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Apple perde recurso contra lei da União Europeia que limita poder das big techs

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 08:48

Tecnologia Apple perde recurso contra lei da União Europeia que limita poder das big techs Gigante de tecnologia é considerada pela UE como um gatekeeper, empresa que consegue controlar quais aplicativos e serviços chegam aos consumidores. Por Reuters

A Apple perdeu nesta quarta-feira (8) um recurso contra regras da União Europeia que classificam sua App Store e o sistema iOS como controladores de acesso.

A Lei de Mercados Digitais visa limitar o poder das grandes empresas de tecnologia. O descumprimento das regras pode gerar multas de até 10% do faturamento global.

O Tribunal Geral da União Europeia manteve a decisão da Comissão Europeia de classificar as 5 lojas da marca como um único serviço essencial.

A Apple contestou a classificação do iMessage, mas a Justiça declarou que o serviço não está sujeito às obrigações da nova lei.

A Apple perdeu, nesta quarta-feira (8), um recurso contra regras da União Europeia que classificam sua loja de aplicativos e o sistema operacional iOS como gatekeepers.

➡️ Gatekeeper é uma empresa que ocupa uma posição tão dominante no mercado digital que consegue controlar quais aplicativos e serviços chegam aos consumidores. Como milhões de pessoas dependem dessas plataformas, a legislação impõe regras para evitar que elas favoreçam seus próprios serviços ou dificultem a atuação de concorrentes.

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A Lei de Mercados Digitais da União Europeia criou uma série de regras para limitar o poder das grandes empresas de tecnologia e aumentar a concorrência no mercado digital. Entre as exigências estão medidas para impedir que essas empresas favoreçam seus próprios serviços em detrimento dos concorrentes.

Quem descumprir as regras pode ser multado em até 10% do faturamento anual global. Desde que a lei entrou em vigor, em maio de 2023, Apple, Meta e ByteDance entraram na Justiça para contestar alguns dos dispositivos da legislação.

A decisão do Tribunal Geral da União Europeia, com sede em Luxemburgo, reforça a estratégia do bloco de impor limites ao poder das grandes empresas de tecnologia para aumentar a concorrência e ampliar as opções disponíveis aos consumidores.

"Acreditamos firmemente que as exigências da DMA vão além do que é legal e proporcional, ameaçando enfraquecer décadas de proteções de privacidade e segurança que construímos e deixando nossos usuários vulneráveis a novos riscos", afirmou um porta-voz da empresa.

"Continuaremos defendendo a inovação e a privacidade que nossos clientes europeus merecem."

A empresa ainda pode recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça da União Europeia, a mais alta instância judicial do bloco.

A ação foi apresentada em 2024, depois que a Comissão Europeia classificou as cinco lojas de aplicativos da Apple — disponíveis em iPhones, iPads, computadores Mac, Apple TVs e Apple Watches — como um único serviço essencial de plataforma, sujeito às regras da Lei de Mercados Digitais.

"Independentemente do dispositivo, essas lojas têm a mesma função: conectar desenvolvedores de aplicativos aos usuários para facilitar a distribuição de softwares", afirmaram.

A Apple também contestou a classificação do iOS como uma plataforma essencial para que empresas alcancem os usuários. Esse enquadramento obriga a companhia a permitir que produtos e serviços concorrentes funcionem de forma integrada ao sistema operacional.

Além disso, a empresa questionou a classificação do iMessage como um serviço de comunicação que funciona sem depender de número de telefone, categoria que, segundo a Apple, poderia submetê-lo às regras da Lei de Mercados Digitais.

O tribunal, porém, afirmou que essa classificação, por si só, não produz efeitos jurídicos contra a empresa.

"Em particular, nenhuma das obrigações previstas na DMA se aplica ao iMessage, já que o serviço não foi incluído na decisão que definiu quais plataformas são consideradas controladoras de acesso", afirmou a Corte.

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Meta lança primeiro gerador de imagens de seu time de superinteligência artificial

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 18:46

Tecnologia Meta lança primeiro gerador de imagens de seu time de superinteligência artificial Muse Image será integrado ao Instagram e ao WhatsApp e suportará dezenas de efeitos de IA para fotos. Por Redação g1 — São Paulo

A Meta revelou nesta terça-feira (7) o novo gerador de imagens Muse Image. É o primeiro modelo de do tipo criado pelo Meta Superintelligence Labs, divisão da empresa que reúne alguns dos principais talentos do mundo na área de inteligência artificial.

Com o Muse Image, é possível adicionar mais de 30 feitos de inteligência artificial em fotos de stories no Instagram e gerar imagens em conversas com a Meta AI no WhatsApp.

O modelo foi anunciada por Mark Zuckerberg, CEO da Meta, que postou exemplos em que ele aparece com "clones" de si próprio, em uma foto que simula uma câmera 360º e com uma camiseta inflável.

O Muse Image permite marcar contas de Instagram em comandos para elas servirem de referência. A Meta diz que fotos públicas podem ser usadas para gerar novas imagens mais rapidamente.

A empresa afirma que usuários poderão controlar se o conteúdo de seus perfis pode ser usado por outras pessoas para criar imagens com inteligência artificial.

Ainda segundo a Meta, usuários podem fazer desenhos e comentários sobre as fotos para orientar as edições em imagens pelo Muse Image.

O Muse Image é uma nova etapa de desenvolvimento da divisão de superinteligência artificial. A Meta já tinha lançado o Muse Spark, modelo criado para raciocinar sobre questões complexas.

O Meta Superintelligence Labs é liderado por Alex Wang, contratado pela Meta em um acordo de US$ 14,3 bilhões. O departamento inclui engenheiros que foram atraídos por pacotes salariais de centenas de milhões de dólares.

O Muse Image será liberado primeiro em países selecionados e será expandido para outras regiões no futuro. O modelo também será integrado nas próximas atualizações com o Facebook e o Messenger.

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MEI: projeto que amplia teto terá impacto fiscal de R$ 8,1 bilhões em três anos, estima governo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 15:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,32%Dólar TurismoR$ 5,3540,29%Euro ComercialR$ 5,8870,19%Euro TurismoR$ 6,1320,16%B3Ibovespa171.839 pts-0,35%MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,32%Dólar TurismoR$ 5,3540,29%Euro ComercialR$ 5,8870,19%Euro TurismoR$ 6,1320,16%B3Ibovespa171.839 pts-0,35%MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,32%Dólar TurismoR$ 5,3540,29%Euro ComercialR$ 5,8870,19%Euro TurismoR$ 6,1320,16%B3Ibovespa171.839 pts-0,35%Oferecido por

O governo calcula um impacto fiscal de R$ 8,1 bilhões ao longo de três anos caso seja aprovado o projeto de lei complementar enviado pelo Executivo que amplia o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e autoriza a contratação de até dois funcionários.

🔎Encaminhada ao Congresso Nacional na última semana, a proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028.

O teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a "atualização dos limites de receita bruta busca compatibilizar os parâmetros legais com a realidade econômica dos microempreendedores, permitindo que negócios em processo de crescimento permaneçam enquadrados em regime simplificado por período mais adequado ao seu estágio de desenvolvimento".

Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais.

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Criado no final de 2008, o microempreendedor individual está inserido no Simples Nacional e se baseia em um regime simples para formalizar quem trabalha por conta própria, como autônomos e pequenos negócios. Atualmente, há cerca de 16,6 milhões de MEIs ativos no país.

🔎O MEI contribui para a Previdência, mas está isento dos demais impostos e contribuições federais, como IRPJ, CSLL, PIS e Cofins. Também seguirá isento dos futuros impostos sobre o consumo da reforma tributária, como a CBS federal e o IBS dos estados e municípios.

A contribuição gera direito a benefícios de aposentadoria por idade, aposentadoria por invalidez ou incapacidade permanente, pensão por morte, auxílio-doença (incapacidade temporária) e salário-maternidade.

Mesmo com contribuição reduzida, o programa tem registrado, desde seu início, elevada taxa de inadimplência.

No início do programa, em 2008, a alíquota cobrada era de 11% para a previdência social, valor que caiu para 5% em 2011. Também houve, naquele momento, definição de que essa alíquota simbólica de 5% passasse a ser o piso previdenciário para o segurado facultativo de baixa renda.

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Trump diz que transferência de produção da Toyota para os EUA é efeito das tarifas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 12:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1470,19%Dólar TurismoR$ 5,3510,23%Euro ComercialR$ 5,8850,12%Euro TurismoR$ 6,1300,13%B3Ibovespa172.174 pts-0,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,1470,19%Dólar TurismoR$ 5,3510,23%Euro ComercialR$ 5,8850,12%Euro TurismoR$ 6,1300,13%B3Ibovespa172.174 pts-0,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,1470,19%Dólar TurismoR$ 5,3510,23%Euro ComercialR$ 5,8850,12%Euro TurismoR$ 6,1300,13%B3Ibovespa172.174 pts-0,16%Oferecido por

O presidente dos EUA, Donald Trump, durante reunião na cúpula da Otan — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (7) que a decisão da Toyota de investir US$ 3,6 bilhões na construção de uma nova fábrica no Texas e transferir parte da produção de caminhonetes do México para os Estados Unidos é um 'grande acontecimento'.

Em publicação na Truth Social, Trump escreveu: "A Toyota está se mudando do México para os Estados Unidos (Texas!). Grande negócio. Tarifas em ação!".

Anunciado pela montadora japonesa na segunda-feira (6), o investimento prevê a construção de uma unidade de aproximadamente 232 mil metros quadrados no campus industrial da empresa em San Antonio. A fábrica deve entrar em operação até 2030 e criar cerca de 2 mil empregos.

Quando a nova unidade estiver concluída, a Toyota transferirá para o Texas parte da produção da picape média Tacoma atualmente realizada em Baja California, no México.

A montadora continuará produzindo a Tacoma em sua fábrica de Guanajuato, também no México. Em San Antonio, onde a nova instalação será construída, a empresa já fabrica as picapes Tundra e os SUVs Sequoia. Além disso, uma nova fábrica de eixos traseiros, com aproximadamente 46,5 mil metros quadrados, deve ser inaugurada no local no outono do Hemisfério Norte.

O anúncio ocorre em meio à pressão de Trump para que montadoras ampliem a produção nos Estados Unidos. Desde o início de seu mandato, o governo norte-americano elevou tarifas sobre automóveis, aço, alumínio e autopeças.

A Toyota afirmou que permanece comprometida com suas operações no México, no Canadá e nos Estados Unidos e defendeu a prorrogação do acordo de livre comércio da América do Norte, considerado essencial pelas montadoras para a integração da cadeia produtiva na região.

Em 2020, a empresa havia transferido a produção da Tacoma de San Antonio para Guanajuato, que passou a dividir a fabricação do modelo com a unidade de Baja California, responsável pela picape desde 2004.

O governador do Texas, Greg Abbott, informou que o projeto poderá receber uma subvenção estadual de US$ 20 milhões, além de outros incentivos.

Segundo a Casa Branca, o anúncio da Toyota é "um entre muitos" investimentos impulsionados pela agenda do governo Trump, baseada em tarifas, desregulamentação e cortes de impostos.

No ano passado, o presidente da Toyota, Akio Toyoda, apareceu usando uma camiseta "Trump-Vance 2024" e um boné vermelho com o slogan "Make America Great Again" ("Torne a América Grande Novamente"), gesto que recebeu elogios de Trump e críticas de ambientalistas.

A montadora também atuou junto ao Congresso e à Casa Branca para reverter regras de emissões da Califórnia e outras exigências relacionadas aos veículos elétricos. Ao mesmo tempo, a empresa afirma ter arcado com bilhões de dólares em custos adicionais em razão das tarifas impostas pelo governo Trump.

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Mesmo com tarifaço, déficit comercial dos EUA dispara 42% em maio com alta das importações

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 11:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1470,22%Dólar TurismoR$ 5,3490,21%Euro ComercialR$ 5,8850,15%Euro TurismoR$ 6,1310,13%B3Ibovespa171.759 pts-0,4%MoedasDólar ComercialR$ 5,1470,22%Dólar TurismoR$ 5,3490,21%Euro ComercialR$ 5,8850,15%Euro TurismoR$ 6,1310,13%B3Ibovespa171.759 pts-0,4%MoedasDólar ComercialR$ 5,1470,22%Dólar TurismoR$ 5,3490,21%Euro ComercialR$ 5,8850,15%Euro TurismoR$ 6,1310,13%B3Ibovespa171.759 pts-0,4%Oferecido por

O déficit comercial dos Estados Unidos aumentou de forma significativa em maio, impulsionado pelo avanço das importações e pela queda das exportações, segundo dados divulgados pelo governo nesta terça-feira (7).

🔎 O déficit comercial ocorre quando um país compra mais produtos e serviços do exterior do que vende para outros países. Em maio, os Estados Unidos importaram mais mercadorias e exportaram menos, ampliando a diferença entre compras e vendas externas.

O resultado foi registrado em um período marcado pelos impactos da guerra no Oriente Médio, que alterou fluxos do comércio internacional e aumentou a demanda por alguns produtos.

Além disso, o avanço dos investimentos em inteligência artificial impulsionou as compras externas de equipamentos e insumos usados na construção de centros de dados no país.

O déficit comercial dos EUA saltou 42,2% em relação a abril, alcançando US$ 77,6 bilhões (cerca de R$ 400 bilhões).

As importações cresceram 3,3%, para US$ 395,3 bilhões (R$ 2,04 trilhões), enquanto as exportações caíram 3,2%, para US$ 317,7 bilhões (R$ 1,64 trilhão).

Entre os produtos que mais contribuíram para o aumento das importações estão bens de consumo, petróleo bruto, insumos industriais, automóveis, peças e equipamentos de informática, segundo o Departamento de Comércio.

Do lado das exportações, as vendas externas de petróleo bruto e derivados aumentaram após os ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã no fim de fevereiro. Em contrapartida, produtos como medicamentos registraram queda nas exportações.

O aumento do déficit comercial também ocorre em meio à política de tarifas adotada pelo governo de Donald Trump.

As medidas têm como objetivo encarecer produtos importados, incentivar a produção doméstica e reduzir a dependência dos Estados Unidos de fornecedores estrangeiros.

No entanto, os dados de maio mostram que esse efeito ainda não apareceu. Mesmo com o aumento dos custos de importação, empresas americanas continuaram comprando produtos do exterior, especialmente itens considerados essenciais, como equipamentos de tecnologia, petróleo e componentes industriais.

A tarifa global mínima em vigor é de 10% sobre a maioria dos produtos importados, embora alguns setores estejam sujeitos a taxas adicionais, como aço, alumínio, automóveis e autopeças.

Além disso, o governo americano prevê novas tarifas para diversos países, incluindo o Brasil, em meio a investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos.

Especialistas apontam que empresas também podem antecipar compras do exterior para evitar possíveis aumentos de tarifas no futuro. Ao mesmo tempo, medidas de retaliação adotadas por outros países podem afetar as exportações americanas.

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Tarifaço de Trump: veja como café, mel e pescado vão tentar escapar das novas taxas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/07/2026 00:46

Agro Tarifaço de Trump: veja como café, mel e pescado vão tentar escapar das novas taxas Representantes dos setores participam nesta segunda-feira de audiências públicas do governo americano para tentar evitar a última sobretaxa de 25% aos produtos brasileiros propostas por Donald Trump. Por Paula Salati, g1 — São Paulo

Especialistas avaliam que, assim como no tarifaço de 2025, existe espaço para o Brasil negociar nesta nova ameaça tarifária dos EUA. — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Pelo menos três setores do agronegócio estão nos EUA para tentar reverter a nova rodada de tarifas propostas por Donald Trump contra produtos brasileiros, em uma audiência pública que acontece nesta segunda-feira (6), em Washington.

É o caso de empresas e associações ligadas à exportação de café solúvel, pescados e mel, que não estão entre os principais volumes vendidos aos Estados Unidos, mas acabaram entrando na ofensiva de Trump para ampliar seu poder de negociação em outras frentes.

"Sabemos que tudo isso faz parte de uma negociação mais ampla. Os Estados Unidos buscam um acordo em temas como minerais críticos, terras raras, PIX, big techs e outros assuntos", avaliou Aguinaldo Lima, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics).

Em 1º de junho, Trump propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, após uma investigação sobre diferentes temas, como desmatamento ilegal, pirataria e PIX. No dia seguinte, ele anunciou taxas adicionais de 12,5% para 60 países por falhas no combate ao trabalho forçado, incluindo o Brasil.

Em ambos os casos, uma longa lista de exceções foi apresentada para evitar uma alta de preços no mercado americano.

A carne bovina, um dos produtos mais exportados pelo Brasil aos EUA, entrou na lista, mesmo sendo alvo de críticas e investigações abertas pelo presidente americano. Uma delas apura se frigoríficos brasileiros que produzem nos EUA estão concentrando mercado e contribuindo para uma disparada de preços da carne.

Durante o mês de junho, o g1 conversou com empresas e associações que estão nos EUA para defender o Brasil contra a ameaça de novas sobretaxas. A seguir, veja como serão feitas as defesas de cada setor.

🍯 Mel vai mostrar que os EUA não têm como substituir o Brasil☕ Café solúvel mira impacto sobre preços e empregos 🐟 Pescados destacam sustentabilidade e segurança alimentar

O mel será defendido tanto por importadores americanos como por brasileiros, representados pela Associação Brasileira de Exportadores de Mel e pela Lambertucci Trade Solution, empresa especializada em promover o produto brasileiro em outros países.

Segundo a diretora da companhia, Joelma Lambertucci de Brito, a defesa vai destacar os seguintes pontos:

que o Brasil é o maior fornecedor de mel para os EUA: Cerca de 83% do mel orgânico importado pelos EUA é brasileiro. Considerando apenas o mel convencional, 75% das importações americanas têm origem no Brasil.que não há concorrência com o produtor americano no mel orgânico: enquanto a apicultura americana é voltada principalmente para a polinização e para o mel convencional, o Brasil reúne condições ideais para produzir mel orgânico.o impacto direto para o consumidor: a imposição de tarifas deve provocar aumento dos preços e até falta de mel orgânico nas prateleiras americanas. Não há produção doméstica suficiente para suprir a demanda.a dificuldade de substituição: a conversão de uma área de produção convencional para orgânica exige, no mínimo, um ano de transição. Isso significa que os EUA não conseguiriam substituir o fornecimento brasileiro por outro país em curto prazo.o risco de prejuízos e perda de empregos nos EUA: esse ponto da defesa contará com o depoimento de importadores americanos, que têm maior peso político.

Brito foi uma das pessoas que fez um trabalho de lobby nos EUA para explicar a importância do mel brasileiro para o mercado americano.

Ela participou de reuniões com o Departamento de Agricultura (USDA) e o Escritório de Comércio dos EUA (USTR) e, nessas conversas, percebeu um enorme desconhecimento por parte do governo americano sobre o peso do mel brasileiro nos EUA.

Ela conta que ouviu frases como: "eu consumo esse mel todo dia e não sabia que vinha do Brasil."

Segundo Brito, esse desconhecimento acontece porque o setor e o governo brasileiros falharam em divulgar a importância do mel brasileiro para esse mercado. "Não adianta simplesmente ser o maior fornecedor, você tem que realmente propagar", comenta.

"Vamos crer que a gente vai conseguir essa isenção. Mas se a gente não conseguir, vamos continuar nosso trabalho de lobby com os formadores de opinião em Washington. Isso deve ser contínuo para melhorar a rede de apoio ao mel brasileiro", conclui.

Dentre os cafés, o solúvel é o único que ficou de fora da lista de isenções do tarifaço. Tanto o café em grão, como o torrado e o moído estão protegidos caso Trump siga em frente com as taxas.

O setor será defendido pela própria Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), com o apoio da BMJ Consultores Associados.

a dependência do café solúvel brasileiro: os EUA produzem apenas 6% do café solúvel que consomem. O restante é importado, principalmente do Brasil e do México, diz a Abics.o peso do Brasil nas importações: em 2024, antes do tarifaço, o Brasil respondeu por 37% de todo o café solúvel importado pelos Estados Unidos.o impacto na inflação nos EUA: sem uma produção interna forte, as tarifas devem elevar o preço do café solúvel para o consumidor americano.a importância para a economia americana: parte da agregação de valor do café solúvel é feita nos EUA: são as empresas de lá que envasam e fazem a distribuição, o que gera emprego.

Aguinaldo Lima, diretor-executivo da Abics, diz que as tarifas sobre o café solúvel não têm nenhuma lógica, justamente pelo fato de o Brasil não ser concorrente dos americanos neste setor.

Ele conta ainda que um fato curioso é que o café solúvel aromatizado foi beneficiado pelas isenções, enquanto a versão tradicional ficou de fora. "Acreditamos que possa ter ocorrido alguma falha na classificação dos códigos, porque não faz sentido", afirma.

Outra hipótese levantada pela Abics é a de que os americanos estejam tentando reindustrializar o setor.

"Mesmo que os EUA decidam produzir mais café solúvel, ainda precisariam importar a matéria-prima. Além disso, trata-se de uma indústria que não leva menos de quatro ou cinco anos para ser instalada. Esse, inclusive, é um dos argumentos que estamos apresentando", afirma.

A defesa do pescado brasileiro será feita pela maior associação de pescados dos EUA, a National Fisheries Institute (NFI), conta Eduardo Lobo, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca).

Segundo ele, a apresentação deve repetir, em grande parte, os pontos levados ao governo americano no ano passado, quando o setor enfrentou tarifas de 50%.

Brasil não concorre com os EUA: a tilápia é o principal exemplo, já que os EUA dependem das importações para abastecer o mercado.Fornecedor estratégico: segundo o setor, o Brasil funciona como um fornecedor de segurança para os EUA, que hoje dependem fortemente da China para suprir parte da demanda por tilápia.Padrões sanitários, trabalhistas e ambientais: a defesa destacará que a produção brasileira segue normas internacionais, sem trabalho infantil ou escravo.Produção de baixo impacto ambiental: o setor também vai ressaltar que a pesca brasileira é predominantemente artesanal, realizada por pequenas embarcações familiares, o que reduz os impactos ambientais em comparação com a pesca industrial em larga escala.

O g1 procurou a National Fisheries Institute para saber mais detalhes sobre a defesa, mas não teve resposta até a publicação desta reportagem.

Em depoimento ao Escritório de Comércio dos EUA (USTR) no dia 5 de maio, o diretor jurídico da entidade, Bob DeHaan, pediu ao governo Trump que não taxasse a importação de pescados. Na ocasião, ele disse que a medida, caso adotada, vai pressionar a inflação aos consumidores americanos.

"Os estoques pesqueiros dos EUA já são explorados em seu limite sustentável e, por questões climáticas e geográficas, muitas vezes não há substitutos produzidos no próprio país. Por isso, os fornecedores americanos precisam recorrer ao mercado internacional", disse DeHaan, segundo nota publicada pela NFI.

O presidente da Abipesca reforça que o Brasil não é o principal fornecedor de pescados para os Estados Unidos. A liderança desse mercado é ocupada pela China.

Atualmente, os produtos brasileiros respondem por cerca de 5% de todas as importações americanas de pescado. Nos últimos anos, porém, importadores dos EUA vinham ampliando as compras do Brasil na tentativa de reduzir a dependência dos fornecedores chineses, diz Lobo.

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Muito além das remadas: a surpreendente economia dos vikings — que enfrentam o Brasil na Copa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/07/2026 04:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa172.788 pts0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa172.788 pts0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa172.788 pts0,64%Oferecido por

Após avançar às oitavas de final da Copa do Mundo, o Brasil enfrenta uma seleção que costuma levar para as arquibancadas um dos símbolos mais conhecidos da história nórdica: a remada viking.

Mas, muito antes de inspirar cantos nas arquibancadas — e séculos antes de jogadores como Erling Haaland chamarem atenção dentro de campo —, os vikings já comandavam uma rede comercial que se estendia por milhares de quilômetros.

Conhecidos pelas expedições militares, os vikings também construíram parte de sua prosperidade por meio do comércio, segundo estudos reunidos no livro Viking-Age Trade: Silver, Slaves and Gotland ("O comércio na Era Viking: prata, escravos e a ilha de Gotland", em tradução livre), de pesquisadores das universidades de Oxford e Cambridge.

Um dos motores da economia viking era a prata. Entre os anos 800 e 1000 d.C., centenas de milhares de moedas conhecidas como dirhams, cunhadas em regiões do atual Iraque, Norte da África e Ásia Central, chegaram ao norte da Europa.

Boa parte desse metal chegava à ilha de Gotland, atual território da Suécia. Com dezenas de portos, a ilha funcionava como ponto de encontro entre as rotas comerciais do Leste e do Oeste europeu e, por isso, concentra a maior quantidade de tesouros de prata da Era Viking já encontrada por arqueólogos.

Mas essas moedas não funcionavam como o dinheiro de hoje. Seu valor não dependia do número gravado, e sim da quantidade de prata que continham. Por isso, comerciantes costumavam pesá-las, dobrá-las ou fazer pequenos cortes para verificar a pureza do metal.

“Um observador experiente conseguia estimar, até certo ponto, o grau de adulteração da prata pela coloração de uma superfície recém-cortada. Da mesma forma, ao dobrar uma peça, era possível perceber aproximadamente se ela era feita de prata mais pura ou de uma liga com maior quantidade de metais comuns”, dizem os historiadores.

Em alguns centros comerciais, oficinas especializadas refinavam a prata para aumentar sua pureza antes que ela voltasse a circular no comércio ou fosse transformada em joias.

Remada Viking no parlamento: congresso da Noruega imita gesto de torcedores para incentivar seleção — Foto: Reprodução

Os pesquisadores argumentam que o comércio de peles, por si só, não explica o enorme volume de prata que chegou à Escandinávia durante a Era Viking.

A hipótese defendida no livro é que uma parcela significativa dessa riqueza foi obtida por meio do tráfico de pessoas escravizadas, que teria desempenhado papel central nas rotas comerciais da época.

De acordo com os historiadores, populações eslavas (habitantes de regiões que hoje fazem parte de países como Ucrânia, Polônia, Belarus e oeste da Rússia) eram capturadas e levadas para mercados ao longo do rio Volga e do Império Cazar, onde eram vendidas em troca de prata.

👥 Mulheres jovens e meninos estavam entre as pessoas mais valorizadas nesse comércio, voltado principalmente ao trabalho doméstico e à exploração sexual.

Os autores destacam que a escravidão não era apenas uma atividade econômica, mas também um dos pilares da organização social viking.

Em uma sociedade baseada na honra e nos laços familiares, quem era escravizado perdia não apenas a liberdade, mas também qualquer proteção jurídica e o reconhecimento de pertencimento a uma comunidade.

"O escravo era socialmente morto. Sem parentesco reconhecido e sem valor de honra, não possuía os direitos que definiam um homem livre", resumem os historiadores.

A posse de pessoas escravizadas também funcionava como símbolo de riqueza e prestígio. Além de desempenharem trabalhos nas fazendas e nas residências, esses homens e mulheres reforçavam o status de seus proprietários.

Relatos históricos citados pelos pesquisadores mostram, por exemplo, que comerciantes transformavam parte dos lucros obtidos com o tráfico humano em joias de ouro e prata usadas por suas esposas para demonstrar prosperidade.

Toda essa circulação de prata — também de peles e pessoas escravizadas — só era possível graças a uma ampla rede comercial. Um dos principais pontos de conexão desse sistema era a ilha de Gotland.

Localizada no Mar Báltico, Gotland ligava as rotas vindas do leste europeu e da Ásia aos mercados do Mar do Norte e do Atlântico. Descrita pelos pesquisadores como um verdadeiro "mega-empório" da Era Viking, a ilha reunia cerca de 50 portos e pontos de desembarque distribuídos ao longo da costa.

⚒️ Além de redistribuir a prata que chegava do Oriente, artesãos produziam em larga escala artigos como contas de vidro e pentes feitos com chifres de cervos e alces — matéria-prima que precisava ser importada, já que esses animais sequer viviam na ilha.

Mas a viagem da prata não terminava ali. Segundo os pesquisadores, o metal continuava circulando rumo ao oeste europeu e alcançava regiões como Irlanda e Inglaterra, evidenciando o alcance dessa rede de comércio.

"A prata, as pessoas escravizadas e Gotland foram elementos interligados no funcionamento do que apropriadamente se convencionou chamar de 'diáspora viking'", escrevem os historiadores.

Na avaliação dos autores, essas rotas comerciais conectavam o Oriente Médio e a Ásia Central ao Atlântico Norte, formando uma rede que atravessava grande parte da Europa e ajuda a explicar como os vikings construíram uma economia mais ampla do que a imagem tradicional dos guerreiros costuma sugerir.

Torcedores da Noruega participam da “remada viking” na Times Square, em Nova York, antes da partida contra Senegal pela Copa do Mundo de 2026. — Foto: REUTERS/John Sibley

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Muito além das remadas: a surpreendente economia dos vikings — que enfrentam o Brasil na Copa

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Após avançar às oitavas de final da Copa do Mundo, o Brasil enfrenta uma seleção que costuma levar para as arquibancadas um dos símbolos mais conhecidos da história nórdica: a remada viking.

Mas, muito antes de inspirar cantos nas arquibancadas — e séculos antes de jogadores como Erling Haaland chamarem atenção dentro de campo —, os vikings já comandavam uma rede comercial que se estendia por milhares de quilômetros.

Conhecidos pelas expedições militares, os vikings também construíram parte de sua prosperidade por meio do comércio, segundo estudos reunidos no livro Viking-Age Trade: Silver, Slaves and Gotland ("O comércio na Era Viking: prata, escravos e a ilha de Gotland", em tradução livre), de pesquisadores das universidades de Oxford e Cambridge.

Um dos motores da economia viking era a prata. Entre os anos 800 e 1000 d.C., centenas de milhares de moedas conhecidas como dirhams, cunhadas em regiões do atual Iraque, Norte da África e Ásia Central, chegaram ao norte da Europa.

Boa parte desse metal chegava à ilha de Gotland, atual território da Suécia. Com dezenas de portos, a ilha funcionava como ponto de encontro entre as rotas comerciais do Leste e do Oeste europeu e, por isso, concentra a maior quantidade de tesouros de prata da Era Viking já encontrada por arqueólogos.

Mas essas moedas não funcionavam como o dinheiro de hoje. Seu valor não dependia do número gravado, e sim da quantidade de prata que continham. Por isso, comerciantes costumavam pesá-las, dobrá-las ou fazer pequenos cortes para verificar a pureza do metal.

“Um observador experiente conseguia estimar, até certo ponto, o grau de adulteração da prata pela coloração de uma superfície recém-cortada. Da mesma forma, ao dobrar uma peça, era possível perceber aproximadamente se ela era feita de prata mais pura ou de uma liga com maior quantidade de metais comuns”, dizem os historiadores.

Em alguns centros comerciais, oficinas especializadas refinavam a prata para aumentar sua pureza antes que ela voltasse a circular no comércio ou fosse transformada em joias.

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Os pesquisadores argumentam que o comércio de peles, por si só, não explica o enorme volume de prata que chegou à Escandinávia durante a Era Viking.

A hipótese defendida no livro é que uma parcela significativa dessa riqueza foi obtida por meio do tráfico de pessoas escravizadas, que teria desempenhado papel central nas rotas comerciais da época.

De acordo com os historiadores, populações eslavas (habitantes de regiões que hoje fazem parte de países como Ucrânia, Polônia, Belarus e oeste da Rússia) eram capturadas e levadas para mercados ao longo do rio Volga e do Império Cazar, onde eram vendidas em troca de prata.

👥 Mulheres jovens e meninos estavam entre as pessoas mais valorizadas nesse comércio, voltado principalmente ao trabalho doméstico e à exploração sexual.

Os autores destacam que a escravidão não era apenas uma atividade econômica, mas também um dos pilares da organização social viking.

Em uma sociedade baseada na honra e nos laços familiares, quem era escravizado perdia não apenas a liberdade, mas também qualquer proteção jurídica e o reconhecimento de pertencimento a uma comunidade.

"O escravo era socialmente morto. Sem parentesco reconhecido e sem valor de honra, não possuía os direitos que definiam um homem livre", resumem os historiadores.

A posse de pessoas escravizadas também funcionava como símbolo de riqueza e prestígio. Além de desempenharem trabalhos nas fazendas e nas residências, esses homens e mulheres reforçavam o status de seus proprietários.

Relatos históricos citados pelos pesquisadores mostram, por exemplo, que comerciantes transformavam parte dos lucros obtidos com o tráfico humano em joias de ouro e prata usadas por suas esposas para demonstrar prosperidade.

Toda essa circulação de prata — também de peles e pessoas escravizadas — só era possível graças a uma ampla rede comercial. Um dos principais pontos de conexão desse sistema era a ilha de Gotland.

Localizada no Mar Báltico, Gotland ligava as rotas vindas do leste europeu e da Ásia aos mercados do Mar do Norte e do Atlântico. Descrita pelos pesquisadores como um verdadeiro "mega-empório" da Era Viking, a ilha reunia cerca de 50 portos e pontos de desembarque distribuídos ao longo da costa.

⚒️ Além de redistribuir a prata que chegava do Oriente, artesãos produziam em larga escala artigos como contas de vidro e pentes feitos com chifres de cervos e alces — matéria-prima que precisava ser importada, já que esses animais sequer viviam na ilha.

Mas a viagem da prata não terminava ali. Segundo os pesquisadores, o metal continuava circulando rumo ao oeste europeu e alcançava regiões como Irlanda e Inglaterra, evidenciando o alcance dessa rede de comércio.

"A prata, as pessoas escravizadas e Gotland foram elementos interligados no funcionamento do que apropriadamente se convencionou chamar de 'diáspora viking'", escrevem os historiadores.

Na avaliação dos autores, essas rotas comerciais conectavam o Oriente Médio e a Ásia Central ao Atlântico Norte, formando uma rede que atravessava grande parte da Europa e ajuda a explicar como os vikings construíram uma economia mais ampla do que a imagem tradicional dos guerreiros costuma sugerir.

Torcedores da Noruega participam da “remada viking” na Times Square, em Nova York, antes da partida contra Senegal pela Copa do Mundo de 2026. — Foto: REUTERS/John Sibley

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Governo lança programa para renegociações de dívidas de microempreendedores com descontos de até 70%

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/07/2026 17:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%Oferecido por

O governo federal lançou nesta sexta-feira (3) o Desenrola MEI, programa voltado à renegociação de dívidas de microempreendedores individuais (MEIs) inscritos na Dívida Ativa da União.

Segundo o governo, cerca de 3,5 milhões de MEIs têm débitos inscritos na Dívida Ativa, que somam R$ 12,4 bilhões. O valor médio das dívidas é de aproximadamente R$ 4 mil. O programa atenderá empreendedores com débitos de até R$ 20 mil.

🔎A iniciativa prevê descontos de até 70% sobre juros e multas, parcelamento em até 145 meses e prestação mínima de R$ 25.

A procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize Lenzi, afirmou que a medida não terá impacto fiscal para a União, já que as dívidas contempladas são consideradas de difícil recuperação. A expectativa do governo é recuperar cerca de R$ 1,2 bilhão por meio das renegociações.

“Não são só dívidas decorrentes do MEI. Um CNPJ pode ter uma dívida, por exemplo, com a Secretaria do Patrimônio da União, que está inscrita em dívida ativa. Essa dívida também entra no programa de regularização. É um programa de transação tributária customizado para sustentabilidade do pagamento e para a saúde financeira desses MEIs e que fecha o ciclo de estímulo a novos créditos”, disse.

Além da renegociação, o governo anunciou uma proposta para ampliar o limite de faturamento anual do MEI. O projeto de lei complementar, enviado ao Congresso Nacional nesta semana, prevê elevar o teto dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. O texto também autoriza a contratação de até dois empregados, ante o limite atual de um.

Especialistas veem MEI com custo elevado e recomendam reduzir benefício; governo quer ampliar limite e contrataçõesSenado aprova projeto que permite a servidores públicos se tornarem microempreendedores individuais

Segundo o ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Pereira, o teto de faturamento não é reajustado desde 2018 e, se tivesse sido corrigido pela inflação do período, estaria em torno de R$ 128 mil.

“Os efeitos econômicos são terríveis, porque esse empreendedor passa a ser inadimplente, fica com a sua margem de lucro apertada, vai para a renda informal, o que atrapalha o desenvolvimento dos negócios. Ou ele promove mecanismos que são indesejados pelo governo brasileiro, como o crescimento do lado, abre uma outra MEI”, afirmou.

O governo também anunciou a ampliação do Contrata+Brasil, plataforma que conecta órgãos públicos a microempreendedores para prestação de serviços.

O número de atividades econômicas aptas a participar passará de 107 para 141 Classificações Nacionais de Atividades Econômicas (CNAEs), com a inclusão de segmentos como alimentação, fotografia, produção cultural, organização de eventos e estética.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Ministro da Fazenda diz que pessoas e empresas alvos de sanções dos EUA já estavam sendo investigadas: ‘interferência nos preocupa’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/07/2026 13:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,79%Dólar TurismoR$ 5,379-0,71%Euro ComercialR$ 5,910-0,74%Euro TurismoR$ 6,167-0,65%B3Ibovespa174.518 pts1%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,79%Dólar TurismoR$ 5,379-0,71%Euro ComercialR$ 5,910-0,74%Euro TurismoR$ 6,167-0,65%B3Ibovespa174.518 pts1%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,79%Dólar TurismoR$ 5,379-0,71%Euro ComercialR$ 5,910-0,74%Euro TurismoR$ 6,167-0,65%B3Ibovespa174.518 pts1%Oferecido por

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta sexta-feita (3) em entrevista exclusiva ao g1 que os alvos das sanções aplicadas pelos Estados Unidos por suposta ligação com facções criminosas já estavam sendo investigados no Brasil "há um tempo" e que a "interferência" da gestão de Donald Trump preocupa.

A Polícia Federal (PF) fez hoje uma operação para desarticular uma organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas.

Ao todo, a PF expediu 11 mandados de prisão temporária. Entre os presos está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, que na última quarta-feira (1º) foi sancionada pelos EUA por suposto vículo com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, também alvo de sanções do governo americano, está entre os procurados pela PF, mas está foragido.

"Essas empresas já estavam sendo investigadas no Brasil, pela Polícia Federal, pela Receita [Federal]. A gente já sabia, não tem novidade. Hoje mesmo a polícia faz uma operação, quer dizer que a investigação já estava em curso há um tempo", disse Durigan.

Essa foi a primeira rodada de sanções econômicas divulgadas pelos EUA contra alvos que acreditam ter relação com facções criminosas após classificá-las como grupos terroristas internacionais, em junho.

"Essas organizações são, de fato, muito ruins e causam terror social no Brasil. E aí, o que a gente fica com dúvida, tanto nós, quanto a população brasileira, é o que será feito com isso. E esse espaço de ataque, esse espaço de interferência dos Estados Unidos no Brasil, sem que a gente saiba exatamente o que se pretende com isso, é o que nos preocupa", afirmou o ministro da Fazenda.

De acordo com o ministro, o Brasil está aberto a fornecer informações sobre indivíduos suspeitos de envolvimento com as facções criminosas, mas espera, em contrapartida, que os Estados Unidos forneçam informações aos investigadores brasileiros.

"Nesses casos de agora, especificamente, houve troca de informações. A própria autoridade brasileira informou ao governo dos Estados Unidos o que se passava aqui. A gente que já estava investigando e punindo essas pessoas e essas empresas", declarou o ministro.

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