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Jeep Renegade muda na versão 2027, mas fica devendo em um mercado lotado de SUVs; veja teste
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 09:51
Carros Jeep Renegade muda na versão 2027, mas fica devendo em um mercado lotado de SUVs; veja teste Novo Renegade tem frente fechada, acabamento minimalista para responder aos chineses e sistema híbrido pouco empolgante. Versões custam de R$ 141.990 até R$ 189.490. Por André Fogaça, g1 — Itupeva (SP)
O novo Jeep Renegade chega com mudanças pensadas para conter a queda nas vendas. O modelo, que já liderou o segmento, perdeu espaço nos últimos anos e hoje ocupa apenas a 11ª posição entre os SUVs.
Duas são as principais novidades: o jipinho adotou um visual mais simples e passou a contar com um motor híbrido leve. São quatro versões, que vão de R$ 141.990 a R$ 189.490.
O g1 passou uma tarde com o novo Renegade em Itupeva (SP) para avaliar se essas mudanças são suficientes para o modelo reagir no mercado e vender mais do que concorrentes chineses mais caros.
Sobre o visual, a Jeep destaca que o lado externo mudou bastante. No entanto, fora a parte frontal, é possível confundir o novo Renegade com a geração anterior.
As mudanças aparecem em detalhes do para-choque e na grade, que se destacam mais durante o dia. Como grande parte dela é coberta por plástico preto e o fundo também é escuro, à noite fica difícil perceber o que realmente mudou.
Por dentro, as mudanças são mais visíveis e bem-vindas. A principal delas é a central multimídia, que cresceu duas polegadas e agora tem 10,1 polegadas. Ainda fica abaixo do tamanho exagerado adotado por marcas chinesas, mas está alinhada ao padrão de concorrentes ocidentais, como o Volkswagen T-Cross, que também usa uma tela de 10,1 polegadas.
Como a tela foi reposicionada para mais perto da linha de visão, ela chama mais atenção e facilita o acesso aos ajustes. Assim, o motorista consegue operar os comandos com menos necessidade de desviar o olhar da rua.
A elevação da tela também levou o console central a uma posição mais alta. Antes, ele ficava na altura da canela e agora está próximo do joelho. A mudança segue uma tendência adotada por marcas chinesas, que dão mais atenção ao apoio de braço e à ergonomia. Ainda assim, o espaço do porta-objetos poderia ser maior no Renegade.
Para reforçar a proposta minimalista, o Renegade perdeu a alça frontal e passou a ter um painel mais liso. A decisão acompanha a tendência de reduzir elementos visuais, iniciada pela Tesla e amplamente adotada por marcas chinesas, além de algumas fabricantes ocidentais.
Ainda assim, o conjunto não seguiu o caminho da Chevrolet Captiva, que perdeu a identidade de SUV americano e adotou um interior totalmente chinês. Se, do ponto de vista da identidade, isso é positivo, na prática dificulta a concorrência com modelos chineses que vêm conquistando o consumidor brasileiro.
O motor estaria na lista de itens que não mudaram, não fosse a adoção do conjunto híbrido. Essa é a única novidade mecânica do modelo, e o sistema representa uma evolução do que a Fiat já havia aplicado no Pulse e no Fastback em 2025.
O sistema híbrido não traciona as rodas e tem impacto muito pequeno no consumo de combustível. Durante o teste, não foi possível perceber melhora nos quilômetros por litro, embora a Jeep prometa uma redução de 9% no consumo do Renegade.
A economia é modesta quando comparada à de híbridos completos, como o Toyota Corolla. Na versão híbrida, o sedã consome quase 48% menos combustível do que a opção movida apenas a combustão:
Toyota Corolla híbrido: 17,5 km/l na cidade, com gasolina;Toyota Corolla a combustão: 11,9 km/l na cidade, com gasolina.
Se, por um lado, o Renegade não protege o motorista da alta dos combustíveis, por outro, a experiência ao volante melhorou, com um comportamento mais ágil.
Apesar de manter o motor 1.3 turbo de 176 cv e torque de 27,5 kgfm, o Renegade passou a responder de forma mais rápida ao acelerador. Isso ocorre porque o sistema híbrido adiciona até 15 cv, ajudando a reduzir o esforço do motor principal.
Em números, enquanto o Renegade a combustão levava entre um e dois segundos para começar a responder ao acelerador totalmente pressionado, o novo modelo eletrificado reage antes de completar um segundo.
Está distante da resposta imediata vista em híbridos nos quais o motor elétrico movimenta as rodas, como Toyota Yaris Cross, Corolla, GAC GS4 e Honda Civic. Ainda assim, a arrancada ficou bem mais ágil, e as retomadas passaram a exigir menos tempo para ganhar força.
Fora isso, nada muda. O Renegade segue com suspensão firme e direção leve. No teste, esses ajustes não incomodaram, mas também não surpreenderam a ponto de fazer o utilitário se destacar.
Como o Renegade é mais alto do que modelos como Volkswagen T-Cross e Hyundai Creta, a suspensão mais rígida ajuda a compensar a tendência de inclinação em curvas mais fechadas. O carro se mantém estável e transmite boa sensação de segurança.
Central multimídia de 10,1 polegadas;Rodas aro 17;Saída de ar traseira;Ar-condicionado digital de duas zonas;Teto bicolor de série;Chave presencial;Painel de instrumentos digital de 7 polegadas.
Motor híbrido;Rodas aro 18;Bancos em couro;Volante em couro;Carregador de celular por indução;Sensor de estacionamento traseiro.
Aplicativo para recursos remotos;Alexa integrada;Banco do motorista com ajustes elétricos;Teto solar panorâmico;Monitoramento de ponto cego;Sensor de estacionamento dianteiro.
Com a chegada do novo Renegade, a Jeep não atualizou a versão de entrada de R$ 118.290, chamada de Sport. Com isso, o preço inicial do SUV compacto passa a ser mais alto, começando em R$ 141.990.
Até o lançamento da nova versão, havia uma configuração chamada Sport, que tinha diversos itens removidos para reduzir o preço final do utilitário.
Ao g1, a assessoria de imprensa da Jeep informou que as vendas desse modelo eram impulsionadas principalmente pelos descontos oferecidos ao público PCD, que representava parte considerável dos compradores.
A Jeep não confirmou que a mudança de estratégia do Renegade de entrada tem algo a ver com outro lançamento, mas a marca já anunciou oficialmente que lançará o Jeep Avenger no Brasil em 2026.
O Avenger tem dimensões menores que as do Renegade e será o SUV mais acessível da Jeep, com produção nacional em Porto Real (RJ).
O Avenger mede 4,08 metros de comprimento, ante 4,27 metros do Renegade. Também é mais baixo (1,53 metro contra 1,69 metro), mais estreito (1,77 metro contra 1,80 metro) e tem entre-eixos levemente menor (2,56 metros contra 2,57 metros).
Por dentro, o acabamento é mais simples para ajudar a conter custos e manter o preço competitivo. Há mais plástico, o que reduz as áreas com toque macio. Em compensação, o porta-malas do Avenger é maior: tem capacidade para até 380 litros, ante 351 litros do Renegade.
Sob o capô, o Jeep Avenger traz o motor 1.0 turbo da Stellantis, o mesmo usado em modelos como Fiat Pulse, Fastback e Peugeot 208. Nesse conjunto, o propulsor entrega 130 cv de potência e 25 kgfm de torque, podendo funcionar com gasolina ou etanol.
Lançado em 2015, quando havia poucos SUVs em faixas de preço mais baixas, o Renegade chegou a ocupar o segundo lugar entre os utilitários mais vendidos do país. Em 2019 atingiu o topo do ranking, repetiu o feito em 2021 e, depois disso, as vendas começaram a cair.
Em 2025, foram registrados 44.793 emplacamentos. Menos da metade das 92.837 unidades do Volkswagen T‑Cross vendidas no mesmo período e bem abaixo do Hyundai Creta, que encerrou o ano com 76.156 carros novos nas ruas.
Além dos concorrentes tradicionais, a BYD também ameaça o Renegade. Em 2025, o Jeep vendeu apenas 38 unidades a mais que a linha Song.
2015: segundo SUV mais vendido, atrás do HR‑V;2016: segundo SUV mais vendido, novamente atrás do HR‑V;2017: quarto SUV mais vendido;2018: quinto SUV mais vendido;2019: primeiro SUV mais vendido;2020: segundo SUV mais vendido, atrás do T‑Cross;2021: primeiro SUV mais vendido;2022: quinto SUV mais vendido;2023: oitavo SUV mais vendido;2024: sexto SUV mais vendido;2025: 11º SUV mais vendido.
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