RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Dólar inicia a semana de olho em acordo entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/05/2026 09:17

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (25) em queda, recuando 0,54% por volta das 9h05, cotado a R$ 5,0008. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

▶️ No cenário internacional, o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã aumentou as expectativas de um possível acordo de paz e da reabertura do Estreito de Ormuz.

Em meio a esse cenário, os preços do petróleo caíam mais de 5% nesta segunda-feira. Por volta das 7h46, o barril do Brent recuava 5,51%, a US$ 94,69, enquanto o WTI dos Estados Unidos caía 5,81%, para US$ 90,99.

▶️ No sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Washington e Teerã haviam “negociado amplamente” um entendimento para um acordo de paz que permitiria a reabertura do Estreito de Ormuz.

▶️ Apesar do avanço nas conversas, os dois lados ainda divergem sobre temas considerados centrais. No domingo, Trump afirmou ter orientado representantes americanos a não acelerarem as negociações neste momento.

▶️ No Brasil, o foco da semana estará na divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, que deve apontar mais um período de desaceleração econômica. Ainda nos próximos dias, o IPCA-15 deve trazer pistas sobre a inflação de maio.

▶️ Já no campo político, o Congresso deve manter o foco em duas PECs de grande repercussão: na Câmara, a atenção se concentra na PEC 221/2019, que trata da escala de trabalho 6×1. Já no Senado, segue no radar a PEC 65/2023, que prevê autonomia financeira e orçamentária para o Banco Central.

Os preços do petróleo voltaram a subir nesta sexta-feira diante do impasse entre EUA e Irã nas negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio, embora novas declarações tenham renovado a expectativa de avanço nas conversas.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que houve “algum progresso” nas negociações, mas reconheceu que ainda não há acordo.

Segundo ele, o governo de Donald Trump prefere uma solução diplomática, embora mantenha outras alternativas caso as conversas fracassem. O principal impasse continua sendo o programa nuclear iraniano e a situação do Estreito de Ormuz.

Um conselheiro dos Emirados Árabes Unidos afirmou que ainda vê “50% de chance” de um acordo entre EUA e Irã, mas alertou que o Irã pode acabar dificultando as negociações ao endurecer sua posição. Segundo ele, a região precisa de uma solução política para evitar uma nova escalada militar.

Nesta manhã, a Guarda Revolucionária do Irã informou que 35 embarcações comerciais, incluindo petroleiros e navios de carga, atravessaram o Estreito de Ormuz com autorização iraniana nas últimas 24 horas.

Nos EUA, o cenário político também aumentou a cautela dos investidores. Parlamentares adiaram uma votação que poderia pressionar Trump a retirar o país da guerra.

Em seu discurso de posse nesta sexta-feira, o novo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmou que pretende conduzir uma agenda “voltada para reformas” à frente do banco central americano.

🔎 Warsh assume o comando do Fed em um momento delicado para a economia dos EUA. Por isso, o mercado acompanha de perto os próximos passos do novo chefe da instituição, já que as decisões sobre os juros americanos influenciam o dólar, as bolsas globais e até a economia brasileira.

Indicado por Donald Trump para substituir Jerome Powell, Warsh chega ao cargo após críticas frequentes de Trump à resistência de Powell em cortar os juros.

Apesar disso, analistas veem Warsh como um nome técnico, com histórico de atuação mais rígida no combate à inflação. (leia a análise completa)

Hoje, a principal dúvida do mercado é se o novo presidente manterá juros elevados para controlar a inflação ou se poderá abrir espaço para cortes mais adiante. A alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio aumentou a pressão inflacionária e tornou mais difícil uma redução dos juros.

Durante a cerimônia de posse na Casa Branca, Trump afirmou que deseja que Warsh atue com “total independência” no comando do Fed.

“Não olhe para mim, não olhe para ninguém, apenas faça o que tem que fazer”, declarou o presidente americano.

Em Wall Street, as bolsas ainda sustentaram um tom positivo. O S&P 500 fechou em alta de 0,37%, o Dow Jones subiu 0,58% e Nasdaq avançou 0,19%.

Já as bolsas europeias fecharam em alta, com investidores mais otimistas diante da possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e Irã.

O setor de tecnologia liderou os ganhos, impulsionado pelo otimismo com inteligência artificial e pelos resultados da NVIDIA.

Em Londres, o índice FTSE 100 subiu 0,22%, aos 10.466 pontos. Em Frankfurt, o DAX avançou 1,15%, aos 24.888 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,37%, aos 8.115 pontos. Já em Milão, o FTSE MIB teve alta de 0,70%, aos 49.510 pontos.

Na Ásia, as bolsas da China e de outros mercados asiáticos fecharam em alta nesta sexta-feira, recuperando parte das perdas do dia anterior.

Mesmo assim, as ações chinesas acumularam a segunda semana seguida de queda, pressionadas pela realização de lucros em empresas de tecnologia após a forte alta impulsionada pela inteligência artificial (IA).

Na China, o índice de Xangai subiu 0,87%. Já o CSI300, que reúne as maiores empresas de Xangai e Shenzhen, avançou 1,3%, aos 4.845 pontos, embora ainda tenha fechado a semana em queda de 0,3%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng ganhou 0,86%, aos 25.606 pontos, puxado pelas ações de tecnologia. A Lenovo disparou 20% e atingiu o maior valor em 26 anos.

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Dólar abre em alta de olho no impasse entre EUA e Irã e na posse do novo presidente do Fed

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/05/2026 09:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,001-0,06%Dólar TurismoR$ 5,2040,03%Euro ComercialR$ 5,812-0,1%Euro TurismoR$ 6,058-0,1%B3Ibovespa177.650 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,001-0,06%Dólar TurismoR$ 5,2040,03%Euro ComercialR$ 5,812-0,1%Euro TurismoR$ 6,058-0,1%B3Ibovespa177.650 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,001-0,06%Dólar TurismoR$ 5,2040,03%Euro ComercialR$ 5,812-0,1%Euro TurismoR$ 6,058-0,1%B3Ibovespa177.650 pts0,17%Oferecido por

O dólar inicia esta sexta-feira (22) em alta de 0,33%, cotado a R$ 5,0171, enquanto os investidores acompanham o aumento das tensões no Oriente Médio e a ausência de avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começa a operar às 10h.

▶️ O foco do mercado segue concentrado no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. Sem sinais de acordo entre Washington e Teerã, os preços da commodity voltaram a subir nesta manhã.

🔎 Por volta das 7h15 (horário de Brasília), o petróleo Brent, referência internacional, avançava 2,8%, cotado a US$ 105,48 o barril. Antes do conflito, em fevereiro, o preço girava em torno de US$ 70.

▶️ Nos EUA, o ambiente político também reforçou a cautela dos investidores. Parlamentares republicanos adiaram para junho a votação de propostas que poderiam aumentar a pressão sobre o presidente Donald Trump para retirar o país da guerra.

▶️ Ainda no cenário americano, Kevin Warsh assume oficialmente nesta sexta-feira a presidência do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA. Ele substitui Jerome Powell em meio a um período de forte atenção do mercado sobre os rumos da política monetária americana.

▶️ No Brasil, os investidores monitoram a divulgação do relatório bimestral de receitas e despesas do governo federal, além dos dados de atividade industrial de março, publicados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Os preços do petróleo subiram nesta sexta-feira sem sinal de acordo para encerrar o conflito envolvendo o Irã. Com isso, o mercado segue em alerta, principalmente por causa da tensão no Estreito de Ormuz, uma rota importante para o transporte mundial de petróleo.

Com o risco de problemas no fornecimento, o barril do petróleo Brent passou de US$ 105. Antes da guerra, em fevereiro, custava cerca de US$ 70.

Um conselheiro dos Emirados Árabes Unidos afirmou que ainda existe “50% de chance” de EUA e Irã chegarem a um acordo para encerrar o conflito. Segundo ele, o maior risco é o Irã endurecer demais nas negociações e acabar perdendo oportunidades de acordo, como já teria acontecido no passado.

Ele também disse que a região precisa de uma solução política para evitar uma nova escalada militar. Na avaliação dele, apenas conseguir um cessar-fogo temporário pode não resolver o problema de forma definitiva e até abrir espaço para novos conflitos no futuro.

Nesta manhã, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) que 35 navios, incluindo petroleiros, porta-contêineres e outras embarcações comerciais, atravessaram o Estreito de Ormuz com permissão do Irã nas últimas 24 horas, segundo a mídia estatal. (acompanhe ao vivo)

Nos EUA, o clima político também trouxe incerteza. Parlamentares adiaram uma votação que poderia pressionar o presidente Donald Trump a retirar o país da guerra.

Kevin Warsh assume nesta sexta-feira a presidência do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, em um momento delicado para a maior economia do mundo.

🔎 O mercado acompanha de perto os próximos passos do novo chefe do Fed, já que as decisões sobre os juros nos EUA impactam o dólar, bolsas e até a economia brasileira.

Warsh foi indicado por Donald Trump para substituir Jerome Powell, que vinha sendo criticado pelo presidente americano por resistir à redução dos juros. Apesar disso, analistas avaliam que Warsh tem perfil técnico e histórico de combate firme à inflação. (leia a análise completa)

Hoje, a principal dúvida do mercado é se ele manterá juros altos para controlar a inflação ou se poderá abrir espaço para cortes no futuro. A alta do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio aumentou a pressão sobre os preços e dificultou uma redução dos juros americanos.

Na Ásia, as bolsas da China e de outros mercados asiáticos fecharam em alta nesta sexta-feira, recuperando parte das perdas do dia anterior.

Mesmo assim, as ações chinesas acumularam a segunda semana seguida de queda, pressionadas pela realização de lucros em empresas de tecnologia após a forte alta impulsionada pela inteligência artificial (IA).

Na China, o índice de Xangai subiu 0,87%. Já o CSI300, que reúne as maiores empresas de Xangai e Shenzhen, avançou 1,3%, aos 4.845 pontos, embora ainda tenha fechado a semana em queda de 0,3%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng ganhou 0,86%, aos 25.606 pontos, puxado pelas ações de tecnologia. A Lenovo disparou 20% e atingiu o maior valor em 26 anos.

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Dólar abre a R$ 5 de olho nas negociações nucleares do Irã e em dados dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/05/2026 10:02

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,003-0,74%Dólar TurismoR$ 5,202-0,78%Euro ComercialR$ 5,818-0,56%Euro TurismoR$ 6,064-0,55%B3Ibovespa177.356 pts1,77%MoedasDólar ComercialR$ 5,003-0,74%Dólar TurismoR$ 5,202-0,78%Euro ComercialR$ 5,818-0,56%Euro TurismoR$ 6,064-0,55%B3Ibovespa177.356 pts1,77%MoedasDólar ComercialR$ 5,003-0,74%Dólar TurismoR$ 5,202-0,78%Euro ComercialR$ 5,818-0,56%Euro TurismoR$ 6,064-0,55%B3Ibovespa177.356 pts1,77%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (21) em alta, avançando 0,13% por volta das 9h, cotado a R$ 5,0097. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

▶️ No exterior, os mercados repercutem a informação de que o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, teria determinado que o urânio enriquecido a níveis próximos ao grau militar permaneça no país. Segundo a Reuters, a notícia reduziu as expectativas de um acordo nas negociações envolvendo o programa nuclear iraniano.

Com isso, os preços do petróleo voltam a subir após a forte queda registrada na véspera. Por volta das 8h45, o barril do Brent para julho avançava 1,68%, a US$ 106,78, enquanto o WTI, referência nos Estados Unidos, subia 2,29%, cotado a US$ 100,51.

▶️ Ainda nos EUA, o Departamento de Trabalho divulga às 9h30 (de Brasília) os dados semanais de pedidos de seguro-desemprego. Na semana anterior, foram registrados 211 mil pedidos iniciais, enquanto a expectativa do mercado agora gira em torno de 210 mil solicitações.

▶️ No Brasil, os investidores seguem atentos aos desdobramentos do caso Master e aos possíveis impactos políticos das investigações envolvendo o banco. Além da Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República (PGR) também rejeitou a primeira proposta de colaboração premiada apresentada por Daniel Vorcaro.

▶️ Na agenda econômica, a Receita Federal divulga os dados de arrecadação de abril. Em março, a arrecadação federal somou R$ 229,249 bilhões, com alta real de 4,99% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, admitiu nesta terça-feira (19) que se reuniu com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, após a primeira prisão do banqueiro, no fim de 2025.

Segundo Flávio, o encontro foi realizado com o objetivo de "botar um ponto final na questão" do financiamento do filme "Dark Horse", uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, ex-presidente e pai do senador do PL.

"Eu fui, sim, para o encontro dele, para botar um ponto final nessa história, e dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo, e o filme não correria risco" , disse Flávio.

O senador havia pedido recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

🗣️ Em áudio revelado pelo site The Intercept Brasil — cuja existência e conteúdo foram confirmados pela TV Globo junto a investigadores e pessoas com acesso às informações —, o senador solicita US$ 24 milhões, valor que correspondia, à época, a cerca de R$ 134 milhões. Posteriormente, Flávio confirmou o envio da mensagem e afirmou que não cometeu qualquer irregularidade.

O episódio ganhou repercussão porque, até então, o senador vinha negando envolvimento nas tratativas. Ao mesmo tempo, intensificou críticas públicas ao Banco Master e defendia a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o escândalo envolvendo a instituição.

A Polícia Federal apura se recursos ligados a Vorcaro teriam sido usados para custear despesas do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro nos EUA. Segundo a investigação, o filme pode ter servido como justificativa formal para a transferência dos valores.

Os investigadores buscam esclarecer se o dinheiro foi efetivamente destinado à produção audiovisual, se houve desvio de finalidade ou se parte dos recursos acabou sendo usada para financiar a permanência de Eduardo no exterior.

A GOUP Entertainment, produtora de "Dark Horse", negou que tenha recebido dinheiro de Vorcaro ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário.

▶️ Investidores avaliam que a controvérsia pode desgastar a imagem de Flávio Bolsonaro e reduzir suas chances na disputa presidencial. Essa percepção alterou as expectativas sobre uma eventual mudança de governo e seus possíveis impactos sobre as contas públicas, pressionando o câmbio e contribuindo para a queda da bolsa.

A guerra entre EUA, Israel e Irã segue em clima de tensão, mas com negociações em andamento. Nesta quarta-feira, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que "dará uma chance" ao Irã e que "não tem pressa" nas negociações para encerrar definitivamente a guerra no Oriente Médio.

"Vamos dar essa chance, não tenho pressa. Todo mundo fica dizendo: 'Ah, as eleições de meio de mandato'. Não tenho pressa", disse.

A declaração foi dada após ele ser questionado por uma jornalista sobre o Estreito de Ormuz e a sua expectativa para o fim do confronto ao embarcar para um compromisso oficial em Connecticut. Trump declarou que atingir os objetivos da missão é mais importante do que estabelecer um cronograma para sua conclusão.

Mais tarde, já durante seu discurso na formatura da Academia da Guarda Costeira dos EUA, Trump voltou a falar sobre o Irã, disse que não irá ceder e que as tropas iranianas foram destruídas :

"Acabou tudo. A marinha deles acabou. A força aérea deles acabou. Quase tudo. A única questão é: vamos lá e terminamos o serviço? Eles vão assinar algum documento? Vamos ver o que acontece. Talvez tenhamos que atingir o Irã com ainda mais força, mas talvez não".

Os dois países chegaram a um impasse envolvendo o programa nuclear iraniano e o controle do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa grande parte do comércio global de petróleo.

Na véspera, o presidente americano afirmou que suspendeu um novo ataque ao Irã após pedidos de aliados como Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes, que acreditam em um possível acordo de paz.

🔎 Mesmo com a pausa, Trump disse que os militares americanos continuam prontos para atacar caso as negociações fracassem.

O Irã respondeu dizendo que suas forças estão em “alerta máximo” e prometeu reação rápida e forte a qualquer nova ofensiva dos EUA. (Veja o que cada lado exige para o fim da guerra no Oriente Médio)

Nos Estados Unidos, a guerra vem desgastando Trump politicamente. Pesquisas recentes mostram um aumento da rejeição popular ao conflito e queda na aprovação do presidente, principalmente por causa dos impactos econômicos e do medo de uma escalada militar maior.

Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta, recuperando-se de uma sequência de três dias de vendas e impulsionados pelo otimismo em relação às ações de tecnologia.

Ao final da sessão, o Dow Jones registrou alta de 1,31%, enquanto o S&P 500 teve ganhos de 1,07% e o Nasdaq Composite subiu 1,54%.

Na Europa, as bolsas fecharam perto das máximas nesta quarta-feira, impulsionadas por ações de setores de tecnologia e defesa e conforme investidores aguardam a divulgação de resultados da Nvidia, prevista para esta quarta-feira, após o fechamento dos mercados.

O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou em alta de 1,5%, aos 620,29 pontos. Já entre os principais mercados da região, o índice DAX, da Alemanha, avançou 1,38%, enquanto o CAC 40, da França, teve valorização de 1,70% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve ganhos de 0,99%.

Na Ásia, a maior parte das bolsas encerrou o pregão em queda. Na China, o índice CSI300, que reúne as principais empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, recuou 0,04%, enquanto o índice de Xangai caiu 0,2%.

Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 0,6%. No Japão, o Nikkei 225 fechou em baixa de 1,2%, aos 59.804,41 pontos.

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Crédito para taxistas e motoristas de app: veja os carros com juros menores no programa Move Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/05/2026 14:13

Carros Crédito para taxistas e motoristas de app: veja os carros com juros menores no programa Move Brasil O programa reduz juros e aumenta prazo de pagamento de carros zero km, que precisam custar até R$ 150 mil. A lista inclui modelos hatch, SUVs, sedãs e até carros elétricos. Por André Fogaça, Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

Volkswagen Polo, Chevrolet Onix Plus, BYD Dolphin e Fiat Pulse podem entrar no programa Move — Foto: arte/g1

O governo lançou, na última terça-feira (19), um programa federal chamado Move Aplicativos. A iniciativa permite que taxistas e motoristas de aplicativo financiem carros zero km pagando menos da metade dos juros normalmente cobrados no mercado.

Os pedidos de financiamento só começam a ser aceitos a partir do dia 19 de junho, mas o g1 já reuniu os principais carros que podem se enquadrar no benefício.

Custar até R$ 150 mil;Ser flex, elétrico ou híbrido flex (modelos híbridos apenas a gasolina não entram no programa);Ser zero km, já que o programa não contempla veículos usados;A montadora precisa estar habilitada no programa Mover.

A seguir, veja a lista de hatches, sedãs e SUVs que se enquadram nesses critérios. Foram consideradas apenas as versões com preço abaixo do teto definido pelo programa:

BYD DolphinBYD Dolphin MiniChevrolet OnixCitroën C3Citroën AircrossFiat ArgoFiat MobiHonda City HatchHyundai HB20Peugeot 208Renault Kwid

Chevrolet SpinChevrolet SonicChevrolet TrackerCitroën BasaltFiat FastbackFiat PulseRenault DusterJeep RenegadeNissan KaitVolkswagen NivusRenault KardianVolkswagen T-CrossHonda WR-V

O que é o programa?Quais são os juros do financiamento?Como posso participar?Quem pode participar?Como faço o cadastro?Tenho nome sujo, e agora?Como sei se fui aprovado?Como contrato o financiamento?

O programa foi criado por meio de uma medida provisória (MP) que autoriza uma linha de crédito de R$ 30 bilhões. A iniciativa reduz os juros do financiamento de veículos destinados a motoristas de aplicativo e taxistas, com limite de R$ 150 mil para carros zero quilômetro.

Os recursos virão do Tesouro Nacional e serão repassados ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O objetivo é cobrir a diferença entre os juros praticados no mercado e as taxas mais baixas oferecidas pelo programa.

O programa também prevê a cobertura de até 80% do risco de crédito nessas operações, funcionando como garantia para o pagamento da dívida, de forma semelhante à atuação de um fiador.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, as taxas de juros devem ser de 12,6% ao ano para homens e 11,5% para mulheres, e o prazo do financiamento pode chegar a 72 meses, com seis meses de carência.

Esse percentual corresponde a menos da metade da taxa de juros praticada pelo mercado. Segundo a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (ANEF), o índice foi de 26,4% ao ano em dezembro de 2025.

Para os motoristas de aplicativo, o programa exige que o comprador tenha cadastro ativo na plataforma há, no mínimo, 12 meses. Nesse período, é necessário ter realizado ao menos 100 corridas na mesma plataforma.

No caso dos taxistas, são exigidos licença e registro ativos nos órgãos de trânsito, além de regularidade fiscal. Motoristas cooperados também podem participar.

Criar um cadastro na plataforma pelo site gov.br/movebrasil, onde serão avaliados os pré-requisitos mencionados acima;A resposta é enviada em até cinco dias úteis;A partir de 19 de junho, motoristas aprovados poderão buscar o financiamento diretamente com a concessionária ou com o banco onde já possuem conta, para análise de crédito e contratação do financiamento.

Os taxistas precisam estar com a licença e o registro nos órgãos de trânsito em dia, além de manter regularidade fiscal.

Criar um cadastro na plataforma pelo site gov.br/movebrasil, onde serão avaliados os pré-requisitos mencionados acima;A resposta é enviada em até cinco dias úteis;A partir de 19 de junho, motoristas aprovados poderão buscar o financiamento diretamente com a concessionária ou com o banco onde já possuem conta, para análise de crédito e contratação do financiamento.

Ter o nome limpo não é uma exigência do programa, mas pode ser um critério adotado pelo banco para aprovar o financiamento do veículo. Por isso, instituições financeiras e concessionárias podem recusar a venda a pessoas com pendências financeiras.

A partir de 19 de junho, motoristas aprovados poderão buscar o financiamento diretamente na concessionária ou no banco em que já possuem conta, para análise de crédito e contratação do financiamento.

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Dólar abre com mercado de olho na ata do Fed e no cenário eleitoral

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/05/2026 09:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0400,85%Dólar TurismoR$ 5,2430,7%Euro ComercialR$ 5,8500,45%Euro TurismoR$ 6,0980,37%B3Ibovespa174.279 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,0400,85%Dólar TurismoR$ 5,2430,7%Euro ComercialR$ 5,8500,45%Euro TurismoR$ 6,0980,37%B3Ibovespa174.279 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,0400,85%Dólar TurismoR$ 5,2430,7%Euro ComercialR$ 5,8500,45%Euro TurismoR$ 6,0980,37%B3Ibovespa174.279 pts-1,52%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (20) em queda, recuando 0,17% às 9h, sendo negociado a R$ 5,0317. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

▶️ No exterior, o mercado continua acompanhando a guerra no Oriente Médio. Sem avanços concretos nas negociações para encerrar o conflito envolvendo o Irã, crescem as preocupações com os possíveis efeitos sobre a economia global.

▶️ A principal preocupação dos investidores é que a escalada das tensões provoque alta nos preços da energia, pressione a inflação, reduza o ritmo de crescimento da economia e mantenha os juros elevados por mais tempo em diversos países.

🔎 Apesar do cenário de cautela, os preços do petróleo recuavam pela manhã. Por volta das 8h45, o barril do Brent, referência internacional, caía 3,24%, para US$ 108,47, enquanto o WTI, principal tipo negociado nos Estados Unidos, recuava 2,48%, para US$ 101,79.

▶️ E por falar em inflação e juros, os investidores aguardam a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, banco central americano) realizada em 28 e 29 de abril, em busca de pistas sobre os próximos passos da política monetária na maior economia do mundo.

▶️ No Brasil, o cenário eleitoral segue no radar após pesquisa AtlasIntel mostrar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno.

Nesta terça-feira, Flávio admitiu que se reuniu com Vorcaro após a primeira prisão do banqueiro, no fim de 2025. Segundo o senador, o objetivo foi "botar um ponto final na questão" e evitar que a produção do filme fosse interrompida.

🔎 Para o mercado, o episódio levanta dúvidas sobre a força eleitoral da oposição e sobre sua capacidade de lançar uma candidatura competitiva em 2026. Com isso, aumentam as apostas de menor alternância no poder, o que influencia as expectativas para as contas públicas e pode mexer com o dólar e a bolsa.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, admitiu nesta terça-feira (19) que se reuniu com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, após a primeira prisão do banqueiro, no fim de 2025.

Segundo Flávio, o encontro foi realizado com o objetivo de "botar um ponto final na questão" do financiamento do filme "Dark Horse", uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, ex-presidente e pai do senador do PL.

"Eu fui, sim, para o encontro dele, para botar um ponto final nessa história, e dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo, e o filme não correria risco" , disse Flávio.

O senador havia pedido recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

🗣️ Em áudio revelado pelo site The Intercept Brasil — cuja existência e conteúdo foram confirmados pela TV Globo junto a investigadores e pessoas com acesso às informações —, o senador solicita US$ 24 milhões, valor que correspondia, à época, a cerca de R$ 134 milhões. Posteriormente, Flávio confirmou o envio da mensagem e afirmou que não cometeu qualquer irregularidade.

O episódio ganhou repercussão porque, até então, o senador vinha negando envolvimento nas tratativas. Ao mesmo tempo, intensificou críticas públicas ao Banco Master e defendia a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o escândalo envolvendo a instituição.

A Polícia Federal apura se recursos ligados a Vorcaro teriam sido usados para custear despesas do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro nos EUA. Segundo a investigação, o filme pode ter servido como justificativa formal para a transferência dos valores.

Os investigadores buscam esclarecer se o dinheiro foi efetivamente destinado à produção audiovisual, se houve desvio de finalidade ou se parte dos recursos acabou sendo usada para financiar a permanência de Eduardo no exterior.

A GOUP Entertainment, produtora de "Dark Horse", negou que tenha recebido dinheiro de Vorcaro ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário.

▶️ Investidores avaliam que a controvérsia pode desgastar a imagem de Flávio Bolsonaro e reduzir suas chances na disputa presidencial. Essa percepção alterou as expectativas sobre uma eventual mudança de governo e seus possíveis impactos sobre as contas públicas, pressionando o câmbio e contribuindo para a queda da bolsa.

O presidente dos EUA, Donald Trump afirmou que suspendeu um novo ataque ao Irã após pedidos de aliados como Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes, que acreditam em um possível acordo de paz.

🔎 Mesmo com a pausa, Trump disse que os militares americanos continuam prontos para atacar caso as negociações fracassem.

O principal impasse envolve o programa nuclear iraniano e o controle do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa grande parte do petróleo mundial.

O Irã respondeu dizendo que suas forças estão em “alerta máximo” e prometeu reação rápida e forte a qualquer nova ofensiva dos EUA. (Veja o que cada lado exige para o fim da guerra no Oriente Médio)

Nos Estados Unidos, a guerra vem desgastando politicamente Trump. Pesquisas recentes mostram um aumento da rejeição popular ao conflito e queda na aprovação do presidente, principalmente por causa dos impactos econômicos e do medo de uma escalada militar maior.

Em Wall Street, os principais índices futuros dos EUA avançavam por volta das 8h45 (horário de Brasília), indicando uma abertura positiva das bolsas. O Dow Jones subia 0,2%, o S&P 500 ganhava 0,4% e o Nasdaq, que reúne empresas de tecnologia, avançava 0,7%.

Na Europa, as bolsas operavam em alta moderada. O índice Stoxx 600, que reúne ações de diversos países do continente, subia 0,2%.

Entre os principais mercados da região, o índice DAX, da Alemanha, avançava 0,5%; o CAC 40, da França, ganhava 0,6%; e o FTSE 100, do Reino Unido, registrava alta de 0,21%.

Na Ásia, a maior parte das bolsas encerrou o pregão em queda. Na China, o índice CSI300, que reúne as principais empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, recuou 0,04%, enquanto o índice de Xangai caiu 0,2%.

Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 0,6%. No Japão, o Nikkei 225 fechou em baixa de 1,2%, aos 59.804,41 pontos.

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Economia comportamental: o que te faz gastar mesmo querendo economizar?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/05/2026 04:45

g1 explica Economia comportamental: o que te faz gastar mesmo querendo economizar? No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

A economia comportamental explica um hábito que se vê muito por aí: decidir economizar e, pouco depois, parcelar uma compra. O comportamento é chamado de “viés do presente”, quando o cérebro dá mais valor ao benefício imediato do que a ganhos maiores no futuro.

Na prática, muita gente prefere receber R$ 100 hoje a esperar um mês para ganhar R$ 120. Mas, quando a decisão é deixada para o futuro, esperar se torna mais fácil. Segundo especialistas, o problema não está no valor, mas na distância do tempo.

O mecanismo ajuda a explicar decisões como entrar no rotativo do cartão, parcelar compras sem necessidade e adiar escolhas importantes. O prazer imediato costuma pesar mais do que o custo futuro.

Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Camisa do Brasil na Copa do Mundo é a mais cara entre países campeões e tem alta acima da inflação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 15:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0370,79%Dólar TurismoR$ 5,2460,76%Euro ComercialR$ 5,8480,41%Euro TurismoR$ 6,1000,41%B3Ibovespa174.296 pts-1,51%MoedasDólar ComercialR$ 5,0370,79%Dólar TurismoR$ 5,2460,76%Euro ComercialR$ 5,8480,41%Euro TurismoR$ 6,1000,41%B3Ibovespa174.296 pts-1,51%MoedasDólar ComercialR$ 5,0370,79%Dólar TurismoR$ 5,2460,76%Euro ComercialR$ 5,8480,41%Euro TurismoR$ 6,1000,41%B3Ibovespa174.296 pts-1,51%Oferecido por

Vendida por R$ 749,99 nas lojas oficiais, a camisa do Brasil para a Copa do Mundo é a que mais pesa no bolso dos torcedores entre os oito países que já venceram o torneio.

A BBC News Brasil comparou o preço dos uniformes oficiais com a renda média da população de Alemanha, Inglaterra, França, Itália, Espanha, Argentina e Uruguai.

No Brasil, o valor corresponde a cerca de 17,5% da renda média mensal per capita, segundo o Banco Mundial, calculada em US$ 859 — o equivalente hoje a R$ 4.289.

Entre os países que já conquistaram o troféu, os preços mais altos proporcionalmente à renda estão nos três sul-americanos da lista.

Modelo veste uniforme da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026, vendida pela Nike por R$ 749,99 — Foto: Divulgação via BBC

Vendida por R$ 749,99 nas lojas oficiais, a camisa do Brasil para a Copa do Mundo é a que mais pesa no bolso dos torcedores entre os oito países que já venceram o torneio.

A BBC News Brasil comparou o preço dos uniformes oficiais com a renda média da população de Alemanha, Inglaterra, França, Itália, Espanha, Argentina e Uruguai.

No Brasil, o valor corresponde a cerca de 17,5% da renda média mensal per capita, segundo o Banco Mundial, calculada em US$ 859 — o equivalente hoje a R$ 4.289. O cálculo considera o Produto Interno Bruto (PIB) do país convertido em dólares e dividido pelo número de habitantes.

O valor adotado pelo Banco Mundial é superior ao calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a PNAD Contínua, que leva em conta a renda líquida.

Segundo o IBGE, a renda média mensal da população brasileira é de R$ 3.367, cenário em que a compra da camisa da seleção comprometeria 22,2% da renda.

Mas os dados do Banco Mundial foram adotados pela reportagem para garantir uma base única de comparação entre os países.

Se o cálculo levasse em conta o salário mínimo, por exemplo, o preço da camisa equivaleria, no Brasil, a 46,3% do valor total recebido por mês.

Essa comparação, porém, teria limitações. Enquanto no Brasil cerca de um terço dos trabalhadores recebem salário mínimo, na Alemanha apenas 6% da população ganha o piso salarial legal do país. Por isso, o indicador não funciona como um bom termômetro da renda média da população em cada território.

Neymar em jogo que eliminou o Brasil da Copa do Mundo, no Catar, em 2022; uniforme de 2026 ainda não entrou em campo — Foto: Suhaib Salem/Reuters via BBC

Entre os países que já conquistaram o troféu, os preços mais altos proporcionalmente à renda estão nos três sul-americanos da lista.

Nas nações europeias, os torcedores não precisam desembolsar mais do que 5,9% da renda média mensal para comprar uma camisa oficial.

O manto, como a peça é chamada por alguns brasileiros, representa 3,7% da renda mensal de um alemão, 4% da de um inglês, 4,8% da de um francês, 5,2% da de um italiano e 5,9% da de um espanhol, o percentual mais alto da Europa entre os campeões.

Entre os vizinhos do Brasil, é preciso gastar 9,2% da renda média mensal na Argentina para comprar a camisa oficial e 9,9% no Uruguai.

Embora os percentuais sejam bem mais altos do que os registrados na Europa, ainda ficam cerca de 8% abaixo do valor brasileiro.

Modelo veste uniforme da Alemanha para a Copa do Mundo de 2026, vendida por € 150 pela Adidas por $ 219.999 pesos argentinos — Foto: Divulgação via BBC

Ao converter euros, reais e pesos para dólares nas cotações desta terça-feira (19/5), o preço absoluto da camisa brasileira aparece como o segundo mais barato da lista (US$ 149,1), à frente apenas da Argentina (US$ 107,5). No entanto, quando a comparação leva em conta a renda da população, o Brasil dispara como o país mais caro para adquirir a peça.

As comparações foram feitas pela BBC News Brasil a partir do cruzamento de dados do Banco Mundial com informações das lojas oficiais da Nike e da Adidas, marcas responsáveis pela comercialização dos uniformes dessas seleções.

Os valores se referem às chamadas camisas de jogador. No caso da Nike, responsável pelo uniforme brasileiro, a empresa afirma que a peça utiliza uma tecnologia que permite a circulação de ar na pele, ajudando o corpo a se manter fresco em temperaturas elevadas e deixando o material mais leve.

Segundo as fabricantes, essas seriam as mesmas peças usadas pelos atletas em campo. A comparação considerou esse modelo porque, embora existam versões mais baratas no Brasil — como uma camiseta branca simples estampada apenas com o logo da CBF, vendida por R$ 149,90 —, nem todos os países oferecem alternativas equivalentes, já que alguns comercializam apenas os chamados modelos de jogador.

Até a publicação desta reportagem, a Nike não respondeu aos questionamentos da BBC News Brasil sobre quais fatores impactam a precificação da camisa.

Modelo veste o uniforme da Argentina para a Copa do Mundo de 2026, vendido pela Adidas por $ 219.999 pesos argentinos — Foto: Divulgação via BBC

O preço pago por uma camisa da seleção sempre foi considerado alto no Brasil. Em 1998, às vésperas da Copa do Mundo da França, a peça custava R$ 84. O valor representava 64,6% do salário mínimo da época, de R$ 130 — percentual superior ao atual, de 46,3%. Foi naquele ano que a Nike assumiu a produção dos uniformes oficiais em parceria com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

Ainda assim, a valorização da camisa desde então ficou acima da inflação. Se fosse corrigido pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial do IBGE para medir a variação do custo de vida, o valor de R$ 84 em 1998 equivaleria hoje a R$ 438 — isto é, R$ 312 a menos do que o cobrado nesta Copa.

Os reajustes entre uma Copa e outra variaram bastante ao longo do tempo. Entre os Mundiais de 2014, no Brasil, e de 2018, na Rússia, o aumento foi de 36,7%.

Já entre a Copa da Rússia e a do Catar, em 2022, a alta chegou a 55,6%, quando o preço saltou de R$ 449,90 para R$ 699,99. Foi um aumento de 55,6%, enquanto o IPCA acumulado foi mais baixo, de 29,1% — pela inflação, portanto, a camisa deveria ter custado até R$ 581.

Para a próxima edição, sediada por Canadá, Estados Unidos e México a partir do dia 11 de junho, o aumento foi menor: 7,1%, com o preço passando de R$ 699,99 para R$ 749,99. Ainda assim, a variação ficou acima da inflação acumulada no período, segundo a qual a peça deveria custar, no máximo, R$ 735.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Dólar inicia o dia atento a negociações entre EUA-Irã e cenário eleitoral no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 09:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (19) em alta, avançando 0,43% na abertura, cotado a R$ 5,0220. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

▶️ No exterior, os preços do petróleo recuam após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que suspendeu por dez dias um ataque planejado contra o Irã e dizer que há uma boa chance de um acordo nuclear com Teerã.

▶️ No Brasil, os investidores acompanham a pesquisa AtlasIntel, que mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e voltou a liderar no segundo turno. A pesquisa foi feita após a divulgações de áudios de Flávio pedindo dinheiro para o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

🔎 Em abril, antes da divulgação dos áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, o senador tinha 47,8% das intenções de voto, contra 47,5% de Lula. Agora, o petista aparece com 48,9%, enquanto Flávio caiu para 41,8%, em um movimento que reforça a cautela no mercado e influencia as expectativas para o dólar e a bolsa.

O episódio amplia a cautela dos investidores ao levantar dúvidas sobre a capacidade da oposição de lançar uma candidatura competitiva contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com isso, ganham força as apostas de menor alternância no poder, o que influencia as expectativas em relação ao ajuste das contas públicas e pode pressionar o dólar e a bolsa.

▶️ Ainda durante a manhã, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República, admitiu ter pedido recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, projeto sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

🗣️ Em áudio revelado pelo site The Intercept Brasil — cuja existência e conteúdo foram confirmados pela TV Globo junto a investigadores e pessoas com acesso às informações —, o senador solicita US$ 24 milhões, valor que correspondia, à época, a cerca de R$ 134 milhões. Posteriormente, Flávio confirmou o envio da mensagem e afirmou que não cometeu qualquer irregularidade.

O episódio ganhou repercussão porque, até então, o senador vinha negando envolvimento nas tratativas. Ao mesmo tempo, intensificou críticas públicas ao Banco Master e defendia a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o escândalo envolvendo a instituição.

A Polícia Federal apura se recursos ligados a Vorcaro teriam sido usados para custear despesas do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro nos EUA. Segundo a investigação, o filme pode ter servido como justificativa formal para a transferência dos valores.

Os investigadores buscam esclarecer se o dinheiro foi efetivamente destinado à produção audiovisual, se houve desvio de finalidade ou se parte dos recursos acabou sendo usada para financiar a permanência de Eduardo no exterior.

A GOUP Entertainment, produtora de "Dark Horse", negou que tenha recebido dinheiro de Vorcaro ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário.

▶️ Investidores avaliam que a controvérsia pode desgastar a imagem de Flávio Bolsonaro e reduzir suas chances na disputa presidencial. Essa percepção alterou as expectativas sobre uma eventual mudança de governo e seus possíveis impactos sobre as contas públicas, pressionando o câmbio e contribuindo para a queda da bolsa.

Em Wall Street, os principais índices americanos fecharam sem direção única, com ações de tecnologia em queda e preocupações sobre uma possível interrupção no fornecimento de petróleo por conta do impasse entre EUA e Irã no Oriente Médio.

Na Europa, o fechamento foi positivo. O índice STOXX 600, que reúne ações de diversos países do velho continente, fechou em alta de 0,5%, a 610,17 pontos.

Em Londres, o FTSE 100 avançou 1,26%, a 10.323,75 pontos, e, em Frankfurt, o DAX subiu 1,49%, a 24.307,92 pontos. Já em Paris, o CAC 40 ganhou 0,44%, a 7.987,49 pontos.

Na Ásia, a maior parte das bolsas fechou em queda. Em Xangai, o principal índice caiu 0,09%, aos 4.131 pontos. O CSI 300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,54%, aos 4.833 pontos.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng perdeu 1,11%, encerrando aos 25.675 pontos. Já em Tóquio, o Nikkei fechou em baixa de 0,97%, aos 60.815 pontos.

China reduz investimento no Tesouro dos EUA e derruba o dólar nos mercados globais — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Com tensão no Oriente Médio e alta do petróleo, governo sobe estimativa de inflação para 4,5% neste ano, no limite da meta

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 14:13

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,004-1,25%Dólar TurismoR$ 5,211-1,24%Euro ComercialR$ 5,830-0,99%Euro TurismoR$ 6,083-1,01%B3Ibovespa176.949 pts-0,19%MoedasDólar ComercialR$ 5,004-1,25%Dólar TurismoR$ 5,211-1,24%Euro ComercialR$ 5,830-0,99%Euro TurismoR$ 6,083-1,01%B3Ibovespa176.949 pts-0,19%MoedasDólar ComercialR$ 5,004-1,25%Dólar TurismoR$ 5,211-1,24%Euro ComercialR$ 5,830-0,99%Euro TurismoR$ 6,083-1,01%B3Ibovespa176.949 pts-0,19%Oferecido por

O governo elevou nesta segunda-feira (18) a sua estimativa para a inflação oficial deste ano de 3,7% para 4,5%.

A informação consta no Boletim Macrofiscal, da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo — que opera nesta segunda acima de US$ 110 — e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

"A perspectiva de maior inflação no ano reflete, principalmente, desdobramentos do conflito no Oriente Médio sobre os preços do petróleo e seus derivados. Contudo, as projeções também consideram que parte do impacto do choque nos preços do petróleo será contrabalanceada pelos efeitos do real mais apreciado, e por medidas mitigatórias adotadas pelo Governo Federal para conter o repasse do aumento dos combustíveis no mercado doméstico", informou o Ministério da Fazenda.

Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.Em 4,5% para este ano, portanto, a projeção do mercado financeiro no limite do sistema de metas – que é de 4,5%.Os economistas do mercado financeiro, porém, estimam que a inflação será mais alta neste ano: 4,92%.

O Ministério da Fazenda manteve em 2,3% sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Se confirmada, será a mesma taxa de crescimento registrada em 2025.

"No primeiro trimestre, a projeção agregada também foi preservada, embora com alterações de composição: a indústria passou a contribuir menos, os serviços ganharam participação e a agropecuária manteve sua contribuição em relação à projeção anterior. Nos trimestres intermediários, o ritmo de crescimento deverá recuar, refletindo os efeitos defasados da política monetária restritiva, com recuperação prevista apenas no quarto trimestre, à medida que a indústria ganhe tração", avaliou a Secretaria de Política Econômica.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

‘Prévia’ do PIB do Banco Central mostra crescimento de 1,3% no 1º trimestre e aceleração da atividade

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 09:49

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O Banco Central informou nesta segunda-feira (18) que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado a "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB), registrou crescimento de 1,3% no primeiro trimestre deste ano.

O resultado pelo BC foi calculado após ajuste sazonal — uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes. A comparação foi feita com o quarto trimestre de 2025.

O dado divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central mostra aceleração da economia. Isso porque, no quarto trimestre de 2025, o IBC-BR teve uma expansão menor, de 0,37%.O crescimento do IBC-Br no 1º trimestre 2026 foi o segundo resultado positivo seguido. A última retração do indicador foi registrada no terceiro trimestre de 2025 (-0,82%).Essa também foi a maior alta desde o terceiro trimestre de 2024, quando o indicador avançou 1,42%.

Os dados do BC mostram crescimento em todo setores da economia, com a que a indústria se destacando. Veja abaixo o desempenho setor por setor:

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. O resultado oficial do período, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), será divulgado em 29 de maio.

Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Ou seja, o consumo e o investimento total é menor. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem estar social.

A aceleração no ritmo de crescimento da economia acontece em um ano eleitoral, com o governo federal tendo zerado a tributação do IR para quem ganha até R$ 5 mil, além de ter liberado o FGTS e linhas de crédito mais baratas para a população.

Apesar do bom resultado da prévia do PIB no primeiro trimestre deste ano, o mercado financeiro acredita em desaceleração da economia no ano de 2026 fechado.

O mercado estima um crescimento de 1,86% em 2026, contra 2,3% no ano passado. O BC projeta uma expansão de 1,6% neste ano.

O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter a inflação no país.

▶️Na ata da última reunião do Copom, divulgada nesta semana, o BC informou que o chamado "hiato do produto" segue positivo. Isso quer dizer que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação.

De acordo com o Banco Central, em março deste ano, na comparação com o mês anterior, o IBC-Br registrou uma queda de 0,7%.

Com isso, houve piora na comparação com fevereiro, quando o indicador teve crescimento de 0,87%. Essa também foi a primeira queda em três meses.Na comparação com março de 2025, a chamada prévia do PIB do BC teve alta de 2,3% (sem ajuste sazonal).

Ainda segundo o Banco Central, o IBC-Br apresentou crescimento de 0,3% na comparação com os três primeiros meses de 2025.

E, em 12 meses até março, a expansão foi de 0,7%. Nesses casos, o índice foi calculado sem ajuste sazonal.

Os resultados do IBC-Br são considerados a "prévia do PIB". Porém, o cálculo do Banco Central é diferente do cálculo do IBGE.

O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE).

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o maior crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria mais pressão inflacionária, o que poderia contribuir para conter a queda dos juros.

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