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Colômbia acusa Equador de ‘interferência deliberada’ na eleição presidencial em meio a disputa tarifária

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/05/2026 16:47

Mundo Colômbia acusa Equador de 'interferência deliberada' na eleição presidencial em meio a disputa tarifária O presidente do Equador, Daniel Noboa, disse que removeria tarifas bilaterais após acordo com o candidato de direita Abelardo De La Espriella, opositor do governo de Gustavo Petro. Por Reuters

O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia acusou neste sábado o Equador de "interferência deliberada" na eleição presidencial colombiana de domingo, depois que o presidente do Equador concordou em suspender tarifas comerciais em uma conversa com um candidato presidencial.

O presidente do Equador, Daniel Noboa, disse na sexta-feira que seu país removeria as tarifas bilaterais em 1º de junho, depois de chegar a um acordo com o candidato presidencial colombiano de direita Abelardo De La Espriella, opositor do governo de Gustavo Petro.

Petro não pode se reeleger para um segundo mandato consecutivo. Ele apoia Iván Cepeda, de esquerda, como sucessor.

Noboa disse no X que a medida seria tomada depois de "confirmar a disposição (de De La Espriella) de promover uma luta real e conjunta contra o narcoterrorismo". Ele também disse que eles haviam concordado com a entrega de criminosos equatorianos que estão na Colômbia.

O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia rejeita "a apresentação enganosa da decisão de remover as tarifas como uma medida de boa fé do governo equatoriano", disse a pasta em nota, embora tenha acrescentado que removeria as medidas adotadas para mitigar as tarifas do Equador.

Os dois países estão envolvidos há meses em uma disputa comercial, com o Equador cobrando tarifas devido ao fracasso da Colômbia em combater o tráfico de drogas ao longo da fronteira de 586km entre os dois países, uma afirmação que o presidente colombiano Gustavo Petro rejeitou.

De La Espriella, um candidato independente, enfrentará o aliado de Petro, Ivan Cepeda, e a senadora de direita Paloma Valencia, entre outros, na eleição de domingo.

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Rombo das estatais federais soma R$ 5,9 bilhões até abril e já supera todo ano de 2025

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 08:55

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,032-0,57%Dólar TurismoR$ 5,233-0,56%Euro ComercialR$ 5,860-0,42%Euro TurismoR$ 6,109-0,4%B3Ibovespa175.063 pts-0,39%MoedasDólar ComercialR$ 5,032-0,57%Dólar TurismoR$ 5,233-0,56%Euro ComercialR$ 5,860-0,42%Euro TurismoR$ 6,109-0,4%B3Ibovespa175.063 pts-0,39%MoedasDólar ComercialR$ 5,032-0,57%Dólar TurismoR$ 5,233-0,56%Euro ComercialR$ 5,860-0,42%Euro TurismoR$ 6,109-0,4%B3Ibovespa175.063 pts-0,39%Oferecido por

O Banco Central informou nesta sexta-feira (29) que as empresas estatais federais registraram um déficit de R$ 5,93 bilhões nos quatro primeiros meses deste ano.

🔎O termo "déficit" significa que o gasto somado dessas estatais foi maior que a receita que elas conseguiram gerar no ano.

Esse é o pior resultado para os quatro primeiros meses de um ano da série histórica do BC, que tem início em 2002. Até então, o maior rombo para este período havia ocorrido em 2025 (R$ -2,73 bilhões).

O resultado negativo na parcial até abril já supera o déficit registrado em todo ano passado, que foi de R$ 5,1 bilhões.

A série do Banco Central não considera a Petrobras, a Eletrobras e nem as empresas do setor financeiro (bancos públicos).O BC lembra que a Petrobras e a Eletrobras foram excluídos do cálculo das estatais federais em 2009, mas explica que a série histórica de anos anteriores foi revisada com base na nova metodologia — sendo válida, portanto, de 2002 em diante.Entram nesse cálculo empresas como Correios, a Emgepron, a Hemobrás, a Casa da Moeda, a Infraero, o Serpro, a Dataprev e a Emgea.O conceito do Banco Central considera apenas a variação da dívida, conceito amplamente utilizado em análises fiscais internacionais, enquanto o governo se utiliza do conceito conhecido por "acima da linha" (receitas menos despesas, sem contar juros da dívida).

➡️O resultado ruim das estatais federais acontece em um momento de forte crise nos Correios, diante de deterioração do se resultado financeiro.

🔎 Os Correios possuem monopólio em serviços como o recebimento, transporte e entrega de cartões-postais e correspondência, além da fabricação de selos.

Em de 2025, o prejuízo dos Correios foi de R$ 8,5 bilhões. O valor superou em mais de três vezes o prejuízo registrado em 2024, que foi de R$ 2,6 bilhões.

Foi o 14º trimestre consecutivo de prejuízo da empresa desde o 4º trimestre de 2022. O prejuízo acumulado no primeiro semestre de 2025 tinha sido de R$ 4,36 bilhões.

Em dezembro, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a instituições financeiras bancárias (com garantia do Tesouro Nacional), para quitar dívidas e aliviar o caixa.

E o presidente da estatal, Emmanoel Rondon, afirmou, no fim do ano passado, que os Correios precisarão de mais R$ 8 bilhões em 2026 para o enfrentamento da crise financeira da empresa — o que poderá ocorrer por meio de aportes do Tesouro Nacional ou através de um novo empréstimo.

Para enfrentar rombo financeiro, governo autorizou em maio, os Correios a vender seguros, títulos de capitalização e a atuar no mercado de telefonia.

De acordo com o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, encaminhado na semana passada pelo governo ao Congresso Nacional, o governo federal projeta que as estatais federais seguirão no vermelho até 2030.

Também segundo a LDO, os Correios podem continuar a ter um agravamento da situação econômico-financeira, seguindo tendência observada nos últimos dois anos, apesar do plano de restruturação em vigor.

"Entre as medidas do referido plano [de restruturação financeira], estão a redução de custos, com medidas de saneamento de seus planos de previdência complementar, reestruturação de planos de saúde, programas de demissão voluntária, alienação de imóveis ociosos e reajuste tarifário, dentre outras, mas a tendência é de que a empresa ainda apresente elevado prejuízo em 2026", diz o governo.

No documento, o Executivo diz também que é provável que a empresa estatal tenha de receber aportes de capital da União até 2027, algo já admitido pela ministra da Gestão, Esther Dweck.

🔎 Um aporte do governo nos Correios significa que o governo federal, por meio de transferência direta do Tesouro Nacional, vai repassar recursos para a empresa.

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NR-1: empresas estão preparadas para nova regra sobre saúde mental?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/05/2026 04:48

Trabalho e Carreira NR-1: empresas estão preparadas para nova regra sobre saúde mental? Atualização da norma amplia obrigação das empresas de identificar e prevenir riscos psicossociais. Especialistas apontam resistência cultural, despreparo técnico e baixa priorização do tema. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

A atualização da NR-1 entrou em vigor e passou a exigir que empresas identifiquem e previnam riscos psicossociais no trabalho, como assédio moral, metas abusivas, jornadas exaustivas e sobrecarga.

Levantamentos mostram que a maioria das empresas ainda não está totalmente preparada para as novas exigências. Especialistas apontam falta de estrutura, resistência cultural e baixa priorização da saúde mental nas organizações.

Auditores, juízes e procuradores do trabalho afirmam que muitas empresas ainda tratam o tema de forma burocrática, recorrendo a “soluções prontas” sem promover mudanças reais na organização do trabalho.

O Ministério do Trabalho informou que, nos primeiros 90 dias da nova regra, a fiscalização terá foco orientativo, mas reforçou que isso não representa suspensão da norma nem impede autuações em casos aplicáveis.

Desde a última terça-feira (26), entrou em vigor a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que muda a forma como a saúde mental deve ser tratada no ambiente de trabalho ao incluir, de forma explícita, os riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO).

Na prática, a norma amplia a responsabilidade das empresas sobre fatores que podem levar ao adoecimento mental dos trabalhadores, como metas abusivas, jornadas exaustivas, assédio moral, sobrecarga e falhas na organização do trabalho.

🤔 Mas as empresas estão preparadas para essa mudança? Dados de diferentes levantamentos indicam que ainda há um cenário de adaptação lenta e dificuldades estruturais.

Segundo a pesquisa Mapa do RH & DP 2026, elaborada pela Sólides, 57,8% das companhias ainda não possuem Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) com análise de riscos psicossociais implementada.

O estudo mostra que apenas 42,2% dos respondentes afirmam que o PGR já está elaborado e em funcionamento. Entre as empresas que ainda não estão plenamente adequadas, 27,3% possuem um PGR que não contempla a atualização da NR-1, 22% estão com o programa em fase de elaboração e 8,5% dizem não ter PGR formalizado.

A pesquisa inclui empresas com PGR ainda sem análise de riscos psicossociais, organizações em fase de implementação e companhias que sequer possuem o programa formalizado.

Outro levantamento, realizado pelo Pandapé, mostra que a maioria das empresas ainda não está totalmente pronta para a NR-1: apenas 27,3% disseram estar totalmente adequadas, enquanto 49,8% afirmaram estar parcialmente preparadas e 17% ainda nem começaram o processo de adaptação.

Já o Anuário de Benefícios e Práticas Corporativas 2026, produzido pela Swile em parceria com a Leme Consultoria e a Poli Júnior da USP, aponta que 58,9% das empresas dizem estar “totalmente preparadas” para cuidar da saúde mental dos funcionários.

Apesar disso, apenas 11,7% monitoram horas extras, 23,9% acompanham o clima organizacional de forma estruturada e 44,9% analisam indicadores de rotatividade.

Segundo especialistas ouvidos pelo g1, a avaliação predominante é de que a maioria das empresas ainda não está preparada para a atualização da NR-1. Na visão deles, o problema vai além das dificuldades técnicas e envolve falta de estrutura, resistência cultural por parte das organizações e baixa priorização do tema, apesar do interesse crescente pela pauta nos últimos anos.

Para a auditora-fiscal do trabalho Odete Reis, as fiscalizações realizadas pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) mostram que muitas empresas ainda não tratam a saúde mental como prioridade nas políticas de gestão.

Segundo ela, é comum que as organizações deixem de buscar profissionais qualificados para analisar a organização do trabalho e seus impactos sobre os funcionários, concentrando as ações apenas em aspectos mais tradicionais da segurança ocupacional.

“A partir das nossas fiscalizações, a gente vê infelizmente que as empresas não estão com o olhar voltado para isso ainda. Eu acho que não passou a ser prioridade ainda. Eu vejo que elas estão interessadas, estão buscando se capacitar, então a gente espera que isso mude”, afirma.

A juíza do trabalho Mirella Cahú afirma que há um “grande despreparo técnico” porque a discussão sobre saúde mental no ambiente corporativo ainda é recente tanto para a sociedade quanto para parte dos profissionais da área.

Ela também destaca a existência de uma barreira cultural, já que muitos empregadores ainda enxergam o adoecimento mental como uma questão individual, sem compreender que a norma se refere aos impactos provocados pela própria organização do trabalho.

“Estudar saúde mental é algo muito novo. Pensar tecnicamente em saúde mental do trabalho é mais novo ainda. Não é necessariamente má-fé, mas há um despreparo técnico para pensar em gestão de risco psicossocial”, explica.

Na visão da procuradora do trabalho Gisela Nabuco, o principal problema não é falta de capacidade de adaptação, mas sim falta de comprometimento na implementação das medidas.

Ela argumenta que a obrigação de gerenciar riscos ocupacionais, incluindo os psicossociais, já existe de forma estruturada há quatro anos, o que enfraquece o argumento de que não houve tempo suficiente para adequação.

Outro ponto de atenção levantado pelos especialistas é o crescimento de um mercado de “soluções prontas” voltadas ao cumprimento da NR-1.

Segundo eles, diversas consultorias passaram a oferecer checklists e pacotes padronizados, muitas vezes sem embasamento científico, com foco apenas em atender exigências burocráticas, mas sem promover mudanças efetivas nos processos internos das empresas.

“Nos últimos tempos, surgiram diversas soluções à venda que não necessariamente têm base científica”, explica a juíza do trabalho Mirella Cahú.

A procuradora do trabalho Gisela Nabuco acrescenta que há um “vácuo” no mercado em torno do tema, o que abre espaço para distorções. “Isso dá ensejo a um pensamento mercadológico de criar uma fórmula perfeita e esses formatos de vender produtos preconcebidos que não existem”, afirma.

Na prática, especialistas avaliam que as soluções padronizadas não atacam o problema central: a necessidade de mudanças na organização do trabalho e na gestão dos riscos psicossociais.

Outro ponto destacado é que a atualização da NR-1 não obriga empresas a contratar psicólogos, oferecer terapia ou criar programas isolados de bem-estar. Segundo os especialistas, essas iniciativas podem complementar as ações internas, mas não substituem a obrigação central da norma.

“Oferecer benefícios não resolve se o trabalho continuar adoecendo as pessoas”, afirma Mirella Cahú. “A exigência é mudar práticas de trabalho que geram sofrimento.”

O setor patronal chegou a pedir um novo adiamento da entrada em vigor das regras, alegando falta de clareza técnica e prazo insuficiente para adaptação. No entanto, representantes do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho avaliam que houve tempo adequado para debate e preparação das empresas.

A atualização, anunciada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em agosto de 2024, amplia a possibilidade de fiscalização e aplicação de multas. A nova regra estava prevista para valer em maio de 2025.

Após pressão de empresas e sindicatos patronais, o governo decidiu adiar a entrada em vigor por um ano. Agora, diante de novos pedidos de prorrogação, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que não pretende realizar um novo adiamento.

“Já houve uma prorrogação no ano passado e, neste momento, não há disposição para novo adiamento”, disse. Segundo o ministro, uma nova mudança só ocorreria com acordo entre empresas e representantes dos trabalhadores — o que não existe hoje.

O Ministério do Trabalho já divulgou um Manual de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, um Guia de Informações sobre os Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho e um documento de perguntas e respostas para orientar empresas e trabalhadores sobre a atualização da norma.

No documento, a pasta afirma que, “durante os 90 dias subsequentes à entrada em vigor, a atuação da Inspeção do Trabalho tende a priorizar ações de orientação, instrução e notificação das organizações quanto à necessidade de adequação, especialmente em relação às novas exigências introduzidas, sem prejuízo da adoção de medidas administrativas nos casos aplicáveis”.

Em nota enviada ao g1, o MTE esclareceu que não foi publicada nenhuma norma específica adiando a aplicação de multas relacionadas à atualização da NR-1 por 90 dias. Segundo o órgão, o que está previsto no documento oficial de perguntas e respostas é a adoção inicial do chamado critério de dupla visita, previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com foco orientativo.

Na prática, isso significa que, nos 90 dias seguintes à entrada em vigor das novas regras, a Inspeção do Trabalho deverá priorizar ações de orientação, instrução e notificação das empresas sobre a necessidade de adequação às novas exigências da norma.

Durante esse período, os auditores poderão verificar documentos, procedimentos internos e medidas adotadas pelas organizações, além de orientar sobre eventuais ajustes necessários. Segundo o ministério, a atuação tende a ter caráter pedagógico e preventivo, sem impedir a adoção de medidas administrativas nos casos considerados aplicáveis.

O MTE afirma ainda que, após esse período inicial, empresas que permanecerem em situação de descumprimento poderão ser autuadas, conforme o caso concreto e os critérios previstos na legislação trabalhista.

O órgão reforça que o prazo de 90 dias não representa uma suspensão da obrigatoriedade da norma, mas sim uma fase inicial de orientação fiscal voltada à implementação e ao aperfeiçoamento das medidas de conformidade pelas organizações.

Especialistas consideram a medida urgente. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 840 mil pessoas morrem todos os anos no mundo por problemas de saúde ligados a riscos psicossociais no trabalho, como jornadas longas, assédio e insegurança no emprego.

No ano passado, o g1 revelou com exclusividade, com base em dados do Ministério da Previdência Social, que o Brasil já vivia uma crise de saúde mental, com o maior número de afastamentos por transtornos mentais em 10 anos, registrado em 2024.

Em 2025, o cenário não só se repetiu como se agravou: mais de meio milhão de afastamentos foram concedidos por transtornos mentais, estabelecendo um novo recorde.

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Como a guerra no Irã afeta o real e outras moedas locais: veja quem são os ganhadores e os perdedores com o conflito

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/05/2026 06:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0270,18%Dólar TurismoR$ 5,2310,37%Euro ComercialR$ 5,8480,1%Euro TurismoR$ 6,0970,27%B3Ibovespa176.589 pts-0,69%MoedasDólar ComercialR$ 5,0270,18%Dólar TurismoR$ 5,2310,37%Euro ComercialR$ 5,8480,1%Euro TurismoR$ 6,0970,27%B3Ibovespa176.589 pts-0,69%MoedasDólar ComercialR$ 5,0270,18%Dólar TurismoR$ 5,2310,37%Euro ComercialR$ 5,8480,1%Euro TurismoR$ 6,0970,27%B3Ibovespa176.589 pts-0,69%Oferecido por

Algumas moedas caíram, outras se mantiveram estáveis e algumas se mostraram mais resistentes – como o yuan chinês – durante a guerra do Irã. — Foto: Getty Images

Quando a guerra dos EUA e Israel com o Irã eclodiu no fim de fevereiro, não foi apenas o Oriente Médio que sentiu as consequências.

À medida que o conflito interrompeu o transporte comercial e o fluxo de mercadorias em todo o mundo, os preços do petróleo subiram, elevando a inflação e abalando os mercados globais.

Como costuma acontecer em tempos de incerteza, alguns investidores se afastaram de investimentos potencialmente mais arriscados em mercados emergentes, colocando seu dinheiro no dólar americano, que é tradicionalmente visto como um porto seguro.

Isso teve impacto sobre muitas moedas — algumas despencaram em valor, enquanto outras se mostraram mais voláteis e algumas até se valorizaram.

Embora o preço do petróleo "afete a todos… as flutuações cambiais podem amplificar ou amortecer esse efeito", diz o economista André Perfeito, da consultoria APCE.

Então, quando combinadas com outros fatores que também afetam a economia, o que essas flutuações cambiais significam para diferentes países e seus cidadãos?

O valor da moeda pode afetar o preço de itens do dia a dia, como alimentos — Foto: Bloomberg via Getty Images

Países que importam grande parte de sua energia, especialmente petróleo, estão entre aqueles cujas moedas sofreram pressão.

Eles incluem Índia, Indonésia, Filipinas, Tailândia e Egito, que enfrentaram novas pressões decorrentes do aumento dos custos de combustível e da persistente escassez de divisas.

À medida que os investidores transferiram dinheiro para dólares americanos, a demanda por essas moedas caiu e seu valor enfraqueceu, o que, por sua vez, elevou o custo do pagamento da dívida emitida em dólares.

O petróleo e outros produtos — que foram afetados pelo bloqueio do transporte no estreito de Ormuz — também são geralmente cotados em dólares.

À medida que uma moeda perde valor, as importações se tornam relativamente mais caras, afetando tudo, desde energia até plásticos e fertilizantes. Isso impacta o preço de alimentos e itens do dia a dia nas lojas.

Na Índia, a rupia caiu cerca de 5% em relação ao dólar americano desde o início da guerra e atingiu repetidas mínimas recordes com a subida dos preços do petróleo.

A moeda indiana já estava enfraquecendo antes do conflito, e o impacto da guerra intensificou essa tendência.

Alguns bancos centrais responderam aumentando as taxas de juros e vendendo algumas de suas reservas de dólares americanos para sustentar o valor de suas moedas.

O Banco da Indonésia tomou essas duas medidas, vendendo repetidamente dólares e comprando sua própria moeda, a rupia indonésia, para aumentar a demanda por ela.

Quando as taxas de juros sobem, isso significa que as pessoas obtêm um maior retorno sobre suas economias, mas isso também significa maiores pagamentos de dívidas, como empréstimos e prestações de imóveis.

O rublo russo tem sido uma das moedas com melhor desempenho em relação ao dólar americano desde o início da guerra com o Irã, em grande parte porque a Rússia é um grande produtor de petróleo — Foto: Bloomberg via Getty Images

Essas moedas frequentemente reagem de forma intensa ao humor do mercado global: enfraquecem quando investidores buscam refúgios seguros como o dólar, mas podem se recuperar rapidamente quando os preços das commodities sobem ou o apetite por risco retorna.

Alguns exportadores de energia, incluindo Brasil e Malásia, se beneficiaram parcialmente dos preços mais altos do petróleo, que aumentaram as receitas de exportação e sustentaram o interesse dos investidores.

Bancos, incluindo Goldman Sachs e Bank of America, destacaram a forte demanda por títulos do governo brasileiro e ações de empresas em relatórios para clientes em abril. O Goldman Sachs aponta o Brasil como sua principal escolha de mercado emergente.

No entanto, Martín Castellano, chefe de pesquisa da América Latina no Institute of International Finance, diz que os preços mais altos da energia podem aumentar a inflação no Brasil, atrasando os cortes nas taxas de juros e afetando os fluxos de capital.

O Brasil também importa produtos refinados, como gasolina e diesel, elevando os custos de combustível no país.

O real brasileiro se fortaleceu em parte devido aos preços mais altos do petróleo — Foto: Getty Images

Além disso, a incerteza política antes da eleição presidencial de outubro “aumentará o prêmio de risco sobre a taxa de câmbio”, escreveu a economista da XP Luiza Pinese em um relatório recente.

A moeda chinesa permaneceu relativamente estável, sustentada em parte por controles de capital e intervenções políticas que limitam flutuações bruscas. Isso inclui restrições à entrada e saída de dinheiro do país e intervenções diretas do banco central para administrar de perto a taxa de câmbio do yuan.

O rublo russo, uma das moedas de melhor desempenho em relação ao dólar desde o início da guerra do Irã, também tem sido sustentado por altas receitas de energia e rígidos controles de capital, incluindo medidas que exigem que os exportadores convertam os lucros estrangeiros em rublos e limitem o fluxo de dinheiro para fora do país.

O dólar australiano tem sido menos volátil, em grande parte porque a Austrália é um grande exportador de commodities, particularmente de minério de ferro — Foto: Bloomberg via Getty Images

Moedas tradicionalmente consideradas portos seguros se fortaleceram no início da crise, à medida que investidores buscavam segurança. O dólar americano e o franco suíço atingiram picos antes de recuarem para níveis semelhantes aos vistos antes da guerra. Moedas ligadas ao petróleo, como a coroa norueguesa, receberam impulso significativo com a alta dos preços do petróleo bruto.

O iene japonês, no entanto, não se comportou como uma moeda típica de porto seguro e enfraqueceu, em parte porque o Japão depende muito da energia importada.

Os dólares canadense e australiano também se beneficiaram de preços mais fortes das commodities que seus países exportam, como petróleo bruto, gás, metais, minério de ferro e carvão, embora as preocupações com o crescimento global e as tensões comerciais tenham limitado esses ganhos.

O euro e a libra esterlina também tiveram seus próprios surtos de volatilidade, impulsionados por preocupações com os custos mais altos de energia, a inflação persistente e a desaceleração do crescimento em toda a Europa.

Economistas dizem que, embora os ataques aéreos iniciais ao Irã tenham levado os investidores a ativos mais seguros e fortalecido o dólar, a moeda americana enfraqueceu desde então, o que poderia ajudar os mercados emergentes.

“Um dólar mais fraco normalmente significa condições monetárias mais fáceis, mais espaço para cortes nas taxas de juros nos países em desenvolvimento e menor aversão ao risco — tudo favorável aos mercados emergentes”, dizem economistas da empresa de investimentos global britânica AllianceBernstein em um relatório recente.

Eles acrescentaram que o papel do dólar permanece central, já que grande parte da dívida das economias emergentes é emprestada em dólares americanos e as principais commodities também são cotadas em dólares, o que significa que um dólar mais fraco tende a melhorar suas perspectivas.

No entanto, o FMI alertou em abril que as interrupções contínuas da guerra do Irã estão empurrando a economia global para seu cenário “adverso”, marcado por uma combinação de crescimento fraco e inflação mais alta.

Nesse cenário — onde os preços do petróleo permanecem altos, a inflação se torna menos estável e as condições financeiras se tornam mais restritivas — o crescimento global pode cair para 2,5% com a inflação subindo para 5,4%, em comparação com a previsão atual do fundo de 3,1% com 4,4% de inflação.

O FMI também traçou um cenário mais severo, no qual o crescimento global cai para 2% e a inflação ultrapassa 6%. Espera-se que o FMI atualize suas previsões novamente em julho.

Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês).

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Curtidas não pagam as contas: como transformar seguidores e views em faturamento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/05/2026 03:53

Empreendedorismo Guia do empreendedor Curtidas não pagam as contas: como transformar seguidores e views em faturamento Especialistas explicam como facilitar o contato e usar estratégias simples para aumentar a conversão nas redes sociais. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Ter muitos seguidores já não garante faturamento. Para empreendedores, o desafio agora é transformar curtidas e visualizações em vendas.

📱🛒 Segundo o Sebrae, vivemos em um mundo "phigital", que mistura o físico e o digital. Isso significa que postar conteúdo bonito não basta. O que faz diferença é facilitar o próximo passo: o contato.

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Labubu chega oficialmente ao Brasil em junho após explosão de versões falsificadas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/05/2026 10:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,019-0,19%Dólar TurismoR$ 5,212-0,28%Euro ComercialR$ 5,8420,11%Euro TurismoR$ 6,081-0,02%B3Ibovespa177.816 pts0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,019-0,19%Dólar TurismoR$ 5,212-0,28%Euro ComercialR$ 5,8420,11%Euro TurismoR$ 6,081-0,02%B3Ibovespa177.816 pts0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,019-0,19%Dólar TurismoR$ 5,212-0,28%Euro ComercialR$ 5,8420,11%Euro TurismoR$ 6,081-0,02%B3Ibovespa177.816 pts0,91%Oferecido por

Os bonecos Labubu serão vendidos oficialmente no Brasil. A Candide confirmou nesta terça-feira (26) uma parceria com a Pop Mart, empresa chinesa dona dos personagens, para trazer os produtos ao mercado brasileiro.

As vendas começam já em junho, com previsão para o dia 5, informou a Candide ao g1. Segundo a empresa, a operação da Pop Mart no Brasil contará com 30 produtos diferentes, com preços entre R$ 299,99 e R$ 799,99.

Os Labubus são bonecos de pelúcia com aparência excêntrica e dentes serrilhados, criados em 2015 pelo artista de Hong Kong Kasing Lung.

Eles viraram febre nos últimos meses, primeiro entre celebridades. Rihanna, Maya Massafera, Virginia Fonseca e Marina Ruy Barbosa já apareceram com os bonecos pendurados em bolsas.

Os originais são vendidos em caixas-surpresa, o que significa que o comprador só descobre qual personagem recebeu depois de abrir a embalagem. Dependendo da sorte, é possível tirar desde modelos comuns até versões raras da coleção.

Após a parceria com a Pop Mart, os personagens ajudaram a fabricante chinesa a faturar mais de US$ 2,3 bilhões, segundo a Forbes.

Até então, os produtos da Pop Mart não eram vendidos oficialmente no Brasil. Com a febre dos bonecos nas redes sociais, versões falsificadas passaram a ser facilmente encontradas no país.

Enquanto um Labubu original chegou a custar US$ 300 (cerca de R$ 1,6 mil) em junho do ano passado, era possível encontrar réplicas na região da 25 de Março por preços entre R$ 65 e R$ 250, como mostrou o g1 em junho de 2025.

"Chegou a hora de oferecer essa experiência de forma oficial, com acesso amplo e a qualidade que a marca representa", disse Moise Candi, CEO da Candide.

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É #FAKE que fabricação de produtos de Adidas, Nike e Umbro vai ser transferida do Brasil para o Paraguai

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/05/2026 16:26

Fato ou Fake É #FAKE que fabricação de produtos de Adidas, Nike e Umbro vai ser transferida do Brasil para o Paraguai Posts mentem ao citar que Grupo Dass decidiu transferir produção nacional para essas marcas. Em nota publicada nesta sexta, empresa diz 'que não há qualquer plano ou possibilidade de fechamento das unidades do Brasil'. Por Redação g1 — g1

Circula nas redes sociais uma publicação dizendo que produção da Adidas, da Nike e da Umbro será transferida do Brasil para o Paraguai. É #FAKE.

Desde 20 de maio, publicações no X que acumulam mais de 600 mil visualizações exibem uma imagem com o seguinte texto: "Adidas, Nike e Umbro serão fabricadas no Paraguai após a gigante brasileira escolher transferir quase toda produção para o país". Veja dois exemplos de legendas que propagaram essa alegação: "Adeus fábricas da Nike, Adidas e Umbro" ; e "Mais uma empresa deixando o Brasil. O Grupo Dass, fabricante de tênis da Nike, Adidas e Fila, irá se mudar para o Paraguai em busca de menos impostos e mais competitividade. Enquanto o Brasil pune quem produz, empregos e investimentos vão embora".

Mas isso é mentira. Na sexta-eira (22), o Grupo Dass (empresa brasileira responsável pela produção de Adidas, Umbro e Nike na América do Sul) divulgou um comunicado negando o fim da produção em território nacional. Publicada no site oficial e nas redes sociais da companhia, a nota diz: "A informação que circula de que a empresa estaria deixando o Brasil para migrar as suas operações para o Paraguai é totalmente falsa e não procede. Trata-se de um equívoco grave e de pura desinformação. Não existe qualquer plano ou possibilidade de fechamento das unidades no Brasil. Pelo contrário, as fábricas brasileiras seguem firmes, operando normalmente e são fundamentais para a estratégia do Grupo".

No comunicado oficial publicado no início da tarde de sexta (22), o Grupo Dass explica que a transferência envolveu, na verdade, uma unidade que operava na Argentina e foi realocada para o Paraguai.

"O ajuste das operações na Argentina vem de longa data, motivado por desafios estruturais do setor e sempre tratando de adequar-se às novas realidades econômicas daquele país e à competitividade global. Trata-se de uma reestruturação estritamente local e interna para o mercado argentino, que não possui qualquer relação com o início da operação têxtil no Paraguai e, muito menos, com as operações no Brasil".

A fabricante, que tem sedes no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, prossegue dizendo que a fábrica do Paraguai atua exclusivamente no segmento de confecção para "uma demanda específica", não tendo as instalações necessárias para produzir calçados:

"A unidade da Dasstex, no Paraguai, atua exclusivamente no segmento de confecção (vestuário), operando em uma planta de pequeno porte focada no atendimento de demandas específicas das marcas próprias da companhia. Assim, ressaltamos que é técnica e operacionalmente impossível realizar qualquer migração de maquinários ou de linhas de produção voltadas a calçados esportivos para a unidade fabril paraguaia, visto que os processos industriais, insumos e maquinários de calçados e vestuário são distintos. As marcas produzidas pelo Grupo seguem seus fluxos normais de produção".

50 vídeos VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE.Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)GloboPop: clique para ver vídeos do palco de Fato ou Fake

É #FAKE que fabricação de produtos de Adidas, Nike e Umbro vai ser transferida do Brasil para o Paraguai

Posts mentem ao citar que Grupo Dass decidiu transferir produção nacional para essas marcas. Em nota publicada nesta sexta, empresa diz ‘que não há qualquer plano ou possibilidade de fechamento das unidades do Brasil’.

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Presidente da Bolívia reduz seu salário em 50% em meio a protestos no país

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/05/2026 11:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,013-0,32%Dólar TurismoR$ 5,197-0,55%Euro ComercialR$ 5,8370,01%Euro TurismoR$ 6,065-0,27%B3Ibovespa176.792 pts0,33%MoedasDólar ComercialR$ 5,013-0,32%Dólar TurismoR$ 5,197-0,55%Euro ComercialR$ 5,8370,01%Euro TurismoR$ 6,065-0,27%B3Ibovespa176.792 pts0,33%MoedasDólar ComercialR$ 5,013-0,32%Dólar TurismoR$ 5,197-0,55%Euro ComercialR$ 5,8370,01%Euro TurismoR$ 6,065-0,27%B3Ibovespa176.792 pts0,33%Oferecido por

O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, afirmou nesta segunda-feira (25) que reduzirá seu salário em 50%.

Durante uma cerimônia oficial em Sucre, Paz anunciou que seus ministros também terão os salários cortados pela metade para demonstrar “compromisso com o país”. Os cortes acontecem no momento em que a Bolívia entra na quarta semana de crise política e social.

Os cortes acontecem no momento em que a Bolívia entra na quarta semana de crise política e social. Os protestos têm agravado os problemas de abastecimento nas cidades de La Paz e El Alto, onde a falta de alimentos, combustíveis e medicamentos já afeta mercados, hospitais e postos de gasolina.

Rodrigo Paz, que está no poder há seis meses, enfrenta a pior crise econômica da Bolívia em 40 anos, provocada pela falta de dólares no país.

Nas últimas três semanas, manifestantes bloquearam dezenas de rodovias que dão acesso a La Paz, sede do governo boliviano. Com isso, a cidade passou a enfrentar falta de alimentos, medicamentos e combustível, além do agravamento da inflação, que chegou a 14% em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Os manifestantes rejeitam as reformas propostas pelo governo e acusam Paz de ignorar suas reivindicações. O presidente, por sua vez, afirma que o ex-presidente boliviano Evo Morales está por trás dos protestos.

No domingo (24), Morales pediu que o governo convoque novas eleições em até 90 dias. "Para evitar mortes e feridos, a pacificação depende" de sua renúncia e de um "presidente de transição" que convoque eleições dentro desse prazo, afirmou.

O governo boliviano denunciou as manifestações à Organização dos Estados Americanos (OEA), afirmando que elas tentam “desestabilizar a ordem democrática”. O governo também acusou Morales, considerado foragido e procurado por suposto tráfico de uma menor, de incentivar os protestos.

Presidente entre 2006 e 2019, Morales foi impedido de participar das eleições presidenciais do ano passado após uma decisão constitucional que limitou as reeleições.

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Huawei propõe novo caminho para desenvolver chips em meio a sanções dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/05/2026 23:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0090,17%Dólar TurismoR$ 5,2090,1%Euro ComercialR$ 5,8150,05%Euro TurismoR$ 6,0590,01%B3Ibovespa177.650 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,0090,17%Dólar TurismoR$ 5,2090,1%Euro ComercialR$ 5,8150,05%Euro TurismoR$ 6,0590,01%B3Ibovespa177.650 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,0090,17%Dólar TurismoR$ 5,2090,1%Euro ComercialR$ 5,8150,05%Euro TurismoR$ 6,0590,01%B3Ibovespa177.650 pts0,17%Oferecido por

A Huawei espera projetar chips de ponta até 2031 com densidade de transistores equivalente a processos de 1,4 nanômetro.

A projeção foi feita em apresentação da Huawei sobre o que ela chama de "Lei de Escalonamento Tau" (Tau Scaling Law).

Estande da Huawei da World Artificial Intelligence Conference em Xangai, China, em julho de 2025 — Foto: REUTERS/Go Nakamura

A companhia chinesa Huawei afirmou neste domingo (24, já segunda-feira, 25, em Xangai) que espera projetar chips de ponta até 2031 com densidade de transistores equivalente a processos de 1,4 nanômetro, apesar das sanções dos Estados Unidos. As sanções dificultam que a China obtenha os equipamentos necessários para fabricar esses chips.

A projeção foi feita em apresentação da Huawei sobre o que ela chama de "Lei de Escalonamento Tau" (Tau Scaling Law), um princípio para aprimorar chips em um momento em que a indústria já não pode depender da redução do tamanho dos transistores.

He Tingbo, presidente da divisão de semicondutores da Huawei e diretora do comitê científico da empresa, apresentou o conceito em um discurso intitulado “Novo Caminho dos Semicondutores na Prática”, durante o Simpósio Internacional IEEE sobre Circuitos e Sistemas (ISCAS) de 2026, em Xangai.

Embora a empresa não tenha apresentado dados independentes de desempenho, a meta é significativa porque o processo de 1,4 nm deve estar próximo da fronteira global da fabricação avançada de chips no fim desta década.

A Lei de Escalonamento Tau concentra-se em reduzir o tempo necessário para que sinais e dados se movimentem por chips e sistemas computacionais, afirmou a Huawei. Se tiver sucesso, ela poderá oferecer à empresa uma forma de melhorar desempenho e densidade dos chips apesar das restrições ao acesso da China aos equipamentos semicondutores mais avançados.

A Huawei afirmou que seus chips Kirin programados para serem lançados no segundo semestre de 2026 serão os primeiros a utilizar uma arquitetura relacionada chamada LogicFolding, que, segundo a empresa, reduzirá o comprimento das conexões internas dos chips e melhorará consideravelmente o desempenho.

A empresa informou que projetou e produziu em massa 381 chips nos últimos seis anos com base na Lei de Escalonamento Tau, para uso em setores como smartphones e computação de inteligência artificial.

A Huawei está sujeita a sanções dos Estados Unidos desde 2019. Na época, o governo americano disse haver risco de que a empresa atuasse em espionagem virtual para favorecer o governo chinês. No mesmo ano, o Google suspendeu seus principais acordos com a Huawei.

Washington restringiu o acesso da Huawei a ferramentas avançadas de litografia e a outras tecnologias-chave de semicondutores.

A companhia acabou desenvolvendo tecnologia própria para contornar sanções – a exemplo de um sistema operacional para celulares da marca.

De acordo com a última divulgação de resultados da empresa, a Huawei Technologies cresceu 2,2% em receita em 2025. O avanço foi impulsionado principalmente pelas áreas de infraestrutura de rede e de dispositivos de consumo, enquanto o negócio de computação em nuvem teve queda no faturamento.

A empresa, que tem sede em Shenzhen, alcançou receita de US$ 127,5 bilhões em 2025. O resultado mostra uma desaceleração significativa frente ao crescimento de 22,4% registrado em 2024.

O desempenho de 2025 representa a segunda maior receita anual da Huawei, abaixo apenas do recorde de US$ 128,9 bilhões obtido em 2020. O lucro líquido cresceu 8,6%, chegando a US$ 9,8 bilhões.

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Jovens voltam a usar iPods para fugir das distrações do celular: ‘Só quero ouvir música em paz’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/05/2026 05:46

Tecnologia Jovens voltam a usar iPods para fugir das distrações do celular: ‘Só quero ouvir música em paz’ Fenômeno envolve nostalgia, busca por mais foco e até uma rejeição simbólica da hiperconectividade, segundo especialista. Buscas e vendas de iPods cresceram em plataformas de revenda no Brasil. Por Darlan Helder, g1 — São Paulo

Jovens da Geração Z voltaram a usar iPods para ouvir música longe de notificações, algoritmos e distrações do celular.

Segundo usuários ouvidos pelo g1, o aparelho tem sido usado em treinos, estudos e deslocamentos do dia a dia.

🎵 O ritual parece ter saído de 2006: conectar um fone com fio, girar a roda do aparelho e escolher um álbum baixado manualmente. Mas a cena acontece em 2026, com jovens que estão trocando o celular por… iPods.

O MP3 player lançado pela Apple há mais de duas décadas voltou à rotina da Geração Z — não só pela nostalgia, mas justamente pelo que ele não tem: notificações, algoritmos e feeds infinitos. 🔕

O g1 conversou com jovens que voltaram a usar o iPod no dia a dia para ouvir música durante treinos, estudos e deslocamentos. Segundo eles, o celular passou a atrapalhar demais por causa das notificações e das redes sociais.

"Até hoje existe uma comunidade enorme de pessoas que restauram iPods antigos com bateria nova e mais armazenamento, seja para manter o produto vivo como lembrança ou até mesmo para usá-lo no dia a dia", conta o especialista em Apple Filipe Esposito, que acompanha a empresa há 17 anos.

E a procura pelo dispositivo vem aumentando, segundo empresas consultadas pelo g1. O site de vendas Enjoei informou que o valor total de iPods vendidos na plataforma no primeiro trimestre deste ano (janeiro, fevereiro e março) foi 47% maior do que no mesmo período de 2025.

Já a OLX informou que as buscas por iPods cresceram 18,9% em abril de 2026 na comparação com abril de 2025. De janeiro a abril deste ano, o aumento foi de 22% em relação ao mesmo período do ano passado.

Emanuelle Assunção, de 27 anos, Lisandra Reis, de 29, e Cláudio Wollace, de 26, não se conhecem, mas têm algo em comum: estão cansados de perder tempo nas redes sociais. Por isso, voltaram a usar o iPod, que, além do gostinho de nostalgia, ajuda os três a evitar distrações.

"Eu sentia que o celular acabava me atrapalhando um pouco. Às vezes, eu saía para correr na rua e acabava parando porque chegava alguma notificação e eu ficava curiosa para ver. Óbvio que eu também adoro a vibe nostálgica que ele passa, mas é muito mais para ouvir música em paz", conta Lisandra.

Ela tem um iPod Touch, aquele modelo parecido com um iPhone, e comprou o dispositivo em 2019. Lisandra diz não se lembrar quanto pagou pelo aparelho na época.

Quem também tem um iPod Touch é Emanuelle (todo decorado com adesivos na capinha 💅). Ela conta que comprou o MP3 da Apple em 2024, de segunda mão, por R$ 230.

"Hoje eu uso ele durante os treinos de musculação, às vezes quando estou lendo e também nos deslocamentos de carro por aplicativo", diz Emanuelle.

Segundo ela, em 2024 ainda conseguia usar o Spotify no iPod Touch — modelo que permitia baixar aplicativos. Mas, quando voltou a usar o aparelho em 2026, o aplicativo já não funcionava mais.

Por causa disso, voltou a baixar músicas manualmente no computador para depois transferi-las para o iPod. O g1 verificou que, na App Store, loja de aplicativos da Apple, o Spotify não aparece mais como compatível com nenhum modelo de iPod.

Cláudio diz que muita gente considera ruim o processo de baixar músicas no computador e transferi-las para o iPod, mas que, para ele, isso é "revigorante". Segundo ele, o fato de o aparelho não ter algoritmos também faz diferença, porque permite ouvir apenas as músicas que decidiu colocar ali.

"Mesmo assinando serviços de streaming, como o Spotify, eu ainda prefiro o iPod. Sinto que a qualidade sonora é até melhor", conta.

Ele usa um iPod Nano de segunda mão, comprado em 2025 por R$ 130. O aparelho costuma acompanhá-lo na academia e nos estudos da faculdade. "Eu gosto porque é um aparelho feito só para música, sem notificações ou outras coisas que tirem minha atenção".

Cláudio também diz ter uma relação afetiva com o iPod. "Quando eu era mais novo, sempre quis ter um, principalmente o iPod Touch de 4ª geração, mas não tinha condições na época. Hoje, minha vontade mesmo é ter um iPod Classic (um dos primeiros lançados). Para mim, ele é o top dos tops, mas está muito caro".

Para o especialista em Apple Filipe Esposito, a combinação entre iTunes e iPod não só ajudou a combater a pirataria, como também consolidou o aparelho no mercado. "Existiam outros tocadores de MP3, mas nenhum tinha a conveniência de uma loja própria de músicas ou um gerenciador de playlists como o iTunes", diz.

O primeiro iPod funcionava apenas com computadores Mac, o que limitou as vendas no início. Segundo Esposito, o cenário mudou quando a Apple lançou uma versão do iTunes para PC e tornou o iPod compatível com o sistema da Microsoft.

Pouco tempo depois do lançamento do iPod, a Apple também criou a iTunes Store, sua loja online de músicas.

"Pela primeira vez, os usuários podiam comprar músicas separadamente por US$ 0,99 (cerca de R$ 1,80 na época). Todo o processo era extremamente rápido e fácil, e as músicas podiam ser transferidas em segundos para o iPod", afirma.

A sensação é de que estamos cada vez mais resgatando produtos que pareciam ter ficado no passado: foi assim com os fones de ouvido com fio, com as câmeras Cyber-shot e, agora, com os iPods.

Para Angelica Mari, especialista em cyberpsicologia, área que estuda os impactos da tecnologia no comportamento humano, a tendência reflete uma busca por um período em que a tecnologia tinha limites mais definidos e interferia menos na atenção das pessoas.

Segundo ela, o movimento representa uma recusa simbólica da hiperconectividade e também uma tentativa de diferenciação social.

"No caso dos iPods, baixar as músicas e atualizar manualmente as playlists vão na contramão da conveniência a que fomos acostumados, mas também devolvem um certo nível de autonomia. Hoje, quando uma playlist termina, as plataformas logo sugerem uma sequência parecida para manter o usuário em um ciclo infinito", diz.

Segundo a especialista, o retorno dos fones com fio tem um efeito parecido. "A pessoa sente o cabo, que literalmente conecta o usuário ao dispositivo. Existe uma materialidade que foi eliminada com o Bluetooth", afirma.

Ela também avalia que essa busca por simplicidade acabou ficando cara, o que pode ser percebido nos preços de dispositivos antigos, como iPods, walkmans e câmeras Cyber-shot, em sites de revenda. Um iPod Classic usado — modelo que Cláudio diz sonhar em ter — pode custar mais de R$ 1 mil na internet.

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