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Microaposentadoria: por que tantos profissionais estão pausando a carreira e como sobrevivem

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 03:46

Trabalho e Carreira Microaposentadoria: por que tantos profissionais estão pausando a carreira e como sobrevivem Para muitos, a pausa é uma forma de evitar o burnout e repensar trajetórias profissionais, apontam entrevistados. Por Associated Press

Microaposentadorias e mini-sabáticos estão crescendo entre profissionais que buscam descanso e reinvenção da carreira — Foto: Freepik

Se você sonha acordado com uma pausa no trabalho, pode imaginar duas semanas de férias ou um fim de semana prolongado. Mas algumas pessoas ousam imaginar algo maior e encontram maneiras de dar um respiro substancial ao estresse ou à rotina diária.

Mini-sabáticos. Anos sabáticos para adultos. Microaposentadoria. Pausas prolongadas na carreira recebem muitos nomes e assumem diversas formas — desde usar o tempo entre empregos para explorar novos caminhos ou tirar uma licença aprovada pelo empregador até se tornar um nômade digital ou economizar para uma aventura de meses. Criar espaço para uma reinicialização, seja mental, física ou espiritual, é o fio condutor.

Custos, responsabilidades pessoais e o medo de serem julgados por colegas, amigos e familiares estão entre os obstáculos que impedem as pessoas de dar uma pausa na vida profissional e partir em busca de novas perspectivas, de acordo com especialistas em períodos sabáticos e pessoas que já passaram por essa experiência.

A visão dos americanos sobre tirar férias é diferente da de grande parte da Europa, onde o tempo livre e o descanso são priorizados, disse Kira Schrabram, professora assistente de gestão na escola de negócios da Universidade de Washington, que estuda trabalho significativo e sustentável.

Na União Europeia, os trabalhadores têm direito, por lei, a pelo menos 20 dias de férias remuneradas por ano.

Mas, de acordo com Schrabram, cada vez mais empresas estão permitindo semanas ou meses de licença remunerada ou não remunerada como forma de reter funcionários valiosos. Há sete anos, ela levou sua experiência em pesquisa sobre burnout para o Sabbatical Project, uma iniciativa fundada por DJ DiDonna, professora sênior da Harvard Business School, que promove o período sabático como “um ritual humano sagrado” ao qual mais pessoas deveriam ter acesso.

Schrabram, DiDonna e o professor emérito da Universidade de Notre Dame, Matt Bloom, entrevistaram 50 profissionais americanos que fizeram uma pausa prolongada em atividades não acadêmicas.

A partir das respostas, identificaram três tipos de sabáticos: férias de trabalho, que envolvem a busca de um projeto pessoal; “mergulhos livres”, que combinam aventuras emocionantes com períodos de descanso; e jornadas empreendidas por pessoas esgotadas, que se engajam em explorações transformadoras após se recuperarem o suficiente.

Mais da metade dos entrevistados financiou os próprios períodos sabáticos. Em um artigo para a Harvard Business Review, os pesquisadores defenderam o uso dessas pausas como ferramenta para recrutar, reter e desenvolver talentos.

Mas, como licenças remuneradas prolongadas não são comuns, “estamos realmente questionando a ideia de que um período sabático precisa ser patrocinado por um empregador”, disse Schrabram sobre o projeto, que criou uma rede de consultores e mentores para incentivar quem tem interesse em tirar um período sabático.

Cada vez mais pessoas estão optando por pausas prolongadas no trabalh — Foto: Ilustração da AP / Peter Hamlin

Roshida Dowe tinha 39 anos e trabalhava como advogada corporativa na Califórnia quando foi demitida, em 2018. Em vez de procurar um novo emprego imediatamente, decidiu passar um ano viajando. Surpresa com a quantidade de pessoas que perguntavam como havia conseguido, resolveu trabalhar como coach online para quem deseja fazer uma pausa na carreira.

Ela e Stephanie Perry, ex-técnica de farmácia que também tirou um ano sabático para viajar e descobriu sua vocação como coach, cofundaram a ExodUS Summit, uma conferência virtual para mulheres negras discutirem a possibilidade de tirar um ano sabático ou morar no exterior.

As palestrantes abordam tanto questões práticas, como finanças, segurança e saúde, quanto temas mais filosóficos, como o valor do descanso e a superação de traumas intergeracionais.

Dar destaque a mulheres que partiram para conhecer o mundo é algo poderoso porque “muitas de nós não estamos abertas a possibilidades que não nos foram apresentadas antes”, disse Dowe, que se mudou para a Cidde do México como parte de sua própria reinvenção.

“Quando dou consultoria para mulheres que querem tirar um período sabático, a principal coisa que elas procuram é permissão”, afirmou.

Para Perry, as férias no Brasil, em 2014, serviram de catalisador quando conheceu pessoas hospedadas no mesmo hostel que viajavam por meses, e não apenas por dias. Ela pesquisou sobre viagens econômicas e descobriu que era possível se manter com US$ 40 por dia.

Antes disso, “eu tinha certeza de que todas as pessoas que viajavam por longos períodos eram herdeiras de grandes fortunas”, disse.

O principal desafio é financeiro e social: muitos precisam planejar e enfrentar o medo de julgamento — Foto: Freepik

O custo é um obstáculo comum para quem considera fazer uma pausa na carreira. Existem maneiras criativas de contornar isso, afirmou Perry, que tem residência legal no México e um apartamento em Bogotá, na Colômbia.

Perry, que mantém um canal no YouTube onde publica vídeos sobre viagens e sobre como se tornar expatriada sendo uma mulher negra americana, arrecada dinheiro por meio dos inscritos para patrocinar mulheres negras em períodos sabáticos.

Quando Ashley Graham fez uma pausa no trabalho em uma organização sem fins lucrativos em Washington, DC, planejou uma viagem de carro que incluía visitar amigos com quem poderia se hospedar gratuitamente.

“Foi uma ótima maneira de me conectar com minha vida passada”, disse Graham, que posteriormente se mudou para Nova Orleans depois de se apaixonar pela cidade durante o período sabático.

Taylor Anderson, planejadora financeira certificada baseada em Vancouver, Washington, é especializada em ajudar clientes a planejar períodos sabáticos. Ela afirma que muitos dos mesmos princípios aplicados à poupança para um período sabático valem para a aposentadoria. Ambos exigem disciplina financeira, além da capacidade de reconhecer quando é seguro gastar.

“Falamos sobre o dinheiro respirando. Às vezes é inspirando, às vezes expirando”, disse Anderson, que também experimentou os benefícios de um período sabático para se reinventar. “Muitas vezes descobrimos que as pessoas têm dinheiro guardado, mas têm medo de gastá-lo.”

Será que todos podem se dar ao luxo de ficar um mês ou mais sem salário? Claro que não. Mas, para aqueles que conseguiram juntar uma reserva financeira, “o custo é, na verdade, menor do que se imagina”, afirmou.

Nesta foto fornecida por Micaela Sling Media, Roshida Dowe, em primeiro plano, monta um camelo acompanhada por várias participantes do ExodUS Summit — Foto: Micaela Peters/Micaela Sling Media via AP

Em 2018, os artistas Eric Rewitzer e Annie Galvin deixaram dois funcionários responsáveis por sua galeria em São Francisco para passar o verão na França e na Irlanda.

“Foi aterrador”, disse Rewitzer, que se descreve como viciado em trabalho e controlador compulsivo. “Foi um enorme exercício de confiança.”

Ao retornar a São Francisco, passou a ver a cidade de forma diferente. Sentia que sua vida estava desequilibrada — muito trabalho e pouco tempo em contato com a natureza.

Essa mudança de perspectiva levou o casal a comprar o que imaginavam ser uma casa de fim de semana na Serra Nevada. O imóvel se tornou residência permanente quando fecharam a galeria durante a pandemia de Covid-19.

Ao interromper os estudos para curtir a vida de esquiador em Vail, no Colorado, Gregory Du Bois adotou o hábito de tirar mini-sabáticos ao longo da carreira corporativa na área de TI.

A cada novo emprego, negociava períodos prolongados de férias, explicando aos gerentes que, para ter o melhor desempenho, precisava de pausas para recarregar as energias.

“É um estilo de vida tão arraigado que quase não o considero um período sabático”, disse Du Bois, que se aposentou da área de tecnologia e passou a trabalhar como coach de vida em Sedona, no Arizona. “Para mim, é uma regeneração espiritual.”

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INSS inicia pagamento de benefícios de fevereiro; veja calendário

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 02:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

Os beneficiários do INSS que recebem até um salário mínimo serão os primeiros a ter o pagamento de fevereiro liberado a partir desta segunda-feira (23).

A organização do calendário de pagamentos segue o número final do cartão do benefício, desconsiderando o dígito verificador.

Os segurados com rendimentos acima do piso nacional terão seus benefícios liberados em datas posteriores, seguindo a mesma lógica de final do cartão.

Para quem recebe até o salário mínimo, o calendário de fevereiro começa com os cartões de final 1, enquanto os demais seguem a ordem numérica.

Os valores a serem recebidos podem ser consultados pelo aplicativo "Meu INSS", site oficial ou através da central telefônica 135.

Os aposentados, pensionistas e beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber os pagamentos referentes ao mês de fevereiro a partir desta segunda-feira (23).

O calendário é organizado de acordo com o número final do cartão do benefício, sem considerar o dígito verificador (número que aparece depois do traço).

Recebem primeiro os segurados que ganham até um salário mínimo. Quem recebe acima do piso nacional terá o pagamento liberado na sequência.

Final 1: 23/2Final 2: 24/2Final 3: 25/2Final 4: 26/2Final 5: 27/2Final 6: 2/3Final 7: 3/3Final 8: 4/3Final 9: 5/3Final 0: 6/3

O calendário leva em conta o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço.

Para os que recebem acima desse valor, o calendário inicia com os cartões de final 1 e 6. No dia seguinte, são pagos os finais 2 e 7, e assim por diante.

Aposentados e pensionistas do INSS podem consultar o valor a receber do seu benefício pelo aplicativo "Meu INSS" ou no site meu.inss.gov.br.

Também é possível obter informações pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h.

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Polícia Federal leva dados do Master para CPMI do INSS; parlamentares dizem que ainda não tiveram acesso

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 02:46

Os dados sigilosos da investigação sobre o Banco Master e seu dono, Daniel Vorcaro, já estão nos computadores da CPMI do INSS, mas os integrantes da comissão formada por deputados e senadores para apurar fraudes e desvios em aposentadorias e pensões afirmam que ainda não tiveram acesso ao material.

Integrantes da comissão confirmaram ao blog que ainda na noite da sexta-feira (20), horas depois da decisão do ministro André Mendonça, novo relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), agentes da Polícia Federal foram ao Senado Federal e ficaram até 1h30 de sábado fazendo a transferência dos arquivos que estavam sob custódia da presidência da casa.

Acompanhados da Advocacia do Senado, transferiram o material para os computadores e hard drives (HD) na sala da CPMI do INSS. Entretando, os parlamentares e funcionários da CPMI não tiveram acesso ao material.

Em coletiva à imprensa, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), chegou a se dizer indignado por não ter tido acesso ao material sigiloso, conforme determinado pelo novo relator do caso no STF.

Na decisão, André Mendonça determinou que nenhuma cópia ficasse com a presidência do Senado — local onde o antigo relator, ministro Dias Toffoli, havia definido para os documentos ficarem custodiados.

Mendonça também definiu que a Polícia Federal fique com o material apreendido nas operações, não mais a Procuradoria Geral da República (PGR), como havia sido determinado por Toffoli.

O novo relator do caso Master no Supremo também determinou que o sigilo sobre o material seja mantido pela CPMI, que terá que criar um acesso controlado às informações.

No material apreendido estão documentos e informações que estavam em computadores e celulares, como o do próprio Vorcaro.

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