RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Dólar inicia o dia de olho no petróleo e no cenário político do Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 09:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (18) em queda, recuando 0,37% na abertura, cotado a R$ 5,0539. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

Enquanto o petróleo sobe diante do impasse entre Estados Unidos e Irã, investidores locais monitoram novas investigações envolvendo o Banco Master e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

▶️ No exterior, os preços do petróleo avançam após o presidente Donald Trump afirmar que “o tempo está correndo” para Teerã em meio às negociações estagnadas para encerrar a guerra. Em publicação feita após conversa com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ele disse que o Irã precisa agir rapidamente “ou não sobrará nada deles”.

Por volta das 7h30, o petróleo Brent subia 0,91%, a US$ 110,25 por barril, enquanto o WTI avançava 1,26%, a US$ 102,29.

▶️ No Brasil, a Polícia Federal busca rastrear movimentações financeiras ligadas a estruturas nos EUA e esclarecer o destino de recursos solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência pelo Partido Liberal (PL), ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, para a produção do filme "Dark Horse" sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

▶️ Documentos indicam a previsão de aportes de cerca de R$ 134 milhões para o projeto. Parte dos recursos teria sido transferida pela Entre Investimentos, empresa ligada a Vorcaro, para o Havengate Development Fund LP, no Texas. O fundo é administrado por Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL).

O episódio amplia a cautela dos investidores ao levantar dúvidas sobre a capacidade da oposição de lançar uma candidatura competitiva contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com isso, ganham força as apostas de menor alternância no poder, o que influencia as expectativas em relação ao ajuste das contas públicas e pode pressionar o dólar e a bolsa.

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República, admitiu ter pedido recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, projeto sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

🗣️ Em áudio revelado pelo site The Intercept Brasil — cuja existência e conteúdo foram confirmados pela TV Globo junto a investigadores e pessoas com acesso às informações —, o senador solicita US$ 24 milhões, valor que correspondia, à época, a cerca de R$ 134 milhões. Posteriormente, Flávio confirmou o envio da mensagem e afirmou que não cometeu qualquer irregularidade.

O episódio ganhou repercussão porque, até então, o senador vinha negando envolvimento nas tratativas. Ao mesmo tempo, intensificou críticas públicas ao Banco Master e defendia a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o escândalo envolvendo a instituição.

A Polícia Federal apura se recursos ligados a Vorcaro teriam sido usados para custear despesas do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro nos EUA. Segundo a investigação, o filme pode ter servido como justificativa formal para a transferência dos valores.

Os investigadores buscam esclarecer se o dinheiro foi efetivamente destinado à produção audiovisual, se houve desvio de finalidade ou se parte dos recursos acabou sendo usada para financiar a permanência de Eduardo no exterior.

A repercussão do caso também afetou os mercados financeiros na quarta-feira. O dólar subiu 2,31% e encerrou o dia cotado a R$ 5,0085, enquanto o Ibovespa recuou 1,80%, aos 177.098 pontos.

▶️ Investidores avaliam que a controvérsia pode desgastar a imagem de Flávio Bolsonaro e reduzir suas chances na disputa presidencial. Essa percepção alterou as expectativas sobre uma eventual mudança de governo e seus possíveis impactos sobre as contas públicas, pressionando o câmbio e contribuindo para a queda da bolsa.

Os preços do petróleo operavam em forte alta nesta sexta-feira (15), mesmo após o encontro entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, em Pequim.

O mercado segue preocupado com os riscos para o fornecimento global de energia diante das tensões no Oriente Médio e da situação no Estreito de Ormuz.

Apesar do tom conciliador adotado por Trump e Xi durante a reunião, investidores continuam atentos aos impactos da crise envolvendo Irã e EUA.

Em comunicado divulgado no encerramento da visita da comitiva americana à China, Pequim pediu uma trégua duradoura no Oriente Médio e a reabertura imediata das rotas marítimas na região.

O governo chinês alertou que o conflito pressiona o crescimento econômico global, as cadeias de suprimentos e o abastecimento de energia. O Estreito de Ormuz, citado nas conversas entre os líderes, é uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

Ainda assim, o encontro não foi suficiente para aliviar totalmente as preocupações do mercado com possíveis interrupções no fluxo global de petróleo. Paralelamente, temas sensíveis entre China e EUA continuam sem solução, com poucos acordos concretos.

Em Nova York, os principais índices de Wall Street fecharam no vermelho. O Dow Jones recuou 1,07%, aos 49.526,11 pontos. O S&P 500 caiu 1,24%, aos 7.408,50 pontos, enquanto o Nasdaq, mais concentrado em empresas de tecnologia, teve baixa de 1,54%, aos 26.225,15 pontos.

Na Europa, o movimento também foi de perdas. O índice pan-europeu STOXX 00 fechou em queda de 1,5%, em 606,92 pontos.

Em Londres, o FTSE 100 recuou 1,71%, a 10.195,37 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 1,60%, a 7.952,55 pontos. Já em Frankfurt, o DAX caiu 2,07%, a 23.950,57 pontos.

Na Ásia, os mercados encerraram o pregão em baixa. Em Xangai, o índice Shanghai Composite caiu 1,02%, aos 4.135 pontos. O CSI 300, que reúne as maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, recuou 1,12%, aos 4.859 pontos.

Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 1,62%, aos 25.962 pontos. Já em Tóquio, o Nikkei caiu 2%, aos 1.245 pontos.

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Mercado eleva estimativa de inflação pela 10ª semana seguida em 2026 e vê espaço menor para corte de juros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 09:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%Oferecido por

Analistas do mercado financeiro elevaram mais uma vez sua estimativa para a inflação em 2026. Esta é décima semana seguida de aumento.

As expectativas fazem parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (4) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo — que opera, nesta segunda, acima de US$ 110 — e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado continuou em 1,85%.

Os economistas do mercado financeiro elevaram novamente sua estimativa para a inflação em 2026. Esta é décima semana seguida de aumento.

As expectativas fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (18) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

Os economistas também passaram a ver um espaço menor para o corte de juros neste ano (veja mais abaixo nessa reportagem).

A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo — que opera, nesta segunda, acima de US$ 110 — e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

➡️ Para 2026, a estimativa subiu de 4,91% para 4,92%;➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu em 4%;➡️ Para 2028, a previsão subiu de 3,64% para 3,65%;➡️ Para 2029, a estimativa permaneceu em 3,50%.

Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.

🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.

Preço do barril de petróleo cai após declaração de Trump de que guerra no Oriente Médio está perto do fim — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros.

Porém, a estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 subiu de 13% para 13,25% ao ano na última semana, embutindo uma redução menor no decorrer do ano.Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 11,25% ao ano.Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado continuou em 1,85%.

O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia.

O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar.

Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos caiu de R$ 5,30 para R$ 5,27 por dólar.

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Dólar abre em alta com mercado atento ao cenário eleitoral no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/05/2026 09:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta sexta-feira (15) de olho no cenário interno e externo. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

O mercado ainda digeria os desdobramentos da divulgação de áudios que associam o senador Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro, enquanto acompanhava uma nova operação ligada ao caso Master e o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, na China.

▶️ Pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro é visto por parte do mercado como um nome capaz de promover mudanças na política econômica. A associação ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao escândalo envolvendo o caso Master, porém, pode representar um obstáculo em sua corrida eleitoral, aumentando as incertezas no cenário político doméstico.

🔎 Entre investidores, a avaliação é de que o episódio pode reduzir as chances de alternância no governo, afetando as expectativas para o ajuste nas contas públicas. Com isso, ontem, o Ibovespa caiu 1,8%, enquanto o dólar subiu mais de 2%, voltando ao patamar de R$ 5. Hoje, porém, o mercado se acomodou após a forte reação da véspera, com recuperação moderada.

▶️ Ainda no caso Master, a Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira, Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, durante uma nova fase da Operação Compliance Zero. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão.

▶️ No exterior, os mercados acompanham o encontro entre Xi Jinping e Donald Trump, em meio a sinais de aproximação diplomática entre China e Estados Unidos. Os dois trocaram elogios e indicaram disposição para ampliar a cooperação entre os países. Trump chamou Xi de “amigo” e o convidou para uma visita oficial aos EUA em setembro.

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República, admitiu ter pedido recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, projeto sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

🗣️ Em áudio revelado pelo site The Intercept Brasil — cuja existência e conteúdo foram confirmados pela TV Globo junto a investigadores e pessoas com acesso às informações —, o senador solicita US$ 24 milhões, valor que correspondia, à época, a cerca de R$ 134 milhões. Posteriormente, Flávio confirmou o envio da mensagem e afirmou que não cometeu qualquer irregularidade.

O episódio ganhou repercussão porque, até então, o senador vinha negando envolvimento nas tratativas. Ao mesmo tempo, intensificou críticas públicas ao Banco Master e defendia a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o escândalo envolvendo a instituição.

A Polícia Federal apura se recursos ligados a Vorcaro teriam sido usados para custear despesas do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro nos EUA. Segundo a investigação, o filme pode ter servido como justificativa formal para a transferência dos valores.

Os investigadores buscam esclarecer se o dinheiro foi efetivamente destinado à produção audiovisual, se houve desvio de finalidade ou se parte dos recursos acabou sendo usada para financiar a permanência de Eduardo no exterior.

A repercussão do caso também afetou os mercados financeiros na quarta-feira. O dólar subiu 2,31% e encerrou o dia cotado a R$ 5,0085, enquanto o Ibovespa recuou 1,80%, aos 177.098 pontos.

▶️ Investidores avaliam que a controvérsia pode desgastar a imagem de Flávio Bolsonaro e reduzir suas chances na disputa presidencial. Essa percepção alterou as expectativas sobre uma eventual mudança de governo e seus possíveis impactos sobre as contas públicas, pressionando o câmbio e contribuindo para a queda da bolsa.

A visita do presidente dos EUA, Donald Trump à China segue no centro das atenções dos mercados financeiros nesta quarta-feira.

O encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, o primeiro bilateral entre os dois países desde 2017, é acompanhado de perto por investidores devido ao seu potencial de influenciar a relação entre as duas maiores economias do mundo e, consequentemente, os rumos do comércio global.

Durante a visita a Pequim, Trump adotou um discurso conciliador. O presidente americano afirmou enxergar um “futuro fantástico” para a relação entre os dois países, disse ter uma “relação fantástica” com Xi e declarou que os laços entre EUA e China “serão melhores do que nunca”.

Ele também elogiou a recepção oficial, chamou o líder chinês de “amigo” e o convidou para uma visita oficial aos Estados Unidos em setembro.

Na avaliação do mercado, o tom amistoso é interpretado como um sinal positivo, pois ajuda a reduzir, ao menos no curto prazo, o temor de novos atritos entre Washington e Pequim.

Entre os principais temas em discussão estão a possível prorrogação da trégua na guerra tarifária, as tensões envolvendo o Irã, a questão de Taiwan e a disputa tecnológica em áreas como inteligência artificial e produção de semicondutores.

Casa Branca diz que reunião Trump-Xi foi 'boa', mas não menciona TaiwanReunião entre Xi e Trump tem alerta de conflito entre EUA e China e promessa de 'portas abertas'

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta quinta-feira (14), impulsionadas principalmente pelo avanço das ações da Nvidia, que saltaram mais de 4% em meio à cúpula entre EUA e China.

Os papéis da empresa ganharam força após a agência Reuters informar que o governo americano autorizou cerca de dez empresas chinesas a comprarem o H200, o segundo chip mais poderoso da Nvidia.

O índice Dow Jones subiu 0,75%, aos 50.063,46 pontos. O S&P 500 avançou 0,77%, para 7.501,39 pontos, enquanto o Nasdaq, que concentra empresas de tecnologia, teve alta de 0,88%, aos 26.635,22 pontos.

Na Europa, o desempenho também foi positivo. O índice STOXX 600, que reúne ações de diversos países do continente, terminou em alta de 0,76%, AOS 616,04 pontos, após ter avançado 0,8% no pregão anterior.

Entre as principais bolsas europeias, o FTSE 100, de Londres, registrou alta de 0,46%, a 10.372,93 pontos. Em Paris, o índice CAC 40 ganhou 0,93%, a 8.082,27 pontos. Já em Frankfurt (DAX), o avanço foi mais forte, de 1,32%, a 24.456,26 pontos.

Na Ásia, o dia foi de queda nos mercados chineses e no Japão. Em Xangai, o principal índice recuou 1,52%, aos 4.177 pontos. O CSI 300, que reúne as maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, caiu 1,68%, para 4.914 pontos.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng terminou praticamente estável, aos 26.389 pontos. Em Tóquio, o Nikkei encerrou o pregão com baixa de 0,98%, aos 62.654 pontos

Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. — Foto: Tatan Syuflana/ AP

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Inflação na Argentina desacelera para 2,6% em abril e acumula 32,4% em 12 meses

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 19:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%Oferecido por

Os dados da série histórica do Indec mostram que o índice oficial de preços da Argentina apresentou forte melhora no ritmo mensal ao longo de 2024, primeiro ano da gestão Milei.

A inflação na Argentina foi de 2,6% em abril, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgado nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec).

O resultado representa uma forte desaceleração em relação aos 3,4% registrados em março. No acumulado em 12 meses até abril, o indicador ficou em 32,4%, abaixo dos 32,6% registrados no mês anterior.

Os setores com maiores altas em abril foram transporte (4,4%) e educação (4,2%). Na sequência, aparecem comunicação (4,1%), habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis (3,5%), vestuário e calçados (3,2%) e equipamentos e manutenção do lar (2,9%).

Os dados da série histórica do Indec mostram que o índice oficial de preços da Argentina apresentou forte melhora no ritmo mensal ao longo de 2024, primeiro ano da gestão Milei.

Em 2025, no entanto, a taxa mensal permaneceu entre 2% e 3%, com poucas leituras abaixo de 2%. O cenário se tornou menos favorável a partir de maio, quando os números passaram a indicar uma aceleração gradual da inflação, evidenciando os desafios do governo de Javier Milei para reduzir o índice de forma consistente.

A Argentina passou por um forte ajuste econômico sob o comando de Milei. No segundo semestre de 2025, uma crise política afetou as expectativas, e o líder argentino buscou o apoio de Donald Trump, nos Estados Unidos, para conter a instabilidade nos mercados e no câmbio. (leia mais abaixo)

A Argentina, que já vinha enfrentando uma forte recessão, passa por uma ampla reforma econômica. Após tomar posse, em dezembro de 2023, Milei decidiu paralisar obras federais e interromper o repasse de dinheiro para os estados.

Foram retirados subsídios às tarifas de água, gás, luz, transporte público e serviços essenciais. Com isso, houve um aumento expressivo nos preços ao consumidor.

O país também observou uma intensificação da pobreza no primeiro semestre de 2024, com 52,9% da população nessa situação. No segundo semestre de 2025, o percentual caiu para 28,2%, no menor nível em sete anos.

Enquanto isso, o presidente conseguiu uma sequência de superávits (arrecadação maior do que gastos) e retomada da confiança de parte dos investidores.

No terceiro trimestre de 2025, no entanto, Milei passou a enfrentar uma forte crise política após um escândalo envolvendo Karina Milei, secretária-geral da Presidência e irmã do presidente.

Um áudio gravado por um ex-aliado de Javier Milei, no qual Karina é acusada de corrupção, vazou para a imprensa e está sendo investigado pela Justiça. Leia mais aqui.

Em meio à crise, Javier Milei sofreu uma dura derrota, em setembro, nas eleições da província de Buenos Aires — a mais importante da Argentina, que concentra quase 40% do eleitorado nacional.

Os reflexos foram sentidos no mercado: os títulos públicos, as ações das empresas e o peso argentino despencaram um dia após o pleito.

Com o resultado, a moeda argentina atingiu seu menor valor histórico até então, cotada a 1.423 por dólar. Ao longo de 2025, o peso derreteu quase 40% frente ao dólar, encerrando a 1.451,50, em um cenário bastante prejudicial para a inflação.

Diante do cenário, Milei viu sua popularidade despencar nas pesquisas mais recentes, com desaprovação de 64,5%, segundo dados da consultoria Zuban Córdoba.

O pessimismo no mercado surgiu após investidores demonstrarem preocupação de que o governo de Javier Milei não conseguiria avançar com sua agenda de cortes de gastos e reestruturação das contas públicas na Argentina.

A partir de então, ocorreram sucessivas quedas do peso em relação ao dólar, levando o Banco Central da Argentina a retomar intervenções no câmbio para controlar a disparada da moeda norte-americana. (leia mais abaixo)

A volatilidade só começou a ceder depois que o governo dos EUA anunciou apoio à Argentina. Em 20 de outubro, os países oficializaram um acordo de swap cambial de US$ 20 bilhões. Além disso, foi prometido outro incentivo do mesmo valor, elevando o socorro financeiro para US$ 40 bilhões.

Na prática, as medidas aumentam o volume de dólares nas reservas argentinas e buscam recuperar a confiança dos investidores.

Após a confirmação do apoio financeiro pelo governo de Donald Trump, Javier Milei obteve, em 26 de outubro, uma vitória importante nas eleições para a Câmara dos Deputados e o Senado, o que ajudou a conter a disparada do dólar — e pode garantir a continuidade das reformas do atual governo.

Milei anunciou pacote de medidas para tentar aumentar a circulação de dólares na economia argentina — Foto: Agustin Marcarian/Reuters

No início do governo Milei, a melhora nos indicadores econômicos fez com que o líder alcançasse, em 11 abril, um acordo de US$ 20 bilhões em empréstimos junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI). A primeira parcela, de US$ 12 bilhões, foi disponibilizada ao país poucos dias depois.

O repasse dos recursos representa um voto de confiança do fundo internacional no programa econômico do presidente argentino. Os valores anunciados se somam a dívidas antigas do país junto ao FMI, que já superavam os US$ 40 bilhões.

Nesse cenário, reduzir a inflação é fundamental para o governo do líder argentino, que deseja eliminar completamente os controles de capitais que prejudicam os negócios e os investimentos. Para isso, Milei quer que a inflação permaneça abaixo de 2% ao mês.

Logo após o acordo com o FMI, o banco central da Argentina anunciou uma redução dos controles cambiais, o chamado “cepo”. A flexibilização determinou o fim da paridade fixa para o peso argentino e introduziu o "câmbio flutuante" — quando o valor da moeda é determinado pela oferta e demanda do mercado.

Com isso, o governo de Javier Milei passou a ensaiar o fim do sistema de restrição cambial que estava em vigor desde 2019, limitando a compra de dólares e outras moedas estrangeiras pelos argentinos. A deterioração recente nos mercados, porém, fez o país voltar a intervir no câmbio. (leia abaixo)

Ao longo do último ano, o governo e o Banco Central da Argentina lançaram medidas de naturezas monetária, fiscal e cambial para injetar dólar no país, com o objetivo de fortalecer o cumprimento do acordo com o FMI para a recuperação econômica.

Em maio de 2025, o governo também anunciou sua decisão de permitir que os cidadãos utilizem dólares mantidos fora do sistema financeiro — ou seja, guardados "debaixo do colchão" — sem a obrigatoriedade de declarar a origem dos recursos.

Em 10 de junho, lançou medidas como a flexibilização no uso de pesos e dólares no mercado de títulos públicos e um plano de captação de empréstimo de US$ 2 bilhões com emissões de títulos. Além disso, se comprometeu a reduzir a emissão de moeda pelo BC.

Já na semana anterior às eleições de Buenos Aires — e em meio à forte queda do peso frente ao dólar —, o governo de Milei anunciou sua intervenção no mercado de câmbio.

O secretário de Finanças, Pablo Quirno, afirmou em 2 de setembro que o Tesouro Nacional atuaria diretamente na compra e venda de dólares para garantir oferta suficiente e evitar desvalorizações abruptas.

O objetivo do governo é estabilizar a inflação, reforçar as reservas comerciais, melhorar o câmbio e atrair investimentos, enquanto avança no rigoroso ajuste econômico promovido por Milei.

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Dólar inicia o dia atento ao cenário político no Brasil e ao encontro entre Xi e Trump

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 09:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (14) de olho no cenário interno e externo. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

▶️ No Brasil, o noticiário repercute a revelação de áudios que ligam o senador Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro. O parlamentar, pré-candidato à Presidência, era visto por investidores como um nome capaz de promover mudanças na política econômica. O caso adiciona incerteza ao cenário político doméstico.

🔎 No mercado financeiro, a leitura dos investidores é de que o episódio pode reduzir as chances de mudança de governo, influenciando expectativas sobre ajustes fiscais. Ontem, a bolsa caiu 1,8% e o dólar subiu mais de 2%, voltando à casa dos R$ 5.

▶️ Ainda sobre o caso Master, a Polícia Federal prendeu Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, durante nova fase da Operação Compliance Zero. A operação cumpriu sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão.

As investigações apuram fraudes financeiras e a atuação de grupos suspeitos de coerção, obtenção de informações sigilosas e invasão de dispositivos.

▶️ No exterior, os mercados observam o encontro entre Xi Jinping e Donald Trump em Pequim, em meio a sinais de aproximação diplomática entre China e Estados Unidos.

Em um banquete em homenagem ao presidente norte-americano, os dois trocaram elogios e sinalizaram parceria. Trump chamou Xi de “amigo” e o convidou para uma visita oficial aos Estados Unidos em 24 de setembro.

A viagem do presidente americano, Donald Trump, com um grupo de executivos para a China fica no centro das atenções dos mercados financeiros nesta quarta-feira. Esse é o primeiro encontro bilateral entre os dois países desde 2017.

O encontro do republicano com o presidente chinês, Xi Jinping, acontece em meio a tensões ente as duas principais potências econômicas do mundo — incluindo acusações de Trump de que a China estaria realizando testes nucleares.

O principal objetivo da visita, segundo já afirmou o presidente dos EUA, é tentar fazer com que a China abra mais seu mercado para empresas americanas, mas outros temas também devem ganhar destaque durante a estadia de Trump em Pequim. Entre eles:

a prorrogação da trégua alcançada em outubro na guerra das tarifas;a guerra com o Irã — Trump quer pressionar Pequim a utilizar sua influência para contribuir para uma saída da crise no Golfo;a relação dos dois países com Taiwan;a disputa sobre inteligência artificial e a produção de chips, entre outros.

ENTENDA: por que Taiwan é tão importante na disputa de poder entre EUA e China?Por que encontro entre Trump e Xi deve definir relação entre superpotências

As chances de um cessar-fogo entre Irã e os EUA diminuíram após Donald Trump afirmar que a trégua está “respirando por aparelhos”.

O Irã rejeitou a proposta americana para encerrar o conflito e exigiu o fim da guerra, compensações pelos danos e o fim do bloqueio naval dos EUA.

🔎As tensões na região continuam a mexer com os preços do petróleo no mercado internacional: o barril do Brent ultrapassou US$ 107 com o temor de interrupções no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás.

Autoridades iranianas mantiveram o tom duro e afirmaram que o país pode ampliar seu programa nuclear caso volte a ser atacado.

Enquanto isso, os EUA anunciaram novas sanções contra empresas e pessoas acusadas de ajudar o Irã a vender petróleo para a China.

O cenário político brasileiro também fica no radar, em meio à proximidade cada vez maior das eleições presidenciais, que acontecem em outubro neste ano.

Uma nova pesquisa da Quaest, divulgada hoje, mostrou o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) empatados tecnicamente em um cenário de 2º turno. Lula voltou a ficar à frente numericamente, com 42% das intenções de voto. Flávio tem 41%.

Na pesquisa anterior da Quaest, de abril, era o senador quem aparecia à frente. Em março, eles estavam numericamente empatados, com 41% cada. O presidente tinha uma vantagem de dez pontos em dezembro, que depois caiu para sete pontos e janeiro e cinco em fevereiro.

"É o terceiro mês consecutivo em que vemos um empate técnico entre Lula e Flávio. As movimentações acontecem todas na margem de erro, sugerindo um cenário bastante competitivo até aqui", afirmou o diretor da Quaest, Felipe Nunes.

Além disso, o presidente Lula anunciou, ontem, o fim da chamada taxa das blusinhas. O termo é utilizado para se referir ao imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, cobrado através do programa Remessa Conforme.

A medida não muda regras do ICMS, um imposto estadual que também é cobrado nessas compras. Em abril, dez estados elevaram a alíquota do ICMS para essas compras de 17% para 20%.

A cobrança foi iniciada em agosto de 2024, após aprovação de uma lei pelo Congresso Nacional, que foi sancionada por Lula. Empresas brasileiras que competem com os produtos importados defendiam a manutenção da taxa.

A mudança foi vista como uma medida eleitoreira e coloca atenção ao quadro fiscal do país, uma vez que também representa uma perda de arrecadação para o governo.

Em Wall Street, os três principais índices americanos fecharam sem direção única nesta quarta-feira (13), conforme investidores repercutiam novos dados de inflação ao produtor nos EUA.

Os dados vieram acima do esperado e voltaram a reforçar a perspectiva de que o Federal reserve (Fed, o banco central dos EUA) deve manter os juros elevados por mais tempo.

Já na Europa, as principais bolsas fecharam em alta. O índice alemão DAX subiu 0,76%, enquanto o francês CAC 40 avançou 0,35%. Já o FTSE 100, de Londres, avançou 0,58%.

Na Ásia as ações de Xangai atingiram as máximas em 11 anos nesta quarta-feira, conforme investidores aproveitavam a queda antecipada do setor de tecnologia antes da reunião entre os líderes dos EUA e da China.

O índice Shangai Composite subiu 0,7%, atingindo o nível mais alto desde julho de 2015. Já em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 0,2%, e o japonês Nikkei teve ganhos de 0,8%.

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Dívida e juros: por que deixar para pagar depois custa tão caro?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 03:46

g1 explica Dívida e juros: por que deixar para pagar depois custa tão caro? No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

Uma dívida pequena, como uma fatura atrasada ou uma conta deixada para depois, pode rapidamente se transformar em um problema difícil de controlar. Isso ocorre porque, ao atrasar ou parcelar o pagamento, o valor passa a crescer com a incidência de juros.

Esse crescimento é conhecido como “juros sobre juros”, quando a taxa incide sobre um valor que já foi corrigido anteriormente. Com o tempo, a dívida pode aumentar de forma acelerada, especialmente em casos de taxas altas, pagamento apenas do mínimo ou adiamento.

Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

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Dólar abre em alta com mercado de olho em dados de inflação no Brasil e nos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/05/2026 10:07

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,891-0,06%Dólar TurismoR$ 5,092-0,05%Euro ComercialR$ 5,761-0,08%Euro TurismoR$ 6,010-0,07%B3Ibovespa181.909 pts-1,19%MoedasDólar ComercialR$ 4,891-0,06%Dólar TurismoR$ 5,092-0,05%Euro ComercialR$ 5,761-0,08%Euro TurismoR$ 6,010-0,07%B3Ibovespa181.909 pts-1,19%MoedasDólar ComercialR$ 4,891-0,06%Dólar TurismoR$ 5,092-0,05%Euro ComercialR$ 5,761-0,08%Euro TurismoR$ 6,010-0,07%B3Ibovespa181.909 pts-1,19%Oferecido por

O dólar abre esta terça-feira (12) em alta de 0,21%, cotado a R$ 4,9018 por volta das 9h08, com investidores atentos aos dados de inflação ao consumidor de abril no Brasil e nos Estados Unidos. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começa o pregão às 10h.

▶️ O IBGE divulgou os dados da inflação oficial do Brasil referentes a abril. O índice desacelerou para 0,67% no mês, mas os alimentos continuam sendo a principal pressão sobre os preços ao consumidor. (veja mais abaixo)

▶️Já nos EUA, o governo divulga os números da inflação ao consumidor de abril. Os dados são acompanhados pelo mercado porque podem influenciar decisões sobre juros no país.

▶️Os investidores também devem repercutir o balanço financeiro da Petrobras. O resultado, divulgado na segunda (10), ainda reflete apenas parte da alta do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio.

▶️E a guerra no Oriente Médio segue elevando a tensão entre Irã, Israel e os EUA. Teerã pediu o fim do conflito e garantias contra novos ataques, enquanto o presidente Donald Trump classificou a resposta iraniana como “inaceitável” antes de viajar para a China para se reunir com Xi Jinping.

A inflação oficial do Brasil desacelerou em abril, mas os alimentos continuam pesando no bolso do consumidor. O índice ficou em 0,67% no mês, abaixo dos 0,88% registrados em março, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Os maiores aumentos vieram dos grupos de alimentação e bebidas, que subiu 1,34%, e saúde e cuidados pessoais, com alta de 1,16%. Juntos, eles responderam por cerca de 67% da inflação de abril.

Entre os outros grupos, habitação avançou 0,63%, vestuário 0,52% e transportes teve alta mais leve, de 0,06%.

A Petrobras teve lucro de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 7,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

A alta do preço do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra no Oriente Médio, ajudou os resultados da empresa.

A petroleira também aumentou a produção de petróleo e as vendas de combustíveis, como diesel e gasolina.

💰Além disso, a estatal aprovou o pagamento de R$ 9 bilhões em dividendos aos acionistas, o equivalente a R$ 0,70 por ação.

As chances de um cessar-fogo entre Irã e os EUA diminuíram após Donald Trump afirmar que a trégua está “respirando por aparelhos”.

O Irã rejeitou a proposta americana para encerrar o conflito e exigiu o fim da guerra, compensações pelos danos e o fim do bloqueio naval dos EUA.

🔎A tensão também elevou o preço do petróleo: o barril do Brent ultrapassou US$ 107 com o temor de interrupções no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás.

Autoridades iranianas mantiveram o tom duro e afirmaram que o país pode ampliar seu programa nuclear caso volte a ser atacado.

Enquanto isso, os EUA anunciaram novas sanções contra empresas e pessoas acusadas de ajudar o Irã a vender petróleo para a China.

Trump deve chegar à China nesta quarta-feira (13) para se reunir com Xi Jinping, e a crise no Oriente Médio deve estar entre os temas discutidos

As bolsas da Ásia fecharam mistas nesta terça-feira, com investidores atentos ao encontro entre Donald Trump e Xi Jinping nesta semana.

Na China, os índices recuaram após fortes altas recentes: Xangai caiu 0,25% e Hong Kong perdeu 0,22%. Já o Japão avançou 0,52%. A maior queda foi na Coreia do Sul, onde o índice Kospi recuou 2,29%.

Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. — Foto: Tatan Syuflana/ AP

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IPCA: inflação desacelera para 0,67% em abril, mas alimentos seguem como principal pressão

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/05/2026 10:07

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,891-0,06%Dólar TurismoR$ 5,092-0,05%Euro ComercialR$ 5,761-0,08%Euro TurismoR$ 6,010-0,07%B3Ibovespa181.909 pts-1,19%MoedasDólar ComercialR$ 4,891-0,06%Dólar TurismoR$ 5,092-0,05%Euro ComercialR$ 5,761-0,08%Euro TurismoR$ 6,010-0,07%B3Ibovespa181.909 pts-1,19%MoedasDólar ComercialR$ 4,891-0,06%Dólar TurismoR$ 5,092-0,05%Euro ComercialR$ 5,761-0,08%Euro TurismoR$ 6,010-0,07%B3Ibovespa181.909 pts-1,19%Oferecido por

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,67% em abril, segundo dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado mostra uma desaceleração em relação a março, quando os preços haviam avançado 0,88%.

Já na comparação com os últimos 12 meses, a trajetória foi de aceleração: a inflação passou de 4,14% até março para 4,39% em abril. No mesmo mês do ano passado, o IPCA havia registrado variação mensal de 0,43%.

🎯 Mesmo com esse resultado, o índice segue dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2026, o objetivo é manter o IPCA em 3%, com limite máximo de 4,5%. Desde o ano passado, essa meta passou a ser contínua — isso significa que o cumprimento é acompanhado mês a mês com base na inflação acumulada em 12 meses.

O grupo Alimentação e bebidas foi o que mais pressionou a inflação de abril, respondendo sozinho por 0,29 ponto percentual do IPCA. Na sequência, apareceu Saúde e cuidados pessoais, com impacto de 0,16 ponto percentual.

Juntos, os dois grupos concentraram a maior parte da alta dos preços no mês e foram responsáveis por cerca de dois terços (67%) do resultado do índice.

Segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA no IBGE, a pressão dos alimentos refletiu uma combinação de menor oferta de alguns produtos e aumento nos custos de transporte.

“Os combustíveis sendo mais caros acabam influenciando o preço do frete. E, chegando no transporte, obviamente isso chega para o consumidor final no preço que ele vai pagar lá no balcão.”

Alimentação e bebida: 1,34%;Habitação: 0,63%;Artigos de residência: 0,65%;Vestuário: 0,52%;Transportes: 0,06%;Saúde e cuidados pessoais: 1,16%;Despesas pessoais: 0,35%;Educação: 0,06%;Comunicação: 0,57%.

O grupo Alimentação e bebidas subiu 1,34% em abril e acumula alta de 3,44% nos quatro primeiros meses de 2026, mantendo-se como o principal fator de pressão sobre a inflação no período.

Dentro de casa, os preços dos alimentos consumidos no domicílio avançaram 1,64%. As maiores altas foram registradas em produtos bastante presentes no dia a dia dos brasileiros:

🥕 Cenoura: +26,63%🥛 Leite longa vida: +13,66%🧅 Cebola: +11,76%🍅 Tomate: +6,13%🥩 Carnes: +1,59%

Já a alimentação fora do domicílio — que inclui gastos com restaurantes, lanchonetes e estabelecimentos semelhantes — teve alta de 0,59% em abril.

Os lanches continuaram subindo, mas em ritmo um pouco menor, passando de 0,89% em março para 0,71% em abril. No caso das refeições, como almoços e jantares, a variação foi de 0,49% para 0,54% no mesmo período.

O grupo Saúde e cuidados pessoais subiu 1,16% em abril, tornando-se o segundo principal fator de pressão sobre a inflação no mês.

No caso dos medicamentos, o avanço dos preços ocorreu após a autorização para reajustes de até 3,81%, em vigor desde 1º de abril.

Já os produtos de higiene pessoal também contribuíram para elevar o índice, com destaque para os perfumes, que registraram a maior alta dentro dessa categoria.

Consumidores estão sentindo no bolso o aumento no preço dos alimentos em supermercados. — Foto: Rede Amazônica

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Crise financeira, dívida e juros altos: o que a situação da Cosan tem a ver com o IPO da Compass

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/05/2026 04:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,891-0,06%Dólar TurismoR$ 5,092-0,05%Euro ComercialR$ 5,761-0,08%Euro TurismoR$ 6,010-0,07%B3Ibovespa181.909 pts-1,19%MoedasDólar ComercialR$ 4,891-0,06%Dólar TurismoR$ 5,092-0,05%Euro ComercialR$ 5,761-0,08%Euro TurismoR$ 6,010-0,07%B3Ibovespa181.909 pts-1,19%MoedasDólar ComercialR$ 4,891-0,06%Dólar TurismoR$ 5,092-0,05%Euro ComercialR$ 5,761-0,08%Euro TurismoR$ 6,010-0,07%B3Ibovespa181.909 pts-1,19%Oferecido por

A Compass, empresa de gás e energia que tem participação na Comgás, estreou nesta segunda-feira (11) na bolsa brasileira.

A operação marca mais uma tentativa da Cosan, sua controladora, de enfrentar a crise financeira que prejudica seus resultados há mais de dois anos.

O início da crise na Cosan, holding brasileira de infraestrutura e energia, foi silencioso e começou com uma série de decisões estratégicas tomadas pela antiga gestão entre o fim de 2022 e o início de 2023.

Naquele momento, a empresa já enfrentava alto endividamento para financiar investimentos em expansão e aquisições. E rapidamente o modelo de negócio não se mostrou sustentável.

Em 2024, as dívidas começaram a pesar, e a empresa passou a enfrentar problemas financeiros, estratégicos e operacionais.

A Compass, empresa de gás e energia que tem participação na Comgás, estreou nesta segunda-feira (11) na bolsa brasileira. A operação marca mais uma tentativa da Cosan, sua controladora, de enfrentar a crise financeira que prejudica seus resultados há mais de dois anos.

O início da crise na Cosan, holding brasileira de infraestrutura e energia, foi silencioso e começou com uma série de decisões estratégicas tomadas pela antiga gestão entre o fim de 2022 e o início de 2023.

Naquele momento, a empresa já enfrentava alto endividamento para financiar investimentos em expansão e aquisições. E rapidamente o modelo de negócio não se mostrou sustentável.

Em 2024, as dívidas começaram a pesar, e a empresa passou a enfrentar problemas financeiros, estratégicos e operacionais.

A estratégia de usar dívida como ferramenta de investimento explica parte dos problemas atuais da Cosan. Um dos episódios mais marcantes ocorreu no quarto trimestre de 2022, quando a empresa decidiu comprar uma participação relevante na Vale.

A ideia era investir em empresas consolidadas que atuam em setores nos quais o Brasil tem vantagem competitiva. Para isso, a dívida bruta da companhia subiu 30%, para R$ 70,7 bilhões.

A expectativa era ganhar com a valorização das ações e o recebimento de dividendos da Vale, além de conquistar alguma influência estratégica nas decisões da mineradora.

Mas o desempenho da Vale foi fraco em 2024. As ações da empresa caíram 23,2% no ano, por conta do recuo de 15% no preço do minério de ferro no mercado internacional.

Além disso, a alta da taxa básica de juros no país também prejudicou a Cosan. A dívida contraída para comprar a participação na Vale ficou mais cara, e o investimento passou a gerar mais custos do que retorno.

Com isso, a Cosan não demorou a anunciar uma “adequação” na participação na Vale. Em abril de 2024, a companhia vendeu mais de 33 milhões de ações da mineradora, levantando cerca de R$ 2 bilhões.

Isso ocorreu ao mesmo tempo dos primeiros sinais de deterioração financeira da Raízen, empresa fundada em 2011 em parceria entre Cosan e Shell. (entenda mais abaixo)

A Cosan reportou prejuízo líquido de R$ 9,4 bilhões em 2024 e encerrou o ano sinalizando a venda total de sua participação na Vale para reduzir o endividamento.

Na ocasião, o então vice-presidente financeiro, Rodrigo Araújo, afirmou que a empresa havia registrado ganhos contábeis de R$ 5 bilhões com a participação. As ações, porém, foram vendidas por valor inferior ao registrado em balanço.

A Raízen estreou na bolsa em 2021 com uma estratégia semelhante, baseada em um ritmo acelerado de investimentos para expansão. Nos anos seguintes, porém, também teve dificuldade para manter esse modelo.

Além dos efeitos da alta dos juros, a companhia passou a registrar piora nos resultados financeiros e operacionais a partir de 2024 — em parte por causa de eventos climáticos que afetaram a produtividade agrícola.

No ano-safra 2023/24 — entre abril de 2023 e março de 2024 —, a Raízen reportou lucro líquido de R$ 614,2 milhões, queda de 75,5% em relação ao ciclo anterior.No ano-safra 2024/25, a Raízen registrou prejuízo de R$ 4,2 bilhões.Dados mais recentes apontam prejuízo de R$ 19,8 bilhões nos nove primeiros meses do ano-safra 2025/26.

Diante do agravamento do cenário, a empresa entrou com pedido de recuperação extrajudicial em março deste ano, com mais de R$ 65 bilhões em dívidas. A deterioração da Raízen impactou diretamente os resultados da Cosan.

Uma das saídas para a crise financeira da Cosan foi o IPO da Compass. Diferentemente de outras estreias na bolsa, a operação não buscou expansão, mas reforçar o caixa e aliviar a pressão financeira sobre a holding.

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Tesouro Reserva, Selic, CDB ou poupança: qual rende mais? Veja simulações

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/05/2026 04:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,891-0,06%Dólar TurismoR$ 5,092-0,05%Euro ComercialR$ 5,761-0,08%Euro TurismoR$ 6,010-0,07%B3Ibovespa181.909 pts-1,19%MoedasDólar ComercialR$ 4,891-0,06%Dólar TurismoR$ 5,092-0,05%Euro ComercialR$ 5,761-0,08%Euro TurismoR$ 6,010-0,07%B3Ibovespa181.909 pts-1,19%MoedasDólar ComercialR$ 4,891-0,06%Dólar TurismoR$ 5,092-0,05%Euro ComercialR$ 5,761-0,08%Euro TurismoR$ 6,010-0,07%B3Ibovespa181.909 pts-1,19%Oferecido por

O Tesouro Direto lançou nesta segunda-feira (11) o Tesouro Reserva, novo tipo de aplicação voltado a quem busca uma alternativa simples, com possibilidade de resgate a qualquer momento e rendimento previsível.

Criado como alternativa à poupança, aos CDBs (Certificados de Depósito Bancário) e às caixinhas digitais dos bancos, o Tesouro Reserva permite aplicações a partir de R$ 1 e tem rendimento ligado à Selic, a taxa básica de juros da economia.

Por enquanto, o título está disponível apenas para clientes do Banco do Brasil (BB). A oferta nas demais instituições financeiras dependerá da adesão e da implementação do produto por cada banco.

Thaísa Durso, educadora financeira da Rico, elaborou a pedido do g1 um levantamento comparando os rendimentos do Tesouro Reserva, dos CDBs que pagam 100% do CDI, do Tesouro Selic e da poupança.

O levantamento mostra pouca diferença entre os rendimentos do Tesouro Reserva, do Tesouro Selic e de um CDB que paga 100% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) — taxa de referência dos empréstimos entre bancos, estimada em 14,4% ao ano.

Tesouro Reserva: Tesouro Nacional lança novo investimento que poderá ser negociado 24 horas por dia

O Tesouro Direto, plataforma do governo federal para investimentos em títulos públicos, lançou nesta segunda-feira (11) o Tesouro Reserva, novo tipo de aplicação voltado a quem busca uma alternativa simples, com possibilidade de resgate a qualquer momento e rendimento previsível.

Criado como alternativa à poupança, aos CDBs (Certificados de Depósito Bancário) e às caixinhas digitais dos bancos, o Tesouro Reserva permite aplicações a partir de R$ 1 e tem rendimento ligado à Selic, a taxa básica de juros da economia.

Por enquanto, o título está disponível apenas para clientes do Banco do Brasil (BB). A oferta nas demais instituições financeiras dependerá da adesão e da implementação do produto por cada banco. (veja detalhes mais abaixo)

Thaísa Durso, educadora financeira da Rico, elaborou a pedido do g1 um levantamento comparando os rendimentos do Tesouro Reserva, dos CDBs que pagam 100% do CDI, do Tesouro Selic e da poupança.

🔎 Os cálculos consideram a Selic em 14,50% ao ano e a tabela regressiva do Imposto de Renda (IR) aplicada aos produtos tributáveis (Tesouro e CDBs). Nesse cenário, o Tesouro Reserva e o Tesouro Selic aparecem empatados na liderança, enquanto a poupança rende bem menos. Veja:

O levantamento mostra pouca diferença entre os rendimentos do Tesouro Reserva, do Tesouro Selic e de um CDB que paga 100% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) — taxa de referência dos empréstimos entre bancos, estimada em 14,4% ao ano.

📈 No caso dos CDBs, a rentabilidade pode variar conforme o percentual do CDI oferecido pela instituição financeira. Alguns papéis pagam, por exemplo, 110% do CDI, o que aumenta os ganhos do investidor. Quanto maior, contudo, maior o risco.

Thaísa Durso explica que Tesouro Reserva e Tesouro Selic têm a mesma rentabilidade quando o investidor aplica e resgata o dinheiro ao fim do período, mas a principal diferença está na experiência do investidor.

“O Tesouro Selic sofre marcação a mercado, o que pode gerar pequenas oscilações no valor antes do resgate. Já o Tesouro Reserva elimina esse efeito, oferecendo previsibilidade total — um ponto importante para quem precisa de liquidez sem surpresas”, diz.

Em todos os cenários simulados, a poupança, com retorno de pouco mais de 8% ao ano, aparece na última posição. Em 10 anos, a diferença em relação aos títulos do Tesouro chega a R$ 1.255,04, segundo o levantamento.

A educadora financeira destaca que Tesouro Reserva, Tesouro Selic e CDBs acompanham de perto a taxa básica de juros, enquanto a poupança tende a render menos, mesmo com a isenção de Imposto de Renda.

🔎 A alíquota começa em 22,5% para aplicações de até 180 dias e cai gradualmente até 15% para investimentos mantidos por mais de dois anos. Também há cobrança de IOF em resgates feitos nos primeiros 30 dias. Após esse prazo, o imposto deixa de ser aplicado.

Thaísa Durso, da Rico, destaca que a principal diferença entre os produtos está no emissor e na estrutura: os títulos do Tesouro têm risco soberano, por serem garantidos pelo governo federal, enquanto os CDBs têm risco bancário, mitigado pela cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

“O Tesouro Reserva se destaca por oferecer liquidez 24 horas por dia, inclusive em fins de semana, com liquidação via PIX e sem marcação a mercado, garantindo previsibilidade total. O Tesouro Selic, por sua vez, tem liquidez diária em dias úteis, com oscilações mínimas por ser pós-fixado”, diz.

O que é o Tesouro Reserva?Quais as condições de aplicação e resgate?Qual a rentabilidade e o risco?Onde e como investir?Por que concorre com CDBs?Quais são as taxas e impostos?

Novo título do Tesouro Direto permite aplicações a partir de R$ 1 — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

É um novo título de dívida pública do Tesouro Direto, plataforma do governo federal para investimentos em papéis públicos. Segundo o Ministério da Fazenda, o produto foi criado para formação de reserva financeira, “com foco em simplicidade e previsibilidade”.

O Tesouro Reserva tem investimento mínimo de R$ 1. Segundo especialistas, isso democratiza e facilita o acesso por investidores iniciantes.

O sistema permite investir e resgatar o dinheiro a qualquer hora do dia, todos os dias da semana, inclusive com possibilidade de transferência via PIX. A única exceção é o intervalo entre 0h e 1h, todos os dias.

"Isso aproxima o Tesouro Direto da experiência que hoje o investidor já encontra nas fintechs [bancos e plataformas digitais]", avalia Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil.

O novo título tem rendimento atrelado à Selic, a taxa básica de juros da economia, atualmente em 14,50% ao ano. A rentabilidade é equivalente a 100% da taxa.

Por ser um título público de renda fixa emitido pelo governo federal, o investimento é considerado de baixo risco. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, o produto mira quem “quer rentabilidade, mas também quer segurança”.

🔎 O investimento não está sujeito à volatilidade diária típica da chamada marcação a mercado — mecanismo que faz o valor de títulos oscilar diariamente conforme mudam as expectativas do mercado para os juros e a inflação.

Na prática, isso significa que o valor aplicado não sofrerá oscilações no momento da compra ou do resgate, trazendo mais previsibilidade ao investidor.

O investimento já está disponível para clientes do Banco do Brasil, que desenvolveu o produto em parceria com a Secretaria do Tesouro Nacional.

Segundo o Ministério da Fazenda, a oferta do título em outras instituições financeiras dependerá da adesão e implementação por parte de cada banco.

A pasta acrescenta que, para investir, o processo segue o fluxo tradicional do Tesouro Direto: o cliente do Banco do Brasil deve acessar a área do Tesouro Direto no aplicativo de investimentos, selecionar o Tesouro Reserva, definir o valor da aplicação e confirmar a operação.

Nos demais bancos, a operação deverá funcionar de forma semelhante após a disponibilização do título.

Por ser um investimento prático, com valor mínimo baixo, resgate a qualquer momento e rendimento atrelado à Selic, o Tesouro Reserva se torna uma alternativa interessante aos CDBs, às caixinhas digitais e à poupança, dizem especialistas.

“O desafio será competir com o retorno de CDBs, LCIs e LCAs, que muitas vezes são mais atrativos e não têm taxas”, diz Edson Mendes, sócio-fundador da Private Investimentos.

💰Os CDBs são investimentos de renda fixa em que o cliente empresta dinheiro ao banco em troca de juros.🏠 As LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) são títulos de renda fixa usados pelos bancos para financiar o setor imobiliário, geralmente isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas.🌾 As LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) funcionam de forma semelhante às LCIs, mas os recursos são direcionados ao financiamento do agronegócio.🐷 Já nas caixinhas digitais, o banco organiza e aplica automaticamente o dinheiro do cliente em investimentos de renda fixa voltados a objetivos específicos.

Marcos Praça, da ZERO Markets, tem a mesma leitura. Ele avalia que o Tesouro Reserva tende a ser uma alternativa competitiva para a reserva de emergência, principalmente pela combinação entre segurança, rapidez no saque e previsibilidade.

"Em um ambiente de juros ainda altos no Brasil, produtos atrelados à Selic continuam muito atrativos para o investidor conservador", conclui.

Como qualquer investimento do Tesouro Direto, o Tesouro Reserva também está sujeito à tabela regressiva do Imposto de Renda aplicada aos investimentos de renda fixa.

Nesse modelo, a alíquota começa em 22,5% para aplicações de até 180 dias e cai gradualmente até 15% para investimentos mantidos por mais de dois anos.

Até 180 dias de investimento, 22,5%;De 181 a 360 dias de investimento, 20%;De 361 a 720 dias de investimento, 17,5%;Acima de 720 dias, 15%.

🔎 O Imposto de Renda incide apenas sobre os rendimentos do investimento, e não sobre o valor total aplicado. Por exemplo: se uma pessoa investir R$ 1.000 e, após um período, o saldo subir para R$ 1.100, o IR será cobrado somente sobre os R$ 100 de ganho.

Além do IR, também há cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em caso de resgate nos primeiros 30 dias da aplicação. Após esse período, o imposto deixa de ser aplicado.

Além disso, o investimento tem taxa de custódia da B3 de 0,20% ao ano. No entanto, aplicações de até R$ 10 mil são isentas dessa cobrança.

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