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Presidente da Bolívia reduz seu salário em 50% em meio a protestos no país

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/05/2026 11:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,013-0,32%Dólar TurismoR$ 5,197-0,55%Euro ComercialR$ 5,8370,01%Euro TurismoR$ 6,065-0,27%B3Ibovespa176.792 pts0,33%MoedasDólar ComercialR$ 5,013-0,32%Dólar TurismoR$ 5,197-0,55%Euro ComercialR$ 5,8370,01%Euro TurismoR$ 6,065-0,27%B3Ibovespa176.792 pts0,33%MoedasDólar ComercialR$ 5,013-0,32%Dólar TurismoR$ 5,197-0,55%Euro ComercialR$ 5,8370,01%Euro TurismoR$ 6,065-0,27%B3Ibovespa176.792 pts0,33%Oferecido por

O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, afirmou nesta segunda-feira (25) que reduzirá seu salário em 50%.

Durante uma cerimônia oficial em Sucre, Paz anunciou que seus ministros também terão os salários cortados pela metade para demonstrar “compromisso com o país”. Os cortes acontecem no momento em que a Bolívia entra na quarta semana de crise política e social.

Os cortes acontecem no momento em que a Bolívia entra na quarta semana de crise política e social. Os protestos têm agravado os problemas de abastecimento nas cidades de La Paz e El Alto, onde a falta de alimentos, combustíveis e medicamentos já afeta mercados, hospitais e postos de gasolina.

Rodrigo Paz, que está no poder há seis meses, enfrenta a pior crise econômica da Bolívia em 40 anos, provocada pela falta de dólares no país.

Nas últimas três semanas, manifestantes bloquearam dezenas de rodovias que dão acesso a La Paz, sede do governo boliviano. Com isso, a cidade passou a enfrentar falta de alimentos, medicamentos e combustível, além do agravamento da inflação, que chegou a 14% em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Os manifestantes rejeitam as reformas propostas pelo governo e acusam Paz de ignorar suas reivindicações. O presidente, por sua vez, afirma que o ex-presidente boliviano Evo Morales está por trás dos protestos.

No domingo (24), Morales pediu que o governo convoque novas eleições em até 90 dias. "Para evitar mortes e feridos, a pacificação depende" de sua renúncia e de um "presidente de transição" que convoque eleições dentro desse prazo, afirmou.

O governo boliviano denunciou as manifestações à Organização dos Estados Americanos (OEA), afirmando que elas tentam “desestabilizar a ordem democrática”. O governo também acusou Morales, considerado foragido e procurado por suposto tráfico de uma menor, de incentivar os protestos.

Presidente entre 2006 e 2019, Morales foi impedido de participar das eleições presidenciais do ano passado após uma decisão constitucional que limitou as reeleições.

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Huawei propõe novo caminho para desenvolver chips em meio a sanções dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/05/2026 23:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0090,17%Dólar TurismoR$ 5,2090,1%Euro ComercialR$ 5,8150,05%Euro TurismoR$ 6,0590,01%B3Ibovespa177.650 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,0090,17%Dólar TurismoR$ 5,2090,1%Euro ComercialR$ 5,8150,05%Euro TurismoR$ 6,0590,01%B3Ibovespa177.650 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,0090,17%Dólar TurismoR$ 5,2090,1%Euro ComercialR$ 5,8150,05%Euro TurismoR$ 6,0590,01%B3Ibovespa177.650 pts0,17%Oferecido por

A Huawei espera projetar chips de ponta até 2031 com densidade de transistores equivalente a processos de 1,4 nanômetro.

A projeção foi feita em apresentação da Huawei sobre o que ela chama de "Lei de Escalonamento Tau" (Tau Scaling Law).

Estande da Huawei da World Artificial Intelligence Conference em Xangai, China, em julho de 2025 — Foto: REUTERS/Go Nakamura

A companhia chinesa Huawei afirmou neste domingo (24, já segunda-feira, 25, em Xangai) que espera projetar chips de ponta até 2031 com densidade de transistores equivalente a processos de 1,4 nanômetro, apesar das sanções dos Estados Unidos. As sanções dificultam que a China obtenha os equipamentos necessários para fabricar esses chips.

A projeção foi feita em apresentação da Huawei sobre o que ela chama de "Lei de Escalonamento Tau" (Tau Scaling Law), um princípio para aprimorar chips em um momento em que a indústria já não pode depender da redução do tamanho dos transistores.

He Tingbo, presidente da divisão de semicondutores da Huawei e diretora do comitê científico da empresa, apresentou o conceito em um discurso intitulado “Novo Caminho dos Semicondutores na Prática”, durante o Simpósio Internacional IEEE sobre Circuitos e Sistemas (ISCAS) de 2026, em Xangai.

Embora a empresa não tenha apresentado dados independentes de desempenho, a meta é significativa porque o processo de 1,4 nm deve estar próximo da fronteira global da fabricação avançada de chips no fim desta década.

A Lei de Escalonamento Tau concentra-se em reduzir o tempo necessário para que sinais e dados se movimentem por chips e sistemas computacionais, afirmou a Huawei. Se tiver sucesso, ela poderá oferecer à empresa uma forma de melhorar desempenho e densidade dos chips apesar das restrições ao acesso da China aos equipamentos semicondutores mais avançados.

A Huawei afirmou que seus chips Kirin programados para serem lançados no segundo semestre de 2026 serão os primeiros a utilizar uma arquitetura relacionada chamada LogicFolding, que, segundo a empresa, reduzirá o comprimento das conexões internas dos chips e melhorará consideravelmente o desempenho.

A empresa informou que projetou e produziu em massa 381 chips nos últimos seis anos com base na Lei de Escalonamento Tau, para uso em setores como smartphones e computação de inteligência artificial.

A Huawei está sujeita a sanções dos Estados Unidos desde 2019. Na época, o governo americano disse haver risco de que a empresa atuasse em espionagem virtual para favorecer o governo chinês. No mesmo ano, o Google suspendeu seus principais acordos com a Huawei.

Washington restringiu o acesso da Huawei a ferramentas avançadas de litografia e a outras tecnologias-chave de semicondutores.

A companhia acabou desenvolvendo tecnologia própria para contornar sanções – a exemplo de um sistema operacional para celulares da marca.

De acordo com a última divulgação de resultados da empresa, a Huawei Technologies cresceu 2,2% em receita em 2025. O avanço foi impulsionado principalmente pelas áreas de infraestrutura de rede e de dispositivos de consumo, enquanto o negócio de computação em nuvem teve queda no faturamento.

A empresa, que tem sede em Shenzhen, alcançou receita de US$ 127,5 bilhões em 2025. O resultado mostra uma desaceleração significativa frente ao crescimento de 22,4% registrado em 2024.

O desempenho de 2025 representa a segunda maior receita anual da Huawei, abaixo apenas do recorde de US$ 128,9 bilhões obtido em 2020. O lucro líquido cresceu 8,6%, chegando a US$ 9,8 bilhões.

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Jovens voltam a usar iPods para fugir das distrações do celular: ‘Só quero ouvir música em paz’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/05/2026 05:46

Tecnologia Jovens voltam a usar iPods para fugir das distrações do celular: ‘Só quero ouvir música em paz’ Fenômeno envolve nostalgia, busca por mais foco e até uma rejeição simbólica da hiperconectividade, segundo especialista. Buscas e vendas de iPods cresceram em plataformas de revenda no Brasil. Por Darlan Helder, g1 — São Paulo

Jovens da Geração Z voltaram a usar iPods para ouvir música longe de notificações, algoritmos e distrações do celular.

Segundo usuários ouvidos pelo g1, o aparelho tem sido usado em treinos, estudos e deslocamentos do dia a dia.

🎵 O ritual parece ter saído de 2006: conectar um fone com fio, girar a roda do aparelho e escolher um álbum baixado manualmente. Mas a cena acontece em 2026, com jovens que estão trocando o celular por… iPods.

O MP3 player lançado pela Apple há mais de duas décadas voltou à rotina da Geração Z — não só pela nostalgia, mas justamente pelo que ele não tem: notificações, algoritmos e feeds infinitos. 🔕

O g1 conversou com jovens que voltaram a usar o iPod no dia a dia para ouvir música durante treinos, estudos e deslocamentos. Segundo eles, o celular passou a atrapalhar demais por causa das notificações e das redes sociais.

"Até hoje existe uma comunidade enorme de pessoas que restauram iPods antigos com bateria nova e mais armazenamento, seja para manter o produto vivo como lembrança ou até mesmo para usá-lo no dia a dia", conta o especialista em Apple Filipe Esposito, que acompanha a empresa há 17 anos.

E a procura pelo dispositivo vem aumentando, segundo empresas consultadas pelo g1. O site de vendas Enjoei informou que o valor total de iPods vendidos na plataforma no primeiro trimestre deste ano (janeiro, fevereiro e março) foi 47% maior do que no mesmo período de 2025.

Já a OLX informou que as buscas por iPods cresceram 18,9% em abril de 2026 na comparação com abril de 2025. De janeiro a abril deste ano, o aumento foi de 22% em relação ao mesmo período do ano passado.

Emanuelle Assunção, de 27 anos, Lisandra Reis, de 29, e Cláudio Wollace, de 26, não se conhecem, mas têm algo em comum: estão cansados de perder tempo nas redes sociais. Por isso, voltaram a usar o iPod, que, além do gostinho de nostalgia, ajuda os três a evitar distrações.

"Eu sentia que o celular acabava me atrapalhando um pouco. Às vezes, eu saía para correr na rua e acabava parando porque chegava alguma notificação e eu ficava curiosa para ver. Óbvio que eu também adoro a vibe nostálgica que ele passa, mas é muito mais para ouvir música em paz", conta Lisandra.

Ela tem um iPod Touch, aquele modelo parecido com um iPhone, e comprou o dispositivo em 2019. Lisandra diz não se lembrar quanto pagou pelo aparelho na época.

Quem também tem um iPod Touch é Emanuelle (todo decorado com adesivos na capinha 💅). Ela conta que comprou o MP3 da Apple em 2024, de segunda mão, por R$ 230.

"Hoje eu uso ele durante os treinos de musculação, às vezes quando estou lendo e também nos deslocamentos de carro por aplicativo", diz Emanuelle.

Segundo ela, em 2024 ainda conseguia usar o Spotify no iPod Touch — modelo que permitia baixar aplicativos. Mas, quando voltou a usar o aparelho em 2026, o aplicativo já não funcionava mais.

Por causa disso, voltou a baixar músicas manualmente no computador para depois transferi-las para o iPod. O g1 verificou que, na App Store, loja de aplicativos da Apple, o Spotify não aparece mais como compatível com nenhum modelo de iPod.

Cláudio diz que muita gente considera ruim o processo de baixar músicas no computador e transferi-las para o iPod, mas que, para ele, isso é "revigorante". Segundo ele, o fato de o aparelho não ter algoritmos também faz diferença, porque permite ouvir apenas as músicas que decidiu colocar ali.

"Mesmo assinando serviços de streaming, como o Spotify, eu ainda prefiro o iPod. Sinto que a qualidade sonora é até melhor", conta.

Ele usa um iPod Nano de segunda mão, comprado em 2025 por R$ 130. O aparelho costuma acompanhá-lo na academia e nos estudos da faculdade. "Eu gosto porque é um aparelho feito só para música, sem notificações ou outras coisas que tirem minha atenção".

Cláudio também diz ter uma relação afetiva com o iPod. "Quando eu era mais novo, sempre quis ter um, principalmente o iPod Touch de 4ª geração, mas não tinha condições na época. Hoje, minha vontade mesmo é ter um iPod Classic (um dos primeiros lançados). Para mim, ele é o top dos tops, mas está muito caro".

Para o especialista em Apple Filipe Esposito, a combinação entre iTunes e iPod não só ajudou a combater a pirataria, como também consolidou o aparelho no mercado. "Existiam outros tocadores de MP3, mas nenhum tinha a conveniência de uma loja própria de músicas ou um gerenciador de playlists como o iTunes", diz.

O primeiro iPod funcionava apenas com computadores Mac, o que limitou as vendas no início. Segundo Esposito, o cenário mudou quando a Apple lançou uma versão do iTunes para PC e tornou o iPod compatível com o sistema da Microsoft.

Pouco tempo depois do lançamento do iPod, a Apple também criou a iTunes Store, sua loja online de músicas.

"Pela primeira vez, os usuários podiam comprar músicas separadamente por US$ 0,99 (cerca de R$ 1,80 na época). Todo o processo era extremamente rápido e fácil, e as músicas podiam ser transferidas em segundos para o iPod", afirma.

A sensação é de que estamos cada vez mais resgatando produtos que pareciam ter ficado no passado: foi assim com os fones de ouvido com fio, com as câmeras Cyber-shot e, agora, com os iPods.

Para Angelica Mari, especialista em cyberpsicologia, área que estuda os impactos da tecnologia no comportamento humano, a tendência reflete uma busca por um período em que a tecnologia tinha limites mais definidos e interferia menos na atenção das pessoas.

Segundo ela, o movimento representa uma recusa simbólica da hiperconectividade e também uma tentativa de diferenciação social.

"No caso dos iPods, baixar as músicas e atualizar manualmente as playlists vão na contramão da conveniência a que fomos acostumados, mas também devolvem um certo nível de autonomia. Hoje, quando uma playlist termina, as plataformas logo sugerem uma sequência parecida para manter o usuário em um ciclo infinito", diz.

Segundo a especialista, o retorno dos fones com fio tem um efeito parecido. "A pessoa sente o cabo, que literalmente conecta o usuário ao dispositivo. Existe uma materialidade que foi eliminada com o Bluetooth", afirma.

Ela também avalia que essa busca por simplicidade acabou ficando cara, o que pode ser percebido nos preços de dispositivos antigos, como iPods, walkmans e câmeras Cyber-shot, em sites de revenda. Um iPod Classic usado — modelo que Cláudio diz sonhar em ter — pode custar mais de R$ 1 mil na internet.

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Argentina reduz impostos sobre trigo e cevada para aliviar margens agrícolas apertadas, diz bolsa de grãos de Rosário

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/05/2026 15:48

Agro Argentina reduz impostos sobre trigo e cevada para aliviar margens agrícolas apertadas, diz bolsa de grãos de Rosário Governo argentino disse que taxa sobre grãos cairá de 7,5% para 5,5%. Impostos na exportação de soja também poderiam ser reduzidos gradualmente a partir de janeiro de 2027. Por Reuters

O corte planejado pela Argentina nos impostos de exportação sobre o trigo e a cevada dará aos agricultores algum alívio ao tomarem as decisões finais de plantio para a temporada 2026/27, informou a bolsa de grãos de Rosário nesta sexta-feira (22), depois que o presidente Javier Milei anunciou as medidas um dia antes.

O governo disse que a taxa de imposto sobre ambas as culturas cairá de 7,5% para 5,5% a partir de junho.

A bolsa de Rosário estimou que a medida elevaria os preços de compra do trigo em cerca de 2,2% a 2,3%, ou aproximadamente US$4,8 a US$4,9 por tonelada métrica, ajudando a compensar os custos mais altos de combustível, fertilizantes e frete que atingiram as margens dos produtores.

A medida ocorre no momento em que começa o plantio dos grãos de inverno da Argentina. Em meados de maio, dados oficiais mostravam que a semeadura de trigo estava em andamento em Entre Rios, Tucumán, Catamarca e Santiago del Estero, enquanto o plantio de cevada havia avançado em partes de Buenos Aires e outras áreas.

Milei disse na quinta-feira que os impostos sobre a exportação de soja também poderiam ser reduzidos gradualmente a partir de janeiro de 2027.

A Argentina é um grande exportador global de trigo e o maior exportador mundial de produtos processados de soja.

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Elon Musk fica US$ 86 bilhões mais rico em meio a expectativa por IPO da SpaceX

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/05/2026 08:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,001-0,06%Dólar TurismoR$ 5,2040,03%Euro ComercialR$ 5,812-0,1%Euro TurismoR$ 6,058-0,1%B3Ibovespa177.650 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,001-0,06%Dólar TurismoR$ 5,2040,03%Euro ComercialR$ 5,812-0,1%Euro TurismoR$ 6,058-0,1%B3Ibovespa177.650 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,001-0,06%Dólar TurismoR$ 5,2040,03%Euro ComercialR$ 5,812-0,1%Euro TurismoR$ 6,058-0,1%B3Ibovespa177.650 pts0,17%Oferecido por

A fortuna estimada de Elon Musk aumentou em US$ 45 bilhões e atingiu o recorde de US$ 722 bilhões na quinta-feira (21), após a divulgação do prospecto do IPO da SpaceX trazer novas informações sobre as finanças pessoais do bilionário. Nesta sexta-feira, o patrimônio continuou avançando e já é estimado em US$ 808 bilhões, segundo a Forbes.

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Desenrola 2.0: por que o total de endividados aumentou desde a primeira versão do programa?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/05/2026 05:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,001-0,06%Dólar TurismoR$ 5,2040,03%Euro ComercialR$ 5,812-0,1%Euro TurismoR$ 6,058-0,1%B3Ibovespa177.650 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,001-0,06%Dólar TurismoR$ 5,2040,03%Euro ComercialR$ 5,812-0,1%Euro TurismoR$ 6,058-0,1%B3Ibovespa177.650 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,001-0,06%Dólar TurismoR$ 5,2040,03%Euro ComercialR$ 5,812-0,1%Euro TurismoR$ 6,058-0,1%B3Ibovespa177.650 pts0,17%Oferecido por

Com o endividamento das famílias em níveis recordes, o governo federal voltou a apostar em um programa já conhecido para tentar conter um problema persistente no país.

Relançado no início de maio, o Novo Desenrola Brasil (ou Desenrola 2.0) chega a poucos meses das eleições presidenciais, em um momento no qual o Palácio do Planalto busca fortalecer pautas com impacto direto no bolso da população diante de um cenário político desafiador no Congresso.

Dois anos após o encerramento do último programa de renegociação de dívidas, em maio de 2024, o país registrou um aumento de 10,3 milhões de inadimplentes, chegando ao total de 82,8 milhões.

Em entrevistas recentes, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, atribuiu a alta da inadimplência a um “efeito sanfona”.

Segundo ele, o fenômeno foi provocado pelas oscilações da taxa básica de juros da economia, a Selic, e pelos impactos ainda persistentes da pandemia de Covid-19, período em que o desemprego subiu e a renda estagnou.

"Passamos por um período, especialmente durante a pandemia, sem reajuste de renda e com desemprego elevado. Muitas pessoas ficaram impossibilitadas de trabalhar e acabaram se endividando", afirmou Durigan em entrevista ao programa "Roda Viva", da TV Cultura, neste mês.

Especialistas, porém, avaliam que o programa teve efeito limitado e temporário, sendo visto por parte do mercado como um “fracasso”, e que o problema vai além dos juros altos.

O avanço da inadimplência envolve uma combinação de inflação persistente (especialmente nos alimentos), custo de vida elevado, renda insuficiente, crédito caro e falta de educação financeira.

Como o g1 mostrou, esse cenário ainda persiste em 2026. Apesar da melhora recente no mercado de trabalho, a geração de vagas não foi suficiente para recompor o poder de compra, nem o aumento da renda média foi capaz de conter a inadimplência persistente.

“O juro nada mais é do que o custo do dinheiro. Se o dinheiro está caro, tende a haver mais inadimplência”, afirma o economista Tiago Velloso. “Mas esse não é o único fator.”

Segundo ele, o cenário pós-Desenrola 1 combinou problemas herdados da pandemia com novas questões da economia mundial. Conflitos no Oriente Médio e a guerra na Ucrânia elevaram os preços do petróleo e pressionaram a inflação global, retardando a queda dos juros no Brasil.

A especialista em finanças Milene Dellatore, sócia-diretora do Grupo Mide, também chama a atenção para a rápida digitalização do sistema financeiro, que ampliou o acesso ao crédito fácil sem o devido preparo da população.

“O país conseguiu uma digitalização rápida, mas isso não veio acompanhado de educação financeira. O acesso ao crédito aconteceu antes de as pessoas estarem preparadas”, diz.

Focado em dívidas negativadas entre 2019 e 2022 e valor atualizado inferior a R$ 20 mil, o primeiro Desenrola (maio de 2023 a março de 2024) foi considerado um sucesso pelo Ministério da Fazenda.

✅ De acordo com o Censo Nacional do programa, cerca de 14,8 milhões de pessoas foram beneficiadas,💰Ao todo, foram R$ 53,2 bilhões em acordos e descontos que passaram de 90% para pagamentos à vista.💳 As renegociações — feitas majoritariamente pelo celular, lideradas por mulheres e pelo público de 35 a 44 anos — focaram em dívidas bancárias e de cartão de crédito. 📉 Entre o público elegível, a inadimplência caiu 8,7%, segundo o governo federal.

Na faixa 1, o programa atendia pessoas com renda de até 2 salários mínimos ou inscritas no Consultar dados do Cadastro Único (CadÚnico), com dívidas de pequeno valor. Na faixa 2, o programa atendia pessoas com renda de até R$ 20 mil por mês, com dívidas em bancos.

Empresas do setor também sentiram o reflexo positivo na época. Na Recovery, empresa especializada em recuperação de créditos, cerca de 500 mil dívidas bancárias foram quitadas no período. Foram 290,4 mil acordos firmados, beneficiando 278 mil clientes.

Helena Passos, head de dados e planejamento da empresa, destaca que o programa permitiu que milhões de brasileiros retomassem a vida financeira: “Observamos uma demanda reprimida de consumidores dispostos a regularizar suas dívidas quando encontram condições adequadas”.

O endividamento geral medido pela pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) passou de 76,9%% em outubro de 2023 para 78,8% em março de 2024, enquanto a inadimplência geral recuou apenas 0,5 ponto percentual, indo de 29,7%% para 28,6%. Na mesma linha, o volume de inadimplentes mensurado pela Serasa subiu de 71,95 milhões em outubro de 2023 para 72,54 milhões de pessoas ao fim da primeira edição, em maio de 2024, o que representa cerca de 590 mil pessoas a mais nessa situação, mesmo com uma queda de 1,20% em relação ao mês anterior.

Ou seja, após o encerramento do programa, grande parte da renda das famílias continuou sendo consumida por gastos básicos como alimentação, moradia e transporte, empurrando muitos brasileiros de volta para a inadimplência.

O ministro da Fazenda, Dário Durigan, na apresentação do Desenrola 2.0 — Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Novo Desenrola Brasil prioriza famílias de menor renda, voltado a pessoas que ganham até cinco salários mínimos. Na nova fase, as instituições financeiras também passam a “desnegativar” dívidas de até R$ 100.

Para o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o relançamento do programa responde ao avanço da inadimplência após o fim da primeira edição. A estratégia atual é alinhar as renegociações a uma nova expectativa de ciclo de corte nas taxas de juros.

Em um primeiro balanço da nova edição do programa nesta quinta-feira (21), Durigan afirmou que, no eixo do programa para famílias, foram mais 449 mil dívidas quitadas à vista com um desconto médio de 85% sobre o valor devido. Do somatório de um R$ 1 bilhão, foram pagos R$ 154 milhões.

Além disso, o ministro afirmou que 685,5 mil dívidas foram refinanciadas, também com desconto de 85%. De R$ 9 bilhões, foi refinanciado R$ 1,3 bilhão em dívidas. (veja o balanço completo aqui)

Segundo ele, a primeira edição do Desenrola teve impacto, mas perdeu força com a alta dos juros. “A gente deu um primeiro tratamento, mas não foi suficiente porque os juros voltaram a crescer. Mas o ideal é que isso seja pontual, não recorrente. As pessoas têm que pagar suas dívidas”, declarou.

Analistas, porém, avaliam que o efeito do programa é limitado sem mudanças estruturais. Eles apontam a educação como um dos principais fatores de longo prazo para reduzir o endividamento.

“Esse talvez seja o principal gargalo, o mais difícil de implementar, mas o mais importante”, disse o economista Tiago Velloso, ao defender a ampliação da educação básica e financeira.

Ele também destaca o papel da renda no processo. Para ele, a criação de empregos não é suficiente sem aumento do rendimento médio e redução da informalidade.

“Programas como o Desenrola são importantes como incentivo, mas, isoladamente, não resolvem o problema. Sem mudanças estruturais, acabam apenas reinserindo as pessoas no sistema financeiro, o que pode levar a novos ciclos de endividamento”, afirmou.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Produtores travam vendas de café apesar da expectativa de safra recorde para 2026

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/05/2026 03:46

Agro Produtores travam vendas de café apesar da expectativa de safra recorde para 2026 Consultorias projetam que o país deverá colher mais de 70 milhões de sacas de 60 kg neste ano, enquanto a estatal Conab também vê um recorde produtivo. Por Reuters

Consultorias projetam que o Brasil deverá colher mais de 70 milhões de sacas de 60 kg neste ano, enquanto a estatal Conab também vê um recorde produtivo — Foto: Crédito: Divulgação.

Com colheita em fase inicial, produtores de café arábica de Minas Gerais não acreditam que a safra de 2026 vai superar o recorde de 2020, diferentemente do que apontam alguns analistas e comerciantes.

Representantes de cooperativas do sul de Minas e do Cerrado afirmam ainda que, em meio a expectativas de uma grande safra no país — maior exportador global –, há uma diferença grande entre o que os compradores internacionais querem pagar e o que pedem os cafeicultores, travando os negócios.

Consultorias projetam que o Brasil deverá colher mais de 70 milhões de sacas de 60 kg neste ano, enquanto a estatal Conab também vê um recorde produtivo, ainda que considere uma máxima histórica em patamar mais baixo.

Até 2026, 2020 era visto como o ano com maior produção. Mas, enquanto o produto da safra atual não estiver no armazém, cooperativas não pensam assim.

"O melhor ano para nós foi 2020 e não vemos este ano superar 2020 de forma nenhuma. Acreditamos mais ele ser perto de 2024 ou 2023, que foram anos bons", disse Jacques Miari, presidente da Cocatrel, com sede em Três Pontas, no sul de Minas Gerais, principal região do arábica no Brasil.

"2020 foi o ano fabuloso, em que tudo aconteceu de bom. Condição climática, trato de lavoura, bianualidade positiva, tudo aconteceu em 2020", disse à Reuters o representante da Cocatrel, uma das maiores cooperativas de café do Brasil, durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.

Joaquim Frezza, gestor comercial da Coocacer, com sede em Araguari, no Cerrado Mineiro, disse que o início da colheita confirma a expectativa de boa produção, mas não deve superar 2020. "Acho que vai equiparar", declarou.

Luiz Fernando dos Reis, superintendente comercial da Cooxupé, maior cooperativa e exportadora de café do Brasil, disse que há projeções de recorde para a produção brasileira somando-se os volumes de grãos arábica e de robusta.

"No arábica, só no arábica, a gente não está vendo um número de produção maior do que 2020 ainda", disse Reis.

Enquanto a safra ainda está no início, ele disse que a Cooxupé está mantendo suas previsões de recebimento e exportação.

A Cooxupé projeta exportações de 4,4 milhões de sacas de café em 2026, o que seria uma queda de 500 mil sacas em relação ao ano passado, já que os embarques mais fortes esperados para o segundo semestre não seriam suficientes para compensar a queda registrada na primeira parte do ano, quando os estoques estavam baixos.

O recebimento de café esperado pela Cooxupé está em 6,8 milhões de sacas, o que seria um aumento de cerca de 800 mil sacas ante 2025.

"A gente pode sim, de repente, ter condições de receber um pouco mais de café. Mas nós não mudamos ainda…", disse o superintendente, lembrando que a Cooxupé já recebeu 8 milhões de sacas em 2020.

"Mesmo não sendo recorde no arábica, é uma safra muito boa. O que está acontecendo hoje é que os negócios ainda não estão prontos. O comprador ainda está esperando, aguardando a entrada desse fluxo comercial", disse Reis.

Ele comentou que o produtor está "muito devagar nas vendas ainda", após ter vendido o café a valores mais altos.

Para representantes da Cocatrel, há atualmente um descompasso no preço de exportação e no valor que o produtor está querendo no seu café.

"Hoje o mercado está muito travado no caso de exportações. Nós estamos trabalhando mais no mercado interno, as exportações hoje não estão fazendo muito sentido", disse Miari, presidente da cooperativa de Três Pontas.

Chico Pereira, gerente de comercialização da Cocatrel, disse que a cooperativa recebeu no evento em Santos comerciantes que negociam milhões de sacas, mas os negócios ainda estão em compasso de espera.

Os diferenciais de preços em relação à cotação da bolsa de Nova York estão muito distantes entre compradores e vendedores, confirmou Pereira.

"No preço que eu estou pagando ao produtor hoje tenho que vender a mais de 60 (centavos de dólar por libra-peso). Aí você vê a oferta: mais 5, mais 10. Então dá uma diferença de 50 centavos", disse ele.

Pereira comentou que, nessa situação, o mercado está parado. "Não tem como performar, não tem como exportar agora… O 'bid' que eu recebo de fora eu não consigo comprar e exportar com a margenzinha que eu preciso."

Apesar da grande colheita esperada, essa disputa seguirá, disse Pereira, em momento em que muitos produtores conseguem segurar vendas após se capitalizarem com preços recordes em anos recentes.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Desenrola 2.0: ministro da Fazenda diz que um milhão de pessoas já foram beneficiadas pelo programa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/05/2026 15:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,991-0,26%Dólar TurismoR$ 5,200-0,04%Euro ComercialR$ 5,802-0,3%Euro TurismoR$ 6,051-0,22%B3Ibovespa178.100 pts0,42%MoedasDólar ComercialR$ 4,991-0,26%Dólar TurismoR$ 5,200-0,04%Euro ComercialR$ 5,802-0,3%Euro TurismoR$ 6,051-0,22%B3Ibovespa178.100 pts0,42%MoedasDólar ComercialR$ 4,991-0,26%Dólar TurismoR$ 5,200-0,04%Euro ComercialR$ 5,802-0,3%Euro TurismoR$ 6,051-0,22%B3Ibovespa178.100 pts0,42%Oferecido por

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que mais de um milhão de pessoas já foram beneficiadas pelo Desenrola 2.0. O balanço do ministro foi divulgado nesta quinta-feira (21).

Segundo Durigan, no eixo do programa para famílias, foram mais 449 mil dívidas quitadas à vista com um desconto médio de 85% sobre o valor devido – do somatório de um R$ 1 bilhão, foram pagos R$ 154 milhões.

Além disso, o ministro afirmou que 685,5 mil dívidas foram refinanciadas, também com desconto de 85%. De R$ 9 bilhões, foi refinanciado R$ 1,3 bilhão em dívidas.

De acordo com o ministro, foram 34 mil contratos refinanciados do Fies até 19 de maio. O valor original era de R$ 2 bilhões e, com umdesconto médio de 80%, as operações refinanciadas totalizam R$ 410 milhões.

Em relação ao desenrola Empresas, no Programa Nacional de Apoio a Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), já foram feitas 31 mil operações, que totalizam R$ 5,1 bilhões. 

No Proced, voltada para MEIs e microempresas, o programa já realizou 9.703 operações, no valor de R$ 396 milhões.

Será possível negociar dívidas do cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), adiantou, na última semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

➡️ Os juros serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com descontos de 30% a 90% no valor principal da dívida. Os descontos variarão de acordo com a linha de crédito e com o prazo. Será disponibilizada uma calculadora para os trabalhadores saberem o desconto.

O governo pretende usar um fundo com recursos públicos para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, o dinheiro da União vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito.

Para formar esse fundo, o governo buscará de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões em recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos. O governo também fará um novo aporte de até R$ 5 bilhões.

Quem aderir ao programa ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas online, assim como os

"Agora, o que não pode é renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro apostando em bet", declarou o presidente.

No fim de 2024, segundo o Banco Central (BC), 117 milhões de pessoas tinham alguma dívida com instituições financeiras.

Prazo para renegociar dívidas no Desenrola Brasil termina nesta segunda (20) — Foto: Luis Lima Jr./Fotoarena/Estadão Conteúdo

Senador diz que pagamento ocorreu após venda de terreno e que, à época da transação, tinha participação inferior a 1%.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Reino Unido firma acordo comercial de US$ 5 bilhões com países do Golfo em meio à guerra no Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/05/2026 14:13

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,007-0,68%Dólar TurismoR$ 5,211-0,61%Euro ComercialR$ 5,819-0,57%Euro TurismoR$ 6,069-0,47%B3Ibovespa177.809 pts2,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,007-0,68%Dólar TurismoR$ 5,211-0,61%Euro ComercialR$ 5,819-0,57%Euro TurismoR$ 6,069-0,47%B3Ibovespa177.809 pts2,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,007-0,68%Dólar TurismoR$ 5,211-0,61%Euro ComercialR$ 5,819-0,57%Euro TurismoR$ 6,069-0,47%B3Ibovespa177.809 pts2,03%Oferecido por

O acordo comercial entre o Reino Unido e o Conselho de Cooperação do Golfo superou as expectativas, atingindo um valor estimado em US$ 5 bilhões anuais.

O tratado prevê a eliminação de 93% das tarifas do CCG sobre produtos britânicos, com dois terços dessas taxas removidas assim que o acordo entrar em vigor.

Setores como automotivo, aeroespacial, eletrônico e de alimentos e bebidas no Reino Unido devem ser os mais beneficiados pela isenção de tarifas.

O pacto mantém o acesso britânico ao mercado de serviços do CCG, permitindo expansão e o desenvolvimento dos setores de serviços dos países do Golfo.

Apesar de não incluir menções a direitos humanos, o acordo introduz regras de proteção ao investidor, permitindo ações contra o governo britânico.

Bandeiras do Reino Unido em frente ao Big Ben, em foto de junho de 2022 — Foto: AP Photo/Frank Augstein

O governo do Reino Unido afirmou nesta quarta-feira (20) que fechou um acordo comercial com o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), com valor estimado em cerca de US$ 5 bilhões (R$ 25,2 bilhões) por ano no longo prazo.

A expectativa é que o tratado aprofunde os laços econômicos de Londres com aliados da região. O CCG é composto por Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

O acordo surge após ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã, em fevereiro, que aumentaram as tensões na região e pressionaram o fornecimento de energia e alimentos.

"Em um momento de crescente instabilidade, o anúncio de hoje envia um sinal claro de confiança, dando aos exportadores do Reino Unido a certeza de que precisam para planejar o futuro", afirmou o ministro do comércio britânico, Peter Kyle.

O governo britânico afirmou que o acordo superou a estimativa anterior, de 1,6 bilhão de libras (US$ 2,1 bilhões ou R$ 10,8 bilhões). O aumento veio após o tratado ir além das expectativas em termos de liberalização comercial e compromissos com o setor de serviços.

O acordo eliminará 93% das tarifas do CCG sobre produtos britânicos — o equivalente a cerca de 580 milhões de libras (US$ 777 milhões ou R$ 3,9 bilhões) em taxas ao longo de 10 anos. A expectativa é que dois terços dessas tarifas sejam removidos assim que o acordo entrar em vigor.

O governo afirmou que os setores automotivo, aeroespacial, eletrônico e de alimentos e bebidas devem estar entre os mais beneficiados, com produtos como cereais, queijo cheddar, chocolate e manteiga isentos de tarifas.

Em contrapartida, o Reino Unido reduziu tarifas para os países do Conselho de Cooperação do Golfo, embora as principais exportações desses parceiros — petróleo e gás — já sejam isentas.

Na área de serviços, o Reino Unido manteve as regras atuais de acesso ao mercado do CCG, permitindo que empresas sigam expandindo sem novas barreiras. Os países do Golfo também poderão desenvolver seus próprios setores com o acordo.

O acordo não altera nem enfraquece os padrões britânicos de proteção ambiental ou de dados e não inclui menções a direitos humanos, segundo o governo. Ativistas haviam alertado para riscos nessa área.

Tom Wills, diretor do Trade Justice Movement, afirmou que "ao não incluir proteções de direitos humanos no acordo, o Reino Unido deu um passo moral para trás".

O acordo inclui regras de proteção ao investidor que passam a valer também para três países do CCG que antes não eram contemplados. Além disso, prevê um mecanismo que permite que investidores acionem o governo britânico na Justiça — ponto criticado por especialistas.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Após golpe de construtoras, vítimas ficam com obras inacabadas e em dívidas com financiamentos: ‘o sonho virou pesadelo’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/05/2026 04:44

Fantástico Após golpe de construtoras, vítimas ficam com obras inacabadas e em dívidas com financiamentos: 'o sonho virou pesadelo' Casos semelhantes foram relatados em diferentes estados e envolvem denúncias contra construtoras suspeitas de fraudes usando dinheiro de financiamentos feitos pela Caixa Econômica Federal. Por Fantástico

O que começou como o projeto da casa própria acabou se transformando em frustração, dívidas e abalo emocional para famílias que contrataram financiamentos habitacionais e viram as obras serem abandonadas — mesmo após a liberação de centenas de milhares de reais. Casos semelhantes foram relatados em diferentes estados e envolvem denúncias contra construtoras suspeitas de fraudes usando dinheiro de financiamentos feitos pela Caixa Econômica Federal.

Pela primeira vez em dois anos, Marcela Teles voltou ao terreno onde deveria estar a casa da família, hoje tomado pelo mato.

“Era para ser o lugar onde nossa filha iria crescer, aprender a andar. Mas a gente mora de aluguel e paga por algo que já deveria estar pronto há três anos”, relata. Ao olhar a obra inacabada, ela resume: “o nosso sonho virou um pesadelo”.

Ela e o marido Izael Mendes financiaram entre R$ 400 mil e R$ 500 mil por meio da Caixa Econômica Federal. Durante dois anos, pagaram regularmente as parcelas. Ainda assim, a obra foi interrompida e nunca chegou perto da conclusão. Documentos apresentados pela construtora Prumo indicavam que mais de 84% da casa estaria pronta — algo desmentido pelo cenário real e por um especialista, que apontou que nem metade havia sido construída.

'O sonho virou pesadelo': vítimas relatam dramas após caírem em golpe da construtora — Foto: Reprodução/TV Globo

Além disso, perícia identificou indícios de fraude: assinaturas atribuídas à cliente em laudos de progresso da obra foram consideradas falsas.

'O sonho virou pesadelo': vítimas relatam drama após caírem em golpe da construtora — Foto: Reprodução/TV Globo

Guilherme e Bruna Both contrataram um financiamento de R$ 290 mil em 2022. Segundo o casal, o responsável pela construtora Vitro Viana também se apresentava como alguém ligado ao banco, o que gerou confiança.

“A gente não entendia nada de financiamento, ele dizia que conseguiria facilitar tudo”, lembra Guilherme.

De acordo com o relato, a construtora recebeu mais de R$ 200 mil, mas depois alegou que o valor não era suficiente e pediu mais dinheiro. Ao investigar os documentos enviados ao banco, o casal encontrou inconsistências graves: etapas como cobertura, instalações elétricas e hidráulicas apareciam como quase concluídas — apesar de não existirem na obra.

A construção foi abandonada sete meses após o início. O prejuízo ultrapassou os valores financiados e levou o casal a enfrentar dificuldades emocionais.

'O sonho virou pesadelo': vítimas relatam drama após caírem em golpe da construtora — Foto: Reprodução/TV Globo

Em Pernambuco, Camyla Lira e Daniel planejaram por uma década a construção do imóvel. Quando a construtora interrompeu a obra, ela estava grávida e contava com a casa pronta no primeiro ano de vida do filho.

"Entregaria a casa ele com 11 meses, então eu já imaginaria assim, mais ou menos um ano de vida dele eu já estar na minha residência própria, né? Da forma realmente como eu planejei uma vida inteira".

O caso resultou em investigação e condenação judicial: o dono da Multicons foi sentenciado por estelionato, após comprovação de que inflava valores apresentados ao banco e ficava com a diferença. O prejuízo para o casal passou de R$ 126 mil.

Mesmo assim, eles decidiram seguir com a obra, que foi pago com sacríficos: venda de bens e ajuda de familiares.

Do sonho ao pesadelo: após golpe de construtoras, vítimas ficam com obras inacabadas — Foto: Reprodução/TV Globo

Em nota, a construtora Âmbar Prumo afirma que todas as obras foram conduzidas dentro das normas da Caixa e que eventuais acusações serão respondidas na Justiça.

Já o ex-funcionário da Caixa e que respondia pela construtora Vitro Viana, Pedro André Marchesi Cecegolo, recorre na Justiça do Trabalho contra a demissão e nega ter causado qualquer prejuízo financeiro à Caixa.

O dono da Multicons, condenado por estelionato, diz que os valores recebidos foram integralmente aplicados na obra e recorre da decisão.

Casa própria: como construtoras fraudaram famílias com dinheiro da Caixa — Foto: Reprodução/TV Globo

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