RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Fabricante de chips vira a empresa mais valiosa da China após estreia histórica na bolsa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/07/2026 08:51

Tecnologia Fabricante de chips vira a empresa mais valiosa da China após estreia histórica na bolsa Ações da CXMT dispararam 466% no primeiro dia de negociações, após a maior oferta pública inicial da Ásia neste ano. Por Reuters

As ações da CXMT Corp dispararam 466% na estreia na Bolsa de Xangai nesta segunda-feira (27). A empresa tornou-se a mais valiosa do mercado acionário chinês.

A fabricante é importante na estratégia de Pequim para a indústria de semicondutores. Os papéis fecharam cotados a 49 iuanes no dia da estreia.

O valor de mercado da CXMT atingiu 3,3 trilhões de iuanes. Com isso, a fabricante superou o Banco Industrial e Comercial da China em valor acionário.

Cerca de 141,1 bilhões de iuanes em ações da CXMT foram negociados em Xangai. O volume diário superou 100 bilhões de iuanes na estreia.

A forte valorização da CXMT levantou preocupações sobre uma possível bolha. O crescimento permitiu elevar os preços cobrados de clientes como a Huawei.

As ações da CXMT Corp dispararam 466% em sua estreia na Bolsa de Xangai nesta segunda-feira (27), após a maior oferta pública inicial (IPO) da Ásia neste ano.

O desempenho levou a fabricante de chips ao posto de empresa mais valiosa do mercado acionário chinês, apesar da recente queda das ações de tecnologia em todo o mundo.

Com o endurecimento das restrições dos EUA, a disputa global pelo mercado de chips se intensificou. Nesse cenário, a CXMT se tornou uma peça importante da estratégia de Pequim para desenvolver uma indústria nacional de semicondutores e reduzir a distância em tecnologias estratégicas, como a inteligência artificial.

As ações fecharam cotadas a 49 iuanes (cerca de R$ 38), ante o preço de oferta de 8,66 iuanes por papel (aproximadamente R$ 6,70), depois de atingirem a máxima intradiária de 55,03 iuanes (cerca de R$ 42,50).

A valorização elevou o valor de mercado da CXMT para 3,3 trilhões de iuanes (cerca de R$ 2,5 trilhões), ante os US$ 85,5 bilhões (aproximadamente R$ 470 bilhões) registrados durante o processo de IPO.

A estreia colocou a CXMT como a empresa de maior valor de mercado da bolsa chinesa, superando o Banco Industrial e Comercial da China, líder histórico nesse ranking.

O desempenho da fabricante de chips no primeiro dia também superou com folga o da China Resources New Energy, cujas ações mais que dobraram de valor após uma oferta pública inicial (IPO) de US$ 3,6 bilhões no início deste mês.

A forte estreia mostra quanto os investidores estão dispostos a pagar por uma importante fabricante chinesa de chips, mesmo em um momento de volatilidade nos mercados locais após uma onda de vendas ligada ao setor de inteligência artificial.

Cerca de 141,1 bilhões de iuanes em ações da CXMT foram negociados em Xangai nesta segunda-feira, tornando a empresa a primeira ação da classe A a superar 100 bilhões de iuanes em volume negociado em um único dia, segundo a imprensa local.

As ações da fabricante chinesa de chips caíram 0,4%, enquanto outros papéis do setor avançaram 0,8%, à medida que gestores de fundos se reposicionavam para comprar ações da CXMT.

A forte valorização da CXMT, que passou a valer quase metade de sua rival americana Micron, também levantou preocupações sobre a possibilidade de uma bolha.

O crescimento da empresa no mercado chinês permitiu que ela elevasse os preços cobrados de clientes do setor de tecnologia, como a Huawei.

"As ações da CXMT estão muito caras e cheiram a especulação", afirmou Yuan Yuwei, gestor de fundos de hedge da Trinity Synergy Investments. Segundo ele, "é difícil dizer se esse otimismo é sustentável".

Empresas ligadas à inteligência artificial, incluindo fabricantes de chips, lideraram os ganhos dos mercados acionários globais neste ano.

Nos últimos meses, porém, as preocupações com avaliações consideradas elevadas e as dúvidas sobre se os altos investimentos em inteligência artificial serão capazes de aumentar os lucros rapidamente têm reduzido o entusiasmo dos investidores.

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IA da OpenAI furou testes e atacou outra empresa: ela se tornou poderosa demais para ser controlada?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/07/2026 05:53

Tecnologia IA da OpenAI furou testes e atacou outra empresa: ela se tornou poderosa demais para ser controlada? Episódio reacende debate sobre a segurança de sistemas de inteligência artificial após agentes acessarem a internet e atacarem, de forma autônoma, uma plataforma externa. Por France Presse

Logotipo da OpenAI em um celular diante de uma imagem gerada pelo DALL·E, ferramenta de criação de imagens do ChatGPT. — Foto: Michael Dwyer/AP

O ciberataque perpetrado de maneira autônoma por dois agentes de inteligência artificial da OpenAI levantou dúvidas sobre como os modelos de IA mais poderosos serão controlados.

O teste da OpenAI, em um ambiente fechado, buscava avaliar as habilidades de seu modelo "mais avançado", GPT-5.6 Sol, e seu sucessor, ainda não comercializado, uma avaliação que a startup americana costuma aplicar às suas IAs.

Os agentes conseguiram se conectar à internet e lançaram um ataque à plataforma Hugging Face, um repositório de modelos de IA.

"Eles entendiam que a OpenAI não queria que saíssem de seu ambiente de testes e invadissem outra empresa, mas mesmo assim fizeram isso", disse Jeffrey Ladish, diretor da Palisade Research, uma organização independente que avalia os novos modelos em termos de cibersegurança.

"Quase parecia que eles fizeram isso antes mesmo de ter um plano sobre o que fazer com o acesso à internet", segundo Ladish.

Em março, um grupo de desenvolvedores afiliados à empresa chinesa Alibaba descobriu que um de seus modelos tentava, por conta própria, criar uma criptomoeda após se conectar, sem autorização, a um servido externo.

Em abril, Sam Bowman, responsável pela segurança na Anthropic, recebeu um e-mail do modelo Mythos, que estava sendo testado. Ele informou que estava navegando na internet apesar de, inicialmente, estar isolado.

Os modelos, advertiu Ladish, "buscam liberdade para cumprir com seus objetivos de maneira mais efetiva. E isso dá muito medo".

O relatório de eventos publicados pela OpenAI sugere que a startup não detectou a situação suficientemente cedo para solucioná-la em tempo real ou alertar a Hugging Face. Questionada sobre o assunto pela AFP, a empresa não respondeu.

Desde os ataques hackers, a OpenAI disse que "implementou proteções mais fortes" para suas próximas avaliações.

Para Gang Wang, professor de Ciência da Computação na Universidade de Illinois, ainda é possível impedir que um modelo se conecte à internet cortando fisicamente o acesso. O problema, disse, é que "as pessoas subestimam a IA".

Garantir o ambiente "é algo que devemos prestar mais atenção (…) como se faz com os acidentes de laboratório" que liberam vírus ou bactérias, advertiu Andrew Lohn, do Centro de Segurança e Tecnologias Emergentes da Universidade de Georgetown.

Porém, para Dan Lahav, diretor executivo da Irregular – uma empresa de cibersegurança dedicada à IA de ponta -, realizar simulações em um ambiente completamente isolado "é um desafio de pesquisa muito difícil".

"É possível aplicar medidas de mitigação, mas devido à forma como a tecnologia está construída, quanto mais se tenta dar liberdade e autonomia para realizar tarefas mais sofisticadas, será mais difícil supervisioná-la", explicou Lahav sobre as salvaguardas nos testes.

O incidente da OpenAI sem dúvida impulsionará o atual debate no governo dos Estados Unidos sobre se deve inspecionar os modelos mais avançados de IA antes de seu lançamento.

O governo de Donald Trump obrigou a Anthropic a suspender dois de seus modelos e a OpenAI a submeter seus desenvolvimentos a testes antes de comercializá-los.

Na quinta-feira (23), dois congressistas americanos, um republicano e outro democrata, apresentaram um projeto de lei que obrigaria os gigantes de IA a contar com um "interruptor de desligamento" ("kill switch") que permita desativar seus sistemas caso representem um risco grave.

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Ideia de mini mercado pet em condomínios vira franquia com mais de 60 unidades

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 25/07/2026 02:55

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Ideia de mini mercado pet em condomínios vira franquia com mais de 60 unidades Após enfrentar dificuldades para comprar produtos para os próprios animais, empreendedora criou rede de lojas de autoatendimento que já está em 13 estados e projeta faturar R$ 1,2 milhão em 2026. Por PEGN

A ideia surgiu depois que a empreendedora enfrentou dificuldades para comprar ração e outros produtos para os próprios pets fora do horário comercial. A solução foi criar um mini mercado pet de autoatendimento dentro de condomínios.

As lojas funcionam 24 horas por dia e oferecem itens como ração, petiscos, brinquedos e produtos de higiene. Antes da instalação, a empresa faz um levantamento para adaptar o mix de produtos ao perfil dos moradores.

O modelo virou franquia e, em menos de um ano, chegou a mais de 60 unidades distribuídas por 13 estados e no Distrito Federal. O investimento varia de R$ 15 mil a R$ 40 mil.

A rede projeta faturar R$ 1,2 milhão em 2026 e pretende expandir a operação, apostando no crescimento do mercado pet e na busca por mais praticidade para os tutores.

Quem tem animal de estimação em casa sabe que os imprevistos acontecem. A ração pode acabar tarde da noite, o petisco preferido desaparecer da despensa ou surgir a necessidade urgente de um produto de higiene.

Foi justamente para resolver situações como essas que nasceu uma franquia de minimercados pet de autoatendimento instalada dentro de condomínios residenciais.

A ideia surgiu da experiência pessoal do empreendedor Fabrini Moscattini. Tutor de dois pets, ele conta que frequentemente chegava em casa e percebia que algum item essencial havia acabado. Em muitos casos, as lojas já estavam fechadas.

“Eles precisam se alimentar, têm as necessidades deles. Foi aí que surgiu a ideia de criar uma loja de autoatendimento focada exclusivamente no mercado pet”, afirma.

Inspirado pelo modelo dos minimercados autônomos já presentes em condomínios, Moscattini decidiu adaptar o conceito para atender exclusivamente cães e gatos. As unidades funcionam 24 horas por dia e oferecem itens como rações, petiscos, brinquedos, tapetes higiênicos e areia para gatos.

Ideia de mini mercado pet em condomínios vira franquia com mais de 60 unidades — Foto: Reprodução/PEGN

O modelo chamou atenção pela praticidade. Sem a necessidade de sair do condomínio, os moradores têm acesso aos produtos a poucos passos de casa. A compra é feita por meio de um totem de pagamento, onde o cliente seleciona os itens e conclui a operação por cartão ou outras formas eletrônicas.

O bom desempenho da primeira unidade levou o empreendedor a apostar no franchising. Segundo ele, a aceitação dos moradores mostrou que o conceito poderia ser replicado em diferentes regiões do país.

Hoje, a rede soma mais de 60 lojas espalhadas por estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Pernambuco, Tocantins, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

A expansão foi alcançada em menos de um ano de operação. Antes da instalação de cada unidade, a franqueadora realiza um levantamento do perfil dos moradores. O objetivo é entender quantos possuem animais de estimação e quais produtos são mais consumidos.

A estratégia permite personalizar o mix oferecido em cada condomínio. “A gente escuta os moradores antes de colocar qualquer produto. Entendemos a necessidade real daquele condomínio para levar benefício aos tutores e também gerar resultado para o franqueado”, explica Moscattini.

O investimento parte de R$ 15 mil para aquisição da franquia. Com estrutura, equipamentos, produtos e instalação, o valor pode chegar a cerca de R$ 40 mil.

Ideia de mini mercado pet em condomínios vira franquia com mais de 60 unidades — Foto: Reprodução/PEGN

Além da praticidade para os clientes, o modelo também atrai empreendedores pela operação enxuta. Como não há necessidade de funcionários permanentes na loja, os custos operacionais são reduzidos.

O controle de estoque e o monitoramento são feitos por sistemas digitais. Um dos franqueados da rede é Michell Cristian, que já atuava no setor pet antes de investir no formato. Atualmente, ele administra oito unidades.

“Por ser uma loja menor, mais prática e com menor dependência de mão de obra, resolvi apostar nesse mercado. É um modelo promissor e bastante rentável”, afirma.

Segundo a rede, o faturamento mensal das unidades varia entre R$ 10 mil e R$ 40 mil, com ticket médio de aproximadamente R$ 50.

O sucesso do formato também pode ser medido pela percepção dos moradores. A aposentada Solange Lourenço, tutora do cão Luke, diz que a loja instalada em seu condomínio já evitou diversos transtornos.

“Já aconteceu de a ração acabar e eu precisar sair correndo para comprar. Agora é só descer e resolver tudo aqui dentro. Facilitou muito a minha vida”, conta.

Além das compras emergenciais, a moradora afirma que brinquedos e petiscos estão entre os produtos mais procurados. E, segundo ela, Luke já transformou a loja em parada obrigatória durante os passeios.

Com o mercado pet brasileiro em expansão e consumidores cada vez mais atentos à conveniência, Moscattini acredita que ainda há espaço para um crescimento expressivo. De acordo com ele, o Brasil possui cerca de 300 mil condomínios residenciais, um universo que representa o principal alvo da rede.

“Mais do que um negócio rentável, é um projeto que nasceu da paixão pelos animais e da vontade de facilitar a vida dos tutores”, afirma o empreendedor.

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Agente de IA da OpenAI invadiu sistema do Hugging Face e empresa só percebeu dias depois, diz investigação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 19:51

Tecnologia Agente de IA da OpenAI invadiu sistema do Hugging Face e empresa só percebeu dias depois, diz investigação Agente autônomo de inteligência artificial teria escapado do ambiente de testes da empresa, invadido o Hugging Face e só foi identificado pela OpenAI após dias de investigação; caso reacende debate sobre segurança e controle de sistemas avançados de IA. Por Reuters — Washington e São Francisco

Um agente de inteligência artificial da OpenAI conseguiu escapar do ambiente isolado de testes da empresa e invadiu sistemas do Hugging Face, uma plataforma que reúne ferramentas e modelos de IA.

A OpenAI só identificou que seu próprio agente estava por trás do ataque dias depois de o problema já ter sido contido e após o FBI ter sido acionado, segundo pessoas familiarizadas com a investigação.

O agente – um programa capaz de tomar decisões e executar tarefas complexas com pouca ou nenhuma supervisão humana – tentou sair das barreiras de segurança impostas pela OpenAI por volta de 9 de julho, de acordo com duas fontes ouvidas pela Reuters.

Dois dias depois, em 11 de julho, começou a invasão ao Hugging Face, que funciona como uma espécie de biblioteca de modelos e ferramentas de IA. O ataque continuou até 13 de julho, segundo Thomas Wolf, cofundador da empresa.

A OpenAI levou mais alguns dias para descobrir que seu próprio sistema estava envolvido no ataque. O primeiro contato entre as duas empresas ocorreu apenas por volta de 20 de julho, segundo Wolf e outras três pessoas ligadas à investigação.

A revelação pública feita pela OpenAI em 21 de julho de que um de seus agentes havia perdido o controle e realizado a invasão chamou atenção mundial. Agora, novos detalhes indicam que o sistema permaneceu fora dos limites esperados por mais tempo do que se sabia e que a empresa demorou para identificar o problema.

O Hugging Face prepara uma linha do tempo pública sobre o incidente, mas Wolf afirmou que não poderia comentar o que ocorreu dentro da OpenAI. Em nota, a empresa disse que o episódio foi sem precedentes e representa “um momento importante para a segurança da inteligência artificial”.

A companhia afirmou ainda que está analisando o caso com especialistas externos e que divulgará um relatório técnico posteriormente.

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Uma porta-voz da OpenAI afirmou que havia “diversas informações imprecisas” na reportagem da Reuters, mas não detalhou quais seriam os pontos incorretos. O FBI não comentou o caso.

O episódio reacende preocupações sobre o risco de sistemas de inteligência artificial cada vez mais independentes perderem o controle de seus próprios processos. O caso ocorre em um momento delicado para a OpenAI, criadora do ChatGPT, que avalia uma possível abertura de capital para levantar recursos e financiar sua expansão.

O CEO da OpenAI, Sam Altman, já declarou diversas vezes que apoia uma maior regulamentação em torno da IA — Foto: Reuters

Especialistas em segurança digital afirmam que o incidente levanta dúvidas sobre os mecanismos usados pela empresa para monitorar seus sistemas.

“Isso significa que eles deixaram o agente funcionando sozinho e não perceberam o que ele estava fazendo? Ou perceberam e não sabiam como contê-lo? Os dois cenários são igualmente perigosos e preocupantes”, afirmou Marley Smith, especialista em inteligência da organização sem fins lucrativos World Ethical Data Foundation.

O episódio começou durante testes feitos pela OpenAI para avaliar a capacidade de um agente de inteligência artificial em tarefas de segurança digital. O sistema era alimentado por dois modelos avançados da empresa, incluindo o GPT-5.6 Sol e outro modelo ainda não lançado oficialmente, descrito pela companhia como “ainda mais poderoso”.

Segundo três fontes ouvidas pela Reuters, já havia sinais de comportamentos inesperados da tecnologia antes do ataque.

Em um dos casos, o agente teria deixado anotações para versões futuras de si mesmo. Esses registros, encontrados dentro da infraestrutura da OpenAI, continham instruções sobre como outros agentes poderiam escapar das limitações impostas pela empresa, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

Em testes anteriores, também houve situações em que sistemas de monitoramento foram desligados, afirmou uma das fontes.

A Reuters não conseguiu confirmar se esses episódios estavam diretamente relacionados ao agente que escapou dos controles em 9 de julho e atacou o Hugging Face dois dias depois.

Duas pessoas ligadas à investigação disseram que a OpenAI só percebeu que seu agente era responsável pelo ataque após 16 de julho, quando o Hugging Face publicou um texto informando que havia sido invadido por um “sistema autônomo de agente de IA”.

Isso significa que pelo menos uma semana se passou entre os primeiros sinais de comportamento considerado preocupante e o momento em que a OpenAI descobriu que o próprio sistema estava envolvido.

O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT — Foto: AP/Michael Dwyer, Arquivo

No fim de semana de 18 e 19 de julho, funcionários da OpenAI encontraram indícios em registros internos dos sistemas – arquivos que mostram as ações realizadas pela tecnologia – de que o agente havia ultrapassado as barreiras de teste, segundo duas fontes.

Pessoas familiarizadas com o treinamento dos modelos da OpenAI afirmam que a companhia costuma realizar diversas avaliações simultâneas de seus sistemas. Esses testes geram enormes volumes de dados em alta velocidade, o que pode dificultar o acompanhamento completo por parte das equipes.

Quando a OpenAI avisou o Hugging Face sobre o envolvimento do agente, a plataforma de inteligência artificial já havia acionado o FBI para relatar a invasão, segundo uma fonte. Não está claro se a agência americana abriu uma investigação.

Os agentes autônomos de inteligência artificial estão entre as tecnologias mais discutidas atualmente no setor. Empresas defendem que esses sistemas podem funcionar como “funcionários virtuais”, capazes de trabalhar continuamente e aumentar a produtividade.

Por outro lado, quanto maior a autonomia, maior também o risco de comportamentos inesperados. Modelos avançados de IA são treinados para encontrar caminhos eficientes para cumprir objetivos — e, em alguns casos, podem buscar atalhos que não eram previstos pelos desenvolvedores.

Logotipo da OpenAI em um celular diante de uma imagem gerada pelo DALL·E, ferramenta de criação de imagens do ChatGPT. — Foto: Michael Dwyer/AP

“Os modelos mentem, trapaceiam e invadem sistemas”, afirmou Jeffrey Ladish, fundador da Palisade Research, organização que estuda as capacidades e os comportamentos de agentes de inteligência artificial.

Segundo ele, embora o caso do Hugging Face tenha colocado a OpenAI sob pressão, o episódio deveria levantar uma discussão mais ampla sobre quanto as grandes empresas de IA estão dispostas a investir em segurança enquanto disputam uma corrida para lançar modelos cada vez mais rápidos e poderosos.

“É preciso haver fiscalização do governo, porque isso não vai acontecer sozinho”, afirmou Ladish.

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Pequenas empresas dos EUA processam Trump por novas tarifas sobre 60 países

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 15:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,074-0,21%Dólar TurismoR$ 5,272-0,39%Euro ComercialR$ 5,769-0,29%Euro TurismoR$ 6,009-0,43%B3Ibovespa174.294 pts-1,37%MoedasDólar ComercialR$ 5,074-0,21%Dólar TurismoR$ 5,272-0,39%Euro ComercialR$ 5,769-0,29%Euro TurismoR$ 6,009-0,43%B3Ibovespa174.294 pts-1,37%MoedasDólar ComercialR$ 5,074-0,21%Dólar TurismoR$ 5,272-0,39%Euro ComercialR$ 5,769-0,29%Euro TurismoR$ 6,009-0,43%B3Ibovespa174.294 pts-1,37%Oferecido por

Duas pequenas empresas dos Estados Unidos entraram com uma ação na Justiça nesta sexta-feira (24) para contestar a nova rodada de tarifas anunciada pelo presidente Donald Trump sobre produtos de 60 parceiros comerciais.

Segundo elas, assim como ocorreu com a maior parte das tarifas impostas anteriormente pelo presidente, a nova política excede a autoridade legal do Executivo para taxar importações.

A ação foi protocolada no Tribunal de Comércio Internacional dos Estados Unidos, em Nova York, e argumenta que as novas tarifas exigiriam conclusões mais detalhadas e específicas para cada país sobre a existência de trabalho forçado para terem respaldo legal.

As duas empresas, representadas por uma organização jurídica sem fins lucrativos que já obteve vitória em ações contra rodadas anteriores de tarifas, afirmam que Trump tenta restabelecer medidas tarifárias que já foram consideradas ilegais pela Suprema Corte dos Estados Unidos.

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Lula faz 1ª visita à Avibras após retomada da produção da empresa, em Jacareí

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 11:51

Vale do Paraíba e Região Lula faz 1ª visita à Avibras após retomada da produção da empresa, em Jacareí Empresa bélica, em Jacareí, no interior de São Paulo, retomou as atividades em maio deste ano. Visita de Lula é a segunda neste mês na região e ocorre em meio a tensões com os Estados Unidos. Por Lucas Tavares, g1 Vale do Paraíba e Região

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita nesta sexta-feira (24) a fábrica da Avibras, em Jacareí (SP). É a primeira visita após a retomada das atividades.

A visita ocorre em meio a tensões com os Estados Unidos. O governo decidiu usar a Lei da Reciprocidade após nova taxa americana de 12,5%.

A retomada da fábrica ocorreu após acordo firmado em março para pagamento de dívidas trabalhistas. O montante é estimado em R$ 230 milhões.

A Avibras enfrentava dificuldades desde 2022 e entrou em recuperação judicial. Os funcionários fizeram greve de mais de 3 anos por falta de pagamentos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visita nesta sexta-feira (24) a fábrica da Avibras, indústria bélica sediada em Jacareí, no interior de São Paulo.

A unidade recebe a visita do presidente pela primeira vez após a retomada das atividades, que aconteceu em maio deste ano.

Esta é a segunda visita de Lula à região neste mês. A primeira delas ocorreu no dia 13 de julho, em um evento de lançamento de uma turbina movida a etanol, em São José dos Campos (SP).

Nesta sexta, o presidente desembarcou no Aeroporto de São José dos Campos por volta das 9h40. Às 10h, ele visita a fábrica da Avibras. Já às 11h30, a agenda de Lula cita "intervenções sobre o início das atividades da empresa".

Lula desembarcou em São José dos Campos (SP) nesta sexta-feira (24) — Foto: Bruna Capasciutti/TV Vanguarda

A visita de Lula à indústria bélica brasileira acontece em meio a tensões relacionadas aos Estados Unidos. Após o anúncio da aplicação de uma nova taxa de 12,5% a produtos brasileiros, o governo Lula decidiu que vai usar a Lei da Reciprocidade como forma de pressão ao governo Trump.

A Avibras é responsável por desenvolver e comercializar sistemas de defesa e espaciais, como mísseis, foguetes, veículos espaciais e lançadores espaciais. Além das Forças Armadas do Brasil, a empresa também concentra clientes no exterior.

A retomada das atividades na Avibras, em Jacareí, aconteceu após a assinatura de um acordo para pagamento das dívidas trabalhistas, estimadas em cerca de R$ 230 milhões, em março.

O compromisso foi firmado entre a empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região, após aprovação dos trabalhadores.

A Avibras enfrentava dificuldades financeiras desde 2022. Em março daquele ano, a empresa anunciou 420 demissões, que depois acabaram sendo revertidas, e entrou com pedido de recuperação judicial.

Meses depois, em setembro de 2022, os trabalhadores iniciaram uma greve por falta de pagamento de salários. A paralisação se estendeu por mais de três anos, totalizando cerca de 1.280 dias, e foi considerada uma das mais longas do país.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

O ‘plano Trump’: como empresas brasileiras tentam driblar o tarifaço e reduzir a dependência dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 00:58

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%Oferecido por

Na Casa Branca, Lula e Donald Trump discutem terras raras, crime organizado e comércio — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

As tarifas de 25% recentemente anunciadas pelos Estados Unidos contra o Brasil têm levado empresas brasileiras a buscar alternativas ao mercado americano.

Uma estimativa recente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) indicou que cerca de 18% das exportações brasileiras para os EUA devem ser afetadas pelo novo tarifaço, o equivalente a US$ 7,4 bilhões (R$ 37,7 bilhões).

Para representantes de diferentes setores da economia ouvidos pelo g1, porém, diversificar mercados leva tempo, exige investimentos e não evita os impactos imediatos sobre exportações, empregos e faturamento.

Além disso, empresários defendem uma redução da carga tributária e medidas para conter o avanço das importações, ampliando o espaço da indústria nacional no mercado interno como forma de amenizar os efeitos do tarifaço.

O vaivém das tarifas americanas tem provocado uma enorme instabilidade para os setores exportadores desde o ano passado. Veja a cronologia das tarifas.

Segundo o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Haroldo Ferreira, muitas empresas que ainda tinham fôlego financeiro no ano passado conseguiram negociar com seus importadores e dividir o custo da tarifa adicional.

“Mas essa estratégia começou a ficar mais difícil neste ano com a nova rodada de tarifas”, afirma.

Setores afetados pelas novas tarifas estão se reunindo com representantes do governo para apresentar as principais demandas de cada segmento e discutir medidas de apoio.

Ainda assim, alguns demonstram preocupação com os efeitos financeiros das novas tarifas e defendem que a negociação diplomática para reduzir ou retirar a alíquota continua sendo a melhor alternativa.

É o caso, por exemplo, do setor moveleiro. Segundo Cândida Cervieri, diretora-executiva da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), cerca de 30% das exportações do segmento têm como destino os EUA.

“Já enfrentamos um impacto muito grande em polos industriais de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais, que registraram uma forte onda de demissões”, afirma a executiva, reiterando a estimativa de cerca de 10 mil desligamentos desde o ano passado.

Cervieri ressalta que, embora as empresas estejam buscando novos mercados, essa estratégia leva tempo para produzir resultados.

“Existe todo um processo de construção de confiança entre parceiros comerciais, e cada mercado tem características próprias. Além disso, o mundo inteiro está lidando com as tarifas impostas por Trump e buscando novos mercados, o que aumenta a concorrência global”, completa.

Sapatos em uma linha de produção na fabricante brasileira de calçados Kissol, em meio à imposição de novas tarifas americanas sobre diversos produtos brasileiros, incluindo a indústria calçadista, que tem os EUA como seu principal mercado externo. — Foto: Joel Silva/Reuters

Representantes da indústria destacam a importância de manter o diálogo diplomático com o governo americano e com interlocutores brasileiros que atuam nos EUA.

Essa discussão também envolve a eventual aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica, que permite ao governo brasileiro adotar medidas de resposta contra países ou blocos econômicos que imponham barreiras comerciais, legais ou políticas ao Brasil.

“Precisamos manter as portas abertas para o diálogo e seguir negociando. É preciso reconhecer que a política comercial dos EUA é injusta, mas é o cenário atual. Precisamos encontrar pontos de convergência para buscar uma solução favorável para os dois lados”, afirma o diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel.

Além das negociações, diversos setores da economia já apresentaram propostas ao governo para fortalecer a indústria brasileira diante das novas tarifas.

Na terça-feira, por exemplo, o presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, reuniu-se com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, para discutir medidas emergenciais voltadas à preservação da competitividade das exportações brasileiras.

o fortalecimento do Reintegra, programa que devolve às exportadoras parte dos tributos pagos ao longo da cadeia produtiva; um crédito-prêmio à exportação, que geraria créditos tributários para compensar impostos; e a adoção de um regime especial de diferimento de tributos federais, permitindo que empresas tenham mais prazo para pagar impostos.

“Outro desafio que discutimos com o governo é a adoção de medidas complementares que utilizem os instrumentos já previstos na legislação para conter o avanço das importações”, diz Ferreira, da Abicalçados.

Segundo os executivos, o mercado interno, visto como uma alternativa para compensar parte das perdas nas exportações, enfrenta forte concorrência de produtos importados.

De acordo com Pimentel, da Abit, as importações cresceram neste ano, tanto no comércio tradicional, realizado por contêineres, quanto nas compras feitas por plataformas internacionais de comércio eletrônico, as chamadas pequenas encomendas.

“Temos de buscar uma internacionalização cada vez maior, mas também precisamos enfrentar o custo Brasil e outros fatores que ainda dificultam o crescimento das empresas nacionais. Precisamos encontrar um equilíbrio nesse processo”, conclui.

Na semana passada, o governo americano confirmou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros após concluir uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês).

A medida, porém, conta com uma extensa lista de exceções. O governo brasileiro reagiu afirmando que a decisão não tem justificativa econômica e teria sido motivada por razões políticas. A tarifa entra em vigor nesta quarta-feira (22).

Além disso, na terça-feira (21), o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou, em entrevista à CNBC, que o governo americano deve anunciar novas tarifas para aproximadamente 60 países nos próximos dias.

Nesse caso, a alíquota adicional deve variar entre 10% e 12,5% e seria aplicada a países que, segundo o governo americano, falharam em proibir ou fiscalizar adequadamente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

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IA pode decidir atacar empresas? Entenda como foi a invasão ‘sem precedentes’ por modelo da OpenAI

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 00:58

Tecnologia IA pode decidir atacar empresas? Entenda como foi a invasão 'sem precedentes' por modelo da OpenAI Especialistas afirmam que modelos não são capazes de escolher fazer invasão a um sistema, mas alertam que avanços da IA podem facilitar crimes cibernéticos. Por Victor Hugo Silva, g1

O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT — Foto: AP/Michael Dwyer, Arquivo

O ataque virtual "sem precedentes" divulgado pela OpenAI envolveu dois dos modelos de inteligência artificial mais avançados da empresa. A dona do ChatGPT revelou que eles encontraram um meio de invadir outro sistema.

A divulgação do caso acontece semanas após a rival Anthropic dizer que não liberaria a versão plena de seu modelo Claude Mythos por conta do "salto significativo em suas capacidades" para fazer ataques cibernéticos.

Os dois casos indicam os avanços de novos modelos de IA. Mas eles agora conseguem decidir fazer ataques sem precisar de humanos? Afinal, seria possível um robô ficar "rebelde" e decidir atacar uma empresa?

A resposta é "não". Em vez de agirem por conta própria, os modelos apenas tentam alcançar objetivos que recebem, afirmam especialistas. Eles destacam ainda que a ideia de uma IA "perigosa demais" costuma ser explorada por empresas, que tentam demonstrar sua capacidade.

Para Adriano Carezzato, professor do curso de Inteligência Artificial da Fundação Vanzolini, a ideia de uma inteligência artificial neutra é incompleta, já que ela segue uma espécie de "receita de bolo" em suas atividades.

"Quando dizem que a IA “agiu sozinha”, quase sempre estão escondendo a mão humana que apertou o botão para iniciar o modelo. Em todos os casos conhecidos havia uma ordem humana no começo: vencer um teste, ou espionar alvos escolhidos por pessoas", explicou.

Álvaro Machado Dias, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) destacou o fato de o governo dos Estados Unidos ter bloqueado o uso do modelo mais avançado da Anthropic a cidadãos estrangeiros – a medida foi revertida no início de julho.

"O que a OpenAI fez esta semana é caçar o seu equivalente desse momento. A diferença decisiva é de encenação: a Anthropic teve o Estado escrevendo seu comunicado; a OpenAI precisou escrever o seu", afirmou.

A OpenAI revelou na última terça-feira (21) que testes com o GPT-5.6 Sol, lançado no início de julho, e em um modelo ainda não divulgado levaram à invasão do sistema da Hugging Face, uma plataforma para compartilhamento de modelos de IA.

A própria Hugging Face já havia revelado na última quinta-feira (16) que detectou uma invasão feita por um agente de IA. A empresa afirmou que ação ofereceu acesso indevido a dados e credenciais.

O incidente aconteceu durante testes em que OpenAI faz os modelos de IA buscarem falhas em outros sistemas para melhorarem suas capacidade de segurança.

Esses experimentos costumam acontecer em ambientes controlados, mas com uma versão sem as barreiras de proteção que costumam existir em modelos disponíveis para usuários comuns.

Em seu comunicado, a OpenAI afirmou que o GPT-5.6-Sol e o sistema que ainda será lançado atuaram em conjunto para encontrar brechas no ambiente de pesquisa da empresa e na infraestrutura da Hugging Face.

Modelos de IA atuaram em conjunto para encontrar brechas em sistema, disse a OpenAI — Foto: Kevin Horvart/Unplash

A Hugging Face, por sua vez, disse que sua plataforma executou dois códigos enviados por um agente de IA, que então conseguiu aumentar suas permissões na infraestrutura da empresa e obter credenciais para atacar outros sistemas internos.

Esse tipo de ataque deverá se tornar mais comum com o avanço de modelos de IA que entendem de cibersegurança, disse a OpenAI. "Consideramos este um incidente cibernético sem precedentes, envolvendo recursos de última geração", afirmou.

A invasão alerta para o cenário de ataques virtuais conduzidos por agentes como já vinha sendo projetado por especialistas, destacou a Hugging Face. "Foi diferente de tudo que havíamos enfrentado antes", disse a companhia.

Os especialistas ouvidos pelo g1 explicaram que o caso é mais um exemplo de como agentes de IA estão evoluindo, mas destacaram que esses modelos não têm consciência e, portanto, não são capazes de decidir realizar um ataque.

Para Adriano Carezzato, da Fundação Vanzolini, uma comparação possível é a de um sistema de GPS que é orientado a chegar ao destino o mais rápido possível e, por isso, induz o motorista a dirigir na contramão.

"O modelo não ficou rebelde nem agiu por vontade própria. O que ele fez foi levar uma ordem humana ao pé da letra e utilizou um atalho que ninguém esperava que usaria", explicou.

Ele destacou o fato de as barreiras de segurança estarem desativadas de propósito, para o modelo demonstrar se conseguiria vencer um teste de habilidade em cibersegurança.

"Não foi uma IA escapando das proteções normais que funcionam quando o modelo está sendo usado já em produção, foi um teste de laboratório com os freios de segurança desligados de propósito".

Álvaro Machado Dias, da Unifesp, chamou atenção para o fato de que esse tipo de ataque não é inédito, mas que tem feito os modelos de IA se tornaram uma "arma de propósito geral".

"O que impressiona de fato é a escala do estrago, não a sua natureza. Ou seja, o potencial de catástrofe é novidade, a forma de gerá-las não", afirmou.

Para ele, o que pede mais atenção é a possibilidade de agentes de IA serem usados para realizarem mais ataques cibernéticos, mesmo sem a presença de hackers muito especializados.

"O cenário provável é mais o da democratização do crime cibernético de nível médio, com quadrilhas formadas por hackers meia-boca executando ataques que antes exigiam criminosos hiperespecializados. O futuro parece anunciar uma nova era para o crime organizado, infelizmente".

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Ações da Tesla caem após empresa ampliar investimentos em IA e robotáxis

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 18:59

Carros Ações da Tesla caem após empresa ampliar investimentos em IA e robotáxis Fabricante registrou fluxo de caixa negativo pela primeira vez em mais de dois anos; receita superou as expectativas, mas lucro ficou abaixo do esperado. Por Reuters

As ações da Tesla caiam cerca de 3% nas negociações após o fechamento do mercado nesta quarta-feira (22), depois que a empresa divulgou resultados financeiros que mostraram aumento dos investimentos em inteligência artificial (IA), robotáxis, baterias e novas tecnologias de fabricação.

A fabricante de carros elétricos de Elon Musk registrou fluxo de caixa livre negativo de US$ 1,1 bilhão no segundo trimestre, o primeiro resultado negativo nesse indicador em mais de dois anos. O movimento ocorre enquanto a companhia acelera os gastos para desenvolver novas áreas de negócio além da venda de veículos.

🔍O fluxo de caixa livre negativo significa que a empresa gastou mais dinheiro do que gerou após despesas e investimentos. Isso não quer dizer necessariamente que teve prejuízo, mas indica que houve saída de recursos do caixa no período.

Apesar do resultado negativo, a Tesla teve um desempenho melhor do que o esperado pelos analistas, que projetavam uma saída de caixa ainda maior.

A Tesla registrou receita de US$ 28,24 bilhões entre abril e junho, acima da previsão média dos analistas, que esperavam US$ 25,71 bilhões, segundo dados compilados pela LSEG.

O lucro ajustado, porém, ficou abaixo das expectativas. A empresa registrou ganho de 33 centavos de dólar por ação, enquanto o mercado esperava 51 centavos.

A companhia entregou 480.126 veículos no segundo trimestre, acima das previsões de Wall Street e dos 384.122 carros entregues no mesmo período do ano passado.

A produção ficou em 451.758 veículos, fazendo com que as entregas superassem a fabricação em mais de 28 mil unidades no período. O resultado ajudou a reduzir os estoques acumulados pela empresa no início do ano.

Mesmo com a recuperação nas vendas, analistas avaliam que a Tesla ainda enfrenta desafios para manter o ritmo de crescimento, principalmente diante do avanço da concorrência no mercado de carros elétricos, com modelos mais baratos lançados por outras fabricantes.

Os investidores têm acompanhado cada vez mais os planos de Elon Musk para transformar a Tesla em uma empresa de tecnologia, com foco em inteligência artificial, direção autônoma e robótica.

A empresa ampliou seu serviço de robotáxis sem motorista nos Estados Unidos e busca aprovação para expandir a tecnologia em outros mercados, incluindo Europa e China.

A expectativa de investidores é que esses negócios possam gerar margens maiores no futuro do que a venda tradicional de veículos.

Além dos carros, a área de armazenamento de energia se tornou um dos principais motores de crescimento da Tesla.

A empresa instalou 13,5 gigawatts-hora (GWh) em sistemas de armazenamento de energia no segundo trimestre, acima dos 9,6 GWh registrados um ano antes.

O segmento atende principalmente redes elétricas, projetos de energia renovável e data centers, que demandam cada vez mais capacidade de armazenamento.

Mesmo com queda superior a 15% das ações em 2026, a Tesla continua como a montadora mais valiosa do mundo, avaliada em cerca de US$ 1,4 trilhão. O valor da empresa ainda é sustentado pela expectativa de que inteligência artificial, robotáxis e robôs humanoides possam se tornar fontes importantes de crescimento no futuro.

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PPA 2026 abre inscrições e convoca o mercado a celebrar as ideias que ‘falam brasileiro’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/07/2026 00:54

Economia Midia e Marketing PPA 2026 abre inscrições e convoca o mercado a celebrar as ideias que 'falam brasileiro' Campanha do Prêmio Profissionais do Ano, com Milton Cunha, exalta a criatividade brasileira e convida agências de todo o país a se inscreverem até 7 de agosto. Por Redação g1 — São Paulo

Com o conceito "Ideia boa fala brasileiro", a comunicação reforça uma convicção que move o PPA há quase cinco décadas: não existe criatividade igual à do brasileiro. Aquela que nasce da conversa de esquina, do meme que vira assunto nacional, do improviso genial, do bordão que pega, da história bem contada e das ideias que entram na cultura e ficam.

As influenciadoras Chaiany Andrade e Renata Saldanha ampliam a conversa nos ambientes digitais, ajudando a levar o convite para profissionais de todas as regiões do país.

Para Milton Cunha, símbolo máximo da brasilidade, o PPA carrega uma memória afetiva profunda, já que ele acompanha o prêmio desde as primeiras edições, ainda em Belém, no Pará.

“A premiação sempre foi um símbolo de excelência, de profissionais que superam a lógica padrão para alcançar uma atmosfera artística verdadeiramente inventiva e potente. Estrelar a campanha neste ano é uma alegria imensa e o coroamento de uma carreira, afinal é um prêmio que celebra a inteligência e a sagacidade”, celebra.

Alice Bandeira, gerente de Criação de Marca e Comunicação da Globo, destaca que a criatividade brasileira não é apenas uma característica do nosso povo, mas uma forma de enxergar o mundo, e reforça: “Com Milton Cunha, a campanha dá protagonismo aos publicitários que transformam ideias em cultura”.

Agências de todas as regiões do Brasil podem inscrever seus trabalhos em 16 categorias, divididas entre as classes Nacional e Regional.

🎥Filme 30";🎞️Filme 30+”;💡Campanha; 🔗Integrada;🎯Inovações em Conteúdo; e🤝Valor Social.

A categoria Integrada traz uma evolução importante, com a possibilidade de inscrição de campanhas exibidas também nas telas da Eletromidia.

Outro destaque é a ampliação do escopo e a mudança de nome da categoria Ações em Conteúdo, que agora passa a se chamar Inovações em Conteúdo, que avaliará o conjunto de ações de conteúdo coproduzidos pela Globo e agências e exibidas no ecossistema da empresa.

Os jurados se reunirão de forma remota no dia 22 de setembro e presencial na Globo SP, no dia 24 para eleger os melhores trabalhos.

Os finalistas serão anunciados em 28 de setembro, após a avaliação de um júri composto por profissionais de diferentes áreas do marketing e da comunicação.

A cerimônia de premiação será realizada no Dia da Criatividade, 17 de novembro, em São Paulo. Vai ser no palco do PPA que vamos conhecer também a equipe vencedora da categoria especial LED Globo – Luz na Educação.

Em 48 anos de história, o PPA já avaliou mais de 47 mil peças e distribuiu mais de 3.400 troféus, reconhecendo e celebrando o talento de profissionais de todas as regiões do Brasil.

Uma nova categoria do prêmio PPA – Profissionais do ano vai reconhecer o talento dos jovens estudantes

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