RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Jeep Renegade muda na versão 2027, mas fica devendo em um mercado lotado de SUVs; veja teste

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 09:51

Carros Jeep Renegade muda na versão 2027, mas fica devendo em um mercado lotado de SUVs; veja teste Novo Renegade tem frente fechada, acabamento minimalista para responder aos chineses e sistema híbrido pouco empolgante. Versões custam de R$ 141.990 até R$ 189.490. Por André Fogaça, g1 — Itupeva (SP)

O novo Jeep Renegade chega com mudanças pensadas para conter a queda nas vendas. O modelo, que já liderou o segmento, perdeu espaço nos últimos anos e hoje ocupa apenas a 11ª posição entre os SUVs.

Duas são as principais novidades: o jipinho adotou um visual mais simples e passou a contar com um motor híbrido leve. São quatro versões, que vão de R$ 141.990 a R$ 189.490.

O g1 passou uma tarde com o novo Renegade em Itupeva (SP) para avaliar se essas mudanças são suficientes para o modelo reagir no mercado e vender mais do que concorrentes chineses mais caros.

Sobre o visual, a Jeep destaca que o lado externo mudou bastante. No entanto, fora a parte frontal, é possível confundir o novo Renegade com a geração anterior.

As mudanças aparecem em detalhes do para-choque e na grade, que se destacam mais durante o dia. Como grande parte dela é coberta por plástico preto e o fundo também é escuro, à noite fica difícil perceber o que realmente mudou.

Por dentro, as mudanças são mais visíveis e bem-vindas. A principal delas é a central multimídia, que cresceu duas polegadas e agora tem 10,1 polegadas. Ainda fica abaixo do tamanho exagerado adotado por marcas chinesas, mas está alinhada ao padrão de concorrentes ocidentais, como o Volkswagen T-Cross, que também usa uma tela de 10,1 polegadas.

Como a tela foi reposicionada para mais perto da linha de visão, ela chama mais atenção e facilita o acesso aos ajustes. Assim, o motorista consegue operar os comandos com menos necessidade de desviar o olhar da rua.

A elevação da tela também levou o console central a uma posição mais alta. Antes, ele ficava na altura da canela e agora está próximo do joelho. A mudança segue uma tendência adotada por marcas chinesas, que dão mais atenção ao apoio de braço e à ergonomia. Ainda assim, o espaço do porta-objetos poderia ser maior no Renegade.

Para reforçar a proposta minimalista, o Renegade perdeu a alça frontal e passou a ter um painel mais liso. A decisão acompanha a tendência de reduzir elementos visuais, iniciada pela Tesla e amplamente adotada por marcas chinesas, além de algumas fabricantes ocidentais.

Ainda assim, o conjunto não seguiu o caminho da Chevrolet Captiva, que perdeu a identidade de SUV americano e adotou um interior totalmente chinês. Se, do ponto de vista da identidade, isso é positivo, na prática dificulta a concorrência com modelos chineses que vêm conquistando o consumidor brasileiro.

O motor estaria na lista de itens que não mudaram, não fosse a adoção do conjunto híbrido. Essa é a única novidade mecânica do modelo, e o sistema representa uma evolução do que a Fiat já havia aplicado no Pulse e no Fastback em 2025.

O sistema híbrido não traciona as rodas e tem impacto muito pequeno no consumo de combustível. Durante o teste, não foi possível perceber melhora nos quilômetros por litro, embora a Jeep prometa uma redução de 9% no consumo do Renegade.

A economia é modesta quando comparada à de híbridos completos, como o Toyota Corolla. Na versão híbrida, o sedã consome quase 48% menos combustível do que a opção movida apenas a combustão:

Toyota Corolla híbrido: 17,5 km/l na cidade, com gasolina;Toyota Corolla a combustão: 11,9 km/l na cidade, com gasolina.

Se, por um lado, o Renegade não protege o motorista da alta dos combustíveis, por outro, a experiência ao volante melhorou, com um comportamento mais ágil.

Apesar de manter o motor 1.3 turbo de 176 cv e torque de 27,5 kgfm, o Renegade passou a responder de forma mais rápida ao acelerador. Isso ocorre porque o sistema híbrido adiciona até 15 cv, ajudando a reduzir o esforço do motor principal.

Em números, enquanto o Renegade a combustão levava entre um e dois segundos para começar a responder ao acelerador totalmente pressionado, o novo modelo eletrificado reage antes de completar um segundo.

Está distante da resposta imediata vista em híbridos nos quais o motor elétrico movimenta as rodas, como Toyota Yaris Cross, Corolla, GAC GS4 e Honda Civic. Ainda assim, a arrancada ficou bem mais ágil, e as retomadas passaram a exigir menos tempo para ganhar força.

Fora isso, nada muda. O Renegade segue com suspensão firme e direção leve. No teste, esses ajustes não incomodaram, mas também não surpreenderam a ponto de fazer o utilitário se destacar.

Como o Renegade é mais alto do que modelos como Volkswagen T-Cross e Hyundai Creta, a suspensão mais rígida ajuda a compensar a tendência de inclinação em curvas mais fechadas. O carro se mantém estável e transmite boa sensação de segurança.

Central multimídia de 10,1 polegadas;Rodas aro 17;Saída de ar traseira;Ar-condicionado digital de duas zonas;Teto bicolor de série;Chave presencial;Painel de instrumentos digital de 7 polegadas.

Motor híbrido;Rodas aro 18;Bancos em couro;Volante em couro;Carregador de celular por indução;Sensor de estacionamento traseiro.

Aplicativo para recursos remotos;Alexa integrada;Banco do motorista com ajustes elétricos;Teto solar panorâmico;Monitoramento de ponto cego;Sensor de estacionamento dianteiro.

Com a chegada do novo Renegade, a Jeep não atualizou a versão de entrada de R$ 118.290, chamada de Sport. Com isso, o preço inicial do SUV compacto passa a ser mais alto, começando em R$ 141.990.

Até o lançamento da nova versão, havia uma configuração chamada Sport, que tinha diversos itens removidos para reduzir o preço final do utilitário.

Ao g1, a assessoria de imprensa da Jeep informou que as vendas desse modelo eram impulsionadas principalmente pelos descontos oferecidos ao público PCD, que representava parte considerável dos compradores.

A Jeep não confirmou que a mudança de estratégia do Renegade de entrada tem algo a ver com outro lançamento, mas a marca já anunciou oficialmente que lançará o Jeep Avenger no Brasil em 2026.

O Avenger tem dimensões menores que as do Renegade e será o SUV mais acessível da Jeep, com produção nacional em Porto Real (RJ).

O Avenger mede 4,08 metros de comprimento, ante 4,27 metros do Renegade. Também é mais baixo (1,53 metro contra 1,69 metro), mais estreito (1,77 metro contra 1,80 metro) e tem entre-eixos levemente menor (2,56 metros contra 2,57 metros).

Por dentro, o acabamento é mais simples para ajudar a conter custos e manter o preço competitivo. Há mais plástico, o que reduz as áreas com toque macio. Em compensação, o porta-malas do Avenger é maior: tem capacidade para até 380 litros, ante 351 litros do Renegade.

Sob o capô, o Jeep Avenger traz o motor 1.0 turbo da Stellantis, o mesmo usado em modelos como Fiat Pulse, Fastback e Peugeot 208. Nesse conjunto, o propulsor entrega 130 cv de potência e 25 kgfm de torque, podendo funcionar com gasolina ou etanol.

Lançado em 2015, quando havia poucos SUVs em faixas de preço mais baixas, o Renegade chegou a ocupar o segundo lugar entre os utilitários mais vendidos do país. Em 2019 atingiu o topo do ranking, repetiu o feito em 2021 e, depois disso, as vendas começaram a cair.

Em 2025, foram registrados 44.793 emplacamentos. Menos da metade das 92.837 unidades do Volkswagen T‑Cross vendidas no mesmo período e bem abaixo do Hyundai Creta, que encerrou o ano com 76.156 carros novos nas ruas.

Além dos concorrentes tradicionais, a BYD também ameaça o Renegade. Em 2025, o Jeep vendeu apenas 38 unidades a mais que a linha Song.

2015: segundo SUV mais vendido, atrás do HR‑V;2016: segundo SUV mais vendido, novamente atrás do HR‑V;2017: quarto SUV mais vendido;2018: quinto SUV mais vendido;2019: primeiro SUV mais vendido;2020: segundo SUV mais vendido, atrás do T‑Cross;2021: primeiro SUV mais vendido;2022: quinto SUV mais vendido;2023: oitavo SUV mais vendido;2024: sexto SUV mais vendido;2025: 11º SUV mais vendido.

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México negocia com empresas para vender petróleo a Cuba

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/03/2026 15:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2520,2%Dólar TurismoR$ 5,446-0,11%Euro ComercialR$ 6,021-0,26%Euro TurismoR$ 6,258-0,57%B3Ibovespa182.828 pts0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,2520,2%Dólar TurismoR$ 5,446-0,11%Euro ComercialR$ 6,021-0,26%Euro TurismoR$ 6,258-0,57%B3Ibovespa182.828 pts0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,2520,2%Dólar TurismoR$ 5,446-0,11%Euro ComercialR$ 6,021-0,26%Euro TurismoR$ 6,258-0,57%B3Ibovespa182.828 pts0,7%Oferecido por

Vista da refinaria da companhia de petróleo Pemex em Cadereyta, no México — Foto: Reuters/Daniel Becerril

O governo do México está em conversas com várias empresas privadas interessadas em comprar combustíveis da estatal Petróleos Mexicanos (Pemex) para revendê-los a companhias cubanas, informou a presidente Claudia Sheinbaum nesta segunda-feira (30).

Os comentários da presidente mexicana ocorrem após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que não tinha “nenhum problema” com o envio de petróleo russo a Cuba, depois de ter impedido a chegada à ilha de petróleo venezuelano e também de outros países, como o México, sob ameaça de tarifas aduaneiras.

“Há [empresas] privadas que se aproximaram de nós, por exemplo, para poder comprar combustível da Pemex e levá-lo elas mesmas às [empresas] privadas de Cuba (…) Há várias empresas, não apenas uma”, afirmou Sheinbaum durante sua coletiva de imprensa matinal.

No fim de fevereiro, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou que a venda de gás e outros combustíveis a Cuba poderia ser autorizada se destinada ao setor privado para suas atividades.

Sem citar nomes, a chefe de Estado mexicana indicou que se trata de empresas que atuam no transporte e na exportação de combustíveis.

Ela acrescentou que, em Cuba, existem empresas privadas, como redes hoteleiras, que precisam desses combustíveis e fazem acordos com essas companhias.

Pequenas e médias empresas privadas existem em Cuba desde 2021, após mais de meio século de proibição oficial. Em março passado, o governo de Havana também autorizou a criação de empresas mistas entre o Estado e o setor privado.

A ilha comunista enfrenta uma forte escassez de petróleo e está imersa em uma longa crise econômica e política, agravada pela falta de produtos básicos e pela multiplicação dos apagões, devido ao bloqueio de petróleo imposto por Washington.

Nesta segunda-feira, a Rússia informou que o petroleiro Anatoly Kolodkin, carregado com 730 mil barris de petróleo bruto, havia chegado a Cuba.

A interrupção do abastecimento de petróleo da Venezuela, seu principal fornecedor, ocorreu após a operação militar na qual os Estados Unidos depuseram o presidente Nicolás Maduro, em janeiro.

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Seis vezes em que mercados se movimentaram de maneira suspeita antes de anúncios de Trump

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/03/2026 12:08

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,241-0,3%Dólar TurismoR$ 5,4560,12%Euro ComercialR$ 6,042-0,23%Euro TurismoR$ 6,295-0,01%B3Ibovespa182.022 pts-0,39%MoedasDólar ComercialR$ 5,241-0,3%Dólar TurismoR$ 5,4560,12%Euro ComercialR$ 6,042-0,23%Euro TurismoR$ 6,295-0,01%B3Ibovespa182.022 pts-0,39%MoedasDólar ComercialR$ 5,241-0,3%Dólar TurismoR$ 5,4560,12%Euro ComercialR$ 6,042-0,23%Euro TurismoR$ 6,295-0,01%B3Ibovespa182.022 pts-0,39%Oferecido por

Decisões de Trump influenciam mercados de maneira decisiva – e algumas apostas antecipadas de investidores têm gerado questionamentos — Foto: Martin Meissner/AP Photo/picture alliance

Cerca de 15 minutos antes de o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar a suspensão dos ataques à infraestrutura energética do Irã, na última segunda‑feira (23/03), os mercados registraram uma movimentação abrupta nos contratos de petróleo. Nesse intervalo, investidores negociaram centenas de milhões de dólares da commodity, antecipando-se à publicação do republicano e evitando perdas com a posterior queda nos preços.

O episódio reacendeu o escrutínio no país por repetir um padrão observado durante sua presidência, em que investidores adotam comportamentos atípicos pouco antes de anúncios oficiais sobre temas como operações militares e tarifas.

Além dos contratos futuros de petróleo, atividades cronometradas deste tipo também surgiram em outros segmentos financeiros nos últimos meses, incluindo índices de ações (S&P 500 e Nasdaq), mercados de apostas, operações de câmbio e até criptomoedas.

Os casos levantaram suspeitas nos Estados Unidos sobre possíveis vazamentos de informação do governo ao mercado, inclusive o brasileiro. A prática irregular, associada ao insider trading, ocorre quando investidores operam com base em informações privilegiadas que deveriam ser confidenciais, negociando de forma a lucrar com a antecipação de um anúncio oficial.

Não há evidências concretas de que a Casa Branca esteja repassando informações confidenciais para beneficiar investidores ou suavizar impactos. Especialistas apontam que o comportamento súbito e as frequentes mudanças de direção de política de Trump acabam fornecendo sinais ao mercado, que interpreta esses padrões e tenta antecipar decisões políticas.

No caso do presidente americano, que anuncia decisões oficiais diretamente nas redes sociais e sem aviso prévio, os mercados passaram a monitorar diretamente sua comunicação online – fenômeno apelidado nos EUA de "Volfefe Index". Na prática, suas postagens têm potencial para mover mercados globais e estimular comportamentos preditivos, inclusive em bolsas europeias.

Além disso, grandes fundos operam constantemente com base em sinais macroeconômicos, o que pode gerar a percepção de movimentos "perfeitos" antes de anúncios.

Por outro lado, a repetição recente dessas "coincidências" vem aumentando as críticas sobre a gestão Trump. A Casa Branca afirma reiteradamente que não tolera qualquer autoridade que se "beneficie ilegalmente de informações privilegiadas".

"O que chama atenção aqui não é apenas o tamanho das operações, mas o timing", disse Stephen Innes, analista da SPI Asset Management, à agência de notícias AFP, ao ser questionado sobre a movimentação mais recente.

"Traders não são clarividentes. Quando as posições mudam minutos antes de um anúncio capaz de mexer com o mercado, isso geralmente significa que alguém está agindo com […] informações antes de a notícia vir a público", acrescentou.

Acertos sobre data de ataques ao Irã levaram lucros a apostadores — Foto: Evelyn Hockstein/REUTERS

No último sábado (21/03), Trump havia prometido destruir a infraestrutura energética do Irã se o país não permitisse o tráfego de navios no Estreito de Ormuz em 48 horas. O bloqueio da navegação no Golfo tem gerado forte pressão sobre o governo americano, devido à disparada de preços do petróleo e sua reação em cadeia em outros setores.

Teerã, porém, não cedeu à ameaça, o que levou o preço da commodity a subir mais uma vez nas primeiras horas de segunda-feira (23/03), com a abertura das bolsas na Ásia.

Às 7:04 daquele dia (horário local), Trump subiu seus primeiros posts indicando que recuaria dos ataques. Segundo ele, houve "conversas produtivas" com Teerã que o levaram a postergar a ofensiva contra as bases energéticas do Irã por cinco dias. Os preços do petróleo bruto Brent caíram de 114 dólares por barril para 97 dólares em poucas horas.

No entanto, minutos antes, entre 6:49 e 6:51 do mesmo dia, mais de 760 milhões de dólares (R$ 4 bilhões) em contratos futuros de petróleo foram negociados, incluindo o Brent e o West Texas Intermediate. O jornal americano Wall Street Journal também indica que um movimento similar ocorreu no índice de ações americano S&P 500, o que levou investidores a contornarem perdas.

Na comparação com semanas anteriores, o movimento pode ser considerado atípico para uma segunda-feira, indicam observadores.

Além disso, não havia sinais claros de que uma negociação entre Washington e Teerã poderia sair do papel. O Irã chegou a rebater Trump horas depois e afirmar que nenhuma conversa sobre o estreito havia ocorrido durante o final de semana.

A especulação sobre uso de informação privilegiada também se espalhou para os mercados de previsão, que permitem aos usuários apostar na probabilidade de milhares de eventos globais.

A empresa de análise Bubblemaps afirmou que seis contas lucraram cerca de 1,2 milhão de dólares (R$ 6 milhões) com dezenas de apostas feitas na plataforma Polymarket, prevendo corretamente ações militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro. As apostas foram registradas horas antes de os ataques começarem.

Além de informações privilegiadas, críticos apontam risco de apostas incentivarem conflitos — Foto: Berno/SIPA/picture alliance

Segundo a Bubblemaps, um único apostador apresenta um padrão recorrente de apostas certeiras. Ele também lucrou em outubro de 2024, quando acertou a data dos ataques israelenses contra o Irã, com aposta realizada novamente poucas horas antes de seu início.

Uma revisão do site da Polymarket feita pela agência de notícias Reuters identificou que, ao todo, um total 529 milhões de dólares foram apostados em contratos ligados ao timing de ataques (R$ 2,7 bilhões), enquanto 150 milhões de dólares (R$ 790) foram direcionados a contratos sobre a possível remoção do antigo líder supremo aiatolá Ali Khamenei de seu cargo.

Senadores democratas também manifestaram preocupação, em 23 de fevereiro, de que os mercados de previsão estariam violando regras ao criar incentivos para fomentar conflitos ou divulgar informações sigilosas, depois que um trader obteve cerca de 410 mil dólares (R$ 2,1 milhões) apostando na queda do líder venezuelano Nicolás Maduro.

Em 2 de janeiro, Trump autorizou a ação que levou à captura de Maduro, em Caracas. Embora a notícia da operação só tenha sido divulgada posteriormente, uma série de apostas na queda do venezuelano foram feitas na Polymarket entre dezembro e janeiro.

O que gerou suspeita foi a identificação de que a última aposta fora registrada menos de uma hora antes de os militares serem autorizados pela Casa Branca a prosseguir com a intervenção na Venezuela.

A guerra comercial lançada por Trump contra diversos países também gerou especulações de insider trading e manipulação de mercado.

Entre os dias 9 e 14 de abril de 2025, Trump anunciou diversos recuos ao seu tarifaço global, reduzindo restrições à importação de produtos eletrônicos ou mesmo pausando o tarifaço horas após sua entrada em vigor.

As decisões reverteram temporariamente quedas históricas nas bolsas de valores ao redor do mundo disparadas por sua decisão anterior de sobretaxar parceiros comerciais com tarifas que chegavam a 50%.

Em 9 de abril de 2025, a sobretaxa a países e blocos como China, Japão e União Europeia entrou em vigor, levando a um choque nos mercados. Trump procurou amenizar o impacto, afirmando nas redes sociais que era uma "ótima hora para comprar". Horas depois, interrompeu as tarifas globais por 90 dias, o que levou o índice americano S&P 500 ao seu maior ganho diário desde 2008 e o Nasdaq ao segundo melhor desempenho em quase duas décadas.

Em meio às movimentações, observadores identificaram negociações na bolsa americana que envolviam opções de compra que só dariam retorno se o índice encerrasse em alta no mesmo dia, algo não esperado em meio às tarifas recém-impostas. Foi o suficiente para democratas no Congresso pedirem repetidas investigações sobre possível manipulação de mercado e insider trading.

Em 10 de outubro de 2025, foi a vez de movimentações atípicas no mercado de criptomoedas levarem a especulações sobre informações privilegiadas.

Na ocasião, Trump anunciou tarifas adicionais de 100% aos produtos chineses, levando a uma liquidação generalizada no mercado de criptomoedas, como o bitcoin, que chegou a cair 19 bilhões de dólares (R$ 100 bilhões).

Segundo análise do Wall Street Journal, porém, duas contas haviam apostado contra o mercado minutos antes da publicação do presidente, lucrando cerca de 160 milhões de dólares (R$ 842 milhões).

As apostas foram alavancadas para lucrar com um possível derretimento no preço das criptomoedas e foram executadas na plataforma Hyperliquid.

Apesar de o investimento ter sido realizado minutos antes do anúncio, naquele momento Pequim já havia restringido sua exportação de terras raras, o que levou à contramedida de Trump.

No Brasil, anúncios de Trump também geraram suspeitas de que informações privilegiadas chegaram ao mercado.

A Advocacia‑Geral da União identificou movimentações cambiais atípicas em 9 de julho de 2025, quando o americano afirmou que aplicaria uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.

Uma reportagem do G1 mostrou que menos de 3 horas antes de Trump publicar uma carta em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e sobretaxar o Brasil, operadores compraram entre 3 e 4 bilhões de dólares (entre R$ 15 e R$ 21 bilhões) ao custo de R$ 5,46 o dólar. Após a publicação da Casa Branca, o câmbio subiu a R$ 5,60. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, determinou a abertura de uma investigação sobre o caso.

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Justiça dos EUA rejeita ação da X, de Elon Musk, contra suposto ‘boicote’ de grandes empresas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/03/2026 15:54

Tecnologia Justiça dos EUA rejeita ação da X, de Elon Musk, contra suposto ‘boicote’ de grandes empresas Ação foi movida pelo antigo Twitter, que acusava a Federação Mundial de Anunciantes e grandes companhias de boicotar ilegalmente a plataforma. Por Reuters

Ação foi movida pela rede social X, antigo Twitter, que acusava a Federação Mundial de Anunciantes e grandes companhias de boicotar ilegalmente a plataforma.

A juíza distrital Jane Boyle, do tribunal federal de Dallas, afirmou que a X não conseguiu comprovar que sofreu prejuízo de acordo com as leis antitruste americanas.

A ação, apresentada em 2024, alegava que os anunciantes, por meio de uma iniciativa da federação chamada Aliança Global para Mídia Responsável, teriam retido coletivamente bilhões de dólares em receita publicitária da plataforma.

Um juiz dos Estados Unidos (EUA) rejeitou, nesta quinta-feira (26), uma ação movida pela rede social X, antigo Twitter, que acusava a Federação Mundial de Anunciantes e grandes companhias, como Mars, CVS Health e Colgate-Palmolive, de boicotar ilegalmente a plataforma controlada por Elon Musk.

A juíza distrital Jane Boyle, do tribunal federal de Dallas, afirmou que a X não conseguiu comprovar que sofreu prejuízo de acordo com as leis antitruste americanas.

A ação, apresentada em 2024, alegava que os anunciantes, por meio de uma iniciativa da federação chamada Aliança Global para Mídia Responsável, teriam retido coletivamente bilhões de dólares em receita publicitária da plataforma.

No processo, a empresa argumentava que os anunciantes agiram contra seus próprios interesses em uma suposta ação coordenada para prejudicar a plataforma, o que violaria a legislação concorrencial dos EUA.

Segundo documentos apresentados à Justiça, as empresas optaram por direcionar anúncios a plataformas concorrentes por preocupações com a segurança de marca na X após a compra da rede por Musk, em 2022, quando houve demissões de equipes responsáveis por moderar conteúdo.

Na decisão, Boyle afirmou que “a própria natureza da suposta conspiração não caracteriza violação antitruste”, e determinou o arquivamento definitivo do processo.

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NR-1: Governo estuda adiar mais uma vez regra que pune empresas por danos à saúde mental no trabalho

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/03/2026 08:09

Trabalho e Carreira NR-1: Governo estuda adiar mais uma vez regra que pune empresas por danos à saúde mental no trabalho Em 2025, quando a norma já deveria estar em vigor, mais de meio milhão de afastamentos por transtornos mentais foram registrados. Por Poliana Casemiro, Rayane Moura, g1 — São Paulo

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) quer adiar mais uma vez a norma que passaria a punir empresas por ações que afetem a saúde mental dos trabalhadores.

A medida estava prevista para entrar em vigor em maio de 2025, ano em que, como o g1 revelou, o país bateu recorde no número de afastamentos por transtornos mentais, com custo bilionário aos cofres públicos.

Após pressão de sindicatos patronais e empresas, o governo adiou a medida por um ano. O novo prazo era para maio deste ano. Agora, novamente sob pressão, o MTE informou que estuda um segundo adiamento.

A decisão de adiamento vai na contramão do cenário do trabalho no país. Em 2025, quando a norma já deveria estar em vigor, o quadro de afastamentos piorou: mais de meio milhão de licenças foram concedidas por transtornos mentais.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) quer adiar mais uma vez a norma que passaria a punir empresas por ações que afetem a saúde mental dos trabalhadores.

A medida estava prevista para entrar em vigor em maio de 2025, ano em que, como o g1 revelou, o país bateu recorde no número de afastamentos por transtornos mentais, com custo bilionário aos cofres públicos.

Após pressão de sindicatos patronais e empresas, o governo adiou a medida por um ano, para maio de 2026. Agora, novamente sob pressão, o MTE informou que estuda um segundo adiamento.

O que mudaria com a NR-1? Com a atualização da norma, auditores do trabalho poderiam fiscalizar e aplicar multas caso fossem identificadas questões como metas excessivas, jornadas extensas, ausência de suporte, assédio moral, conflitos interpessoais, falta de autonomia no trabalho e condições precárias de trabalho. ➡️ Ou seja, isso passaria a ter o mesmo peso de fiscalização de pontos como questões que envolvem acidente de trabalho ou doença.

A decisão de adiamento vai na contramão do cenário do trabalho no país. Em 2025, quando a norma já deveria estar em vigor, o quadro de afastamentos piorou: mais de meio milhão de licenças foram concedidas por transtornos mentais.

A atualização da norma foi anunciada em agosto de 2024 — ano em que o país teve o maior número de afastamentos do trabalho por saúde mental em 10 anos, como mostrou o g1 com exclusividade. O governo deu cerca de nove meses para as empresas se adaptarem.

Porém, a menos de um mês da entrada em vigor, o Ministério do Trabalho cedeu à pressão do setor patronal e adiou o início da atualização da NR-1. Inicialmente prevista para maio de 2025, a regra foi postergada por mais um ano e passou a ter caráter apenas educativo e orientativo.

As punições estão previstas para começar em 25 de maio de 2026. A menos de dois meses dessa data, entidades empresariais pressionam por um novo adiamento, alegando que o prazo não foi suficiente para adaptação — principalmente pela falta de orientações técnicas mais claras por parte do Ministério do Trabalho.

No ano passado, o setor alegava que a prorrogação permitiria criar critérios mais objetivos para a aplicação da norma, reduzindo a insegurança jurídica.

Colocar sob a empresa a responsabilidade por problemas de saúde mental, que são globais.Gerar gasto extra não previsto com profissionais de saúde mental;Trazer falta de clareza sobre a aplicação da norma;

Por outro lado, auditores fiscais do trabalho afirmam que as exigências não são novas e que a principal mudança é a inclusão dos riscos psicossociais na fiscalização. Além disso, o Ministério do Trabalho lançou, no ano passado, uma cartilha para orientar as empresas e, no início deste ano, um manual de interpretação e aplicação da norma.

Na semana passada, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, admitiu a possibilidade de adiamento após reunião com representantes dos setores de serviços e comércio.

O Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Sescon-SP) apresentou uma nota técnica ao governo apontando inconsistências, como a exigência de relatórios para comprovar a inexistência de riscos psicossociais — o que pode aumentar custos e burocracia, especialmente para pequenas e médias empresas.

Para o presidente da entidade, Antonio Carlos Santos, a possível prorrogação representa “uma vitória do diálogo”. Ele afirma que a norma pode gerar insegurança jurídica ao tratar riscos psicossociais sem critérios claros, além de possíveis conflitos com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A diretora executiva da Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (ABLOS), Daniela Archanjo, também aponta falta de parâmetros objetivos para avaliar fatores como estresse, pressão e clima organizacional, considerados mais subjetivos.

Em 2025, o Brasil bateu, pela segunda vez, o recorde com o maior número de afastamentos do trabalho por transtornos mentais em uma década. Ao todo, foram 546.254 mil licenças concedidas – uma alta de 15% se comparado com o ano anterior.

Em 2024, o Brasil já vivia uma crise de saúde mental, com o maior número de afastamentos por esse motivo em 10 anos. Na época, foram concedidas 472 mil licenças.

A maior parte desses afastamentos está concentrada em casos de ansiedade e depressão. Os transtornos ansiosos lideram o ranking, com 166.489 licenças concedidas em 2025, seguidos pelos episódios depressivos, que somaram 126.608 afastamentos.

Uma análise da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) mostra que mais de duas mil profissões estão entre aquelas em que os trabalhadores precisaram se afastar do trabalho por transtornos mentais no Brasil.

No topo da lista aparecem ocupações como vendedor do comércio varejista, faxineiro e auxiliar de escritório — trabalhadores que atendem o público, mantêm serviços essenciais e sustentam boa parte da rotina urbana.

Apesar da posição do Ministério do Trabalho, a possibilidade de adiamento enfrenta resistência de entidades ligadas à fiscalização e à defesa dos trabalhadores.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) se posicionou contra a medida. Em nota, o órgão afirmou que a postergação pode gerar insegurança jurídica, comprometer a proteção à saúde mental no ambiente de trabalho e abrir espaço para o esvaziamento da norma.

Segundo a procuradora do Trabalho Juliane Mombelli, o adiamento pode criar um “limbo regulatório”, ao transferir ao Judiciário decisões que deveriam ser definidas na regulamentação.

O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (SINAIT) também criticou a possibilidade de nova prorrogação. “Os trabalhadores estão sofrendo as graves consequências da falta de implementação da NR-1”, afirma a entidade.

Já entidades da área de Segurança e Saúde no Trabalho defendem que seja mantido o prazo de 26 de maio de 2026. Segundo o setor, o tempo de adaptação foi suficiente e há orientação técnica disponível.

Na avaliação dessas entidades, adiar a regra significa postergar medidas de prevenção e pode contribuir para o aumento dos afastamentos por problemas de saúde mental. Elas também destacam que a mudança segue padrões adotados em outros países e responde ao avanço desse tipo de adoecimento no Brasil.

Para Francisco Edison Sampaio, da Associação Ibero-Americana de Engenharia de Segurança do Trabalho (AIEST), o prazo concedido foi adequado. “O que se observa, em muitos casos, não é falta de tempo, mas a não utilização do período já concedido”, afirma.

As entidades também rebatem a alegação de falta de orientação técnica. Segundo Nivaldo Barbosa, da Federação Nacional dos Técnicos de Segurança do Trabalho (FENATEST), o Ministério do Trabalho já disponibilizou guias e manuais para apoiar a implementação.

Outras entidades da área também se posicionaram contra o adiamento, como a Associação Nacional de Engenharia de Segurança do Trabalho (ANEST), Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), Associação Brasileira de Ergonomia e Fatores Humanos (ABERGO), Associação Nacional dos Docentes de Engenharia de Segurança do Trabalho (ANDEST do Brasil), Associação Brasileira dos Higienistas Ocupacionais (ABHO) e Associação Brasileira das Empresas de Saúde e Segurança do Trabalho (ABRESST).

Segundo os especialistas ouvidos pelo g1, o adiamento é um retrocesso diante do cenário nacional, e que o trabalho é um fator estressor importante na saúde mental.

“O argumento das empresas não faz sentido e isso pode ser um retrocesso diante do grande passo que o governo federal tinha dado, levando a saúde mental em consideração”, explica Arthur Danila, psiquiatra e coordenador do Programa de Mudança de Hábito e Estilo de Vida na USP.

"É claro que a saúde mental ultrapassa o trabalho, mas esse ambiente é onde as pessoas passam o maior tempo do dia e da vida. Falar que o trabalho não está adoecendo é contrariar a realidade", diz Danila.

A mestre em ciências sociais e consultora sobre trabalho, Thatiana Cappellano, reforça que o ambiente de trabalho é um fator importante nas questões de saúde mental e que as empresas fazem pressão porque não querem olhar para os problemas estruturais.

🔴 Alguns dos pontos citados pelos especialistas em saúde mental e trabalho como responsáveis pelo aumento nos afastamentos por transtornos psicológicos são a precarização do trabalho, o déficit salarial, as muitas horas de dedicação com a mudança na cultura de trabalho pós pandemia.

Segundo Thatiana, para que as corporações pudessem cumprir as medidas exigidas pelo governo, teriam que olhar para seus problemas.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Governo cria catálogo para aproximar empresas de defesa de compradores estrangeiros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/03/2026 10:57

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,265-0,82%Dólar TurismoR$ 5,495-0,46%Euro ComercialR$ 6,105-0,5%Euro TurismoR$ 6,376-0,27%B3Ibovespa179.428 pts1,82%MoedasDólar ComercialR$ 5,265-0,82%Dólar TurismoR$ 5,495-0,46%Euro ComercialR$ 6,105-0,5%Euro TurismoR$ 6,376-0,27%B3Ibovespa179.428 pts1,82%MoedasDólar ComercialR$ 5,265-0,82%Dólar TurismoR$ 5,495-0,46%Euro ComercialR$ 6,105-0,5%Euro TurismoR$ 6,376-0,27%B3Ibovespa179.428 pts1,82%Oferecido por

O governo federal lança, nesta segunda-feira (23), um catálogo inédito da Base Industrial de Defesa (BID) com o objetivo de ampliar a presença de empresas brasileiras no mercado internacional.

A iniciativa, apresentada pelo ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, reúne informações estratégicas sobre produtos e fabricantes nacionais e busca facilitar a conexão com investidores, delegações estrangeiras e compradores do setor, em meio ao crescimento das exportações militares do país.

Disponível em português e inglês, o catálogo reúne empresas e produtos estratégicos para a projeção global do setor. O material é voltado a autoridades civis e militares, investidores, compradores e delegações estrangeiras.

Os números da defesa em 2025 explicam o lançamento do novo catálogo setorial: um recorde de US$ 3,4 bilhões em exportações e presença em 147 países.

Ao todo, a publicação reúne 154 empresas e 364 produtos, destacando a diversidade da produção nacional, que inclui embarcações, blindados e aeronaves.

O levantamento evidencia a maturidade de uma indústria que combina diversidade tecnológica com forte desempenho comercial no exterior.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Fleury, Oncoclínicas e Porto estudam criar nova empresa de tratamento de câncer

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/03/2026 08:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%Oferecido por

A nova companhia também poderia ficar com parte das dívidas da empresa, até um limite de R$ 2,5 bilhões.

Para tirar o plano do papel, Fleury e Porto pretendem investir juntos R$ 500 milhões e ficariam no controle do novo negócio.

O Fleury grupo de medicina diagnóstica conhecido por exames laboratoriais e de imagem, anunciou nesta segunda-feira (23) um aditivo para aderir a um acordo preliminar (term sheet) que envolve a Oncoclínicas, especializada no tratamento de câncer, e a Porto Seguro, que atua principalmente com seguros, planos de saúde e serviços financeiros.

A ideia é criar uma nova empresa que reuniria clínicas de oncologia que hoje pertencem à Oncoclínicas. Essa nova companhia também poderia ficar com parte das dívidas da empresa, até um limite de R$ 2,5 bilhões.

Para tirar o plano do papel, Fleury e Porto pretendem investir juntos R$ 500 milhões e ficariam no controle do novo negócio. Os detalhes de como essa divisão funcionaria ainda não foram definidos.

Em comunicado ao mercado, o grupo Fleury afirmou que o projeto também inclui uma espécie de “empréstimo” que pode virar participação na empresa no futuro.

Esse valor também seria de R$ 500 milhões, com prazo de até quatro anos e rendimento atrelado ao CDI (uma taxa básica de juros do mercado).

Por enquanto, tudo ainda está em fase inicial. As empresas têm um prazo de 30 dias para negociar os termos finais.

Além disso, o negócio ainda depende de análises internas, auditorias e aprovação de órgãos reguladores. O Fleury destacou que nada foi fechado até agora.

A negociação entre as gigantes do setor de saúde amplia tratativas já iniciadas no começo do mês. Em 13 de março, a Oncoclínicas e a Porto Seguro firmaram um acordo preliminar para criar uma nova empresa que reuniria as clínicas de oncologia do grupo.

Pelo plano inicial, a Porto investiria R$ 500 milhões e assumiria poder de decisão, com pelo menos 30% de participação. O acordo poderia chegar a R$ 1 bilhão.

Com mais de 140 unidades no país, entre clínicas e laboratórios, a Oncoclínicas enfrenta dificuldades financeiras, com dívidas superiores a R$ 4 bilhões.

Nos últimos 12 meses, as ações da companhia, negociadas na B3 sob o código ONCO3, acumulam queda de 71,21%. Atualmente, o valor de mercado gira em torno de R$ 2,1 bilhões.

A deterioração do cenário ganhou força após a crise do Banco Master, um dos principais acionistas da empresa.

A proposta em discussão é que, com a criação de uma nova subsidiária, a Oncoclínicas consiga renegociar suas dívidas, oferecendo aos credores a possibilidade de converter os valores devidos em participação no novo negócio.

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A empresa de IA que enfrentou o Pentágono nos EUA — e por que isso afeta o mundo todo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/03/2026 03:18

Tecnologia A empresa de IA que enfrentou o Pentágono nos EUA — e por que isso afeta o mundo todo O conflito entre a Antropic e o governo dos EUA levanta preocupações sobre a necessidade urgente de regulamentar o uso da tecnologia mais poderosa que já existiu. Por BBC

A disputa entre a Anthropic e o Pentágono gira em torno do acesso ético à inteligência artificial de ponta — Foto: Getty Images

Enquanto o mundo observava a operação dos EUA na Venezuela e como a guerra com o Irã se tornava inevitável, uma batalha se desenhava em Washington — um alerta de que o futuro profetizado por anos, sobre o papel da inteligência artificial nas guerras, já havia chegado.

Uma empresa de inteligência artificial do Vale do Silício se recusou a seguir ordens do Pentágono (o departamento de Defesa dos EUA). E o Pentágono a tratou como se fosse inimiga do Estado. Mesmo assim, sua tecnologia de IA continuou sendo usada porque as Forças Armadas dos EUA não podiam se dar ao luxo de ficar sem ela.

Foi o que aconteceu entre a Anthropic e o departamento de Defesa nas últimas semanas. E embora tudo pareça uma mera disputa corporativa, é muito mais do que isso. É a primeira vez que uma empresa de IA confronta um aparato militar, recusando-se a eliminar limites éticos de sua tecnologia.

O confronto deixou no ar questões que preocupam a todos: até que ponto os humanos já estão delegando decisões irreversíveis e letais a máquinas? Quem decide como a IA é usada?

Essas não são perguntas retóricas. Especialistas da Universidade de Oxford alertam que este episódio "revela lacunas de governança antigas na integração da IA ​​em operações militares. Essas lacunas são anteriores neste governo (dos EUA) e persistirão após a controvérsia atual".

Por que — se a humanidade teme chegar a este ponto há tanto tempo — ainda existe um vácuo tão grande na governança da IA? É um vácuo que Logan Graham, líder da Equipe Vermelha da Anthropic, que analisa cenários negativos envolvendo tecnologia — de ataques cibernéticos a ameaças à biossegurança — conhece muito bem.

"A intuição de algumas pessoas, por terem crescido em um mundo pacífico, é de que em algum lugar existe uma sala cheia de adultos que sabem como resolver tudo", disse ele à revista Time. "Não existem esses grupos de adultos. Não existe nem mesmo uma sala. A responsabilidade é sua."

Em algum momento durante a operação que culminou em 3 de janeiro com a captura do então presidente venezuelano Nicolás Maduro, a ferramenta Claude, da Anthropic, foi usada para processar dados e auxiliar na tomada de decisões.

Essa informação foi divulgada independentemente pelo Wall Street Journal e pelo site Axios, citando fontes com conhecimento direto dos eventos, e posteriormente confirmada pela revista Time, que publicou um extenso perfil da Anthropic, a empresa sediada em San Francisco que criou o Claude.

Nem o departamento de Defesa nem a Anthropic confirmaram oficialmente essa informação. Mas o que aconteceu em seguida está documentado e é muito mais revelador do que o próprio evento.

A operação para capturar Nicolás Maduro foi o estopim da disputa envolvendo a Antrhopic — Foto: Getty Images

Após a captura de Maduro, um executivo da Anthropic contatou a Palantir — a empresa de análise de dados que atua como intermediária tecnológica entre o Vale do Silício e o governo dos EUA — e perguntou: nosso software foi usado nessa operação?

A pergunta fez soar um alarme em Washington. Emil Michael, Subsecretário de Defesa e Diretor de Tecnologia do Pentágono, disse que isso gerou profunda preocupação: será que a Anthropic, em um conflito futuro, poderia "desligar seu modelo no meio de uma operação" — ativar algum mecanismo de rejeição — "e colocar vidas em risco"?

A Anthropic contesta essa interpretação: a empresa afirma que nunca tentou limitar o uso do Pentágono em nenhum caso específico e que a pergunta era rotineira.

O Pentágono exigiu que a Anthropic concedesse acesso irrestrito à sua tecnologia para "todos os usos legais". A Anthropic recusou. Pete Hegseth, Secretário de Defesa de Trump, classificou a Anthropic como um "risco para a cadeia de suprimentos", um rótulo historicamente reservado para empresas ligadas a rivais estrangeiros como a Huawei ou a Kaspersky, e não para empresas americanas que simplesmente discordam do governo.

A Anthropic processou o Pentágono por exceder sua autoridade e salvaguardas éticas, violando direitos fundamentais. Vários especialistas jurídicos acreditam que a empresa tem grandes chances de vencer a dispta jurídica.

O presidente Donald Trump, por sua vez, ordenou que todas as agências federais parassem de usar a tecnologia da Anthropic. E coroou a controvérsia com uma mensagem na plataforma Truth Social, escrita inteiramente em letras maiúsculas: "Os EUA jamais permitirão que uma empresa progressista ('woke') e radical de esquerda dite como nossas grandes forças armadas lutam e vencem guerras."

Em seu vocabulário e no de seus seguidores, "woke" é o maior dos insultos, um rótulo depreciativo para descrever ideias ou políticas progressistas relacionadas à identidade de gênero, desigualdade ou justiça social.

Foi fundada em 2021 por ex-pesquisadores da OpenAI com a premissa explícita de que a inteligência artificial representa um dos maiores riscos existenciais para a humanidade e que, precisamente por essa razão, é fundamental que aqueles que a desenvolvem sejam pessoas comprometidas em fazê-lo com segurança.

Dario Amodei, cofundador e CEO da Anthropic, foi vice-presidente de pesquisa da OpenAI — Foto: Getty Images

Em julho de 2025, a Anthropic assinou um contrato de US$ 200 milhões com o Departamento de Defesa, o primeiro desse tipo: um laboratório de IA que integra seus modelos em fluxos de trabalho de missão em redes classificadas.

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, justificou isso em um texto publicado em janeiro deste ano. Ele escreveu que a Anthropic apoiava as forças militares e de inteligência dos EUA porque "a única maneira de responder a ameaças autocráticas é igualá-las e superá-las militarmente".

Ele acrescentou: "A formulação a que cheguei é que devemos usar IA para a defesa nacional em todas as suas formas, exceto aquelas que nos tornariam mais parecidos com nossos adversários autocráticos".

Consequentemente, o contrato com o Pentágono estabeleceu duas "linhas vermelhas": o Claude não poderia ser usado para vigilância doméstica em massa ou para armas totalmente autônomas.

Esses limites invioláveis ​​não são arbitrários; eles se baseiam em um documento da empresa que serve como sua "alma". Seu objetivo declarado é "prevenir catástrofes em larga escala", incluindo a possibilidade de a IA ser usada por um grupo humano para "tomar o poder de forma ilegítima e não colaborativa".

Amodei também argumentou perante o Pentágono que "os sistemas de IA de última geração simplesmente não são confiáveis ​​o suficiente para alimentar armas totalmente autônomas".

Neste contexto, não se trata de armas que decidem por conta própria a quem matar. "Autonomia" significa que um sistema pode atingir certos objetivos sozinho — ou com supervisão humana mínima — em ambientes complexos.

Mas existem sistemas automatizados que ajudam a tomar decisões sobre ataques. Especialistas em inteligência artificial alertam para um problema conhecido como "viés de automação": quando as regras de uso são vagas, os humanos tendem a confiar nas recomendações da máquina mais do que deveriam.

A IA não substitui o julgamento humano de uma vez: ela o corrói aos poucos, até que o operador pare de questioná-lo. Em uma situação tensa, se o sistema — que você sabe que analisou uma imensa quantidade de informações — aponta para alguns pixels na tela como um alvo urgente, é fácil aceitar sua recomendação sem muita hesitação.

Ou se um sistema de reconhecimento facial identifica alguém em uma multidão, um agente de segurança provavelmente confiará no resultado e procederá com a prisão.

Existem precedentes concretos: em diversas ocasiões documentadas, vários departamentos de polícia nos EUA acabaram prendendo pessoas erradas.

Isso coincide com a outra linha vermelha que enfureceu o governo Trump: a vigilância em massa, que afeta o cotidiano de pessoas que não estão em nenhuma zona de guerra.

Cabe ressaltar que a Anthropic se opôs especificamente à vigilância em massa de cidadãos americanos. Sua posição não é universalista. Mas o princípio por trás dela tem um alcance mais amplo. E ganha urgência porque, paralelamente a esse conflito, o governo dos EUA anunciou planos para usar IA por meio da Palantir para apoiar as operações do ICE — a agência de imigração — rastreando a localização em tempo real e o histórico financeiro de pessoas sem documentos.

Dario Amodei, cofundador e CEO da Anthropic, foi vice-presidente de pesquisa da OpenAI — Foto: Getty Images

A vigilância em massa, em diferentes graus e em diversas populações, já existe. A questão não é mais se ela ocorre, mas sim quantos controles ainda existem sobre como ela é usada.

Nesse contexto, as "linhas vermelhas" da Anthropic não são apenas filosofia corporativa: são, por ora, um dos poucos mecanismos concretos de controle e equilíbrio existentes.

E quando o Pentágono rejeitou esses limites e exigiu acesso irrestrito, a Anthropic se viu sozinha para manter sua posição, sem um arcabouço legal para apoiá-la e sem regulamentação internacional para protegê-la, tendo apenas suas cláusulas contratuais como escudo.

A relutância do departamento de Defesa em permitir que uma empresa privada imponha limites é, para muitos, justificada.

Embora as recentes operações militares em cidades dos EUA, na Venezuela e no Irã tenham sido conduzidas com mínima consulta ao Congresso, o uso de IA é tão crucial que deveria ser regulamentado por leis aprovadas por representantes democraticamente eleitos, argumentam alguns.

Mas o Legislativo ainda não aprovou leis sobre o assunto. Assim, a exigência do Pentágono pela liberdade de usar o Claude para "todos os usos lícitos" parece razoável até que se questione o que, exatamente, é lícito nesse contexto.

Não há uma definição consensual no direito internacional sobre o que constitui uma arma autônoma letal. O direito internacional humanitário — as normas que regem os conflitos armados desde as Convenções de Genebra — foi construído em torno de decisões humanas: um soldado apertando o gatilho e um comandante dando uma ordem.

Esses marcos não contemplam sistemas que detectam, selecionam e eliminam alvos com mínima ou nenhuma intervenção humana direta. É o que os especialistas chamam de "vácuo de responsabilidade": uma deficiência crítica em que as estruturas legais existentes não conseguem determinar quem é o responsável quando um sistema autônomo comete uma violação.

Se um drone com inteligência artificial matar civis, quem será responsabilizado? O programador? O comandante? A empresa que fabricou o sistema? O direito internacional não oferece uma resposta clara. E, na ausência de resposta, "uso lícito" significa, na prática, o que cada Estado decidir que significa.

Pete Hegseth, Secretário de Defesa de Trump, classificou a Anthropic como um 'risco para a cadeia de suprimentos', rótulo historicamente reservado para empresas ligadas a rivais estrangeiros como a Huawei ou a Kaspersky — Foto: Getty Images

Nesse contexto, surge uma questão delicada: essa discussão está sendo a feita no tempo certo? A resposta talvez seja: não oportuna o suficiente para ser preventiva; mas ainda assim, sim, oportuna o suficiente para ser útil.

O debate formal sobre armas autônomas começou em 2013. Onze anos depois, o resultado são diretrizes voluntárias. Em 2024, durante uma conferência internacional em Viena, o Ministro das Relações Exteriores da Áustria incentivou o progresso com uma declaração inquietante: "Este é o momento Oppenheimer da nossa geração".

Ele se referia ao momento em que a humanidade tomou consciência do poder destrutivo da bomba atômica: como naquela ocasião, a tecnologia já existe, e agora é preciso decidir como controlá-la.

Só que, diferentemente das armas nucleares — caras, escassas e com uma marca inconfundível —, os sistemas autônomos são baratos, produzidos em massa e difíceis de rastrear. Portanto, são estruturalmente mais difíceis de controlar por meio de tratados.

Naquele mesmo ano de 2024, a Assembleia Geral da ONU adotou uma resolução criando um fórum, sob supervisão das Nações Unidas, para discutir os desafios e preocupações com o uso de armas autônomas e o que fazer sobre isso, com 166 votos a favor. Apenas três países votaram contra: Rússia, Coreia do Norte e Belarus.

O voto mostra que a preocupação é quase universal. O que falta é um tratado vinculativo e mecanismos de aplicação, algo que o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, vem defendendo há alguns anos. Alguns especialistas, no entanto, temem que, como aconteceu com outras armas, tal tratado só seja firmado após uma catástrofe.

Enquanto advogados e diplomatas debatem, engenheiros constroem. E o que eles constroem já está sendo usado.

O general americano Stanley McChrystal, ex-comandante das forças americanas e da Otan no Afeganistão, certa vez resumiu isso de forma contundente: nunca antes na história alguém foi capaz de ver, decidir e matar uma pessoa do outro lado do mundo em questão de minutos.

Essa afirmação agora precisa ser atualizada. A questão não é mais apenas ver, decidir e matar, mas até que ponto estamos dispostos a delegar a decisão a uma máquina.

Essa transição já está sendo testada no campo de batalha. Na Ucrânia, em dezembro de 2024, as forças do país realizaram a primeira operação totalmente não tripulada perto de Kharkiv: dezenas de veículos terrestres autônomos e drones atacaram posições russas sem nenhum soldado em terra.

A lógica tática é esclarecedora. Os operadores lançam os drones e veículos autônomos sabendo que a comunicação com eles será bloqueada em poucos minutos. O sucesso depende de quão bem eles são programados para agir autonomamente quando isso acontecer.

Eles navegam de forma independente, evitam interferências eletrônicas e continuam a missão mesmo sem supervisão humana. Isso não é um detalhe insignificante: os drones já causam entre 70% e 80% das vítimas nessa guerra, de acordo com estimativas da inteligência europeia.

Assim que a Anthropic perdeu o contrato, sua rival OpenAI surgiu como alternativa — Foto: Getty Images

O almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA, reconheceu que a inteligência artificial é uma ferramenta fundamental para a identificação de alvos, permitindo que os EUA "analisem vastas quantidades de dados em segundos, para que nossos líderes possam tomar decisões mais inteligentes e mais rápidas do que o inimigo".

A história tem um final paradoxal. Dario Amodei declarou, referindo-se às exigências do Pentágono: "Não podemos, em sã consciência, atender ao pedido deles." A Anthropic perdeu o contrato.

E então algo inesperado aconteceu. No dia seguinte ao anúncio do novo acordo pelo Pentágono, o aplicativo Claude ultrapassou o ChatGPT da OpenAI na App Store da Apple pela primeira vez na história.

Naquela semana, mais de um milhão de pessoas se cadastraram no Claude todos os dias, impulsionando-o ao primeiro lugar em mais de 20 países. As vendas da empresa dispararam entre o público em geral.

E tem mais. Duas coalizões de trabalhadores da Amazon, Google, Microsoft e OpenAI pediram publicamente que suas empresas seguissem o exemplo da Anthropic.

Dezenas de cientistas e pesquisadores de empresas concorrentes assinaram um parecer jurídico em apoio à Anthropic. Um general aposentado da Força Aérea, que liderou o Projeto Maven — o controverso programa de drones com IA que provocou protestos massivos de funcionários do Google em 2018 até a empresa abandonar o contrato — escreveu nas redes sociais que, embora se esperasse que ele apoiasse o Pentágono, simpatizava mais com a posição da Anthropic.

E talvez igualmente importante: a Anthropic consolidou o apoio de seus próprios engenheiros, alguns dos profissionais mais requisitados do Vale do Silício, em um dos mercados de talentos mais competitivos do planeta, onde contratos para atrair ou reter esses indivíduos podem valer dezenas de milhões de dólares.

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Kalshi, empresa de bilionária brasileira, é banida em estado dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/03/2026 17:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%Oferecido por

A Kalshi, plataforma da bilionária brasileira Luana Lopes Lara que transforma previsões sobre acontecimentos futuros em ativos negociáveis, foi banida em um dos estados dos EUA nesta sexta-feira (20).

A decisão partiu do tribunal de Nevada, que determinou a suspensão imediata da empresa por 14 dias. Segundo reguladores locais, a empresa não possui licença para operar atividades de apostas no estado.

Uma audiência está marcada para 3 de abril, quando a Justiça deve decidir se mantém a proibição ao longo do processo.

É a primeira vez que um estado americano força a Kalshi a interromper suas operações — e a decisão marca um novo golpe para a empresa, que vem em uma trajetória de crescimento acelerado.

Empresas como a Kalshi permitem que usuários ganhem dinheiro especulando sobre eventos como o fechamento do Estreito de Ormuz durante a guerra — Foto: Getty Images via BBC

A Kalshi, plataforma da bilionária brasileira Luana Lopes Lara que transforma previsões sobre acontecimentos futuros em ativos negociáveis, foi banida em um dos estados dos EUA nesta sexta-feira (20).

A decisão partiu do tribunal de Nevada, que determinou a suspensão imediata da empresa por 14 dias. Segundo reguladores locais, a empresa não possui licença para operar atividades de apostas no estado. Uma audiência está marcada para 3 de abril, quando a Justiça deve decidir se mantém a proibição ao longo do processo.

A determinação do Tribunal do Primeiro Distrito Judicial diz que a empresa não pode “oferecer uma bolsa de derivativos e mercado de previsão com contratos baseados em eventos ligados a esportes, eleições e entretenimento”.

É a primeira vez que um estado americano força a Kalshi a interromper suas operações — e a decisão marca um novo golpe para a empresa, que vem em uma trajetória de crescimento acelerado.

Desde 2024, quando venceu uma batalha judicial contra a Commodity Futures Trading Commission (CFTC) e obteve autorização para operar contratos ligados a eleições, a Kalshi ampliou sua base de usuários e diversificou sua oferta.

A empresa sustenta que seus produtos não configuram apostas, mas sim instrumentos financeiros — os chamados derivativos — e, por isso, deveriam ser regulados em nível federal. A CFTC, responsável por supervisionar esse mercado, tem apoiado essa interpretação e afirma ter jurisdição exclusiva sobre esse tipo de operação.

Em Nevada, onde o setor de apostas tem um controle rígido, autoridades argumentam que contratos sobre resultados esportivos e eleitorais são, na prática, equivalentes a apostas tradicionais — e, portanto, exigem licença específica.

A Kalshi foi responsável por colocar Luana Lopes Lara nos holofotes ao se tornar a bilionária mais jovem do mundo a construir a própria fortuna, sem ser herdeira. Recentemente, a empresa levantou mais de US$ 1 bilhão em uma nova rodada de investimentos, fazendo com que seu valor fosse avaliado em US$ 22 bilhões.

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Como ter uma empresa de saúde nos EUA? Confira o passo a passo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/03/2026 17:46

Economia Especial Publicitário Como ter uma empresa de saúde nos EUA? Confira o passo a passo Fundador da Medstation, Neymar Lima explica caminhos, desafios e modelo inovador adotado na Flórida para os chamados “embaixadores” da marca. Por MEDSTATION

Dos 5 milhões de brasileiros que vivem fora do país, de acordo com pesquisa do Ministério das Relações Exteriores, cerca de 3 milhões estão nos Estados Unidos. É a busca pelo chamado "sonho americano". Entre eles, um número crescente de profissionais da saúde que procuram melhores condições de trabalho, remuneração e qualidade de vida.

Mas como abrir uma empresa de saúde nos EUA? Como empreender na área médica fora do Brasil? E mais: como os profissionais da saúde conseguem as licenças americanas? As respostas para essas e outras perguntas estão a seguir.

“O brasileiro até volta ao Brasil para se consultar com o médico de confiança. Nem sempre o acesso é simples nos EUA. E foi nesse caminho que criei a Medstation, a Clínica do Brasileiro no Mundo. No nosso Programa de Embaixador, é possível empreender na área da saúde nos EUA”, afirma o médico e empresário Neymar Lima.

Empreender na área da saúde nos Estados Unidos exige planejamento, estrutura jurídica e adequação às normas locais. De forma resumida, especialistas apontam algumas etapas essenciais:

Estruturação legal da empresa (LLC ou Corporation);Regularização junto aos órgãos estaduais de saúdeLicenciamento profissional (para médicos, enfermeiros e outros profissionais);Credenciamento com seguradoras (insurance);Implantação de sistema de compliance e prontuário eletrônico;Equipe bilíngue e estrutura administrativa preparada.

Segundo Neymar Lima, o maior erro é imaginar que basta replicar o modelo brasileiro. “O sistema americano é diferente. Aqui tudo passa por compliance, licença, seguro profissional. Se você não entender isso, pode comprometer todo o negócio”, explica.

Neymar Lima dá dicas de como empreender na área médica no mercado norte-americano — Foto: Divulgação

Natural de Porto Velho (RO), Neymar formou-se em Goiás em 1990. Em 1994, construiu o maior hospital ortopédico de Palmas (TO) e foi um dos primeiros médicos concursados do estado. “Sempre cuidei de gente. Minha vida sempre foi dedicada à saúde”, relembra.

Em 2012, decidiu se mudar para a Flórida. Começou do zero. “Iniciamos em uma sala de 150 metros quadrados. Ficamos até 15 dias sem atender nenhum paciente. Foi um momento difícil”, conta.

Catorze anos depois, em 2026, a Medstation contabiliza oito unidades físicas nos Estados Unidos e cerca de 60 unidades online operadas por embaixadores. A rede atende entre 450 e 600 pessoas por dia, somando atendimentos presenciais e telemedicina.

Um dos diferenciais da empresa é o chamado Programa Embaixador. Ao contrário do modelo tradicional de franquia, que envolve pagamento de royalties e obrigações contratuais rígidas, o embaixador se torna sócio da unidade.

“Não vendemos franquia. O embaixador entra como sócio, como a face pública da unidade. Ele participa do crescimento do negócio”, explica Neymar Lima.

Segundo a empresa, qualquer investidor pode participar, desde que passe por processo de qualificação e alinhamento estratégico. O modelo permite expansão mais rápida, com envolvimento direto do parceiro local e padronização administrativa centralizada.

O interessado investe na abertura ou aquisição de uma unidade online Medstation;Torna-se sócio da unidade, com participação nos resultados;Atua como representante local da marca, conectando-se com a comunidade brasileira;Não há pagamento de taxas mensais ou anuais de franquia;Maior liberdade de gestão em comparação ao modelo tradicional de franquia;Recebe apoio da Medstation em estrutura, processos e marca consolidada.

Para o brasileiro que vive fora, o maior medo não é lazer, segurança ou educação, e sim saúde. E as três principais barreiras identificadas na área da saúde para os brasileiros são:

A Medstation aposta em consultas 100% em Português, telemedicina para facilitar o acesso e modelos de pagamento que tornam o atendimento viável para quem não possui seguro saúde.

Além das unidades médicas, a empresa investe em um projeto de Educação Continuada. O objetivo é ajudar profissionais brasileiros da saúde a conquistarem licenças nos Estados Unidos.

“Muitos profissionais chegam aqui perdidos. Não sabem por onde começar. Nós orientamos, capacitamos e contratamos”, diz Neymar.

Trata-se de um HUB completo de carreira e negócios na área da saúde, conectando médicos, enfermeiros, investidores e pacientes dentro do mesmo ecossistema.

Acesse o site oficial da Medstation para saber mais e se inscreva no Programa Embaixador para empreender na área da saúde nos Estados Unidos.

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