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‘PF’ mais salgado: prato feito fica mais caro apesar do alívio na inflação dos alimentos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/07/2026 06:49

Agro 'PF' mais salgado: prato feito fica mais caro apesar do alívio na inflação dos alimentos Comer fora segue pressionando o orçamento. O prato feito já custa, em média, R$ 31,90 no Brasil e pode registrar novos aumentos nos próximos meses. Por Janize Colaço, g1 — São Paulo

O tradicional prato feito talvez seja uma das poucas unanimidades da mesa do brasileiro. Mas, se antes era conhecido por ser uma das alternativas mais econômicas para quem precisava almoçar fora de casa, agora ocupa um espaço cada vez maior no orçamento.

É o que mostra o Índice Prato Feito (IPF), elaborado pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Faculdade do Comércio (FAC-SP). Segundo o levantamento, o preço médio da refeição chegou a R$ 31,90 em junho, alta de 5,4% em relação a março e de 7,2% na comparação com janeiro.

Isso significa um trabalhador que almoça fora durante os 20 dias úteis do mês desembolsa cerca de R$ 638 apenas com essa refeição — uma conta que não inclui café da manhã, lanches ou jantar.

O avanço ocorre justamente em um momento em que a inflação dos alimentos perdeu força. Dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo IBGE mostram que o grupo Alimentação e Bebidas caiu 0,24% em junho, ajudando a desacelerar o IPCA, a inflação oficial do país, que subiu 0,16% no mês.

Mas a alimentação fora do domicílio continuou registrando alta de 0,15% em junho, embora em ritmo menor do que em maio, quando havia avançado 0,49%. Enquanto produtos como café moído, frutas e carnes ficaram mais baratos, o custo de comer em bares e restaurantes permaneceu em alta.

Isso porque o preço do prato feito depende de uma série de custos que vão além dos ingredientes servidos na refeição.

"O prato feito é a economia servida no prato. Nele estão o arroz, o feijão e a carne, mas também o aluguel do ponto comercial, a energia elétrica, o salário dos funcionários, o transporte, os tributos, o custo financeiro e a margem do empresário", afirma Rodrigo Simões Galvão, economista, coordenador e responsável técnico pelo Índice Prato Feito.

Segundo ele, quando o prato feito fica mais caro, o reajuste costuma refletir a pressão de toda essa estrutura de custos — e não apenas uma alta nos preços dos alimentos.

Além de ter subido em todo o país, o preço da refeição também varia de forma significativa entre as regiões.

O Sul registra o maior valor médio, de R$ 34,90, seguido pelo Centro-Oeste, com R$ 34,45. No Sudeste, o prato feito custa, em média, R$ 31,99. Já Norte e Nordeste apresentam os menores preços, de R$ 29,99 e R$ 30, respectivamente.

Com isso, os dados mostram que um trabalhador pode pagar cerca de 16% a mais pelo mesmo tipo de refeição, dependendo da região onde mora.

"O Brasil não almoça pelo mesmo preço. O prato feito evidencia diferenças regionais importantes, mas também mostra um movimento comum: a refeição básica está mais cara em todo o país", afirma Galvão.

Segundo o economista, fatores como aluguel, energia elétrica, água, gás, salários, transporte, juros e outros custos operacionais continuam pressionando os restaurantes, mesmo em períodos de alívio nos preços de alguns alimentos.

Por isso, o aumento do prato feito nem sempre representa maior lucro para os estabelecimentos. Em muitos casos, trata-se apenas de um repasse parcial da alta dos custos enfrentados pelos empresários.

"O empresário da alimentação está entre duas pressões: de um lado, consumidores cada vez mais sensíveis ao preço; de outro, custos operacionais que continuam elevados. O desafio é preservar qualidade, competitividade e sustentabilidade financeira."

Mesmo com a desaceleração da inflação dos alimentos em junho, novos fatores podem voltar a pressionar o custo das refeições.

Especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que um eventual fortalecimento do fenômeno El Niño pode reduzir a oferta de diversos produtos agrícolas e provocar novos aumentos de preços.

Entre os alimentos que costumam ser mais afetados estão batata, cebola, tomate, cenoura, maçã e uva. O milho também pode sofrer impacto, o que tende a encarecer a produção de carnes, já que o grão é um dos principais componentes da ração utilizada na criação de animais.

Na avaliação de economistas, ainda é cedo para medir a intensidade desses efeitos, mas o fenômeno climático já é acompanhado com atenção pelo potencial de afetar a produção agrícola e os preços dos alimentos.

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Dólar abre em queda, de olho em inflação no Brasil e tensões no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/07/2026 09:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,123-0,5%Dólar TurismoR$ 5,328-0,47%Euro ComercialR$ 5,855-0,48%Euro TurismoR$ 6,105-0,43%B3Ibovespa172.742 pts1,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,123-0,5%Dólar TurismoR$ 5,328-0,47%Euro ComercialR$ 5,855-0,48%Euro TurismoR$ 6,105-0,43%B3Ibovespa172.742 pts1,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,123-0,5%Dólar TurismoR$ 5,328-0,47%Euro ComercialR$ 5,855-0,48%Euro TurismoR$ 6,105-0,43%B3Ibovespa172.742 pts1,22%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (10) em queda, com um recuo de 0,24% perto das 9h, cotado a R$ 5,1103. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, começam às 10h.

▶️ Os novos dados da inflação brasileira são o grande destaque do dia. Segundo o IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,16% em junho, acumulando um avanço de 4,64% em 12 meses. O indicador é acompanhado de perto pelo Banco Central do Brasil (BC) na avaliação das perspectivas para o futuro dos juros do país.

▶️ Além disso, a escalada das tensões no Oriente Médio também segue no radar. Na quinta-feira, os Estados Unidos e o Irã anunciaram novos ataques em meio à disputa pelo controle do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás. Ainda assim, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que o país "busca um acordo" para encerrar o conflito.

Diante das incertezas em relação à guerra, o petróleo operava em alta nesta sexta-feira. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 0,30%, cotado a US$ 76,53. Já o West Texas Intermediate (WTI), negociado nos EUA, subia 0,19%, a US$ 72,22 por barril.

Na noite de quarta-feira (8), as forças do Comando Central dos EUA realizaram uma nova rodada de ataques contra o Irã, com o objetivo de reduzir a capacidade do país de atacar navios no Estreito de Ormuz.

A ação militar atingiu cerca de 90 alvos estratégicos ao longo da costa iraniana. Entre as estruturas destruídas ou danificadas estão sistemas de defesa aérea, ativos de vigilância costeira, locais de armazenamento de mísseis e drones, capacidades navais e infraestrutura de logística militar.

💡 O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo de cerca de 50 quilômetros de largura que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Antes da guerra, cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializado no mundo passava pela área.

Embora o Irã não seja o proprietário da via marítima, ele controla a costa norte do estreito, além de diversas ilhas e posições militares. Isso permite o país a monitorar praticamente todo o tráfego de embarcações da região.

Nos últimos anos, o Irã transformou essa posição geográfica em um instrumento de pressão política e militar. Após o início da guerra, o país fechou o estreito para obter vantagem na mesa de negociações.

Atualmente, o governo do Irã defende que o mundo reconheça a soberania do país sobre a rota marítima.

Na Europa, a preocupação com o conflito no Oriente Médio pesava nos mercados, que operavam mistos nesta sexta-feira (10).

Entre os principais índices, o DAX, da Alemanha, tinha queda de 0,01% perto das 9h, enquanto o CAC-40, da França, recuava 0,03% e o FTSE 100, do Reino Unido, subia 0,11%.

Na Ásia, a maioria das bolsas fechou em alta, impulsionadas pelo maior otimismo em relação às empresas chinesas de internet.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 1,96%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, perdeu 1%.

O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,60%, enquanto o Nikkei, do Japão, avançou 1,20% e o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma valorização de 2,52%.

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Dólar abre com estabilidade nesta quinta-feira

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/07/2026 09:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,149-0,07%Dólar TurismoR$ 5,353-0,17%Euro ComercialR$ 5,8830,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,06%B3Ibovespa170.653 pts-0,79%MoedasDólar ComercialR$ 5,149-0,07%Dólar TurismoR$ 5,353-0,17%Euro ComercialR$ 5,8830,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,06%B3Ibovespa170.653 pts-0,79%MoedasDólar ComercialR$ 5,149-0,07%Dólar TurismoR$ 5,353-0,17%Euro ComercialR$ 5,8830,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,06%B3Ibovespa170.653 pts-0,79%Oferecido por

O dólar abriu esta quinta-feira (9) com leve queda de 0,15%, cotado a R$ 5,1406. Na véspera, a moeda americana operou com volatilidade, mas encerrou o dia em queda de 0,07%, cotado a R$ 5,1485.

O mercado reage à nova escalada das tensões no Oriente Médio. Estados Unidos e Irã anunciaram novos ataques pelo segundo dia consecutivo nesta quinta, em meio à disputa pelo controle do Estreito de Ormuz, que é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás.

O cenário mexe com o mercado de petróleo. Por volta das 9h, o barril de petróleo Brent operava em alta de 0,58%, a US$ 78,52. O WTI também subia 0,34%, a US$ 73,76.

Na noite de quarta-feira (8), as forças do Comando Central dos EUA realizaram uma nova rodada de ataques contra o Irã, com o objetivo de reduzir a capacidade do país de atacar navios no Estreito de Ormuz.

A ação militar atingiu cerca de 90 alvos estratégicos ao longo da costa iraniana. Entre as estruturas destruídas ou danificadas estão sistemas de defesa aérea, ativos de vigilância costeira, locais de armazenamento de mísseis e drones, capacidades navais e infraestrutura de logística militar.

💡 O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo de cerca de 50 quilômetros de largura que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Antes da guerra, cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializado no mundo passava pela área.

Embora o Irã não seja o proprietário da via marítima, ele controla a costa norte do estreito, além de diversas ilhas e posições militares. Isso permite o país a monitorar praticamente todo o tráfego de embarcações da região.

Nos últimos anos, o Irã transformou essa posição geográfica em um instrumento de pressão política e militar. Após o início da guerra, o país fechou o estreito para obter vantagem na mesa de negociações.

Atualmente, o governo do Irã defende que o mundo reconheça a soberania do país sobre a rota marítima.

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SpaceXAI lança sua IA mais poderosa e promete mais economia para usuários

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 18:46

Tecnologia SpaceXAI lança sua IA mais poderosa e promete mais economia para usuários Grok 4.5 foi criado principalmente para programar códigos e ajudar em tarefas de escritório, como criar planilhas e apresentações complexas. Por Redação g1 — São Paulo

A SpaceXAI, do bilionário Elon Musk, lançou nesta quarta-feira (8) o que considera ser seu modelo de inteligência artificial mais inteligente.

Batizado de Grok 4.5, ele foi criado principalmente para ajudar usuários a programar códigos e a fazer tarefas de escritório, como criar planilhas e apresentações complexas.

Segundo a empresa, o modelo consegue criar aplicativos do zero mesmo que os comandos tenham poucos detalhes e criar arquivos com vários recursos de programas como Excel e PowerPoint.

Em testes sobre de raciocínio de longo prazo e de uso de agentes de IA, o Grok 4.5 se aproximou do Opus 4.8, modelo da Anthropic considerado um dos mais poderosos do mundo.

Nos comparativos, ele ficou atrás de concorrentes como o GPT 5.5, da OpenAI, e o Fable, modelo da Anthropic considerado tão avançado que precisou sofrer restrições em questões sensíveis.

O Grok 4.5 foi treinado a partir de conjuntos de dados sobre programação, ciências, engenharia e matemática, explicou a SpaceXAI.

A empresa destacou que seu novo modelo é duas vezes mais eficiente do que rivais, o que, em tese, permite aos usuários resolver tarefas em menos etapas e usar menos tokens.

🔎 Tokens de IA são a quantidade de informações enviadas e recebidas em interações com modelos de IA. Cada palavra, parte de uma palavra e sinais de pontuação podem ser considerados tokens.

Em comunicado, a SpaceXAI disse que o Grok 4.5 custa US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 6 por milhão de tokens de saída. O valor custa menos da metade cobrada por modelos concorrentes.

O Grok 4.5 está disponível no Grok Build, no painel da SpaceXAI e no Cursor, três sistemas exclusivos para assinantes.

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Dólar abre em alta, de olho em petróleo e tensões no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 09:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (8) em alta, com avanço de 0,57% perto das 9h, cotado a R$ 5,1818, conforme investidores seguem atentos às tensões no Oriente Médio. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ A nova escalada das tensões no Oriente Médio fica no centro das atenções nesta quarta-feira. Na segunda-feira (6), dois navios comerciais e um petroleiro foram atingidos por mísseis na região do Estreito de Ormuz, segundo a agência marítima britânica UKMTO. De acordo com o site americano Axios, o bombardeio foi feito pelo Irã. Em resposta, os Estados Unidos atacaram mais de 80 alvos militares no país.

Os ataques voltam a levantar questionamentos sobre a efetividade do cessar-fogo acordado entre Washington e Teerã e aumenta preocupações sobre uma nova interrupção no tráfego pelo Estreito, afetando os preços do petróleo. (entenda mais abaixo)

▶️ Na agenda econômica, o destaque fica com a ata da última reunião de juros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). O documento, previsto para ser divulgado durante a tarde, deve trazer sinais mais claros sobre a política de juros do novo presidente da instituição, Kevin Warsh.

O cessar-fogo acordado entre Estados Unidos e Irã voltou a ficar no centro das atenções, após dois navios comerciais e um petroleiro terem sido atingidos por mísseis no Estreito de Ormuz na última segunda-feira (6).

“Um petroleiro informou ter sido atingido por um projétil desconhecido no lado de bombordo, o que provocou um incêndio, enquanto navegava em direção ao sul”, escreveu a UKMTO em um comunicado.

Após os ataques, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que o acordo de paz firmado com o Irã "acabou" e que não quer mais diálogo com Teerã. As falas aconteceram durante entrevista a jornalistas em Ancara, capital da Turquia, antes da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

"Para mim, acho que [o acordo de paz] acabou. Eu não quero mais lidar com eles [Irã]. Eles são a escória, são liderados por pessoas doentes e são um povo maldoso e violento. (…) Vou falar com meus negociadores, mas é uma perda de tempo lidar com eles. Até onde eu sei, acabou", afirmou Trump quando perguntado se o acordo teria "morrido".

Na terça-feira (7), o ministro das relações exteriores do Irã, Abbas Araqchi, já havia criticado Trump, afirmando que não haveria mais negociações de paz a menos que o líder americano cesse suas ameaças de reiniciar a guerra.

Segundo Araqchi, as declarações violam os termos do memorando de entendimento alcançado no mês passado para suspender a guerra.

Com a escalada das tensões, os preços do petróleo voltaram a subir nesta quarta-feira. Perto das 9h10, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 5,10%, cotado a US$ 77,94. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 4,94%, a US$ 73,92 o barril.

Em meio às tensões no Oriente Médio, os principais índices futuros de Wall Street operavam em queda nesta quarta-feira.

Perto das 9h, os futuros do Dow Jones tinham queda de 1,34%, enquanto os do S&P 500 caíam 1,06% e os do Nasdaq Composite tinham perdas de 1,55%.

Na Europa, o dia também era negativo para os mercados financeiros. Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, tinha perdas 1,80% no mesmo horário, enquanto o CAC-40, da França, caía 1,75% e o FTSE 100, do Reino Unido, recuava 1,17%.

Já na Ásia, as bolsas fecharam mistas, ainda impactadas pelos papéis do setor de tecnologia e à espera da ata da última reunião do Fed.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen caiu 0,77%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, perdeu 0,49%.

No Japão, o índice Nikkei recuou 2,11%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 5,35% e o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 2,99%.

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Dólar abre em alta nesta terça-feira, com juros e inflação no radar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 09:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,7%Dólar TurismoR$ 5,338-0,72%Euro ComercialR$ 5,872-0,65%Euro TurismoR$ 6,123-0,67%B3Ibovespa172.448 pts-0,93%MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,7%Dólar TurismoR$ 5,338-0,72%Euro ComercialR$ 5,872-0,65%Euro TurismoR$ 6,123-0,67%B3Ibovespa172.448 pts-0,93%MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,7%Dólar TurismoR$ 5,338-0,72%Euro ComercialR$ 5,872-0,65%Euro TurismoR$ 6,123-0,67%B3Ibovespa172.448 pts-0,93%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta terça-feira (7) em alta, com um avanço de 0,14% perto das 9h, cotado a R$ 5,1391. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ Sem grandes destaques na agenda econômica, investidores seguem atentos às negociações entre Estados Unidos e Irã. Na véspera, dois navios comerciais e um petroleiro foram atingidos por mísseis na região do Estreito de Ormuz, segundo a agência marítima britânica UKMTO. De acordo com o site americano Axios, o bombardeio foi feito pelo Irã.

Os ataques voltam a levantar dúvidas sobre a duração e efetividade do cessar-fogo acordado entre Washington e Teerã, e podem aumentar as preocupações sobre uma nova interrupção do tráfego no Estreito, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo vendido no mundo.

▶️A reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) também fica na mira dos mercados. O encontro, que tem início nesta terça-feira (7) em Ancara, na Turquia, acontece em um momento em que os membros da aliança discutem entre si e no qual a Ucrânia cobra ajuda para conter o poder de fogo da Rússia.

▶️ Além disso, os desdobramentos do tarifaço também seguem no radar. No início deste mês, grandes empresas como Tesla, Coca-Cola, Nestlé e eBay se manifestaram contra as tarifas impostas pelo governo americano ao Brasil, alertando para impactos negativos na competitividade, nas cadeias de suprimentos e no bolso dos consumidores dos Estados Unidos se as barreiras forem adotadas.

▶️Investidores também seguem na expectativa pela ata da última reunião de juros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). O documento, previsto para ser divulgado amanhã (8), deve conter comentários sobre a política de juros americana sob a gestão do novo banqueiro central dos EUA, Kevin Warsh.

▶️ Já no Brasil, as atenções ficam com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, previsto para sexta-feira (10). A expectativa é que o indicador mostre uma desaceleração, puxada principalmente pelo arrefecimento dos preços de alimentos.

O cessar-fogo acordado entre Estados Unidos e Irã voltou a ficar no centro das atenções, após dois navios comerciais e um petroleiro terem sido atingidos por mísseis no Estreito de Ormuz na última segunda-feira (6).

“Um petroleiro informou ter sido atingido por um projétil desconhecido no lado de bombordo, o que provocou um incêndio, enquanto navegava em direção ao sul”, escreveu a UKMTO em um comunicado.

O incidente levanta preocupações sobre novas retaliações dos Estados Unidos e uma nova interrupção no tráfego pelo Estreito de Ormuz, canal por onde passa cerca de 20% de todo o comércio de petróleo do mundo.

Já nesta terça-feira (7), o ministro das relações exteriores do Irã, Abbas Araqchi, criticou o presidente americano, Donald Trump, e afirmou que não haverá mais negociações de paz a menos que o líder americano cesse suas ameaças de reiniciar a guerra.

Segundo Araqchi, as declarações violam os termos do memorando de entendimento alcançado no mês passado para suspender a guerra.

Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, operava em alta de 1%, cotado a US$ 72,71. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência dos EUA, avançava 0,90%, a US$ 69,17 o barril. Apesar dos ganhos do dia, os preços do petróleo seguem abaixo dos períodos mais críticos da guerra.

Na Ásia, a maioria das bolsas fechou em queda, puxadas por empresas do setor imobiliário e conforme investidores aguardam pela ata da última reunião do Fed.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen caiu 1,03%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, perdeu 1,26%.

No Japão, o índice Nikkei recuou 2,12%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 4,91% e o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,51%.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Dólar abre em alta, com investidores atentos ao tarifaço e à espera de novos dados econômicos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/07/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (6) em alta, com um avanço de 0,27% perto das 9h, cotado a R$ 5,1819. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ O principal destaque da sessão no Brasil é a audiência pública de comércio internacional dos Estados Unidos, para tratar sobre a taxação de produtos brasileiros com base na Seção 301 da legislação comercial americana. A expectativa é que diversas empresas, associações, governos e outras partes interessadas apresentem seus argumentos antes da decisão final do governo dos EUA.

▶️ Na agenda da semana, o destaque fica com a ata da última reunião de juros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que deve conter comentários sobre a política de juros americana sob a gestão do novo banqueiro central dos EUA, Kevin Warsh.

▶️ Já no Brasil, as atenções ficam com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, previsto para sexta-feira (10). A expectativa é que o indicador mostre uma desaceleração, puxada principalmente pelo arrefecimento dos preços de alimentos.

Começam nesta segunda-feira (6) as audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), etapa considerada decisiva na investigação comercial americana que propõe uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

As audiências fazem parte do processo, baseado na Seção 301 da legislação comercial americana, e permitem que empresas, associações, governos e outras partes interessadas apresentem seus argumentos antes da decisão final dos Estados Unidos.

🔎 O USTR é órgão é responsável por formular a política comercial dos Estados Unidos. Também conduz investigações sobre práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano e pode recomendar medidas como a imposição de tarifas.

Representantes da indústria e do agronegócio brasileiros estarão entre os participantes. Eles pretendem convencer o governo americano de que a sobretaxa prejudicaria não apenas exportadores brasileiros, mas também empresas, consumidores e cadeias produtivas dos EUA.

Entre os participantes estão a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), além de representantes dos setores de café, arroz, açúcar, etanol de milho, ferro-gusa, rochas ornamentais, madeira, papel, calçados, mel e propriedade intelectual.

Enquanto isso, equipes técnicas dos governos dos dois países devem se reunir ainda nesta semana para alinhar os preparativos de uma última rodada de negociações de alto nível antes de 15 de julho, prazo em que Washington decidirá se avança com a imposição das tarifas.

Na Ásia, os mercados fecharam mistos, de olho nos mercados americanos e conforme investidores seguem cautelosos em relação aos retornos que as companhias do setor de tecnologia têm apresentado para construção e investimentos em infraestruturas de inteligência artificial.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen fechou estável, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, perdeu 0,06%.

No Japão, o índice Nikkei recuou 0,01%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 0,46% e o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,14%.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Durigan diz que ‘gargalo’ da economia são os juros altos: ‘quem é menos culpado é o Ministério da Fazenda’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/07/2026 04:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%Oferecido por

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta semana que o "gargalo" (obstáculo) da economia brasileira são os juros altos.

Para Durigan, este é o fator que prejudica os investimentos do setor privado e pressiona a dívida pública brasileira – atualmente em 81,4% do Produto Interno Bruto (PIB), elevada para o padrão de países emergentes.

Em 14,25% ao ano, a taxa Selic, fixada pelo Banco Central (BC), é a mais alta do mundo em termos reais (descontada a inflação para os próximos 12 meses) em um ranking da MoneYou com 40 nações.

▶️A taxa de juros, por sua vez, corrige grande parte da dívida pública. Quando ela sobe, cresce também o endividamento.

"De fato, a taxa de juros, ela prejudica o investimento privado e ela prejudica a dívida pública. Hoje, o que machuca a dívida pública é a taxa de juros", declarou o ministro, ao g1.

Durigan avaliou ser preciso "harmonizar" a estratégia relacionada com receitas e gastos públicos com a chamada política monetária, ou seja, a definição dos juros pelo Banco Central para conter a inflação.

O ministro rejeitou, no entanto, a percepção de que decisões do governo que elevam os gastos e produzem estímulos à economia estejam pressionando a taxa de juros.

"Eu não estou procurando culpados. Porque assim, quem é menos culpado é o Ministério da Fazenda por conta da taxa de juros. (…) Nós temos que discutir qual a razão da taxa de juros estar nesse patamar. O debate fiscal, ele importa para a taxa de juros, mas não é a solução, porque essa é a resposta fácil", disse o ministro da Fazenda.

▶️Para economistas, porém, o que está faltando é justamente a harmonização da política de gastos com a definição dos juros. Eles avaliam que esse descompasso dificulta controle da inflação e pressiona taxa de juros. É como se fossem dois remadores puxando o barco em direções opostas, com o governo estimulando a economia e o BC tentando desacelerar a atividade.

O Banco Central costuma explicar que sua atuação sobre a taxa de juros é reativa, ou seja, a instituição apenas reage ao cenário da economia.

🔎Se há um aumento de despesas e de crédito, que estimulam a economia e pressionam as estimativas de inflação, por exemplo, o BC tem que adotar uma política de juros mais agressiva.

Banco Central é o responsável pela definição da taxa básica de juros — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A autoridade monetária esclarece, em sua página na internet, que a taxa básica da economia, a Selic, é de curto prazo.

Analistas observam que a curva de juros em mercado para prazos mais longos (que servem de base para a venda de títulos públicos) reflete as expectativas dos agentes econômicos para gastos públicos e atividade, entre outros, e, consequentemente, para a inflação.

Em 2023, o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, avaliou que os juros são altos no Brasil por conta do elevado nível do endividamento.

Ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto já vinculou a alta taxa de juros no país ao nível de endividamento — Foto: Reuters/Brendan McDermid

"Na parte dos juros, a gente não pode confundir causa e efeito. A dívida não e alta porque o juro é alto. É o contrário, o juro é alto porque a dívida é alta. Quando você endividado vai ao banco, e o banco faz uma análise que você é endividado e não paga a dívida, o juro é alto", declarou Campos Neto, na ocasião.

▶️O mercado financeiro é crítico da estratégia do governo federal de aumentar impostos para tentar reequilibrar as contas públicas, ao mesmo tempo que eleva gastos. Analistas pedem ênfase maior em cortes de despesas para que os juros possam cair de forma sustentável no país, e conter a dívida pública.

Questionado se a concessão de linhas de crédito com taxas favorecidas em um ano eleitoral, como para compra de caminhões, ônibus, reforma de imóveis, táxis e para o Desenrola 2.0, entre outros, não prejudicou um corte mais agressivo de juros pelo BC, o ministro avaliou que não.

"O mercado de crédito brasileiro é de 600 bilhões por mês. Você está falando de R$ 2 bilhões, R$ 3 bilhões para moto, R$ 30 bilhões para carros. Isso não tem impacto do ponto de vista de atrapalhar a política monetária (…) Não me parece que as políticas que a gente tem feito têm impacto macroeconômico. São ajudas setoriais pontuais e específicas", avaliou Durigan.

Na semana passada, o BC informou ter elevado sua projeção de crescimento da economia neste ano "em grande parte" por conta de "estímulos de natureza fiscal e creditícia". A autoridade monetária tem pontuado que busca desacelerar a atividade como estratégia para conter a inflação e, com isso, reduzir a taxa de juros.

O ministro da Fazenda declarou que o governo implementará o ajuste nas contas públicas necessário nos próximo anos para tentar atingir as metas fixadas de que as contas públicas retornem ao azul. Segundo ele, isso será feito por meio de contenção de gastos e redução de benefícios fiscais.

Em 2027, a meta proposta é de um resultado positivo de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 73,2 bilhões.Porém, há uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo – ou seja, o superávit pode variar entre R$ 36,6 bilhões e R$ 109,8 bilhões no próximo ano.Além disso, R$ 65,7 bilhões de gastos governo com precatórios (sentenças judiciais) e com projetos na área de defesa, saúde e educação podem ficar de fora da regra.Para os anos seguintes, as metas fiscais são de superávits primários de 1% do PIB em 2028, de 1,25% do PIB em 2029 e de 1,5% do PIB em 2030.

"Eu acho que o Brasil tem que seguir fazendo um esforço fiscal grande, não é pequeno, para limitar o crescimento de dívida no que compete ao Ministério da Fazenda. Tudo o que o Ministério da Fazenda puder fazer para melhorar a fiscal e harmonizar a política monetária, nós faremos. A preocupação da inflação é minha também", disse Durigan.

No processo de ajuste das contas públicas, o ministro defendeu tributar mais os ricos, rever programas sociais e cortar benefícios fiscais nos próximos anos.

Sobre eventual desindexação do salário mínimo de benefícios previdenciários e de gastos em saúde e educação da variação da receita, medidas defendidas por analistas, ele afirmou que esse é um debate para o próximo governo.

Ele disse, ainda, que o arcabouço fiscal – a regra para as contas públicas aprovada em 2023 – é "viável e sustentável", apesar da compressão prevista, ano a ano, dos gastos livres do governo. O temor é que isso leve à paralisia da máquina pública.

➡️A explicação é que, pelas regras do arcabouço fiscal, os gastos do governo, não podem crescer mais do que 2,5% ao ano (corrigidos pela inflação). ➡️Como os chamados gastos obrigatórios, como benefícios, pensões e salário dos servidores públicos, estão crescendo acima disso, o espaço para as despesas livres vai ficando cada vez menor – o que pode levar ao chamado "shutdown" da máquina pública.➡️Para manter a atual regra fiscal de pé, o governo tem de propor, e aprovar no Congresso Nacional, cortes nos gastos obrigatórios nos próximos anos – como aconteceu no fim de 2024. ➡️Sem um corte robusto de despesas, especialistas em contas públicas estimam que a regra terá de ser abandonada, ou alterada, nos próximos anos.

"Reconheço, o espaço discricionário tende a diminuir se a gente não reverter o crescimento de gasto obrigatório. E isso vai precisar ser feito, mas sem descartar o arcabouço fiscal. É o arcabouço fiscal que vai nos permitir acomodar a trajetória de receita e despesa no país. Então, o arcabouço fiscal é sustentável e é necessário que seja mantido", concluiu o ministro.

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Economia do paradoxo: Noruega ficou rica com o petróleo e hoje lidera a transição para a energia limpa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/07/2026 04:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%Oferecido por

A Noruega concilia ser referência em energia limpa com a produção de petróleo e gás, financiando sua transição verde por meio de combustíveis fósseis.

O governo norueguês argumenta que manter a produção de gás ajuda a reduzir emissões globais ao substituir o carvão e complementar fontes renováveis intermitentes.

Apesar do alerta do FMI sobre dependência de recursos naturais, a Noruega estruturou um planejamento considerado robusto para gerir suas riquezas ao longo das décadas.

O fundo soberano do país acumulou 21,3 trilhões de coroas norueguesas no fim de 2025, investindo globalmente com base em diretrizes ambientais e sociais.

Com 89% da eletricidade vinda de hidrelétricas, a Noruega lidera a adoção de veículos elétricos e reduziu em 12% o uso de petróleo rodoviário desde 2021.

O próximo adversário do Brasil na Copa do Mundo de 2026 também desperta interesse por um motivo que vai além do futebol. A Noruega é um dos países mais avançados na adoção de energia limpa, mas continua tendo no petróleo e no gás uma importante fonte de riqueza.

À primeira vista, essas duas realidades parecem difíceis de conciliar. Mas elas fazem parte da estratégia adotada pela Noruega para avançar rumo a uma economia de baixo carbono sem abrir mão, ao menos por enquanto, de um dos principais motores de sua economia.

O caso norueguês alimenta um debate que vai além de suas fronteiras: como conciliar metas climáticas, segurança energética e crescimento econômico em um mundo que busca reduzir a dependência dos combustíveis fósseis?

Embora seja reconhecida internacionalmente pelos avanços em energia limpa, a Noruega continua sendo uma potência do setor.

De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA), o país está entre os maiores produtores mundiais de petróleo e ocupa uma posição estratégica no mercado internacional de gás natural.

⛽ Dados da Comissão Europeia mostram que a Noruega é atualmente o maior fornecedor de gás natural da União Europeia, respondendo por cerca de 31% das importações do bloco em 2025. 🌱 Em 2023, Noruega e União Europeia também firmaram uma Aliança Verde para ampliar a cooperação em energia limpa, transição industrial e proteção ambiental.

É nesse contexto que o governo norueguês argumenta que a manutenção da produção de petróleo e gás não é incompatível com seus objetivos climáticos.

Segundo o Ministério da Energia e a Diretoria Norueguesa de Offshore, o setor continua sendo o principal em valor de exportações e arrecadação pública, mas também pode contribuir para reduzir as emissões em outros países.

Em comunicações oficiais, o governo afirma que substituir usinas movidas a carvão por usinas a gás pode reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa na geração de eletricidade, além de melhorar a qualidade do ar.

Também sustenta que o gás complementa fontes renováveis, como a solar e a eólica, cuja geração depende das condições climáticas.

"À medida que a Europa incorpora cada vez mais fontes renováveis intermitentes, aumenta a necessidade da flexibilidade que o gás pode oferecer para equilibrar as oscilações no fornecimento de energia e garantir um abastecimento confiável aos consumidores", afirma o governo norueguês.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirma que as receitas provenientes de recursos naturais representam uma "espada de dois gumes": podem impulsionar o desenvolvimento econômico, mas também criar desafios para a gestão das contas públicas e para o crescimento de longo prazo.

No caso da Noruega, o organismo considera que o país conseguiu construir um planejamento robusto para administrar essa riqueza ao longo das últimas décadas.

Ainda assim, ressalta que a abundância de recursos naturais pode levar países a concentrar esforços na captura dessas receitas, reduzindo o foco em reformas estruturais e na produtividade, o que pode desacelerar o crescimento de atividades fora do setor de petróleo.

Uma das principais ferramentas criadas pela Noruega para administrar a riqueza gerada pelo petróleo e pelo gás foi o Government Pension Fund Global (GPFG), fundo soberano que transforma essa renda em ativos financeiros para as próximas gerações.

Segundo o próprio GPFG, o objetivo é proteger a economia das oscilações do mercado de petróleo e preservar essa riqueza no longo prazo.

No fim de 2025, o fundo administrava cerca de 21,3 trilhões de coroas norueguesas (aproximadamente R$ 11,2 trilhões) — um patrimônio equivalente a cerca de 3,8 milhões de coroas (R$ 2 milhões) por habitante.

Além de investir em milhares de empresas ao redor do mundo, a instituição adota diretrizes ambientais e sociais para orientar suas aplicações e amplia gradualmente os investimentos em infraestrutura de energia renovável.

A transição também foi facilitada por uma característica da matriz elétrica do país. Segundo a IEA, cerca de 89% da eletricidade produzida na Noruega vem de hidrelétricas, o que favoreceu a eletrificação de residências, da indústria e, mais recentemente, dos transportes.

O resultado mais visível dessa estratégia está no mercado de automóveis. Após décadas de incentivos, a Noruega passou a liderar a adoção de veículos elétricos.

🚗 O governo estabeleceu como meta que todas as vendas de carros novos sejam de modelos sem emissões, apoiando essa mudança por meio de benefícios tributários, expansão da infraestrutura de recarga e regras estáveis ao longo do tempo.

Com o avanço da frota elétrica, parte desses incentivos vem sendo reduzida gradualmente para preservar a arrecadação pública.

Segundo o relatório Global EV Outlook 2025, da IEA, essa transformação já produz efeitos no consumo de combustíveis. Desde 2021, o uso de petróleo no transporte rodoviário caiu cerca de 12%, reflexo da substituição dos veículos movidos a combustíveis fósseis por modelos elétricos.

Além da eletrificação dos automóveis, a legislação norueguesa estabelece metas obrigatórias para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Os municípios também receberam instrumentos para criar zonas de emissão zero, exigir critérios ambientais em obras públicas e ampliar políticas de gestão de resíduos.

E a própria indústria petrolífera passou a incorporar iniciativas para reduzir suas emissões: projetos como o Hywind Tampen — considerado o maior parque eólico flutuante do mundo — foram desenvolvidos para fornecer eletricidade renovável às plataformas de petróleo e gás no Mar do Norte, reduzindo as emissões da própria produção.

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Dólar abre em queda, com foco em dados econômicos e feriado nos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/07/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,208-0,03%Dólar TurismoR$ 5,418-0,04%Euro ComercialR$ 5,9530,43%Euro TurismoR$ 6,2070,44%B3Ibovespa172.788 pts0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,208-0,03%Dólar TurismoR$ 5,418-0,04%Euro ComercialR$ 5,9530,43%Euro TurismoR$ 6,2070,44%B3Ibovespa172.788 pts0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,208-0,03%Dólar TurismoR$ 5,418-0,04%Euro ComercialR$ 5,9530,43%Euro TurismoR$ 6,2070,44%B3Ibovespa172.788 pts0,64%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (3) em queda, e marcava um recuo de 0,23% perto das 9h, cotado a R$ 5,1959. A sessão deve ter um volume de negócios reduzido por conta do feriado antecipado do Dia da Independência nos Estados Unidos. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️Os últimos dados de emprego dos EUA seguem no centro das atenções dos mercados financeiros globais. O payroll, relatório oficial do mercado de trabalho americano, foi divulgado na véspera e apontou para a criação de 57 mil novos postos em junho — bem abaixo do esperado pelos economistas, de 113 mil vagas. A taxa de desemprego caiu de 4,3% para 4,2%.

A desaceleração do mercado de trabalho dos Estados Unidos aumenta as apostas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) mantenha os juros no nível atual na próxima reunião. Com isso, diminui a chance de uma alta das taxas em julho, cenário que vinha sendo cogitado pelo mercado.

▶️ No Brasil, o destaque fica com o resultado da produção industrial de maio. A projeção do mercado aponta para um aumento de 1,3% na comparação anual.

Na Ásia, as ações chinesas se recuperaram nesta sexta-feira, após uma forte onda de vendas entre fabricantes de chips no pregão anterior e ainda repercutindo os dados de emprego dos EUA, divulgados na véspera.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen subiu 0,62%. Já o índice de Xangai, o SSEC, fechou em alta de 0,37%.

No Japão, o índice Nikkei avançou 1,47%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma valorização de 5,76% e o Hang Seng, de Hong Kong, teve ganhos de 1,28%.

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