RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Correios: balanço prévio aponta prejuízo de R$ 3,4 bilhões no 1º trimestre de 2026

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/04/2026 14:06

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,979-0,05%Dólar TurismoR$ 5,1960,3%Euro ComercialR$ 5,830-0,16%Euro TurismoR$ 6,0960,18%B3Ibovespa188.476 pts-0,58%MoedasDólar ComercialR$ 4,979-0,05%Dólar TurismoR$ 5,1960,3%Euro ComercialR$ 5,830-0,16%Euro TurismoR$ 6,0960,18%B3Ibovespa188.476 pts-0,58%MoedasDólar ComercialR$ 4,979-0,05%Dólar TurismoR$ 5,1960,3%Euro ComercialR$ 5,830-0,16%Euro TurismoR$ 6,0960,18%B3Ibovespa188.476 pts-0,58%Oferecido por

Dados do balancete contábil da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, os Correios, obtidos com exclusividade pelo g1, apontam um prejuízo prévio de R$ 3,4 bilhões já no 1º trimestre de 2026.

🔎Um balancete contábil nada mais é que um demonstrativo provisório com uma fotografia de como estão as receitas, despesas, bens e dívidas de uma empresa até um determinado momento — normalmente ao fim de um mês ou trimestre.

Até a última atualização desta reportagem, não havia previsão da estatal divulgar oficialmente as informações contábeis. A reportagem entrou em contato com os Correios, mas não recebeu retorno.

Enquanto as receitas registradas até 31 de março de 2026 se mantiveram estáveis, os gastos subiram nesse mesmo período (entenda mais abaixo).

Receitas: R$ 4,1 bilhões em 2025 e R$ 4 bilhões em 2026; Despesas: R$ 6,4 bilhões em 2025 e R$ 7,4 bilhões em 2026.

Entretanto, esse aumento nas despesas já era previsto pelo departamento financeiro da estatal, que estimou gastos totais de R$ 7,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026.

🔎Ou seja, houve uma redução de R$ 200 milhões (3%) nos gastos reais em comparação a estimativa.

Na semana passada, os Correios divulgaram o resultado de 2025, com um prejuízo total de R$ 8,5 bilhões em 2025, fechando 14 trimestres seguidos com resultados negativos.

O valor acumulado no ano passado superou em mais de três vezes o prejuízo registrado em 2024, que foi de R$ 2,6 bilhões.

Prejuízo dos Correios triplica em 2025 e fica em R$ 8,5 bilhões — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Nos gastos, a despesa com pessoal — um dos maiores problemas enfrentados pelos Correios por ter afetado diretamente a situação financeira da empresa — permaneceu controlada no primeiro trimestre de 2026.

Os dados contábeis apontam que esses gastos mantiveram cerca estabilidade, saindo de R$ 2,5 bilhões no primeiro trimestre do ano passado para R$ 2,6 bilhões no mesmo período deste ano — um aumento de R$ 80 milhões de um ano para o outro.

O grupo de despesas que justificou o aumento dos gastos foram as financeiras e as provisões, em que se enquadram as possíveis perdas judiciais, que posteriormente vão virar precatórios.

🔎Precatório é uma ordem de pagamento; quando a Justiça obriga o município, o estado ou a União – neste caso, uma empresa estatal – a pagar uma dívida que tem com uma pessoa física ou jurídica.

As despesas financeiras tiveram um aumento expressivo de 312%, passando de R$ 224 milhões para R$ 925 milhões em 2026.

Nessa rubrica entram gastos com juros e multas relacionados a boletos, contratos e empréstimos, como os R$ 12 bilhões tomados pela estatal no fim do ano passado, cuja previsão é de gerar um custo total de R$ 22,4 bilhões em juros.

Já as despesas com provisões e perdas ficaram acima do previsto. Enquanto a estimativa inicial era de R$ 1,2 bilhão, o valor executado chegou a R$ 1,4 bilhão.

O montante também representa uma alta de 66,7% em relação às despesas registradas em 2025, que somaram R$ 834 milhões.

As receitas com prestação de serviços e venda de produtos permaneceram praticamente estáveis, com uma leve redução de R$ 84 milhões na comparação entre o primeiro trimestre de 2025 e 2026. O principal impacto veio da queda nas receitas com encomendas internacionais.

Até 31 de março de 2025, os Correios haviam registrado R$ 393 milhões nesse tipo de receita. Nos três primeiros meses de 2026, o valor caiu para R$ 156 milhões — R$ 237 milhões (60,3%) a menos do que no mesmo período do ano anterior.

Segundo a estatal, o desempenho repete um movimento observado desde o lançamento do programa Remessa Conforme, em 2023, com a redução das receitas principalmente associada à queda na prestação de serviços de transporte de encomendas internacionais.

O programa passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre todas as compras internacionais de até US$ 50, que antes eram isentas. A medida ficou popularmente conhecida como “taxa das blusinhas”.

Em 2024, os Correios registraram R$ 3,9 bilhões em receitas com encomendas internacionais, já com uma redução de R$ 530 milhões em relação a 2023.

No ano seguinte, o valor despencou para R$ 1,3 bilhão, uma queda de R$ 2,6 bilhões em comparação com 2024.

Com isso, essa fonte de receita, que chegou a representar 22% do total em 2023, passou a responder por apenas 7,8%.

A estatal também registrou redução nas receitas com encomendas gerais, de 5,4%, o equivalente a R$ 128 milhões. Em contrapartida, houve aumento expressivo nas receitas de outros serviços.

O principal destaque foi a área de logística, cuja receita saltou de R$ 103 milhões para R$ 258 milhões em 2026, crescimento de 150%. Em seguida, aparecem os serviços de conveniência, que avançaram 56%, passando de R$ 32,6 milhões para R$ 50,9 milhões.

Também houve alta nas receitas com malotes, de 19,2%, e com mensagens — geralmente cartas de comunicação entregues em domicílios —, que cresceram 11,4%, ou R$ 124,8 milhões, saindo de R$ 1,1 bilhão para R$ 1,2 bilhão.

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Governo estuda exportar sobras de energia hidrelétrica à Argentina e ao Uruguai

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/04/2026 16:03

Agro Governo estuda exportar sobras de energia hidrelétrica à Argentina e ao Uruguai Proposta prevê a venda antecipada de energia produzida com água que hoje sobra nos reservatórios das hidrelétricas. Por Reuters

O governo quer propor uma nova modalidade de exportação de energia elétrica do Brasil para a Argentina e o Uruguai, baseada na venda antecipada de energia elétrica que ainda será gerada.

A medida permitiria gerar receita com uma energia que hoje não é usada para atender ao consumo do país e ajudaria a aliviar o excesso de energia disponível.

A ideia já vinha sendo defendida por grandes geradores de energia elétrica, que vinham discutindo com o governo, nos últimos anos, formas de viabilizá-la.

O Brasil criou, em 2022, regras para exportar aos países vizinhos a geração hidrelétrica excedente com base em vertimentos “iminentes” — e não futuros, como está sendo proposto agora.

Essa primeira modalidade de exportação, no entanto, só foi usada em 2023, quando um período de chuvas abundantes levou as usinas hidrelétricas a abrirem seus vertedouros.

O governo pretende propor uma nova modalidade de exportação do Brasil para a Argentina e o Uruguai, baseada na venda antecipada de energia que ainda será gerada, mecanismo conhecido como “vertimento turbinável antecipado”.

As informações constam em documentos da consulta pública aberta pelo governo nesta segunda-feira (27).

🔎 Essa modalidade permite antecipar a venda de energia que poderia ser produzida com água excedente dos reservatórios e que, sem essa medida, acabaria sendo desperdiçada.

A medida permitiria gerar receita com uma energia que hoje não é usada para atender ao consumo do país e ajudaria a aliviar o excesso de energia disponível — situação que gera prejuízos às usinas solares e eólicas e dificulta a operação do sistema elétrico nacional.

A ideia já vinha sendo defendida por grandes geradores de energia elétrica, que vinham discutindo com o governo, nos últimos anos, formas de viabilizá-la.

O Brasil criou, em 2022, regras para exportar aos países vizinhos a geração hidrelétrica excedente com base em vertimentos “iminentes” — e não futuros, como está sendo proposto agora.

🔎 Vertimentos iminentes são sobras de água que devem ocorrer em breve. Já os vertimentos futuros são excedentes previstos para os próximos meses, com tempo para planejamento.

Essa primeira modalidade de exportação, no entanto, só foi usada em 2023, quando um período de chuvas abundantes levou as usinas hidrelétricas a abrirem seus vertedouros. Desde então, esse tipo de operação somou um benefício financeiro de R$ 788,2 milhões.

Segundo a proposta anunciada nesta segunda-feira, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) poderá autorizar a exportação antecipada pelas hidrelétricas quando houver previsão de sobra futura de água capaz de gerar energia.

Essa nova modalidade poderá ocorrer a partir da operação, pelo ONS, de usinas localizadas nos subsistemas Sul e Norte, preservando a energia de subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste, considerados essenciais para garantir o abastecimento do país.

A proposta considera dois períodos distintos ao longo do ano, definidos pelo ciclo de chuvas no Norte, que influencia o volume de geração das grandes hidrelétricas da região.

No primeiro intervalo, de junho a novembro, correspondente ao período seco no Norte, quando normalmente as hidrelétricas da região não vertem água, poderá ocorrer a exportação antecipada, desde que haja bons níveis de água nos reservatórios do Sul do país.

Já no segundo intervalo, de dezembro a maio, período mais chuvoso no Norte, a ideia é recuperar o nível de armazenamento do Sul após a exportação realizada no intervalo anterior, ampliando o uso das hidrelétricas do Norte e reduzindo a geração no Sul

A modalidade abre uma oportunidade relevante para os geradores hidrelétricos, ao permitir evitar desperdícios de recursos por falta de demanda, e também deve trazer benefícios ao sistema brasileiro e aos consumidores, afirmou Marisete Dadald Pereira, presidente da Abrage, associação que reúne grandes investidores do setor, como Axia, Engie Brasil, CTG Brasil e Auren.

Segundo ela, a entidade vinha mostrando ao governo que o Brasil já poderia ter exportado aos países vizinhos seus excedentes hidrelétricos nos últimos anos, assim como ocorreu com a energia termelétrica.

"Em um sistema cada vez mais renovável, o desafio não é só gerar energia limpa, mas evitar que ela seja desperdiçada", disse Pereira, acrescentando que a fonte hidrelétrica costuma ser a primeira a ter sua geração reduzida pela ONS, por permitir ajustes mais rápidos no volume produzido.

A nova modalidade de exportação antecipada dependerá da adesão de geradores hidrelétricos interessados e não incluirá usinas que operam sob o regime de cotas — modelo em que a energia é destinada ao mercado regulado — nem a Itaipu Binacional. A operação será conduzida pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

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BRB aprova aumento do capital em até R$ 8,8 bilhões para recompor balanço afetado pelo caso Master

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/04/2026 15:52

Distrito Federal BRB aprova aumento do capital em até R$ 8,8 bilhões para recompor balanço afetado pelo caso Master Decisão aconteceu em assembleia com acionistas nesta quarta (22). O aumento do capital permite, por exemplo, expandir as operações do banco, seja com ações, fundos ou empréstimos. Por Isabela Camargo, GloboNews

O BRB aprovou, nesta quarta-feira (22), o aumento do capital social do banco em até R$ 8,8 bilhões.

A decisão aconteceu durante uma assembleia com acionistas. O BRB tenta recuperar o balanço patrimonial afetado pelo caso Master.

O aumento do capital permite, por exemplo, expandir as operações do banco, seja com ações, fundos ou empréstimos.

O Banco de Brasília (BRB) aprovou, nesta quarta-feira (22), o aumento do capital social do banco em até R$ 8,8 bilhões. A decisão aconteceu durante uma assembleia com acionistas.

O BRB, que é controlado pelo governo do Distrito Federal, tenta se recuperar financeiramente após operações malsucedidas com o Banco Master.

"Isso [aumento do capital] é muito importante e já demonstra que o banco tem um cronograma para integralização do capital no prazo de 29 de maio. Grande passo", disse o presidente do BRB, Nelson Souza, nesta quarta (22).

🔎 O aumento de capital abre espaço para uma "injeção" de recursos no BRB. A medida permite, por exemplo, expandir operações, seja com ações, fundos ou empréstimos.

🔎 O aumento de capital também permite ao governo do DF executar medidas já anunciadas, como o uso de imóveis públicos como garantia para empréstimos e o pedido de empréstimo ao FGC. Com 53% do controle do banco, o governo terá de aportar pelo menos R$ 4 bilhões para acompanhar a capitalização.

A assembleia desta quarta também tem o objetivo de homologar a indicação do atual presidente, Nelson Antônio de Souza, e do executivo Joaquim Lima de Oliveira como conselheiros do BRB. Essa formalização está pendente desde o fim do ano passado.

O BRB informou nesta segunda-feira (20) que assinou um memorando de entendimento com a gestora Quadra Capital para estruturar um fundo de investimento voltado à transferência de ativos atualmente detidos pela instituição.

Segundo o banco, a operação tem valor de referência de até R$ 15 bilhões. Desse total, entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões devem ser pagos à vista. O restante, estimado entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, será convertido em cotas subordinadas do fundo que será criado para administrar e monetizar esses ativos.

A governadora Celina Leão (PP) comentou sobre o assunto nesta terça-feira (21). Para ela, o acordo mostra a "responsabilidade e seriedade como nós estamos tratando esse momento".

O BRB entrou em crise após adquirir cerca de R$ 12 bilhões em ativos do Banco Master – operação que passou a ser investigada sob suspeita de fraude.

O Banco Master acabou sendo liquidado pelo Banco Central após investigações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero.

As operações malsucedidas com o Banco Master fragilizaram o capital mínimo prudencial do BRB, ou seja, a reserva de segurança que o banco precisa manter em caixa para cobrir emergências e respeitar as regras de solidez bancária.

Diante do avanço das apurações, o Banco Central barrou a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB e intensificou o monitoramento sobre a situação financeira e a governança da instituição brasiliense.

A decisão aumentou a pressão sobre a atual gestão do banco público. Com isso, o balanço patrimonial do BRB piorou e colocou em xeque o atendimento do banco às regras em vigor no país.

Mesmo com o BRB afirmando possuir solidez e plano de capital estruturado, o mercado continua desconfiado.

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BRB anuncia que não divulgará balanço de 2025 nesta terça, último dia do prazo definido por lei

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 31/03/2026 19:52

Distrito Federal BRB anuncia que não divulgará balanço de 2025 nesta terça, último dia do prazo definido por lei Atraso nos relatórios vem derrubando rating da instituição e pode gerar punições. Em nota, BRB afirmou que precisa aguardar conclusões de auditoria – e avaliar o impacto dessas conclusões. Por Ygor Wolf, Vladimir Netto, Ana Paula Castro, Mateus Rodrigues, g1 DF e TV Globo — Brasília

Banco Central determina que BRB reserve R$ 3 bilhões para manter operações em segurança — Foto: Reprodução/TV Globo

O Banco de Brasília (BRB) anunciou, na noite desta terça-feira (31), que não cumprirá o prazo definido em lei para divulgar o balanço consolidado de 2025.

A legislação brasileira prevê que todas as instituições financeiras no país têm até o fim de março para divulgar suas demonstrações financeiras do ano anterior. O prazo termina às 23h59 desta terça.

No comunicado de "fato relevante", o BRB informou aos acionistas e ao mercado que a divulgação será postergada em razão da necessidade:

"de conclusão dos trabalhos da auditoria forense contratada para apuração dos eventos relacionados à operação 'Compliance Zero';"da adequada avaliação, pela Administração da Companhia e pelo Auditor Independente, de seus potenciais impactos."

"A medida visa assegurar a fidedignidade, transparência e integridade das demonstrações financeiras, em observância aos deveres legais e fiduciários da Administração e à proteção dos interesses da Companhia e de seus acionistas", diz o comunicado.

"A apreciação do tema ocorrerá tão logo concluídas as avaliações e providências em curso, mediante convocação específica para a continuidade da Assembleia Geral Ordinária", segue.

Além da divulgação da demonstração financeira anual, os acionistas esperavam que o banco indicasse o pacote de soluções que usará para cobrir os prejuízos acumulados nas transações realizadas com o Banco Master.

Ao desrespeitar o prazo, o banco terá de prestar esclarecimentos a órgãos reguladores como o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

➡️As regras da CVM preveem multa diária caso os prazos sejam descumpridos. Os valores são baixos – o impacto maior é de imagem.

➡️ Se a infração ultrapassar 12 meses, o registro do BRB como companhia aberta (ou seja, que negocia ações em bolsa) pode inclusive ser suspenso.

A não divulgação das contas dentro do prazo tende, também, a afetar a confiança de investidores e analistas.

Essa incerteza pode aumentar a volatilidade dos papéis ligados ao banco e pressionar ainda mais a imagem institucional do BRB.

🔎Volatilidade é uma medida econômica que indica a frequência e intensidade das mudanças no valor de um ativo em um período específico. No caso do BRB, a volatilidade pode se refletir nos ativos ligados ao banco, como títulos de dívida, e na percepção de risco do mercado.

O BRB entrou em crise após adquirir cerca de R$ 12 bilhões em ativos do Banco Master – operação que passou a ser investigada sob suspeita de fraude.

O Banco Master acabou sendo liquidado pelo Banco Central após investigações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero.

As operações malsucedidas com o Banco Master fragilizaram o capital mínimo prudencial do BRB, ou seja, a reserva de segurança que o banco precisa manter em caixa para cobrir emergências e respeitar as regras de solidez bancária.

Diante do avanço das apurações, o Banco Central barrou a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB e intensificou o monitoramento sobre a situação financeira e a governança da instituição brasiliense.

A decisão aumentou a pressão sobre a atual gestão do banco público. Com isso, o balanço patrimonial do BRB piorou e colocou em xeque o atendimento do banco às regras em vigor no país.

Mesmo com o BRB afirmando possuir solidez e plano de capital estruturado, o mercado continua desconfiado.

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PIB acima do esperado, dívida em alta: o balanço da gestão Haddad em 10 gráficos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/03/2026 06:03

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%Oferecido por

Economia teve resultados melhores do que o esperado nos últimos anos — com crescimento do PIB, inflação controlada e mercado de trabalho aquecido.

Mesmo assim, a relação entre o ministro Fernando Haddad (PT) e o mercado financeiro continuou marcada por altos e baixos.

Pouco mais de três anos após assumir o Ministério da Fazenda, economistas avaliam que Haddad não avançou em reformas importantes para melhorar a economia no longo prazo.

O principal problema foi a dificuldade de controlar os gastos públicos, marcada por revisões e mudanças nas metas.

Nesta reportagem, veja o que os números da economia mostram sobre a passagem de Haddad pelo Ministério da Fazenda.

A economia teve resultados melhores do que o esperado nos últimos anos — com crescimento do PIB, inflação controlada e mercado de trabalho aquecido. Mesmo assim, a relação entre o ministro Fernando Haddad (PT) e o mercado financeiro continuou marcada por altos e baixos.

Pouco mais de três anos após assumir o Ministério da Fazenda, economistas avaliam que Haddad não avançou em reformas importantes para melhorar a economia no longo prazo. O principal problema foi a dificuldade de controlar os gastos públicos, marcada por revisões e mudanças nas metas.

Nesta reportagem, veja o que os números da economia mostram sobre a passagem de Haddad pelo Ministério da Fazenda.

Embora Haddad tenha conquistado parte do mercado financeiro no início do mandato — com um discurso focado em melhorar as contas públicas e controlar gastos — seus planos acabaram enfrentando resistências dentro do próprio governo.

Nos primeiros dias de governo, em 2023, Haddad chegou a afirmar que “não aceitaria” o déficit previsto para aquele ano e que trabalharia para reduzi-lo.

“Um dos méritos de Haddad é que ele sempre buscou dialogar com o mercado e com analistas, explicando a agenda econômica e os objetivos do governo”, afirma Alessandra Ribeiro, sócia e diretora de macroeconomia da Tendências Consultoria.

A aprovação do arcabouço fiscal, ainda em 2023, foi um passo importante para mostrar o compromisso do ministro com as contas públicas. Mas o resultado fiscal daquele ano — com déficit de R$ 249 bilhões — acabou pesando na avaliação do mercado.

Segundo o economista-chefe da Warren Investimentos e ex-secretário da Fazenda de São Paulo, Felipe Salto, embora Haddad tenha herdado despesas do governo Bolsonaro (PL) que precisaram ser pagas em 2023, o ministro também tem parte da responsabilidade pelo aumento dos gastos naquele ano.

“Ele manteve regras que aumentam despesas automaticamente e não discutiu mudanças em benefícios como aposentadorias, abono salarial, seguro-desemprego e BPC. Isso também aumentou a pressão sobre as contas públicas”, afirma Salto.

No ano seguinte, o déficit caiu para R$ 47,6 bilhões — uma redução de mais de 80% em relação a 2023. Mesmo assim, problemas no orçamento, dificuldade para cortar gastos e a autorização de despesas fora da meta fiscal voltaram a reduzir a confiança do mercado em Haddad.

Em abril de 2024, por exemplo, o governo propôs reduzir as metas de superávit primário para os anos seguintes no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Com isso, o superávit que era esperado para 2025 passou a ser previsto apenas para 2026.

A medida abriu espaço para aumento dos gastos públicos e foi duramente criticada pelo mercado financeiro.

“A mudança foi mal recebida pelo mercado, e com razão. Ela mudou o caminho esperado para as contas públicas e reacendeu a percepção de que o governo poderia recorrer a manobras contábeis para ajustar o resultado fiscal”, afirma Salto, da Warren.

Apesar dos esforços de Haddad para manter a confiança nas contas públicas, especialistas dizem que faltaram medidas concretas para cortar despesas.

O ministro fez uma nova tentativa de cortar gastos em novembro de 2024, ao anunciar um pacote de medidas que previa economizar R$ 70 bilhões em dois anos.

O gesto, porém, não foi suficiente para recuperar a confiança do mercado. Isso porque também foi anunciado, no mesmo dia, o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. A promessa de campanha de Lula foi vista imediatamente como um novo gasto.

“O governo também enfrentou dificuldades para reduzir gastos por causa do Congresso. Haddad tentou discutir várias propostas, mas muitas acabaram sendo enfraquecidas pelos próprios parlamentares”, diz André Galhardo, economista-chefe da consultoria Análise Econômica.

Entre as medidas que ajudaram a aumentar a arrecadação estão mudanças em impostos, como o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a chamada “taxa das blusinhas”, que passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50.

“Ainda que o ministro tenha adotado algumas medidas corretas para aumentar a arrecadação, elas não foram suficientes para mostrar estabilidade da dívida. O ponto mais sensível, que seria controlar o crescimento das despesas obrigatórias, não foi enfrentado”, diz Ribeiro, da Tendências.

Segundo dados do Banco Central, desde o início do mandato de Haddad a dívida bruta do governo em relação ao PIB subiu cerca de sete pontos percentuais, para 78,66%. Para este ano, a previsão do Tesouro Nacional é que a dívida chegue a 83,6%.

“Não chegamos a uma situação fiscal desastrosa, mas o déficit primário do governo ainda não é compatível com uma trajetória sustentável da dívida”, completa Salto.

Apesar das dificuldades para cortar gastos, os especialistas ouvidos pelo g1 reconhecem o mérito de Haddad na defesa e na aprovação da reforma tributária, após três décadas de discussões no Congresso.

A reforma, aprovada em dezembro de 2023, criou um imposto sobre valor agregado (IVA), definiu uma cesta básica nacional isenta de tributos e estabeleceu o Imposto Seletivo, conhecido como “imposto do pecado”.

“Essa é uma reforma extremamente difícil e que, no início, poucos acreditavam que sairia do papel. Ainda não é o modelo ideal, mas deve gerar efeitos positivos para a economia ao longo do tempo e conta a favor de Haddad”, afirma Ribeiro, da Tendências.

Os especialistas, porém, dizem que ainda há um longo caminho para completar a reforma tributária no país.

Segundo o economista e coordenador do curso de administração pública da Fundação Getulio Vargas (FGV), Nelson Marconi, uma parte importante que ainda precisa ser discutida é a reforma sobre a renda.

“O governo poderia ter feito uma reforma tributária mais ampla, que também incluísse a tributação da renda e a revisão de despesas e desonerações. A taxa de 10% sobre a renda dos mais ricos é um passo, mas ainda é insuficiente”, afirma.

A dificuldade para implementar um plano de gastos mais alinhado ao que o mercado esperava, porém, não impediu que Haddad entregasse crescimento e inflação melhores do que o previsto.

Durante seu mandato, o PIB cresceu acima das projeções do mercado em todos os anos. A inflação também ficou dentro do intervalo de tolerância da meta em dois dos três anos em que esteve à frente da Fazenda — muito em virtude do rigor do Banco Central em manter juros mais altos, apesar das pressões do governo federal.

“A economia tem apresentado um desempenho positivo, com crescimento elevado. Mesmo com a desaceleração em 2025, a atividade ainda cresceu bastante para o padrão recente do país”, avalia Salto.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB do Brasil cresceu 2,3% em 2025. O resultado representa uma desaceleração em relação ao ano anterior, mas marcou o quinto ano seguido de crescimento da economia.

Parte dessa desaceleração também é reflexo dos juros elevados, que estão em 15% ao ano desde junho de 2025.

"A política monetária restritiva [juros altos] e o alto endividamento das famílias, que bateu recorde no ano passado, têm puxado um pouco o consumo para baixo", afirmou Rebeca Palis, coordenadora de contas nacionais do instituto, em coletiva de imprensa para falar sobre o resultado do PIB. Segundo ela, o alto nível da Selic foi o "vilão" do PIB no ano passado.

“Além disso, o fato de Haddad ter respeitado a autonomia do Banco Central e permitido que a instituição atuasse sem interferência também é um ponto positivo”, afirma Salto.

Nesse ponto, o ministro também ajudou a manter a inflação controlada nos últimos anos — mesmo com uma meta considerada exigente, de 3%.

Comparação entre a inflação acumulada em 12 meses e a evolução da taxa básica de juros. — Foto: Arte/g1

“Hoje vemos as expectativas caminhando para níveis mais baixos, e em nenhum momento houve descontrole da inflação ou sinal de que o governo tenha abandonado o compromisso de mantê-la sob controle”, completa.

Por fim, os especialistas consultados pelo g1 também destacam os bons resultados do mercado de trabalho e da renda como parte do legado de Haddad.

“Esse é um indicador ligado ao crescimento da economia e que também ficou melhor do que o mercado previa. O mercado de trabalho está realmente muito positivo”, avalia Alessandra Ribeiro, da Tendências.

Segundo o IBGE, a taxa média de desemprego no Brasil ficou em 5,6% em 2025 — o menor nível da série histórica, iniciada em 2012.

Já o rendimento médio real das pessoas ocupadas foi estimado em R$ 3.560, alta de 5,7% em relação a 2024.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Procons e ANP fiscalizam postos para combater preços abusivos do diesel; veja balanço

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/03/2026 22:05

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%Oferecido por

Uma gota de gasolina cai do bico de uma bomba de combustível em um posto. — Foto: Alain Jocard/AFP

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) iniciou, nesta terça-feira (17), uma fiscalização para identificar possíveis preços abusivos em postos de combustíveis de nove estados, além do Distrito Federal.

A ação é realizada por fiscais da agência, em parceria com Procons municipais e estaduais dos seguintes locais:

Amazonas;Bahia;Distrito Federal;Mato Grosso;Minas Gerais;Pará;Paraná;Rio de Janeiro;Rio Grande do Sul;São Paulo.

AANP realizou hoje (17/3) uma operação de fiscalização em nove estados e no Distrito Federal, em conjunto com a Senacon e Procons estaduais e municipais, que são órgãos conveniados à ANP e podem autuar quem pratique infrações previstas na legislação da Agência.

As ações foram focadas na coleta de preços em postos de combustíveis para análise, pela Agência, sobre possíveis preços abusivos, em consonância com as atribuições recebidas pela Medida Provisória nº 1.340, publicada em 12/3/2026. Também foram verificados aspectos de qualidade dos combustíveis e quantidade fornecida pelas bombas. As equipes estiveram presentes em 22 cidades, no Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.

De acordo com os dados preliminares, foram fiscalizados hoje 43 agentes econômicos, sendo 42 postos e uma distribuidora de combustíveis, nessas 22 cidades. Foram lavrados 13 autos de infração por motivos diversos. A ANP realizou notificações para envio, pelos postos à Agência, das notas fiscais de aquisição dos combustíveis dos últimos períodos.

Esses dados serão analisados pela ANP e, em caso de caracterização de preços abusivos, poderão gerar autuações, processos administrativos e, ao final dos processos, multas. As multas criadas pela MP 1.340/2026, que a ANP e seus órgãos conveniados podem aplicar, variam de R$ 50 mil e R$ 500 milhões de reais, dependendo da gravidade da conduta e do porte do eventual infrator.

Segundo a ANP, a fiscalização coletou os preços praticados nos postos desses estados para acompanhar a evolução do valor do diesel, especialmente após a medida provisória 1.340, publicada na última sexta-feira (13).

A medida zera os impostos federais PIS/Cofins sobre o diesel e pode reduzir o preço em R$ 0,32 por litro, além do pagamento de uma subvenção a produtores e importadores deste combustível, no valor de R$ 0,32, por litro.

Até a publicação da medida, o preço do diesel já havia subido 11,8% e chegado a R$ 6,80, segundo levantamento da ANP.

Além dos preços do diesel, a fiscalização também vai verificar a quantidade de combustível fornecida pelas bombas e a qualidade do produto.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Beyoncé, Dr. Dre, James Cameron e mais: os novatos na lista de bilionários da Forbes

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/03/2026 11:13

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1790,29%Dólar TurismoR$ 5,375-0,67%Euro ComercialR$ 6,0240,46%Euro TurismoR$ 6,264-0,34%B3Ibovespa181.198 pts0,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,1790,29%Dólar TurismoR$ 5,375-0,67%Euro ComercialR$ 6,0240,46%Euro TurismoR$ 6,264-0,34%B3Ibovespa181.198 pts0,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,1790,29%Dólar TurismoR$ 5,375-0,67%Euro ComercialR$ 6,0240,46%Euro TurismoR$ 6,264-0,34%B3Ibovespa181.198 pts0,16%Oferecido por

Beyoncé vence Grammy de Álbum do Ano com 'Cowboy Carter' em 3 de fevereiro de 2025. — Foto: REUTERS/Mario Anzuoni

A lista anual de bilionários da revista Forbes, divulgada nesta terça-feira (10), ganhou novos nomes famosos neste ano.

Entre os estreantes estão artistas, um atleta e um cineasta que alcançaram fortunas bilionárias impulsionadas por carreiras de sucesso e investimentos fora de suas áreas principais.

Um dos destaques é a cantora e compositora norte-americana Beyoncé, de 44 anos, que atingiu patrimônio estimado em US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,1 bilhões).

A artista acumulou riqueza ao longo de décadas de vendas de música, turnês mundiais e investimentos, além de colecionismo de arte ao lado do marido, o rapper e empresário Jay-Z, que já figurava no ranking.

Outro nome da música que estreia na lista é o produtor e rapper Dr. Dre, de 61 anos, também com fortuna estimada em US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,1 bilhões).

Grande parte de seu patrimônio foi impulsionada pela venda da marca de fones Beats by Dre para a Apple, em 2014, por cerca de US$ 3 bilhões (R$ 15,39 bilhões) em dinheiro e ações.

No esporte, o ex-tenista suíço Roger Federer, de 44 anos, aparece pela primeira vez no ranking, com patrimônio estimado em US$ 1,1 bilhão (R$ 5,64 bilhões).

Além da carreira consagrada, marcada por 20 títulos de Grand Slam, parte significativa de sua fortuna vem de contratos de patrocínio e de sua participação na fabricante de calçados On Running.

Já no cinema, o diretor canadense James Cameron, atualmente com 71 anos, também passou a integrar o grupo de bilionários.

Com patrimônio estimado em US$ 1,1 bilhão (R$ 5,64 bilhões), Cameron construiu sua fortuna dirigindo alguns dos maiores sucessos de bilheteria da história, como "Titanic", "Avatar" e "O Exterminador do Futuro".

A presença desses nomes reforça uma tendência observada nos últimos anos: celebridades que transformam carreiras de destaque em negócios lucrativos e investimentos diversificados, ampliando suas fontes de renda e patrimônio para além da indústria do entretenimento.

No ano passado, nomes como o astro do cinema Arnold Schwarzenegger e a estrela do rock Bruce Springsteen entraram na lista de bilionários da Forbes.

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Os brasileiros que largaram diploma e carreira no Brasil para viver de faxina em Londres

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 16:46

Empreendedorismo Os brasileiros que largaram diploma e carreira no Brasil para viver de faxina em Londres Vivendo em situação irregular no Reino Unido, brasileiros encontram no emprego informal um jeito de se sustentar. A renda é alta para os padrões brasileiros, mas as condições podem ser precárias, e há o medo constante de ser deportado. Por Vinícius Macêdo

O setor de limpeza no Reino Unido é um dos maiores do país, mas oferece baixos salários e condições precárias.

Há um ano, quando a engenheira civil Lívia, de 28 anos, deixou João Pessoa, na Paraíba, ela acreditava que Londres seria o ponto de virada da sua vida.

Graduada e mestre pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), ela chegou à capital britânica com visto de turista para estudar inglês e, depois, planejava buscar trabalho em sua área.

"Aprender inglês era meu principal objetivo. Sempre fui apaixonada pela cidade, pela arquitetura e pela cultura. Queria mudar de vida, já que não via nenhuma perspectiva na minha área no Brasil, ainda mais no meu Estado", conta Lívia.

🔎 Como todos os imigrantes brasileiros entrevistados nesta reportagem, ela pediu para não ser identificada por seu nome verdadeiro.

O recomeço de Lívia veio acompanhado de dificuldades para validar seu diploma brasileiro — um processo que, segundo ela, é "caro e demorado".

Desde que chegou, passou então a trabalhar de forma irregular, sem visto apropriado e nem contratos formais.

Ela diz que está tentando obter permissão para morar e trabalhar em algum país da União Europeia, bloco do qual o Reino Unido não faz mais parte desde 2020, onde ela acredita que pode conseguir a aprovação com mais facilidade.

A brasileira começou trabalhando como faxineira (ou cleaner, em inglês, termo usado para designar profissionais da limpeza no Reino Unido). Segundo entrevistados pela reportagem, é um tipo de trabalho comum para brasileiros morando no país.

"Nunca tinha feito nada manual antes. Foi difícil, mas precisava trabalhar. No começo, senti vergonha. Hoje, só quero estabilidade", diz Lívia.

Ela também trabalhou na limpeza da área de uma piscina de escola, cuidando de banheiros e áreas comuns, secando pisos e mantendo o local em ordem. Para isso, recebia 12,20 libras (R$ 88) por hora.

"Era muito cansativo, muitas horas de serviço, mas fisicamente mais tranquilo do que a limpeza de casas", conta a brasileira.

O oceanógrafo Wagner, de 28 anos, que deixou Porto Alegre há três anos, vive frustrações parecidas. No Brasil, ele fez várias atividades acadêmicas em sua área, mas diz que a carreira não é valorizada no país.

"Vim para Londres para conseguir trabalhar, mesmo sem documentação, e pela qualidade de vida", diz Wagner.

"Terminei minha graduação durante o intercâmbio, mas nunca consegui exercer a profissão — mais por falta de oportunidade do que por vontade própria."

Mas, diferente de Lívia, Wagner já contava que poderia acabar trabalhando com limpeza. Atualmente, ele trabalha em um hotel londrino, por meio de uma agência, e recebe cerca de 2 mil libras (R$ 14,4 mil) por mês.

"Considero o salário baixo para o que é exigido. É um trabalho pesado. Tenho dores na lombar e nas mãos, uma rotina intensa, escala 6×1 e cansaço constante", diz Wagner.

Antes de conseguir o trabalho atual, ele trabalhava como cleaner independente, recebendo entre 10 libras (R$ 72) e 13 libras (R$ 94) por hora — o suficiente apenas para pagar aluguel e suprir suas necessidades básicas.

Seus trabalhos também sempre foram irregulares. O oceanógrafo diz que nenhum tipo de visto se aplica a seu caso, por não ter vínculos familiares no Reino Unido, especialização ou um salário suficiente para atender aos requisitos exigidos.

"Além disso, são poucas as empresas dispostas a custear um visto de trabalho, ainda mais para mim, que sou recém-formado. Então, continuo trabalhando assim e juntando dinheiro, enquanto espero que apareça alguma oportunidade no futuro", afirma Wagner.

"Fico triste de ver tantos brasileiros qualificados trabalhando com limpeza ou em funções abaixo do nível de formação que têm. O Brasil perde muita gente boa por não valorizar o que tem."

No caso de Lívia, trocar o capacete de engenheira por vassouras e produtos de limpeza representa um recomeço indesejado — algo que ela jamais imaginou enfrentar, embora reconheça a dignidade do trabalho.

"Não é fácil ser chamada de faxineira após tanto tempo de estudo, mas aprendi na marra que todo trabalho é digno, e é isso que importa nesse momento", conta a brasileira.

As trajetórias de Lívia e Wagner ilustram o que a pesquisadora Claire Marcel, da SOAS University of London, chama de "paradoxo da sobrequalificação migrante".

Em sua tese de doutorado "Navigating Precarity: The Lives of London's Migrant Cleaners" (Navegando a precariedade: as vidas dos faxineiros imigrantes de Londres, em tradução livre do inglês), Marcel afirma que mesmo aqueles com diplomas universitários enfrentam os mesmos baixos salários, longas jornadas e insegurança que os demais.

Marcel explica que as qualificações obtidas em outros países muitas vezes não são reconhecidas e que o status migratório limita as possibilidades de emprego. A barreira linguística agrava a situação, acrescenta a pesquisadora.

Tânia Tonhati, professora e pesquisadora do departamento de Sociologia da Universidade de Brasília, explica que casos como os dos dois brasileiros entrevistados pela BBC News Brasil refletem um fenômeno estrutural da imigração brasileira contemporânea.

"Desde os anos 1990, o Reino Unido sempre recebeu imigrantes brasileiros com ensino superior e alta qualificação. O que mudou agora é o contexto", diz Tonhati, que já realizou pesquisas sobre imigração e a atuação de cidadãos do Brasil no exterior.

"Depois do Brexit [saída do Reino Unido da União Europeia] e da pandemia, o processo migratório ficou mais restrito e caro. Muitos brasileiros que antes circulavam com passaporte europeu perderam essa facilidade, tornando o recomeço mais precário e, em muitos casos, mais solitário."

A pesquisadora afirma que um perfil de imigrante comum no Reino Unido é justamente o do jovem com "capital econômico, social e cultural" que aceita empregos temporários — e, muitas vezes, em condições precárias de trabalho — com a esperança de mudar depois.

E acrescenta: "Quase todos os imigrantes, não só brasileiros" passam por essa espécie de "rebaixamento", em que uma pessoa altamente qualificada ocupa funções abaixo da sua formação.

"Não se trata de falta de mérito individual, mas de estruturas que desvalorizam o trabalho migrante", conclui Tonhati.

Para quem deixa o Brasil sem diploma universitário e sem visto, os obstáculos se multiplicam. É o caso da goiana Fabiana, de 24 anos, que chegou a Londres em 2020, durante a pandemia, com a esperança de juntar dinheiro para voltar e estudar.

Cinco anos depois, ela encontrou estabilidade como funcionária em uma casa de família, onde trabalha de segunda a sexta, das 8h30 às 19h. Antes disso, passou por diferentes funções — de entregadora de comida a babá.

"Faço tudo: limpeza, comida, passo roupa, cuido do cachorro. Sou quase uma governanta — nem sei se essa função ainda existe", brinca Fabiana.

Ela trabalha por meio de uma agência terceirizada. Ela conta que o cliente paga 16,50 libras (R$ 119) por hora, Fabiana fica com 11 libras (R$ 79), e as 5,50 restantes (R$ 40) vão para a empresa.

Com essa carga horária, o salário semanal chega a cerca de 550 libras (R$ 3.963), aproximadamente 2,2 mil (R$ 15,9) por mês.

➡️ Apesar desse rendimento, alto para os padrões brasileiros, o custo de vida em Londres — incluindo aluguel, transporte e alimentação — consome mais da metade, deixando pouco espaço para poupança ou imprevistos.

Segundo Fabiana, é muito comum encontrar brasileiros no ramo da faxina — e muitos deles contam como é sua rotina, quanto ganham e compartilham dicas em redes sociais como o TikTok.

"Foi assim que consegui meu primeiro emprego: por meio de grupos nas redes sociais de brasileiros", conta a goiana.

"Até hoje, consigo meus trabalhos por indicação de outros brasileiros ou em grupos de WhatsApp da comunidade. Eu estou em pelo menos uns dez grupos, cheios de pessoas que trabalham com isso."

A brasileira, que concluiu o ensino médio, diz que sua falta de diploma universitário impede a regularização do seu status migratório.

"Vim durante a pandemia, quando as regras e leis de imigração ficaram ainda mais complicadas. Além disso, assistência jurídica é cara, e priorizo ajudar minha família no Brasil com o dinheiro que ganho", afirma Fabiana.

"A imigração já bateu na minha porta quando eu não estava. Já fui parada pela polícia e precisei fugir. Vivo com medo, em uma ansiedade constante, em um estado de vigilância permanente".

Essa situação afeta diretamente sua vida profissional. "Não é que alguém diga que vai te deportar, mas você sente que chamar atenção pode virar problema", diz a brasileira.

"Por isso, muita gente — inclusive eu — evita reclamar de salário, horário, qualquer coisa. A gente engole muita coisa porque tem medo de alguém te denunciar."

"Vivo em alerta o tempo todo, com dinheiro de emergência na conta e um contato para arrumar minhas malas caso eu seja deportado", diz o oceanógrafo.

"Parece que estou acabando com minha saúde física e mental a troco de 'qualidade de vida'. Mas, no Brasil, também seria impossível conseguir estabilidade."

O Home Office, órgão do governo britânico responsável pela imigração, segurança e aplicação da lei no Reino Unido, diz em nota à BBC News Brasil que o tempo de processamento para um visto de trabalho padrão e não complexo é de "apenas 15 dias úteis".

Uma publicação no site do governo britânico mostra que esse é o prazo para vários tipos de visto de trabalho, como de curta duração para trabalhadores criativos e trabalhadores sazonais; e de longa duração para profissionais de saúde e trabalhadores qualificados (skilled worker).

O órgão explica ainda que o visto do tipo skilled worker é o mais adequado para empregadores que estejam contratando estrangeiros para trabalhar no Reino Unido.

Segundo o Home Office, o candidato a esse visto deve ter uma oferta de um empregador aprovado pelo Ministério do Interior, além da previsão de um salário anual de pelo menos 41,7 mil libras (R$ 339,4 mil) ou o salário-padrão para sua ocupação — o que for maior.

"Os requisitos salariais podem ser reduzidos por meio de pontos negociáveis ​​para um mínimo de 30.960 libras [R$ 223,1 mil) por ano", explica o órgão, acrescentando que os candidatos a esse visto podem solicitar também a entrada de familiares e, após cinco anos, podem pedir residência permanente no Reino Unido.

O Home Office pede ainda que qualquer pessoa que "acredite ter testemunhado um crime relacionado à imigração" faça uma denúncia às autoridades.

"Optar por não denunciar o trabalho ilegal prejudica os empregadores honestos, reduz os salários locais e alimenta o crime organizado relacionado à imigração", diz o órgão britânico, acrescentando que a fiscalização contra o trabalho ilegal aumentará ainda mais em 2026.

Apesar das realidades enfrentadas pelos jovens brasileiros entrevistados, o setor em que eles trabalham tem grande peso econômico.

Segundo dados divulgados esse ano pelo British Cleaning Council (BCC), associação nacional da indústria de limpeza, o faturamento do mercado de limpeza, higiene e resíduos do Reino Unido atingiu 66,9 bilhões de libras (cerca de R$ 482 bilhões) em 2022 — um crescimento de 10,2% em 12 meses, tornando-se uma das dez maiores indústrias do país.

O setor emprega 1,49 milhão de pessoas, cerca de 5% da força de trabalho britânica. Os trabalhadores da área são na maioria mulheres (58%) e em muitos casos, imigrantes, especialmente em Londres.

Na capital, 60% dos trabalhadores da limpeza nasceram fora do Reino Unido e 40% são britânicos. O BCC não esclarece, no entanto, se esses dados dizem respeito apenas ao trabalho formal.

Marcel aponta que o crescimento do setor se apoia na precarização e na terceirização extrema, deixando os diretos dos trabalhadores à margem.

"Muitos cleaners recebem em dinheiro, sem contrato formal, e podem ser dispensados sem aviso prévio, o que os torna vulneráveis ao roubo de salários e à exploração", explica a pesquisadora.

"Ganhava 9,50 libras [R$ 68] por hora, valor abaixo do comum, com pagamento a cada 15 dias. Trabalhava muitas horas, às vezes, sem tempo para comer, e chegava exausta em casa, porque morava longe", lembra a brasileira.

Entre julho de 2024 e junho de 2025, o Home Office aumentou em 48% operações de fiscalização em relação ao ano anterior — Foto: Getty Images

Entre julho de 2024 e junho de 2025, o Home Office realizou 10.031 operações de fiscalização, um aumento de 48% em relação ao ano anterior.

As operações miram situações de trabalho ilegal, mas os dados divulgados não especificam se envolvem trabalhadores britânicos, imigrantes regulares ou irregulares.

No mesmo período, foram registradas 7.130 prisões de imigrantes suspeitos de trabalho ilegal, 51% a mais que no ano anterior. Londres concentrou 1.786 prisões, seguida por País de Gales e Oeste da Inglaterra (1.196) e Midlands (1.151).

O governo britânico também aplicou 2.105 multas a empregadores de pessoas em situação irregular, com punições chegando a 60 mil libras (R$ 432,4 mil) por trabalhador em situação irregular.

Além disso, dados oficiais mostram que 4.810 brasileiros retornaram voluntariamente ao país no período de um ano — um aumento de 49% em relação a 2024.

O programa de retorno voluntário do Home Office oferece até 3 mil libras (R$ 21,6 mil) para pessoas em situação migratória irregular que aceitem deixar o Reino Unido.

Os brasileiros representaram 18% dos 26.761 retornos voluntários realizados entre julho de 2024 e junho de 2025.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, vivem atualmente no Reino Unido 230 mil brasileiros, sendo 190 mil na área do Consulado-Geral de Londres — a quarta maior comunidade brasileira no mundo, atrás dos Estados Unidos (2,08 milhões), Portugal (513 mil) e Paraguai (263 mil).

Questionado pela BBC News Brasil se estes números incluem pessoas em situação regular e irregular, o ministério afirmou apenas que "os serviços consulares do Estado brasileiro (com base nos quais são feitas as estimativas a que faz menção) são prestados aos cidadãos brasileiros no exterior nos termos da lei do Brasil, independentemente do status do nacional perante qualquer Estado estrangeiro".

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