RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Sem regulamentação, mercados preditivos crescem no Brasil e viram desafio para o governo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 03:46

Tecnologia Sem regulamentação, mercados preditivos crescem no Brasil e viram desafio para o governo Enquanto o debate público se concentra nas casas de apostas, plataformas de previsão operam em uma zona cinzenta e brasileiros usam brechas para driblar proibição. Por Matheus Gouvea de Andrade

Sem regulação, mercados de predições viram desafio no Brasil — Foto: Reprodução/ Kalshi e Polymarket

Em abril, o governo bloqueou 27 plataformas que faziam previsões sobre os mais diferentes temas, como as americanas Kalshi e Polymarket, para evitar a consolidação de um modelo de apostas sem controle e que não segue a legislação do país.

O mercado preditivo funciona como uma espécie de "bolsa de apostas" sobre eventos futuros. Nele, as pessoas compram e vendem contratos baseados em perguntas simples como "Vai acontecer ou não?", relacionados aos mais diversos eventos, como guerras, mudanças climáticas ou eleições.

Se o evento acontecer, como a vitória deu um político nas urnas ou de um vencedor em um reality show, quem apostou ganha dinheiro. Se não acontecer, perde.

A diferença em relação às apostas tradicionais é que, nas bets, a empresa define as regras e paga os prêmios. Já nos mercados preditivos, os próprios usuários negociam entre si. Esses contratos são tratados como derivativos, tipo de investimento que depende do valor futuro de algo.

Apesar de proibidos, usuários brasileiros encontram lacunas para acessar a esses conteúdos. Além do uso de VPNs para driblar os bloqueios, a forma de pagamento nestes sites é outra dificuldade. Enquanto no caso de casas de apostas ilegais o governo vem intensificando verificações sobre transações com o Pix, os mercados de predição operam, sobretudo, usando criptomoedas.

Questionada, a Meta apontou que "anunciantes que desejam promover jogos de azar ou jogos online precisam solicitar permissão por escrito e fornecer provas de que as suas atividades estão licenciadas por um regulador ou estabelecidas como legítimas nos territórios nos quais desejam veicular esses conteúdos".

A empresa destacou que órgãos governamentais podem pedir a restrição de conteúdos que violam as leis.

Os mercados de predições ganharam enorme tração nas eleições americanas em 2024 após uma disputa jurídica permitir ao Kalshi ofertar palpites nos vencedores daquele pleito. Desde então, eles vêm acumulando restrições, polêmicas e bilhões de dólares movimentados.

Neste ano, altos volumes apostados associados às ações dos Estados Unidos no Irã e na Venezuela reforçaram os temores de que agentes com informações privilegiadas lucraram com os eventos nestas plataformas. Além disso, uma aposta sobre o uso de armas nucleares em 2026 saiu do ar após polêmica.

Na Copa, as plataformas oferecem apostas convencionais, como palpites no artilheiro do campeonato e o vencedor do torneio, assim como as bets tradicionais. No entanto, há mercados mais personalizados, como um que permitia apostar se Neymar entraria ou não em campo.

Em possibilidades ainda mais alternativas, apostava se também nas chances de Cristiano Ronaldo chorar em público durante a competição. No começo do torneio, a casa de análises Bernstein previu uma movimentação de 10 bilhões de dólares em apostas nestes mercados ligadas à Copa.

Propaganda que promete dinheiro fácil com bets cresce no Brasil — Foto: Reprodução/TV Verdes Mares

As diferenças no funcionamento das predições para as casas de apostas geram discussões regulatórias. Entusiastas do primeiro modelo frequentemente alegam que as características são mais próximas do mercado financeiro do que de uma bet. Uma das principais defesas é a de que a aposta ocorre contra outros usuários, e não contra a casa, como na outra modalidade.

Mercados preditivos funcionam com base na compra e venda de contratos futuros. Por exemplo, na Copa, a aposta no campeão será liquidada logo depois da final. O valor de um palpite varia de acordo com a oferta e a demanda. Quanto mais pessoas palpitarem sobre um aspecto, este contrato se valoriza. Neste modelo, o lucro da plataforma vem através de uma comissão a cada negociação.

Ou seja, o resultado final é indiferente para as receitas da operação. Maiores ganhos para a plataforma vêm através de um maior volume negociado. No caso do campeão da Copa, no começo de julho, apenas o Kalshi já tinha movimentado cerca de 850 milhões de dólares.

No caso das casas de apostas tradicionais, cada uma oferece um retorno de acordo com as probabilidades avaliadas de que um evento ocorra, as chamadas "odds". Neste modelo, é calculado, normalmente usando algoritmos, quanto se pode pagar a cada usuário vencedor por um resultado de forma que a casa ainda obtenha lucro, normalmente de 5%.

Gráfico mostra interesse repentino em María Corina Machado para o Nobel da Paz — Foto: Polymarket/Reprodução

Apesar das diferenças, estudos apontam que, assim como nas bets, a maioria dos usuários tende a ter perdas nos mercados de predição. Um estudo recente sobre o Polymarket mostrou que os ganhos são altamente concentrados, com 1% dos usuários detendo 76,5% dos lucros.

À DW, Charles Martineau, um dos autores da pesquisa e professor da Universidade de Toronto resumiu a lógica deste mercado para a grande maioria. " É muito difícil de ganhar dinheiro apostando em esportes. É possível lucrar com algumas sequências de apostas, mas para a pessoa comum, apostar muitas vezes resultará em prejuízo."

"Em plataformas como Kalshi e Polymarket, onde as apostas esportivas têm um alto volume de negociações, constatamos que os preços são tão eficientes que é praticamente impossível lucrar", aponta Martineau. Além disso, ele acrescenta: "uma coisa é certa: a introdução dos mercados de previsão levará algumas pessoas a desenvolver uma crescente dependência de jogos de azar".

Na visão da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), a oferta destas plataformas de apostas em eventos esportivos no país demandaria licenças específicas, assim como ocorre com as casas que vem operando de forma regular desde o último ano. Na ausência de uma regulamentação, o acesso a estes sites deve ser barrado no território nacional.

"Estava havendo ofertas inclusive de mercados ilegais, como eleições. O governo agiu rápido em excelente momento, antes que o tema escalasse", avalia Plínio Lemos Jorge, presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), ao comentar a decisão do governo de bloquear os sites.

Para Leonardo Henrique Roscoe Bessa, sócio do Betlaw e consultor do Conselho Federal da OAB, o cenário atual foi uma "resposta rápida", especialmente visando limitar as apostas em eleições, que são proibidas no caso das bets. Por sua vez, passado o período eleitoral e com a atual popularidade, a regulamentação destes mercados deve voltar à tona, projeta.

Bessa aponta que o uso de informações privilegiadas tende a ser uma dificuldade regulatória a mais, algo que é mais controlado no caso das bets. A legislação atual do setor aponta que potenciais envolvidos em partidas, como árbitros, jogadores e comissão técnica, não podem apostar.

No caso das predições, a atuação de agentes ligados aos eventos é menos controlada. "Quem tem informações, sai na frente", resume.

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Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 03:46

Tecnologia Sem regulamentação, mercados preditivos crescem no Brasil e viram desafio para o governo Enquanto o debate público se concentra nas casas de apostas, plataformas de previsão operam em uma zona cinzenta e brasileiros usam brechas para driblar proibição. Por Matheus Gouvea de Andrade

Sem regulação, mercados de predições viram desafio no Brasil — Foto: Reprodução/ Kalshi e Polymarket

Em abril, o governo bloqueou 27 plataformas que faziam previsões sobre os mais diferentes temas, como as americanas Kalshi e Polymarket, para evitar a consolidação de um modelo de apostas sem controle e que não segue a legislação do país.

O mercado preditivo funciona como uma espécie de "bolsa de apostas" sobre eventos futuros. Nele, as pessoas compram e vendem contratos baseados em perguntas simples como "Vai acontecer ou não?", relacionados aos mais diversos eventos, como guerras, mudanças climáticas ou eleições.

Se o evento acontecer, como a vitória deu um político nas urnas ou de um vencedor em um reality show, quem apostou ganha dinheiro. Se não acontecer, perde.

A diferença em relação às apostas tradicionais é que, nas bets, a empresa define as regras e paga os prêmios. Já nos mercados preditivos, os próprios usuários negociam entre si. Esses contratos são tratados como derivativos, tipo de investimento que depende do valor futuro de algo.

Apesar de proibidos, usuários brasileiros encontram lacunas para acessar a esses conteúdos. Além do uso de VPNs para driblar os bloqueios, a forma de pagamento nestes sites é outra dificuldade. Enquanto no caso de casas de apostas ilegais o governo vem intensificando verificações sobre transações com o Pix, os mercados de predição operam, sobretudo, usando criptomoedas.

Questionada, a Meta apontou que "anunciantes que desejam promover jogos de azar ou jogos online precisam solicitar permissão por escrito e fornecer provas de que as suas atividades estão licenciadas por um regulador ou estabelecidas como legítimas nos territórios nos quais desejam veicular esses conteúdos".

A empresa destacou que órgãos governamentais podem pedir a restrição de conteúdos que violam as leis.

Os mercados de predições ganharam enorme tração nas eleições americanas em 2024 após uma disputa jurídica permitir ao Kalshi ofertar palpites nos vencedores daquele pleito. Desde então, eles vêm acumulando restrições, polêmicas e bilhões de dólares movimentados.

Neste ano, altos volumes apostados associados às ações dos Estados Unidos no Irã e na Venezuela reforçaram os temores de que agentes com informações privilegiadas lucraram com os eventos nestas plataformas. Além disso, uma aposta sobre o uso de armas nucleares em 2026 saiu do ar após polêmica.

Na Copa, as plataformas oferecem apostas convencionais, como palpites no artilheiro do campeonato e o vencedor do torneio, assim como as bets tradicionais. No entanto, há mercados mais personalizados, como um que permitia apostar se Neymar entraria ou não em campo.

Em possibilidades ainda mais alternativas, apostava se também nas chances de Cristiano Ronaldo chorar em público durante a competição. No começo do torneio, a casa de análises Bernstein previu uma movimentação de 10 bilhões de dólares em apostas nestes mercados ligadas à Copa.

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As diferenças no funcionamento das predições para as casas de apostas geram discussões regulatórias. Entusiastas do primeiro modelo frequentemente alegam que as características são mais próximas do mercado financeiro do que de uma bet. Uma das principais defesas é a de que a aposta ocorre contra outros usuários, e não contra a casa, como na outra modalidade.

Mercados preditivos funcionam com base na compra e venda de contratos futuros. Por exemplo, na Copa, a aposta no campeão será liquidada logo depois da final. O valor de um palpite varia de acordo com a oferta e a demanda. Quanto mais pessoas palpitarem sobre um aspecto, este contrato se valoriza. Neste modelo, o lucro da plataforma vem através de uma comissão a cada negociação.

Ou seja, o resultado final é indiferente para as receitas da operação. Maiores ganhos para a plataforma vêm através de um maior volume negociado. No caso do campeão da Copa, no começo de julho, apenas o Kalshi já tinha movimentado cerca de 850 milhões de dólares.

No caso das casas de apostas tradicionais, cada uma oferece um retorno de acordo com as probabilidades avaliadas de que um evento ocorra, as chamadas "odds". Neste modelo, é calculado, normalmente usando algoritmos, quanto se pode pagar a cada usuário vencedor por um resultado de forma que a casa ainda obtenha lucro, normalmente de 5%.

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Apesar das diferenças, estudos apontam que, assim como nas bets, a maioria dos usuários tende a ter perdas nos mercados de predição. Um estudo recente sobre o Polymarket mostrou que os ganhos são altamente concentrados, com 1% dos usuários detendo 76,5% dos lucros.

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"Em plataformas como Kalshi e Polymarket, onde as apostas esportivas têm um alto volume de negociações, constatamos que os preços são tão eficientes que é praticamente impossível lucrar", aponta Martineau. Além disso, ele acrescenta: "uma coisa é certa: a introdução dos mercados de previsão levará algumas pessoas a desenvolver uma crescente dependência de jogos de azar".

Na visão da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), a oferta destas plataformas de apostas em eventos esportivos no país demandaria licenças específicas, assim como ocorre com as casas que vem operando de forma regular desde o último ano. Na ausência de uma regulamentação, o acesso a estes sites deve ser barrado no território nacional.

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Para Leonardo Henrique Roscoe Bessa, sócio do Betlaw e consultor do Conselho Federal da OAB, o cenário atual foi uma "resposta rápida", especialmente visando limitar as apostas em eleições, que são proibidas no caso das bets. Por sua vez, passado o período eleitoral e com a atual popularidade, a regulamentação destes mercados deve voltar à tona, projeta.

Bessa aponta que o uso de informações privilegiadas tende a ser uma dificuldade regulatória a mais, algo que é mais controlado no caso das bets. A legislação atual do setor aponta que potenciais envolvidos em partidas, como árbitros, jogadores e comissão técnica, não podem apostar.

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Brasil responde a relatório dos EUA, nega que PIX favoreça empresas e defende decisões do STF

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 08:44

Política Brasil responde a relatório dos EUA, nega que PIX favoreça empresas e defende decisões do STF Em resposta à investigação comercial dos Estados Unidos, governo afirma que Washington não comprovou prejuízo ao comércio americano. Escritório do governo Trump quer impor tarifa de 25% por práticas 'desleais'. Por Túlio Amâncio, Ana Flávia Castro, TV Globo e g1 — Brasília

O Ministério das Relações Exteriores enviou um documento em que formaliza a resposta oficial do governo brasileiro à investigação dos Estados Unidos que acusa o Brasil de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos, e propõe uma tarifa adicional de 25% a produtos brasileiros.

No texto, o ministro afirma que as críticas do governo americano ao PIX e a decisões da Justiça brasileira não têm relação com comércio, mas com divergências sobre políticas internas.

A manifestação segue a mesma linha de discursos públicos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em defesa da soberania, e do que o petista afirma que tem conversado com Trump nos encontros entre os dois.

🔎O documento foi enviado ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), responsável pela investigação aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Essa legislação permite a adoção de medidas comerciais quando um país considera que práticas de outro governo são injustas e prejudicam empresas americanas.

Mas, na manifestação, o Brasil afirma que esse requisito não foi demonstrado. Segundo o governo, o USTR não comprovou que atos, políticas ou práticas brasileiras sejam discriminatórios ou imponham barreiras ao comércio dos Estados Unidos.

Ao longo do documento, o governo sustenta que os Estados Unidos estão usando a investigação para questionar escolhas soberanas do Brasil, e não para tratar de medidas que efetivamente prejudiquem o comércio americano.

"A Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 não autoriza o USTR a impor medidas comerciais apenas porque discorda das escolhas de política pública de outro país soberano", diz o documento, em inglês (tradução livre).

Ao longo do texto, afirma: "Nos seis temas abordados, o USTR identifica áreas de divergência de políticas públicas ou, em alguns casos, desafios internos em curso no Brasil. No entanto, o USTR não estabelece o nexo legal exigido entre um ato, política ou prática concreta do Brasil e um ônus ou restrição identificável ao comércio dos Estados Unidos."

BC favorece o PIX? Entenda por que o sistema de pagamento está na mira de TrumpPIX, etanol e STF: entenda as críticas dos EUA para justificar a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

O documento é dividido em áreas temáticas. No capítulo sobre comércio digital, o governo brasileiro rebate críticas a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinaram a remoção de conteúdos e a suspensão de perfis em redes sociais.

O governo afirma que essas decisões foram tomadas no âmbito de processos judiciais regulares, relacionados à integridade eleitoral, investigações criminais e à proteção de direitos fundamentais.

Além disso, contesta a avaliação de que o sigilo dessas decisões seria um problema. Segundo o texto, a confidencialidade é prevista na legislação brasileira para proteger investigações, a privacidade e outros interesses públicos, e as partes continuam tendo direito ao devido processo legal.

A manifestação diz ainda que o USTR não apresentou provas de que empresas americanas recebam tratamento diferente de companhias brasileiras ou de outras empresas estrangeiras. Para o governo, as regras se aplicam de forma igual a todas as plataformas que operam no país.

"A conduta apontada pelo USTR não é direcionada especificamente a empresas norte-americanas em razão de sua origem, nem o USTR identifica qualquer norma do direito brasileiro que imponha um regime de responsabilidade distinto para plataformas estrangeiras ou de propriedade norte-americana", diz o documento.

O texto prossegue: "As manifestações anteriores do Brasil destacaram exatamente que o arcabouço jurídico aplicável é, em sua redação, neutro, aplica-se igualmente a entidades nacionais e estrangeiras e não cria um regime de responsabilidade especificamente aplicável a pessoas, empresas ou ao próprio governo dos Estados Unidos."

Sobre o PIX, o Brasil rejeita a acusação de que o sistema favoreça empresas nacionais em detrimento de concorrentes americanos, usada como argumento pelo governo Donald Trump para dizer que há favorecimento indevido interno e contra o comércio estrangeiro.

Segundo o documento, o PIX é uma infraestrutura pública de acesso aberto, disponível em condições não discriminatórias para empresas que cumpram os requisitos de participação, independentemente da origem do capital.

O governo também destaca que empresas americanas já atuam normalmente no ecossistema do Pix, citando como exemplos o Google Pay Brasil e a Visa, e argumenta que o sistema ampliou a concorrência, reduziu custos e criou novas oportunidades para bancos, fintechs e empresas de tecnologia.

O Brasil também compara o Pix ao FedNow, sistema de pagamentos instantâneos operado pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. Segundo a defesa, o fato de um banco central operar uma infraestrutura pública de pagamentos não caracteriza, por si só, uma prática comercial desleal.

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EUA sancionam duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/07/2026 12:46

Mundo EUA sancionam duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC Esta é a primeira rodada de sanções econômicas do governo Trump contra alvos suspeitos de ter ligação com a facção brasileira após ter classificado o PCC e o CV como grupos terroristas internacionais. Por Redação g1

O presidente Donald Trump fala no Salão Oval da Casa Branca durante a assinatura de uma ordem executiva sobre computação quântica, na segunda-feira, 22 de junho de 2026, em Washington — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst

O governo Trump anunciou nesta quarta-feira (1º) sanções contra duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). As sanções foram formalizadas pelo Departamento do Tesouro norte-americano.

Os EUA acusaram os seguintes indivíduos e empresas de ter ligações com a rede de lavagem de dinheiro do PCC:

Victor Henrique de Oliveira Shimada;Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira;Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda;Pixwave Solucoes De Pagamentos Ltda;Wave Construcoes Inteligentes Ltda.

Esta é a primeira rodada de sanções econômicas divulgadas pelo governo Trump contra alvos que acredita ter relação com a facção brasileira após ter classificado o PCC e o CV como grupos terroristas internacionais, em junho.

👉 Entenda aqui o que acontece com pessoas e empresas sancionadas economicamente pelo governo dos EUA.

No comunicado do Departamento do Tesouro, o governo Trump voltou a chamar o PCC de "maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental" e afirmou que a facção representa uma "ameaça significativa à segurança nacional dos EUA". Além disso, acusou o PCC de utilizar o sistema financeiro norte-americano para lavar dinheiro.

Segundo os EUA, Victor e Stella e as três empresas citadas integrariam uma rede internacional de lavagem de dinheiro do PCC, que tem sido investigada na Flórida. Outros seis acusados de integrar essa rede de lavagem de dinheiro foram presos em janeiro deste ano no estado norte-americano, segundo o comunicado.

Sobre Victor Shimada, os EUA o chamaram de "elo-chave entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais" e o acusaram de:

lavar mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos gerados em várias cidades dos EUA, utilizando criptomoedas para transferir valores de volta ao Brasil em nome do PCC;envolver-se em outros crimes financeiros além da lavagem de dinheiro do tráfico.

EUA sancionam duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC em 1º de julho de 2026. — Foto: Reprodução/Departamento do Tesouro dos EUA

Shimada foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo em julho de 2025 por lavagem de dinheiro no âmbito do escândalo da VaideBet, ex-patrocinadora do Corinthians. Os EUA citaram que a Victory Trading, da qual Shimada é sócio, foi utilizada para lavar dinheiro desviado do clube de futebol brasileiro, porém não mencionou o nome do time alvinegro no comunicado.

Outra empresa da qual Shimada é sócio, a Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, com sede em Portugal, também foi sancionada pelos EUA nesta quarta.

Já sobre Stella, os EUA afirmaram que ela é parente de Shimada e atuou como a secretária dele e intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro, fornecendo serviços logísticos essenciais para as operações de lavagem da rede.

“Esta designação é mais um passo do governo dos Estados Unidos para enfrentar e reconhecer a crescente presença da geração de receitas ilícitas do Primeiro Comando da Capital dentro de nossas fronteiras. (…) O crime organizado no Hemisfério Ocidental não pode ser autorizado a estabelecer operações em solo americano que contribuam para a criminalidade e a ilegalidade”, afirmou Gene Lange, subsecretário norte-americano para Terrorismo e Inteligência Financeira.

Governo Trump diz que PCC usa sistema financeiro americano para lavar dinheiroO que acontece com as pessoas e empresas sancionadas pelo governo dos EUA? EntendaClassificar PCC e CV como terroristas faz parte da estratégia de Trump para a região; entendaA nova declaração do governo Trump sobre PCC e CV que preocupa o governo Lula: 'Ameaças à segurança regional'

Victor Shimada, sócio da Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda, sancionado pelo governo dos EUA em 1º de julho de 2026. — Foto: Reprodução/GloboNews

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Trump diz que fundos administram seu dinheiro e atribui ganhos à alta do mercado de ações

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/07/2026 11:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1950,59%Dólar TurismoR$ 5,4000,5%Euro ComercialR$ 5,9210,34%Euro TurismoR$ 6,1650,21%B3Ibovespa171.433 pts-0,34%MoedasDólar ComercialR$ 5,1950,59%Dólar TurismoR$ 5,4000,5%Euro ComercialR$ 5,9210,34%Euro TurismoR$ 6,1650,21%B3Ibovespa171.433 pts-0,34%MoedasDólar ComercialR$ 5,1950,59%Dólar TurismoR$ 5,4000,5%Euro ComercialR$ 5,9210,34%Euro TurismoR$ 6,1650,21%B3Ibovespa171.433 pts-0,34%Oferecido por

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que não tinha nada a ver com suas finanças pessoais, um dia depois de ter declarado mais de US$1,4 bilhão em renda proveniente dos empreendimentos de criptomoedas de sua família.

Trump disse ainda que muitas pessoas estão lucrando porque o mercado de ações nos EUA está em alta.

“Eu não me envolvo… Temos fundos que administram meu dinheiro”, disse Trump a repórteres na Base Conjunta de Andrews, enquanto se preparava para voar para Dakota do Norte.

Os documentos financeiros, sua declaração anual de 2025 junto ao Escritório de Ética Governamental dos EUA, mostraram que suas empresas receberam quase US$800 milhões da World Liberty Financial, um empreendimento de criptomoedas que ele e seus filhos cofundaram.

Essa receita, que o presidente divide com membros da família, incluiu mais de US$520 milhões provenientes da venda de tokens de criptomoedas e mais de US$250 milhões da venda de participações nos negócios da World Liberty.

“Vocês sabem por que estou lucrando? Porque o mercado de ações está em alta, todo mundo está lucrando”, disse Trump.

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Cosan, dona da Rumo, avalia vender fatia na empresa para reduzir dívida

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/06/2026 14:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1760,16%Dólar TurismoR$ 5,3860,15%Euro ComercialR$ 5,9130,48%Euro TurismoR$ 6,1670,47%B3Ibovespa173.326 pts0,02%MoedasDólar ComercialR$ 5,1760,16%Dólar TurismoR$ 5,3860,15%Euro ComercialR$ 5,9130,48%Euro TurismoR$ 6,1670,47%B3Ibovespa173.326 pts0,02%MoedasDólar ComercialR$ 5,1760,16%Dólar TurismoR$ 5,3860,15%Euro ComercialR$ 5,9130,48%Euro TurismoR$ 6,1670,47%B3Ibovespa173.326 pts0,02%Oferecido por

A Cosan, dona ou sócia de empresas como Raízen e Compass, informou nesta segunda-feira (29) que avalia vender uma participação que possui na empresa de logística Rumo.

A operação ainda está em fase inicial, e a companhia ressalta que não tomou qualquer decisão sobre a realização da transação nem sobre o formato de um eventual negócio.

A empresa também confirmou a contratação do BTG Pactual como assessor financeiro. Segundo a Cosan, a análise faz parte de sua estratégia de reduzir o endividamento e otimizar sua estrutura de capital.

O principal objetivo da Cosan é reduzir seu endividamento. No último balanço, a holding registrou uma dívida expandida de R$ 11,5 bilhões e um prejuízo de R$ 1,583 bilhão. Se conseguir fortalecer sua situação financeira, a empresa poderá beneficiar seus negócios no longo prazo.

Caso venda sua participação de 20,33% na Rumo, a Cosan transformaria parte de um de seus ativos mais valiosos em dinheiro. Com os recursos obtidos, poderá pagar parte da dívida, diminuir as despesas com juros e fortalecer sua estrutura de capital.

No entanto, tudo dependerá do tamanho da participação vendida. Se negociar apenas uma parte da fatia e continuar como principal acionista ou mantiver o controle por meio de acordos societários, a Cosan poderá seguir influenciando a gestão da Rumo.

A possibilidade de venda já repercute no mercado financeiro. O Citi retomou a cobertura da Cosan com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 4,50 para as ações, o que representa um potencial de valorização de 19,58%.

Na avaliação do banco, a companhia avançou na estratégia de redução da dívida com a possível venda de ativos. Nesta segunda-feira, as ações da Cosan (CSAN3) recuavam 2,39%.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Feicorte reúne tecnologia, genética e negócios para impulsionar a pecuária brasileira

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/06/2026 07:45

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Feicorte reúne tecnologia, genética e negócios para impulsionar a pecuária brasileira Maior feira da cadeia produtiva da carne da América Latina reuniu produtores, pesquisadores e empresários em Presidente Prudente e debateu os desafios do setor diante das mudanças no mercado internacional. Por Nosso Campo, TV TEM

A força da pecuária brasileira esteve em evidência durante a 22ª edição da Feicorte, realizada em Presidente Prudente (SP). Considerada a maior feira da cadeia produtiva da carne da América Latina, o evento reuniu produtores rurais, pesquisadores, empresários e investidores em uma programação voltada à inovação, à genética animal e às perspectivas de mercado para um dos setores mais importantes do agronegócio nacional.

Em uma região que concentra mais de 2,3 milhões de cabeças de gado — cerca de 20% do rebanho paulista —, a feira apresentou novas tecnologias, promoveu leilões, julgamentos de animais e abriu espaço para debates sobre os desafios que impactam diretamente a pecuária brasileira, como as exigências sanitárias internacionais e as barreiras comerciais impostas por alguns mercados importadores.

"As empresas ali em volta da arena proporcionam esse ambiente de negócios, que é um grande objetivo da Feicorte. Além disso, também muitos negócios sendo gerados na parte dos animais, na exposição deles, nos julgamentos", explica a sommelier de carnes, Larissa Morales.

"Tivemos seis leilões durante toda a Feicorte, a gente consegue cumprir esse objetivo de fazer com que o evento seja uma ferramenta de fomento dessa cadeia produtiva e de fomento da rentabilidade de todos", completa Larissa.

Entre os destaques desta edição estiveram raças bovinas conhecidas pelo alto valor agregado da carne. Uma delas foi o Wagyu, cuja principal característica é o elevado nível de marmoreio, responsável pela maciez e pelo sabor diferenciado do produto.

"O Wagyu é um taurino asiático, originário do Japão. O animal puro, um pouco mais delicado, mais sensível ao carrapato, ao calor, mas a gente vem apostando muito no cruzamento como ferramenta para usar essa genética e contribuir na qualidade da carne. Nos sistemas que já estamos habituados a trabalhar aqui no Brasil, o cruzamento vem se dando muito bem e dando resultados muito bons", conta a representante comercial, Sueli Francelino Almeida.

Outro atrativo foi a presença da raça Texas Longhorn, famosa pelos chifres que podem ultrapassar dois metros de comprimento e pela capacidade de adaptação a condições climáticas extremas. Os animais despertaram a curiosidade dos visitantes e mostraram alternativas para sistemas produtivos em diferentes regiões do país.

Além das oportunidades de negócios, a Feicorte também foi palco para discussões sobre o futuro da pecuária brasileira.

Entre os temas debatidos estiveram o reconhecimento do Brasil como país livre da febre aftosa pela China e, em contrapartida, as restrições impostas pela União Europeia à importação de carne brasileira. Questões que afetam diretamente um setor que movimentou quase R$ 1,5 bilhão apenas nos quatro primeiros meses do ano.

Com a presença de expositores de diferentes regiões do país e uma programação voltada à inovação, a Feicorte reforçou o papel da pecuária como uma das principais forças do agronegócio nacional e mostrou como tecnologia, genética e conhecimento seguem transformando a atividade no campo.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Post pedindo para salvar rede de lanchonetes Wendy’s viraliza e faz ações da empresa dispararem nos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/06/2026 17:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%Oferecido por

Na última semana, as ações da rede de fast food norte-americana Wendy's subiram mais de 40%. E parte desse crescimento tem ligação com a rede social Reddit.

Postagens viralizaram em fóruns ligados à economia na plataforma. Isso porque a empresa foi apontada como uma boa oportunidade de recuperação após perder 36% do seu valor de mercado nos últimos 12 meses, segundo a "CNBC".

Ainda segundo o canal de notícias dos EUA, a Wendy's virou meme no fórum wallstreetbets com a tag "We need to save Wendy’s" (ou "Precisamos salvar a Wendy's", em tradução literal).

O r/wallstreetbets é uma comunidade do Reddit, centrada no mercado financeiro. Até a última atualização desta reportagem, o fórum tinha 4,4 milhões de membros.

Outro fator apontado como importante na alta das ações foi a nomeação de Steven Cirulis como novo diretor financeiro e de estratégia da rede.

O Reddit funciona como um grande fórum on-line, que é dividido entre diversas comunidades (chamadas de subreddits).

A GameStop, uma tradicional rede de lojas de videogames com um modelo de negócio considerado obsoleto, foi destaque do mercado acionário dos Estados Unidos em 2021, com seu valor de mercado passando de US$ 1,3 bilhão no final de 2020 para US$ 22,5 bilhões no ano seguinte.

Num movimento orquestrado em um fórum de discussão do Reddit, os investidores fizeram a ação da companhia disparar de US$ 19,26 no final de dezembro para impressionantes US$ 380 na máxima registrada nesta quarta na Bolsa de Nova York (Nyse) – uma alta de mais de 1.800%.

Os integrantes do wallstreetbets decidiram comprar as ações da empresa para desafiar os analistas e os investidores de Wall Street, que previam que os papéis da GameStop perderiam valor diante dos últimos resultados – e que fizeram seus investimentos com base nessas previsões.

Com a compra em massa de ações da GameStop, os papéis da companhia passaram a se valorizar, prejudicando quem apostava contra a empresa no mercado financeiro.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

IA avança no mercado de trabalho; grupo cria fundo de US$ 500 milhões para preparar trabalhadores

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/06/2026 03:44

Trabalho e Carreira IA avança no mercado de trabalho; grupo cria fundo de US$ 500 milhões para preparar trabalhadores Organização criada por democratas e republicanos nos EUA vai financiar programas de qualificação para ajudar profissionais a se adaptar às mudanças provocadas pela inteligência artificial. Por Associated Press

Logotipo da OpenAI em um celular diante de uma imagem gerada pelo DALL·E, ferramenta de criação de imagens do ChatGPT. — Foto: Michael Dwyer/AP

Os Estados Unidos têm avançado rapidamente rumo a um futuro impulsionado pela inteligência artificial, mas sem um plano claro para evitar o que pode resultar em perdas massivas de empregos.

Enquanto críticos alertam para cenários catastróficos dignos de filmes de ficção científica, defensores da tecnologia afirmam que a IA criará tanta riqueza que não há motivo para preocupação com milhões de demissões.

Uma nova organização sem fins lucrativos, criada por integrantes dos dois principais partidos políticos dos EUA, pretende garantir que o país aproveite os ganhos econômicos prometidos pela inteligência artificial sem deixar os trabalhadores para trás.

Batizada de RAISE US, a iniciativa começa com mais de US$ 500 milhões para investir em novas formas de educação e capacitação profissional. A estratégia prioriza parcerias com estados e grandes empregadores, em vez do governo federal.

Fundada pela ex-secretária de Comércio Gina Raimondo, democrata, e pelo ex-governador de Indiana Eric Holcomb, republicano, a organização pretende testar programas e incentivos para ajudar trabalhadores americanos a migrarem para novas carreiras em uma economia cada vez mais automatizada pela inteligência artificial.

"Estamos falando de um nível de desemprego que pode desestabilizar nosso país e nossa democracia", afirmou Raimondo em entrevista. "Se queremos liderar o mundo em IA, precisamos agir para garantir que nossa democracia não desmorone."

Inicialmente, a RAISE US trabalhará com governos de Arkansas, Connecticut, Maryland e Utah, além de algumas das maiores empresas e organizações filantrópicas dos Estados Unidos.

A proposta é desenvolver políticas que aproximem escolas e empregadores, para que trabalhadores demitidos possam ser direcionados rapidamente para novas vagas, preferencialmente com salários mais altos.

O grupo também estuda mudanças em impostos corporativos e outros incentivos para estimular empresas a manterem seus funcionários empregados.

"Coisas boas costumam acontecer quando você transforma quem não tem em quem tem", disse Holcomb.

Entre as empresas parceiras da iniciativa estão Amazon, Microsoft, Anthropic, OpenAI Foundation e Bank of America. Também participam UPS, General Motors, Eli Lilly, Mastercard, AMD, Cisco e IBM.

Raimondo, ex-governadora de Rhode Island e uma das principais responsáveis pela política de IA durante o governo Biden, será a diretora-executiva da organização.

O conselho consultivo reúne nomes como o ex-presidente da Câmara dos Deputados Paul Ryan, o investidor bilionário Stephen Schwarzman, a presidente da central sindical AFL-CIO, Liz Shuler, além dos economistas David Autor, Erik Brynjolfsson e Raj Chetty.

Uma análise divulgada em abril pela Boston Consulting Group (BCG) estima que cerca de metade dos empregos nos Estados Unidos será transformada pela inteligência artificial nos próximos anos.

Segundo o estudo, até 25 milhões de postos de trabalho podem ser eliminados no país ao longo dos próximos cinco anos.

Já o Goldman Sachs estimou, em março, que 25% das horas trabalhadas nos EUA poderão ser automatizadas pela IA.

Mais do que uma ferramenta de busca aprimorada ou geradora de vídeos e imagens, a inteligência artificial pode colocar caminhões autônomos nas estradas, criar fábricas operadas por robôs e substituir profissionais de escritório, advogados e até médicos.

O presidente Donald Trump demonstrou pouca preocupação com a possibilidade de a tecnologia eliminar empregos.

Questionado na terça-feira (23), antes de visitar uma fábrica da Mack Trucks, na Pensilvânia, se a IA poderia tirar o trabalho dos caminhoneiros, respondeu: "No momento, não."

Trump aposta na expansão dos data centers e das usinas de energia voltadas à inteligência artificial como motores para geração de empregos e crescimento econômico.

Embora os investimentos em IA tenham impulsionado a economia, o setor industrial perdeu 68 mil empregos, enquanto o transporte rodoviário eliminou 28,3 mil vagas desde o início do segundo mandato de Trump, segundo dados do Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA (Bureau of Labor Statistics).

"Hoje temos muitos empregos disponíveis e nosso maior problema é encontrar pessoas para ocupá-los", afirmou Trump. "Estamos indo muito bem."

Especialistas em inteligência artificial alertam que o sistema educacional e as políticas de proteção ao trabalhador foram desenhados para uma economia do século XX e não estão preparados para a velocidade e a escala das mudanças provocadas pela IA.

"A inteligência artificial está transformando vários setores simultaneamente, mais rápido do que qualquer instituição consegue responder", afirmou Vivienne Ming, neurocientista e autora do livro Robot-Proof: When Machines Have All the Answers, Build Better People ("À prova de robôs: quando as máquinas têm todas as respostas, forme pessoas melhores").

Segundo Ming, embora a riqueza gerada pela IA possa criar demanda por novos trabalhadores, as habilidades necessárias na nova economia vão muito além de profissões como encanador ou pedreiro.

"O que realmente importa é curiosidade e flexibilidade intelectual", disse. Ela afirma que nem o sistema educacional nem as políticas de trabalho estão desenvolvendo o capital humano necessário para a era da inteligência artificial.

Raimondo afirmou que a organização pretende usar os estados como laboratórios para testar ideias que, no futuro, possam ser transformadas em políticas nacionais pelo Congresso, incluindo mudanças mais profundas no sistema tributário e na educação.

"Não tenho muita esperança de que o Congresso tome medidas ousadas sobre esse tema nos próximos anos, e acho que não podemos esperar tanto tempo", disse.

"A história mostra que, quando o governo federal finalmente age, costuma olhar para o que já deu certo nos estados. Tenho bastante confiança de que eles vão observar o trabalho que estaremos fazendo", completou.

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ANP muda regras do mercado de gás; entenda como isso pode afetar suas contas em casa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 14:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,172-0,16%Dólar TurismoR$ 5,374-0,27%Euro ComercialR$ 5,889-0,06%Euro TurismoR$ 6,137-0,1%B3Ibovespa173.606 pts0,94%MoedasDólar ComercialR$ 5,172-0,16%Dólar TurismoR$ 5,374-0,27%Euro ComercialR$ 5,889-0,06%Euro TurismoR$ 6,137-0,1%B3Ibovespa173.606 pts0,94%MoedasDólar ComercialR$ 5,172-0,16%Dólar TurismoR$ 5,374-0,27%Euro ComercialR$ 5,889-0,06%Euro TurismoR$ 6,137-0,1%B3Ibovespa173.606 pts0,94%Oferecido por

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou, nesta sexta-feira (26), uma nova regulamentação para o mercado de gás natural. As regras permitem que diferentes empresas negociem o uso de estruturas essenciais do setor, como terminais de gás natural liquefeito (GNL), gasodutos e unidades de processamento, em condições iguais de acesso.

Na prática, a medida pode aumentar a competitividade do mercado de gás nos próximos anos e, indiretamente, beneficiar o consumidor.

🔎 A mudança busca aumentar a concorrência no mercado de gás ao facilitar o acesso de novas empresas a essa infraestrutura, hoje concentrada nas mãos de grandes agentes do setor. Com mais competição, o mercado pode se tornar mais eficiente. O efeito, porém, não é imediato nem significa uma redução automática nas tarifas.

"Essa sempre foi uma infraestrutura muito concentrada, então essa abertura de fato aumenta a concorrência. Porém, essa medida regulatória deve levar algum tempo para chegar ao bolso do consumidor", explica Carlos Castro, planejador financeiro CFP pela Planejar.

O especialista compara a lógica da medida à privatização do setor de telecomunicações, em que os serviços ficaram mais baratos após o aumento da concorrência.

A regulamentação coloca em prática um trecho da Nova Lei do Gás, sancionada em 2021, e faz parte de um conjunto de medidas para reduzir a concentração do mercado e estimular a entrada de novos investidores.

Entre as empresas que operam parte dessa infraestrutura estão Petrobras, Eneva e GNA. A Petrobras também participa da rede de escoamento da produção de gás em parceria com Shell, Petrogal Brasil e Repsol Sinopec, além de operar unidades de processamento.

Segundo a ANP, a nova regra estabelece critérios para tornar o acesso a essas estruturas mais transparente e garantir condições iguais a todos os interessados. Antes de ser aprovada, a proposta passou por análise de impacto regulatório, consulta pública e audiência pública.

Entre as principais mudanças está a exigência de que as empresas que administram terminais de gás mantenham separadas, na contabilidade, as atividades de operação desses terminais das demais atividades do grupo.

A norma também estabelece regras para a negociação do uso dessa infraestrutura, define quais informações deverão ser divulgadas aos interessados e cria mecanismos para evitar que parte da capacidade fique ociosa enquanto outras empresas não conseguem acesso.

A agência também informou que dará preferência à mediação e à conciliação para resolver conflitos entre empresas durante as negociações.

Esta é a primeira regulamentação da ANP sobre o tema. Uma segunda norma ainda será publicada para definir como serão solucionados os conflitos relacionados ao acesso às infraestruturas essenciais do setor.

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