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Churrasco, cerveja e torcida mais caros: veja a alta dos preços no mercado desde a última Copa do Mundo, em 2022

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/06/2026 03:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%Oferecido por

O churrasco pode ficar mais salgado para a torcida brasileira este ano — e não apenas por causa da carne. Itens comuns em reuniões para torcer pelo Brasil em jogos da seleção acumulam um aumento superior ao da inflação, de cerca de 12%, registrada desde a última Copa do Mundo, em 2022.

Para encher a grelha, só a linguiça não ficou mais cara. O frango teve alta de 18%, o pão de alho, de 15%, e a carne bovina, de 9%.

As bebidas também acompanham essa tendência: o preço da cerveja subiu 19% desde 2022, enquanto refrigerantes e sucos registraram aumentos ainda maiores, de 30% e 32%, respectivamente.

Itens mais populares seguiram a mesma variação. A salsicha enlatada teve alta de 26%; os petiscos, como chips, ficaram 21% mais caros; a pipoca de micro-ondas subiu 20%; os lanches prontos, 19%; e o amendoim, 17%.

As estimativas foram feitas, a pedido da BBC News Brasil, pela Scanntech, empresa referência no setor varejista para compilar e analisar cupons fiscais emitidos por mercados de pequeno, médio e grande porte em todo o país.

Os valores podem variar por diversos fatores, desde a localização e a rede de supermercado escolhida pelo consumidor até a marca dos produtos e, no caso da carne bovina, o corte adquirido. Por isso, a empresa prefere não divulgar os preços médios de cada item.

Os aumentos percentuais são valores aproximados, calculados a partir de uma base de cupons fiscais que, segundo a Scanntech, contempla as emissões de três em cada quatro estabelecimentos do setor.

Porta-voz e diretora de marketing da Scanntech, Priscila Ariani diz não acreditar que o consumo voltado para a Copa vá cair por causa da alta dos preços.

Pelo contrário: desta vez, a maioria dos jogos acontece à noite para os brasileiros, o que pode intensificar os encontros e facilitar a participação de quem normalmente não consegue deixar o trabalho para acompanhar uma partida realizada no meio da tarde, por exemplo.

Mas a cesta média de compras para uma reunião diante da televisão deve mudar, acrescenta ela. Segundo as estimativas da Scanntech, que fornece aos supermercados dados de inteligência para impulsionar o faturamento, a expectativa do setor é que as churrasqueiras tenham mais frango do que carne bovina.

Isso se deve a vários fatores. O primeiro, afirma a executiva, é que, embora o frango tenha registrado uma alta média de preços superior à da carne bovina, ele ainda custa muito menos e, diante do endividamento e da perda do poder de compra das famílias, tende a ter maior procura.

Mas há também razões que vão além do preço. Entre elas está o fato de o frango ser menos gorduroso.

A característica, diz Ariani, agrada tanto quem busca fontes de proteína consideradas mais saudáveis quanto pessoas em tratamento com canetas emagrecedoras, conhecidas por provocar enjoos quando o paciente consome cortes gordurosos — em geral bovinos, mesmo os nobres, devido à gordura intramuscular.

"O consumo mudou muito ao longo desses quatro anos, a gente teve crescimentos exponenciais da vertente de saúde. A proteína é a vedete da vez, né? Só se fala em proteína", ela diz.

Essa preocupação com hábitos saudáveis pode parecer paradoxal quando se fala de uma cesta de compras voltada à socialização, reconhece a executiva.

Ainda assim, ela afirma que é possível manter produtos associados à celebração sem abandonar os cuidados com a alimentação.

Nesse contexto, a Scanntech observa, por exemplo, um aumento no consumo de cervejas light, que costumam ter preço mais elevado, mas ao mesmo tempo são ingeridas em menor quantidade.

Para André Braz, coordenador dos Índices de Preços da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e especialista em política monetária e inflação, é difícil explicar de forma generalizada o aumento dos valores desses produtos.

Diversos fatores influenciam a formação dos preços, explica ele. O primeiro é a própria demanda. Quando a procura aumenta, como costuma ocorrer às vésperas e durante grandes torneios esportivos, os valores tendem a subir.

O diagnóstico é reforçado por um estudo da Scanntech, que registrou vendas, em média, 24% maiores nos dias que antecederam jogos da Copa de 2022 e de competições disputadas no ano passado, como o Mundial de Clubes, a Copa Intercontinental e a Libertadores.

Mas há fatores que vão além da demanda, especialmente no mercado de carne bovina, que enfrenta uma restrição de oferta ao mesmo tempo em que as exportações seguem aquecidas, diz o economista.

O Brasil bateu recorde de exportações de carne bovina in natura no ano passado, mesmo com as sobretaxas impostas pelo presidente americano Donald Trump.

Foram 3,50 milhões de toneladas embarcadas, alta de 20,9% em relação a 2024, e US$ 18,03 bilhões movimentados, o equivalente a cerca de 40,1% a mais do que o faturado no ano anterior, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), que compilou os dados com base em informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Mas o especialista afirma que existe, sim, um elemento comum a todos esses produtos e que contribui para encarecer quase tudo nas prateleiras dos supermercados: a logística.

"O setor de bebidas, por exemplo, enfrenta custos importantes relacionados a embalagens, logística e distribuição. Insumos como alumínio, vidro, plástico e transporte têm peso significativo na formação dos preços e podem pressionar reajustes acima da inflação média", ele diz.

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Copa do Mundo 2026: empresa é obrigada a liberar funcionários para ver jogos? Entenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/06/2026 03:46

Trabalho e Carreira Copa do Mundo 2026: empresa é obrigada a liberar funcionários para ver jogos? Entenda Seleção brasileira fará dois jogos em dias úteis na fase de grupos. Pesquisa mostra que maioria das empresas pretende flexibilizar a rotina durante as partidas. Por Redação g1 — São Paulo

Apenas 5% das empresas pretendem manter o expediente normal durante os jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026, segundo pesquisa da Catho. A maioria planeja flexibilizar horários ou liberar funcionários durante as partidas.

O levantamento mostra que 76% das empresas acreditam que a Copa impacta a rotina corporativa, principalmente em setores com operação noturna, como varejo, alimentação e serviços.

Entre as medidas mais adotadas estão a transmissão dos jogos no ambiente de trabalho e a liberação antecipada dos colaboradores antes das partidas da seleção.

Especialistas lembram que dias de jogo não são feriados. A liberação depende da decisão da empresa, e faltas sem justificativa podem gerar descontos, advertências e até suspensão.

O primeiro jogo do Brasil em dia útil acontece nesta sexta-feira (19), e empresas de todo o país já se prepararam para mudanças na rotina de trabalho durante os jogos.

As partidas da seleção reacendem dúvidas frequentes entre trabalhadores e empregadores: empresas são obrigadas a liberar funcionários? É permitido assistir aos jogos durante o expediente? As horas podem ser compensadas?

Além do jogo de hoje, o Brasil fará mais um jogo da fase de grupos em dia útil, mas ambos são à noite, no horário de Brasília. Caso a seleção avance no torneio, novas partidas podem voltar a coincidir com o horário de trabalho.

Embora seja comum que empresas flexibilizem horários ou reduzam o expediente durante a Copa, a legislação trabalhista não prevê folga obrigatória em dias de jogo. (veja abaixo como funciona)

Uma pesquisa da Catho, realizada com 420 empresas, mostra que apenas 5% pretendem manter o expediente normal durante os jogos da seleção brasileira. A maioria afirma que deve adotar algum tipo de flexibilização para os colaboradores.

Segundo o levantamento, 76% das empresas dizem que a Copa impacta, ao menos em parte, a rotina corporativa.

Além disso, 60% afirmam que os jogos coincidem com o horário de trabalho — cenário que tende a afetar principalmente setores com operação noturna, como supermercados, shoppings, padarias, varejo, alimentação e prestação de serviços.

Entre as medidas mais adotadas, 26% das empresas afirmam que irão transmitir os jogos no próprio ambiente de trabalho, enquanto 24% pretendem liberar os funcionários antes das partidas.

Para Patricia Suzuki, diretora de RH da Redarbor Brasil, grupo responsável pela Catho, a tendência é que as empresas busquem equilibrar produtividade e experiência do colaborador durante eventos de grande interesse coletivo.

“Existe uma percepção maior das empresas de que flexibilizar a rotina em momentos específicos pode contribuir para engajamento, clima organizacional e até produtividade, principalmente em equipes que atuam em jornadas mais extensas ou no período noturno”, afirma.

A startup GetNinjas já está enfeitada para a Copa do Mundo; funcionários verão jogos em telão — Foto: Marcelo Brandt/G1

Apesar da tradição em anos de Mundial, dias de jogo da seleção brasileira não são feriados. A legislação trabalhista não prevê nenhuma regra específica para a Copa do Mundo e, por isso, a jornada normal de trabalho continua valendo.

Na prática, isso significa que a empresa não é obrigada a liberar funcionários, reduzir expediente ou flexibilizar horários por causa dos jogos. Quando a liberação ocorre, a decisão parte exclusivamente do empregador.

Algumas empresas optam por liberar os funcionários sem desconto salarial, enquanto outras permitem que os trabalhadores assistam às partidas no próprio ambiente de trabalho. Há ainda empresas que mantêm o expediente normalmente.

Quando a dispensa ocorre sem desconto no salário, a folga é considerada remunerada. Em outros casos, as horas podem ser compensadas posteriormente.

O advogado trabalhista Marcel Zangiácomo, sócio do escritório Galvão Villani, Navarro, Zangiácomo e Bardella Advogados, explica que a compensação pode ser exigida quando a empresa decide liberar parcial ou totalmente os funcionários durante o expediente.

Segundo ele, a compensação precisa ser previamente combinada e respeitar os limites previstos na legislação trabalhista.

“A compensação não pode ultrapassar duas horas extras por dia e o acordo precisa ser claro para evitar que o trabalhador seja surpreendido depois”, afirma.

De acordo com o advogado, a compensação pode ocorrer em até um ano, desde que seja firmado o tipo adequado de acordo — individual verbal, individual escrito ou coletivo, dependendo do caso.

Já a falta injustificada em dias de jogo continua sendo tratada como uma ausência comum. O trabalhador pode sofrer desconto salarial e até perder o descanso semanal remunerado.

Advertências e suspensões também podem ocorrer em casos de reincidência. Ainda assim, especialistas ressaltam que faltar apenas para assistir a uma partida, sem aviso ou negociação prévia, não configura motivo automático para justa causa.

Para profissionais que atuam em regime de escala ou em setores essenciais — como saúde, transporte, segurança e atendimento ao público — as regras tendem a ser mais rígidas.

Segundo Zangiácomo, atividades consideradas essenciais não podem ser interrompidas por causa dos jogos. “A empresa não pode comprometer atividades essenciais por causa da Copa. Por isso, é importante planejamento e diálogo para minimizar impactos”, diz.

Nesses casos, acordos individuais costumam ser mais frequentes, com avaliação das condições operacionais de cada equipe.

O advogado também alerta que assistir aos jogos sem autorização, mesmo dentro do ambiente de trabalho, pode ser interpretado como indisciplina.

“Se a empresa determinou que não haverá pausa, o empregado precisa cumprir a orientação. Caso contrário, pode sofrer advertência e até suspensão”, afirma.

Especialistas destacam que, diante da ausência de uma regra única, o diálogo entre empresa e trabalhador é a melhor alternativa para evitar conflitos e garantir segurança para ambos os lados.

Funcionários trabalham na startup GetNinjas, que enfeitou o ambiente de trabalho para os jogos da Copa do Mundo — Foto: Marcelo Brandt/G1

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Joshua Baer, CEO da empresa Capital Factory, morre em acidente com jato executivo no Texas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 09:45

Tecnologia Joshua Baer, CEO da empresa Capital Factory, morre em acidente com jato executivo no Texas Baer comandava a Capital Factory, uma das principais empresas de investimento em startups de Austin, no Texas. Por Redação g1

Joshua Baer, fundador e CEO da Capital Factory, posa para uma foto no evento Force Con, em 29 de maio de 2022, em San Antonio, Texas. — Foto: Billy Calzada/The San Antonio Express-News via AP

Joshua Baer, fundador da Capital Factory, uma aceleradora de startups, morreu após um acidente com um jato executivo no Texas, nos Estados Unidos.

Segundo a agência de notícias Associated Press, a aeronave caiu em uma rodovia após os pilotos relatarem problemas mecânicos e pedirem autorização para um pouso de emergência em um aeroporto próximo.

Ainda de acordo com a AP, o acidente aconteceu na noite de terça-feira (16) em Laredo, cidade próxima à fronteira com o México. A morte de Baer foi confirmada na quarta-feira (17).

Pessoas tentam retirar passageiros de um avião após ele cair em uma rodovia na terça-feira, 16 de junho de 2026, em Laredo, Texas. — Foto: Zayra Garza via AP

"Embora a perda de vidas seja profundamente lamentável, é nada menos que um milagre que essa tragédia não tenha se tornado um evento fatal em massa", disse o prefeito de Laredo, Victor Treviño, durante uma entrevista coletiva.

Joshua Baer era um empreendedor conhecido no Texas por sua atuação no desenvolvimento do ecossistema de tecnologia de Austin.

Ele costumava se definir como um "Austinpreneur", combinação do nome da cidade com a palavra "entrepreneur" (empreendedor, em inglês), em referência ao seu interesse em conectar pessoas e negócios.

Baer fundou a Capital Factory, que se tornou uma das principais empresas de capital de risco de Austin, investindo em startups de tecnologia de diferentes áreas, de robôs a naves autônomas.

Em seu perfil no LinkedIn, aparecia usando uma camiseta com a frase "Eu ajudo pessoas a largarem empregos". A sede da Capital Factory fica no centro de Austin, próxima aos escritórios de grandes empresas de tecnologia, como o Google.

"Seja você ou não da área de tecnologia, hoje há um buraco no coração de Austin", disse Thom Singer, CEO do Austin Technology Council, organização que promove a indústria local de tecnologia.

Baer costumava resumir sua filosofia de vida na frase: "Plante muitas sementes. Regue para todo mundo. Repita". Em reconhecimento à sua atuação, recebeu em 2023 uma chave da cidade de Austin, símbolo de homenagem cívica.

Bryan Chambers, cofundador e presidente da Capital Factory, descreveu o sócio como um "verdadeiro superconector".

Após se formar na Carnegie Mellon University, em Pittsburgh, onde criou um negócio de marketing por e-mail, Baer se mudou para Austin em 1996 para trabalhar como desenvolvedor de software na Trilogy Inc. Ele fundou a Capital Factory em 2009 e costumava realizar encontros e conversas de negócios em uma cafeteria.

"Meu hobby são startups", disse Baer ao jornal Austin American-Statesman em 2012. "Eu não assisto esportes nem nada assim. Então é isso que eu faço. Quero ser investidor em toda grande empresa de tecnologia que surgir de Austin. Provavelmente é irrealista, mas vou tentar mesmo assim."

Baer também costumava conversar com estudantes do ensino médio e ocupava o cargo de "empreendedor residente" na Universidade do Texas.

"Ele era apaixonado pelo potencial da tecnologia para mudar o mundo e tornar a vida das pessoas mais eficiente e melhor", disse Singer. "E acreditava que os empreendedores poderiam, ao mesmo tempo, ganhar dinheiro e ajudar suas comunidades."

Os senadores texanos Ted Cruz e John Cornyn lamentaram a morte de Baer. Em uma publicação no X, Cornyn afirmou que ele foi um "líder inovador e criativo na cultura empreendedora de Austin".

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O que esperar da estreia de Kevin Warsh no Fed? Mercado observa tom do novo presidente

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 00:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%Oferecido por

A primeira reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) sob o comando de Kevin Warsh termina nesta quarta-feira (17) em um cenário que costuma preocupar: inflação resistente, mercado de trabalho aquecido e pressão política por juros mais baixos.

A expectativa de mercado financeiro é de que os juros sejam mantidos entre 3,5% e 3,75% ao ano. Ainda assim, o encontro é visto como o início de uma nova fase do BC americano.

Mais do que a decisão desta semana, os investidores buscam entender como Warsh pretende conduzir a instituição nos próximos anos e até que ponto estará disposto a manter uma postura firme no combate à inflação.

A primeira coletiva de Warsh será acompanhada em busca de sinais sobre como o novo presidente pretende se comunicar, qual será seu grau de tolerância a uma inflação acima da meta e até que ponto estará disposto a contrariar a Casa Branca.

A mudança de comando ocorre em meio a questionamentos sobre a independência do Fed e às pressões do presidente Donald Trump por juros menores.

“As turbulências no fim do mandato de Jerome Powell servem como lembrete de que a independência dos bancos centrais não é algo garantido. O que está em jogo vai além da estabilidade de preços e alcança a própria arquitetura financeira global”, afirma Anis Bensaidani, economista do BNP Paribas.

Kevin Warsh, nomeado por Donald Trump para presidir o Federal Reserve, em foto de 21 de abril de 2026 — Foto: Reuters/Kevin Lamarque

A troca de comando no Fed ocorre após meses de atritos entre Trump e o então presidente da instituição, Jerome Powell. Desde o início de seu segundo mandato, o republicano argumenta que juros elevados encarecem o crédito e prejudicam a economia.

🗣️ As críticas se intensificaram em julho do ano passado, quando Trump chegou a chamar Powell de “estúpido” e “cabeça oca”, acusando as decisões de juros de prejudicar os americanos.

Em entrevista à NBC News na última semana, porém, Trump adotou um tom diferente ao comentar o novo comando do banco central.

O republicano afirmou que quer que Warsh “faça o que quiser”, mas voltou a defender juros mais baixos e criticou a possibilidade de novas altas. Na visão do presidente, a economia americana continua forte, e encarecer o crédito seria uma forma de “punir o sucesso”.

Para Bensaidani, do BNP Paribas, a troca de comando no Fed, por si só, não deve provocar mudanças relevantes na condução dos juros. Segundo ele, a principal garantia da independência da instituição continua sendo a estrutura do comitê responsável pelas decisões.

“O voto de Warsh não tem mais peso do que o de qualquer outro diretor ou presidente regional com direito a voto — e esses integrantes, em geral, demonstram preocupação com o nível elevado e crescente da inflação.”

Na avaliação de Luiza Paparounis e Francisco Lopes, analistas do BTG Pactual, a combinação de atividade econômica forte, mercado de trabalho sólido e inflação elevada exige cautela por parte do Fed.

Ao mesmo tempo, uma postura “excessivamente paciente” pode ser interpretada pelo mercado como sinal de tolerância à inflação. Por isso, a comunicação do comitê ganha ainda mais importância.

Para os analistas, Warsh deve levar ao Fed sua visão crítica sobre o excesso de sinalizações a respeito dos próximos passos dos juros.

“É possível que ele tente reduzir a importância de sinalizações explícitas sobre a trajetória dos juros e enfatize que as decisões serão tomadas reunião a reunião, com base nos dados”, dizem.

Os dados recentes da economia americana ajudam a explicar por que o Fed enfrenta uma tarefa mais complexa e por que cresce a percepção de que os juros terão de permanecer elevados por mais tempo.

💼 Mercado de trabalho aquecido: a criação de 172 mil vagas em maio e a taxa de desemprego estável em 4,3% — ainda em níveis historicamente baixos — mostram que a economia continua gerando empregos. Ao mesmo tempo, os salários avançam cerca de 3,4% ao ano, sinalizando que a demanda por trabalhadores segue forte.⛽ Pressão nos preços: a inflação voltou a ganhar força. O índice de preços ao consumidor (CPI), uma das principais medidas do custo de vida, acumula alta de 4,2% em 12 meses, o maior patamar em três anos. O movimento foi impulsionado principalmente pelo aumento dos preços da energia em meio ao conflito no Oriente Médio.📈 Inflação ainda distante da meta: mesmo ao excluir itens mais voláteis, como alimentos e energia, os indicadores seguem acima do objetivo de 2% perseguido pelo Fed. O núcleo do CPI está em 2,9%, enquanto o núcleo do PCE — índice de inflação preferido do banco central americano por refletir melhor os hábitos de consumo das famílias — permanece em torno de 3,3%.📉 Crescimento mais moderado: por outro lado, a atividade econômica dá sinais de perda de fôlego. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu a uma taxa anualizada de 1,6% no último trimestre, abaixo dos 2% projetados anteriormente e das expectativas do mercado, indicando desaceleração em relação aos períodos anteriores.

Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, espera que o Fed abandone qualquer sinalização de corte de juros e reforce uma postura de “esperar para ver”, mantendo as decisões condicionadas aos próximos indicadores e ao cenário geopolítico.

“Embora Warsh tenha defendido recentemente uma flexibilização monetária antes do conflito, ele deve adotar uma postura técnica. Em sua primeira passagem pelo Fed, entre 2006 e 2011, era considerado mais rígido”, afirma Sung.

Para Axel D. Angermann, economista-chefe do Grupo FERI, a reunião desta semana pode ter implicações mais profundas do que a simples decisão sobre os juros.

Na avaliação dele, a estreia de Warsh pode marcar o início de uma “direção fundamentalmente nova” para o Fed, refletindo críticas que o economista faz há anos às políticas adotadas por seus antecessores, como Powell, Ben Bernanke e Janet Yellen.

Segundo Angermann, Warsh vê com ceticismo a expansão do balanço do banco central e a atuação mais ativa do Fed para sustentar a economia. Para ele, isso pode representar uma ruptura com a estratégia adotada nas últimas décadas e abrir espaço para uma condução menos intervencionista.

“A política monetária dos EUA pode voltar a seguir uma abordagem baseada em regras, como ocorreu pela última vez na década de 1990, sob Alan Greenspan, evitando ajustes ativos na economia e no mercado de trabalho.”

Para Angermann, mais importante do que a decisão desta semana será observar se Warsh começará a colocar essa filosofia em prática nos primeiros meses à frente do Fed.

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É #FAKE que 232 empresas ‘fugiram’ do Brasil para o Paraguai durante gestão de Haddad no Ministério da Fazenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 15:53

Fato ou Fake É #FAKE que 232 empresas 'fugiram' do Brasil para o Paraguai durante gestão de Haddad no Ministério da Fazenda Número refere-se ao período de 2007 e 2026. Ao Fato ou Fake, Câmara de Empresários Brasileiros no Paraguai desmeniu posts que distorcem dados; entenda. Por Redação g1 — g1

Mais de 230 empresas brasileiras chegaram ao Paraguai desde a promulgação da Lei Maquila, de 2007 — Foto: g1

Circulam nas redes sociais publicações dizendo que mais de 232 empresas "fugiram" do Brasil para o Paraguai durante o atual governo Lula (PT), iniciado em 2023. É #FAKE.

Desde 25 de maio, publicações no X e no Instagram exibem fotos do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) e uma caixa de texto sobreposta à imagem que diz: "Mais de 232 empresas já fugiram para o Paraguai, expondo o desastre tributário brasileiro". Em um dos conteúdos com as mesmas alegações, mas feitas em vídeo, o narrador diz: "Para você ter noção, os fornecedores da Nike e da Adidas acabaram de fechar as fábricas no Brasil e instalar no Paraguai. Carstens, até a própria JBS, amiguinha do governo, não conseguiu aguentar aqui. São mais de 232 empresas que saíram com a gestão desastrosa do ministro Fernando Haddad".

Mas isso é enganoso. Dados do governo paraguaio mostram que o número mencionado nas publicações refere-se ao total de empresas brasileiras que passaram a produzir no país vizinho a partir de 2007 (veja detalhes abaixo). Ou seja, o movimento não é restrito à gestão de Haddad, que permaneceu na Fazenda entre 2023 e março de 2026.

As publicações viralizaram após o Poder 360 publicar, em 23 de maio, uma reportagem com o título "Mais de 230 empresas brasileiras já produzem no Paraguai". Na primeira frase, o texto menciona o período considerado no levantamento: "O Paraguai atraiu 232 empresas brasileiras desde 2007 para atuar dentro da Lei de Maquila…".

É #FAKE que fabricação de produtos de Adidas, Nike e Umbro vai ser transferida do Brasil para o Paraguai

Consultada pelo Fato ou Fake por telefone, a Câmara de Empresários Brasileiros no Paraguai desmentiu que o número seja referente ao período do governo atual:

"Essas 232 empresas brasileiras não chegaram no Paraguai somente dentro do período do atual governo. Nosso levantamento é baseado em dados publicados pelo Ministério da Indústria e Comércio. São 318 indústrias de diferentes nacionalidades com aprovação para operar no regime de Maquila, desde 2007".

Segundo o levantamento com base em dados do governo paraguaio, o pico de pedidos de empresas brasileiras para operar sob o regime da Lei Maquila ocorreu entre 2016 e 2020, período em que 45 projetos foram aprovados. O Brasil é o país com mais empresas no programa, seguido por Argentina, Países Baixos e Estados Unidos.

Segundo informações do site oficial do Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai, a Lei Maquilla, assinada em 1997, é "um sistema de produção de bens e prestação de serviços cujo objetivo é promover o desenvolvimento industrial, a geração de emprego formal e o aumento das exportações com valor agregado nacional."

Contrato Internacional: "A produção no Paraguai é feita mediante as diretrizes de uma empresa sediada no exterior (chamada de matriz), sob o amparo de um contrato internacional". Foco em Exportação: "Tudo o que é produzido em território paraguaio sob essa modalidade deve ser destinado à exportação para qualquer parte do mundo".Tributo único de 1%: "A taxa de 1% é aplicada sobre o Valor Agregado Nacional (aquilo que foi adicionado em cada etapa da produção ou comercialização de um produto ou serviço) ou sobre o valor total da nota de exportação, dependendo de qual montante for mais alto. O regime também oferece a isenção temporária (suspensão) de tributos alfandegários".

Os incentivos para empresas estrangeiras foram ampliados recentemente com a aprovação da Lei nº 7547/2025, de modo a incluir empresas do setor de serviços. A regulamentação ocorreu em abril deste ano.

Mais de 230 empresas brasileiras chegaram ao Paraguai desde a promulgação da Lei Maquila, de 2007 — Foto: g1

50 vídeos VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKEAdicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)GloboPop: clique para ver vídeos do palco de Fato ou Fake

É #FAKE que 232 empresas ‘fugiram’ do Brasil para o Paraguai durante gestão de Haddad no Ministério da Fazenda

Número refere-se ao período de 2007 e 2026. Ao Fato ou Fake, Câmara de Empresários Brasileiros no Paraguai desmeniu posts que distorcem dados; entenda.

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Publicação mente ao usar o vídeo de uma colisão entre dois helicópteros na Malásia em 2024 para afirmar que as imagens são do acidente registrado neste domingo (14) no Rio de Janeiro.

Há 2 dias Fato ou Fake É #FAKE vídeo de gatinho flagrando ‘traição’; cena foi gerada com inteligência artificial

Nas imagens, animal abandona caça que daria de presente à ‘namorada’ ao vê-la interagindo com outro. Ferramentas de detecção comprovam que material é sintético. Ao Fato ou Fake, dono de perfil que divulgou conteúdo explicou como criou o registro; entenda.

Há 4 dias Fato ou Fake É #FAKE que Renata Lo Prete e Haddad brigaram em programa de TV; post usa IA e impulsiona site de investimento de alto risco

Cena feita com inteligência artificial simula confronto entre jornalista e ex-ministro que teria ocorrido no ‘Roda Viva’, da TV Cultura, ou no ‘Que história é essa, Porchat?’, do GNT.

Há 4 dias Fato ou Fake É #FAKE faixa com ameaça a quem elogiar decisão de Trump sobre PCC e CV; foto original mostra ‘recado do tráfico’ a motociclistas em 2022

Publicações mostram versão adulterada de mensagem divulgada no Espírito Santo que dizia: ‘Proibido tirar de giro e chamar no grau. Sujeito a cacete’. Conteúdo manipulado exibe: ‘Proibido elogiar a decisão do Trump. Não vamos aceitar essas coisas na comunidade, etc.’.

Há 4 dias Fato ou Fake É #FAKE que Vera Magalhães brigou com CEO do BTG no Roda Viva; imagens criadas com IA levam a site de investimento de alto risco

Conteúdos fabricados com inteligência artificial forjam discussão entre jornalista e empresário e induzem usuário a clicar em página que imita site da TV Cultura. Ao Fato ou Fake, Comissão de Valores Mobiliários alerta que plataforma pode levar à perda integral de valores; entenda.

Gravação usou cenas reais antigas, mas manipulou material com IA para atribuir declaração mentirosa ao ex-jogador. Ao Fato ou Fake, diretor do Museu Pelé e autor de livro sobre atleta desmentiram conteúdo; ferramentas de detecção comprovam adulteração.

Há 6 dias G1 Fato ou Fake É #FAKE mensagem em nome do INSS que avisa sobre pendência de prova de vida e tem link para reconhecimento facial

Site criado por golpistas coleta dados pessoais e selfie de vítimas. Ao Fato ou Fake, INSS informa que não solicita esse procedimento por mensagens ou telefone; entenda.

Há 6 dias Fato ou Fake É #FAKE site não oficial que imita página de inscrição do Enem; trata-se de golpe

Centro Integrado de Segurança Cibernética do Governo Digital publicou nota alertando sobre criminosos que roubam dados pessoais e cobram taxa via boleto ou PIX.

Vídeo mostra os animais lado a lado como se fossem uma só criatura foi identificado como conteúdo gerado por IA.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Ex-presidente da Caixa na gestão Bolsonaro, Daniella Marques vai atuar em plano econômico de Flávio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/06/2026 12:45

Ex-presidente da Caixa Econômica Federal e ex-assessora especial do Ministério da Economia durante a gestão Paulo Guedes, no governo Jair Bolsonaro, Daniella Marques passou a fazer oficialmente parte do time que elabora o programa econômico do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL).

Ao blog, Daniella afirmou que se licenciou por seis meses da empresa que trabalha, a Legend, para “ajudar o Brasil”. Segundo ela, a ideia é propor um modelo econômico “mais austero e virtuoso”.

A informação de que Daniella estava se licenciando da empresa para se dedicar ao programa de governo de Flávio foi antecipada pelo jornal "O Globo". Ao blog, Daniella se disse "indignada" com os gastos do atual governo em ano eleitoral.

Ao trazer um nome próximo a Paulo Guedes para seu plano econômico, Flavio tenta atrair o mercado financeiro, em especial depois da crise sobre o filme "Dark Horse" e dos recursos pedidos por Flávio a Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Com Daniella Marques, o pré-candidato do PL também tenta melhorar sua imagem com o eleitorado feminino.

Próxima de Paulo Guedes, a ex-presidente da Caixa tem experiência na área de gestão independente de fundos de investimentos. Foi sócia do ex-ministro na Bozano Investimentos, onde atuou como Diretora de Compliance e Operações e Financeiras (COO e CFO).

Ela tem formação de administradora de Empresas pela PUC-RJ com MBA em Finanças pelo Ibmec. Também foi diretora-executiva da Oren Investimentos; e, na Mercatto Investimentos, diretora de Risco e Compliance, Sócia e Gestora de Renda Variável.

Na gestão Bolsonaro, Daniella Marques também atuou na Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia.

Ela entrou no governo do político do PL, como chefe da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos do ministro Paulo Guedes, em janeiro de 2019.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Claude x ChatGPT: qual empresa sairá na frente na corrida trilionária da IA?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/06/2026 04:55

Tecnologia Claude x ChatGPT: qual empresa sairá na frente na corrida trilionária da IA? Enquanto Anthropic e OpenAI preparam seus IPOs, investidores apostam em quem liderará a próxima fase da inteligência artificial. Por Deutsche Welle

Sam Altman e Dario Amodei: qual CEO sairá na frente na corrida de Wall Street? — Foto: Jens Schicke/IMAGO/Julien De Rosa/AFP via DW

Poderia ser um roteiro de Hollywood, mas é real. Dois nerds ambiciosos que, com estratégias duras e muita persistência, disputam a supremacia na Inteligência Artificial (IA).

Também não faltam reviravoltas. Dario Amodei, chefe da Anthropic, criadora do Claude, recentemente pediu uma pausa no desenvolvimento da IA, alertando que os humanos poderiam perder o controle.

E isso poucos dias após apresentar à autoridade reguladora dos mercados americanos, a SEC, documentos para abrir o capital da empresa na bolsa (IPO).

Assim, os criadores do Claude saem na frente dos responsáveis pelo ChatGPT, da OpenAI, que só anunciaram sua estreia em Wall Street e submeteram a documentação necessária uma semana depois.

O momento parece favorável. As bolsas estão em alta e a IA está em evidência. Além disso, a Anthropic é avaliada atualmente em 965 bilhões de dólares, enquanto a OpenAI chega a 852 bilhões.

Um IPO poderia levar ambas ao grupo das empresas trilionárias — algo que hoje apenas gigantes como Nvidia, Apple, Alphabet, Amazon, Meta e Tesla alcançaram. Para comparação, a maior empresa alemã atualmente, a Siemens, vale cerca de 230 bilhões de dólares.

A consultoria Gartner estima que os gastos globais com inteligência artificial continuarão crescendo fortemente, ultrapassando US$ 2,5 trilhões já neste ano.

A maior parte desses investimentos está na infraestrutura de IA, sobretudo na construção e aluguel de grandes data centers, responsáveis por fornecer o poder computacional necessário.

Até agora, Anthropic e OpenAI captaram recursos por meio de rodadas de investimento, nas quais empresas e fundos apostam em startups com potencial de crescimento.

Segundo o analista Harrison Rolfes, da PitchBook, a OpenAI já arrecadou US$ 185,9 bilhões desde sua fundação, enquanto a Anthropic captou US$ 126,8 bilhões.

Para muitos especialistas financeiros, a Anthropic tem melhores perspectivas no mercado. "A Anthropic tem a melhor história para um IPO — e são sobretudo os números que convencem", afirma Rolfes.

A empresa deve faturar cerca de 47 bilhões de dólares neste ano, contra 30 bilhões da OpenAI, mesmo tendo captado menos recursos. Outro fator é o foco no mercado corporativo.

"Mais de mil empresas já gastam mais de um milhão de dólares por ano com a Anthropic", destaca o analista.

Já a OpenAI domina o segmento de consumidores com o ChatGPT, que tem mais de 900 milhões de usuários semanais — mas a maioria utiliza o serviço gratuitamente.

Pedro Domingos, professor emérito de ciência da computação da Universidade de Washington, concorda.

"A Anthropic está mais avançada nos serviços para empresas, e é daí que virá a maior parte do dinheiro. Mas isso pode mudar rapidamente". Segundo ele, a empresa tem mais demanda, mas menos capacidade computacional.

Claude costuma ser mais usado por empresas e ChatGPT, por usuários privados — Foto: Matteo Della Torre/NurPhoto/picture alliance via DW

A rivalidade também envolve grandes egos. Em 2021, Dario Amodei deixou a OpenAI por discordar da direção sob Sam Altman — excessivamente focada em dinheiro e insuficiente em responsabilidade.

Amodei também impôs limites quanto ao uso militar: o Claude não deveria ser utilizado para vigilância em massa nem sistemas de armas automatizados.

Isso levou o Pentágono a classificar a Anthropic como "risco de segurança na cadeia de fornecimento" — uma medida drástica, normalmente aplicada a empresas estrangeiras.

Sam Altman tenta ocupar esse espaço: a OpenAI planeja fornecer software ao Pentágono. Com isso, sua empresa vem assumindo cada vez mais o papel de "vilã" na disputa — algo irônico, considerando que a OpenAI foi fundada em 2015 com a missão de desenvolver IA de forma ética e responsável.

Especialistas acreditam que a postura de Amodei também tem um componente de marketing. Para Domingos, o sucesso rápido e a pressão crescente podem abalar a imagem da Anthropic como "a empresa do bem".

"Decisões difíceis virão, e alguns funcionários podem sair decepcionados — como aconteceu quando Amodei e outros deixaram a OpenAI".

Segundo Domingos, o objetivo final das empresas é desenvolver a chamada Inteligência Artificial Geral (AGI, na sigla em inglês), capaz de realizar qualquer tarefa cognitiva humana. "Quem chegar lá primeiro terá uma vantagem praticamente impossível de alcançar".

Ainda assim, Rolfes relativiza: "Chegar primeiro não significa vencer. Para lucrar de verdade com IA, é preciso adoção ampla, confiança das empresas e boas margens".

No fim das contas, diz ele, a disputa será decidida por qual tecnologia será adotada pelas maiores empresas do mundo.

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IPO da SpaceX coloca o mercado financeiro no centro da disputa tecnológica entre EUA e China

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/06/2026 05:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.133 pts-0,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.133 pts-0,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.133 pts-0,21%Oferecido por

A abertura de capital da SpaceX pode levar Wall Street para o centro da disputa tecnológica entre EUA e China por liderança em setores estratégicos.

Enquanto a China aposta em empresas estatais e recursos públicos, a SpaceX, "vitrine" americana, busca financiamento no mercado para expandir seus projetos.

A empresa de Elon Musk reúne negócios ligados ao espaço, comunicações via satélite e inteligência artificial, áreas centrais da disputa global.

Em 2025, a SpaceX realizou 170 lançamentos orbitais, mais do que qualquer país individualmente, consolidando sua liderança no setor espacial.

A corrida também passa pelos satélites: a Starlink concentra cerca de dois terços dos equipamentos ativos do planeta, enquanto Pequim tenta reduzir a distância.

A corrida espacial do século XXI não coloca Estados Unidos e China em lados opostos apenas na Lua. Ela também opõe dois modelos distintos de financiamento para tecnologias consideradas estratégicas no tabuleiro geopolítico.

De um lado, Pequim avança por meio de empresas estatais, planejamento de longo prazo e recursos públicos. Do outro, a SpaceX conseguiu US$ 75 bilhões (R$ 382,6 bilhões) diretamente em Wall Street para financiar projetos que vão de redes globais de comunicação à inteligência artificial e à infraestrutura orbital. (entenda mais a seguir)

Com a abertura de capital da companhia de Elon Musk acontecendo em um momento em que as duas maiores economias do planeta disputam liderança em áreas consideradas decisivas para as próximas décadas, o IPO amplia a participação do mercado financeiro em uma corrida tecnológica e geopolítica que extrapola o espaço.

🔎 Um IPO (Initial Public Offering, em inglês) é a primeira oferta pública de uma empresa, quando vende parte de suas ações e passa a ser negociada na bolsa de valores. O objetivo é captar recursos para expandir operações, investir em projetos ou reduzir dívidas.

Durante boa parte da história da exploração espacial — especialmente na Guerra Fria —, o avanço tecnológico foi financiado principalmente pelos governos. Tanto os EUA quanto a então União Soviética trataram o setor como uma questão de interesse nacional, destinando recursos públicos ao desenvolvimento de foguetes, satélites e missões tripuladas.

➡️ Nos EUA, esse modelo continua presente. Criada em 1958, a National Aeronautics and Space Administration (Nasa) é financiada pelo orçamento federal aprovado anualmente pelo Congresso. Para 2026, por exemplo, os parlamentares destinaram à agência US$ 24,4 bilhões (R$ 124,5 bilhões), valor equivalente a cerca de 0,35% dos gastos do governo americano.

Parte desses recursos financia programas conduzidos pela própria Nasa, mas outra parcela chega ao setor privado por meio de contratos. A missão Artemis II, por exemplo, contou com a participação de empresas como Boeing, Northrop Grumman e Lockheed Martin no desenvolvimento de equipamentos e sistemas.

Nos últimos anos, porém, o modelo americano passou a incorporar um novo elemento. Além de trabalhar em parceria com o governo, empresas privadas passaram a recorrer ao mercado financeiro para financiar projetos próprios de expansão. A SpaceX talvez seja hoje o exemplo mais visível dessa transformação.

📡 A companhia construiu a rede Starlink, ampliou sua presença em contratos governamentais e militares, e incorporou ativos ligados à inteligência artificial. Ao mesmo tempo, Musk ampliou sua influência dentro do governo americano na gestão de Donald Trump, na qual chegou a comandar o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE, na sigla em inglês).

Para Álvaro Machado Dias, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), projetos como o Starship, futuros centros de processamento de dados em órbita e iniciativas ligadas à infraestrutura lunar exigem uma escala de recursos que dificilmente pode ser sustentada apenas por investidores privados tradicionais.

Além disso, segundo ele, a companhia já ocupa uma posição estratégica para os interesses americanos, o que amplia a relevância de seus planos de expansão.

"Vale notar que Musk faz isso num momento em que a SpaceX já opera, há muito, como infraestrutura estratégica do Estado americano: lança satélites do Pentágono, sustenta o principal sistema de comunicações militares orbitais e tornou-se peça decisiva em conflitos como o da Ucrânia."

Por outro lado, na China, a lógica permanece mais concentrada no Estado: o programa espacial é conduzido a partir de metas definidas pelo governo, com participação de empresas estatais e investimentos públicos de longo prazo voltados à ampliação da presença chinesa no espaço.

É justamente nesse ponto que o IPO da SpaceX se torna mais do que uma operação financeira. Enquanto o modelo chinês continua apoiado principalmente em recursos estatais, a empresa de Musk, pretende recorrer ao mercado financeiro para financiar uma nova etapa de crescimento.

Diogo Cortiz, professor especializado em tecnologia e inovação da PUC-SP, observa que essa movimentação acontece em um momento de acirramento da disputa tecnológica entre EUA e China.

Na avaliação dele, a SpaceX ocupa uma posição singular porque reúne, sob o mesmo grupo, áreas consideradas estratégicas na disputa entre as duas maiores potências do planeta. Segundo o professor, essa competição se concentra hoje em três frentes principais:

a exploração espacial; o controle de sistemas de comunicação; e a capacidade de processamento necessária para o desenvolvimento da inteligência artificial.

“Quando observamos essas três dimensões, em conjunto, fica claro que a SpaceX não é apenas uma empresa de foguetes. Ela está presente em áreas fundamentais para qualquer país que pretenda disputar liderança tecnológica — seja na corrida espacial, na conectividade global por meio da Starlink ou no avanço da inteligência artificial”, afirma.

Se a SpaceX se tornou a principal vitrine do modelo americano de exploração espacial, a China aparece hoje como sua principal concorrente. A disputa envolve desde missões lunares até redes de satélites e capacidade de lançamento.

Um levantamento do astrofísico Jonathan McDowell, pesquisador do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, mostra que a China foi a segunda maior potência espacial do mundo em número de lançamentos orbitais em 2025, com 92 missões.

O resultado coloca o país bem à frente de outras potências espaciais, como a Rússia, mas ainda distante da liderança americana. No mesmo período, os EUA realizaram 181 lançamentos — quase o dobro do total chinês.

Mais do que isso: sozinha, a SpaceX respondeu por 170 missões, número superior ao registrado por qualquer outro país. Veja abaixo:

Segundo Franco Granda, analista sênior da PitchBook, a competição tende a se intensificar à medida que os dois países avançam em seus programas lunares.

“A SpaceX trabalha com a meta de realizar uma missão lunar não tripulada em 2027, enquanto Pequim pretende levar astronautas chineses à superfície da Lua até 2030.”

A disputa, porém, não acontece apenas no espaço sideral. Ela também está em curso na órbita terrestre, onde a SpaceX construiu uma vantagem difícil de ignorar.

➡️ Mais do que uma disputa por presença no espaço, trata-se de uma competição pelo controle das redes de comunicação que poderão sustentar serviços de internet, defesa e inteligência artificial nas próximas décadas.

Os dados compilados por McDowell mostram que, no final do ano passado, a rede Starlink concentrava cerca de dois terços de todos os satélites ativos do planeta. Dos 14,1 mil equipamentos em operação, aproximadamente 10 mil pertenciam ao sistema da SpaceX.

A diferença também aparece no ritmo de lançamento de satélites para essas redes orbitais. Somente em 2025, os EUA fabricaram e colocaram em órbita cerca de 3,4 mil satélites de comunicação de grande porte, quase todos destinados à constelação Starlink (3.267). No mesmo período, a China lançou 195 satélites da mesma categoria.

Só que Pequim tenta reduzir essa distância. Segundo a PitchBook, o país concentrou seus esforços em dois grandes projetos: a Guowang, constelação estatal com previsão de aproximadamente 13 mil satélites, e a Qianfan, iniciativa comercial planejada para reunir mais de 1.296 unidades.

Além da escala industrial, a China conta com uma vantagem geopolítica importante fora do círculo tradicional de aliados dos EUA.

Segundo os especialistas consultados pelo g1, o país vem combinando capacidade industrial, preços subsidiados e relações diplomáticas construídas por meio da iniciativa Cinturão e Rota — megaprojeto global de infraestrutura, comércio e cooperação que reúne mais de 150 países parceiros, com maior presença na África, Ásia e América Latina.

Essa capilaridade internacional, porém, não elimina os obstáculos enfrentados pelas empresas chinesas em outros mercados. Restrições geopolíticas e regras de exportação adotadas por países ocidentais — especialmente aliados históricos dos EUA — dificultam o acesso a contratos comerciais em diversas regiões.

“O setor comercial da China ainda está de cinco a dez anos atrás da SpaceX em termos de reutilização, e a segmentação geopolítica significa que os mercados chinês e ocidental são, na prática, arenas competitivas separadas”, observa Granda.

Bandeiras da China e dos Estados Unidos em uma rua chinesa antes da visita de Donald Trump ao país, em 13 de maio de 2026 — Foto: Reuters/Maxim Shemetov

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SpaceX estreia na bolsa: veja como investir na empresa e em outras ações no exterior

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 12:02

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,079-0,45%Dólar TurismoR$ 5,301-0,3%Euro ComercialR$ 5,879-0,5%Euro TurismoR$ 6,147-0,29%B3Ibovespa171.754 pts0,15%MoedasDólar ComercialR$ 5,079-0,45%Dólar TurismoR$ 5,301-0,3%Euro ComercialR$ 5,879-0,5%Euro TurismoR$ 6,147-0,29%B3Ibovespa171.754 pts0,15%MoedasDólar ComercialR$ 5,079-0,45%Dólar TurismoR$ 5,301-0,3%Euro ComercialR$ 5,879-0,5%Euro TurismoR$ 6,147-0,29%B3Ibovespa171.754 pts0,15%Oferecido por

As pessoas se reúnem para assistir a uma transmissão ao vivo com o CEO da SpaceX, Elon Musk, no dia da oferta pública inicial (IPO) da SpaceX no Nasdaq MarketSite, em Nova York — Foto: REUTERS/Jeenah Moon

A SpaceX, empresa de foguetes, satélites e inteligência artificial do bilionário Elon Musk, estreou na Nasdaq, bolsa de valores de tecnlogia de Wall Street, nesta sexta-feira (12). Avaliada em cerca de US$ 1,75 trilhão (R$ 9 trilhões), essa é maior oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da história.

Diante da alta demanda, bolsas de valores ao redor do mundo passaram a oferecer ativos vinculados aos papéis da companhia aos investidores. No Brasil, a B3 disponibiliza nesta sexta-feira o Brazilian Depositary Receipt (BDR) da SpaceX — um certificado negociado no país que representa as ações da empresa no exterior. Entenda a diferença entre BDR e ação.

Na prática, isso significa que investidores brasileiros poderão aplicar em ativos ligados à companhia sem precisar abrir conta no exterior ou realizar remessas internacionais e operações de câmbio. Na bolsa brasileira, o BDR da SpaceX será negociado sob o código SPCX34.

Segundo a B3, embora a ação da SpaceX no IPO tenha preço inicial estimado em US$ 135 (cerca de R$ 694,95), o BDR terá paridade de 1 para 15 — ou seja, cada ação no exterior corresponderá a 15 BDRs negociados na B3. Com isso, o investidor poderá acessar a empresa por um valor entre R$ 50 e R$ 70.

Enquanto a ação representa uma parte do capital de uma empresa — ou seja, ao comprar o papel, o investidor se torna sócio e pode, em alguns casos, ter direito a voto —, o BDR é um certificado de depósito de valores mobiliários.

Isso significa que o BDR é um investimento negociado no Brasil que representa ações de empresas no exterior. Na prática, funciona como um “recibo”: uma instituição financeira compra a ação lá fora e emite esse certificado para que o investidor possa negociá-lo aqui, em reais.

Com isso, os BDRs estão sujeitos tanto à variação das ações no exterior quanto às oscilações do câmbio — que também impactam o preço — e à volatilidade dos mercados internacionais.

"No caso de empresas de tecnologia e crescimento, como a SpaceX, esses movimentos podem ser ainda mais relevantes", diz a B3 em nota.

Acesse a sua conta na corretora ou no banco e entre na plataforma de compra e venda de ativos na bolsa (home broker).Busque pelo código de negociação (ticker) da empresa. No caso de BDRs, esse código costuma ter o número "34" no final. Escolha a quantidade de BDRs que deseja comprar.Defina o preço que deseja pagar ou se a compra será feita a mercado, quando você instrui a corretora a comprar o ativo imediatamente, pelo melhor preço disponível no momento.Envie a ordem de compra e confirme a operação. A negociação acontece na própria B3, em reais.

Outra alternativa para quem quer investir em empresas americanas são os ETFs — fundos negociados em bolsa que replicam o desempenho de um índice de referência ou de um setor da economia.

Ao comprar um ETF negociado na bolsa brasileira que replique o S&P 500, um dos principais índices de Wall Street, por exemplo, o investidor faz a transação em reais e, na prática, passa a investir em um conjunto de empresas americanas de uma só vez.

Acesse a sua conta na corretora ou no banco e entre na plataforma de compra e venda de ativos na bolsa (home broker).Busque pelo código de negociação (ticker) do ETF. No Brasil, esses códigos geralmente terminam em “11”.Escolha a quantidade que deseja comprar.Defina o preço que deseja pagar ou se a compra será feita a mercado, quando você instrui a corretora a comprar o ativo imediatamente, pelo melhor preço disponível no momento.Envie a ordem de compra e confirme a operação.

Outra opção seria a alocação de recursos em fundos de investimento, que são carteiras geridas por profissionais e que podem contar com diferentes ativos, incluindo ações internacionais em alguns casos.

Acesse a sua conta na corretora de investimentos ou no banco.Na aba de “fundos de investimento”, busque por carteiras que invistam em ações no exterior.Defina o valor que pretende investir ou a quantidade de cotas que deseja comprar.Confirme a operação.

Vale destacar que ambos os investimentos envolvem risco, já que estão ligados a ativos de renda variável e, portanto, sujeitos tanto às oscilações dos mercados no exterior quanto à variação do câmbio.

Além disso, investidores que querem ter investimentos em empresas específicas, como a SpaceX, no entanto, a presença nos ETFs ou fundos não é garantida, já que depende da composição das carteiras.

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Por que o PIX incomodou gigantes globais e gerou uma disputa silenciosa no mercado?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 04:44

g1 explica Por que o PIX incomodou gigantes globais e gerou uma disputa silenciosa no mercado? No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

O PIX entrou na mira do governo dos Estados Unidos em meio a discussões sobre o impacto do sistema brasileiro de pagamentos no mercado financeiro. O serviço permite transferências instantâneas e gratuitas, sem a necessidade de intermediários.

A expansão do PIX reduziu a participação de empresas que lucram com taxas cobradas em operações financeiras, como pagamentos com cartão. O setor é dominado por grandes companhias globais, muitas delas americanas.

Mas, além da disputa econômica, o debate envolve questões ideológicas e estratégicas. Por ser uma infraestrutura pública criada pelo Estado e amplamente adotada pela população, o PIX é apontado como um exemplo de alternativa aos sistemas tradicionais de pagamento e às redes financeiras que concentram parte do fluxo global de transações.

Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

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