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CEO da IBM admite impacto da IA nos negócios e ações têm maior queda desde 1972

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 19:49

Tecnologia CEO da IBM admite impacto da IA nos negócios e ações têm maior queda desde 1972 Clientes da empresa passaram a priorizar servidores, armazenamento e memória, afetando negócios tradicionais da IBM. Executivo diz que companhia 'não se adaptou rápido o suficiente'. Por Isabela Ortiz, g1 — São Paulo

Mais uma empresa leva rasteira da inteligência artificial. A IBM enfrentou uma forte reação do mercado após divulgar uma carta aos investidores em que o CEO, Arvind Krishna, reconheceu que a companhia não conseguiu reagir rápido o suficiente a uma mudança inesperada no comportamento dos clientes.

Após a divulgação do documento, as ações da empresa fecharam em queda de 25%, a maior desvalorização desde 1972, segundo o jornal "Financial Times". A empresa perdeu US$ 68 bilhões (R$ 346,12 bilhões) em valor de mercado, segundo levantamento da Elos Ayta.

Na carta, Krishna afirma que o resultado do segundo trimestre de 2026 — que será divulgado na próxima quarta-feira (22) — ficou abaixo das expectativas da empresa, principalmente pelo desempenho da área de infraestrutura.

A receita da divisão caiu 7%, pressionada por dificuldades nos negócios relacionados aos sistemas Z, os tradicionais mainframes (computadores de grande porte) da IBM, e pelos softwares associados a esses equipamentos, especialmente em processamento de transações.

“Essas condições exigiam que nossas equipes executassem perfeitamente, e neste trimestre falhamos. Não nos adaptamos e não nos movemos rápido o suficiente”, lamenta o executivo aos investidores.

Segundo ele, diversos grandes contratos deixaram de ser concluídos nos prazos esperados, o que representou a maior parte do impacto negativo no resultado.

Nas últimas semanas de junho, empresas passaram a direcionar seus gastos de capital para a compra de servidores, armazenamento e memória, buscando garantir equipamentos diante de possíveis restrições de oferta e aumentos de preços.

A companhia afirmou que já esperava algum impacto relacionado à cadeia de suprimentos, mas não previa a intensidade dessa mudança na prioridade dos clientes.

À medida que empresas de diferentes setores passaram a investir mais em IA, aumentou a necessidade por uma infraestrutura capaz de sustentar essa tecnologia.

Foi justamente esse movimento que alterou as prioridades de investimento dos clientes da IBM: em vez de seguirem o cronograma esperado para algumas compras tradicionais da companhia, eles direcionaram parte do orçamento para garantir equipamentos de computação antes de possíveis restrições de oferta e aumentos de preços.

Visitantes passam pelo logotipo da IBM no Mobile World Congress (MWC) em Barcelona, ​​Espanha 3 de março de 2026 — Foto: REUTERS/Nacho Doce

E isso se mostrou nos números. Apesar da queda de 7% nos pesados e antigos mainframes Z, uma área mais tradicional de sua infraestrutura, uma outra área despontou. A chamada infraestrutura distribuída — que reúne servidores, armazenamento e soluções voltadas a ambientes tecnológicos mais modernos — teve o melhor desempenho histórico da companhia, com crescimento de 37% no trimestre.

Apesar do reconhecimento da falha, o CEO afirmou que o resultado não muda a confiança da IBM em sua estratégia de longo prazo.

“Nosso trabalho é ajudar nossos clientes a atravessar períodos de incerteza e encontrar caminhos para crescer seus negócios, independentemente do que esteja acontecendo no ambiente externo”, disse Krishna.

A IBM anunciou o Lightwell, uma iniciativa de US$ 5 bilhões (R$ 25,45 bilhões) voltada ao uso de novas capacidades de IA para criar uma plataforma de confiança no gerenciamento de vulnerabilidades em softwares de código aberto, com participação de mais de 20 mil engenheiros e adoção inicial por grandes instituições financeiras.

Na computação quântica, a companhia afirmou que pretende investir mais de US$ 10 bilhões (R$ 50,9 bilhões) nos próximos cinco anos em pesquisa, desenvolvimento, fabricação, aquisições e expansão do ecossistema.

A IBM mantém a meta de entregar o primeiro computador quântico de grande escala tolerante a falhas até 2029.

No trimestre, a IBM registrou receita de US$ 17,2 bilhões (R$ 87,54 bilhões) , alta de 1% na comparação anual. A divisão de software cresceu 5%, enquanto a área de consultoria ficou praticamente estável.

O lucro por ação ajustado subiu 5%, para US$ 2,93 (R$ 14,91), mas o desempenho da infraestrutura ficou abaixo do esperado e levou a empresa a revisar a percepção dos investidores sobre o ritmo de adaptação da companhia ao novo ciclo de investimentos em tecnologia.

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Guerra no Irã: empresa de fertilizante Mosaic reduz produção no Brasil por falta de enxofre

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 09:48

Agro Guerra no Irã: empresa de fertilizante Mosaic reduz produção no Brasil por falta de enxofre Matéria-prima é fundamental para a produção de adubos fosfatados, usados em diversos plantios, como soja, milho, trigo, café e arroz, além de hortaliças e frutas. Por Redação g1, g1 — São Paulo

A Mosaic anunciou a redução da produção em fábricas no Brasil. A medida ocorre pela falta de enxofre para fabricar adubos fosfatados.

A guerra no Oriente Médio prejudicou o transporte marítimo no Golfo Pérsico. A região é a principal exportadora global do insumo.

O conflito internacional elevou os custos logísticos. A situação também dificultou a chegada da matéria-prima ao mercado brasileiro.

A empresa declarou que ainda não consegue prever a normalização das atividades. O retorno dependerá da queda nos preços do enxofre.

A Mosaic, uma das maiores empresas globais de fertilizantes, anunciou que vai reduzir a sua produção em algumas de suas fábricas no Brasil por falta de enxofre, matéria-prima essencial para a fabricação de adubos fosfatados, usados em plantios de soja, milho, trigo, café e arroz, além de hortaliças e frutas.

➡️ A guerra no Oriente Médio prejudicou o transporte marítimo no Golfo Pérsico, principal região exportadora de enxofre, elevando os custos e dificultando a chegada do insumo ao Brasil.

"São necessárias aproximadamente quatro toneladas do insumo [enxofre] para fabricar dez toneladas de fertilizantes DAP ou MAP, por exemplo. Diante da redução da oferta global e da alta dos preços do enxofre, a companhia revisou seu plano operacional para o segundo semestre de 2026 e decidiu ajustar temporariamente a produção em determinadas unidades", disse a companhia.

Candeias (BA) e Catalão (GO): as unidades de mistura terão as atividades temporariamente paralisadas, com possíveis impactos sobre os trabalhadores, ainda sujeitos às negociações com os sindicatos.Palmeirante (TO) e Sorriso (MT): a produção será reduzida com reflexos no quadro de funcionários.Tapira (MG) e Catalão (GO): as paralisações temporárias já anunciadas nas unidades de produção deverão ser prorrogadas.Uberaba (MG): o complexo será gradualmente paralisado a partir de setembro.Paranaguá (PR): o Porto da Fospar seguirá operando normalmente. A produção de fertilizantes deve continuar até o fim de setembro, quando os estoques de ácido sulfúrico devem se esgotar.Cajati (SP): a unidade continuará em operação, apoiada por importações de enxofre para manter a produção de nutrição animal.

Segundo a Mosaic, ainda não é possível prever quando a situação será normalizada. A empresa afirma que isso dependerá da queda nos preços do enxofre, da retomada das cadeias globais de suprimentos, da reabertura das rotas marítimas internacionais e da evolução do conflito no Oriente Médio.

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A mesma IA pode ter te avaliado mal e rejeitado seu currículo em várias empresas, diz pesquisa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 04:46

Trabalho e Carreira A mesma IA pode ter te avaliado mal e rejeitado seu currículo em várias empresas, diz pesquisa Pesquisa da Universidade Stanford analisou mais de 3,4 milhões de candidatos e identificou que empresas diferentes podem usar sistemas de IA com critérios semelhantes, repetindo padrões de aprovação e rejeição. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Um estudo de Stanford sugere que candidatos podem estar sendo rejeitados repetidamente pela mesma lógica algorítmica, mesmo ao se inscreverem em empresas diferentes.

A crescente adoção de sistemas de IA no recrutamento está tornando processos seletivos de empresas distintas mais parecidos do que parecem.

Segundo pesquisadores, algoritmos compartilhados por centenas de empresas podem ampliar o risco de rejeições sucessivas para os mesmos candidatos.

A chamada "monocultura algorítmica" faz com que diferentes empregadores avaliem profissionais com critérios semelhantes, reduzindo a diversidade de decisões.

Para alguns candidatos, enviar mais currículos já não significa enfrentar avaliações independentes, mas repetir o teste diante da mesma lógica automatizada.

Você envia currículo atrás de currículo. A resposta quase nunca chega. Quando chega, é automática, padronizada e fria: "não seguimos com sua candidatura". A sensação é de que centenas de empresas tenham chegado, ao mesmo tempo, à mesma conclusão sobre você.

Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade Stanford sugere uma explicação técnica para essa experiência, cada vez mais comum e já apontada pelo g1 em abril. Talvez você não esteja sendo rejeitado por várias empresas diferentes, mas, na prática, pelo mesmo sistema repetidas vezes.

A pesquisa, intitulada "Algorithmic Monocultures in Hiring", é a mais abrangente já realizada sobre recrutamento mediado por inteligência artificial. Os pesquisadores analisaram uma base inédita de dados reais, com mais de 3,4 milhões de candidatos e cerca de 4 milhões de candidaturas avaliadas em 156 empresas de 11 setores da economia.

O volume de dados já chama atenção, mas há um detalhe ainda mais relevante: todas essas candidaturas foram avaliadas por algoritmos desenvolvidos por um mesmo fornecedor de tecnologia.

Isso permitiu observar um fenômeno que costuma passar despercebido por candidatos, empresas e até pesquisadores do mercado de trabalho. Quando muitas organizações utilizam sistemas semelhantes para selecionar profissionais, as decisões deixam de ser totalmente independentes.

🔎 Os autores chamam esse fenômeno de "monocultura algorítmica". O conceito foi emprestado da agricultura, em que grandes áreas são ocupadas por uma única espécie de cultivo. Embora esse modelo possa trazer ganhos de eficiência, também cria vulnerabilidades, já que qualquer problema tende a se espalhar rapidamente.

Um estudo de Stanford sugere que candidatos podem estar sendo rejeitados repetidamente pela mesma lógica algorítmica, mesmo ao se inscreverem em empresas diferentes. — Foto: Pexels

No mercado de recrutamento e seleção, o que está sendo padronizado não é a produção, mas os critérios usados para decidir quem avança ou não em um processo seletivo.

Durante décadas, as decisões de contratação ficaram nas mãos de recrutadores, gestores e equipes com visões próprias. Mesmo diante de currículos semelhantes, era comum que chegassem a conclusões diferentes.

Com a expansão dos sistemas automatizados, parte dessa diversidade tende a desaparecer. Empresas diferentes podem acabar utilizando modelos que analisam candidatos de forma muito parecida, reproduzindo os mesmos padrões em larga escala.

Na prática, quem procura emprego pode se deparar com várias portas de entrada aparentemente independentes, mas abertas ou fechadas pela mesma lógica.

🔎 Essa possibilidade levou os pesquisadores a investigar um fenômeno chamado "rejeição sistêmica". O termo descreve situações em que um candidato se inscreve em várias vagas e é rejeitado em todas elas. Esse tipo de experiência sempre existiu, mas o que chamou a atenção dos pesquisadores foi a frequência com que isso ocorre quando os processos seletivos são influenciados pelos mesmos sistemas.

Os dados mostram que cerca de 10% dos candidatos que se inscrevem em quatro vagas são rejeitados em todas elas. O padrão se mantém mesmo quando o número de candidaturas aumenta. Entre os candidatos que se inscrevem em 10 vagas, aproximadamente 4% acumulam 10 rejeições consecutivas.

À primeira vista, os percentuais podem parecer modestos. Do ponto de vista estatístico, porém, eles revelam um padrão importante: as rejeições se acumulam com uma frequência maior do que a esperada em decisões independentes.

Para verificar se esse comportamento poderia ser explicado apenas pelo acaso, os pesquisadores compararam os resultados com uma linha de base teórica e com evidências de estudos anteriores sobre processos de recrutamento sem centralização algorítmica.

A conclusão foi clara: as rejeições sucessivas não são apenas fruto do azar ou da coincidência. Elas refletem uma lógica de avaliação que se repete entre diferentes empresas.

Essa dinâmica ajuda a explicar outra característica cada vez mais comum nos processos seletivos. Na maioria dos casos, os algoritmos não tomam a decisão final de contratação. Eles atuam antes, como um filtro inicial que define quais candidatos avançam e quais são eliminados.

Assim, muitos profissionais podem ser eliminados antes mesmo de um recrutador analisar seus currículos. Do ponto de vista do candidato, a experiência é silenciosa: não há entrevista, contato com a empresa nem, muitas vezes, uma explicação para a rejeição.

Parte da frustração de quem busca emprego pode estar ligada justamente a essa etapa oculta do processo. O currículo é enviado, mas não chega a disputar a vaga de fato.

A chamada "monocultura algorítmica" faz com que diferentes empregadores avaliem profissionais com critérios semelhantes, reduzindo a diversidade de decisões. — Foto: Pexels

Os pesquisadores encontraram evidências de que candidatos com características semelhantes tendem a receber avaliações parecidas, mesmo quando se candidatam a empresas diferentes.

🔎 Quando um sistema considera um perfil pouco adequado, há uma chance significativa de que outros sistemas semelhantes cheguem à mesma conclusão. E vice-versa.

O ponto central é que os modelos de IA compartilham critérios semelhantes de classificação. Com isso, uma avaliação inicial, que pode ser limitada ou imperfeita, ganha peso ao ser reproduzida em diferentes processos seletivos.

Diante desse cenário, os pesquisadores testaram uma questão prática: enviar mais candidaturas ainda aumenta as chances de conseguir uma vaga?

Nas simulações, um candidato precisaria se inscrever em cerca de 10 vagas para ter uma alta probabilidade de receber ao menos uma recomendação positiva em um cenário de decisões independentes.Quando os processos são influenciados por sistemas centralizados, esse número sobe para cerca de 25 candidaturas para atingir uma probabilidade de 99,9%.

Os resultados do estudo não dizem respeito apenas aos algoritmos. Eles também levantam questionamentos sobre a estrutura do mercado de tecnologia aplicada ao recrutamento.

Hoje, muitas empresas utilizam soluções desenvolvidas por um número relativamente pequeno de fornecedores. Alguns atendem organizações de diferentes setores e operam em grande escala.

Quando um único sistema influencia decisões em dezenas ou centenas de empresas, eventuais falhas deixam de ser casos isolados. O mesmo vale para limitações ou vieses incorporados aos modelos.

Por isso, os pesquisadores defendem que a concentração tecnológica merece atenção não apenas do ponto de vista concorrencial, mas também pelos impactos sobre as oportunidades profissionais.

Apesar da crescente influência da inteligência artificial nos processos seletivos, o setor ainda opera com pouca transparência, segundo os pesquisadores.

Os próprios autores destacam que estudos independentes em larga escala são raros. A principal razão é que as plataformas raramente disponibilizam seus dados para análises externas.

Isso cria obstáculos tanto para a fiscalização quanto para o avanço do conhecimento. Sem acesso às informações, torna-se mais difícil identificar falhas, medir vieses e entender como esses sistemas afetam diferentes grupos.

O desafio é especialmente relevante porque essas decisões têm impacto direto sobre o acesso ao emprego, à renda e às oportunidades de carreira.

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Após promessas, supermercados seguem sem ampliar venda de ovos livres de gaiolas, diz estudo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 00:47

Agro Após promessas, supermercados seguem sem ampliar venda de ovos livres de gaiolas, diz estudo Levantamento mostra que redes ainda enfrentam dificuldades para ampliar a oferta do sistema cage-free, citando preço e abastecimento entre os principais obstáculos. Por Vivian Souza, g1

Mais de 160 empresas brasileiras assumiram compromisso de substituir ovos de galinhas criadas em gaiolas por sistemas cage free, mas a maioria não tem avançado no cumprimento das metas.

Segundo o Observatório do Ovo, da Alianima, 64% dos supermercados não ampliaram a oferta de ovos livres de gaiolas ou apresentaram retrocessos.

Entre os principais obstáculos apontados pelas redes estão o alto custo do produto, dificuldades de abastecimento, baixo conhecimento dos consumidores.

No sistema cage free, as galinhas ficam soltas dentro do galpão, diferentemente da criação em gaiolas.

A maioria dos supermercados não apresentou avanços na transição para a venda exclusiva de ovos de galinhas criadas fora de gaiolas, segundo o estudo Observatório do Ovo, da ONG Alianima, realizado anualmente.

Desde 2015, grandes empresas dos setores de alimentação e hotelaria passaram a anunciar compromissos públicos para substituir ovos de galinhas criadas em gaiolas por sistemas livres, conhecidos como "cage-free". (saiba mais abaixo)

Atualmente, mais de 160 empresas brasileiras já assumiram esse compromisso. As próprias empresas definiram prazos para cumprir as metas, que vão de 2021 a 2030.

Mas, segundo o levantamento, 64% das redes não aumentaram o percentual de marcas de ovos livres de gaiolas ou ainda apresentaram retrocessos. Além disso, 24% das empresas que assumiram a meta não prestam contas sobre o avanço.

O Carrefour é uma das redes citadas no relatório. A empresa assumiu compromisso público com a transição, mas, no último ano, reduziu a participação de ovos livres em seus supermercados, de 21,4% para 20,2%.

A rede também foi apontada como a única entre as que assumiram compromisso de não oferecer ao menos uma marca de ovos livres em todas as lojas.

O g1 entrou em contato com as duas empresas, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.

Ovo caipira, orgânico, 'cage free': saiba diferenciar os tipos (spoiler: não é pela cor da casca)

Para o levantamento, a Alianima ouviu redes de supermercados, que apontaram os principais desafios da transição:

as regiões Norte e Nordeste foram classificadas como as mais difíceis para abastecimento de ovos livres;67% das empresas relataram o alto custo do produto como um obstáculo;44% apontaram a falta de conhecimento dos consumidores sobre o assunto;33% afirmaram ter baixa aceitação do produto pelos clientes. No entanto, 78% disseram que a transição provoca uma percepção positiva da marca;22% afirmaram haver falta de apoio de associações.

Em muitos sistemas de criação, a galinha é confinada em gaiolas assim que começa a botar. Até 11 animais dividem o mesmo espaço, sem conseguir ciscar, apenas comer e botar ovos.

O Instituto Certified Humane Brasil estabelece normas para a criação com foco no bem-estar animal e concede certificação às empresas que seguem esses padrões.

Por exemplo, as regras estabelecem que o espaço do aviário pode conter, no máximo, de 7 a 11 aves por metro quadrado. Além disso, cada ave precisa de um espaço de 5 cm nos comedouros e 15 cm nos poleiros.

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Pesquisa afasta ideia de que startups e empreendedorismo são apenas para jovens

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 13/07/2026 03:46

Empreendedorismo Pesquisa afasta ideia de que startups e empreendedorismo são apenas para jovens O estudo identifica que os fundadores de novas empresas com maiores chances de êxito são profissionais maduros, acima de 40 anos. Por Rodrigo Schoenacher — Rio de Janeiro

O mercado de trabalho brasileiro está passando por uma transformação profunda. Cada vez mais jovens decidem pular a busca pelo primeiro emprego formal para abrir o próprio negócio.

Dados recentes mostram que o número de empreendedores com até 29 anos subiu de 3,9 milhões em 2012 para 4,9 milhões em 2024. Esse movimento sugere um desejo por autonomia, mas será que apenas o entusiasmo juvenil garante o sucesso?

Nosso estudo, publicado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), traz evidências que ajudam a entender melhor esse fenômeno e permite entender o que é sustentável de fato nesta tendência.

Reportagem publicada pelo jornal O Globo destaca histórias de sucesso de jovens com pouco mais de 20 anos. No entanto, a pesquisa acadêmica faz um alerta importante sobre o perfil de quem realmente prospera. O estudo identifica que o perfil de fundadores com maiores chances de êxito é o de profissionais maduros, acima de 40 anos.

Essa evidência refuta a ideia comum de que o empreendedorismo é um “jogo apenas para jovens”. A maturidade traz uma menor aversão ao risco calculado e maior capacidade de realização. Além disso, o sucesso está muito ligado à experiência prévia em outras empresas e a uma formação acadêmica sólida.

O levantamento do Sebrae mostra que o nível de escolaridade desses novos empresários aumentou. O grupo com ensino médio completo passou de 33% para 47% em pouco mais de uma década. Além disso, 17% dos jovens empreendedores já concluíram o ensino superior. Nosso estudo ratifica a formação acadêmica como um fator essencial para o sucesso.

De forma mais específica, o estudo revela que 70% dos fundadores de startups de sucesso possuem pós-graduação. Pessoas com mais tempo de estudo sentem-se mais confiantes para detectar oportunidades de negócio.

A educação formal ajuda a transformar a “vontade de fazer” em processos de gestão estruturados. Sem isso, o empreendimento corre o risco de ser apenas uma ocupação temporária por falta de opção.

Um ponto comum entre a reportagem indicada e a pesquisa é a importância da tecnologia e da diferenciação. Muitos jovens usam ferramentas digitais para baratear a entrada no mercado. Mas o estudo da UERJ mostra que um dos segredos para inovação sustentável está numa boa gestão do Design.

Para muitos, o design é apenas a estética do produto. Do ponto de vista acadêmico, ele é um processo de tomada de decisão para resolver problemas de forma criativa. O uso estratégico do design permite que a empresa entenda melhor as necessidades do cliente.

Isso acontece por meio do que os pesquisadores chamam de abordagem Design Thinking. O Design Thinking organiza o pensamento crítico de forma criativa e colaborativa para criar soluções que as pessoas realmente queiram usar.

Durante uma palestra em 2024 a professora da UERJ e assessora da diretoria de Tecnologia da Faperj, Renata Angeli, explicou que a troca de informações e experiências é vital para esses jovens. Esta afirmação é consistente com os achados acadêmicos e está associado ao conceito de meta-aprendizado.

O meta-aprendizado é, basicamente, a capacidade de “aprender a aprender” de forma contínua. Os programas de aceleração apoiam diretamente no desenvolvimento dessa competência ao permitir que o empreendedor se dedique à sua ideia.

Em um mundo onde as tecnologias mudam rápido, o empreendedor não pode parar de estudar. O estudo sugere que as universidades precisam ensinar liderança e autonomia de forma transversal. Isso prepararia o jovem para lidar com o fracasso, que ainda é um grande tabu no Brasil.

O crescimento do empreendedorismo jovem é uma notícia positiva para a economia. No entanto, para que esses 4,9 milhões de brasileiros gerem riqueza real, é preciso ir além do CNPJ. A ciência mostra que a combinação de educação superior, experiência de mercado e gestão do design é um dos caminhos que separam uma ideia passageira de um negócio escalável.

O jovem empreendedor de 2026 tem a tecnologia a seu favor. Mas ele precisará da disciplina da gestão e da sensibilidade do design para transformar sua energia em inovação duradoura.

Rodrigo Schoenacher foi bolsista da Capes entre 2019 e 2020 e atualmente exerce o cargo de Diretor de Operações na Conservação Internacional Brasil.

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Como startup usa IA para prever riscos climáticos e faturar R$ 3 milhões por ano

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 11/07/2026 03:48

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Como startup usa IA para prever riscos climáticos e faturar R$ 3 milhões por ano Fundada por dois pesquisadores da USP, startup usa inteligência artificial para transformar dados climáticos em previsões que ajudam empresas a reduzir riscos e evitar perdas. Por PEGN

Dois pesquisadores transformaram estudos sobre clima e inteligência artificial em uma startup focada na previsão de riscos climáticos.

A empresa recebeu aporte de R$ 1 milhão, conta com 30 funcionários e atende setores como energia, agro, seguros e infraestrutura.

A tecnologia alcança até 90% de precisão em previsões de curto prazo e pode projetar tendências climáticas para até 30 anos.

Com faturamento anual de R$ 3 milhões, a startup ajuda empresas a reduzir riscos e se preparar para os impactos das mudanças climáticas.

Para ajudar empresas a se prepararem para esse cenário, dois pesquisadores transformaram anos de estudos em uma startup que utiliza inteligência artificial para prever riscos climáticos e apoiar a tomada de decisões em diversos setores da economia.

Os sócios Thomas Martin e Gabriel Perez se conheceram durante o doutorado. Enquanto Thomas, francês, estudava clima na Universidade de São Paulo (USP), Gabriel se preparava para seguir seus estudos na Inglaterra.

Em comum, os dois compartilhavam o interesse pelo uso de ferramentas de aprendizado de máquina — hoje popularizadas sob o guarda-chuva da inteligência artificial — aplicadas à meteorologia e ao clima.

A empresa começou a tomar forma a partir de pesquisas iniciadas ainda na década passada, quando o uso de IA para previsões climáticas era pouco explorado no Brasil.

Como startup usa IA para prever riscos climáticos e faturar R$ 3 milhões por ano — Foto: Reprodução/PEGN

Com apoio de programas de inovação financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), a startup recebeu aportes que somam cerca de R$ 1 milhão para desenvolver soluções voltadas inicialmente ao setor elétrico.

Hoje, a companhia conta com uma equipe de 30 profissionais e atende empresas dos setores de energia, agronegócio, seguros, infraestrutura e logística.

O objetivo não é apenas informar se vai chover ou fazer calor, mas traduzir dados climáticos em informações úteis para os negócios.

No agronegócio, por exemplo, os modelos ajudam a estimar produtividade e riscos para diferentes culturas.

Já no setor de energia, as previsões auxiliam empresas a entenderem como condições climáticas podem impactar a geração elétrica.

Como startup usa IA para prever riscos climáticos e faturar R$ 3 milhões por ano — Foto: Reprodução/PEGN

Há ainda aplicações voltadas à previsão de alagamentos, deslizamentos, quebra de safra e oscilações de preços.

A tecnologia desenvolvida pelos empreendedores alcança até 90% de precisão em previsões de curto prazo e cerca de 70% em projeções de longo prazo, que analisam tendências climáticas para períodos mais extensos.

O principal sistema da empresa recebeu o nome de Raoni, em homenagem ao líder indígena Raoni Metuktire.

Alimentado diariamente por dados de satélites, estações meteorológicas e outras fontes de monitoramento, o modelo processa informações do planeta inteiro para gerar previsões que podem chegar a até 30 anos.

Entre os clientes estão concessionárias rodoviárias e empresas da construção civil. Em rodovias, os alertas ajudam a monitorar áreas de risco e antecipar ações preventivas diante de eventos climáticos extremos.

Já em grandes obras, as previsões auxiliam no planejamento de atividades ao ar livre, reduzindo atrasos e prejuízos causados por chuvas ou ventos fortes.

Com faturamento anual de aproximadamente R$ 3 milhões, a startup aposta no avanço da inteligência climática como ferramenta estratégica para empresas que precisam lidar com os impactos das mudanças do clima.

Para os fundadores, a demanda por esse tipo de solução tende a crescer à medida que eventos extremos se tornam mais frequentes e afetam um número cada vez maior de setores da economia.

📍 Endereço: Rua Pais Leme, 215, conjuntos 2210 e 2211 – Pinheiros, São Paulo/SP – CEP: 05424-150📞 Telefone: (11) 99941-9894📧 E-mail: product@meteoia.com🌐 Site: meteoia.com📸 Instagram: https://www.instagram.com/meteoia

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Itamaraty mapeia mais de 40 empresas e associações americanas que não querem o tarifaço sobre os produtos brasileiros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/07/2026 00:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,149-0,07%Dólar TurismoR$ 5,353-0,17%Euro ComercialR$ 5,8830,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,06%B3Ibovespa170.653 pts-0,79%MoedasDólar ComercialR$ 5,149-0,07%Dólar TurismoR$ 5,353-0,17%Euro ComercialR$ 5,8830,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,06%B3Ibovespa170.653 pts-0,79%MoedasDólar ComercialR$ 5,149-0,07%Dólar TurismoR$ 5,353-0,17%Euro ComercialR$ 5,8830,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,06%B3Ibovespa170.653 pts-0,79%Oferecido por

O Ministério das Relações Exteriores mapeou 43 empresas e associações comerciais americanas que pedem que produtos brasileirios não sejam tarifados com base na investigação aberta feita pelo governo de Donald Trump.

Os pedidos foram apresentados sob o argumento de que não há substitutos produzidos no mercado doméstico para esses produtos.

As entidades também alertaram que a aplicação das tarifas elevaria os custos para consumidores americanos e para indústrias dos Estados Unidos que utilizam esses itens como insumos para a fabricação de outros produtos.

A informação consta da resposta oficial enviada pelo governo brasileiro ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês).

No documento assinado pelo chanceler Mauro Vieira, o governo brasileiro rebate a investigação aberta pelo USTR, que acusa o Brasil de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com empresas americanas.

O g1 questionou o Itamaraty sobre quais empresas e produtos foram identificados no levantamento, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.

Na segunda-feira (6), o USTR abriu a fase de audiências públicas da investigação. A participação é aberta aos interessados que se inscreverem.

Participaram das audiências representantes de associações brasileiras e americanas de vários setores, como café, arroz, açúcar, etanol de milho, ferro-gusa, rochas ornamentais, madeira, papel, calçados, mel e propriedade intelectual.

Para o presidente da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), Abrão Neto, "a aplicação de novas tarifas seria prejudicial para ambas as economias, com impactos negativos para o setor produtivo e os consumidores dos Estados Unidos, além de perda de competitividade das exportações brasileiras para um mercado crucial”.

Neto mencionou, ainda, que a participação dos Estados Unidos no comércio total do Brasil caiu para 11,2% nos cinco primeiros meses de 2026, o menor nível já registrado. As importações brasileiras provenientes dos Estados Unidos também recuaram 11% no mesmo período.

"Essas tendências sugerem que tarifas adicionais podem reduzir ainda mais a presença comercial e a influência econômica dos EUA em um dos maiores mercados emergentes do mundo, abrindo espaço para que concorrentes estrangeiros ampliem sua participação de mercado às custas das empresas americanas", complementou.

Como mostrou o blog da Ana Flor, representantes de empresas que participaram das audiências avaliam que a adoção de novas tarifas é praticamente inevitável. A expectativa, porém, é que o alcance da medida possa ser calibrado de acordo com seus impactos sobre a economia americana.

Um dos principais argumentos apresentados é que encarecer a importação de produtos brasileiros pode aumentar a dependência das cadeias produtivas dos Estados Unidos de insumos e componentes vindos da China, um efeito que contraria a estratégia comercial do governo Donald Trump.

Começam audiências públicas sobre tarifaço proposto pelo governo americano aos produtos brasileiros

Os Estados Unidos concluíram uma investigação comercial contra o Brasil e propuseram a aplicação de uma tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao mercado americano.

A medida ainda não entrou em vigor e depende da realização de consultas públicas e do cumprimento de etapas previstas na legislação dos EUA.

Segundo o relatório do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio americano.

🛑 Entre os pontos citados estão o funcionamento do PIX, decisões judiciais envolvendo redes sociais, acordos comerciais com outros países, falhas no combate ao desmatamento ilegal, barreiras ao etanol americano, problemas relacionados à proteção da propriedade intelectual e deficiências no combate à corrupção.

Apesar da proposta de taxação, os EUA incluíram uma ampla lista de exceções para produtos considerados estratégicos. Entre os itens que podem ficar isentos estão café, certas carnes, frutas, fertilizantes, medicamentos, aeronaves e peças, além de minerais estratégicos.

O governo americano prevê concluir as consultas e decidir sobre a eventual aplicação das medidas até 15 de julho.

Ameaça de novas tarifas: Departamento de Comércio dos Estados Unidos acusa governo brasileiro de práticas injustas ou discriminatórias — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

França: empresas de delivery vão suspender entregas em caso de calor extremo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 14:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,150-0,04%Dólar TurismoR$ 5,361-0,03%Euro ComercialR$ 5,8830,01%Euro TurismoR$ 6,132-0,04%B3Ibovespa170.555 pts-0,85%MoedasDólar ComercialR$ 5,150-0,04%Dólar TurismoR$ 5,361-0,03%Euro ComercialR$ 5,8830,01%Euro TurismoR$ 6,132-0,04%B3Ibovespa170.555 pts-0,85%MoedasDólar ComercialR$ 5,150-0,04%Dólar TurismoR$ 5,361-0,03%Euro ComercialR$ 5,8830,01%Euro TurismoR$ 6,132-0,04%B3Ibovespa170.555 pts-0,85%Oferecido por

Pessoas se refrescam na fonte do Trocadéro, diante da Torre Eiffel, durante uma onda de calor em Paris, na França. — Foto: Abdul Saboor/Reuters

Diante da onda de calor na França, duas das principais plataformas de entrega por aplicativo do país, Uber Eats e Deliveroo, anunciaram nesta quarta-feira (8) que vão suspender as entregas nas regiões onde as temperaturas atingirem níveis extremos.

A medida, adotada após reivindicações do setor, busca proteger os entregadores e será aplicada apenas nos departamentos que eventualmente entrarem em alerta vermelho.

"Esta decisão representa um passo importante, e peço aos restaurantes parceiros que demonstrem solidariedade, fornecendo a esses trabalhadores acesso a água e áreas com ar-condicionado", declarou o ministro do Trabalho, Jean-Pierre Farandou.

Na semana passada, Farandou havia entrado em contato com as duas empresas de entrega, que é feita principalmente de bicicleta, orientando-as a tomar medidas para proteger os trabalhadores do calor extremo.

Atendendo ao pedido, nesta quarta-feira, a Uber Eats e a Deliveroo indicaram que suspenderiam as entregas nos departamentos em alerta vermelho de onda de calor (o mais alto), no horário entre 14h e 18h.

A medida tem um caráter preventivo, já que nenhuma área do país está atualmente dentro desta classificação, mas 67 departamentos foram colocados sob alerta laranja (uma abaixo da vermelha).

A Météo-France, agência nacional de meteorologia, prevê "uma onda de calor severa e prolongada", que provavelmente durará "até o final do mês, ou além".

Esta intensa onda de calor é a terceira em menos de dois meses na França. A primeira veio de forma precoce no final de maio, e a segunda, no fim de junho. Esses fenômenos tornam trabalhos ao ar livre, como o dos entregadores, particularmente vulneráveis às altas temperaturas.

Divergências entre sindicatos A medida foi encarada de forma controversa entre sindicatos laborais. Para Ludovic Rioux, da central sindical CGT, a maior da França, a decisão "torna esses trabalhadores, já em situação precária, ainda mais vulneráveis" devido à falta de uma renda substituta.

No final de junho, a Prefeitura de Paris enviou uma carta às plataformas de entrega solicitando a implementação de um salário mínimo quando as condições climáticas exigirem redução ou suspensão das atividades.

Já Fabian Tosolini, representante do sindicato Union-Indépendants, elogiou a decisão, mas solicitou que as zonas de entrega e os pesos dos pedidos sejam reduzidos entre o meio-dia e 14h, horário de pico para a maioria das demandas.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Mercados globais caem após Trump declarar fim de acordo de paz com o Irã; petróleo sobe mais de 5%

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 08:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%Oferecido por

Mercados globais recuam nesta quarta-feira (8) após Donald Trump declarar o fim do acordo de paz com o Irã. O anúncio ocorreu após nova troca de ataques armados.

O preço do petróleo subiu mais de 5% devido ao risco de interrupções no Estreito de Ormuz. A região concentra cerca de um quinto do comércio global da commodity.

O dólar se valorizou frente a outras moedas com investidores buscando segurança. O índice DXY atingiu 101,17 pontos, o maior patamar registrado em cerca de uma semana.

As bolsas americanas e europeias operam em queda nesta quarta-feira (8). O recuo reflete o temor de que a alta do petróleo pressione a inflação e os juros.

O acirramento ocorreu após bombardeios dos EUA no sul do Irã e contra-ataques iranianos. O Irã alvejou bases militares americanas situadas no Bahrein e no Kuwait.

Os mercados financeiros ao redor do mundo operam em queda nesta quarta-feira (8), depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o acordo preliminar de paz com o Irã "acabou".

A declaração ocorreu depois de uma nova troca de ataques entre os dois países, reacendendo os temores de uma escalada do conflito no Oriente Médio.

O aumento da tensão levou investidores a buscar ativos considerados mais seguros e elevou as preocupações com possíveis impactos sobre o fornecimento global de petróleo, especialmente por causa dos riscos envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte da commodity.

Os preços do petróleo avançam mais de 5% nesta manhã, refletindo o temor de interrupções na oferta mundial caso o conflito se intensifique.

🔍 Por volta das 8h (horário de Brasília) contrato futuro do petróleo Brent, referência internacional, subia 5,06%, negociado a US$ 77,91 por barril. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, avançava 4,97%, cotado a US$ 73,94 por barril.

A alta ocorre porque o mercado teme que novos confrontos prejudiquem a produção e o transporte de petróleo na região do Golfo Pérsico. O Estreito de Ormuz concentra cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo.

O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas, permanecia próximo de 101,17 pontos, no maior nível em cerca de uma semana.

A queda reflete o receio de que o avanço do petróleo pressione a inflação global e dificulte futuras reduções de juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano.

O índice pan-europeu STOXX 600 caía cerca de 1,6%, caminhando para o pior desempenho diário desde março.

O movimento é puxado principalmente por empresas dos setores de consumo, turismo e tecnologia, que tendem a ser mais sensíveis ao aumento dos custos com energia e ao cenário de maior incerteza econômica.

Na direção oposta, ações de petroleiras avançam, beneficiadas pela alta dos preços do petróleo.

Em Tóquio, o índice Nikkei caiu 2,11%, pressionado pela piora do sentimento global.Na Coreia do Sul, o Kospi teve forte queda de 5,35%.Na China continental, o índice de Xangai recuou 0,49%, enquanto o CSI300 perdeu 0,77%.

Já em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 2,99%, impulsionado por ações de tecnologia. O destaque foi a Alibaba, que avançou 12,2%, ajudando o índice de tecnologia da bolsa local a subir cerca de 5%.

Em outros mercados da região, o índice de Taiwan avançou 0,56%, Cingapura ganhou 0,51%, enquanto a bolsa da Austrália recuou 0,21%.

Na madrugada desta quarta-feira, Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques, apesar de estarem oficialmente sob um cessar-fogo firmado no fim de junho.

Os EUA bombardearam alvos no sul do Irã após acusarem Teerã de atacar três navios comerciais no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

Em resposta, o Irã afirmou que a ofensiva americana violou o acordo de paz e lançou ataques contra bases militares dos EUA no Bahrein e no Kuwait, países que abrigam importantes instalações das Forças Armadas americanas.

Horas depois, durante uma coletiva em Ancara, na Turquia, Donald Trump afirmou que considera o acordo de paz encerrado e disse que não pretende retomar o diálogo com o governo iraniano.

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Recuperação extrajudicial dispara no Brasil; entenda por que mais empresas seguem esse caminho

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 04:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,7%Dólar TurismoR$ 5,338-0,72%Euro ComercialR$ 5,872-0,65%Euro TurismoR$ 6,123-0,67%B3Ibovespa172.448 pts-0,93%MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,7%Dólar TurismoR$ 5,338-0,72%Euro ComercialR$ 5,872-0,65%Euro TurismoR$ 6,123-0,67%B3Ibovespa172.448 pts-0,93%MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,7%Dólar TurismoR$ 5,338-0,72%Euro ComercialR$ 5,872-0,65%Euro TurismoR$ 6,123-0,67%B3Ibovespa172.448 pts-0,93%Oferecido por

O pedido de recuperação extrajudicial da Raízen, com dívidas de R$ 65,1 bilhões, chamou a atenção do mercado em 2026. Mas a gigante do setor de açúcar e etanol está longe de ser um caso isolado.

Após anos de juros elevados, entre os mais altos do mundo, um número crescente de empresas brasileiras tem buscado negociar com credores fora dos tribunais para evitar os custos e os impactos associados à recuperação judicial.

Os pedidos de recuperação extrajudicial saltaram de 16, em 2021, para 84 no ano passado. Os casos envolvem empresas de setores como indústria, mineração, varejo, agronegócio e logística, segundo o Observatório Brasileiro de Recuperação Extrajudicial (Obre).

Esse aumento reflete o peso da taxa básica de juros, hoje em 14,25% ao ano, sobre muitas empresas brasileiras, especialmente as que contraíram empréstimos elevados durante a pandemia, quando a Selic caiu ao mínimo histórico de 2% ao ano.

Preços dos combustíveis exibidos em um posto de gasolina Shell em Copenhague, Dinamarca — Foto: Reuters

Mas esse movimento também é resultado de uma reforma aprovada em 2020, que fortaleceu o mecanismo no Brasil e promoveu "uma mudança cultural", segundo Juliana Biolchi, diretora do Obre.

Segundo Luiz Fabiano Saragiotto, sócio da Journey Capital, a atualização tornou as reestruturações extrajudiciais mais flexíveis. A mudança permitiu que as empresas excluíssem algumas classes de credores e incentivou o início das negociações de dívida antes que fosse necessário recorrer à recuperação judicial.

Segundo Saragiotto, as reestruturações judiciais são complexas e custosas porque "envolvem todos os credores, afetando a reputação da companhia e o acesso às linhas de crédito, além da manutenção do negócio em si".

"No momento em que um pedido de recuperação judicial é deferido, a empresa ganha esse carimbo maldito", completa.

A recuperação extrajudicial permite que empresas em dificuldades negociem diretamente com grupos específicos de credores. Depois de aprovado por maioria simples, o plano passa a valer para todos os credores das classes afetadas, impedindo que quem rejeitou o acordo consiga barrá-lo.

Segundo Biolchi, a simplicidade do processo em relação à recuperação judicial fez com que ele passasse a ser "cada vez mais associado a crises financeiras menos agudas".

O mecanismo ganhou mais visibilidade em 2024, quando a rede varejista Casas Bahia obteve aprovação judicial para uma recuperação extrajudicial de cerca de R$ 4,1 bilhões.

Segundo a empresa, o plano não afetou fornecedores, parceiros comerciais, clientes nem funcionários.

Depois da Casas Bahia, vieram outros casos de grande repercussão, como o da rede de móveis Tok&Stok, também em 2024. Entre os pedidos mais recentes está o do GPA, que, em março, solicitou aprovação para reorganizar uma dívida de cerca de R$ 4,5 bilhões.

Empresas do agronegócio, setor que enfrenta um elevado endividamento, também passaram a recorrer ao mecanismo, indicando que seu uso tem se espalhado por diferentes áreas da economia.

Impulsionado pelo caso da Raízen, o volume de dívidas das empresas que pediram recuperação extrajudicial em 2026 já supera R$ 109 bilhões. Em 2024, esse total foi de R$ 41,5 bilhões, refletindo o avanço do movimento e seus impactos no mercado.

"Os investidores estão muito mais preocupados com o risco de crédito do que estavam no passado", disse Caio Viggiano, diretor da área de renda fixa do Itaú BBA. Segundo ele, os conflitos globais, os juros elevados e a onda de reestruturações corporativas explicam essa mudança.

Especialistas acreditam que o número de recuperações extrajudiciais deve continuar crescendo nos próximos meses.

A Oncoclínicas, maior empresa de tratamento oncológico da América Latina, está entre as companhias que avaliam recorrer ao mecanismo, segundo reportagens da imprensa e uma fonte com conhecimento das discussões. Procurada, a empresa se recusou a comentar.

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