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Petróleo: saiba como a crise no Estreito de Ormuz beneficia os negócios do Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/06/2026 03:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1571,78%Dólar TurismoR$ 5,3641,7%Euro ComercialR$ 5,9431,13%Euro TurismoR$ 6,1910,98%B3Ibovespa169.019 pts-0,77%MoedasDólar ComercialR$ 5,1571,78%Dólar TurismoR$ 5,3641,7%Euro ComercialR$ 5,9431,13%Euro TurismoR$ 6,1910,98%B3Ibovespa169.019 pts-0,77%MoedasDólar ComercialR$ 5,1571,78%Dólar TurismoR$ 5,3641,7%Euro ComercialR$ 5,9431,13%Euro TurismoR$ 6,1910,98%B3Ibovespa169.019 pts-0,77%Oferecido por

A crise no Estreito de Ormuz beneficia o Brasil, que surge como alternativa segura ao petróleo do Golfo Pérsico devido à sua produção offshore no Atlântico.

O país produz 4 milhões de barris por dia e viu a China elevar sua participação nas exportações brasileiras de petróleo bruto de 40% para quase 70%.

O petróleo do pré-sal e o incentivo à exploração na margem equatorial atraem mercados globais que buscam óleo bruto de fácil refino em águas ultraprofundas.

Apesar do potencial, o Brasil enfrenta gargalos estruturais, como a baixa capacidade de refino e a necessidade de investimentos bilionários de longo prazo para ampliar a produção.

O presidente Lula equilibra a transição energética com a expansão da Petrobras, enquanto o país enfrenta concorrência crescente de novos produtores mundiais, como a Guiana.

Plataforma destinada ao Sistema de Produção do Campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos — Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil

Desde o início da guerra no Irã e das repetidas ameaças ao Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica por onde passa aproximadamente 20% do petróleo mundial, o mercado petrolífero entrou em uma nova era de incerteza.

Os preços dispararam, os Estados buscam garantir seus suprimentos e diversos produtores de petróleo tentam lucrar com essa instabilidade. Entre eles está o Brasil.

O gigante sul-americano está emergindo como uma alternativa ao petróleo do Golfo. Seu petróleo offshore, extraído na costa atlântica, evita as rotas de navegação ameaçadas do Oriente Médio.

Essa posição geográfica, em tempos de crise, torna-se uma vantagem estratégica. "É perfeitamente lógico que os grandes consumidores busquem fornecedores mais estáveis, que não sejam afetados pelo caos que reina no Oriente Médio. E esse é, obviamente, o caso do Brasil", confirma Adel El Gammal, especialista em geopolítica energética e secretário-geral da Aliança Europeia de Pesquisa Energética (EERA).

Essa estabilidade já se reflete nos números. O Brasil, nono maior produtor de petróleo do mundo, responde por aproximadamente 4% da produção global.

"Para se ter uma ideia da escala, o Brasil produz cerca de 4 milhões de barris por dia, o que equivale à produção dos Emirados Árabes Unidos", continua o especialista.

Em meio à guerra no Irã, o Brasil viu um aumento nas compras de petróleo. Dois países, em particular, se destacaram: China e Índia. A China, que tradicionalmente importava a maior parte de seu petróleo bruto do Golfo Pérsico, redirecionou massivamente suas compras para o Brasil.

🔎 Segundo dados do governo brasileiro, as exportações de petróleo para a China dobraram no primeiro trimestre, atingindo o recorde de US$ 7,2 bilhões. Mais de 60% das exportações da Petrobras agora são destinadas à China.

"A China representava cerca de 40% das exportações brasileiras de petróleo bruto antes da crise no Estreito. Agora, está se aproximando de 70%", revela Adel El Gammal.

As duas principais petrolíferas chinesas, a China National Petroleum Corporation (CNPC) e a China National Offshore Oil Corporation (CNOOC), já tinham presença no Brasil por meio de parcerias, mas "o conflito no Oriente Médio apenas acelerou e fortaleceu seu relacionamento".

A força do petróleo brasileiro também reside em sua natureza. As imensas reservas offshore descobertas nos últimos vinte anos na costa do Rio de Janeiro estão entre as mais promissoras do mundo.

Extraído das águas ultraprofundas do Atlântico, esse petróleo bruto, conhecido como "pré-sal", possui características notáveis.

"O petróleo brasileiro tem a vantagem de ser leve e com baixo teor de enxofre. É um petróleo que se aproxima da qualidade do petróleo Brent, sendo considerado de alta qualidade. Diferentemente, por exemplo, do petróleo venezuelano, que é muito pesado e difícil de refinar", enfatiza Adel El Gammal.

Segundo Samuele Furfari, doutor em Ciências Aplicadas e professor de Geopolítica da Energia na Universidade Livre de Bruxelas, "o governo tem incentivado a exploração da margem equatorial, que é a zona geológica que se estende da costa amazônica brasileira até a Guiana. É um novo Eldorado. Toda essa área é rica em petróleo", um ativo valioso nos mercados globais que buscam petróleo bruto de fácil refino.

No entanto, o Brasil enfrenta restrições estruturais que dificultam qualquer desenvolvimento rápido. “O aumento da capacidade produtiva deve ser acompanhado do aumento da capacidade de refino. E, no Brasil, essa é uma de suas limitações; está longe de ser suficiente”, observa Adel El Gammal.

A isso se soma o que os economistas chamam de baixa elasticidade, ou seja, o fato de que “é difícil aumentar significativamente a produção no curto prazo sem investimentos adicionais e desenvolvimento de infraestrutura”, continua o pesquisador.

A mesma observação foi feita por Samuele Furfari, que apontou que “no setor petrolífero, trabalhamos em uma escala de longo prazo. O que decidimos hoje terá efeitos daqui a dez anos. Qualquer aumento significativo na capacidade requer investimentos de vários bilhões de dólares e projetos que se desenrolam ao longo de anos”.

Graças às exportações, o presidente Lula pretende continuar capitalizando nesse setor. Nos últimos meses, seu governo enviou diversos sinais favoráveis à indústria petrolífera.

A Petrobras continuou a exploração de seus gigantescos campos offshore, e Brasília anunciou recentemente a retomada da perfuração no campo de Urucu, na Amazônia, onde os poços de hidrocarbonetos estavam paralisados havia mais de dez anos.

Essa posição pode parecer paradoxal para um presidente que, ao mesmo tempo, tenta se apresentar como um dos líderes na luta contra as mudanças climáticas.

No entanto, segundo Adel El Gammal, essa contradição ilustra principalmente as realidades econômicas que o Brasil continua a enfrentar.

“Lula é a favor da transição energética, mas ele é o chefe de um Estado produtor de petróleo e precisa levar essa realidade em consideração. A Petrobras é um ator fundamental na economia brasileira e impulsiona toda a economia nacional", explica.

Outra realidade é a da política brasileira. Esse gigante sul-americano opera dentro de um sistema político descentralizado. Lula, mesmo como presidente, não tem total liberdade de ação em todas as questões.

“Lula também é obrigado a negociar, a encontrar um equilíbrio com as potências regionais, com a oposição e com os interesses financeiros profundamente enraizados no país. É a combinação de todos esses fatores que reduz sua margem de manobra”, observa o analista da área de energia.

Para Samuele Furfari, não há nada de absurdo em Brasília continuar a desenvolver seus recursos petrolíferos.

“Todo Estado busca a prosperidade de sua população. E, quando um país possui recursos, ele quer explorá-los.” O especialista belga vê essa estratégia, inclusive, como uma evolução natural para um país que ele descreve como “uma terra do futuro, rica em recursos agrícolas, hídricos e energéticos”.

Além do Brasil, a crise do Estreito de Ormuz revelou uma transformação mais profunda no cenário energético global. Um mundo que Samuele Furfari descreve assim: “Não é mais um mercado hegemônico, onde uma minoria de atores dita as regras; é um mercado disperso, onde cada produtor pode encontrar seu lugar.”

A saída dos Emirados Árabes Unidos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) surge, para ele, como o símbolo dessa ruptura, porque “eles entenderam que o mundo mudou; a OPEP é coisa do passado.”

Boas notícias para Brasília, mas essa dinâmica tem seus limites. Por ora, resta uma incógnita para o Brasil: a duração da crise atual. Embora as tensões no Estreito de Ormuz ofereçam ao Brasil uma oportunidade imediata, não há garantia de que ela seja sustentável a longo prazo.

O Brasil poderia aproveitar uma janela de oportunidade, mas a concorrência está se intensificando em todos os lugares. Guiana, Angola, Moçambique, Azerbaijão e Canadá também buscam fortalecer sua posição no mercado global.

Com a entrada de novos produtores, o prêmio de escassez de que o Brasil desfruta atualmente está se erodindo gradualmente. No entanto, o mercado de petróleo permanece profundamente cíclico e extremamente sensível aos desdobramentos geopolíticos.

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Pequenos insetos, grandes negócios: mulheres transformam hobby por abelhas em fonte de renda no ES

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/06/2026 04:45

Espírito Santo Pequenos insetos, grandes negócios: mulheres transformam hobby por abelhas em fonte de renda no ES Analista de sistemas, advogada, fisioterapeuta e técnica de enfermagem investiram em capacitação, criaram negócios ligados à apicultura e à meliponicultura e transformaram a atividade em fonte de renda e realização profissional. Por Juirana Nobres, g1 ES

Mulheres no Espírito Santo estão transformando a criação de abelhas em negócios lucrativos de produtos naturais e conquistando independência financeira.

Em Aracruz e Domingos Martins, empreendedoras como Luana Pimentel e Eva Dutra investem em capacitação para produzir mel, cosméticos e derivados sustentáveis.

A fisioterapeuta Giovana Branco superou o esgotamento profissional criando uma empresa de apicultura, cujo mel conquistou o 3º lugar em um concurso nacional.

Após sofrer choque anafilático, a ex-enfermeira Kátia dos Santos persistiu na atividade e hoje ministra cursos de cosméticos naturais em vários estados brasileiros.

A Cooabriel e o Sebrae destacam que a meliponicultura aumenta a produtividade do café conilon e gera novas fontes de receita estratégica no campo.

A técnica de enfermagem Kátia dos Santos poderia ter desistido das abelhas após sofrer um choque anafilático causado por uma picada do inseto. O quadro foi tão grave que ela precisou passar por dois anos de tratamento. Mas abandonar a atividade nunca foi uma opção. "Eu fiz o tratamento para não precisar deixar a apicultura".

Cinco anos depois de deixar a área da saúde, Kátia trabalha com a criação de abelhas, produz cosméticos feitos com mel, própolis e outros produtos das colmeias, e também percorre diferentes estados capacitando produtores e pessoas interessadas em investir na atividade, como hobby ou fonte de renda.

"Se eu não fizesse tratamento, seria inviável. Eu tomava o próprio veneno da abelha uma vez por semana em forma de injeção. Fui persistente. Tem que gostar. Porque depois que você entra nessa área, não quer mais sair", contou Kátia Abelha, como é conhecida em São Domingos do Norte, no Noroeste do Espírito Santo.

Mulheres transformam hobby por abelhas em produtos naturais e fonte de renda no Espírito Santo — Foto: Ricardo Medeiros/Rede Gazeta

A história dela é um dos exemplos de como mulheres de diferentes profissões transformaram a criação de abelhas em empreendedorismo e mudança de vida.

A analista e desenvolvedora de sistemas Luana Pimentel, a advogada Eva Pires Dutra, a fisioterapeuta Giovana Branco e a própria Kátia seguiram caminhos diferentes até chegar ao mesmo destino: encontraram nas abelhas uma nova possibilidade de negócio.

A analista e desenvolvedora de sistemas Luana Pimentel teve o 1º contato com abelhas há mais de uma década — Foto: Ricardo Medeiros/Rede Gazeta

A analista e desenvolvedora de sistemas Luana Pimentel teve o primeiro contato com abelhas há mais de uma década, após se mudar para uma casa em Aracruz, no Norte do Espírito Santo.

O que começou como um interesse pessoal e uma válvula de escape para o dia a dia logo se transformou em uma atividade que hoje ocupa boa parte da sua rotina.

"Sou da área de programação, não tem nada a ver com natureza. Mas fui me envolvendo e me apaixonando por esse mundo das abelhas", contou.

Mulheres fazem sabonetes, velas, hidratantes e outros produtos utilizando mel, própolis, geoprópolis e cera de abelha. — Foto: Ricardo Medeiros/Rede Gazeta

X-BOLO: Doce viraliza nas redes e promete aumentar vendas de confeiteiras no ESFÉ QUE SUSTENTA: Festa da Penha movimenta turismo e transforma rotina de empreendedores'CPF CAPIXABA': quase 100 baleias-jubarte nasceram no litoral do ES em 2025, mostra pesquisa inédita

Ao longo dos anos, ela buscou cursos de capacitação, porque não bastava apenas gostar da atividade. Ela também participou de treinamentos oferecidos por associações do setor e passou por programas de empreendedorismo.

Atualmente, cursa pós-graduação em Gestão do Agronegócio e sonha em criar uma agroindústria familiar.

Além da produção de mel, Luana investe em sabonetes, velas, bebidas artesanais e outros produtos derivados das abelhas. Também atua como educadora ambiental, levando conhecimento sobre as abelhas nativas sem ferrão para escolas.

Segundo ela, a participação na Associação de Meliponicultores Capixabas foi fundamental para ampliar o conhecimento técnico e enxergar novas oportunidades de negócio.

"As abelhas mudaram completamente a minha vida. Esses bichinhos tão pequenos fizeram coisas grandiosas e mudaram minha rota", afirmou.

Luana destacou ainda que o mercado tem valorizado cada vez mais produtos artesanais e sustentáveis, o que foi incentivo a mais para empreender na área.

"As pessoas querem saber a origem do que consomem. Quando você une conservação ambiental, produção artesanal e qualidade, o produto ganha valor", disse.

Advogada Eva Pires Dutra começou a criar abelhas sem ferrão em uma propriedade em Domingos Martins, na Região Serrana do Espírito Santo — Foto: Ricardo Medeiros/Rede Gazeta

A advogada Eva Pires Dutra, de 53 anos, representa outra etapa dessa jornada empreendedora. Há cerca de um ano e meio, começou a criar abelhas sem ferrão em uma propriedade em Domingos Martins, na Região Serrana do estado.

A produção ainda é pequena e voltada ao consumo próprio, mas os planos já incluem a comercialização de mel e própolis. "Hoje, ainda é mais um hobby, mas o objetivo é ter uma produção comercial de mel e própolis", afirmou ela, já pensando lá na frente.

Para se preparar, Eva buscou capacitações e passou a participar de grupos de criadores. Segundo a advogada, a troca de experiências com outros produtores tem sido tão importante quanto os cursos.

"Aprendo muito com outros criadores. A troca de experiências é muito importante e nos faz crescer de forma consistente na atividade", disse.

Abelhas inspiram mulheres a empreender e criar novos negócios no Espírito Santo — Foto: Ricardo Medeiros/Rede Gazeta

Ela explicou que a principal dificuldade está no tempo necessário para consolidar a produção. "A produção de abelha sem ferrão é pequena. É preciso formar várias colônias para alcançar uma quantidade que permita comercialização."

"A meliponicultura é promissora não apenas pela venda de mel, própolis e outros produtos, mas também pelos serviços de polinização. Onde têm abelhas, a produção aumenta", destacou.

Fisioterapeuta Giovana Branco superou o esgotamento profissional criando uma empresa de apicultura — Foto: Ricardo Medeiros/Rede Gazeta

A fisioterapeuta Giovana Branco chegou à apicultura em um momento de mudança de vida. Após enfrentar um quadro de esgotamento profissional, ela começou a buscar alternativas ligadas à saúde, ao bem-estar e ao uso de produtos naturais.

"Eu comecei a buscar algo mais natural para orientar meus pacientes. Foi assim que conheci o própolis verde e me interessei pelas abelhas", contou.

O interesse inicial se transformou em negócio. Para estruturar a atividade, Giovana buscou mentorias, cursos técnicos e programas de capacitação voltados ao empreendedorismo.

Ela criou a empresa, montou uma estrutura de produção e conquistou certificações para comercializar os produtos.

O resultado veio rapidamente. Em um concurso realizado durante o Congresso Brasileiro de Apicultores e Meliponicultores, em Florianópolis, o mel produzido pela empresa conquistou o terceiro lugar nacional.

"Foi um orgulho enorme. A gente concorreu com produtores do Brasil inteiro. Isso mostrou que é possível crescer quando existe dedicação e capacitação", afirmou.

Para Giovana, a busca por conhecimento é permanente. Ela acredita que a atividade pode representar uma oportunidade para outras mulheres que desejam empreender.

"A apicultura e a meliponicultura são atividades sustentáveis e lucrativas. O mel é só o começo. Existem muitas possibilidades de trabalhar com os produtos das abelhas", afirmou.

Kátia Abelha dá cursos de cosméticos usando os produtos das abelhas no Espírito Santo — Foto: Arquivo pessoal

Se para algumas dessas mulheres a criação de abelhas começou como hobby ou complemento de renda, para Kátia a atividade acabou se transformando em uma nova profissão em São Domingos do Norte, onde mora.

Depois de deixar a enfermagem, ela passou a estudar os diferentes usos dos produtos das colmeias e se especializou na produção artesanal de cosméticos.

Hoje, ela ensina outras mulheres a produzir sabonetes, velas, hidratantes e outros produtos utilizando mel, própolis, geoprópolis e cera de abelha.

"A maioria das pessoas que participa dos cursos busca uma renda complementar. A gente mostra que é possível criar novas fontes de renda a partir dos produtos das abelhas", explicou a empreendedora.

Kátia Abelha dá cursos de cosméticos usando os produtos das abelhas no Espírito Santo — Foto: Arquivo Pessoal

Ao lado do marido, Juliano Cordeiro, conhecido como "Juliano Abelha", ela transformou a atividade em um negócio familiar.

Há cinco anos, ele também deixou a carreira no serviço público para se dedicar integralmente à apicultura. O casal investiu em cursos, treinamentos e especializações até se tornar referência na área.

Hoje, os dois ministram capacitações em diferentes estados brasileiros para produtores, associações, cooperativas e instituições ligadas ao setor, inclusive com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

A atuação foi além da produção de mel. Eles criaram um espaço voltado à formação de produtores e ao desenvolvimento de novas pesquisas relacionadas à apicultura e à meliponicultura.

A rotina da família passou a girar em torno das abelhas. Os filhos Davi, de 17 anos, e Aaron, de 7, também acompanham parte das atividades e cresceram vendo os pais transformarem uma paixão em profissão.

Rotina da 'Família Abelha' passou a girar em torno das abelhas no Espírito Santo — Foto: Arquivo Pessoal

O impacto das abelhas vai além dos produtos vendidos pelas empreendedoras. A atividade também contribui para a agricultura e ajuda a gerar renda dentro das propriedades rurais.

Segundo José Roberto Gonçalves, gerente corporativo de Agropecuária da Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel (Cooabriel), as abelhas desempenham papel fundamental na cafeicultura, especialmente nas lavouras de café conilon.

"As abelhas possuem uma contribuição importante nesse processo, favorecendo maior produtividade e uniformidade na maturação dos frutos das lavouras de café conilon", explicou Gonçalves.

Além de ajudar na produção agrícola, a atividade pode representar uma nova fonte de receita para os agricultores.

"Os produtores que possuem apiários em suas propriedades, além de potencializarem a produção de café conilon, contam com uma segunda atividade econômica, gerando mais renda e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida", afirmou.

O interesse crescente pela atividade tem levado mais cafeicultores a buscar qualificação. Na Fazenda Experimental da Cooabriel, em São Gabriel da Palha, a cooperativa mantém um apiário utilizado em ações de capacitação e, nos últimos dias, promoveu cursos voltados a cooperados que conciliam a produção de café com a criação de abelhas.

Alguns desses cursos foram ministrados pelo casal 'Abelha'. Para Gonçalves, a capacitação é essencial para quem deseja crescer na atividade.

"A participação em capacitações possibilita o acesso às informações que contribuem para uma condução mais assertiva da criação de abelhas, tanto para apicultores experientes quanto para produtores que estão iniciando na atividade", disse.

Kátia e Juliano Abelha criam e dão aulas sobre abelhas no Espírito Santo — Foto: Arquivo Pessoal

O papel do conhecimento também é destacado pelo Sebrae. Segundo o analista Daywidson Stabenow, a capacitação é um dos fatores que permitem transformar uma atividade complementar em um negócio estruturado.

"A capacitação ajuda a transformar um conhecimento técnico ou uma habilidade prática em uma atividade economicamente viável. O empreendedor passa a enxergar o negócio de forma mais estratégica e identifica oportunidades que antes não via", explicou.

Para ele, as histórias das produtoras refletem uma tendência crescente do empreendedorismo feminino.

"Essas histórias mostram a força da mulher, a determinação e a capacidade de adaptação. Cada vez mais as mulheres têm buscado autonomia financeira, geração de renda e realização dos seus projetos pessoais", afirmou.

O analista também destaca que a cadeia produtiva das abelhas oferece oportunidades para pequenos empreendedores.

"Além da comercialização do mel, existem diversos produtos derivados, como própolis, pólen, cera e geleia real. Isso amplia as possibilidades de receita e de novos negócios", destacou.

Abelhas inspiram mulheres a empreender e criar novos negócios no Espírito Santo — Foto: Ricardo Medeiros/Rede Gazeta

Embora tenham histórias diferentes, as quatro mulheres compartilham um mesmo aprendizado: empreender exige preparo.

Foi por meio de cursos, treinamentos, mentorias, associações e programas de capacitação que elas encontraram caminhos para transformar interesse em oportunidade de negócio.

Mais do que produzir mel, própolis, cosméticos ou outros derivados das colmeias, elas passaram a enxergar possibilidades de geração de renda, valorização ambiental e independência financeira.

Agora, enquanto ampliam a produção e planejam novos passos, elas ajudam a mostrar que o empreendedorismo pode nascer nos lugares mais inesperados, até mesmo a partir de insetos que pesam poucos gramas, mas movimentam uma cadeia produtiva capaz de transformar vidas.

Mulheres transformam hobby por abelhas em produtos naturais e fonte de renda no Espírito Santo — Foto: Ricardo Medeiros/Rede Gazeta

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BC vai exigir auditoria para autorizar empresas de criptoativos, como bitcoin

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 16:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0450,27%Dólar TurismoR$ 5,2470,26%Euro ComercialR$ 5,8860,45%Euro TurismoR$ 6,1350,41%B3Ibovespa174.230 pts-0,48%MoedasDólar ComercialR$ 5,0450,27%Dólar TurismoR$ 5,2470,26%Euro ComercialR$ 5,8860,45%Euro TurismoR$ 6,1350,41%B3Ibovespa174.230 pts-0,48%MoedasDólar ComercialR$ 5,0450,27%Dólar TurismoR$ 5,2470,26%Euro ComercialR$ 5,8860,45%Euro TurismoR$ 6,1350,41%B3Ibovespa174.230 pts-0,48%Oferecido por

O Banco Central informou nesta sexta-feira (29) que o processo de autorização para prestadoras de serviços de ativos virtuais passará a exigir, a partir de junho, a apresentação de um relatório emitido por auditoria independente registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

De acordo com a autarquia, a análise passará a considerar “opinião técnica independente sobre os procedimentos adotados pelas empresas para identificar e prevenir operações suspeitas, especialmente aquelas relacionadas aos crimes de lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo”.

Autoridades do governo têm expressado preocupação com o mercado de ativos virtuais, com a percepção de que esses ativos podem ser usados para lavagem de dinheiro e financiamento de atividades ilícitas.

Na quinta-feira, por exemplo, em operação organizada pela Receita Federal e outros órgãos que mapeou seis fintechs ligadas a organizações criminosas, foi identificado o uso de criptoativos para lavagem de dinheiro.

Segundo o BC, a nova exigência tem como objetivo aumentar a segurança das decisões nos processos de autorização, ao mesmo tempo em que reforça práticas de combate a crimes.

“A verificação por auditoria independente contribui para maior transparência e confiabilidade nos controles adotados pelas empresas do setor”, afirmou a autarquia em nota.

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Por que a decisão dos EUA sobre PCC e CV pode afetar PIX, bancos e empresas no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 15:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0450,25%Dólar TurismoR$ 5,2570,46%Euro ComercialR$ 5,8850,41%Euro TurismoR$ 6,1470,61%B3Ibovespa173.891 pts-0,67%MoedasDólar ComercialR$ 5,0450,25%Dólar TurismoR$ 5,2570,46%Euro ComercialR$ 5,8850,41%Euro TurismoR$ 6,1470,61%B3Ibovespa173.891 pts-0,67%MoedasDólar ComercialR$ 5,0450,25%Dólar TurismoR$ 5,2570,46%Euro ComercialR$ 5,8850,41%Euro TurismoR$ 6,1470,61%B3Ibovespa173.891 pts-0,67%Oferecido por

As facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) passam a ser consideradas organizações terroristas pelos Estados Unidos, em medida anunciada na quinta-feira (28) pelo governo de Donald Trump.

As duas já foram incluídas na lista de “Terroristas Globais Especialmente Designados” e, a partir de 5 de junho, também entrarão na de “Organizações Terroristas Estrangeiras”.

Segundo especialistas ouvidos pelo g1, a medida não deve provocar impactos imediatos no comércio entre Brasil e EUA nem gerar barreiras comerciais diretas.

No entanto, a decisão mexe com o sistema financeiro, aumentando pressão sobre os bancos e empresas brasileiras para rastrear a origem do dinheiro e evitar a lavagem de recursos do crime organizado.

O Pix foi mencionado em um relatório em que os EUA listam o que consideram barreiras comerciais de mais de 60 países contra empresas norte-americanas — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Segundo especialistas, o principal impacto da decisão dos EUA no Brasil deve ocorrer no sistema financeiro.

🔎 Com a classificação de um grupo como organização terrorista estrangeira (FTO), a legislação americana amplia os instrumentos de combate financeiro, permitindo bloqueio de recursos, aumento de sanções e monitoramento mais rigoroso de operações suspeitas.

Na prática, instituições que tenham qualquer ligação — mesmo indireta — com recursos associados a esses grupos podem entrar no radar das autoridades dos EUA.

Diante desse cenário, bancos, fintechs, instituições de pagamento e cooperativas de crédito que operam em dólar ou mantêm relação com o mercado americano tendem a reforçar regras de identificação de clientes e rastreamento de transações, para reduzir o risco de sanções.

Como exemplo desse tipo de atuação, no ano passado o Tesouro dos EUA bloqueou transações envolvendo instituições financeiras do México suspeitas de ligação com lavagem de dinheiro para cartéis, em uma ação voltada ao combate ao narcotráfico e ao tráfico de fentanil.

Nesse cenário, o PIX também deve entrar ainda mais no radar das autoridades. Como o sistema movimenta bilhões de reais diariamente e permite transferências instantâneas, bancos e órgãos de fiscalização podem ampliar o monitoramento sobre operações consideradas suspeitas.

No Brasil, investigações da Polícia Federal já vêm mostrando como organizações criminosas usam contas digitais, empresas de fachada e transferências eletrônicas para ocultar a origem do dinheiro.

Nesta semana, por exemplo, a Operação Fluxo Oculto — desdobramento da Operação Carbono Oculto — apurou a atuação da chamada “máfia da nafta”, que utilizava “contas-bolsão”, onde recursos de diferentes clientes são misturados em uma única conta, dificultando o rastreamento das transações.

Entenda as novas regras do BC para tentar impedir a lavagem de dinheiro do crime organizadoComo o PCC usa fundos de investimento e fintechs para lavar dinheiro

Felipe Sant’Anna, analista da Axia Investing, afirma que o rastreamento do dinheiro costuma ser uma das primeiras medidas adotadas em situações de combate ao crime organizado.

“O rastro do dinheiro é sempre a primeira linha de atuação em medidas desse tipo. O PIX naturalmente entra nesse monitoramento porque movimenta um volume enorme de transações diariamente”, afirma.

“Tivemos recentemente operações envolvendo suspeitas de lavagem de dinheiro via PIX. Tudo isso agora pode entrar no escopo dessa nova classificação das facções.”

Sant’Anna lembra que o crescimento do PIX também já vinha sendo acompanhado de perto pelo mercado americano, principalmente porque o sistema brasileiro reduziu o espaço de empresas tradicionais de cartões e meios de pagamento dos EUA no Brasil.

🔎 O sistema brasileiro de pagamento instantâneo entrou na mira do governo dos EUA durante uma investigação comercial aberta na em julho de 2025, a pedido do presidente Donald Trump.

Um dos principais pontos de atenção do mercado financeiro é a diferença entre as leis do Brasil e dos EUA. Enquanto os americanos passaram a classificar o PCC e o CV como organizações terroristas, o Brasil ainda mantém o enquadramento como facções criminosas.

🛑 Na prática, essa classificação nos EUA muda o nível de risco jurídico: qualquer apoio direto ou indireto pode ser enquadrado como crime pela legislação americana. Isso faz com que bancos e empresas adotem mais cautela, já que passam a responder a regras mais rígidas de sanções e controle.

Esse descompasso entre os dois sistemas cria insegurança jurídica e aumenta a preocupação de investidores estrangeiros. Para Milene Dellatore, especialista em investimentos e sócia-diretora do Grupo Mide, o efeito mais sensível é reputacional.

“Investidor estrangeiro não gosta de ruído institucional. Quando o Brasil aparece associado a terrorismo, mesmo que o problema real seja crime organizado, isso cria um red flag [sinal de alerta]. Ele começa a olhar o país com mais cuidado, principalmente em setores financeiros, infraestrutura, logística, portos, combustíveis e empresas com operação internacional", afirma.

Segundo especialistas, ao migrar para o campo do contraterrorismo e das sanções internacionais, o tema também aumenta o custo e a complexidade de fazer negócios.

Há ainda a preocupação de que empresas brasileiras com atuação global ou listadas no exterior fiquem mais sujeitas a investigações e a uma fiscalização mais rigorosa por parte dos órgãos reguladores. Setores com grande circulação de dinheiro, como combustíveis, logística e mercado imobiliário, tendem a enfrentar auditorias mais rigorosas.

“A decisão muda menos o comércio entre os dois países e mais o custo de operar sob a lei americana”, afirma Fard. “A lei antiterrorismo dos EUA pode alcançar instituições que processem recursos ligados às facções mesmo sem conhecer a origem do dinheiro.”

Matheus Balbino, professor de relações internacionais do Centro Universitário Braz Cubas, afirma que a medida não gera automaticamente sanções ao Brasil, mas aumenta a pressão internacional sobre o país.

Segundo ele, o efeito mais provável no curto e médio prazo é o fortalecimento da cooperação entre países em áreas como inteligência financeira, combate à lavagem de dinheiro e rastreamento de recursos ilícitos.

Essa maior pressão, acrescenta, pode exigir mais integração entre bancos, fintechs, órgãos de fiscalização e autoridades financeiras.

“A tendência é de fortalecimento dos mecanismos de rastreamento de recursos, especialmente em operações internacionais, criptomoedas, empresas de fachada e movimentações financeiras consideradas atípicas”, afirma.

Nesse cenário, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), responsável por identificar movimentações financeiras atípicas, produzir relatórios de inteligência e cooperar com autoridades nacionais e internacionais, deve ganhar ainda mais relevância no monitoramento de operações suspeitas.

Balbino também cita o Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI/FATF), organismo criado pelo G7 e responsável por definir padrões globais de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.

A mudança na percepção de risco do investidor estrangeiro ainda não indica impacto relevante na economia brasileira como um todo. No curto prazo, porém, o efeito mais provável é uma pressão de alta no dólar em relação ao real.

Isso acontece porque, em momentos de incerteza, investidores passam a enxergar o país como um ambiente mais arriscado para aplicações financeiras.

🔎 O chamado risco-país mede justamente essa percepção de confiança na estabilidade de um país. Quando ele sobe, investidores exigem retornos maiores para manter recursos no mercado local, o que encarece o capital e pode pressionar o câmbio.

Na prática, esse cenário tende a aumentar a volatilidade do dólar e da bolsa. E o mercado já reage com cautela e segue avaliando os desdobramentos da decisão.

📉 Nesta sexta-feira (29), o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caía quase 1%, aos 173.333 pontos, enquanto o dólar subia 0,54%, a R$ 5,0708 (veja mais detalhes do dia no mercado).

Segundo Felipe Sant’Anna, nesse cenário de cautela, investidores estão reduzindo posições principalmente em ações de bancos e varejo, setores mais sensíveis ao aumento da incerteza.

A queda da bolsa brasileira não começou agora. O mercado já vinha em baixa há semanas e pode fechar a sétima semana consecutiva de recuo, segundo analistas.

Nesta semana, o Ibovespa acumula queda de 0,64% até quinta-feira e recuo de 6,53% no mês. Além da decisão dos EUA, o cenário também reflete incertezas globais, como as tensões no Oriente Médio.

Em momentos como esse, investidores costumam vender primeiro ações que já tinham subido mais ou que são mais sensíveis à economia. Por isso, a queda acaba sendo mais forte em empresas menores e em setores mais ligados ao ciclo econômico, o que mostra aumento da aversão ao risco na bolsa brasileira.

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Anthropic ultrapassa OpenAI e se torna maior startup de IA do mundo

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 29/05/2026 08:55

Tecnologia Anthropic ultrapassa OpenAI e se torna maior startup de IA do mundo Rodada bilionária fez empresa de inteligência artificial ultrapassar a OpenAI pela primeira vez e reforçou expectativas de uma abertura de capital ainda neste ano. Por France Presse

Anthropic arrecadou US$ 65 bilhões e alcançou valor de mercado de US$ 965 bilhões nesta quinta-feira (28).

Empresa superou a OpenAI pela primeira vez e reforçou expectativas de abertura de capital ainda neste ano.

Receita anualizada da Anthropic saltou de US$ 14 bilhões para mais de US$ 47 bilhões em três meses.

Crescimento foi impulsionado por ferramentas corporativas de IA, como o assistente de programação Claude Code.

Expansão acelerada elevou demanda por chips e servidores, levando a novos acordos com gigantes de tecnologia.

A Anthropic informou nesta quinta-feira (28) que arrecadou US$ 65 bilhões (R$ 328 bilhões) em uma nova rodada de financiamento. Com isso, a empresa responsável pelo Claude passou a ser avaliada em US$ 965 bilhões (R$ 4,87 trilhões), superando pela primeira vez sua rival OpenAI antes de uma esperada abertura de capital.

Fundada em San Francisco por ex-funcionários da OpenAI, a Anthropic quase triplicou seu valor de mercado em apenas três meses. Em fevereiro, a empresa havia sido avaliada em US$ 380 bilhões (R$ 1,9 trilhão).

A nova rodada foi liderada pelos fundos Altimeter Capital, Dragoneer, Greenoaks e Sequoia Capital. O pacote também inclui US$ 15 bilhões (R$ 75,7 bilhões) em aportes já anunciados por empresas de computação em nuvem, entre elas a Amazon, que respondeu sozinha por US$ 5 bilhões (R$ 25,2 bilhões).

"Esses recursos nos ajudarão a atender à demanda histórica que estamos experimentando, permanecer na vanguarda da pesquisa e levar o Claude a mais ambientes de trabalho", declarou Krishna Rao, diretor financeiro da Anthropic.

A Anthropic afirma que sua receita anualizada — uma projeção baseada no desempenho recente da empresa — ultrapassou US$ 47 bilhões. Em fevereiro, quando realizou a rodada anterior de financiamento, esse número era de US$ 14 bilhões (R$ 70,7 bilhões).

O avanço reflete a rápida adoção de ferramentas voltadas a empresas, como o Claude Code, assistente de programação desenvolvido pela companhia.

A estratégia da Anthropic difere da adotada inicialmente pela OpenAI. Enquanto a dona do ChatGPT ganhou espaço primeiro entre consumidores, a Anthropic concentrou esforços em soluções voltadas ao mercado corporativo.

O crescimento acelerado, porém, também aumentou a pressão sobre a infraestrutura da empresa. A Anthropic enfrenta dificuldades para atender à demanda por capacidade computacional diante da escassez global de chips e servidores.

Para ampliar sua estrutura, a companhia fechou recentemente acordos com Amazon, Google e Broadcom para garantir mais capacidade de processamento, além de uma parceria com a SpaceX, empresa de Elon Musk.

Agora avaliada acima da OpenAI — que atingiu US$ 852 bilhões (R$ 4,3 trilhões) em sua última rodada de financiamento, realizada em março —, a Anthropic passou a ser apontada por analistas como uma das candidatas a abrir capital ainda neste ano.

A OpenAI também se prepara para avançar em seus planos de abertura de capital, segundo veículos internacionais. Já a SpaceX divulgou sua documentação preliminar na semana passada, em meio às expectativas de uma das maiores estreias recentes no mercado financeiro.

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Após retomada, Avibras é credenciada como empresa estratégica de defesa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/05/2026 13:46

Vale do Paraíba e Região Após retomada, Avibras é credenciada como empresa estratégica de defesa Reconhecimento foi publicado no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (27); empresa retomou operações neste mês após anos de crise financeira e paralisação. Por g1 Vale do Paraíba e Região

O reconhecimento oficial foi assinado pelo ministro José Mucio Monteiro Filho. A medida insere a fábrica de Jacareí na lista de companhias essenciais para a segurança nacional.

A companhia, que antes se chamava Avibras Indústria Aeroespacial, adota agora uma nova identidade. A mudança ocorre após um longo período de grave crise financeira.

A retomada das operações foi viabilizada por um acordo trabalhista com o sindicato local. A greve anterior durou cerca de 1.280 dias devido a salários atrasados.

O executivo Sami Hassuani reassumiu a presidência da empresa neste novo ciclo. O objetivo da gestão é focar no crescimento sustentável e buscar novos mercados globais.

Em nota, a direção destacou que o credenciamento reforça a soberania nacional. A empresa atua diretamente no desenvolvimento científico e tecnológico voltado ao setor de defesa.

O Ministério da Defesa credenciou a Avibras Aeroco como Empresa Estratégica de Defesa (EED), segundo portaria publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (27).

A medida inclui a empresa de Jacareí na lista oficial de companhias consideradas estratégicas para a Base Industrial de Defesa brasileira. O reconhecimento foi oficializado por meio de portaria assinada pelo ministro da Defesa, José Mucio Monteiro Filho.

A classificação é dada pelo Ministério da Defesa e funciona como um selo para empresas consideradas essenciais à soberania nacional.

Na prática, indica que a empresa tem tecnologia e capacidade consideradas críticas para o país, e dá acesso a compras públicas direcionadas, programas estratégicos e incentivos à inovação e defesa.

A Avibras Aeroco é a nova denominação da antiga Avibras Indústria Aeroespacial, que retomou as atividades neste mês após anos de crise financeira e paralisação das operações.

Em nota, a empresa afirmou que o credenciamento “evidencia a relevância da empresa para a Base Industrial de Defesa brasileira e para o fortalecimento da soberania nacional”.

“As Empresas Estratégicas de Defesa desempenham papel relevante no desenvolvimento científico e tecnológico do país, além de contribuírem para a preservação da segurança e da defesa nacional diante de ameaças externas”, informou a companhia.

Segundo a Avibras Aeroco, o reconhecimento representa “mais um avanço na consolidação” da empresa, que atua no desenvolvimento de soluções estratégicas e inovadoras voltadas ao setor de defesa e aeroespacial.

O g1 procurou o Ministério da Defesa para entender quais critérios são considerados para a concessão do credenciamento e quais os impactos práticos da classificação como Empresa Estratégica de Defesa, mas não havia recebido retorno até a última atualização desta reportagem.

A Avibras retomou oficialmente as atividades no dia 4 de maio, em Jacareí, após mais de três anos de crise financeira, greve e paralisação da produção.

Na ocasião, os funcionários voltaram gradualmente ao trabalho após um acordo firmado entre a empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região para o pagamento das dívidas trabalhistas.

A paralisação dos trabalhadores começou em setembro de 2022 por falta de pagamento de salários e durou cerca de 1.280 dias, sendo considerada uma das mais longas do país.

Neste novo momento, a empresa passou a operar sob o nome Avibras Aeroco e voltou a ser comandada por Sami Hassuani, que já presidiu a companhia anteriormente.

Segundo a empresa, a proposta é retomar as operações com foco em crescimento sustentável e expansão para novos mercados.

50 vídeos Jacareí Resumo do dia De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail.

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Empresa de sites Wix anuncia demissão de mil funcionários e cita avanço da inteligência artificial

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/05/2026 10:01

Tecnologia Empresa de sites Wix anuncia demissão de mil funcionários e cita avanço da inteligência artificial CEO da companhia afirmou que a empresa precisa se tornar “mais rápida e enxuta” diante do avanço da IA e apontou a valorização da moeda de Israel frente ao dólar como um dos motivos para os cortes. Por Redação g1 — São Paulo

A empresa israelense de design de sites Wix.com anunciou nesta quinta-feira (28) a demissão de 20% dos funcionários, o equivalente a cerca de mil pessoas. A informação foi divulgada pelo CEO da companhia, Avishai Abrahami, em publicação na rede social X.

Segundo o executivo, a decisão foi motivada principalmente pela valorização do shekel, moeda de Israel, frente ao dólar, além do avanço acelerado da inteligência artificial (IA).

🔎 Nos últimos 12 meses, o shekel subiu quase 30% em relação à moeda americana e atingiu o maior nível em 33 anos, segundo informações da Reuters. Como a maior parte dos funcionários da Wix está em Israel e recebe em shekel, enquanto grande parte da receita da companhia vem em dólar, a empresa passou a enfrentar maior pressão sobre os custos.

“Isso cria uma pressão estrutural sobre nossa capacidade de operar na escala atual", explicou Abrahami em mensagem enviada aos funcionários.

O CEO também afirmou que a rápida evolução da inteligência artificial está mudando a forma como empresas são construídas e administradas, exigindo estruturas mais enxutas.

“Estamos testemunhando a mudança mais significativa na forma como empresas são construídas desde a invenção das linguagens modernas de programação nos anos 1970”, disse. “Companhias que abraçarem essa mudança não apenas construirão mais rápido, mas criarão coisas que a geração anterior literalmente não poderia imaginar.”

Segundo Abrahami, a Wix precisará se tornar “mais rápida, enxuta e menos hierárquica”, com menos níveis entre a liderança e os funcionários.

“Menos camadas significam decisões mais rápidas, responsabilidades mais claras e menos distância entre quem define a direção da empresa e quem constrói os produtos”, afirmou. “Mas isso também significa um número menor de pessoas.”

Em outro trecho da mensagem, o executivo classificou a decisão como “uma das mais difíceis” que já tomou. Ele também agradeceu aos funcionários afetados pelos cortes e afirmou que a empresa tentará conduzir o processo “com sensibilidade, respeito e cuidado”.

No fim do primeiro trimestre, a Wix tinha 5.277 funcionários. As ações da empresa, listadas na Nasdaq, acumulam queda de quase 50% em 2026.

A associação de fabricantes de Israel afirmou que as demissões também refletem a falta de medidas do governo e do banco central para conter a valorização do shekel.

“A reação da economia à queda do dólar é mais rápida e severa do que imaginávamos”, disse a entidade em comunicado, segundo a Reuters.

Apesar dos cortes, o CEO afirmou que a mudança é necessária para manter a competitividade da companhia no longo prazo.

“Estamos escolhendo competir”, disse. “É uma mudança dolorosa, mas acredito sinceramente que não temos outra escolha — precisamos evoluir.”

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Professor transforma resíduos em biocimento e cria startup com alunos de escola pública na Bahia

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 28/05/2026 02:45

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Professor transforma resíduos em biocimento e cria startup com alunos de escola pública na Bahia Projeto desenvolvido em Serrinha (BA) usa papel e fibra de coco para produzir blocos sustentáveis e venceu o Prêmio LED, da TV Globo, com prêmio de R$ 200 mil. Por PEGN

Um professor de uma escola pública de Serrinha (BA) criou, junto com alunos do ensino médio, um biocimento sustentável feito com papel reciclado e fibra de coco. O material passou a ser usado na construção de calçadas populares para famílias da comunidade.

O projeto nasceu dentro da sala de aula e exigiu mais de um ano de testes até chegar a um produto resistente. Mesmo sem formação em engenharia, o professor e os estudantes aprenderam na prática como produzir os blocos sustentáveis.

A iniciativa ganhou repercussão na cidade, mobilizou moradores para doação de materiais e até passou a integrar ações de ressocialização no sistema prisional da região.

O reconhecimento nacional veio com a vitória no Prêmio LED – Luz na Educação, da TV Globo e Fundação Roberto Marinho. O grupo recebeu R$ 200 mil para transformar o projeto em uma startup e iniciar a produção em escala comercial.

O que começou como uma experiência dentro de uma escola pública no interior da Bahia virou negócio, impacto social e até inspiração para outros educadores.

Em Serrinha, a cerca de 180 quilômetros de Salvador, o professor de matemática e empreendedorismo Thales Nascimento reuniu alunos do ensino médio para criar um biocimento sustentável feito com papel reciclado e fibra de coco — materiais abundantes na cidade e que normalmente seriam descartados.

A ideia surgiu a partir de uma inquietação prática: como transformar resíduos em algo útil para a comunidade. Depois de mais de um ano de testes, os estudantes conseguiram desenvolver blocos usados em calçadas populares de baixo custo.

O produto já recebeu certificação do CREA-BA e começou a ganhar espaço fora dos muros da escola.“Nem todo sonho começa dando certo. Os primeiros blocos não ficaram bons, mas fomos aprendendo no processo”, conta Thales.

Professor transforma resíduos em biocimento e cria startup com alunos de escola pública na Bahia — Foto: Reprodução/PEGN

Sem formação em engenharia, ele e os alunos estudaram por conta própria o funcionamento de máquinas, misturas e técnicas de construção civil até chegarem ao resultado atual.

Hoje, duas famílias da comunidade já receberam calçadas produzidas gratuitamente pelo projeto. A repercussão fez moradores começarem a doar matéria-prima para a escola e procurar a equipe para entender como poderiam participar da iniciativa.

Segundo Thales, o biocimento também passou a ser usado em ações de ressocialização dentro do sistema prisional da região.

O reconhecimento nacional veio com o Prêmio LED — Luz na Educação, iniciativa da TV Globo e da Fundação Roberto Marinho que premia projetos inovadores na educação brasileira.

Professor transforma resíduos em biocimento e cria startup com alunos de escola pública na Bahia — Foto: Reprodução/PEGN

Entre mais de 2,3 mil inscritos na edição deste ano, Thales venceu na categoria Educadores e recebeu R$ 200 mil para transformar o projeto em uma startup.

Com o valor da premiação, a equipe pretende estruturar a empresa, comprar maquinário e iniciar a produção em escala comercial. A expectativa inicial é fabricar cerca de mil blocos por dia.

Mais do que o reconhecimento financeiro, Thales diz que o projeto representa uma mudança de perspectiva para os estudantes da escola pública. “A gente está provando que dentro da escola pública existem alunos descobrindo seu potencial e colocando isso para fora”, afirma.

Professor transforma resíduos em biocimento e cria startup com alunos de escola pública na Bahia — Foto: Reprodução/PEGN

📍 Endereço: Av. Araci s/n – Cidade Nova – Serrinha – BA – CEP: 48700-000📞 Telefone: (75) 99162-9584📧 E-mail: admin.thales@gmail.com📸 Instagram: https://www.instagram.com/biocimento

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Justiça suspende indenização bilionária a empresas de energia e determina devolução de valores a consumidores

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/05/2026 10:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0550,55%Dólar TurismoR$ 5,2560,47%Euro ComercialR$ 5,8870,65%Euro TurismoR$ 6,1310,56%B3Ibovespa176.995 pts0,23%MoedasDólar ComercialR$ 5,0550,55%Dólar TurismoR$ 5,2560,47%Euro ComercialR$ 5,8870,65%Euro TurismoR$ 6,1310,56%B3Ibovespa176.995 pts0,23%MoedasDólar ComercialR$ 5,0550,55%Dólar TurismoR$ 5,2560,47%Euro ComercialR$ 5,8870,65%Euro TurismoR$ 6,1310,56%B3Ibovespa176.995 pts0,23%Oferecido por

Imagens de lâmpadas e conta de luz na região de São Paulo (SP). — Foto: WILLIAN MOREIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A 7ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região decidiu anular parte de uma regra do governo federal que permitia o pagamento de uma indenização bilionária a empresas transmissoras de energia elétrica por meio das tarifas cobradas dos consumidores, segundo informações da agência Reuters.

A decisão também determina que os valores já pagos às empresas sejam devolvidos aos consumidores nas próximas contas de luz.

O caso envolve uma compensação ligada à chamada Rede Básica do Sistema Existente (RBSE), criada após a renovação antecipada de contratos de transmissão de energia em 2012, durante o governo de Dilma Rousseff.

As empresas mais afetadas pela decisão são a Axia Energia e a ISA Energia, que ainda tinham bilhões de reais a receber nos próximos anos.

De acordo com comunicados divulgados pelas companhias, o tribunal analisou as ações apresentadas em 2017 e 2018 por grandes consumidores de energia, como a Companhia Siderúrgica Nacional, além de geradoras do setor, contra a União e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Essas ações questionam parte dos pagamentos feitos às transmissoras, especialmente uma remuneração adicional relacionada ao custo do capital das empresas. Os desembargadores entenderam que esse trecho da regra federal não deveria continuar valendo.

A disputa se arrasta há anos. Em 2025, a Aneel já havia recalculado os valores da indenização, reduzindo em R$ 5,6 bilhões os custos que ainda seriam cobrados dos consumidores nas tarifas futuras.

Além de suspender novas cobranças a partir do ciclo tarifário de 2026/2027 para os autores das ações, o TRF1 também determinou que os valores pagos anteriormente sejam compensados nas próximas tarifas, como forma de ressarcimento.

Em comunicado, a Axia afirmou que ainda poderá recorrer da decisão. Já a ISA Energia disse que aguarda a publicação completa do acórdão para analisar os impactos e os próximos passos jurídicos.

Embora cerca de 80% do valor devido às transmissoras já tenha sido pago, ainda restavam bilhões de reais previstos para serem incluídos nas tarifas de energia nos próximos anos.

Segundo dados divulgados anteriormente pelas empresas, a Axia ainda teria parcelas anuais de cerca de R$ 5,5 bilhões a receber entre os ciclos de 2025/2026 e 2027/2028. Já a ISA Energia informou no ano passado que esperava receber R$ 3,8 bilhões até junho de 2028.

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Gigante global de energia, BP demite presidente do conselho após problemas de gestão e conduta

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/05/2026 11:55

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,019-0,19%Dólar TurismoR$ 5,212-0,28%Euro ComercialR$ 5,8420,11%Euro TurismoR$ 6,081-0,02%B3Ibovespa177.816 pts0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,019-0,19%Dólar TurismoR$ 5,212-0,28%Euro ComercialR$ 5,8420,11%Euro TurismoR$ 6,081-0,02%B3Ibovespa177.816 pts0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,019-0,19%Dólar TurismoR$ 5,212-0,28%Euro ComercialR$ 5,8420,11%Euro TurismoR$ 6,081-0,02%B3Ibovespa177.816 pts0,91%Oferecido por

A BP, uma das maiores empresas de energia do mundo, destituiu o presidente de seu conselho de administração, Albert Manifold, nesta terça-feira (26).

A companhia citou falhas na gestão, na supervisão das atividades e no comportamento esperado do executivo.

A decisão teve efeito imediato e ocorre apenas alguns meses após a nomeação de Manifold para ajudar a reformular a estratégia da companhia.

Há menos de três anos, por exemplo, o ex-presidente da BP Bernard Looney foi demitido após mentir ao conselho sobre relacionamentos pessoais com colegas.

A BP (antiga British Petroleum), uma das maiores empresas de energia do mundo, destituiu o presidente de seu conselho de administração, Albert Manifold, nesta terça-feira (26), citando falhas na gestão, na supervisão das atividades e no comportamento esperado do executivo.

A decisão teve efeito imediato e ocorre apenas alguns meses após a nomeação de Manifold para ajudar a reformular a estratégia da companhia. A saída do executivo acontece em meio a escândalos e repetidas mudanças na liderança da BP.

Há menos de três anos, por exemplo, o ex-presidente da BP Bernard Looney foi demitido após mentir ao conselho sobre relacionamentos pessoais com colegas. Já seu sucessor, Murray Auchincloss, deixou a empresa abruptamente em dezembro, sem que a companhia desse um motivo claro para sua saída.

“[A decisão] ocorre após sérias preocupações levantadas ao conselho sobre padrões de governança, supervisão e conduta”, disse a BP.

“O conselho ficou surpreso e desapontado ao tomar conhecimento de problemas de supervisão e conduta que considera inaceitáveis e tomou medidas decisivas”, disse a diretora independente sênior Amanda Blanc. Ela supervisionou a nomeação de Manifold em outubro.

O executivo havia supervisionado a nomeação de Meg O'Neill como a quinta CEO da BP desde 2020, com o objetivo de acelerar a mudança de foco da empresa de volta para os combustíveis fósseis e reduzir investimentos em energias renováveis — uma estratégia anunciada por Auchincloss no início do ano passado.

Procuradas pela Reuters, uma porta-voz da BP e a Elliott Management — empresa que detém cerca de 5% da companhia — não responderam.

Após o anúncio, as ações da BP caíram quase 10%, e a negociação chegou a ser suspensa na Bolsa de Londres.

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