passageiros, com descrição dos cargos e CPF;demonstração do risco para a segurança da autoridade em voo comercial.

vice-presidente da República;presidentes do Senado Federal, da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal;ministros de Estado; ecomandantes das Forças Armadas e o Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.

Além disso, o ministro da Defesa poderá autorizar o transporte aéreo de outras autoridades, nacionais ou estrangeiras.

por motivo de emergência médica, por meio de documento assinado por profissional de saúde;por motivo de segurança, por meio de justificativa que fundamente a necessidade de segurança, a exceção é o vice-presidente, em que presume-se uma situação de risco permanente; epor motivo de viagem a serviço, por meio de registro em agenda oficial da atividade da qual a autoridade solicitante participará.

No atendimento de situações de mesma prioridade, quando não houver possibilidade de compartilhamento de aeronave, é observada a seguinte ordem de precedência:

vice-presidente da República, presidente do Senado Federal, presidente da Câmara dos Deputados e presidente do Supremo Tribunal Federal; eministros de Estado.

A regra determina que, sempre que possível, a aeronave da FAB deverá compartilhada por mais de uma das autoridades se o intervalo entre os voos para o mesmo destino for inferior a duas horas.

Nesses casos, o horário de partida do voo será ajustado de acordo com a necessidade da autoridade de maior gradação na ordem precedência.

A autoridade solicita o voo é responsável por analisar a efetiva necessidade da utilização de aeronave da FAB em substituição a voos comerciais.

registro das datas, dos horários e dos destinos de sua viagem;registro do motivo da viagem, abrangido dentre as hipóteses previstas no caput do art. 3º;comprovação da situação que motivou a viagem; eo registro daqueles que acompanharam a autoridade na viagem.

A comitiva que acompanha a autoridade na aeronave deve ter estrita ligação com a agenda a ser cumprida, exceto nos casos de emergência médica ou de segurança.

É entendido como motivo de segurança o uso de aviões da FAB o deslocamento ao local de residência permanente das autoridades.

As autoridades que solicitam os voos são responsáveis pelo preenchimento das vagas remanescentes na aeronave, quando existirem vagas disponíveis além daquelas ocupadas pelas autoridades que compartilharem o voo e por suas comitivas.

As regras não se aplicam ao presidente da República, às comitivas presidenciais ou às equipes de apoio às viagens presidenciais.

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Taxa das blusinhas: governo reacende debate em torno do imposto

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/04/2026 04:46

Política Taxa das blusinhas: governo reacende debate em torno do imposto A menos de seis meses das eleições, representantes da ala política passaram a defender a revogação da taxação. Os ministérios da Fazenda e o do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic) são contra o fim da tributação. Por Alexandro Martello, Isabella Calzolari

De janeiro a março deste ano, o governo federal arrecadou R$ 1,28 bilhão com o imposto de importação sobre encomendas internacionais, a chamada 'taxa das blusinhas'. 

De acordo com a Receita Federal, o número representa um avanço de 21,8% em relação ao mesmo período de 2025, quando a arrecadação com o imposto somou R$ 1,05 bilhão.

Se por um lado a medida tem ajudado na arrecadação federal, por outro ela tem resultado em prejuízo aos Correios e em preocupação na ala política do governo.

Após intenso debate e recuos, a taxação das compras internacionais de até US$ 50 foi aprovada pelo Congresso Nacional em junho de 2024.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a dizer que taxar compras internacionais era "irracional", mas sancionou a lei que estabelecia a cobrança. 

Até então, elas eram isentas. Mas o aumento da taxação era um pleito da indústria nacional para garantir condições de igualdade no comércio exterior.  

O então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi a público repetidas vezes dizer que a taxação das compras online não traria impactos aos consumidores. 

A menos de seis meses das eleições, o presidente Lula e representantes da ala política do governo federal passaram a defender a revogação da taxação. 

O novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães (PT), disse em café com jornalistas nesta quinta-feira (16) que achava "uma boa" revogar a medida. "Minha opinião se eu for consultado", disse o ministro.

Os ministérios da Fazenda e o do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic) são contra o fim da taxa das blusinhas.

Geraldo Alckmin, que até o mês passado estava à frente do Mdic, defendeu o imposto e disse que não há decisão do governo sobre revogar o imposto.

Empresários e trabalhadores de 67 associações chegaram a enviar um ofício ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em protesto contra o possível fim da "taxa das blusinhas". 

"Nossa posição é clara: igualdade tributária e regulatória. Não faz sentido incentivar a importação de produtos que já são bastante subsidiados em seus países de origem, notadamente China, e prejudicar a produção, os investimentos, empregos e a geração de empregos no Brasil", diz Fernando Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit).

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Escala 6×1: equipe econômica descarta discutir contrapartidas para as empresas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/04/2026 19:04

Política Escala 6×1: equipe econômica descarta discutir contrapartidas para as empresas Interlocutores disseram que o governo está aberto, no entanto, a conversar sobre uma regra de transição. O projeto enviado pelo Executivo não traz previsão de escalonamentos para a redução da jornada de trabalho. Por Mariana Assis, Marcela Cunha, Paloma Rodrigues, G1 e TV Globo

A ala econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não prevê discutir contrapartidas financeiras às empresas caso prospere alguma das proposições que prevê o fim da escala 6×1. 

Duas propostas de emenda à Constituição (PECs) tramitam juntas na Câmara dos Deputados. E, na terça-feira (14), o governo encaminhou ao Congresso Nacional projeto de lei ao Congresso Nacional sobre o mesmo assunto.  

Na quarta-feira (15), o deputado federal Paulo Azi (União-BA) apresentou relatório favorável ao avanço, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aos textos que estabelecem a redução de jornada no país.

Embora o relatório tenha se limitado a analisar a compatibilidade das propostas com a Constituição, ele fez sugestões em relação ao mérito das PECs. 

Azi sugeriu medidas para a adaptação do setor produtivo e uma regra de transição, progressiva, para a entrada em vigor da redução da jornada de trabalho, com prazos diferenciados conforme o porte e o tipo da empresa.

"Uma possibilidade para mitigar estes riscos da redução da jornada é fazer compensações fiscais, ou seja, reduzir tributos, especialmente sobre a folha, para os agentes que reduzirem sua jornada, o que foi seguido por alguns países europeus", destacou o relator.

Interlocutores da área econômica que acompanham o debate disseram ao g1 que o governo está aberto a discutir formas de reduzir os impactos sobre as empresas, incluindo uma regra de transição, mas se opõe à ideia de compensar financeiramente empresários por eventuais perdas decorrentes da redução da jornada de trabalho.

O projeto enviado pelo Executivo não traz qualquer previsão de escalonamentos para a redução da jornada.

Após a leitura do relatório na CCJ, o deputado da oposição Lucas Redecker (PSD-RS), que é crítico ao fim da escala 6×1, apresentou um pedido de vista – mais tempo para análise do relatório –, que foi aceito pelo presidente da CCJ, Leur Lomanto Júnior (União-BA). A votação deve ocorrer, agora, em até 15 dias.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), recebe nesta sexta-feira (17) o ministro da secretaria das relações institucionais, José Guimarães, para tratar das propostas que reduzem a jornada de trabalho no Brasil.

Na terça-feira (14), o governo acertou o envio do projeto do Executivo em um almoço no Palácio do Planalto entre Lula e Motta.

O presidente da Câmara vinha defendendo a votação das PECs que já tramitavam na Casa. O processo para se alterar um dispositivo constitucional exige mais tempo de análise e quórum de votação mais amplo, de três quintos.

O governo, por sua vez, passou a advogar por um projeto de lei. O PL encaminhado pelo governo altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e outras legislações infraconstitucionais. Para ser aprovado, precisa apenas dos votos da maioria simples das duas Casas Legislativas.

Representantes do setor produtivo consideram que a redução da jornada de trabalho implica aumento de custos para o empregador, com prejuízos à competitividade das empresas e impactos sobre a geração de novas vagas.

Azi apresentou estudo da Fecomércio que calcula que R$ 158 bilhões será o custo sobre a folha de pagamentos de empresas do país, em um cenário conservador, caso o projeto de reduzir a jornada legal de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas seja aprovado.

Na avaliação de economistas, o debate precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.

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R$ 5 mil por mês: roupas usadas e teclados viram bolsas autorais em marca catarinense

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 16/04/2026 09:56

Pequenas Empresas & Grandes Negócios R$ 5 mil por mês: roupas usadas e teclados viram bolsas autorais em marca catarinense Em Joinville (SC), marca aposta na reciclagem para produzir peças únicas, vendidas pela internet e em feiras. Por PEGN

Materiais que iriam para o lixo viraram bolsas autorais nas mãos da empreendedora Kayka Couto, em Joinville (SC). A marca aposta na reciclagem para criar peças únicas e gerar renda.

O negócio começou como hobby, após um curso de costura, e ganhou força com a demanda espontânea de clientes. Com investimento inicial de R$ 4,5 mil, a produção foi se estruturando.

Durante a pandemia, a falta de recursos levou ao uso de itens reaproveitados, consolidando o modelo baseado em upcycling. Hoje, as bolsas são feitas com materiais inusitados, como jeans, roupas usadas e até teclados.

Com produção de cerca de 20 peças por mês, vendidas online e em feiras, o negócio fatura em média R$ 5 mil mensais e tem planos de expansão.

Vocação, criatividade e a arte de transformar resíduos que antes seriam descartados — como roupas usadas, teclados de computador e até placas eletrônicas — em produtos de maior valor agregado. Foi com essa combinação que a empreendedora Kayka Couto, de Joinville, no norte de Santa Catarina, deu início ao próprio negócio.

O empreendimento, voltado para criar bolsas únicas e autorais, nasceu de um hobby. Kayka ainda trabalhava em um escritório quando decidiu fazer um curso de costura. O contato com a prática revelou uma vocação inesperada. “Desde a primeira vez que toquei numa máquina, vi que era isso que queria fazer”, afirma.

A primeira peça chamou a atenção de amigos e conhecidos, e as encomendas começaram a surgir de forma espontânea. O que era apenas uma atividade no tempo livre passou a se transformar em uma oportunidade de negócio — movimento comum entre pequenos empreendedores que encontram na criatividade uma forma de gerar renda.

Com um investimento inicial de cerca de R$ 4,5 mil, Kayka começou a desenvolver modelos próprios, sempre com a proposta de fugir do padrão. A ideia era criar peças diferentes das disponíveis no mercado, com identidade própria e exclusividade.

Durante a pandemia, a falta de recursos impulsionou uma virada no processo criativo do negócio. Sem acesso fácil a novos materiais, a empreendedora passou a reaproveitar itens que já tinha em casa.

Foi assim que entrou no universo do upcycling — prática que transforma resíduos em produtos de maior valor agregado e que vem ganhando espaço em negócios criativos pelo país.

Hoje, as bolsas são feitas com materiais variados e inusitados, como teclas de computador, tecidos reaproveitados e outros objetos do cotidiano. Cada peça exige adaptações no processo de produção e resulta em um produto único.

As criações são vendidas entre R$ 219 e R$ 490 e atraem um público interessado em exclusividade e no valor do produto feito à mão.

“As pessoas querem algo que não encontram nas lojas. O artesanal hoje é visto como um novo luxo”, diz.

Atualmente, Kayka produz cerca de 20 bolsas por mês, a maioria feita sob encomenda. As vendas acontecem principalmente pela internet e em feiras locais. O negócio gera um faturamento médio mensal de cerca de R$ 5 mil.

Com o crescimento do negócio, surgiram também novos desafios, como equilibrar a criatividade com a gestão. "Sair do hobby para empreender exige organização. Parece simples, mas não é”, afirma.

Nos próximos passos, a empreendedora pretende ampliar a produção, contratar ajuda no ateliê e diversificar o portfólio, com novos produtos feitos a partir de materiais reaproveitados.

A trajetória reflete uma tendência crescente no empreendedorismo: transformar criatividade e reaproveitamento em oportunidades de negócio, aliando propósito e geração de renda.

📍 Endereço: Rua Castro Alves 261 Saguaçu Joinville/SC – CEP: 89221-100📞Telefone: 47 997590995📧 E-mail: Kuhra.co@gmail.com📲 Instagram: https://www.instagram.com/kuhra.co/

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Análise: Lula não reverte piora na avaliação, e preço dos alimentos e dívidas são os principais desafios

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/04/2026 12:45

Política Análise: Lula não reverte piora na avaliação, e preço dos alimentos e dívidas são os principais desafios Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra presidente com 40% das intenções de voto, contra 42% de Flávio Bolsonaro no 2º turno. 'O ambiente não parece favorável ao governo', diz o diretor da consultoria, Felipe Nunes. Por Redação g1

A nova rodada da pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15), indica que o presidente Lula (PT) não conseguiu reverter a tendência de piora na avaliação do governo.

Segundo o levantamento, 52% desaprovam o governo e 43% aprovam, enquanto 5% não souberam ou não responderam.

Para o diretor da Quaest, a inflação de alimentos também tem papel central na percepção econômica dos eleitores.

A nova rodada da pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15), indica que o presidente Lula (PT) não conseguiu reverter a tendência de piora na avaliação do governo, em meio à pressão da inflação de alimentos e ao endividamento das famílias, segundo o diretor da consultoria, Felipe Nunes.

De acordo com o levantamento, 52% desaprovam o governo e 43% aprovam, enquanto 5% não souberam ou não responderam. A diferença entre desaprovação e aprovação vem aumentando desde o início do ano.

"O principal motor dessa piora parece ser o preço dos alimentos nos mercados. Saltou de 59% para 72% o percentual dos que afirmam ter visto aumento de preço dos alimentos no último mês", afirmou Felipe Nunes, diretor da Quaest.

Para ele, o resultado reflete um ambiente ainda desfavorável ao governo, em que fatores econômicos e de percepção continuam pesando.

"Além dos preços, tem o endividamento das famílias que continua atingindo um número muito expressivo de brasileiros. De março do ano passado pra cá, saltou de 65% para 72% o percentual de entrevistados que afirmam ter poucas ou muitas dívidas pra pagar", completou.

Muitas dívidas: 29% (eram 32% em maio de 2025);Poucas dívidas: 43% (eram 33%);Não tem dívidas: 28% (eram 34%);Não sabem/Não responderam: 0% (era 1%).

🔍 O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro da pesquisa no TSE é BR-09285/2026.

Montagem com fotos dos pré-candidatos à Presidência da República: Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) — Foto: Montagem/g1

Para o diretor da Quaest, a inflação de alimentos também tem papel central na percepção econômica dos eleitores.

Segundo a pesquisa, a parcela dos que dizem ter visto aumento nos preços subiu de 59% para 72%, uma variação de 14 ponto percentuais em relação ao resultado de março.

Subiu: 72% (eram 58%, em março);Ficou igual: 18% (eram 24%);Caiu: 8% (eram 16%);Não sabem/não responderam: 2% (era 2%).

Segundo a pesquisa, 50% dizem que a economia piorou nos últimos 12 meses, enquanto apenas 21% apontam melhora. "A percepção da população é que a economia está piorando”, afirmou Nunes.

Neste mês, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu reduzir a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75% ao ano — a primeira queda desde maio de 2024.

Ao mesmo tempo, a inflação segue pressionada: o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,88% em março.

No mercado de trabalho, a taxa de desemprego foi de 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, puxada pelo fim de vagas temporárias. Apesar da alta, o índice é o menor para esse período desde o início da série histórica do IBGE, em 2012.

Mesmo com iniciativas econômicas, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e o Desenrola, programa de renegociação de dívidas de brasileiros inadimplentes, o efeito percebido ainda é restrito.

“A isenção do IR não tem sido capaz de produzir efeitos significativos de melhora na renda”, disse Nunes.

De acordo com o levantamento, 31% dizem ter sido beneficiados, enquanto 66% afirmam que não sentiram efeitos.

Já questionados sobre a avaliação do programa Desenrola Brasil, 46% dizem aprovar a medida (eram 42% em dezembro), 9% desaprovam (eram 6% em dezembro) e 45% não conhecem (era 52%).

Na simulação de segundo turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto, contra 42% de Flávio Bolsonaro (PL).

“O empate no segundo turno também é um reflexo do empate no medo que cada um dos dois lados representa”, disse Nunes.

“O principal movimento no último mês é a leve mudança na percepção sobre o grau de moderação de Flávio em relação à sua família”, afirmou.

Segundo ele, a vantagem entre os que o consideravam "mais radical" caiu de 10 para 6 pontos.

Segundo a pesquisa, 43% dizem ter mais medo da volta da família Bolsonaro, enquanto 42% afirmam temer a continuidade do governo Lula.

Quaest sobre medo do eleitor em Lula ficar mais 4 anos ou Bolsonaro voltar à Presidência — Foto: Arte/g1

Segundo ele, “ambos conseguiram reduzir suas rejeições e ampliar seus potenciais de voto no último mês”.

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Ministros das Finanças de ao menos 11 países alertam para impacto prolongado do conflito no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/04/2026 11:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9940,000%Dólar TurismoR$ 5,189-0,08%Euro ComercialR$ 5,8900,02%Euro TurismoR$ 6,130-0,14%B3Ibovespa197.694 pts-0,48%MoedasDólar ComercialR$ 4,9940,000%Dólar TurismoR$ 5,189-0,08%Euro ComercialR$ 5,8900,02%Euro TurismoR$ 6,130-0,14%B3Ibovespa197.694 pts-0,48%MoedasDólar ComercialR$ 4,9940,000%Dólar TurismoR$ 5,189-0,08%Euro ComercialR$ 5,8900,02%Euro TurismoR$ 6,130-0,14%B3Ibovespa197.694 pts-0,48%Oferecido por

Ministros das Finanças de ao menos onze países afirmaram nesta quarta-feira (15) que o conflito no Oriente Médio deve continuar pressionando o crescimento global, a inflação e os mercados financeiros, mesmo que haja uma solução duradoura.

Em declaração conjunta divulgada pelo governo do Reino Unido durante as Reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, em Washington, os ministros alertaram para novos riscos à economia global.

O documento foi assinado por ministros das Finanças do Reino Unido, Austrália, Japão, Suécia, Holanda, Finlândia, Espanha, Noruega, Irlanda, Polônia e Nova Zelândia.

Segundo o grupo, uma eventual retomada das hostilidades, a ampliação do conflito ou a continuidade de interrupções no Estreito de Ormuz podem afetar a segurança energética, as cadeias de suprimentos e a estabilidade econômica e financeira.

Embarcação no Estreito de Ormuz, ao largo da costa da província de Musandam, Omã, 12 de abril de 2026. — Foto: Reuters

No texto, os países também se comprometeram a adotar medidas internas "fiscalmente responsáveis" e direcionadas à população mais vulnerável.

Além disso, defenderam que governos evitem ações protecionistas, como controles de exportação injustificados, formação de estoques e outras barreiras comerciais relacionadas a hidrocarbonetos e cadeias de suprimentos afetadas pela crise.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Agrônoma brasileira entra na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo da revista Time

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/04/2026 10:44

Agro Agrônoma brasileira entra na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo da revista Time Pesquisadora da Embrapa Mariângela Hungria é reconhecida por desenvolver microrganismos que permitem às plantas absorver nitrogênio do ar de forma mais natural. Por Redação g1

A pesquisadora Mariângela Hungria entrou na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo da revista Time, divulgada nesta quarta-feira (15).

Agrônoma e microbiologista, Mariângela trabalha na Embrapa desenvolvendo microrganismos que permitem às plantas absorver nitrogênio do ar de forma mais natural.

A revista pontua que suas inovações científicas, utilizadas em todo o mundo, ajudaram os agricultores brasileiros a economizar cerca de US$ 25 bilhões por ano e a evitar a emissão de 230 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente.

No ano passado, Mariângela também ganhou o prêmio da instituição americana World Food Prize, também conhecido como o Nobel da Agricultura.

Mariangela Hungria também foi uma uma das vencedoras do 1º Prêmio Mulheres e Ciência do CNPq. — Foto: Arquivo Pessoal/Mariangela Hungria

A pesquisadora Mariângela Hungria entrou na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo da revista Time, divulgada nesta quarta-feira (15).

Agrônoma e microbiologista, Mariângela trabalha na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), onde desenvolve microrganismos do solo que permitem às plantas absorver nitrogênio do ar de forma mais natural.

"Hoje, graças ao seu trabalho, 85% da soja do Brasil é cultivada com o uso desses microrganismos, em vez de fertilizantes químicos", diz a revista.

A Time pontua que suas inovações científicas, utilizadas em todo o mundo, ajudaram os agricultores brasileiros a economizar cerca de US$ 25 bilhões por ano e a evitar a emissão de 230 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente.

“Nunca vou desistir de trabalhar por um mundo melhor", disse ela à revista Time no ano passado".

📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graçaGente do campo: produtora rural contaminada por agrotóxico vive hoje de plantio sustentável

No ano passado, Mariângela também ganhou o prêmio da instituição americana World Food Prize, conhecido como o Nobel da Agricultura.

Há 34 anos, ela pesquisa formas de substituir fertilizantes químicos por alternativas sustentáveis.

Um dos estudos identificou e selecionou bactérias que facilitam a fixação do nitrogênio nas lavouras de soja. Este nutriente é indispensável para que as plantas cresçam e se desenvolvam.

A pesquisa, feita na Embrapa Soja, em Londrina, no Paraná, deu origem a um produto chamado inoculante, que é misturado à semente na hora do plantio.

"Não tenho dúvidas de afirmar que, se não fosse a fixação biológica de nitrogênio na soja, hoje não seríamos os maiores produtores e exportadores de soja do mundo, porque seria inviável economicamente", comentou Mariângela ao Jornal Nacional, em maio do ano passado.

Só no ano passado, esse método proporcionou, segundo a Embrapa, uma economia estimada de R$ 140 bilhões.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Quaest: 72% dos brasileiros dizem ter poucas ou muitas dívidas para pagar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/04/2026 08:57

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,993-0,07%Dólar TurismoR$ 5,1940,03%Euro ComercialR$ 5,8880,2%Euro TurismoR$ 6,1380,36%B3Ibovespa198.657 pts0,33%MoedasDólar ComercialR$ 4,993-0,07%Dólar TurismoR$ 5,1940,03%Euro ComercialR$ 5,8880,2%Euro TurismoR$ 6,1380,36%B3Ibovespa198.657 pts0,33%MoedasDólar ComercialR$ 4,993-0,07%Dólar TurismoR$ 5,1940,03%Euro ComercialR$ 5,8880,2%Euro TurismoR$ 6,1380,36%B3Ibovespa198.657 pts0,33%Oferecido por

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra que 29% dos brasileiros afirmam ter muitas dívidas e 43% poucas dívidas, somando 72% que afirmam estar endividados. 28% dos entrevistados dizem não ter dívidas.

O percentual de entrevistados que diziam ter dívidas na pesquisa realizada em maio de 2025 era de 65%. Veja os números:

Muitas dívidas: 29% (eram 32% em maio de 2025)Poucas dívidas: 43% (eram 33%)Não tem dívidas: 28% (eram 34%)Não sabem/Não responderam: 0% (era 1%).

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro da pesquisa no TSE é BR-09285/2026.

A Quaest também questionou a opinião sobre programas governamentais que auxiliam famílias endividadas. 70% dos entrevistados são a favor de que o governo federal gaste mais recursos para apoiar programas de renegociação de dívidas. Segundo o levantamento, 24% são contra e 6% não sabem/não responderam.

Um desses programas para renegociar dívidas é o Desenrola Brasil. Questionados sobre a avaliação do programa, 46% dizem aprovar a medida (eram 42% em dezembro), 9% desaprovam (eram 6% em dezembro) e 45% não conhecem (era 52%).

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Os resultados mostram que 50% dos entrevistados consideram que a economia piorou nos últimos 12 meses. Esse índice era de 48% em março e de 43% em janeiro e fevereiro.

Economia piorou: 50% (eram 48%, em março);Melhorou: 21% (eram 24%);Ficou do mesmo jeito: 27% (eram 26%);Não sabem/não responderam: 2% (eram 2%).

O levantamento também perguntou se o eleitor foi beneficiado pela isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Veja os números:

Não houve mudança em relação à pesquisa anterior, de março de 2026, quando os percentuais foram os mesmos para as três respostas.

A pesquisa também perguntou qual é a expectativa dos entrevistados para a economia nos próximos 12 meses.

O índice dos que acham que vai melhorar vem caindo desde o início do ano: era de 48% em janeiro, 43% em fevereiro, 41% em março e 40% agora.

O grupo dos que esperam uma piora da economia era de 28% em janeiro, passou para 29% em fevereiro, 34% em março e em abril, 32%.

Vai melhorar: 40% (eram 41% em março);Vai piorar: 32% (eram 34%);Vai ficar do mesmo jeito: 23% (eram 21%);Não sabem/não responderam: 5% (eram 4%).

A pesquisa também perguntou sobre a percepção em relação ao preço dos alimentos nos mercados no mês anterior. 72% dizem que o preço subiu (uma variação de 14 ponto percentuais em relação ao resultado de março), 24% que ficou igual e 8% que caiu. Veja números:

Subiu: 72% (eram 58%, em março);Ficou igual: 18% (eram 24%);Caiu: 8% (eram 16%);Não sabem/não responderam: 2% (era 2%)

Sobre poder de compra, 71% dizem que conseguem comprar menos do que um ano atrás, 11% afirmam que conseguem comprar mais e 17% consideram que não há diferença.

Menos: 71% (eram 64%, em março);Mais: 11% (eram 14%);O mesmo tanto: 17% (eram 21%);Não sabem/não responderam: 1% (eram 1%)

Quaest: 43% temem volta da família Bolsonaro; 42% têm medo de Lula continuar no poderQuaest 1º turno: Lula tem 37% contra 32% de Flávio BolsonaroQuaest: 52% desaprovam e 43% aprovam o governo Lula

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Microverde: conheça as hortaliças em miniatura consideradas um superalimento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/04/2026 03:23

GLOBO RURAL Microverde: conheça as hortaliças em miniatura consideradas um superalimento Os vegetais, que são colhidos na fase posterior ao broto, são ricos em nutrientes, como vitaminas, minerais, antioxidantes e fibras. Por Globo Rural

Diferentemente dos brotos, que são consumidos inteiros depois de germinar na água, os microverdes são colhidos no substrato.

Essas hortaliças em miniatura são consideradas superalimentos, ou seja, são ricas em nutrientes, como vitaminas, minerais, antioxidantes e fibras.

Em Florianópolis, o casal Laís Ribeiro e Leonardo Corrêa investiu em uma fazenda vertical para produzir microverdes.

O plantio, fundado em 2019, fica em uma sala de 50 metros quadrados, onde são cultivadas mais de 20 variedades, como o repolho roxo, rúcula, mostarda e alho poró.

Já pensou em uma salada de hortaliças em miniatura? Isso é possível com os chamados "microverdes", que são vegetais colhidos na fase posterior ao broto.

Diferentemente dos brotos, que são consumidos inteiros depois de germinar na água, os microverdes são colhidos no substrato.

Essas hortaliças em miniatura são consideradas superalimentos, ou seja, são ricas em nutrientes, como vitaminas, minerais, antioxidantes e fibras.

Em Florianópolis, o casal Laís Ribeiro e Leonardo Corrêa investiu em uma fazenda vertical para produzir microverdes.

O plantio, fundado em 2019, fica em uma sala de 50 metros quadrados, onde são cultivadas mais de 20 variedades, como o repolho roxo, rúcula, mostarda e alho poró.

Esse tipo de produto tem rápido ciclo de produção, sendo, em média, 14 dias entre o plantio e a colheita. O rabanete roxo, por exemplo, pode ser colhido 5 dias após o plantio.

Atualmente, a produção é de 250 kg por mês, abastecendo cerca de 100 restaurantes, além de pontos comerciais de Florianópolis.

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Dólar abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de 2 anos: qual é a hora de comprar?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/04/2026 01:17

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,997-0,29%Dólar TurismoR$ 5,192-0,21%Euro ComercialR$ 5,876-0,02%Euro TurismoR$ 6,1160,000%B3Ibovespa198.001 pts0,34%MoedasDólar ComercialR$ 4,997-0,29%Dólar TurismoR$ 5,192-0,21%Euro ComercialR$ 5,876-0,02%Euro TurismoR$ 6,1160,000%B3Ibovespa198.001 pts0,34%MoedasDólar ComercialR$ 4,997-0,29%Dólar TurismoR$ 5,192-0,21%Euro ComercialR$ 5,876-0,02%Euro TurismoR$ 6,1160,000%B3Ibovespa198.001 pts0,34%Oferecido por

O dólar encerrou esta segunda-feira (13) a R$ 4,99, abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde março de 2024.

Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que a resposta não é tão simples. O cenário é favorável, mas a estratégia recomendada é comprar aos poucos, de acordo com o objetivo de cada investidor.

Já na compra para investimento, a recomendação é focar no longo prazo e tratar o dólar como proteção, mantendo parte do patrimônio dolarizada independentemente do cenário, acrescenta o especialista.

A recente queda do dólar reflete, em grande parte, a instabilidade global provocada por ações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — levando investidores a buscar alternativas em países como o Brasil.

Diante das incertezas em torno das ações de Trump, porém, o cenário ainda é volátil. "Por isso, usar esse movimento para decidir comprar um volume maior ou tudo o que você precisa para os próximos dias é um risco muito grande", alerta Galhardo.

Após sucessivas quedas, o dólar encerrou esta segunda-feira (13) a R$ 4,99, abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde março de 2024.

Seria, então, o momento ideal para comprar? Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que a resposta não é tão simples. O cenário é favorável, mas a estratégia recomendada é comprar aos poucos, de acordo com o objetivo de cada investidor.

"Para uma viagem, o recomendado é sempre fracionar a compra em pelo menos três períodos até o dia do embarque. Assim, você consegue um preço médio e evita aquela sensação de ter comprado mal", afirma Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil.

Já na compra para investimento, a recomendação é focar no longo prazo e tratar o dólar como proteção, mantendo parte do patrimônio dolarizada independentemente do cenário, acrescenta o especialista.

André Galhardo, economista-chefe da consultoria Análise Econômica, tem a mesma leitura. Ele defende que a compra da moeda seja diluída, com o objetivo de equilibrar o preço médio.

"Se existe uma necessidade de compra de moeda estrangeira, eu diria que a melhor estratégia é comprar um pouco por dia, por semana, buscando fazer um preço médio interessante. Apostar na continuidade da valorização da moeda brasileira é um risco", diz.

A recente queda do dólar reflete, em grande parte, a instabilidade global provocada por ações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — levando investidores a buscar alternativas em países como o Brasil. Além disso, a taxa de juros elevada por aqui reforça esse movimento. (leia mais abaixo)

Diante das incertezas em torno das ações de Trump, porém, o cenário ainda é volátil. "Por isso, usar esse movimento para decidir comprar um volume maior ou tudo o que você precisa para os próximos dias é um risco muito grande", alerta Galhardo.

Apesar da cautela, analistas do mercado veem este como um bom momento para adquirir a moeda — desde que com compras diluídas.

Edson Mendes, sócio-fundador da Private Investimentos, afirma que a queda do dólar à faixa de R$ 5 representa uma "boa oportunidade" para reforçar a posição na moeda (ou seja, na composição da carteira de investimentos), já que a projeção do mercado é de que encerre 2026 acima de R$ 5,37.

Sérgio Samuel dos Santos, economista do Sistema Ailos, tem a mesma avaliação. Para ele, o nível atual é um "bom patamar para diversificação da carteira ou compra parcial da moeda". Ele também recomenda a aquisição aos poucos, para garantir um preço médio.

Na mesma linha, Rafael Minotto, analista da Ciano Investimentos, vê a janela como uma boa oportunidade de compra. Ele pondera, porém, que o dólar é sensível a variáveis como guerra, juros, petróleo e cenário fiscal. "O investidor precisa estar ciente dos riscos de volatilidade", afirma.

A recente queda do dólar reflete o aumento da instabilidade global provocado por ações de Donald Trump. Diante das incertezas comerciais e geopolíticas, investidores têm buscado diversificar suas aplicações, com maior alocação em mercados emergentes — como o Brasil.

🔎 Como já mostrou o g1, parte dos recursos tem migrado dos EUA para outros mercados. Esse fluxo, somado à atratividade das empresas brasileiras, amplia a entrada de capital no país — pressionando o dólar para baixo.

A guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro, interrompeu a queda do dólar no início do ano e levou a moeda a oscilar em patamares mais elevados em março, acima de R$ 5,30. Em abril, porém, voltou a cair, diante de um frágil cessar-fogo e sinais de um possível acordo de paz entre EUA e Irã.

Além do cenário externo, especialistas afirmam que a queda do dólar também reflete o fato de o Brasil ter um dos maiores juros reais do mundo. Na prática, investidores buscam esses rendimentos, o que atrai capital, aumenta a oferta de dólares e pressiona a moeda para baixo.

“Há ainda a abundância na exportação de commodities, o que torna o movimento mais sustentável, especialmente em um momento como o atual, em que o país é menos afetado por conflitos geopolíticos", afirma Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil.

Rafael Costa, fundador da Cash Wise Investimentos, lembra que o movimento de desvalorização do dólar é global. Ele avalia que faz parte de uma estratégia do próprio presidente Donald Trump, com o objetivo de enfraquecer a moeda para atrair mais investimentos aos EUA.

"Faz parte do modus operandi econômico de Trump, que combina a desvalorização da moeda com a elevação de barreiras tarifárias para levar a produção de volta aos EUA. Assim, o movimento global ocorre de forma intencional, para tornar mais lucrativo produzir no país do que importar", conclui.

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