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Trump ameaça tarifa de 100% a países que taxarem serviços digitais de empresas dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 13:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,166-0,22%Dólar TurismoR$ 5,373-0,3%Euro ComercialR$ 5,883-0,1%Euro TurismoR$ 6,137-0,1%B3Ibovespa173.439 pts0,84%MoedasDólar ComercialR$ 5,166-0,22%Dólar TurismoR$ 5,373-0,3%Euro ComercialR$ 5,883-0,1%Euro TurismoR$ 6,137-0,1%B3Ibovespa173.439 pts0,84%MoedasDólar ComercialR$ 5,166-0,22%Dólar TurismoR$ 5,373-0,3%Euro ComercialR$ 5,883-0,1%Euro TurismoR$ 6,137-0,1%B3Ibovespa173.439 pts0,84%Oferecido por

O presidente Donald Trump fala no Salão Oval da Casa Branca durante a assinatura de uma ordem executiva sobre computação quântica, na segunda-feira, 22 de junho de 2026, em Washington — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst

O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou nesta sexta-feira (26) impor uma tarifa de 100% sobre todos os produtos de qualquer país que passe a cobrar imposto sobre serviços digitais de empresas americanas.

"Diversos países europeus vêm discutindo a implementação iminente de um Imposto sobre Serviços Digitais para empresas americanas. Alguns desses países estão perto de realmente fazer isso", comentou em sua rede social Truth Social.

"Que esta declaração sirva para deixar claro que qualquer país que imponha tal imposto será imediatamente alvo de uma tarifa de 100%. […] Essa tarifa se sobreporá a acordos comerciais feitos com o país, tenham eles sido implementados, assinados ou não", declarou.

Segundo ele, a tarifa será imediatamente imposta, caso algum implemente impostos sobre serviços digitais.

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Galípolo assume falha na comunicação do Copom, mas diz que papel do BC não é gerar consenso no mercado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 21:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,177-0,47%Dólar TurismoR$ 5,389-0,37%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,144-0,18%B3Ibovespa171.990 pts0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,177-0,47%Dólar TurismoR$ 5,389-0,37%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,144-0,18%B3Ibovespa171.990 pts0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,177-0,47%Dólar TurismoR$ 5,389-0,37%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,144-0,18%B3Ibovespa171.990 pts0,87%Oferecido por

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, fala na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, no dia 19 de maio de 2026 — Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, assumiu, nesta quinta-feira (25), a responsabilidade pela comunicação da última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que gerou dúvidas no mercado.

O BC informou que, mesmo diante da piora das perspectivas para a inflação nos próximos anos — um dos principais parâmetros para as decisões sobre os juros —, optou por manter o ciclo de queda da Selic na semana passada.

Nesta semana, o mercado reagiu mal à ata do Copom, que indicou que o BC manteria os juros inalterados mesmo diante da piora das perspectivas para a inflação nos próximos anos. A interpretação foi de que o Banco Central adotaria uma postura menos rigorosa no combate à inflação.

Galípolo afirmou que o Copom preferiu não reagir a eventos incertos, como a guerra no Oriente Médio. "A responsabilidade, se o parágrafo não conseguiu transmitir aquilo que a gente queria em um espaço conciso, é absolutamente minha".

O BC justificou a decisão afirmando que as "melhores práticas" recomendam não reagir integralmente a variações de preços provocadas por choques de oferta.

Para Felipe Salles, economista-chefe do C6 Bank, o principal ponto da ata, divulgada na última terça-feira (23), foi o fato de o Comitê "afirmar que o balanço de riscos agora apresenta assimetria altista, algo que não havia sido mencionado no comunicado da decisão".

Segundo o economista, essa mudança sinaliza uma tentativa de adotar um tom mais duro. No entanto, a ata também traz elementos que apontam na direção oposta.

"Apesar de as projeções do Banco Central permanecerem acima da meta, o Comitê julgou mais adequado considerar trajetórias de juros que evitassem maior volatilidade", explica o especialista.

Em outras palavras, o BC avaliou que interromper o ciclo de cortes da Selic neste momento poderia representar um aumento excessivo dos juros, desacelerando a economia além do necessário para controlar a inflação no longo prazo.

"É um caso particular de uma incompreensão, um ruído que foi gerado a partir daquele parágrafo […] que decorre da tentativa de explicar uma série de coisas em um espaço muito apertado e conciso do próprio comunicado", afirmou Galípolo.

O presidente também ressaltou que "a função do Banco Central não é produzir consenso entre as opiniões do mercado".

Durante entrevista sobre o Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre, Galípolo afirmou que o Banco Central enfrenta hoje dois tipos de pressão: o desgaste provocado pelo nível elevado dos juros e a cobrança por sinalizações sobre os próximos passos da política monetária.

"Existe uma primeira ordem de crítica que vem de setores da economia, da sociedade e da política, inerente ao fato de convivermos há tanto tempo com uma taxa de juros algumas centenas de pontos-base acima da taxa neutra", explicou.

Segundo ele, a Selic permanece em um patamar significativamente alto desde que assumiu o comando da instituição. "É protocolar que a gente tenha críticas de setores que se contraponham a essa taxa", reiterou.

Após comentar essa "exaustão" em relação aos juros elevados, Galípolo abordou a segunda fonte de pressão: a demanda do mercado por maior previsibilidade.

"Em momentos de maior incerteza, é normal esse desejo por guidance [sinalização], por indicações do que o Banco Central fará no futuro. É normal esse tipo de pedido, mas nenhum outro banco central está fazendo isso, e nem a literatura recomenda essa prática justamente por causa do ambiente de incerteza", afirmou.

Segundo o presidente do BC, antecipar os próximos passos da autoridade monetária pode reduzir a eficácia da política de juros.

Por isso, ele defendeu que uma comunicação mais clara não deve ser confundida com a antecipação das decisões futuras. "Uma coisa não pode ser confundida com a outra", pontuou.

"O Banco Central vai preservar o seu direito de não dar essa informação quando achar que não interessa divulgá-la antecipadamente. Não porque estamos escondendo o que vamos fazer, mas porque essa decisão será tomada daqui a 40 dias, na próxima reunião", concluiu Galípolo.

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Micron supera Meta e Tesla em valor de mercado impulsionada pela demanda por infraestrutura de IA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 11:46

Tecnologia Micron supera Meta e Tesla em valor de mercado impulsionada pela demanda por infraestrutura de IA Empresa de chips de memória ultrapassou as duas gigantes após divulgar projeções fortes e ampliar o otimismo com a demanda por infraestrutura de inteligência artificial. Por Reuters

Logo da Micron em ilustração. A empresa superou Meta e Tesla em valor de mercado impulsionada pela demanda por chips para inteligência artificial. — Foto: Dado Ruvic/Reuters

A Micron Technology ultrapassou nesta quinta-feira (25), pela primeira vez, o valor de mercado da Meta e, brevemente, também o da Tesla, após a fabricante de chips de memória divulgar uma previsão financeira robusta, ampliando sua forte valorização impulsionada pela inteligência artificial.

As ações da empresa subiam 18,4%, para US$ 1.236, elevando seu valor de mercado para US$ 1,398 trilhão. Em comparação, a Meta era avaliada em US$ 1,392 trilhão, enquanto a Tesla tinha valor de mercado de US$ 1,4 trilhão.

Na quarta-feira (24), a Micron divulgou projeções de receita e lucro para o quarto trimestre acima das expectativas, o que ajudou as ações a se recuperarem de uma recente queda.

A empresa também informou que seus clientes comprometeram US$ 22 bilhões em pedidos para garantir o fornecimento de chips de memória.

A fabricante ultrapassou a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado em 26 de maio, após a entrada da sul-coreana Samsung Electronics nesse seleto grupo.

As fabricantes de memória vêm sendo beneficiadas pelo forte interesse dos investidores em empresas que fornecem componentes para os grandes investimentos das gigantes de tecnologia em infraestrutura de inteligência artificial.

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Açúcar mais caro? Por que a Índia pode sumir do mercado — e o que isso significa para os preços

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/06/2026 05:08

Agro Açúcar mais caro? Por que a Índia pode sumir do mercado — e o que isso significa para os preços Risco de quebra na safra de cana com El Niño e aumento do uso da matéria-prima para biocombustíveis devem reduzir a oferta do segundo maior exportador mundial do produto. Por Reuters

A Índia deve suspender as exportações de açúcar por pelo menos 3 safras. A medida ocorre devido ao El Niño e ao aumento da produção de etanol.

O El Niño deve reduzir as chuvas, diminuindo a estimativa de colheita para 27,9 milhões de toneladas. Com isso, os estoques atingirão o menor nível em 3 décadas.

O governo indiano priorizará o etanol para veículos flex-fuel. O país projeta dobrar a demanda pelo biocombustível e cogita importar açúcar se houver desabastecimento futuro.

A Índia, que já foi o segundo maior exportador de açúcar do mundo, deve ter pouco açúcar disponível para exportação por pelo menos mais três safras, segundo executivos do comércio e da indústria, fontes governamentais e agricultores

O motivo é a combinação entre o risco de queda na produção de cana por causa do El Niño e o aumento do uso da matéria-prima para a fabricação de etanol.

Essas duas pressões devem manter milhões de toneladas de açúcar fora do mercado mundial, reduzindo a oferta para importadores na Ásia, África e Oriente Médio e sustentando os preços de referência em Londres e Nova York.

Uma ausência prolongada da Índia dos mercados de exportação retiraria um importante fornecedor, à medida que os riscos climáticos e as políticas de biocombustíveis remodelam os fluxos globais do comércio de açúcar.

O açúcar é um tema politicamente sensível na Índia, maior consumidor mundial, onde doces são muito populares e muitas famílias de baixa renda dependem dele como fonte barata de calorias.

"A oferta já está escassa na Índia, e agora o El Niño está se tornando um grande risco", disse Rahil Shaikh, diretor-gerente da MEIR Commodities India, uma corretora com sede em Mumbai.

"Se as chuvas ficarem aquém das previsões, o plantio de cana será prejudicado e isso manterá a Índia fora do mercado de exportação de açúcar por pelo menos três anos, enquanto o Brasil e a Tailândia também podem ter suas safras afetadas pelo El Niño."

O Brasil, principal exportador, também está destinando mais cana para a produção de etanol. A Tailândia, outro grande exportador, também pode ter sua produção afetada pelas chuvas reduzidas pelo El Niño.

A Índia exportou, em média, 6,8 milhões de toneladas métricas de açúcar por ano nas cinco safras até 2022-23 — cerca de 10% dos embarques globais. Este ano, após exportar cerca de 800 mil toneladas, a Índia suspendeu os embarques até 30 de setembro, o fim da safra.

As usinas precisam de aprovação do governo para exportar açúcar, e Nova Délhi provavelmente suspenderá as autorizações de exportação a cada safra, em vez de anunciar uma proibição plurianual, afirmaram fontes do governo e do setor com conhecimento do assunto.

No mês passado, um ministro de alto escalão do governo do primeiro-ministro Narendra Modi instruiu as usinas a priorizarem a disponibilidade no mercado interno e a não pressionarem por exportações, disseram as fontes sob condição de anonimato, uma vez que as discussões eram confidenciais.

O Departamento de Alimentação, Abastecimento Civil e Assuntos do Consumidor da Índia não respondeu a um pedido de comentário sobre as perspectivas para as exportações ou suas restrições sobre exportações.

As condições do El Niño devem enfraquecer as chuvas de monção na Índia este ano, levando-as ao nível mais baixo em 11 anos.

Chuvas abaixo da média, aliadas a uma precipitação em junho mais de 40% abaixo da média, levaram os agricultores a adiar o plantio.

"Eu tinha planejado plantar variedades de cana de ciclo longo em junho, mas como todo mundo está falando sobre chuvas mais fracas, decidi adiar esse plano", disse Sambhaji Patil, que decidiu cultivar soja em 2 acres (0,8 hectares) no distrito de Sangli, no estado de Maharashtra, no oeste do país.

O proprietário de um viveiro, Suraj Chavan, disse que a demanda por mudas de cana caiu drasticamente nas últimas semanas.

É provável que os agricultores mudem para culturas que exijam menos água, o que poderia reduzir a área plantada com cana e a disponibilidade do produto na safra de 2027-28, disse Prakash Naiknavare, diretor-geral da Federação Nacional de Fábricas Cooperativas de Açúcar.

As autoridades locais começaram a promover culturas alternativas, como soja, feijão-guandu e outras variedades de leguminosas, na maioria das regiões produtoras de açúcar, e restringiram o abastecimento de água para irrigação.

A Índia deveria produzir 30,95 milhões de toneladas de açúcar nesta safra, mas a produção agora está estimada em 27,9 milhões de toneladas, abaixo do consumo anual de cerca de 28,5 milhões de toneladas, segundo estimativas do setor.

Como resultado, os estoques nas usinas no início da safra, em 1º de outubro, provavelmente cairão para cerca de 3,5 milhões de toneladas, o nível mais baixo em mais de três décadas, disse Shaikh, da MEIR.

Ao mesmo tempo, a Índia está promovendo uma maior mistura de etanol à gasolina e uma adoção mais ampla de veículos flex-fuel para reduzir a dependência do caro petróleo importado.

A demanda por etanol poderia mais que dobrar, passando dos atuais 12 bilhões a 13 bilhões de litros para cerca de 30 bilhões de litros até 2039-40, à medida que o aumento da mistura de etanol na gasolina e a adoção de veículos flex-fuel ganham ritmo, sugerem as estimativas do setor.

"A trajetória da demanda por etanol é incrivelmente forte", disse Samir Somaiya, presidente e diretor-geral da Godavari Biorefineries. "A próxima fase da evolução da demanda será impulsionada pelo lançamento comercial de veículos flex-fuel."

A Maruti Suzuki, maior montadora indiana, lançou este mês o primeiro veículo flex-fuel do país, enquanto a Hero MotoCorp lançou uma motocicleta flex-fuel.

A Índia eliminou este mês o imposto sobre a produção de gasolina misturada com níveis mais altos de etanol e lançou combustível com até 85% de etanol para apoiar a adoção de veículos flex-fuel.

As futuras políticas governamentais provavelmente darão prioridade à produção de etanol em detrimento das exportações de açúcar, afirmou B.B. Thombare, diretor-geral da Natural Sugar, no estado de Maharashtra.

A Índia poderia eventualmente ser forçada a importar açúcar se as perturbações climáticas relacionadas ao El Niño reduzissem drasticamente a área de cultivo de cana e a produção, disseram fontes do governo e autoridades do setor, com os comerciantes alertando que a oferta poderia ficar ainda mais restrita na safra de 2027-28.

"Devido a um El Niño severo e à crescente demanda por etanol, não só as exportações da Índia seriam praticamente eliminadas, como também as importações para a Índia nos próximos anos poderiam se tornar necessárias”, disse Mohan Narang, diretor da K.S. Commodities, uma corretora de commodities em Nova Délhi.

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O pedido foi apresentado pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) no inquérito relatado pelo ministro Alexandre de Moraes.

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Empresa indiana pode ter exposto informações sigilosas de Apple e Tesla por falha em segurança

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/06/2026 13:44

Tecnologia Empresa indiana pode ter exposto informações sigilosas de Apple e Tesla por falha em segurança Mais de 200 mil arquivos com dados sigilosos e segredos comerciais teriam sido vazados da Tata Electronics; segundo a Reuters, hackers teriam cobrado resgate pelas informações da Apple. Por Reuters

A Tata Electronics informou nesta segunda-feira que detectou um recente "incidente de segurança cibernética", após pesquisadores afirmarem que o World Leaks publicou supostos documentos de design e especificação de componentes da Apple e da Tesla, ambas clientes do grupo indiano. As informações são da agência Reuters.

O grupo de ransomware publicou mais de 200 mil arquivos na dark web, disseram os pesquisadores de segurança à Reuters.

"Há algumas semanas, a Tata Electronics identificou um incidente de segurança cibernética em alguns de nossos sistemas. Nossos protocolos de resposta foram implantados imediatamente, e o incidente não teve impacto em nossas operações em todos os negócios, que permanecem inalteradas", disse a Tata Electronics à Reuters em um comunicado.

A Apple estava investigando a violação e uma "análise completa estava em andamento", disse uma fonte familiarizada com o assunto, acrescentando que a Tata havia recebido um pedido de resgate relacionado ao incidente.

A Apple não respondeu aos pedidos de comentário. A Tata Electronics se recusou a comentar sobre o pedido de resgate.

A Tata responde atualmente por cerca de um terço da produção de iPhones da Apple na Índia, com a Foxconn representando o restante.

A violação é o revés mais recente para a cadeia de suprimentos da Apple na Índia, onde a Tata enfrenta escrutínio sobre a suposta contaminação de terras agrícolas perto de uma de suas fábricas de peças de iPhone, informou a Reuters.

A Tata está emergindo como um dos parceiros de fabricação mais importantes da Apple fora da China, uma expansão que é uma pedra angular do esforço do primeiro-ministro Narendra Modi para tornar a Índia uma potência na fabricação de eletrônicos.

A Tata foi atingida por um ataque cibernético em seu grupo britânico Jaguar Land Rover no ano passado, o que resultou em uma paralisação de seis semanas na produção.

A Equipe de Resposta a Emergências Computacionais da Índia, uma unidade do ministério de TI da Índia que supervisiona incidentes cibernéticos, não respondeu imediatamente aos e-mails da Reuters buscando comentários.

O World Leaks, que anteriormente assumiu a responsabilidade por uma invasão na Nike, disse em seu site na dark net que estava publicando dados roubados da Tata Electronics.

A Reuters não pôde verificar imediatamente a autenticidade dos dados e não pôde contatar imediatamente o World Leaks para comentários.

O site do World Leaks diz que os dados da Tata Electronics compreendem mais de 200 mil arquivos, totalizando mais de 630 gigabytes.

Um banco de dados em seu site mostra vários supostos arquivos e pastas da Apple, alguns intitulados "com.apple.factorydata", e documentos que se referem a "especificação de material".

O pesquisador indiano de segurança cibernética Rajshekhar Rajaharia, que revisou os arquivos da Tata no World Leaks para a Reuters, disse que eles também contêm e-mails, registros de eventos que abrangem vários anos e cópias de passaportes de funcionários, incluindo cidadãos estrangeiros.

Um segundo pesquisador de segurança que revisou o vazamento de dados, Rakesh Krishnan, disse à Reuters que eles estavam acessíveis na dark web desde pelo menos 10 de junho.

Uma pasta no banco de dados do World Leaks estava rotulada como "NV36 Chargeport Controller – North America", uma suposta referência a peças usadas em uma versão atualizada do SUV Model Y da Tesla.

Outro suposto documento da Tesla de 2023, descrito como "segredo comercial", mostrava certos desenhos para o seu projeto Highland — um codinome interno publicamente conhecido para o seu sedã Model 3 reformulado.

Rajaharia também compartilhou uma gravação de tela de sua revisão dos arquivos. Ela mostrou que uma busca por "Apple" retornou 181 arquivos e pastas, enquanto uma busca por "Tesla" retornou arquivos que incluíam o que parecia ser especificações de fabricação e um documento de montagem datado de maio de 2025.

Alguns arquivos publicados pelo World Leaks continham rodapés dizendo: "Este documento contém informações proprietárias e confidenciais da Apple Inc." e "as informações aqui contidas são consideradas confidenciais, proprietárias e um segredo comercial da Tesla Inc.".

A violação destaca a vulnerabilidade das empresas globais a ataques cibernéticos e de resgate cada vez mais sofisticados.

Entre os arquivos estava um documento de 52 páginas com marcas proprietárias da Apple, detalhando supostamente padrões de inspeção de qualidade para componentes de placas de circuito de iPhone. Também havia 33 arquivos e pastas para o termo de busca "Hosur" — a localização da principal fábrica de montagem de iPhones da Tata, no estado de Tamil Nadu.

A Tata informou alguns funcionários de suas operações de montagem de iPhone na semana passada sobre a violação de dados, disse uma segunda fonte do setor familiarizada com o assunto.

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Do planejamento ao crescimento saudável: como a gestão financeira fortalece pequenos negócios

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 22/06/2026 11:48

Empreenda com Sebrae Especial Publicitário Do planejamento ao crescimento saudável: como a gestão financeira fortalece pequenos negócios Histórias de empreendedores mostram que entender os números da empresa pode ser decisivo para enfrentar desafios, expandir e transformar a gestão do negócio. Por Sebrae

Entenda por que o letramento financeiro é indispensável em todas as fases do negócio — Foto: Acervo pessoal de Paulo Malanchino

Abrir um negócio nunca foi tão comum no Brasil. Em 2025, o país registrou 5,1 milhões de novas empresas, o maior índice desde 2010. No mesmo período, 2,8 milhões encerraram as atividades. Os números são do DataSebrae e contam duas histórias ao mesmo tempo: a força do empreendedorismo brasileiro e a fragilidade de quem não tem ferramentas para sustentar o que construiu.

Essa realidade o especialista Weniston Ricardo de Andrade Abreu, gerente adjunto da Unidade de Capitalização e Serviços Financeiros do Sebrae Nacional, conhece bem. "O letramento financeiro é muito importante em todas as fases do negócio: desde a concepção, passando pela gestão da empresa e até numa fase de expansão", afirma.

Paulo nasceu em Barretos (SP) e aprendeu o valor do trabalho ainda na infância, ajudando na fazenda do pai. A paixão pela mecânica veio anos depois, quando ingressou no setor automotivo e se destacou em uma concessionária, conquistando dez vezes o título de melhor profissional do mês por seu espírito de dono, entrega acima do esperado e baixo retorno de veículos.

Em 2019, com formação em Engenharia Elétrica e experiência como sócio de uma indústria, Paulo fundou a ATSI Mecânica Avançada, em sua cidade. O negócio nasceu da percepção de que o mercado automotivo local era defasado em tecnologia e mão de obra qualificada. Uma das primeiras apostas foi estratégica e simples: pintar o chão da oficina de branco. "As pessoas passavam, viam aquele chão limpinho, voltavam e perguntavam o que era", lembra. A aposta funcionou e virou marca registrada.

No entanto, um ano depois veio a pandemia. Paulo acumulava dívidas, não tinha carteira de clientes consolidada e havia sofrido o roubo do próprio carro. Foi nesse cenário que recebeu a primeira visita de um ALI, Agente Local de Inovação do Sebrae. As perguntas feitas naquele dia mudaram sua perspectiva. "Me perguntaram qual era o meu ticket médio. Eu nem sabia o que era isso. Qual o faturamento bruto? Esse eu sei. E o lucro? Não sei. Então, até aquele momento, eu achava que o problema era o mercado, era a pandemia, o carro roubado. No final daquela conversa de uma hora e meia, entendi: o problema sou eu."

A experiência de Paulo ilustra um desafio comum entre pequenos empreendedores: abrir um negócio dominando a operação, mas sem a mesma familiaridade com a gestão financeira. Para Weniston, esse trabalho deve começar antes mesmo da empresa abrir as portas e seguir ao longo da trajetória do negócio.

“Na fase inicial, o empreendedor precisa estruturar muito bem o negócio, fazer um plano ou pelo menos um Canvas do modelo de negócios. Também deve estar atento às regulamentações do setor. É fundamental realizar esse planejamento financeiro inicial para saber o lugar onde se quer chegar”, diz o especialista.

Ao falar sobre o momento de buscar crédito, Weniston destaca uma ferramenta que pode ajudar o empreendedor. "Temos a Planejadora Sebrae. Nela, o empreendedor pode colocar alguns dados e a ferramenta tira uma fotografia da saúde financeira do negócio para que ele possa tomar decisões mais conscientes relacionadas a crédito", completa. Conheça mais da ferramenta aqui.

Entre as especialidades da ATSI estão diagnósticos complexos, revisões pós-garantia, calibração ADAS e manutenção de carros elétricos — Foto: Acervo pessoal de Paulo Malanchino

Com o apoio das consultorias do Sebrae, Paulo transformou a maneira como administrava a empresa. O que antes era conduzido principalmente pelo “feeling” passou a ser orientado por dados. Hoje, a ATSI Mecânica Avançada monitora entre 10 e 12 indicadores operacionais e financeiros, incluindo metas de desempenho de cada funcionário da equipe, ticket médio, margem bruta, ponto de equilíbrio, giro de estoque, faturamento e lucro.

Esse acompanhamento constante é uma das bases da gestão financeira, aponta Weniston. O especialista destaca que decisões tomadas apenas pela percepção do empreendedor podem mascarar problemas que os números revelam rapidamente. A lógica é simples: medir para compreender, corrigir e evoluir. Foi justamente essa mentalidade que Paulo adotou ao longo dos anos. “Só cortar gastos não resolve. Eu acredito que tudo o que se mede cresce. Então, o primeiro passo de qualquer empresa é medir o que você está fazendo”, afirma.

Paulo também aprendeu a importância de separar as finanças pessoais das empresariais. "Trata-se de outra coisa que, se não começa desde o começo, não dá certo", afirma. Weniston concorda e vai além: além de manter as contas separadas, o empreendedor precisa estar atento ao que chama de descasamento financeiro. Exemplo: quando se paga o fornecedor em 30 dias, mas o cliente tem 60 ou 90 para quitar. O buraco no caixa pode começar aí.

A partir dali, Paulo viu nos números o GPS do negócio. Mais à frente, também passou a utilizar ciclos de melhoria contínua baseados na metodologia PDCA — planejar, fazer, verificar e agir. Recentemente, seu sistema ganhou apoio de inteligência artificial para gerar planos de ação automáticos, permitindo análises aprofundadas.

Os resultados de uma boa gestão financeira não demoraram a aparecer. Em 2021, com apoio do Sebrae, a ATSI iniciou sua jornada rumo à certificação do Instituto da Qualidade Automotiva, e Paulo construiu uma nova sede do zero para atender às exigências técnicas. Quatro anos depois, a auditoria registrou 978 de 1.000 pontos possíveis, uma das marcas mais altas entre oficinas certificadas no Brasil. A gestão responsável também se estendeu ao compromisso ambiental: a empresa conquistou o selo Sebrae Sustentável nível bronze, com captação de resíduos e controle de descarte de óleo.

Com processos certificados e time consolidado — hoje oito colaboradores, contra um único funcionário em 2019 —, Paulo colocou em movimento o que chama de ecossistema automotivo. Em 2025, fundou a FullCar Wash para selar sua entrega técnica, garantindo que cada veículo revisado saia limpo, bonito e sem custo adicional para o cliente. A unidade também opera de forma independente para atender à demanda recorrente de estética automotiva, gerando um fluxo de aproximadamente 80 carros mensais. Neste ano, abriu a FullCar Premium, uma loja de seminovos onde todos os veículos passam pela ATSI antes de chegar ao comprador. "Nosso ecossistema busca fazer a melhor entrega possível, sabendo que para 90% das pessoas que compram um carro, aquele veículo é um sonho realizado", diz Paulo.

A trajetória de uma gestão financeira no escuro para um negócio em expansão encontra eco em outras histórias pelo país. Em Goiânia (GO), o ex-professor Felipe Naves Silva, junto a mais dois professores, Fred e Matheus, transformou a memória afetiva da manga com sal em um negócio estruturado: a Balumango. Com suporte do Sebrae na organização do fluxo de caixa e no modelo de franquias, o negócio já ultrapassou as fronteiras de Goiás e projeta mais 50 unidades pelo Brasil. Confira a história completa no vídeo.

Para quem ainda está no começo (ou se reconhece no Paulo de 2020), o conselho dele é direto: "O primeiro passo é buscar pessoas que sabem fazer a gestão. O Sebrae foi um forte aliado e me deu direção. Sozinho a gente não faz nada. É preciso ter humildade para buscar ajuda e, com ela, as ferramentas necessárias para seguir com o plano de empreendedorismo." Paulo diz já ter perdido as contas sobre quantas ferramentas e cursos do Sebrae já o auxiliaram. Entre as que se lembra, ele lista: Empretec, mentorias online de crédito e de inovação com foco em marketing digital, palestras e participação em edições da Feira do Empreendedor.

Para além dos números e da operação, Paulo também leciona em uma escola de educação profissional, onde atua como instrutor de formação de mecânicos. Inclusive, dois de seus ex-alunos hoje fazem parte da própria equipe da ATSI Mecânica Avançada. No coração, Paulo guarda um propósito mais profundo para a empresa: deixar um legado para os filhos.

Quer se aprofundar sobre gestão financeira? O infográfico abaixo traz mais dicas do especialista, desde o diagnóstico até as ferramentas para agir. Confira!

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

China proíbe exportações para 10 empresas dos EUA e amplia retaliação comercial; veja lista

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/06/2026 00:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%Oferecido por

A China adicionou 10 empresas dos Estados Unidos à sua lista de controle de exportações. Segundo o comunicado chinês, as empresas possuem vínculos com as Forças Armadas americanas. Entre elas estão duas empresas do setor de terras raras. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (22) e ocorre em resposta à decisão de Washington de impor restrições a diversas companhias chinesas no início do mês.

Entre as empresas afetadas estão as produtoras de terras raras MP Materials e USA Rare Earth, além da fabricante de motores para aplicações críticas Aveox. Com a inclusão na lista, ficam suspensas as exportações chinesas de itens de dupla utilização para essas companhias.

🔎 Itens de dupla utilização são bens e tecnologias desenvolvidos para uso civil, mas que também podem ser empregados em aplicações militares.

A MP Materials, apoiada pelo Pentágono e operadora da única mina ativa de terras raras dos Estados Unidos, e a USA Rare Earth participam da cadeia produtiva que vai da extração mineral à fabricação de ímãs.

Em comunicado, o Ministério do Comércio da China afirmou que as medidas são uma resposta às “práticas maliciosas do governo dos EUA” e foram adotadas para proteger a segurança e os interesses nacionais, além de cumprir obrigações internacionais relacionadas à não proliferação.

Segundo o ministério, organizações e indivíduos de qualquer país ou região estão proibidos de transferir ou fornecer às entidades listadas itens de dupla utilização originários da China. As atividades de exportação em andamento devem ser interrompidas imediatamente.

Na prática, a decisão representa uma proibição total das exportações desses produtos para as empresas citadas, endurecendo as regras anteriores, que exigiam apenas a obtenção de licenças de exportação.

Em uma medida separada, o Ministério das Finanças da China anunciou sanções contra outras 46 empresas americanas. Compradores chineses passam a estar impedidos de adquirir produtos fabricados por essas companhias, embora empresas financiadas por capital dos EUA que operam na China continuem autorizadas a fazê-lo.

Há duas semanas, os Estados Unidos incluíram as empresas chinesas Alibaba, Baidu, BYD e NIO em uma lista de companhias que, segundo Washington, estariam auxiliando atividades militares de Pequim.

Aveox, Inc.Red Cat Holdings, Inc.Teal Drones, Inc.IMSAR, LLC (EUA)Jaia Robotics, Inc.Ball Aerospace & Technologies Corp.Oshkosh Defense, LLCL3 Harris Maritime Services, Inc.MP Materials Corp.USA Rare Earth, Inc.

Em 8 de junho, o Departamento de Guerra dos Estados Unidos atualizou a relação de empresas que, segundo o governo americano, colaboram com militares chineses. A versão da lista tem 188 empresas e incluiu mais nomes do setor de tecnologia.

Entre elas, estão o buscador Baidu, as fabricantes de robôs Unitree e Robosense Technology, a gigante do comércio eletrônico Alibaba e as fabricantes de chips CXMT e YMTC.

O documento passou a apresentar ainda a montadora BYD, a empresa de biotecnologia WuXi AppTec e a fabricante de equipamentos de telecomunicações Baicells.

Por conta de uma lei recente, a partir do final de junho, o Departamento de Guerra não poderá contratar diretamente de empresas presentes no documento. E, a partir de 2027, o órgão não poderá comprar seus produtos e serviços por meio de terceiros.

Bandeiras da China e dos Estados Unidos em uma rua chinesa antes da visita de Donald Trump ao país, em 13 de maio de 2026 — Foto: Reuters/Maxim Shemetov

No documento, o Departamento de Guerra afirmou que as empresas "se qualificam para a designação de 'empresas militares chinesas'" e operam nos EUA. Elas poderão pedir a remoção da lista, segundo o órgão.

Embora o documento não imponha sanções formais às companhias chinesas, elas poderão sofrer danos concretos com a decisão. A inclusão na lista também dá uma mensagem prejudicial sobre essas companhias para fornecedores do governo americano.

A Embaixada da China nos Estados Unidos disse que o governo chinês se opõe à "criação de listas discriminatórias para perseguir empresas chinesas" e que elas cumprem leis e regulações locais.

"Os EUA devem cessar essa prática errônea e criar um ambiente justo, equitativo e não discriminatório para as empresas chinesas", afirmou a embaixada em nota, segundo a Reuters.

À Reuters, a BYD disse acreditar que sua inclusão na lista de empresas ligadas às forças armadas da China "carece de fundamento factual".

O Alibaba afirmou à Reuters que não há fundamento para sua inclusão na lista. Em nota, a empresa disse que "não é uma companhia militar chinesa nem faz parte de qualquer estratégia de fusão entre setores civil e militar" e que adotará as medidas legais disponíveis para contestar a classificação.

A WuXi AppTec também contestou a decisão e disse que sua inclusão na lista é equivocada. A empresa afirmou que tomará medidas imediatas para reverter a designação.

Já a Baidu rejeitou "categoricamente" sua inclusão. Em declaração à Reuters, a companhia disse que a alegação de que seria uma empresa militar é "totalmente infundada" e disse que utilizará todos os recursos disponíveis para ser retirada da relação.

Até a última atualização desta reportagem, as outras empresas não tinham respondido aos pedidos de posicionamento feitos pela Reuters.

A decisão atualiza uma lista do início de 2025 e é anunciada menos de um mês após o presidente americano Donald Trump se encontrar com seu correspondente chinês Xi Jinping em Pequim.

O encontro teve troca de elogios, mas terminou com impasses em temas sensíveis como Taiwan, considerado pela China como parte de seu território.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Tarifaço de Trump: empresas dos EUA afirmam que Brasil é insubstituível e tentam barrar taxa de 25%

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/06/2026 05:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%Oferecido por

Extraídas de minas brasileiras, pedras naturais como ametistas, ágatas e quartzos percorrem milhares de quilômetros até chegar aos Estados Unidos, onde são transformadas em itens de decoração, presentes e lembranças vendidos por atacadistas e varejistas.

Esse comércio, no entanto, pode ser afetado pela proposta do governo americano de novamente impor uma tarifa adicional sobre produtos brasileiros.

Por isso, até mesmo empresas americanas que dependem dessas importações passaram a pressionar Washington para retirar os produtos brasileiros da lista de sobretaxas. Elas argumentam que não há fornecedores em outros países capazes de substituir o Brasil em termos de qualidade, escala de produção e preço.

Entre essas empresas está a GeoCentral, atacadista sediada em Mason, no estado de Ohio, especializada em pedras, cristais e fósseis.

A companhia, controlada desde 2008 pela holding familiar CM Paula, pediu formalmente ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) que as pedras semipreciosas brasileiras sejam incluídas na lista de produtos isentos da medida.

Segundo a empresa, mais de 25% de todo o seu portfólio é importado do Brasil de estados como Minas Gerais e Rio Grande so Sul, incluindo a maior parte das pedras preciosas e semipreciosas comercializadas em diferentes formatos, de cristais soltos a produtos prontos para o varejo.

A GeoCentral não está sozinha. Ao menos outras 11 empresas e entidades setoriais enviaram manifestações ao USTR contestando a proposta de sobretaxa sobre mercadorias brasileiras.

Destas, pelo menos nove são companhias americanas. Em comum, elas afirmam que a medida aumentará custos, prejudicará suas operações e reduzirá a competitividade da indústria dos EUA.

Minarais comercilizados pela GeoCentral: empresa pediu a inclusão de pedras naturais na lista de isenção do governo dos EUA — Foto: Divulgação

Em entrevista ao g1, o CEO da CM Paula, George White, afirmou que a empresa compra produtos brasileiros por necessidade, e não apenas por preferência.

“Nós não compramos do Brasil simplesmente porque queremos. Compramos porque o país oferece a melhor combinação de qualidade e custo disponível no mundo.”

Em 2025, as exportações brasileiras da categoria de pérolas e pedras preciosas ou semipreciosas, brutas ou trabalhadas, somaram cerca de US$ 45,6 milhões para os EUA. Quando se incluem joias e outros artigos de matérias preciosas ou semipreciosas, o valor supera US$ 71,8 milhões.

Segundo White, o Brasil possui uma infraestrutura mineradora difícil de ser replicada por outros países, com capacidade para extrair, cortar, polir e preparar pedras para comercialização em larga escala. “Simplesmente não existem alternativas equivalentes em outros lugares”, afirmou.

Em sua manifestação ao USTR, a CM Paula informou que cerca de 120 produtos comercializados pela GeoCentral seriam afetados pela tarifa e argumentou que eles “não estão disponíveis em fontes alternativas com preços razoáveis, qualidade semelhante ou quantidade suficiente fora do Brasil”.

White afirma que a empresa já sofreu impactos relevantes com o aumento das tarifas impostas anteriormente sobre importações brasileiras. Segundo o executivo, as sobretaxas obrigaram a companhia a reduzir despesas, demitir funcionários, diminuir investimentos em marketing e elevar preços praticados no atacado.

Parte desses valores começou a ser devolvida após decisões da Justiça americana que questionaram a legalidade de tarifas impostas pelo governo dos EUA com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Com isso, várias cobranças foram suspensas ou passaram a ser questionadas judicialmente.

No Brasil, as sobretaxas impostas pelos EUA chegaram a 50% sobre parte dos produtos exportados em 2025.

Em 20 de novembro de 2025, porém, o presidente Donald Trump assinou um decreto que retirou a tarifa adicional de 40% aplicada a dezenas de produtos agrícolas e pecuários brasileiros, antes mesmo da decisão definitiva da Justiça americana sobre a legalidade das cobranças.

Posteriormente, após a Suprema Corte dos EUA considerar ilegais parte dessas sobretaxas, o governo americano passou a utilizar outros instrumentos legais para sustentar algumas cobranças, incluindo uma tarifa global de 10% sobre as importações.

Essa medida também foi contestada judicialmente, mas um tribunal federal de apelações decidiu mantê-la temporariamente em vigor enquanto analisa o recurso do governo.

De acordo com White, a empresa já recuperou cerca de 10% dos valores devidos e espera receber o restante até o fim deste ano ou no início do próximo. Ao todo, a companhia já apresentou 117 pedidos de restituição relacionados a importações provenientes do Brasil e da China.

Mesmo que a tarifa adicional de 25% seja implementada, a GeoCentral afirma que continuará comprando produtos brasileiros.

“Continuaremos importando do Brasil. A única diferença é que teremos de arcar com custos maiores por causa das tarifas”, disse White. Segundo o executivo, a companhia ainda não encontrou em outros países fornecedores capazes de substituir as pedras brasileiras.

A mobilização das empresas americanas ocorre após o USTR concluir uma investigação que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os EUA, citando temas como o PIX, o combate ao desmatamento ilegal, a pirataria e a aplicação das leis anticorrupção.

Com base no relatório, o órgão propôs uma tarifa adicional de 25% sobre uma ampla gama de produtos brasileiros e abriu uma consulta pública para receber manifestações de empresas, associações e demais interessados.

O processo será concluído com uma audiência marcada para 6 de julho, quando representantes dos setores afetados poderão apresentar ao governo americano os impactos da medida.

🔎 O número de empresas protestando só não é maior porque a proposta prevê uma longa lista de exceções. Devem ficar de fora da sobretaxa materiais informativos, doações e uma lista específica de produtos, que inclui itens como café, chá, determinadas carnes, frutas, minerais, cereais, sementes, frutos oleaginosos, plantas industriais e medicinais, além de palha e forragem. (veja a lista completa aqui)

Nas manifestações enviadas ao USTR, empresas dos setores de pisos, construção, mineração, educação e habitação sustentam que muitos produtos brasileiros não têm substitutos equivalentes no mercado americano e alertam que a tarifa aumentaria os custos para empresas e consumidores dos próprios EUA, sem fortalecer a produção doméstica.

O g1 localizou algumas delas nos pedidos de participação nas audiências públicas da investigação.

🪵The Fantastic Floor: empresa do estado de Washington e especializada em pisos de madeira pediu a exclusão de espécies brasileiras como jatobá e cumaru da tarifa. Segundo a companhia, essas madeiras são nativas da América do Sul e não estão disponíveis comercialmente nos EUA.🪵Artivo Surfaces: importadora e distribuidora americana de revestimentos e pisos de madeira. Em manifestação ao USTR, afirmou que as madeiras brasileiras precisam ser processadas ainda na origem para preservar sua qualidade e que a sobretaxa não estimularia a produção doméstica. “Aumentar a tarifa não beneficiará os fabricantes ou consumidores dos EUA, porque as matérias-primas são naturalmente indisponíveis e a qualidade do produto não pode ser replicada”, disse.🪵Strong Flooring Solutions: empresa do setor de pisos que argumentou que não existem espécies americanas capazes de reproduzir a aparência das madeiras brasileiras. Para a companhia, consumidores interessados nesse tipo de produto não migrariam para alternativas nacionais simplesmente porque “não há opção disponível”.🪵Wood Timber Import: importadora de produtos de madeira que destacou a importância de molduras e componentes de construção fabricados no Brasil para o mercado imobiliário americano. Segundo a empresa, a produção doméstica não consegue atender à demanda em volume e qualidade suficientes, e novas tarifas apenas elevariam os custos dos projetos.💎JKG Inc. (Jessie Kan Granite): empresa americana distribuidora de placas de granito, mármore e quartzo, afirmou que os materiais brasileiros possuem características geológicas únicas. Em sua manifestação, alertou que a medida apenas encareceria obras e produtos finais: “Adicionar tarifas sobre pedras naturais do Brasil servirá apenas para elevar os custos de construção e aumentar os custos para os consumidores finais”.🏠Legacy Roots Housing Initiative (LRHI): organização voltada ao desenvolvimento de moradias modulares e projetos de infraestrutura habitacional nos EUA. A entidade afirmou que a tarifa sobre esses componentes criaria barreiras para pequenos incorporadores e atrasaria projetos de habitação.🦷 Lauria Dental Model: empresa americana que comercializa modelos odontológicos utilizados por universidades e cursos de formação profissional. A companhia pediu a exclusão desses produtos da medida, argumentando que eles são destinados exclusivamente ao ensino, não competem com dispositivos médicos fabricados nos EUA e que a sobretaxa apenas elevaria os custos da educação.

🌱 Entidades setoriais também entraram no debate. A American Seed Trade Association (ASTA), que representa a indústria de sementes dos EUA, pediu participação na audiência pública do USTR e defendeu que sementes para plantio sejam excluídas da tarifa proposta sobre produtos brasileiros.

Segundo a associação, a implementação da nova taxa prejudicaria a competitividade do setor americano e afetaria cadeias globais de suprimento essenciais para a inovação agrícola.

Após o prazo para envio de manifestações por escrito, que se encerra em 1º de julho, e da audiência pública marcada para 6 de julho, o governo dos EUA deverá analisar as contribuições recebidas antes de tomar a decisão final.

A expectativa é que o processo seja concluído até 15 de julho, data prevista para eventual implementação das novas tarifas.

Segundo o Itamaraty, o Brasil tem atuado em duas frentes para tentar reverter a proposta: a contestação técnica da investigação conduzida pelo USTR e a negociação diplomática com Washington.

O governo brasileiro afirma já ter enviado manifestações formais ao órgão americano e estuda apresentar uma nova contribuição durante o período de consultas.

Em paralelo, o tema pode ganhar espaço na agenda política internacional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da cúpula do G7, na França, e o governo brasileiro trabalha com a possibilidade de um encontro com o presidente Donald Trump, embora não haja reunião bilateral oficialmente marcada.

Nos bastidores, a avaliação é que a proposta de sobretaxa de 25% ainda pode ser negociada antes da conclusão do processo conduzido pelo USTR.

Ao g1, a Amcham Brasil, entidade que representa empresas e as relações comerciais entre Brasil e EUA, afirmou que acompanha de perto a investigação conduzida pelo governo americano e defende uma saída negociada para o impasse.

A entidade informou que vem mantendo conversas com autoridades brasileiras e americanas sobre o tema. Segundo a Amcham, foi realizada uma reunião em 15 de junho, em São Paulo, com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e representantes de cerca de 15 empresas.

No encontro, foram discutidos os possíveis impactos da imposição de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros.

A Amcham também disse que participou da consulta pública e da audiência promovidas pelo governo dos EUA e prepara uma nova manifestação à USTR.

O documento deve destacar os efeitos das sobretaxas sobre as cadeias de suprimentos, a produção e o consumo no mercado americano, além do papel do Brasil como fornecedor estratégico e do risco de que esses produtos sejam substituídos por concorrentes de outras regiões, especialmente da Ásia.

"Brasil e Estados Unidos possuem uma relação econômica altamente complementar e estratégica", afirmou a entidade, em nota. Por isso, acrescentou, "segue trabalhando para que eventuais divergências sejam tratadas por meio do diálogo e da cooperação, preservando o comércio, os investimentos e a competitividade das empresas dos dois países".

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Carro zero por R$ 13 mil, gasolina a R$ 1,70: como era o mercado de carros quando o Brasil ganhou a Copa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/06/2026 04:44

Carros Carro zero por R$ 13 mil, gasolina a R$ 1,70: como era o mercado de carros quando o Brasil ganhou a Copa Enquanto a Seleção de 2002 encantava o mundo, o Volkswagen Gol era o carro mais vendido. A marca Alfa Romeo ainda estava no país. O etanol ainda era chamado de álcool. E quase ninguém tinha SUV. Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

Volksweagen Sport de 2002 era o modelo que fazia referência à Copa do Mundo — Foto: divulgação / Volkswagen

O torcedor brasileiro convive com um jejum de 24 anos sem conquistar a Copa do Mundo. Voltar a 2002 é lembrar do bom futebol e também tomar um choque de realidade.

O Brasil de 2002 não tinha redes sociais — Facebook e o finado Orkut só seriam criados em 2004. O iPod ainda engatinhava e não existiam smartphones.

No máximo, havia o jogo da cobrinha em um celular Nokia. E esse aparelho, quando caía no chão, era capaz de trincar o azulejo.

O mercado automotivo brasileiro também era bem diferente. Por isso, o g1 reuniu algumas curiosidades de 2002 para relembrar aqueles tempos.

O automóvel mais barato do Brasil em julho de 2002 era o Fiat Uno Mille três portas a álcool (veja abaixo por que ele ainda não era chamado de etanol), vendido por R$ 13.577.

Mas sejamos justos: corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o modelo custaria hoje o equivalente a R$ 55.589.

Várias versões do Fiat Mille ficaram marcadas pelos preços baixos nos anos 1990 e começo dos anos 2000 — Foto: Divulgação / Stellantis

Outro dado importante é que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a renda média do brasileiro era de R$ 636 em 2002. Corrigido pelo IPCA, o valor equivale hoje a R$ 2.604.

O hatch tinha motor 1.0 aspirado de quatro cilindros e rendia 61 cv. De série, oferecia vidros verdes, cintos traseiros laterais de três pontos e… só. Apoios de cabeça no banco traseiro, travas elétricas e vidros elétricos faziam parte de um pacote que custava R$ 671.

Limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro, além do controle interno manual do retrovisor, custavam R$ 424. Já a pintura metálica acrescentava R$ 294 ao preço final.

O opcional mais curioso era o ar-condicionado. No Uno Mille, era preciso desembolsar R$ 2.407 para ter a cabine climatizada. Isso equivalia a quase 18% do valor do carro.

Em 2002, os postos de combustíveis usavam o nome “álcool”, e isso seguiu sem questionamentos por décadas. Em 2008, algumas entidades ligadas ao setor sucroenergético passaram a defender a troca do nome para etanol.

🔎 O argumento da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) era que o slogan “Álcool e direção não combinam”, usado na campanha da Lei Seca, confundia o público.

Além disso, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) queria padronizar a nomenclatura para alinhá-la ao mercado internacional.

“A palavra álcool é uma denominação generalizada [há vários tipos de álcool] e o etanol é um produto específico, de maior valor comercial”, disse Haroldo Lima, presidente da ANP na época.

A padronização só veio em dezembro de 2009, por meio de uma resolução da ANP, e passou a valer em todo o Brasil em 2010.

Em um momento de combustíveis caros, vale lembrar que o litro da gasolina custava R$ 1,77 em 2002. O etanol saía por R$ 0,94 e o diesel custava R$ 1,07. Os dados são da ANP.

Outra curiosidade: quando o Brasil conquistou o pentacampeonato, ainda não existiam carros flex no mercado. O primeiro foi o Volkswagen Gol, lançado em 2003.

Por falar nele, entre 1987 e 2013 o Gol foi o carro mais vendido do Brasil. No ano do pentacampeonato, o hatch encerrou 2002 com 208,3 mil unidades vendidas.

Na Europa, o carro mais vendido foi o Volkswagen Golf, com mais de 587 mil unidades emplacadas, seguido de perto pelo Peugeot 206.

Nos Estados Unidos, o carro mais vendido de 2002 foi o Toyota Camry, com mais de 434 mil unidades. Entre todos os veículos, porém, a liderança ficou com a Ford F-150, que somou mais de 813 mil unidades emplacadas naquele ano.

Em 2002, a Fiat Strada era a picape mais vendida do Brasil, com 26.053 unidades emplacadas. O volume representava cerca de 40% do segmento de picapes compactas.

Em 2026, a história não mudou: a picape da Fiat vendeu mais de 142 mil unidades e respondeu por mais de 67% do segmento.

Mas é preciso contextualizar: hoje as picapes compactas mudaram de patamar. O foco passou a ser quase exclusivamente o trabalho.

Para quem busca uma picape para uso particular, há versões mais equipadas da Strada, mas principalmente modelos como Fiat Toro, Renault Oroch e Chevrolet Montana. Em breve, o mercado também verá a chegada da Volkswagen Tukan e da BYD Mako.

Em 2002, como a Volkswagen não tinha os direitos da competição, não podia usar a designação “Copa” no Gol. A solução foi batizar a versão de Sport e adotar o tom Amarelo Solar como cor exclusiva.

O hatch vinha com motor 1.0 aspirado a gasolina, que gerava 76 cv e 9,7 kgfm de torque. A lista de equipamentos de série tinha direção hidráulica e limpador de vidro traseiro com desembaçador. Travas e vidros elétricos, por exemplo, eram opcionais.

Em 2026, a Volkswagen patrocina as equipes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O modelo alusivo à competição é o T-Cross Seleção, que tem lista de equipamentos interessante e visual com frases e estrelas.

A Copa do Mundo de 2002 foi disputada na Coreia do Sul e no Japão, e marcas japonesas e coreanas faziam sucesso por aqui. Carros chineses sequer eram considerados no Brasil.

A BYD produzia apenas veículos pesados e só lançou seu primeiro carro em 2005. A JAC Motors, que chegou ao Brasil em 2011 prometendo revolucionar o mercado nacional com o J3, também atuava no segmento de caminhões. Seu primeiro veículo de passageiros foi a van Refine, lançada em 2002.GWM e Geely foram fundadas nos anos 1980 e só passaram a produzir carros de passeio no fim da década de 1990. A Chery surgiu em 1997, enquanto as subsidiárias Omoda e Jaecoo nasceram em 2022 e 2023, respectivamente.

O cenário em 2026 é bem diferente. Entre janeiro e abril deste ano, quase metade dos veículos importados pelo Brasil veio da China. Só em abril, mais de 17% das vendas no país foram de marcas chinesas.

O primeiro Ford Ecosport foi mostrado em 2002 e chegou às lojas em 2003 — Foto: Divulgação / Ford

Segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), 43,1% dos veículos vendidos no Brasil em 2025 eram SUVs.

Em 2002, esse segmento era praticamente irrelevante no Brasil. A oferta se concentrava em utilitários esportivos grandes e modelos derivados de picapes. O modelo importado mais vendido no ano do pentacampeonato foi o Mitsubishi Pajero, com 4.028 unidades.

A história começou a mudar justamente no Salão do Automóvel de 2002, quando a Ford apresentou a primeira geração do Ecosport.

Derivado do Fiesta, o modelo chegou às lojas em 2003 e inaugurou no Brasil o segmento dos SUVs mais acessíveis, baseados em plataformas de carros compactos.

A mesma receita é aplicada até hoje em SUVs como Fiat Pulse, Chevrolet Tracker, Renault Duster, Citroën C3 Aircross, Volkswagen T-Cross e outros.

O Chevrolet Tracker já existia no mercado em 2002, mas era um irmão gêmeo do Suzuki Grand Vitara — Foto: Divulgação / GM

Se hoje o mercado automotivo passa a sensação de ser “mais do mesmo”, em 2002 havia várias opções que hoje parecem curiosas.

No ano do penta, era possível entrar em uma concessionária Volkswagen e levar para casa um Santana ou uma Parati Turbo. Para quem precisava trabalhar, a Kombi seguia firme e forte no catálogo da marca.

Os saudosistas devem lembrar que, em 2002, ainda era possível comprar modelos da Alfa Romeo no Brasil. O sedã 166 tinha motor 3.0 V6 de 226 cv, câmbio automático e suspensão traseira independente. O preço de US$ 59 mil assusta até em 2026.

A Chevrolet já vendia o Tracker por aqui em 2002, mas o SUV era, na prática, um Suzuki Vitara com detalhes e emblemas diferentes. No início da trajetória da dupla, o motor era um 2.0 turbodiesel de 87 cv fornecido pela Mazda.

Em 2002, porém, outro motor 2.0 turbodiesel entrou em cena, desta vez da Peugeot. O propulsor rendia 108 cv e 25,5 kgfm de torque.

Fiat Toro passa pela linha de produção da Stellantis em Goiana, Pernambuco — Foto: Divulgação / Stellantis

Em 2002, os brasileiros compraram quase 1,4 milhão de automóveis, segundo dados da Fenabrave. Em 2025, o mercado nacional registrou mais de 2,5 milhões de emplacamentos.

A produção nacional também cresceu: passou de 1,7 milhão de veículos no ano do penta para mais de 2,6 milhões no ano passado.

Dois dados curiosos aparecem no anuário da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A estimativa para 2002 era de uma frota circulante de 18,4 milhões de veículos no Brasil.

Em 2024, ano mais recente disponível no documento, a estimativa é de que o Brasil tenha mais de 40,3 milhões de veículos em circulação.

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Churrasco, cerveja e torcida mais caros: veja a alta dos preços no mercado desde a última Copa do Mundo, em 2022

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/06/2026 03:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%Oferecido por

O churrasco pode ficar mais salgado para a torcida brasileira este ano — e não apenas por causa da carne. Itens comuns em reuniões para torcer pelo Brasil em jogos da seleção acumulam um aumento superior ao da inflação, de cerca de 12%, registrada desde a última Copa do Mundo, em 2022.

Para encher a grelha, só a linguiça não ficou mais cara. O frango teve alta de 18%, o pão de alho, de 15%, e a carne bovina, de 9%.

As bebidas também acompanham essa tendência: o preço da cerveja subiu 19% desde 2022, enquanto refrigerantes e sucos registraram aumentos ainda maiores, de 30% e 32%, respectivamente.

Itens mais populares seguiram a mesma variação. A salsicha enlatada teve alta de 26%; os petiscos, como chips, ficaram 21% mais caros; a pipoca de micro-ondas subiu 20%; os lanches prontos, 19%; e o amendoim, 17%.

As estimativas foram feitas, a pedido da BBC News Brasil, pela Scanntech, empresa referência no setor varejista para compilar e analisar cupons fiscais emitidos por mercados de pequeno, médio e grande porte em todo o país.

Os valores podem variar por diversos fatores, desde a localização e a rede de supermercado escolhida pelo consumidor até a marca dos produtos e, no caso da carne bovina, o corte adquirido. Por isso, a empresa prefere não divulgar os preços médios de cada item.

Os aumentos percentuais são valores aproximados, calculados a partir de uma base de cupons fiscais que, segundo a Scanntech, contempla as emissões de três em cada quatro estabelecimentos do setor.

Porta-voz e diretora de marketing da Scanntech, Priscila Ariani diz não acreditar que o consumo voltado para a Copa vá cair por causa da alta dos preços.

Pelo contrário: desta vez, a maioria dos jogos acontece à noite para os brasileiros, o que pode intensificar os encontros e facilitar a participação de quem normalmente não consegue deixar o trabalho para acompanhar uma partida realizada no meio da tarde, por exemplo.

Mas a cesta média de compras para uma reunião diante da televisão deve mudar, acrescenta ela. Segundo as estimativas da Scanntech, que fornece aos supermercados dados de inteligência para impulsionar o faturamento, a expectativa do setor é que as churrasqueiras tenham mais frango do que carne bovina.

Isso se deve a vários fatores. O primeiro, afirma a executiva, é que, embora o frango tenha registrado uma alta média de preços superior à da carne bovina, ele ainda custa muito menos e, diante do endividamento e da perda do poder de compra das famílias, tende a ter maior procura.

Mas há também razões que vão além do preço. Entre elas está o fato de o frango ser menos gorduroso.

A característica, diz Ariani, agrada tanto quem busca fontes de proteína consideradas mais saudáveis quanto pessoas em tratamento com canetas emagrecedoras, conhecidas por provocar enjoos quando o paciente consome cortes gordurosos — em geral bovinos, mesmo os nobres, devido à gordura intramuscular.

"O consumo mudou muito ao longo desses quatro anos, a gente teve crescimentos exponenciais da vertente de saúde. A proteína é a vedete da vez, né? Só se fala em proteína", ela diz.

Essa preocupação com hábitos saudáveis pode parecer paradoxal quando se fala de uma cesta de compras voltada à socialização, reconhece a executiva.

Ainda assim, ela afirma que é possível manter produtos associados à celebração sem abandonar os cuidados com a alimentação.

Nesse contexto, a Scanntech observa, por exemplo, um aumento no consumo de cervejas light, que costumam ter preço mais elevado, mas ao mesmo tempo são ingeridas em menor quantidade.

Para André Braz, coordenador dos Índices de Preços da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e especialista em política monetária e inflação, é difícil explicar de forma generalizada o aumento dos valores desses produtos.

Diversos fatores influenciam a formação dos preços, explica ele. O primeiro é a própria demanda. Quando a procura aumenta, como costuma ocorrer às vésperas e durante grandes torneios esportivos, os valores tendem a subir.

O diagnóstico é reforçado por um estudo da Scanntech, que registrou vendas, em média, 24% maiores nos dias que antecederam jogos da Copa de 2022 e de competições disputadas no ano passado, como o Mundial de Clubes, a Copa Intercontinental e a Libertadores.

Mas há fatores que vão além da demanda, especialmente no mercado de carne bovina, que enfrenta uma restrição de oferta ao mesmo tempo em que as exportações seguem aquecidas, diz o economista.

O Brasil bateu recorde de exportações de carne bovina in natura no ano passado, mesmo com as sobretaxas impostas pelo presidente americano Donald Trump.

Foram 3,50 milhões de toneladas embarcadas, alta de 20,9% em relação a 2024, e US$ 18,03 bilhões movimentados, o equivalente a cerca de 40,1% a mais do que o faturado no ano anterior, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), que compilou os dados com base em informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Mas o especialista afirma que existe, sim, um elemento comum a todos esses produtos e que contribui para encarecer quase tudo nas prateleiras dos supermercados: a logística.

"O setor de bebidas, por exemplo, enfrenta custos importantes relacionados a embalagens, logística e distribuição. Insumos como alumínio, vidro, plástico e transporte têm peso significativo na formação dos preços e podem pressionar reajustes acima da inflação média", ele diz.

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