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O que faz a Compass, empresa que estreia na bolsa nesta segunda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/05/2026 00:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,894-0,59%Dólar TurismoR$ 5,094-0,58%Euro ComercialR$ 5,765-0,23%Euro TurismoR$ 6,014-0,28%B3Ibovespa184.108 pts0,49%MoedasDólar ComercialR$ 4,894-0,59%Dólar TurismoR$ 5,094-0,58%Euro ComercialR$ 5,765-0,23%Euro TurismoR$ 6,014-0,28%B3Ibovespa184.108 pts0,49%MoedasDólar ComercialR$ 4,894-0,59%Dólar TurismoR$ 5,094-0,58%Euro ComercialR$ 5,765-0,23%Euro TurismoR$ 6,014-0,28%B3Ibovespa184.108 pts0,49%Oferecido por

A Compass, empresa de gás e energia controlada pela Cosan, estreia nesta segunda-feira (11) na B3 com uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) que deve movimentar cerca de R$ 3,2 bilhões.

A empresa controla diversos negócios e atua em diferentes etapas do mercado de gás natural no Brasil, incluindo distribuição, infraestrutura e comercialização.

Entre seus principais ativos está a participação na Comgás, maior distribuidora de gás canalizado do país, com atuação em São Paulo.

A Compass será listada na B3 sob o código “PASS3”. A companhia definiu o preço de suas ações em R$ 28 no IPO, no piso da faixa estimada para a oferta, que ia até R$ 35 por papel. Com isso, a operação irá movimentar cerca de R$ 3,2 bilhões.

Carreta criogênica da Edge, empresa da Compass, transporta GNL do Terminal de Regaseificação de São Paulo (TRSP) para indústrias localizadas em regiões sem acesso a gasodutos. — Foto: Divulgação

A Compass, empresa de gás e energia controlada pela Cosan, estreia nesta segunda-feira (11) na B3 com uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) que deve movimentar até cerca de R$ 3,2 bilhões. É a primeira companhia a abrir capital na bolsa brasileira desde 2021. (leia mais abaixo)

🔎 Um IPO (Initial Public Offering) é a primeira oferta pública de ações de uma empresa. A operação marca a entrada da companhia na bolsa e permite que investidores passem a negociar seus papéis no mercado.

A empresa de gás e energia controla diversos negócios e atua em diferentes etapas do mercado de gás natural no Brasil, incluindo distribuição, infraestrutura e comercialização.

Entre seus principais ativos está a participação na Comgás, maior distribuidora de gás canalizado do país, com atuação em São Paulo.

A empresa também tem participação em outras distribuidoras, como Sulgás (RS), Compagás (PR), MS Gás e SCGás, além de operar o Terminal de Regaseificação de São Paulo (TRSP), no Porto de Santos.

O terminal é responsável por importar gás natural liquefeito (GNL) — combustível transportado em navios e convertido novamente em gás no Brasil para abastecer o mercado nacional.

A Compass também investe na expansão da rede de distribuição para atender residências, comércios e indústrias, principalmente em regiões de forte atividade econômica.

Com cerca de 3,1 milhões de clientes conectados, a empresa opera uma rede de aproximadamente 28 mil quilômetros, por onde são distribuídos 14,4 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Desde 2020, os investimentos somaram cerca de R$ 15 bilhões, segundo a companhia.

De acordo com o documento apresentado aos investidores para o IPO, a companhia encerrou 2025 com patrimônio líquido de R$ 7,43 bilhões.

A capitalização total ajustada da empresa — indicador que reflete sua estrutura de capital e considera patrimônio líquido, empréstimos, financiamentos e debêntures — somava R$ 25,36 bilhões no fim de 2025.

A Compass será listada na B3 sob o código “PASS3”. A companhia definiu o preço de suas ações em R$ 28 no IPO, no piso da faixa estimada para a oferta, que ia até R$ 35 por papel. Com isso, a operação irá movimentar cerca de R$ 3,2 bilhões.

Inicialmente, a oferta envolveu 89,3 milhões de ações, em uma operação de cerca de R$ 2,5 bilhões. Diante da demanda dos investidores, a oferta foi ampliada com lotes adicionais de ações, elevando o valor total em aproximadamente R$ 700 milhões.

💵 A operação é totalmente secundária — ou seja, não envolve a emissão de novas ações. Na prática, os papéis ofertados já pertencem a acionistas atuais, que estão reduzindo suas participações. Com isso, os recursos da oferta não irão para o caixa da companhia, mas para os vendedores.

Entre os investidores que estão vendendo ações estão a controladora Cosan, fundos da Atmos e da Brasil Capital, além de Bradesco Vida e Previdência e do grupo Bússola. Com isso, a operação serve para reforçar o caixa da Cosan.

Planta de biometano da OneBio, em Paulínia (SP), controlada pela Edge, empresa da Compass. — Foto: Divulgação

O BTG Pactual atua como coordenador líder da operação — ou seja, é o banco responsável por organizar a oferta e liderar a venda das ações ao mercado. A operação também conta com Bank of America, Bradesco BBI, Citi, Itaú BBA, Santander, JPMorgan, XP, BNP Paribas e UBS BB.

Em comunicado ao mercado, a controladora Cosan informou que irá reduzir sua participação de 88% para 77,25%, podendo chegar a 75,37% caso as ações adicionais também sejam negociadas no IPO. A oferta envolve 76,8 milhões de ações, com lote suplementar que pode contemplar 13,4 milhões de papéis.

Ainda segundo a Cosan, caso todas as ações suplementares sejam vendidas, a oferta pode chegar a R$ 3,2 bilhões, dos quais R$ 2,5 bilhões ficam com a companhia. O movimento ocorre em um processo em que o grupo busca reduzir o endividamento.

Segundo o documento apresentado aos investidores para o IPO, a oferta é voltada apenas a investidores profissionais, como fundos de investimento, bancos e instituições financeiras.

O Brasil ficou quase cinco anos anos sem IPOs. O último havia ocorrido em setembro de 2021, quando a empresa de insumos agrícolas Vittia estreou na bolsa de valores. Foi a 45ª abertura de capital daquele ano, segundo dados da B3.

A retomada do mercado após o hiato começou neste ano, mas no exterior. Em janeiro, o banco digital PicPay realizou sua oferta pública inicial nos Estados Unidos e levantou cerca de US$ 434,3 milhões com a oferta de aproximadamente 22,9 milhões de ações na Nasdaq.

Como mostrou o g1, a seca na bolsa brasileira ocorreu, em grande parte, devido à disparada dos juros no país nos últimos anos, movimento que levou a taxa Selic a 15% ao ano — o maior patamar em cerca de duas décadas. Atualmente, ela está em 14,50% ao ano, com perspectiva de queda.

A lógica é simples: quanto maiores os juros, maior tende a ser o retorno de aplicações de renda fixa, que costumam oferecer menos risco. Dessa forma, muitos investidores preferem direcionar recursos para esses investimentos, reduzindo o interesse por IPOs.

Além dos juros elevados, também pesou a preocupação com as contas públicas do país. Antes de lançar uma oferta inicial de ações, as empresas costumam levar em conta todo esse cenário econômico, além de fatores internos e das condições do mercado.

Apesar das incertezas provocadas pelo tarifaço do presidente dos EUA, Donald Trump, e pelos conflitos no Oriente Médio, a expectativa do mercado é de queda da taxa Selic para 13% ao ano, o que tende a melhorar o ambiente para esse tipo de operação. Para o fim de 2027, a projeção é de juros em 11% ao ano.

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Fim da piracema aquece mercado de iscas vivas no interior de SP

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/05/2026 07:48

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Fim da piracema aquece mercado de iscas vivas no interior de SP Produtores do interior de SP se especializam na criação de minhocas gigantes e lambaris para atender à alta demanda de pescadores após o período de restrição da pesca. Por Nosso Campo, TV TEM

Fim da piracema impulsiona produção e venda de iscas vivas na região de Rio Preto — Foto: Reprodução/TV TEM

Com o fim da piracema, período de reprodução dos peixes, a volta da temporada de pesca em fevereiro aquece o mercado de iscas vivas e se torna uma alternativa de renda no interior de São Paulo.

Em Mirassol (SP), um produtor chega a vender 700 litros por semana de minhocas gigantes. Já em José Bonifácio (SP), um casal vendeu um milhão de lambaris em apenas dois meses.

Na região de Mirassol, Walter Roberto se especializou na criação da minhoca gigante africana, que pode atingir até 40 centímetros de comprimento.

O que começou com um pequeno canteiro para seu antigo pesqueiro virou um negócio que hoje atende oito lojas e vende 700 litros de iscas por semana. A criação é feita em quatro galpões, onde as minhocas são alimentadas com um resíduo da cana-de-açúcar.

Já na zona rural de José Bonifácio, o casal Gisele Rampasso e Renato Scarin se dedica à criação de lambaris desde 2021. A produção é alta: entre janeiro e fevereiro deste ano, eles venderam um milhão de iscas vivas. Segundo Gisele, a maior procura é pelo lambari "GG", de 15 centímetros, que leva nove meses para se desenvolver.

Os peixes são criados em 60 tanques e vendidos por unidade para lojas de São Paulo e Minas Gerais, com preços que variam de R$ 0,30 a R$ 0,60.

A alta produção dos criadores reflete a demanda do mercado. Uma loja de iscas em São José do Rio Preto (SP), por exemplo, precisa de reposição semanal, principalmente de minhocas e lambaris, que são considerados versáteis e eficientes para a pesca.

50 vídeos José Bonifácio Mirassol Resumo do dia De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail.

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Maioria dos eleitores dos EUA reprova gestão econômica de Trump, aponta pesquisa do Financial Times

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/05/2026 05:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,892-0,63%Dólar TurismoR$ 5,101-0,44%Euro ComercialR$ 5,765-0,22%Euro TurismoR$ 6,018-0,21%B3Ibovespa183.218 pts-2,38%MoedasDólar ComercialR$ 4,892-0,63%Dólar TurismoR$ 5,101-0,44%Euro ComercialR$ 5,765-0,22%Euro TurismoR$ 6,018-0,21%B3Ibovespa183.218 pts-2,38%MoedasDólar ComercialR$ 4,892-0,63%Dólar TurismoR$ 5,101-0,44%Euro ComercialR$ 5,765-0,22%Euro TurismoR$ 6,018-0,21%B3Ibovespa183.218 pts-2,38%Oferecido por

O presidente Donald Trump discursa antes de assinar uma proclamação no Salão Oval da Casa Branca, na terça-feira, 5 de maio de 2026, em Washington — Foto: AP/Jacquelyn Martin

A inflação elevada, o aumento do custo de vida e os impactos da guerra no Irã estão corroendo a confiança dos eleitores americanos na condução da economia pelo presidente Donald Trump. É o que mostra uma nova pesquisa divulgada neste domingo (10) pelo Financial Times, a seis meses das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.

Segundo o levantamento, realizado pela empresa Focaldata entre os dias 1º e 5 de maio com 3.167 eleitores registrados, cerca de 58% dos entrevistados desaprovam a forma como Trump lida com a inflação e o custo de vida — hoje apontados como os principais problemas do país.

O resultado representa um alerta para o Partido Republicano. Além da inflação, mais da metade dos entrevistados também desaprova a atuação do presidente em áreas como emprego, economia em geral e política externa, de acordo com a análise publicada pelo jornal britânico.

As críticas se estendem à política comercial da Casa Branca. Segundo a pesquisa, 55% dos eleitores afirmam que as tarifas impostas pelo governo prejudicaram a economia dos Estados Unidos. Apenas cerca de um quarto avalia que as medidas trouxeram benefícios.

A rejeição não se restringe a eleitores democratas. Independentes e até parte dos republicanos também demonstram insatisfação com a política tarifária, ainda que em menor grau, segundo o levantamento.

A pesquisa foi realizada em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio. Ataques aéreos conduzidos por Estados Unidos e Israel contra o Irã, no fim de fevereiro, desencadearam uma escalada militar que já afeta o mercado global de petróleo.

O reflexo mais imediato foi sentido nos combustíveis. O preço médio da gasolina nos Estados Unidos chegou a cerca de US$ 4,60 por galão. O valor é quase 50% acima do nível registrado antes da escalada do conflito, segundo o Financial Times.

A percepção dos eleitores, no entanto, é diferente: 54% desaprovam a condução do presidente na guerra contra o Irã. Entre republicanos, cerca de 20% também demonstram insatisfação, indicando divisões dentro da própria base de apoio.

O desgaste econômico e externo se reflete na avaliação geral do governo. De acordo com a pesquisa, 54% dos eleitores desaprovam o desempenho de Trump como presidente, enquanto 39% aprovam.

Entre eleitores independentes — grupo considerado decisivo nas eleições legislativas — a rejeição é ainda maior: mais de 58% têm avaliação negativa do presidente.

A poucos meses das eleições de meio de mandato, o levantamento indica vantagem dos democratas na disputa pelo Congresso.

Segundo o Financial Times, o partido aparece oito pontos à frente dos republicanos entre eleitores registrados, diferença que aumenta entre independentes.

Atualmente, os republicanos controlam a Câmara dos Representantes e o Senado. O desgaste econômico e a queda na popularidade do presidente podem, segundo a análise, abrir espaço para uma possível virada democrata nas eleições de novembro.

Procurada pela Financial Times, a Casa Branca minimizou os resultados da pesquisa. Em nota ao Financial Times, um porta-voz afirmou que medidas como cortes de impostos, desregulamentação e a política energética do governo mantêm a economia em uma “trajetória sólida”.

Segundo o governo, a expectativa é de que a redução das tensões no setor energético contribua para queda nos preços da gasolina, aumento dos salários reais e desaceleração da inflação.

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As empresas que estão ganhando bilhões com a guerra no Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/05/2026 04:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,894-0,59%Dólar TurismoR$ 5,094-0,58%Euro ComercialR$ 5,765-0,23%Euro TurismoR$ 6,014-0,28%B3Ibovespa184.108 pts0,49%MoedasDólar ComercialR$ 4,894-0,59%Dólar TurismoR$ 5,094-0,58%Euro ComercialR$ 5,765-0,23%Euro TurismoR$ 6,014-0,28%B3Ibovespa184.108 pts0,49%MoedasDólar ComercialR$ 4,894-0,59%Dólar TurismoR$ 5,094-0,58%Euro ComercialR$ 5,765-0,23%Euro TurismoR$ 6,014-0,28%B3Ibovespa184.108 pts0,49%Oferecido por

Enquanto as famílias de todo o mundo contam os prejuízos gerados pela guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, algumas empresas vêm contabilizando altos lucros.

As incertezas ocasionadas pelo conflito e o fechamento do estreito de Ormuz pelos iranianos estão aumentando o custo de vida e prejudicando o orçamento das empresas, famílias e governos.

Mas, enquanto alguns enfrentam dificuldades, outros vêm registrando altos ganhos, com negócios que são mais lucrativos em tempos de guerra ou se beneficiando da instabilidade dos preços da energia.

O principal impacto da guerra à economia mundial, até aqui, foi o forte aumento dos preços da energia.

Cerca de 20% do petróleo e do gás do mundo são transportados através do estreito de Ormuz. Mas este tráfego foi efetivamente interrompido no final de fevereiro.

Enquanto as famílias de todo o mundo contam os prejuízos gerados pela guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, algumas empresas vêm contabilizando altos lucros.

As incertezas ocasionadas pelo conflito e o fechamento do estreito de Ormuz pelos iranianos estão aumentando o custo de vida e prejudicando o orçamento das empresas, famílias e governos.

Mas, enquanto alguns enfrentam dificuldades, outros vêm registrando altos ganhos, com negócios que são mais lucrativos em tempos de guerra ou se beneficiando da instabilidade dos preços da energia.

Aqui estão algumas das empresas e setores da economia que estão ganhando bilhões com a continuidade do conflito no Oriente Médio.

O principal impacto da guerra à economia mundial, até aqui, foi o forte aumento dos preços da energia.

Cerca de 20% do petróleo e do gás do mundo são transportados através do estreito de Ormuz. Mas este tráfego foi efetivamente interrompido no final de fevereiro.

O resultado foi uma montanha-russa de oscilações de preços nos mercados de energia. E algumas das maiores empresas do setor de petróleo e gás do mundo lucraram com essas oscilações.

Os principais beneficiários foram as gigantes petrolíferas europeias. Elas têm setores especializados na compra e venda de ativos (trading), que as permitiram ganhar com as fortes oscilações de preços, impulsionando seus ganhos.

Os lucros da BP (British Petroleum), por exemplo, mais do que dobraram nos primeiros três meses do ano, atingindo US$ 3,2 bilhões (cerca de R$ 15,7 bilhões). Este resultado foi possível graças ao desempenho da sua divisão de trading, que a empresa considerou "excepcional".

A Shell também superou as expectativas dos analistas, relatando um aumento dos lucros no primeiro trimestre do ano, atingindo US$ 6,92 bilhões (cerca de R$ 33,9 bilhões).

Outra gigante internacional, a TotalEnergies, viu seus lucros saltarem em quase um terço, atingindo US$ 5,4 bilhões (cerca de R$ 26,4 bilhões) no primeiro trimestre de 2026. O aumento foi causado pela volatilidade dos mercados de petróleo e energia.

Já as gigantes americanas ExxonMobil e Chevron tiveram queda dos ganhos, em comparação com o mesmo período do ano passado, devido à interrupção do fornecimento do Oriente Médio.

Mas as duas empresas superaram as previsões dos analistas e esperam que seus lucros cresçam ao longo do ano, com os preços do petróleo ainda significativamente superiores aos níveis praticados no início da guerra.

Alguns dos maiores bancos do planeta também viram seus lucros dispararem após o início da guerra no Irã.

A receita de trading do JP Morgan atingiu o nível recorde de US$ 11,6 bilhões (cerca de R$ 56,8 bilhões), o que ajudou o banco a atingir o segundo maior lucro trimestral da sua história.

Entre todos os demais bancos do grupo dos "Seis Grandes" (Bank of America, Morgan Stanley, Citigroup, Goldman Sachs e Wells Fargo, além do JP Morgan), os lucros aumentaram substancialmente no primeiro trimestre do ano.

Ao todo, os bancos relataram lucros de US$ 47,7 bilhões (cerca de R$ 233,4 bilhões) nos três primeiros meses de 2026.

"Os altos volumes de trading beneficiaram os bancos de investimentos, particularmente o Morgan Stanley e o Goldman Sachs", afirma a estrategista-chefe de investimentos do Wealth Club, Susannah Streeter.

O forte aumento da demanda de trading favoreceu os principais credores de Wall Street. Investidores correram para se desfazer de ações e títulos de maior risco e depositar seu dinheiro em ativos considerados mais seguros.

Os volumes de trading também aumentaram devido aos investidores que buscaram se capitalizar em função da volatilidade dos mercados financeiros.

Para Streeter, "a volatilidade desencadeada pela guerra gerou um pico de trading, pois alguns investidores venderam ações com medo da escalada do conflito, enquanto outros compraram em baixa, ajudando a alimentar a corrida pela recuperação".

O setor de defesa é um dos beneficiários mais imediatos de qualquer conflito, segundo a analista sênior da consultoria RMS UK, Emily Sawicz.

"O conflito reforçou as lacunas da capacidade de defesa aérea, acelerando investimentos em defesas contra mísseis, sistemas de combate a drones e equipamento militar em toda a Europa e nos Estados Unidos, declarou ela à BBC.

Além de destacar a importância das empresas do setor de defesa, a guerra cria entre os governos a necessidade de reabastecer seus estoques de armas, o que aumenta a demanda.

A empresa BAE Systems, fabricante de produtos como os componentes dos jatos de combate F35, declarou em uma atualização comercial na quinta-feira (7/5) que espera forte crescimento das vendas e lucros em 2026.

Ela mencionou o aumento das "ameaças de segurança" em todo o mundo, o que impulsiona os gastos governamentais com a defesa e, por sua vez, cria um "cenário de apoio" para a companhia.

Três dos maiores fornecedores do setor de defesa do mundo, a Lockheed Martin, a Boeing e a Northrop Grumman, relataram atrasos recordes dos pedidos no final do primeiro trimestre de 2026.

Mas as ações das empresas do setor, que tiveram fortes altas nos últimos anos, vêm caindo desde meados de março, em meio aos temores de que o setor possa estar supervalorizado.

O conflito também destacou a necessidade de diversificar as fontes de energia e reduzir a dependência dos combustíveis fósseis, segundo Streeter.

Este fator "potencializou o interesse no setor de energia renovável", segundo ela — mesmo nos Estados Unidos, onde o governo Trump incentivou o uso de combustíveis fósseis, popularizando o slogan "perfurar, baby, perfurar".

Streeter afirma que a guerra fez com que os investimentos em energias renováveis fossem considerados cada vez mais importantes para a estabilidade e a resiliência aos choques.

Uma empresa que recebeu forte impulso foi a NextEra Energy, com sede no Estado americano da Flórida. Suas ações se valorizaram em 17% este ano, com os investidores se unindo à sua missão.

As gigantes dinamarquesas da energia eólica Vestas e Orsted também relataram aumento dos lucros, destacando como as consequências da guerra no Irã também estão impulsionando as empresas de energia renovável.

No Reino Unido, a empresa Octopus Energy declarou recentemente à BBC que a guerra trouxe "enorme impulso" para a venda de placas solares e bombas de calor. As vendas de painéis solares aumentaram em 50% desde o final de fevereiro.

A alta dos preços da gasolina também aumentou a demanda por veículos elétricos. E os fabricantes chineses, particularmente, vêm aproveitando melhor esta oportunidade.

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Chefes padrão ‘Diabo Veste Prada’ estão de volta? Empresas endurecem regras e sinalizam nova era de controle

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/05/2026 02:49

Trabalho e Carreira Chefes padrão 'Diabo Veste Prada' estão de volta? Empresas endurecem regras e sinalizam nova era de controle Especialistas explicam como discussões sobre saúde mental, reputação e produtividade mudaram a forma de enxergar chefes autoritários e por que empresas voltam a reforçar hierarquias. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Debates sobre burnout, saúde mental e assédio mudaram a forma como empresas enxergam chefes e relações de trabalho.

Redes sociais, pressão reputacional e canais de denúncia aumentaram a cobrança sobre empresas e lideranças abusivas.

Mesmo assim, grandes companhias voltaram a endurecer regras, ampliar o controle e reforçar hierarquias no pós-pandemia.

Especialistas avaliam que o futuro do trabalho deve exigir líderes capazes de equilibrar produtividade, confiança e bem-estar.

Estar disponível a qualquer hora do dia. Buscar cafés, carregar casacos, resolver problemas pessoais da chefe. Aceitar broncas públicas, cumprir ordens impossíveis e até correr atrás de um manuscrito inédito do novo livro de Harry Potter em menos de 24 horas.

👠 Em 2006, tudo isso apareceu nas telas em O Diabo Veste Prada, filme que retrata os bastidores de uma revista de moda nos Estados Unidos. No centro da história está Miranda Priestly, a (nem tão) fictícia editora-chefe, conhecida por comandar a equipe com exigências extremas, frieza e humilhações públicas.

Na época, muitas dessas cenas foram recebidas com fascínio. Em vez de provocar indignação coletiva, ajudaram a transformar Miranda em um símbolo aspiracional de liderança corporativa.

Para muita gente, ela representava um ideal de sucesso. Era inacessível e exigente. Características admiradas justamente por sua capacidade de liderar pelo medo.

"Ser 'workaholic' era romantizado (…) Durante muito tempo existiu a crença de que a pressão extrema gerava excelência, mas hoje as empresas entenderam que performance depende de uma cultura saudável", explica Tatiana Marzullo, fundadora do 'Salto Alto', programa focado em liderança feminina.

⚠️ Antes de continuar a leitura, vale o aviso: esta reportagem contém spoilers de O Diabo Veste Prada 2, sequência lançada em abril. O principal deles é que o mundo corporativo que transformou Miranda Priestly em ícone do sucesso profissional já não existe da mesma forma.

Na continuação do filme, Miranda continua respeitada, mas deixa de ser intocável. Pela primeira vez, a personagem enfrenta denúncias internas feitas por funcionários à diretoria. Seu comportamento deixa de ser tratado como "parte do jogo' e passa a ser questionado.

Mudanças sutis ganham força simbólica. O gesto clássico de jogar o casaco sobre a mesa da assistente desaparece. Agora, é a própria Miranda quem o pendura.

Essa nova versão da personagem surge em um mundo do trabalho atravessado por debates que eram bem menos visíveis há duas décadas: saúde mental, burnout, assédio moral, riscos psicossociais, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, programas de conformidade e canais formais de denúncia.

Hoje, comportamentos antes vistos como prova de comprometimento passaram a ser interpretados como possíveis violações das leis trabalhistas.

“Com o tempo, o burnout deixou de ser tratado como fragilidade individual e passou a ser entendido como reflexo de culturas organizacionais adoecidas”, diz Tatiana.

Não por acaso, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Tribunal Superior do Trabalho (TST) usou Miranda Priestly em uma publicação nas redes sociais para exemplificar situações que podem configurar abusos no ambiente profissional. A publicação alcançou mais de 50 mil curtidas no Instagram.

Mas, se o cinema e parte das empresas parecem rever os excessos do passado, o cenário corporativo real está longe de seguir uma trajetória linear.

🚩 Enquanto a ficção revisita Miranda sob o filtro da responsabilização, grandes empresas dão sinais de endurecimento nas relações de trabalho.

Uma reportagem recente da Bloomberg aponta uma retomada da lógica de "comando e controle" dentro das empresas, com menos flexibilidade, mais supervisão e regras internas mais rígidas.

Esse movimento aparece em diferentes frentes: retorno obrigatório ao trabalho presencial, intensificação do monitoramento da produtividade, redução de políticas flexíveis e até códigos de vestimenta mais restritivos.

Empresas como Target e Starbucks, por exemplo, passaram a limitar estampas, cores e elementos visuais usados por funcionários nas lojas.

➡️ Diante desse cenário, a pergunta que fica é: o estilo de liderança de Miranda Priestly saiu de moda ou o mundo corporativo apenas encontrou novas formas de exercer controle?

A transformação do ambiente corporativo nas últimas duas décadas não aconteceu por acaso. Ela foi impulsionada por mudanças culturais, geracionais, tecnológicas e econômicas que alteraram a forma como os trabalhadores enxergam carreira, sucesso e qualidade de vida.

Segundo as especialistas ouvidas pelo g1, o modelo de liderança representado por Miranda começou a perder força quando profissionais passaram a questionar padrões que, por muito tempo, foram tratados como normais dentro das empresas.

Nos anos 2000, jornadas exaustivas, disponibilidade constante e chefes agressivos eram frequentemente vistos como parte inevitável do crescimento profissional. Em muitos setores, sofrer no trabalho funcionava quase como uma prova de comprometimento.

Mariana Laselva, especialista em lideranças, avalia que esse comportamento estava ligado a um contexto em que a estabilidade profissional era prioridade absoluta.

“Independentemente do que você enfrentasse no ambiente de trabalho, a lógica era: você não pode perder seu emprego”, afirma. “O padrão de abuso ficava muito naturalizado.”

Ao longo dos anos, porém, essa lógica começou a mudar. O avanço das discussões sobre saúde mental teve papel importante nesse processo.

Temas como burnout, ansiedade, depressão e assédio moral deixaram de ser tratados como fragilidade individual ou falta de dedicação e passaram a ser reconhecidos como questões legítimas de saúde e gestão, pontua Tatiana.

"Quanto mais eu me conheço, menos eu tolero determinadas situações", diz a especialista.

A pandemia acelerou ainda mais essa transformação. A imposição do trabalho remoto, o isolamento social e a sobreposição entre vida pessoal e profissional levaram muitas pessoas a repensar limites, prioridades e relações de trabalho.

📢 As mudanças vieram acompanhadas de uma pressão crescente sobre as empresas. Se antes comportamentos abusivos podiam ficar restritos aos bastidores corporativos, hoje funcionários contam com redes sociais, plataformas de avaliação e canais públicos para expor experiências negativas.

Segundo as duas especialistas, foi essa combinação entre maior conscientização dos trabalhadores e medo de danos à reputação que levou empresas a fortalecer áreas de compliance, criar canais de denúncia e revisar políticas internas relacionadas a assédio, ética corporativa e saúde mental.

Ou seja, não se trata apenas de altruísmo empresarial. Além do risco jurídico e de imagem, as organizações passaram a perceber impactos financeiros concretos provocados por ambientes tóxicos, como afastamentos por burnout, aumento da rotatividade, perda de talentos e queda de produtividade.

Esse movimento também mudou a própria ideia do que significa liderar. Se há 20 anos competência técnica e cobrança extrema bastavam para legitimar um chefe, hoje as empresas passaram a exigir habilidades ligadas à inteligência emocional, capacidade de escuta, desenvolvimento de equipes e construção de confiança.

"A régua da liderança atual ficou mais alta porque ela inclui humanidade (…) A pressão sobre o líder hoje não é apenas por resultados. É também por coerência”, afirma Tatiana.

"Você não é melhor do que ninguém por estar em uma posição de liderança (…) Somos todos adultos. Não é preciso maltratar ninguém', diz.

🤔 Mas, se o mundo corporativo mudou tanto nos últimos 20 anos, por que tantas empresas parecem voltar a endurecer regras e retomar estruturas mais rígidas de comando?

Depois de anos defendendo flexibilidade, autonomia e ambientes mais horizontais, grandes companhias passaram a reforçar hierarquias, ampliar mecanismos de supervisão e reduzir liberdades concedidas aos funcionários no pós-pandemia.

De acordo com uma reportagem recente da Bloomberg, lideranças estariam vivendo uma era de retomada do modelo de “comando e controle”.

A Target, segunda maior rede de lojas de departamento dos Estados Unidos, endureceu regras sobre aparência e vestimenta dos funcionários. Agora, eles não podem mais usar bermudas e, se um cliente estiver a até três metros, a orientação é sorrir.

Já a Starbucks passou a reforçar padrões visuais mais rígidos para atendentes, limitando estampas, logotipos e cores fora do padrão definido pela empresa.

Segundo a análise publicada pela Bloomberg, as mudanças vão além da roupa. Elas refletem uma tentativa das empresas de reafirmar autoridade em um momento de pressão econômica, insegurança corporativa e perda do poder de barganha dos trabalhadores.

Esse movimento também aparece no retorno obrigatório ao trabalho presencial, na intensificação do monitoramento da produtividade e no aumento da vigilância sobre funcionários.

Uma pesquisa da WeWork, feita com quase 2 mil trabalhadores brasileiros, mostrou que 63% dos entrevistados atuam de forma presencial — e, para a maioria (79%), isso não é uma escolha, mas uma exigência.

Para Mariana Laselva, porém, é importante evitar análises simplistas. Na avaliação dela, o controle sempre existiu dentro das empresas. O que muda são as ferramentas e a forma como ele se manifesta.

“O controle não necessariamente tem uma única forma”, afirma. “Você passa de uma relação baseada na confiança para uma relação baseada no controle.”

Ela avalia que parte desse endurecimento está ligada à insegurança de lideranças que acreditam ter perdido a capacidade de supervisão durante os anos de maior flexibilização do trabalho remoto.

Ao mesmo tempo, Mariana ressalta que nem toda retomada do presencial representa automaticamente uma volta ao modelo “Miranda Priestly”.

Em alguns setores, a convivência física continua tendo valor estratégico para troca de conhecimento, formação de equipes e construção de vínculos profissionais.

Tatiana Marzullo faz uma leitura semelhante. Para ela, muitas empresas perceberam queda de produtividade, enfraquecimento da cultura organizacional e dificuldades de gestão após as mudanças aceleradas impostas pela pandemia.

"Vejo esse movimento mais como um ajuste do que como uma regressão", afirma. Ainda assim, ela alerta para uma diferença importante entre reorganizar processos e retomar culturas baseadas no medo.

Segundo Tatiana, empresas que ignorarem completamente os aprendizados dos últimos anos correm o risco de repetir modelos que já demonstraram impactos negativos na saúde mental, na retenção de talentos e na produtividade.

"As empresas mais inteligentes serão aquelas capazes de equilibrar alta performance com autonomia, confiança e bem-estar”" diz.

Na prática, o que especialistas observam é que o mundo corporativo atual vive uma espécie de disputa entre dois modelos de liderança.

De um lado, empresas pressionadas por produtividade, resultados financeiros e eficiência operacional. De outro, trabalhadores que passaram a valorizar mais equilíbrio, flexibilidade, saúde emocional e relações menos hierárquicas.

Ou seja, para Tatiana e Mariana, as lideranças que tendem a prevalecer no mercado são aquelas capazes de conciliar essas duas dimensões.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Pequenas Empresas & Grandes Negócios: contatos

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 08/05/2026 14:44

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Pequenas Empresas & Grandes Negócios: contatos Veja como obter informações das empresas citadas no Pegn. Por Pegn

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Canetas emagrecedoras e remédios caros podem elevar preços dos planos de saúde empresariais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/05/2026 10:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,931-0,76%Dólar TurismoR$ 5,140-0,59%Euro ComercialR$ 5,768-0,74%Euro TurismoR$ 6,024-0,58%B3Ibovespa186.238 pts0,34%MoedasDólar ComercialR$ 4,931-0,76%Dólar TurismoR$ 5,140-0,59%Euro ComercialR$ 5,768-0,74%Euro TurismoR$ 6,024-0,58%B3Ibovespa186.238 pts0,34%MoedasDólar ComercialR$ 4,931-0,76%Dólar TurismoR$ 5,140-0,59%Euro ComercialR$ 5,768-0,74%Euro TurismoR$ 6,024-0,58%B3Ibovespa186.238 pts0,34%Oferecido por

A “febre” das canetas emagrecedoras e a maior demanda por terapias avançadas, com medicamentos de alto custo, devem pressionar a inflação médica e levar a reajustes mais altos nos planos de saúde empresariais.

A expectativa, segundo especialistas consultados pelo g1, é que os custos médicos subam entre 8% e 11% em 2026.

Segundo pesquisa da consultoria Willis Towers Watson (WTW), os gastos com medicamentos estão entre os principais fatores que puxam os custos de saúde nas Américas — especialmente os remédios mais modernos para obesidade e diabetes.

Ao mesmo tempo, entidades de saúde no Brasil e no mundo seguem discutindo como tratar a obesidade no longo prazo.

Nesse cenário, a avaliação do setor é que, embora os planos ainda não sejam obrigados a cobrir as canetas emagrecedoras, a obesidade vem sendo cada vez mais reconhecida como doença crônica — o que pode influenciar decisões judiciais contra as operadoras, dependendo do caso.

A “febre” das canetas emagrecedoras e a maior demanda por terapias avançadas, com medicamentos de alto custo, devem pressionar a inflação médica e podem levar a reajustes mais altos nos planos de saúde empresariais.

A expectativa, segundo especialistas consultados pelo g1, é que os custos médicos subam entre 8% e 11% em 2026.

Segundo pesquisa da consultoria Willis Towers Watson (WTW), os gastos com medicamentos estão entre os principais fatores que puxam os custos de saúde nas Américas — especialmente os remédios mais modernos para obesidade e diabetes.

“Embora os planos de saúde no Brasil ainda não contemplem medicamentos para emagrecimento, como as canetas injetáveis, o rol de procedimentos ampliou a cobertura ambulatorial para alguns tratamentos oncológicos, além de medicamentos voltados a doenças raras e autoimunes”, explica a diretora de saúde e benefícios da Willis Towers Watson (WTW), Walderez Fogarolli.

Ao mesmo tempo, entidades de saúde no Brasil e no mundo seguem discutindo como tratar a obesidade no longo prazo.

No final do ano passado, por exemplo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou as primeiras diretrizes sobre o uso de canetas emagrecedoras no combate à doença, classificando esses medicamentos como uma ferramenta potencialmente essencial para “ajudar milhões de pessoas a superar a obesidade e reduzir os danos associados”.

No Brasil, uma série de projetos de lei apresentados no Congresso no ano passado passou a tratar do uso de medicamentos contra a obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS).

Nesse cenário, a avaliação do setor é que, embora os planos ainda não sejam obrigados a cobrir as canetas emagrecedoras, a obesidade vem sendo cada vez mais reconhecida como doença crônica — o que pode influenciar decisões judiciais contra as operadoras, dependendo do caso.

Ainda segundo a pesquisa da WTW, 67% das seguradoras acreditam que medicamentos à base de GLP-1 vão elevar os custos médicos nos próximos três anos. Na prática, isso também pode pressionar novos reajustes dos planos de saúde.

🔎 Esses medicamentos imitam a ação do hormônio GLP-1, produzido pelo próprio corpo. Ele ajuda a controlar o apetite, aumenta a sensação de saciedade e regula a liberação de insulina.

Os especialistas explicam que, embora os medicamentos tenham um peso importante, há vários outros fatores que influenciam os custos da saúde, como regulação e judicialização no Brasil, tecnologias mais caras (muitas ligadas ao dólar), comportamento dos usuários, além de desperdícios e fraudes.

🔎 Judicialização é quando as pessoas recorrem cada vez mais à Justiça para resolver questões que não foram solucionadas por outros meios. Na saúde, isso inclui casos em que pacientes acionam os tribunais para obrigar planos a cobrir tratamentos, exames ou medicamentos que não foram autorizados.

Segundo o superintendente técnico e atuarial da Mercer Marsh Benefícios, Thomás Ishizuka, fatores como a frequência de uso do plano e o custo médio dos atendimentos — chamado de “severidade” no jargão do setor — também entram na conta dos reajustes.

"Analisamos principalmente o custo médio por atendimento e a frequência de uso, mas o preço também depende de outras variáveis, como a idade dos beneficiários, o setor da empresa e o tipo de contrato", diz.

A Mercer Marsh estima que a inflação médica fique entre 8% e 9% em 2026, enquanto os reajustes dos planos empresariais devem variar de 8% a 10%. Já a WTW projeta alta de 11% neste ano, mas não detalhou os reajustes dos planos.

Apesar da alta projetada para 2026, especialistas avaliam que a inflação médica deve desacelerar em relação ao ano passado — reflexo de um esforço maior das operadoras para combater fraudes e controlar custos após o aumento das despesas no pós-pandemia.

Dados do Relatório de Tendências Globais de Custos Médicos da Aon, por exemplo, apontam alta de 9,7% nos custos médicos corporativos no Brasil — uma queda de 3,2 pontos percentuais em relação aos 12,9% projetados para 2025.

Segundo o diretor executivo da Mercer Marsh Benefícios, Marcelo Borges, esses esforços se concentraram em duas frentes: mudanças na coparticipação e maior controle sobre reembolsos e rede credenciada.

De um lado, o aumento da coparticipação ajudou a reduzir o uso indevido dos planos — como idas frequentes ao pronto-socorro sem urgência, excesso de exames e repetição de consultas sem necessidade.

Já as regras mais rígidas para reembolsos, diz o executivo, surgiram após a identificação de casos de fraude, em que beneficiários tentavam obter ressarcimentos indevidos.

“O processo não se tornou impeditivo, mas ficou mais rígido. Antes, o beneficiário apresentava a despesa e a prévia, e a seguradora já fazia o pagamento. Agora, é preciso apresentar o comprovante, e o valor do reembolso segue tabelas definidas para cada procedimento”, afirma Borges.

Por fim, o executivo explica que, nos últimos anos, houve um processo de renegociação das operadoras com hospitais e clínicas da rede credenciada.

Na prática, isso significa que as operadoras revisaram contratos e passaram a adotar medidas para segurar os custos, como pacotes fechados de procedimentos e regras mais claras para diárias hospitalares.

O diretor de Health & Talent da Aon no Brasil, Fabio Martinez, reforça que, mesmo com a desaceleração, o setor ainda enfrenta o desafio de incentivar o uso mais eficiente dos planos de saúde.

“A gestão de custos em saúde precisa levar em conta o acesso a tratamentos mais eficazes, mas também mais caros, principalmente com a inclusão frequente de novas tecnologias e medicamentos no rol da ANS”, conclui.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Como pequenos negócios aproveitaram show de Shakira para lucrar com camisetas, bonés e viagens

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 05/05/2026 02:52

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Como pequenos negócios aproveitaram show de Shakira para lucrar com camisetas, bonés e viagens Megaevento em Copacabana gerou faturamento de empreendedores e prestadores de serviços para fãs de todo o país. Por Pegn

O show de Shakira na Praia de Copacabana impulsionou os negócios de pequenos empreendedores dentro e fora do Rio de Janeiro.

Com público estimado em até 2,5 milhões de pessoas, o megaevento gerou uma onda de consumo que começou antes da apresentação e se espalhou por diferentes setores.

No comércio popular, a empreendedora Lorrana Lica apostou em produtos temáticos para aproveitar o momento.

No interior de São Paulo, a agente de viagens Camila Meira organizou um pacote especial para levar fãs até Copacabana.

O show de Shakira na Praia de Copacabana não movimentou apenas fãs — também impulsionou os negócios de pequenos empreendedores dentro e fora do Rio de Janeiro.

Com público estimado em até 2,5 milhões de pessoas, o megaevento gerou uma onda de consumo que começou antes da apresentação e se espalhou por diferentes setores.

No comércio popular, a empreendedora Lorrana Lica apostou em produtos temáticos para aproveitar o momento. Dona de uma loja no Saara, no centro da capital fluminense, ela já explorava o nicho de cultura pop desde 2022 e repetiu a estratégia em grandes shows anteriores.

Para o evento, a coleção foi lançada com cerca de 50 dias de antecedência, o que permitiu testar a aceitação do público e ajustar a produção. Entre os itens vendidos estavam camisetas, bonés, tops e leques personalizados, com preços a partir de R$ 49,90.

O histórico de faturamento mostra o potencial desse mercado. Após experiências com shows como RBD, Madonna e Lady Gaga, a empresária já havia alcançado receitas de até R$ 600 mil em eventos anteriores — e apostou no show da cantora colombiana para ampliar ainda mais os ganhos.

Mas não foi só no Rio que os negócios aqueceram. No interior de São Paulo, a agente de viagens Camila Meira organizou um pacote especial para levar fãs até Copacabana.

A empreendedora investiu cerca de R$ 20 mil na operação, incluindo aluguel de ônibus e custos de preparação, para transportar 64 pessoas em uma viagem bate-volta.

Com passagens vendidas por cerca de R$ 300, a viagem foi estruturada com apoio de estratégias digitais e parcerias com comunidades de fãs nas redes sociais, fundamentais para garantir a adesão do público.

Além do retorno financeiro, o projeto também marcou um passo importante na trajetória da empresária, que uniu negócio e paixão pela artista para consolidar sua atuação no setor de turismo.

Casos como esses ilustram um movimento típico de grandes eventos: a economia criativa ganha força e transforma fãs em consumidores — e, muitas vezes, em empreendedores. No embalo de Shakira, a música não foi o único espetáculo em cena: os negócios também entraram no ritmo.

📍Endereço: Rua Senhor dos Passos, 187 – Saara Rio de Janeiro/RJ – CEP: 23057-112📞Telefone: (21) 99488-4498📧 E-mail: lixcriandorj@gmail.com🌐 Site: https://www.lojalix.com.br/📸 Instagram: https://www.instagram.com/usealix

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Desenrola 2.0 inclui empresas: veja como funciona e quem pode acessar o programa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/05/2026 00:55

Empreendedorismo Guia do empreendedor Desenrola 2.0 inclui empresas: veja como funciona e quem pode acessar o programa Programa amplia renegociação de dívidas e passa a atender empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

O Desenrola 2.0 amplia seu alcance e passa a atender não apenas pessoas físicas, mas também empresas, estudantes com dívidas do Fies e agricultores familiares.

A iniciativa cria novas formas de renegociação de dívidas, amplia prazos de pagamento e facilita o acesso ao crédito.

O Desenrola Empresas opera a partir de mudanças em políticas já existentes, principalmente no Pronampe e no Procred, que passam a ter regras mais flexíveis.

O Novo Desenrola Brasil, lançado nesta segunda-feira (4) cria novas formas de renegociação de dívidas, amplia prazos de pagamento e facilita o acesso ao crédito. Nesta edição, passa a atender também empresas.

Segundo o governo, o endividamento elevado afeta o consumo e compromete a atividade produtiva quando atinge pequenos negócios. Esse grupo concentra a maior parte dos empregos no país e costuma enfrentar mais dificuldades para acessar crédito em momentos de aperto financeiro.

O Desenrola Empresas opera a partir de mudanças em políticas já existentes, principalmente no Pronampe e no Procred, que passam a ter regras mais flexíveis, prazos maiores e maior tolerância a atrasos.

A mudança inclui negócios negativados ou com pequenos atrasos, possibilitando a troca de dívidas de curto prazo e juros elevados por financiamentos mais fáceis de administrar.

📎 O público-alvo inclui microempresas, empresas de pequeno porte e microempreendedores individuais, dentro dos limites de faturamento estabelecidos em lei. As condições de acesso variam de acordo com o porte do negócio.

Para negócios com faturamento anual de até R$ 360 mil, atendidas principalmente pelo Procred, o novo Desenrola prevê mudanças na estrutura dos financiamentos.

Uma das principais alterações é a ampliação do prazo de carência, período em que a empresa ainda não começa a pagar as parcelas. Esse intervalo passa de até 12 para até 24 meses, criando uma margem maior para que o empreendedor reorganize as finanças.O prazo total do financiamento também foi ampliado. Antes limitado a 72 meses, agora pode chegar a 96 meses. Com isso, o valor das parcelas é diluído ao longo do tempo, reduzindo a pressão mensal sobre o caixa do negócio.Outro ponto é o aumento da tolerância a atrasos. Pelas regras anteriores, empresas com mais de 14 dias de atraso já encontravam obstáculos para contratar novas operações. Com o novo Desenrola, o limite passa a ser de 90 dias, levando em conta que oscilações temporárias de caixa são comuns entre pequenos negócios.O limite de crédito disponível também foi ampliado. O teto deixa de ser 30% do faturamento anual e passa para 50%, com valor máximo de R$ 180 mil por empresa.

👩🏻‍💼 No caso de microempresas comandadas por mulheres, esse percentual pode chegar a 60% do faturamento, como forma de incentivo ao empreendedorismo feminino.

Para micro e pequenas empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões, as mudanças se concentram no Pronampe, linha criada durante a pandemia e que se consolidou como uma das principais fontes de crédito para esse segmento.

O prazo de carência foi ampliado para até 24 meses, e o prazo máximo de pagamento passou de 72 para 96 meses. A proposta é dar fôlego para que empresas endividadas consigam se reorganizar antes de retomar os desembolsos.A tolerância a atrasos também foi ampliada, passando de 14 para 90 dias. A medida evita o bloqueio automático do acesso ao crédito em situações de dificuldade financeira temporária.Outra mudança é o aumento do limite máximo de crédito, que sobe de R$ 250 mil para R$ 500 mil.

Segundo o governo, a intenção é ampliar o acesso a recursos para capital de giro e criar condições para que empresas substituam dívidas mais caras, como cheque especial empresarial ou empréstimos de curto prazo, por financiamentos com juros menores e prazos mais longos.

Um dos principais elementos do Desenrola Empresas é o uso do Fundo Garantidor de Operações (FGO). O fundo funciona como uma proteção para os bancos, ao assumir parte das perdas em caso de inadimplência. Com isso, o risco das operações diminui.

Com menor risco, as instituições financeiras conseguem oferecer juros mais baixos e prazos mais longos, mesmo para empresas com histórico recente de atrasos ou com restrições no nome.

Esse modelo diferencia o novo Desenrola de uma renegociação comum entre banco e cliente. Ao assumir parte do risco, o governo tenta ampliar o acesso ao crédito para quem enfrenta mais barreiras no mercado.

As empresas interessadas não precisam acessar um site do governo nem se cadastrar em uma plataforma centralizada. O acesso ocorre diretamente nas instituições financeiras participantes, pelos canais habituais de crédito.

Cabe ao banco verificar se a empresa se enquadra nos critérios, como faturamento, programa aplicável e tipo de operação, e apresentar as condições previstas nas novas regras.

O governo não renegocia as dívidas diretamente, mas estabelece os parâmetros para que esse redesenho do crédito seja feito.

No caso dos microempreendedores individuais, a situação pode variar. Dependendo do tipo de dívida, o MEI pode acessar tanto as condições destinadas a pessoas físicas quanto as linhas voltadas a empresas, desde que cumpra os critérios de cada frente.

Além da linha empresarial, o programa mantém frentes voltadas às famílias, com renegociação de dívidas de consumo e descontos que podem chegar a 90%, aos estudantes com débitos do Fies, com abatimentos que podem alcançar 99% para inscritos no CadÚnico, e aos agricultores familiares, com a prorrogação do Desenrola Rural até 2026.

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Desenrola 2.0 amplia limites, carência e prazos para micro e pequenas empresas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 14:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1620,12%Euro ComercialR$ 5,809-0,05%Euro TurismoR$ 6,052-0,2%B3Ibovespa185.692 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1620,12%Euro ComercialR$ 5,809-0,05%Euro TurismoR$ 6,052-0,2%B3Ibovespa185.692 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1620,12%Euro ComercialR$ 5,809-0,05%Euro TurismoR$ 6,052-0,2%B3Ibovespa185.692 pts-0,87%Oferecido por

O governo propôs nesta segunda-feira (4), por meio do "Novo Desenrola" — também chamado de "Desenrola 2.0"— programa de renegociação de dívidas, novas regras para linhas de crédito específicas para micro e pequenas empresas, que contam com juros subsidiados.

Para as microempresas que faturam até R$ 360 mil por ano, o Procred, linha que pode ser buscada nos bancos, terá essas mudanças:.

Já para as micro e pequenas empresas com faturamento anual até R$ 4,8 milhões por ano, o Pronampe, linha que pode ser buscada nos bancos, terá essas mudanças:.

O Desenrola 2.0 é um programa do governo federal criado para ampliar a renegociação de dívidas de pessoas físicas, estudantes e micro e pequenas empresas, com foco na redução da inadimplência e na recuperação financeira desses grupos.

O governo propôs nesta segunda-feira (4), por meio do "Novo Desenrola" — também chamado de "Desenrola 2.0"— programa de renegociação de dívidas, novas regras para linhas de crédito específicas para micro e pequenas empresas, que contam com juros subsidiados.

Para as microempresas que faturam até R$ 360 mil por ano, o Procred, linha que pode ser buscada nos bancos, terá essas mudanças:

A carência irá de máximos 12 para 24 meses. É mais fôlego ao microempreendedor que precisou de crédito;O prazo máximo da operação subirá de 72 para 96 meses, diluindo o peso do pagamento da dívida no caixa do microempreendedor;A tolerância no atraso para concessão de novos créditos subirá de 14 dias para 90 dias;Aumento do valor total do crédito de 30% do faturamento (com teto de R$ 150 mil) para 50% (com novo teto em R$ 180 mil); Para empresas lideradas por mulheres, o limite sobe de 50% do faturamento para 60% (com novo teto em R$ 180 mil).

Já para as micro e pequenas empresas com faturamento anual até R$ 4,8 milhões por ano, o Pronampe, linha que pode ser buscada nos bancos, terá essas mudanças:

A carência sairá de até 12 meses para até 24 meses, dando fôlego ao quem precisou de crédito;O prazo máximo da operação subirá de 72 para 96 meses, diluindo o peso do pagamento da dívida no caixa da empresa;A tolerância no atraso para concessão de novos créditos subirá de 14 dias para 90 dias;Aumento do valor total do crédito de R$ 250 mil para R$ 500 mil.

Lula assina medida provisória do Desenrola 2.0. — Foto: Ricardo Stuckert/ Presidência da República

O Desenrola 2.0 é um programa do governo federal criado para ampliar a renegociação de dívidas de pessoas físicas, estudantes e micro e pequenas empresas, com foco na redução da inadimplência e na recuperação financeira desses grupos.

A nova fase do programa prevê descontos expressivos em contratos do Fies, com potencial de abatimento de dezenas de bilhões de reais, além de condições mais favoráveis para micro e pequenas empresas, como aumento dos limites de renegociação, prazos mais longos e períodos de carência ampliados.

O programa também autoriza o uso de parte do saldo do FGTS para a quitação de dívidas, seguindo regras específicas, e prevê a utilização de recursos classificados como valores esquecidos para ajudar a custear as renegociações, com reserva de uma parcela para eventuais pedidos de resgate.

Segundo o governo, a iniciativa busca aliviar o orçamento de famílias e empreendedores endividados, facilitar a regularização de débitos em atraso e permitir a retomada do acesso ao crédito em condições mais sustentáveis.

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