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A empresa comandada por bilionária brasileira no centro de polêmicas sobre ‘apostas em guerra’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/03/2026 12:58

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2841,31%Dólar TurismoR$ 5,5001,33%Euro ComercialR$ 6,1000,95%Euro TurismoR$ 6,3580,92%B3Ibovespa177.373 pts-1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,2841,31%Dólar TurismoR$ 5,5001,33%Euro ComercialR$ 6,1000,95%Euro TurismoR$ 6,3580,92%B3Ibovespa177.373 pts-1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,2841,31%Dólar TurismoR$ 5,5001,33%Euro ComercialR$ 6,1000,95%Euro TurismoR$ 6,3580,92%B3Ibovespa177.373 pts-1,61%Oferecido por

A mineira Luana Lopes Lara ganhou destaque internacional no final do ano passado ao ser apontada pela revista Forbes como "a bilionária mais jovem do mundo que construiu sua própria fortuna".

Mas neste ano, a Kalshi, empresa cofundada por Lara — e da qual ela tem 12% de participação e trabalha como diretora de operações (COO) —, surgiu no noticiário em meio a polêmicas.

A Kalshi é uma das maiores empresas dos chamados prediction markets — ou mercados de previsão — um setor que explodiu em popularidade nos Estados Unidos, tendo movimentando mais de US$ 44 bilhões em transações no último ano.

Empresas como a Kalshi estão mudando o mercado de apostas nos EUA, onde até 2018 era proibido realizar apostas esportivas. Apostas em eleições eram proibidas até 2024.

Recentemente apostas ligadas a ações militares envolvendo Irã, Venezuela e Israel despertaram a atenção pública para a Kalshi e outras empresas do segmento.

A mineira Luana Lopes Lara ganhou destaque internacional no final do ano passado ao ser apontada pela revista Forbes como "a bilionária mais jovem do mundo que construiu sua própria fortuna".

Uma reportagem da revista destacava a trajetória singular de Lara — seus anos como bailarina do Bolshoi, suas medalhas em olimpíadas brasileiras de astronomia e matemática, seus estudos na prestigiosa universidade americana Massachusetts Institute of Technology (MIT) e a fundação de uma empresa considerada inovadora — que culminou em uma fortuna pessoal estimada em US$ 1,3 bilhão.

Mas neste ano, a Kalshi, empresa cofundada por Lara — e da qual ela tem 12% de participação e trabalha como diretora de operações (COO) —, surgiu no noticiário em meio a polêmicas.

A Kalshi é uma das maiores empresas dos chamados prediction markets — ou mercados de previsão — um setor que explodiu em popularidade nos Estados Unidos, tendo movimentando mais de US$ 44 bilhões em transações no último ano.

Empresas como a Kalshi estão mudando o mercado de apostas nos EUA, onde até 2018 era proibido realizar apostas esportivas. Apostas em eleições eram proibidas até 2024.

Na Kalshi, e outras empresas rivais como a Polymarket, os usuários podem especular sobre diversas questões — como o resultado de eleições locais, se o banco central dos EUA reduzirá as taxas de juros ou qual ano Jesus voltará à Terra.

Essas empresas não estão enquadradas nos EUA como negócios de apostas e jogos de azar. Diferentemente das bets (firmas de apostas tradicionais), em que as probabilidades são definidas pela própria empresa, as plataformas de mercados de previsão funcionam mais como uma bolsa de valores, permitindo que os usuários apostem uns contra os outros no resultado de eventos futuros por meio de algo chamado de "contratos de eventos". Esses eventos sempre têm como resultado um cenário de "sim" ou "não".

Esse modelo permitiu que essas empresas ficassem sob supervisão dos reguladores financeiros nacionais da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC).

Mas críticos dos mercados de previsões afirmam que essas plataformas realizam, na verdade, operações de apostas esportivas e jogos de azar — e que estariam tentando se "disfarçar" como "bolsas de negociações" para evitar regras e impostos mais rigorosos enfrentados pelas bets, que são regulamentadas pelos Estados.

A divergência sobre quem deve fiscalizar os aplicativos gerou dezenas de batalhas judiciais nos EUA, à medida que os Estados começam a reivindicar seu direito de regulamentar essas empresas, em vez de deixar a supervisão a cargo da CFTC.

No Brasil, há relatos de que brasileiros conseguem usar essas plataformas usando remessas internacionais com criptomoedas ou cartões internacionais.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, as plataformas de apostas tradicionais — as bets brasileiras — que pagaram por outorgas de R$ 30 milhões para operar no Brasil, vêm solicitando, em reuniões com o governo, que a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda bloqueie a operação de plataformas como a Kalshi.

Elas argumentam que essas empresas não poderiam operar no Brasil por não terem sede no país e nem terem pago pela outorga. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, a fundadora da Kalshi disse que a empresa está em expansão e que estuda a possibilidade de abrir um escritório no Brasil.

Recentemente apostas ligadas a ações militares envolvendo Irã, Venezuela e Israel despertaram a atenção pública para a Kalshi e outras empresas do segmento.

Em teoria, essas apostas infringem as regras financeiras dos EUA, que proíbem a negociação de contratos relacionados a guerra, terrorismo, assassinato, jogos de azar ou outras atividades ilegais. As apostas realizadas no âmbito das empresas desse mercado de previsões poderiam ser consideradas contratos desse tipo, perante a lei, argumentam os críticos.

Críticos vêm exigindo medidas mais rigorosas contra os aplicativos, que, segundo eles, facilitam a especulação sobre a guerra — que seria potencialmente ilegal —, gerando riscos à segurança nacional e abrindo a porta para casos de informações privilegiadas e corrupção.

"Basicamente, as apostas em quase tudo foram liberadas e se transformaram em algo muito macabro, como a morte de um chefe de Estado", disse Craig Holman, lobista de assuntos governamentais do grupo de defesa Public Citizen, que recentemente apresentou uma queixa contra empresas do mercado de previsões.

Alguns casos ganharam notoriedade nos últimos dias. No mês passado, um homem do Estado de Montana apostou na Kalshi US$ 10 (cerca de R$ 45) na probabilidade de o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, ser deposto até 1º de março.

Ele decidiu pela aposta após ver notícias sobre o aumento das entregas de pizza perto do Pentágono enquanto navegava na internet de madrugada — um indício de que militares americanos estariam planejando uma grande operação iminente.

A aposta nos eventos ligados ao aiatolá Khamenei acabaram sendo canceladas pela Kalshi. Mas no começo do mês, a empresa foi processada em uma ação coletiva por não pagar US$ 54 milhões a pessoas que fizeram as apostas sobre o aiatolá.

A empresa tem regras que proíbem apostas envolvendo mortes de pessoas. Mas, segundo as pessoas que estão processando a Kalshi na Califórnia, a plataforma teria continuado aceitando contratos mesmo depois que as notícias da morte de Khamenei começaram a circular.

Um porta-voz da Kalshi disse, segundo a agência de notícias Reuters, que as regras da empresa não mudaram e eram claras desde o início, pois "incluíam todas as precauções… para garantir que as pessoas não pudessem negociar com base no resultado da morte".

"Nós até reembolsamos todas as taxas e perdas líquidas do nosso próprio bolso — na ordem de milhões de dólares — para garantir que nenhuma pessoa perdesse dinheiro neste mercado", disse o porta-voz.

Empresas como a Kalshi permitem que usuários ganhem dinheiro especulando sobre eventos como o fechamento do Estreito de Ormuz durante a guerra — Foto: Getty Images via BBC

Em janeiro, apostas na Polymarket (uma plataforma rival da Kalshi, que utiliza criptomoedas) de que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, deixaria o poder até o fim do mês aumentaram nas horas que antecederam a sua prisão pelo governo americano.

Um apostador ganhou quase meio milhão de dólares com a captura de Maduro, levantando questionamentos sobre se alguém lucrou com informações privilegiadas sobre a operação dos EUA.

O congressista Ritchie Torres, democrata de Nova York, apresentou um projeto de lei que busca proibir funcionários do governo de fazer negociações em mercados de previsão se tiverem "informações relevantes não públicas" relacionadas a uma aposta.

O setor foi alvo de fiscalização e questionamentos por parte de reguladores durante o governo Biden. Mas recebeu uma acolhida mais favorável durante a presidência de Trump. Donald Trump Jr., filho do presidente, atua em funções de consultoria na Kalshi e possui investimentos na Polymarket.

Um porta-voz da Kalshi afirmou que o site "proíbe explicitamente qualquer forma de negociação com informação privilegiada, incluindo funcionários do governo negociando em mercados de previsão relacionados a atividades governamentais".

Nesta semana, a procuradora-geral do Arizona acusou formalmente a Kalshi de aceitar apostas que seriam ilegais no Estado em resultados eleitorais e eventos esportivos.

"A Kalshi pode se apresentar como um 'mercado de previsão', mas o que ela realmente faz é operar um negócio de jogos de azar ilegal e aceitar apostas em eleições no Arizona, o que viola a lei do Estado", disse a procuradora-geral Kristin Mayes. "Nenhuma empresa tem o direito de decidir quais leis seguir."

Muitos americanos usam a Kalshi para apostar em eleições, como no caso do último pleito para prefeito de Nova York — Foto: Getty Images via BBC

A Kalshi enfrenta problemas legais parecidos em vários outros Estados, onde os órgãos reguladores entraram com processos acusando a plataforma de operar jogos de azar sem licença.

A promotoria alega que a Kalshi aceitou apostas no resultado da eleição presidencial dos EUA de 2028, na eleição para governador do Arizona em 2026 e suas primárias republicanas, e na eleição para secretário de Estado do Arizona em 2026.

Entre as apostas específicas citadas estava uma de US$ 2 sobre se (o vice-presidente) J.D. Vance venceria a presidência em 2028.

As demais acusações alegam que a Kalshi operava um negócio de apostas esportivas sem licença, aceitando apostas de apenas US$ 1 em jogos da NFL, NBA, basquete universitário e Super Bowl.

A Kalshi, com sede em Nova York, se defende dessas acusações alegando que suas atividades não são jogos de azar, mas algo mais próximo da negociação de mercado, e que isso a colocaria fora do alcance das autoridades estaduais.

A empresa se posiciona como uma bolsa de "contratos de eventos" regulamentada pelo governo federal, em vez de uma casa de apostas esportivas tradicional.

"Essas acusações são infundadas e estamos ansiosos para combatê-las no tribunal", disse a empresa.

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Ministério dos Transportes diz que vai intensificar ações contra empresas que descumprem tabela do frete

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/03/2026 13:51

Política Ministério dos Transportes diz que vai intensificar ações contra empresas que descumprem tabela do frete Somente nos dois primeiros meses de 2026, 40 mil infrações foram registradas, segundo ministro. Governo prepara instrumento para aumentar a capacidade de aplicação de punições. Por Túlio Amâncio, Luiz Felipe Barbiéri, GloboNews e g1 — Brasília

Ministério dos Transportes diz que governo vai intensificar ações contra empresas que descumprem tabela do frete

O Ministério dos Transportes informou nesta quarta-feira (18) que está intensificando, por meio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o cerco contra empresas que descumprem a tabela do frete.

🚚A Tabela do Frete, oficialmente chamada de Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, é uma norma que estabelece o valor mínimo que deve ser pago pelo serviço de transporte de cargas no Brasil. O objetivo é impedir que o frete seja negociado por valores que não paguem nem o custo da viagem.

Segundo o governo, a fiscalização tem gerado autuações em cerca de 20% das abordagens, revelando um cenário de irregularidade no setor.

Somente nos dois primeiros meses de 2026, 40 mil infrações foram registradas. A lista das empresas que acumulam os maiores valores em multas por descumprimento da tabela inclui companhias do setor de alimentos, bebidas e logística.

O ministro Renan Filho destacou que o objetivo agora é transformar a multa, que hoje é vista por muitas empresas apenas como um "custo operacional" ou "passivo regulatório", em uma punição com impacto real.

Para isso, o governo prepara um instrumento jurídico para aumentar a capacidade de aplicação da lei ("enforcement") do ambiente regulatório.

A principal mudança será o impedimento de contratar frete. Caso a empresa seja reincidente ou apresente um volume alto de irregularidades, tanto o embarcador – quem vende o produto – quanto o transportador poderão ser proibidos de operar.

"O cumprimento da tabela do frete é fundamental para que os custos da entrega estejam compensados. Muitos caminhoneiros sentem um achatamento no valor recebido, o que compromete a renda, a segurança e a sustentabilidade da atividade", afirmou o ministro Renan Filho.

suspensão imediata do registro de empresas que descumprirem a tabela;cassação do registro em caso de reincidência;fiscalização permanente e integral (100% das operações) sobre as transportadoras que forem identificadas como reincidentes.

Atualmente, a ANTT não possui instrumento legal para suspender as atividades de transporte como forma de sanção direta por multas de tabela.

Com a nova regulamentação, a ideia é que a irregularidade deixe de ser vantajosa financeiramente. A responsabilidade será estendida a toda a cadeia, garantindo que o contratante também responda pelo valor justo do serviço prestado ao caminhoneiro.

Motoristas de caminhão têm demonstrado insatisfação com a elevação do preço do diesel, uma consequência da guerra no Irã.

O governo já anunciou medidas para conter impactos do conflito no Oriente Médio nos preços, e tenta fazer com que as ações sejam refletidas nas bombas dos postos de combustíveis.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (União-PB), disse que a alta no preço dos combustíveis é motivo de preocupação por parte do parlamento, mas que o governo tem adotado medidas para tentar equilibrar os valores e evitar o impacto para o consumidor.

"O que posso garantir é que a Câmara estará atenta, como esteve também quando tivemos as tarifas impostas ao Brasil", argumentou.

Nesse contexto, o presidente da Câmara disse que não descarta a adoção de medidas para auxiliar na manutenção da estabilidade dos preços, entretanto ele não detalhou que tipo de medidas seriam essas.

"Penso que o momento é de união. Não queremos desequilíbrios nos preços do país, queremos que a estabilidade seja mantida. Não queremos que os caminhoneiros sejam prejudicados pela alta do petróleo", afirmou.

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Ministra da Gestão diz que governo federal deve fazer aporte de capital nos Correios em 2027

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/03/2026 18:25

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%Oferecido por

A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou, nesta terça-feira (17), que o governo federal deve fazer um aporte de capital nos Correios em 2027.

Segundo a ministra, a medida está prevista no contrato de empréstimo firmado com um consórcio de bancos em dezembro de 2025.

Segundo Dweck, mesmo com um novo empréstimo, o aporte pode ajudar no processo de recuperação financeira da estatal.

A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou, nesta terça-feira (17), que o governo federal deve fazer um aporte de capital nos Correios em 2027. Além disso, afirmou que a estatal avalia uma nova captação de empréstimo.

Segundo a ministra, a medida está prevista no contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões firmado com um consórcio de bancos em dezembro de 2025.

🔎 Um aporte do governo nos Correios significa que o governo federal, por meio de transferência direta do Tesouro Nacional, vai repassar recursos para a empresa.

"Olha, em relação ao aporte, isso estava, inclusive, previsto no contrato que foi assinado com os bancos, que tinha uma previsão de aporte da União. Só que no próprio contrato que foi assinado dizia que podia ser 2026 ou 2027, até 2027. Então, isso está sendo estudado. Provavelmente o aporte esse ano não deve acontecer, pode acontecer até 27", disse a ministra.

"Mas eles estão vendo eventualmente de algum complemento de empréstimo, isso que está sendo estudado", complementou a ministra durante a apresentação do balanço da segunda edição do CNPU.

Segundo Dweck, mesmo com um novo empréstimo, o aporte pode ajudar no processo de recuperação financeira da estatal. "Por isso é parte da equação também", explicou a ministra.

Em fevereiro, o Conselho Monetário Nacional (CMN) deu mais espaço para os Correios conseguirem captar um novo empréstimo com garantias da União. Pela decisão, os Correios poderão conseguir mais R$ 8 bilhões em empréstimo.

O empréstimo faz parte do plano de reestruturação dos Correios, após cinco bancos apresentarem proposta de financiamento.

Ao detalhar o plano de reestruturação dos Correios, no final do ano passado, o presidente da estatal, Emmanoel Rondon, afirmou que ainda seria necessário o empréstimo adicional de R$8 bilhões em 2026.

A ideia inicial da estatal era a tomada de um empréstimo de R$ 20 bilhões, que não foi autorizado pelo Tesouro Nacional em função da alta taxa de juros que havia sido proposta.

"O plano de reestruturação foi concebido com uma necessidade declarada de captação de recursos da ordem de R$ 20 bilhões. Então, a gente fez uma primeira rodada com bancos, recebemos oferta dos R$ 20 bilhões, mas a uma taxa que a gente entendeu que estava mais elevada", afirmou Rondon.

Correios vão precisar de mais R$ 8 bilhões em 2026; plano de reestruturação prevê 15 mil demissões e mil agências fechadas — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O plano de reestruturação da empresa prevê corte de R$ 2 bilhões em gastos com pessoal, venda de imóveis e o fechamento de mil agências – atualmente os Correios têm cerca de 5 mil unidades.

A companhia vai implementar um programa de demissão voluntária (PDV) e espera, em até 2 anos, reduzir em 15 mil o número total de funcionários, o que representaria um corte de 18% na folha de pagamentos.

🔎 O PDV é um pacote de incentivos oferecido por uma empresa para que seus funcionários peçam demissão por vontade própria. Diferente de uma demissão comum, o PDV funciona como um acordo. Para a empresa, é uma forma de reduzir custos ou reestruturar o quadro de funcionários sem o impacto negativo de demissões em massa.

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Declaração ocorre após Otan se negar a atender Trump e enviar navios militares para restabelecer rota mundial de petróleo.

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Governo fará nova rodada de corte de tarifas de importação após pedidos de empresas, diz secretário do MDIC

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/03/2026 16:01

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,198-0,6%Dólar TurismoR$ 5,399-0,65%Euro ComercialR$ 5,998-0,34%Euro TurismoR$ 6,240-0,46%B3Ibovespa180.184 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,198-0,6%Dólar TurismoR$ 5,399-0,65%Euro ComercialR$ 5,998-0,34%Euro TurismoR$ 6,240-0,46%B3Ibovespa180.184 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,198-0,6%Dólar TurismoR$ 5,399-0,65%Euro ComercialR$ 5,998-0,34%Euro TurismoR$ 6,240-0,46%B3Ibovespa180.184 pts0,17%Oferecido por

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizará uma nova rodada de cortes no Imposto de Importação, revertendo, ainda que de forma temporária, parte das elevações de tarifas aplicadas anteriormente neste ano.

A redução das tarifas a zero será aplicada imediatamente, por até quatro meses, mediante solicitação de empresas que comprovarem a ausência de produção nacional dos itens.

O prazo para envio das solicitações pelas empresas vai até 31 de março, quando todos os pedidos serão encaminhados ao Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex).

O aumento do Imposto de Importação foi decidido em fevereiro e inicialmente atingiu mais de 1.200 bens de capital, informática e telecomunicações, com o argumento de estimular a indústria nacional.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizará uma nova rodada de cortes no Imposto de Importação, revertendo, ainda que de forma temporária, parte das elevações de tarifas aplicadas anteriormente neste ano, afirmou à Reuters o secretário de Desenvolvimento Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Uallace Moreira.

A redução das tarifas a zero será aplicada imediatamente, por até quatro meses, mediante solicitação de empresas que comprovarem a ausência de produção nacional dos itens. O governo terá um prazo para avaliar cada pedido e decidir se o corte será mantido posteriormente, explicou.

“Se for comprovada a ausência de produção nacional, a tarifa ficará em zero. Esse processo inicial é automático: a empresa que fizer o pedido e comprovar que não há produção local terá a redução de imediato”, afirmou.

Segundo o secretário, esse direito se aplica aos itens que antes tinham alíquotas inferiores a 7,2% e que, pela nova regra, passaram a ser taxados em 7,2%.

O prazo para envio das solicitações pelas empresas vai até 31 de março, quando todos os pedidos serão encaminhados ao Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex).

A validação dos cortes ocorrerá em reunião extraordinária do colegiado, segundo o secretário, que prevê a chegada de “muitos” pedidos.

O aumento do Imposto de Importação foi decidido em fevereiro e inicialmente atingiu mais de 1.200 bens de capital, informática e telecomunicações, com o argumento de estimular a indústria nacional, medida que gerou reação política negativa.

Cerca de 350 itens passaram a ter alíquota de 7,2%, enquanto o restante permaneceu com tarifas mais altas, de até 20%.

No fim de fevereiro, o governo já havia revertido o aumento de tarifas para 125 produtos, sendo que 105 retomaram a alíquota zero.

Para 15 itens, a mudança foi definitiva, enquanto os demais ainda serão avaliados para decidir se o benefício temporário será mantido.

O aumento do imposto de importação também gera mais receita para o governo, segundo uma fonte da área econômica, que afirmou que o tema foi discutido com esse objetivo. No entanto, Moreira negou essa interpretação na entrevista.

“O governo nunca considerou essa medida sob a perspectiva de arrecadação”, defendeu. “O documento que fundamentou a decisão foca exclusivamente no mérito da política industrial e na preocupação com a perda de densidade produtiva.”

Segundo o secretário, as importações de bens de capital e tecnologia pelo Brasil cresceram mais de US$ 20 bilhões nos últimos três anos, contribuindo para a deterioração das transações correntes e impactando a produção nacional.

O debate sobre a produção de itens com tecnologia incorporada ocorre em meio a incertezas sobre a implementação do Redata, política destinada a atrair data centers ao país, que foi criada por medida provisória, mas perdeu validade no Congresso Nacional.

Na entrevista, Moreira afirmou que o governo ainda avalia juridicamente o tema para que a política volte a vigorar.

Segundo ele, a solução pode envolver o envio de um projeto de lei complementar ao Legislativo, que só passa a valer após aprovação pela maioria absoluta de deputados e senadores, seguida da sanção presidencial.

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General Mills fecha venda dos negócios no Brasil para 3corações por R$ 800 milhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/03/2026 10:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,202-0,51%Dólar TurismoR$ 5,406-0,51%Euro ComercialR$ 5,999-0,32%Euro TurismoR$ 6,247-0,34%B3Ibovespa181.451 pts0,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,202-0,51%Dólar TurismoR$ 5,406-0,51%Euro ComercialR$ 5,999-0,32%Euro TurismoR$ 6,247-0,34%B3Ibovespa181.451 pts0,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,202-0,51%Dólar TurismoR$ 5,406-0,51%Euro ComercialR$ 5,999-0,32%Euro TurismoR$ 6,247-0,34%B3Ibovespa181.451 pts0,88%Oferecido por

A General Mills anunciou nesta terça-feira (17) a venda de sua operação no Brasil para o grupo 3corações por R$ 800 milhões.

O acordo inclui marcas tradicionais como a Yoki — conhecida por produtos como farofa, pipoca de micro-ondas e batata palha — e a Kitano, de temperos.

A operação ainda depende da aprovação de órgãos reguladores e tem conclusão prevista até o fim de 2026.

Segundo a 3corações, a aquisição reforça a estratégia de diversificação e amplia a presença da empresa em diferentes ocasiões de consumo.

Para a General Mills, a venda faz parte de uma estratégia global de reestruturação, com foco em categorias consideradas prioritárias, como sorvetes premium, comida mexicana, snacks e alimentos para pets.

A General Mills anunciou nesta terça-feira (17) a venda de sua operação no Brasil para o grupo 3corações por R$ 800 milhões, em um movimento que faz parte da estratégia global de reorganização do portfólio da companhia.

O acordo inclui marcas tradicionais como a Yoki — conhecida por produtos como farofa, pipoca de micro-ondas e batata palha — e a Kitano, de temperos, e ainda depende da aprovação de órgãos reguladores, com conclusão prevista até o fim de 2026.

Segundo a 3corações, a aquisição reforça a estratégia de diversificação do portfólio e amplia sua presença nas diferentes ocasiões de consumo.

“Estamos entusiasmados com a chegada das marcas amadas pelo consumidor Yoki e Kitano. Este é um passo fundamental em nosso propósito de estar cada vez mais próximos da família brasileira, fazendo-nos presentes em diferentes ocasiões de consumo”, afirmou o presidente do grupo, Pedro Lima.

O executivo também destacou a integração das equipes. “Entendemos que o sucesso das nossas marcas é reflexo direto da dedicação do nosso povo. Estamos felizes por acolher os profissionais apaixonados pelo que fazem, que se juntarão à nossa família para continuar encantando os consumidores brasileiros. Que essa união gere valor para todos”, disse.

Para a General Mills, a venda faz parte de uma estratégia global de reestruturação, com foco em categorias consideradas prioritárias, como sorvetes premium, comida mexicana, snacks e alimentos para pets.

A companhia afirma que a operação deve contribuir para melhorar margens (lucro)e concentrar esforços em negócios mais estratégicos.

Fundada em 1856, nos Estados Unidos, a General Mills é uma das maiores empresas de alimentos do mundo, com produtos que vão de cereais e snacks a sorvetes e ração para animais.

Dona de marcas como Cheerios, Nature Valley, Häagen-Dazs e Betty Crocker, a companhia registrou cerca de US$ 19 bilhões em receita em 2025, além de aproximadamente US$ 1 bilhão em ganhos com participações em outros negócios.

No Brasil, a empresa emprega cerca de 3.500 pessoas e conta com duas fábricas, em Pouso Alegre (MG) e Campo Novo do Parecis (MT), além de seis centros de distribuição no país.

Já a 3corações tem forte atuação na produção e distribuição de café — torrado e moído, solúvel e em cápsulas — e vem avançando na diversificação do portfólio.

O grupo reúne marcas conhecidas como 3 Corações, Santa Clara, Café Pimpinela e Kimimo, além de atuar em categorias como chás, cappuccinos e achocolatados.

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Haddad deixa o Ministério da Fazenda nesta semana; veja os principais marcos da gestão

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/03/2026 05:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,229-1,6%Dólar TurismoR$ 5,434-1,44%Euro ComercialR$ 6,018-0,84%Euro TurismoR$ 6,269-0,74%B3Ibovespa179.875 pts1,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,229-1,6%Dólar TurismoR$ 5,434-1,44%Euro ComercialR$ 6,018-0,84%Euro TurismoR$ 6,269-0,74%B3Ibovespa179.875 pts1,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,229-1,6%Dólar TurismoR$ 5,434-1,44%Euro ComercialR$ 6,018-0,84%Euro TurismoR$ 6,269-0,74%B3Ibovespa179.875 pts1,25%Oferecido por

Fernando Haddad deixará o governo Lula para concorrer ao governo de São Paulo pelo PT nas eleições deste ano, em outubro.

À frente da equipe econômica, Haddad teve como principais marcas da gestão a reforma tributária sobre o consumo e a criação do arcabouço fiscal.

Paralelamente, os principais indicadores da economia registraram melhora: o PIB cresceu acima do esperado, o desemprego recuou a níveis recordes e a renda avançou.

Mas o ministro teve dificuldade para consolidar sua credibilidade. Inicialmente visto com receio pelo mercado financeiro, ele conquistou confiança, mas enfrentou resistências dentro do próprio governo.

Mesmo com o aumento das receitas, o país não atingiu o objetivo de zerar o déficit público. Além disso, agentes do mercado não conseguem projetar um momento próximo em que o endividamento começará a cair.

O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em Brasília. — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Três anos e dois meses após assumir o Ministério da Fazenda, Fernando Haddad deixará o governo Lula para concorrer ao governo de São Paulo pelo PT nas eleições deste ano, em outubro.

À frente da equipe econômica, Haddad teve como principais marcas da gestão a reforma tributária sobre o consumo — aprovada após três décadas de discussões no Congresso Nacional — e a criação do arcabouço fiscal, na tentativa de reorganizar e equilibrar as contas públicas.

Paralelamente, os principais indicadores da economia registraram melhora: o PIB cresceu acima do esperado, o desemprego recuou a níveis recordes e a renda avançou, em um cenário de juros elevados e inflação controlada.

Mas o ministro teve dificuldade para consolidar sua credibilidade. Inicialmente visto com receio pelo mercado financeiro, ele conquistou confiança, mas enfrentou resistências dentro do próprio governo que limitaram o alcance de sua agenda.

Medidas de corte de gastos foram neutralizadas por prioridades do presidente Lula, como a regra de reajuste real do salário mínimo. Assim, a estratégia de Haddad passou a se apoiar mais no aumento da arrecadação e de impostos do que na redução de despesas.

Mesmo com o aumento das receitas, o país não atingiu o objetivo de zerar o déficit público — quando os ganhos superam os gastos. Além disso, agentes do mercado não conseguem projetar um momento próximo em que o endividamento começará a cair.

Esse cenário enfraqueceu sua imagem e levou economistas e investidores a vê-lo, em determinados momentos, como uma voz isolada na condução do ajuste das contas públicas.

Não à toa, especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que Haddad deixa o cargo com demonstrações de capacidade técnica e habilidade política, mas com atuação marcada pelas limitações impostas pelo Palácio do Planalto.

O ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central (BC) Henrique Meirelles resume a avaliação: para ele, a gestão de Haddad ficou aquém do que o país precisa no controle das contas públicas, mas teve papel importante para evitar uma deterioração maior da dívida.

“Comparado ao que era necessário e ao que ainda precisará ser feito a partir de 2027, a avaliação não é positiva. Por outro lado, considerando todas as pressões que sofreu, fez o melhor possível e conteve ao máximo o aumento de gastos”, afirma Meirelles.

Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos e ex-secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, faz avaliação semelhante.

“Mesmo em um contexto muito adverso, Haddad conseguiu segurar as rédeas. Ele não alcançou a política fiscal ideal, mas também não deixou que o país caminhasse para a insolvência ou para um cenário mais arriscado”, analisa.

Ex-ministro da Educação (2005–2012) e ex-prefeito de São Paulo (2013–2016) pelo PT, além de aliado próximo de Lula, Haddad assumiu a equipe econômica em janeiro de 2023, em meio à forte polarização política e a incertezas sobre os rumos da economia brasileira.

Sua nomeação ocorreu ainda durante a transição de governo, período em que o Congresso aprovou a PEC da Transição. Na prática, a medida abriu espaço bilionário nas contas públicas, fora da regra do teto de gastos, e permitiu alterar um orçamento insuficiente deixado pela gestão anterior.

🔎 Por um lado, o governo pôde avançar em promessas de campanha, como a ampliação do valor pago aos beneficiários do Bolsa Família. Por outro, aumentaram os receios de agentes do mercado quanto ao compromisso com os gastos da nova administração.

“Haddad partiu de um diagnóstico complicado. Ele precisava dar uma sinalização inicial de contenção de despesas e mudança de regras, mas demorou muito para reconhecer isso”, afirma a economista Zeina Latif, em entrevista ao g1.

Os gastos públicos federais, ampliados durante a pandemia de Covid-19, também estavam no centro das preocupações, enquanto economistas apontavam a necessidade de reformas estruturais para conter o avanço da dívida pública.

Latif lembra que o ministro herdou problemas relevantes da gestão anterior. Um deles foi o impasse dos precatórios, que são dívidas da União reconhecidas pela Justiça, mas cujo pagamento havia sido adiado durante o governo de Jair Bolsonaro.

Na prática, isso empurrou para os anos seguintes uma fila bilionária de valores a serem pagos pelos governos seguintes. Em novembro de 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o governo federal a usar um modelo alternativo até 2026 para quitar precatórios atrasados por meio de créditos extraordinários.

Outro ponto foi a compensação aos estados pela Lei Kandir, legislação dos anos 1990 que isentou exportações de ICMS. A regra prevê que a União ressarça as perdas de arrecadação. Após anos de disputas, um acordo firmado em 2020 definiu pagamentos ao longo do tempo, com impacto duradouro nas contas públicas.

À frente da Fazenda, Haddad liderou a reforma tributária sobre o consumo, promulgada em dezembro de 2023. A proposta unifica tributos e busca simplificar a cobrança de impostos no país, com a promessa de tornar o sistema mais transparente e eficiente, sem alterar a carga tributária total.

A aprovação do texto — após mais de 30 anos de discussões em diferentes governos — é considerada uma das principais conquistas do ministro, que articulou apoio político no Congresso para viabilizar o avanço da proposta.

“O Brasil amadureceu e entrou em compasso com o que há de mais moderno no mundo”, afirmou Haddad após a aprovação.

Para André Galhardo, economista-chefe da consultoria Análise Econômica, a aprovação do texto evidencia a capacidade de articulação do ministro, especialmente diante de um Congresso que nem sempre está alinhado às pautas do governo.

“Fazer o volume de reformas que Haddad fez à frente do Ministério da Fazenda é algo elogiável. Ele é um político muito habilidoso. Não por acaso, em diversos momentos de estresse, foi ele quem conectou o Poder Executivo ao Legislativo”, diz.

Meses antes, em março de 2023, o ministro havia apresentado e aprovado o arcabouço fiscal, regra que substituiu o teto de gastos com o objetivo de reequilibrar as contas públicas.

🔎 O arcabouço passou a permitir crescimento real das despesas dentro de limites atrelados ao avanço da arrecadação. Já o teto de gastos, aprovado no governo Michel Temer em 2016, restringia a expansão das despesas à inflação do ano anterior.

Inicialmente, o arcabouço foi bem recebido pelo mercado por sinalizar preocupação do governo com as contas públicas. Com o tempo, porém, perdeu credibilidade à medida que determinados gastos passaram a ser excluídos da regra.

“O problema maior é que muitas despesas começaram a ser feitas, mas retiradas do arcabouço. Elas deixaram de contar para a regra”, afirma Henrique Meirelles. Ele acrescenta que esse movimento, somado às revisões das metas fiscais, acabou frustrando agentes do mercado financeiro.

O ex-ministro, criador do teto de gastos, avalia que o novo modelo é menos eficaz que o anterior também por permitir aumento das despesas acima da inflação. O arcabouço permite elevar as despesas em até 70% do crescimento da receita, mas também determina que o avanço real do gasto fique entre 0,6% e 2,5% ao ano.

Enquanto isso, indicadores econômicos e sociais estiveram entre os pontos positivos da gestão Haddad.

A redução do desemprego, o aumento do rendimento médio da população e a ampliação de programas sociais, como o Bolsa Família, ajudaram o país a registrar os menores níveis de pobreza e desigualdade em três décadas.

Felipe Salto, da Warren, lembra que o crescimento do PIB, especialmente nos dois primeiros anos, foi elevado para os padrões brasileiros. "Inclusive, se discutiu se o potencial de expansão era maior do que muitos economistas estimavam. De fato, o crescimento surpreendeu."

"A inflação também permaneceu controlada — é preciso lembrar que a meta de 3% é exigente. Ainda assim, as expectativas vêm convergindo para níveis mais baixos, e não houve descontrole inflacionário nem sinal de abandono do compromisso com seu controle", acrescenta Salto.

A viabilização de promessas de campanha do presidente Lula, como a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, também é apontada como uma vitória da gestão no campo social.

Válida a partir de 2026, a medida prevê que salários abaixo dessa faixa — cerca de 10 milhões de contribuintes — não paguem mais Imposto de Renda. Os descontos também serão menores para quem ganha até R$ 7,5 mil.

Foi um ganho imediato de renda em um cenário em que a taxa média de desemprego encerrou 2025 em 5,6%, o menor nível da série histórica.

Desde o início do mandato, Haddad defendeu medidas para aumentar a tributação da alta renda e rever regras que, na avaliação do governo, favorecem os mais ricos.

Entre as medidas aprovadas estão a taxação de fundos exclusivos — utilizados principalmente por investidores de maior renda — e a cobrança periódica sobre rendimentos no exterior (offshores).

O ministro também propôs alterações nas regras de Juros sobre Capital Próprio (JCP), mecanismo amplamente usado por grandes empresas para reduzir a carga tributária. O texto, porém, foi modificado durante a tramitação no Congresso.

Outra iniciativa foi a proposta de tributação de lucros e dividendos, que ainda enfrenta resistência no Legislativo.

Ao levar o tema ao G20, em fevereiro de 2024, Haddad sustentou que a tributação da alta renda exige respostas coordenadas no plano internacional. Para o ministro, apenas uma ação conjunta entre os países permitiria garantir que essa parcela da população contribua de forma mais justa.

Galhardo, da Análise Econômica, afirma que uma das principais prioridades do ministro foi tornar o sistema tributário mais progressivo — ou seja, cobrar mais de quem ganha mais.

“A ideia nunca pareceu ser tirar dinheiro do empresário ou desestimular investimentos — como parte do mercado sugeriu —, mas trazer mais equilíbrio a um sistema tributário que é muito ruim e oneroso para quem tem pouca renda”, diz.

A confiança na condução das contas públicas, por outro lado, foi abalada após a revisão das metas fiscais pelo governo e por declarações recorrentes que colocaram em dúvida seu cumprimento — apesar das regras anuais previstas no arcabouço fiscal.

A economista Zeina Latif afirma que os receios começaram logo no início da gestão Haddad, quando o ministro sinalizou que a meta fiscal para 2023 não seria cumprida, em meio à aprovação da PEC da Transição.

“A meta de 2023 já nasceu abandonada. Desde o início ficou claro que não era um compromisso crível, apesar das sinalizações ao mercado. Prometer uma meta que já se sabia, de largada, que não seria cumprida cobra um preço. Isso gera desgaste.”

O tão aguardado anúncio do pacote de corte de gastos de Haddad, após a implementação do arcabouço fiscal, parecia ser a resposta para conter o temor de agentes do mercado financeiro. A medida, no entanto, foi recebida com frustração e aprofundou a crise de confiança.

Embora o pacote previsse cortes de R$ 70 bilhões em dois anos, o anúncio veio acompanhado da promessa de campanha de Lula de isentar do Imposto de Renda trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês.

À época, especialistas ouvidos pelo g1 avaliaram que a economia projetada seria insuficiente para atender às necessidades do ajuste e, consequentemente, para reduzir a dívida bruta em relação ao PIB. Também houve frustração com o anúncio de uma renúncia de arrecadação junto com uma medida de corte.

O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles afirma que o episódio é um exemplo de que o titular da área econômica exerce influência, mas não tem o poder decisório final — que, nesse caso, cabe ao presidente da República e ao Congresso Nacional.

"Ele pode debater a viabilidade dos projetos. Mas, se o presidente e outros ministros avaliam que a medida é fundamental do ponto de vista político, ele pode até discordar, mas não tem poder para impedir", diz.

Meirelles, que também foi presidente do Banco Central, lembra que os cargos possuem dinâmicas diferentes. “No BC, uma decisão do Copom independe do que o presidente pensa. Ele pode reclamar, mas não pode intervir.”

“No caso da política fiscal, é o presidente quem decide com o que quer ou não gastar”, acrescenta. Ele pondera que o Congresso também passou a exercer papel mais relevante no Orçamento com o aumento das emendas parlamentares.

Além desse episódio, Haddad enfrentou outros momentos de desgaste público. Um deles foi o aumento do IOF anunciado no ano passado. A medida enfrentou forte reação no Congresso, que tentou barrar parte das mudanças, levando a disputa ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A tributação de compras de até US$ 50 em plataformas internacionais de comércio eletrônico — apelidada de “taxa das blusinhas” — também rendeu ao ministro o apelido de “Taxad”, junção de “taxa” com Haddad, nas redes sociais.

Os dados da carga tributária só estão disponíveis até 2024, mas houve aumento em relação ao ano anterior.

A economista Zeina Latif afirma que Haddad já deu sinais de que não será o ministro da Fazenda em um eventual governo Lula 4. “Acredito que esse movimento já indique uma transição para um próximo nome”, afirma.

O secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, surgiu como sucessor natural. “Nesse período de transição, é natural que, dentro do acordo de saída de Haddad, haja uma espécie de blindagem ao ministro interino”, diz Felipe Salto, da Warren.

“Ele é da mesma escola de Haddad, foi treinado por ele, tem experiência e já trabalhou ao seu lado na Prefeitura de São Paulo. É um quadro bastante experiente.”

Salto, que é especialista em contas públicas, acrescenta que, independentemente de quem vencer as eleições presidenciais, a agenda de revisão de gastos ficou inevitavelmente para 2027.

Henrique Meirelles concorda e faz um alerta: “A dívida pública está aumentando e, a partir de 2027, vamos ter um acerto de contas. Ou se controla essa expansão a partir desse momento ou o país poderá enfrentar, mais adiante, uma crise fiscal.”

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PDV: por que empresas oferecem dinheiro para funcionários saírem do trabalho

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/03/2026 04:53

Trabalho e Carreira PDV: por que empresas oferecem dinheiro para funcionários saírem do trabalho Programa do Banco da Inglaterra chamou atenção ao oferecer quase R$ 1 milhão para alguns funcionários que aceitaram sair. Entenda como funcionam os programas de demissão voluntária e quais são os riscos para quem aceita. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Programas de demissão voluntária oferecem indenizações e benefícios para que funcionários optem por deixar a empresa por iniciativa própria.

A estratégia é usada por empresas em momentos de reestruturação, mudança tecnológica ou necessidade de reduzir custos.

Casos recentes, como no Banco da Inglaterra e no Google, mostram como organizações utilizam o mecanismo para ajustar equipes sem recorrer a demissões diretas.

Especialistas alertam que o modelo pode reduzir conflitos trabalhistas, mas também traz riscos, como a perda de profissionais experientes.

Para o trabalhador, aceitar o programa exige avaliar não apenas o valor da indenização, mas também o tempo de recolocação e o planejamento de carreira.

Receber uma indenização maior, manter benefícios por mais tempo e sair da empresa por escolha própria. Essa é a lógica dos programas de demissão voluntária (PDV), mecanismo cada vez mais usado por empresas que precisam reduzir equipes ou reorganizar suas operações.

Nos últimos meses, organizações de diferentes setores voltaram a adotar com frequência esse tipo de estratégia. O Banco da Inglaterra, por exemplo, ofereceu pacotes de desligamento que chamou atenção no mundo todo: £ 150 mil (cerca de R$ 900 mil) para funcionários que aceitaram sair voluntariamente da instituição.

Segundo reportagem da Bloomberg, cerca de 446 funcionários devem deixar o banco britânico e um em cada seis participantes do programa recebeu o valor máximo da indenização.

O agência também informou que os pagamentos foram calculados com base no salário final e no tempo de serviço de cada funcionário — o equivalente a um décimo do salário anual multiplicado pelos anos trabalhados.

Em média, os funcionários receberam cerca de £ 81 mil (R$ 560 mil), o que levou a um custo total estimado em £ 36 milhões (R$ 251 milhões).

Gigantes da tecnologia também têm recorrido a estratégias semelhantes. No início de 2026, o Google passou a oferecer pacotes de saída voluntária para parte dos funcionários da sua organização global de negócios, conhecida como GBO, que reúne áreas como vendas, soluções e desenvolvimento corporativo.

A iniciativa foi comunicada em um e-mail enviado pelo diretor de negócios da empresa, Philipp Schindler. O executivo afirmou que a companhia entra em 2026 “em posição forte”, mas que o cenário continua dinâmico e exige adaptação constante — especialmente diante da expansão da inteligência artificial.

De acordo com o Business Insider, o programa foi direcionado apenas a determinadas funções nos Estados Unidos. Equipes que atuam diretamente no atendimento a clientes ficaram de fora da iniciativa para evitar impactos na relação com os consumidores.

Esses exemplos ilustram uma estratégia cada vez mais comum no mundo corporativo: usar programas de demissão voluntária para ajustar o tamanho das equipes ou o perfil dos funcionários sem recorrer diretamente a cortes obrigatórios.

🔍 O programa de demissão voluntária é um mecanismo pelo qual a empresa oferece incentivos financeiros ou benefícios adicionais para que o próprio funcionário opte por encerrar o vínculo de trabalho.

Na prática, ele funciona como uma alternativa às demissões obrigatórias. Segundo Daniel Consani, CEO do Grupo Top RH, esse tipo de programa costuma aparecer em momentos de transformação organizacional.

“Normalmente ele surge em contextos de reestruturação, queda de receita, fusões ou mudanças estratégicas que exigem reorganização da força de trabalho”, afirma.

Embora a redução de custos seja um fator importante, Consani explica que o PDV geralmente faz parte de mudanças mais amplas dentro das empresas.

“Muitas organizações utilizam o programa para redesenhar estruturas, reduzir funções sobrepostas ou adaptar a equipe a novas prioridades estratégicas”, diz.

Em setores que passam por mudanças tecnológicas rápidas, por exemplo, o mecanismo pode facilitar a transição para novos modelos de negócio.

Ou seja, nem sempre o PDV é aberto a todos os funcionários. Em muitos casos, a empresa direciona o programa para áreas ou cargos específicos. Segundo Consani, isso acontece porque o instrumento normalmente está ligado a um reposicionamento estratégico da organização.

“Empresas tendem a oferecer pacotes voluntários em departamentos que serão reduzidos, automatizados ou substituídos por novas competências.”

O caso do Google ilustra essa lógica. A empresa direcionou o programa para determinadas funções dentro da sua organização global de negócios, enquanto manteve outras equipes fora da iniciativa.

Segundo o Business Insider, cargos ligados diretamente ao atendimento de clientes não foram incluídos no programa justamente para evitar impactos na relação com os consumidores.

Esse tipo de segmentação permite que a empresa ajuste sua estrutura sem comprometer áreas consideradas críticas para o futuro.

No Brasil, a implementação desse tipo de iniciativa segue regras específicas. Para que o PDV seja oferecido, o plano deve estar previsto em acordo ou convenção coletiva firmados entre a empresa e o sindicato da categoria.

O programa também precisa ser formalizado por escrito. Além disso, a adesão deve partir do próprio trabalhador — ou seja, cabe ao funcionário manifestar interesse em participar.

Essa característica reforça o objetivo do mecanismo: transformar um momento delicado em uma negociação estruturada entre empresa e trabalhador.

Uma das principais vantagens do programa de demissão voluntária é reduzir o impacto social e organizacional das demissões. Quando o desligamento ocorre por adesão voluntária, o processo tende a gerar menos conflitos trabalhistas e menos desgaste na relação entre empresa e colaboradores.

Outro benefício importante é a previsibilidade financeira. Ao oferecer incentivos previamente definidos, a empresa consegue estimar melhor o custo das saídas e planejar com mais clareza a reorganização das equipes.

Além disso, programas desse tipo costumam reduzir o risco de disputas judiciais ligadas aos desligamentos.

Para que isso funcione, porém, a forma como o processo é conduzido faz diferença. Segundo Consani, o papel do RH é fundamental para garantir que o programa seja transparente.

“O colaborador precisa entender exatamente o que está sendo oferecido e não pode se sentir pressionado a aderir. Também é importante que exista suporte ao funcionário durante o processo.”

Essa abordagem também ajuda a evitar interpretações equivocadas sobre a iniciativa. “Quando o processo é conduzido de forma humanizada, fica claro que não se trata de uma decisão em que apenas a empresa sai ganhando”, afirma.

Um dos principais é a perda inesperada de profissionais estratégicos. Em muitos casos, trabalhadores mais qualificados ou com maior empregabilidade são justamente os que têm mais facilidade para aderir ao programa e encontrar novas oportunidades.

“Existe o risco de saída de talentos importantes e de perda de conhecimento estratégico”, afirma Consani. Isso pode gerar impactos na continuidade operacional da empresa e dificultar a transferência de conhecimento entre equipes.

Outro problema possível é a perda da chamada memória organizacional — o conjunto de experiências acumuladas pelos profissionais ao longo dos anos. Esse fator pode ser especialmente crítico em empresas com processos técnicos ou regulatórios complexos, explica Consani.

Programas de demissão voluntária também podem influenciar o ambiente de trabalho. “Quando existe transparência e comunicação clara sobre os motivos da decisão, o efeito tende a ser mais controlado.”

Por outro lado, quando o programa é percebido apenas como uma tentativa de reduzir custos, ele pode gerar insegurança entre os funcionários que permanecem na empresa. Isso acontece porque o PDV frequentemente sinaliza um período de mudanças e incertezas dentro da empresa.

O programa também não é uma solução universal. Em empresas que enfrentam problemas estruturais de gestão ou produtividade, um PDV pode apenas reduzir custos no curto prazo sem resolver as causas reais da ineficiência.

Em empresas que enfrentam problemas estruturais de gestão ou produtividade, um PDV pode apenas reduzir custos no curto prazo sem resolver as causas reais da ineficiência.

Além disso, o instrumento pode ser inadequado em setores que já enfrentam escassez de mão de obra qualificada.

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indicam que áreas como tecnologia, engenharia e saúde convivem com déficit de profissionais. Nesses casos, estimular saídas voluntárias pode gerar mais dificuldade para repor talentos do que economia efetiva.

Para os trabalhadores, a decisão de aderir a um programa de demissão voluntária exige análise cuidadosa. Segundo Consani, o ideal é avaliar o pacote com uma visão estratégica de carreira — e não apenas financeira.

“Muitas pessoas olham primeiro para o valor da indenização. Mas é fundamental considerar quanto tempo pode levar para se recolocar no mercado.”

Ainda de acordo com o CEO do Grupo Top, o trabalhador deve considerar fatores como plano de saúde, previdência complementar e estabilidade financeira da família.

“Um pacote que parece vantajoso no curto prazo pode não ser suficiente se o profissional não tiver um plano claro de transição de carreira”, afirma.

Por outro lado, há grupos que tendem a ser mais beneficiados por esse tipo de programa. Profissionais próximos da aposentadoria, por exemplo, costumam avaliar o programa como uma oportunidade de antecipar a saída do mercado de trabalho com segurança financeira.

O pacote também pode ser interessante para trabalhadores que já planejavam mudar de carreira ou abrir um negócio próprio. Em muitos casos, profissionais utilizam os recursos da rescisão como capital inicial para iniciar um novo projeto profissional.

Consani afirma que o erro mais comum é tomar a decisão de forma precipitada. Muitos se concentram apenas no valor imediato da indenização e deixam de avaliar fatores importantes, como planejamento financeiro, custo de vida e chances de recolocação.

“Em momentos de transição profissional, decisões impulsivas podem gerar impactos duradouros na trajetória de carreira”, afirma Consani.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Oncoclínicas e Porto Seguro negociam criação de nova empresa

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 16/03/2026 07:58

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,3141,37%Dólar TurismoR$ 5,5131,62%Euro ComercialR$ 6,0690,56%Euro TurismoR$ 6,3160,83%B3Ibovespa177.653 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,3141,37%Dólar TurismoR$ 5,5131,62%Euro ComercialR$ 6,0690,56%Euro TurismoR$ 6,3160,83%B3Ibovespa177.653 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,3141,37%Dólar TurismoR$ 5,5131,62%Euro ComercialR$ 6,0690,56%Euro TurismoR$ 6,3160,83%B3Ibovespa177.653 pts-0,91%Oferecido por

A Oncoclínicas confirmou na noite de domingo a assinatura de um termo de compromisso não vinculante com a Porto Seguro, celebrado na sexta-feira, para a constituição de uma empresa, conforme comunicado ao mercado.

A companhia disse que, nos termos do acordo, a nova sociedade (NewCo) concentraria os ativos e operações relacionadas às clínicas oncológicas atualmente detidas pela Oncoclínicas, com a Porto Seguro aportando R$500 milhões e subscrevendo um determinado número de ações ordinárias que representem o controle do capital votante da NewCo, detendo um mínimo de 30% do capital social.

Disse que o "term sheet" é documento de natureza preliminar e não vinculante, motivo pelo qual a publicação de fato relevante não se fazia necessária e nem era pretendida pela companhia nesse momento.

A Oncoclínicas disse que se comprometeu a negociar exclusivamente com a Porto por um período de 30 dias.

De acordo com a companhia, os seus conselheiros Marcos Grodezky e Raul Rosenthal Ladeira de Matos manifestaram voto contrário à decisão de assinar o acordo com a Porto Seguro.

No sábado, a Porto Seguro disse em comunicado que não havia nenhum documento vinculante assinado com a Oncoclínicas, negando notícia publicada pelo Brazil Journal.

A Oncoclínicas também anunciou no domingo a renúncia de Camile Loyo Faria aos cargos de vice-presidente executiva, diretora executiva financeira e de relações com investidores.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Morango importado do Egito derruba preços e deixa fruta produzida no ES menos competitiva no mercado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/03/2026 04:48

Espírito Santo Agronegócios Morango importado do Egito derruba preços e deixa fruta produzida no ES menos competitiva no mercado Com aumento das importações e custo mais baixo para a indústria com a fruta de fora, agricultores da Região Serrana do Espírito Santo dizem que renda caiu e já há até casos de desistência do plantio. Por Roger Santana, TV Gazeta

A chegada do morango importado do Egito para o Brasil tem pressionado produtores do Espírito Santo e reduzido a renda de famílias que vivem da cultura da fruta.

Agricultores afirmam que o produto estrangeiro chega ao país com preço mais baixo do que o custo de produção local, o que dificulta a competição no mercado.

Em 2022, o Brasil comprou pouco mais de 4 mil toneladas do morango egípcio, enquanto que, em 2025, esse número saltou para cerca de 42 mil toneladas.

Para tentar reduzir o impacto sobre produtores locais, o governo capixaba enviou um ofício ao Ministério da Agricultura e Pecuária pedindo que alíquota de importação seja revisada.

A chegada do morango importado do Egito ao Brasil tem pressionado produtores do Espírito Santo e reduzido a renda de famílias que vivem da cultura da fruta. Agricultores afirmam que o produto estrangeiro chega ao país com preço mais baixo do que o custo de produção local, o que dificulta a competição no mercado.

Em 2022, o Brasil comprou pouco mais de 4 mil toneladas do morango egípcio, enquanto que, no ano passado, esse número saltou para cerca de 42 mil toneladas.

Para se ter uma ideia de como funciona a concorrência atualmente, o custo médio de produção da fruta na Região Serrana capixaba varia entre R$ 15 e R$ 16 por quilo. Enquanto isso, o produto africano entra no Brasil custando cerca de R$ 8 por quilo.

"Como é que o produtor vai sobreviver tendo custo de R$ 16 e vendendo morango a R$ 10 ou R$ 11, para tentar equilibrar a concorrência?”, questionou o secretário de Agropecuária de Santa Maria de Jetibá, Vanderlei Marquez.

Morango importado do Egito derruba preços e preocupa produtores no Espírito Santo — Foto: TV Gazeta

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O produtor do município, Regilvan Barbosa, cultiva cerca de 14 mil pés de morango em estufa e sente na pele o problema. Segundo ele, a situação se agravou porque, nos últimos 12 meses, os custos de produção locais ainda aumentaram em torno de 15%.

"Quando entraram esses morangos importados, ficou mais difícil para a gente. A região de Santa Maria de Jetibá é grande produtora e a agricultura familiar sente muito", afirmou Barbosa.

O cenário desmotiva os produtores e impacta a economia capixaba. Vale lembrar que o Espírito Santo é o quarto maior produtor de morango do Brasil, com uma produção que gira em torno de 10.000 toneladas por ano.

As áreas plantadas se concentram em toda a Região Serrana. Santa Maria de Jetibá compõe com os municípios de Domingos Martins, Venda Nova do Imigrante e Afonso Cláudio, o chamado Polo de Morango do estado.

Morango importado do Egito derruba preços e preocupa produtores no Espírito Santo — Foto: TV Gazeta

De acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura do Espírito Santo, os produtores capixabas já reduziram os preços para tentar competir com o morango importado do Egito, vendido no Brasil principalmente na forma ultra congelada e usado pela indústria na fabricação de sucos e polpas.

No entanto, a alíquota de importação é considerada baixa pelo governo estadual, em torno de 4%. Para tentar reduzir o impacto sobre os produtores locais, o governo capixaba enviou um ofício ao Ministério da Agricultura e Pecuária pedindo que a questão seja analisada pela Câmara de Comércio Exterior.

A proposta é discutir a elevação da tarifa de importação para equilibrar as condições de competição no mercado.

"O morango do Egito chega ao país por cerca de R$ 7 ou R$ 8 o quilo para a indústria. Esse valor fica abaixo do custo de produção da maioria das propriedades que cultivam morango no Espírito Santo e no Brasil. Então, o que queremos é equilíbrio. O morango de fora pode vir, mas precisa haver uma relação justa entre o custo de produção aqui e o custo da importação", afirmou o secretário estadual de Agricultura, Enio Bergoli.

A concorrência também atinge cooperativas que comercializam morango congelado para a indústria. Em Santa Maria de Jetibá, uma cooperativa precisou reduzir o valor pago aos agricultores para manter a competitividade.

Segundo o diretor comercial Geovane Schulz, a fruta egípcia tem características que agradam à indústria.

"O clima do Egito, é muito frio à noite e quente de dia, isso que faz o morango no caso ter a maior qualidade de sabor e aí para continuar sendo competitivo e conseguir se dar saída ao ano que vem pelo cooperado, teve que abaixar o preço na ponta e também consequentemente baixar para o cooperado", explicou.

Cooperativas do Espírito Santo também comercializam morango congelado para a indústria — Foto: TV Gazeta

No passado, produtores chegaram a receber cerca de R$ 7,50 por quilo. Atualmente, o valor varia entre R$ 2,50 e R$ 5. O cenário começou a desestimular novos plantios.

“Hoje, o produtor está bem desanimado. A gente vende também mudas e percebeu muitas desistências de plantio para 2026", afirmou Schulz.

Pesquisadores do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) recomendam que agricultores busquem diversificar as lavouras com outras frutas para reduzir riscos econômicos. Entretanto, a transição não acontece rapidamente.

"Aprender a trabalhar com outra cultura leva tempo, assim como implantar uma nova lavoura. Para quem depende apenas do morango, isso pode trazer problemas muito sérios para a renda da família", explica a pesquisadora Andrea Costa.

Guerra no Oriente Médio pode brecar importação de morangos pelo Brasil e beneficiar produtores do Espírito Santo — Foto: TV Gazeta

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

‘Por que vou te pagar se posso fazer com o ChatGPT?’: freelancers contam perrengues do mercado de trabalho com a IA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/03/2026 04:45

Trabalho e Carreira 'Por que vou te pagar se posso fazer com o ChatGPT?': freelancers contam perrengues do mercado de trabalho com a IA Profissionais autônomos relatam aumento nas exigências e impacto nos pagamentos. Especialista dá dicas para se manter relevante no novo cenário. Por Lara Castelo, g1

Ferramentas de IA têm permitido que empresas executem tarefas como escrever, traduzir e criar imagens de forma rápida, pressionando preços e mudando a lógica de contratação, especialmente de freelancer.

Redatores e designers afirmam que clientes têm optado por usar IA em tarefas consideradas simples ou questionado valores com base no que a tecnologia entrega.

Empresas passaram a pedir múltiplas habilidades em uma única contratação, muitas vezes com remuneração menor, sob a justificativa de que a IA acelera processos.

Parte dos freelancers passou a incorporar a IA ao próprio fluxo de trabalho — seja para ganhar produtividade, seja para atuar na revisão, curadoria e supervisão do conteúdo gerado por máquinas.

A ideia de que “a inteligência artificial vai roubar o seu trabalho” nunca pareceu tão próxima da realidade.

Empregadores têm usado ferramentas como ChatGPT e Gemini para realizar tarefas antes delegadas a outros profissionais, como escrever, traduzir e criar imagens.

Mesmo quando não são diretamente substituídos, trabalhadores precisam lidar com uma nova realidade em que essas ferramentas estão cada vez mais presentes.

Um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), junto com o Instituto Nacional de Pesquisa da Polônia (NASK), divulgado em maio de 2025, mostrou que um em cada quatro empregos no mundo está potencialmente exposto à transformação pela IA generativa.

Os impactos dessas mudanças, segundo a ONU, são variados e vão desde ganho de produtividade até a perda de postos de trabalho.

Para saber mais sobre esse cenário, o g1 conversou com freelancers de diferentes áreas. Por estarem em contato direto com diversas demandas, eles têm sentido profundamente os efeitos dessas transformações. Confira os relatos.

Além disso, confira no final da reportagem dicas para se manter relevante no mercado de trabalho frente às IAs.

'Minha cliente há 10 anos usou uma IA para fazer o meu trabalho', diz produtora de conteúdo

Mariana conta que avisou que poderia fazer o texto cerca de meia hora depois que o pedido foi feito. Mas, em poucos minutos, a contratante enviou no grupo de WhatsApp — que incluía o cliente da agência e a própria Mariana — um texto pronto.

"Percebi na hora que tinham feito com IA", afirma. "Foi aí que eu entendi que, para tarefas simples, as IAs já estavam me substituindo”.

Depois do episódio, ela diz que passou um período se sentindo perdida e refletindo sobre os próximos passos da carreira. A conclusão foi que resistir à tecnologia não seria uma opção.

“A solução foi aumentar meu leque de conhecimento dessas ferramentas e me posicionar como a pessoa que fica por trás da IA, usando a tecnologia a meu favor”, afirma. Desde então, passou a utilizar com mais frequência plataformas como o ChatGPT no dia a dia.

“O que antes eu levava duas horas para fazer, hoje faço em 15 minutos, com a mesma qualidade”, diz.

Mas isso não significou aumento de rendimento. O problema, segundo ela, é que a demanda por trabalhos pontuais diminuiu, o que ela acredita estar diretamente ligado ao avanço da IA.

"Por que você tá cobrando esse valor se eu posso ir no ChatGPT e fazer?". Foi isso que Cássio Menezes, de 35 anos e designer gráfico há mais de uma década, ouviu de um cliente em outubro de 2025. Depois disso, o contratante desistiu do serviço.

Cássio estava cobrando R$ 1,6 mil para criar toda a identidade visual de uma marca — incluindo paleta de cores, cartão de visita e outros itens. Segundo ele, o valor já representava uma redução significativa: há cerca de três anos, ele cobrava em torno de R$ 3 mil pelo mesmo pacote.

“Com essa tecnologia, as pessoas acham que o nosso trabalho é fácil e desvalorizam. Pensam que é só colocar um prompt e pronto. Agora, mesmo com os valores reduzidos, ainda tem gente reclamando”, afirma.

Segundo Cássio, a presença da IA também alterou o perfil das vagas na área criativa. Para ele, empresas passaram a exigir que um único profissional acumule múltiplas funções.

“Todo dia eu procuro vagas no LinkedIn, e a maioria paga muito mal e pede várias habilidades ao mesmo tempo”, diz. “Querem alguém que faça tráfego pago, marketing, social media, tudo em uma única contratação — para pagar menos. A justificativa é que a IA faz isso de forma rápida e simplificada", diz.

Nesse cenário, Cássio diz que sente "cada vez menos prazer em trabalhar e se profissionalizar na área".

"Dá um desânimo. Parece que quanto mais investir na minha carreira, menos clientes eu vou ter, porque eles querem pagar cada vez menos", afirma.

Ela conta que desde o início de 2024 sentiu uma mudança grande nas ofertas de trabalho por causa do aumento do uso da IA pelos clientes, sejam pessoas físicas ou empresas.

"Hoje, a maior parte das ofertas de trabalho é para revisão de textos traduzidos pela IA", diz.

Segundo ela, a remuneração por esse trabalho é menor do que a tradução completa de um texto, mas isso não impactou o seu faturamento, porque o tempo de trabalho de revisão é menor, o que possibilita que ela aceite mais trabalhos.

Maria acredita que essas mudanças foram maiores para tradutores que trabalham com materiais técnicos (legais e médicos, por exemplo) e publicitários, como ela. Isso porque, segundo ela, na área literária, a tradução humana do texto completo ainda predomina.

As ferramentas de IA estão movimentando o mercado de trabalho — e isso deve continuar acontecendo nos próximos anos.

Para se manter relevante nesse cenário, a dica é valorizar e investir nos aspectos criativos e exclusivos do trabalho, segundo a professora Luciana Morilas, especialista em trabalho da FEA-USP.

"A criatividade não é previsível por algoritmos, é algo da natureza humana. A máquina jamais vai ser criativa", diz.

Além disso, Luciana destaca que é importante não "demonizar" a IA e aprender a implementá-la no dia a dia para não "ficar para trás" no mercado.

"Existem muitas ferramentas de IA que o profissional pode e deve usar a seu favor, seja para transcrever áudios, organizar cronogramas, entre outras atividades simples", afirma.

Ilha Kharg é estratégica e vinha sendo poupada de ataques. Local responde por 90% da exportação de petróleo iraniano.

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