RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

‘Celular do Messi’: empresa lança modelo personalizado por mais de R$ 60 mil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/07/2026 05:48

Tecnologia 'Celular do Messi': empresa lança modelo personalizado por mais de R$ 60 mil Aparelho com a imagem do argentino é um Galaxy Z Fold 8 Ultra, que ainda será lançado pela Samsung. Para fãs de Cristiano Ronaldo, há um iPhone 17 Pro vendido por cerca de R$ 58 mil. Por Redação g1 — São Paulo

Quanto você pagaria para ter um celular quase exclusivo com a figura de um craque do futebol? Antes da final da Copa do Mundo de 2026, uma empresa lançou o "celular do Messi" por aproximadamente R$ 67 mil. Para fãs de Cristiano Ronaldo, há versões com a imagem do português por "apenas" R$ 58 mil.

O smartphone com a figura de Messi é o dobrável Galaxy Z Fold 8 Ultra, que ainda não foi lançado. Ele custa a partir de US$ 13.130 (cerca de R$ 67 mil), quatro vezes o preço do Galaxy Z Fold 7 padrão – o valor do novo modelo ainda não foi divulgado pela Samsung.

Os celulares estilizados com a imagem de Cristiano Ronaldo podem ser o iPhone 17 Pro ou o iPhone 17 Pro Max. Eles custam a partir de US$ 11.410 (R$ 58 mil), o equivalente a cinco vezes o preço da versão tradicional no lançamento.

A empresa de aparelhos de luxo Caviar disse que produziu apenas 19 unidades de cada modelo. Eles fazem parte da linha Legends, lançada na última sexta-feira (17).

A personalização fica na parte traseira dos aparelhos, que mostram Messi e Cristiano Ronaldo com as camisas das seleções da Argentina e de Portugal, respectivamente. Segundo a empresa, os desenhos são feitos à mão e são banhados a ouro 24 quilates.

A Caviar alegou que o Galaxy Fold 8 foi escolhido como "celular do Messi" por conta do "estilo de jogo sutil e refinado" do argentino. O iPhone 17 Pro Max, por sua vez, foi voltado a Cristiano Ronaldo devido ao "estilo de jogo monumental e a determinação" do português.

As especificações do Galaxy Z Fold 8 Ultra ainda não foram reveladas, mas a geração anterior tem tela de interna de 8 polegadas e externa de 6,5 polegadas. O modelo tem câmera de 200 megapixels e até 1 terabyte de armazenamento.

O iPhone 17 Pro tem tela de 6,3 polegadas, enquanto a versão Pro Max tem tela de 6,9 polegadas. Os dois contam com um trio de câmeras de 48 megapixels cada uma, e a versão mais avançada tem 2 terabytes de armazenamento.

Os celulares estilizados com figuras de Messi e Cristiano Ronaldo não são os primeiros vendidos pela Caviar. A empresa já anunciou modelos com referências aos 50 anos da Apple, à bandeira dos Estados Unidos e ao bitcoin, por exemplo.

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‘Celular do Messi’: empresa lança modelo personalizado por mais de R$ 60 mil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/07/2026 05:48

Tecnologia 'Celular do Messi': empresa lança modelo personalizado por mais de R$ 60 mil Aparelho com a imagem do argentino é um Galaxy Z Fold 8 Ultra, que ainda será lançado pela Samsung. Para fãs de Cristiano Ronaldo, há um iPhone 17 Pro vendido por cerca de R$ 58 mil. Por Redação g1 — São Paulo

Quanto você pagaria para ter um celular quase exclusivo com a figura de um craque do futebol? Antes da final da Copa do Mundo de 2026, uma empresa lançou o "celular do Messi" por aproximadamente R$ 67 mil. Para fãs de Cristiano Ronaldo, há versões com a imagem do português por "apenas" R$ 58 mil.

O smartphone com a figura de Messi é o dobrável Galaxy Z Fold 8 Ultra, que ainda não foi lançado. Ele custa a partir de US$ 13.130 (cerca de R$ 67 mil), quatro vezes o preço do Galaxy Z Fold 7 padrão – o valor do novo modelo ainda não foi divulgado pela Samsung.

Os celulares estilizados com a imagem de Cristiano Ronaldo podem ser o iPhone 17 Pro ou o iPhone 17 Pro Max. Eles custam a partir de US$ 11.410 (R$ 58 mil), o equivalente a cinco vezes o preço da versão tradicional no lançamento.

A empresa de aparelhos de luxo Caviar disse que produziu apenas 19 unidades de cada modelo. Eles fazem parte da linha Legends, lançada na última sexta-feira (17).

A personalização fica na parte traseira dos aparelhos, que mostram Messi e Cristiano Ronaldo com as camisas das seleções da Argentina e de Portugal, respectivamente. Segundo a empresa, os desenhos são feitos à mão e são banhados a ouro 24 quilates.

A Caviar alegou que o Galaxy Fold 8 foi escolhido como "celular do Messi" por conta do "estilo de jogo sutil e refinado" do argentino. O iPhone 17 Pro Max, por sua vez, foi voltado a Cristiano Ronaldo devido ao "estilo de jogo monumental e a determinação" do português.

As especificações do Galaxy Z Fold 8 Ultra ainda não foram reveladas, mas a geração anterior tem tela de interna de 8 polegadas e externa de 6,5 polegadas. O modelo tem câmera de 200 megapixels e até 1 terabyte de armazenamento.

O iPhone 17 Pro tem tela de 6,3 polegadas, enquanto a versão Pro Max tem tela de 6,9 polegadas. Os dois contam com um trio de câmeras de 48 megapixels cada uma, e a versão mais avançada tem 2 terabytes de armazenamento.

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EUA condicionaram redução de tarifaço a concessões para empresas americanas; veja setores cobiçados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/07/2026 00:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1140,29%Dólar TurismoR$ 5,3220,31%Euro ComercialR$ 5,8480,26%Euro TurismoR$ 6,0980,27%B3Ibovespa173.825 pts-1,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,1140,29%Dólar TurismoR$ 5,3220,31%Euro ComercialR$ 5,8480,26%Euro TurismoR$ 6,0980,27%B3Ibovespa173.825 pts-1,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,1140,29%Dólar TurismoR$ 5,3220,31%Euro ComercialR$ 5,8480,26%Euro TurismoR$ 6,0980,27%B3Ibovespa173.825 pts-1,24%Oferecido por

Os EUA condicionaram a redução do tarifaço contra o Brasil a concessões de tarifa zero para empresas americanas em setores industriais, químico, aeroespacial e automotivo.

Auxiliares do Palácio do Planalto avaliaram a proposta americana como indigna e inaceitável. Eles apontam que o impacto econômico seria maior que o das novas taxas.

Enquanto a oposição culpa o presidente Lula por falhas na negociação, membros do governo defendem que a medida possui caráter ideológico e político.

As novas tarifas entram em vigor em 22 de julho. O governo brasileiro realizou mais de 30 contatos com os EUA para tentar mitigar os impactos.

O governo brasileiro ouviu de autoridades dos Estados Unidos que os setores de bens industriais, químico, aeroespacial e automotivo deveriam ter tarifas zeradas para as empresas americanas para que o governo de Donald Trump pudesse considerar ao menos reduzir o novo tarifaço contra o Brasil.

A proposta se somou às exigências apresentadas em outras reuniões anteriores pelos EUA ao governo brasileiro como:

A avaliação de uma ala no Palácio do Planalto é que essa proposta era "indigna" de negociação e "inaceitável".

Segundo esses auxiliares, caso o Brasil aceitasse ceder aos pedidos dos Estados Unidos, o impacto para a economia brasileira seria maior que o causado pelas novas taxas – que impactará 18% das exportações brasileiras para os EUA, segundo o cálculo inicial previsto do governo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em encontro na Casa Branca, em Washington — Foto: RICARDO STUCKERT/DIVULGAÇÃO

A decisão dos americanos de impor uma nova taxa sobre produtos brasileiros gerou uma disputa em torno da responsabilidade pelo novo "tarifaço".

Enquanto a oposição diz que houve falhas na negociação e culpa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), integrantes do governo defendem que a determinação tem caráter "ideológico" e "político".

A medida entra em vigor em 22 de julho. Segundo um levantamento da diplomacia brasileira, foram realizados mais de 30 contatos desde o anúncio do tarifaço original. As conversas ocorreram por telefone, videoconferência e reuniões presenciais, em níveis presidencial, ministerial e técnico.

Para interlocutores do governo Lula, o Departamento de Estado americano não deve dar margem para avançar nas negociações ao longo do ano de olho nas eleições do Brasil.

O Planalto, no entanto, seguirá, nas palavras de um negociar, tentando manter um canal de diálogo aberto com foco em diminuir os impactos para os setores afetados.

A estratégia do governo brasileiro, nesse sentido, será levar os próximos passos, "não deixando a emoção tomar conta" e "de olho nos atores" americanos. Um negociador brasileiro afirma que tudo que os Estados Unidos querem são argumentos para serem usados contra o Brasil neste momento.

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O jogo por trás da Copa: como empresas e governos fazem do Mundial uma disputa por influência

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/07/2026 05:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%Oferecido por

A Copa do Mundo deixou de ser apenas um torneio esportivo e se transformou em uma plataforma global de negócios, com receitas de marketing e faturamento em forte crescimento nas últimas duas décadas.

A FIFA mudou a forma de comercializar o Mundial ao criar diferentes categorias de patrocínio, ampliando o número de empresas participantes e diversificando as fontes de receita.

Se entre 2006 e 2014 o protagonismo internacional estava concentrado principalmente nos países-sede, a partir de 2018 governos e estatais passaram a ocupar espaço também entre os patrocinadores do torneio.

O patrocínio da Copa passou a integrar estratégias de projeção internacional de alguns países, incluindo ações associadas ao chamado sportswashing, em que o esporte é usado para fortalecer reputação e influência.

Em 2026, a combinação de multinacionais, bancos, empresas de tecnologia, telecomunicações e estatais reforça que a disputa em torno da Copa extrapola o esporte e envolve interesses econômicos, diplomáticos e geopolíticos.

O que uma petrolífera estatal saudita, um banco americano, uma companhia aérea do Catar e gigantes do setor de alimentos têm em comum? Todas disputam hoje um dos espaços comerciais mais valiosos do planeta: a Copa do Mundo.

Na edição de 2026, a lista de patrocinadores reúne desde marcas tradicionais, como Adidas, Coca-Cola e Unilever, até empresas ligadas ao sistema financeiro, ao petróleo, à tecnologia e a governos, como Bank of America, Verizon, Qatar Airways e Aramco.

Essa composição mostra uma mudança importante: o Mundial deixou de ser apenas uma vitrine para grandes multinacionais e passou a reunir também empresas estatais, instituições financeiras e grupos que fazem parte da estratégia internacional de seus países.

A transformação também aparece nos números. Para o ciclo de 2023 a 2026, a FIFA estima arrecadar até US$ 13 bilhões, mais de cinco vezes o total registrado duas décadas antes. No mesmo período, as receitas com direitos de marketing passaram de US$ 560 milhões para uma estimativa de US$ 1,8 bilhão.

Registrada na Suíça como uma associação sem fins lucrativos, a FIFA afirma que reinveste esses recursos no desenvolvimento do futebol. Ao longo da última década, porém, a entidade também enfrentou crises relacionadas à corrupção e à transparência na gestão desse dinheiro, o que levou à adoção de novas regras de controle e fiscalização.

Mais do que o crescimento da arrecadação, a forma de comercializar a Copa também mudou. Nas últimas duas décadas, a FIFA reorganizou a venda dos espaços comerciais do torneio, ampliando as categorias de patrocínio e abrindo espaço para um número maior e mais diverso de empresas.

Segundo Flávio de Campos, professor da pós-graduação em História Social do Futebol da USP e coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Futebol e Modalidades Lúdicas (Ludens), a transformação da Copa em uma plataforma global de negócios começou a ganhar força ainda na década de 1970.

O pesquisador explica que o antecessor de João Havelange na presidência da FIFA, Stanley Rous, já defendia uma maior aproximação da entidade com empresas. Com a eleição do dirigente brasileiro, em 1974, esse modelo foi ampliado.

“A partir daí, a Copa passa a se consolidar como uma grande vitrine para negócios e propaganda, com a aproximação da FIFA das empresas e o fortalecimento do marketing em torno do torneio."

As mudanças iniciadas naquele período abriram caminho para o crescimento das receitas da FIFA nas décadas seguintes. Mais do que o aumento da popularidade do torneio, foi a própria forma de vender os espaços comerciais que mudou, permitindo ampliar a presença de empresas e diversificar as fontes de arrecadação.

Até o início dos anos 2000, o patrocínio era mais concentrado e reunia um número menor de empresas. A partir dos ciclos de 2010 e 2014, a FIFA consolidou um modelo que passou a organizar os patrocinadores em diferentes categorias, ampliando as possibilidades de participação no torneio.

👑 No topo estão os FIFA Partners, empresas com direitos globais e contratos de longo prazo válidos para várias competições da entidade.🏆 Em seguida vêm os patrocinadores da Copa, com direitos limitados ao Mundial específico.📍 Na base ficam apoiadores regionais e fornecedores locais.

Ela também abriu espaço para um novo perfil de patrocinadores, incluindo companhias estatais e empresas ligadas a governos. Essa mudança, porém, aconteceu de forma gradual.

Nas Copas realizadas entre 2006 e 2014, a principal estratégia de projeção internacional ainda estava concentrada nos países anfitriões.

Mais do que organizar partidas, Alemanha, África do Sul e Brasil aproveitaram o torneio para reforçar, perante o mundo, atributos como estabilidade, capacidade de organização e potencial econômico.

Segundo Campos, para países emergentes, sediar uma Copa representava uma oportunidade de ampliar a visibilidade internacional e atrair investimentos. No caso dos integrantes dos BRICS que receberam o torneio, o objetivo era apresentar economias em desenvolvimento e abertas a novos negócios.

A África do Sul procurou apresentar ao mundo um país reconstruído após o apartheid — regime de segregação racial que vigorou entre 1948 e 1994 —, enquanto o Brasil buscava se projetar como um lugar de oportunidades, deixando para trás décadas marcadas pela ditadura e por sucessivas crises econômicas.

"Na época da Copa de 2014, falava-se muito na ideia de uma 'janela de oportunidades' e no legado do torneio. O evento permitiu apresentar países como Brasil e África do Sul como lugares de oportunidades, dando a eles uma visibilidade internacional que dificilmente alcançariam por outros meios", diz o historiador.

Naquele período, embora multinacionais como Adidas, Coca-Cola e Visa ocupassem as principais cotas comerciais da FIFA, a imagem promovida pelo torneio ainda estava concentrada, sobretudo, no país-sede.

Esse equilíbrio começou a mudar a partir da Copa da Rússia, em 2018. Além de sediar o Mundial, o país passou a ocupar espaço na própria estrutura comercial da FIFA por meio da Gazprom, estatal de energia que se tornou parceira global da entidade.

Quatro anos depois, o Catar ampliou essa estratégia ao incluir duas empresas diretamente ligadas ao governo — Qatar Airways e QatarEnergy — entre os principais patrocinadores do torneio.

Para Campos, esse movimento indica que o patrocínio deixou de cumprir apenas uma função comercial e passou a integrar a estratégia internacional de alguns governos.

🏟️ É o chamado "sportswashing", conceito utilizado para descrever o uso do esporte como ferramenta para melhorar a imagem de países, governos ou empresas, muitas vezes desviando a atenção de problemas políticos, sociais ou relacionados aos direitos humanos.

"No caso do Catar, havia uma tentativa de contrabalançar a imagem de uma monarquia autoritária, marcada por denúncias de tortura, homofobia, machismo e pela dependência do petróleo em um momento de crise climática. A Rússia também usou o torneio nessa lógica de projetar uma imagem mais favorável no cenário internacional."

Pela primeira vez, o torneio será organizado por três países — Estados Unidos, Canadá e México —, ao mesmo tempo em que reúne patrocinadores de diferentes setores da economia e empresas ligadas a governos.

Essa configuração reduz o protagonismo que, em outras edições, costumava ficar concentrado no país anfitrião. Agora, a disputa por visibilidade passa a ocorrer também entre empresas e Estados que ocupam espaço dentro da própria estrutura comercial da FIFA.

A Arábia Saudita é um dos exemplos desse movimento. O país passou a ocupar a categoria mais alta de patrocínio da entidade por meio da Aramco, petrolífera controlada pelo governo saudita.

💰 Segundo um estudo da Human Rights Foundation, o contrato firmado entre a empresa e a FIFA é estimado em cerca de US$ 100 milhões por ano, entre 2024 e 2034.📈 Avaliada em aproximadamente US$ 1,88 trilhão após sua abertura de capital, a Aramco integra uma estratégia mais ampla do reino, que reúne cerca de 300 patrocínios esportivos vinculados principalmente ao Fundo de Investimento Público (PIF).

Para Campos, porém, a principal novidade da Copa de 2026 vai além da entrada de novos patrocinadores.

Isso porque o capital americano sempre esteve presente na estrutura comercial do torneio por meio de empresas multinacionais e de seus acionistas, mesmo quando os patrocinadores oficiais não representavam diretamente o governo norte-americano.

"Em outros países, a FIFA conseguiu impor condições que chegaram a relativizar legislações nacionais. Nos EUA, prevalece o poder do império, eles utilizam seu poder político e militar para estabelecer as próprias regras, inclusive em questões diplomáticas relacionadas ao torneio."

Na avaliação de Campos, essa postura mostra que a disputa em torno da Copa deixou de envolver apenas interesses econômicos e passou a refletir também disputas geopolíticas.

Com o avanço econômico e tecnológico da China, afirma o historiador, os EUA passaram a recorrer com maior intensidade ao chamado "hard power" — o uso do poder político e militar para preservar sua influência internacional.

"Houve casos de tratamento preconceituoso dado a delegações de países como o Iraque, além de seleções africanas e sul-americanas, incluindo a proibição de que a delegação do Irã permanecesse em território americano após a realização de suas partidas."

Integrantes da equipe de apoio carregam letras que formam a palavra "FIFA" antes da partida entre Bélgica e Senegal, pela Copa do Mundo de 2026, no Seattle Stadium, em Seattle (EUA). — Foto: REUTERS/Lee Smith.

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‘Mudamos a rota’: produtores do agro já buscam novos mercados após tarifaço de Trump

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/07/2026 04:51

Agro 'Mudamos a rota': produtores do agro já buscam novos mercados após tarifaço de Trump Com a perda de competitividade nos Estados Unidos, produtores reorganizam as exportações e apostam em mercados como Europa, Argentina e Ásia para compensar as perdas. Por Ismael Jales, g1 — São Paulo

O produtor Rodrigo Pamponet, que cultiva uvas no Vale do São Francisco, já colocou o mercado norte-americano em segundo plano.

A fazenda passou a concentrar as vendas em outros mercados, como Europa e Argentina, diante da perda de competitividade provocada pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos vindos do Brasil.

“A gente costumava exportar bastante para os EUA. Em 2024, a fazenda embarcou cerca de 50 paletes. No ano passado, esse volume caiu para apenas seis, apenas para completar um pedido. Neste ano, a expectativa é de que minhas exportações para lá praticamente zerem, a menos que os importadores americanos aceitem absorver parte do custo adicional das tarifas”, relata o produtor.

O movimento da fazenda no Vale do São Francisco reflete a reação de parte do agronegócio brasileiro ao novo cenário comercial. A partir da próxima terça-feira (22), entra em vigor a sobretaxa de 25% aplicada pelos EUA aos produtos brasileiros que ficaram fora da lista de exceções anunciada por Washington.

Além da tarifa já confirmada, o setor acompanha a possibilidade de uma cobrança adicional de 12,5%, em outra investigação comercial em andamento. Se a medida for implementada, a sobretaxa total poderá chegar a 37,5% sobre os produtos brasileiros afetados.

Entre os segmentos do agronegócio atingidos estão as cadeias de uva, ovos, madeira, arroz e açúcar. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a medida coloca sob pressão US$ 4,6 bilhões em exportações do agronegócio brasileiro.

Também de acordo com a confederação, cerca de 36,5% das exportações do agronegócio brasileiro para os EUA ficarão sujeitas à tarifa adicional de 25%, enquanto 63,5% foram preservadas com a ampliação da lista de exceções.

Redirecionar as exportações é uma das principais alternativas para os setores afetados pelas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump. Com a abertura de novos mercados, as exportações brasileiras não apenas mantiveram força, como encerraram o ano passado com o recorde histórico de US$ 348,7 bilhões.

Segundo análise da XP Macro Research, esse resultado foi possível porque os produtores conseguiram redirecionar parte das exportações para a China e outros mercados, compensando a redução das vendas aos EUA.

Entre as frutas, a uva é a cadeia mais relevante entre as que ficaram fora da lista de isenções dos EUA, segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

As exportações brasileiras de uva para os EUA já vinham perdendo espaço após a rodada anterior de tarifas, enquanto a Europa seguia como principal destino da fruta brasileira. Na prática, produtores como Rodrigo Pamponet já haviam iniciado esse redirecionamento.

nclusive, o produtor relatou ao g1 que atualmente, cerca de 70% da produção exportada pela fazenda segue para a União Europeia e 28% para a Argentina.

O mercado argentino ganhou espaço entre os produtores devido à proximidade geográfica e ao menor custo de transporte.

O reflexo aparece nos dados de comércio exterior: o volume de uvas brasileiras enviado ao país passou de 3,6 mil toneladas em 2024 para mais de 8 mil toneladas em 2025.

Enquanto isso, as compras dos EUA recuaram. O país, que adquiriu 13,8 mil toneladas de uva brasileira em 2024, com faturamento de US$ 41,5 milhões, reduziu as importações para 4,1 mil toneladas em 2025, o equivalente a US$ 12,8 milhões.

Principal polo da fruticultura irrigada do país, o Vale do São Francisco concentra cerca de 75% da produção nacional de uvas e responde por aproximadamente 95% das exportações brasileiras da fruta.

A cultura tem papel estratégico na economia regional e é uma das principais fontes de receita com exportações.

Embora a Europa continue como principal destino da uva brasileira, o mercado dos EUA é considerado estratégico pelos produtores devido à remuneração. Segundo o pesquisador João Ricardo Lima, da Embrapa Semiárido, os compradores americanos pagam mais por frutas de maior qualidade.

“O mercado americano é importante em termos de preço. Essas uvas pagam muito bem nos Estados Unidos, mais do que na Europa. Então, quando se perde esse mercado, o efeito para o produtor é maior”, afirma.

O presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina (SPR), Jailson Lira, afirma que a abertura de novos mercados reduziu parte do impacto, mas não eliminou a preocupação do setor. Segundo ele, o momento ainda é de "muita tensão" entre os produtores.

Uma das principais preocupações envolve emprego e renda na região. Segundo o sindicato, a cadeia da uva gera cerca de 70 mil empregos diretos e indiretos no Vale do São Francisco, e aproximadamente metade da mão de obra é formada por mulheres.

Apesar das incertezas, o setor mantém a expectativa de uma solução negociada antes de setembro, quando começa a principal janela de embarque de frutas do Vale do São Francisco para os EUA.

Embora a fruticultura esteja entre as cadeias afetadas, a lista de produtos atingidos pela sobretaxa dos EUA inclui outros segmentos do agronegócio, como arroz, madeira e açúcar.

Em nota enviada ao g1, a Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) informou que participou de audiências públicas em Washington para defender que o arroz brasileiro tem papel complementar no abastecimento dos EUA, já que a produção local não seria suficiente para atender toda a demanda.

Mas a exposição ao mercado americano é menor do que em outras cadeias. Os EUA não estão entre os principais destinos do cereal brasileiro, que tem como mercados mais relevantes países da América Latina e da África, como Venezuela, México e Senegal.

A entidade avalia que a medida pode aumentar o custo do alimento para os consumidores americanos, caso a tarifa seja repassada aos preços finais.

O g1 também conversou com Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que afirmou que a tarifa sobre ovos e carne suína preocupa o setor, mas destacou que o impacto prático varia entre os produtos.

No caso dos ovos, a nova tarifa tem efeito limitado porque o Brasil já havia reduzido significativamente as exportações para os EUA após a normalização da crise sanitária provocada pela gripe aviária.

No ano passado, o Brasil bateu recorde de vendas aos americanos justamente porque o país enfrentava uma redução da oferta interna. No caso dos ovos, cerca de 1% da produção nacional é exportada, em média.

Na carne suína, o mercado americano também tem participação reduzida. Os embarques, que chegaram a cerca de 60 mil toneladas em um período anterior, caíram para uma média anual próxima de 3 mil toneladas devido a barreiras comerciais.

Por outro lado, a ABPA considerou positiva a decisão de manter a tilápia fora da lista de produtos sobretaxados.

“A decisão de manter a tilápia fora da medida demonstra que há espaço para o diálogo técnico e para a construção de soluções equilibradas no âmbito das relações comerciais entre os dois países”, afirmou a entidade.

Para apoiar as empresas afetadas pelo tarifaço dos EUA, o governo federal anunciou a retomada de medidas voltadas aos setores prejudicados pelas novas barreiras comerciais, mas ainda não detalhou como elas funcionarão.

A iniciativa prevê linhas de crédito para capital de giro, financiamento de investimentos e ações para ajudar exportadores a redirecionar produtos para outros mercados.

A ApexBrasil prepara um plano de contingência para agosto, com investimento de R$ 130 milhões em ações de diversificação comercial. A estratégia prevê ampliar a presença de produtos brasileiros em mercados da Ásia Central, como Cazaquistão e Uzbequistão, além de fortalecer as vendas para o Oriente Médio.

O governo também pretende aproveitar as oportunidades abertas pelo acordo entre Mercosul e União Europeia para ampliar os destinos das exportações brasileiras e reduzir a dependência do mercado americano.

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Empreendedores de Belo Horizonte transformaram a fruta em uma linha de molhos, temperos e bebidas que hoje representa 70% do faturamento do negócio.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Após falência, casal reinventa empresa com produtos de mexerica e fatura R$ 400 mil

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 18/07/2026 03:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Após falência, casal reinventa empresa com produtos de mexerica e fatura R$ 400 mil Empreendedores de Belo Horizonte transformaram a fruta em uma linha de molhos, temperos e bebidas que hoje representa 70% do faturamento do negócio. Por PEGN

Após falir durante a pandemia, um casal de Belo Horizonte reinventou o negócio ao apostar em produtos feitos à base de mexerica, como molhos, temperos, licores e bebidas prontas para consumo.

A empresa nasceu em 2016 com um investimento de R$ 20 mil e faturou cerca de R$ 400 mil em 2025, sendo 70% da receita proveniente da linha de produtos de mexerica.

Para ampliar a presença da marca no mercado, os empreendedores diversificaram o portfólio e terceirizaram a produção das bebidas alcoólicas com uma destilaria registrada no Ministério da Agricultura.

Além de conquistar um prêmio internacional com um licor de café transparente, o casal vende os produtos pela internet, em feiras, supermercados e empórios, e atribui o sucesso à inovação, estratégia e resiliência.

Às vezes, um novo negócio nasce onde poucos enxergariam oportunidade. Foi exatamente isso que aconteceu com os empreendedores Paula e Christian Macieira.

Depois de anos atuando no mercado corporativo e de enfrentarem uma falência durante a pandemia, o casal apostou em um ingrediente comum na mesa dos brasileiros: a mexerica.

O que começou como uma tentativa de reinventar a empresa se transformou em uma marca especializada em molhos, temperos e bebidas produzidos a partir da fruta.

Hoje, o negócio, sediado em Belo Horizonte, faturou cerca de R$ 400 mil em 2025, sendo aproximadamente 70% desse valor proveniente da linha de produtos à base de mexerica.

A trajetória no empreendedorismo começou em 2016, quando Paula decidiu deixar a carreira na área de logística para ter uma rotina mais equilibrada após o nascimento da filha.

"Eu estava no mundo corporativo, trabalhando numa loucura. Eu não tinha dia, não tinha noite", conta. Com um investimento inicial de R$ 20 mil, o casal começou produzindo antepastos de forma artesanal.

Após falência, casal reinventa empresa com produtos de mexerica e fatura R$ 400 mil — Foto: Reprodução/PEGN

O negócio enfrentou seu maior desafio entre 2021 e 2022, período em que a empresa acabou falindo em meio aos impactos da pandemia.

Foi nesse momento que os dois decidiram apostar em uma nova linha de produtos. "Nós falimos em 2021 para 2022, no auge da pandemia", relembra Paula.

A ideia surgiu quase por acaso, durante testes de receitas utilizando mexerica. O resultado surpreendeu os empreendedores e motivou o lançamento dos primeiros produtos em uma feira gastronômica de Belo Horizonte. A aceitação do público foi imediata.

O sucesso do primeiro produto abriu espaço para novas criações. Hoje, a empresa comercializa molhos, licores, bebidas prontas para consumo (RTD), sal de mexerica e outros itens desenvolvidos a partir da fruta.

Segundo Paula, a variedade de produtos foi essencial para fortalecer a marca. Já Christian explica que a estratégia sempre foi ocupar mais espaço nas prateleiras.

"Não adianta lançar só um produto. Se eu tiver apenas o licor na gôndola, tenho pouca visibilidade. É preciso criar uma linha que converse entre si", afirma.

Para obter o aroma característico, eles utilizam uma variedade conhecida em Minas Gerais como "mexerica carioca", cuja casca concentra maior quantidade de óleos essenciais. É justamente dela que surgem os sabores e aromas presentes nos produtos da marca.

Após falência, casal reinventa empresa com produtos de mexerica e fatura R$ 400 mil — Foto: Reprodução/PEGN

As bebidas alcoólicas são produzidas em parceria com uma destilaria registrada no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), estratégia adotada para acelerar o lançamento dos produtos e reduzir investimentos na estrutura produtiva.

Segundo Humberto Araújo, responsável pela destilaria parceira, um dos diferenciais do licor está na utilização da fruta natural durante o processo de infusão.

Ele explica ainda que bebidas desse tipo só podem ser comercializadas quando produzidas por empresas registradas no Mapa.

A inovação também rendeu reconhecimento. Um dos licores desenvolvidos pela empresa recebeu medalha na Copa Argentina de Destilados, após o casal criar uma versão transparente de licor de café para atender a uma feira do setor.

Hoje, os produtos são vendidos pela internet, em feiras, supermercados e empórios da região. Para Arthur Oliveira, dono de um dos estabelecimentos que revendem a marca, o licor de mexerica se tornou o carro-chefe das vendas.

"Experimentou, levou. É um produto que as pessoas compram para elas mesmas e também para presentear", afirma.

Após falência, casal reinventa empresa com produtos de mexerica e fatura R$ 400 mil — Foto: Reprodução/PEGN

Para os empreendedores, o maior desafio é fazer com que cada produto desperte as mesmas lembranças associadas à fruta.

"Quando você descasca uma mexerica, ela vem carregada de boas memórias. A gente precisa transportar isso para o nosso produto", diz Christian.

A experiência acumulada também virou aprendizado para quem deseja empreender. "Tudo o que você faz, no fim, tem que trazer retorno. É preciso fazer conta, olhar os processos, a qualidade e a mão de obra", afirma Christian.

Ao final, quando perguntados sobre o significado da mexerica em suas vidas, os dois respondem de forma parecida. Para Paula, a fruta representa "nascimento". Para Christian, simboliza "renascimento", por ter marcado o momento em que a família conseguiu enxergar um novo futuro para o negócio.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Tarifaço: governo prepara programa para diversificar mercado com foco em setores afetados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/07/2026 13:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3190,27%Euro ComercialR$ 5,8470,25%Euro TurismoR$ 6,0980,26%B3Ibovespa173.982 pts0,09%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3190,27%Euro ComercialR$ 5,8470,25%Euro TurismoR$ 6,0980,26%B3Ibovespa173.982 pts0,09%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3190,27%Euro ComercialR$ 5,8470,25%Euro TurismoR$ 6,0980,26%B3Ibovespa173.982 pts0,09%Oferecido por

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), autarquia ligada ao governo federal, prepara um programa de diversificação de mercados voltado, principalmente, para os setores afetados pelas novas tarifas dos Estados Unidos e aos beneficiados pelo acordo entre Mercosul e União Europeia.

O plano, que será lançado no início de agosto, contará com investimento de R$ 130 milhões e será desenvolvido em parceria com o setor privado.

"É um plano geral, para todos os setores, mas com atenção especial àqueles que, ao mesmo tempo, estão sendo tarifados pelos EUA e terão as tarifas reduzidas com o acordo Mercosul-União Europeia", afirmou o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, durante entrevista coletiva realizada na manhã desta sexta-feira (17).

Segundo Müller, a Europa figura entre as prioridades da estratégia de abertura de mercados. Na avaliação dele, o acordo entre Mercosul e União Europeia cria oportunidades que podem ser aproveitadas neste momento.

🔎O acordo entre Mercosul e União Europeia, assinado em janeiro de 2026 após mais de 25 anos de negociações, prevê a redução gradual de tarifas e barreiras comerciais entre os dois blocos e cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo

Países da Ásia Central, como Cazaquistão e Uzbequistão, também estão entre os mercados considerados estratégicos.

A iniciativa ocorre após o governo dos Estados Unidos confirmar, na quinta (16), a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, ao concluir uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês).

A medida foi adotada com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento utilizado pelo governo americano para investigar práticas consideradas prejudiciais ao comércio do país.

Apesar da nova tarifa, uma extensa lista de produtos brasileiros ficou de fora da sobretaxa. O governo brasileiro reagiu afirmando que a decisão não possui justificativa econômica e foi motivada por razões políticas.

Além da diversificação de mercados, Müller afirmou que a ApexBrasil atuará em outras duas frentes:

ampliar a lista de produtos isentos da tarifa americana; e aumentar a participação internacional dos setores brasileiros que permaneceram livres da nova taxação.

“Um: nós vamos continuar esse trabalho para aumentar a isenção. Dois: nós vamos ampliar o nosso trabalho para aumentar a participação brasileira dos setores que foram isentos. E, três, nós vamos trabalhar e anunciar um plano de diversificação para os mercados”, detalhou Müller.

Tarifaço: governo brasileiro diz que vai anunciar programa de apoio às empresas afetadas e declara que pode adotar a Lei da Reciprocidade — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

BC lança sistema que pode baratear juros em mercado trilionário de antecipação de vendas a prazo para empresas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/07/2026 03:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0980,4%Dólar TurismoR$ 5,3050,47%Euro ComercialR$ 5,8320,19%Euro TurismoR$ 6,0820,24%B3Ibovespa173.825 pts-1,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,0980,4%Dólar TurismoR$ 5,3050,47%Euro ComercialR$ 5,8320,19%Euro TurismoR$ 6,0820,24%B3Ibovespa173.825 pts-1,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,0980,4%Dólar TurismoR$ 5,3050,47%Euro ComercialR$ 5,8320,19%Euro TurismoR$ 6,0820,24%B3Ibovespa173.825 pts-1,24%Oferecido por

O Banco Central lançou neste mês um sistema de registro de duplicatas escriturais. A medida visa baratear juros e ampliar a concorrência na antecipação de vendas a prazo.

A operação de antecipação permite que empresas transformem em dinheiro imediato valores futuros. Elas pagam uma taxa para obter os recursos antes do prazo com instituições financeiras.

Com o novo sistema, financiadores verificarão com mais segurança quem detém os direitos dos recebíveis. O Banco Central espera que a mudança aumente a oferta de crédito corporativo.

O modelo utiliza boletos dinâmicos para enviar o pagamento do cliente diretamente à instituição financiadora. O processo reduz riscos de erros e eleva a segurança das transações.

As empresas poderão comparar ofertas de diferentes instituições financeiras. Atualmente, os negócios que emitem boletos enfrentam maior dependência do banco emissor para conseguir crédito.

O Banco Central (BC) lançou neste mês um sistema para registrar as chamadas duplicatas escriturais, um tipo de documento digital que comprova que uma empresa tem valores a receber de vendas feitas a prazo.

A medida busca ampliar a concorrência e reduzir os custos no mercado de antecipação de recebíveis, operação de crédito usada por empresas para transformar em dinheiro imediato valores que só receberiam no futuro.

Empresas do setor privado, como B3, Cerc e Núclea, foram autorizadas a fazer o registro e a escrituração dessas duplicatas. A expectativa é que o sistema, supervisionados pelo Banco Central, esteja em pleno funcionamento até o fim deste ano.

🔎 Nas vendas a prazo, a empresa entrega o produto ou presta o serviço, mas recebe o pagamento apenas depois. Se precisar de dinheiro antes, ela pode antecipar esse valor junto a um banco ou instituição financeira, pagando uma taxa pela operação.

Com o novo sistema, diferentes instituições poderão verificar com mais segurança quem tem direito a receber esses valores (entenda como vai funcionar abaixo).

A expectativa do Banco Central é que isso aumente a concorrência entre financiadores e ajude a reduzir os juros cobrados das empresas.

O mercado de "antecipação de recebíveis" tanto do comércio quanto das incorporadoras imobiliárias tem alto potencial.O fluxo de vendas a prazo, segundo o Banco Central, é de cerca de R$ 10 trilhões por ano, considerando as notas fiscais emitidas.

Ao aumentar a concorrência, o novo sistema de escrituração autorizados pelo Banco Central nesta semana pode possibilitar menores taxas de juros e maior disponibilidade de crédito para as empresas.

"Do ponto de vista fornecedor, vai ser algo extremamente simples, como apertar uma tecla e dizer: eu deixo tal banco ver minhas duplicatas. Todo mundo vai ver, e aí vai ter uma negociação que eles vão mandar cotações [taxas de juros] para esse fornecedor. Até a hora que ele defina com quem ele quer fazer negociação. Uma vez feita essa negociação, aí você vai ter o boleto dinâmico", explicou Ricardo Vieira Barroso, chefe de Divisão no Departamento de Normas do BC, ao g1 em 2025.

O sistema autorizado pelo Banco Central, ligados aos chamados "boletos dinâmicos", vai garantir que o dinheiro pago pelo cliente seja enviado diretamente à instituição financeira que antecipou os recursos para a empresa. Isso reduz o risco de erros e aumenta a segurança das operações.

Além disso, o novo modelo permitirá que as empresas comparem ofertas de diferentes instituições financeiras e escolham aquela que cobrar os menores juros para antecipar seus recebíveis.

Hoje, sem os boletos dinâmicos, empresas que vendem produtos e serviços por boleto, incluindo incorporadoras imobiliárias, costumam ficar mais dependentes da instituição que emitiu o documento.

Na prática, se a empresa emitiu os boletos por meio do banco X, pode enfrentar mais dificuldades para buscar crédito ou antecipar esses valores em outra instituição, o que reduz a concorrência e limita as opções de financiamento.

O processo começa com uma prestação de serviço ou venda a prazo, que gera um valor a receber pelo fornecedor. A partir dessa operação, é emitido o documento fiscal eletrônico e, em seguida, a chamada "duplicata escritural", que existe apenas em formato digital.Essa duplicata é então escriturada e registrada em sistemas eletrônicos autorizados pelo Banco Central, o que garante que o crédito é válido, único e rastreável. Em seguida, o comprador pode confirmar (ou, em alguns casos previstos em lei, não precisa confirmar) a obrigação de pagamento.Com a duplicata registrada, o fornecedor pode antecipar esse valor ao negociar com bancos, 'fintechs' ou outros financiadores. Nessa etapa, ocorre a formalização da operação e a liberação dos recursos para o fornecedor.O comprador é informado sobre a negociação e realiza o pagamento normalmente, por meio de boleto, PIX ou outro instrumento. Os sistemas de escrituração e pagamento atuam de forma integrada para direcionar corretamente o valor pago ao verdadeiro credor.Ao final, o pagamento (feito a prazo) é liquidado (para a instituição financeira que antecipou os valores), encerrando o ciclo da duplicata de forma segura.A transição para o novo modelo inclui um processo chamado "tombamento', que permite levar para o sistema eletrônico os contratos já existentes entre financiadores e fornecedores. Assim, esses contratos continuam válidos e passarão a produzir efeitos nos sistemas de escrituração e registro.

"Tem várias entidades no mercado que querem comprar aquele direito, pagar ao vendedor, inclusive aceitam receber menos taxas de juros. Mas elas se sentem inseguras em comprar aquilo. Quem está comprando, tem que ter certeza que vai receber aquele recurso. Dá segurança a quem compra e barateia o juro a quem vende o direito. As duas pontas são melhor atendidas", explicou Evaristo Donato Araújo, chefe de Divisão do Denor, do BC, ao g1 no ano passado.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Governo terá programa de apoio para empresas que tiverem problemas com novas taxas dos EUA sobre o Brasil, diz Alckmin

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/07/2026 17:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0980,4%Dólar TurismoR$ 5,3050,47%Euro ComercialR$ 5,8320,19%Euro TurismoR$ 6,0820,24%B3Ibovespa173.825 pts-1,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,0980,4%Dólar TurismoR$ 5,3050,47%Euro ComercialR$ 5,8320,19%Euro TurismoR$ 6,0820,24%B3Ibovespa173.825 pts-1,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,0980,4%Dólar TurismoR$ 5,3050,47%Euro ComercialR$ 5,8320,19%Euro TurismoR$ 6,0820,24%B3Ibovespa173.825 pts-1,24%Oferecido por

O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou nesta quinta-feira (16) que o governo terá um programa de apoio para empresas brasileiras afetadas pela nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos.

A medida americana entra em vigor em 22 de julho. Ela é baseada em uma investigação comercial que durou 1 ano.

O governo brasileiro calcula que o tarifaço afetará 18% das exportações para os EUA. O impacto estimado é de US$ 7,4 bilhões.

Alckmin contestou a sobretaxa nesta quinta-feira (16), classificando-a como "injusta e descabida". O Brasil avalia acionar a Lei da Reciprocidade Econômica.

Governo classifica tarifaço dos EUA como ‘marco lastimável’ e diz que vai acionar Lei de Reciprocidade

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta quinta-feira (16) que o governo federal terá um programa para ajudar empresas prejudicadas com a nova taxa de 25% que o governo dos Estados Unidos anunciou sobre produtos brasileiros.

"O presidente, o governo do presidente Lula trabalha para apoiar quem trabalha aqui dentro. Quem ajuda o Brasil a crescer e a nossa economia. Então o governo terá um programa de apoio aos que aqui estão labutando, trabalhando e que tenham problemas", disse Alckmin.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, afirmou que as empresas poderão contar com a ajuda do governo de "diferentes modos".

➡️ O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou a proposta de um novo "tarifaço" com uma extensa lista de itens isentos. A medida entra em vigor em 22 de julho, próxima quarta.

🔎 A decisão é resultado de uma investigação comercial do USTR que levou um ano, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo americano apurar e combater possíveis barreiras comerciais em outros países.

"Nós já temos prontos os mecanismos de proteção das nossas empresas e dos nossos empregos. Portanto, com coordenação do ministro Márcio Elias Rosa, os setores afetados serão mais uma vez chamados ao diálogo e nós ampliaremos e reforçaremos o Plano Brasil Soberano, que dá apoio a quem foi injustamente afetado pelo tarifaço dos Estados Unidos", afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

O ministro da Fazenda ainda afirmou que alguns setores podem ser afetados, mas a medida do governo Trumo não afetará "a economia do país como um todo".

O governo calcula que 18% das exportações brasileiras para os Estados Unidos serão afetadas com o novo tarifaço imposto pelo governo Donald Trump contra produtos do Brasil.

"Queria destacar que nós vamos ter cerca de 18% das nossas exportações para os Estados Unidos atingidas, o que corresponde a US$ 7,4 bilhões. Isso levando em conta o ano de 2024, antes, portanto, do início do tarifaço", afirmou Marcio Elias Rosa.

De acordo com o ministro, o percentual tem como referência as exportações do Brasil para os Estados Unidos em 2024 e corresponde a US$ 7,4 bilhões na balança comercial entre os dois países.

"A Apex, o BNDE, a ABDI vão fazer um empenho redobrado pra gente abrir novos mercados e crescer ainda mais o comércio exterior. Mas, destacando que o ano passado foi o recorde de exportação e este ano, no primeiro semestre também recorde de exportação", complementou Geraldo Alckmin.

Os representantes do governo brasileiro deram as declarações em uma entrevista coletiva em Brasília, nesta quinta.

Alckmin contestou as alegações usadas pelos EUA para justificar as tarifas de 25% anunciadas nesta quarta-feira (15) e afirmou que a medida é "injusta e descabida".

"É injusta porque se nós pegarmos os próprios dados dos Estados Unidos nos últimos 15 anos os Estados Unidos teve conosco superávit na balança comercial. E descabida porque que os argumentos levantados na sessão 301 e aqui vão ser explicitados pelos ministros não tem parte de uma base totalmente falsa. Não tem menor justificativa", afirmou Alckmin.

Segundo o USTR, o tarifaço é resultado de uma investigação que concluiu que "várias práticas do Brasil são consideradas injustificáveis e discriminatórias, restringindo a competitividade de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores americanos".

PIX;Corrupção no Brasil;Ações do STF contra as big techs;Tratamento injusto na política de tarifas brasileira;Proteção inadequada à propriedade intelectual;Tarifas sobre o etanol;Desmatamento.

Participaram da coletiva de imprensa os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Dario Duringan (Fazenda), Márcio Elias rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e João Paulo Capobianco (Meio Ambiente). Além disso, também estão presentes o presidente do Banco Central, Gabriel Galipolo e Maria Rosa Guimarães, secretária nacional de justiça.

O governo dos Estados Unidos confirmou a aplicação nesta quarta (15) de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após concluir uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, sigla em inglês).

A medida foi adotada com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo usado pelo governo americano para apurar práticas consideradas prejudiciais ao comércio do país.

Apesar da nova taxa, uma extensa lista de produtos foi excluída da sobretaxa, como é o caso da carne bovina e do café.

O governo brasileiro reagiu afirmando que a medida não tem justificativa econômica e foi motivada por razões políticas.

Em nota, o governo do presidente Lula classificou a decisão como um "marco lastimável" na relação bilateral e afirmou que poderá recorrer à Lei da Reciprocidade Econômica.

🔎 A Lei de Reciprocidade é um mecanismo que permite a um país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela. Na prática, se um governo estrangeiro impõe sanções ou barreiras unilaterais "injustas", o Brasil usa a norma para reagir na mesma moeda, adotando restrições equivalentes para reequilibrar as relações e proteger a economia.

O Planalto também sustenta que as acusações apresentadas pelos EUA não se sustentam e lembra que o Brasil tentou, ao longo do último ano, reverter as investigações e evitar a adoção das tarifas.

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Setor de açúcar e etanol reage a tarifa dos EUA e diz que medida de Trump ignora realidade do mercado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/07/2026 17:47

Agro Setor de açúcar e etanol reage a tarifa dos EUA e diz que medida de Trump ignora realidade do mercado Entidades afirmam que o Brasil não restringe o etanol americano, enquanto o açúcar brasileiro enfrenta barreiras nos EUA; governo brasileiro classifica justificativa como de "motivação política". Por Reuters — São Paulo

Mauro Vieira diz que novas tarifas dos EUA não têm justificativa e lastro com realidade: ‘Motivação política’

Os produtores brasileiros de etanol e açúcar lamentaram, nesta quinta-feira (16), a decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Para o setor, a medida representa um retrocesso na relação comercial entre os dois países.

Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), os Estados Unidos compraram 253 milhões de litros de etanol brasileiro em 2025, em um total de US$ 163 milhões (R$ 832,93 milhões). Com isso, o país foi o segundo principal destino das exportações do combustível, atrás apenas da Coreia do Sul.

No caso do açúcar, os EUA importaram 420 mil toneladas do produto brasileiro em 2025. O volume, porém, ficou bem abaixo das 1,12 milhão de toneladas embarcadas em 2024.

Em nota, a Unica afirmou que a nova tarifa ignora as diferenças existentes na relação comercial entre os dois países. A entidade destacou que o açúcar brasileiro já enfrenta tarifas e limitações para entrar no mercado americano, enquanto o Brasil, segundo ela, não impõe restrições desse tipo ao etanol dos Estados Unidos.

A tarifa adicional de 25% foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) e deve entrar em vigor em 22 de julho. O governo americano justificou a medida alegando que o Brasil adota práticas comerciais consideradas desleais – acusação rejeitada pelo governo brasileiro.

Entre os argumentos apresentados pelos EUA está a dificuldade de acesso ao mercado brasileiro de etanol. Dados do próprio governo americano mostram que as exportações de etanol dos Estados Unidos para o Brasil vêm caindo nos últimos anos.

A União Nacional do Etanol de Milho (Unem), por sua vez, afirmou que a tarifa brasileira aplicada ao etanol importado segue as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e não descumpre nenhum acordo bilateral firmado com os Estados Unidos.

A entidade também explicou que a queda nas importações de etanol americano ocorreu porque a produção nacional de etanol de milho cresceu de forma acelerada nos últimos anos, aumentando a oferta do combustível no mercado brasileiro e reduzindo a necessidade de importações.

Com a disparada do petróleo, governo aprova aumento da mistura de etanol na gasolina — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Tradicionalmente, o etanol brasileiro era produzido principalmente a partir da cana-de-açúcar. Nos últimos anos, porém, a produção de etanol de milho ganhou força e passou a ocupar um espaço cada vez maior no setor.

Para Renato Cunha, presidente-executivo da associação NovaBio, que representa produtores de açúcar e bioenergia, a nova tarifa mostra que os Estados Unidos querem ampliar as vendas de etanol para o Brasil sem oferecer, em troca, melhores condições para a entrada do açúcar brasileiro no mercado americano.

"Eles querem vender etanol para um país que não precisa importar esse produto. Isso não é negociação, é imposição", afirmou Cunha em entrevista.

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