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Vendas globais de smartphones caem ao menor nível em 13 anos após escassez de chips de memória

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 14:48

Tecnologia Vendas globais de smartphones caem ao menor nível em 13 anos após escassez de chips de memória As remessas caíram 11% no segundo trimestre, com a alta no preço dos chips de memória reduzindo a demanda. Apple ampliou sua participação no mercado, enquanto a Samsung retomou a liderança. Por Reuters

Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple em Taiwan, em foto de 19 de setembro de 2025 — Foto: Reuters/Ann Wang

As remessas globais de smartphones caíram 11% no segundo trimestre, para o menor nível desde 2013, devido à prolongada escassez de chips de memória, que elevou os preços dos aparelhos e reduziu a demanda, segundo estimativas preliminares da Counterpoint Research.

A Apple contrariou a tendência com um aumento de 3% nas remessas, elevando sua participação no mercado global para um recorde de 20% no trimestre, devido à demanda resiliente por sua linha premium de iPhones e à manutenção dos preços. No entanto, analistas preveem aumentos de preços nos próximos meses.

A Samsung recuperou a liderança com uma participação de 24%, beneficiando-se das fortes vendas de sua linha principal Galaxy S26, melhor disponibilidade de produtos e menos aumentos de preços em mercados como a Índia e o Oriente Médio.

A Xiaomi, a Oppo e a Vivo, porém, registraram as maiores quedas nas remessas entre os cinco maiores fabricantes de smartphones, refletindo sua maior exposição a dispositivos de entrada e intermediários.

A Counterpoint manteve a previsão de queda de cerca de 14% nas remessas globais de smartphones este ano e afirmou que a escassez de memória provavelmente persistirá até 2027.

Os preços da memória continuaram a subir, uma vez que os fornecedores priorizaram os clientes de data centers com foco em IA em detrimento dos eletrônicos de consumo, forçando os fabricantes a repassar os custos mais altos dos componentes aos consumidores por meio de aumentos de preços, principalmente para dispositivos de entrada e intermediários.

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Trump ganhou US$ 1,4 bilhão com criptomoedas e colocou parte do dinheiro em ações e títulos, diz agência

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 08:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%Oferecido por

As declarações financeiras do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mostram que, ao mesmo tempo em que ele e seus dois filhos mais velhos incentivavam investidores a aplicar dinheiro em projetos de criptomoedas — que acabaram gerando grandes perdas para muitos investidores de varejo —, os administradores de seu patrimônio direcionavam uma parcela significativa desses lucros para investimentos considerados mais seguros.

Trump recebeu mais de US$ 1,4 bilhão no ano passado por meio dos projetos de criptomoedas da família, incluindo a World Liberty Financial e a moeda meme de Trump, segundo sua mais recente declaração financeira apresentada ao Escritório de Ética Governamental dos Estados Unidos.

Uma análise da Reuters sobre os investimentos do presidente nos últimos dois anos mostra que suas carteiras de ações e títulos cresceram pelo menos quatro vezes com a entrada dos recursos provenientes das criptomoedas. No fim de 2025, Trump possuía entre US$ 703 milhões e US$ 2,6 bilhões em ativos financeiros tradicionais, ante um patrimônio entre US$ 225 milhões e US$ 608 milhões no fim de 2024.

Os documentos informam faixas de valores, e não montantes exatos, o que impede determinar com precisão quanto dos ganhos com criptomoedas foi destinado a investimentos de menor risco.

Embora Trump tenha mantido parte de seus lucros em ativos digitais, nove especialistas em criptomoedas ouvidos pela Reuters afirmaram que os documentos sugerem que o presidente republicano não utiliza as criptomoedas como principal reserva de patrimônio. Além do bitcoin e da World Liberty Financial, Trump também não declarou participação em duas empresas de criptomoedas de capital aberto apoiadas por seus filhos, Eric Trump e Donald Trump Jr.

"Embora o presidente promova os ativos digitais como o futuro das finanças e defenda que os Estados Unidos se tornem a capital mundial das criptomoedas, sua declaração patrimonial indica uma estratégia de lucrar rapidamente com esses ativos — por meio da venda da moeda meme e dos tokens da World Liberty — e depois transferir esses recursos para investimentos tradicionais, como ações e títulos", afirmou Timothy Massad, diretor do Projeto de Políticas para Ativos Digitais da Escola de Governo John F. Kennedy, da Universidade Harvard. Massad presidiu a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) durante o governo de Barack Obama.

Uma reportagem da Reuters publicada no mês passado mostrou que investidores de varejo nos quatro principais projetos de criptomoedas ligados a Trump acumulavam perdas de US$ 2,3 bilhões até abril.

Os documentos mostram que Trump ainda possui uma quantidade significativa de tokens da World Liberty Financial, empresa cofundada por ele e por seus filhos, ampliando sua exposição ao mercado de ativos digitais.

No fim de 2025, o presidente detinha 15,75 bilhões de tokens de governança da World Liberty, avaliados em mais de US$ 50 milhões. Os ativos foram recebidos como parte de sua participação na empresa. Como cofundador, Trump está sujeito a um período de carência mais longo antes de poder vender esses tokens.

As empresas responsáveis por administrar os interesses do presidente na World Liberty Financial e na moeda meme de Trump detinham entre seus ativos pelo menos US$ 160 milhões em bitcoin e ether, as duas maiores criptomoedas do mercado, além de até US$ 6 milhões em outros tokens no fim de 2025. No fim de 2024, Trump havia declarado possuir entre US$ 1 milhão e US$ 5 milhões em ether.

Em nota, um porta-voz da Organização Trump afirmou que a declaração financeira do presidente demonstra que a empresa "continua mantendo uma posição financeira sólida, apoiada por ativos valiosos de classe mundial, ampla liquidez e um balanço patrimonial conservador". O representante não explicou por que Trump direcionou parte dos lucros obtidos com criptomoedas para ações e títulos.

A Casa Branca informou à Reuters que os ativos do presidente estão em "contas totalmente discricionárias administradas por instituições financeiras independentes".

Já David Wachsman, porta-voz da World Liberty Financial, declarou que "a World Liberty foi construída com foco no longo prazo e acredita firmemente que o futuro dos serviços financeiros será estruturado sobre a tecnologia de ativos digitais".

Os filhos de Trump administram o fundo fiduciário responsável pelo patrimônio do presidente e têm sido alguns dos principais defensores públicos dos projetos de criptomoedas ligados à família.

Desde novembro de 2024, Eric Trump, que dirige a Organização Trump, afirmou repetidas vezes em entrevistas e conferências que o bitcoin é "o maior ativo dos tempos modernos" e que seu preço poderia alcançar US$ 1 milhão, ante cerca de US$ 64 mil na época de suas declarações.

Eric Trump também afirmou no ano passado que seu pai "acredita profundamente nos ativos digitais".

Nem Eric Trump nem Donald Trump Jr. responderam aos pedidos de comentário da Reuters sobre os investimentos do presidente.

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Por que a carne não deve ficar mais barata mesmo com a redução das exportações para a China?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/07/2026 06:47

Agro Por que a carne não deve ficar mais barata mesmo com a redução das exportações para a China? Economistas afirmam que a menor oferta de bois, o El Niño e a retomada das compras da China em janeiro pode deixar os preços até mais altos no fim do ano. Por Vivian Souza, g1 — São Paulo

O Brasil preencheu a cota de exportação de carne bovina para a China. O preço do produto no mercado brasileiro não deve cair e pode subir.

A China adotou uma cota anual de 1,1 milhão de toneladas do produto com tarifa reduzida de 12%. Após o preenchimento desse volume, a taxa sobe para 55%.

Frigoríficos reduziram o abate de bois no país, evitando excesso de oferta. Com isso, os preços nos supermercados não sofrem pressão para queda neste momento.

No último bimestre, a preparação para exportações de janeiro e o aumento do consumo nas festas de fim de ano devem impulsionar os preços da carne.

O Brasil esgotou a cota de exportação de carne bovina para a China e deve reduzir as vendas ao país até o fim do ano.

Isso, porém, não significa que haverá excesso de carne no mercado brasileiro. Pelo contrário: a previsão é de que o produto fique ainda mais caro no último trimestre do ano, segundo economistas ouvidos pelo g1.

A China, principal compradora da carne bovina brasileira, adotou uma cota anual de 1,1 milhão de toneladas com tarifa reduzida de 12%. Depois que esse volume é atingido, a tarifa sobe para 55%, reduzindo significativamente a competitividade da carne brasileira.

🥩Por que a carne não deve baratear? Neste momento, os frigoríficos estão reduzindo o abate de bois, ou seja, há menos carne sendo produzida. Sem aumento da oferta, os preços nos supermercados tendem a permanecer elevados.🥩O que vai fazer o preço crescer? A carne é enviada à China em navios, em viagens que duram cerca de 40 dias. Em janeiro, a cota será renovada, reabrindo o mercado chinês ao produto brasileiro. Por isso, no fim do ano, os frigoríficos tendem a direcionar a produção para atender à demanda chinesa de 2027. Ao mesmo tempo, o consumo no mercado interno aumenta com as festas de fim de ano, o que cria uma nova pressão sobre os preços.

Segundo Larissa Alvarez, analista de inteligência de mercado da StoneX, as cotas estabelecidas pela China mudaram a dinâmica do mercado do boi no Brasil.

Tradicionalmente, a maior demanda da China ocorria no segundo semestre, para atender às comemorações do Ano Novo Chinês. Com a criação da cota, os frigoríficos passaram a disputar quem conseguiria exportar antes de o limite ser atingido, explica a especialista.

Com a redução das compras chinesas, o setor passou a diminuir o abate de bois. Na comparação entre maio de 2025 e maio de 2026, a queda foi de quase 3%. A tendência é de retração ainda maior nos próximos meses.

Apesar da redução dos abates, os animais continuam disponíveis para venda. Por isso, o preço do boi gordo está em queda e gira em torno de R$ 330, segundo Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado.

"Como nós estamos falando de uma atividade de ciclo longo, fica mais complicado para o pecuarista brasileiro cortar a produção de uma maneira rápida. As decisões em torno disso são mais lentas", explica.

Mas esse período de preços mais baixos deve durar pouco. No último bimestre do ano, o setor tende a preparar a carne que chegará à China em janeiro.

"O grande problema nessa história toda é que vai ter uma menor disponibilidade de gado para o abate nesse período. Tem o clima muito seco por conta do super El Niño que vem pela frente. Isso vai impactar na condição do pasto e vai reduzir ainda mais a disponibilidade para o abate", afirma.

Segundo Iglesias, esse conjunto de fatores deve encarecer a carne no Brasil justamente em um período em que a demanda interna cresce por causa das festas de fim de ano.

Veja os países para onde o Brasil mais exportou carne bovina em 2025; exportações de carne bovina — Foto: Kayan Albertin/g1

Segundo Iglesias, da Safras & Mercado, a procura por carne no Brasil está baixa e não sustenta os preços pagos ao produtor neste momento. "Até tínhamos um certo otimismo em relação à Copa do Mundo, mas a eliminação da nossa seleção brasileira prejudicou até isso", explica.

Segundo o professor Bruno Capuzzi, do Insper Agro Global, isso deve ajudar a manter o preço do boi mais baixo, o que pode trazer um alívio temporário para o consumidor.

Além disso, segundo ele, as férias coletivas nos frigoríficos não significam redução da oferta no mercado interno, mas apenas uma manutenção do volume exportado.

Leia também: Veto à carne brasileira: governo responsabiliza setor produtivo por adequação às exigências da UE

Na previsão de Iglesias, perder o mercado chinês no segundo semestre representaria um prejuízo de até US$ 2 bilhões. Na prática, porém, o impacto deve ser menor, já que as exportações não serão totalmente interrompidas, embora devam cair de forma relevante.

A tendência também é que os exportadores busquem novos mercados. Segundo o analista da Safras & Mercado, o Brasil já ampliou as vendas para países como Argentina e Uruguai.

Outros países que ainda exportam para a China com tarifa reduzida também podem ampliar as compras de carne brasileira, seja para consumo interno ou para revenda ao mercado chinês. Isso ocorre porque, diferentemente do Brasil, muitos deles não conseguem atender simultaneamente à demanda doméstica e à chinesa.

As cotas foram criadas pela China para estimular a produção local de carne bovina. Atualmente, os pecuaristas chineses não conseguem atender à demanda interna, e os preços permanecem elevados no país.

"A China entende que, nesse momento, para ter essa recuperação do setor, vai precisar oferecer preços mais altos para a sua população. Sem alta do preço, não vai acontecer a alta do boi", explica Iglesias.

Por outro lado, Capuzzi, do Insper, avalia que, se os preços continuarem subindo na China, o país poderá rever a restrição para ampliar as importações do Brasil. Outra possibilidade, segundo ele, é utilizar cotas de outras nações para atender ao consumo interno.

Quando a medida foi anunciada, o Brasil tentou negociar pegar fatias de países concorrentes. No entanto, o pedido foi negado.

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‘Se nunca curte nada, manda embora’: vídeo viral sobre cobrar curtidas de funcionários gera debate; veja limites

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/07/2026 05:50

Trabalho e Carreira 'Se nunca curte nada, manda embora': vídeo viral sobre cobrar curtidas de funcionários gera debate; veja limites Especialistas explicam se empresas podem exigir que funcionários curtam, comentem ou compartilhem publicações em perfis pessoais e quando esse tipo de cobrança pode violar a legislação trabalhista. Por Redação g1 — São Paulo

"Se você tem um funcionário que nunca curte nada do que você posta, nunca compartilha nada da empresa e nunca comenta nada, manda embora".

Foi com essa frase que a influenciadora e especialista em harmonização facial Ariana Almeida provocou uma onda de reações nas redes sociais nos últimos dias.

No vídeo, ela defende que empresas devem valorizar profissionais que apoiem o negócio para além das tarefas do dia a dia e afirma que a falta de interação com as publicações da empresa pode indicar ausência de compromisso com a cultura organizacional.

"Funcionário bom não é só quem executa tarefa. Funcionário bom é quem compra a ideia, é quem entende que quando a empresa cresce, todo mundo cresce", diz ela na gravação.

A fala rapidamente abriu uma discussão maior: o avanço das empresas sobre espaços que antes eram vistos como exclusivamente pessoais.

💭 Se o perfil é do trabalhador, a empresa pode esperar que ele seja usado para divulgar a marca? Curtir, comentar ou compartilhar publicações do empregador pode ser tratado como demonstração de comprometimento ? E o que acontece quando esse engajamento deixa de ser espontâneo e passa a ser esperado?

Fala da influenciadora Dra. Ariana Almeida sobre demitir funcionários que não interagem com posts da empresa reacendeu discussão sobre trabalho e redes sociais — Foto: TikTok/ Reprodução

Dias depois da repercussão, Ariana publicou um novo vídeo afirmando que sua fala havia sido retirada de contexto. "Ninguém é obrigado por lei a curtir os meus posts, os posts da empresa, compartilhar, mas a empresa, ela também não é obrigada a manter quem não tem fit cultural (…) A relação de trabalho não é só bater ponto e vai embora", afirmou.

A controvérsia, no entanto, acabou trazendo à tona em que momento termina o poder de direção da empresa e onde começam os direitos do trabalhador à privacidade e à vida pessoal?

Para a advogada trabalhista Elisa Alonso, sócia do RCA Advogados, a legislação trabalhista não impõe ao empregado o dever de divulgar publicações da empresa e, embora o empregador tenha o direito de organizare fiscalizar a prestação dos serviços, esse poder encontra limites nos direitos fundamentais garantidos ao trabalhador.

"Expressões como 'vestir a camisa' ou 'defender a marca' não autorizam a empresa a exigir comportamentos que não decorrem do contrato de trabalho, nem fundamentar punições ou tratamentos desiguais entre os empregados", diz a advogada.

Curtir publicações pode estar no contrato? A empresa pode monitorar as redes sociais dos funcionários?Quando a cobrança pode virar um problema?O trabalhador pode ser advertido?E se houver demissão?Como provar?

Elisa explica que, para a maioria dos trabalhadores, utilizar perfis pessoais para divulgar a empresa simplesmente não integra as atividades para as quais foram contratados.

"O empregado é contratado para prestar os serviços inerentes à sua função, e não para demonstrar, em seus perfis pessoais, alinhamento ao propósito da empresa."

⚠️ Isso não significa que empresas estejam proibidas de estimular esse comportamento. Segundo Elisa, é legítimo incentivar funcionários a participar de campanhas, compartilhar conquistas da organização ou contribuir espontaneamente para fortalecer a marca.

A diferença está entre convite e obrigação. "Transformar esse comportamento em uma obrigação ou utilizá-lo como critério de punição ou ameaças pode gerar questionamentos na Justiça."

"A depender da função exercida e dos termos da contratação, o uso das redes sociais pessoais pode integrar suas atribuições."

Se um trabalhador publica conteúdos em um perfil aberto ao público, a empresa pode visualizar esse material da mesma forma que qualquer outro usuário da internet, explica a advogada. Isso não significa, porém, que exista autorização para monitoramento irrestrito.

"A empresa não pode exigir acesso a perfis privados, solicitar senhas ou invadir a vida pessoal do empregado."

Segundo Elisa, também não é recomendável usar redes sociais como ferramenta permanente de vigilância sobre comportamentos que não tenham ligação com as atividades profissionais.

"O direito de fiscalização existe, mas deve ser exercido com respeito à privacidade e aos direitos da personalidade do trabalhador."

Na avaliação da especialista, o sinal de alerta aparece quando a empresa começa a associar engajamento digital à permanência no emprego, à possibilidade de promoção ou à avaliação de desempenho.

"O problema surge quando a empresa passa a constranger, ameaçar, adotar como critério para promoção ou prejudicar o empregado porque ele não curtiu, comentou ou compartilhou uma publicação."

Dependendo da intensidade e da frequência dessas cobranças, a conduta pode ser interpretada como abuso do poder diretivo e, dependendo das circunstâncias do caso concreto, até assédio moral.

A especialista ressalta que o mesmo vale para situações em que a empresa tenta associar curtidas ou compartilhamentos a noções de propósito, lealdade ou pertencimento.

"Vincular o comprometimento do empregado ao fato de ele interagir com as redes sociais da empresa, tratando esse comportamento como demonstração de 'propósito', de que 'veste a camisa' ou de que é um 'defensor da marca', pode extrapolar os limites do poder diretivo."

Uma advertência baseada exclusivamente na recusa do empregado em utilizar suas redes pessoais para promover a empresa pode ser questionada judicialmente, explica a advogada.

"Se ficar comprovado que a advertência, a avaliação negativa ou qualquer outro prejuízo profissional decorreu da recusa do trabalhador em utilizar suas redes sociais pessoais para promover a empresa, a medida poderá ser questionada na Justiça."

Dependendo das circunstâncias, o trabalhador pode pedir a anulação da punição e, se houver constrangimento ou prejuízo, até uma indenização por danos morais.

A situação é mais delicada. A legislação brasileira permite que empresas realizem demissões sem justa causa, sem necessidade de apresentar um motivo específico para o desligamento.

Isso significa que uma empresa pode demitir um funcionário mesmo sem explicar formalmente por quê. Ainda assim, a motivação por trás da dispensa pode ser analisada pela Justiça.

"Se ficar demonstrado que a demissão foi utilizada como forma de represália pela recusa do empregado em promover a empresa nas redes sociais, a depender da análise caso a caso, também poderá haver discussão sobre eventual reparação por danos morais."

Nesses casos, porém, o debate normalmente não gira em torno da reintegração ao emprego. A principal discussão costuma ser a possibilidade de indenização, afirma Elisa.

Segundo a advogada, essa costuma ser a parte mais difícil do processo. Raramente um empregador registra oficialmente que a dispensa ocorreu porque determinado trabalhador não participava do engajamento digital da empresa.

A prova normalmente surge por meio de mensagens, conversas internas, e-mails, grupos corporativos e testemunhas.

"Normalmente vai ter algum comentário interno ou, por exemplo, grupo que não participa daquilo pode ter sido demitido por aquele motivo."

Por isso, Elisa recomenda que o trabalhador peça esclarecimentos sobre os motivos do desligamento. "A prova é muito difícil, mas ela pode ser feita até, por exemplo, da pessoa questionar o chefe por que estaria sendo demitida e eventualmente registrar aquilo por mensagem."

Sem documentos, colegas que tenham presenciado cobranças ou comentários também podem servir como testemunhas.

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Em meio à discussão sobre limitação a penduricalhos, presidente do TCU diz que aprovou gratificação com ‘muito orgulho’ e ‘muita vontade’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/07/2026 00:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa177.866 pts2,97%Oferecido por

O presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Vital do Rêgo, disse em entrevista ao g1 que assinou a portaria que criou em junho uma gratificação aos servidores da Casa que ocupam funções de direção, chefia e assessoramento com "muito orgulho" e com "muita vontade".

💸O adicional poderá aumentar em até 15% a remuneração desses servidores e será direcionado a quem desempenha atividades classificadas como de alta complexidade técnica, de fiscalização e de gestão institucional.

➡️A novidade se caracteriza como um "penduricalho" do Tribunal. O termo usado é para definir verbas indenizatórias, gratificações e auxílios extras que são somadas aos salários dos servidores públicos. Como não entram no cálculo do teto constitucional (atualmente em R$ 46,3 mil), esses pagamentos na prática elevam os contracheques acima do limite legal.

"O que eu justifico é que, quando meu servidor atinge o teto, eu vou convocá-lo para ele assumir uma função de direção de uma Secretaria, de uma Unidade, de ser secretário-geral. Sabe quantos querem vir? Nenhum, porque vão entrar em uma Secretaria especializada e não receber nada em troca. Rapaz, eu assinei a portaria com muito orgulho. Estou beneficiando quem economiza R$ 65 bilhões ao Brasil. A cada R$ 1 que está no meu orçamento, o TCU devolve R$ 28", disse Vital do Rêgo.

🔎Responsável, entre outras funções, por fiscalizar o uso de recursos públicos federais, aplicar sanções e determinar correções na administração pública, o TCU também poderá ser acionado para investigar os chamados "penduricalhos" na administração pública, tendo por base regras definidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

"A gratificação que eu dei, mantendo uma decisão do Supremo. Supremo deu, todos os órgãos da justiça federal deram, mas esperando que saia a legislação do Congresso Nacional. Mas eu fiz com muita vontade porque eu conheço o trabalho do meu servidor, eu sei a importância que ele tem para o país, sei que eu posso contar com ele", acrescentou o presidente do TCU.

Vital do Rêgo argumentou que os salários dos servidores do TCU estão defasados, pelo fato de o comando constitucional de correção pela inflação não ter sido obedecido, o que elevaria o teto para R$ 72,8 mil ao mês.

"Quanto você acha que ganha um CEO da iniciativa privada? R$ 1 milhão? Quando você acha que ganha um médico especializado em cirurgia torácica? Ganha bem. Porque faz um serviço especializado. O meu auditor que entra aqui, ele fez o concurso mais difícil da nação", justificou.

➡️De acordo com estudo do Banco Mundial, o Estado brasileiro gastou cerca de 10% do PIB com o pagamento de salários e vencimentos de servidores públicos em 2018. "Estima-se que os servidores públicos federais tinham em 2017 salários 96% maiores que trabalhadores do setor privado formal e servidores públicos estaduais, 16%, em média", diz o documento.

➡️Servidores públicos concursados que já adquiriram estabilidade também têm proteção contra demissão sem justa causa, podendo perder o cargo apenas nas hipóteses previstas em lei.

Vital do Rêgo avaliou, porém, que em alguns casos, não no caso do TCU, houve" generosidades excessivas, não apenas da união, mas replicando nos estados" na concessão dos penduricalhos. "A justiça estadual passou do limite nesses chamados penduricalhos", declarou Vital do Rêgo.

O presidente do TCU avaliou que a gratificação aos servidores da Casa que ocupam funções de direção, chefia e assessoramento é necessária, no Tribunal, pelo fato de que os servidores atingem o teto de carreira em até seis anos, ou seja, o salário máximo. Com isso, segundo ele, não há incentivo em assumir cargos de chefia.

O Ministério da Gestão informou que está ampliando, nos acordos assinados com servidores nos últimos anos, de 13 para 20 níveis os degraus de progressão de carreira. Segundo a ministra Esther Dweck, na prática, muito servidores do Executivo chegavam ao topo da carreira com 13 anos. Em entrevista ao jornal Valor Econômico em 2024, ela defendeu que isso aconteça somente com 20 anos de serviço.

De acordo com o estudo de 2019, "A Reforma do RH do governo federal", coordenado pela economista Ana Carla Abrão, sócia da Oliver Wyman, documento que serviu de base em discussões sobre a reforma administrativa nos últimos anos, o modelo brasileiro, que concede progressão de carreira aos servidores com base em tempo de serviço, não é comum.Em países desenvolvidos, esse levantamento mostra que a progressão na carreira, bem como alavancagem de oportunidades internas de crescimento, "são amparadas fundamentalmente no desempenho individual". Esse modelo foi progressão com base somente no tempo de serviço foi considerada uma "distorção a ser eliminada" na proposta de reforma administrativa do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, conduzida pelo então ministro da Economia, Paulo Guedes. O texto não foi aprovado pelo Congresso Nacional.

Em março, o STF estabeleceu os critérios para o pagamento das verbas indenizatórias — chamadas de "penduricalhos" — para os magistrados e os integrantes do Ministério Público. Na ocasião, foi informado que a decisão levaria a uma economia de R$ 7,3 bilhões ao ano.

💵 Foram autorizados, naquele momento, alguns pagamentos indenizatórios, até o limite de 35% do valor do teto constitucional, correspondente ao valor da remuneração dos ministros do Supremo – atualmente em R$ 46.366,19. Isso significa que os penduricalhos podem chegar a até R$ 16.228,16.

Também em março, o STF liberou ainda o benefício por tempo de carreira, também limitado a 35% do teto constitucional. Na prática, somando os dois tipos de verbas, foi permitido o pagamento de até R$ 32.456,32 mais o salário mensal, podendo chegar a R$ 78.822,32.

Em junho, porém, o STF decidiu liberar parte dos "penduricalhos". Com a decisão, o limite ainda precisa ser respeitado, mas deixam de valer restrições que haviam sido impostas a algumas verbas indenizatórias pelo próprio STF. Passou a ser permitido, por exemplo, o pagamento em dinheiro de férias, licenças-prêmio e plantões acumulados antes do julgamento.

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Movimento de navios cai no Estreito de Ormuz em meio à escalada de tensão entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/07/2026 09:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,123-0,5%Dólar TurismoR$ 5,328-0,47%Euro ComercialR$ 5,855-0,48%Euro TurismoR$ 6,105-0,43%B3Ibovespa172.742 pts1,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,123-0,5%Dólar TurismoR$ 5,328-0,47%Euro ComercialR$ 5,855-0,48%Euro TurismoR$ 6,105-0,43%B3Ibovespa172.742 pts1,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,123-0,5%Dólar TurismoR$ 5,328-0,47%Euro ComercialR$ 5,855-0,48%Euro TurismoR$ 6,105-0,43%B3Ibovespa172.742 pts1,22%Oferecido por

O movimento de navios no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo, diminuiu nesta semana, em meio à escalada das tensões entre os Estados Unidos e o Irã.

Dados de rastreamento marítimo mostraram que apesar de pelo menos 22 embarcações — todas ligadas ao Japão — terem deixado o Golfo desde terça-feira (7), o tráfego diário geral reduziu na região.

Segundo a Reuters, empresas de navegação e governos acompanham de perto a situação no Estreito, após os ataques iranianos desta semana contra navios comerciais e as ações retaliatórias dos Estados Unidos contra o Irã.

Dados da Kpler e da LSEG mostram que pelo menos cinco navios-tanque de GNL sem carga entraram no Estreito de Ormuz nos últimos dias.

Entre eles estão o GasLog Shanghai, operado pela empresa de navegação grega GasLog, e quatro embarcações ligadas à QatarEnergy: Al Samriya, Al Dafna, Al Gattara e Al Rayyan.

Segundo os dados, o GasLog Shanghai e o Al Rayyan provavelmente entraram no Estreito de Ormuz durante a madrugada, após terem sido avistados fora da via navegável em 9 de julho.

Os outros três navios ligados à QatarEnergy haviam sido vistos pela última vez na costa oeste da Índia, fora do Estreito de Ormuz. Segundo os dados, o Al Samriya e o Al Gattara foram identificados na região entre 18 e 19 de junho, enquanto o Al Dafna apareceu pela última vez em 29 de junho.

A QatarEnergy e a GasLog não responderam imediatamente aos pedidos de comentário feitos fora do horário comercial por parte da Reuters.

O superpetroleiro Nissos Kea entrou no Estreito de Ormuz na quinta-feira, enquanto o Lila Vadinar deixou a passagem marítima.

"O que mudou em relação ao início do conflito é que o Irã passou a atacar embarcações que utilizam a rota de Omã, em vez de mirar todos os navios. Isso pode levar mais embarcações a optar pela rota iraniana ou a adotar medidas mais discretas ao atravessar o estreito", disse Xavier Tang, analista sênior de mercado da Vortexa.

Fontes do setor afirmaram à Reuters que as embarcações têm desligado com mais frequência os sistemas públicos de rastreamento AIS, o que dificulta o monitoramento de todos os navios que cruzam o estreito.

Uma análise da Kpler dos navios que podem ser monitorados mostrou que o tráfego diário de petroleiros e navios-tanque de GNL caiu na quinta-feira para o menor nível desde 28 de junho. Foram 10 embarcações transitando pelo estreito, ante 14 na quarta-feira e 22 na segunda-feira.

Na noite de quarta-feira (8), as forças do Comando Central dos EUA realizaram uma nova rodada de ataques contra o Irã, com o objetivo de reduzir a capacidade do país de atacar navios no Estreito de Ormuz.

A ação militar atingiu cerca de 90 alvos estratégicos ao longo da costa iraniana. Entre as estruturas destruídas ou danificadas estão sistemas de defesa aérea, ativos de vigilância costeira, locais de armazenamento de mísseis e drones, capacidades navais e infraestrutura de logística militar.

O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundialEntenda o que está por trás da nova onda de ataques entre EUA e Irã

Embora o Irã não seja o proprietário da via marítima, ele controla a costa norte do estreito, além de diversas ilhas e posições militares. Isso permite o país a monitorar praticamente todo o tráfego de embarcações da região.

Nos últimos anos, o Irã transformou essa posição geográfica em um instrumento de pressão política e militar. Após o início da guerra, o país fechou o estreito para obter vantagem na mesa de negociações.

Atualmente, o governo do Irã defende que o mundo reconheça a soberania do país sobre a rota marítima.

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Fazenda diz que novas regras para publicidade de bets serão publicadas nesta sexta-feira

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/07/2026 15:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,123-0,55%Dólar TurismoR$ 5,327-0,48%Euro ComercialR$ 5,857-0,5%Euro TurismoR$ 6,104-0,44%B3Ibovespa172.562 pts1,12%MoedasDólar ComercialR$ 5,123-0,55%Dólar TurismoR$ 5,327-0,48%Euro ComercialR$ 5,857-0,5%Euro TurismoR$ 6,104-0,44%B3Ibovespa172.562 pts1,12%MoedasDólar ComercialR$ 5,123-0,55%Dólar TurismoR$ 5,327-0,48%Euro ComercialR$ 5,857-0,5%Euro TurismoR$ 6,104-0,44%B3Ibovespa172.562 pts1,12%Oferecido por

No fim de junho, o governo já havia informado que promoveria mudanças nas regras para propagandas de bets.

A outra portaria, em conjunto com o Ministério da Justiça, terá medidas contra empresas de bet que atuam ilegalmente no país. Dario Durigan reforçou que veículos de comunicação estão proibidos de veicular empresas não autorizadas a operar no mercado.

O ministro da Fazenda afirmou que as novas regras também vão proibir comentaristas e especialistas de fazer declarações que induzam a erro o potencial apostador.

"[Não é lícito misturar] um comentário de alguém que é especialista, comentarista, especializado em um determinado jogo, determinado assunto. Ele dizendo que a melhor aposta é uma, ou que o caminho a ser adotado é aquele, portanto induzindo o consumidor a adotar uma certa prática com um verniz de respaldo técnico. Então, isso não deve ser feito", disse Dario Durigan.

"Nada de exibir ganhos como isca, nada de vender aposta como ganho de dinheiro fácil, de investimento ou solução financeira para as famílias", completou o ministro da Fazenda.

Segundo Durigan, em caso de descumprimento das regras, as penalidades previstas são multas, que podem chegar a 20% do faturamento da empresa que opera a bet. E, também, a suspensão por 180 dias.

Em caso de reincidência grave, pode haver a cassação da autorização para atuação no mercado de apostas online.

Durante entrevista a jornalistas, Dario Durigan informou que 56 mil sites de apostas já foram derrubados pelo governo e quase mil perfis de influenciadores também.

Ele informou que o governo já exigiu a autoexclusão de quase um milhão de apostadores, por estarem em desacordo com as vedações previstas em lei.

"Houve uma vedação, de que beneficiários de programas do governo estão proibidas de acessar. Decisão do STF. E também das pessoas que aderem ao Desenrola [programa de renegociação de dívidas lançado pela gestão Lula", explicou Durigan.

Segundo o ministro, as próprias empresas autorizadas a operar têm colaborado com denúncias contra bets ilegais.

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Petróleo sobe em meio à tensão no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/07/2026 09:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,149-0,07%Dólar TurismoR$ 5,353-0,17%Euro ComercialR$ 5,8830,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,06%B3Ibovespa170.653 pts-0,79%MoedasDólar ComercialR$ 5,149-0,07%Dólar TurismoR$ 5,353-0,17%Euro ComercialR$ 5,8830,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,06%B3Ibovespa170.653 pts-0,79%MoedasDólar ComercialR$ 5,149-0,07%Dólar TurismoR$ 5,353-0,17%Euro ComercialR$ 5,8830,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,06%B3Ibovespa170.653 pts-0,79%Oferecido por

O mercado reage à nova escalada das tensões no Oriente Médio. Nesta quinta-feira (9), Estados Unidos e Irã anunciaram novos ataques pelo segundo dia consecutivo, em meio à disputa pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás.

Por volta das 9h, o barril de petróleo Brent operava em alta de 0,58%, a US$ 78,52. O WTI também subia 0,34%, a US$ 73,76.

Na noite de quarta-feira (8), as forças do Comando Central dos EUA realizaram uma nova rodada de ataques contra o Irã, com o objetivo de reduzir a capacidade do país de atacar navios comerciais e marinheiros civis no Estreito de Ormuz.

A ação militar atingiu cerca de 90 alvos estratégicos ao longo da costa iraniana. Entre as estruturas destruídas ou danificadas estão sistemas de defesa aérea, ativos de vigilância costeira, locais de armazenamento de mísseis e drones, capacidades navais e infraestrutura de logística militar.

💡 O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo de cerca de 50 quilômetros de largura que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Antes da guerra, cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializado no mundo passava pela área.

Embora o Irã não seja o proprietário da via marítima, ele controla a costa norte do estreito, além de diversas ilhas e posições militares. Isso permite o país a monitorar praticamente todo o tráfego de embarcações da região.

Nos últimos anos, o Irã transformou essa posição geográfica em um instrumento de pressão política e militar. Após o início da guerra, o país fechou o estreito para obter vantagem na mesa de negociações.

Atualmente, o governo do Irã defende que o mundo reconheça a soberania do país sobre a rota marítima.

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‘Não existe mais ano normal’: agricultores dos EUA mudam horários de colheita e protegem mudas para enfrentar calor extremo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/07/2026 03:47

Agro 'Não existe mais ano normal': agricultores dos EUA mudam horários de colheita e protegem mudas para enfrentar calor extremo Além de antecipar a colheita, produtores de frutas e hortaliças recorrem à sombra, ventilação e diversificação das culturas para resistir a eventos climáticos extremos. Por Joshua Bickel

Produtores de frutas e hortaliças nos Estados Unidos mudam rotinas e protegem mudas para enfrentar ondas de calor extremo. As mudanças climáticas encurtam as janelas de plantio.

A agricultora Annie Woods colhe vegetais em horários alternativos e usa tendas para gerar sombra. Ela armazena mudas em locais refrigerados para garantir a produção de outono.

O produtor Paul Rasch antecipou o horário de colheita de framboesas para proteger seus funcionários do calor. Ele afirma que as condições climáticas extremas estão mais frequentes.

Pequenos produtores sofrem com burocracias para obter seguros agrícolas federais, criados para grandes commodities. O modelo de agricultura apoiada por comunidade ajuda a mitigar prejuízos de Woods.

Annie Woods colhe abobrinhas da variedade Eight Ball ao pôr do sol, na quarta-feira, 1º de julho de 2026, em sua fazenda em Brooksville, no estado de Kentucky, EUA. — Foto: Joshua A. Bickel/AP

Mesmo quando o sol começa a se pôr, o calor do dia ainda permanece no ar enquanto Annie Woods volta à lavoura para colher abóboras e abobrinhas em sua fazenda.

Ondas de calor intensas e prolongadas fazem parte de um padrão de eventos climáticos extremos impulsionado pelas mudanças climáticas, que também têm provocado secas e enchentes severas. Para os agricultores dos EUA, isso significa janelas de plantio mais curtas e maior risco de perda de safras, devido a períodos de calor no início da temporada seguidos por geadas.

“Acho que é muito seguro dizer que essas ondas de calor não vão desaparecer nem são eventos isolados”, afirmou Woods.

A recente cúpula de calor (heat dome), um sistema de alta pressão que aprisiona o calor e a umidade sobre uma região, afetou produtores especializados no cultivo de frutas e hortaliças. As mudanças climáticas causadas pela ação humana também têm intensificado as ondas de calor e outros eventos climáticos extremos.

Esses produtores encontraram maneiras de se adaptar, em parte ajustando os horários de colheita para evitar os períodos mais quentes do dia.

No entanto, segundo especialistas, eles nem sempre contam com a mesma rede de proteção disponível para produtores de commodities agrícolas tradicionais, como milho e soja, quando eventos climáticos extremos atingem as lavouras.

Woods trabalha nos períodos mais frescos do dia, pela manhã e no fim da tarde, fazendo pausas frequentes para se hidratar. Ela faz o plantio e a colheita manualmente, ao contrário das grandes fazendas, que costumam depender de máquinas.

Quando precisa colher durante o calor intenso, monta no campo uma tenda, a mesma que usa nas feiras de produtores, para criar áreas de sombra.

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Annie Woods carrega uma caixa com abóboras e abobrinhas durante a colheita em sua fazenda, em Brooksville, Kentucky, na quarta-feira (1º). — Foto: Joshua A. Bickel/AP

O calor extremo, combinado com períodos de chuva e alta umidade, também favorece o surgimento de doenças e pragas que podem destruir as lavouras. No momento, a prioridade é colher as culturas mais vulneráveis, como folhas para salada.

Woods produz hortaliças e ervas culinárias para restaurantes da região e para um programa de agricultura apoiada pela comunidade. Segundo ela, colher os produtos quando as temperaturas estão muito elevadas pode comprometer sua qualidade.

Ela também está preocupada com a saúde das mudas que darão origem às culturas de outono. Atualmente, mantém as mudas em um armário fechado dentro de um celeiro, onde a temperatura é mais baixa. Depois que germinam, elas são transferidas para uma estufa equipada com ventiladores para manter o ambiente em condições adequadas.

"Precisamos verificar a estufa constantemente e regar com frequência para manter vivas essas mudinhas tão pequenas", disse Woods.

Para alguns produtores, a recente onda de calor também reduziu a janela de colheita de determinadas culturas.

Bandejas com mudas ficam armazenadas em um armário para se manterem resfriadas em uma fazenda em Brooksville, Kentucky, na quarta-feira (1º). — Foto: Joshua A. Bickel/AP

É o caso de Paul Rasch, proprietário de vários pomares no centro do estado de Iowa. Segundo ele, o calor obrigou sua equipe de oito trabalhadores a acelerar a colheita das framboesas. Normalmente, eles teriam cerca de três semanas para colher essa fruta altamente perecível, mas, agora, "estamos correndo para colher o máximo possível", afirmou.

Em alguns dias, a colheita começa às 6h da manhã para terminar antes do meio-dia, quando o calor se torna excessivo e inseguro para trabalhar.

Rasch também instalou ar-condicionado em prédios da propriedade e está ampliando as áreas de sombra para os visitantes, com árvores e pavilhões cobertos, para que os clientes que colhem as próprias frutas possam se refrescar.

Além disso, está testando algumas estufas do tipo high tunnel para manter condições mais estáveis para determinadas culturas.

Segundo Rasch, esses episódios de calor parecem estar se tornando mais frequentes, mais intensos e mais duradouros. Somados a enchentes, secas e geadas tardias na primavera, esses eventos representam uma ameaça às lavouras ao longo de todo o ano.

Um gato faz uma pausa entre fileiras de mudas que aguardam o plantio, na quarta-feira, 1º de julho de 2026, em uma fazenda em Brooksville, no estado de Kentucky, EUA. — Foto: Joshua A. Bickel/AP

Pequenas propriedades, como as de Woods e Rasch, costumam cultivar uma grande variedade de produtos ao longo do ano. Essa estratégia é, em parte, uma decisão comercial, mas também serve para reduzir os prejuízos quando uma determinada cultura é afetada e outras não.

"Sempre haverá alguma cultura que vai prosperar, enquanto outras enfrentarão mais dificuldades", disse Woods.

Rasch também explicou que o seguro agrícola para produtores de frutas, hortaliças e outras culturas especiais funciona de forma diferente daquele destinado aos produtores de commodities, como milho e soja. Segundo ele, esses agricultores são mais vulneráveis aos eventos climáticos extremos, mas contam com menos proteção.

Woods, que também atua na Associação Orgânica de Kentucky, concorda. Ela afirma conhecer diversos produtores que têm dificuldade para contratar seguro porque cultivam muitas culturas diferentes em pequenas áreas.

Isso ocorre porque os programas federais de seguro agrícola dos Estados Unidos foram desenvolvidos para proteger lavouras únicas com apenas uma safra por ano, como milho, soja e trigo, explicou Duncan Orlander, especialista em políticas públicas da National Sustainable Agriculture Coalition.

Para pequenos produtores de frutas e hortaliças, a burocracia necessária para segurar diversas culturas em pequenas propriedades pode ser excessiva. Além disso, determinadas culturas especiais sequer contam com cobertura em algumas regiões. Segundo Orlander, as seguradoras também têm pouco incentivo para vender apólices com prêmios baixos e possíveis indenizações reduzidas.

Embora existam programas federais que assegurem a receita total da propriedade, e não culturas específicas, Orlander afirma que essas modalidades são complexas e ainda pouco utilizadas.

"Não estamos conseguindo acompanhar as perdas e os eventos climáticos extremos que estamos presenciando", disse. "Precisamos pensar de maneira diferente sobre como reduzir riscos e cobrir prejuízos no futuro, quando esses eventos ocorrerem."

Para Woods, o programa de agricultura apoiada pela comunidade (CSA) oferece maior flexibilidade caso alguma cultura seja perdida. Os consumidores apoiam financeiramente a fazenda durante toda a temporada, independentemente de quais hortaliças acabarão recebendo em suas cestas.

Segundo ela, esse modelo, aliado à diversidade de culturas, é uma forma de "não colocar todos os ovos na mesma cesta" diante de ondas de calor, enchentes e secas.

"É algo que precisamos considerar, planejar e nos preparar para sermos resilientes diante desse tipo de evento", concluiu Woods.

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Em meio ao tarifaço, governo Trump percorre cidades brasileiras para atrair empresas aos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 16:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,146-0,12%Dólar TurismoR$ 5,353-0,18%Euro ComercialR$ 5,881-0,02%Euro TurismoR$ 6,129-0,09%B3Ibovespa170.800 pts-0,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,146-0,12%Dólar TurismoR$ 5,353-0,18%Euro ComercialR$ 5,881-0,02%Euro TurismoR$ 6,129-0,09%B3Ibovespa170.800 pts-0,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,146-0,12%Dólar TurismoR$ 5,353-0,18%Euro ComercialR$ 5,881-0,02%Euro TurismoR$ 6,129-0,09%B3Ibovespa170.800 pts-0,71%Oferecido por

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião de cúpula da Otan em Ancara, na Turquia, em 8 de julho de 2026. — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst

Em meio ao tarifaço promovido por Donald Trump, o governo dos Estados Unidos tem buscado atrair empresas brasileiras para abrir filiais no país.

Um evento promovido pela Embaixada e pelos Consulados dos EUA no Brasil, que deve passar inicialmente por nove cidades brasileiras, promete reunir especialistas do governo americano e parceiros convidados para incentivar a expansão de empresas brasileiras por lá.

A iniciativa acontece em meio às discussões sobre as tarifas adicionais de 25% impostas pelos EUA a produtos brasileiros e está alinhada à política protecionista defendida por Trump para a economia americana.

🔎 O protecionismo é uma política econômica em que um governo adota medidas — como a cobrança de tarifas sobre produtos importados — para proteger a indústria nacional da concorrência estrangeira.

Segundo o republicano, os impostos vão impulsionar a indústria americana, criar empregos e reduzir os déficits comerciais dos EUA com seus parceiros internacionais. Déficit comercial é quando um país importa mais do que exporta.

Nesta semana, por exemplo, Trump associou a decisão da Toyota de investir US$ 3,6 bilhões (R$ 18,5 bilhões) na construção de uma fábrica no Texas aos efeitos das tarifas impostas por seu governo a outros países.

"A Toyota está se mudando do México para os Estados Unidos (Texas!). Grande negócio. Tarifas em ação!", afirmou em uma publicação no Truth Social.

O g1 procurou a Toyota para saber se a decisão de investir tem relação com as tarifas adotadas pelo governo americano e quais fatores motivaram a escolha do Texas para receber o empreendimento.

A empresa afirmou que, em linhas gerais, seus investimentos são guiados por "planejamento de negócios de longo prazo e por projeções de mercado".

"Embora sejamos impactados pela evolução das políticas comerciais, nossos investimentos são decisões para várias décadas, baseadas em objetivos estratégicos mais amplos, em nosso compromisso de produzir onde vendemos e em superar as expectativas dos clientes", disse em nota.

Sobre o novo anúncio de investimentos nos EUA, a montadora afirmou que a medida "amplia a capacidade de produção da Toyota" e complementa a "rede mais ampla de manufatura" da empresa na América do Norte.

"O processo de escolha do local é influenciado por fatores como disponibilidade de mão de obra, infraestrutura e proximidade de fornecedores", concluiu.

O SelectUSA é um programa criado em 2011 pelo governo federal dos EUA e vinculado ao Departamento de Comércio do país. Segundo o órgão, a iniciativa busca promover e facilitar investimentos de empresas estrangeiras em território americano.

De acordo com dados divulgados pelo próprio programa, a iniciativa já facilitou mais de US$ 400 bilhões (R$ 2,1 trilhões) em investimentos desde sua criação e contribuiu para a geração ou manutenção de mais de 270 mil empregos nos EUA.

Com programação prevista para pelo menos nove cidades brasileiras, o evento promete aproximar empresários de especialistas e parceiros do governo americano para facilitar a expansão de empresas brasileiras para os EUA.

Entre as cidades que estão previstas no "roadshow", estão: Goiânia (GO), Uberlândia (MG), Uberaba (MG), Ribeirão Preto (SP), São Carlos (SP), Londrina (P), São José dos Campos (SP), Fortaleza (CE), e Recife (PE).

O g1 procurou a Administração de Comércio Internacional dos EUA (ITA, na sigla em inglês) e o SelectUSA para obter mais informações e dados sobre a participação de empresas brasileiras no programa e seus investimentos no país, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.

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