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Antes de IPO, SpaceX aposta em IA para empresas como mercado maior que o de foguetes

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/04/2026 02:12

Tecnologia Antes de IPO, SpaceX aposta em IA para empresas como mercado maior que o de foguetes Documento revela aposta agressiva da empresa em IA para empresas, que pode concentrar mais de 90% do mercado potencial — mesmo com prejuízos bilionários e alto nível de investimento. Por Reuters

A SpaceX calcula que seu mercado total endereçável (TAM, na sigla em inglês) pode chegar a US$28,5 trilhões, de acordo com um registro S-1 analisado pela Reuters.

O TAM é a receita máxima que uma companhia poderia gerar se conquistasse todos os clientes em um determinado mercado.

O registro regulatório S-1, no qual as empresas divulgam suas finanças e os principais riscos antes de abrir capital, mostra que a SpaceX espera que mais de 90% desse mercado — ou US$26,5 trilhões — possa resultar do setor de IA.

Logos da Tesla, Neuralink, SpaceX, The Boring Company e SolarCity aparecem em frente à foto de Elon Musk — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo

No último quarto de século, Elon Musk revitalizou as viagens espaciais e transformou a exploração cósmica em um negócio próspero. Agora, a SpaceX mira uma oportunidade ainda maior em um campo mais mundano: a criação de inteligência artificial para empresas.

A SpaceX calcula que seu mercado total endereçável (TAM, na sigla em inglês) — métrica acompanhada de perto por investidores — pode chegar a US$ 28,5 trilhões, segundo um registro S-1 analisado pela Reuters. O TAM representa a receita máxima que uma empresa poderia alcançar se conquistasse todos os clientes de um mercado.

O registro regulatório S-1, no qual empresas divulgam finanças e riscos antes de abrir capital, indica que a SpaceX espera que mais de 90% desse mercado — ou US$ 26,5 trilhões — venha do setor de IA. A maior parte desse valor, cerca de US$ 22,7 trilhões, estaria na IA voltada a empresas.

A companhia avança com a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês), prevista para o verão no hemisfério norte (de junho a setembro), com avaliação estimada em cerca de US$ 1,75 trilhão. A empresa pretende levantar aproximadamente US$ 75 bilhões, o que pode tornar a operação a maior da história.

"Acreditamos que identificamos o maior mercado endereçável e acionável da história da humanidade", disse a empresa no registro.

As novas informações sobre onde a SpaceX enxerga sua maior oportunidade contrastam com a forma como a empresa ganha dinheiro hoje. A companhia não respondeu a pedido de comentário.

Embora o TAM não seja uma previsão nem uma avaliação, ele é um indicador importante para investidores que analisam o potencial de crescimento de uma empresa.

Esses números costumam ser elevados e raramente questionados. Quando abriu capital, em 2019, a Uber estimou uma oportunidade de mercado de US$ 5,7 trilhões apenas para o negócio de transporte por aplicativo.

A oportunidade bilionária apontada pela SpaceX, detalhada em mais de 300 páginas de documentos financeiros, reforça o desejo antigo de Musk de ter papel central no avanço da IA.

Atualmente, o mercado de IA para empresas é dominado por Anthropic e OpenAI, que disputam a liderança do setor. As duas já indicaram intenção de abrir capital ainda neste ano.

Em fevereiro, a SpaceX adquiriu a xAI, empresa de pesquisa em IA fundada por Musk no início de 2023. O documento analisado pela Reuters indica que a xAI ainda é uma operação incipiente e altamente deficitária.

A unidade de IA registrou prejuízo operacional de US$ 6,4 bilhões em 2025, acima dos US$ 1,6 bilhão do ano anterior.

As perdas eclipsaram os US$ 4,4 bilhões de lucro operacional da Starlink, serviço de internet via satélite e principal fonte de receita da empresa. A Starlink respondeu por US$ 11,4 bilhões da receita total de US$ 18,7 bilhões no ano passado. No consolidado, a SpaceX teve prejuízo de US$ 4,9 bilhões.

A unidade de IA também demanda altos investimentos. Em 2025, o capex total da SpaceX chegou a US$ 20,7 bilhões, sendo US$ 12,7 bilhões destinados à IA — mais do que o gasto somado com os negócios espaciais e de conectividade.

A empresa afirma que pode aproveitar ferramentas da xAI, como o Grok Enterprise e uma plataforma autônoma em desenvolvimento com a Tesla, chamada Macrohard.

No documento, a empresa alertou investidores sobre os planos de investir pesadamente no desenvolvimento de IA e outras tecnologias, incluindo a fabricação de componentes essenciais, como as unidades de processamento gráfico (GPUs).

A SpaceX também pretende montar uma equipe de vendas especializada e enviar profissionais, chamados de engenheiros avançados, para atuar diretamente com clientes e apoiar a adoção de IA.

“Acreditamos que nossa estratégia empresarial, focada em atender às necessidades digitais dos maiores setores do mundo com soluções de IA, nos posiciona de forma competitiva para aproveitar essa oportunidade de rápido crescimento”, disse a SpaceX no documento.

Uma fonte familiarizada com as finanças da empresa não ficou convencida. “Se você decidir que vai ser realmente conservador em relação a isso e valorar apenas os negócios que eu realmente consigo ver, você não vai chegar nem perto do valor que o mercado quase certamente vai atribuir", disse.

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BC barra no Brasil mercados preditivos como Kalshi e Polymarket em eleições, esportes e reality shows

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/04/2026 13:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0130,2%Dólar TurismoR$ 5,2170,37%Euro ComercialR$ 5,8740,46%Euro TurismoR$ 6,1230,54%B3Ibovespa190.140 pts-0,65%MoedasDólar ComercialR$ 5,0130,2%Dólar TurismoR$ 5,2170,37%Euro ComercialR$ 5,8740,46%Euro TurismoR$ 6,1230,54%B3Ibovespa190.140 pts-0,65%MoedasDólar ComercialR$ 5,0130,2%Dólar TurismoR$ 5,2170,37%Euro ComercialR$ 5,8740,46%Euro TurismoR$ 6,1230,54%B3Ibovespa190.140 pts-0,65%Oferecido por

O Banco Central do Brasil tornou pública nesta sexta-feira (24) uma nova resolução do Conselho Monetário Nacional que proíbe a oferta e a negociação, no país, de contratos derivativos atrelados a eventos esportivos, jogos on-line e temas políticos, eleitorais, sociais, culturais ou de entretenimento.

Na prática, a resolução barra no Brasil a oferta de produtos de mercados preditivos, como os negociados por plataformas como Kalshi e Polymarket, quando atrelados a eleições, eventos esportivos, reality shows e outros acontecimentos sem referência econômico-financeira.

Segundo o texto, a organização do mercado de derivativos deve seguir princípios como a proteção aos investidores, a transparência na prestação de informações, a integridade e a eficiência do mercado, a prevenção à arbitragem regulatória e à especulação considerada nociva, além do estímulo à inovação.

A Comissão de Valores Mobiliários ficará responsável por editar regras complementares e fiscalizar o cumprimento da resolução. A proibição também valerá para ofertas feitas em território nacional de derivativos negociados no exterior.

A resolução mantém a possibilidade de negociação de derivativos ligados a referenciais econômico-financeiros, como:

índices de preços;taxas de juros;taxas de câmbio;risco de crédito;preços de commodities;ativos financeiros e valores mobiliários negociados em mercados autorizados;outras variáveis econômicas ou financeiras verificáveis.

Derivativos são contratos financeiros cujo valor depende do desempenho de outro ativo ou indicador, chamado de ativo subjacente. Tradicionalmente, esses contratos são usados para proteção contra riscos ou para estratégias de investimento envolvendo juros, câmbio, commodities e índices de mercado.

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Palantir: por que o crescimento do poder global da empresa de IA causa preocupação?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/04/2026 07:45

Tecnologia Palantir: por que o crescimento do poder global da empresa de IA causa preocupação? A Palantir surgiu a partir das funções de segurança do PayPal e, hoje, é uma das companhias de IA mais bem sucedidas do mundo — e também uma das mais polêmicas. Por BBC

A Palantir é uma empresa americana de análise de dados que usa inteligência artificial para coletar, organizar e interpretar informações.

A empresa foi fundada em 2003 por Peter Thiel, um dos fundadores do PayPal, e Alex Karp, um filósofo alemão.

A empresa também oferece serviços a empresas civis, como a Airbus, Panasonic, Merck e até para a equipe de Fórmula 1 da Ferrari.

A Palantir está avaliada em mais de US$ 380 bilhões (cerca de R$ 1,9 trilhão) e continua aumentando.

O CEO (diretor-executivo) da Palantir, Alex Karp, levou a empresa a ser líder em análise de dados — Foto: Getty Images via BBC

Sempre que você se conecta à internet, alguém está coletando as informações que você vai deixando, seja o seu provedor, o servidor da página que você está visitando ou o navegador usado durante o acesso.

Todas estas informações ajudam as empresas a compreender melhor o comportamento dos seus clientes e projetar estratégias e produtos que atendam melhor às necessidades dos consumidores.

Da mesma forma, os dados podem ser empregados para localizar indivíduos considerados como ameaça. Foi o que fizeram os Estados Unidos para encontrar o bunker de Osama Bin Laden (1957-2011) no Paquistão.

E também servem para identificar e definir alvos militares, como faz atualmente o exército israelense no Irã. Mas, para que as informações sejam úteis, a sua coleta pura e simples não é suficiente.

A quantidade cada vez maior de dados produzidos na Web todos os dias (estimados em cerca de 400 milhões de terabytes) faz com que as organizações precisem usar programas especializados, alimentados por inteligência artificial, para poder coletá-los, organizá-los e, por fim, interpretar o que eles podem revelar.

Atualmente, a maioria dos especialistas em cibersegurança concorda que não existe no mundo um software de análise de dados que possa ser comparado, em termos de complexidade e alcance, com o da companhia americana Palantir, especialmente em relação à segurança e à inteligência militar.

No final do ano passado, o colunista do jornal The New York Times Michael Steinberger publicou o livro The Philosopher in the Valley: Alex Karp, Palantir, and the Rise of the Surveillance State ("O filósofo no Vale: Alex Karp, a Palantir e a ascensão do estado de vigilância", em tradução livre).

Ele defende que parte do sucesso da empresa se deve ao fato de ter desenvolvido sua tecnologia lado a lado com os serviços de inteligência dos Estados Unidos.

O poder das ferramentas da Palantir gerou protestos nos Estados Unidos — Foto: Getty Images via BBC

"A reviravolta para a Palantir foi o recebimento de fundos da In-Q-Tel, que foi o braço de investimento de capital da CIA", a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos, explica Steinberger à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

"Além do investimento, que foi imenso, os engenheiros da Palantir tiveram acesso aos analistas da CIA e, por isso, conseguiram desenvolver o software lado a lado com eles."

Tudo isso faz com que as ferramentas da Palantir sejam largamente utilizadas por diversas agências do governo americano. E não apenas pelos órgãos de inteligência, como a CIA, o FBI (Escritório Federal de Investigações) e a NSA (Agência Nacional de Segurança).

Entidades de saúde dos Estados Unidos, como os Centros de Controle de Doenças (CDC), e agências migratórias, como o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega), também fazem uso dos programas da Palantir.

O ICE emprega atualmente essas ferramentas para identificar e localizar imigrantes procurados para detenção e deportação.

"O trabalho do ICE ao lado da Palantir começou em um momento de crise, algo típico em relação à Palantir", explica Steinberger.

"Eles cobram bastante pelos seus serviços e muitas organizações acreditam que podem economizar, se desenvolverem um software in-house. Mas, quando chega a crise, eles decidem experimentar."

"Quando um agente da DEA [a Agência de Combate às Drogas dos Estados Unidos] foi morto no México e o governo precisava encontrar os assassinos, eles recorreram à Palantir, que reuniu uma grande quantidade de dados em poucos dias e permitiu que eles encontrassem o assassino com muita facilidade."

Para podermos entender o papel desempenhado atualmente pela Palantir no setor militar americano, é preciso retornar à criação da empresa e ao momento histórico que forneceu diretamente sua razão de ser: os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

Max Levchin e Peter Thiel são os fundadores da empresa que se transformaria no PayPal — Foto: Getty Images via BBC

No que viria a ser conhecido como o "boom das ponto com", milhares de empreendedores se aventuraram a lançar negócios na rede.

Muitas empresas que, hoje, são imensos conglomerados digitais começaram naquela época. Uma delas foi o PayPal, talvez a plataforma de pagamentos digitais mais conhecida do mundo.

Ela surgiu da fusão de duas empresas distintas. Uma delas era a Confinity, do então jovem investidor Peter Thiel. A outra foi a X.com, de Elon Musk, hoje principal acionista da Tesla e do X (antigo Twitter).

Naquela época, a segurança das transações online estava começando a ser desenvolvida. E o PayPal passou a ser o site preferido dos golpistas, graças ao anonimato que ele proporcionava.

Em resposta, o sócio de Thiel e um dos fundadores da Confinity (depois, PayPal), Max Levchin, se concentrou no desenvolvimento de um software que, por meio de algoritmos, pudesse garantir a segurança das transações ocorridas dentro da plataforma, para poder liberar todo o potencial das compras via internet.

O software recebeu o nome de Igor, o mesmo do golpista russo que se tornaria o primeiro a cair com a nova ferramenta. O sucesso foi tanto que o software conseguiu reduzir as fraudes nas transações para menos de 0,5%, colocando o PayPal na vanguarda do comércio online.

Como era de se esperar, o sucesso da ferramenta também chamou a atenção das autoridades americanas. O FBI se interessou e começou a trabalhar com a equipe de segurança do PayPal em investigações de fraude.

Os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 inspiraram Thiel a desenvolver a tecnologia da Palantir — Foto: Getty Images via BBC

"Uma forma de ver os atentados de 11 de setembro é que eles constituíram uma falha de integração de dados", segundo Steinberger. "E, de fato, o relatório da Comissão do 11 de Setembro afirmou exatamente isso."

"Houve uma falha na hora de conectar os pontos, que conduziu àquela tragédia. A CIA dispunha de informações, o FBI dispunha de informações, mas eles não se comunicavam entre si. A informação não era compartilhada."

Para Peter Thiel, ficou claro que, frente a este problema de organização de dados, o Igor poderia ser muito útil para os diferentes serviços de inteligência americanos. Por isso, ele começou a buscar uma forma de entrar em contato com a CIA.

Karp acredita que a tecnologia da Palantir é fundamental para 'proteger o modo de vida ocidental' — Foto: Getty Images via BBC

Quando Thiel começou a buscar o capital necessário para desenvolver o projeto que tinha em mente, ele se encontrou novamente com Alex Karp.

Ambos eram bons amigos na Faculdade de Direito da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, mesmo estando em polos opostos do debate ideológico. Thiel é um conservador devoto e Karp, um progressista convicto, filho de um casal inter-racial.

Sua amizade se baseou principalmente no descontentamento gerado pela educação que recebiam em uma das melhores universidades do país, pela paixão comum pelo xadrez e pelas discussões acaloradas sobre temas profundos.

Karp é doutor em filosofia alemã e foi aluno do filósofo Jürgen Habermas (1929-2026). Quando se reencontraram após os atentados de 2001, Thiel o recrutou para ajudar a conseguir investidores para o empreendimento. E ficou surpreso com a sua paixão pelo projeto.

O nome Palantir é uma homenagem às pedras mágicas da saga de livros O Senhor dos Anéis. Elas davam a quem as possuísse o poder de ver o mesmo que seus inimigos.

A associação com a obra de J. R. R. Tolkien (1892-1973) é tão forte que os funcionários da empresa se denominam palantirianos e alguns dos seus escritórios são adornados com runas élficas.

Apesar da sua falta de experiência no campo militar, os diretores da empresa decidiram fazer de Karp seu CEO (diretor-executivo), por ter visão mais clara do que eles desejavam fazer com a Palantir.

Parte do sucesso da Palantir se deve ao acesso da empresa às agências de segurança dos Estados Unidos — Foto: Getty Images via BBC

Mesmo tendo sido criado em um lar progressista, no Estado americano da Califórnia, e estudado filosofia na Alemanha, as ideias de Karp "evoluíram" com o passar do tempo, segundo Steinberger. "Elas se aproximaram da forma como Peter Thiel observa o mundo."

"Karp fala cada vez menos da defesa da democracia liberal e mais da defesa do Ocidente como entidade cultural. Esta sempre foi a controversa postura de Thiel, que afirma não acreditar que a liberdade (em referência à liberdade econômica) e a democracia sejam compatíveis."

Karp também defende a superioridade militar e tecnológica dos Estados Unidos como "o fator de dissuasão mais importante" do mundo atual.

"As guerras são travadas com tecnologia", declarou Karp durante um fórum recente em Washington, sobre o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã.

"Se observamos a operação 'Martelo da Meia-Noite' [o ataque americano à infraestrutura nuclear iraniana em 2025], a operação na Venezuela [que capturou Nicolás Maduro] ou a operação que estamos vendo no Irã, veremos uma sociedade totalmente dominadora", prosseguiu ele, "e esta sociedade é a nossa."

"Sempre discuto com meus amigos intelectuais quando me perguntam 'mas não seria melhor um sistema de normas em que todos sejam iguais?' e eu respondo: 'Sim, claro. Na teoria. Mas, neste mundo, somos nós ou é a China ou a Rússia.'"

Alex Karp afirma que os Estados Unidos 'dominam' outras sociedades — Foto: Getty Images via BBC

Recentemente, a Palantir publicou nas redes um resumo de 22 pontos das ideias apresentadas por Karp no seu livro A República Tecnológica: Tecnologia, Política e o Futuro do Ocidente (Ed. Intrínseca, 2025), que muitos descreveram como o manifesto da empresa.

Os pontos refletem algumas das ideias mais polêmicas do pensamento libertário americano, como a declaração de que, embora "algumas culturas tenham produzido avanços fundamentais, outras continuam sendo disfuncionais e regressivas", ou que os países ocidentais "devem resistir à tentação superficial de um pluralismo vazio e oco".

Para Karp, "uma era de dissuasão — a era atômica — está terminando e uma nova era de dissuasão, baseada na inteligência artificial, está a ponto de começar" e "se um soldado da marinha americana pedir um fuzil melhor, devemos construí-lo e o mesmo se aplica ao software".

A publicação do manifesto gerou grandes polêmicas nas redes sociais. Muitos comentários expressaram repúdio e preocupação.

A parlamentar britânica Victoria Collins declarou que a lista parecia fruto dos "desvarios de um supervilão".

"É preciso entender um ponto sobre a Palantir", destaca Steinberger. "Ela foi política desde o princípio."

"Ela foi fundada para ajudar o governo de Washington a combater a guerra contra o terrorismo. Isso gerou a ideia de que 'estamos ajudando o governo dos Estados Unidos e seus aliados a defender seu modo de vida'."

Desde o princípio, a empresa se comprometeu a não vender sua tecnologia para países como a China ou a Rússia, considerados adversários geopolíticos dos Estados Unidos.

"Atualmente, não há dúvida sobre essa concorrência, mas, em 2007 ou 2008, era um tanto atrevido sair dizendo que você não iria oferecer seus produtos no mercado que mais crescia no mundo."

Por outro lado, a empresa oferece seus serviços a países alinhados às políticas americanas, como Israel.

"Eles sempre se consideraram os guardiões do Ocidente", segundo Steinberger. "Esta é uma ideia básica da empresa desde a fundação."

"No livro, falo sobre a relação da Palantir com o Mossad [o serviço de inteligência de Israel], que entrou em contato com eles em meados dos anos 2000 e é cliente da empresa desde então. E, depois [do ataque do Hamas] de 7 de outubro de 2023, as IDF [Forças Armadas de Israel] basicamente disseram 'precisamos do seu produto'."

Outros países que empregam as ferramentas da Palantir incluem o Reino Unido (dos serviços de saúde até o Ministério da Defesa), Ucrânia, França, Canadá, Alemanha, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

Mais de duas décadas se passaram desde a fundação da Palantir e seus produtos se transformaram em uma poderosa arma para os Estados Unidos e seus aliados.

A Palantir desenvolveu as ferramentas que levaram à morte de Osama Bin Laden em 2011 e foram um componente fundamental para a retirada das tropas americanas do Afeganistão em 2021.

Além disso, seu sistema de integração de dados Maven é empregado atualmente para identificar alvos militares no Irã e operar os drones deslocados pelos Estados Unidos para a região.

A Palantir também é a empresa encarregada de desenvolver o software do "Domo de Ouro", um dos projetos mais emblemáticos do segundo mandato de Donald Trump: um sistema de mísseis antiaéreos similar ao "Domo de Ferro" de Israel, capaz de proteger o país contra qualquer tipo de ameaça, incluindo mísseis nucleares.

Paralelamente, a Palantir oferece serviços a empresas civis, como a Airbus, Panasonic, Merck e até para a equipe de Fórmula 1 da Ferrari, para gestão e análise dos seus dados.

O preço das ações da Palantir registra crescimento constante, desde o início da guerra no Irã — Foto: Getty Images via BBC

Devido exatamente a esta versatilidade das suas ferramentas, a Palantir defende que os organismos reguladores do governo, não a própria empresa, devem ser responsáveis por impor limites aos usos da sua tecnologia.

Em entrevista à BBC, o diretor da Palantir no Reino Unido e no continente europeu, Louis Mosley, explicou que o software da empresa foi projetado para sempre exigir um ser humano para tomar decisões.

Mas muitos críticos destacaram que a velocidade de análise e previsões dessas ferramentas pode levar a erros de confirmação por parte dos usuários.

"Esta priorização da velocidade e da escala, além do uso da força, deixa muito pouco tempo para a verificação significativa dos seus objetivos, a fim de assegurar que não sejam incluídos acidentalmente alvos civis", declarou à BBC a professora Elke Schwarz, da Universidade Queen Mary de Londres.

Mas, para Mosley, "na verdade, esta é uma questão para nossos clientes militares. São eles que decidem o marco normativo que determina quem pode tomar qual decisão."

Mesmo com todas as críticas e preocupações geradas pela sua tecnologia, a Palantir está avaliada em mais de US$ 380 bilhões (cerca de R$ 1,9 trilhão) e continua aumentando.

"Aqui, surge a questão do grau de responsabilidade que recai sobre a Palantir em relação ao uso que é feito do seu produto", destaca Michael Steinberger. "E esta é uma questão muito real neste momento, por exemplo, em referência às suas relações com o ICE."

"A Palantir tem alguma responsabilidade pelos abusos que estão sendo cometidos? Eles têm conhecimento disso? Se forem perpetrados crimes de guerra com essa tecnologia, a Palantir tem alguma responsabilidade?", questiona o colunista do The New York Times.

"Estas são algumas das questões que a empresa está enfrentando. E são perguntas que atingem diretamente o centro das controvérsias que rodeiam a Palantir", conclui Steinberger.

Com informações do repórter de IA da BBC News, Marc Cieslak, e de Matt Murphy, da BBC Verify (o serviço de verificação de dados e imagens da BBC).

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Bloqueio em Ormuz faz empresas gastarem até US$ 4 milhões no Canal do Panamá

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/04/2026 04:07

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0030,58%Dólar TurismoR$ 5,1980,51%Euro ComercialR$ 5,8460,42%Euro TurismoR$ 6,0900,37%B3Ibovespa191.378 pts-0,78%MoedasDólar ComercialR$ 5,0030,58%Dólar TurismoR$ 5,1980,51%Euro ComercialR$ 5,8460,42%Euro TurismoR$ 6,0900,37%B3Ibovespa191.378 pts-0,78%MoedasDólar ComercialR$ 5,0030,58%Dólar TurismoR$ 5,1980,51%Euro ComercialR$ 5,8460,42%Euro TurismoR$ 6,0900,37%B3Ibovespa191.378 pts-0,78%Oferecido por

Empresas chegaram a desembolsar até US$ 4 milhões para fazer navios atravessarem o Canal do Panamá, com o Estreito de Ormuz praticamente fechado, segundo a Autoridade do Canal do Panamá, em um movimento que provocou uma mudança sísmica nos fluxos globais de comércio.

Embora a passagem pela hidrovia normalmente ocorra por meio de uma tarifa fixa via reservas, empresas sem reserva podem cruzar pagando uma taxa adicional em leilões por vagas, que são concedidas ao maior lance, em vez de esperar dias na costa da Cidade do Panamá.

Esse valor disparou nas últimas semanas, à medida que Irã e Estados Unidos criaram um gargalo na principal rota marítima do Estreito de Ormuz e a demanda por essas vagas aumentou fortemente. Os navios passaram a utilizar com mais frequência o Canal do Panamá à medida que cargas foram redirecionadas e compradores passaram a buscar fornecedores em outros países para evitar o comércio pela agora arriscada rota do Oriente Médio.

“Com todos os bombardeios, os mísseis, os drones… as empresas estão dizendo que é mais seguro e mais barato cruzar pelo Canal do Panamá”, afirmou Rodrigo Noriega, advogado e analista na Cidade do Panamá. “Tudo isso está afetando as cadeias globais de suprimentos.”

Ao mesmo tempo, segundo Noriega, o governo panamenho está “maximizando o quanto pode ganhar com o Canal do Panamá”.

O preço médio para atravessar o canal varia entre US$ 300 mil e US$ 400 mil, dependendo da embarcação. Antes, para conseguir uma travessia antecipada, empresas pagavam entre US$ 250 mil e US$ 300 mil adicionais. Nas últimas semanas, esse custo extra médio subiu para cerca de US$ 425 mil.

Ricaurte Vásquez, administrador do canal, afirmou que outra empresa, cujo nome não revelou, pagou US$ 4 milhões extras quando seu navio de combustível precisou mudar de destino por causa das tensões geopolíticas em andamento.

Era um navio transportando combustível para a Europa, e ele foi redirecionado para Singapura, porque Singapura está ficando sem combustível”, disse.

Outras petroleiras pagaram mais de US$ 3 milhões além da taxa de travessia para acelerar a passagem diante da disparada dos preços do petróleo.

Irã divulga vídeo do que diz ser apreensão de navios no Estreito de Ormuz em 22 de abril de 2026 — Foto: Reprodução

Vásquez disse que não houve acúmulo de navios no canal, mas que os custos refletem mudanças de última hora e maior urgência de embarcações que precisam chegar mais rapidamente ao destino em meio ao caos comercial global.

Ele ressaltou que esses custos não representam uma tarifa geral de mercado, mas sim um pedágio temporário assumido pelas empresas.

Ao mesmo tempo em que lucra mais com o novo movimento comercial, o governo do Panamá também foi atingido pela crise geopolítica.

Na quarta-feira (22), o Ministério das Relações Exteriores do país acusou o Irã de apreender ilegalmente uma embarcação com bandeira panamenha da empresa italiana MSC Francesca no Estreito de Ormuz.

O Panamá, que possui um dos maiores registros navais do mundo, afirmou que o navio foi “tomado à força” pelo Irã. Ainda não estava claro se a embarcação permanecia sob custódia iraniana.

“Isso representa um grave ataque à segurança marítima e constitui uma escalada desnecessária em um momento em que a comunidade internacional defende que o Estreito de Ormuz permaneça aberto à navegação internacional, sem ameaças ou coerção de qualquer tipo”, afirmou o governo.

Noriega disse que o valor pago pelas empresas para cruzar o Canal do Panamá pode aumentar ainda mais caso o conflito continue, já que os preços do petróleo seguem em forte alta. O barril do petróleo Brent chegou a ultrapassar brevemente US$ 107 nesta semana, ante cerca de US$ 66 há um ano.

“Ninguém realmente previu os efeitos potenciais que essa guerra teria sobre o comércio global”, afirmou.

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Denúncia contra empresa de MrBeast: quais as diferenças na licença-maternidade nos EUA e Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/04/2026 03:26

Trabalho e Carreira Denúncia contra empresa de MrBeast: quais as diferenças na licença-maternidade nos EUA e Brasil Brasileira está processando empresa do maior youtuber do mundo, entre outros motivos, por trabalho durante o período de licença. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

Brasileira acusa empresas de MrBeast de assédio e de violar regras da licença-maternidade nos EUA, incluindo exigência de trabalho durante o afastamento e demissão após o retorno.

Nos EUA, a lei federal garante até 12 semanas de licença não remunerada (FMLA), com acesso limitado a quem cumpre critérios como tempo de trabalho e tamanho da empresa.

Diferente do Brasil, não há estabilidade no emprego: a lei proíbe discriminação por gravidez, mas permite demissões por outros motivos como baixa produtividade, dificuldades financeiras da empresa, reestruturações internas ou eliminação do cargo.

No Brasil, há licença de 120 dias com salário e estabilidade até 5 meses após o parto, além de proteções ampliadas pela legislação e decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF).

Um dos pontos mais críticos da denúncia da brasileira Lorrayne Mavromatis contra as empresas do youtuber MrBeast, um dos maiores criadores de conteúdo do mundo, foi a suposta violação da Lei de Licença Familiar e Médica (FMLA), legislação federal que garante afastamento temporário do trabalho em situações como o nascimento de filhos.

Deixado de orientar formalmente a funcionária sobre seus direitos ao solicitar a licença‑maternidade.Exigido que ela continuasse trabalhando durante o período de afastamento, incluindo:- Participação em chamadas de trabalho enquanto ainda estava na sala de parto;- Gestão de lançamentos de produtos;- Atuação em projetos que envolveram inclusive viagem internacional ao Brasil, poucas semanas após o nascimento do filho.Demitido a funcionária menos de três semanas após seu retorno integral ao trabalho, o que, segundo a autora, caracterizaria retaliação. A ação afirma ainda que Lorrayne foi posteriormente substituída por um homem.

Nesta reportagem, o g1 explica as diferenças entre a licença-maternidade nos EUA e no Brasil. A reportagem também procurou as empresas citadas no processo, mas não recebeu resposta.

Diferentemente do Brasil, os EUA não possuem licença-maternidade remunerada obrigatória em âmbito federal.

Segundo a advogada trabalhista Renata Azi, a legislação norte-americana garante até 12 semanas de afastamento para o nascimento ou adoção de um filho, sem previsão de pagamento durante o período.

Esse direito está previsto na Lei de Licença Familiar e Médica (Family and Medical Leave Act — FMLA) e só se aplica a trabalhadoras que cumpram alguns requisitos mínimos.

Ter trabalhado no mínimo 12 meses para o mesmo empregador;Ter cumprido ao menos 1.250 horas de trabalho nos últimos 12 meses;Trabalhar em um local onde haja pelo menos 50 funcionários em um raio de 75 milhas (cerca de 120 quilômetros).

"Além disso, a norma federal não impede demissões por reestruturação durante o período de afastamento, desde que não sejam discriminatórias."

A advogada ressalta que o modelo adotado nos Estados Unidos é bastante diferente do sistema brasileiro. Por aqui, a legislação garante estabilidade à gestante desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Nos EUA, não há garantia equivalente.

A lei americana proíbe demissões motivadas por discriminação em razão da gravidez, mas permite o desligamento por outros fatores, como baixa produtividade, dificuldades financeiras da empresa, reestruturações internas ou eliminação do cargo.

No Brasil, esse entendimento foi ampliado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do Tema 542, que assegurou o direito à estabilidade e à licença‑maternidade também para trabalhadoras com contratos temporários ou em período de experiência.

"Já nos EUA, o acesso à licença depende do cumprimento de requisitos mínimos, como ter pelo menos 12 meses de trabalho para o mesmo empregador, o que restringe significativamente o alcance do benefício", afirma a especialista.

Na prática, o chamado salário-maternidade nos EUA pode existir, mas não é uma regra geral. Ele depende de leis estaduais, de benefícios oferecidos pelas empresas ou da possibilidade de uso de férias ou licenças remuneradas acumuladas.

Alguns estados, como Califórnia, Nova York, Nova Jersey, Massachusetts e Washington, contam com programas próprios de Paid Family Leave (PFL) — em português, Licença Familiar Remunerada.

Esses programas são financiados por contribuições dos trabalhadores ou dos empregadores, e garantem remuneração parcial durante o afastamento.

O próprio Departamento do Trabalho dos EUA recomenda que os trabalhadores verifiquem a legislação estadual, já que ela pode assegurar direitos adicionais em relação à lei federal.

No Brasil, por outro lado, a legislação garante uma série de direitos às mulheres desde a confirmação da gravidez até o período posterior ao parto.

Segundo a advogada trabalhista Ana Gabriela Burlamaqui, sócia do escritório A. C. Burlamaqui Advogados, a gestante tem estabilidade no emprego desde a confirmação da gravidez — independentemente de a trabalhadora ou a empresa já terem conhecimento da gestação.

Isso significa que, até cinco meses após o parto, a trabalhadora não pode ser demitida sem justa causa. Durante esse período, também tem direito à licença-maternidade de 120 dias, sem alteração no salário ou no vínculo empregatício.

Nas empresas participantes do Programa Empresa Cidadã, esse prazo pode ser prorrogado por mais 60 dias, fazendo com que a licença chegue a 180 dias. Convenções ou acordos coletivos firmados com sindicatos também podem ampliar esse período.

A advogada destaca ainda que mudanças recentes na legislação passaram a prever que o início da licença-maternidade ocorra a partir da alta hospitalar da mãe ou do recém-nascido — o que ocorrer por último —, garantindo maior proteção em casos de internação prolongada.

Possibilidade de transferência de função, sem redução salarial, quando as atividades representarem risco à saúde da mãe ou do bebê;Liberação para pelo menos seis consultas médicas e exames durante a gravidez, sem prejuízo do salário.

Apesar dessas garantias, a advogada ressalta que a estabilidade está vinculada à condição de gestante, e não ao período da licença-maternidade.

Assim, após o fim do prazo legal de estabilidade, não há garantia automática de permanência no emprego, exceto quando houver previsão em acordos coletivos ou políticas internas da empresa.

Ainda assim, demissões relacionadas à maternidade aqui no Brasil podem ser consideradas discriminatórias.

Segundo Burlamaqui, situações como dispensa logo após o retorno ao trabalho, ausência de avaliações negativas anteriores ou alegações de baixo desempenho sem histórico documentado podem levantar suspeitas de discriminação.

Nesses casos, a Justiça do Trabalho pode reconhecer a prática como discriminação de gênero. Com base na Lei nº 9.029/1995, que proíbe práticas discriminatórias na relação de trabalho, a trabalhadora pode optar entre:

Ser reintegrada ao emprego, com pagamento dos salários do período afastado;Receber indenização em dobro, além de eventual indenização por danos morais.

“A maternidade não altera, por si só, os parâmetros de desempenho esperados no trabalho. A proteção legal existe justamente para evitar que a maternidade seja tratada como obstáculo à trajetória profissional das mulheres”, afirma a advogada.

Ela ressalta que o desafio, especialmente em um país marcado por desigualdades sociais, é garantir que essa proteção se traduza em condições reais para que as mulheres possam conciliar maternidade e carreira sem sofrer discriminação ou perda de oportunidades.

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Brasileira processa empresa do youtuber MrBeast por assédio moral e sexual

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/04/2026 13:13

Tecnologia Brasileira processa empresa do youtuber MrBeast por assédio moral e sexual Lorrayne Mavromatis afirma que era chamada de 'burra' e que foi obrigada a comparecer em reuniões privadas com o CEO. Além disso, relata que voltou a trabalhar menos de um mês depois de ter tido bebê. Por Redação g1 — São Paulo

A brasileira Lorrayne Mavromatis fez uma postagem em suas redes sociais na quarta-feira (22) relatando ter sofrido assédio sexual e moral durante os anos em que trabalhou na empresa do youtuber MrBeast.

Ela entrou com um processo contra a MrBeast Industries em um tribunal na Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

A brasileira conta ainda que foi obrigada a comparecer, sozinha, em reuniões privadas na casa do CEO da empresa, "em uma sala iluminada apenas por um abajur lateral".

No vídeo, Lorrayne não cita o nome do CEO que a teria assediado. Contudo, o processo menciona o nome de um ex-CEO da empresa chamado James Warren.

A brasileira Lorrayne Mavromatis afirmou, em suas redes sociais, nesta quarta-feira (22), que sofreu assédio sexual e moral durante os anos em que trabalhou na empresa do youtuber MrBeast, a MrBeast Industries.

Jimmy Donaldson, conhecido como MrBeast, é o maior youtuber do mundo, com mais de 470 milhões de inscritos na plataforma. Ele ficou famoso por produzir vídeos com desafios que envolvem grandes quantias de dinheiro e por investir valores milionários em suas gravações.

Além do relato, ela entrou com um processo contra a empresa em um Tribunal na Carolina do Norte, nos Estados Unidos. O g1 entrou em contato com a MrBeast Industries e aguarda posicionamento.

"Nos últimos três anos, eu trabalhei na MrBeast Industries. […] Eu estava genuinamente, profundamente orgulhosa de ter a oportunidade de trabalhar ao lado de alguns dos melhores do setor", diz Lorrayne, no início da postagem.

"Eu era uma das poucas mulheres no alto escalão executivo e, muitas vezes, a única mulher na sala. Quando eu dava uma ideia, era chamada de burra — apenas para ficar ali e assistir um homem dizer exatamente a mesma coisa 90 segundos depois e receber uma rodada de aplausos", completou.

Veja as principais acusações contra a empresa do MrBeastQuem é MrBeast, considerado o maior youtuber do mundo

A brasileira conta ainda que foi obrigada a comparecer, sozinha, em reuniões privadas na casa do CEO da empresa, "em uma sala iluminada apenas por um abajur lateral".

No vídeo, Lorrayne não cita o nome do CEO que a teria assediado. No entanto, o processo menciona o ex-CEO da empresa, James Warren.

Após três anos trabalhando nas empresas do MrBeast, Lorrayne contou que engravidou, mas disse que o que "deveria ser um momento mágico e feliz foi imediatamente substituído por medo".

"Eu tinha uma licença-maternidade aprovada e assinada pelo RH e concordei que trabalharia até o meu último dia de gravidez. Eu disse: enquanto eu estiver em trabalho de parto a caminho do hospital, eu ligarei para vocês. E é aí que quero que minha licença comece".

"No papel, parecia lindo, mas na realidade, não significava nada. Eu estava no hospital em trabalho de parto em uma reunião de equipe; uma semana após o parto, ainda me recuperando, privada de sono, emocionalmente e fisicamente exausta, eu já estava de volta ao trabalho."

Lorrayne conta que foi demitida duas semanas depois de voltar da licença-maternidade. "E a razão foi: 'você tem um calibre muito alto para essa posição. Precisamos de alguém com um calibre menor'".

"Minha filha acabou de completar um ano. E quando olho para trás, para aqueles primeiros meses, e percebo que perdi o tempo de vínculo com o meu bebê, perdi os primeiros momentos dela — seu primeiro sorriso, sua primeira risada — isso me machuca de formas que eu nem consigo expressar. Esses momentos não esperam por você. Eles acontecem e, depois, se vão"

Lorrayne comentou ainda que não teve a chance de se recuperar, tanto física quanto mentalmente. "Tudo isso foi tirado de mim. Nunca poderei recuperar isso."

"Hoje estou tomando medidas legais. Por todas as mulheres que enfrentaram medo no ambiente de trabalho, que foram levadas a acreditar que precisam escolher entre seus filhos ou suas carreiras. Por cada mulher que foi silenciada. Tentaram me silenciar o suficiente — mas chega."

Entre os principais pontos da ação está a suposta violação da Lei de Licença Familiar e Médica (Family and Medical Leave Act – FMLA), que garante afastamento temporário do trabalho em situações como o nascimento de filhos.

Deixado de orientar formalmente a funcionária sobre seus direitos ao solicitar a licença‑maternidade.Exigido que ela continuasse trabalhando durante o período de afastamento, incluindo: Participação em chamadas de trabalho enquanto ainda estava na sala de parto; Gestão de lançamentos de produtos; Atuação em projetos que envolveram inclusive viagem internacional ao Brasil, poucas semanas após o nascimento do filho.Demitido a funcionária menos de três semanas após seu retorno integral ao trabalho, o que, segundo a autora, caracterizaria retaliação. A ação afirma ainda que Lorrayne foi posteriormente substituída por um homem.

O processo descreve o ambiente de trabalho como um “Clube do Bolinha”, marcado por tratamento desigual entre homens e mulheres.

Segundo a ação, Lorrayne teria sido excluída de reuniões compostas apenas por homens, além de relatar episódios considerados humilhantes.

Entre eles, estaria a ocasião em que teria sido obrigada a buscar uma cerveja para Jimmy Donaldson (nome de MrBeast) antes de uma gravação — uma tarefa que, segundo a denúncia, tinha caráter degradante, especialmente por ter ocorrido diante da equipe.

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Brasileira processa empresa do youtuber MrBeast por assédio; veja as principais acusações

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/04/2026 10:24

Trabalho e Carreira Brasileira processa empresa do youtuber MrBeast por assédio; veja as principais acusações Lorrayne Mavromatis afirma ter trabalhado durante a licença-maternidade e relata ambiente hostil; caso está em andamento na Justiça dos Estados Unidos. Por Redação g1 — São Paulo

A brasileira Lorrayne Mavromatis afirmou que sofreu assédio sexual e moral enquanto trabalhava em empresas do youtuber MrBeast, um dos maiores criadores de conteúdo do mundo.

As alegações constam em uma ação judicial protocolada na Justiça dos EUA, à qual o g1 teve acesso.

No processo, Lorrayne afirma que foi submetida a uma série de irregularidades trabalhistas durante o período em que esteve empregada pelas companhias.

Entre os principais pontos da ação está a suposta violação da Lei de Licença Familiar e Médica, que garante afastamento temporário do trabalho em situações como o nascimento de filhos.

O processo descreve um ambiente de trabalho marcado pelo tratamento desigual entre homens e mulheres. Segundo a ação, Lorrayne teria sido excluída de reuniões compostas apenas por homens.

A brasileira Lorrayne Mavromatis afirmou, em publicação nas redes sociais na quarta-feira (22), que sofreu assédio sexual e moral enquanto trabalhava em empresas do youtuber MrBeast, um dos maiores criadores de conteúdo do mundo.

As alegações constam em uma ação judicial protocolada na Justiça dos Estados Unidos, à qual o g1 teve acesso.

No processo, Lorrayne afirma que foi submetida a uma série de irregularidades trabalhistas durante o período em que esteve empregada pelas companhias.

Entre os principais pontos da ação está a suposta violação da Lei de Licença Familiar e Médica (Family and Medical Leave Act – FMLA), que garante afastamento temporário do trabalho em situações como o nascimento de filhos. Segundo a denúncia, a empresa teria:

Deixado de orientar formalmente a funcionária sobre seus direitos ao solicitar a licença‑maternidade.Exigido que ela continuasse trabalhando durante o período de afastamento, incluindo:Participação em chamadas de trabalho enquanto ainda estava na sala de parto;Gestão de lançamentos de produtos;Atuação em projetos que envolveram inclusive viagem internacional ao Brasil, poucas semanas após o nascimento do filho.Demitido a funcionária menos de três semanas após seu retorno integral ao trabalho, o que, segundo a autora, caracterizaria retaliação. A ação afirma ainda que Lorrayne foi posteriormente substituída por um homem.

O g1 procurou as empresas citadas nesta reportagem, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.

O processo descreve o ambiente de trabalho como um “Clube do Bolinha”, marcado por tratamento desigual entre homens e mulheres.

Segundo a ação, Lorrayne teria sido excluída de reuniões compostas apenas por homens, além de relatar episódios considerados humilhantes.

Entre eles, estaria a ocasião em que teria sido obrigada a buscar uma cerveja para Jimmy Donaldson (nome de MrBeast) antes de uma gravação — uma tarefa que, segundo a denúncia, tinha caráter degradante, especialmente por ter ocorrido diante da equipe.

A denúncia também cita condutas atribuídas ao então CEO da empresa, James Warren, que teria feito comentários considerados inapropriados sobre a aparência da funcionária e solicitado encontros privados fora do ambiente profissional.

Em outro trecho do processo, Lorrayne afirma que Warren teria comentado sobre o suposto “efeito sexual” que ela causaria em MrBeast.

Ainda segundo o relato, ao comunicar que um cliente teria feito avanços indesejados, ela teria ouvido como resposta que deveria se sentir “honrada”.

Após formalizar uma queixa interna sobre o ambiente de trabalho, em novembro de 2023, Lorrayne afirma que passou a sofrer uma série de consequências profissionais, que descreve como retaliatórias. Entre elas, segundo o processo:

Foi transferida de um cargo executivo para uma função de nível médio na divisão de mercadorias da empresa;Teve suas atribuições reduzidas e perdeu autonomia;Foi desligada de sua equipe;Passou a atuar em um setor descrito internamente como o local onde “as carreiras seguem para morrer”;Teria sido isolada profissionalmente, com redução de orçamento e responsabilidades.

A ação judicial afirma ainda que as empresas ligadas a MrBeast não possuíam um manual tradicional de funcionários, adotando em seu lugar um documento intitulado “How to Succeed in MrBeast Production” (“Como ter sucesso na produção do MrBeast” ,em português).

“É normal que os meninos sejam infantis”;“'Não' não quer dizer não” (no contexto de alcançar resultados para vídeos);“A quantidade de horas que você trabalha é irrelevante”.

Para Lorrayne, essas orientações teriam contribuído para a normalização de comportamentos abusivos e para a violação de direitos trabalhistas básicos.

A brasileira afirma que as experiências vividas durante e após a gravidez resultaram em impactos graves à sua saúde mental, incluindo diagnósticos de depressão severa, ansiedade e episódios de ideação suicida.

A ação inclui pedidos de indenização por sofrimento emocional, além de alegações de violação das leis da Carolina do Norte, que proíbem discriminação de gênero e retaliação no ambiente de trabalho.

No processo, a brasileira pede indenizações e outras medidas de reparação contra as empresas, incluindo o pagamento de salários e benefícios perdidos após a demissão e uma compensação adicional prevista na legislação americana.

Ela também solicita a reintegração ao cargo — ou pagamento indenizatório —, além de danos por sofrimento emocional e danos punitivos, sob a alegação de conduta deliberada ou negligente.

O pedido inclui ainda reembolso de custos processuais, pagamento de juros e o reconhecimento judicial de violação de leis trabalhistas da Carolina do Norte, além de outras medidas que a Justiça considerar cabíveis.

A autora afirma, por fim, que pretende ampliar a ação com base na lei federal dos Estados Unidos que proíbe discriminação no trabalho, após autorização da Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego (EEOC).

O processo foi protocolado na Justiça Federal dos EUA, no Tribunal Distrital do Distrito Leste da Carolina do Norte.

A escolha do local ocorreu porque as empresas mantêm operações na região, especialmente em Greenville, e, segundo a ação, os fatos apontados como irregulares ocorreram dentro dessa jurisdição.

Até o momento, as empresas citadas não se manifestaram publicamente sobre as acusações. O caso segue em tramitação na Justiça dos Estados Unidos.

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A histórica condenação da Lafarge, a grande empresa do setor de cimento, por fomentar o terrorismo internacional

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/04/2026 07:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9740,000%Dólar TurismoR$ 5,1720,07%Euro ComercialR$ 5,822-0,68%Euro TurismoR$ 6,068-0,58%B3Ibovespa192.889 pts-1,65%MoedasDólar ComercialR$ 4,9740,000%Dólar TurismoR$ 5,1720,07%Euro ComercialR$ 5,822-0,68%Euro TurismoR$ 6,068-0,58%B3Ibovespa192.889 pts-1,65%MoedasDólar ComercialR$ 4,9740,000%Dólar TurismoR$ 5,1720,07%Euro ComercialR$ 5,822-0,68%Euro TurismoR$ 6,068-0,58%B3Ibovespa192.889 pts-1,65%Oferecido por

Bruno Lafont, ex-diretor executivo do grupo Lafarge, no tribunal de Paris, na França, em 13 de abril de 2026 — Foto: EPA via BBC

A histórica condenação de uma das empresas mais importantes da França sacode o mundo das multinacionais e poderá mudar sua forma de operação em zonas de conflito.

Na segunda-feira, 13 de abril, a empresa do setor de cimento Lafarge foi considerada culpada pelo pagamento de milhões de dólares em subornos a grupos jihadistas, incluindo o autodenominado grupo Estado Islâmico (EI), para manter seus negócios na Síria durante a guerra civil do país (2011-2024).

Oito ex-diretores da empresa também foram declarados culpados por financiar o terrorismo internacional. Entre eles, está o seu ex-diretor-executivo, Bruno Lafont, condenado a seis anos de prisão, com início imediato do cumprimento da pena.

Atualmente, a empresa faz parte do conglomerado suíço Holcim. Ela efetuou pagamentos a três organizações jihadistas, incluindo o EI, por um montante de cerca de 5,6 milhões de euros (cerca de R$ 32,3 milhões) entre 2013 e 2014. O objetivo era manter em funcionamento uma fábrica no norte da Síria, segundo a sentença do Tribunal Penal de Paris.

O dinheiro teria permitido que o IE "organizasse atentados terroristas", como o ataque ao semanário francês Charlie Hebdo em janeiro de 2015, segundo o tribunal.

A advogada do ex-diretor-executivo da Lafarge, Jacqueline Laffont, defendeu que a decisão contrária ao seu cliente não é "justa, nem razoável".

"Esta não será a primeira, nem a última vez, em que uma decisão de juízes de primeira instância é revogada pelo Tribunal de Recursos", declarou ela em entrevista à rede de rádio pública francesa France Info.

"Trata-se de uma sentença sem provas, sem demonstração. O tribunal presume a culpabilidade de Bruno Lafont e que ele tinha conhecimento dos pagamentos em questão, que ocorreram dentro da empresa Lafarge, pelo simples fato de que era seu presidente."

Lafont dirigiu a empresa entre 2007 e 2015. Ele reiterou que é inocente e afirmou ter dito a verdade durante o julgamento.

Seus representantes informaram que irão recorrer ao veredito, mas a sentença pode mudar o tabuleiro das multinacionais que operam em zonas de conflito.

A Lafarge declarou à BBC que reconhece a sentença judicial e garantiu que as ações "que ocorreram há mais de uma década constituíram uma violação flagrante do código de conduta da Lafarge".

A empresa descreveu a decisão como um "marco importante" nos seus esforços para "tratar de forma responsável deste tema herdado".

O professor de direito e ciências penais Didier Rebut, da Universidade Paris-Panthéon-Assas, na França, afirma que a decisão é "histórica" por vários motivos.

"Em primeiro lugar, ela é histórica pela qualificação de terrorismo aplicada a fatos cometidos por uma empresa e seus dirigentes no âmbito da sua atividade econômica", declarou ele à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

Vista da fábrica de cimento da Lafarge Cement Syria (LCS) em Jalabiya, no norte da Síria — Foto: Getty Images via BBC

Para ele, "o que se deduz é que uma empresa e seus diretores podem ser condenados por terrorismo, em razão das suas decisões econômicas e financeiras".

"Trata-se, aparentemente, da primeira vez na França e no mundo que uma grande empresa internacional e seus dirigentes são condenados por terrorismo, mesmo que, é claro, não exista nenhuma adesão ideológica, nem conivência com os grupos terroristas em questão."

Rebut destaca que a decisão também é histórica devido à gravidade das penas impostas. Ele explica que o veredito demonstra que a qualificação de terrorismo, uma vez mantida, implica sanções proporcionais à sua gravidade.

"Com isso, o tribunal deixa claro que, quando o assunto é terrorismo, não há por que atenuar a pena pelo simples fato de que a conduta em questão consistia em uma decisão econômica ou financeira, não em um ato violento", explica ele.

O professor também destaca que a decisão demonstra que as grandes empresas não estão isentas de sanções quando contribuem, "incluindo por meio de mecanismos econômicos, para o funcionamento de organizações terroristas".

A Lafarge adquiriu a fábrica de cimento de Jalabiya, no norte da Síria, em 2008, por US$ 680 milhões (cerca de R$ 3,4 bilhões). Ela começou a operar em 2010, poucos meses antes do início da guerra civil no país, em 2011.

Os promotores indicam que os funcionários da empresa residiam na localidade próxima de Manbij. Eles precisavam cruzar o rio Eufrates para ter acesso à fábrica, localizada em uma região que ficaria mergulhada no conflito pouco tempo depois.

A Lafarge se declarou culpada e admitiu ter pago milhões de dólares ao EI para manter sua fábrica em funcionamento — Foto: Getty Images via BBC

A acusação afirma que os pagamentos foram realizados entre 2013 e setembro de 2014. Eles incluíram cerca de 800 mil euros (cerca de R$ 4,3 milhões), destinados a garantir a segurança dos trabalhadores, bem como 1,6 milhão de euros (cerca de R$ 13 milhões) para a compra de matérias-primas em pedreiras sob o controle do Estado Islâmico.

A guerra civil da Síria começou em março de 2011, após violenta repressão dos protestos antigovernamentais do então presidente Bashar al-Assad, que governou o país entre 2000 e 2024.

Em 2014, os jihadistas do Estado Islâmico se apoderaram de amplas zonas da Síria e do vizinho Iraque. Ali, eles proclamaram um autodenominado "califado" transfronteiriço, onde impuseram sua interpretação extremista da lei islâmica.

A juíza Isabelle Prévost-Desprez afirmou que os pagamentos foram "fundamentais" para que o EI pudesse controlar os recursos naturais da Síria.

"Isso permitiu que eles financiassem atos terroristas, tanto na região quanto no exterior, especialmente na Europa", destacou ela.

A Promotoria Nacional Antiterrorista da França (PNAT) qualificou o caso em dezembro como "um deslize, uma perversão que levou a Lafarge, uma referência da indústria francesa, a acabar financiando organizações terroristas com um único objetivo: o lucro".

Didier Rebut destaca que a principal consequência desta sentença é o aumento do nível de exigência para as empresas multinacionais.

"As empresas que operam em zonas de conflito não poderão mais alegar que simplesmente se adaptaram a um contexto local difícil, se seus pagamentos, intermediários, fornecedores ou circuitos logísticos beneficiarem grupos armados ou entidades que receberam sanções", explica ele.

Este veredito provavelmente irá obrigar muitas empresas a reforçar seus sistemas de controle, logística e administração.

"Essencialmente, quando uma empresa sabe que sua atividade depende de tratar com organizações terroristas, o risco deixa de ser sua reputação e passa a ser penal, tanto para a companhia quanto para seus diretores", prossegue Rebut.

O professor afirma que o caso da Lafarge define um precedente importante. Ele demonstra que as empresas podem ser processadas por apoiar economicamente grupos armados em zonas de guerra.

Mas ele esclarece que não haverá necessariamente muitos casos futuros por financiamento do terrorismo, já que esta acusação exige condições jurídicas muito específicas.

Por outro lado, Rebut alerta que a decisão aumenta o risco de que as empresas sejam investigadas por cumplicidade em crimes de guerra ou de lesa-humanidade se continuarem operando, sabendo que suas atividades beneficiam grupos violentos.

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Amazon anuncia investimento de até US$ 25 bilhões na empresa de IA Anthropic

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/04/2026 23:54

Tecnologia Amazon anuncia investimento de até US$ 25 bilhões na empresa de IA Anthropic Pelo acordo, a startup de inteligência artificial também se compromete a gastar mais de US$ 100 bilhões, ao longo de 10 anos, em serviços de nuvem da Amazon. Por Reuters — São Paulo

A Amazon afirmou nesta segunda-feira (20) que vai investir até US$ 25 bilhões na Anthropic, enquanto a startup de inteligência artificial se compromete a gastar mais de US$ 100 bilhões nos próximos 10 anos em tecnologias de nuvem da própria Amazon.

O acordo aprofunda a relação entre as duas empresas em um momento em que a Anthropic busca ampliar sua capacidade para sustentar o desenvolvimento de seus modelos.

A Amazon, sediada em Seattle, vai investir US$ 5 bilhões imediatamente e outros US$ 20 bilhões no futuro, condicionados ao cumprimento de determinados marcos comerciais. O valor se soma aos US$ 8 bilhões já aplicados anteriormente pela companhia na startup.

A Amazon tem enfrentado dificuldades para ganhar destaque com seus próprios modelos de IA, como o Nova, ao mesmo tempo em que mantém posição de liderança na oferta de infraestrutura essencial ao setor, como a computação em nuvem.

A empresa informou que prevê cerca de US$ 200 bilhões em despesas de capital neste ano, majoritariamente voltadas ao desenvolvimento de inteligência artificial.

A Amazon afirmou nesta segunda-feira (20) que vai investir até US$ 25 bilhões na Anthropic, enquanto a startup de inteligência artificial se compromete a gastar mais de US$ 100 bilhões nos próximos 10 anos em tecnologias de nuvem da própria Amazon.

O acordo aprofunda a relação entre as duas empresas em um momento em que a Anthropic busca ampliar sua capacidade para sustentar o desenvolvimento de seus modelos.

A Amazon, sediada em Seattle, vai investir US$ 5 bilhões imediatamente e outros US$ 20 bilhões no futuro, condicionados ao cumprimento de determinados marcos comerciais. O valor se soma aos US$ 8 bilhões já aplicados anteriormente pela companhia na startup.

A Amazon tem enfrentado dificuldades para ganhar destaque com seus próprios modelos de IA, como o Nova, ao mesmo tempo em que mantém posição de liderança na oferta de infraestrutura essencial ao setor, como a computação em nuvem.

A empresa informou que prevê cerca de US$ 200 bilhões em despesas de capital neste ano, majoritariamente voltadas ao desenvolvimento de inteligência artificial.

A companhia também tem ampliado apostas em grandes startups do setor. O novo investimento na Anthropic, criadora do Claude, ocorre após o anúncio, no início do ano, de que a Amazon planejava investir até US$ 50 bilhões na OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT.

Em comunicado, a Anthropic afirmou esperar alcançar cerca de 1 gigawatt de capacidade até o fim do ano com o uso dos chips Trainium2 e Trainium3 e que pretende expandir essa capacidade para até 5 gigawatts no longo prazo.

O CEO da Amazon, Andy Jassy, afirmou que o uso dos chips pela Anthropic “reflete o progresso que fizemos juntos em silício personalizado”.

A Anthropic busca avançar na corrida da inteligência artificial com modelos voltados a programação e design, enquanto a Amazon tenta ampliar a adoção de seus próprios chips para treinamento e inferência de IA.

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GPA obtém decisão para impedir que grupo francês Casino venda suas ações na empresa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/04/2026 22:58

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,974-0,18%Dólar TurismoR$ 5,168-0,24%Euro ComercialR$ 5,862-0,04%Euro TurismoR$ 6,103-0,15%B3Ibovespa196.132 pts0,2%MoedasDólar ComercialR$ 4,974-0,18%Dólar TurismoR$ 5,168-0,24%Euro ComercialR$ 5,862-0,04%Euro TurismoR$ 6,103-0,15%B3Ibovespa196.132 pts0,2%MoedasDólar ComercialR$ 4,974-0,18%Dólar TurismoR$ 5,168-0,24%Euro ComercialR$ 5,862-0,04%Euro TurismoR$ 6,103-0,15%B3Ibovespa196.132 pts0,2%Oferecido por

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou nesta segunda-feira (20) que obteve decisão liminar no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para impedir que o grupo francês Casino Guichard-Perrachon venda as ações que possui na companhia.

Em fato relevante, a varejista afirmou que a decisão reconhece “o risco de esvaziamento do patrimônio do acionista Casino por meio da alienação de suas ações”. O grupo detém 22,5% do capital do GPA.

Na prática, a decisão da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo impede que o Casino se desfaça de sua participação na empresa em duas frentes:.

A tutela cautelar foi concedida no âmbito de um processo de arbitragem entre as partes, iniciado pelo GPA em 6 de maio de 2025.

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou nesta segunda-feira (20) que obteve decisão liminar no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para impedir que o grupo francês Casino Guichard-Perrachon venda as ações que possui na companhia.

Em fato relevante, a varejista afirmou que a decisão reconhece “o risco de esvaziamento do patrimônio do acionista Casino por meio da alienação de suas ações”. O grupo detém 22,5% do capital do GPA.

Na prática, a decisão da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo impede que o Casino se desfaça de sua participação na empresa em duas frentes:

no caso de ações já vendidas, determina a suspensão da liquidação financeira antes da conclusão das operações;para ações ainda não vendidas, proíbe a realização de novas vendas.

A tutela cautelar foi concedida no âmbito de um processo de arbitragem entre as partes, iniciado pelo GPA em 6 de maio de 2025.

🔎 Processo de arbitragem é uma forma de resolver conflitos fora da Justiça comum, em que as partes escolhem árbitros independentes para decidir o caso. O Judiciário pode ser acionado para medidas urgentes ou para garantir o cumprimento das decisões.

Em 10 de março, o GPA informou que fechou um acordo com seus principais credores e apresentou um plano de recuperação extrajudicial.

A recuperação extrajudicial é um acordo no qual a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com alguns credores, fora da Justiça.

O objetivo é obter mais prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como o risco de falência.

Nesse tipo de recuperação, as operações continuam funcionando normalmente. O GPA renegociou R$ 4,5 bilhões em dívidas sem recorrer à recuperação judicial — processo que tramita na Justiça, envolve todos os credores e costuma ser mais longo e complexo.

A recuperação extrajudicial tem efeito imediato e prazo inicial de 90 dias. Dívidas com fornecedores, parceiros, clientes e obrigações trabalhistas não entram no acordo.

Além das redes Pão de Açúcar, Minuto Pão de Açúcar e Pão de Açúcar Fresh, o GPA também controla as bandeiras Extra e Mini Extra. O grupo ainda possui marcas próprias vendidas em suas lojas, como Qualitá, Taeq, Pra Valer e Club des Sommeliers.

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