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Do local ao global: pequenos negócios podem conquistar o mercado internacional?

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 20/04/2026 20:08

Empreenda com Sebrae Especial Publicitário Do local ao global: pequenos negócios podem conquistar o mercado internacional? ProGlobal, programa do Sebrae, prepara pequenos negócios para o mercado internacional e está com edital aberto para 2026. Por Sebrae

Capacitação, networking, consultoria e recursos: programa impulsiona pequenos negócios rumo à internacionalização — Foto: Foto: Coleção Deriva Tropical 2026 por Zsolt

Elevar o nível operacional, fortalecer a marca e conquistar novos mercados são metas que habitam a mente de qualquer empreendedor que busca ampliar sua competitividade e produtividade. Em alguns casos, esse salto não significa crescer dentro do próprio país, mas expandir a atuação para além das fronteiras nacionais.

“Não é raro vermos produtos que, no Brasil, enfrentam uma concorrência acirrada , mas que, no mercado internacional, encontram um público atraído pela brasilidade do produto, sua originalidade material ou cultural e tecnicidade própria”, explica Claudine Bichara, gerente de negócios internacionais do Sebrae Rio.

Na prática, esse movimento em prol do crescimento pode começar muito antes da internacionalização do negócio, mas no desenvolvimento de um produto cheio de potencial aos olhos de quem está fora do país. Esse foi o caso dos irmãos Thatiana e Bruno Schott, de Bom Jardim (RJ).

A insatisfação com a produção em massa no ramo da moda íntima levou os irmãos a adotarem um processo minucioso e autoral, dessa vez voltado ao vestuário. Num ateliê em Nova Friburgo (RJ), unindo a formação de Thatiana em Administração e a de Bruno em Publicidade, a dupla subverteu a lógica do chão de fábrica e passou a criar uma peça por vez.

Assim, em 2012, nasceu a Zsolt (lê-se: Zouti), marca que transforma tecidos reaproveitados em roupas sustentáveis feitas à mão, com tingimento natural e secagem ao sol. Estamparia artesanal e mais gentil com o planeta que, nas palavras de Thatiana, desperta um “apaixonamento” por onde passa.

Quatro anos depois, os Schott participaram de um projeto piloto de exportação do Sebrae em Paris, França, que incluía o Processo de Aprovação de Peça de Produção (PPAP), uma verificação detalhada de qualidade. A evolução consistente da marca levou os irmãos a receberem o convite da coordenadora de negócios internacionais do Sebrae para participarem do ProGlobal, programa multissetorial de capacitação do Sebrae RJ, que oferece treinamento e apoio para ajudar pequenas empresas a venderem seus produtos e serviços no mercado internacional.

“Começamos a nos fortalecer internamente em todos os setores da empresa através das consultorias do Sebrae. Então, em 2023, participamos do nosso primeiro ProGlobal. A Miriam Ferraz foi peça fundamental: mesmo após recusarmos o convite algumas vezes, ela sempre reforçava o potencial do nosso produto no mercado internacional… uma grande incentivadora da Zsolt”, relembra Thatiana.

De forma artesanal e sustentável, os irmãos Schott criam camisas, blusas, bermudas, calças, saias, vestidos, macacões e mais — Foto: Foto: Coleção Deriva Tropical 2026 por Zsolt

Criado em 2020, o ProGlobal oferece uma formação de oito meses, identificando empresas com diferenciais competitivos (como técnica, design, sustentabilidade, brasilidade e outros) e preparando-as para o mercado internacional. O Sebrae Rio lança inscrições para o ProGlobal com 65 vagas disponíveis. Este ano, o programa será dividido em dois para atender quem empreende nos segmentos de Moda ou Alimentos e Bebidas – https://sebraerj.com.br/aceleracao-de-negocios/internacionalizacao.

A jornada começa com um processo seletivo rigoroso, voltado a empresas com diferencial competitivo e capacidade produtiva adequada. Recebendo a aprovação, o Sebrae garante de 90 a 95% do valor da capacitação ao empreendedor, que participa de oficinas em grupo e consultorias individualizadas. A metodologia do programa é dividida em cinco etapas: design estratégico para internacionalização, posicionamento da marca no mercado externo, estratégia de comunicação internacional, gestão financeira e estratégia comercial.

“Recebemos consultoria orientando cada área: finanças, logística, pós-venda e preparação de toda documentação e envio. Também tivemos total auxílio na construção de brand book e de materiais para clientes, como e-mail marketing”, afirma Thatiana. "Hoje, a Zsolt exporta suas peças para diversos estados dos EUA: Nova York, Califórnia, Nova Jersey, Carolina do Norte e Novo México."

Para os pequenos empreendedores que ficam na dúvida sobre qual país escolher como alvo, Claudine Bichara explica como isso é orientado no ProGlobal: “Muitas vezes, o empresário chega com um país em mente por comodidade ou outro motivo subjetivo. O que fazemos é não só ampliar esse horizonte, mas oferecer uma análise do mercado mais adequado para a absorção de seu produto. Aqui no Brasil, há uma tendência a optar pela América do Sul, Estados Unidos e Europa. Embora não façamos a exclusão desses mercados mais tradicionais, mostramos outras possibilidades na Ásia, na África, no Oriente Médio… Diversificar o olhar para as alternativas de mercado é fundamental, inclusive para reduzir riscos e aproveitar melhor as oportunidades".

Assim como a empresa dos irmãos Schott, outro negócio encontrou no ProGlobal o suporte necessário para expandir internacionalmente, levando suas exportações a Angola, Portugal, Alemanha e Suíça. É o caso da Papel Semente, de Andréa Carvalho, de São Gonçalo (RJ), referência em sustentabilidade desde 2009.

A marca produz papel biodegradável com sementes em sua composição. A iniciativa oferece às empresas uma alternativa mais ecológica para seus materiais impressos, que após utilizados, podem ser plantados e transformados em flores, plantas e hortaliças. O negócio levou Andréa ao primeiro lugar nacional do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2023, na categoria pequenos negócios. Veja a entrevista com a empreendedora.

Como vimos com a Zsolt e a Papel Semente, o ProGlobal atende diversos setores. Entre eles estão alimentos e bebidas, moda e acessórios, saúde e beleza, joias, cosméticos, energia, biotecnologia, petróleo e gás, tecnologias da informação e comunicação (TICs) e serviços técnicos especializados. Claudine Bichara destaca que há ainda nichos com grande potencial, mas pouco explorados por pequenos negócios no Brasil, como os games.

Essa diversidade de empreendedores no programa cria um ambiente rico para conexões estratégicas. Antes de começar a exportar, as empresas simulam situações reais, identificam parceiros e constroem relações de negócio durante atividades práticas e grupos em aplicativos de mensagens. “Hoje tenho uma superparceira, que conheci no projeto: a Belle Paiva, com quem dividimos o espaço em São Paulo, além de outras marcas com que trocamos experiências constantemente”, comenta Thatiana.

Além do networking, o ProGlobal também oferece suporte para lidar com obstáculos do empreendedor brasileiro que sonha em exportar: “Muitos empresários não sabem como precificar para fora. É preciso estudar concorrência, logística, cultura empresarial do novo cliente, embalagens específicas, tarifas, escopo legal e exposição cambial”. É um aprendizagem precioso que o Sebrae oferece, que é básico para conquistas valiosas”, alerta Bichara.

Com tudo alinhado, o aprendizado do ProGlobal começou a se refletir diretamente na rotina e nos resultados da Zsolt. “Com a casa em ordem, passamos a produzir mais e precificar melhor. Viver o ProGlobal representa um crescimento enorme para pequenos empresários. Abrimos a loja de São Paulo há sete meses, resultado direto desse processo de capacitação", relata a empreendedora.

Graças às conexões do ProGlobal, Zsolt inaugurou sua loja física em São Paulo — Foto: Foto: Zsolt

Com a base para exportação estruturada, a Zsolt contou com o subsídio do Sebrae para participar de feiras internacionais e, logo nas primeiras experiências, já teve respostas positivas. “A reação foi muito interessante… eles diziam: ‘Uau, que marca diferente’. Chegavam na arara, colocavam a mão na roupa e diziam: ‘me arrepiei, isso é muito lindo!’”, recorda Thatiana.

Para ela, grande parte do interesse do público internacional pela Zsolt vem do uso de técnicas artesanais, como tie-dye e batik, aplicadas de forma artística, o que torna as peças únicas. Esse potencial de atratividade, no entanto, nem sempre é visto pelos pequenos negócios brasileiros. “Muitos empresários ainda enfrentam a barreira psicológica de achar que exportar não é para eles, que vai ser caro ou difícil. Mas internacionalizar parte de uma tomada de decisão que implica uma trajetória cujo passo a passo é mostrado nos nossos programas e é acompanhado em cada etapa por nossas equipes de consultores e especialistas. Nossa missão é orientar e apoiar a pequena empresa a se organizar e se transformar numa estrela no mercado internacional”, explica Bichara.

Para a Zsolt, que já abraçou essa oportunidade, os números avançaram: a exportação impulsionou o volume de vendas da marca em 10%, com meta de chegar a 30%. Entre as peças mais vendidas lá fora estão blusas e vestidos em malha, além de saias de algodão. Agora, bem estabelecidos, com uma equipe de 12 pessoas mais uma agência, Thatiana e Bruno miram o mercado europeu.

As jornadas da Zsolt e da Papel Semente evidenciam o impacto do ProGlobal, que já atendeu cerca de 400 empresas e aumentou em mais de 70% a aptidão de empreendedores para o mercado internacional.

Se você quer preparar sua empresa para o mercado internacional, atente-se às oportunidades do Sebrae nesta sexta edição do ProGlobal. Para 2026 são 65 vagas: 40 para o setor de Moda e 25 para Alimentos e Bebidas. O edital já está disponível e as inscrições vão até 15 de maio.

A seleção identifica Microempreendedores Individuais (MEI), Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) com produtos ou serviços com potencial de internacionalização. A partir daí, oferece capacitação para estruturar o processo de exportação, com apoio de analistas e consultores especializados. O objetivo é reduzir riscos e preparar as empresas para expandir de forma consistente para o mercado externo.

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Empresa dos EUA anuncia compra de mineradora brasileira de terras raras

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/04/2026 11:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,982-0,03%Dólar TurismoR$ 5,178-0,05%Euro ComercialR$ 5,8680,05%Euro TurismoR$ 6,105-0,12%B3Ibovespa196.217 pts0,25%MoedasDólar ComercialR$ 4,982-0,03%Dólar TurismoR$ 5,178-0,05%Euro ComercialR$ 5,8680,05%Euro TurismoR$ 6,105-0,12%B3Ibovespa196.217 pts0,25%MoedasDólar ComercialR$ 4,982-0,03%Dólar TurismoR$ 5,178-0,05%Euro ComercialR$ 5,8680,05%Euro TurismoR$ 6,105-0,12%B3Ibovespa196.217 pts0,25%Oferecido por

A companhia norte-americana USA Rare Earth anunciou, nesta segunda-feira (20), um acordo para adquirir a mineradora brasileira Serra Verde Group.

A transação ocorre em meio ao esforço dos Estados Unidos e aliados para reduzir a dependência da China no mercado de "terras raras".

A Serra Verde é proprietária da mina de Pela Ema, localizada no estado de Goiás. A unidade é a única produtora em larga escala, fora da Ásia, dos quatro elementos de terras raras magnéticas essenciais para produção de imãs em tecnologias avançadas.

A companhia norte-americana USA Rare Earth anunciou, nesta segunda-feira (20), um acordo para adquirir a mineradora brasileira Serra Verde Group. O negócio está avaliado em aproximadamente US$ 2,8 bilhões. As informações constam em comunicado oficial divulgado pela própria empresa nesta segunda (20).

A transação ocorre em meio ao esforço dos Estados Unidos e aliados para reduzir a dependência da China no mercado de 'terras raras'.

A Serra Verde é proprietária da mina de Pela Ema, localizada no estado de Goiás. A unidade é a única produtora em larga escala, fora da Ásia, dos quatro elementos de terras raras magnéticas essenciais para produção de imãs em tecnologias avançadas.

Esses minerais são fundamentais para veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos de defesa, por exemplo.

O pagamento será realizado por meio de uma combinação de recursos. A USA Rare Earth pagará US$ 300 milhões em dinheiro e emitirá cerca de 126,8 milhões de novas ações ordinárias para os acionistas da Serra Verde – o que totalizaria o valor bilionário.

Mineração Serra Verde é considerada a única operação fora da Ásia a produzir, em escala, os quatro elementos magnéticos essenciais de terras raras — Foto: Divulgação/Serra Verde

A transação visa criar uma líder global no setor de terras raras. A empresa combinada terá operações integradas que abrangem desde a mineração e processamento até a fabricação de metais e ímãs.

Em janeiro, a USA Rare Earth concordou com um pacote de financiamento de US$1,6 bilhão junto ao governo dos EUA, enquanto a Serra Verde, uma empresa privada, fechou um acordo de financiamento no valor de US$565 milhões com Washington em fevereiro.

A operação ganha ainda mais relevância porque, segundo a USA Rare Earth, a Serra Verde deve responder por mais de 50% da oferta de terras raras pesadas fora da China até 2027.

"A mina Pela Ema, da Serra Verde, é um ativo único e a única produtora fora da Ásia capaz de fornecer os quatro elementos de terras raras magnéticos em grande escala", disse Barbara Humpton, CEO da USA Rare Earth.

Terras raras: Brasil dá passo inédito para produzir ímãs com minério nacional;'Terras raras' são ponto-chave na geopolítica mundial, e Brasil tem potencial na área; entenda;UE negocia acordo de terras raras com o Brasil, diz presidente da Comissão Europeia.

O acordo já foi formalizado como “definitivo” entre as partes. No entanto, a aquisição ainda não foi finalizada operacionalmente. A previsão é que o fechamento do negócio ocorra no terceiro trimestre de 2026.

A conclusão da compra está sujeita a aprovações regulatórias e condições habituais de fechamento. Até lá, as empresas seguem cronogramas de integração.

Com a união, segundo o comunicado, executivos da mineradora brasileira assumirão papéis estratégicos na companhia norte-americana. Thras Moraitis, atual CEO da Serra Verde, assumirá a presidência e uma cadeira no conselho de administração. Mick Davis, atual presidente do conselho da Serra Verde, também passará a integrar o conselho da empresa compradora.

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O império empresarial bilionário da elite secreta de Cuba

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/04/2026 08:05

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,983-0,19%Dólar TurismoR$ 5,181-0,1%Euro ComercialR$ 5,864-0,3%Euro TurismoR$ 6,112-0,17%B3Ibovespa195.734 pts-0,55%MoedasDólar ComercialR$ 4,983-0,19%Dólar TurismoR$ 5,181-0,1%Euro ComercialR$ 5,864-0,3%Euro TurismoR$ 6,112-0,17%B3Ibovespa195.734 pts-0,55%MoedasDólar ComercialR$ 4,983-0,19%Dólar TurismoR$ 5,181-0,1%Euro ComercialR$ 5,864-0,3%Euro TurismoR$ 6,112-0,17%B3Ibovespa195.734 pts-0,55%Oferecido por

Especialistas indicam o ex-presidente cubano Raúl Castro e seu entorno como proprietários e operadores da holding multimilionária Gaesa — Foto: Getty Images via BBC

Enquanto Cuba enfrenta a escassez e os apagões, um conglomerado empresarial vinculado às Forças Armadas do país administra secretamente bilhões de dólares.

A Gaesa (Grupo de Administración Empresarial S. A.) não tem website, nem endereço de correio eletrônico institucional conhecido, nem canais oficiais de contato. Ela não publica balanços, nem aparece no orçamento estatal.

A Assembleia Nacional do Poder Popular e a Controladoria Geral da República de Cuba não podem auditar suas contas — mesmo com a empresa embolsando praticamente cada dólar recebido pelos negócios mais rentáveis do regime cubano: turismo, remessas financeiras, comércio exterior e missões médicas no estrangeiro.

A holding pertence às Forças Armadas Revolucionárias de Cuba (FAR), mas também não está sob seu controle.

Em 2024, ela possuía bens no valor de pelo menos US$ 17,9 bilhões (cerca de R$ 89,4 bilhões), incluindo mais de US$ 14,4 bilhões (cerca de R$ 71,9 bilhões) em contas bancárias, segundo documentos vazados para o jornal americano Miami Herald.

Esta fortuna é maior que as reservas internacionais de países como o Equador, o Paraguai ou a República Dominicana. Ela ilustra a magnitude do império econômico representado pela Gaesa.

Tudo isso contrasta com a situação econômica de Cuba, um país praticamente falido, com queda acumulada de 15% do PIB nos últimos cinco anos e insolvente frente aos seus diversos credores internacionais.

Quase nove a cada 10 cubanos vivem em condições de extrema pobreza ou "sobrevivência", segundo estimou em 2025 o Observatório Cubano dos Direitos Humanos. E, neste ano, a crise no país se intensificou com apagões de várias horas por dia e com a escassez ainda maior de alimentos, combustíveis e medicamentos.

A miséria nas ruas de Havana contrasta com os modernos hotéis financiados pelas corporações da Gaesa, como a Torre K — Iberostar Selection Havana (esq.), inaugurada em 2025 — Foto: Getty Images via BBC

Nos últimos meses, o governo do presidente americano Donald Trump intensificou as sanções contra a ilha, com um bloqueio de facto do fornecimento de petróleo, que agravou os problemas de energia e abastecimento.

O contraste entre um Estado em bancarrota e a existência de uma entidade obscura que suga as principais fontes de receita sob o guarda-chuva militar levanta questões importantes que tentaremos responder a seguir.

A BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) tentou entrar em contato com o governo cubano por diversas vias, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

"A Gaesa funciona como uma grande holding, um polvo de vários braços que se apropriou da economia cubana em quase todos os seus setores rentáveis ao longo dos últimos 15 anos", explica Emilio Morales, presidente da consultoria Havana Consulting Group, que estuda a economia cubana.

Mas a Gaesa nasceu muito antes, na década de 1990. Ela era um mecanismo criado dentro das FAR para administrar empresas que operavam com divisas em plena crise econômica (o chamado Período Especial), após a queda da União Soviética (1922-1991).

Seu objetivo inicial era relativamente limitado: gerar recursos para as próprias Forças Armadas por meio de negócios vinculados ao turismo, comércio exterior e outros setores que captavam dólares.

A deterioração da saúde de Fidel Castro (1926-2016), até então líder hegemônico de Cuba, levou à ascensão ao poder do seu irmão Raúl, interinamente em 2006 e formalmente em 2008.

Desde então, o conglomerado começou a se expandir rapidamente e absorver empresas estatais estratégicas, entre elas a maior de todas: a Cimex.

"Ao se apropriar da Cimex, a Gaesa adquiriu toda a sua rede de empresas, dentro e fora de Cuba: corporações localizadas em paraísos fiscais como o Panamá, comércios varejistas em moeda local e em dólares, postos de gasolina, negócios imobiliários, exportação, importação, atacadistas…", explica Morales.

Durante anos, as remessas de dinheiro enviadas do exterior para Cuba através da americana Western Union foram canalizadas pela empresa Fincimex, controlada pela Gaesa (na foto, a sucursal da Western Union em Havana) — Foto: Getty Images via BBC

A holding foi englobando outras empresas rentáveis, como as especializadas no setor turístico Gaviota e Habaguanex, parte da operadora de internet Etecsa e a gestão do porto comercial de Mariel, o maior do país.

A Gaesa assumiu também o controle do Banco Financeiro Internacional (BFI), que opera as transações de Cuba com o exterior.

Na prática, a holding monopolizou quase todos os negócios que atraem dólares: o turismo, comércio, telecomunicações, bancos, remessas financeiras, logística e construção.

No papel, Cuba funciona em um sistema socialista, no qual a economia é monopólio do Estado. Mas a Gaesa não presta contas à Assembleia Nacional e mantém seus balanços em sigilo.

"Seus balanços são secretos, a imprensa cubana não a menciona e ela trabalha em total obscuridade", explica à BBC o economista Pavel Vidal, um dos maiores especialistas nas finanças de Cuba.

"E, na verdade, também não paga impostos e não aparece nos orçamentos do Estado, já que tem um orçamento independente. É uma economia dentro de outra", define ele.

Em julho de 2024, a então controladora-geral de Cuba, Gladys Bejerano, foi exonerada após 14 anos no cargo. Ela havia admitido, em um aparente descuido durante uma entrevista à agência de notícias EFE, que o Estado não teria jurisdição para auditar a Gaesa.

Três anos antes, em 2021, o então ministro das Forças Armadas de Cuba, Leopoldo Cintra Frías, foi suspenso, segundo fontes, pouco depois de tentar promover uma investigação interna sobre a holding multimilionária ligada à sua pasta.

Não se sabe ao certo, em nenhum dos dois casos, se as destituições foram relacionadas às suas incursões nos assuntos da Gaesa ou se foram meras coincidências. Bejerano e Cintra Frías eram septuagenários quando foram afastados dos seus respectivos cargos.

O general Luis Alberto Rodríguez López-Calleja, ex-genro de Raúl Castro, era considerado o cérebro e promotor da Gaesa até sua morte, em 2022 — Foto: Getty Images via BBC

O grupo empresarial foi presidido por anos pelo general Luis Alberto Rodríguez López-Calleja (1960-2022), ex-genro de Raúl Castro e considerado um dos homens mais poderosos do país.

Foi sob seu comando que a Gaesa assumiu o controle das principais empresas estatais, até se tornar a gigante que é hoje em dia.

Após a morte de Rodríguez López-Calleja, em 2022, a presidência do grupo passou para a sua vice, a generala-de-brigada Ania Guillermina Lastres.

Estes são os dois únicos nomes conhecidos deste conglomerado empresarial multimilionário. Mas quem forma a elite que controla a Gaesa e seus bens?

Sua estrutura empresarial é extremamente obscura. Não se sabe quem lidera seus órgãos de decisão, não há um organograma oficial e boa parte das suas empresas operam por meio de redes societárias de difícil rastreamento.

Mas investigações jornalísticas, documentos vazados e relatórios de acadêmicos que passaram anos estudando o grupo oferecem importantes indícios sobre a elite deste poderoso conglomerado.

Segundo Emilio Morales, o poder é concentrado em um grupo seleto e reduzido. "Não ultrapassa 15 pessoas", revela ele.

"Não são nomes públicos, são muito herméticos. Eles têm designado a cada empresa um profissional de informática, um contador e um oficial da contrainteligência, para supervisionar toda a parte contábil", prossegue Morales, mencionando o testemunho anônimo de um ex-funcionário da Gaesa.

Ele afirma que a holding usa o aparato militar para garantir que o controle das suas empresas e operações permaneça sem ser questionado, mas quem realmente manda não são os generais das Forças Armadas.

"Diosdado [Cabello, ex-presidente da Assembleia Nacional] tinha o dele, [Vladimir] Padrino [ex-ministro da Defesa] o seu, [Nicolás] Maduro, Delcy [Rodríguez, atual presidente] etc."

"Mas o caso de Cuba é diferente. Raúl Castro nunca quis que os generais tivessem poder financeiro. Os generais existem para controle político."

Neste sentido, o presidente da plataforma acadêmica Cuba Século 21, Juan Antonio Blanco, explica à BBC News Mundo que Raúl Castro sempre tentou "evitar que os generais se corrompessem, tendo acesso a grandes valores em dinheiro".

Por isso, "a Gaesa foi reservada para um grupinho de elite da família Castro e os mais próximos", garante ele. "Existe um ou outro general, sim, mas não porque sejam generais, mas porque eram incondicionais, historicamente próximos da família de Raúl Castro."

Assim, a elite do colosso empresarial (ou parte dela) seria o entorno familiar e militar do general Raúl Castro, hoje com 94 anos. Oficialmente aposentado, ele continua sendo o homem mais poderoso de Cuba, segundo os analistas.

O ex-presidente cubano Raúl Castro, com seu neto e guarda-costas Raúl Guillermo Rodríguez Castro, conhecido como o 'Caranguejo', que alguns especialistas relacionam à Gaesa — Foto: Getty Images via BBC

Raúl Castro tem quatro filhos: Déborah, Mariela, Nilsa e Alejandro Castro Espín. E também vários genros, netos e parentes próximos, que são vinculados a negócios e instituições importantes do poder.

Entre eles, estão seu influente ex-genro Luis Alberto Rodríguez López-Calleja, morto em 2022, e o seu neto e guarda-costas Raúl Guillermo Rodríguez Castro, conhecido como o "Caranguejo".

Rodríguez López-Calleja foi o artífice da grande transformação da Gaesa, antes uma limitada rede de empresas militares, em um gigantesco conglomerado que controla praticamente todas as atividades rentáveis do país.

Já em relação ao "Caranguejo", suas frequentes viagens ao Panamá na última década (foram mais de 20 entre 2024 e 2025, segundo fontes, muitas delas em aviões particulares) levaram muitas pessoas a associá-lo diretamente aos negócios milionários da holding.

Os especialistas também acreditam que o papel da atual presidente-executiva da Gaesa, Ania Guillermina Lastres, é principalmente operacional: ela representa e supervisiona a empresa, mas não faz parte do seu núcleo de proprietários, com poder de decisão e acesso aos seus fundos multimilionários.

O nome de Lastres é o único que se dá a conhecer neste emaranhado, já que não existe um organograma oficial.

A generala-de-brigada Ania Guillermina Lastres é a atual presidente da Gaesa, mas os especialistas colocam em dúvida seu real poder sobre a holding — Foto: Partido Comunista de Cuba (PCC)

Perguntar sobre o lado interno da Gaesa é como encontrar um muro pela frente. Muitas das suas empresas são estruturadas em redes de companhias e filiais, que ocultam os verdadeiros donos dos negócios.

"Os acionistas de uma empresa podem ser outra empresa; e, desta, uma outra empresa — uma cadeia de companhias, para que não se consiga realmente chegar ao verdadeiro dono", segundo Morales. "E, no fim, você encontra um nome que é colocado ali como testa de ferro."

Este tipo de estrutura é frequente em paraísos fiscais ou jurisdições com baixa transparência corporativa. Ela também dificulta seguir o rastro do dinheiro.

O conglomerado passou mais de duas décadas ampliando sua presença em setores fundamentais do país, sem que ninguém conseguisse avaliar a magnitude do seu império econômico.

A Gaesa mantém suas contas em segredo e opera fora do escrutínio público. Mas o vazamento de documentos internos publicado no ano passado pelo Miami Herald trouxe um facho de luz, ao fornecer números específicos pela primeira vez.

Os documentos revelados pelo jornal americano Miami Herald mostram números multimilionários, em ativos, vendas e receita — Foto: Miami Herald / Reprodução

Os documentos publicados pelo Miami Herald são compostos por 22 balanços financeiros internos, correspondentes a diferentes empresas do grupo.

Segundo eles, em março de 2024 o conglomerado controlava ativos avaliados em pelo menos US$ 17,894 bilhões (cerca de R$ 89,3 bilhões), incluindo US$ 14,467 bilhões (cerca de R$ 72,2 bilhões) líquidos em contas bancárias.

Estes números não incluem a Cimex, que é a maior empresa da holding. Por isso, acredita-se que a fortuna da Gaesa, pelo menos naquele momento, fosse ainda maior.

Os documentos também revelaram uma rentabilidade surpreendente. Foram mais de US$ 2,1 bilhões (cerca de R$ 10,5 bilhões) de lucros em agosto de 2024 em US$ 5,563 bilhões (cerca de R$ 27,8 bilhões) de receita, o que representa uma margem de cerca de 38%.

Em termos de comparação, as grandes empresas internacionais costumam registrar margens de lucro de 5% a 15%. Nem mesmo em setores muito lucrativos, é frequente que elas superem 20%.

Em primeiro lugar, a Gaesa explora todos os setores rentáveis da economia cubana que geram dólares, como o turismo e o comércio, mas não os deficitários, como a agricultura, educação e saúde pública, exceto pelas missões médicas.

Em segundo lugar, como Cuba restringe a entrada de outras corporações nesses setores, ela trabalha sem enfrentar concorrência.

Por fim, outro ponto importante é que a empresa se beneficia da dualidade de taxas de câmbio e de moedas. "Sua receita é principalmente em dólares, em divisas, e ela paga salários em pesos cubanos", explica Vidal.

Praticamente todas as empresas de transporte e serviços turísticos pertencem, em última análise, à Gaesa, como a Transtur (da companhia Cubasol) e a Transgaviota (grupo Gaviota) — Foto: Getty Images via BBC

O acadêmico José Antonio Blanco destaca ainda a vantagem de contar com o guarda-chuva das Forças Armadas Revolucionárias.

"Se a Gaesa construir um hotel, por exemplo, como empresa das FAR, ela adquire mão de obra e materiais do Ministério da Construção em pesos cubanos, mas o dinheiro gerado pelo hotel entra em dólares", explica ele.

Seis anos atrás, um dólar valia 24 pesos cubanos, mas a moeda local se desvalorizou drasticamente desde então. Hoje, no mercado informal, a cotação do dólar já supera largamente os 500 pesos, segundo dados do portal de referência El Toque.

Os documentos vazados indicam que o conglomerado mantém parte dos seus lucros multimilionários no próprio sistema financeiro, o que dificulta o rastreio até o seu destino.

Segundo Pavel Vidal, o grupo também gerencia recursos que, na prática, funcionam como reservas internacionais paralelas do país, embora não estejam sob o controle do Banco Central de Cuba.

"Trabalhei no Banco Central e sei que a instituição não gerencia diretamente as reservas internacionais de Cuba, mas sim o Banco Financeiro Internacional (BFI), que pertence à Gaesa."

"Por isso, é preciso entender que essas reservas estão nesses US$ 14,5 bilhões [cerca de R$ 72,4 bilhões]", explica ele.

"Chamo de reservas internacionais para dar um nome, mas, na verdade, não deveriam ser chamadas assim. Elas não estão sob o controle da autoridade monetária, que é quem deveria respaldar a moeda, o sistema bancário e a dívida", destaca Vidal.

O aluguel de veículos para turistas está concentrado em empresas estatais, como a Cubacar e a Havanautos, também vinculadas ao conglomerado militar Gaesa — Foto: Getty Images

Sobre o paradeiro dessas reservas, Vidal calcula que "provavelmente elas estejam diversificadas: uma parte no BFI, mas também em bancos internacionais (russos, chineses,…) e, provavelmente, em paraísos fiscais".

"Não há informações precisas a respeito, mas, considerando que parte da lógica da Gaesa é evitar sanções, é razoável imaginar que essas reservas sejam bastante diversificadas e que uma parte esteja estruturada de forma a não ficar exposta a sanções", conclui ele.

É preciso destacar que os únicos relatórios financeiros da holding que foram publicados datam de 2024. Por isso, não se sabe que valores atingem seus ativos atualmente.

Por fim, a última pergunta: qual a possível responsabilidade da Gaesa pela desastrosa situação atual da economia cubana?

Cálculos de Pavel Vidal e outros especialistas indicam que suas transações podem representar o astronômico nível de 40% do PIB do país.

Este poder financeiro permitiu à Gaesa manter uma estratégia de investimentos que, segundo seus críticos, seria totalmente desconectada das necessidades mais urgentes da população da ilha.

Enquanto a economia cubana atravessa décadas de crises, com setores produtivos disfuncionais e infraestruturas deterioradas, a Gaesa concentrou grande parte dos seus recursos em atividades destinadas a captar divisas, em vez de, por exemplo, revitalizar a produção agrícola e industrial do país.

O hotel Grand Aston Havana, inaugurado em 2022, com cerca de 600 apartamentos, no bairro do Vedado, no centro da capital. Ele pertence ao grupo Gaviota, que faz parte da Gaesa — Foto: Getty Images via BBC

Nos últimos anos, o conglomerado promoveu uma ambiciosa expansão dos negócios turísticos, especialmente na capital, Havana, onde foram construídos novos e imponentes hotéis. Os edifícios contrastam com a deterioração cada vez maior das ruas e das construções ao seu redor.

Enquanto isso, cada vez menos turistas visitam a ilha. O número de visitantes desabou de um pico de 4,7 milhões, em 2018, para 1,8 milhão no ano passado, quando a escassez e os apagões já se encaminhavam para os níveis extremos vividos hoje em dia.

Para Vidal, concentrar os recursos no setor turístico faz com que outras áreas estratégicas recebam menos investimentos, o que limita a capacidade do país de reativar setores produtivos que reduzam a escassez crônica de alimentos e modernizar a indústria de geração de eletricidade, que é cada vez mais disfuncional.

"O investimento no turismo foi fortemente desproporcional e se descuidou dos investimentos na agricultura, na rede elétrica e na manutenção das instalações geradoras", segundo o economista. "Isso explica, em parte, o que está acontecendo agora.

Outro exemplo do controle da Gaesa sobre as principais fontes de receita do país são as missões médicas internacionais. Elas são o negócio mais lucrativo de Cuba nos últimos anos, mais até do que o turismo.

Parte desta receita, segundo os especialistas consultados pela BBC, é canalizada para empresas do conglomerado empresarial militar. E, com base neste sistema peculiar, a Gaesa absorve boa parte das divisas que entram no país.

Some-se a isso o fato de que a Gaesa possui ativos (ou pelo menos detinha, em 2024) em volume que permitiria modernizar o setor agropecuário (que hoje produz apenas 20% do consumo nacional de alimentos) e restaurar o setor de geração de eletricidade da ilha.

As pressões recentes do governo americano sobre Cuba, que enfrenta uma situação limite, levaram muitos a pensar que o regime comunista vigente desde 1959 poderá cair ou protagonizar uma mudança drástica e forçada.

Se isso acontecer, é difícil prever o que ocorreria com o obscuro conglomerado econômico das Forças Armadas, construído durante as últimas três décadas em paralelo ao Estado cubano.

"Se houver uma transição, imagino que uma das primeiras medidas será encontrar o dinheiro da Gaesa, pois ele será muito necessário para uma fase de estabilização, de reconstrução", prevê Emilio Morales.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Explosão de negócios da família Trump abre caminho para presidentes dos EUA lucrarem com o cargo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/04/2026 02:58

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,975-0,35%Dólar TurismoR$ 5,168-0,35%Euro ComercialR$ 5,879-0,06%Euro TurismoR$ 6,115-0,13%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,975-0,35%Dólar TurismoR$ 5,168-0,35%Euro ComercialR$ 5,879-0,06%Euro TurismoR$ 6,115-0,13%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,975-0,35%Dólar TurismoR$ 5,168-0,35%Euro ComercialR$ 5,879-0,06%Euro TurismoR$ 6,115-0,13%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%Oferecido por

Negócios da família Trump cresceram rapidamente no exterior e em criptomoedas durante o segundo mandato presidencial.

Filhos de Trump investiram em empresas que buscam contratos com o governo dos EUA, incluindo setores militares e de tecnologia.

Grandes investidores estrangeiros compraram ativos ligados à família Trump, levantando suspeitas de conflitos de interesse.

Trump e familiares lucraram com vendas de produtos, moedas digitais e clubes exclusivos, aumentando significativamente sua fortuna.

Especialistas e pesquisas apontam preocupação com a ética e o impacto desses negócios para a democracia americana.

Donald Trump em evento de fevereiro de 2024, com um par de tênis Trump — Foto: AP Photo/Manuel Balce Ceneta

Por muitos anos, os presidentes dos Estados Unidos tomaram cuidado para não dar a impressão de que estavam ganhando dinheiro devido ao cargo.

Harry Truman não permitiu que seu nome fosse usado em nenhum empreendimento, mesmo após deixar a presidência. Richard Nixon ficou tão preocupado com a possibilidade de um irmão se beneficiar de suas conexões que chegou a mandar instalar escutas em seu telefone.

O presidente Donald Trump tem seguido um caminho diferente. A empresa de imóveis de sua família está crescendo internacionalmente em um ritmo nunca visto desde que foi criada, há um século, com os acordos potencialmente influenciando decisões que vão desde tarifas a ajuda militar.

Comandados pelos filhos de Trump, Eric e Donald Jr., os negócios da família passaram a incluir criptomoedas. Essas novas atividades trouxeram bilhões de dólares, mas também levantaram dúvidas sobre possíveis vantagens dadas a grandes investidores.

Os irmãos também se juntaram ou investiram em várias empresas que buscam fazer negócios com o governo comandado por seu pai.

Recentemente, Eric e Donald Jr. conseguiram uma parte milionária em uma empresa que fabrica drones armados e que tenta vender seus produtos tanto para o Pentágono quanto para países do Golfo, que dependem da proteção militar dos Estados Unidos.

A Casa Branca e a Trump Organization negam qualquer problema ético. Quando foi perguntado sobre o tema em um evento de criptomoedas, Donald Jr. respondeu: “Francamente, isso já cansou.

Especialistas em ética governamental e historiadores argumentam, no entanto, que o tema é mais preocupante do que nunca. Segundo eles, os conflitos se acumulam no segundo mandato e são considerados sem precedentes, flagrantes e perigosos para a democracia.

“Não acho que haja atualmente qualquer linha entre decisões políticas, cálculos políticos e o interesse da família Trump”, disse Julian Zelizer, historiador presidencial da Universidade de Princeton.

Durante o primeiro mandato de Trump, a Trump Organization não fechou nenhum acordo fora dos Estados Unidos. Pouco mais de um ano depois do início do segundo mandato, já são oito negócios.

Segundo a empresa, todos eles estão seguindo a regra criada pela própria Trump Organization de não negociar diretamente com governos estrangeiros.

No entanto, em países onde o governo tem muito poder, é difícil que não haja algum tipo de influência, principalmente quando o dono do negócio é o presidente em exercício.

No Catar, por exemplo, um clube de golfe e casas de luxo com o nome Trump está sendo construído em parte por uma empresa do próprio governo do país.

No Vietnã, segundo o The New York Times, agricultores foram retirados de suas terras pelo governo para dar espaço a um resort Trump, e o acordo foi aprovado em uma cerimônia oficial com a presença do vice-primeiro-ministro.

Já na Arábia Saudita, um resort chamado “Trump Plaza” está sendo erguido no Mar Vermelho por uma empresa próxima à família real.

Não dá para saber ao certo se esses negócios mudaram decisões dos Estados Unidos para beneficiar esses países, mas eles conseguiram o que buscavam: o Qatar teve acesso à tecnologia americana, o Vietnã conseguiu redução de impostos e a Arábia Saudita recebeu aviões de combate.

Quando perguntada sobre esses projetos, a Trump Organization afirmou que não fez negócios com governos, dizendo que a empresa da Arábia Saudita é privada e que está apenas “colaborando” com a empresa do Catar, sem criar uma “parceria” que contrariaria suas próprias regras.

Outro negócio que gera dúvidas sobre conflitos de interesse foi revelado em uma reportagem do Wall Street Journal em janeiro, um ano depois de ter sido fechado.

Pouco antes da posse, a família Trump vendeu quase metade da empresa de criptomoedas World Liberty Financial para uma companhia ligada ao governo dos Emirados Árabes Unidos, comandada por um membro da família real, por US$ 500 milhões.

Outro grupo dos Emirados, um fundo do governo, investiu na plataforma de criptomoedas Binance usando US$ 2 bilhões em uma moeda digital criada pela World Liberty.

Com isso, a empresa de Trump pôde aplicar esse dinheiro em investimentos considerados seguros, como títulos públicos, e ficou com dezenas de milhões de dólares em juros.

Pouco tempo depois, o governo Trump cancelou uma regra do governo de Joe Biden e permitiu que os Emirados Árabes Unidos comprassem chips avançados dos Estados Unidos.

Mais tarde, o fundador da Binance, Changpeng Zhao, recebeu um perdão de Trump, mesmo após ter se declarado culpado por não impedir o uso da plataforma por criminosos que movimentavam dinheiro de casos envolvendo abuso sexual infantil, tráfico de drogas e terrorismo.

Questionado, o advogado de Zhao negou qualquer relação entre os negócios da Binance com a família Trump e o perdão recebido.

“Qualquer alegação de troca de favores por parte da Binance ou Changpeng Zhao, ou tratamento financeiro preferencial, é uma clara distorção do registro público”, disse Teresa Goody Guillen em um e-mail à AP.

Sobre o perdão, a Casa Branca afirmou que Zhao foi punido de forma injusta pelas autoridades federais, em uma “guerra da administração Biden contra as criptomoedas”.

A World Liberty também negou qualquer conflito de interesse, dizendo que o negócio com os Emirados Árabes Unidos não tinha ligação com a decisão sobre os chips.

A World Liberty também criou outra forma de renda para uma nova empresa de Trump, vendendo “tokens de governança”. Esses tokens dão ao comprador direito a voto, mas não o tornam dono da empresa. Só no ano passado, foram arrecadados US$ 2 bilhões.

Com isso, a família Trump ganhou centenas de milhões de dólares por sua participação na World Liberty e por um acordo que garante parte dessas vendas.

Um dos principais compradores desses tokens foi Justin Sun, um bilionário do setor de criptomoedas que, por ser estrangeiro, é proibido pela lei dos EUA de fazer doações a políticos americanos. Entre a eleição e a posse de Trump, Sun gastou US$ 75 milhões nesses tokens.

Em fevereiro de 2025, um processo federal contra Sun por enganar investidores foi suspenso. O caso terminou no mês passado, com uma multa de US$ 10 milhões.

Outro produto lançado foram as moedas “meme” com o rosto de Trump, colocadas à venda pouco antes de ele começar o segundo mandato.

Nos quatro meses seguintes, essas moedas renderam US$ 320 milhões, a maioria indo para empresas ligadas a Trump, segundo a empresa Chainalysis, que monitora transações em blockchain.

Esse valor é mais que o dobro do que foi arrecadado em quatro anos com o hotel Trump International, em Washington D.C., durante o primeiro mandato.

Trump International Hotel, em Washington DC, em foto de 2021; empreendimento foi vendido no ano seguinte — Foto: AP Photo/Julio Cortez

Ao contrário de lobistas ou doadores de campanha que tentam influenciar Trump, quem compra essas moedas pode fazer isso sem se identificar.

Justin Sun está entre os que optaram por tornar sua aquisição pública, gastando US$ 200 milhões nas moedas e conseguindo participar de uma festa exclusiva com Trump para os maiores compradores.

Outro empreendimento da família, a American Bitcoin, abriu capital em setembro, o que deu a Donald Jr. e Eric um valor estimado de US$ 1 bilhão em ações na época.

Meses antes, Trump anunciou a criação de uma reserva nacional de bitcoin, o que fez o preço da moeda disparar.

O valor do bitcoin e de outros tokens digitais despencou desde então, assustando investidores. Tanto as ações da American Bitcoin quanto o valor das moedas meme de Trump perderam 90% do valor desde o pico.

No mês passado, Trump disse que faria mais um jantar com os maiores compradores de suas moedas meme, o que fez o valor das moedas subir antes de cair de novo.

“Quaisquer restrições que existiam no primeiro mandato parecem ter desaparecido completamente”, diz o historiador da Universidade Columbia Timothy Naftali.

Quando perguntada sobre a reportagem, a Casa Branca afirmou que Trump age de “maneira ética” e que qualquer sugestão diferente é “mal informada ou maliciosa”.

A porta-voz Anna Kelly reforçou que os bens de Trump estão sob a administração dos filhos e disse que ele “não tem envolvimento” nos negócios da família. “Não há conflitos de interesse”, afirmou.

Em outro comunicado, a Trump Organization disse estar “totalmente em conformidade com todas as leis aplicáveis de ética e conflitos de interesse” e acrescentou que “a insinuação de que a política enriqueceu a família Trump é infundada.”

Em janeiro, Trump declarou ao The New York Times que, sobre possíveis conflitos de interesse, “eu descobri que ninguém se importava, e eu posso”, fazendo referência à exceção que o presidente tem na lei federal que impede funcionários públicos de manterem interesses financeiros em negócios afetados por decisões do governo.

Não está claro se Trump está certo ou errado sobre o que pensam os americanos, mas essa opinião parece estar mudando, até mesmo entre os republicanos.

Em uma pesquisa feita pelo Pew Research Center em janeiro, 42% dos eleitores republicanos disseram confiar que Trump age de forma ética, número menor do que os 55% registrados no início do segundo mandato, um ano antes.

A revista Forbes calcula que a fortuna de Trump agora chega a US$ 6,3 bilhões, um aumento de 60% em comparação ao período antes de ele voltar à presidência, o que chama atenção diante das dificuldades que a Trump Organization enfrentou no passado.

O Trump International Hotel em Washington, D.C., nunca teve lucro antes de ser vendido em 2022. Duas redes de hotéis da marca Trump, voltadas para a classe média, fecharam no primeiro mandato por falta de clientes.

Alguns prédios de apartamentos tiraram o nome Trump das fachadas porque perceberam que, em vez de atrair compradores, estavam afastando-os.

Nenhum novo prédio residencial nos Estados Unidos está usando o nome Trump na entrada durante o segundo mandato, mas em Washington, onde há muitos negócios com o governo, o nome ainda tem valor.

Donald Jr., o filho mais velho de Trump, abriu um clube privado em Georgetown, Washington, cobrando até US$ 500 mil de quem quer ser membro fundador.

Poucos clubes cobram valores parecidos, como o Yellowstone Club, em Montana, que oferece acesso a resorts, pistas de esqui e muitos restaurantes em uma área exclusiva.

Chamado de “Executive Branch” (“Poder Executivo”), o clube de Donald Jr. fica no subsolo de um prédio, mas oferece algo diferente: estar perto do centro do poder.

Outros presidentes e suas famílias também já buscaram lucros de formas que prejudicaram a imagem do cargo.

Hunter Biden foi pago como diretor de uma empresa de gás ucraniana enquanto seu pai, Joe, era vice-presidente.

A Fundação Clinton recebeu doações de outros países, mas isso foi depois que Bill Clinton deixou a presidência. Já o irmão de Jimmy Carter, Billy, ganhou dinheiro usando o nome da família para vender cerveja.

No caso de Trump, ele mesmo está vendendo produtos como Bíblias “God Bless the USA” por US$ 59,99, tênis “Never Surrender” por US$ 399 e guitarras elétricas que podem custar até US$ 11.500 —frete não incluído — para quem quiser um modelo autografado pelo presidente.

Nos primeiros meses do segundo ano de Trump de volta à presidência, o ritmo dos negócios continuou forte.

Em janeiro, a Trump Organization anunciou o terceiro acordo com a Arábia Saudita em menos de um ano, desta vez para construir mansões, um hotel e um campo de golfe perto da capital, Riad.

Agora, a “colaboração” é com uma empresa ainda mais ligada ao governo, pois pertence ao fundo soberano do país, comandado pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman.

Quando questionada pela AP se esse projeto desrespeita a promessa de não fazer negócios com governos estrangeiros, a Trump Organization respondeu que não “faz negócios com nenhuma entidade governamental”, mas não comentou sobre esse caso em particular.

Enquanto isso, a nova empresa de drones de Eric e Donald Jr. tenta fechar contratos com o Pentágono. Outras empresas que têm acordos com o governo e que receberam investimentos dos irmãos no último ano estão recebendo dezenas de milhões de dólares em dinheiro público.

Entre elas estão uma fabricante de motores de foguetes, uma fornecedora de chips de inteligência artificial e uma empresa de análise de dados, de acordo com registros oficiais.

Quando perguntado sobre possíveis conflitos depois do acordo dos drones, Eric afirmou: “Tenho um orgulho enorme de investir em empresas nas quais acredito.”

Um representante de Donald Jr. disse que ele não “interage” com o governo sobre as empresas em que investe, e acrescentou que “a ideia de que ele deveria parar de viver sua vida e sustentar seus cinco filhos só porque seu pai é presidente é, francamente, um padrão risível e ridículo.”

Uma nova empresa de investimentos, da qual os irmãos se tornaram conselheiros no ano passado, arrecadou US$ 345 milhões em uma oferta pública inicial para comprar partes de empresas americanas que devem ajudar o pai deles a fortalecer a indústria dos Estados Unidos.

Depois que a AP perguntou ao principal advogado de Trump sobre um trecho de um documento oficial dizendo que a empresa buscaria negócios que pedem incentivos do governo, ele apresentou um novo documento com essa parte removida.

Zelizer, o historiador de Princeton, diz que espera que os próximos presidentes sejam mais cuidadosos ao enriquecer, mas se preocupa com o exemplo que Trump está dando.

“Ele mostrou politicamente que não há preço a pagar para ganhar dinheiro”, disse. “Você sabe que pode seguir por esse caminho.”

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Reforma tributária: empresas de pequeno porte devem optar até setembro entre Simples e novo regime; decisão vale para 2027

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/04/2026 10:09

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9930,02%Dólar TurismoR$ 5,1860,02%Euro ComercialR$ 5,882-0,13%Euro TurismoR$ 6,123-0,14%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,9930,02%Dólar TurismoR$ 5,1860,02%Euro ComercialR$ 5,882-0,13%Euro TurismoR$ 6,123-0,14%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,9930,02%Dólar TurismoR$ 5,1860,02%Euro ComercialR$ 5,882-0,13%Euro TurismoR$ 6,123-0,14%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%Oferecido por

O Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) publicou resolução que determina que as empresas do Simples Nacional, ou seja, que faturam até R$ 4,8 milhões por ano, terão de escolher, até o fim de setembro deste ano, entre permanecer no sistema simplificado ou migrar para o novo regime. As mudanças valem para o ano de 2027.

Se optarem por sair do Simples, as empresas de pequeno porte poderão realizar o abatimento, no novo regime (conhecido como híbrido) de impostos pagos em etapas anteriores da produção.

Atualmente, a maioria das vendas do Simples não transfere crédito, o que mudará, caso as empresas realizem a opção pelo novo sistema.

➡️A possibilidade de optar pelo novo regime é fruto da aprovação da reforma tributária sobre o consumo em 2024, cujo texto foi sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no ano passado.

A reforma prevê o fim do Programa de Integração Social (PIS), Da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para grande parte dos produtos em 2027, e sua substituição pela CBS do governo federal, um imposto sobre valor agregado.

A necessidade de adesão ou não ao Simples até setembro representa uma antecipação em relação ao calendário tradicional, que permite a opção até o fim de janeiro de cada ano.

"A definição prévia dos prazos permite que as empresas realizem planejamento tributário adequado, considerando os impactos do novo modelo, especialmente em um contexto de transição estrutural", diz o CGSN.

➡️Os microempreendedores individuais não sofrerão alterações, ou seja, eles não terão de realizar a opção (pois nada muda para eles). O MEI responde por cerca de 60% das empresas do Simples Nacional.

"A resolução não se aplica à opção pelo Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais (SIMEI), mantendo-se, para o microempreendedor individual, as regras específicas já previstas em normas próprias", diz o Comitê Gestor do Simples Nacional.

De acordo com a resolução do Comitê Gestor, a opção pelo Simples Nacional para o ano-calendário de 2027 deverá ser formalizada entre 1º e 30 de setembro de 2026, por meio do Portal do Simples Nacional, produzindo efeitos a partir de 1º de janeiro de 2027.Pela norma, a opção pelo Simples Nacional poderá ser cancelada em "caráter irretratável" até o último dia de novembro de 2026 "garantindo margem de decisão diante de alterações no faturamento ou no enquadramento societário".Caso a solicitação seja indeferida, a empresa terá prazo de até 30 dias para "regularizar pendências impeditivas, inclusive débitos tributários, contados da ciência do termo de indeferimento". Regularizadas as pendências nesse prazo, o indeferimento será cancelado e a opção deferida, acrescenta o Comitê.A resolução também regulamenta a opção pela apuração e recolhimento do IBS e da CBS pelo regime regular, o que deverá ser feito também até o fim de setembro deste ano, e será aplicável exclusivamente ao período de janeiro a junho de 2027.A opção pelo regime regular do IBS e da CBS também poderá ser cancelada de forma irretratável até o último dia de novembro de 2026, de acordo com a resolução publicada nesta sexta-feira.

Analistas ouvidos pelo g1 no ano passado avaliaram que as regras criadas na reforma tributária, com o uso dos chamados créditos tributários por quem optar pelo novo regime, tende a trazer desafios para esses empreendedores, tais como:

necessidade de uma melhor organização da contabilidade, pois será necessário um detalhamento maior nas notas fiscais;atenção à cadeia de fornecimento, pois impostos não pagos em cadeias anteriores não poderão ser abatidos;impossibilidade de atrasar o recolhimento dos impostos, no caso de pagamentos eletrônicos, por conta do super sistema da Receita Federal, que está em fase de testes.

👉🏽 Ex-integrantes da equipe econômica governo federal afirmaram, por sua vez, que o novo método de tributação, com uso de créditos tributários, será vantajoso "na grande maioria dos casos" em relação ao sistema atual para as empresas do Simples Nacional que operam vendendo para outras empresas.

Para aquelas cuja inscrição no CNPJ ocorra entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2026, não se aplica a sistemática excepcional dos prazos mencionados anteriormente.

Nesses casos, a opção realizada no ato da inscrição no CNPJ pelo Simples Nacional e pela apuração do IBS e da CBS pelo regime regular:

produzirá efeitos, quanto ao Simples Nacional, a partir da data de inscrição e para todo o ano-calendário de 2027; eproduzirá efeitos, quanto ao IBS e à CBS, para os meses de janeiro a junho de 2027.

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Inteligência artificial ajuda restaurantes a economizar até R$ 20 mil com gestão de estoque

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 17/04/2026 06:05

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Inteligência artificial ajuda restaurantes a economizar até R$ 20 mil com gestão de estoque Plataforma cruza dados de consumo, indica compras e promete reduzir desperdícios em pequenos negócios. Por Pegn — São Paulo

Startup brasileira desenvolveu uma ferramenta de inteligência artificial que promete otimizar a gestão de insumos em restaurantes.

A solução surgiu da experiência prática dos próprios fundadores. Um deles, dono de restaurante há cerca de dez anos, enfrentava dificuldades no controle de estoque.

A ferramenta funciona como um assistente virtual e pode ser acessada por celular, tablet ou computador.

A IA cruza esses dados com o histórico do negócio para indicar o consumo médio, sugerir compras e evitar desperdícios.

A inteligência artificial já faz parte da rotina dos empreendedores. Dados do Sebrae apontam, por exemplo, que 44% dos pequenos negócios já utilizam essas ferramentas de diversas formas, como organizar informações, analisar dados e tornar os processos mais rápidos e seguros.

Foi pensando nas principais dificuldades de quem empreende no setor de alimentação que os sócios Lucas Brouck e Vinícius Zenorini criaram uma startup de inteligência artificial para restaurantes, focada em um dos pontos mais críticos do negócio: a gestão de estoque.

A ideia surgiu a partir da experiência prática dos próprios fundadores. Brouck, dono de restaurante há dez anos, enfrentava dificuldades no controle de estoque, principalmente devido à grande quantidade de produtos e à necessidade de acompanhar prazos de validade, consumo e reposição.

“Você precisa gerir a validade, comprar com mais precisão e fazer a contagem dos produtos. São muitos processos quase mecânicos”, diz o empreendedor.

A ferramenta funciona como uma assistente virtual e pode ser acessada por celular, tablet ou computador. O usuário pode enviar mensagens de texto, áudios, fotos ou até notas fiscais para registrar entradas e saídas de produtos.

“Normalmente, as compras são feitas no feeling. Isso gera desperdício ou dinheiro parado”, afirma Vinícius Zenorini, um dos sócios da startup. Segundo ele, clientes da plataforma relatam economia de até R$ 20 mil após a adoção do sistema.

A IA cruza os dados fornecidos com o histórico do negócio para indicar o consumo médio, sugerir compras e ajudar a evitar desperdícios. Além disso, o sistema é capaz de responder a perguntas em tempo real.

➡️ Um exemplo: ao consultar se há insumos suficientes para produzir determinado prato, a ferramenta analisa o estoque disponível e indica se é necessário comprar mais ingredientes.

Antes de adotar a tecnologia, muitos empreendedores ainda faziam o controle manual ou em planilhas — um processo mais sujeito a erros. Foi o caso da empresária Daniella Almeida, que administra uma pastelaria na zona leste de São Paulo.

“Já tivemos perdas por falta de controle de validade, principalmente de insumos frescos, como tomate e ovo. Também perdemos produtos caros”, relata.

Com a implementação da inteligência artificial, a rotina mudou. Hoje, ela consegue registrar produtos apenas tirando fotos ou enviando mensagens de áudio, além de acompanhar, em tempo real, o estoque e o ciclo de compras.

“Eu tenho as informações na palma da mão. Consigo prever gastos, negociar melhor com fornecedores e comprar exatamente o que preciso para a semana”, diz.

A primeira versão da plataforma levou cerca de seis meses para ser desenvolvida e foi lançada em 2023. Desde então, a startup reúne cerca de 8 mil negócios cadastrados e atende mais de 1.500 clientes diariamente.

O modelo de negócio é baseado em assinaturas, com planos mensais a partir de R$ 119, que variam de acordo com o número de usuários.

Segundo os fundadores, o principal desafio foi criar uma solução acessível para pequenos e médios empreendedores — tanto em usabilidade quanto em custo.

Para especialistas e empreendedores do setor, a gestão eficiente da cadeia de suprimentos pode ser determinante para o sucesso do negócio.

“Quando você entende o estoque, melhora toda a operação”, afirma Brouck. A expectativa dos criadores é que a ferramenta evolua e funcione também como uma espécie de guia de gestão, ajudando empresários a profissionalizar seus negócios.

Em um setor marcado por margens apertadas e alta competitividade, o uso de inteligência artificial pode deixar de ser diferencial e se tornar uma necessidade — especialmente para quem busca reduzir desperdícios e aumentar a eficiência.

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Reed Hastings, cofundador da Netflix, anuncia saída da empresa após 29 anos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/04/2026 19:04

Tecnologia Reed Hastings, cofundador da Netflix, anuncia saída da empresa após 29 anos Hastings permanecerá como presidente do conselho até junho. Executivo pretende focar em filantropia e outros projetos, informou a companhia. Por Redação g1 — São Paulo

Reed Hastings, cofundador da Netflix, em foto de 18 de outubro de 2021 — Foto: Reuters/David Swanson

A Netflix informou nesta quinta-feira (16) que seu cofundador e presidente do conselho administrativo deixará a empresa após 29 anos.

Em comunicado a investidores, a Netflix disse que Hastings não concorrerá à reeleição no conselho e que ficará no cargo até junho. O plano do executivo é focar em filantropia e outros projetos, informou a companhia.

A plataforma de streaming afirmou que Reed "construiu uma cultura de inovação, integridade e alto desempenho" capazes de definir a empresa e que "sua visão e liderança foram pioneiras na forma como o mundo se diverte".

"Minha verdadeira contribuição na Netflix não foi uma única decisão, foi focar na satisfação dos nossos assinantes, construir uma cultura que outros pudessem herdar e aprimorar, e construir uma empresa que fosse amada pelos assinantes e extremamente bem-sucedida por gerações", disse Hastings.

A Netflix também divulgou o balanço para o primeiro trimestre de 2026, com faturamento de US$ 12,2 bilhões, um aumento de 16% sobre o mesmo período de 2025.

A empresa tratou ainda da falta de acordo pela compra da Warner, que chegou a um acordo com a Warner, e afirmou que a aquisição seria "um ótimo acelerador" para sua estratégia, mas "apenas pelo preço certo".

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Em maior emissão de títulos internacionais da história, Brasil capta 5 bilhões de euros no mercado europeu

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/04/2026 21:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,992-0,03%Dólar TurismoR$ 5,185-0,17%Euro ComercialR$ 5,8900,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,11%B3Ibovespa197.738 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,992-0,03%Dólar TurismoR$ 5,185-0,17%Euro ComercialR$ 5,8900,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,11%B3Ibovespa197.738 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,992-0,03%Dólar TurismoR$ 5,185-0,17%Euro ComercialR$ 5,8900,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,11%B3Ibovespa197.738 pts-0,46%Oferecido por

O Tesouro Nacional informou nesta quarta-feira (15) que o governo brasileiro captou 5 bilhões de euros por meio de uma oferta de títulos públicos no mercado europeu. Segundo o Tesouro, a operação teve demanda maior do que o previsto e marcou a maior emissão de títulos internacionais da história do país.

Mais cedo nesta quarta, o Tesouro Nacional havia anunciado a oferta de títulos denominados em euros, ao destacar que se tratava de um retorno ao mercado europeu após mais de uma década de ausência de emissões nesse segmento.

"Conseguimos uma captação histórica", disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista a jornalistas em Washington.

"Voltamos agora ao mercado europeu com grande sucesso e vamos prospectar novos mercados ainda até o fim do ano."

Os novos títulos têm vencimentos em 4 anos (EURO 2030), 7 anos (EURO 2033) e 10 anos (EURO 2036), com operação liderada pelos bancos BBVA, BNP Paribas, Bank of America e UBS.

De acordo com o Tesouro, a emissão totalizou 2 bilhões de euros com o título de quatro anos, com um retorno final ao investidor de 4,240% ao ano.

O papel de sete anos totalizou 1,5 bilhão de euros emitidos e retorno de 5,031% ao ano. O título de dez anos também teve emissão de 1,5 bilhão de euros, com retorno de 5,627% ao ano.

Segundo o Tesouro, a demanda para os títulos superou em mais de três vezes o volume emitido, com expressiva participação de investidores não residentes. Cerca de 69% das operações vieram da Europa e 9% da Ásia. Outros 13% vieram da América Latina, incluindo o Brasil, e o restante da América do Norte.

"Os resultados com alta demanda, alto volume e spreads baixos evidenciam a confiança dos investidores na robustez e atratividade da dívida soberana brasileira", disse o Tesouro.

O Tesouro havia informado na terça-feira (14) o início de conversas com investidores sobre a emissão, argumentando que o governo busca oferecer referência para outros emissores domésticos e contribuir para a "diversificação cambial" da dívida pública.

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Receita começa cobrança de R$ 10 bilhões em impostos devidos por quase 3 mil supermercados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/04/2026 00:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,993-0,07%Dólar TurismoR$ 5,1940,03%Euro ComercialR$ 5,8880,2%Euro TurismoR$ 6,1380,36%B3Ibovespa198.657 pts0,33%MoedasDólar ComercialR$ 4,993-0,07%Dólar TurismoR$ 5,1940,03%Euro ComercialR$ 5,8880,2%Euro TurismoR$ 6,1380,36%B3Ibovespa198.657 pts0,33%MoedasDólar ComercialR$ 4,993-0,07%Dólar TurismoR$ 5,1940,03%Euro ComercialR$ 5,8880,2%Euro TurismoR$ 6,1380,36%B3Ibovespa198.657 pts0,33%Oferecido por

Empresários terão um prazo de 60 dias para regularizar sua situação, ou poderão ser multados — Foto: Reprodução/EPTV

A Secretaria da Receita Federal está iniciando nesta quarta-feira (15) a notificação de 2.959 supermercados para cobrar R$ 10 bilhões em impostos pelo uso indevido de créditos tributários (valores a receber) do PIS e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

As notificações serão enviadas por meio da por meio da caixa postal dos contribuintes no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e, também, pelos Correios.

Por meio da operação "Caixa Rápido", a Receita encontrou "inconsistências" em mais de 55 mil pedidos de ressarcimento e compensação, ou seja, valores já abatidos em impostos a pagar. Ao fiscalizar esses pedidos, o órgão encontrou irregularidades.

Entre os exemplos mais comuns do uso indevido de créditos tributários pelos supermercados identificados pela Receita estão:

itens da cesta básica, com alíquota zero; produtos cuja tributação ocorre nas etapas iniciais da cadeia, como bebidas, combustíveis e produtos de higiene.

"Em muitos casos, consultorias tributárias se valem da complexidade da legislação e da limitada familiaridade técnica dos empreendedores com a matéria para induzir contribuintes à utilização de créditos sem respaldo legal", informou a Receita Federal.

De acordo com a Receita Federal, o objetivo desta operação é promover a "correção voluntária de inconsistências e a adoção de práticas alinhadas à legislação".

Segundo a Receita, os donos dos supermercados terão até 30 de junho deste ano para regularizar sua situação. Após esse prazo, poderão ser multados. O órgão informou que, sem a regularização, os sócios ou dirigentes também poderão responder solidariamente pelas dívidas da pessoa jurídica, sendo executados em seu patrimônio pessoal.O setor supermercadista pode obter mais informações em página específica da Receita Federal na internet sobre o assunto.

Para regularizar a situação, os empresários deverão retificar as declarações fiscais, informar os valores corretos, cancelar os pedidos irregulares e pagar os impostos devidos.

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Associações empresariais lançam coalizão contra a desinformação no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/04/2026 11:44

Economia Midia e Marketing Associações empresariais lançam coalizão contra a desinformação no Brasil Iniciativa liderada pelo Instituto Ethos reúne entidades empresariais para fortalecer a produção e a circulação de informações íntegras e responsáveis. Por Redação g1 — São Paulo

Evento reuniu associações empresariais no Unibes Cultural. Da esquerda para a direita: Caio Magri, diretor-presidente do Instituto Ethos; Sérgio Lüdtke, Secretário Executivo da ABRAJI; Ana Lucia Melo, diretora-adjunta do Instituto Ethos; Marcela Greggo, gestora de Projetos e Serviços do Instituto Ethos; Márcio Borges, pesquisador associado da NetLab UFRJ; Hamilton dos Santos, diretor-executivo da Aberje; Andréa Álvares, presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos; Cristiano Lobato Flores, presidente executivo da ABERT; Cristovam Ferrara, diretor de Responsabilidade Social da Globo; e Luiz Lara, Chairman da TBWA/Brasil. — Foto: Divulgação/Instituto Ethos

Organizações empresariais brasileiras lançaram, na última segunda-feira (13), a Coalizão Empresarial Contra a Desinformação, iniciativa voltada a promover meios e condições para a produção e a circulação de informações mais íntegras, seguras e responsáveis.

A iniciativa é liderada pelo Instituto Ethos e conta com a parceria da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) e com o apoio técnico do NetLab, Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Segundo o diretor-presidente do Instituto Ethos, Caio Magri, apenas haverá uma "resposta consistente" para combater a desinformação se houver uma cooperação entre sociedade civil, setor privado, poder público, academia e meios de comunicação.

"Por isso, a resposta a esse problema precisa ser coletiva. Ela passa por mais transparência das plataformas, por mais responsabilidade no desenvolvimento e na circulação de sistemas de inteligência artificial, por políticas públicas de formação crítica e por um compromisso institucional com a integridade da informação. O desafio não é apenas tecnológico. É social, político e ético”, disse.

Dados do Global Risks Report 2026, do Fórum Econômico Mundial, mostram que a desinformação deixou de ser um desafio restrito ao campo da comunicação digital e passou a configurar um risco sistêmico, com impactos diretos sobre a democracia, a confiança institucional e o ambiente de negócios.

Segundo o pesquisador do NetLab Márcio Borges, durante o evento de lançamento da iniciativa, um estudo realizado em 21 países indicou que o Brasil é o país com maior dificuldade para identificar notícias falsas nas redes sociais — um dos meios mais utilizados pelos brasileiros (80%) como fonte de informação, de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O Fórum Econômico Mundial apontou, ainda, que temas como a desinformação e a polarização social estão entre os principais fatores de instabilidade global no curto e no longo prazo, com 40% dos especialistas projetando algum grau de instabilidade nos próximos dois anos.

Nesse contexto, a Coalizão Empresarial Contra a Desinformação surge para apoiar empresas na construção de respostas estruturadas, baseadas em evidências e alinhadas às melhores práticas de governança e responsabilidade corporativa.

A iniciativa deve atuar na produção de conhecimento técnico, no desenvolvimento de diretrizes orientadoras e na promoção de espaços de diálogo entre lideranças empresariais, especialistas e a sociedade civil.

Segundo a presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos, Andréa Álvares, a desinformação impacta diretamente a confiança e exige uma resposta coordenada e multissetorial.

“Ao lançar esta coalizão, reforçamos o papel do setor empresarial como agente ativo na construção de um ambiente informacional mais íntegro”, afirma Álvares.

O evento como a crise de confiança, acentuada pela circulação de informações distorcidas, pode afetar negócios de diversos segmentos e destacou o papel da comunicação empresarial e do jornalismo no enfrentamento desse cenário.

A sessão contou com a participação do presidente-executivo da ABERT, Cristiano Lobato Flores, e do diretor-executivo da Aberje, Hamilton Santos. A moderação ficou a cargo da presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos, Andréa Álvares.

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