RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

‘Aprofundamento da ruptura antes das eleições’ e ‘altos riscos’: como a imprensa internacional noticiou tarifa de 25% dos EUA contra o Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/07/2026 07:48

Mundo 'Aprofundamento da ruptura antes das eleições' e 'altos riscos': como a imprensa internacional noticiou tarifa de 25% dos EUA contra o Brasil EUA vão aplicar tarifas de 25% sobre uma série de produtos brasileiros após investigação sobre práticas comerciais consideradas desleais. Por Julia Braun — Londres

A imprensa internacional destacou a decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre uma série de produtos brasileiros, anunciada na quarta-feira (15/07) após o fim da investigação sobre práticas comerciais conduzida pelo Escritório do Representante Comercial americano (USTR, na sigla em inglês).

A decisão foi chancelada pelo presidente americano, Donald Trump, e entrará em vigor em 22 de julho.

Ao noticiar a decisão, o jornal britânico Financial Times afirmou que as tarifas foram anunciadas diante de "uma crescente ruptura nas relações bilaterais" antes das próximas eleições brasileiras.

Segundo a reportagem, o USTR citou "práticas comerciais desleais em áreas como pagamentos eletrônicos, mercado de etanol, propriedade intelectual, combate à corrupção e proteção ambiental" para justificar as tarifas.

Uma fonte do governo dos EUA afirmou ainda ao FT que a Casa Branca vinha tentando negociar com o governo brasileiro "há mais de um ano".

Ainda segundo o jornal, num momento em que o presidente Donald Trump busca reafirmar a influência dos EUA na América Latina, "o governo de esquerda do Brasil vê as queixas como motivadas por questões políticas, e não comerciais".

'Aprofundamento da ruptura antes das eleições' e 'altos riscos': como a imprensa internacional noticiou tarifa de 25% dos EUA contra o Brasil. — Foto: Reuters via BBC

"A taxa de importação é a mais recente de uma série de medidas dos EUA contra o Brasil que têm alimentado as tensões diplomáticas entre as duas maiores democracias das Américas", diz a reportagem.

O FT afirma ainda que apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) temem que o endurecimento da posição dos EUA em relação ao Brasil — que incluiu também a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas em junho — possa escalar para interferência nas eleições de outubro.

O jornal americano The New York Times também ressalta o impacto que a nova tarifa pode ter na disputa presidencial: "É provável que a nova tarifa se torne uma questão política no Brasil antes das eleições presidenciais de outubro".

A reportagem destaca a posição do governo Lula, que acusa o seu adversário, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de ter advogado em favor da taxação em encontros na Casa Branca.

Flávio se encontrou com Trump dias antes de o USTR recomendar a aplicação da tarifa. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nega as acusações e afirma ter pedido a Washington que suspendesse a imposição de tarifas.

"Enquanto isso, as tensões diplomáticas com o Trump contribuíram para aumentar a popularidade de Lula. O líder brasileiro classificou as medidas econômicas como politicamente motivadas, acusando Trump de ameaçar a soberania do país", diz o NYT.

'Governo Trump impõe tarifa de 25% ao Brasil em meio à deterioração das relações bilaterais', diz título do FT. — Foto: Reprodução/FT via BBC

Em reportagem em seu site, a rede americana CNN Internacional detalhou o anúncio americano sobre a tarifa.

"O Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, anunciou as medidas na noite de quarta-feira em um comunicado, afirmando que a investigação concluiu que as políticas brasileiras prejudicam os interesses dos americanos com práticas relacionadas ao comércio digital, tarifas preferenciais injustas, acesso ao mercado de etanol e outras áreas", diz a matéria.

Algumas mercadorias que não são produzidas nos EUA e que poderiam interromper as cadeias de suprimentos estão isentas, explica a reportagem, citando o comunicado do USTR. Entre as exceções estão café, carne bovina, laranjas e suco de laranja, certos produtos de etanol, além de peças e componentes aeroespaciais.

Após o anúncio americano, o governo brasileiro disse que o dia 15 de julho "passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável".

Em nota, o Brasil afirmou ainda que iniciará os trâmites para acionar a Lei de Reciprocidade aprovada pelo Congresso Nacional junto à Organização Mundial do Comércio (OMC).

'Brasil condena medida dos EUA de impor tarifas de 25% na próxima semana', diz o britânico The Guardian. — Foto: Reprodução/The Guardian via BBC

Em sua própria reportagem sobre o tema, o jornal britânico The Guardian detalhou ainda que a tarifa será imposta com base na seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite aos EUA iniciar uma investigação sobre as práticas comerciais de outros países.

"Em fevereiro, a Suprema Corte dos EUA decidiu contra muitas das tarifas impostas por Trump sob uma lei diferente, a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) de 1977. O tribunal considerou que ele extrapolou sua autoridade sob essa lei ao impor tarifas abrangentes aos parceiros comerciais dos EUA, incluindo o Brasil", diz o texto.

Anteriormente, Trump havia imposto, com base nessa lei, uma tarifa de 50% sobre o Brasil em protesto contra o processo movido pelo país contra Jair Bolsonaro por tentar reverter sua derrota nas eleições de 2022, detalhou ainda o Guardian, que afirma que o "relacionamento de Trump com Lula pareceu melhorar em maio, quando o presidente brasileiro visitou a Casa Branca".

"Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil e uma das poucas grandes economias com as quais o país apresenta déficit comercial. O Brasil importou mais de US$ 45 bilhões em produtos americanos em 2025, um aumento de 11% em relação ao ano anterior, enquanto as exportações caíram quase 7%, com o petróleo bruto representando 12,5% das exportações", diz a reportagem.

A matéria afirma ainda que apesar da escalada da disputa, ambos os governos ainda tentam evitar um conflito comercial mais amplo.

"Greer se reuniu repetidamente com o ministro do Comércio do Brasil, Márcio Elias, nos últimos meses, em busca de uma solução. O governo Lula pretende continuar negociando até o último momento possível, mas descartou concessões que considera politicamente ou juridicamente inaceitáveis, incluindo mudanças no sistema de pagamentos Pix, segundo uma pessoa familiarizada com as negociações", diz a matéria.

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Tarifaço de Trump: indústria diz que novas taxas ampliam as dificuldades já enfrentadas por exportadores

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/07/2026 00:47

Agro Tarifaço de Trump: indústria diz que novas taxas ampliam as dificuldades já enfrentadas por exportadores A Fiesp disse que a decisão dos EUA é especialmente prejudicial por atingir exclusivamente o Brasil, colocando os exportadores nacionais em desvantagem diante de concorrentes internacionais. Por Redação g1

Donald Trump fala com a imprensa a bordo do Air Force One em 8 de julho de 2026. — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reagiu nesta quinta-feira (16) ao anúncio da nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos e afirmou que a medida amplia as dificuldades já enfrentadas pelas empresas exportadoras.

Em nota, a entidade avaliou que a sobretaxa agrava um cenário que já vinha pressionando as vendas brasileiras aos Estados Unidos e aumenta a insegurança para companhias dos dois países.

Segundo a CNI, os efeitos das tarifas adotadas pelos Estados Unidos desde 2025 já são percebidos no comércio bilateral.

De acordo com a entidade, as exportações brasileiras para o mercado americano recuaram 13% no período, o equivalente a US$ 2,6 bilhões. A queda foi puxada principalmente pela redução das vendas de bens industriais, incluindo produtos siderúrgicos, derivados de petróleo e pasta química de madeira.

"Os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos estão sendo cada vez mais sentidos pela indústria brasileira: 20 dos 27 estados reduziram suas exportações ao mercado norte-americano no primeiro semestre. Diante do anúncio de hoje, o cenário tende a piorar, corroendo ainda mais a competitividade da indústria brasileira. Não podemos poupar esforços para reverter essa lógica e retomar a relação que Brasil e Estados Unidos construíram", afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban.

A confederação informou ainda que 20 dos 27 estados brasileiros registraram queda nas exportações para os Estados Unidos no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Entre os principais estados exportadores, Minas Gerais (-18,9%), Espírito Santo (-19,2%), Rio Grande do Sul (-22,6%), Santa Catarina (-32,9%) e Paraná (-32,9%) apresentaram retrações significativas, segundo os dados da entidade.

Apesar da redução das vendas, os Estados Unidos permaneceram como o principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira no período.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criticou a condução do governo brasileiro nas negociações com os EUA após o anúncio de uma nova sobretaxa sobre produtos do Brasil. Em nota, a entidade afirmou que a medida representa um duro golpe para a competitividade da indústria nacional e avaliou que a retaliação comercial poderia ter sido evitada.

Segundo a Fiesp, a decisão dos Estados Unidos é especialmente prejudicial por atingir exclusivamente o Brasil, colocando os exportadores nacionais em desvantagem diante de concorrentes internacionais.

A entidade também atribuiu parte do deterioramento do cenário comercial a uma condução que classificou como marcada por "ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas e desalinhamento político com Washington".

Para a federação, o episódio enfraqueceu uma relação bilateral construída ao longo de mais de dois séculos entre os dois países. A entidade defendeu que uma abordagem mais técnica e pragmática poderia ter evitado o agravamento das tensões comerciais.

"O mercado norte-americano é o principal destino de produtos brasileiros de alto valor agregado. Esse novo 'pedágio' imposto às exportações se soma à crônica realidade enfrentada pelas nossas empresas, que convivem com alta carga tributária e com as taxas de juros reais mais elevadas do mundo, entre outros desafios", afirmou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

A federação informou ainda que continuará atuando junto a parceiros nos Estados Unidos para buscar a reversão ou a mitigação das tarifas, com a ampliação da lista de produtos isentos. (Leia a nota na íntegra abaixo)

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) também manifestou preocupação com a decisão americana. Em nota, a entidade avaliou que a tarifa adicional de 25% amplia os custos de acesso ao mercado dos Estados Unidos e ameaça a competitividade dos produtos brasileiros.

Segundo a FIEMG, o impacto efetivo dependerá da lista de produtos atingidos, da classificação tarifária de cada mercadoria e do tratamento concedido a concorrentes de outros países. A federação alertou ainda para possíveis efeitos como substituição de fornecedores brasileiros, redução de margens de lucro e renegociação de contratos comerciais.

"A tarifa de 25% altera de forma expressiva as condições de acesso dos produtos brasileiros ao mercado americano. Será fundamental garantir clareza sobre os produtos atingidos, os prazos de implementação da medida e o tratamento dos contratos em andamento, reduzindo as incertezas para as empresas exportadoras", afirmou Verônica Winter, coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais do Centro Internacional de Negócios da FIEMG.

A entidade defendeu o reforço das negociações entre Brasil e Estados Unidos e pediu regras claras para contratos já firmados, cargas em trânsito e para a implementação das novas tarifas, de forma a evitar uma perda prolongada de competitividade da indústria nacional. (Leia a nota na íntegra abaixo)

"A Fiesp lamenta, com profunda preocupação, a aplicação de uma nova sobretaxa às exportações de produtos brasileiros ao mercado norte-americano. A decisão é especialmente prejudicial por se limitar de forma unilateral ao Brasil, o que reduz significativamente a competitividade do país perante concorrentes globais

Em um momento de extrema sensibilidade econômica mundial, a opção do governo brasileiro por ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas, discursos eleitorais e desalinhamento político com Washington acabou por minar vínculos construídos ao longo de mais de 200 anos de cooperação bilateral.

A retaliação comercial poderia ter sido evitada com uma condução técnica e pragmática, como buscou a Fiesp durante as audiências públicas nos EUA e outras oportunidades no último ano.

“O mercado norte-americano é o principal destino de produtos brasileiros de alto valor agregado. Esse novo ‘pedágio’ imposto às exportações se soma à crônica realidade enfrentada pelas nossas empresas, que convivem com alta carga tributária e com as taxas de juros reais mais elevadas do mundo, entre outros desafios”, diz Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

A Fiesp reafirma seu compromisso com a diplomacia empresarial e seguirá trabalhando de forma construtiva junto a parceiros nos EUA para que as tarifas sejam revertidas ou parcialmente mitigadas na ampliação da lista de isenções."

"FIEMG critica tarifa de 25% dos EUA e alerta para perda de competitividade da indústria brasileira

Medida amplia custos de acesso ao mercado norte-americano e ameaça a competitividade dos produtos brasileiros

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) avalia com grande preocupação a decisão do governo dos Estados Unidos, anunciada nesta quarta-feira (15), de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

A medida cria uma diferença relevante em relação a fornecedores de outros países que disputam os mesmos compradores. O impacto efetivo dependerá dos produtos alcançados, da classificação tarifária de cada mercadoria e do tratamento concedido aos concorrentes internacionais.

Entre as possíveis consequências estão a substituição de fornecedores brasileiros, a pressão pela redução de preços e margens e a renegociação de contratos, prazos e condições comerciais.

“A tarifa de 25% altera de forma expressiva as condições de acesso dos produtos brasileiros ao mercado americano. Será fundamental garantir clareza sobre os produtos atingidos, os prazos de implementação da medida e o tratamento dos contratos em andamento, reduzindo as incertezas para as empresas exportadoras”, afirma Verônica Winter, coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais do Centro Internacional de Negócios da FIEMG.

A FIEMG reforça a necessidade de intensificar as negociações entre Brasil e Estados Unidos e garantir regras claras para contratos já firmados, cargas em trânsito e implementação da medida, evitando uma perda prolongada de competitividade para a indústria brasileira."

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Fazenda e Câmara chegam a acordo sobre renegociação de dívidas rurais, com 10 anos de prazo para quem teve perdas grandes de safra

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/07/2026 12:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0810,03%Dólar TurismoR$ 5,2820,05%Euro ComercialR$ 5,8110,17%Euro TurismoR$ 6,0530,16%B3Ibovespa175.786 pts-0,48%MoedasDólar ComercialR$ 5,0810,03%Dólar TurismoR$ 5,2820,05%Euro ComercialR$ 5,8110,17%Euro TurismoR$ 6,0530,16%B3Ibovespa175.786 pts-0,48%MoedasDólar ComercialR$ 5,0810,03%Dólar TurismoR$ 5,2820,05%Euro ComercialR$ 5,8110,17%Euro TurismoR$ 6,0530,16%B3Ibovespa175.786 pts-0,48%Oferecido por

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmaram nesta quarta-feira (15) que chegaram a um acordo sobre a renegociação de dívidas de produtores rurais.

De acordo com o ministro da Fazenda, produtores que registraram perdas de ao menos 30% em duas safras, em razão de eventos climáticos ou da variação dos preços agrícolas, poderão renegociar débitos em condições especiais.

A regra geral prevê prazo de oito anos para pagamento, com dois anos de carência e sem exigência de entrada.

Para produtores com perdas maiores, de três safras, provocadas por eventos climáticos, especialmente no Rio Grande do Sul, o prazo poderá chegar a dez anos.

"Se tiver três perdas, o prazo vai para dez anos. São dois anos de carência mais oito anos para pagar, sem necessidade de pagamento de entrada", afirmou Durigan.

5% ao ano para beneficiários do Pronaf;8% ao ano para produtores do Pronamp;11% ao ano para grandes produtores.

Nas demais situações abrangidas pelo acordo, incluindo perdas causadas por variações de preços, as taxas serão:

Uma das principais novidades anunciadas pelo governo é a inclusão das Cédulas de Produto Rural (CPRs) nas renegociações.

Segundo Durigan, até as negociações realizadas no Senado a equipe econômica não aceitava incluir esse tipo de operação, que possui regras diferentes das linhas tradicionais de crédito rural.

Agora, operações de CPR em atraso poderão ser renegociadas inicialmente junto às instituições financeiras nos mesmos prazos definidos para as demais dívidas.

"O agricultor que, além do crédito rural, se valeu de CPR, também terá uma alternativa de renegociação", disse o ministro.

Segundo o governo, bancos públicos, instituições privadas e cooperativas de crédito poderão oferecer as condições negociadas aos produtores rurais aptos a aderir ao programa.

O governo informou que as garantias apresentadas nas operações originais poderão ser reaproveitadas nas renegociações, reduzindo a necessidade de apresentação de novos bens ou garantias adicionais pelos produtores.

Segundo Durigan, a orientação é que as instituições financeiras reavaliem os contratos e exijam garantias extras apenas quando houver necessidade.

Em junho, após a aprovação do projeto pelo Senado sem acordo com o governo, Durigan afirmou que o governo poderia vetar a proposta por considerar elevado o impacto fiscal da medida.

Na ocasião, o Ministério da Fazenda estimava que o custo poderia chegar a R$ 140 bilhões caso todos os produtores elegíveis aderissem ao refinanciamento.

O acordo anunciado nesta quarta-feira busca destravar a solução para o endividamento de produtores afetados por eventos climáticos extremos e dificuldades econômicas, após meses de negociações entre a equipe econômica e a bancada do agronegócio.

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Fazenda e Câmara chegam a acordo sobre renegociação de dívidas rurais, com 10 anos de prazo para quem teve perdas grandes de safra

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/07/2026 12:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0800,02%Dólar TurismoR$ 5,2820,05%Euro ComercialR$ 5,8100,17%Euro TurismoR$ 6,0530,16%B3Ibovespa175.764 pts-0,5%MoedasDólar ComercialR$ 5,0800,02%Dólar TurismoR$ 5,2820,05%Euro ComercialR$ 5,8100,17%Euro TurismoR$ 6,0530,16%B3Ibovespa175.764 pts-0,5%MoedasDólar ComercialR$ 5,0800,02%Dólar TurismoR$ 5,2820,05%Euro ComercialR$ 5,8100,17%Euro TurismoR$ 6,0530,16%B3Ibovespa175.764 pts-0,5%Oferecido por

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A regra geral prevê prazo de oito anos para pagamento, com dois anos de carência e sem exigência de entrada.

Para produtores com perdas maiores, de três safras, provocadas por eventos climáticos, especialmente no Rio Grande do Sul, o prazo poderá chegar a dez anos.

"Se tiver três perdas, o prazo vai para dez anos. São dois anos de carência mais oito anos para pagar, sem necessidade de pagamento de entrada", afirmou Durigan.

5% ao ano para beneficiários do Pronaf;8% ao ano para produtores do Pronamp;11% ao ano para grandes produtores.

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Uma das principais novidades anunciadas pelo governo é a inclusão das Cédulas de Produto Rural (CPRs) nas renegociações.

Segundo Durigan, até as negociações realizadas no Senado a equipe econômica não aceitava incluir esse tipo de operação, que possui regras diferentes das linhas tradicionais de crédito rural.

Agora, operações de CPR em atraso poderão ser renegociadas inicialmente junto às instituições financeiras nos mesmos prazos definidos para as demais dívidas.

"O agricultor que, além do crédito rural, se valeu de CPR, também terá uma alternativa de renegociação", disse o ministro.

Segundo o governo, bancos públicos, instituições privadas e cooperativas de crédito poderão oferecer as condições negociadas aos produtores rurais aptos a aderir ao programa.

O governo informou que as garantias apresentadas nas operações originais poderão ser reaproveitadas nas renegociações, reduzindo a necessidade de apresentação de novos bens ou garantias adicionais pelos produtores.

Segundo Durigan, a orientação é que as instituições financeiras reavaliem os contratos e exijam garantias extras apenas quando houver necessidade.

Em junho, após a aprovação do projeto pelo Senado sem acordo com o governo, Durigan afirmou que o governo poderia vetar a proposta por considerar elevado o impacto fiscal da medida.

Na ocasião, o Ministério da Fazenda estimava que o custo poderia chegar a R$ 140 bilhões caso todos os produtores elegíveis aderissem ao refinanciamento.

O acordo anunciado nesta quarta-feira busca destravar a solução para o endividamento de produtores afetados por eventos climáticos extremos e dificuldades econômicas, após meses de negociações entre a equipe econômica e a bancada do agronegócio.

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‘Não queremos ser a última geração a comer esse queijo’: ondas de calor ameaçam a produção do Parmigiano Reggiano na Itália

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/07/2026 05:46

Agro 'Não queremos ser a última geração a comer esse queijo': ondas de calor ameaçam a produção do Parmigiano Reggiano na Itália Temperaturas acima de 40°C fazem animais produzirem menos leite, elevam os custos de refrigeração e preocupam produtores do queijo italiano, cuja receita é preservada há mais de 800 anos. Por Sara Rossi, Oriana Boselli

As fortes ondas de calor na Itália estão ameaçando a produção do Parmigiano Reggiano. As temperaturas elevadas reduzem a produção de leite das vacas em até 10%.

Para proteger os animais, os agricultores da região da Emília-Romanha instalaram ventiladores e sistemas de nebulização. Essas medidas extras fizeram os custos de energia dispararem.

As altas contas de eletricidade também afetam os armazéns de maturação do queijo. Mais de 500 mil rodas de Parmigiano estão estocadas em depósitos climatizados.

A indústria do queijo gera uma receita anual estimada em 4,5 bilhões de euros. Em 2025, as exportações representaram mais de 50% das vendas globais do produto.

Um funcionário gira uma roda de queijo Parmigiano Reggiano dentro do cofre de queijos do Magazzini Generali delle Tagliate, do Credito Emiliano. Foto de 6 de julho de 2026 — Foto: Matteo Minnella/Reuters

Há cinquenta anos, os agricultores da região da Emília-Romanha, na Itália, costumavam abrir as janelas dos celeiros durante as noites de verão para refrescar o gado.

Hoje, com as ondas de calor elevando as temperaturas a níveis recordes, essas janelas permanecem abertas 24 horas por dia para proteger as vacas e, consequentemente, o leite que dá origem ao Parmigiano Reggiano, base de uma indústria centenária de queijo na região.

"O calor extremo afeta a qualidade e a quantidade do leite", afirmou Nicola Bertinelli, presidente do Consórcio do Parmigiano Reggiano, que também administra a fazenda leiteira fundada por sua família em 1895, nos arredores de Parma.

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Aspersores refrescam vacas, na fazenda leiteira Bertinelli, durante uma onda de calor em Medesano, na Itália, em 7 de julho de 2026.á-las — Foto: Matteo Minnella/Reuters

Com temperaturas acima de 40°C, as vacas passam mais tempo deitadas, comem menos e produzem até 10% menos leite — um dos apenas três ingredientes do Parmigiano, ao lado do sal e do coalho.

A produção do autêntico Parmigiano Reggiano só é permitida em cinco províncias, a maioria delas na Emília-Romanha, e as vacas devem ser alimentadas exclusivamente com capim e feno produzidos nessa região.

"Se não chove, o capim não cresce, o feno não pode ser produzido e é impossível obter o leite necessário para fazer o queijo", disse Bertinelli, de 54 anos, à Reuters.

Ele e outros produtores também instalaram ventiladores e sistemas de nebulização de água, mas essas medidas extras de resfriamento fizeram os custos de energia dispararem.

As contas mais altas também atingem os administradores dos armazéns onde as rodas de queijo ficam armazenadas durante o processo de maturação, que dura pelo menos 12 meses e pode chegar a três anos ou mais.

Mais de 500 mil rodas de Parmigiano Reggiano, avaliadas em mais de 300 milhões de euros, estão armazenadas nos dois depósitos operados pela Magazzini Generali delle Tagliate (MGT), unidade do banco Credito Emiliano, nas províncias de Reggio Emilia e Modena.

"Durante os picos de calor deste ano, nosso consumo diário de energia aumentou cerca de 30%", afirmou o diretor da MGT, Giancarlo Ravanetti.

"Para tornar nossas instalações o mais eficientes possível do ponto de vista energético, aprimoramos os sistemas de refrigeração e as caldeiras, melhoramos o isolamento dos edifícios e ampliamos a produção de energia renovável", acrescentou.

Nicola Bertinelli, presidente do Consórcio do Parmigiano Reggiano, posa para uma foto no estábulo da fazenda leiteira de sua família, enquanto o calor extremo afeta a produção de leite, em Medesano, na Itália, em 7 de julho de 2026. — Foto: Matteo Minnella/Reuters

Os armazéns climatizados da região se tornaram instituições conhecidas coletivamente como o "Banco do Parmigiano". Atrás de seus muros, tecnologia e tradição caminham lado a lado.

Cada roda de Parmigiano Reggiano passa por rigorosas inspeções de qualidade, incluindo exames de raio X para identificar defeitos. Além disso, especialistas verificam semanalmente cada peça, batendo com pequenos martelos e ouvindo o som produzido para detectar possíveis falhas surgidas durante o envelhecimento.

"O fator humano continua sendo essencial e é a verdadeira força de todo o processo", afirmou Ravanetti.

Paolo Ganzerli, diretor internacional de vendas do grupo alimentício GranTerre, que registrou receita consolidada de 1,87 bilhão de euros em 2025, compartilha a preocupação com o aumento dos custos.

"Se os eventos climáticos extremos se tornarem mais duradouros e intensos, certamente terão impacto tanto na quantidade quanto na qualidade do leite, mas, acima de tudo, levarão a custos mais elevados", disse.

A indústria do Parmigiano Reggiano gera uma receita estimada em 4,5 bilhões de euros (US$ 5,15 bilhões) por ano, emprega milhares de pessoas e movimenta a economia local.

Em 2025, as exportações responderam por mais de 50% das vendas globais do Parmigiano Reggiano, sendo os Estados Unidos o principal mercado externo.

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Com guerra e alta dos combustíveis, transporte volta a ser ‘vilão’ do orçamento das famílias

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/07/2026 04:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,078-1,05%Dólar TurismoR$ 5,279-1,1%Euro ComercialR$ 5,798-0,74%Euro TurismoR$ 6,043-0,78%B3Ibovespa176.641 pts0,51%MoedasDólar ComercialR$ 5,078-1,05%Dólar TurismoR$ 5,279-1,1%Euro ComercialR$ 5,798-0,74%Euro TurismoR$ 6,043-0,78%B3Ibovespa176.641 pts0,51%MoedasDólar ComercialR$ 5,078-1,05%Dólar TurismoR$ 5,279-1,1%Euro ComercialR$ 5,798-0,74%Euro TurismoR$ 6,043-0,78%B3Ibovespa176.641 pts0,51%Oferecido por

O que mais pesa no orçamento das famílias brasileiras no fim do mês? Em junho, os três principais gastos apontados pela população foram alimentação, contas de serviços públicos e aluguel ou financiamento da moradia.

Mas um item chamou atenção: o transporte passou a ocupar um espaço muito maior no bolso dos brasileiros em comparação com o mesmo período do ano passado.

Os dados fazem parte da 13ª edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho da Sondagem do Mercado de Trabalho do FGV Ibre, divulgada nesta terça-feira (14).

Na sondagem, o transporte apresentou a maior variação em relação ao mesmo período do ano anterior. Entre quem apontou o transporte como uma das três despesas que mais pesam no orçamento, o percentual de entrevistados passou de 2% em junho de 2025 para 27,6% em junho de 2026, alta de 25,6 pontos percentuais.

Na avaliação de Rodolpho Tobler, superintendente adjunto do FGV Ibre, o avanço do transporte entre os principais gastos das famílias está relacionado ao aumento dos custos de deslocamento, especialmente dos combustíveis.

“Tínhamos um percentual baixo falando desse fator [o transporte] no ano passado e, agora, ele é um dos três maiores gastos mensais das famílias”, ressalta.

Segundo o pesquisador, a alta está ligada aos impactos do conflito no Oriente Médio sobre o mercado de petróleo.

“Isso faz com que haja mais ruídos e aumentos nos preços dos combustíveis e do transporte em si, seja individual ou coletivo. Esse é um fator que deve permanecer ainda em um patamar elevado”, explica.

Segundo Gustavo Assis, CEO da Asset Wealth Management, o comportamento acompanha a trajetória dos preços ao consumidor. “O subgrupo de transportes no IPCA segue entre os mais voláteis, fortemente influenciado pelos combustíveis, pelas tarifas de transporte público e pelo custo dos veículos”, diz.

Embora 69,1% dos entrevistados pela pesquisa afirmem ter conseguido pagar as contas essenciais nos últimos três meses — abril, maio e junho —, esse percentual vem caindo desde fevereiro, quando era de 72,4%. Isso significa que menos pessoas têm conseguido fechar o mês com as contas em dia.

Para Tobler, do FGV Ibre, o resultado mostra que o principal movimento não é necessariamente uma queda da renda, mas um aumento da pressão dos custos sobre o orçamento das famílias.

“Há duas óticas: ou as pessoas estão ganhando menos ou estão tendo mais custos. E me parece que é mais uma pressão de custos do que uma redução de ganhos”, explica.

Segundo o especialista, embora o crescimento da renda não esteja no mesmo ritmo de antes, o mercado de trabalho ainda permanece estável. O problema é que o aumento dos gastos reduz a percepção de bem-estar das famílias.

Para André Matos, CEO da MA7 Negócios, os dados mostram que o orçamento das famílias continua concentrado principalmente em despesas que não podem ser adiadas.

“Com 75% das famílias citando alimentação entre as maiores despesas, metade citando contas de serviços públicos e quase metade moradia, o orçamento brasileiro está concentrado no que é inadiável”, diz.

A pesquisa também avaliou a percepção dos trabalhadores sobre a satisfação com o emprego. No trimestre encerrado em junho, 64% dos entrevistados se declararam satisfeitos. O resultado, porém, representa uma queda em relação a janeiro deste ano, quando era de 68%.

Entre os fatores que explicam a insatisfação com o trabalho, a baixa remuneração aparece como o principal motivo apontado pelos entrevistados, citado por 57,9%.

Para Tobler, a satisfação está relacionada também ao fato de a renda não acompanhar o aumento dos custos. Segundo ele, a pesquisa mostra que o trabalhador continua inserido no mercado, mas sente uma pressão maior sobre o orçamento.

A mobilidade também dificulta uma melhora: 41% dos entrevistados consideram difícil conseguir emprego no Brasil.

“Se a desaceleração continuar na economia, as pessoas entendem que o mercado de trabalho pode piorar nesse cenário. Então, existe uma certa cautela dos trabalhadores olhando para frente”, reitera.

Na avaliação de Matos, da MA7 Negócios, essa combinação reflete um mercado em que o trabalhador acredita ser capaz de encontrar uma nova fonte de renda, mas não necessariamente conta com uma rede de proteção.

“Uma parcela grande dos brasileiros trabalha na informalidade ou por conta própria, e nesse tipo de ocupação conseguir uma nova fonte de renda, um bico, um serviço, uma entrega é o mais comum. Só que essa mesma facilidade de entrada é a marca do vínculo frágil, sem seguro-desemprego, sem FGTS, sem colchão”, afirmou.

Segundo ele, esse cenário gera uma percepção dupla: confiança na capacidade de encontrar alguma fonte de renda, mas insegurança diante de uma eventual perda de rendimento. “É um mercado que dá chão, mas não dá rede”, disse.

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Nova Zelândia confirma primeiro caso de gripe aviária

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/07/2026 01:47

Agro Nova Zelândia confirma primeiro caso de gripe aviária Confirmação ocorre semanas após a Austrália registrar os primeiros casos da doença em seu território continental, ambos em aves migratórias. Por Redação g1

A Nova Zelândia confirmou nesta quarta-feira (15) seu primeiro caso de gripe aviária H5N1 de alta patogenicidade em uma ave marinha migratória, segundo informou o ministro da Biossegurança, Andrew Hoggard.

A confirmação ocorre poucas semanas depois de a Austrália registrar os primeiros casos da doença em seu território continental, encerrando uma condição que fazia do continente australiano a única grande massa continental sem registros do vírus.

Segundo o governo neozelandês, o caso foi identificado em uma ave marinha migratória. As autoridades afirmam que, até o momento, não há evidências de transmissão entre aves silvestres no país nem registros de surtos em granjas comerciais.

"Não há evidências de mortalidade em massa na vida selvagem ou de transmissão entre aves silvestres na Nova Zelândia. Não houve detecção em aves domésticas", disse Hoggard em comunicado.

A descoberta reforça a preocupação das autoridades da Oceania com a chegada da cepa H5N1 por meio de aves migratórias.

Em junho, a Austrália confirmou dois casos da doença em menos de uma semana no estado da Austrália Ocidental. O primeiro foi identificado em um mandrião-pardo migratório. O segundo ocorreu em um petrel-gigante-do-norte encontrado doente em uma praia próxima à cidade de Esperance, a cerca de 570 quilômetros de Perth.

Até então, a Austrália era considerada o único continente sem registro da gripe aviária H5N1 em seu território continental. O vírus havia sido detectado apenas no fim de 2025 na Ilha Heard, território subantártico australiano localizado a cerca de 4 mil quilômetros da costa australiana.

Após os registros, autoridades australianas reforçaram protocolos de biossegurança em fazendas, ampliaram a testagem de aves costeiras e intensificaram medidas de vigilância para impedir que o vírus chegasse aos sistemas de produção comercial.

Apesar do avanço da doença entre aves selvagens em diferentes partes do mundo, as infecções humanas continuam sendo consideradas raras. Ainda assim, a disseminação global da gripe aviária levou ao abate de milhões de aves nos últimos anos, afetando cadeias de abastecimento e pressionando preços de alimentos, especialmente ovos e carne de frango.

Por enquanto, tanto a Nova Zelândia quanto a Austrália afirmam não ter identificado transmissão do H5N1 para aves de criação nos casos mais recentes.

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Mesmo com 81,6% das famílias endividadas, CNC indica sinais de melhora no perfil das dívidas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 12:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,074-1,13%Dólar TurismoR$ 5,278-1,12%Euro ComercialR$ 5,801-0,69%Euro TurismoR$ 6,050-0,66%B3Ibovespa176.454 pts0,41%MoedasDólar ComercialR$ 5,074-1,13%Dólar TurismoR$ 5,278-1,12%Euro ComercialR$ 5,801-0,69%Euro TurismoR$ 6,050-0,66%B3Ibovespa176.454 pts0,41%MoedasDólar ComercialR$ 5,074-1,13%Dólar TurismoR$ 5,278-1,12%Euro ComercialR$ 5,801-0,69%Euro TurismoR$ 6,050-0,66%B3Ibovespa176.454 pts0,41%Oferecido por

Mais de oito em cada dez famílias brasileiras continuavam endividadas em junho, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta terça-feira (14) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Ao todo, 81,6% das famílias disseram ter algum tipo de dívida, como cartão de crédito, financiamento, empréstimo pessoal, cheque especial ou carnê de loja. O percentual repetiu o registrado em maio e interrompeu a sequência de altas observada nos meses anteriores.

O cenário também ficou estável entre as famílias com contas em atraso. Em junho, 29,9% dos entrevistados afirmaram ter dívidas vencidas, o mesmo índice do mês anterior. Já a parcela dos consumidores que declarou não ter condições de quitar esses débitos recuou levemente, de 12,3% para 12,2%.

Apesar da estabilidade dos principais indicadores, a CNC avalia que houve uma melhora na composição do endividamento.

A entidade destaca o aumento da participação de famílias que se consideram pouco endividadas, a manutenção do comprometimento da renda em níveis estáveis e a redução do tempo médio de atraso no pagamento das dívidas.

Entre maio e junho, o percentual de famílias que se classificou como pouco endividada passou de 33,3% para 34,2%. No mesmo período, a fatia das que se consideram muito endividadas subiu de forma mais moderada, de 17% para 17,2%.

A própria CNC ressalta, porém, que essa avaliação tem caráter subjetivo e reflete a percepção de cada consumidor sobre sua situação financeira. Em outras palavras, sentir-se muito endividado não significa, necessariamente, estar em uma situação de superendividamento.

Outro sinal considerado positivo foi a redução do tempo médio de atraso das dívidas, que caiu para 64,8 dias. Além disso, 48,9% das famílias inadimplentes disseram estar com contas vencidas há mais de 90 dias, o menor percentual registrado neste ano.

O comprometimento médio da renda com o pagamento de dívidas permaneceu em 29,3%. Já a parcela de famílias com financiamentos ou empréstimos contratados por prazo superior a um ano continuou em 33,3%.

Para a CNC, prazos mais longos ajudam a reduzir o valor das parcelas mensais e dão mais fôlego ao orçamento das famílias.

Entre as famílias que recebem até três salários-mínimos, 84,7% possuem algum tipo de dívida — o maior percentual entre todos os grupos pesquisados. Nessa faixa, 38,3% têm contas em atraso e 17,6% afirmam que não conseguirão quitar esses débitos.

Já entre as famílias com renda superior a dez salários-mínimos, 71,4% disseram estar endividadas. Nesse grupo, a inadimplência ficou em 15,4% e apenas 5% declararam não ter condições de pagar as contas vencidas.

Na comparação entre maio e junho, o maior avanço do endividamento ocorreu entre as famílias com renda de três a cinco salários-mínimos, cujo percentual passou de 83,1% para 83,7%. Em sentido oposto, entre aquelas com renda de cinco a dez salários-mínimos, o indicador recuou de 79,6% para 78,3%.

Segundo a CNC, movimento semelhante foi observado na inadimplência: a faixa de renda que registrou maior aumento no endividamento também apresentou crescimento das contas em atraso, enquanto o grupo que reduziu o uso do crédito registrou queda na inadimplência.

Na avaliação da CNC, a melhora observada em alguns indicadores pode estar relacionada aos primeiros meses de funcionamento do Desenrola 2.0, programa federal de renegociação de dívidas lançado em maio.

A entidade também atribui esse desempenho ao avanço da renda média das famílias e ao maior controle da inflação, fatores que ajudam a preservar a capacidade de pagamento dos consumidores.

Ainda assim, a confederação projeta que tanto o percentual de famílias endividadas quanto o de consumidores com contas em atraso deve voltar a crescer nos próximos meses. Por isso, avalia que, apesar dos sinais de melhora, o cenário ainda requer cautela.

Decon realiza mutirão de negociação de dívidas e outros serviços no Bairro Conjunto Ceará, em Fortaleza. — Foto: Pexels/reprodução

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Oncoclínicas entra com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 5,1 bilhões em dívidas

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 14/07/2026 09:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,45%Dólar TurismoR$ 5,3380,45%Euro ComercialR$ 5,8410,16%Euro TurismoR$ 6,0900,17%B3Ibovespa175.739 pts-1,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,45%Dólar TurismoR$ 5,3380,45%Euro ComercialR$ 5,8410,16%Euro TurismoR$ 6,0900,17%B3Ibovespa175.739 pts-1,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,45%Dólar TurismoR$ 5,3380,45%Euro ComercialR$ 5,8410,16%Euro TurismoR$ 6,0900,17%B3Ibovespa175.739 pts-1,2%Oferecido por

A Oncoclínicas entrou com pedido de recuperação extrajudicial nesta terça-feira (14). O objetivo é renegociar 5,1 bilhões de reais em dívidas financeiras.

O plano de reestruturação já possui adesão de credores que representam 37% das dívidas. A empresa tem 90 dias para obter o apoio necessário para homologação.

A companhia informou que o atendimento aos pacientes e pagamentos do dia a dia não serão afetados. As unidades seguem funcionando normalmente em todo o país.

Como parte da reestruturação, a empresa rescindiu 2 contratos de aluguel de imóveis. Uma das multas de rescisão está estimada em 76 milhões de reais.

O pedido ocorreu após o fim das negociações com a Porto Seguro e o Fleury. A parceria visava criar uma nova empresa para reorganizar a estrutura financeira.

A Oncoclínicas (ONCO3), uma das maiores redes de tratamento contra o câncer do país, informou nesta terça-feira (14) que entrou com um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 5,1 bilhões em dívidas financeiras.

Segundo a empresa, o objetivo é criar um ambiente jurídico para negociar novas condições de pagamento com os credores, sem interromper as operações da companhia.

🔍 A recuperação extrajudicial é um mecanismo previsto em lei que permite a uma empresa renegociar dívidas com credores fora de um processo de recuperação judicial tradicional.

A Oncoclínicas informou que já conta com a adesão de credores que representam cerca de 37% das dívidas incluídas no plano, percentual suficiente para apresentar o pedido à Justiça.

Agora, a empresa terá até 90 dias para conseguir o apoio necessário para que o plano seja homologado e passe a valer para todos os credores envolvidos.

aporte de recursos pelos acionistas;conversão de parte da dívida em ações da empresa;troca de dívidas atuais por novos financiamentos;alongamento dos prazos de pagamento.

A empresa ressaltou que essas alternativas ainda serão negociadas e não necessariamente serão adotadas.

A Oncoclínicas afirmou que a recuperação extrajudicial não afeta o atendimento aos pacientes nem os pagamentos relacionados às operações do dia a dia, como fornecedores e parceiros considerados essenciais.

Como parte da reestruturação financeira, a empresa informou que rescindiu dois contratos de aluguel de imóveis.

Um deles é referente a um imóvel na Avenida Angélica, em São Paulo. A multa pela rescisão é estimada em R$ 76 milhões e foi incluída na renegociação das dívidas.

O outro contrato era para um hospital que seria construído em Goiânia. Nesse caso, o valor da multa ainda está sendo calculado.

O pedido de recuperação extrajudicial foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração da companhia e ainda será submetido aos acionistas em assembleia. A empresa afirmou que continuará informando o mercado sobre o andamento da reestruturação.

O pedido de recuperação extrajudicial marca mais uma etapa da tentativa da Oncoclínicas de reorganizar sua situação financeira após meses de dificuldades.

A medida taobém corre cerca de três meses depois do encerramento das negociações com a Porto Seguro e o Fleury para a criação de uma nova empresa de oncologia.

As tratativas começaram em março e previam a transferência de clínicas da Oncoclínicas para uma nova companhia, que receberia um investimento de cerca de R$ 500 milhões da Porto Seguro e do Fleury.

O projeto fazia parte da estratégia para reduzir o endividamento da empresa e facilitar a renegociação de seus passivos, inclusive com a possibilidade de converter parte das dívidas em participação na nova companhia.

No entanto, as negociações foram encerradas em abril sem um acordo. Com o fim das tratativas, a Oncoclínicas passou a buscar outras alternativas para reestruturar suas dívidas, até chegar ao pedido de recuperação extrajudicial anunciado nesta terça-feira.

Em relatório publicado em fevereiro deste ano, o Santander afirmou que a companhia já vinha adotando medidas para tentar recuperar sua saúde financeira, como aumento de capital, venda de ativos considerados não estratégicos e mudanças no conselho de administração e na diretoria.

Para o banco, a troca na diretoria financeira, anunciada no início do ano, faz parte desse processo e pode ajudar a aproximar a empresa de investidores e credores.

Já o Citi avalia que as dificuldades da Oncoclínicas podem abrir oportunidades para concorrentes do setor.

Segundo o banco, que divulgou um relatório na semana passada, empresas maiores, como a Rede D’Or, podem atrair pacientes caso parte dos atendimentos oncológicos deixe de ser realizada pela companhia.

O Citi também aponta possíveis impactos para as operadoras de planos de saúde. A análise considera que a Oncoclínicas tem uma estrutura de custos mais baixa na área de oncologia e que uma migração de pacientes para redes mais caras poderia elevar as despesas das operadoras e pressionar seus resultados.

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Supermercados fechados aos domingos: estudo aponta queda de faturamento das lojas no ES

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 04:46

Espírito Santo Supermercados fechados aos domingos: estudo aponta queda de faturamento das lojas no ES Levantamento da Scanntech indicou que receita do varejo alimentar no Espírito Santo caiu 1,3% em março e abril, enquanto o restante do país registrou alta de 0,7%. Por g1 ES

Estudo da Scanntech aponta queda no faturamento de supermercados e atacarejos do Espírito Santo após o fechamento obrigatório aos domingos.

Nos meses de janeiro e fevereiro, o faturamento capixaba subiu 3%. Contudo, registrou queda de 1,3% nos meses de março e abril.

Com a mudança, os consumidores passaram a concentrar suas compras em outros dias. O maior crescimento ocorreu nas terças-feiras (25,3%) e quintas-feiras (34,3%).

Produtos de perfumaria, carnes e bebidas não alcoólicas tiveram desempenho inferior. Consumidores passaram a buscar esses itens em comércios especializados.

Os atacarejos foram o formato mais afetado, com queda de 5,8% no faturamento. Supermercados de menor porte também sentiram mais os impactos.

O fechamento de supermercados e atacarejos aos domingos no Espírito Santo, em vigor desde 1º de março, já apresenta impacto no faturamento das empresas, segundo um estudo da Scanntech, empresa especializada em inteligência de mercado.

Segundo o levantamento, o estado capixaba vinha registrando crescimento acima da média nacional no início do ano, mas passou a apresentar desempenho inferior ao restante do país após a entrada em vigor da medida. Parte da queda pode estar atrelada ao fechamento das lojas aos domingos.

Nos meses de janeiro e fevereiro, antes do fechamento aos domingos, o faturamento do varejo alimentar no Espírito Santo cresceu 3% em relação ao mesmo período de 2025. No Brasil, o avanço foi de 2,3%. Ou seja: o estado apresentava crescimento acima da média nacional.

Já em março e abril, o cenário mudou. Enquanto o faturamento dos supermercados e atacarejos no Espírito Santo caiu 1,3%, a média nacional registrou crescimento de 0,7%, segundo a Scanntech. Ou seja: mesmo com crescimento menor na média nacional, no estado capixaba houve retração no setor.

A empresa informou que o estudo foi elaborado com base em dados de vendas coletados diretamente de supermercados e atacarejos e representa cerca de 64% do mercado capixaba no setor.

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O levantamento apontou que, com o fechamento das lojas aos domingos, os consumidores passaram a concentrar as compras em outros dias da semana.

Em março, as vendas cresceram principalmente às segundas-feiras (15%) e terças-feiras (25,3%). Em abril, o movimento foi maior às quartas-feiras (14,8%) e quintas-feiras (34,3%).

Segundo o head de Inteligência de Mercado da Scanntech, Felipe Passareli, os dados indicam uma rápida adaptação dos consumidores à nova rotina.

Na época da mudança, algumas redes ampliaram o horário de funcionamento às sextas e aos sábados para atender à demanda que antes era registrada aos domingos.

O estudo também identificou que algumas categorias foram mais afetadas do que outras. Produtos como perfumaria, carnes e bebidas não alcoólicas registraram desempenho inferior ao observado no restante do país.

Para Passareli, isso ocorre porque os consumidores passaram a buscar alguns produtos em estabelecimentos especializados.

"Quando o domingo deixa de ser opção, o consumidor migra para açougues, farmácias e lojas especializadas. Por categoria, os maiores descolamentos aparecem em azeite, frios industrializados e café", afirmou.

De acordo com a pesquisa, os atacarejos foram o formato de loja mais afetado pela mudança. No Espírito Santo, o faturamento desse segmento caiu 5,8%, enquanto a retração nacional foi de 0,7%.

O levantamento também apontou que os supermercados de menor porte sentiram mais os efeitos do fechamento aos domingos:

Nas lojas com um a quatro caixas, o desempenho ficou 6,1 pontos percentuais abaixo do observado no restante do país;entre estabelecimentos com cinco a nove caixas, a diferença foi de 2,1 pontos percentuais;Já nas lojas com dez ou mais caixas, o impacto foi de 0,2 ponto percentual.

O g1 procurou a Associação Capixaba de Supermercados (Acaps) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES) para comentar os resultados do estudo, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem.

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