RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Governo deve elevar projeção de inflação em 2026 sob impacto do El Niño, diz secretária

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 13:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2140,08%Dólar TurismoR$ 5,415-0,08%Euro ComercialR$ 5,9640,61%Euro TurismoR$ 6,2090,46%B3Ibovespa172.295 pts0,35%MoedasDólar ComercialR$ 5,2140,08%Dólar TurismoR$ 5,415-0,08%Euro ComercialR$ 5,9640,61%Euro TurismoR$ 6,2090,46%B3Ibovespa172.295 pts0,35%MoedasDólar ComercialR$ 5,2140,08%Dólar TurismoR$ 5,415-0,08%Euro ComercialR$ 5,9640,61%Euro TurismoR$ 6,2090,46%B3Ibovespa172.295 pts0,35%Oferecido por

O Ministério da Fazenda deve aumentar sua previsão oficial para a inflação de 2026. A expectativa é que os preços subam mais do que o estimado em maio, quando a projeção era de 4,5%, principalmente por causa dos efeitos do fenômeno climático El Niño. A informação foi dada nesta quarta-feira (2) pela secretária de Política Econômica da pasta, Débora Freire.

Em entrevista ao portal Jota, a secretária afirmou que o governo agora tem mais certeza de que o El Niño será intenso. Com isso, a desaceleração da inflação esperada para o segundo semestre deste ano deve ser menor do que o previsto.

"A gente já esperava um El Niño mais agressivo, mas agora esse cenário está se consolidando de forma mais robusta. Então, devido a isso, a gente entende que há um risco, há um vetor altista para a inflação neste ano", disse.

Segundo Freire, a nova projeção deve ficar acima do teto da meta de inflação do Banco Central, de 4,5%, mas ainda abaixo da estimativa do mercado. Nesta semana, o boletim Focus do Banco Central apontou uma expectativa de inflação de 5,33% para 2026.

A secretária também disse que a Fazenda, por enquanto, mantém a previsão de crescimento da economia brasileira neste ano. A projeção divulgada em maio é de alta de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB), indicador que mede tudo o que o país produz em bens e serviços.

Ela ressaltou, no entanto, que os números ainda estão sendo revisados e poderão ser ajustados antes da divulgação oficial, prevista para este mês.

Freire acrescentou que os juros mais altos nas principais economias do mundo tornam mais difícil o crescimento da economia brasileira em 2027. Segundo ela, a expectativa de uma taxa Selic maior do que a prevista anteriormente também pode reduzir o ritmo da atividade econômica.

Sobre as contas públicas, a secretária afirmou que o arcabouço fiscal, conjunto de regras que limita o crescimento dos gastos do governo, está cumprindo seu papel de melhorar as finanças públicas de forma gradual.

"Nossa expectativa é que o arcabouço fiscal faça a convergência da dívida pública no médio prazo, não no próximo ano", afirmou.

Ela reconheceu, porém, que ainda há desafios. Entre eles, citou a necessidade de controlar o crescimento das despesas obrigatórias, como aposentadorias e benefícios, dentro do limite de aumento real de 2,5% ao ano previsto pelo arcabouço fiscal. Também destacou a importância de ampliar a formalização dos trabalhadores, o que aumenta a arrecadação de contribuições para a Previdência.

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Dólar abre em queda, à espera de novos dados do mercado de trabalho americano

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 09:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (2) em queda, com um recuo de 0,21% perto das 9h, cotado a R$ 5,1982. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ O payroll, relatório oficial do mercado de trabalho americano, é o principal destaque desta quinta-feira. A expectativa é que os dados indiquem a criação de 115 mil vagas de emprego no país. O documento é usado pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) como um termômetro da economia e do emprego e pode trazer novas sinalizações sobre o futuro dos juros no país.

Na véspera, o presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que os riscos de alta dos preços diminuíram nos EUA, mas reforçou que a instituição está empenhada em levar a inflação para a meta do Fed, de 2%.

▶️ Os investidores também seguem de olho em outros indicadores econômicos. Na agenda, a expectativa segue pelos pedidos iniciais de seguro-desemprego nos EUA e pela taxa de desemprego da zona do euro.

▶️ No Brasil, o mercado também continua a avaliar as novas sanções impostas pelo governo americano contra dois brasileiros, três empresas baseadas no Brasil e uma empresa portuguesa por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). (entenda mais abaixo)

As sanções do governo Trump contra dois brasileiros, três empresas baseadas no Brasil e uma empresa portuguesa por suposta ligação com o PCC foram formalizadas pelo Departamento do Tesouro norte-americano na última quarta-feira (1º).

No comunicado do Departamento do Tesouro, o governo Trump voltou a chamar o PCC de "maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental" e afirmou que a facção representa uma "ameaça significativa à segurança nacional dos EUA".

Segundo os EUA, os brasileiros sancionados integrariam uma rede internacional de lavagem de dinheiro do PCC, que tem sido investigada na Flórida.

Outros seis acusados de integrar essa rede de lavagem de dinheiro foram presos em janeiro deste ano no estado norte-americano, segundo o comunicado.

Na Ásia, as bolsas da China atingiram a menor cotação em três semanas nesta quinta-feira, pressionadas por uma forte onda de venda entre os fabricantes de chips.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen caiu 2,96%. Já o índice de Xangai, o SSEC, fechou em queda de 2,03%.

No Japão, o índice Nikkei recuou 2,47%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 7,89%. O Hang Seng, de Hong Kong, foi na contramão do mercado e fechou em alta de 0,76%.

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Dólar abre em alta, de olho em dados econômicos globais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/07/2026 09:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,163-0,23%Dólar TurismoR$ 5,373-0,1%Euro ComercialR$ 5,899-0,22%Euro TurismoR$ 6,152-0,12%B3Ibovespa172.024 pts-0,68%MoedasDólar ComercialR$ 5,163-0,23%Dólar TurismoR$ 5,373-0,1%Euro ComercialR$ 5,899-0,22%Euro TurismoR$ 6,152-0,12%B3Ibovespa172.024 pts-0,68%MoedasDólar ComercialR$ 5,163-0,23%Dólar TurismoR$ 5,373-0,1%Euro ComercialR$ 5,899-0,22%Euro TurismoR$ 6,152-0,12%B3Ibovespa172.024 pts-0,68%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta quarta-feira em alta e marcava um avanço de 0,32% perto das 9h, cotado a R$ 5,1794. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ Os indicadores econômicos de diferentes países seguem na mira dos investidores nesta quarta-feira. Na véspera, o relatório Jolts indicou que as vagas de emprego abertas nos EUA aumentaram em maio, enquanto o Caged mostrou que o mercado de trabalho brasileiro criou 73 mil postos formais no período, abaixo do esperado.

Os dados são importantes porque refletem o desempenho da economia e da inflação e podem dar sinais sobre os próximos passos dos bancos centrais em relação aos juros. A incerteza sobre essas decisões e a perspectiva de juros elevados por mais tempo ajudaram a manter o Ibovespa em queda.

▶️ No Brasil, o mercado ainda avalia o resultado primário do setor público, que registrou um déficit (despesas maiores do que receitas) de R$ 56,1 bilhões em maio, uma alta de 66,5% em relação ao mesmo mês de 2025. Como resultado, a Dívida Bruta do Governo Geral subiu de 80,2% para 81,1% do PIB, o maior nível desde maio de 2021. Na agenda desta quarta, o destaque fica com os indicadores de atividade dos EUA, do Brasil e da zona do euro.

Na Ásia, as bolsas fecharam mistas nesta quarta-feira, conforme investidores avaliavam dados sobre a atividade industrial chinesa.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen caiu 0,41%. Já o índice de Xangai, o SSEC, fechou em alta de 0,44%.

No Japão, o índice Nikkei subiu 0,59%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 2,04%. O Hang Seng, de Hong Kong, ficou fechado por conta de um feriado local.

Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. — Foto: Tatan Syuflana/ AP

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Dólar opera em alta, com dados de emprego no Brasil e nos EUA no radar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/06/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,15%Dólar TurismoR$ 5,3790,000%Euro ComercialR$ 5,9120,48%Euro TurismoR$ 6,1590,35%B3Ibovespa173.205 pts-0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,15%Dólar TurismoR$ 5,3790,000%Euro ComercialR$ 5,9120,48%Euro TurismoR$ 6,1590,35%B3Ibovespa173.205 pts-0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,15%Dólar TurismoR$ 5,3790,000%Euro ComercialR$ 5,9120,48%Euro TurismoR$ 6,1590,35%B3Ibovespa173.205 pts-0,05%Oferecido por

O dólar opera em alta nesta terça-feira (30), com um avanço de 0,30% perto das 9h20, cotado a R$ 5,1902. Já as negociações no Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ O principal destaque da sessão fica com os novos dados de emprego do Brasil e dos Estados Unidos. Por aqui, a previsão do mercado é que o Caged aponte para uma criação de 118 mil vagas no mês passado, segundo projeção da XP. Nos EUA, além do Jolts, previsto para esta terça-feira, o mercado também aguarda a divulgação do payroll americano, principal relatório de emprego do país, na quinta-feira (2).

Os dados são importantes porque refletem o desempenho da economia e da inflação e podem dar sinais sobre quais os próximos passos dos bancos centrais na condução dos juros.

▶️ O alívio geopolítico após o acordo entre os EUA e o Irã para suspender os ataques e permitir a reabertura no Estreito de Ormuz também seguem no radar. A expectativa é que novas negociações entre os dois países voltem a acontecer nesta terça-feira, em Doha, no Catar.

Em meio às incertezas sobre os desdobramentos das negociações, o petróleo operava em alta nesta terça. Perto das 9h10, o barril do Brent, referência internacional, subia 0,22%, cotado a US$ 73,31, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, avançava 0,47%, a US$ 71,08 o barril.

Washington e Teerã fizeram uma nova troca de ataques na última sexta-feira (26), colocando em xeque o cessar-fogo implementado pelo memorando de entendimento assinado na última semana.

O Irã classificou a ofensiva como uma "violação clara" do cessar-fogo e ameaçou "paralisar todos os processos diplomáticos", enquanto o presidente americano, Donald Trump, voltou a fazer ameaças.

"É muito provável que eles nunca aprendam a lição. É possível que, um dia, já não possamos agir com prudência e sejamos obrigados a concluir, por meio da força militar, a missão que iniciamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir", disse o presidente no TruthSocial no último sábado (27).

No domingo (29), os dois países concordaram em suspender as hostilidades recentes no Golfo e retomar as negociações sobre a disputa em torno do Estreito de Ormuz. A expectativa é que haja uma nova reunião em Doha, no Catar, na terça-feira (30).

Na Ásia, a maioria das bolsas da região fechou em alta, impulsionadas pelos setores de inteligência artificial e semicondutores, depois que dados melhores do que o esperado da atividade industrial indicaram uma demanda resiliente por exportações de alta tecnologia.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen subiu 1,07%. Já o índice de Xangai, o SSEC, fechou em alta de 0,50%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve perdas de 0,63%, enquanto o Nikkei, do Japão, avançou 0,86% e o Kospi, da Coréia do Sul, teve uma valorização de 0,97%.

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Contas públicas têm déficit de R$ 56,1 bilhões em maio; dívida sobe para 81,1% do PIB

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/06/2026 08:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,15%Dólar TurismoR$ 5,3790,000%Euro ComercialR$ 5,9120,48%Euro TurismoR$ 6,1590,35%B3Ibovespa173.205 pts-0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,15%Dólar TurismoR$ 5,3790,000%Euro ComercialR$ 5,9120,48%Euro TurismoR$ 6,1590,35%B3Ibovespa173.205 pts-0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,15%Dólar TurismoR$ 5,3790,000%Euro ComercialR$ 5,9120,48%Euro TurismoR$ 6,1590,35%B3Ibovespa173.205 pts-0,05%Oferecido por

As contas do setor público consolidado apresentaram um déficit primário de R$ 56,1 bilhões em maio, informou o Banco Central (BC) nesta terça-feira (30).

🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Se o contrário acontece, o resultado é de superávit primário.

🔎O resultado não leva em conta o pagamento dos juros da dívida pública, e abrange o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais.

Na comparação com maio do ano passado, houve piora, uma vez que foi registrado um saldo negativo de R$ 33,7 bilhões naquele mês.

governo federal registrou saldo negativo de R$ 55,2 bilhões;estados e municípios tiveram saldo deficitário de R$ 1,2 bilhão;empresas estatais apresentaram superávit de R$ 273 milhões.

No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um déficit primário de R$ 24,9 bilhões — o equivalente a 0,45% do Produto Interno Bruto (PIB).

Com isso, houve piora na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo positivo de R$ 69,1 bilhões (1,34% do PIB).

Essa piora está relacionada, principalmente, com a antecipação no pagamento de precatórios neste ano pela Secretaria do Tesouro Nacional.

No caso somente do governo federal, o resultado ficou negativo em R$ 46,1 bilhões na parcial deste ano, informou o BC, contra um superávit de R$ 31,2 bilhões nos cinco primeiros meses de 2025.

Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo negativo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões.

De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central.Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhõesO texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais, defesa e educação).

Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta – no conceito conhecido no mercado como resultado nominal, utilizado para comparação internacional –, houve déficit de R$ 163,7 bilhões nas contas do setor público em maio.

➡️No acumulado em 12 meses até maio, foi registrado um resultado negativo (déficit) de R$ 1,26 trilhão, ou 9,62% do PIB.

🔎Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores.

O resultado nominal das contas do setor público sofre impacto do resultado mensal das contas, das atuações do BC no câmbio, e dos juros básicos da economia (Selic) fixados pela instituição para conter a inflação. Atualmente, a taxa Selic está em 14,25% ao ano, patamar elevado.

Segundo o BC, as despesas com juros nominais somaram R$ 1,1 trilhão (8,5% do PIB) em doze meses até maio deste ano.

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Dólar abre em queda, de olho em nova trégua entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/06/2026 09:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (29) em queda, com um recuo de 0,19% perto das 9h, cotado a R$ 5,1569. Já as negociações no Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ A nova trégua entre Estados Unidos e Irã fica no centro das atenções desta segunda-feira (29), após os dois países trocarem ataques na última sexta-feira (26), acusando um ao outro de violar o cessar-fogo. Na tarde de domingo (28), Washington e Teerã concordaram em interromper as hostilidades e retomar as negociações sobre a disputa em torno do Estreito de Ormuz.

Ainda assim, a escalada das tensões traz um novo dia de alta para o petróleo no mercado internacional. Perto das 8h30, o barril do Brent, referência internacional, operava em alta de 0,61%, cotado a US$ 72,43. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, avançava 0,88% no mesmo horário, a US$ 69,84 o barril.

▶️Na agenda da semana, novos dados do mercado de trabalho no Brasil e nos EUA ficam no radar, com destaque para o relatório oficial de emprego americano, o payroll, e o Caged brasileiro. Os números devem trazer indicações sobre a atividade econômica e reforçar a perspectiva sobre o futuro das taxas de juros em ambos os países.

▶️Em sua última edição, divulgada nesta segunda-feira (29), o Boletim Focus, do Banco Central, mostrou a manutenção das estimativas para a inflação, o câmbio e a taxa básica de juros (Selic) para este ano em relação à semana passada. Para a atividade econômica, a previsão subiu de 1,98% para 1,99%. O documento reúne as projeções de diversos agentes do mercado financeiro para a economia brasileira.

Washington e Teerã fizeram uma nova troca de ataques na última sexta-feira (26), colocando em xeque o cessar-fogo implementado pelo memorando de entendimento assinado na última semana.

O Irã classificou a ofensiva como uma "violação clara" do cessar-fogo e ameaçou "paralisar todos os processos diplomáticos", enquanto o presidente americano, Donald Trump, voltou a fazer ameaças.

"É muito provável que eles nunca aprendam a lição. É possível que, um dia, já não possamos agir com prudência e sejamos obrigados a concluir, por meio da força militar, a missão que iniciamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir", disse o presidente no TruthSocial no último sábado (27).

No domingo (29), os dois países concordaram em suspender as hostilidades recentes no Golfo e retomar as negociações sobre a disputa em torno do Estreito de Ormuz. A expectativa é que haja uma nova reunião em Doha, no Catar, na terça-feira (30).

Na Ásia, a maioria das bolsas da região fechou em alta, impulsionadas pelos setores de saúde, consumo e inteligência artificial.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen subiu 1,21%. Já o índice de Xangai, o SSEC, fechou em alta de 1,16%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve ganhos de ,1,57%, enquanto o Nikkei, do Japão, avançou 0,15% e o Kospi, da Coréia do Sul, teve uma desvalorização de 0,20%.

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A meta de inflação e o juros no Brasil- O Assunto #1749

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/06/2026 00:45

Podcasts O Assunto A meta de inflação e o juros no Brasil- O Assunto #1749 Como funciona a meta de inflação e por que ela voltou ao centro do debate econômico. Por Natuza Nery — São Paulo

Em meados de junho, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu por um corte tímido na Selic, que é a taxa básica de juros: uma redução de 0,25 ponto percentual. A decisão unânime do Copom reduziu a Selic para 14,25% ao ano e a ata da reunião sinalizou que os cortes podem parar por aí. A definição da taxa de juros é a ferramenta que o BC tem para cumprir uma de suas atribuições, que é perseguir a meta de inflação, atualmente em 3% ao ano – essa meta é definida por um conselho formado pelos ministérios da Fazenda, do Planejamento e pelo próprio BC. Atualmente, o Brasil tem o maior juro real do mundo – que é a diferença entre a taxa básica e a inflação, que está em 4,72% no acumulado dos últimos 12 meses).

Neste episódio, Natuza Nery promove um debate com os economistas André Galhardo e Felipe Salto para responder a duas questões principais: a meta de inflação 3% ao ano é viável para o Brasil hoje? E o que o país precisa fazer para ter condições de conviver com juros menores?

Convidados: André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica, professor e coordenador universitário do curso de Ciências Econômicas e autor do livro ‘O Salto do Sapo: a difícil corrida brasileira rumo ao desenvolvimento econômico’; e Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos, professor do IDP, ex-secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo e ex-diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente.

O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento e Guilherme Gama. Apresentação: Natuza Nery.

Banco Central admite inflação acima da meta, mas diz que 'melhores práticas' recomendam não reagir a choques de ofertaBalanço de riscos para a inflação está assimétrico para o lado altista, nota BC em ataBC vê inflação acima da meta até fim do ano e prevê ter de escrever nova carta aberta por descumprir objetivoDólar recua a R$ 5,17, com foco na inflação de Brasil e EUA; Ibovespa avançaGalípolo assume falha na comunicação do Copom, mas diz que papel do BC não é gerar consenso no mercadoMercado eleva previsão de inflação para 2026 e projeta só mais um corte de juros, a 14% em agosto

O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.

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Europa enfrenta onda de calor com mortes, temperaturas recordes e impactos na economia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/06/2026 08:45

Meio Ambiente Europa enfrenta onda de calor com mortes, temperaturas recordes e impactos na economia Com cerca de mil mortes acima do esperado na França, temperaturas recordes em diferentes países e impactos sobre hospitais, infraestrutura e geração de energia, episódio reforça alertas para os efeitos das mudanças climáticas. Por Redação g1 — São Paulo

A onda de calor já provocou cerca de mil mortes acima do esperado na França desde 24 de junho. A maioria das vítimas tinha mais de 65 anos e vivia na região de Paris.

Mais de 190 milhões de pessoas devem enfrentar temperaturas acima de 35°C neste domingo. Alemanha, República Tcheca, Suíça e Dinamarca bateram recordes de calor.

Além da França, a Espanha associou 212 mortes à onda de calor. Hospitais ampliaram atendimentos e eventos foram cancelados ou adaptados em vários países.

O calor também afetou infraestrutura e energia. Na Hungria, uma usina nuclear reduziu a geração de eletricidade, enquanto rodovias e ferrovias sofreram impactos na Alemanha.

Cientistas atribuem a intensidade do fenômeno ao aquecimento global. Estudo indica que ondas de calor reduzem a produtividade e podem gerar perdas de US$ 131 bilhões na Alemanha.

A onda de calor que atinge a Europa já provocou cerca de mil mortes acima do esperado na França desde quarta-feira (24), segundo a agência de saúde pública do país. A maior parte das vítimas tinha mais de 65 anos, e houve aumento das mortes em domicílio, principalmente na região de Paris. Cientistas apontam que este já é o episódio de calor mais intenso registrado no continente.

Neste domingo (28), mais de 190 milhões de pessoas devem enfrentar temperaturas de pelo menos 35°C em diferentes regiões europeias. Desde 20 de junho, o calor extremo também levou vários países a registrar temperaturas recordes.

A Alemanha alcançou 41,5°C no sábado, a maior temperatura já medida no país, superando a marca registrada apenas um dia antes. O serviço meteorológico alemão ainda alertou que os termômetros poderiam se aproximar dos 42°C.

Na República Tcheca, a temperatura chegou a 40,8°C ao norte de Praga, com previsão de ultrapassar os 41°C neste domingo. Em Basileia, na Suíça, os termômetros marcaram 39°C, estabelecendo pelo terceiro dia seguido um novo recorde para o mês de junho.

A ministra da Saúde da França, Stéphanie Rist, afirmou ao jornal "La Tribune" que os efeitos do calor extremo podem continuar sendo sentidos por até dez dias, mesmo após a queda das temperaturas. Em entrevista à emissora BFM, ela alertou que "o episódio ainda não acabou".

Além da França, a Espanha associou 212 mortes registradas em um intervalo de quatro dias ao calor extremo.

Em diferentes países, hospitais, serviços de emergência e autoridades locais adotaram medidas para atender ao aumento da demanda e reduzir os riscos à população.

Ao mesmo tempo, festivais, eventos ao ar livre e manifestações foram cancelados, adiados ou adaptados por causa das altas temperaturas e dos alertas meteorológicos.

Segundo a Reuters, o aquecimento das águas do rio Danúbio levou a usina nuclear de Paks, na Hungria, a reduzir a geração de eletricidade para manter a água usada no resfriamento dos reatores dentro dos limites de segurança.

Na Alemanha, empresas ferroviárias flexibilizaram as regras para cancelamento de viagens devido ao risco de deformação dos trilhos. O calor também provocou rachaduras em trechos de rodovias.

Uma mulher com um leque perto da Torre Eiffel durante onda de calor em Paris, em 20 de junho de 2026 — Foto: REUTERS/Sarah Meyssonnier

Cientistas avaliam que uma onda de calor dessa magnitude seria praticamente impossível sem o aquecimento global provocado pela ação humana. Além disso, eventos como esses tendem a se tornar mais frequentes, mais duradouros e mais intensos.

🌡️ O episódio atual foi favorecido por um padrão atmosférico conhecido como "bloqueio ômega", que mantém uma massa de ar quente sobre uma mesma região por vários dias, dificultando a chegada de frentes frias.

Além dos impactos imediatos, especialistas também alertam para os efeitos econômicos das ondas de calor.

Em entrevista à Deutsche Welle, a economista Katharina Utermöhl, pesquisadora de políticas econômicas da seguradora Allianz, afirma que temperaturas acima de 30°C reduzem a produtividade, aumentam o consumo de energia e elevam o número de afastamentos por problemas de saúde.

"Acima de 30 graus, a produtividade cai 3% por grau adicional, enquanto os custos de energia aumentam 1,2% por grau."

Para a economista, o calor extremo deixou de ser apenas um evento climático passageiro e passou a representar um desafio permanente para a economia.

Um estudo da Allianz estima que, se episódios de calor intenso se tornarem mais frequentes, as perdas acumuladas para a economia alemã entre 2026 e 2030 poderão chegar a US$ 131 bilhões.

O que é o 'domo de calor' que está causando temperaturas extremas na Europa — Foto: Reteurs

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Quanto custavam as coisas em 2002? Relembre os preços e como era a economia no ano do penta

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/06/2026 05:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa171.990 pts0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa171.990 pts0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa171.990 pts0,87%Oferecido por

Em 2002, o Brasil comemorou um dos momentos mais marcantes de sua história esportiva: a conquista do pentacampeonato mundial de futebol, com a vitória sobre a Alemanha e dois gols de Ronaldo na final da Copa do Mundo.

Mas, enquanto a seleção fazia a festa no Japão, os brasileiros conviviam com um cenário econômico desafiador.

Era um período de inflação elevada, dólar em disparada, juros altos e muitas incertezas por conta das eleições presidenciais que levariam Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Palácio do Planalto pela primeira vez.

Ainda assim, quem viveu aquela época provavelmente se lembra da sensação de entrar em uma padaria, abastecer o carro ou comprar um ingresso de cinema pagando valores que hoje parecem irreais.

Por isso, o g1 reuniu algumas curiosidades sobre 2002 para relembrar como era o Brasil no ano do penta e entender por que comparar preços do passado com os de hoje exige olhar também para a inflação e o contexto econômico.

O litro da gasolina, por exemplo, custava em média R$ 1,77. O etanol saía por cerca de R$ 0,94 e o diesel por R$ 1,07, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O carro zero-quilômetro mais barato do país era o Fiat Uno Mille de três portas, vendido por R$ 13.577. (veja como era o mercado de carros em 2002)

Várias versões do Fiat Mille ficaram marcadas pelos preços baixos nos anos 1990 e começo dos anos 2000 — Foto: Divulgação / Stellantis

Reportagem de janeiro de 2002 mostra o aumento nos preços da gaslina no país — Foto: Acervo/TV Globo

Valor do ingresso de cinema no Cine Bijou, primeira sala de cinema da cidade de São Paulo — Foto: Acerto/TV Globo

Apesar dos números parecerem baixos hoje, o dinheiro também rendia menos para muitas famílias. Os salários tinham menor poder de compra em um ambiente de inflação acelerada e juros elevados.

É comum ouvir relatos nostálgicos sobre o custo de vida no início dos anos 2000. A comparação, no entanto, pode ser enganosa quando considera apenas o preço nominal dos produtos e ignora a renda e a inflação do período.

🔎 Valor nominal é o preço registrado no momento, sem ajustes, enquanto o valor real leva em conta a inflação e mostra o poder de compra desse dinheiro ao longo do tempo.

Para o economista e professor de finanças da Fundação Vanzolini Marcos Crivelaro a leitura correta depende do poder de compra, e não apenas dos valores exibidos na etiqueta.

O principal erro das comparações nostálgicas, segundo o especialista, é separar o preço do contexto de renda da época. Em 2002, o salário mínimo era de cerca de R$ 200. Hoje, é R$ 1.621,00 por mês.

"A inflação impacta o valor real do dinheiro fazendo com que ele perca valor ao longo do tempo, o que significa que uma mesma unidade monetária (como R$ 1,00) não consegue comprar em 2026 as mesmas coisas que comprava em 2002", explica Crivelaro.

"No entanto, focar apenas no aumento dos preços é uma 'ilusão', pois o preço é apenas um número, enquanto o poder de compra conta a história completa."

Na avaliação dele, a análise econômica deve responder não quanto um produto custava, mas quantos bens cabiam no salário. Quando a relação entre preços e renda é considerada, o cenário muda em relação à percepção comum do passado.

"Em 2002, reunindo os amigos para ver Brasil e Alemanha, você poderia consumir quase metade de um salário mínimo num churrasco. Hoje o churrasco custa mais caro, mas proporcionalmente pesa menos no orçamento doméstico. Você consegue até comer mais do que comia antes", afirma.

Além da inflação, o início dos anos 2000 era marcado por um ambiente econômico mais difícil. O país tinha juros bastante elevados, crédito escasso, renda média menor e maior instabilidade cambial. (veja mais abaixo)

“Muitos produtos pareciam mais baratos, mas eram mais difíceis de comprar. O acesso ao consumo era mais restrito”, afirma.

Para Crivelaro, a comparação direta entre preços de épocas diferentes tende a distorcer a realidade ao ignorar fatores como renda e crédito. "A nostalgia não é um indicador econômico confiável", afirma.

Panfleto de ofertas do supermercado Guanabara, no Rio de Janeiro, em dezembro de 2002 — Foto: Reprodução

O ano do penta ficou marcado por um cenário econômico turbulento no Brasil. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu apenas 1,5% em relação ao ano anterior, enquanto a taxa de desemprego alcançava 11,7%, segundo a antiga Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE.

No cenário doméstico, a proximidade das eleições presidenciais assustou investidores e provocou forte volatilidade no mercado financeiro.

O dólar chegou perto de R$ 4 durante o período eleitoral, atingindo aproximadamente R$ 3,95 em outubro, e encerrou o ano cotado em torno de R$ 3,55. Lembrando que é necessário considerar a inflação: R$ 4 da época seria o equivalente a R$ 15 de hoje.

A desvalorização do real pressionou a inflação, que chegou a 12,53% no ano e reduziu o poder de compra da população.

Para conter esse movimento e estabilizar o câmbio, o Banco Central elevou a taxa Selic para cerca de 25% ao ano. Os juros elevados encareceram empréstimos e financiamentos, restringindo o consumo e os investimentos.

O país ainda sentia os efeitos da crise energética de 2001, que havia provocado racionamento de eletricidade, enquanto o cenário internacional era marcado por tensões no Oriente Médio e pelo risco de guerra no Iraque — fatores que impulsionavam o preço do petróleo e aumentavam a aversão global ao risco.

Com isso, investidores retiravam recursos de mercados emergentes, pressionando ainda mais o câmbio brasileiro. Apesar das dificuldades, a desvalorização do real favoreceu as exportações e permitiu ao país encerrar o ano com um expressivo superávit comercial.

Para Marcos Crivelaro, esse contexto ajuda a explicar por que a percepção de que “tudo era mais barato” pode ser enganosa.

“O Brasil de 2002 era muito diferente. O dólar estava pressionado, os juros eram altíssimos, o crédito era escasso e a renda média da população era menor. Muitos produtos pareciam baratos, mas também eram mais difíceis de comprar”, afirma.

Enquanto milhões de brasileiros comemoravam o penta, o país vivia um período de incertezas econômicas e de transição política. Nas eleições daquele ano, Lula venceu José Serra (PSDB) e foi eleito presidente.

O governo que tomou posse em 2003 herdaria uma série de desafios, como controlar a alta dos preços, recuperar a confiança dos investidores, estimular a atividade econômica, administrar o aumento da dívida pública e a redução do fluxo de capitais estrangeiros.

Antes mesmo da eleição, porém, a gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) precisou recorrer novamente ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para enfrentar a turbulência financeira.

Em agosto de 2002, o Brasil negociou um pacote de ajuda de US$ 30,4 bilhões — o maior já aprovado pela instituição até então — com o objetivo de reforçar as reservas internacionais e assegurar que o país pudesse cumprir seus compromissos financeiros.

Naquele momento, o Brasil tinha cerca de US$ 37,8 bilhões em reservas internacionais e uma dívida externa de aproximadamente US$ 165 bilhões.

O acordo com o FMI veio acompanhado de compromissos de manutenção da disciplina fiscal e do controle da inflação, além de restaurar a confiança dos mercados em meio à volatilidade do câmbio e às incertezas do período eleitoral.

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O que a crise de 1929 pode nos ensinar sobre os perigos que a economia enfrenta hoje?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/06/2026 05:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa171.990 pts0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa171.990 pts0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa171.990 pts0,87%Oferecido por

Mensageiros de corretoras se aglomeram em torno de um jornal após a primeira quebra da bolsa de valores de Wall Street, em 24 de outubro de 1929 — Foto: Getty Images via BBC

Para muitos economistas, os indicadores atualmente registrados pela Bolsa de Valores de Nova York — e já há algum tempo — são desconcertantes.

Apesar de vários anos de conflito na Ucrânia e no Oriente Médio, com o fechamento repentino do estreito de Ormuz, que causou caos no mercado global de energia, o mercado de ações continua em alta.

Em fevereiro, o índice Dow Jones — que representa a média do valor das 30 maiores empresas americanas — ultrapassou sua máxima histórica de 50 mil pontos e agora em junho já havia ultrapassado os 52 mil.

No final de maio, o índice S&P 500 conseguiu manter uma alta sustentada no preço de suas ações por nove dias consecutivos — algo raro em Wall Street — e, graças à explosão da inteligência artificial, o índice Nasdaq continua a atingir recordes históricos.

Embora esse aumento possa, teoricamente, ser um bom sinal para a economia americana, alguns começam a traçar paralelos com os anos que antecederam a maior crise financeira da história: a quebra da Bolsa de Valores de 1929.

O podcast da BBC More or Less conversou com Andrew Ross Sorkin, autor de 1929: Por dentro da maior crise da história de Wall Street – e como ela abalou o mundo (Companhia das Letras) e Too Big to Fail (Grande demais para quebrar, em tradução livre) para analisar as semelhanças e diferenças entre a situação atual e o período anterior à quebra de 1929.

Sorkin ressalta como pessoas estavam se endividando para investir antes do crash de 1929 — Foto: Getty Images via BBC

BBC – Para aqueles de nós familiarizados com a história das finanças, nenhuma data é mais significativa do que 1929. Mas para aqueles que, felizmente, se esqueceram: o que foi a Grande Quebra da Bolsa de Valores de Wall Street?

Andrew Ross Sorkin – A Grande Quebra da Bolsa de Valores de 1929 é considerada a primeira e mais severa quebra da bolsa de valores dos EUA.

Surgiram os automóveis, o rádio e todo aquele entusiasmo pelas novas tecnologias que iriam mudar o mundo.

Além disso, foi a primeira vez que pessoas comuns puderam investir na bolsa de valores. Elas observaram o mercado subir constantemente. E, em outubro de 1929, ele quebrou; e quebrou com uma força tremenda.

BBC – Eu queria ter uma ideia da magnitude dessa quebra. Ela é chamada de "Grande Quebra". É correto dizer que foi a maior crise financeira da história? Existe alguma maneira de quantificá-la?

Sorkin – Acredito que, se analisarmos não apenas o ano de 1929, mas o período entre 1929 e 1933, observaremos uma queda de aproximadamente 90% no valor total do mercado.

Vale ressaltar que, curiosamente, em 1929 — apesar de todos nos lembrarmos daquele ano como uma grande quebra —, a bolsa de valores fechou com uma queda de apenas 17%.

Portanto, se alguém fechasse os olhos e simplesmente comparasse o início com o fim do ano, poderia pensar que nada havia acontecido; além daquela extraordinária queda de 50% que ocorreu em um momento em que pessoas comuns estavam investindo na bolsa de valores pela primeira vez, muitas vezes assumindo níveis consideráveis de dívida, em alguns casos com uma relação dívida/patrimônio líquido de 10 para 1.

BBC – Esse aspecto merece ser explorado mais a fundo. Então, se eu tiver US$ 100, pegar emprestado US$ 1 mil para comprar ações por esse valor e essas ações caírem para US$ 500, terei perdido cinco vezes mais dinheiro do que realmente possuía.

Sorkin – E você tem um grande problema. Isso explica o que considero o primeiro dominó em uma série de eventos que levam — como acabamos de mencionar — à queda de 90% até 1932 ou 1933.

A quebra da Bolsa de Valores de Nova York em 1929 teve um impacto imenso nas economias dos EUA e do mundo — Foto: Getty Images via BBC

BBC – Uma das suas funções, Andrew, é aparecer na televisão falando sobre finanças. E enquanto você fala, números aparecem na parte inferior da tela: se o mercado de ações está subindo ou caindo, o preço de ações individuais, o dólar, o petróleo bruto… Há uma disponibilidade de dados absolutamente onipresente.

É verdade que em 1929 já existia o teletipo, que imprimia os preços das ações, mas a situação era muito diferente.

Sorkin – Eu diria que a falta de dados — e, mais importante, a falta de dados em tempo real — não era apenas um problema.

Quando você vê aquelas famosas fotos em preto e branco de milhares de pessoas durante a Grande Depressão, reunidas em volta da Bolsa de Valores de Nova York — talvez você as tenha visto ao longo dos anos — você pode ter se perguntado: "O que eles estão fazendo? Por que todas essas pessoas estão na rua?"

Todas aquelas pessoas tinham ido a Wall Street para tentar descobrir, pessoalmente, o que havia acontecido com seu dinheiro.

Elas não sabiam quais eram os preços das ações. Porque se você estivesse em uma corretora — digamos, na Quinta Avenida, perto da Rua 40 — você poderia estar com três horas de atraso; e esqueça se você estivesse na Europa ou em um navio em algum lugar.

Então, uma das coisas que aconteceram foi que as pessoas perceberam o quão desincronizado estava o sistema de cotações das ações e disseram: "Vou vender tudo; não consigo nem participar disso."

Em outubro de 1929, o terror tomou conta dos investidores na Bolsa de Valores de Nova York — Foto: Getty Images via BBC

BBC – Existe alguma maneira de saber o quão vulnerável você está numa crise? Quero dizer, da perspectiva de um historiador, você pode analisar índices e gráficos, mas existe alguma maneira de perceber isso no momento em que acontece?

Para mim, a alavancagem do sistema é o fósforo que acende o fogo. É por isso que o que eu sempre observo — seja no momento ou em retrospectiva — é o quanto de dívida existe no sistema em um determinado momento, porque é isso que geralmente desencadeia a crise e frequentemente contribui para inflar o múltiplo.

Então, essa é outra coisa que você pode analisar: qual é o múltiplo em um determinado momento. Você pode usar a relação preço/lucro (P/L) ou qualquer outra métrica para tentar entender como uma ação está sendo avaliada em comparação com outras.

BBC – E quando falamos de "múltiplo", um exemplo clássico é simplesmente perguntar: quão cara está essa ação em relação aos lucros que a empresa gera? Se a empresa lucra US$ 1 por ano e a ação está cotada a US$ 10, o múltiplo é 10. Se a empresa lucra US$ 1 por ano por ação e a ação vale US$ 100, então o múltiplo é 100. Esforços têm sido feitos para traçar esses múltiplos preço/lucro (ou índices P/L) a longo prazo.

Sorkin – Se você observar os gráficos daquela época, verá que se parece com uma montanha; você consegue ver o pico. Olhando para trás, fica claro. Embora, se você estivesse lá na época, talvez não tivesse percebido que era o pico.

Sorkin – Exatamente. Você não sabe se está no topo da montanha ou se a montanha vai continuar crescendo… acima da linha das árvores, por assim dizer. Aliás, "montanhas" semelhantes podem ser vistas na década de 1970 e também no final da década de 1990.

'As pessoas vieram a Wall Street para tentar descobrir pessoalmente o que tinha acontecido com o seu dinheiro', explica Andrew Ross Sorkin. — Foto: Getty Images via BBC

BBC – Na verdade, gostaria de abordar esse tópico porque uma das razões pelas quais 1929 é tão interessante — é uma história fascinante como você a conta — é que também nos diz algo sobre o presente e outras crises. Se observarmos aquela "montanha", como o pico atingido em 1929 se compara, digamos, com a década de 1970, a bolha da internet ou mesmo os dias atuais?

Sorkin – Bem, parece alto, mas comparado a esses outros picos, é um pico mais baixo, por assim dizer.

No entanto, se analisarmos a evolução naquele período, vemos como ele sobe constantemente. E então vemos a queda, como uma verdadeira montanha-russa… embora eu esteja misturando metáforas agora.

BBC – Em 1929, o gráfico atinge um pico muito íngreme, um pouco acima de 30. Ou seja, o preço das ações equivale a 30 vezes a média dos lucros dos dez anos anteriores. Depois, cai e nunca mais se aproxima desse valor. Mais tarde, no final da década de 1990 e início dos anos 2000 — durante o boom da internet —, sobe ainda mais, ultrapassando a marca de 40. Depois, cai novamente. Agora, ultrapassou a marca de 40 mais uma vez. Esta é apenas a segunda vez na história que atingiu um nível superior ao pico anterior à quebra de 1929. Podemos tirar alguma conclusão disso?

Sorkin – Sem dúvida. Podemos concluir que é provável que, em algum momento — embora não saibamos quando —, haverá outra quebra.

Uma forte reavaliação dos preços das ações durante a década de 1970 levou à temida 'estagflação': alta inflação, baixo crescimento e desemprego em disparada. — Foto: Getty Images via BBC

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